segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Estudo procura determinar possível associação ao risco de leucemia

Investigadores britânicos estão a tentar determinar se o consumo de cafeína durante a gravidez afecta os riscos de leucemia durante a infância

O investigador Marcus Cooke afirmou que apesar da leucemia na infância poder iniciar-se com alterações do ADN durante a gravidez, existe uma crença de que a doença apenas se desenvolveria se existisse outro factor para a desencadear. Actualmente não existe qualquer prova de leucemia durante a infância, mas a exposição à radiação, ou uma resposta rara a uma infecção comum, podem ter um papel responsável na doença.

“Queremos determinar se o consumo de cafeína pode levar a alterações do ADN no bebé e se isso pode estar ligado ao risco de leucemia”, afirmou Cooke.

O investigador acrescentou que não existe ainda uma ligação convincente entre a cafeína e o risco de cancro, mas diversos estudos já encontraram uma ligação entre alterações no ADN que por vezes são descobertas nos recém-nascidos, e o risco acrescido de leucemia. Segundo Cooke, a cafeína já demonstrou que pode provocar este tipo de alterações.

O estudo envolveu 1340 grávidas. Uma amostra de sangue foi colhida nos recém-nascidos e testada para alterações do ADN. Através de comparação de quaisquer alterações no ADN com os níveis de cafeína que a mãe consumia, a equipa de investigadores irá tentar determinar se existe uma ligação entre ambos.

Os cientistas sabem que a cafeína pode passar através da placenta, o que significa que o feto irá estar em contacto com a cafeína consumida pela progenitora.

Pedro Santos

http://www.upi.com/Health_News/2009/01/26/Study_looks_for_possible_leukemia_link/UPI-88581232949670/

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