sexta-feira, 17 de abril de 2009

Ligação encontrada entre aspirina e pequenas hemorragias cerebrais

Apesar das micro-hemorragias serem visíveis em ressonância, os investigadores afirmam que são inofensivas, pelo que não existem razões para se pararem de tomar aspirinas

Os cientistas holandeses alertaram que as pessoas mais velhas que tomam aspirinas ou medicamentos similares podem sofrer minúsculas hemorragias cerebrais, que são inofensivas mas visíveis através da ressonância magnética.

Os investigadores analisaram mais de mil pessoas com uma idade média de 69 anos, que realizaram exames cerebrais de ressonância magnética entre 2005 e 2006.
Entre os pacientes, 362 deles estavam a tomar medicamentos para a coagulação, como a aspirina, ácido acetil-salicílico, e 245 destes estavam a tomar a aspirina ou similar denominado por carbasalato de cálcio.

Através de uma análise dos resultados os investigadores notaram que a probabilidade de um paciente que estava a tomar aspirina ou carbasalato de cálcio ter micro-hemorragias cerebrais era superior comparativamente aos restantes, com o risco a aumentar consoante as doses consumidas.

"O nosso estudo mostrou uma associação entre uso de aspirina e a presença de micro-hemorragias. Mas é muito importante entender que nós não mostramos que a aspirina causa as hemorragias e nem que as pessoas que têm micro-hemorragias e estão a usar a aspirina terão um risco maior de hemorragias cerebrais sintomáticas, ou seja, grandes", afirmou Meike Vernooij, do Centro Médico da Universidade Erasmus MC, em Roterdão, Holanda.

"Temos de entender que as pessoas que estavam a tomar aspirina ou outros medicamentos contra coágulos faziam isso por uma razão muito clara: ou tinham probabilidade maior de ter isquemia cardíaca, ou seja, enfarte, ou isquemia cerebral, ou seja, derrame", acrescentou o investigador, sublinhando que os efeitos benéficos da aspirina não devem ser descartados.

Pedro Santos

http://saude.sapo.pt/artigos/noticias_actualidade/ver.html?id=989938

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