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quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Eli Lilly paga 18 milhões de dólares à Emisphere por quebra de contrato

A Eli Lilly irá pagar 18 milhões de dólares à Emisphere Technologies, de modo a chegar a um acordo relativamente ao litígio pendente que envolve as duas companhias. O processo está relacionado com uma quebra do contrato judicial, por parte da Eli Lilly, relativamente à hormona oral da paratiróide recombinante (PTH) da Emisphere. Os restantes termos do acordo não foram revelados.

Em Janeiro de 2006, um tribunal federal determinou que a Eli Lilly tinha quebrado o acordo de desenvolvimento, efectuado entre as duas companhias, ao falhar na entrega de 3 milhões de dólares referentes a pagamentos quando fossem atingidos objectivos, como requerido aquando da conclusão dos estudos de Fase I do produto oral PTH 1-34. O tribunal também decidiu que a Emisphere poderia terminar o acordo de licenciamento com a Eli Lilly relativo à tecnologia de administração de fármacos.

A duas companhias trabalharam em conjunto, entre 1997 e 2003, utilizando a tecnologia da Emisphere para tentar desenvolver a forma em comprimido do fármaco injectável Forteo para a osteoporose. A Emisphere terminou a parceria em 2004.

Inicialmente, a Eli Lilly processou a Emisphere por quebra de contrato, após esta ter acusado a primeira
da mesma situação, tendo ainda ameaçado entregar a sua tecnologia à concorrente Novartis. O tribunal federal decidiu a favor da Emisphere, após ter sido descoberto que a Eli Lilly estava a utilizar secretamente a tecnologia da Emisphere em investigação que ia para além da extensão da cooperação entre as companhias.

A Eli Lilly apresentou ainda uma candidatura para uma patente internacional baseada na tecnologia da Emisphere. O tribunal ordenou que a patente fosse devolvida à Emisphere.

A Emisphere continua a tentar lucrar com a tecnologia que permite converter fármacos injectáveis no formato de comprimidos. Agora a trabalhar com a Novartis Pharma, tem dois compostos para a osteoporose na fase final dos testes.

Isabel Marques


Fontes: First Word, BusinessWeek, MarketWatch, The Indianapolis Star

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

Merck KGaA planeia aquisições para aumentar lucros até 2010

A Merck KGaA, que adquiriu a Serono SA, em Janeiro, por cerca de 14 mil milhões de dólares, está a planear mais aquisições com o objectivo de impulsionar as vendas anuais para atingir, até ao ano 2010, o valor de 14 mil milhões de dólares (10 mil milhões de euros). A Merck, no ano passado, alcançou lucros de 6,26 mil milhões de euros.

O presidente da Merck KGaA, Karl-Ludwig Kley, em entrevista ao Financial Times, adiantou que os potenciais acordos irão primeiramente apontar para as divisões de ciências da vida e saúde do consumidor. Para Kley, a Merck tem de chegar às massas criticas, tem de impulsionar as marcas da companhia, tendo em vista o crescimento.

Kley acrescentou ainda que não faz parte dos planos vender qualquer uma das quatro divisões da companhia. A Merck irá assim continuar a ser uma companhia diversificada integrada, que combina tanto operações farmacêuticas como químicas.

Em relação à estratégia de aquisições, o analista da Merck Finck & Co, Carsten Kunold, declarou que esta situação não representa uma grande mudança estratégica, mas que é mais uma forma de preencher algumas lacunas.

No que se refere ao Erbitux, fármaco oncológico que a companhia desenvolveu com a ImClone Systems Inc. e que comercializa fora da América do Norte, o presidente da Merck espera que eventualmente consiga gerar mais de mil milhões de dólares em vendas anuais. O Erbitux trouxe à companhia lucros na ordem dos 337 milhões no ano passado.

Isabel Marques

Fontes: First Word, Bloomberg, CNN Money

sábado, 15 de setembro de 2007

Johnson & Johnson e Isis desenvolvem fármacos para doenças metabólicas

A Johnson & Johnson e a Isis Pharmaceuticals iniciaram um acordo de colaboração para a descoberta, desenvolvimento e comercialização de fármacos para o tratamento de doenças metabólicas, incluindo a diabetes de tipo 2 e obesidade. O acordo inclui a cedência dos direitos mundiais de desenvolvimento e comercialização, a favor da Johnson & Johnson, de dois compostos para a diabetes, o ISIS 325568 e o ISIS 377131.

Segundo os termos do acordo, a Johnson & Johnson irá efectuar um pagamento inicial de 45 milhões de dólares à Isis, assim como irá fornecer financiamento a nível da investigação e desenvolvimento. A Isis será ainda elegível para pagamentos de mais de 230 milhões de dólares, quando forem atingidos objectivos relativamente ao ISIS 325568 e ao ISIS 377131, com a possibilidade de regalias se os fármacos forem aprovados. A Isis poderá ainda receber pagamentos adicionais por objectivos e regalias relativamente a qualquer outro fármaco que seja desenvolvido no seguimento desta colaboração.

O ISIS 325568 inibe a produção do receptor de glucagon, e o ISIS 377131 inibe a produção do receptor de glucocorticóide. Estes fármacos apresentam perfis terapêuticos alargados e entusiasmantes, incluindo a diminuição de lípidos no sangue e gordura corporal, para além dos efeitos na redução da glicose, segundo o vice-presidente executivo da Isis, Jeffrey Jonas.

Este acordo poderá ajudar a Johnson & Johnson, uma das maiores fabricantes de instrumentos de administração de insulina para a diabetes, a entrar no mercado anual de fármacos para controlar a doença, avaliado em 15 mil milhões de dólares.

Isabel Marques

Fontes: First Word, Bloomberg, Forbes

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

Grupo Farmasierra estabelece-se em Portugal

O Grupo Farmasierra, companhia farmacêutica espanhola especializada no desenvolvimento, fabrico, distribuição e comercialização de medicamentos, complementos alimentares e cosméticos estabelece-se em Portugal constituindo a companhia denominada Laboratório Farmasierra Portugal, Lda.

A criação desta companhia em Portugal é o primeiro passo para o desenvolvimento de um grupo farmacêutico, que tem como objectivo competir a nível internacional. Segundo o presidente da Farmasierra, o Dr. Tomás Olleros, a companhia pretende ser um laboratório de referência em Portugal, baseando a sua actividade no intercâmbio tecnológico e na sinergia comercial entre os dois países, de modo a que o plano de internacionalização da companhia seja lançado.

O Grupo Farmasierra realizou as primeiras transformações em Portugal com o objectivo de criar a sua própria infra-estrutura, e assim facilitar o seu crescimento, tendo sempre em vista o dinamismo e o compromisso com a excelência no desenvolvimento de produtos farmacêuticos de confiança. Luís M. Mateus, gerente do Laboratório Farmasierra Portugal, Lda. e membro do Comité Directivo do Grupo Farmasierra, desenvolverá a actividade em Portugal, contribuindo igualmente para a expansão internacional do grupo.

Em Espanha, a Farmasierra conta com duas estruturas de produção com uma capacidade de 70 milhões de unidades terminadas, armazéns de distribuição e um vasto portfólio de produtos. Nos últimos anos, o grupo tem empreendido um plano de transformações ambicioso na área de Investigação e Desenvolvimento, no aumento da capacidade produtiva e no lançamento contínuo de novos produtos.

Desde a sua formação, em 1996, o aumento da actividade nas áreas de produção e desenvolvimento tecnológico têm levado o grupo a participar frequentemente em projectos de colaboração com companhias farmacêuticas dos Estados Unidos, Inglaterra, Suécia, Alemanha, Itália e Espanha.

Isabel Marques

Fontes: PMFarma, www.accesomedia.com

Merck & Co deve ultrapassar a Pfizer no mercado do colesterol em 2011

A Merck & Co irá ultrapassar a Pfizer como companhia líder no mercado dos fármacos para diminuir o colesterol por volta do ano de 2011, segundo um novo relatório da “Decision Resources” e do “Millennium Research Group”.

Segundo o relatório intitulado “Marcas e Estratégias: Dislipidemia”, três eventos de grande importância irão contribuir para o êxito da Merck, como a expiração das patentes do Lipitor/Zarator (atorvastatina), da Pfizer, em 2010 nos Estados Unidos e em 2011 na Europa; a subida contínua dos fármacos blockbuster Vytorin (ezetimiba e simvastatina) e Zetia (ezetimiba), e os lançamentos antecipados do laropiprant (MK-0524A) e do MK-0524B da Merck. Além destes fármacos emergentes da Merck, espera-se que, pelo menos, outros seis fármacos sejam lançados antes de 2011.

A descontinuação, em Dezembro de 2006, do torcetrapib, deixou a Pfizer sem outro fármaco blockbuster para o controlo da dislipidemia, afirmou o analista da Millennium Research, Diego Garzón. A Pfizer anunciou um aumento dos esforços promocionais, enfatizando a eficácia do Lipitor/Zarator, dados de ensaios clínicos e segurança. Contudo, iniciativas por parte de organizações de saúde, como a WellPoint, que oferecem a retirada dos emolumentos por quatro meses se os pacientes trocarem para o genérico sinvastatina, estão a afectar as vendas e a quota de mercado do Lipitor/Zarator, acrescentou Garzón.

Isabel Marques

Fontes: PMFarma, www.therapeuticsdaily.com, www.decisionresources.com

sexta-feira, 7 de setembro de 2007

Bayer Schering e Dyax colaboram para identificar anticorpos terapêuticos

A Bayer Schering e a Dyax iniciaram um acordo de colaboração para descobrir anticorpos terapêuticos. Segundo os termos do acordo, a Dyax irá identificar anticorpos terapêuticos dirigidos a dois alvos fornecidos pela Bayer.

Com este acordo, a Dyax irá receber pagamentos quando forem atingidos determinados objectivos, e regalias resultantes das vendas líquidas que possam derivar do desenvolvimento e comercialização, por parte da Bayer, dos anticorpos descobertos durante esta colaboração. O acordo também fornece à Bayer sublicenças para outras patentes relevantes de anticorpos, identificados através da expressão de fagos, que possam ser utilizados com a tecnologia da Dyax. Os termos financeiros envolvidos não foram revelados.

Isabel Marques

Fontes: First Word, www.dyax.com

terça-feira, 4 de setembro de 2007

Xoma concede licença de tecnologia de anticorpos à Pfizer

A Xoma Ltd., farmacêutica norte-americana, concedeu à Pfizer os direitos mundiais não exclusivos da sua tecnologia patenteada de expressão da célula bacteriana para expressão de fagos (phage display, em inglês) e para a investigação, desenvolvimento e fabrico de outros produtos de anticorpos.

Segundo os termos do acordo, a Xoma irá receber um pagamento adiantado por inteiro, de 30 milhões de dólares em dinheiro, e outros pagamentos relativos a regalias, e ainda quando forem atingidos objectivos decorrentes das vendas de todos os produtos envolvidos neste acordo, incluindo os produtos que estão actualmente nas fases finais de desenvolvimento clínico. A tecnologia de expressão da célula bacteriana é utilizada para descobrir e monitorar, assim como para desenvolver e fabricar, anticorpos recombinantes para uso comercial.

Isabel Marques

Fontes: PMFarma, www.xoma.com

sexta-feira, 24 de agosto de 2007

Índia pode tornar-se um dos dez maiores mercados farmacêuticos até 2015

O mercado farmacêutico da Índia deverá triplicar até 2015, atingindo os 20 mil milhões de dólares, de acordo com um relatório da firma de consultadoria McKinsey & Co. Este relatório prevê que a Índia irá sofrer uma transformação significativa, de modo a tornar-se num dos dez mercados farmacêuticos mais importantes do mundo, nos próximos dez anos.

O crescimento do mercado farmacêutico na Índia, que poderá expandir-se a um ritmo de mais de 12 por cento por ano, irá dever-se a uma economia em rápido crescimento, a melhores infra-estruturas médicas, a um fortalecimento dos seguros de saúde, assim como a um aumento das doenças relacionadas com o estilo de vida, como a obesidade, levando ao aumento de doenças crónicas. Além disso, o relatório estima que até 2015, as terapias de especialidade podem equivaler a 45 por cento do total do mercado, enquanto que os produtos patenteados podem crescer até atingir os dez por cento do mercado.

Na Índia, o país com a maior população de diabéticos, a prevalência da diabetes irá aumentar para 3,7 por cento até 2015, em relação aos 2,8 por cento de 2005, e as doenças cardíacas irão afectar 4,9 por cento da população até 2015, enquanto que a 50 milhões de pessoas será diagnosticada hipertensão arterial.

A Índia poderá chegar a ultrapassar o Brasil, o México e a Turquia no ranking mundial dos dez maiores mercados farmacêuticos. A Índia irá tornar-se assim um mercado muito importante para as companhias farmacêuticas. Estas tendências têm implicações estratégicas para as companhias farmacêuticas, indianas e multinacionais, e para os reguladores, acrescentou Gautam Kumra, o director da McKinsey & Co.

O mercado farmacêutico dos Estados Unidos, o maior do mundo, estima-se que atinja os 444 mil milhões de dólares até 2015, em relação aos 248 mil milhões de dólares em 2005, segundo a McKinsey. Prevê-se ainda que o mercado japonês cresça até aos 82 mil milhões de dólares, em relação aos 68 mil milhões de dólares, no mesmo período.

Isabel Marques

Fontes: First Word, Bloomberg, Forbes

sexta-feira, 10 de agosto de 2007

Abraxis BioScience inicia acordo para a comercialização do Abraxane na Índia

A Abraxis BioScience, Inc. anunciou que entrou num acordo de licenciamento com a Biocon Limited, a companhia líder em biotecnologia da Índia, para a comercialização do Abraxane (partículas de paclitaxel que se ligam a proteínas para suspensão injectável) (liga-se à albumina), na Índia.

Segundo os termos do acordo, a Biocon também terá o direito de comercializar o Abraxane no Paquistão, Bangladesh, Sri Lanka, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Kuwait e outros determinados países na Ásia do Sul e do Golfo Pérsico. Como parte deste acordo, a Abraxis irá receber regalias da parte da Biocon baseadas nas vendas líquidas do Abraxane nestes países.

Este acordo representa um passo importante no desenvolvimento de uma estrutura de comercialização global que incorpora as necessidades únicas de cada país, afirmou Bruce Wendel, vice-presidente executivo da área de desenvolvimento corporativo da Abraxis. A companhia está satisfeita que esta parceria com a Biocon conceda a oportunidade de levar o Abraxane, que representa um importante avanço na quimioterapia, a estes países, enquanto alarga a relação com a Biocon, acrescentou ainda Wendel.

Em Julho de 2007, a Abraxis submeteu ao Ministério da Saúde e Bem-Estar da Família indiano uma candidatura para comercializar o Abraxane na Índia, para o tratamento do cancro da mama.

A Administração Norte-Americana dos Alimentos e Fármacos (FDA) aprovou, em Janeiro de 2005, o Abraxane para suspensão injectável para o tratamento do cancro da mama, após a falha de quimioterapia de combinação para a forma metastizada da doença ou recaída no período de seis meses de quimioterapia adjuvante.

Isabel Marques

Fontes: Pharmlive

Nova Hemosol BioPharma Inc. procura parcerias, aquisições e licenciamentos

A Hemosol BioPharma Inc., recentemente criada, está empenhada na procura de parcerias, acordos de licenciamento e aquisição de produtos ou de companhias para aumentar os seus próprios programas de desenvolvimento e planos de comercialização. Os produtos de interesse incluem proteínas terapêuticas derivadas de plasma sanguíneo ou de outras fontes, incluindo correntes de bioprocessamento, assim como outros produtos biofarmacêuticos estéreis injectáveis.

A Hemosol BioPharma Inc. foi formada no dia 6 de Julho de 2007, a seguir à aquisição de substancialmente todos os bens da Hemosol Corp., uma companhia biofarmacêutica canadiana, por parte da Catalyst Fund Limited Partnership II, sedeada em Toronto e gerida pelo The Catalyst Capital Group Inc. Os bens únicos da Hemosol incluem instalações de manufactura de cGMP de escala comercial localizadas em Mississauga, e um portefólio substancial de propriedade intelectual no apoio a uma pipeline de novos produtos.

A Hemosol BioPharma Inc. é uma companhia de desenvolvimento integrado de produtos biofarmacêuticos e fabricante de produtos biológicos, particularmente de terapêuticas baseadas em proteínas relacionadas com sangue. A companhia está a perseguir uma estratégia para fabricar e comercializar produtos terapêuticos na América do Norte com o seu próprio rótulo ou em parceria com outros. A longa pipeline de produtos da Hemosol concentra necessidades médicas ainda não atendidas em grandes mercados medicinais, incluindo terapêuticas baseadas em proteínas para tratar doenças infecciosas, cancro e anemia.

A Hemosol tenciona continuar o desenvolvimento de proteínas de plasma terapêuticas, assim como da sua própria pipeline de produtos. A companhia planeia crescer com base nas actuais relações de negócio e actividades de desenvolvimento, através do licenciamento e aquisição de produtos complementares com o potencial de receitas iminentes.

Através deste programa estratégico de parcerias, licenciamento e aquisição, a Hemosol irá criar uma companhia geradora de receitas que será um participante significativo na biotecnologia da América do Norte, declarou o Dr. David Bell, vice-presidente da área de desenvolvimento de fármacos da Hemosol.

O Dr. Dirk Alkema, vice-presidente de operações, sublinhou que a Hemosol está numa posição de impulsionar as instalações de cGMP e o “know-how” na manufactura e em testes de produtos biofarmacêuticos, para oferecer serviços a potenciais clientes, gerar receitas e acelerar o crescimento da companhia.

Newton Glassman, sócio gerente da Catalyst, salientou que o The Catalyst Capital Group Inc. está extremamente satisfeito por acrescentar a Hemosol ao seu portefólio de companhias. A Catalyst acredita que, com o seu sólido apoio financeiro e suporte estratégico, a Hemosol esteja em boa posição para fazer aquisições e parcerias estratégicas e para continuar a desenvolver o seu negócio de plasma e a diversificada pipeline de produtos.

Isabel Marques

Fontes: Pharmalive

quinta-feira, 9 de agosto de 2007

Galapagos extende colaboração com a AstraZeneca

A Galapagos NV anunciou que a sua divisão BioFocus DPI iniciou uma colaboração com a AstraZeneca para a descoberta de novos fármacos. No seguimento das colaborações anteriores na descoberta de fármacos, entre as duas companhias, esta colaboração envolve, por parte da BioFocus DPI, a interpretação química médica, química computacional e suporte de biologia, e serviços ADMET para o programa de descoberta de infecções da AstraZeneca, sedeado em Boston, nos Estados Unidos. O valor total do contrato para a Galapagos será de 680.000 euros.

Este anúncio marca a terceira colaboração entre a AstraZeneca e a BioFocus DPI. Em Agosto de 2006, a Galapagos tinha anunciado a primeira colaboração com a AstraZeneca no campo da descoberta de fármacos. No seguimento de um segundo programa, iniciado em Abril de 2007, a BioFocus DPI está a fornecer a interpretação química e suporte de biologia, e serviços ADME para um programa “hit-to-lead” da AstraZeneca. Enquanto que estas colaborações se focam na divisão de Investigação e Desenvolvimento (I&D) sedeada na Europa, da AstraZeneca, o recente acordo expande os serviços de descoberta de fármacos da BioFocus DPI para a área de I&D da AstraZeneca nos Estados Unidos.

O presidente da Galapagos, Onno van de Stolpe, sublinhou que agora a companhia tem uma relação global com a AstraZeneca, trabalhando em diversos locais na Europa e nos Estados Unidos. Este tipo de expansão acenta muito bem na estratégia da Galapagos para o crescimento da divisão BioFocus DPI.

Trevor Trust, vice-presidente da área de descoberta de infecções da AstraZeneca nos Estados Unidos, acrescentou que os colegas europeus estão satisfeitos com o progresso dos programas de descoberta de fármacos a decorrer, em colaboração com a BioFocus DPI. A decisão da divisão de I&D dos Estados Unidos de iniciar esta colaboração com a BioFocus DPI baseia-se na produtividade e na boa relação de trabalho entre as duas companhias demonstradas até agora.

Isabel Marques

Fontes: Pharmalive

sexta-feira, 3 de agosto de 2007

Genentech completa aquisição da Tanox

A Genentech, Inc. anunciou que o período de espera do “Hart-Scott-Rodino Act” expirou e, assim, a companhia completou a aquisição da Tanox, Inc. Os accionistas da Tanox aprovaram o acordo de fusão a 15 de Janeiro de 2007.

Segundo os termos do acordo, originalmente anunciados pelas duas companhias a 9 de Novembro de 2006, os accionistas da Tanox têm direito a receber 20 dólares por acção, num valor total de aproximadamente 919 milhões de dólares. Estes fundos estão a ser providenciados pela Genentech. Como resultado desta aquisição, as acções da Tanox já não estão a ser cotadas no Mercado Global NASDAQ.

O presidente e director financeiro da Genentech, David Ebersman, declarou que a companhia está satisfeita com a conclusão desta importante transacção que irá proporcionar à companhia uma melhor produtividade do Xolair, o anticorpo monoclonal anti-IgE aprovado pela FDA para pacientes com asma alérgica moderada a grave. David Ebersman adiantou ainda que a Genentech irá continuar a trabalhar em colaboração com a Novartis para avançar potenciais novas indicações e formulações do Xolair.

A Genentech, a Tanox e a Novartis têm colaborado no desenvolvimento e comercialização do Xolair (omalizumab) desde 1996. Com a conclusão da aquisição, a Genentech acaba com as regalias relacionadas com as vendas do Xolair, que pagava anteriormente à Tanox, e obtém os lucros das acções e pagamentos de regalias da Novartis à Tanox.

Isabel Marques

Fontes: Pharmalive

sexta-feira, 27 de julho de 2007

Mercado global de vacinas alcançará os 19.200 milhões de dólares até 2010

Prevê-se que o mercado global de vacinas humanas alcance os 19.200 milhões de dólares até 2010, impulsionado pela tecnologia e pela globalização. Os propulsores chave de crescimento para o mercado de vacinas incluem o desenvolvimento de novos agentes terapêuticos e profilácticos para combater o VIH, o cancro e a síndrome respiratória aguda grave, entre outras doenças mortais, de acordo com um novo relatório da Global Industry Analysts Inc., dos Estados Unidos.

Apesar das vacinas profiláticas continuarem a ser as que melhor representam os ganhos no mercado das vacinas humanas, as terapêuticas poderão apresentar grandes surpresas nos próximos anos. O mercado global de vacinas profiláticas está estimado em 11.600 milhões de dólares para 2007. No que se refere ao mercado de vacinas terapêuticas, espera-se que este registe um crescimento rápido, chegando a obter vendas no valor de 3.300 milhões de dólares até 2010, segundo o mesmo relatório.

Os Estados Unidos representam o maior mercado para as vacinas humanas, com uma facturação estimada em 6.900 milhões de dólares para 2007. Na Europa, a França, a Alemanha e o Reino Unido em conjunto representam mais de 75 por cento do mercado europeu. No Japão, a comercialização de vacinas profilácticas pediátricas é provável que cresça na proporção de 9,9 por cento por ano no período entre 2005 e 2010.

As vacinas terapêuticas estão actualmente em várias etapas de desenvolvimento e prevê-se que cresçam rapidamente, assim que forem introduzidas no mercado. As companhias farmacêuticas, tanto as que já estão estabelecidas, como as em emergência, estão a investir uma quantidade considerável de recursos de investigação no desenvolvimento de vacinas terapêuticas capazes de combater doenças como o cancro, SIDA, entre outras. A terapêutica de combinação está a ganhar importância e espera-se que resulte em várias “joint ventures”. O mercado espera assistir à introdução, num futuro próximo, de mais de 18 novos produtos para o tratamento do cancro, SIDA, doenças neurológicas, auto-imunes e cardiovasculares, e também para a dependência da cocaína e nicotina.

Isabel Marques

Fontes: PMFarma

terça-feira, 17 de julho de 2007

AstraZeneca e IBM assinam acordo de 1,4 mil milhões de dólares para estratégia global de “outsourcing”

A IBM anunciou que acordou com a AstraZeneca uma estratégia global de “outsourcing” com a duração de sete anos, no valor de 1,4 mil milhões de dólares. O acordo renova e expande o âmbito de um contrato existente e cobre as provisões de serviços infraestruturais de Tecnologias de Informação (TI), em 60 países. Este acordo inclui serviços a funções adicionais no interior da AstraZeneca, uma das maiores companhias farmacêuticas do mundo. O acordo foi assinado em Julho.

Nos termos do acordo, a IBM irá fornecer uma infra-estrutura técnica global única, gerindo os serviços de TI para a AstraZeneca em toda a organização. Isto inclui alojamento de sites e de servidores, serviço de assistência, gestão de PC, serviços de rede e comunicações, incluindo e-mail, e suporte de operações de computador. A AstraZeneca manterá o controlo da totalidade da estratégia de TI e do desenvolvimento e suporte dos seus sistemas de aplicação.

O director de informação da AstraZeneca, Richard Williams, disse que este acordo inovador com a IBM irá permitir à AstraZeneca dar maior valor ao negócio ao fornecer globalmente serviços infraestruturais consistentes, permitindo difundir a nova tecnologia de forma mais rápida e mais eficiente, com níveis melhorados de serviços.

Este acordo com a IBM irá permitir à AstraZeneca focar os seus esforços em acrescentar valor às suas operações científicas, comerciais e de abastecimento, ajudando assim a farmacêutica a distribuir mais medicamentos que fazem uma diferença significativa aos pacientes. Ao permitir que a IBM tenha mais autonomia nos métodos de fornecimento, o acordo será mais eficiente a nível de custos quando comparado com um sistema “in-house”.

O vice-presidente sénior da IBM, Doug Elix, afirmou que a empresa irá organizar os seus recursos globais para fornecer uma infra-estrutura flexível e ágil permitindo à AstraZeneca continuar a implementar o seu plano de crescimento e de liderança na indústria farmacêutica. A confiança que a IBM tem construído, ao longo dos sete anos anteriores, irá ajudar a empresa e a AstraZeneca a abrir caminho nos serviços de transformação nos próximos sete anos.

Isabel Marques

Fontes: Pharmalive

sexta-feira, 13 de julho de 2007

Plano de segurança da Schering-Plough contra aquisições hostis expira

A Schering-Plough anunciou que a direcção decidiu votar a favor da expiração do actual plano de direitos dos accionistas da companhia, ou “pílula de veneno” (poison pill em inglês), uma ferramenta que algumas empresas utilizam para tornar as suas acções menos atraentes em caso de tentativas de aquisição hostis. A mudança faz parte das alterações das políticas de administração da companhia, anunciadas em Dezembro. A farmacêutica não prevê a adopção de um novo plano no futuro.

Num documento enviado à comissão norte-americana de mercado de valores, a farmacêutica disse que também emendou as actuais directrizes de administração da empresa para prevenir a adopção de futuras “pílulas de veneno” sem a aprovação dos accionistas. Qualquer novo plano de direitos dos accionistas não poderá ser posto em prática sem ser submetido à aprovação dos accionistas num prazo de 12 meses.

A Schering-Plough decidiu eliminar a “pílula de veneno” em Dezembro, quando a farmacêutica acabou com os requisitos de votação dos accionistas por “supermaioria” para decisões chave, como retirar um director. A empresa também estabeleceu que os membros da direcção serão eleitos anualmente por uma maioria, em vez de uma pluralidade dos votos. Anteriormente, os directores cumpriam um mandato de três anos.

Isabel Marques

Fontes: Bloomberg, BusinessWeek, MarketWatch

quinta-feira, 12 de julho de 2007

Luminex e Exiqon assinam acordo de distribuição para produtos de MicroRNA

A Exiqon vai liderar a distribuição dos produtos FlexmiR enquanto as companhias continuam a desenvolver novas tecnologias de MicroRNA.

A Luminex Corporation, fornecedor líder de soluções multiplex, e a Exiqon A/S, líder no fornecimento de produtos de alta qualidade de análise da expressão de genes, anunciaram a realização de um acordo de distribuição para a linha de produtos FlexmiR, desenvolvida em conjunto pelas duas companhias em 2006. Segundo os termos do acordo, a Exiqon obteve os direitos não exclusivos para distribuir os actuais e os novos produtos FlexmiR e vender sistemas Luminex aos laboratórios por todo o mundo. Para além da assinatura deste novo acordo, as companhias lançaram mais dois produtos FlexmiR: o FlexmiR painel de extensão no rato/ratazana de MicroRNA e o FlexmiR aparelho de controlo de MicroRNA.

Em Dezembro de 2006, a Luminex e a Exiqon lançaram o FlexmiR, uma nova linha de produtos de microRNA que combinam a tecnologia xMAP flexível da Luminex e a tecnologia de Ácido Nucleico Bloqueado (LNA - Locked Nucleic Acid, em inglês) da Exiqon. A linha FlexmiR distribui mais dados em menos tempo do que outros testes e oferece a melhor especificidade na classe e um fluxo de trabalho altamente simplificado. O FlexmiR pode fornecer aos cientistas e investigadores mais de 6.300 dados em quatro horas.

O recentemente lançado FlexmiR painel de extensão no rato/ratazana de MicroRNA aumenta a linha de produtos FlexmiR disponíveis aos cientistas que trabalham com modelos animais de ratos ou ratazanas como pesquisa preliminar antes de passar para amostras humanas armazenadas. O novo FlexmiR aparelho de controlo de MicroRNA oferece aos investigadores a possibilidade de avaliar a integridade dos seus testes sem ideias pré-concebidas acerca da integridade das amostras. Ambos os produtos irão ajudar cientistas e investigadores a poupar tempo e recursos.

Segundo o presidente da Luminex, Patrick J. Balthrop, a linha de produtos FlexmiR que a Luminex co-produziu com a Exiqon tem demonstrado ser uma ferramenta abrangente, precisa e simples para a análise de microRNA, acrescentando que estão ansiosos por trabalhar ainda mais com a Exiqon para fornecer novas ferramentas aos cientistas e investigadores envolvidos em pesquisa de microRNA. Este acordo e os novos produtos, nos quais a empresa está a colaborar com a Exiqon, irão permitir à Luminex continuar a expandir a investigação nesta área vital e emergente de pesquisa.

O presidente da Exiqon, Lars Kongsbak, sublinhou que o FlexmiR é uma inovação importante na investigação de microRNA, caracterizado por ter uma especificidade e eficácia incomparáveis. Kongsbak acrescentou ainda que a empresa está encantada com o lançamento destas duas novas ofertas e por expandir a parceria com a Luminex. A capacidade de não só proporcionar produtos FlexmiR aos clientes, como também fornecer sistemas Luminex, irá permitir abranger uma base mais vasta de cientistas e investigadores.

Isabel Marques

Fontes: PRNewswire, www.luminexcorp.com

segunda-feira, 9 de julho de 2007

AstraZeneca entra em acordo de 200 milhões de libras com a Silence Therapeutics

A AstraZeneca assinou um acordo de colaboração em I&D (Investigação e Desenvolvimento) com a Silence Therapeutics para novas terapêuticas respiratórias, com a duração de três anos. O acordo pode chegar a render até 200 milhões de libras para a Silence Therapeutics.

A Silence Therapeutics e a AstraZeneca irão colaborar conjuntamente na fase inicial de identificação e optimização de novas moléculas siRNA. Esta colaboração tem como objectivo o desenvolvimento e a descoberta das propriedades das moléculas siRNA contra cinco alvos específicos identificados pela AstraZeneca.

A AstraZeneca irá receber uma licença para a tecnologia siRNA da Silence Therapeutics, mediante o pagamento de 7,5 milhões de libras. A Silence Therapeutics irá receber inicialmente um pagamento referente a taxas de acesso de 2,5 milhões de libras, e a AstraZeneca irá ainda comprar 5 milhões de libras de acções da Silence Therapeutics. A Silence Therapeutics também irá receber pagamentos que dizem respeito aos objectivos comerciais atingidos e regalias em qualquer produto comercializado, enquanto que a AstraZeneca será responsável pelo desenvolvimento clínico e comercialização de todos os candidatos desenvolvidos durante o acordo.

O vice-presidente da área de investigação e desenvolvimento da AstraZeneca, Jan Lundberg, sublinhou que a tecnologia siRNA permitirá à AstraZeneca apontar mecanismos de doenças difíceis de tratar por pequenas moléculas e outras abordagens. O acordo inclui uma opção para estender a colaboração a outras doenças.

Isabel Marques

Fontes: First Word, Bloomberg, Silence Therapeutics

sábado, 7 de julho de 2007

Tailândia pretende comprar dois milhões de doses do genérico do Plavix

O governo tailandês anunciou que planeia adquirir, na Índia, dois milhões de doses do genérico do Plavix (clopidogrel) da Bristol-Myers Squibb e da Sanofi-Aventis. O governo da Tailândia aprovou, em Janeiro, licenças compulsivas para as versões genéricas do medicamento.

O Presidente da Organização Farmacêutica Governamental Tailandesa, Vichai Chokevivat, revelou que cerca de quatro companhias indianas estão a fazer ofertas pelo contrato, e o governo tenciona pagar entre 5 bahts (16 cêntimos) e 5,50 bahts por comprimido. O abastecimento irá ajudar a responder às necessidades da Tailândia de cerca de quatro milhões a cinco milhões de comprimidos de Plavix por ano e cortar nas despesas dos tratamentos dos pacientes mais pobres com doenças cardíacas.

Segundo o que foi comunicado, a Sanofi-Aventis propôs, em Março, vender o Plavix a 27 bahts o comprimido, e fornecer 3,4 milhões de comprimidos ao preço de um milhão. Acerca do que foi divulgado nas notícias, o porta-voz da Sanofi-Aventis, Jean-Marc Podvin, referiu que a companhia não chegou a receber uma resposta formal à sua oferta de vender o fármaco com desconto. A farmacêutica propôs um programa que iria permitir ao Ministério da Saúde Pública tailandês fornecer o Plavix sem custos adicionais. Contudo, o Ministério concentrou-se somente no preço e insistiu em encontrar genéricos do Plavix de qualidade desconhecida.

O Plavix, o terceiro medicamento mais vendido, com 6,1 mil milhões de dólares de receitas, está protegido por uma patente. A Tailândia está a utilizar uma cláusula da Organização Mundial do Comércio que permite aos governos autorizar a produção de fármacos genéricos sem o consentimento dos donos das patentes, em alguns casos.

A Tailândia está actualmente a comprar a versão genérica do fármaco para o VIH, efavirenz, comercializado pela Merck & Co. como Stocrin e pela Bristol-Myers Squibb como Sustiva, a uma unidade indiana da Mylan Laboratories Inc. Para além disso, o governo está ainda em processo de encomendar outros genéricos de medicamentos para a SIDA: o Kaletra, da Matrix, e a sua versão actualizada, o Aluvia, da Abbott Laboratories.

O governo da Tailândia afirma que copiar os fármacos irá permitir que se forneça medicamentos gratuitamente a uma grande parte dos cidadãos mais pobres do país, incluindo os 220 000 infectados com VIH.

Isabel Marques

Fontes: Firstword, Bloomberg

quinta-feira, 5 de julho de 2007

GlaxoSmithKline planeia entrar no mercado de vacinas japonês

A GlaxoSmithKline Plc. quer entrar no mercado de vacinas do Japão com o Cervarix, para o cancro cervical, e está a desenvolver mais três inoculações para possível comercialização no país.

A Glaxo está a conduzir ensaios clínicos do Cervarix no Japão, com o objectivo de comercializar o fármaco no país, caso seja aprovado. O presidente da unidade de vacinas da Glaxo, Jean Stephenne, revelou que a farmacêutica também poderá lançar ensaios de vacinas para a gripe, doença pneumocócica e rotavírus, no Japão.

Para além disso, a Glaxo está a negociar com o governo japonês a possibilidade de fornecer o país com vacinas sazonais da gripe e pré-pandémicas. Se o governo pretender armazenar a vacina, como protecção contra uma pandemia provocada pela gripe das aves, a Glaxo irá procurar parceiros locais.

Os regulamentos que requerem que as vacinas sejam testadas em pacientes japoneses, antes que possam ser comercializadas no país, atrasam frequentemente a sua introdução. Segundo Stephenne, a população do Japão não beneficia tão rapidamente com as vacinas como as pessoas que vivem na América do Norte ou na Europa.

O mercado de vacinas japonês, no ano passado, estava avaliado em cerca de 64,7 mil milhões de ienes (529 milhões de dólares), de acordo com a unidade japonesa da IMS Health Inc., uma companhia que segue as tendências da indústria farmacêutica global.

As vacinas pré-pandémicas, juntamente com as vacinas para o cancro cervical, rotavírus e doença pneumocócica, estão na terceira e última fase de estudos necessários para a aprovação nos Estados Unidos.

O Cervarix, que recebeu autorização para ser comercializado pelos reguladores australianos em Maio, no Japão está na segunda fase de um processo de três. Este fármaco tem o potencial de gerar cerca de 1,5 mil milhões de dólares por ano para a Glaxo até 2010 e 5 mil milhões por ano enquanto estiver no seu auge, de acordo com dados de uma pesquisa, datada de 15 de Maio do analista Navid Malik da Collins Stewart, em Londres.

A Glaxo não deu indicações acerca de quando irão começar os estudos no Japão para as outras três vacinas.

Informações mais detalhadas acerca do Cervarix podem ser consultadas no farmacia.com.pt, no artigo “Cervarix protege contra lesões pré-cancerígenas”, publicado no dia 29 de Junho.

Isabel Marques

Fontes: Firstword, Bloomberg

terça-feira, 3 de julho de 2007

Karo Bio e Wyeth prolongam colaboração

A companhia sueca Karo Bio anunciou que prolongou a colaboração com a Wyeth, no que se refere às pesquisas para a aterosclerose, por mais um ano, até 31 de Agosto de 2008. O objectivo principal do prolongamento é caracterizar componentes de back-up e para avaliar possibilidades clínicas adicionais ao direccionar ao LXR (Receptor Hormonal Nuclear).

A colaboração com a Wyeth começou em 2001 com o intuito de desenvolver novos componentes para o tratamento da aterosclerose com o LXR como receptor alvo. Em Agosto de 2006, a Wyeth entrou na fase I do desenvolvimento clínico que despoletou um pagamento considerável à Karo Bio.

Segundo o presidente da Karo Bio, Per-Olof Wallström, a companhia está satisfeita por poder continuar com a Wyeth na colaboração conjunta e prevêem grandes oportunidades para compostos que têm como alvo a LXR.

LXR é um Receptor Hormonal Nuclear que é um importante regulador do metabolismo do colesterol nos mamíferos. LXR tem muitas características que o tornam um alvo atractivo para o desenvolvimento de fármacos para a prevenção e tratamento da aterosclerose e dislipidemia. A modulação do LXR com pequenos compostos moleculares tem demonstrado que melhora o efluxo do colesterol das células em vasos sanguíneos ateroscleróticos, resultando numa redução na progressão da doença aterosclerótica, em modelos experimentais seleccionados. A modulação do LXR também tem sido implicada na redução da inflamação vascular que, para além do colesterol, é um importante mediador da aterosclerose. Acredita-se que estas características do LXR são de importância crucial para uma nova geração de fármacos para tratar e prevenir com sucesso a aterosclerose.

Isabel Marques

Fontes: Pharmalive