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quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Soja pode ajudar a reduzir gordura abdominal na pós-menopausa

Um estudo norte-americano sugere que um batido feito a partir da soja pode ajudar a reduzir a gordura distribuída à volta do estômago e do tórax nas mulheres na pós-menopusa.

A gordura abdominal é aquela que apresenta mais riscos para a saúde, aumentando as hipóteses de contrair doenças relacionadas com a obesidade, como é o caso da diabetes ou da ocorrência de ataques cardíacos. De acordo com a investigação, ao reduzir este tipo de gordura no organismo, a soja ajuda a diminuir os riscos de doença cardiovascular e de diabetes.

Os cientistas observaram os efeitos de suplementos de soja vegetal na saúde de 15 mulheres pós-menopausicas. Durante o estudo, nove participantes ingeriram diariamente um batido de soja com 120 calorias, enquanto as outras seis tomaram um batido placebo.

Três meses depois foi observada pouca diferença de peso entre os dois grupos de mulheres. No entanto, os exames médicos revelaram uma diferença significativa no que diz respeito à quantidade de gordura em volta da cintura. Enquanto as participantes que tomaram o batido de soja perderam gordura abdominal no decorrer do estudo, as do outro grupo registaram um aumento.

Os investigadores acreditam, por isso, que a descoberta poderá melhorar a saúde das mulheres mais velhas que por norma ganham sempre alguns quilos extra após a menopausa. “O nosso ensaio sugere uma nova opção de dieta para a prevenção do aumento do tecido adiposo abdominal que ocorre depois da menopausa”, afirmaram os autores citados pelo jornal “Fertility and Sterility”.

Conforme explicou David Christie, da Universidade do Alabama, em Birmingham, e um dos colaboradores do estudo, os batidos utilizados nesta investigação continham uma quantidade de soja superior àquela a que as pessoas normalmente têm acesso numa dieta regular e para que o mesmo efeito fosse obtido em casa seriam necessários suplementos.

Ainda assim, Christie admite que este foi um pequeno estudo com números muito limitados. “Se houvesse números mais abrangentes, [a descoberta] teria implicações mais alargadas em relação à recomendação de soja a mulheres na menopausa”, afirmou.

Marta Bilro

Fonte: Daily Mail, The Earth Times, News Post India.

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

Rinite alérgica: Dois terços das crianças estão por diagnosticar

Regiões de Lisboa e Vale do Tejo apresentam maior taxa de prevalência da doença

Dois terços das crianças entre os três e os cinco anos de idade que sofrem de rinite alérgica estão por diagnosticar e consequentemente por tratar, revela o estudo ARPA KIDS levado a cabo pela Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica (SPAIC) e que envolveu a participação de 5.018 crianças.

Entre as crianças em idade pré-escolar, 21,5 por cento apresentavam queixas de rinite no último ano, mas destas apenas 35,8 por cento estão diagnosticadas e 36,5 por cento medicadas, revelou Mário Morais de Almeida, presidente SPAIC e um dos autores do estudo.

Os resultados deste trabalho demonstraram também que 79 por cento das crianças sofria de formas intermitentes da doença e 21 por cento de casos persistentes, ou seja com sintomas nasais em mais de quatro dias por semana ou mais de quatro semanas por ano. As diferenças entre rapazes e raparigas são quase inexistentes, ao contrário do que se verifica entre as populações adolescente e adulta, nas quais a prevalência é superior entre as mulheres.

“Habitualmente aponta-se a infância como o período de início das alergias, mas ainda não existia uma medição e foi o que quisemos fazer. Esta é uma doença transversal a todos os grupos etários, mas quanto mais cedo se trata o problema, mais se evitam infecções graves e doenças relacionadas como a asma», afirmou o especialista em declarações à agência Lusa.

A desvalorização dos sintomas por parte dos próprios doentes leva muitas vezes à ausência de diagnóstico. “As pessoas parecem não achar estranho que as suas constipações existam no Inverno e continuem na Primavera e Verão. Há uma falta de reconhecimento e, quando se queixam ao seu médico assistente de sintomas como infecções, febres, dores de cabeça ou nariz constantemente congestionado, acaba por se apagar um incêndio, mas não se resolve um problema muito mais grave”, frisou.

As crianças com rinite são também um alvo fácil para a prevalência de outros problemas como a asma, alergias alimentares e a medicamentos, salientou o especialista. As conclusões do inquérito mostram que 25 por cento das crianças com rinite sofreu um episódio de falta de ar ao nível dos brônquios no último ano e 10 por cento de quatro crises.

Segundo explicou o mesmo responsável, apesar da doença poder ter antecedentes familiares, os pais podem não reconhecer os mesmos sintomas da patologia nos seus filhos e não associam as dificuldades em dormir e o facto de as crianças acordarem cansadas ou ressonarem à patologia crónica.

É nas regiões urbanas de Lisboa e Vale do Tejo (40 por cento) que a doença mais prevalece, por oposição à zona do Alentejo, com apenas 8 por cento, mas onde as queixas são mais persistentes. “Há uma menor percentagem no Alentejo, mas maior gravidade”, sublinhou o responsável, indicando que há 76,9 por cento de situações persistentes, das quais 48 por cento são moderadas ou graves.

Apesar de não desprezar a necessidade de sub-estudos nesta região para melhor avaliar a situação, Mário Morais de Almeida considera que a exposição marcada ao pólen pode ser a responsável pela persistência das queixas. No que toca à rinite intermitente ligeira os valores mais elevados encontram-se no Algarve, com 82,4 por cento.

Os autores sublinham, por isso, a necessidade de uma “actuação proactiva, alertando a comunidade médica e a sociedade em geral, de modo a reconhecer e a controlar precocemente as patologias alérgicas, fonte de significativo impacto pessoal e social”.

Marta Bilro

Fonte: Diário Digital, Lusa, Farmacia.com.pt.

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Sanofi Pasteur quer desenvolver vacina contra malária

Farmacêutica firmou parceria com o Instituto Pasteur

A Sanofi Pasteur, unidade de vacinas da farmacêutica Sanofi-Aventis, estabeleceu uma parceria com o Instituto Pasteur, um laboratório francês de destaque na área das ciências da saúde, com o objectivo de desenvolver uma vacina contra a malária, doença para a qual ainda não existe imunização.

O acordo vai permitir à Sanofi Pasteur aceder a antigénios identificados pelo Instituto Pasteur derivados do "plasmodium falciparum", o parasita responsável pela maior parte dos casos mortais da doença.

O projecto conta também com a colaboração de outras entidades, incluindo a da Universidade de Oxford, de forma a desenvolver uma vacina eficaz contra a doença que afecta anualmente 500 mil pessoas, das quais um milhão acabam por falecer.

“A Sanofi Pasteur explora continuamente novos caminhos para desenvolver vacinas inovadoras e este acordo com o Instituto Pasteur sublinha o envolvimento histórico da empresa em parcerias público-privadas com instituições de renome para ajudar a melhorar a saúde pública”, afirmou Wayne Pisano, presidente e director executivo da Sanofi Pasteur.

A Organização Mundial de Saúde estima que cerca de 40 por cento da população mundial esteja em risco de contrair malária.

Marta Bilro

Fonte: CNN Money, Forbes.

Rinite alérgica afecta 21% das crianças em idade pré-escolar

Doença está “sub-diagnosticada e sub-tratada” alerta a SPAIC

A rinite alérgica afecta 21 por cento das crianças em idade pré-escolar, revela o primeiro estudo português que avaliou a prevalência de doenças alérgicas em crianças entre os 3 e os 5 anos de idade. Os resultados do ARPA KIDS, realizado pela Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica (SPAIC), vão ser apresentados esta quarta-feira, às 10 horas, no Museu das Crianças, no Jardim Zoológico de Lisboa.

A SPAIC avaliou a prevalência da rinite alérgica e de sintomas de asma em mais de 5000 crianças. Os resultados demonstram que a doença “está sub-diagnosticada e sub-tratada, não recebendo cuidados médicos num número significativo de casos”, referem os responsáveis.

A asma poderá atingir um quarto desta faixa etária da população, sendo que apenas um quinto tinha o diagnóstico já estabelecido. Confirma-se, por isso, “que a alergia começa na infância, pelo que a prevenção deve acompanhar esta tendência”, refere um comunicado da SPAIC enviado ao Farmacia.com.pt.

Entre as queixas de rinite, o nariz congestionado por mais de uma hora seguida foi o principal sintoma citado, sendo que 25 por cento das crianças teve pelo menos uma crise de falta de ar no último ano. Os sintomas são “crónicos” e “muito perturbadores da qualidade de vida das crianças em idade pré-escolar”, alerta a SPAIC.

A rinite é uma inflamação da mucosa nasal e constitui uma patologia muito frequente na população, sendo que a sua principal causa são os alergénios, como os ácaros, fungos, pólens, faneras de animais e látex.

Os sintomas típicos são caracterizados por crises de espirros, congestão e obstrução nasal, corrimento aquoso e sensação de pressão na cabeça. A comichão nasal é muito frequente podendo envolver, também a garganta, ouvidos e olhos.

No tratamento farmacológico da rinite alérgica podem ser aplicados anti-hístamínicos orais (Buclizina, Dexclorofeniramina, Cetirizina, Ebastina), anti-Inflamatórios (corticosteroides intranasais e anti-Ieucotrienos) ou descongestionantes nasais (Efedrina, Fenilefrina, Nafazolina). Pode também optar-se pela imunoterapia específica através da aplicação da vacinação anti-alérgica.

Marta Bilro

Fonte: E-mail do Farmacia-Press, SPAIC.com, Médico Assistente online, Farmácia Técnica.

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

Síndrome metabólica afecta 10% das crianças portuguesas

Os maus hábitos alimentares e o sedentarismo, que já conduziram à obesidade de 30 por cento das crianças, estão agora a dar origem a problemas mais graves. Uma em cada dez crianças dos sete aos nove anos de idade sofre de síndrome metabólica, uma patologia caracterizada pela acumulação de vários factores de risco simultâneo, como a hipertensão, obesidade abdominal ou açúcar e gorduras em excesso e que triplica o risco de doença cardiovascular.

O estudo coordenado por Carla Pedrosa e que contou com a participação de três mil crianças de Aveiro entre os sete e os nove anos de idade, mostrou que "10 por cento já têm um conjunto de factores de risco cardiovascular, como hipertensão arterial, perímetro abdominal acima da média, colesterol alto, stress, glicemia elevada (diabetes)" ou triglicerídeos em altos níveis, explicou Maria Daniel Vaz de Almeida, presidente da Sociedade Portuguesa de Ciências da Nutrição e Alimentação, em declarações ao jornal Diário de Notícias.

A responsável acredita que os números espelham a realidade de todo o país, "já que os hábitos alimentares não serão muito diferentes dos de Aveiro" e revelam que "as crianças começam a ter problemas típicos dos adultos, como a obesidade, diabetes ou hipertensão". Para não correr o risco dos problemas cardiovasculares, como o AVC ou enfarte do miocárdio, começarem a aparecer cada vez mais cedo, é urgente combater o problema desde a infância, salienta Maria Daniel Vaz de Almeida.

O estudo foi apresentado esta quinta-feira no Congresso da Sociedade Portuguesa de Ciências da Nutrição e Alimentação, que decorreu no Porto. Durante o mesmo encontro foram também expostos outros trabalhos, como é o caso do Lipgene, que envolveu seis países, incluindo Portugal, o pior classificado “com 13% dos inquiridos a reportar pelo menos três sintomas relacionados com a síndrome metabólica”, revelou a presidente da Sociedade.

O stress foi referido por 28 por cento dos inquiridos em Portugal, logo seguido do perímetro abdominal elevado (99 cm nos homens e 94 nas mulheres) e colesterol alto. "As mulheres, pessoas com mais de 55 anos e com escolaridade ao nível do ensino secundário são as mais afectadas", refere. Há, no entanto, vontade de mudar, referiu a responsável, sendo que o principal obstáculo mencionado se prende com a falta de tempo para comer ou fazer refeições saudáveis.

Os dados da Direcção-Geral da Saúde indicam que estas doenças são responsáveis por 40 por cento dos óbitos em Portugal. O país gasta anualmente 550 milhões de euros com a obesidade.

Marta Bilro

Fonte: Diário de Notícias, Portal da Obesidade, Farmacia.com.pt.

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Doenças reumáticas afectam mais de 25% dos portugueses

Mais de um quarto da população portuguesa sofre de algum tipo de problema reumático, sendo que as mulheres são significativamente mais afectadas do que os homens. Os dados foram divulgados pela Liga Portuguesa Contra as Doenças Reumáticas e mostram também que entre as doenças mais frequentes estão a osteoartrose, doenças de coluna, osteoporose, fibromialgia, artrite reumatóide ou tendinites.

Estes cálculos englobam todos aqueles que tenham uma queixa do foro reumático, como uma dor articular, que obrigue a consultas médicas, e não apenas as pessoas que necessitam de ser seguidas pelo especialista.

Actualmente, 2,7 milhões de portugueses sofrem de algum tipo de queixas reumáticas, que atingem 1,7 mil mulheres e 970 mil homens. Para estes doentes, as mais simples tarefas do dia-a-dia, como sair da cama, vestir-se ou usar o computador, representam um “verdadeiro desafio”. Os números foram divulgados a propósito do Dia Internacional das Doenças Reumáticas, que se assinala esta sexta-feira.

Conforme referiu Jorge Branco, presidente da Liga Portuguesa Contra as Doenças Reumáticas, a prevalência da doença entre as mulheres é comum na globalidade dos países, porém as causas para este facto não estão ainda esclarecidas. Os factores de origem genética, hormonal e ambiental são apontados como algumas das causas prováveis para a doença.

Sendo as mais frequentes na raça humana, as doenças reumáticas vão, provavelmente, manter essa posição no futuro, referem os especialistas, uma vez que a população mundial não pára de crescer e, sobretudo, de envelhecer. Por poderem decorrer muitos anos sem sintomas, estas doenças são muitas vezes ignoradas por quem as sofre.

Para além disso, os novos medicamentos para as doenças reumáticas, que são “mais caros, mas também muito mais eficazes”, não estão a chegar a todos os doentes que deles precisam, refere o responsável. “Ainda há pouca prescrição destes novos fármacos”, sintetizou.

As conclusões de um inquérito europeu realizado este ano a doentes reumáticos revelaram que 92 por cento destes pacientes têm dificuldade em subir escadas no trabalho, 75 por cento têm problemas em subir para comboios, para 78 por cento vestir-se é um desafio e 72 por cento têm dificuldades em abrir torneiras.

É, por isso, lamentável que, em Portugal, os doentes reumáticos sejam tratados como “os parentes pobres das patologias”, afirmou Jorge Branco, fazendo um apelo à necessidade de respeitar estas doenças, tanto ao nível das autoridades de saúde como ao nível da população em geral.

Marta Bilro

Fonte: Diário Digital, Lusa, Liga Portuguesa Contra as Doenças Reumáticas.

Esclerose Múltipla: Cientistas conseguiram reparar lesões neurológicas

Uma equipa de investigadores norte-americanos conseguiu reparar os danos neurológicos causados pela debilitação da esclerose múltipla em ratos. Os resultados, divulgados durante um encontro da “American Neurological Association”, levam os investigadores a acreditar na possibilidade de serem descobertos novos tratamentos para a doença.

A esclerose múltipla é uma doença caracterizada por zonas isoladas de desmielinização e degeneração do sistema nervoso central que interfere com a capacidade em controlar funções como a visão, a locomoção, e o equilíbrio. A doença ocorre quando o sistema imunitário do organismo começa a produzir anticorpos contra a sua própria mielina, o que dá origem à inflamação e a lesão da bainha de mielina que cobre os nervos do cérebro e da medula espinal.

Os cientistas da clínica Mayo, no Minnesota, utilizaram um anticorpo humano para reconstruir a mielina em ratos com a forma progressiva da doença e observaram que o anticorpo se agregou à mielina e à superfície das células do cérebro e da medula espinal, desencadeando um processo de reparação, denominado remielinação.

Os testes realizados pelos investigadores demonstraram também que o anticorpo funcionou mesmo quando associado ao tratamento com esteróides, habitualmente administrado aos pacientes que sofrem desta patologia. Esta é uma observação importante uma vez que os primeiros doentes com esclerose múltipla a receberem a terapia de anticorpos terão que ser primeiro tratados com metilprednisolona, uma substância corticosteróide

“O conceito de utilizar anticorpos humanos para tratar doenças deste tipo ainda não foi testado em seres humanos, mas estas descobertas são muito promissoras”, afirmou Moses Rodriguez, neurologista e um dos autores do estudo. Apesar de se encontrarem ainda em fase inicial, as investigações poderão conduzir “a novos tratamentos que podem limitar as deficiências permanentes" causadas pela esclerose múltipla, salientou Arthur Warrington, membro da equipa de investigação.

Os dados da Associação Nacional de Esclerose Múltipla indicam que a doença afecta mais de um milhão de pessoas em todo o mundo. Os estudos epidemiológicos apontam para a existência de 450 mil pessoas com esclerose múltipla só na Europa, sendo a incidência maior nos países nórdicos. Estima-se que o número de doentes em Portugal seja da ordem dos 5000.

Marta Bilro

Fonte: The Earth Times, BBC Brasil, Manual Merck, Associação Nacional de Esclerose Múltipla.

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Associação quer combater estigmatização de doentes mentais

“ENCONTRAR+SE” lança campanha em Janeiro

A ENCONTRAR+SE - Associação de Apoio às Pessoas com Perturbação Mental Grave está a preparar uma campanha anti-estigma para ser lançada em Janeiro de 2008. O objectivo é promover a reabilitação psicossocial dos doentes mentais. A colocação de outdoors em todo o país e a passagem de spots televisivos são alguns dos passos desta iniciativa, revelou Maria Luísa Vieira de Campos, vice-presidente da instituição.

De acordo com a mesma responsável, está também previsto o lançamento de uma “música para a saúde mental”, que conta com a colaboração de cerca de 20 músicos e artistas nacionais, entre eles Zé Pedro (Xutos & Pontapés) e Rui Veloso.

“Está mais do que provado que as pessoas que sofrem de uma doença mental grave, como bipolar, esquizofrenia e depressão, têm dificuldades em se inserir na comunidade”, afirmou a psicóloga em declarações à agência Lusa, à margem do debate “A Saúde Mental Um Mundo em Mudança: O Impacto da Cultura e da Diversidade”, que decorreu esta quarta-feira no Porto.

A campanha surge para esclarecer a população e explicar que estas pessoas são doentes e não podem ser excluídas devido à sua doença, referiu Maria Luísa Vieira de Campos. “Só os poderemos ajudar se não os excluirmos”, sustentou, acrescentando que a ausência de respostas integradas de reabilitação tem condicionado a possibilidade de recuperação de muitas pessoas com doença mental grave. É preciso incutir mudanças na forma como a sociedade encara estes casos, até porque, segundo afirmou, esta realidade está presente numa em cada quatro famílias.

A importância de combater o estigma que rodeia estes pacientes foi também sublinhada pelo presidente da Sociedade Portuguesa de Psiquiatria e Saúde Mental, Adriano Vaz Serra, uma vez que estes “são lesados nos seus direitos humanos, na maioria dos países”, tanto a nível profissional, social ou económico, vendo, por exemplo, ser-lhes recusado crédito à habitação.

A ENCONTRAR+SE que, esta quarta-feira, a par do Dia Mundial de Saúde Mental, comemora o seu primeiro ano de existência luta agora por encontrar um espaço próprio, onde possa apoiar doentes e familiares.

Marta Bilro

Fonte: Diário Digital, Lusa.

Doenças neuromusculares afectam cinco mil portugueses

Dados recentes de um inquérito realizado em 11 das 13 Consultas de Neuropediatria existentes no país revelaram a existência, nos últimos 10 anos, de 659 doentes com doenças neuromusculares em idade pediátrica. Estima-se que, no total, cinco mil portugueses sofram desta patologia. Os números foram revelados esta quarta-feira, na abertura do 2º Simposium sobre Avanços em Doenças Neuromusculares e vertebro-medulares, organizado pela Faculdade de Medicina do Porto e pelo Serviço de Pneumologia do Hospital de S. João

De origem genética e hereditária as doenças neuromusculares são progressivas e englobam um conjunto de mais de 40 patologias diferentes já identificadas, abrangendo as doenças dos músculos (Miopatias), doenças dos nervos (Neuropatias) doenças dos cornos anteriores da medula (Atrofias Espinhais) e as perturbações da junção neuromuscular (Miastenias). Apesar das diferentes designações, todas têm em comum a falta de força muscular.

A doença afecta frequentemente os músculos respiratórios e o músculo cardíaco, dando origem a dificuldades respiratórias e cardíacas. O doente neuromuscular está, por isso, dependente de apoios e ajudas técnicas (cadeiras de rodas eléctricas ou andarilhos para a locomoção, computadores para a escrita, apoios de cabeça e/ou outras ajudas para a manipulação) para realizar as tarefas mais simples.

Apesar de serem fisicamente incapacitantes, na grande maioria dos casos, estas doenças não afectam as aptidões intelectuais nem cognitivas. Estes doentes são diariamente confrontados com diversas dificuldades que, com o apoio de equipas multidisciplinares, englobando neurologistas, pneumologistas, fisiatras, ortopedistas e psicólogos poderiam ser minoradas.

“Um diagnóstico correcto e atempado permitirá uma intervenção terapêutica precoce e útil e uma reabilitação adequada”, defendeu João Carlos Winck, do Serviço de Pneumologia do S. João e responsável pela organização do encontro.

A insuficiência respiratória e a pneumonia são as principais causas de morbilidade e de mortalidade nestas doenças, referiu o especialista, consequências que poderiam ser minoradas através de uma intervenção atempada. “Se a abordagem for feita de uma forma pró-activa, ou seja, antes que o pulmão atrofie, perca elasticidade e volume, então será possível, com ajudas mecânicas, manter estes doentes em casa e livres de complicações”, salientou, lamentando a falta de informação com que muitos destes doentes se deparam e que muitas vezes é fatal.

“Num futuro próximo será possível desenvolver neuropróteses, algo que permitirá, através de ligação a neurónios cerebrais, fazer com que um doente tetraplégico consiga mexer um dedo ou dois e, assim, por exemplo, manipular uma cadeira de rodas eléctrica”, adiantou João Carlos Wink. A perda de autonomia total é uma das complicações mais graves nestes doentes e se for possível que “mexam um dedo ou dois poderão adquirir maior autonomia, recuperando funções motoras”.

A tecnologia já existe, estando apenas a ser sujeita a afinações técnicas, explicou o responsável acrescentando que se ela puder ser “aliada à reabilitação física tradicional, permitirá certamente recuperar funções perdidas, proporcionando a reintegração de alguns destes doentes na vida activa”.

Marta Bilro

Fonte: Diário Digital, Lusa, Associação Portuguesa de Doentes Neuromusculares, Apifarma.

domingo, 7 de outubro de 2007

Espera prejudica rastreio ao cancro colo-rectal

A espera prolongada para obter a confirmação de um diagnóstico é uma das principais falhas apontadas pelos médicos do que diz respeito ao rastreio do cancro colo-rectal que, em Portugal, dizem, apresenta várias lacunas. A escassez de “centros convencionados” agrava o combate ao problema, salienta o presidente do colégio de oncologia da Ordem dos Médicos, Jorge Espírito Santo.

Em Lisboa, nas clínicas convencionadas pelo Estado, um doente pode esperar até um mês e meio para fazer uma colonoscopia, avança a edição de Domingo do Diário de Notícias. Depois, ao chegar ao hospital a espera pode variar entre dois a três meses até que o doente tenha acesso a uma consulta de gastrenterologia, referiu Pilar Vicente, médica do Hospital de São José, em declarações àquele jornal.

Um compasso de espera que, em muitos casos, pode ser decisivo para detectar a doença atempadamente, até porque o cancro colo-rectal é a segunda causa de morte por cancro no mundo ocidental, apesar de ser um dos mais fáceis de prevenir. “Todos os dias morrem nove pessoas devido ao cancro do colo e do recto”, alertou o presidente da Sociedade Portuguesa de Endoscopia Digestiva (SPED).

Apesar da colonoscopia poder ser realizada nos hospitais públicos, a maioria dos doentes acaba por fazer o exame em clínicas privadas, podendo recorrer às que têm convenção com o Serviço Nacional de Saúde (SNS) que, no entanto, são insuficientes. "O hospital não está a dar resposta, pelo que os doentes recorrem a convencionados", referiu Margarida Damasceno, oncologista do hospital de São João.

Mesmo depois de confirmado o diagnóstico é preciso aguardar a triagem das consultas de gastrenterologia, explica Jorge Espírito Santo que defende a criação de “canais directos entre os centros de saúde e os hospitais”. Entre a marcação da consulta, exames de estadiamento e aspectos da terapêutica, o doente “chega a esperar dois meses”. Tudo isto sem contar com a espera pela cirurgia, que pode atingir os oito meses. Um conjunto de adversidades que levam o responsável a afirmar que “a situação não está boa para o doente oncológico”.

Aos médicos resta esperar que o novo programa de rastreio, preparado para o início do próximo ano, venha melhorar as condições dos doentes oncológicos.

Marta Bilro

Fonte: Diário de Notícias, Diário Digital, Saúde na Internet.

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

APF: Portugal apresenta falhas no rastreio ao cancro do colo do útero

Numa altura em que tanto se fala na importância da prevenção, a Associação para o Planeamento da Família (APF) alerta para o facto de Portugal estar a falhar no rastreio ao cancro do colo do útero. Apesar dos testes de despistagem estarem à disposição de todas as mulheres portuguesas de forma gratuita, apenas a região Centro do país tem obtido resultados positivos.

“Só não faz quem não quer”, salienta Maria João Trindade, responsável da APF, “trata-se de um exame gratuito contemplado pelo Plano Nacional de Saúde. É um direito de todo o cidadão português, todos nós podemos e devemos exigir”, acrescentou. Para além disso, a realização do rastreio exige apenas um simples exame ginecológico.

As falhas registadas derivam do “mau funcionamento dos serviços”, nomeadamente porque há falta de recursos humanos na área dos cuidados primários de saúde, considera Maria João Trindade. Ainda assim, na zona Centro há bons resultados, visto que, segundo referiu, é muito raro surgir no IPO (Instituto Português de Oncologia) de Coimbra um carcinoma invasivo.

Aconselhado a todas as mulheres entre os 25 e os 64 anos, o rastreio do cancro do colo do útero pode ser feito no centro de saúde, porém é um exame (citologia) que “sai muito caro ao Serviço Nacional de Saúde”. Apesar disso, o tipo de análise de rastreio ao cancro do colo do útero em Portugal é mais barato do que outra técnica mais avançada já em utilização noutros países - o teste do víruso do Papiloma Humano (HPV).

A principal diferença é que a citologia usada em Portugal tem uma “taxa de sensibilidade mais baixa” do que o teste do HPV, como precisou Daniela Pinto, investigadora do IPO do Porto, a participar no Eurogin - congresso europeu sobre cancro do colo do útero, a decorrer em Monte Carlo, citada pela agência Lusa.

Apesar de admitir que o país não tem capacidade financeira para tal, Maria João Trindade considera que o “ideal” seria incluir a vacina contra o HPV no Programa Nacional de Vacinação. “Uma taxa de 37 por cento de comparticipação da vacina (que no total das três tomas custa 480 euros) já seria razoável”, disse.

Por outro lado, refere Maria João Trindade, há o risco de que uma imunização universal leve as pessoas a descuidarem o rastreio, que deve ser realizado anualmente nos primeiros dois anos e, caso não sejam detectados problemas, pode passar a ser feito com intervalos de três anos.

Actualmente existem duas vacinas contra o cancro do colo do útero, o Gardasil da Merck, e o Cervarix, produzido pela GlaxoSmithKlin, sendo que, de momento, apenas a primeira está disponível no mercado Português. O elevado preço da vacina torna-a inacessível a muitas mulheres portuguesas, pelo que a Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde está já estudar uma possível comparticipação do medicamento.

Portugal é um dos países da União Europeia onde as taxas de incidência do cancro do dolo do útero são mais elevadas, com perto de 17 casos por cada cem mil habitantes. Anualmente são diagnosticados cerca de 960 novos casos.

Marta Bilro

Fonte: Diário Digital, Público, Farmacia.com.pt.

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Especialistas traçam estratégia contra doença do sono

A tripanossomíase, também conhecida como doença do sono, afecta 40 milhões de pessoas no continente africano, número alarmantes que se encontram em debate na 29ª reunião do Conselho Científico Internacional para a Pesquisa e Luta contra a Doença do Sono, onde participam 200 especialistas que em conjunto pretendem traçar uma estratégia de combate à doença.

A decorrer em Luanda, este encontro pretende debater as causas e consequências da doença que afecta 36 países africanos, entre os quais Angola, o país anfitrião.

Segundo o ministro da Saúde angolano, Ruben Sicato, a doença constitui-se com um flagelo no continente africano e Angola tem sete das 18 províncias afectadas pela doença, fazendo parte dos quatro países mais afectados em todo o mundo, juntamente com a RDCongo, Sudão e o Uganda.

As autoridades sanitárias angolanas estimam que cerca de quatro milhões de pessoas vivam em zonas do país onde podem contrair esta doença, uma vez que existem vectores de transmissão da doença nas províncias da Lunda Norte, Lunda Sul, Bié, Moxico, Cuando Cubango, Benguela e Cabinda, para além das sete províncias onde a doença é endémica.

Na opinião do dirigente angolano, a melhor estratégia de combate passa pelo melhoramento do sistema nacional de saúde, realçando ainda que “todos os sectores da vida nacional deverão participar na criação de condições propícias para o fortalecimento do sistema nacional de saúde, aumentando a eficácia para a resolução dos problemas de saúde, tal como é a doença do sono”.

A tripanossomíase apresenta sintomas muito idênticos aos da malária e da gripe, como a febre e pode ser mortal se não for tratada de forma conveniente e atempadamente.

Os cursos de água, as florestas densas são os principais locais de transmissão da doença, que é causada pela picada da mosca tsé-tsé.

Inês de Matos

Fonte: Sol

terça-feira, 2 de outubro de 2007

Chocolate negro ajuda a reduzir sintomas de fadiga crónica

Uma dose diária de chocolate negro pode ajudar a diminuir os sintomas de fadiga crónica, segundo um estudo piloto realizado por cientistas britânicos da Hull York Medical School. Os pacientes do estudo manifestaram que estavam menos cansados após terem ingerido chocolate negro com elevada concentração de cacau, em comparação com chocolate branco tingido de castanho.

Os investigadores revelaram que os resultados são surpreendentes, mas que o chocolate negro pode ter um efeito na serotonia no cérebro. Contudo, os peritos afirmam que os pacientes devem consumir chocolate com moderação.

O principal investigador do estudo, o professor Steve Atkin, perito em endocrinologia, declarou que a ideia de realizar este estudo surgiu após um paciente ter relatado melhoras, depois de ter mudado do habitual chocolate de leite para chocolate negro com um conteúdo consistente de cacau. Sendo assim, Atkin decidiu verificar se outros pacientes também iriam beneficiar da ingestão deste tipo de chocolate, e desenvolveu um ensaio com 10 pacientes que, durante dois meses, receberam uma dose diária de 45 gramas de chocolate negro ou chocolate branco tingido para parecer chocolate negro.

Os pacientes que ingeriram chocolate negro relataram sentir significativamente menos fadiga, e afirmaram ainda sentir mais cansaço quando pararam de comer o chocolate. O professor Atkin afirmou estar muito surpreendido com a força dos resultados, sublinhando que, apesar de ser um estudo pequeno, dois pacientes voltaram ao trabalho depois de estarem sem trabalhar durante seis meses.

O investigador explicou que o chocolate negro é rico em polifenóis, que têm sido associados a benefícios para a saúde, como a redução da pressão sanguínea. Elevados níveis de polifenóis parecem melhorar os níveis de serotonina no cérebro, que tem sido relacionado com a síndrome de fadiga crónica.

Atkin acrescentou ainda que, apesar de ser necessária mais investigação para confirmar estas descobertas, os pacientes não correm nenhum risco ao comer pequenas quantidades de chocolate negro, e nenhum pacientes ganhou peso durante este estudo. O professor Atkin afirmou que se o paciente retira benefícios, então é uma situação que não faz mal, nem apresenta riscos.

A Síndrome da Fadiga Crónica (SFC), também conhecida como Encefalomielite Miálgica (EM), é uma doença com uma ampla variedade de sintomas, mas é particularmente caracterizada por uma profunda fadiga muscular após esforço físico. Os sintomas incluem ainda dor de cabeça, memória fraca, dificuldade de concentração, perturbação do sono e irritação.

Isabel Marques

Fontes: Diário Digital, BBC News

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Associações de apoio a doentes com HIV temem preço excessivo do Isentress

Activistas pedem à Merck que considere os problemas económicos dos doentes

Vários grupos que se empenham no combate à Sida estão preocupados com os custos do Isentress (raltegravir), o novo medicamento da Merck contra o HIV que deverá ser aprovado pela Administração Norte-Americana dos Alimentos e Fármacos durante este mês, e organizaram um protesto na internet. Os manifestantes exigem que a farmacêutica alemã “estabeleça um preço que lhe proporcione um lucro razoável sem piorar os problemas económicos enfrentados pelos doentes e por aqueles que pagam os medicamentos”.

“O preço deste tratamento terá um grande impacto em vários programas de saúde públicos, como a Medicaid, a Medicare, e o «AIDS Drug Assistance Program», uma vez que todos se encontram no limite dos seus esforços”, refere a declaração que a “União do Preço Justo” (Fair Pricing Coalition), colocou on-line. O movimento de associações, que manteve reuniões com a Merck, invoca também uma expressão famosa da autoria de Geroge Merck (um dos fundadores da farmacêutica): “Os medicamentos são pelas pessoas. Não são pelos lucros. Os lucros seguem, e se nos tivéssemos lembrado disso, eles nunca teriam deixado de surgir”.

Durante as reuniões com os activistas, a Merck terá aparentemente indicado que o preço do Isentress deveria ser equivalente ao de outros medicamentos semelhantes já disponíveis no mercado. Esta situação exaltou os ânimos, isto porque, a união de associações alega que “não basta que a Merck não estabeleça um preço superior ao dos populares inibidores da protease”, porque estes “são já demasiado caros”. Muitos dos pacientes com HIV precisam de mais do que um medicamento para combater o vírus, pelo que o preço final a cobrar pelo tratamento será muito elevado.

“Compreendemos a natureza do negócio e o interesse dos accionistas. A questão é como é que a Merck vai equilibrar as necessidades das pessoas com HIV, as limitações dos que pagam os medicamentos, e o interesse dos accionistas?”, referem os membros da “União do Preço Justo”. “Suspeitamos mesmo que possam haver pressões económicas especiais devido aos tumultos que a empresa tem enfrentado nos últimos anos. Mas esses factores não alteram de maneira nenhuma as pressões experienciadas pelos doentes e pelos que pagam os medicamentos, quer sejam entidades governamentais ou privadas”, argumentam. Nesse sentido, os activistas pedem que a Merck estabeleça o preço do fármaco de forma responsável e não se baseie nas médias de mercado.

Um preço inferior em menos de metade relativamente aos medicamentos da mesma classe será uma prova evidente de que “pelo menos uma empresa farmacêutica coloca as pessoas À frente dos lucros”, afirmam os responsáveis pela declaração.

Tal com foi noticiado pelo Farmacia.com.pt, a FDA garantiu prioridade de revisão ao Isentrss em Junho por considerar que o produto apresentava avanços potencialmente significativos sobre as terapêuticas já existentes.

Marta Bilro

Fonte: Pharmalot, Farmacia.com.pt.

Campanha alerta homens para o cancro da mama

Está pronta para ser lançada em meados deste mês uma nova campanha publicitária promovida pelo Movimento Vencer Viver, grupo de apoio a mulheres com cancro da mama, familiares e amigos, e que pretende ensinar os homens a abordar a doença. A campanha será constituída por três brochuras e um cartaz, cujos temas são especialmente dirigidos aos filhos, maridos/companheiros e amigos/colegas.

Produzida em regime de pró-bono pela Publicampaign e pela Singapour, “a campanha será direccionada a homens mas trata de um assunto de mulheres”, explicou Stélio Lopes, director de marketing social da Publicampaign, em declarações ao portal Meios & Publicidade. "Queremos passar a ideia que alguns homens também se preocupam com esta temática. Vamos dar-lhes informação, dicas práticas de como tratar a questão", afirmou a mesma fonte. Isto porque, segundo explicou o responsável, muitas vezes o não saber o que fazer ou como abordar o assunto remete os homens para o silêncio que pode ser confundido com não querer saber.

Os materiais vão ser distribuídos nos hospitais onde exista a especialidade e em centros de saúde. "Estamos a tentar chegar a acordo também com a Associação Nacional de Farmácias de maneira a marcar presença também nas farmácias", disse Stélio Lopes.

Haverá ainda um micro-site da campanha que vai permitir uma maior disseminação da informação. "Todas as peças de comunicação farão remissão para o site", revelou o director de marketing social da Publicampaign.

O cancro da mama é um tumor maligno que se desenvolve nas células do tecido mamário. É muito mais frequente nas mulheres, mas pode atingir também os homens. O cancro da mama apresenta-se, muitas vezes, como uma massa dura e irregular que, quando palpada, se diferencia do resto da mama pela sua consistência.

Marta Bilro

Fonte: Meios & Publicidade, Vencerviver.dpp.pt, Liga Portuguesa Contra o Cancro, Portal da Saúde.

sexta-feira, 28 de setembro de 2007

Asma: Meio milhão de portugueses desconhecem ter a doença

Em Portugal, há cerca de um milhão de asmáticos, porém, “somente metade tem a doença diagnosticada”, afirmou o pneumologista Mário Almeida em declarações ao jornal Destak. De acordo com este especialista, “a maioria dos portugueses confunde a doença com uma alergia ou com uma constipação e não toma a medicação adequada”.

O desconhecimento de que a asma é uma doença inflamatória crónica das vias aéreas que, em indivíduos susceptíveis, origina episódios recorrentes de pieira, dispneia, aperto torácico e tosse, acaba por limitar o dia-a-dia desses indivíduos “ao privarem-se de praticar desporto, sair à noite e visitar pessoas que têm animais ou que fumam”.

Estas pessoas “desconhecem ainda os tratamentos preventivos que os ajudariam a ter uma vida normal e sem tantas cedências, que muitas vezes os levam a faltar ao trabalho e à escola”, refere o especialista. Por outro lado, médicos e pacientes têm ainda pouco à vontade “no uso de inaladores, que são o melhor método para tratar esta doença”, acrescenta.

De acordo com dados da Sociedade Portuguesa de Pneumologia, a asma afecta cerca de 150 milhões de pessoas de todas as idades no Mundo. Em Portugal calcula-se que estão afectadas cerca de 600 mil pessoas, sendo que 11 por cento são crianças e 5 por cento adultos.

Os tratamentos actualmente disponíveis têm vindo a reduzir consequentemente a taxa de mortalidade relativa a esta doença. Em dez anos, a mortalidade reduziu-se para um terço, o que demonstra que “as pessoas que têm formas de asmas mais graves têm a doença controlada”, salienta Mário Almeida. Enquanto há dez anos morriam cerca de 300 pessoas por ano, hoje este número já se fica pelos 100.

Anualmente, estima-se que o número total de pneumonias exceda os 100 mil casos e que 12 mil pessoas morram diariamente. A única forma eficaz de prevenção reside na “vacinação anti-gripal e anti-pneumocócica”, alerta o especialista.

Marta Bilro

Fonte: Destak, Portal da Saúde, Sociedade Portuguesa de Pneumologia.

Diabéticos europeus têm novo tratamento à disposição

Galvus aprovado pela UE

A União Europeia aprovou a comercialização do Galvus (vildagliptina), um fármaco da Novartis para o tratamento da diabetes tipo 2, de ingestão oral e que implica apenas uma toma diária. A notícia é animadora para a farmacêutica suíça, uma vez que a aprovação do fármaco nos Estados Unidos da América tem sido alvo de alguns atrasos.

A decisão da Comissão Europeia (CE) era aguardada desde Julho, altura em que o Comité de Especialidades Farmacêuticas para Uso Humano da Agência Europeia do Medicamento (CHMP) recomendou a comercialização do medicamento. O fármaco foi aprovado para ser utilizado em combinação com os medicamentos orais mais comuns para a diabetes, metforminas, tiazolidinedionas ou sulfonilureias. O parecer da CE aplica-se aos 27 países-membros, bem como à Noruega e Islândia.

A Novartis tem grandes perspectivas de sucesso para o medicamento. A farmacêutica prevê que as receitas anuais do Galvus possam ser superiores a 700 milhões de euros.

O Galvus actua de forma semelhante ao Januvia (Sitagliptina), da Merck, fármaco que já leva alguns meses de avanço no mercado norte-americano. Os dois medicamentos inibidores da dipeptidil peptidase 4 (DPP-4) foram desenvolvidos com o objectivo de aumentar a capacidade do próprio organismo para reduzir os níveis de açúcar no sangue.

Tanto os laboratórios como os analistas do sector acreditam que esta nova classe de fármacos venha a tornar-se um sucesso de vendas, uma vez que a sua ingestão não provoca aumento de peso, um dos efeitos secundários mais frequentemente associados a alguns medicamentos para a diabetes.

Marta Bilro

Fonte:Reuters, Bloomberg, CNN Money.

Mais de um milhão de portugueses são afectados pela gripe todos os anos

A gripe sazonal e as complicações inerentes à doença matam, anualmente, em Portugal, 1.500 a duas mil pessoas, maioritariamente idosos. Por sua vez, mais de um milhão de portugueses são afectados pelo vírus com mais ou menos gravidade.

Os dados são avançados na edição desta sexta-feira do jornal Diário de Notícias, que relembra o inicio da campanha de vacinação marcado para segunda-feira, especialmente dirigida a idosos, doentes crónicos e crianças. Nesse mesmo dia deverão chegar às farmácias, de forma faseada, mais de 1,6 milhões de vacinas contra a gripe, o suficiente para assegurar a cobertura de 15 por cento da população. Tendo em conta o plano de comparticipação, este ano poderão ser gastos pelo Estado mais de 30 milhões de euros a prevenir a doença.

O número de vacinas pedidas para Portugal é estimado a partir do histórico do País e dos objectivos de prevenção traçados, mas "as épocas são imprevisíveis", frisou Graça Freitas, subdirectora da Direcção-Geral de Saúde (DGS). Esta situação faz com que, por norma, todos os anos fiquem vacinas por utilizar.

De acordo com as estimativas, anualmente, entre 10 a 15 por cento da população do Hemisfério Norte é afectada pela gripe, especialmente as crianças. Porém, conforme explicou a responsável da DGS, se é certo que "as crianças adoecem mais facilmente", também costumam ter situações pouco graves.

As vacinas disponíveis nas farmácias vão custar 8,26 euros para adultos e 6,92 euros para crianças (recomendando-se duas doses quando for a primeira vez que se vacinam), sendo que a comparticipação do Estado é de 37 por cento. A DGS espera atingir 60 por cento da população portuguesa com mais de 60 anos, camada da população entre a qual a adesão à vacina tem crescido todos os anos.

Marta Bilro

Fonte: Diário Digital, Diário de Notícias.

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Herceptin associado à quimioterapia reduz necessidade de mastectomia

Associar a toma de Herceptin (trastuzumab) à quimioterapia antes da cirurgia pode reduzir o número de mastectomias realizadas em mulheres com cancro da mama. De acordo com um novo estudo, apresentado durante a Conferência Europeia do Cancro, em Barcelona, esta terapia combinada tem uma capacidade três vezes superior para eliminar os tumores do que a aplicação da quimioterapia por si só.

As conclusões foram obtidas através da realização de um ensaio clínico que contou com a participação de mulheres com cancro da mama que tenham tido resultado positivo nos testes à presença do HER2, uma forma rara da doença mas com uma agressividade muito elevada.

O Herceptin é actualmente comercializado nos Estados Unidos da América e na Europa e está indicado no tratamento de doentes com cancro da mama metastático cujos tumores apresentem sobre-expressão do HER2. Esta fórmula da doença é particularmente perigosa, uma vez que os tumores se alastram rapidamente, muitas vezes obrigando à realização de uma mastectomia total.

Os resultados do estudo são bastante satisfatórios, refere a Roche, dado que o tratamento com Herceptin nestas condições pode resultar em mais cirurgias de conservação dos seios e melhorar a sobrevivência. As conclusões do ensaio clínico revelaram que o medicamento em associação com a quimioterapia provoca a remissão total do tumor na mama em 55 por cento doa pacientes com cancro da mama metastático, comparativamente aos 19 por cento registados entre as pacientes que receberam apenas quimioterapia.

Esta associação resultou também na eliminação total dos tumores de ambos os seios bem com dos nódulos em 48 por cento dos pacientes, comparativamente a apenas 13 por cento entre os doentes que receberam apenas quimioterapia. O tratamento foi bem tolerado e apresentou segurança cardíaca aceitável durante o ensaio clínico de última fase, afirmou a Roche em comunicado.

Marta Bilro

Fonte: Reuters, Market Watch, Farmacia.com.pt.

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

Tailândia pode emitir licenças compulsórias para fármacos anticancerígenos

Patente do Imanitib, Letrozol, Docetaxel e Erlotinib em risco

A Tailândia pode vir a quebrar a protecção de patente de quatro medicamentos anticancerígenos com o objectivo de aceder a versões genéricas dos mesmos, revelou esta segunda-feira um representante do Ministério da Saúde. O objectivo é facilitar o acesso dos pacientes com menos recursos a fármacos indispensáveis no tratamento do cancro.

O Gabinete de Segurança da Saúde Nacional tailandês deverá propor ao Ministro da Saúde que emita uma licença compulsória para os medicamentos, caso o Governo não consiga chegar a um acordo de redução de preço com as respectivas farmacêuticas. Em causa estão fármacos produzidos pela Novartis, Sanofi-Aventis e Roche que actualmente custam a cada doente tailandês 100 mil bahts por mês (cerca de 2.237 euros), afirmou Sanguan Nitayarumphong, director do departamento que desenvolve um programa de tratamento gratuito para os pobres.

Duas das substâncias alvo são produzidas pela Novartis: o Glivec (Imanitib), destinado ao tratamento da leucemia mielóide crónica e o Femara (Letrozol), para o tratamento do cancro da mama. Em risco de serem copiados estão também o Taxotere (Docetaxel), o quarto medicamento mais bem sucedido da Sanofi-Aventis, utilizado no tratamento de diversos tipos de cancro, incluindo o cancro da mama, pulmão, próstata e cancro gástrico; e o Tarceva (Erlotinib), da Genentech, para doentes com cancro do pulmão de células não pequenas e cancro pancreático.

“Escolhemos estes medicamentos porque os pacientes têm grandes dificuldades em obtê-los, são muito caros”, explicou o mesmo responsável, sublinhando que as versões genéricas poderiam proporcionar a estes doentes um maior acesso aos medicamentos a preços muito mais reduzidos.

“Poderemos ter que impor licenças compulsórias a estes medicamentos caso as negociações com os detentores das patentes falhem”, afirmou Sanguan, justificando a medida com o facto do cancro ser a principal doença causadora de mortes no país.

O Governo tailandês aprovou anteriormente licenças compulsórias para o Plavix (Clopidogrel), indicado na prevenção de acidentes aterotrombóticos, e para dois medicamentos chave anti-HIV, o Kaletra (Lopinavir + Ritonavir) e o Efavirenz.

Marta Bilro

Fonte: CNN Money, Business.inquirer.net, Infarmed, Farmacia.com.pt.