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segunda-feira, 22 de outubro de 2007

EMEA: Candidaturas a novos fármacos registam aumento significativo

Biosimilares lideram lista de pedidos

A União Europeia está a assistir a um crescimento exponencial no número de pedidos de autorização para a comercialização de novos fármacos. Um relatório divulgado pela entidade reguladora indica que as requisições de aprovação dirigidas à Agência Europeia do Medicamento (EMEA) cresceram “fortemente” no primeiro semestre de 2007 com destaque para a área dos biosimilares.

Durante os primeiros seis meses do ano a EMEA recebeu 42 solicitações para a avaliação de novos medicamentos. A manter-se este nível de actividade, até ao final de 2007 deverá ser superada a meta das 52 candidaturas, ultrapassando o recorde registado no ano anterior.

O sector dos biosimilares é um dos que regista maior desenvolvimento, com oito candidaturas apresentadas entre Janeiro e Junho do ano corrente, metade das que se prevê que possam ser submetidas até ao final de 2007.

Os dados, publicados na última edição do Correo Farmacéutico, resultam de uma revisão do trabalho realizado pela EMEA nos primeiros seis meses do ano. A análise salienta o êxito atingido pela entidade reguladora europeia através da implementação de duas estratégias fundamentais: a nova regulação pediátrica e o estabelecimento do Comité Pediátrico, e o arranque da plataforma de farmacovigilância.

Marta Bilro

Fonte: Correo Farmacéutico.

Relatório sugere que regulamentos de fármacos na UE necessitam mudança

Um novo relatório sugere que a Agência Europeia de Medicamentos (EMEA) é parcial em favor das grandes farmacêuticas, e que os regulamentos de fármacos na União Europeia (UE) necessitam uma renovação.

O relatório “How can we regulate medicines better?” (Como podemos regular melhor os medicamentos?) elaborado por Silvio Garattini e Vittorio Bertele do Instituto Mario Negri para Investigação Farmacológica, em Itália, foi publicado na edição de 20 de Outubro da “British Medical Journal” (BMJ), e ataca a EMEA e sugere que a aprovação de fármacos é superficial.

Os peritos defendem que as regulações europeias dos fármacos necessitam de mudar para garantir que as necessidades de pacientes e médicos sejam atendidas.

O licenciamento de novos fármacos na Europa é cada vez mais controlado pela EMEA, contudo, os novos medicamentos apenas têm de demonstrar que são equivalentes aos tratamentos actuais, em vez de mostrar superioridade, tal como, maior eficácia, ou menos toxicidade ou ser mais barato. Esta situação favorece os interesses das companhias farmacêuticas, segundo Garattini e Bertele. Os autores acreditam que deveria ser requerido aos novos fármacos possuir algum valor adicional aos tratamentos actuais ou ser mais baratos.

Uma forma de assegurar isto seria se fossem introduzidos alguns elementos de investigação independente de uma organização não lucrativa, acrescentaram os investigadores. Actualmente, os fabricantes preparam os relatórios à procura de aprovação para um novo fármaco ou nova indicação, e uma investigação independente só acontece após o fármaco ter sido aprovado, enquanto todos os relatórios pré-aprovação são feitos pelo fabricante do fármaco.

Os autores sugerem que as companhias deveriam ser obrigadas a apresentar meta-análises dos benefícios e eventos adversos à EMEA nas suas actualizações dos relatórios de segurança.

Os investigadores também acreditam que o sistema regulador está sujeito a parcialidade e suspensão, e solicitam que o sistema europeu de farmacovigilância seja implementado.

Segundo os autores do relatório, outra preocupação relativa à agência europeia é a questão da transparência. Contrariamente à agência norte-americana que regula os medicamentos (FDA), a EMEA mantém quase toda a informação confidencial. Contudo, não existe razão para não revelar a informação clínica e toxicológica, que é essencial para compreender a razão pela qual um fármaco foi aprovado ou concedida uma nova indicação. A FDA aparentemente está a alterar a sua mentalidade no que se refere à adequação dos ensaios de não inferioridade, e espera-se que a EMEA siga o mesmo caminho.

Outra informação que os autores italianos sugerem que deveria ser tornada visível inclui a dimensão da maioria que aprovou um determinado medicamento, as razões da minoria para se opor à aprovação, conflito de interesses, e os compromissos pós-comercialização e o seu cumprimento.

Garattini e Bertele concluem que algumas das suas sugestões irão tornar a aprovação de novos fármacos e novas indicações mais difícil, e prolongar o tempo necessário para a sua introdução no mercado. Consequentemente, poderá ser preciso ser mais flexível para encorajar a investigação industrial.

Uma das possibilidades seria prolongar as patentes dos produtos em troca de melhor inovação, mais segura, mais confiável, e mais acessível economicamente. Os investigadores acreditam que as mudanças não serão importantes somente para os pacientes, mas também irão ajudar a estimular a investigação inovadora pelas companhias farmacêuticas.

Actualmente, a EMEA emite opiniões sobre a qualidade, segurança e eficácia dos novos mediamentos que procuram aprovação, e estas opiniões são utilizadas pela Comissão Europeia, que decide sobre a concessão da aprovação.

Segundo a Medical News Today, a EMEA não fez comentários e a Comissão Europeia mostrou-se indisponível para comentar na altura da publicação.

Isabel Marques

Fontes: www.drugresearcher.com, www.eurekalert.org, www.medicalnewstoday.com

Sistema europeu de avaliação de medicamentos está desactualizado

Relatório aponta falhas ao processo de aprovações da EMEA

A legislação europeia referente à regulação e avaliação dos medicamentos está ultrapassada, precisando urgentemente de uma revisão geral. As conclusões resultam de um relatório publicado pela BMJ que diz também que a Agência Europeia do Medicamento (EMEA) favorece as grandes farmacêuticas ao permitir que cheguem ao mercado novos medicamentos que não são diferentes dos já existentes e com provas dadas, sem que o seu efeito terapêutico traga alguma mais-valia.

O estudo, intitulado “Como se podem regular melhor os medicamentos?”, acusa a EMEA de agir com leviandade no que toca ao processo de aprovação. “São aprovados demasiados medicamentos com base em determinados objectivos que não representam um prognóstico válido dos objectivos da terapêutica”, afirmaram Silvio Garattini e Vittorio Bertele, autores do documento, citados pelo portal DrugResearcher.com.

“Os novos fármacos têm apenas que demonstrar que têm boa qualidade, eficácia e segurança, independentemente de qualquer referência ou comparação com os medicamentos que já existem no mercado…É mais fácil chegar ao mercado provando que um novo produto é semelhante aos tratamentos padrão já disponíveis do que falhar ao demonstrar que é superior”, sublinha o relatório.

Actualmente, a actuação da EMEA consiste na emissão de opiniões acerca da qualidade, segurança e eficácia dos novos medicamentos sujeitos a aprovação. Este parecer é posteriormente avaliado pela Comissão Europeia para decidir se concede ou não a autorização de comercialização.

Os dois autores consideram que as aprovações de novos fármacos deveriam estar dependentes dos atributos suplementares que estes possuíssem relativamente aos tratamentos já disponíveis, como, por exemplo, serem mais eficazes, mais baratos ou apresentarem menos toxicidade.

“A FDA (Administração Norte-Americana dos Alimentos e Fármacos) está aparentemente a alterar a sua forma de pensar no que diz respeito à viabilidade dos ensaios de não-inferioridade, esperamos que a EMEA siga o mesmo caminho”, referem os responsáveis.

Para superar esta questão o relatório defende mesmo a criação de um organismo independente de investigação a partir de organizações não lucrativas. “Por exemplo, a entidade reguladora poderia requerer que o planeamento dos ensaios clínicos de fase III fosse levado a cabo por uma organização independente acreditada por si, particularmente no caso dos medicamentos que serão reembolsados pelos serviços nacionais de saúde”.

A falta de transparência é outra das críticas que os autores fazem à actuação da EMEA, sublinhando que “não há razão para ocultar dados sobre toxicologia e avaliação clínica” que são “essenciais para perceber porque é que um novo medicamentos foi aprovado ou uma nova indicação acrescentada”. Para além disso, deveriam também ser divulgados os números correspondentes à maioria que aprovou determinado fármaco, as razões que levaram à desaprovação da minoria, bem como os conflitos de interesse, os compromissos de marketing e o seu cumprimento.

A análise realizada pelos pesquisadores do Instituto de Investigação Farmacológica Mario Negri, em Itália, frisa também as fraquezas do sistema de farmacovigilância, “baseado nas actividades nacionais, que em muitos casos estão limitadas aos relatos espontâneos de médicos e pacientes”. Uma das soluções para a recolha de dados acerca da toxicidade de um medicamento poderia passar pela “criação de uma rede de trabalho que englobasse os 25 países europeus, com a coordenação da EMEA”.

De acordo com os autores, durante os seus relatórios regulares de actualizações de segurança, as empresas deveriam ser obrigadas a apresentar meta-análises à EMEA sobre os efeitos benéficos e adversos dos produtos. Enquanto isso, deveria ser fundado um novo comité de farmacovigilância independente do Comité de Especialidades Farmacêuticas para Uso Humano da EMEA.

O relatório acrescenta ainda que o sistema regulador está “sujeito a influências e suspeição” especialmente porque a EMEA pertence ao directório de empresas e indústria da União Europeia em vez de estar inserido no directório geral de saúde e consumidores.

“Algumas das nossas sugestões tornarão a aprovação de novos fármacos e de novas indicações ainda mais difíceis e prolongarão o tempo necessário para a sua introdução no mercado. Poderemos, por isso, precisar de ser mais flexíveis para encorajar a investigação industrial”, afirmam Garattini e Bertele. Uma das hipóteses sugeridas passa pelo “prolongamento das patentes dos produtos em troca de inovações melhores, mais seguras, mais confiáveis e mais sustentáveis financeiramente”.

Marta Bilro

Fonte: DrugResearcher.com.

sábado, 20 de outubro de 2007

CHMP recomenda aprovação do Abraxane para o cancro da mama metastizado

O Comité de Medicamentos de Uso Humano (CHMP), da Agência Europeia de Medicamentos (EMEA), recomendou a aprovação do Abraxane, pó para suspensão para infusão (formulação de nanopartículas de paclitaxel que se ligam à albumina), da Abraxis Bioscience, Inc., para o tratamento do cancro da mama metastizado, em mulheres que não responderam à terapia de primeira linha.

A recomendação baseou-se nos dados do ensaio clínico que suportaram a aprovação do Abraxane nos Estados Unidos e Canadá. O ensaio evidenciou que o fármaco demonstrou uma superioridade significativa nos endpoints clínicos da taxa de resposta, sobrevivência livre de progressão e sobrevivência quando comparado com o Taxol, comercializado pela Bristol-Myers Squibb para o tratamento do cancro da mama metastizado.

A opinião positiva do CHMP é o último passo antes da aprovação formal para a comercialização do Abraxane na Europa. A Abraxis espera receber a aprovação final nos próximos três ou quatro meses, e começou a estabelecer infra-estruturas europeias para comercializar o Abraxane na Europa. O lançamento do fármaco na Europa irá focar-se inicialmente no Reino Unido, França, Espanha, Itália e Alemanha.

A agência norte-americana que regula os medicamentos (FDA) aprovou, em Janeiro de 2005, o Abraxane para suspensão injectável para o tratamento do cancro da mama, após a falha de quimioterapia de combinação para a forma metastizada da doença ou recaída no período de seis meses de quimioterapia adjuvante.

Isabel Marques

Fontes: www.rttnews.com, PharmaLive

EMEA emite opinião positiva sobre dois biossimilares para a anemia

O Comité de Medicamentos de Uso Humano (CHMP), da Agência Europeia de Medicamentos (EMEA), recomendou a aprovação de dois fármacos biossimilares: o Silapo (epoetin zeta), da alemã Stada Arzneimittel AG, e o Retacrit (epoetin zeta), da norte-americana Hospira, cópias de produtos biotecnológicos de epoetin alfa para a anemia.

O CHMP recomendou a aprovação de comercialização do Silapo, solução para injecção (1000/0.3ml, 2000/0.6ml, 3000/0.9ml, 4000/0.4ml, 5000/0.5ml, 6000/0.6ml, 8000/0.8ml, 10000 IU /1.0 ml, 20000 IU /0.5 ml, 30000 IU /0.75 ml e 40000 IU /1.0 ml) numa seringa pré-cheia, delineada para o tratamento da anemia associada com doença renal crónica, e para pacientes oncológicos para tratar a anemia e reduzir a necessidade de transfusões sanguíneas.

A EMEA recomendou ainda a aprovação do Retacrit para o tratamento da anemia associada a falha renal crónica, e para a anemia induzida por quimioterapia.

A Stada e a Hospira esperam que os fármacos sejam aprovados nos países da União Europeia (UE) até ao final de 2007. A Stada irá começar a comercializar o Silapo na Alemanha no primeiro trimestre de 2008. A Hospira planeia lançar o Retacrit, que será o seu primeiro biossimiar a ser comercializado, em diversos países da UE também no início de 2008.

O Silapo, que estimula a eritropoiese ao interagir com o receptor de eritropoietina nas células progenitoras na medula óssea, é um produto terapêutico biológico similar ao Erypo/Eprex aprovado na UE. Estudos demonstraram que o Silapo tem um perfil equivalente de qualidade, segurança e eficácia ao Erypo/Eprex (epoetin alfa).

Nos finais de 2006, a Hospira e a STADA Arzneimittel AG anunciaram acordos de desenvolvimento, fabrico e distribuição para o epoetin zeta. A Hospira obteve direitos exclusivos de distribuição em países como os Estados Unidos, e diversos da Europa, com a excepção da Alemanha, onde ambas as companhias irão comercializar o produto.

A Hospira tem investido significativamente na expansão das suas competências no desenvolvimento, fabrico e comercialização de similares biológicos.

As opiniões positivas são emitidas pelo CHMP, e a EMEA, que aprova os fármacos, normalmente segue as recomendações do comité. A Comissão Europeia aprova biossimilares que demonstram qualidade, eficácia e segurança equivalentes aos produtos biofarmacêuticos disponíveis actualmente para as indicações aprovadas.
Isabel Marques

Fontes: www.networkmedica.com, PharmaLive, Forbes

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Belga Daniel Brasseur acaba de ser eleito
Comité de Pediatria da EMEA já tem presidente


A Agência Europeia do Medicamento (EMEA, na sigla em inglês) anunciou nesta quinta-feira a eleição do belga Daniel Brasseur e do francês Gerard Pons para os lugares de presidente e vice-presidente do seu Comité de Pediatria.

Trata-se de uma estrutura recentemente criada no âmbito da EMEA, e que surge no seguimento da entrada em vigor, no passado mês de Janeiro, da nova regulamentação da Medicina Pediátrica no contexto europeu. Os dois elementos agora eleitos cumprirão um mandato de três anos, tendo como missão adaptar o funcionamento do comité às novas regras, concebidas e implementadas de modo a fornecer um estímulo à investigação e ao desenvolvimento de medicamentos que têm como destino a administração em crianças, garantindo que esse tipo de produtos é devidamente testado e autorizado, melhorando a informação disponível sobre esses fármacos e, por consequência, o seu grau de fiabilidade.

Carla Teixeira
Fonte: Orphanews Europe

terça-feira, 2 de outubro de 2007

GSK procura aprovação para fármaco para a obesidade na Europa

A GlaxoSmithKline (GSK) apresentou à Agência Europeia dos Medicamentos (EMEA) um pedido para comercializar a versão de venda livre do fármaco Xenical, da Roche, para o tratamento da obesidade. A GSK revelou que a candidatura foi aceite pela EMEA.

O fármaco, comercializado nos Estados Unidos como Alli, é uma versão de baixa dosagem do Xenical (orlistat), este sujeito a receita médica, e opera ao reduzir a quantidade de gordura corporal que o corpo absorve da comida. O tratamento consiste em cápsulas de 60mg, três vezes ao dia juntamente com as refeições. Mas tem de ser tomado conjuntamente com uma dieta baixa em calorias e em gorduras, e vem com um programa de suporte completo.

O Alli foi lançado em Junho, tendo obtido vendas recorde de 76 milhões de libras (156 milhões de dólares) no segundo trimestre. A GSK sublinhou o lançamento bem sucedido do Alli como prova dos benefícios de manter o negócio na área da saúde dos consumidores, que alguns analistas recomendaram vender.

O presidente da GSK Consumer Healthcare, John Clarke, afirmou que a companhia sempre disse que este não é um comprimido mágico, se as pessoas estão à procura de uma solução rápida, esta não o é. Mas é um motivador poderoso, ajudando as pessoas a perder até 50 por cento mais peso do que somente com uma dieta.

A GSK adquiriu os direitos norte-americanos para uma versão de venda livre, conhecida como “over-the-counter” (OTC), do Xenical em 2004, e comprou os direitos para fora dos Estados Unidos no início deste ano.

As previsões dos analistas para as vendas anuais do Alli variam entre os 250 milhões e os 500 milhões de libras. Isto significa que pode atingir vendas mais elevadas que o Xenical, que rendeu 693 milhões de francos suíços (576 milhões de dólares), no ano passado.

A GSK não espera uma resposta por parte da EMEA antes do final do próximo ano, por isso o lançamento na Europa não deverá ocorrer antes de 2009.

Nos Estados Unidos, o Alli é comercializado com um guia para uma alimentação saudável, um diário, um contador de calorias e gorduras, e acesso gratuito a um plano de acção individualizado online.

A obesidade tornou-se uma das principais doenças derivadas do estilo de vida no mundo desenvolvido. Esta aumenta o risco de desenvolver diabetes de tipo 2, doenças cardiovasculares, certos tipos de cancro, e doença da vesícula biliar, e resulta numa diminuição da qualidade de vida e no aumento do risco de morte prematura.

Isabel Marques

Fontes: www.networkmedica.com, Reuters, Guardian Unlimited

terça-feira, 25 de setembro de 2007

EMEA recomenda nova indicação para terapia combinada para a hepatite C

A Agência Europeia dos Medicamentos (EMEA) emitiu uma opinião positiva recomendando a aprovação da terapia de combinação com PegIntron (Peginterferão alfa-2b) e Rebetol (ribavirina), da Schering-Plough Corporation, para pacientes adultos com hepatite C crónica, que não responderam aos tratamentos anteriores.

A companhia indicou que a terapia de combinação, caso seja aprovada, será a única terapia para a hepatite C disponível na União Europeia indicada para casos em que o tratamento anterior falhou.

Esta opinião positiva baseou-se nos dados do ensaio EPIC3, ainda a decorrer, que envolve 1 336 pacientes com fibrose ou cirrose moderada a grave, nos quais os tratamentos anteriores de combinação alfa-interferão/ribavirina falharam, e foram tratados novamente com a terapia de combinação da Schering-Plough.

Neste estudo, 57 por cento dos pacientes (282 em 499) que apresentaram uma carga viral não detectável na semana 12, seguiram para atingir uma resposta virológica sustentada (RVS) na semana 48 da terapia. No geral, aproximadamente 37 por cento dos pacientes apresentava uma carga viral não detectável na semana 12, e 23 por cento atingiram uma RVS.

A terapia de combinação com PegIntron e Rebetol já está aprovada, na Europa, para pacientes com hepatite C crónica que não receberam tratamento anteriormente.

Estima-se que a hepatite C crónica afecta mais de 10 milhões de pessoas nos maiores mercados mundiais, incluindo cinco milhões na Europa. É a principal causa de doença hepática crónica e uma das razões mais comuns para transplante do fígado na Europa.

A recomendação do Comité dos Medicamentos para Uso Humano (CHMP), da EMEA, é a base para a aprovação, por parte da Comissão Europeia, para os pacientes dos 27 Estados-Membros, mais a Islândia e a Noruega.

Isabel Marques

Fontes: First Word, Bloomberg,
www.sch-plough.com