segunda-feira, 20 de abril de 2009

Remover amígdalas eleva risco de obesidade

Estudo holandês afirma que as crianças que removem as amígdalas e adenóides têm um risco superior de desenvolver excesso de peso ou obesidade

Através de questionários realizados anualmente aos pais de cerca de 4 mil crianças com até oito anos de idade, a equipa de investigadores holandeses notou que a prevalência de excesso de peso aumentou em 61% após a remoção das amígdalas (tonsilectomia), e 136% após a remoção das amígdalas e dos adenóides (adenotonsilectomia).

Os cientistas acreditam que a explicação encontra-se no facto das amígdalas e dos adenóides, quando inflamados, provocarem deglutinação nas crianças, prejudicando-lhes ainda o olfacto, o que afecta a sua alimentação. Após a operação o problema fica resolvido, levando a criança a comer mais pois a deglutição torna-se mais fácil e o olfacto e o paladar mais apurados.
O gasto energético também é menor devido à respiração trabalhosa e aos processos inflamatórios.

Este tipo de cirurgia foi, no passado, indicada aos mínimos sintomas, tendo mesmo chegado a ser considerada como uma medida de saúde pública. Actualmente é restrita a infecções recorrentes sem controle clínico, à obstrução nasal e à apneia do sono.

Pedro Santos

http://saude.sapo.pt/artigos/noticias_actualidade/ver.html?id=990495

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