terça-feira, 25 de novembro de 2008
Fumadores com TDAH têm mais dificuldade em largar o vício
O estudo revelou que os fumadores que sofrem de Transtorno do Déficit de Atenção/Hiperactividade (TDAH) e que exibem um elevado grau de hiperactividade e impulsividade, com ou sem desatenção, apresentaram uma taxa de cessação tabagística mais reduzida após o período de 8 semanas comparativamente aqueles com sintomas de desatenção só por si ou aqueles que não sofrem de TDAH.
“É necessário uma grande compreensão das associações divergentes que existem entre os diferentes tipos de TDAH bem como as consequências na saúde pública no que concerne à cessação tabagística e diminuição da mortalidade associada ao consumo de tabaco nesta população”, afirmou Lirio Covey, investigador líder deste estudo.
“O efeito do TDAH só por si na cessação tabagística tem sido raramente examinado. E os efeitos dos sintomas do TDAH a nível individual na cessação tabagística ainda menos”, acrescentou o investigador.
Durante o estudo inicial de 8 semanas com um tratamento de manutenção em 583 fumadores, 43 dos quais estavam identificados clinicamente como doentes com TDAH, e foram tratados com buproprion ou Zyban, um patch (selo) de nicotina, e ainda tiveram acompanhamento por parte de especialistas.
Comparativamente aos fumadores sem TDAH, os fumadores com a condição revelaram uma taxa de abstinência inferior durante o período em que se desenrolou o estudo.
Pedro Santos
http://www.upi.com/Health_News/2008/11/24/ADHD_smokers_have_harder_time_quitting/UPI-13481227567492/
Brócolos podem ajudar a prevenir cancro em fumadores
Investigadores relataram que os brócolos e outros vegetais semelhantes parecem fornecer aos fumadores uma protecção especial contra o cancro.Os investigadores descobriram que antigos fumadores e, especialmente, as pessoas que ainda são “fumadores pesados” retiraram benefícios especiais do consumo de vegetais. As pessoas que fumavam mais de 20 cigarros por dia foram consideradas “fumadores pesados”.
A investigadora principal, a Dra. Li Tang, do Instituto do Cancro Roswell Park, em Buffalo, referiu que os efeitos mais significativos foram observados nos fumadores.
As pessoas que comiam vegetais crucíferos, principalmente crus, tinham entre 20 a 55 por cento menos probabilidade de ter cancro do que aquelas que nunca, ou apenas raramente, consumiam estes alimentos.
Contudo, a Dra. Tang acrescentou que estas descobertas ainda não são fortes o suficiente para fazer uma recomendação pública para já, alertando que se as pessoas fumarem durante muito tempo nada pode ajudar.
Fumar aumenta o risco de muitos tipos de cancro, incluindo cancro do pulmão, da cabeça e pescoço, e cancro da bexiga.
www.reutershealth.com/archive/2008/11/18/eline/links/20081118elin020.html
Estudo: Avastin aumenta sobrevivência sem progressão do cancro da mama
O estudo, que envolveu 1.237 pacientes que não tinham recebido quimioterapia anteriormente, também confirmou que o Avastin pode ser combinado efectivamente com quimioterapias utilizadas normalmente.
O Avastin foi testado em combinação com quimioterapias à base de taxanos ou de antraciclinas, ou com o Xeloda (capecitabina), como tratamento de primeira linha para o cancro da mama HER2 negativo metastásico, tendo atingido o principal objectivo de aumentar a sobrevivência livre de progressão, em comparação com as quimioterapias isoladamente.
A Genentech revelou que o objectivo primário foi atingido nos dois grupos, sendo que as pacientes do primeiro grupo receberam Avastin ou placebo em combinação com quimioterapias à base de taxanos ou de antraciclinas, enquanto as pacientes do segundo grupo receberam Avastin ou placebo em combinação com capecitabina.
Os dados demonstraram que não foram observados novos sinais de segurança e o perfil de segurança do Avastin foi consistente com experiências anteriores.
Isabel Marques
Fontes:
www.reuters.com/article/healthNews/idUSTRE4AN3V220081124
www.rttnews.com/ArticleView.aspx?Id=783403&SMap=1
EMEA recomenda aprovação de ustekinumab para tratamento da psoríase
O Comité de Medicamentos para Uso Humano (CHMP), da Agência Europeia do Medicamento (EMEA), recomendou a aprovação de comercialização do fármaco ustekinumab, da Janssen-Cilag, para o tratamento da psoríase em placas moderada a grave.
O CHMP recomendou a aprovação do ustekinumab, que poderá vir a ser comercializado como Stelara, para adultos que não responderam ou apresentam alguma contra-indicação, ou intolerância, a outras terapias sistémicas, incluindo ciclosporina, metotrexato e fotoquimioterapia (PUVA).
A opinião positiva baseou-se em resultados de dois estudos de Fase III, publicados na “The Lancet”, que incluíram cerca de 2 mil pacientes, para avaliar a eficácia e tolerabilidade do ustekinumab no tratamento da psoríase em placas moderada a grave.
Mais de dois terços dos pacientes alcançaram o objectivo primário, em ambos os estudos, isto é, apresentaram uma melhora de aproximadamente 75 por cento da gravidade da psoríase na semana 12, após somente duas doses nas semanas zero e quatro.
Relativamente ao critério de eficácia mais exigente, que se refere a uma melhora de, pelo menos, 90 por cento da gravidade da psoríase, os resultados na semana 12 indicaram que aproximadamente 4 em cada 10 pacientes atingiram esta resposta, após somente duas doses, em ambos os estudos.
As recomendações para aprovação de comercialização por parte do CHMP são normalmente seguidas pela Comissão Europeia (CE) passados poucos meses.
Isabel Marques
Fontes:
www.vademecum.es/noticias_detalle.cfm?id_act_not=2027
segunda-feira, 24 de novembro de 2008
FDA concede prioridade à revisão do fármaco Promacta
A decisão foi baseada em dados de dois estudos clínicos que avaliaram o composto como tratamento a curto prazo para pacientes com púrpura trombocitopénica idiopática crónica. Um painel aconselhador da FDA já havia acordado que os benefícios do Promacta eram superiores aos riscos para o tratamento desta patologia.
A GSK acrescentou ainda que, caso seja aprovado, o medcamento será submetido para aprovação na União Europeia onde será comercializado como Revolade.
Pedro Santos
http://www.firstwordplus.com/Fws.do?articleid=55AC7CCD809C4541A5DBDED0B162826A
EMEA: Zevtera recomendado para infecções complicadas da pele e tecidos moles
De acordo com o CEO da Basilea Pharmaceutica, Anthony Man, o Zevtera é um inovador antibiótico de largo espectro que pode ser utilizado com tratamento de primeira linha para uma ampla variedade de infecções graves da pele, antes de se saber a bactéria exacta que provocou a infecção.
O Zevtera é uma cefalosporina indicada para as infecções por Estafilococos Aureus Resistentes à Meticilina (MRSA).
As recomendações para aprovação de comercialização por parte do CHMP são normalmente seguidas pela Comissão Europeia (CE) passados poucos meses.
As infecções complicadas da pele e tecidos moles estão entre as infecções mais comuns no meio hospitalar. O Estafilococos Aureus, uma bactéria Gram-positivo, é o patogénio predominante das infecções da pele.
Nos últimos anos, as estirpes de Estafilococos Aureus resistentes à meticilina têm-se tornado cada vez mais comuns e têm sido associadas ao aumento da morbilidade e mortalidade.
Isabel Marques
Fones:
www.reuters.com/article/rbssHealthcareNews/idUSLL18718520081121
www.foxbusiness.com/story/markets/industries/health-care/evteratm-ceftobiprole-medocaril-novel-anti-mrsa-broad-spectrum-antibiotic-2048728213/
Gorduras saturadas podem aumentar risco de cancro do intestino delgado
De acordo com a principal investigadora, a Dra. Amanda J. Cross, do Instituto Nacional do Cancro norte-americano, no Maryland, é importante identificar factores de risco variáveis para o cancro do intestino delgado, não só porque a incidência deste tipo de cancro está a aumentar, mas também pode permitir compreender melhor outras doenças gastrointestinais.
Descobertas de diversos estudos têm relacionado o consumo de carnes vermelhas e processadas ao cancro do cólon, mas a associação ao cancro do intestino delgado tem recebido relativamente pouca atenção e não tem sido examinada num progressivo estudo prospectivo.
A equipa de investigação, utilizando dados de um estudo sobre dieta e saúde, examinou associações alimentares ao cancro do intestino delgado em meio milhão de homens e mulheres. Foram utilizados questionários de frequência de consumo de alimentos para estimar a ingestão de carne e gordura e os participantes foram seguidos durante 8 anos.
Durante o seguimento, 60 pessoas desenvolveram adenocarcinomas e 80 desenvolveram tumores carcinóides gástricos, um tipo raro de cancro do estômago.
Não foi observada uma associação estatisticamente significativa entre a ingestão de carne vermelha, ou processada, e as doenças do intestino delgado.
Por outro lado, a ingestão de gorduras saturadas foi associada efectivamente ao desenvolvimento de tumores carcinóides. As pessoas com a ingestão mais elevada de gorduras saturadas tinham um risco 3,18 vezes maior de desenvolver tumores carcinóides, em comparação com as pessoas cuja ingestão era a mais reduzida.
O intestino delgado compõe 75 por cento do tracto digestivo, contudo, raramente se desenvolvem cancros aí, aparecendo mais frequentemente no intestino grosso ou cólon.
Isabel Marques
Fontes:
www.reuters.com/article/healthNews/idUSTRE4AK89E20081121
domingo, 23 de novembro de 2008
Estabilidade dos níveis de açúcar no sangue ajuda a diminuir risco de complicações diabéticas
As descobertas, publicadas na edição de Novembro da “Diabetes Care”, provêm de uma análise de dados de 1.441 pacientes com diabetes tipo 1, que foram seguidos durante aproximadamente 9 anos, como parte de um ensaio pivot relativamente ao controlo e complicações da diabetes.
Os investigadores, ao analisarem ao longo do tempo os níveis de hemoglobina A1c, um indicador standard de controlo a longo prazo do açúcar no sangue, observaram que uma crescente variabilidade da hemoglobina A1c aumenta o risco de surgir ou piorar a retinopatia diabética, (doença da retina que pode levar à cegueira) e a nefropatia diabética (doença dos rins que pode levar à insuficiência renal).
Especificamente, os investigadores descobriram que, para cada 1 por cento de aumento da hemoglobina A1c, o risco de retinopatia aumentou mais do dobro e o risco de nefropatia diabética aumentou quase o dobro.
O investigador do estudo, o Dr. Eric S. Kilpatrick, do Hull Royal Infirmary, em Inglaterra, referiu à Reuters Health que as descobertas sugerem que a estabilidade a longo prazo do açúcar no sangue, e não só o controlo médio do açúcar no sangue, antevê o risco destas complicações.
O Dr. Kilpatrick acrescentou que esta é provavelmente outra razão para se procurar atingir um bom e estável controlo gilcémico, em vez de apenas um bom controlo glicémico.
Contudo, a gestão do açúcar no sangue é só uma parte da questão. É igualmente importante assegurar que a pressão sanguínea e os níveis de colesterol estão estritamente controlados, de modo a reduzir as complicações da diabetes.
Isabel Marques
Fontes:
www.reuters.com/article/healthNews/idUSTRE4AK6IH20081121
Cancro: Perda óssea pode dever-se não só aos fármacos oncológicos
O estudo, publicado na “Journal of Clinical Oncology”, descobriu que 78 por cento das sobreviventes de cancro da mama apresentavam, pelo menos, uma outra causa para a perda óssea, como deficiência de vitamina D.
A autora principal, a Dra. Pauline Camacho, da Faculdade de Medicina Stritch da Universidade de Loyola, em Chicago, referiu que os médicos ao avaliar as pacientes com cancro da mama, relativamente a uma possível perda óssea, devem procurar razões para além dos fármacos oncológicos.
Os autores do estudo sugerem que, embora os fármacos oncológicos realmente provoquem perda óssea, os sobreviventes de cancro, como a população normal, também sofrem de perda óssea devido a causas tratáveis e merecem uma meticulosa avaliação da saúde óssea.
Os investigadores reviram os dados de 238 pacientes na pós-menopausa, com densidade mineral óssea abaixo do normal, examinadas no Centro de Doenças Ósseas Metabólicas e Osteoporose de Loyola, entre 2000 e 2006. Entre as pacientes, 64 tinham cancro da mama.
38 por cento das pacientes com cancro da mama tinham deficiência de vitamina D, em comparação com 51 por cento das pacientes sem cancro da mama. Foi encontrada excreção excessiva de cálcio na urina em 16 por cento das pacientes com cancro e em 8 por cento das pacientes sem cancro.
Isabel Marques
Fontes:
www.upi.com/Health_News/2008/11/21/Bone_loss_due_to_more_than_cancer_drugs/UPI-70651227329899/
sábado, 22 de novembro de 2008
Depressão pode estar ligada a diabetes
O estudo reuniu mais de 11 mil veteranos norte-americanos com diabetes do tipo 2. Os investigadores descobriram que após uma década, aqueles diagnosticados com depressão de forma consistente tinham níveis elevados da hemoglobina A1c (HbA1c), uma medida de controle do açúcar de sangue.
Os cientistas não sabem ainda ao certo o porquê disto acontecer, mas uma das possibilidades é que lidar com a depressão torna mais difícil aos diabéticos controlar os níveis de açúcar no seu sangue, segundo o seu estilo de vida e medicação.
Estas descobertas são, em parte, preocupantes visto que diversos estudos já haviam sugerido que os diabéticos têm um risco elevado de depressão, comparativamente aos que não são diabéticos. Estima-se que cerca de 30% das pessoas com diabetes também sofrem de depressão em algum ponto das suas vidas.
"O nosso estudo revela que a depressão desempenha um papel importante e fundamental em certos aspectos na vida das pessoas com diabetes do tipo 2", afirmou Leonard Egede, um dos investigadores do estudo.
Pedro Santos
http://www.nlm.nih.gov/medlineplus/news/fullstory_71818.html
Análise ao sangue pode detectar cancro do colón
Segundo Nadir Arber, professor de medicina e gastroenterologia na Faculdade de Medicina Tel Aviv University, este teste consegue detectar células de pólipos do cólon (os percursores para o cancro do cólon) no sangue, com um grau elevado de sensividade e eficácia.
O teste é baseado na pesquisa do oncogene para o cancro colo rectal, um gene codificador de proteína, que quando desregulado participa no início e desenvolvimento do cancro.
O exame recorre ao facto dos pólipos no cólon emitirem biomarcadores, e que podem ser detectados no sangue em níveis muito reduzidos.
Estudos recentes demonstraram que este teste pode identificar de forma segura adenomas, os pólipos que se convertem no cancro do cólon, com uma taxa de sucesso superior a 80%.
Muitos pacientes evitam fazer colonoscopias, não só pelo tipo de exame em si mas também devido ao seu custo, pelo que este exame poderá vir a facilitar a prevenção da doença.
Pedro Santos
http://www.upi.com/Health_News/2008/11/21/Blood_test_can_detect_colon_cancer/UPI-48791227245677/
sexta-feira, 21 de novembro de 2008
Estudo: Vitamina E não ajuda a prevenir artrite reumatóide
A Dr. Elizabeth W. Karlson, do Hospital Brigham e de Mulheres, em Boston, e colegas concluíram que, apesar da existência de mecanismos biológicos plausíveis, o actual ensaio aleatório não demonstrou que a utilização de suplementos de vitamina E, a longo prazo, diminui o risco de desenvolver artrite reumatóide.
Dados de estudos observacionais anteriores demonstraram que dietas alimentares elevadas em antioxidantes estão associadas a menores riscos de artrite reumatóide.
Como parte do Estudo de Saúde das Mulheres (Women's Health Study), 39.144 mulheres com, pelo menos, 45 anos receberam aleatoriamente vitamina E numa dosagem de 600 Unidades Internacionais (UI) dia sim, dia não ou placebo.
Durante o seguimento, que durou em média 10 anos, 50 mulheres no grupo da vitamina E e 56 no grupo do placebo desenvolveram artrite reumatóide. Estes resultados, publicados na edição de 15 de Novembro da “Arthritis Care and Research”, sugerem que os suplementos de vitamina E não afectam significativamente o risco de artrite reumatóide.
Aproximadamente, 20 milhões de pessoas a nível mundial sofrem de artrite reumatóide, uma doença auto-imune que ocorre quando o organismo confunde tecidos saudáveis com substâncias estranhas e se ataca a si próprio. A doença provoca dor, rigidez e inchaço em diversas articulações, sendo que a inflamação também se pode desenvolver em outros órgãos. Estudos têm sugerido que a artrite reumatóide aumenta os riscos cardíacos.
Isabel Marques
Fontes:
www.reuters.com/article/healthNews/idUSTRE4AJ6VR20081120
Composto do alho revela-se promissor no tratamento da diabetes
Investigadores japoneses revelaram que um fármaco baseado num químico encontrado no alho ajudou a tratar a diabetes tipo 1 e 2 em ratos, reduzindo os níveis de glicose no sangue.O Dr. Hiromu Sakurai e colegas, da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade de Suzuka, administraram oralmente o fármaco baseado em vanádio e alicina, um componente encontrado no alho, a ratos com diabetes tipo 1.
Em trabalhos anteriores, os investigadores tinham descoberto que o composto de vanádio e alicina tratava ambos os tipos de diabetes quando injectado, mas este novo estudo, publicado online na revista científica “Metallomics”, da Sociedade Real de Química do Reino Unido, demonstra que o fármaco é promissor como tratamento oral para esta doença metabólica.
A diabetes tipo 1 actualmente é tratada com injecções diárias de insulina, enquanto a diabetes tipo 2 é tratada com fármacos, sendo que alguns apresentam efeitos secundários.
Isabel Marques
Fontes:
www.upi.com/Health_News/2008/11/20/Garlic_compound_a_potential_diabetes_drug/UPI-31781227199810/
quinta-feira, 20 de novembro de 2008
Vinho tinto pode ajudar a proteger contra a Doença de Alzheimer
Investigadores norte-americanos revelaram que o vinho tinto pode não só ser benéfico para a saúde cardiovascular, mas também ajudar a proteger contra a Doença de Alzheimer.Investigadores da Universidade da Califórnia, em Los Angeles (UCLA), em colaboração com a Faculdade de Medicina de Mount Sinai, em Nova Iorque, referiram ter descoberto como o vinho tinto pode reduzir a incidência da Doença Alzheimer.
O estudo, publicado na “Journal of Biological Chemistry”, demonstrou como componentes que ocorrem naturalmente no vinho tinto, os polifenóis, bloqueiam a formação de proteínas que constroem as placas tóxicas que se pensa que destroem as células no cérebro.
Adicionalmente, o estudo descobriu que o vinho tinto diminuiu a toxicidade das placas existentes, reduzindo assim a deterioração cognitiva.
David Teplow, professor de neurologia da UCLA, referiu que o seu laboratório tem estado a estudar a forma como a proteína beta-amilóide está envolvida no desenvolvimento da Doença de Alzheimer. Os investigadores trataram as proteínas com um composto de polifenol extraído de sementes de uva e monitorizaram como cada uma das duas proteínas se alteravam e se fixavam uma à outra para produzir agregados que matavam as células nervosas.
Teplow referiu que a sua equipa descobriu que os polifenóis provocam um ataque duplo: bloqueiam a formação de agregados tóxicos das proteínas beta-amilóide e diminuem a toxicidade, quando combinados com a beta-amilóide antes desta ser adicionada às células cerebrais.
O investigador revelou que o que descobriram é bastante simples, pois se as proteínas beta-amilóide não conseguirem juntar-se, os agregados tóxicos não se podem formar e assim não existe toxicidade.
Isabel Marques
Fontes:
www.upi.com/Health_News/2008/11/19/Red_wine_may_help_ward_off_Alzheimers/UPI-42781227129110/
Estudo: Maioria dos cancros podem ser prevenidos
Segundo o investigador Igor Akushevich, o objectivo primário deste estudo foi o de desenvolver uma aproximação para estimar as contribuições de factores de risco mesuráveis no risco de cancro entre pacientes mais velhos.
“Até agora não chegámos ao ponto onde somos capazes de especificar recomendações sobre os factores de risco”, afirmou Akushevich. “No entanto, podemos confirmar vários destes factores que já são conhecidos, tal como a associação entre fumar e o cancro do pulmão”, acrescentou.
Os investigadores afirmaram que estavam surpreendidos com algumas das suas descobertas, como o facto do risco de cancro não estar associado ao consumo de álcool, por exemplo, algo que já tinha sido revelado em outros estudos. Uma possível explicação para este facto é a da que as pessoas com mais 65 anos têm tendência a consumir pouco álcool.
“Uma outra associação interessante foi a do aumento do risco de cancro da mama em mulheres que têm receio em ir ao médico ver a sua saúde, e a diminuição do risco de cancro da mama e do pulmão naqueles que nunca perdem o seu temperamento”, afirmou Akushevich.
A prática de exercício físico de forma leve a moderada está também associada à diminuição do risco de cancro, mas o exercício realizado de forma vigorosa já é contraditória.
Pedro Santos
http://www.upi.com/Health_News/2008/11/19/Study_says_most_cancers_preventable/UPI-62691227150053/
Sida: Cientistas testam pílula de prevenção à doença
Este tratamento, denominado por profilaxia pré-exposição (PrEP na sigla inglesa), apenas prevê que os pacientes tomem uma pílula.
Apesar de não ter ainda uma eficácia comprovada através de testes clínicos, o tratamento já é receitado por alguns médicos para um número reduzido de pessoas. Segundo a revista New Scientist, é provável que o fármaco apresente apenas um efeito modesto, reduzindo o risco de contaminação para cerca de dois terços.
O tratamento incluiu medicamentos já utilizados no combate à doença, como o Tenofovir e o Truvada (que contém o mesmo princípio activo do primeiro medicamento), e também um outro medicamento chamado emtricitabina.
Esta terapia preventiva tem vindo a ser alvo de vários testes, sendo que os primeiros resultados devem ser divulgados já em 2009.
Segundo o artigo da New Scientist, pesquisas com animais sugerem que os dois medicamentos bloqueiam a infecção pelo HIV, sendo que o Truvada revelou-se um pouco mais eficaz.
O grau de protecção oferecido pelos dois medicamentos depende ainda de alguns factores, como a dose administrada, mas em alguns casos, segundo a revista, o Truvada bloqueou completamente a transmissão da doença.
Pedro Santos
http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2008/11/081119_aidspilulateste.shtml
quarta-feira, 19 de novembro de 2008
Estudo revela que Avastin pode aumentar risco de tromboembolismo venoso
Resultados de uma meta-análise sugerem que o fármaco oncológico Avastin (bevacizumab), da Genentech e da Roche Holding AG, aumenta significativamente o risco de desenvolver tromboembolismo venoso (TEV).Os investigadores analisaram dados de 15 ensaios aleatórios, envolvendo um total de 7.956 pacientes com diversos tumores sólidos avançados, e descobriram que o risco de desenvolver tromboembolismo venoso era 33 por cento mais elevado nos pacientes que receberam Avastin, em comparação com aqueles que não receberam o fármaco.
As descobertas, publicadas na revista científica “Journal of the American Medical Association” (JAMA), demonstraram que, entre os pacientes com cancro, aqueles em regime de quimioterapia tinham 10 por cento de probabilidade de desenvolver TEV, enquanto aqueles que receberam Avastin tinham uma probabilidade de 13 por cento.
Relativamente aos resultados, a porta-voz da Genentech, Charlotte Arnold, referiu que este não é um novo sinal de segurança para o Avastin, sendo que o risco é referenciado na secção de efeitos adversas do folheto. Actualmente, o folheto do Avastin contém um aviso relativamente à possibilidade de ocorrerem coágulos sanguíneos nas artérias e refere que algumas pessoas a tomar Avastin e quimioterapia desenvolveram tromboembolismo venoso.
Por outro lado, o autor do estudo, o Dr. Shenhong Wu, da Universidade Stony Brook, em Nova Iorque, sugeriu que os resultados podem justificar uma advertência destacada, visto tratar-se de eventos clinicamente significativos, e sendo que, de outra forma, mais ninguém ficará a saber que o fármaco está a provocar este problema.
Isabel Marques
Fontes:
www.firstwordplus.com/Fws.do?articleid=76051CBEE6024AE8B9FFA4BFDA5672E7
Óleo de canola pode ajudar a reduzir risco de cancro para grávidas e bebés
Os investigadores descobriram que ratos fêmea alimentadas com óleo de canola, enquanto grávidas, tinham menos probabilidade de desenvolver cancro da mama, assim como as suas crias por nascer, do que os ratos alimentados com óleo de milho.
De acordo com o que os investigadores revelaram no encontro da Associação Americana para a Pesquisa do Cancro, as descobertas possivelmente devem-se aos ácidos gordos Ómega-6. Algumas investigações têm relacionado quantidades elevadas de ácidos gordos Ómega-6 a problemas de saúde, incluindo cancro.
No óleo de milho, 50 por cento dos ácidos gordos são Ómega-6, enquanto que no óleo de canola apenas 20 por cento o são. Além disso, o óleo de canola é muito mais rico em ácidos gordos Ómega-3, que estão relacionados com benefícios para o coração e cancro, em comparação com o óleo de milho.
A Dra. Elaine Hardman e colegas, da Faculdade de Medicina da Universidade Marshall, na Virgínia Ocidental, testaram ratos modificados geneticamente para desenvolverem cancro no início da vida.
Aqueles que receberam uma dieta rica em óleo de canola foram mais lentos a desenvolver cancro do que os que receberam óleo de milho, assim como as suas crias.
A Dra. Hardman referiu que ao observar-se um retardamento no desenvolvimento do cancro nos ratos, se espera que isso também se traduza num retardamento no desenvolvimento do cancro em humanos.
A investigadora acrescentou que a mensagem principal para as pessoas é que esta é uma alteração alimentar que pode ser muito fácil de fazer, sendo que não custa dinheiro e pode ajudar a prevenir o cancro no futuro, sublinhando que, na pior das hipóteses, não fará qualquer mal.
Isabel Marques
Fontes:
www.reutershealth.com/archive/2008/11/18/eline/links/20081118elin021.html
Fármacos antidiabéticos podem ajudar a diminuir risco de cancro da próstata
O Dr. Teemu J. Murtola e colegas referiram, na “American Journal of Epidemiology”, que estudos recentes têm relatado uma diminuição do risco de cancro da próstata nos homens diabéticos, embora as evidências sejam controversas. Actualmente, não é claro se a utilização de medicação antidiabética afecta a associação entre a diabetes e o cancro da próstata.
Os investigadores estudaram um grupo de homens diagnosticados com cancro da próstata e um grupo de controlo com homens sem cancro da próstata, num total de 24.723 pares caso-controlo.
Os fármacos orais para a diabetes foram utilizados por 7,5 por cento dos homens com cancro da próstata e por 8,4 por centos dos de controlo. A prevalência de utilização de insulina foi de 2,5 por cento nos pacientes com cancro e de 3 por cento nos controlos.
A equipa de investigadores descobriu que os homens que tinham historial de tomar qualquer medicação para a diabetes tinham um risco 16 por cento menor de cancro da próstata.
A diminuição do risco foi comparável para todos os fármacos anti-diabéticos, incluindo metformina, sulfonilureias e insulina.
Os investigadores descobriram ainda que o risco geral, assim como o risco de cancro da próstata avançado, diminuiu com a quantidade e duração da utilização da medicação.
De acordo com os investigadores, o mecanismo potencial por detrás da diminuição do risco de cancro da próstata nos homens diabéticos é, actualmente, incerto. Muito provavelmente, as alterações no metabolismo da hormona endógena que ocorrem na diabetes têm um papel importante.
Isabel Marques
Fontes:
www.reutershealth.com/archive/2008/11/18/eline/links/20081118elin034.html
Mulheres obesas sofrem mais com stress
O estudo, que foi realizado por uma equipa do Departamento de Psiquiatria da Universidade de Connecticut, nos Estados Unidos, foi publicado na revista académica Preventive Medicine, analisou 41217 adultos.
Os resultados demonstraram que as mulheres que têm peso acima da média têm uma probabilidade superior de perder o emprego, ser vítimas de crime, cometer crimes ou enfrentar problemas financeiros.
De acordo com os investigadores, estas mulheres aparentam sofrer mais, especialmente no trabalho, onde se sentem mais discriminadas do que os colegas do sexo masculino que também têm peso acima da média.
Os cientistas afirmam que existem alguns factores que podem explicar esta ligação entre o peso e eventos stressantes. A discriminação, por exemplo, pode levar a uma baixa auto-estima, fazendo com que as pessoas afectadas não lutem pelos seus direitos, perdendo hipóteses de serem promovidas.
O estudo classificou os participantes segundo o seu Índice de Massa Corporal (IMC) em pessoas acima do peso, obesas ou extremamente obesas.
Quando indivíduos obesos ou extremamente obesos foram avaliados, as probabilidades de surgirem eventos stressantes foram maiores, tanto entre mulheres como nos homens, em comparação com pessoas de peso considerado normal.
Pedro Santos
http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2008/11/081119_obesidadestress_mp.shtml
Hospitais públicos devem 740 milhões de euros à Indústria Farmacêutica
A Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica (APIFARMA) adiantou que a dívida deve rondar os 500 milhões de euros, valor que corresponde a 60% do total das dívidas vencidas, segundo Humberto Costa, secretário-geral da APORMED.
O responsável denunciou o Hospital de Setúbal como um dos principais devedores, dado que o atraso no prazo de pagamento atinge os 816 dias.
A ministra Ana Jorge tem vindo a salientar que o fundo aprovado pelo Governo, para o pagamento aos fornecedores, diz respeito às dívidas vencidas.
Segundo os números avançados por Francisco Ramos, secretário de Estado Adjunto e da Saúde, as dívidas ascendem a mil milhões de euros e as disponibilidades dos hospitais rondam os 850 milhões de euros.
Pedro Santos
http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?article=372819&visual=26&tema=1
terça-feira, 18 de novembro de 2008
Reguladores alertam para potenciais riscos de fármaco injectável para bronzear
O fármaco denominado Melanotan, que está disponível apenas na Internet, produz um bronzeamento ao estimular a quantidade de melanina, a protecção natural do corpo contra o sol.
Contudo, o produto não está licenciado e não foram conduzidos testes de efectividade, qualidade ou segurança, para se saber quais os possíveis efeitos secundários ou quão graves estes podem ser, segundo revelou a Agência Reguladora de Medicamentos e Produtos de Saúde do Reino Unido (MHRA, sigla em inglês).
David Carter, da MHRA, referiu que se estão a alertar as pessoas para não utilizarem este produto, e que estas não devem ser enganadas pensando que o Melanotan oferece um atalho para um bronzeado mais seguro e uniforme.
Carter acrescentou que a segurança destes produtos é desconhecida e que estes não estão licenciados, sendo que os efeitos secundários podem ser extremamente graves.
As vendas ilícitas de medicamentos na Internet são um problema em crescimento, uma vez que muitos destes produtos são falsificações de qualidade duvidosa e são potencialmente perigosos.
Na semana passada, numa operação conjunta, autoridades de nove países, incluindo Grã-Bretanha, Alemanha, Irlanda, Suiça, Israel, Nova Zelândia, Singapura, Canadá e os Estados Unidos, fizeram buscas a negócios suspeitos de fornecerem ilegalmente medicamentos na Internet.
Cancro da mama: Terapia de grupo pode ajudar a melhorar sobrevivência
A ideia de que este tipo de terapia possa estender a sobrevivência de pacientes com cancro tem sido controversa, nas últimas duas décadas, tendo estudos anteriores revelado resultados contraditórios.
Os investigadores, liderados pela Dra. Barbara Andersen, da Universidade Estatal do Ohio, estudaram 227 mulheres com cancro da mama, tendo cerca de metade seguido durante um ano terapia em grupos de oito a 12 pacientes, enquanto as restantes não o fizeram.
Após 11 anos, as mulheres que participaram na terapia de grupo tinham menos 56 por cento probabilidade de morrer de cancro da mama e tinham menos 45 por cento probabilidade do cancro voltar.
A Dra. Andersen referiu que as sessões de grupo, entre outras coisas, direccionaram-se para a redução das preocupações das mulheres, ensiná-las a relaxar e a melhorar as capacidades de lidar com a situação, a melhorar a dieta alimentar e os hábitos de exercício físico, e para desencorajar o tabaco e as bebidas alcoólicas.
Os investigadores revelaram, na revista científica “Cancer", que a melhoria da sobrevivência pode dever-se a uma melhor função imunitária devido à redução do stress.
A psicóloga Lois Friedman, do Centro de Cancro de Ireland, em Cleveland, referiu que existem evidências claras de que tais intervenções psicológicas podem melhorar o humor e a qualidade de vida, ajudar na aderência aos regimes terapêuticos e a melhorar o bem-estar geral.
Isabel Marques
Fontes:
www.reuters.com/article/healthNews/idUSTRE4AG0SU20081117?sp=true
Fármacos para a leucemia podem ser benéficos para diabetes tipo 1
Ambos os fármacos actuaram ao deprimir os sistemas imunitários dos ratos, que mantiveram os níveis de açúcar no sangue normais, mesmo depois do tratamento ter terminado.
De acordo com o Dr. Jeffrey Bluestone, da Universidade da Califórnia, em São Francisco, existem muito poucos fármacos para tratar a diabetes tipo 1, especialmente após o início da doença, por isso, este benefício, com um fármaco que já demonstrou ser seguro e efectivo em pacientes com cancro, é muito promissor.
O Dr. Bluestone referiu que o facto dos ratos tratados terem mantido os níveis de glicose no sangue normais, durante algum tempo após o final do tratamento, sugere que o imatinib e o sunitinib podem estar a “reprogramar” os sistemas imunitários de forma permanente.
Os investigadores testaram os fármacos em ratos com predisposição para a diabetes e descobriram que os medicamentos impediram que estes desenvolvessem a doença.
No estudo, publicado na “Proceedings of the National Academy of Sciences”, os fármacos também foram testados em ratos com diabetes, tendo demonstrado que o imatinib e o sunitinib colocaram a doença em remissão em 80 por cento dos animais, após apenas oito a 10 semanas de tratamento.
Segundo outro investigador, o Dr. Arthur Weiss, este estudo revela uma nova área de investigação no campo da diabetes tipo 1 e, mais importante, revela oportunidades entusiasmantes para o desenvolvimento de novas terapias para tratar esta doença e outras doenças auto-imunes.
A diabetes tipo 1, também denominada diabetes juvenil, é uma doença auto-imune provocada pela destruição das células produtoras de insulina no pâncreas, sendo diferente da diabetes tipo 2, que está relacionada com a obesidade, alimentação desequilibrada e falta de exercício físico.
Isabel Marques
Fontes:
www.reuters.com/article/healthNews/idUSTRE4AG78H20081117
Minerais podem reduzir risco de cancro do cólon
A suplementação de cálcio já havia demonstrado que actuava ao nível da inibição de carciogénese colo-rectal, embora elevadas doses possam simultaneamente prevenir a absorção de magnésio no organismo. Elevadas quantidades de magnésio foram também associadas ao risco reduzido de cancro colo-rectal.
“Se os níveis de cálcio estivessem envolvidos individualmente, esperaríamos uma reacção oposta. Mas talvez exista qualquer coisa quando estes factores são combinados”, afirmou Qi Dai.
A equipa de cientistas afirmou que é necessário prosseguir com estes estudos, suspeitando que o consumo de cálcio apenas possa proteger contra o cancro colo-rectal com a presença de magnésio.
Pedro Santos
http://www.upi.com/Health_News/2008/11/18/Minerals_may_reduce_colon_cancer_risk/UPI-30301226984416/
Vício em nicotina ligado ao autismo
Segundo Rene Anand, investigador norte-americano da Universidade de Ohio, esta descoberta vem levar a uma especulação de que os fármacos utilizados para “anular” a adição à nicotina podem também servir com uma base potencial para terapias indicadas para sintomas de autismo.
Os investigadores identificaram uma proteína desenvolvida pelo gene neurexin-1, que está localizado nas células cerebrais e assiste na conexão de neurónios no sistema de comunicação química no cérebro. Esta proteína actua como “chamariz” para outra proteína, um tipo específico de receptor nicotínico, para as sinapses, onde o receptor desempenha um papel de ajuda aos neurónios na comunicação de sinais entre eles, bem como para o resto do corpo.
Esta função é importante no autismo porque estudos previamente desenvolvidos haviam demonstrado que as pessoas que sofrem de autismo têm falta destes receptores nicotínico nos seus cérebros. Os cientistas sabem também que as pessoas que têm vício de nicotina têm demasiados destes receptores nos seus cérebros.
Pedro Santos
http://www.upi.com/Health_News/2008/11/17/Nicotine_addiction_and_autism_linked/UPI-68581226943889/
Sida: Médicos acreditam ter curado a doença com um transplante de medula
Segundo os investigadores alemães, o homem que sofria de leucemia e Sida não apresentava quaisquer sintomas de ambas as doenças após o transplante, realizado há dois anos, um sinal bastante positivo no que concerne aos estudos de terapias genéticas no tratamento da doença.
“Mais de 20 meses depois do transplante bem sucedido, nenhum HIV foi detectado no paciente”, pode ler-se no comunicado revelado à imprensa.
No entanto, os médicos têm receio que o vírus ainda possa voltar, mesmo apesar dos testes.
“Nós fizemos todos os testes, não apenas de sangue, mas também de outros tipos. Mas não podemos excluir a possibilidade de que (o vírus) ainda esteja presente", afirmou o médico Thomas Schneider.
Estudos realizados na Europa e nos Estados Unidos revelaram que aproximadamente uma em cada mil pessoas possui uma resistência genética ao HIV, que impede que o vírus atinja as suas células.
Estima-se que 33 milhões de pessoas estejam infectadas com o vírus da Sida a nível mundial, sendo que dois milhões de fatalidades são registadas anualmente.
Pedro Santos
http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2008/11/081113_aids_transplante_dg.shtml
Planta Índigo pode ajudar no tratamento da psoríase
As descobertas, publicadas na última edição da “Archives of Dermatology”, do ensaio clínico que envolveu 42 pacientes que sofriam da doença há, pelo menos, dois anos, revelaram que a Índigo naturalis, na forma de pomada, foi segura e efectiva no tratamento da psoríase.
Os pacientes aplicaram a pomada à base de Índigo naturalis num lado do corpo e uma pomada placebo, ou seja, sem efeito terapêutico, no outro lado. Os investigadores verificaram a condição dos pacientes no início do tratamento e após duas, quatro, seis, oito, 10 e 12 semanas.
De acordo com os investigadores, as lesões tratadas com a pomada de Índigo naturalis demonstraram uma melhoria de 81 por cento, tendo as lesões que receberam placebo demonstrado uma melhoria na ordem dos 26 por cento.
Para 25 dos pacientes, as placas que foram tratadas com Índigo foram reduzidas completamente ou quase completamente. Nenhum dos pacientes do ensaio apresentou efeitos adversos graves, embora alguns tenham experienciado uma ligeira alergia cutânea.
De acordo com o investigador principal, o Dr. Yin-Ku Lin, do Hospital Memorial Chang Gung, em Taiwan, a actual medicação à base de esteróides pode provocar efeitos secundários como atrofia da pele, mas a Índigo naturalis apresenta muito menos efeitos secundários.
A Índigo naturalis já é utilizada há muito tempo, externamente ou via ingestão, na China e em Taiwan, para tratar diversas infecções e doenças inflamatórias, tais como papeira, faringite e eczema.
A utilização sistémica a longo prazo tem sido relacionada com irritação do tracto gastrointestinal e problemas no fígado.
A psoríase é uma doença crónica da pele, não contagiosa, para a qual ainda não existe cura, embora algumas terapias produzam uma remissão. As lesões têm relevo, são vermelhas, cobertas por escama prateada, e surgem sobretudo nos cotovelos, joelhos, região lombar e couro cabeludo, embora possam afectar qualquer área do corpo, cobrindo, nos casos mais graves, extensas áreas do tronco e membros.
Isabel Marques
http://medicosdeportugal.saude.sapo.pt/action/2/cnt_id/994/
segunda-feira, 17 de novembro de 2008
FDA alerta para efeitos adversos de Zyprexa e Lamisil em crianças
No que diz respeito ao Zyprexa, os reguladores relataram que não surgiram novos sinais de segurança como parte desta revisão. Contudo, esta alertou que a população pediátrica não está livre dos eventos adversos provocados pela terapia com olanzapina.
Os reguladores recomendaram uma revisão da informação de prescrição do fármaco, de modo a incluir o potencial risco de efeitos metabólicos que têm sido observados, tanto em adultos como em crianças que tomaram o fármaco.
Actualmente, o Zyprexa está aprovado para pacientes com mais de 18 anos, não sendo recomendada a administração de olanzapina a crianças e adolescentes. A rotulagem do medicamento já inclui uma referência relativa ao risco de aumento de peso nesta população.
A FDA também recomendou que seja efectuada uma investigação adicional relativamente aos eventos psiquiátricos relatados entre os pacientes tratados com Lamisil, incluindo depressão, ideias suicidas e dor auto-infligida.
Isabel Marques
Fontes:
www.firstwordplus.com/Fws.do?articleid=3009C82B57874FE79377B9798AEED452
Fumo de cigarro pode mudar forma do coração
Os cientistas utilizaram nesta pesquisa dois grupos de ratos, sendo que um deles foi colocado num ambiente com fumo de cigarros e outro num ambiente com ar limpo.
Após o período de 5 semanas, os ratos fizeram ecocardiogramas que revelaram que os que tinham sido expostos ao fumo do cigarro tinham sofrido alterações significativas no formato do ventrículo esquerdo.
Amostras recolhidas do tecido cardíaco das cobaias foram analisadas e confirmaram um aumento dos níveis da forma actividade de uma enzima associada ao crescimento e sobrevivência das células no coração.
Segundo Mariann Piano, líder do estudo, a activação desta enzima pode ser a chave no surgimento de cardiopatias associadas ao hábito de fumar.
Foi também detectado na urina dos animais que inalaram o fumo um aumento na presença de uma hormona, a neuroepinefrina, que é libertada pelo organismo em situações de stress, causando várias alterações fisiológicas.
"O fumo do cigarro contém mais de 4 mil substâncias químicas diferentes, uma das quais é a nicotina", afirmou Mariann Piano. "Entretanto, o efeito da nicotina no desencadeamento e evolução de eventos cardiovasculares induzidos pelo fumo do cigarro continua a ser um tema polémico", acrescentou o investigador.
Pedro Santos
http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2008/11/081114_cigarro_coracaorg.shtml
Homens que tomam aspirina têm níveis mais baixos de PSA
Os investigadores da Universidade Vanderbilt, em Nashville, referiram que a análise incluiu 1.277 participantes que consultaram um urologista para se submeterem a uma biopsia da próstata. Aproximadamente 46 por cento dos homens relataram tomar um anti-inflamatório não esteróide, habitualmente aspirina.
A equipa de investigadores descobriu, após ajustar algumas variáveis, que têm efeitos independentes no tamanho da próstata e no risco de cancro, como a idade, raça, história de cancro da próstata na família, obesidade, entre outras, que a utilização de aspirina estava significativamente associada a níveis mais baixos de PSA.
As descobertas revelaram que os níveis de PSA estavam 9 por cento mais baixos nos homens que tomaram aspirina, em comparação com aqueles que não tomaram o fármaco.
O teste de PSA é utilizado normalmente como método para detectar nos homens a possibilidade de cancro da próstata, sendo que níveis elevados de PSA no sangue sugerem uma maior probabilidade de ter cancro da próstata. Contudo, níveis elevados de PSA também podem significar uma hiperplasia benigna da próstata, um aumento não-cancerígeno da próstata.
Isabel Marques
Fontes:
www.upi.com/Health_News/2008/11/17/Men_who_take_aspirin_have_lower_PSA_levels/UPI-60611226902429/
Óleo de hortelã-pimenta e fibras podem ajudar a combater cólon irritável
De acordo com os investigadores, estes tratamentos simples caíram em desuso devido à acessibilidade de novos fármacos, mas também mais dispendiosos, alguns dos quais foram retirados do mercado devido a questões de segurança.
Contudo, os peritos afirmam que estas terapias mais tradicionais podem, por vezes, ser melhores e que deveriam tornar-se tratamentos de primeira linha nas directrizes para o tratamento da síndrome do cólon irritável.
O investigador principal, o Dr. Alex Ford, do Centro de Ciências da Saúde da Universidade McMaster, em Ontário, no Canadá, referiu que estão sempre a ser desenvolvidos novos fármacos, mas alguns recentes, como o alosetron e o tegaserod, foram retirados, e agora só estão disponíveis de forma restrita, e a renzaprida não se demonstrou efectiva.
Por outro lado, os fármacos antigos, que são baratos, seguros e, em alguns casos, estão disponíveis sem receita médica, parecem ser efectivos para a síndrome do cólon irritável.
No estudo, publicado online na “British Medical Journal”, os investigadores reviram ensaios, que incluíram mais de 2.500 pacientes com a síndrome, que compararam o tratamento da síndrome do cólon irritável com fibra, antiespasmódicos e óleo de hortelã-pimenta ao placebo ou a nenhum tratamento.
Os investigadores descobriram que a fibra, os antiespasmódicos e o óleo de hortelã-pimenta foram tratamentos efectivos, não tendo sido associados efeitos secundários graves a qualquer um dos tratamentos.
No estudo, o óleo de hortelã-pimenta pareceu ser a terapia mais efectiva. A fibra insolúvel não foi efectiva, por outro lado, apenas a fibra solúvel reduziu os sintomas. No caso dos antiespasmódicos, o mais efectivo foi a hioscina.
O Dr. Roger Jones, do King’s College, em Londres, afirmou que para alguns pacientes com dores e diarreia os antiespasmódicos podem ser úteis. Os pacientes com obstipação devem experimentar fibra e para outros pacientes o óleo de hortelã-pimenta pode ser benéfico.
Segundo o Dr. Jones, quem sofre de cólon irritável e não tem a doença controlada, ou não está satisfeito com o perfil de sintomas, deve consultar o médico de família, ou o gastroenterologista, para fazer uma revisão e talvez chamar a atenção para as novas evidências acerca da efectividade destes fármacos tradicionais.
Isabel Marques
Fontes:
www.nlm.nih.gov/medlineplus/news/fullstory_71634.html
Combinação de quatro fármacos favorável para cancro do pulmão
A combinação de Avastin (bevacizumab), da Roche & Co, Erbitux (cetuximab), da ImClone Systems, carboplatina e paclitaxel pareceu aumentar, em média, dois meses à sobrevivência dos pacientes, de 12 para 14 meses.
Foi a primeira vez que duas terapias direccionadas foram utilizadas conjuntamente com quimioterapia tradicional deste forma. O Dr. Edward Kim referiu ainda que o Avastin e o Erbitux pareceram actuar sinergicamente.
Segundo o Dr. Kim, a base do estudo foi a descoberta de que o Avastin melhora a eficácia da terapia existente, possibilitando assim uma melhoria do regime com Erbitux, carboplatina e paclitaxel.
Os investigadores testaram 110 pacientes com cancro do pulmão, em fase 3 ou 4, num ensaio de segurança e eficácia de Fase II. Os pacientes receberam seis ciclos dos quatro fármacos e posteriormente, como manutenção, infusões contínuas de Avastin e Erbitux.
Os investigadores revelaram, no Simpósio Multidisciplinar em Oncologia Torácica Chicago 2008, que 53 por cento dos pacientes apresentaram uma redução dos tumores e 24 por cento estabilizaram a doença. Em média, os pacientes tiveram sete meses sem crescimento dos tumores e sobreviveram 14 meses.
Os pacientes que anteriormente receberam os três fármacos, sem o Avastin, apresentavam uma média de 5,5 meses sem crescimento dos tumores e 12 meses de sobrevivência geral.
No que se refere a efeitos adversos, quatro pacientes morreram durante o tratamento, sendo o Avastin conhecido por algumas vezes provocar hemorragia interna, e 40 pacientes apresentaram os efeitos secundários habituais, como dor no nervo e baixo número de células sanguíneas.
Embora muitos fármacos sejam utilizados para tratar o cancro do pulmão, quase todos deixam de funcionar eventualmente.
O cancro do pulmão é a principal causa de morte globalmente, com 1,2 milhões de mortes todos os anos e 114 mil anualmente nos Estados Unidos, segundo a Sociedade Americana de Cancro.
Isabel Marques
Fontes:
www.reuters.com/article/healthNews/idUSTRE4AC6OI20081113?sp=true
domingo, 16 de novembro de 2008
Vitamina C pode ajudar a reduzir risco cardíaco em alguns pacientes
A autora principal, a Dra. Gladys Block, da Universidade da Califórnia, em Berkeley, referiu que, para adultos saudáveis, não fumadores, com níveis elevados da proteína C-reactiva, uma dose diária de vitamina C reduziu os níveis do biomarcador de inflamação, após dois meses, em comparação com aqueles que tomaram placebo.
A Dra. Block sublinhou que tem de se fazer uma importante diferenciação, pois o tratamento com vitamina C é ineficaz em pessoas cujos níveis da proteína C-reactiva sejam inferiores a 1 miligrama por litro, mas muito efectiva para aqueles que têm níveis mais elevados.
Neste estudo, o nível de redução da proteína C-reactiva atingido pela toma de suplementos de vitamina C, naqueles com níveis elevados desta proteína, é comparável aos de muitos outros estudos com estatinas, fármacos para a diminuição do colesterol.
O estudo, publicado online na “Free Radical Biology & Medicine”, revelou que diversos ensaios com estatinas reduziram os níveis de proteína C-reactiva em cerca de 0,2 miligramas por litro, mas que, neste último, a vitamina C diminuiu os níveis de proteína C-reactiva em 0,25 miligramas por litro.
Isabel Marques
Fontes:
www.upi.com/Health_News/2008/11/14/Vitamin_C_may_help_lower_heart_risk/UPI-18931226700628/
Fumar pode piorar sintomas de síndrome pré-menstrual
A Dra. Elizabeth R. Bertone-Johnson, da Universidade de Massachusetts, em Amherst, revelou à Reuters Health que as descobertas fornecem mais evidências à ideia de que fumar aumenta o risco de síndrome pré-menstrual moderada a grave. Além disso, fornecem ainda mais uma razão para as mulheres, especialmente as adolescentes e as mulheres jovens, não fumarem.
Cerca de 20 por cento das mulheres sofrem de SPM suficientemente grave para afectar os seus relacionamentos e interferir com as suas actividades normais, segundo o que os investigadores relataram na “American Journal of Epidemiology”.
Tem-se demonstrado que fumar afecta os níveis de diversas hormonas e vários estudos, que analisaram a relação entre a SPM e fumar, têm sugerido que as mulheres que sofrem da síndrome têm mais probabilidade de serem fumadoras.
Os investigadores, para averiguar melhor esta relação, analisaram dados de um estudo que tem seguido 116.678 enfermeiras dos Estados Unidos desde 1989.
As mulheres que eram fumadoras tinham uma probabilidade 2,1 vezes maior de relatar SPM do que as não fumadoras, num período de dois a quatro anos. O risco aumentava com a quantidade que as mulheres fumavam, sendo que aquelas que começaram a fumar na adolescência ou na juventude estavam ainda mais em risco. Por exemplo, aquelas que começaram a fumar antes dos 15 anos tinham 2,53 vezes mais probabilidade de desenvolver síndrome pré-menstrual.
A Dra. Bertone-Johnson referiu ainda que estudos anteriores sugerem que fumar pode alterar os níveis de estrogénio, progesterona, testosterona, e outras hormonas, muitas das quais podem estar envolvidas no desenvolvimento da SPM. Alguns estudos demonstraram também que as fumadoras têm ciclo menstruais mais curtos e mais irregulares do que as não fumadoras.
Fumar pode também reduzir os níveis de vitamina D no organismo, o que também pode aumentar o risco de desenvolver síndrome pré-menstrual.
Isabel Marques
Fontes:
www.reuters.com/article/healthNews/idUSTRE4AE0RP20081115
sexta-feira, 14 de novembro de 2008
Cancro do pulmão: Avastin prolonga sobrevivência dos pacientes com a doença
O teste, realizado de forma aleatória, contou com a presença de 878 pacientes com cancro do pulmão de não-pequenas células em estado avançado ou recorrente. Segundo os dados do estudo, a combinação do medicamento com quimioterapia apresentava uma probabilidade 45% superior de haver um aumento do tempo de sobrevivência dos pacientes, comparativamente à quimioterapia só por si. Em dados temporais, a combinação apresentava uma média de 14,2 meses, comparativamente a 10,3 meses da quimioterapia.
O Avastin gerou receitas no valor de 3,4 mil milhões de dólares em 2007.
Pedro Santos
Fonte: http://www.firstwordplus.com/Fws.do?articleid=3000B5EF736F40E7B02166F4E1732D36
quinta-feira, 13 de novembro de 2008
Suplementos de cálcio e vitamina D não reduzem risco de cancro da mama
No estudo “Women's Health Initiative”, 36.282 participantes receberam aleatoriamente 1.000 miligramas de cálcio mais 400 unidades internacionais (UI) de vitamina D ou placebo diariamente, durante sete anos, para determinar os efeitos destes suplementos nas fracturas de anca. O efeito dos suplementos no cancro da mama invasivo foi o objectivo secundário do estudo. Foram realizados exames e mamografias regularmente durante o período de seguimento.
O número de pacientes que desenvolveu cancro da mama invasivo no grupo dos suplementos não foi significativamente diferente do número do grupo do placebo: 528 versus 546.
Os investigadores analisaram os níveis iniciais de 25-hidroxivitamina D em 1.067 mulheres que desenvolveram cancro da mama e em 1.067 que não desenvolveram a doença, de modo a analisar o impacto dos níveis de 25-hidroxivitamina D, a medida mais precisa dos níveis de vitamina D no organismo.
Entre as mulheres que desenvolveram cancro da mama invasivo, os níveis de 25-hidroxivitamina D eram semelhantes, assim como no grupo de controlo. Após os dados terem sido ajustados para variações de peso e níveis de actividade física, os autores não descobriram qualquer correlação entre os níveis de 25-hidroxivitamina D e o risco de cancro da mama.
De acordo com o investigador principal, o Dr. Rowan T. Chlebowski, da Universidade da Califórnia, em Los Angeles, as descobertas de estudos observacionais têm relacionado níveis elevados de cálcio e vitamina D a um menor risco de cancro da mama, mas até agora este tópico ainda não tinha sido abordado num tipo de ensaio diferente.
Isabel Marques
Fontes:
www.reuters.com/article/healthNews/idUSTRE4AB06A20081112
Maioria das pessoas com hipertensão na Europa não está controlada
O Professor Franco Cappuccio, da Faculdade de Medicina da Universidade de Warwick, em Inglaterra, liderou a única equipa britânica num estudo europeu que examinou a consciencialização, tratamento e controlo da pressão sanguínea elevada. A hipertensão é uma causa significativa de ataques cardíacos e acidentes vasculares cerebrais (AVC).
O estudo, publicado na “Journal of Hypertension”, examinou 1.604 indivíduos de três áreas geográficas: Londres, Limburg (Bélgica) e Abruzzo (Itália). Todos os participantes foram submetidos a exames médicos, incluindo a medição da pressão sanguínea, e responderam a um questionário sobre estilo de vida e saúde.
O estudo descobriu que, no total, 24 por cento dos participantes tinham pressão sanguínea elevada e que destes 56 por cento não estavam a par da sua condição. Dos que estavam cientes, menos de metade tinha a pressão sanguínea sob controlo, abaixo dos 140 mmHg para a pressão sanguínea sistólica e 80 mmHg para a diastólica.
Os resultados demonstram que a pressão sanguínea elevada é um problema alarmante para a Europa.
A hipertensão arterial é, geralmente, uma afecção sem sintomas, na qual a elevação anormal da pressão dentro das artérias aumenta o risco de perturbações como o AVC, a ruptura de um aneurisma, uma insuficiência cardíaca, um enfarte do miocárdio e lesões do rim.
A pressão arterial elevada define-se como uma pressão sistólica em repouso superior ou igual a 140 mmHg, uma pressão diastólica em repouso superior ou igual a 90 mmHg, ou a combinação de ambas. Na hipertensão, geralmente, tanto a pressão sistólica como a diastólica estão elevadas.
Isabel Marques
Fontes:
www.upi.com/Health_News/2008/11/13/Most_hypertension_in_Europe_not_controlled/UPI-44201226594149/
www.manualmerck.net/?url=/artigos/%3Fid%3D51
Psoríase: Alimentação e estilos de vida saudáveis ajudam a controlar sintomas da doença
Assim, uma dieta rica em frutas, cereais e óleos vegetais é essencial para o controlo da psoríase, uma doença crónica de pele que afecta cerca de 250 mil Portugueses. Pelo contrário, o consumo de gorduras saturadas (presentes nas carnes vermelhas) e a ingestão de álcool em excesso podem levar à acumulação de toxinas, e consequentemente ao surgimento de crises da doença.
Estudos previamente desenvolvidos já haviam referido que alimentos como salmão, sardinhas, cenouras e brócolos, ricos em antioxidantes, beta-caroteno, ácido fólico, ómega-3 e zinco, reforçam o sistema imunitário e evitam a acumulação de toxinas, ajudando no controlo efectivo da doença.
"Na edição deste ano, a PSOPortugal pretendeu alertar para as dificuldades que os doentes têm que ultrapassar diariamente, desde os cuidados com a alimentação até às opções terapêuticas que estão disponíveis em Portugal", afirmou João Cunha, presidente da PSOPortugal.
Renata Ramalho, nutricionista e professora da Faculdade de Medicina do Porto, expressou igualmente a sua opinião, sublinhando a importância daquilo que ingerimos e no reflexo que acarreta na saúde da nossa pele, daí a alimentação ter uma importância tão grande nos doentes de psoríase. "Apesar de a alimentação ser fundamental para a doença, não se pode assumir a existência de uma dieta milagrosa. Alguns alimentos, em especial peixes gordos e óleos de peixe, naturalmente ricos em ácidos gordos polisaturados, ajudam no alívio dos sintomas", afirmou.
Relativamente ao tema "Opções de um doente de psoríase: da terapêutica à alimentação", o encontro contou ainda com a participação do dermatologista Osvaldo Correia.
Segundo o especialista, em relação aos tratamentos existem actualmente terapêuticas gerais eficazes, que devem ser adequadas a cada caso e que permitem "adormecer" o processo inflamatório, melhorando a qualidade de vida dos doentes de psoríase.
É assim com o objectivo de ajudar os doentes a viver melhor com a sua doença que a PSOPortugal, Associação Portuguesa da Psoríase, em parceria com a Academia das Emoções, disponibiliza na sua sede em Lisboa consultas de apoio psicoterapêutico para os doentes e seus familiares.
"Para além das consultas de Psicologia Clínica e Psicologia Educacional, a PSOPortugal terá ainda um departamento de Formação e Consultoria, que vai permitir o desenvolvimento e qualificação científica da investigação psicológica dos doentes, e ateliês de ocupação dos tempos livres", referiu ainda João Cunha, presidente da associação.
Pedro Santos
Ouvir música faz bem ao coração
Michael Miller, investigador principal deste estudo, afirma que a música era seleccionada pelos participantes porque os fazia sentir bem, dilatando os tecidos nos vasos sanguíneos, e por consequência, melhorava a circulação do sangue. Esta resposta saudável é bastante semelhante ao que foi constatado em estudos sobre os efeitos do riso no organismo.
No entanto, quando os participantes escolhiam músicas que eles próprios consideravam como “stressantes”, tinha uma resposta contrária, reduzindo os vasos sanguíneos e, por consequência, a corrente sanguínea.
Dez participantes saudáveis tomaram parte neste estudo, 70% dos quais era do sexo masculino, e com uma média de idades de 36 anos. Os investigadores utilizaram um teste de dilatação dos vasos sanguíneos de forma a medir a resposta destes consoante a corrente sanguínea.
O estudo concluiu que, comparativamente aos dados base, o diâmetro dos vasos sanguíneos aumentava 26% durante a fase onde os participantes ouviam uma música da sua preferência, e reduzia em 6% quando ouviam músicas consideradas por eles como “stressantes”.
Pedro Santos
http://www.upi.com/Health_News/2008/11/12/Listening_to_music_can_be_good_for_heart/UPI-27381226516669/
HIV: Cientistas criam "células assassinas" para combater a doença
Segundo o estudo publicado na revista Nature Medicine, as células do sistema imunológico podem prender-se ao HIV mesmo depois deste sofrer uma mutação para tentar "despistá-las".
Os cientistas afirmam ter conseguido neutralizar um dos mecanismos de defesa do vírus, talvez um dos mais bem sucedidos no que concerne ao desenvolvimento da doença, que é a sua capacidade de mutação rápida. Os investigadores esperam agora que este estudo venha a conduzir, de forma eficaz, a novas formas de combater a infecção do vírus HIV.
A maioria dos tipos de vírus pode ser combatida pelas próprias defesas do organismo, grande parte devido às "células-T assassinas", que aprendem a reconhecer o invasor e a eliminá-lo.
No entanto, o poder do HIV deve-se à sua capacidade de sofrer mutações rapidamente para fugir da detecção e da destruição.
"Quando o organismo fica infectado com HIV, o sistema imunológico não sabe o que o vírus vai fazer - mas nós sabemos", afirmou Andrew Sewell, imunologista da Universidade de Cardiff, que liderou o estudo.
"Diante das células assassinas que criamos, o vírus vai morrer ou ser forçado a mudar o seu "disfarce" de novo, enfraquecendo-se no caminho", acrescentou Sewell.
Pedro Santos
Fonte: http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2008/11/081110_celulasassassinas.shtml
quarta-feira, 12 de novembro de 2008
Aliscireno eficaz em pacientes mais velhos com hipertensão
O fármaco aliscireno, para a hipertensão, comercializado como Rasilez, Tekturna, Enviage, Riprazo e Sprimeo, reduziu significativamente melhor a pressão sanguínea em pacientes com 65 anos ou mais do que o ramipril.
Os dados do ensaio, apresentados no encontro da Associação Americana do Coração, demonstraram que o aliscireno proporcionou uma redução adicional da pressão sanguínea sistólica de 2,3 milímetros de mercúrio (mmHg), em comparação com o ramipril, após 12 semanas de tratamento.
O estudo, que envolveu 900 pacientes com hipertensão sistólica com 65 anos ou mais, demonstrou que o aliscireno (150mg diariamente aumentados para 300mg diariamente) baixou a pressão sanguínea sistólica em 13,6 mmHg, em comparação com uma redução de 11, 3 mmHg nos pacientes a tomar ramipril (5mg diariamente aumentados para 10mg diariamente), após 12 semanas.
Também foi atingida uma maior redução da pressão sanguínea diastólica com o aliscireno, após as 12 semanas de tratamento, comparativamente ao ramipril. No estudo, o aliscireno foi bem tolerado.
O aliscireno pertence a uma nova classe de medicamentos denominada inibidores da renina. O aliscireno ajuda a baixar a pressão arterial. Os inibidores da renina reduzem a quantidade de angiotensina II que o organismo pode produzir. A angiotensina II provoca constrição dos vasos sanguíneos, o que aumenta a pressão arterial. Reduzindo a quantidade de angiotensina II facilita-se o relaxamento dos vasos sanguíneos o que reduz a pressão arterial.
O ramipril, é um medicamento anti-hipertensor pertencente à classe dos inibidores da ECA (enzima de conversão da angiotensina), actua na angiotensina para regular a pressão sanguínea.
A hipertensão arterial aumenta a sobrecarga do coração e artérias. Se mantida durante um período prolongado, pode danificar os vasos sanguíneos no cérebro, coração e rins, e pode resultar em acidente vascular cerebral (AVC), insuficiência cardíaca, enfarte do miocárdio (ataque cardíaco) ou insuficiência renal. Reduzir a pressão arterial para valores normais reduz o risco de desenvolvimento destas doenças.
Isabel Marques
Fontes:
www.reuters.com/article/healthNews/idUSTRE4AA5HZ20081111
www.tradingmarkets.com/.site/news/Stock%20News/2017120/
www.emea.europa.eu/humandocs/PDFs/EPAR/rasilez/H-780-PI-pt.pdf
Tem uma consulta médica? Prepare-a com antecedência
Para tirar o máximo partido da próxima visita ao médico é importante ir preparado, ser proactivo e agradavelmente assertivo, segundo a opinião do Dr. Michael Pignone, chefe de medicina interna geral da Universidade da Carolina do Norte. Segundo o Dr. Pignone, deve-se ter um registo, onde se anotam os problemas que precisam de ser abordados. Se não se for preparado, existe a possibilidade de se esquecer de alguma coisa. Além disso, ajuda bastante o médico se o paciente conseguir fazer um resumo rápido dos motivos da consulta.
É ainda importante pôr os médicos a par dos valores e do estilo de vida. Normalmente não é algo que os pacientes pensem, mas não faz sentido concordar com um plano de tratamento que não se pensa cumprir.
Isabel Marques
Fontes:
www.reuters.com/article/healthNews/idUSTRE4AA6DW20081111
Philips desenvolve “comprimido inteligente”
O grupo holandês Philips desenvolveu um “comprimido inteligente”, que contém um microprocessador, uma bateria, um rádio wireless, uma bomba e um reservatório para o fármaco, para libertar a medicação numa área específica do organismo.A Philips, um dos maiores fabricantes a nível mundial de equipamento hospitalar, referiu que a cápsula, denominada "iPill", mede a acidez com um sensor, de modo a determinar a sua localização no intestino e poder assim libertar os fármacos onde estes são necessários.
O transporte de fármacos directamente na localização da doença no tratamento de distúrbios do tracto digestivo, como a Doença de Crohn, pode significar a possibilidade das dosagens serem mais baixas, reduzindo assim os efeitos secundários.
Embora já sejam utilizadas cápsulas que contêm câmaras em miniatura, como ferramentas de diagnóstico, estas ainda não possuem a capacidade de transportar fármacos.
A "iPill" consegue também medir a temperatura local e relatá-la via wireless para um receptor externo.
De acordo com Philips, a "iPill" é um protótipo, mas está pronto para ser fabricado em série. A companhia planeia apresentar a "iPill" no encontro anual da Associação Americana de Cientistas Farmacêuticos, em Atlanta, ainda este mês.
Isabel Marques
Fontes:
www.reuters.com/article/healthNews/idUSTRE4AA52V20081111
Insuficiência cardíaca: Avapro não atinge objectivos
O estudo foi apresentado nas sessões científicas da American Heart Association.
A pesquisa envolveu 4128 pacientes com pelo menos 60 anos de idade, e que tinham tido insuficiência cardíaca e fracção de ejecção de 45% no mínimo. Eles foram administrados, de forma aleatória, com o fármaco Avapro ou com o placebo.
Após um estudo de acompanhamento de quase 50 meses, os casos de hospitalização ou morte em pacientes administrados com Avapro ocorreram em 36% dos pacientes, contra 37% no grupo do placebo. De acordo com os investigadores, trata-se de uma diferença que em termos estatísticos não se pode considerar como significativa.
O Avapro encontra-se actualmente aprovado em solo norte-americano para o tratamento da hipertensão e casos de nefropatia diabética.
Pedro Santos
http://www.firstwordplus.com/Fws.do?articleid=DD18CD44363540DFB444BDA055559482
Estudo: Aspirina não ajuda a prevenir risco cardíaco em diabéticos
Um estudo revelou que a toma de uma aspirina por dia não parece ajudar a reduzir o risco de eventos cardiovasculares em pacientes diabéticos de meia-idade. O Dr. Hisao Ogawa, da Universidade Kumamoto, no Japão, e colegas revelaram que a aspirina não reduziu significativamente a combinação de eventos coronários fatais e de eventos cerebrovasculares fatais.
www.upi.com/Health_News/2008/11/11/Aspirin_doesnt_cut_diabetics_heart_risk/UPI-26451226449828/
Reciclagem de resíduos de embalagens de medicamentos em estudo
Para além dos requisitos técnicos que já são exigíveis em tapetes de triagem standard, uma instalação de triagem de resíduos de embalagens de medicamentos fora de uso deve ter em atenção aspectos de segurança relacionados com o tipo de produtos recolhidos, de forma a eliminar a possibilidade de utilização indevida de embalagens com restos de medicamentos, garantindo ainda a higiene, saúde e segurança dos operadores expostos ao manuseamento dos mesmos.
A triagem tem sido sempre uma preocupação da VALORMED, tendo a mesma atribuído recentemente, com o alto patrocínio da Universidade Nova de Lisboa, o Prémio VALORMED/Investigação ao serviço de utilização comum dos hospitais (SUCH), pela apresentação de um projecto de triagem, reciclagem e valorização dos resíduos de embalagens e de medicamentos fora de uso.
“No decurso das reuniões mensais mantidas com a Agência Portuguesa do Ambiente tem a VALORMED informado a Tutela sobre a evolução dos nossos Projectos, sempre com o objectivo de cumprimento das obrigações expressas na Licença”, pode ler-se em comunicado da associação.
O sistema de gestão integrado de resíduos de embalagens e medicamentos fora de uso é um sistema inovador a nível europeu, tendo sido criado em Portugal por todos os parceiros do sector do medicamento, expressando com este Projecto as suas preocupações pelo impacto ambiental deste tipo de resíduos.
Recorde-se também que a 22 de Outubro foi entregue à Quercus um estudo sobre este tema de triagem e reciclagem de embalagens de medicamentos, estando a VALORMED a aguardar o parecer técnico da Quercus como complemento a outros estudos em curso.
Pedro Santos
Fonte: comunicado da VALORMED
Níveis de Vitamina D devem ser avaliados
Segundo Joseph Levy, director do The Vitamin D Society, afirmou que há muito que é sabido que a vitamina D desempenha um papel importante na absorção de cálcio no organismo, mas esta vitamina também actua na prevenção de mais de 30 tipos de cancros, bem como doença coronária, esclerose múltipla, osteoporose, entre outras doenças.
“O que é claro, embora incompreendido, é que o consumo de vitamina D não é o que é importante. O nível sanguíneo de vitamina D é que é a chave”, afirmou Levy.
O grupo canadiano sugere o consumo de 1000 UI (unidades internacionais) de vitamina D diariamente.
“Este valor não significa nada a não ser que os níveis de vitamina D no sangue sejam elevados ao adequado”, acrescentou Levy. “Tal como as pessoas sabem dos seus níveis de colesterol, elas também devem saber os níveis de vitamina D no sangue”, concluiu.
Pedro Santos
http://www.redorbit.com/news/health/1597307/vitamin_d_levels_should_be_checked/index.html
Como pode a obesidade danificar o coração?
O Professor Tadeusz Malinski e colegas observaram como os níveis elevados de leptina, uma hormona peptídica produzida pelas células gordas que ajuda a regular o peso corporal, podem criar no organismo uma série de alterações bioquímicas prejudiciais.
Um excesso de gordura no organismo pode produzir demasiada quantidade da hormona que, por sua vez, pode reduzir os níveis de óxido nítrico biodisponível. O óxido nítrico, produzido pelas células endoteliais, sustenta a função cardiovascular saudável ao relaxar os vasos sanguíneos e ao manter um bom fluxo sanguíneo.
O Professor Malinski descobriu que os níveis elevados de leptina estimulam uma maior produção de superóxido que reage com o óxido nítrico criando peroxinitrito, uma molécula muito tóxica que pode ter impacto na replicação do ADN e danificar as células endoteliais no sistema vascular.
O estudo, que examinou o processo em células humanas singulares e também em ratos obesos, foi publicado na revista científica “Heart and Circulatory Physiology” da “American Journal of Physiology”.
Isabel Marques
Fontes:
www.upi.com/Health_News/2008/11/11/How_obesity_can_harm_the_heart/UPI-72061226437592/
Vitaminas e magnésio podem ajudar a prevenir perda de audição
Investigadores norte-americanos sugerem que um cocktail de vitaminas e do mineral magnésio pode ser promissor como uma possível forma de prevenir a perda auditiva provocada por ruídos fortes.Os investigadores, do Instituto de Investigação da Audição Kresge da Universidade do Michigan, revelaram que os nutrientes foram bem sucedidos em testes de laboratório. Em porquinhos-da-índia, a combinação de quatro micronutrientes bloqueou cerca de 80 por cento dos danos induzidos por ruído. Os micronutrientes estão agora a ser testados em humanos.
A combinação de vitaminas A, C e E mais magnésio, denominada AuraQuell, é administrada em forma de comprimido, estando delineada para ser tomada antes de uma pessoa ser exposta a ruídos fortes.
De acordo com o Dr. Glenn E. Green, do Sistema de Saúde da Universidade do Michigan, a prevenção da perda auditiva induzida por ruído é fundamental. Quando não é possível prevenir a perda de audição devido a ruído, através de programas de detecção e utilização de protecção para os ouvidos, então é realmente necessário arranjar uma forma de proteger as pessoas que mesmo assim vão ser exposta a ruídos.
Isabel Marques
Fontes:
www.upi.com/Health_News/2008/11/11/Vitamins_magnesium_may_avoid_hearing_loss/UPI-54751226443301/