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terça-feira, 18 de novembro de 2008

Fármacos para a leucemia podem ser benéficos para diabetes tipo 1

Investigadores revelaram que dois conhecidos fármacos para a leucemia, o Glivec (imatinib), da Novartis AG, e o Sutent (sunitinib), da Pfizer Inc, impediram que ratos de laboratório desenvolvessem diabetes tipo 1 e colocaram 80 por cento dos ratos diabéticos em remissão.

Ambos os fármacos actuaram ao deprimir os sistemas imunitários dos ratos, que mantiveram os níveis de açúcar no sangue normais, mesmo depois do tratamento ter terminado.

De acordo com o Dr. Jeffrey Bluestone, da Universidade da Califórnia, em São Francisco, existem muito poucos fármacos para tratar a diabetes tipo 1, especialmente após o início da doença, por isso, este benefício, com um fármaco que já demonstrou ser seguro e efectivo em pacientes com cancro, é muito promissor.

O Dr. Bluestone referiu que o facto dos ratos tratados terem mantido os níveis de glicose no sangue normais, durante algum tempo após o final do tratamento, sugere que o imatinib e o sunitinib podem estar a “reprogramar” os sistemas imunitários de forma permanente.

Os investigadores testaram os fármacos em ratos com predisposição para a diabetes e descobriram que os medicamentos impediram que estes desenvolvessem a doença.

No estudo, publicado na “Proceedings of the National Academy of Sciences”, os fármacos também foram testados em ratos com diabetes, tendo demonstrado que o imatinib e o sunitinib colocaram a doença em remissão em 80 por cento dos animais, após apenas oito a 10 semanas de tratamento.

Segundo outro investigador, o Dr. Arthur Weiss, este estudo revela uma nova área de investigação no campo da diabetes tipo 1 e, mais importante, revela oportunidades entusiasmantes para o desenvolvimento de novas terapias para tratar esta doença e outras doenças auto-imunes.

A diabetes tipo 1, também denominada diabetes juvenil, é uma doença auto-imune provocada pela destruição das células produtoras de insulina no pâncreas, sendo diferente da diabetes tipo 2, que está relacionada com a obesidade, alimentação desequilibrada e falta de exercício físico.

Isabel Marques

Fontes:
www.reuters.com/article/healthNews/idUSTRE4AG78H20081117

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Extracto de casca de pinheiro ajuda a reduzir “jet lag”

Investigadores italianos revelaram que o picnogenol, extracto de casca do pinheiro marítimo francês, ajuda a reduzir o "jet lag” nos passageiros em cerca de 50 por cento.

O estudo, que incluiu uma Tomografia Computorizada (TAC) ao cérebro e um sistema de pontuação, demonstrou que o picnogenol reduziu os sintomas de "jet lag”, tais como fadiga, dores de cabeça, insónia e edema cerebral, ou inchaço, tanto em indivíduos saudáveis, como em pacientes hipertensos. Os passageiros também apresentaram um mínimo edema nas pernas, uma condição comum associada a voos longos.

O estudo, conduzido pelo Dr. Gianni Belcaro, da Universidade G. D'Annunzio, em Pescara, na Itália, incluiu 133 passageiros que apanharam voos com duração de sete a nove horas. Alguns passageiros receberam oralmente 50 miligramas de picnogenol três vezes por dia, durante sete dias, com início dois dias antes do voo.

Os resultados, publicados na “Minerva Cardioangiologica", demonstraram uma redução de 56 por cento dos sintomas de "jet lag” no grupo de recebeu picnogenol. Além disso, os sintomas duraram apenas uma média de 18,2 horas no grupo do picnogenol, em comparação com as 39,3 horas do grupo de controlo.

O Dr. Belcaro referiu que as propriedades para melhorar a circulação e antioxidantes do picnogenol podem explicar os resultados positivos.

O "jet lag” refere-se a uma perturbação do ritmo biológico causada por viagens muito longas de avião, através de zonas com diferentes fusos horários, o que provoca cansaço, alteração do ciclo do sono, entre outros.

Isabel Marques

Fontes:
www.upi.com/Health_News/2008/11/06/Pycnogenol_from_pine_bark_reduces_jet_lag/UPI-13211225998756/

www.infopedia.pt/pesquisa?qsFiltro=14

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Meta-análise: Nexavar aumenta risco de hipertensão

Resultados de uma meta-análise sugerem que o fármaco oncológico Nexavar (sorafenib), da Bayer AG e da Onyx Pharmaceuticals Inc, aumenta o risco de hipertensão. Contudo, um porta-voz da Bayer comentou que a rotulagem do fármaco já ressalta esse risco.

No estudo, publicado na “The Lancet Oncology”, os investigadores analisaram dados de nove ensaios que envolveram um total de 4 599 pacientes com cancro do rim e outros tumores sólidos. Os resultados demonstraram que o Nexavar foi associado a um aumento significativo do risco de hipertensão. Os investigadores declararam que é fortemente recomendado monitorizar e tratamento apropriado para prevenir complicações cardiovasculares.

Os investigadores descobriram que os pacientes tratados com Nexavar têm uma possibilidade 23 por cento mais elevada de ter um aumento da pressão sanguínea do que aqueles que não tomam o fármaco.

Segundo os investigadores da Universidade Estatal de Nova Iorque, Shenhong Wu, Stoney Brook e colegas, a detecção precoce e uma gestão efectiva da hipertensão podem permitir uma utilização mais segura deste fármaco. Contudo, serão necessários estudos futuros para identificar o mecanismo e tratamento apropriado da hipertensão induzida pelo sorafenib.

Em resposta ao artigo publicado, o porta-voz da Bayer, Oliver Renner, afirmou que a rotulagem do produto actualmente aprovada para o Nexavar declara que pode ocorrer hipertensão, geralmente no início da terapia, e que esta é gerida com agentes anti-hipertensivos.

O tratamento está aprovado para o cancro do rim avançado em mais de 60 países, na Europa e nos Estados Unidos. A Bayer também recebeu aprovação para indicações para o cancro do fígado e está à procura de expandir a utilização do fármaco para outros tipos de cancro.

O Nexavar pertence a uma nova classe de tratamentos oncológicos conhecidos como inibidores da quinase, que desactivam as enzimas que activam o crescimento das células dos tumores ou a divisão celular.

Isabel Marques

Fontes: First Word, CNN Money, Reuters

Spray nasal de água do mar ajuda a curar constipações em crianças

Uma solução salina nasal feita a partir de água do mar processada pode melhorar mais depressa os sintomas nasais e diminuir a tosse e sintomas da constipação em crianças, segundo investigadores checos.

Os investigadores do Hospital Universitário de Brno, na República Checa, distribuíram aleatoriamente 401 crianças, com idades compreendidas entre os seis e os dez anos, com constipação ou gripe por dois grupos de tratamento. Um grupo recebeu medicação habitual, tais como descongestionantes nasais, e o outro para além disso também recebeu uma lavagem nasal com uma solução de água do mar processada.

Os pacientes foram observados num total de 12 semanas, desde Janeiro a Abril de 2006, durante os quais foram avaliados o seu estado de saúde, os sintomas e a utilização de medicação, em quatro visitas no decorrer do ensaio.
As crianças do grupo da solução salina receberam a fórmula seis vezes por dia durante a primeira fase e três vezes por dia durante a fase de prevenção, em uma das três doses.

O estudo, publicado na edição de Janeiro da “Archives of Otolaryngology”, descobriu que na altura da segunda visita os narizes dos pacientes que estavam a utilizar a solução salina estavam menos congestionados e com menos corrimento. Durante a fase de prevenção, oito semanas após o estudo ter iniciado, os do grupo da solução salina apresentava gargantas inflamadas, tosses, obstruções nasal e secreções significativamente menos graves do que aqueles com tratamento standard.

Poucas crianças no grupo da solução tiveram de utilizar fármacos antipiréticos, descongestionantes nasais e medicamentos para dissolver o muco ou antibióticos, segundo revelaram os investigadores. Adicionalmente, as crianças que utilizaram o spray ficaram menos vezes doentes e faltaram menos dias à escola.

Os autores, o Dr. Ivo Slapak e colegas, afirmaram que esta solução preserva as concentrações de iões e elementos vestigiais a níveis comparáveis aos da água do mar. Pode ser que a água do mar tenha um simples efeito mecânico de limpar o muco, ou pode ser que elementos vestigiais na água tenham um papel mais significante, apesar de não ser conhecida a razão exacta pela qual a solução funciona.

Isabel Marques

Fontes: www.upi.com, Reuters

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Perda cognitiva ligada a níveis elevados de homocisteína

Investigadores norte-americanos estabeleceram uma ligação entre elevados níveis de homocisteína, um aminoácido no sangue, e um desempenho cognitivo mais baixo. O estudo forneceu provas de que a presença de uma variante particular de um gene reparador pode aumentar o risco de performance cognitiva baixa.

O estudo “Maine-Syracuse”, ainda a decorrer e que envolve mais de 2 700 pessoas, também observou os níveis de homocisteína nas pessoas com uma variação genética ligada à Doença de Alzheimer, conhecida como apolipoproteina E4, ou ApoE-e4.

Segundo um dos autores do estudo, Merrill Elias da Universidade do Maine, a importância do recente relatório, publicado na edição de Janeiro da "Neuroscience Letters”, é o facto de se ter descoberto que a combinação de homocisteína elevada com a presença do alelo ApoE-e4 representa um grau de risco mais elevado de um desempenho cognitivo mais baixo do que na presença de qualquer um dos factores de risco sozinhos.

Elias declarou que os portadores do alelo ApoE-e4 podem ser considerados como tendo uma capacidade de reparação neuronal menos efectiva. Actualmente, não existe uma maneira precisa que se possa utilizar para modificar os alelos ApoE-e4, de modo a que estes façam um melhor trabalho na reparação das células do cérebro, mas há esperança na prevenção e reversão do défice cognitivo relacionado com a homocisteína elevada, através da redução dos níveis de homocisteína.

Os investigadores descobriram que pessoas sem acidentes vasculares cerebrais e sem demência com níveis de homocisteína mais elevados, adicionalmente portadoras de um ou mais alelos ApoE-e4, têm desempenhos de níveis mais baixos em múltiplas medidas cognitivas do que as pessoas com outras variações do gene ApoE-e4.

Os autores do estudo sugerem aos médicos e nutricionistas a utilização de vitaminas, especialmente aumentando os níveis de folato, vitamina B6 e vitamina B12, para ajudar a reduzir os níveis de homocisteína nos seus pacientes.

Isabel Marques

Fontes:
www.upi.com, www.medindia.net

Baixos níveis matinais de cortisol relacionados com fadiga crónica

Níveis matinais baixos da hormona cortisol podem estar relacionados com a fadiga grave em mulheres com Síndrome de Fadiga Crónica (SFC), segundo um estudo norte-americano.

O estudo, que será publicado na edição de Março da “Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism”, descobriu um perfil diferente para as concentrações matinais de cortisol ao longo do tempo entre mulheres que tinham Síndrome de Fadiga Crónica, e aquelas que não sofriam da condição. O estudo confirma investigações anteriores, que ligam a doença a um desequilíbrio nas interacções normais entre os diversos sistemas do organismo que trabalham em conjunto para gerir o stress.

Segundo o investigador principal, o Dr. William Reeves dos Centros de Controlo e Prevenção de Doenças de Atlanta, as pessoas com SFC têm uma produção geral de cortisol reduzida na primeira hora após acordarem de manhã, sendo este, na realidade, um dos períodos mais stressantes para o organismo.

O estudo analisou 292 pessoas com síndrome de fadiga crónica, 269 pessoas consideradas doentes e 163 consideradas saudáveis. As concentrações de cortisol na saliva foram medidas. As mulheres com Síndrome de Fadiga Crónica exibiram perfis matinais de cortisol significativamente mais baixos, em comparação com as mulheres que não sofriam da síndrome. Os homens com ou sem SFC não demonstraram diferenças nos níveis de cortisol.


Anteriormente, o Dr. Reeves e os colegas relataram que pacientes com sintomas de fadiga crónica apresentam uma curva de cortisol salivar diurna compactada – têm concentrações matinais de cortisol mais baixas e concentrações nocturnas mais elevadas, em comparação com os outros grupos de controlo.

Isabel Marques

Fontes:
www.upi.com, www.medpagetoday.com

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Fármacos para a osteoporose podem aumentar risco de necrose óssea

Um estudo canadiano descobriu que uma popular classe de fármacos para a osteoporose, os bifosfonatos, quase que triplica o risco de desenvolver necrose óssea, o que pode levar a deformação e a dores incapacitantes.

Investigadores da Universidade da Columbia Britânica (UBC) e do Vancouver Coastal Health Research Institute (VCHRI) conduziram um estudo sobre necrose óssea e bifosfonatos, uma classe de fármacos utilizada por milhões de mulheres em todo o mundo para ajudar a prevenir fracturas ósseas devido à osteoporose.

O estudo também investigou a ligação entre a necrose óssea e marcas específicas de bifosfonatos, tais como o Actonel (risedronato de sódio), o Didrocal (etidronato de sódio) e o Fosamax (ácido alendrónico). Os investigadores descobriram que as três marcas tiveram resultados semelhantes.

As descobertas seguiram uma recente alerta da FDA acerca dos bifosfonatos que sublinhou a possibilidade de dores fortes, por vezes incapacitantes, nos ossos, articulações e/ou musculares, em pacientes a tomar os fármacos, como o farmacia.com.pt noticiou em “FDA: Alerta para dores músculo-esqueléticas com bifosfonatos”, a 9 de Janeiro de 2008.

O estudo, publicado online na “Journal of Rheumatology” e baseado nos registos de saúde de 88 mil residentes do Quebec entre 1996 a 2003, descobriu que embora o efeito secundário de osteonecrose seja raro, a utilização de bifosfonatos é muito comum.

Segundo o principal investigador, o Dr. Mahyar Etminan, do centro de avaliação e epidemiologia clínica da UBC e do VCHRI, a mensagem para as mulheres que tomam estes medicamentos é ter atenção à dor. Dada a rápida disseminação da utilização destes fármacos, é importante que as mulheres e os seus médicos saibam os riscos que advêm da sua toma, acrescentou o Dr. Etminan.

O Dr. Etminan alerta que a utilização de bifosfonatos poderá aumentar no futuro, na medida em que a possível ligação entre a utilização de estrogénio e o cancro da mama leva as mulheres a mudar da terapia de estrogénio para terapia de bifosfonatos, para prevenir as fracturas ósseas. Outras razões podem ser a disponibilidade de novos bifosfonatos que aparecem em doses de toma única mensal, ou toma única anual.

A necrose óssea, uma doença relativamente rara diagnosticada em aproximadamente uma em 20 mil pessoas por ano, leva à perda permanente de fornecimento de sangue aos ossos. Sem o fornecimento adequado de sangue, os tecidos ósseos morrem e provocam o colapso do osso. A doença afecta primariamente os ombros, joelhos e ancas na zona das articulações, provocando dores fortes e imobilidade.

Isabel Marques

Fontes: www.upi.com, ScienceDaily

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Estudo em ratos pode levar a novos fármacos para dor crónica

Um estudo suíço descobriu que aumentar um mecanismo natural de filtrar a dor na espinha ajudou a aliviar a dor crónica em ratos, sem os efeitos secundários indesejados dos actuais analgésicos, como efeitos sedativos, viciantes ou possibilidade de desenvolver tolerância.

O composto provém da classe de fármacos, benzodiazepinas, que são amplamente utilizadas para sedar ou no tratamento da ansiedade. Os investigadores, liderados por Hanns Ulrich Zeilhofer da Universidade de Zurique, fizeram a descoberta enquanto estudavam por que motivo as benzodiazepinas actuam em caminhos do cérebro envolvidos com a percepção da dor, mas sendo raramente efectivas no alívio da dor.

Primeiro testaram diazepam, normalmente conhecido como Valium, ao injectarem-no na medula espinal dos ratos. Os investigadores descobriram que o diazepam poderia realmente aliviar a dor, na medida em que os ratos que, ou suportaram uma injecção dolorosa, ou tiveram um nervo apertado para simular dor crónica, estavam menos incomodados se tivessem recebido a injecção espinal.

A equipa de Zeilhofer centrou-se numa molécula específica, chamada GABA, que ajuda a prevenir que os sinais de dor crónica cheguem ao cérebro, sem bloquear as mensagens de dor normais que alertam as pessoas para o perigo.

As benzodiazepinas impulsionam a acção desta molécula GABA no sistema nervoso central. Estes fármacos, indicados para outros problemas, quando injectados perto da medula espinal também aliviam a dor.

Mas as benzodiazepinas direccionam-se a, pelo menos, quarto receptores de GABA diferentes que medeiam o controlo da dor. Ao atingirem somente dois dos receptores de GABA, poderão ser capazes de fabricar um fármaco que possa ser utilizado para a dor crónica, sem perder potência ou deixar as pessoas sonolentas.

Zeilhofer disse que o estudo demonstrou que atingir receptores GABA específicos pode fornecer um promissor novo alvo para o desenvolvimento de fármacos. De acordo com os investigadores, o próximo passo é descobrir fármacos que actuem da mesma forma em humanos, mas sem utilizar injecções espinais, que requerem um cateter, sendo desapropriadas para a maior parte dos pacientes.

Ainda não se sabe se o composto terá os mesmos efeitos em humanos, mas os investigadores estão a progredir com um optimismo cauteloso, segundo a revista cientifica “Nature”.

Isabel Marques

Fontes: Reuters, http://news.xinhuanet.com

Proteína pode ajudar a combater cancro da mama

Um estudo norte-americano descobriu que uma proteína, a Ciclina D1, pode ser o “calcanhar de Aquiles” dos tumores mamários que são receptores positivos de estrogénio, o tipo mais comum de cancro da mama.

A autora principal do estudo, Maria Silvina Frech, actualmente investigadora em pós-doutoramento no Instituto Nacional do Cancro, mas que desenvolveu o estudo no Centro de Cancro Lombardi do Centro Médico da Universidade de Georgetown, em Washington, revelou que é sabido que a Ciclina D1 é uma importante participante no cancro da mama, mas ninguém demonstrou o que acontece quando a Ciclina D1 está ausente ao mesmo tempo que o receptor de estrogénio está a ser extremamente expressado nos tumores.

A Ciclina D1 pertence a uma família de genes da ciclina cujas proteínas regulam as quinases dependentes da ciclina que, por sua vez, controlam a divisão celular. As quinases dependentes da ciclina são as principais facilitadoras do ciclo de proliferação celular. A superprodução da proteína Ciclina D1 ou a amplificação (cópias extra) do gene têm sido observadas numa variedade de cancros, explicou Frech.

Enquanto que a Ciclina D1 não é necessária para a manutenção das células mamárias normais, é essencial para a proliferação das células anormais das glândulas mamárias, e esta utilização diferencial da Ciclina D1 parece ser única no cancro da mama inicial. Isto suporta a ideia de que reduzir a Ciclina D1 nas células do cancro da mama não danifica as células normais.

As descobertas, publicadas na “Oncogene”, sustentam testar uma classe experimental de fármacos que apontam para a inibição da proteína Ciclina D1, em mulheres com cancros da mama receptores positivos de estrogénio. Existem agentes, que estão actualmente a ser testados em ensaios clínicos, que param a função da Ciclina D1 ao atingir as quinases dependentes da ciclina.

Por exemplo, o flavopiridol é um potente inibidor da quinase dependente da ciclina, actualmente em ensaios clínicos para uma variedade de tumores. O estudo fornece também suporte molecular adicional para a sua utilização no cancro da mama. A actividade clínica é encorajadora quando utilizado em combinação com outros agentes moleculares direccionados.

Isabel Marques

Fontes: www.upi.com, ScienceDaily

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Eficácia de anti-depressivos está a ser sobrevalorizada

Médicos e pacientes podem estar a ser iludidos relativamente à eficácia dos medicamentos anti-depressivos. De acordo com as conclusões de uma análise publicada na última edição do “New England Journal of Medicine”, os benefícios destes fármacos, observados durante os ensaios clínicos, estão a ser enfatizados para além dos seus efeitos reais.

A análise agora divulgada, baseada num conjunto de estudos não publicados e enviados à Administração Norte-Americana dos Alimentos e Fármacos (FDA) pelas farmacêuticas, revelou que muitos medicamentos têm pouco ou nenhum efeito nos pacientes. As conclusões indicam que tanto os médicos como os pacientes estão a receber uma visão distorcida da eficácia de alguns medicamentos como o Efexor (Venlafaxina), Zocor (Sinvastatina), Cymbalta (Duloxetina) ou Seroxat (Paroxetina).

Os investigadores examinaram vários estudos da FDA relativos a ensaios clínicos realizados entre 1987 e 2004, que envolveram 12 anti-depressivos amplamente utilizados, e contaram com a participação de 12.564 pacientes. Foi também tido em conta o facto de esses estudos terem ou não sido publicados, sendo que as análises publicadas foram posteriormente comparadas com as versões da FDA.

Esta observação permitiu aos investigadores concluir que eram os resultados a ditar a publicação das análises. Ou seja, a maioria dos estudos cujos resultados não eram positivos não foram publicados ou então foram publicados com um cunho positivo, isto é, enfatizando efeitos secundários positivos quando o efeito primário se revelou negativo.

De acordo com as conclusões desta nova análise, quase todos os estudos conduzidos (94 por cento) tinham resultados positivos, no entanto, os dados da FDA revelaram que, na realidade, apenas metade (51 por cento) dos estudos tinham efectivamente resultados positivos. De entre as análises com resultados favoráveis, todas foram publicadas. No entanto, a maioria (33 em 36) dos estudos que apresentavam resultados negativos não foram publicados ou foram divulgados como se os seus resultados tivessem sido positivos, contradizendo as conclusões da FDA.

“A publicação selectiva pode levar os médicos e os pacientes a acreditarem que os fármacos são mais eficazes do que o que realmente são, algo que poderá influenciar as decisões de prescrição”, salientou Erick Turner, professor assistente de psiquiatria, fisiologia e farmacologia na Universidade de Saúde e Ciência do Oregon, director médico do Programa de Distúrbios Comportamentais do Centro de Assuntos Médicos para Veteranos em Portland, e principal responsável pelo estudo em questão.

Marta Bilro

Fonte: Pharmalot, www.eurekalert.org.

Ácido lipóico pode reduzir risco de doenças cardiovasculares

Estudo norte-americano em ratos revela que suplementos de ácido lipóico podem inibir a formação de lesões arteriais, baixar os triglicerídeos, e reduzir a inflamação dos vasos sanguíneos e ganho de peso.

Os investigadores, do Instituto Linus Pauling e da Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade do Estado de Oregon, e da Universidade de Washington, descobriram que os ratos que receberam suplementos de ácido lipóico simplesmente escolheram comer menos do que o grupo de controlo que não recebeu suplementos, sugerindo uma redução do apetite.

Noutro teste, os ratos que receberam suplementos ganharam menos peso do que os ratos do grupo de controlo, que receberam quantidades idênticas de comida, sugerindo uma taxa metabólica mais elevada e níveis de actividade aumentados.

O estudo, publicado na “Circulation” da “American Heart Association”, descobriu que os suplementos de ácido lipóico reduziram a formação de lesões ateroscleróticas em dois tipos de ratos, que são amplamente utilizados para estudar doenças cardiovasculares, em 55 e 40 por cento, respectivamente. Os suplementos foram também associados a menos de cerca 40 por cento de ganho de peso, e níveis mais baixos de triglicerídeos.

Os suplementos de ácido lipóico podem ser uma abordagem promissora para prevenir o ganho de peso, e para baixar o risco de doenças cardiovasculares em humanos. Os autores do estudo concluíram que o ácido lipóico pode ser um útil adjunto na prevenção e tratamento de doenças vasculares ateroscleróticas.

Os cientistas afirmaram que o seu estudo em ratos não pode ser directamente extrapolado para além do laboratório, mas sugere fortemente que o suplemento de ácido lipóico pode ser útil como estratégia de intervenção não dispendiosa, mas efectiva.

As quantidades utilizadas na investigação não poderiam ser obtidas através de qualquer dieta normal e, para consumo humano, podem equivaler a suplementos de cerca de 2 000 miligramas por dia, mas até a níveis dietéticos baixos e normais, o composto pode ter um papel chave na energia metabólica, segundo os investigadores. O ácido alfa lipóico é um nutriente, que ocorre naturalmente, encontrado em baixos níveis em vegetais com folhas verdes, batatas e carnes, especialmente órgãos, tais como rins, coração, fígado.

Segundo os investigadores elevados níveis de ácido lipóico podem também actuar como um antioxidante, e ajuda a normalizar sinalização de insulina e metabolismo da glucose. Segundo Balz Frei, professor e director do Instituto Linus Pauling, todas estas descobertas também reforçam a necessidade de mais estudos humanos completos, o que será o próximo passo da investigação, em estudos clínicos aleatórios, duplamente cegos, durante os próximos cinco anos com a Universidade de Saúde e Ciência de Oregon.

Isabel Marques

Fontes: www.upi.com, www.thaindian.com, ScienceDaily

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Terapia de substituição hormonal pode aumentar risco de cancro lobular da mama

Resultados de um estudo sugerem que a terapia de substituição hormonal (TSH) combinada de estrogénio/progestina pode aumentar o risco de cancro lobular da mama, após apenas três anos. As descobertas foram publicadas na edição de Janeiro da “Cancer Epidemiology, Biomarkers and Prevention”.

Segundo o investigador principal, o Dr. Christopher Li, do Centro de Investigação do Cancro Fred Hutchinson, investigações anteriores indicavam que era necessária a utilização de terapia hormonal combinada durante cinco ou mais anos para aumentar o risco geral de cancro da mama.

Contudo, o investigador acrescentou que este estudo, o primeiro especificamente delineado para avaliar a relação entre as terapias de terapia de substituição hormonal e os cancros de mama lobulares, sugere que uma exposição significativamente mais pequena pode conferir um risco aumentado.

No ensaio, os investigadores examinaram os historiais de 1 044 mulheres na pós-menopausa com cancro da mama e 469 mulheres na pós-menopausa sem a doença. Os resultados demonstraram que aquelas que tomaram TSH combinada, pelo menos, durante três anos apresentaram uma possibilidade três vezes maior de desenvolver tumores lobulares da mama, em comparação com aquelas que não tomaram a terapia.

Peritos têm indicado que a incidência de cancro lobular está a aumentar, e o Dr. Li comentou que a investigação da sua equipa sugere que a utilização de terapias de substituição hormonal pós-menopáusica, especialmente as preparações combinadas, podem estar a contribuir para este facto.

O cancro da mama lobular é pouco comum, mas particularmente imperceptível, porque o cancro não forma protuberâncias na mama.
Isabel Marques

Fontes: First Word, Reuters, www.upi.com

Fármaco ajuda a reparar ossos danificados

Um fármaco delineado para tratar o envenenamento por ferro, a deferoxamina, pode ajudar a aumentar a capacidade do organismo reparar o osso danificado, segundo investigadores norte-americanos.

Num estudo, publicado na versão online da “Proceedings of the National Academy of Sciences”, os investigadores injectaram deferoxamina em ossos partidos de ratos e a densidade óssea, com o fármaco, mais que duplicou para 2,6 milímetros cúbicos, em comparação com os 1,2 milímetros cúbicos nos ossos não tratados.

Também houve aumentos significativos do número de novos vasos sanguíneos, e excelente conectividade entre esses vasos. Os novos vasos sanguíneos são requeridos para regenerar o osso com força igual ou melhor do que os ossos originais.

No estudo, os investigadores afirmam que a deferoxamina activa o caminho da célula que ajuda o organismo a responder a baixos níveis de oxigénio, que frequentemente acompanham as fracturas, ao activar o crescimento de novos vasos sanguíneos que, por sua vez, faz com que o osso regenere e sare.

O co-autor do estudo, o Dr. Shawn Gilbert da Universidade de Alabama, afirmou que com a deferoxamina a activar este caminho, foi provado um ponto significativo: é possível explorar maneiras novas, seguras e acessíveis para impulsionar a reparação óssea.

Os tratamentos actuais utilizam proteínas complexas, que são dispendiosas de fabricar e que custam milhares de dólares por dose. O tipo de agente utilizado neste estudo é um fármaco simples de pequenas moléculas que custa centenas de dólares, acrescentou ainda o autor.

Gilbert disse que este caminho das células é um alvo primário para futuros estudos humanos utilizando deferoxamina e outros fármacos para fortalecer o potencial do organismo na reparação óssea, especialmente dado que o fraco fornecimento de sangue é comum em fracturas e doenças dos ossos.

As descobertas envolvendo este caminho têm implicações mais abrangentes, para melhorar o tratamento de fracturas ósseas, doenças dos ossos e outros distúrbios músculo-esqueléticos, segundo os investigadores.

A deferoxamina é um fármaco que se liga ao excesso de ferro no organismo e ajuda à sua excreção através dos intestinos e da bexiga, um processo por vezes denominado de quelação do ferro. A deferoxamina é utilizada para tratar uma variedade de condições médicas, incluindo excesso de ferro, envenenamento do sangue devido a transfusão sanguínea e em combinação com diálise.

Isabel Marques

Fontes: www.upi.com, ScienceDaily

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Estatinas podem reduzir risco de AVC e ataque cardíaco em diabéticos

Um estudo, realizado por investigadores da Universidade de Oxford e da Universidade de Sydney, revelou que as estatinas, fármacos utilizados para a redução do "mau colesterol" no sangue, como o Lipitor/Zarator (atorvastatina cálcica), da Pfizer, e o Crestor (rosuvastatina), da AstraZeneca Plc, poderiam reduzir o risco de acidente vascular cerebral (AVC) e ataque cardíaco em pacientes diabéticos. Segundo os autores da meta-análise, quase todos os pacientes com diabetes deveriam ser considerados para receber terapia com estatinas.

No estudo, publicado na britânica “The Lancet”, os investigadores analisaram os resultados de 14 ensaios clínicos aleatórios, que envolveram mais de 90 mil pacientes, 18 686 diabéticos e 71 370 pessoas sem diabetes, e descobriram que as estatinas, nos pacientes com diabetes, reduziram o risco de eventos vasculares graves, tais como ataque cardíaco e AVC, em cerca de 33 por cento durante cinco anos, em comparação com aqueles que não tomaram os fármacos.

Adicionalmente, em pacientes com a doença, a mortalidade por todas as causas foi reduzida em nove por cento numa média de 4,3 anos por cada passo na redução do colesterol LDL, (lipoproteínas de baixa densidade), ou "mau colesterol". Os investigadores indicaram que as descobertas foram semelhantes para pacientes sem diabetes que tomaram estatinas.

O co-autor do estudo, Colin Baigent, destacou que os resultados sugerem que as estatinas são claramente efectivas para um leque abrangente de pessoas com diabetes, independentemente do seu risco absoluto, ou se têm diabetes tipo 1 ou tipo 2, ou se são do sexo feminino ou masculino. Apenas aqueles que apresentam um risco excepcionalmente baixo de ataque cardíaco ou AVC e aqueles que não podem tomar este tipo de fármacos devem ser excluídos da consideração para receber tratamento com estatinas, acrescentaram os investigadores.

Isabel Marques

Fontes: www.networkmedica.com, First Word, The Guardian

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Estudo: Estatinas podem diminuir risco de desenvolver cancro

Estudo revela que os pacientes a tomar fármacos para reduzir o colesterol, conhecidos como estatinas, podem apresentar um risco menor de desenvolver cancro, especialmente cancro do pulmão e colo-rectal. Contudo, desconhece-se se as estatinas previnem directamente o cancro.

Estudos laboratoriais demonstraram que as estatinas poderão inibir o crescimento das células cancerígenas, mas as evidências dos estudos observacionais têm sido inconsistentes.

Para investigar a associação entre a utilização de estatinas e a incidência de cancro, o Dr. Wildon Farwell, do Sistema de Saúde do Departamento de Veteranos de Boston, e os colegas recolheram dados de aproximadamente 63 mil pacientes do Sistema de Saúde Departamento de Veteranos de New England, entre Janeiro de 1997 e Dezembro de 2005, que estavam a utilizar estatinas e/ou medicamentos para baixar a pressão sanguínea.

No estudo, publicado na “Journal of the National Cancer Institute”, os utilizadores de estatinas apresentaram um risco reduzido em todos os tipos de cancros, em comparação com os não utilizadores. A incidência de cancro foi de 9,4 por cento nos utilizadores de estatinas e 13,2 por cento entre os não utilizadores. Segundo o Dr. Farwella, a redução do risco demonstrou ser de cerca de 25 por cento.

Os investigadores, que observaram cinco dos tipos mais comuns de cancro - próstata, pulmão, colo-rectal, bexiga e melanoma - afirmaram que descobriram uma redução significativa do risco de cancro da próstata, do pulmão e colo-rectal. Também descobriram que quanto maior a dose de estatina, mais baixa era a incidência de cancro.

Segundo os autores, as descobertas suportam a hipótese de que as estatinas podem reduzir o risco de cancro, em particular o cancro do pulmão e colo-rectal, podendo ser afectado pela dose de estatina.

Isabel Marques

Fontes: Reuters, ScienceDaily

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Agente imunossupressor sirolimus reduz tamanho de angiomiolipomas

Um estudo revelou que o fármaco para transplantes Rapamune (sirolimus, rapamicina), um agente imunossupressor, da Wyeth, reduz drasticamente o tamanho dos angiomiolipomas, após um ano de tratamento, mas destacou que os mesmos regressam se o tratamento for descontinuado.

No estudo, publicado na “New England Journal of Medicine”, a equipa liderada pelo Dr. John Bissler, do Centro Médico do Hospital Infantil de Cincinnati e da Faculdade de Medicina da Universidade de Cincinnati, testou o fármaco, normalmente utilizado para impedir a rejeição de órgãos e tecidos transplantados, em 25 voluntários.

Os investigadores descobriram que o fármaco normalmente reduziu o volume das excrescências em quase 50 por cento, nos 20 pacientes que atingiram a marca de um ano de tratamento. 11 dos pacientes com linfangioleiomiomatose pulmonar LAM que tomaram sirolimus demonstraram uma melhora de 10 a 15 por cento da função respiratória.

Após 12 meses o tratamento foi parado. Um ano depois, o tumor tinha voltado a crescer para 86 por cento do seu tamanho original. Contudo, o tratamento provocou efeitos secundários, incluindo úlceras da boca, diarreia, infecções respiratórias superiores e dores nas articulações.

O estudo não teve um grupo de controlo a receber placebo, por isso a efectividade do fármaco não pode ser comprovada.

A equipa do Dr. Bissler disse que é necessária mais investigação para determinar a segurança, efectividade e melhor dosagem do fármaco, para pacientes que precisam de ser tratados a longo prazo para uma doença progressiva e lenta.

Todos os pacientes do estudo tinham angiomiolipomas que surgiram do complexo da esclerose tuberosa, uma doença genética rara, ou da linfangioleiomiomatose pulmonar (LAM), uma doença pulmonar rara, que atinge exclusivamente as mulheres, e que se caracteriza pela perda progressiva da função pulmonar devido à invasão de tecido muscular anormal que obstrui as vias aéreas.

As duas doenças partilham uma mutação genética que afecta a activação da enzima mTOR, que é responsável pelo controlo e extensão das células. A rapamicina previne a actividade da mTOR, e interfere com os genes defeituosos que provocam as doenças raras.

Angiomiolipomas
Os angiomiolipomas são tumores benignos raros, constituídos por tecidos normalmente expressos no órgão atingido, mas em quantidade, disposição ou grau de maturação anormal. A histologia destes tumores caracteriza-se pela presença de tecido adiposo, fibras musculares e neovasos.
Isabel Marques

Fontes: www.networkmedica.com, Reuters, Forbes, www.apurologia.pt/acta/3-2003/angiomiolipoma.pdf

Vacina Menveo para meningite apresenta resultados positivos em bebés

Um estudo revelou que um novo tipo de vacina para a prevenção da meningite, a Menveo, da Novartis AG, demonstrou potenciar a imunidade em crianças até seis meses de idade.

A vacina está direccionada a quatro estirpes, A, C, Y e W-135, da meningite meningocócica, uma doença bacteriológica potencialmente fatal, causada pela bactéria Neisseria meningitidis, que envolve a inflamação das membranas que rodeiam o cérebro e a espinal medula. Afecta principalmente bebés, particularmente aqueles com idades compreendidas entre os 3 e os 12 meses.

No estudo, publicado na “Journal of American Medical Association”, Matthew Snape e os colegas, da Universidade de Oxford, analisaram a segurança e eficácia da nova vacina, chamada MenACWY, em 421 bebés saudáveis do Reino Unido e Canadá.

As crianças do estudo receberam uma das três rotinas de dosagem ou uma injecção de uma vacina que só atinge a meningite C. A Menveo aumentou a imunidade para as quatro estirpes nos três grupos de diferentes dosagens, pelo menos 92 por cento dos bebés que receberam a vacina aos dois, três e quatro meses desenvolveram anticorpos para as quatro estirpes da meningite. Contudo, o grupo com dosagens menos frequentes apresentou menos protecção contra o serogrupo A.

Os investigadores revelaram ainda que o estudo demonstrou que a vacina aumentou a imunidade na infância, mas que não era grande suficiente para provar que é segura.

A vacina está actualmente em diversos ensaios de última fase, e a Novartis, que financiou o estudo, afirmou que pretende apresentar candidaturas para aprovação para adolescentes, na União Europeia e nos Estados Unidos, em 2008. A apresentação para bebés é esperada para 2009.

A companhia declarou que a Menveo é a única vacina meningocócica que demonstrou gerar protecção em bebés contra um largo leque de serogrupos, potencialmente preenchendo uma necessidade médica ainda não atendida.

Uma antiga vacina, actualmente licenciada nos Estados Unidos, oferece pouca protecção para bebés, que são os que estão mais em risco, de acordo com Snape.

Isabel Marques

Fontes:
www.networkmedica.com, Reuters, CNNMoney, The Wall Street Journal Online

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Enzima pode ajudar a detectar cancro do pulmão

Investigadores da Universidade Autónoma de Barcelona (UAB) relataram que a enzima AKR1B10 pode servir como um bom marcador no diagnóstico e prognóstico do cancro do pulmão.

Os cientistas, liderados por Xavier Pares, professor catedrático do Departamento de Bioquímica e de Biologia Molecular da UAB, afirmaram que a enzima é detectada em grandes quantidades apenas em cancros do pulmão, particularmente em fumadores, e pode aparecer mesmo quando o cancro não se desenvolveu e as lesões são pré-cancerígenas.

Pares declarou que ambas as experiências, utilizando tubos de ensaio e cultura de células, revelaram que a enzima diminuiu os níveis da forma mais activa da vitamina A, ou ácido retinóico, um forte agente anti-cancerígeno.

A diminuição do ácido retinóico na célula, que é precisamente o efeito da enzima em questão, está ligada a uma falta de diferenciação celular e, por isso, favorece o desenvolvimento do cancro.

O ácido retinóico está presente em diversos processos biológicos, desde o desenvolvimento do feto à proliferação e diferenciação celular, através do controlo da expressão de determinados genes, segundo o investigador.

Além disso, a actividade da enzima poderá ser importante para o desenvolvimento do cancro, pelo que a investigação também poderá ter possíveis aplicações terapêuticas. A identificação destes elementos estruturais torna possível criar um delineamento específico para fármacos que poderão tratar o cancro do pulmão.

Os investigadores observaram ainda como uma substância denominada tolrestat, utilizada para inibir a enzima AKR1B1, ou aldose redutase, responsável por complicações secundárias na diabetes, inibe também a actividade da enzima AKR1B10. Como a estrutura de ambas as enzimas é semelhante, a investigação também pode ter aplicações para melhorar o tratamento da diabetes.

No trabalho, publicado na “Proceedings of the National Academy of Sciences”, também participaram membros do Instituto de Investigação Biomédica do Parque Científico de Barcelona (PCB), do Instituto de Biologia Molecular de Barcelona (IMB-CSIC), da Instituição Catalã de Investigação e Estudos Avançados (Icrea), e do Departamento de Química Orgânica da Universidade de Vigo.

Isabel Marques

Fontes: www.upi.com, www.diariomedico.com

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Hábitos saudáveis podem prolongar a vida em 14 anos

Pessoas que bebam moderadamente bebidas alcoólicas, façam exercício físico, deixem de fumar e comam bastante fruta e legumes podem viver, em média, mais catorze anos do que as pessoas que não adoptem nenhum destes comportamentos, segundo investigadores britânicos da Universidade de Cambridge e do Conselho de Investigação Médica.

Provas incontornáveis têm demonstrado que estes factores contribuem para vidas mais longas e saudáveis, mas o novo estudo quantificou realmente o seu impacto combinado.

No estudo, publicado na “Public Library of Science (PloS) Medicine”, os investigadores questionaram 20.244 mulheres e homens saudáveis do condado de Norfolk, na Grã-Bretanha, entre 1993 e 1997, acerca do seu estilo de vida. Também testaram o sangue de todos os participantes para medir a ingestão de vitamina C, um indicador da quantidade de fruta e vegetais que as pessoas comem.

Posteriormente, os investigadores, liderados pelo professor Kay-Tee Khaw, atribuíram aos participantes, com idades entre os 45 e os 79 anos, predominantemente brancos e que não tinham nem cancro nem problemas cardíacos, uma pontuação entre zero e quatro, dando um ponto por cada comportamento saudável: “não fumador”, “consumo entre meio a sete copos de vinho por semana”, “consumo de cinco porções de fruta e verduras por dia” e “pratica de exercício físico”.

Após terem em consideração a idade e outros factores que pudessem afectar a probabilidade de morrer, os investigadores determinaram que as pessoas com pontuação de zero tinham quatro vezes mais probabilidade de morrer, particularmente de doenças cardiovasculares.

Os investigadores, que registaram as mortes dos participantes até 2006, também afirmaram que uma pessoa com uma pontuação de zero tinha o mesmo risco de morrer como outra com a pontuação de quatro que fosse 14 anos mais velha.

A mudança no estilo de vida que revelou os maiores benefícios foi deixar de fumar, o que levou a uma melhora da saúde de 80 por cento, seguida pela ingestão de fruta e vegetais. Beber moderadamente e manter-se activo trouxeram os mesmos benefícios, segundo o professor Kay-Tee Khaw e os colegas.

Isabel Marques

Fontes: Diário Digital, Reuters, www.telegraph.co.uk

Descoberto bloqueador de hormona que pode prevenir obesidade e diabetes

Investigadores descobriram que o bloqueio de uma hormona, Polipeptídeo Gástrico Inibitório (GIP), que o organismo segrega em resposta à comida, e que inibe a secreção dos ácidos que estimulam a produção de insulina durante o processo digestivo, é capaz de potenciar a perda de peso, melhorando a resistência à insulina e retrocedendo o processo que dá lugar à aparição da diabetes.

Num estudo, realizado por investigadores da Escola de Ciências Biomédicas da Universidade de Ulster (Reino Unido) e do Instituto Panum, da Universidade de Copenhaga (Dinamarca), publicado na “The American Journal of Physiology”, da Sociedade Americana de Fisiologia, demonstrou-se que uma alimentação rica em gorduras tem como resultado elevadas concentrações de GIP circulante, uma situação que se costuma encontrar em pacientes obesos e com problemas de diabetes.

Este estudo demonstrou que bloqueando a actividade da hormona GIP em ratos com uma dieta rica em gorduras e com diabetes, através de injecções diárias do antagonista do receptor do Polipeptídeo Gástrico Inibitório (Pro3) GIP, consegue-se uma perda de peso significativa, uma melhora da resistência perante a insulina e uma melhora da diabetes.

Estas descobertas representam uma nova e interessante aproximação a um potencial tratamento contra a obesidade e os distúrbios metabólicos.

Isabel Marques

Fontes: AZprensa.com, www.agoravox.com, www.thaindian.com