terça-feira, 21 de abril de 2009

Cancro do pulmão: Teste à urina pode indicar risco da doença

Investigadores norte-americanos e chineses afirmam que os níveis de um metabólito na urina podem ajudar a identificar aqueles que têm risco da doença

O estudo descobriu pacientes que tinham um nível médio do metabólito NNAL tinham um risco 43% superior de cancro do pulmão, comparativamente aos que tinham níveis mais baixos.

Após terem sido levados em conta diversos factores, como anos de consumo de tabaco, aqueles com níveis mais elevados de NNAL tinham um risco duas vezes superior de cancro do pulmão.
Para além disso, aqueles com níveis elevados de nicotina e NNAL tinham um risco oito vezes maior da doença, comparativamente aos fumadores com níveis mais baixos.

"Fumar leva ao cancro do pulmão, mas existem cerca de 60 carcinogéneos presentes no fumo do tabaco", afirmou Jian-Min Yuan, líder do estudo. "Não há dúvidas que fumar aumenta o risco, mas o porquê disso acontecer apenas em algumas pessoas é ainda uma boa questão", acrescentou.

A equipa de investigadores realizou entrevistas e colheitas de urina e sangue de 50 mil pacientes, e após uma década fizeram uma avaliação do impacto de NNAL em 246 fumadores que desenvolveram cancro do pulmão, e 245 fumadores que não desenvolveram a doença.

Pedro Santos

http://www.upi.com/Health_News/2009/04/20/Urine-test-may-predict-lung-cancer-risk/UPI-59611240277121/

Fármacos antipsicóticos para Alzheimer e demência podem apresentar efeitos adversos

Uma análise de dados, de ensaios clínicos para avaliar a efectividade dos antipsicóticos na Alzheimer (CATIE-AD), revelou que os pacientes idosos com Doença de Alzheimer que são tratados com antipsicóticos de segunda geração devem ser monitorizados relativamente ao aumento de peso e anomalias dos lípidos.

O ensaio de 36 semanas incluiu 421 pacientes com Alzheimer, com uma média de idades de 78 anos, sendo 56 por cento mulheres, que receberam tratamento para delírios e agressão.

Setenta e dois pacientes não foram expostos aos fármacos do estudo, enquanto os restantes participantes receberam tratamentos com olanzapina, quetiapina e risperidona, sendo que podiam mudar de medicação antipsicótica durante o ensaio.

As descobertas, publicadas na edição online da “American Journal of Psychiatry”, revelaram que as participantes femininas ganharam uma média de 63 gramas por semana e o Índice de Massa Corporal (IMC) aumentou 0,03 por semana. As alterações de peso e IMC nos pacientes masculinos não foram estatisticamente significativas.

O Dr. Lon S. Schneider, da Universidade da Califórnia do Sul, em Los Angeles, referiu que a duração da utilização de antipsicóticos pelas mulheres foi associada significativamente a um aumento de peso.

Os investigadores relataram que a prevalência de aumento de peso significativo foi de 20 por cento, 17 por cento e 20 por cento entre os pacientes com uma utilização inferior a 12 semanas, entre 12 a 24 semanas e acima das 24 semanas, respectivamente, em comparação com os 7 por cento dos que não utilizaram estes fármacos.

O efeito no peso foi significativo para a olanzapina e quetiapina, mas menor para a risperidona. A olanzapina também foi associada significativamente a um aumento da circunferência da cintura e a uma diminuição do colesterol bom.

Os resultados de uma análise anterior aos dados do CATIE-AD indicaram que os fármacos não melhoraram a função dos pacientes, nem a qualidade de vida, e não diminuíram a sua necessidade de cuidados.

Os investigadores acrescentaram que o agravamento dos riscos cardíacos e metabólicos, entre estes pacientes com Alzheimer, são particularmente preocupantes e provavelmente explicam o elevado risco de mortalidade observado com estes fármacos.

Isabel Marques

Fontes:
www.reutershealth.com/archive/2009/04/20/eline/links/20090420elin020.html

Ácidos gordos ómega-3 podem ajudar a proteger contra Doença de Parkinson

Investigadores norte-americanos revelaram que os ácidos gordos ómega-3 ajudam a proteger as células do cérebro ao prevenir alterações nos mecanismos de dobragem proteica, devido a uma mutação genética, na Doença de Parkinson.

O Dr. Nicolas Bazan, da Universidade Estatal do Louisiana, e colegas desenvolveram um modelo celular com uma mutação do gene da ataxina-1, tendo o gene da ataxina-1 defeituoso induzido alterações na dobragem da proteína produzida pelo gene. As proteínas mal formadas não conseguem ser processadas correctamente, resultando em proteínas tóxicas que eventualmente matam a célula.

A Ataxia Espinocerebelar, um distúrbio incapacitante que afecta a fala, o movimento dos olhos e a coordenação das mãos, em fases precoces da vida, é um distúrbio que resulta do defeito na dobragem da ataxina-1.

O investigador descobriu que os ácidos gordos ómega-3, o ácido docosahexanóico (DHA), protege as células deste defeito.

O Dr. Bazan referiu que estas experiências fornecem evidência de que a neuroprotectina D1 pode ser aplicada terapeuticamente no combate a diversas doenças neurodegenerativas.

Além disso, este estudo fornece a base para novas abordagens terapêuticas na manipulação das células do epitélio pigmentar da retina, de modo a serem utilizadas no tratamento de pacientes com distúrbios caracterizados por esta mutação, como a Doença de Parkinson, Retinitis Pigmentosa e algumas formas da Doença de Alzheimer.

Isabel Marques

Fontes:
www.upi.com/Health_News/2009/04/20/Omega-3-may-protect-against-Parkinsons/UPI-32731240247314/

Estudo: Estatinas não ajudam a prevenir demência

Um relatório publicado na “Cochrane Database of Systematic Reviews” revelou que as estatinas, fármacos normalmente prescritos para reduzir o colesterol, que incluem o Zarator (atorvastatina), o Zocor (sinvastatina) e o Crestor (rosuvastatina), não ajudam a prevenir a Doença de Alzheimer ou demência.

A Dra. Bernadette McGuinness, da Universidade Queen’s de Belfast, na Irlanda do Norte, referiu à Reuters Health que existem boas evidências de que, na fase mais avançada da vida, administrar estatinas a pessoas com risco vascular não tem qualquer efeito na prevenção da Alzheimer ou demência. Portanto, as estatinas não podem ser recomendadas para este propósito.

Numa revisão inicial, dois relatórios clínicos descreveram uma associação entre a terapia com estatinas e a redução das taxas de Alzheimer na casa dos 70 por cento, mas ainda não tinham sido realizados ensaios aleatórios.

Os investigadores identificaram dois ensaios publicados que incluíram 26.340 participantes, sendo que um comparou a utilização de sinvastatina 40 miligramas ao placebo e o outro comparou a utilização de pravastatina 40 miligramas ao placebo.

A equipa de investigadores referiu que não houve diferenças significativas entre qualquer dos grupos de tratamento, no que se refere à percentagem de participantes classificados como cognitivamente incapacitados.

Igualmente, análises posteriores não revelaram qualquer associação significativa entre os testes cognitivos e a terapia com estatinas, confirmando a falta de um efeito da terapia com estatinas na cognição.

A Dra. McGuinness revelou que os investigadores ficaram um pouco surpreendidos com a falta de eficácia, pois biologicamente parece viável que as estatinas possam ser efectivas na prevenção da demência, devido ao seu papel na redução do colesterol, juntamente com o facto dos estudos observacionais iniciais terem sido tão promissores.

A investigadora acrescentou que se demonstrou que as estatinas não são prejudiciais para a cognição, o que também tinha sido objecto de preocupação anteriormente. Contudo, ainda não se sabe se a utilização de estatinas durante muitos anos, desde a meia-idade, poderá ter algum efeito.

Isabel Marques

Fontes:
www.reutershealth.com/archive/2009/04/20/eline/links/20090420elin024.html

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Remover amígdalas eleva risco de obesidade

Estudo holandês afirma que as crianças que removem as amígdalas e adenóides têm um risco superior de desenvolver excesso de peso ou obesidade

Através de questionários realizados anualmente aos pais de cerca de 4 mil crianças com até oito anos de idade, a equipa de investigadores holandeses notou que a prevalência de excesso de peso aumentou em 61% após a remoção das amígdalas (tonsilectomia), e 136% após a remoção das amígdalas e dos adenóides (adenotonsilectomia).

Os cientistas acreditam que a explicação encontra-se no facto das amígdalas e dos adenóides, quando inflamados, provocarem deglutinação nas crianças, prejudicando-lhes ainda o olfacto, o que afecta a sua alimentação. Após a operação o problema fica resolvido, levando a criança a comer mais pois a deglutição torna-se mais fácil e o olfacto e o paladar mais apurados.
O gasto energético também é menor devido à respiração trabalhosa e aos processos inflamatórios.

Este tipo de cirurgia foi, no passado, indicada aos mínimos sintomas, tendo mesmo chegado a ser considerada como uma medida de saúde pública. Actualmente é restrita a infecções recorrentes sem controle clínico, à obstrução nasal e à apneia do sono.

Pedro Santos

http://saude.sapo.pt/artigos/noticias_actualidade/ver.html?id=990495

Estado aumenta comparticipação em medicamentos para a infertilidade

A ministra da Saúde Ana Jorge revelou, em declarações à Agência Lusa, que a comparticipação nos fármacos indicados para o tratamento da infertilidade vai aumentar de 37 para 69%, sendo que os casais em lista de espera serão encaminhados para o privado.

Segundo a ministra, estas duas medidas constam de dois despachos que entraram em vigor esta segunda-feira, tendo como objectivo cumprir a promessa efectuada pelo Governo em resolver as listas de espera para tratamentos de Procriação Medicamente Assistida (PMA).

Apesar de previsto para o final do ano passado, o encaminhamento de casais que aguardam pelos tratamentos no sector público para o sector privado ainda não começou, devendo apenas acontecer no final do primeiro semestre.

Desta forma, o Ministério da Saúde elaborou um programa provisório que deverá dar resposta aos casais que se encontram em lista de espera há mais de um ano.

Em Portugal, estima-se que haja 500 mil casais inférteis, o que significa que existe um milhão de pessoas que não conseguem ter filhos.

Pedro Santos

Fonte: Agência Lusa

Diabetes: Descontinuar o tratamento com rosiglitazona eleva os níveis de açúcar no sangue

Investigadores norte-americanos relataram que muitos pacientes que suspenderam a utilização do fármaco rosiglitazona (Avandia) para a diabetes, devido a questões relativas à segurança do fármaco, receberam menos tratamento e desenvolveram níveis de glicose no sangue mais elevados.

Uma análise de evidências científicas, publicada em 2007, descobriu que a rosiglitazona aumentava o risco de doença cardiovascular e ataque cardíaco, o que levou muitos médicos e pacientes a descontinuar a utilização do fármaco.

Neste novo estudo, 89 por cento dos pacientes diabéticos estavam a utilizar uma terapia de combinação antes de descontinuarem a utilização da rosiglitazona. Após a suspensão, 33 por cento dos pacientes estavam a receber terapia de combinação e a 13 por cento dos pacientes não tinha sido prescrita qualquer medicação para a diabetes.

A Dr. Etta Fanning, do Centro de Ciências da Saúde da Universidade do Texas, referiu que o controlo do açúcar no sangue também foi afectado, após os pacientes terem parado de tomar o fármaco.

Os autores referiram que, nos pacientes que receberam terapia de combinação, e que tinham valores laboratoriais nos períodos de pré e pós-descontinuação, foram observados aumentos significativos tanto nos níveis da glicose no sangue, em jejum, como da hemoglobina A1c, um indicador standard de controlo a longo prazo do açúcar no sangue.

Este estudo, publicado na “Endocrine Practice”, reafirma que os pacientes que descontinuaram a utilização da rosiglitazona e de outra tiazolidinediona, denominada pioglitazona (Actos ou Glustin), apresentam um risco acrescido de ter níveis de glicose no sangue, em jejum, e de hemoglobina A1c mais elevados, referiram o Dr. Stuart Zarich, cardiologista da Faculdade de Medicina de Yale, e o Dr. Richard Nesto, da Clínica Lahey.

Isabel Marques

Fontes:
www.nlm.nih.gov/medlineplus/news/fullstory_82998.html

Melatonina pode ajudar crianças autistas a dormir

Investigadores norte-americanos sugeriram que a melatonina, uma substância produzida no cérebro pela glândula pineal e presente em muitos alimentos e em suplementos, poderá ajudar as crianças com autismo ou síndrome do X-Frágil a dormir.

O estudo, publicado na “Journal of Clinical Sleep Medicine”, associou o tratamento com melatonina a um aumento da duração do sono de 21 minutos, diminuindo a latência média para o início do sono, ou seja, o período de tempo que se demora a adormecer, em 28 minutos e reduzindo o início do sono em 42 minutos.

A autora principal do estudo, a Dra. Beth Goodlin-Jones, do Instituto MIND, do Sistema de Saúde Davis da Universidade da Califórnia, em Sacramento, sugere que o tratamento com suplementos de melatonina poderá ajudar a aliviar algum do stress que os pais de crianças com necessidades especiais experienciam.

Os problemas de sono são relatados em cerca de 89 por cento das crianças com autismo e em 77 por cento das crianças com síndrome do X-Frágil, a forma mais comum de incapacidades mentais hereditárias que vão desde problemas de aprendizagem a atraso mental.

A Dra. Goodlin-Jones referiu que os problemas em adormecer no início da noite são muito preocupantes para as crianças e suas famílias. Por vezes, as crianças podem levar uma a duas horas a adormecer e frequentemente perturbam a família durante esse período.

O estudo incluiu informações de 12 crianças que preenchiam os critérios de diagnóstico para autismo ou síndrome do X-Frágil, ou ambos, com idades entre os 2 e os 15 anos. A qualidade e a quantidade do sono foram ambas medidas objectiva e subjectivamente. Os participantes receberam suplementos de melatonina ou placebo durante duas semanas.

O autismo é uma perturbação devido à qual as crianças pequenas são incapazes de estabelecer relações sociais normais, comportam-se de maneira compulsiva e ritual e, em geral, não desenvolvem uma inteligência normal.

A síndrome do X-Frágil é uma doença genética ligada ao cromossoma X, sendo a causa mais frequente de atraso mental hereditário. Calcula-se que afecte um em cada 4.000 rapazes e uma em cada 6.000 raparigas. Em Portugal, a doença é ainda muito desconhecida e está subdiagnosticada.

Sites úteis:

APSXF – Associação Portuguesa da Síndrome do X Frágil - http://www.apsxf.org/default.htm

Federação Portuguesa de Autismo - http://www.appda-lisboa.org.pt/federacao/

Isabel Marques

Fontes:
www.upi.com/Health_News/2009/04/16/Melatonin-may-help-autistic-children-sleep/UPI-33031239918127/

domingo, 19 de abril de 2009

Estudo: Antidepressivos são pouco utilizados por idosos

Resultados de um estudo toxicológico post mortem revela que os idosos que se suicidaram não costumam revelar presença de antidepressivos no seu sistema

A presença deste tipo de medicamentos foi encontrada em menos de uma em cada quatro vítimas, e ainda menos naqueles do grupo mais velho, que surgia a partir dos 85 anos de idade.

"Assumindo que muitas das vítimas de suicídio apresentam uma patologia clínica depressiva tratável, os dados deste estudo revelam problemas no fornecimento de medicamentos indicados para pessoas a partir de uma certa idade", afirmou Robert Abrams, do Weill Cornell Medical College em Nova Iorque, Estados Unidos.

Estes dados são baseados no estudo de 255 vitimas de suicídio da cidade de Nova Iorque que tinham pelo menos 65 anos de idade quando faleceram, no período entre 2001 e 2004.

Os resultados dos exames toxicológicos em 162 vitimas revelaram a presença de medicamentação antidepressiva em apenas 23% dos casos.

Pedro Santos

http://www.nlm.nih.gov/medlineplus/news/fullstory_83023.html

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Insulina pode ser a chave para a obesidade

Investigadores norte-americanos afirmam que outros factores, para além dos genes, podem ser a causa da obesidade

Os cientistas acreditam que os dados do estudo indicam que quanto mais rapidamente as células processam insulina, mais gordura acumulam.

Outras pesquisas já haviam sugerido que certos "genes gordos" poderiam estar associados com um acumular excessivo de gordura nas células. No entanto, a equipa de investigadores deste estudo confirmou que estes "genes gordos" encontravam-se expressos ou activados em todas as células, embora elas variassem desde praticamente zero, em certos casos, para pervasivas em outros, na quantidade de gordura que acumulavam.

"Este trabalho vem sublinhar a perspectiva de que toda a informação biológica presente nas células está codificada no mapa genético", afirmaram os investigadores. "Descobrimos que a variabilidade no acumular de gordura depende da forma como as células 3T3-L1 processam a insulina, uma hormona secretada pelo pâncreas após refeições para activar o consumo de glicose do sangue para o fígado, músculo e células gordas", concluíram.

Pedro Santos

http://www.upi.com/Health_News/2009/04/16/Insulin-not-genes-may-be-key-to-obesity/UPI-59261239934158/

Ligação encontrada entre aspirina e pequenas hemorragias cerebrais

Apesar das micro-hemorragias serem visíveis em ressonância, os investigadores afirmam que são inofensivas, pelo que não existem razões para se pararem de tomar aspirinas

Os cientistas holandeses alertaram que as pessoas mais velhas que tomam aspirinas ou medicamentos similares podem sofrer minúsculas hemorragias cerebrais, que são inofensivas mas visíveis através da ressonância magnética.

Os investigadores analisaram mais de mil pessoas com uma idade média de 69 anos, que realizaram exames cerebrais de ressonância magnética entre 2005 e 2006.
Entre os pacientes, 362 deles estavam a tomar medicamentos para a coagulação, como a aspirina, ácido acetil-salicílico, e 245 destes estavam a tomar a aspirina ou similar denominado por carbasalato de cálcio.

Através de uma análise dos resultados os investigadores notaram que a probabilidade de um paciente que estava a tomar aspirina ou carbasalato de cálcio ter micro-hemorragias cerebrais era superior comparativamente aos restantes, com o risco a aumentar consoante as doses consumidas.

"O nosso estudo mostrou uma associação entre uso de aspirina e a presença de micro-hemorragias. Mas é muito importante entender que nós não mostramos que a aspirina causa as hemorragias e nem que as pessoas que têm micro-hemorragias e estão a usar a aspirina terão um risco maior de hemorragias cerebrais sintomáticas, ou seja, grandes", afirmou Meike Vernooij, do Centro Médico da Universidade Erasmus MC, em Roterdão, Holanda.

"Temos de entender que as pessoas que estavam a tomar aspirina ou outros medicamentos contra coágulos faziam isso por uma razão muito clara: ou tinham probabilidade maior de ter isquemia cardíaca, ou seja, enfarte, ou isquemia cerebral, ou seja, derrame", acrescentou o investigador, sublinhando que os efeitos benéficos da aspirina não devem ser descartados.

Pedro Santos

http://saude.sapo.pt/artigos/noticias_actualidade/ver.html?id=989938

Dificuldade em dormir aumenta as dores dos pacientes com cancro

Um estudo publicado na revista científica “Journal of Clinical Sleep Medicine” revelou que os problemas de sono provocam um aumento da dor e da fadiga nos pacientes com cancro.

Os resultados demonstraram que mais de metade dos pacientes dormia mal, 26 por cento com problemas moderados ou graves de sono. Comparativamente com os pacientes que não sofriam de alterações do sono, o grupo que tinha problemas graves em dormir sofreu de mais fadiga, dores e depressões.

O facto de se ser mais jovem e a recente administração de quimioterapia foram ambos associadas a um aumento dos problemas de sono. De acordo com os autores, os pacientes mais jovens tendem a receber quimioterapias mais agressivas do que os pacientes com mais idade, pelo que poderão estar expostos a uma maior toxicidade relacionada com o tratamento.

De acordo com os autores, a relação entre a dor e o sono tem sido frequentemente assumida como recíproca. Contudo, no actual estudo, um modelo de causa recíproca não encaixava nos dados, e os modelos nos quais a dor causou os problemas de sono também não encaixavam tão bem como o modelo em que os problemas de sono causavam a dor.

O Dr. Edward J. Stepanski, da ACORN (Accelerated Community Oncology Research Network), uma rede de clínicas comunitárias oncológicas, em Memphis, nos Estados Unidos, explicou que os investigadores acreditavam que poderiam encontrar uma relação bidireccional entre a insónia e a dor, mas encontraram que a dificuldade em dormir se ajustava mais à causa da dor do que à sua consequência.

O Dr. Stepanski declarou ainda que diversos estudos têm demonstrado que a terapia cognitivo-comportamental melhora o sono nos pacientes com cancro que têm insónias. O investigador acredita que este tipo de intervenção pode ajudar a reduzir a dor e a fadiga dos pacientes através da melhoria do sono.

O estudo foi desenvolvido a partir de dados de 11.445 pacientes com cancro em tratamento na West Clinic, uma organização sem fins lucrativos que fornece serviços aos pacientes com cancro, em Memphis. Os participantes tinham uma média de idades de 61,5 anos, 74 por cento eram mulheres, sendo o cancro da mama o cancro mais comum, e 25 por cento dos pacientes tinha recebido quimioterapia nos últimos 30 dias.

Isabel Marques

Fontes:
www.dmedicina.com/enfermedades/cancer/actualidad/dificultad-dormir-incrementa-dolores-pacientes-cancer-1
www.huliq.com/11/79730/trouble-sleeping-leads-pain-cancer-patients

Deficiência das vitaminas A e C associada a um maior risco de asma

Um estudo da Universidade de Nottingham, no Reino Unido, revelou que as pessoas com deficiência das vitaminas antioxidantes A e C podem apresentar um risco acrescido de asma.

Os investigadores descobriram que as pessoas com asma grave apresentavam uma ingestão significativamente mais baixa de vitamina C (cerca de metade da dose diária recomendada), em comparação com aquelas com asma ligeira.

Além disso, os baixos níveis de vitamina C no sangue e a menor ingestão de alimentos que contêm vitamina C foram associados a um risco 12 por cento maior de sofrer de asma.

No caso da vitamina A a relação não é tão clara, mas o Conselho de Investigação Médica do Reino Unido assegura que também existe uma associação significativa. A ingestão média de vitamina A entre as pessoas com asma era de 182 microgramas por dia, entre um quarto e um terço da dose diária recomendada.

A descoberta, publicada na revista científica “Thorax”, tem como objectivo tentar esclarecer a incerteza que tem caracterizado os últimos 30 anos de investigação nesta área que relaciona as carências vitamínicas e este distúrbio respiratório.

A equipa do Dr. Jo Leonardi-Bee reviu 40 estudos realizados entre 1980 e 2007 para assinalar os níveis baixos de vitamina A e de vitamina C como factores de risco para o desenvolvimento de asma, enquanto descartava qualquer tipo de relação entre esta doença e a vitamina E.

Os investigadores concordam na necessidade de continuar a investigação, visto que os dados apontados constituem um avanço, mas não são conclusivos. Além disso, existem outros factores, como deixar de fumar, a actividade física ou o estatuto sócio-económico, que ainda não foram tomados em consideração.

Isabel Marques

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Brócolos podem combater germes

Estudo revela que o consumo de brócolos reage melhor a infecções

A pesquisa foi realizada em 50 voluntários, divididos em dois grupos, infectados com o germe Helicobacter pylori.
Durante o período de oito semanas, um grupo comeu até cem gramas de brócolos por dia, enquanto o outro consumiu uma quantidade equivalente de alfafa.

Através de exames padronizados de sangue e fezes, a equipa de investigadores descobriu que o grupo que consumiu brócolos reduziu significativamente os níveis de infecção do germe, enquanto os níveis no grupo de controlo permaneceram inalterados.

Apesar de existirem tratamentos antibióticos para a infecção do Helicobacter pylori, nem sempre são efectivos, podendo mesmo provocar efeitos secundários desagradáveis.

"Estamos animados com os resultados, mas temos de ser cautelosos para não os interpretar em demasia", afirmou Jed W. Fahey, co-autor do estudo. "Uma redução no H. pylori deveria levar a uma redução na inflamação, mas não provamos isso nesta pequena experiência clínica", adiantou o investigador, acrescentando ainda que bastaria apenas uma pequena mudança nos hábitos alimentares para obter um grande feito em doenças crónicas.

Pedro Santos

http://saude.sapo.pt/artigos/noticias_actualidade/ver.html?id=989833

Café e chá associados a um menor risco de cancro do endométrio

Novas descobertas sugerem que as mulheres que bebem algumas chávenas de café e chá por dia podem ter um menor risco de cancro do endométrio.

O cancro do endométrio surge no revestimento do útero, sendo que alguns factores de risco estão estabelecidos, incluindo a idade avançada, obesidade e factores que expõem as mulheres a mais estrogénio, tais como uma menopausa tardia e terapia com estrogénio após a menopausa. Contudo, o possível papel da dieta alimentar tem sido menos claro.

Neste novo estudo, publicado na “International Journal of Cancer”, os investigadores descobriram que, entre as aproximadamente 1100 mulheres que analisaram, as que consumiam café e chá pareciam ter um menor risco de cancro uterino do que as que não consumiam estas bebidas.

As mulheres que bebiam mais de quatro chávenas de café e chá por dia tinham apenas metade da probabilidade de ter cancro do endométrio, em comparação com as que não bebiam. Igualmente, as mulheres que apenas bebiam chá, mais de duas chávenas por dia, tinham um risco 44 por cento menor de desenvolver a doença.

De acordo com a Reuters Health, as mulheres que consumiam apenas café demonstraram também um menor risco, mas as evidências não foram tão fortes. Aquelas que bebiam mais de duas chávenas por dia tinham uma probabilidade 29 por cento menor de ter cancro do endométrio, mas esta descoberta não foi significativa em termos estatísticos.

Ainda não é claro exactamente por que o chá e o café podem proteger contra o cancro do endométrio. A Dra. Susan E. McCann, do Instituto do Cancro Roswell Park, em Buffalo, Nova Iorque, referiu que a cafeína é uma possibilidade.

Quando os investigadores analisaram apenas o consumo de café descafeinado, descobriram que não havia qualquer associação entre a bebida e o risco de cancro do endométrio.

Adicionalmente, a investigação no laboratório demonstrou que a cafeína estimula determinadas enzimas que ajudam a neutralizar as substâncias no organismo potencialmente causadoras de cancro.

Contudo, outros compostos presentes no chá e no café podem também ter influência, uma vez que ambas as bebidas contêm vários compostos antioxidantes, como flavonóides, catequinas e isoflavonas, que ajudam a proteger as células de danos que podem eventualmente levar ao cancro.

Todavia, estas descobertas demonstram apenas uma associação entre estas duas bebidas e um menor risco de cancro do endométrio, mas a questão de que se o café e o chá são responsáveis pelo benefício necessita de mais investigação.

Isabel Marques

Fontes:
www.reutershealth.com/archive/2009/04/16/eline/links/20090416elin002.html

Antiepiléptico valproato durante a gravidez pode prejudicar função cognitiva do bebé

A utilização do fármaco anti-convulsivante valproato, ou ácido valpróico, durante a gravidez parece ter um impacto negativo e permanente no cérebro do bebé.

O Dr. Kimford J. Meador, da Universidade de Emory, em Atlanta, e colegas alertam que o valproato não deve ser utilizado com um fármaco antiepiléptico de primeira linha nas mulheres grávidas ou nas mulheres com potencial para engravidar, uma vez que os dados indicam que metade de todas as gravidezes não são planeadas.

De acordo com a Reuters Health, os investigadores estudaram 258 crianças cujas mães estiveram grávidas entre 1999 e 2004, enquanto tomavam lamotrigina, fenitoína, carbamazepina, ou valproato para a epilepsia.

A equipa do Dr. Meador descobriu que a utilização de valproato durante a gravidez estava associada a uma função cognitiva reduzida nas crianças com três anos.

Os investigadores publicaram na “The New England Journal of Medicine” que o Quociente de Inteligência (QI) médio das crianças expostas ao valproato era de 92, significativamente mais baixo do que QI médio de 101 das crianças expostas à lamotrigina, de 99 para aquelas expostas à fenitoína e de 98 das expostas à carbamazepina.

Contudo, os investigadores alertam que as mulheres não devem parar de tomar o valproato repentinamente se ficarem grávidas.

Num editorial publicado com o estudo, o Dr. Torbjorn Tomson, do Instituto Karolinska, em Estocolmo, referiu que, enquanto a maioria dos defeitos congénitos graves podem ser detectados através de testes pré-natais, sendo que muitos podem ser tratados cirurgicamente com sucesso após o nascimento, as incapacidades cognitivas não podem ser testadas nem reparadas.

O Dr. Tomson relatou ainda que as mulheres com epilepsia devem ser aconselhadas sobre a importância de planearem as suas gravidezes, sendo que a discussão destas descobertas deve ser incluída no aconselhamento.

De acordo com o investigador, esperar até que a mulher esteja grávida para mudar entre fármacos antiepilépticos é provavelmente demasiado tarde para proteger o feto, porque mudar com segurança de fármacos antiepilépticos normalmente requer um período de meses, com a utilização de múltiplos medicamentos durante o período de transição.

Reduzir a dosagem de valproato para menos de 800 miligramas por dia pode ser uma opção, mas apenas depois de uma avaliação cuidadosa por parte do médico, dado que os riscos de convulsões não controladas devem ser ponderados em relação aos riscos da utilização do valproato.

Isabel Marques

Fontes:
www.reutershealth.com/archive/2009/04/16/eline/links/20090416elin022.html

Asma juntamente com trânsito diminuem funções dos pulmões

Estudo analisou combinação entre presença de trânsito na vida de pessoas que sofrem de asma

A pesquisa analisou 176 adultos com asma ou rinite, tendo os investigadores descoberto que quanto mais perto os asmáticos vivem de zonas com trânsito, piores são as suas funções pulmonares.
"Viver perto da estrada estava associado a uma função pulmonar mais reduzida", afirmam os cientistas.

A equipa de investigadores verificou a função pulmonar de 176 adultos com cerca de 43 anos de idade de média, sendo que 145 deles estavam a ser tratados para a asma crónica, e 31 para a rinite.

Os cientistas averiguaram a proximidade dos pacientes de zonas com estradas, comparando a sua função pulmonar com a distância dessas mesmas zonas.
Aqueles que viviam mais perto de uma estrada tinham funções pulmonares mais fracas comparativamente aos que viviam mais longe.

Outros estudos já haviam demonstrado que a saúde dos pulmões era afectada por zonas onde havia grande trânsito, mas este é o primeiro estudo a demonstrar que viver perto de uma estrada reduzia as funções pulmonares.

A equipa de investigadores do estudo recomenda assim que os pacientes que sofrem deste tipo de doenças respiratórias tentem reduzir ao máximo a exposição à poluição, sobretudo nas zonas com bastante trânsito.

Pedro Santos

http://www.nlm.nih.gov/medlineplus/news/fullstory_82917.html

Bezafibrato pode ajudar a prevenir ou retardar a diabetes tipo 2

Resultados de um estudo, publicados na “Diabetes Care”, revelaram que o fármaco bezafibrato, utilizado para tratar o colesterol elevado, parece também prevenir ou retardar o desenvolvimento da diabetes tipo 2.

O bezafibrato, que pertence ao grupo dos fibratos, é utilizado particularmente para baixar os triglicerídeos e aumentar as lipoproteínas de elevada densidade, o bom colesterol, e é comercializado como Bezalip, em Portugal.

O Dr. James H. Flory, da Faculdade de Medicina da Universidade da Pensilvânia, em Filadélfia, referiu à Reuters Health que, se estudos adicionais confirmarem estas descobertas, o bezafibrato poderá tornar-se um fármaco antidiabético oral que também reduz o risco cardiovascular associado ao colesterol elevado.

Os investigadores colocaram a hipótese de que o bezafibrato seria o único entre os fibratos a reduzir o risco de diabetes. O estudo incluiu 12.161 pacientes que tomavam bezafibrato e 4 191 que tomavam outros fibratos.

O Dr. Flory e colegas calcularam que a incidência de diabetes tipo 2 entre os utilizadores de bezafibrato era de 8,5 casos por 1000 paciente-anos, em comparação com os 14,4 casos por 1000 paciente-anos entre os utilizadores de outros fibratos.

Análises posteriores indicaram que as taxas de diabetes tipo 2 foram 34 por cento mais baixas entre os utilizadores de bezafibrato, em comparação com os utilizadores de outros fibratos.

Além disso, os investigadores referiram que o risco de desenvolver diabetes diminuiu progressivamente à medida que a duração da terapia com bezafibrato aumentou.

Entre os pacientes com diabetes pré-existente, a utilização de bezafibrato foi associada a um risco significativamente mais baixo de progressão para a necessidade de medicação antidiabética e houve uma tendência para a diminuição do risco de progressão para a necessidade de terapia com insulina, em comparação com os utilizadores de outros fibratos.

O Dr. Flory referiu que é necessário, pelo menos, mais um estudo antes do bezafibrato poder ser recomendado para prevenir ou tratar a diabetes.

Isabel Marques

Fontes:
www.reutershealth.com/archive/2009/04/13/eline/links/20090413elin023.html

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Fibras ajudam a combater o cancro

Investigadores norte-americanos afirmam que as fibras dietéticas activam duas acções moleculares que podem combater o cancro

O estudo descobriu que as bactérias consumidoras de fibra presentes no colón produziam um metabólito que activava receptores celulares (GPR109A), que para além de activarem a morte das células, também "desligavam" uma proteína causadora de inflamação.

"Nós sabemos que o receptor está silenciado no cancro, mas não é como se o gene tivesse desaparecido", afirmou Vadivel Ganapathy, líder do estudo.
"Se bloquearmos a enzima HDAC (fundamental no crescimento das células dos tumores), podemos acabar com o cancro", acrescentou.

O cancro "desligava" o receptor através de uma modificação genética do seu gene num processo denominado por metilação do ADN, um tipo de modificação química que pode ser herdada e subsequentemente removida sem mudar a sequência original do ADN.

Pedro Santos

http://www.upi.com/Health_News/2009/04/15/Fiber-activates-a-cell-to-fight-cancer/UPI-16711239812110/

Circuncisão reduz risco de Sida em heterossexuais

Estudos realizados em África afirmam que a circuncisão reduz o risco de contrair o HIV em heterossexuais

A revista "Cochrane" baseou-se em três novos estudos, decidindo alterar a conclusão anterior onde se consideravam insuficientes as evidências para recomendar a circuncisão como forma de prevenção.

Os exames revelaram que a circuncisão efectuada em homens heterossexuais reduzia em até 54% o risco de contrair o vírus causador da Sida num período de dois anos, e em comparação aos que não tinham realizado esse procedimento.

"A pesquisa sobre a eficácia da circuncisão masculina na prevenção do HIV em homens heterossexuais é conclusiva", afirmou Nandi Siegfried, co-director do South African Cochrane Center, acrescentando que não serão necessários novos estudos para estabelecer que as taxas de infecção decrescem nos homens heterossexuais durante os dois primeiros anos após a circuncisão.

Nandi Siegfried sugere ainda que os encarregados da área da saúde devem considerar aplicar a circuncisão como mais uma medida dos programas de prevenção do HIV.

Apesar dos resultados promissores da pesquisa, os investigadores afirmam que é necessário aprofundar estes estudos de forma a se estabelecer se a circuncisão masculina também oferece benefícios às parceiras.

Pedro Santos

http://saude.sapo.pt/artigos/noticias_actualidade/ver.html?id=989607

Estudo sugere que Viagra e Cialis não danificam a retina nos homens saudáveis

Resultados de um estudo, publicados na “Archives of Ophthalmology”, demonstraram que a utilização diária do Viagra (sildenafil) ou do Cialis (tadalafil) não resultou em problemas de visão nos homens saudáveis que tomaram os fármacos, em comparação com placebo.

No estudo aleatório, que envolveu 244 homens saudáveis com idades entre os 30 e os 65 anos, 85 receberam Cialis diariamente durante seis meses, 77 receberam Viagra e 82 receberam um placebo, durante o mesmo período.

De acordo com os investigadores, os dados de exames aos olhos que procuraram alterações na retina, que foram realizados antes, durante e depois do período de tratamento, demonstraram que não houve danos cumulativos ou efeitos de significância clínica com a utilização dos fármacos para a disfunção eréctil, nas dosagens utilizadas no ensaio.

Os investigadores, liderados pelo Dr. William Cordell da Eli Lilly, referiram que as descobertas do estudo são limitadas, porque as doses utilizadas eram mais baixas do que as de outros ensaios nos quais foram observadas alterações na retina.

Os investigadores indicaram ainda que os homens com problemas oftalmológicos não foram incluídos no estudo e, por isso, os resultados não podem ser generalizados a essa população.

Adicionalmente, os autores relataram que as descobertas podem não se aplicar a pacientes com diabetes, que podem ser mais sensíveis à pressão sanguínea mais baixa, que pode danificar o nervo óptico.

Independentemente, um dos autores, o Dr. Raj Maturi, comentou que o paciente standard deve estar confiante de que estes fármacos não provocam uma disfunção visual significativa e pode estar confortável ao tomá-los a longo prazo.

Isabel Marques

Fontes:
www.firstwordplus.com/Fws.do?articleid=FA5E9D9BE7B74616BBA1A8F9EF4858AC

Fármaco experimental demonstra-se promissor para Doença de Alzheimer

Um novo fármaco para a Doença de Alzheimer, desenvolvido por investigadores britânicos, demonstrou-se promissor em testes realizados em alguns pacientes.

A equipa de investigadores da Universidade College London descobriu que o fármaco provocou o desaparecimento de uma proteína denominada SAP (componente amilóide sérico P), que se pensa que esteja envolvida no desenvolvimento da doença, dos cérebros de cinco pacientes com Alzheimer que o tomaram durante três meses.

Esta proteína está sempre presente tanto nas placas como no emaranhado de fibras nervosas que existem nos cérebros das pessoas com Doença de Alzheimer, que se pensa que danifiquem as células saudáveis.

Aparentemente a proteína previne que ambas as estruturas se quebrem e já foi demonstrado, pelo menos em experiências laboratoriais, que promove a formação da proteína amilóide que forma as placas danificadoras.

Existem ainda algumas evidências de que a própria SAP pode danificar directamente as células do cérebro.

Duas das grandes potenciais vantagens do fármaco são o facto de não ser interrompido uma vez no interior do organismo e ter uma acção muito específica, não interagindo de forma alguma com as células, reduzindo assim o risco de efeitos secundários.

Os resultados, publicados na “Proceedings of the National Academy of Science”, confirmaram que a utilização do fármaco, e a remoção da SAP do cérebro, não provocou efeitos secundários nos pacientes.

De acordo com a Reuters, o Britain's Alzheimer's Research Trust, que ajudou a financiar a investigação, referiu que os resultados do fármaco, o CPHPC, são razão para um optimismo cauteloso, mas que ainda é demasiado cedo para se saber ao certo se remover a SAP do cérebro irá proporcionar benefícios clínicos. Assim, estão a ser planeados estudos clínicos em maior escala para confirmar a segurança e procurar evidências do benéfico para os pacientes.

A directora executiva do Trust, Rebecca Wood, referiu que são desesperadamente necessários novos tratamentos para a Alzheimer, sendo possível que esta pequena molécula seja um futuro candidato.

Isabel Marques

terça-feira, 14 de abril de 2009

Doses elevadas de paracetamol podem ajudar pacientes que sofreram um AVC

Investigadores holandeses referiram que administrar uma dose elevada de paracetamol (acetaminofeno) a pacientes que sofreram um acidente vascular cerebral (AVC), com temperatura corporal elevada, parece melhorar as probabilidades de recuperação sem incapacidades graves.

As descobertas sugerem que este comum analgésico deve ser considerado como uma terapia barata e abrangente para o AVC.

Uma temperatura acima dos 37 graus imediatamente após um AVC piora o prognóstico, sendo que as probabilidades de um resultado fraco duplicam por cada grau a mais. Cerca de um terço dos pacientes que sofreram um AVC têm temperaturas acima dos 37,5. O paracetamol em doses diárias de 6 gramas reduz a temperatura corporal em cerca de 0,3 graus.

Os investigadores do Centro Médico Universitário Erasmus MC, em Roterdão, desenvolveram um estudo com 1400 pacientes que sofreram um AVC, no qual compararam os resultados dos pacientes que receberam paracetamol e dos que receberam placebo.

De acordo com a Reuters, os investigadores descobriram que 40 por cento dos pacientes, com uma temperatura inicial entre os 37 e os 39 graus, que receberam paracetamol apresentaram melhoras acima do esperado.

A Dra. Heleen den Hertog e colegas referiram na “Lancet Neurology” que os resultados necessitam ser confirmados num estudos mais alargado, mas que o paracetamol poderá ser um tratamento simples, seguro e barato para os AVCs.

Isabel Marques

Fontes:
www.reuters.com/article/healthNews/idUSTRE53D3M020090414

Café não afecta risco de cancro colo-rectal

Segundo a análise de um conjunto de estudos, o consumo de café não está associado de forma significativa a uma redução do risco de cancro colo-rectal.

De acordo com a equipa de investigadores da Harvard School of Public Health liderada por Youjin Je, uma associação inversa entre o consumo de café e o risco de cancro colo-rectal foi descoberta em diversos estudos, mas essa associação não foi consistente em outros tipos de estudos que são concebidos de forma diferente.

Este tipo de estudo, designado por estudo caso-controle, inclui pacientes com a doença ou condição que são comparados a indivíduos saudáveis que foram previamente equiparados aos doentes através de factores como a idade e o sexo.

Os investigadores examinaram os dados dos estudos, procurando associações entre o consumo de café e o cancro colo-rectal.
Quatro estudos dos Estados Unidos foram considerados, juntamente com cinco estudos da Europa e três do Japão, todos com dados similares, e nenhum que apresentasse uma relação entre o cancro o consumo de café.

A equipa de investigadores adiantou ainda que é necessário aprofundar o estudo para verificar os métodos e tipos de café e o impacto que os mesmos poderão ter.

Pedro Santos

http://www.nlm.nih.gov/medlineplus/news/fullstory_82863.html

Chá vermelho tem três vezes mais antioxidantes que outras infusões

Estudo português afirma que a propriedade antioxidante de bebida de Rooibos, planta originária da África do Sul, é três vezes superior às outras infusões

Existem diversos estudos que reconhecem a capacidade antioxidante de Rooibos, uma planta originária da África do Sul e que origina o chá vermelho.

No passado mês de Fevereiro, a Escola Superior de Biotecnologia, da Universidade Católica do Porto, apresentou um estudo afirmando que o consumo de Rooibos tem três vezes mais antioxidantes do que uma infusão de chá verde ou preto.

O efeito surge devido à sua composição em antioxidantes, tornando-o no único alimento fornecedor de aspalatina, e um dos dois únicos fornecedores de notofagina, reconhecidos pelas suas propriedades que previnem o envelhecimento celular.

A bebida de Rooibos tem mais do que os antioxidantes, que reforçam as defesas do organismo contra a acção dos radicais livres. Como não tem cafeína, quando ingerido quente assume um efeito relaxante, benéfico contra a irritabilidade, insónia e depressão. Sendo naturalmente adocicado, dispensa a adição de açúcar, benéfico para um regime alimentar adequado.

Devido à sua riqueza em fitoquímicos protectores, benéficos para o coração, fornece ainda sais minerais, como o cobre, cujas funções no controlo dos níveis de colesterol e da pressão arterial fazem dele um mineral fundamental na protecção cardiovascular.

Tal como o chá verde, é ainda um excelente hidratante, importante para aqueles que praticam desporto.

Pedro Santos

http://saude.sapo.pt/artigos/noticias_actualidade/ver.html?id=989461

Desvenlafaxina revela-se eficaz e segura para sintomas vasomotores da menopausa

Um relatório publicado na revista científica “American Journal of Obstetrics and Gynecology” relatou que a desvenlafaxina é segura e eficaz no tratamento dos sintomas vasomotores (afrontamentos, ou ondas de calor) nas mulheres na pós-menopausa.

O Dr. David F. Archer, da Faculdade de Medicina de Eastern Virginia, em Norfolk, referiu que, embora a terapia hormonal seja a mais efectiva no tratamento dos afrontamentos e suores nocturnos, ainda persiste a necessidade de haver agentes não hormonais seguros e efectivos. Investigações anteriores têm sugerido que a desvenlafaxina poderá ser um desses agentes.

No actual estudo, 484 mulheres com afrontamentos moderados a graves e suores nocturnos receberam aleatoriamente doses diferentes de desvenlafaxina ou placebo durante 26 semanas. Destas participantes, 81,2 por cento completaram 12 semanas de terapia e 76 por cento completaram as 26 semanas. Foram utilizados questionários standard para avaliar a frequência e gravidade dos afrontamentos.

De acordo com a Reuters Health, a desvenlafaxina foi melhor do que o placebo na redução da gravidade dos afrontamentos, em ambas as doses, após 12 semanas. Contudo, após as 26 semanas, apenas a dose mais elevada foi mais eficaz do que o placebo. Ambas as dosagens reduziram efectivamente a perturbação do sono durante a noite relacionada com os afrontamentos.

No geral, 28,5 por cento das pacientes tratadas com desvenlafaxina descontinuaram o tratamento devido a eventos adversos, em comparação com os 8,9 por cento que receberam placebo. No grupo da desvenlafaxina, o efeito secundário mais comum foram as náuseas, relatadas por 44,6 por centos das utilizadoras, em comparação com os 8,3 por cento das pacientes que receberam placebo.

Os investigadores concluíram que os resultados indicam que a desvenlafaxina é um tratamento efectivo e geralmente seguro e bem tolerado para reduzir a frequência e a gravidade dos afrontamentos nas mulheres na pós-menopausa.

A desvenlafaxina pertence a uma classe de fármacos denominados inibidores da recaptação de serotonina/norepinefrina, que são utilizados para tratar a depressão.

Isabel Marques

Fontes:
www.reutershealth.com/archive/2009/04/13/eline/links/20090413elin022.html

Dienogest promissora no alívio dos sintomas da endometriose

Investigadores japoneses relataram que a progestina dienogest é tão efectiva como a buserelina, uma análoga da hormona libertadora de gonadotropina, no tratamento dos sintomas da endometriose, com menos redução da massa óssea.

De acordo com a Reuters Health, o ensaio de Fase III, com a duração de 24 semanas, envolveu 271 mulheres com uma média de 34 anos, que receberam 1 miligrama de dienogest oral, após as refeições da manhã e da noite, ou 300 microgramas de buserelina spray intranasal a cada manhã, meio-dia e noite.

Os dois fármacos foram igualmente efectivos no alívio de todos os cinco sintomas documentados, tais como dor na parte inferior do abdómen, lumbago, ou seja dor forte, com aparecimento súbito na região lombar, frequentemente consecutiva a um esforço, dor ao defecar, dispareunia, isto é, a dor que surge nos órgãos genitais durante ou imediatamente após as relações sexuais, e dor durante um exame interno.

Também se observaram melhorias substanciais dos resultados da dor corporal, medidos através de um questionário de qualidade de vida, o Short Form-36, (22,2 para a dienogest e 18,5 para a buserelina).

O autor principal, o Dr. Tasuku Harada, da Faculdade de Medicina da Universidade de Tottori, referiu que menos pacientes no grupo da dienogest relataram ondas de calor e mais relataram hemorragia genital, devido principalmente a hemorragia vaginal irregular (spotting) ou hemorragia entre ciclos, que foram resolvidas com o tempo.

A dienogest também resultou numa menor perda da densidade mineral óssea no final do estudo, o que os investigadores atribuem a uma maior concentração de estradiol no soro durante o tratamento com dienogest.

Os investigadores concluíram na “Fertility and Sterility” que estas descobertas sugerem que a dienogest pode tornar-se uma nova alternativa terapêutica para a endometriose.

A endometriose é uma doença dolorosa que afecta as mulheres durante os anos reprodutivos e que provoca o crescimento das placas de tecido endometrial que, normalmente, só se encontra no revestimento interno uterino (endométrio), fora do útero.

Isabel Marques

Fontes:
Reuters Health

Cancro: Uma única gota de sangue pode diagnosticar a doença

Investigadores norte-americanos estão a desenvolver uma técnica que utiliza uma gota de sangue para diagnosticar tipos de cancro e possível resposta a tratamentos

Os cientistas da Stanford University School of Medicine utilizaram uma máquina especializada que era capaz de analisar se as proteínas cancerígenas estavam presentes em pequenas amostras, e ainda se elas respondiam aos diversos tratamentos para o cancro.

"Actualmente não sabemos o que se está a passar nas células tumorais do paciente quando são administrados com o tratamento", afirmou a oncologista e líder do estudo Alice Fan.

"O processo normal de um tratamento é esperar durante umas semanas para ver se a massa do tumor diminuiu. Seria um grande passo se conseguíssemos detectar o que está a acontecer a nível celular", concluiu a investigadora.

Pedro Santos

http://www.upi.com/Health_News/2009/04/13/Drop-of-blood-may-test-for-cancer/UPI-68071239597767/

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Nozes são mais efectivas na prevenção de doenças cardiovasculares do que o peixe

Investigadores norte-americanos revelaram que os ácidos gordos ómega-3 presentes nas nozes são mais efectivos do que os do peixe na redução do colesterol e, desta forma, na prevenção das doenças cardiovasculares.

Os investigadores da Universidade de Loma Linda, na Califórnia, estudaram as diferenças entre os ácidos gordos ómega-3 de origem vegetal e os de origem marinha através de um ensaio, no qual os participantes foram distribuídos por três grupos, tendo cada um recebido dietas diferentes durante quatro semanas.

Após o estudo, os investigadores constataram que os participantes que tinham seguido uma dieta rica em nozes apresentaram uma redução de 9,3 por cento da quantidade de mau colesterol, sendo esta redução maior do que aquela apresentada pelos que seguiram a dieta de controlo ou a de peixe.

De acordo com um dos investigadores, o Dr. Joan Sabaté, com este ensaio foi possível comprovar que existem diferenças entre os ómega-3 estudados, sendo que aqueles presentes nas nozes, de origem vegetal, são os que melhor combatem o colesterol no sangue.

Isabel Marques

Fontes:
http://ecodiario.eleconomista.es/salud/noticias/1163202/04/09/Las-nueces-mas-efectivas-en-la-prevencion-de-enfermedades-cardiovasculares-que-el-pescado.html

Diabetes pode afectar memória e concentração

Estudo escocês afirma que episódios de hipoglicemia podem estar ligados à perda de capacidades mentais

De acordo com uma pesquisa efectuada pela Universidade de Edimburgo, Escócia, o fracasso em controlar a diabetes do tipo 2 pode ter efeitos a longo prazo no cérebro. Os cientistas acreditam que os episódios graves de hipoglicemia, que ocorre quando os níveis de açúcar no sangue estão demasiado baixos, podem conduzir a perdas de memória, lógica e concentração.

O estudo analisou testes de habilidade mental realizados em mais de mil voluntários com idades compreendidas entre os 60 e os 75 anos. As 113 pessoas que tinham sofrido hipoglicemia grave anteriormente tiveram notas mais baixas em relação aos restantes.

"Estamos a fazer novas pesquisas para tentar identificar qual das explicações é mais provável", afirmou Jackie Price, líder do estudo. A especialista adiantou ainda que há algumas conclusões possíveis que se podem tirar do estudo: ou os episódios de hipoglicemia podem levar ao declínio cognitivo, ou o declínio cognitivo torna mais difícil que as pessoas controlem a diabetes, o que provocaria mais episódios de hipoglicemia.

Pedro Santos

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2009/04/090412_diabates_is.shtml

domingo, 12 de abril de 2009

Três bebidas por dia duplicam risco de tremores

Estudo norte-americano afirma que consumir algumas bebidas diariamente pode duplicar o risco de desenvolver tremores involuntários

A equipa de investigadores comparou o consumo de álcool e sintomas neurológicos durante a vida de cerca de 3300 pessoas, com idade a partir dos 65 anos. O consumo regular de álcool verificou-se em 56% dos participantes, tendo os tremores sido diagnosticados em 76 deles.

Após os cientistas terem analisado outros factores de risco, como a depressão e o tabaco, concluíram que aqueles que bebiam pelo menos três unidades de álcool por dia duplicavam o risco de tremor essencial. A este nível de consumo de álcool, cada ano adicional aumentava o risco em 23%.

Os investigadores fizeram notar que o álcool é uma conhecida toxina cerebral, no cerebelo, que é uma parte do cérebro que está relacionada com o tremor involuntário. O álcool é utilizado frequentemente para aliviar sintomas do tremor essencial, mas este estudo vem sugerir que pode mesmo acelerar a progressão da condição e piorar os sintomas.

As causas exactas do tremor involuntário são ainda incertas, mas acredita-se que são provocadas por danos nas células cerebrais denominadas por células de Purkinje, e disrupção de sinal entre sinapses neuronais, segundo informações do estudo.

Pedro Santos

http://www.nlm.nih.gov/medlineplus/news/fullstory_82742.html

sábado, 11 de abril de 2009

Alguns fármacos para a diabetes podem apresentar risco de complicações oculares

Alguns medicamentos para a diabetes, denominados glitazonas, estão associados a um aumento do risco de uma complicação que ameaça a visão, chamada edema macular diabético, que se caracteriza por inchaço e acumulação de fluido na retina.

As glitazonas pertencem a uma nova classe de medicamentos para a diabetes, que inclui fármacos como o Actos (pioglitazona) e o Avandia (rosiglitazona).

O estudo norte-americano, que envolveu 996 pacientes com edema macular diabético, descobriu que aqueles que tomaram glitazonas tinham uma probabilidade 2,6 vezes maior de desenvolver a doença do que aqueles que não tomaram estes fármacos.

Mesmo após o ajuste relativamente a outros factores, o risco de edema macular diabético permaneceu 60 por cento mais elevado para os pacientes que tomaram glitazonas.

O estudo, publicado na edição de Abril da “American Journal of Ophthalmology”, não é o primeiro a sugerir uma relação entre as glitazonas e o edema macular diabético. Contudo, confirma que os fármacos estão modestamente associados a um aumento do risco da doença, que é uma complicação comum da diabetes.

Os investigadores concluíram que os oftalmologistas, quando estão a tratar pacientes com edema macular diabético, devem considerar o papel das glitazonas.

O Dr. Thomas J. Liesegang, editor-chefe da “American Journal of Ophthalmology", referiu que as complicações oculares são uma questão de segurança descurada dos fármacos sistémicos.

O Dr. Liesegang declarou que a segurança é tão importante como a eficácia de um fármaco. Contudo, a segurança a longo prazo actualmente não é monitorizada, porque o processo de aprovação é baseado em ensaios clínicos pequenos e de curto prazo.

A segurança requer necessariamente a monitorização do tratamento em grupos de pessoas maiores durante longos períodos de tempo. Esta monitorização é frequentemente negligenciada e deve ser requerida para todas as terapias.

Isabel Marques

Fontes:
www.nlm.nih.gov/medlineplus/news/fullstory_82630.html

Novo fármaco pode ajudar pacientes com artrite psoriática

Estudo norte-americano demonstra que o golimumab melhorou as funções físicas e os sintomas da doença

A artrite psoriática é uma forma de artrite que se verifica em pessoas que têm psoríase da pele ou das unhas, e que afecta cerca de 11% das pessoas que têm psoríase.

O estudo incluiu 405 pacientes que ainda tinham artrite psoriática activa após terem sido administrados com medicamentos anti-reumáticos ou anti-inflamatórios não esteróides. Os pacientes foram escolhidos, de forma aleatória, para serem injectados com 50 ou 100 miligramas de golimumab ou um placebo durante quatro semanas pelo período de 24 semanas.

A fase III do estudo descobriu que 51% dos pacientes no grupo que foi administrado com os 50 mg, 45% do grupo dos 100 miligramas e 9% do grupo que foi administrado com o placebo conseguiu atingir uma melhoria de 20% após a décima quarta semana. Estas melhorias eram em áreas como articulações inchadas ou inflamadas, dor, actividade da doença e de funções físicas.

Os investigadores acrescentaram ainda que um número reduzido dos pacientes experienciou efeitos secundários ao fármaco, mas que eram apenas ligeiros.

O golimumab é um anticorpo monoclonal que tem como função bloquear as moléculas que induzem a inflamação. Um estudo desenvolvido anteriormente já havia revelado que o fármaco melhorava os sintomas da artrite reumatóide.

Pedro Santos

http://www.nlm.nih.gov/medlineplus/news/fullstory_82752.html

Avotermina demonstra-se promissora na redução de cicatrizes

Investigadores britânicos revelaram que o fármaco avotermina demonstrou potencial na redução da formação de cicatrizes e em tornar a pele mais normal.

O investigador Mark Ferguson, da Universidade de Manchester, referiu que, se o fármaco continuar a actuar e se for aprovado, poderá ser utilizado em cirurgias, após trauma e queimaduras, desde acidentes rodoviários a cirurgias electivas e procedimentos cosméticos.

A avotermina, um agente de sinalização celular sintético, reduz a vermelhidão e achata a cicatriz, após ter sido injectada debaixo da pele no local da ferida.

A avotermina é uma forma artificial do factor transformador de crescimento beta 3 (TGF-beta 3), uma molécula sinalizadora (citocina) que envia mensagens entre as células para que o colagénio, um componente chave da pele, una o tecido de forma mais eficiente.

De acordo com os especialistas, a avotermina altera a orientação, densidade e espessura das fibras de colagénio que causam as cicatrizes.

Testes demonstraram que a avotermina reduz a formação de cicatrizes em feridas recentes e nas cicatrizes existentes, que foram cortadas novamente e depois cozidas.

O investigador referiu que algumas pessoas apresentaram um efeito realmente dramático, sendo que a cicatriz ficou quase imperceptível.

Isabel Marques

Fontes:
www.upi.com/Health_News/2009/04/10/Avotermin-shows-promise-in-reducing-scars/UPI-71101239372858/
www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2009/04/090410_injecaocicatriz_fp.shtml

Psoríase: Raptiva retirado do mercado norte-americano devido a riscos neurológicos

A companhia Genentech anunciou a retirada voluntária faseada, do mercado norte-americano, do fármaco Raptiva (efalizumab), para o tratamento da psoríase, devido à associação do fármaco a um aumento do risco de leucoencefalopatia multifocal progressiva.

O médico-chefe da Genentech, Hal Barron, declarou que, embora a companhia acredite que muitos pacientes com psoríase estão a beneficiar com o Raptiva, o balanço entre os benefícios e os riscos na população com psoríase, para a qual o fármaco está aprovado, alterou-se significativamente.

A Genentech está a dar instruções aos médicos para cessarem a prescrição do Raptiva a novos pacientes e para contactarem aqueles que estão actualmente a receber o fármaco, de modo a considerarem opções de tratamento alternativas.

Nos Estados Unidos, o Raptiva deixará de estar disponível a partir de 8 de Junho. Até à data, foram relatados três casos de leucoencefalopatia multifocal progressiva diagnosticados entre os pacientes que receberam Raptiva e um paciente tratado com o fármaco, que desenvolveu sintomas neurológicos progressivos, morreu devido a causas desconhecidas.

A Genentech sublinhou que a retirada do mercado resulta de conversações com a agência norte-americana que regula os medicamentos (FDA), acrescentando que irá colaborar com a Merck KGaA, que detém a licença do fármaco fora dos Estados Unidos e Japão, para informar as autoridades reguladoras fora dos Estados Unidos.

Em Fevereiro, a Agência Europeia do Medicamento (EMEA) recomendou que a autorização de comercialização do Raptiva fosse suspensa, referindo que os benefícios do fármaco já não superavam os riscos.

A leucoencefalopatia multifocal progressiva é uma rara manifestação de infecção cerebral por poliomavírus, que costuma progredir rapidamente uma vez desencadeada a sintomatologia.

A doença afecta o cérebro e a espinal medula, tendo-se tornado muito frequente nas pessoas com deficiência na função (imunológica) dos linfócitos T, como, por exemplo, nos que sofrem de leucemia, linfoma ou SIDA. Os homens são afectados com mais frequência do que as mulheres.

Nenhum tratamento se revelou eficaz na leucoencefalopatia multifocal progressiva. Nas pessoas que sobreviveram, os investigadores suspeitam que certas funções do seu sistema imunológico possam ter sido responsáveis por deter a infecção ou a destruição do tecido cerebral.

Isabel Marques

Fontes:
www.firstwordplus.com/Fws.do?articleid=D09A33401A684C67ADF482D9B1824D66

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Poluição atmosférica pode reduzir crescimento do feto durante a gravidez

Estudo norte-americano afirma que as toxinas presentes na poluição podem alterar a actividade das células e cortar o oxigénio ao bebé

Os investigadores analisaram cerca de 336 mil nascimentos nos Estados Unidos entre 1999 e 2003, e dados da poluição atmosférica recolhidos diariamente.

O estudo chegou à conclusão de que o risco de nascimentos de bebés com pouco peso aumentava também com o crescimento da poluição durante o primeiro e o terceiro trimestre da gravidez.

Estas descobertas sugerem que a poluição do ar, ou viver perto de estradas com grande movimento, são factores que podem estar ligados a um menor crescimento do feto durante a gravidez.

Embora não seja ainda concreto a forma como a poluição atmosférica pode afectar o crescimento fetal, os investigadores lembram que outras pesquisas sugeriram que a poluição pode alterar a actividade celular ou reduzir a quantidade de oxigénio e nutrientes recebidos pelo feto.

Pedro Santos

http://www.nlm.nih.gov/medlineplus/news/fullstory_82698.html

Cancro da próstata: Estudo revela novo tratamento contra a doença

Cientistas norte-americanos divulgam resultados bastante positivos de um novo medicamento para o cancro da próstata

Segundo os dados divulgados, mais de 40% dos pacientes tratados com o fármaco reduziram em 50% a concentração de PSA (antigénio prostático específico) no sangue, o que indica uma regressão da doença.

O estudo foi realizado em 30 pacientes com a doença em estado avançado e que já tinham passado por todos os tratamentos possíveis, incluindo castração.
Os resultados demonstraram que 22 dos pacientes tiveram uma redução dos níveis de PSA em três meses, sendo que 13 deles diminuíram mais de 50% na concentração da proteína que serve como "termómetro" molecular da doença.

O cancro da próstata é dependente da testosterona, a principal hormona masculina, produzido pelos testículos. A testosterona funciona como um "combustível" que se liga a um receptor na membrana das células, estimulando o crescimento do tumor. Assim, o tratamento em estágios avançados da doença pós-metástase, quando o tumor já se espalhou da próstata para outras partes do corpo, consiste em suprimir a produção da hormona.

Pedro Santos

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Vitamina C diminui risco de ter gota

Estudo afirma que a ingestão regular de vitamina C poderá estar associada a um risco menor de desenvolver gota, a forma mais comum de artrite inflamatória em homens com mais de 40 anos de idade

De acordo com o estudo publicado na revista "Archives of Internal Medicine", a probabilidade de surgir o problema foi 45% menor entre os participantes que consumiram uma dose diária da vitamina correspondente a 1500 mg ou mais.
A pesquisa analisou 47 mil homens saudáveis entre 1986 e 2006, sendo que 1317 deles tiveram diagnóstico de gota.

"É muito interessante porque aponta uma queda de 17% no número de casos novos de gota para cada 500 mg diários de vitamina C ingeridos", afirmou Ari Halpern, do Hospital Israelita Albert Einstein.

Ainda segundo o investigador, já era sabido que a vitamina C aumentava a excreção de ácido úrico na urina, embora não houvesse provas de que o seu consumo isolado poderia reduzir o risco de gota.

"Este estudo terá um impacto na prescrição de vitamina C, principalmente em homens de risco (com níveis de ácido úrico elevado)", acrescentou ainda Ari Halpern.

Pedro Santos

http://saude.sapo.pt/artigos/noticias_actualidade/ver.html?id=988971

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Grávidas que deixam de fumar têm o mesmo risco das não-fumadoras

O risco de parto prematuro e de baixo peso do bebé é igual para grávidas não-fumadoras e para as que deixaram de fumar antes da 15ª semana de gestação.
O risco de parto prematuro e de baixo peso do bebé é o mesmo para grávidas não-fumadoras e para as que param de fumar antes da 15ª semana de gestação.

Foram estas as conclusões que um estudo chegou, e no qual foram acompanhadas 2500 grávidas a partir da 15ª semana de gestação. Elas dividiram-se em três grupos: não-fumadoras, fumadoras, e um grupo que deixou de fumar durante a gravidez (antes da 15ª semana).

Tanto as não-fumadoras como as que deixaram de fumar apresentaram uma taxa de parto prematuro similar (4% dos casos), enquanto as fumadoras apresentaram uma taxa de 10%.

Em relação ao peso do bebé no parto, 10% das não-fumadoras e 10% das que deixaram de fumar tiveram bebés com baixo peso, comparativamente aos 17% das fumadoras.

Estudos previamente realizados já haviam demonstrado efeitos prejudiciais do tabaco na gestação, como o parto prematuro, maior risco de aborto, bebé com baixo peso, morte súbita do recém-nascido, nado morto e défice de desenvolvimento da criança.

Pedro Santos

Cancro: Site coloca disponível informação sobre a doença

O Dia Mundial da Luta Contra o Cancro comemorou-se neste dia 8 de Abril. Como forma de lançar, uma vez mais, o alerta sobre o cancro, um site disponibilizou informação completa e detalhada sobre as várias manifestações da doença, podendo ser acedido aqui.

O referido site InfoCancro tem como objectivo principal o de divulgar informação sobre os diversos tipos de cancro, apoiar aqueles que sofrem da doença, e ainda esclarecer diversas dúvidas e preocupações.

Para facilitar a informação o site está dividido em seis áreas distintas: o que é o cancro, tipos de cancro, questões a esclarecer, apoio ao doente, outros sites e comentários.

Para mais informação sobre sintomas, diagnóstico e tratamentos dos diversos tipos de cancro que afectam as mulheres pode consultar www.infocancro.com

Pedro Santos

http://saude.sapo.pt/artigos/noticias_actualidade/ver.html?id=988854

Tratamento para a infertilidade masculina aumenta contagem de espermatozóides

Um estudo egípcio revelou que uma terapia que combina uma hormona e um antioxidante parece melhorar a contagem e mobilidade dos espermatozóides em homens inférteis.

Este estudo, publicado na “Fertility and Sterility”, incluiu 60 homens elegíveis para tratamento da infertilidade. Os participantes receberam aleatoriamente o tratamento de combinação de citrato de clomifeno mais vitamina E ou placebo durante seis meses.

No final do estudo, a taxa de gravidezes das parceiras era de cerca de 37 por cento entre os homens que receberam a terapia de combinação, em comparação com os 13 por cento dos que receberam placebo.

Os investigadores da Universidade do Cairo revelaram que os homens que receberam o tratamento de combinação também apresentaram um maior aumento da concentração de esperma e uma melhoria na progressão dos espermatozóides.

O citrato de clomifeno, comercializado em Portugal como Dufine, é um fármaco anti-estrogénio utilizado no tratamento da infertilidade feminina, mas por vezes usado para aumentar a produção de esperma em homens com baixa contagem de espermatozóides e pouca mobilidade dos espermatozóides. A vitamina E ajuda a contrariar o stress oxidativo, que está associado a danos no ADN do esperma e a uma reduzida mobilidade dos espermatozóides.

O Dr. R. Dale McClure, presidente da Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva, referiu que os resultados deste estudo são encorajadores para os pacientes masculinos e seus médicos.

Contudo, é necessária mais investigação para determinar como os componentes da terapia de combinação afectam os diferentes parâmetros seminais observados e as vantagens de utilizar estes fármacos isoladamente ou em combinação com outros medicamento não utilizados neste estudo.

Isabel Marques

Fontes:
www.nlm.nih.gov/medlineplus/news/fullstory_82568.html

Cafeína pode diminuir dores musculares provocadas por exercício físico

Um pequeno estudo sugere que tomar algumas chávenas de café antes de um treino físico intenso pode reduzir as probabilidades de ter músculos doridos mais tarde.

Os investigadores descobriram que homens jovens que realizaram uma sessão intensa de ciclismo tinham os músculos menos doridos quando tomavam uma dose de cafeína antes do treino.

Além disso, os benefícios foram observados tanto nos consumidores habituais de cafeína como naqueles que normalmente evitam a cafeína.

As descobertas, publicadas na “International Journal of Sports Nutrition and Exercise Metabolism”, acrescentam evidências a estudos anteriores demonstrando que a cafeína pode ajudar a prevenir aquela familiar dor muscular, que se sente durante e após um exercício particularmente exigente ou uma nova rotina de treino.

Em teoria, a cafeína pode limitar as dores musculares ao bloquear a actividade de um químico denominado adenosina. Esta substância é libertada como parte da resposta inflamatória à lesão e pode activar os receptores da dor nas células do corpo.

O investigador principal, o Dr. Robert W. Motl, da Universidade do Illinois, em Champaign, referiu à Reuters Health que estas últimas descobertas sugerem que a cafeína pode ser uma forma segura dos desportistas prevenirem as dores musculares.

Este estudo incluiu 25 homens universitários fisicamente em forma, dos quais cerca de metade normalmente consumiam pouca ou nenhuma cafeína. Os restantes consumiam, pelo menos, 400 miligramas de cafeína por dia, o equivalente a três a quatro chávenas de café.

A equipa de investigadores colocou os participantes a pedalarem em bicicletas estacionárias durante duas sessões de 30 minutos de elevada intensidade. Numa ocasião, os homens receberam uma dose de cafeína equivalente a duas a três chávenas de café, uma hora antes do exercício, na outra receberam um comprimido placebo.

No geral, os investigadores descobriram que os homens relataram menos dores musculares com a cafeína, em comparação com o placebo. Visto não ter existido uma diferença entre os consumidores habituais de cafeína e os não consumidores, as pessoas podem não desenvolver uma tolerância aos efeitos redutores da dor da cafeína.

De acordo com o Dr. Motl, os desportistas podem querer considerar ingerir uma dose de cafeína antes de um treino particularmente exigente, ou de um exercício novo, ou se vão realizar um exercício que os deixou com dores musculares no passado.

Isabel Marques

Fontes:
www.reutershealth.com/archive/2009/04/08/eline/links/20090408elin001.html

Especialistas asseguram que a pílula apresenta mais benefícios do que malefícios

Médicos especialistas asseguram que a utilização da pílula apresenta mais benefícios do que malefícios para a maioria das mulheres saudáveis em idade fértil.

A Dra. Esther de la Viuda, presidente da Sociedade Espanhola de Contracepção, assegurou que desapareceram algumas crenças erradas, mas que ainda existem muitas, não só entre a população, mas também entre os próprios profissionais de saúde.

Entre os mitos mais enraizados nas mulheres estão a falta de eficácia, o medo da infertilidade posterior, de perder o desejo sexual, de engordar ou a crença de que provoca cancro.

A presidente da Federação Espanhola de Planeamento Familiar, a Dra. Isabel Serrano, referiu que a eficácia da pílula é superior a 99 por cento e sublinhou que a constante investigação, desde o seu aparecimento na década de sessenta, tem reduzido a existência de efeitos secundários.

No que se refere ao medo de engordar, a Dra. De la Viuda referiu que com as dosagens actuais o máximo que se pode engordar é meio quilo.

A Dra. Serrano excluiu ainda a possibilidade de que a pílula afecte a fertilidade, uma vez que esta protege contra a doença inflamatória pélvica, uma das causas da infertilidade.

De acordo com esta especialista, também não existe uma relação entre a utilização da pílula e o aparecimento do cancro da mama ou do colo do útero, sendo que está comprovado que tem um efeito protector contra o cancro do endométrio e dos ovários.

Ambas as especialistas concordam que o principal problema relativamente à pílula se deve à sua incorrecta utilização, principalmente no que diz respeito aos descansos, uma vez que uma percentagem muito elevada de mulheres interrompem a toma da pílula de forma periódica para que os ovários descansem.

A Dra. Esther de la Viuda acrescentou ainda que é possível utilizar dois métodos contraceptivos em simultâneo, especificamente a pílula e o preservativo, um como método anticonceptivo eficaz para prevenir uma gravidez não desejada e o outro para prevenir doenças sexualmente transmissíveis.

Isabel Marques

Fontes:
http://ecodiario.eleconomista.es/salud/noticias/1119108/03/09/Expertos-aseguran-que-la-pildora-conlleva-mas-beneficios-que-perjuicios.html

Diabetes: Problemas nas gengivas podem levar à doença durante a gravidez

Estudo norte-americano afirma que a doença gengival pode aumentar a possibilidade de uma grávida sofrer de diabetes

O distúrbio aparenta estar relacionado com nascimentos prematuros e desaparece, geralmente, após o parto, mas também pode persistir.
A diabetes gestacional surge quando uma grávida apresenta taxas elevadas de glicose no sangue, uma situação onde existe uma dificuldade do corpo em gastar açúcar, o combustível fundamental para um metabolismo adequado nas células do corpo.

A equipa de especialistas acompanhou mais de 250 grávidas durante os seus primeiros meses de gravidez, realizando exames ao sangue com um teste de tolerância à glicose e uma avaliação odontológica completa.

As grávidas que desenvolveram diabetes gestacional foram as que apresentavam problemas nas gengivas. Quanto maior o sangramento ao escovar os dentes, maiores eram as suas taxas de açúcar no sangue.

A diabetes gestacional desaparece normalmente com o final da gravidez, mas as mulheres que apresentaram esse problemas passam a ter um risco maior de desenvolver diabetes tipo 2 mais tarde.

Pedro Santos

http://saude.sapo.pt/artigos/noticias_actualidade/ver.html?id=988715

terça-feira, 7 de abril de 2009

Nicotina pode ser mais do que adictiva

Investigadores norte-americanos acreditam que a nicotina não é apenas adictiva, podendo também interferir com dezenas de interacções celulares no organismo

Os cientistas da Brown University, nos Estados Unidos, afirmam que os dados desta pesquisa podem vir ajudar a desenvolver tratamentos para diversas doenças. "Abre diversos caminhos para futuras investigações", afirmou Edward Hawrot, principal investigador do estudo.

A equipa de investigadores analisaram o receptor nicotínico alfa-7 de acetilcolina em tecidos do cérebro de ratos, semelhante ao que existe nos seres humanos.
A maioria dos receptores na superfície das células são sensíveis a pequenas moléculas sinalizadoras, tais como o neurotransmissor acetilcolina, que é o sinal que ocorre naturalmente e é utilizado pelo organismo para activar os receptores alfa-7.

O estudo descobriu que 55 proteínas interagiam com o receptor nicotínico alfa-7, sendo que estas conexões não haviam ainda sido descobertas pelos cientistas.

Pedro Santos

http://www.upi.com/Health_News/2009/04/06/Nicotine-may-be-more-than-addictive/UPI-83891239052679/

Alterar estilo de vida reduz risco de cancro colo-rectal

Investigadores afirmam que bastam cinco alterações no estilo de vida para reduzir de forma substancial o risco de cancro colo-rectal

A equipa de cientistas procurou estimar formas de recomendar alterações nos hábitos de vida que podem afectar a incidência do cancro colo-rectal no Reino Unido nos próximos 24 anos.

Entre as diversas análises e estimativas os investigadores chegaram a cinco alterações que podem vir a reduzir de forma substancial o risco de cancro colo-rectal:

* Não consumir mais de 80-90 gramas por dia de carnes vermelhas ou processadas;

* Comer pelo menos cinco porções de fruta e vegetais diariamente;

* Fazer exercício 30 minutos por dia durante cinco ou mais dias por semana;

* Não consumir mais de 21 unidades de álcool por semana, se for homem, e 15 unidades se for mulher, sendo que uma unidade de álcool corresponde a metade de uma caneca de cerveja ou um pequeno copo de vinho;

* As estatísticas da obesidade e excesso de peso devem ser reduzidas para os valores correspondentes de há 20 anos atrás;

As descobertas dos investigadores afirmam que só no Reino Unido é possível reduzir os valores de cancro-colo rectal em 26% através de alterações na dieta, prática de exercício físico, reduzir o consumo de álcool e controlar o peso.

Pedro Santos

http://www.upi.com/Health_News/2009/04/06/Lifestyle-changes-reduce-colon-cancer-risk/UPI-25901238997560/

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Óleo de peixe ajuda a tratar excesso de peso em crianças

Investigadores norte-americanos descobriram que a ingestão de óleo de peixes pode ajudar a combater o excesso de peso em crianças

O óleo de peixes, rico em ómega 3, é utilizado desde o século XVIII devido aos seus benefícios para a saúde. Cientistas norte-americanos descobriram um possível novo benefício, nomeadamente para os jovens, podendo auxiliar aqueles com excesso de peso.

A pesquisa avaliou o efeito do óleo com ómega 3 sobre o perfil de gorduras no sangue em crianças e adolescentes com idades compreendidas entre os 10 e os 18 anos e que tinham excesso de peso. Todos fizeram dieta e exercícios regulares, sendo que um dos grupos recebeu, além dessas orientações, doses diárias de óleo de peixe.

Aqueles que receberam o óleo de peixe melhoraram o seu perfil de gorduras no sangue de forma significativa, baixaram os níveis de triglicéridos e aumentaram o colesterol HDL (o chamado "colesterol bom").
Os que não utilizaram o suplemento e só fizeram dieta e exercício físico também conseguiram melhorar o peso, mas não os níveis de gorduras sanguíneas.

O estudo concluiu, assim, que a ingestão de óleos gordos, juntamente com dieta e actividade física, ajuda no combate ao excesso de peso, pelo menos nos jovens, comparativamente aos que fazem apenas dieta e exercício.
É igualmente importante devido ao facto da obesidade ter vindo a afectar cada vez mais jovens, podendo provocar-lhes problemas cardiovasculares no futuro.


Pedro Santos

http://saude.sapo.pt/artigos/noticias_actualidade/ver.html?id=988324

Maior quantidade de germes na boca aumenta risco de doença cardíaca

Dois agentes patogénicos da boca estão associados a um maior risco de insuficiência cardíaca, mas é o número total de germes, independentemente do tipo, o que tem maior influência na doença cardíaca.

Vários estudos têm sugerido que existe uma relação entre os organismos que provocam uma doença das gengivas, ou doença periodontal, e o desenvolvimento de doença cardíaca, mas poucos avaliaram esta teoria.

A investigadora principal, a Dra. Oelisoa M. Andriankaja, da Universidade de Buffalo, explicou que a mensagem é que, embora alguns patogénios periodontais específicos tenham sido associados a um maior risco de doença coronária, a carga patogénica bacteriana total é mais importante do que o tipo de bactéria. Isto é, o número total de bactérias é mais importante do que um único organismo.

O estudo incluiu 386 homens e mulheres, entre os 35 e os 69 anos, que tinham sofrido um ataque cardíaco e 840 pessoas sem problemas de coração que serviram para controlo. Foram recolhidas amostras de placa dentária, onde os germes aderem, em 12 localizações das gengivas de todos os participantes.

As amostras foram analisadas relativamente à presença de seis tipos comuns de bactérias periodontais, assim como sobre o número total de bactérias.

Os pacientes cardíacos apresentavam uma maior quantidade de todos os tipos de bactérias do que os de controlo. Contudo, apenas duas espécies conhecidas, Tannerella forsynthesis e Preventella intermedia, demonstraram uma associação estatisticamente significativa a um maior risco de insuficiência cardíaca.

Segundo a AZprensa.com, os resultados demonstraram que um aumento do número de bactérias periodontais diferentes também aumentava as probabilidades de enfarte.

De acordo com os investigadores, para avaliar esta possível associação será necessário realizar estudos prospectivos, ou seja, que meçam as bactérias orais nos participantes sem problemas cardíacos no início do estudo e depois quando se produzam episódios cardiovasculares.

Isabel Marques

Fontes:
www.azprensa.com/noticias_ext.php?idreg=41073

Combinação de três fármacos ajuda a preservar caixa de voz no cancro da laringe

Investigadores franceses relataram que as pessoas com cancro da laringe que receberam uma combinação de três fármacos quimioterápicos tinham mais probabilidade de manter a laringe, em comparação com aquelas que receberam tratamento com dois medicamentos.

O estudo comparou o tratamento com uma combinação de três fármacos (docetaxel, cisplatina e 5-fluorouracil), durante a indução da quimioterapia, a uma combinação de cisplatina e 5-fluorouracil.

A quimioterapia com cisplatina e 5-fluorouracil, seguida de radiação, é normalmente utilizada como uma alternativa à cirurgia no tratamento de pacientes com cancro localmente avançado da laringe (caixa de voz) e hipofaringe.

Investigações recentes têm sugerido que adicionar docetaxel à quimioterapia com cisplatina e 5-fluorouracil poderá melhorar ainda mais os resultados dos pacientes.

O estudo, publicado na “Journal of the National Cancer Institute”, incluiu 213 pacientes com cancro avançado da laringe e hipofaringe, sendo que aqueles que responderam à quimioterapia receberam radiação e os que não responderam foram submetidos a cirurgia.

Após um seguimento médio de três anos, as taxas de preservação da laringe foram um pouco acima dos 70 por cento no grupo que recebeu a combinação de três fármacos e de 57,5 por cento para aqueles que receberam a combinação de cisplatina e 5-fluorouracil.

No geral, 80 por cento dos pacientes no grupo dos três fármacos respondeu à terapia, em comparação com um pouco mais de 59 por cento do grupo da combinação de cisplatina e 5-fluorouracil. Os pacientes no grupo dos três fármacos apresentaram mais infecções graves do que os do outro grupo.

A combinação dos três fármacos foi superior para os pacientes com cancros localmente avançados da laringe e hipofaringe, sendo que este tratamento poderá ajudar mais pacientes a evitar uma laringectomia total (remoção da caixa de voz).

Contudo, os investigadores do Centro Hospitalar Regional e Universitário de Tours acrescentaram que, como o estudo foi limitado a pacientes com apenas cancro da laringe e hipofaringe e especialmente delineado para a preservação do órgão, não se podem generalizar as descobertas a todos os cancros localmente avançados da cabeça e pescoço.

Isabel Marques

Fontes:
www.nlm.nih.gov/medlineplus/news/fullstory_82133.html

Rebentos de brócolos podem ajudar a prevenir cancro do estômago

Investigadores revelaram que consumir cerca de 70 gramas de brócolos bebés, durante dois meses, pode proteger contra uma bactéria comum do estômago que está associada à gastrite, úlceras e mesmo ao cancro do estômago.

Os rebentos de brócolos frescos contêm muito sulforafano, um bioquímico natural que parece despoletar a produção de enzimas nos intestinos que protegem contra os radicais de oxigénio, químicos que danificam o ADN, e a inflamação.

Num artigo publicado na “Cancer Prevention Research”, os investigadores descobriram que consumir cerca de 70 gramas diariamente de brócolos bebés pode ajudar a afastar alguns problemas de saúde graves.

O Dr. Jed Fahey, bioquímico nutricional da Faculdade de Medicina da Universidade Johns Hopkins, referiu que identificaram um alimento que, se ingerido regularmente, pode potencialmente ter um efeito protector contra a causa de muitos problemas gástricos e talvez até, em última instância, ajudar a prevenir o cancro do estômago.

Já se sabe há muito que o sulforafano é um potente antibiótico contra a Helicobacter pylori, uma bactéria que provoca gastrites, úlceras e cancro do estômago, mas este é o primeiro ensaio que demonstra os efeitos do composto em humanos.

O Dr. Fahey explicou que os rebentos de brócolos têm uma concentração muito maior de sulforafano do que os brócolos maduros.

No estudo, 25 pessoas no Japão, que estavam infectadas com Helicobacter pylori, consumiram 70 gramas de rebentos de brócolos durante dois meses. Outras 25 pessoas também infectadas consumiram uma quantidade equivalente de rebentos de alfalfa, que não contêm sulforafano.

O investigador referiu que se sabe que uma dose de algumas gramas por dia de brócolos é suficiente para elevar as enzimas protectoras do organismo, sendo que este é o mecanismo através do qual se pensa que ocorram muitos dos efeitos quimioprotectores.

Além disso, o facto dos níveis de infecção e inflamação terem sido reduzidos sugere que a probabilidade de se sofrer gastrites, úlceras e cancro é possivelmente mais baixa.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) classifica a Helicobacter pylori como cancerígena, sendo que esta bactéria afecta vários milhares de milhões de pessoas, ou cerca de metade da população mundial, estando associada a úlceras do estômago, que frequentemente são tratadas com antibióticos.

Isabel Marques

Fontes:
www.reuters.com/article/healthNews/idUSTRE5351BT20090406

Níveis de selénio podem ter impacto no risco da doença arterial periférica

Nova investigação sugere que a quantidade de selénio no sangue pode ter impacto no risco de desenvolver doença arterial periférica (DAC).

A doença arterial periférica ocorre quando as artérias das pernas se tornam mais estreitas ou entupidas com depósitos de gordura, reduzindo o fluxo sanguíneo, levando a cãibras nas pernas e dificuldade em andar.

Neste estudo, o Dr. Eliseo Guallar, da Faculdade de Saúde Pública da Universidade Johns Hopkins, em Baltimore, e colegas descobriram que a probabilidade de sofrer de doença arterial periférica diminuiu à medida que os níveis de selénio aumentavam, mas que o risco da doença depois aumentou ligeiramente para as pessoas com os níveis mais elevados de selénio.

Os investigadores salientaram na “American Journal of Epidemiology” que a doença arterial periférica é um marcador importante de aterosclerose (endurecimento das artérias) por todo o corpo.

Embora existam algumas evidências de que os níveis de selénio estão relacionados com o risco de doença cardíaca, é questionável se consumir mais selénio poderá ser benéfico.

Assim, os investigadores observaram 2062 homens e mulheres, com 40 anos ou mais, e compararam os níveis de selénio no sangue ao índice tornozelo/braço (comparação entre a pressão arterial do braço e do tornozelo), um teste geralmente utilizado para a DAC.

Quando os investigadores dividiram os participantes por quarto grupos com base nos níveis de selénio, descobriram que aqueles com os segundos níveis mais baixos tinham 25 por cento menos probabilidade de ter DAC do que aqueles com os níveis mais baixos.

Para as pessoas no quartil dos segundos níveis mais altos, o risco de DAC eram 42 por cento mais baixos do que aquelas com menos selénio. Os participantes com os níveis mais elevados de selénio tinham um risco 33 por cento menor de DAC do que aqueles com os níveis mais baixos.

Os investigadores descobriram que o risco de doença arterial periférica decrescia à medida que os níveis de selénio subiam até 150-160 ng/mL e depois começava a aumentar nas pessoas com níveis mais elevados de selénio.

Embora a relação não seja estatisticamente significativa, as descobertas sugerem que existe uma relação em forma de “U” entre os níveis de selénio e o risco de doença arterial periférica.

De acordo com a Reuters Health, os investigadores referiram que são necessários mais estudos para identificar os níveis ideais de selénio para reduzir o risco de doença cardíaca e outros tipos de doenças crónicas, nas populações com diferentes níveis de ingestão de selénio.

Isabel Marques

Fontes:
www.reutershealth.com/archive/2009/04/03/eline/links/20090403elin004.html

domingo, 5 de abril de 2009

Dados demonstram benefícios de tratamento precoce com anti-retrovirais para VIH

Análises de dados, publicadas na “The New England Journal of Medicine” (NEJM), demonstraram que a iniciação precoce da terapia anti-retroviral em pacientes assintomáticos (não apresentam sintomas) com VIH, antes dos seus sistemas imunitários atingirem níveis pré-especificados de deterioração, melhorou significativamente a sobrevivência, em comparação com aqueles que adiaram o tratamento.

A investigadora principal, a Dra. Mari Kitahata, explicou que o tempo óptimo para iniciar a terapia em pacientes infectados com o VIH assintomáticos tem sido pouco claro, sendo que este estudo acrescenta evidências que apoiam uma iniciação precoce da terapia para melhorar a sobrevivência.

Os investigadores conduziram duas análises envolvendo mais de 17.500 pacientes assintomáticos com a infecção do VIH, que receberam cuidados médicos entre 1996 e 2005, que não tinham recebido tratamento anteriormente com anti-retrovirais.

Os pacientes foram classificados de acordo com a contagem de células T CD4+ quando iniciaram o tratamento. A primeira análise incluiu mais de 8300 pacientes, dos quais cerca de 2 mil iniciaram a terapia anti-retroviral com uma contagem de CD4+ entre as 351 e as 500 células por milímetro cúbico, enquanto os restantes adiaram a terapia até a contagem de CD4+ ter descido para 350 ou menos.

Os dados demonstraram que houve um aumento de 69 por cento do risco de morte para os pacientes que adiaram o tratamento.

A segunda análise envolveu mais de 9100 pacientes, dos quais cerca de 2200 iniciaram a terapia com uma contagem de CD4+ acima de 500. No grupo de pacientes que adiaram a toma de anti-retrovirais até a contagem de CD4+ ter descido para menos de 500, os resultados demonstraram que existia um aumento de 94 por cento do risco de morte.

As directrizes actuais recomendam que os pacientes com uma contagem de CD4+ abaixo de 350 iniciem a terapia anti-retroviral, enquanto que a decisão de tratar os pacientes com níveis mais elevados de CD4+ é deixada à discrição do médico.

A Dra. Kitahata sublinhou que pensa que os dados são fortes o suficiente para se iniciar a terapia, nos pacientes que estão prontos e dispostos, quando a contagem de CD4+ esteja acima de 500 e certamente entre 350 e 500.

Isabel Marques

Fontes:
www.firstwordplus.com/Fws.do?articleid=842149F8995541DBA0F77D2E145B05B3