A farmacêutica Wyeth realizou no passado dia 17 de Janeiro o Simpósio de Lançamento de Relistor (brometo de metilnaltrexona), onde também estiveram presentes diversos especialistas a nível nacional e internacional na área da nor, tais como o Prof. Castro Lopes, da Faculdade de Medicina do Porto, o Dr. Sunil Navani, Wyeth Europa, Dr. Frank Ferris, Institute of Palliative San Diego Hospice e Dra. Beatriz Craveiro Lopes, da Unidade de Dor do Hospital Garcia de Orta.
O Relistor já havia sido aprovado pela Agência Europeia do Medicamento (EMEA) a 1 em Julho de 2008, encontrando-se disponível em Portugal desde Janeiro de 2009. Consiste numa terapêutica inovadora que vem responder a uma necessidade no tratamento da obstipação induzida por opióides (OIO) em pacientes com a doença em estado avançado, submetidos a cuidados paliativos, quando a resposta à terapêutica usual com laxantes não foi suficiente, permitindo a optimização da terapêutica opióide instituída.
A forma de tratamento actual da OIO baseia-se na utilização de laxantes orais, normalmente prescritos no início da terapêutica com opióides. No entanto existe uma percentagem destes doentes que são refractários a esta terapêutica, podendo a obstipação originar a necessidade de terapêuticas mais agressivas, como os enemas e a desimpactação manual, intervenções que comprometem a dignidade do doente, bem como a sua qualidade de vida.
O racional para o desenvolvimento de Relistor baseia-se no facto da obstipação crónica ser um efeito secundário observado em 40-70% dos doentes tratados com analgésicos opióides, prescritos com regularidade na dor moderada a severa em muitas patologias. Estão, ainda, associados a outros efeitos secundários, tais como náuseas, vómitos, sonolência e prurido.
O Relistor tem como substância activa brometo de metilnaltrexona, encontra-se disponível na forma de solução injectável de 12 mg (0,6 ml) de brometo de metilnaltrexona. Estando sujeito a receita médica, o medicamento está indicado no tratamento da OIO em doentes com doença avançada, submetidos a cuidados paliativos, quando a resposta à terapêutica usual com laxantes não foi suficiente.
Pedro Santos
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009
Subscrever:
Enviar comentários (Atom)
Sem comentários:
Enviar um comentário