quinta-feira, 20 de novembro de 2008
Sida: Cientistas testam pílula de prevenção à doença
Este tratamento, denominado por profilaxia pré-exposição (PrEP na sigla inglesa), apenas prevê que os pacientes tomem uma pílula.
Apesar de não ter ainda uma eficácia comprovada através de testes clínicos, o tratamento já é receitado por alguns médicos para um número reduzido de pessoas. Segundo a revista New Scientist, é provável que o fármaco apresente apenas um efeito modesto, reduzindo o risco de contaminação para cerca de dois terços.
O tratamento incluiu medicamentos já utilizados no combate à doença, como o Tenofovir e o Truvada (que contém o mesmo princípio activo do primeiro medicamento), e também um outro medicamento chamado emtricitabina.
Esta terapia preventiva tem vindo a ser alvo de vários testes, sendo que os primeiros resultados devem ser divulgados já em 2009.
Segundo o artigo da New Scientist, pesquisas com animais sugerem que os dois medicamentos bloqueiam a infecção pelo HIV, sendo que o Truvada revelou-se um pouco mais eficaz.
O grau de protecção oferecido pelos dois medicamentos depende ainda de alguns factores, como a dose administrada, mas em alguns casos, segundo a revista, o Truvada bloqueou completamente a transmissão da doença.
Pedro Santos
http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2008/11/081119_aidspilulateste.shtml
quarta-feira, 19 de novembro de 2008
Estudo revela que Avastin pode aumentar risco de tromboembolismo venoso
Resultados de uma meta-análise sugerem que o fármaco oncológico Avastin (bevacizumab), da Genentech e da Roche Holding AG, aumenta significativamente o risco de desenvolver tromboembolismo venoso (TEV).Os investigadores analisaram dados de 15 ensaios aleatórios, envolvendo um total de 7.956 pacientes com diversos tumores sólidos avançados, e descobriram que o risco de desenvolver tromboembolismo venoso era 33 por cento mais elevado nos pacientes que receberam Avastin, em comparação com aqueles que não receberam o fármaco.
As descobertas, publicadas na revista científica “Journal of the American Medical Association” (JAMA), demonstraram que, entre os pacientes com cancro, aqueles em regime de quimioterapia tinham 10 por cento de probabilidade de desenvolver TEV, enquanto aqueles que receberam Avastin tinham uma probabilidade de 13 por cento.
Relativamente aos resultados, a porta-voz da Genentech, Charlotte Arnold, referiu que este não é um novo sinal de segurança para o Avastin, sendo que o risco é referenciado na secção de efeitos adversas do folheto. Actualmente, o folheto do Avastin contém um aviso relativamente à possibilidade de ocorrerem coágulos sanguíneos nas artérias e refere que algumas pessoas a tomar Avastin e quimioterapia desenvolveram tromboembolismo venoso.
Por outro lado, o autor do estudo, o Dr. Shenhong Wu, da Universidade Stony Brook, em Nova Iorque, sugeriu que os resultados podem justificar uma advertência destacada, visto tratar-se de eventos clinicamente significativos, e sendo que, de outra forma, mais ninguém ficará a saber que o fármaco está a provocar este problema.
Isabel Marques
Fontes:
www.firstwordplus.com/Fws.do?articleid=76051CBEE6024AE8B9FFA4BFDA5672E7
Óleo de canola pode ajudar a reduzir risco de cancro para grávidas e bebés
Os investigadores descobriram que ratos fêmea alimentadas com óleo de canola, enquanto grávidas, tinham menos probabilidade de desenvolver cancro da mama, assim como as suas crias por nascer, do que os ratos alimentados com óleo de milho.
De acordo com o que os investigadores revelaram no encontro da Associação Americana para a Pesquisa do Cancro, as descobertas possivelmente devem-se aos ácidos gordos Ómega-6. Algumas investigações têm relacionado quantidades elevadas de ácidos gordos Ómega-6 a problemas de saúde, incluindo cancro.
No óleo de milho, 50 por cento dos ácidos gordos são Ómega-6, enquanto que no óleo de canola apenas 20 por cento o são. Além disso, o óleo de canola é muito mais rico em ácidos gordos Ómega-3, que estão relacionados com benefícios para o coração e cancro, em comparação com o óleo de milho.
A Dra. Elaine Hardman e colegas, da Faculdade de Medicina da Universidade Marshall, na Virgínia Ocidental, testaram ratos modificados geneticamente para desenvolverem cancro no início da vida.
Aqueles que receberam uma dieta rica em óleo de canola foram mais lentos a desenvolver cancro do que os que receberam óleo de milho, assim como as suas crias.
A Dra. Hardman referiu que ao observar-se um retardamento no desenvolvimento do cancro nos ratos, se espera que isso também se traduza num retardamento no desenvolvimento do cancro em humanos.
A investigadora acrescentou que a mensagem principal para as pessoas é que esta é uma alteração alimentar que pode ser muito fácil de fazer, sendo que não custa dinheiro e pode ajudar a prevenir o cancro no futuro, sublinhando que, na pior das hipóteses, não fará qualquer mal.
Isabel Marques
Fontes:
www.reutershealth.com/archive/2008/11/18/eline/links/20081118elin021.html
Fármacos antidiabéticos podem ajudar a diminuir risco de cancro da próstata
O Dr. Teemu J. Murtola e colegas referiram, na “American Journal of Epidemiology”, que estudos recentes têm relatado uma diminuição do risco de cancro da próstata nos homens diabéticos, embora as evidências sejam controversas. Actualmente, não é claro se a utilização de medicação antidiabética afecta a associação entre a diabetes e o cancro da próstata.
Os investigadores estudaram um grupo de homens diagnosticados com cancro da próstata e um grupo de controlo com homens sem cancro da próstata, num total de 24.723 pares caso-controlo.
Os fármacos orais para a diabetes foram utilizados por 7,5 por cento dos homens com cancro da próstata e por 8,4 por centos dos de controlo. A prevalência de utilização de insulina foi de 2,5 por cento nos pacientes com cancro e de 3 por cento nos controlos.
A equipa de investigadores descobriu que os homens que tinham historial de tomar qualquer medicação para a diabetes tinham um risco 16 por cento menor de cancro da próstata.
A diminuição do risco foi comparável para todos os fármacos anti-diabéticos, incluindo metformina, sulfonilureias e insulina.
Os investigadores descobriram ainda que o risco geral, assim como o risco de cancro da próstata avançado, diminuiu com a quantidade e duração da utilização da medicação.
De acordo com os investigadores, o mecanismo potencial por detrás da diminuição do risco de cancro da próstata nos homens diabéticos é, actualmente, incerto. Muito provavelmente, as alterações no metabolismo da hormona endógena que ocorrem na diabetes têm um papel importante.
Isabel Marques
Fontes:
www.reutershealth.com/archive/2008/11/18/eline/links/20081118elin034.html
Mulheres obesas sofrem mais com stress
O estudo, que foi realizado por uma equipa do Departamento de Psiquiatria da Universidade de Connecticut, nos Estados Unidos, foi publicado na revista académica Preventive Medicine, analisou 41217 adultos.
Os resultados demonstraram que as mulheres que têm peso acima da média têm uma probabilidade superior de perder o emprego, ser vítimas de crime, cometer crimes ou enfrentar problemas financeiros.
De acordo com os investigadores, estas mulheres aparentam sofrer mais, especialmente no trabalho, onde se sentem mais discriminadas do que os colegas do sexo masculino que também têm peso acima da média.
Os cientistas afirmam que existem alguns factores que podem explicar esta ligação entre o peso e eventos stressantes. A discriminação, por exemplo, pode levar a uma baixa auto-estima, fazendo com que as pessoas afectadas não lutem pelos seus direitos, perdendo hipóteses de serem promovidas.
O estudo classificou os participantes segundo o seu Índice de Massa Corporal (IMC) em pessoas acima do peso, obesas ou extremamente obesas.
Quando indivíduos obesos ou extremamente obesos foram avaliados, as probabilidades de surgirem eventos stressantes foram maiores, tanto entre mulheres como nos homens, em comparação com pessoas de peso considerado normal.
Pedro Santos
http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2008/11/081119_obesidadestress_mp.shtml
Hospitais públicos devem 740 milhões de euros à Indústria Farmacêutica
A Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica (APIFARMA) adiantou que a dívida deve rondar os 500 milhões de euros, valor que corresponde a 60% do total das dívidas vencidas, segundo Humberto Costa, secretário-geral da APORMED.
O responsável denunciou o Hospital de Setúbal como um dos principais devedores, dado que o atraso no prazo de pagamento atinge os 816 dias.
A ministra Ana Jorge tem vindo a salientar que o fundo aprovado pelo Governo, para o pagamento aos fornecedores, diz respeito às dívidas vencidas.
Segundo os números avançados por Francisco Ramos, secretário de Estado Adjunto e da Saúde, as dívidas ascendem a mil milhões de euros e as disponibilidades dos hospitais rondam os 850 milhões de euros.
Pedro Santos
http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?article=372819&visual=26&tema=1
terça-feira, 18 de novembro de 2008
Reguladores alertam para potenciais riscos de fármaco injectável para bronzear
O fármaco denominado Melanotan, que está disponível apenas na Internet, produz um bronzeamento ao estimular a quantidade de melanina, a protecção natural do corpo contra o sol.
Contudo, o produto não está licenciado e não foram conduzidos testes de efectividade, qualidade ou segurança, para se saber quais os possíveis efeitos secundários ou quão graves estes podem ser, segundo revelou a Agência Reguladora de Medicamentos e Produtos de Saúde do Reino Unido (MHRA, sigla em inglês).
David Carter, da MHRA, referiu que se estão a alertar as pessoas para não utilizarem este produto, e que estas não devem ser enganadas pensando que o Melanotan oferece um atalho para um bronzeado mais seguro e uniforme.
Carter acrescentou que a segurança destes produtos é desconhecida e que estes não estão licenciados, sendo que os efeitos secundários podem ser extremamente graves.
As vendas ilícitas de medicamentos na Internet são um problema em crescimento, uma vez que muitos destes produtos são falsificações de qualidade duvidosa e são potencialmente perigosos.
Na semana passada, numa operação conjunta, autoridades de nove países, incluindo Grã-Bretanha, Alemanha, Irlanda, Suiça, Israel, Nova Zelândia, Singapura, Canadá e os Estados Unidos, fizeram buscas a negócios suspeitos de fornecerem ilegalmente medicamentos na Internet.
Cancro da mama: Terapia de grupo pode ajudar a melhorar sobrevivência
A ideia de que este tipo de terapia possa estender a sobrevivência de pacientes com cancro tem sido controversa, nas últimas duas décadas, tendo estudos anteriores revelado resultados contraditórios.
Os investigadores, liderados pela Dra. Barbara Andersen, da Universidade Estatal do Ohio, estudaram 227 mulheres com cancro da mama, tendo cerca de metade seguido durante um ano terapia em grupos de oito a 12 pacientes, enquanto as restantes não o fizeram.
Após 11 anos, as mulheres que participaram na terapia de grupo tinham menos 56 por cento probabilidade de morrer de cancro da mama e tinham menos 45 por cento probabilidade do cancro voltar.
A Dra. Andersen referiu que as sessões de grupo, entre outras coisas, direccionaram-se para a redução das preocupações das mulheres, ensiná-las a relaxar e a melhorar as capacidades de lidar com a situação, a melhorar a dieta alimentar e os hábitos de exercício físico, e para desencorajar o tabaco e as bebidas alcoólicas.
Os investigadores revelaram, na revista científica “Cancer", que a melhoria da sobrevivência pode dever-se a uma melhor função imunitária devido à redução do stress.
A psicóloga Lois Friedman, do Centro de Cancro de Ireland, em Cleveland, referiu que existem evidências claras de que tais intervenções psicológicas podem melhorar o humor e a qualidade de vida, ajudar na aderência aos regimes terapêuticos e a melhorar o bem-estar geral.
Isabel Marques
Fontes:
www.reuters.com/article/healthNews/idUSTRE4AG0SU20081117?sp=true
Fármacos para a leucemia podem ser benéficos para diabetes tipo 1
Ambos os fármacos actuaram ao deprimir os sistemas imunitários dos ratos, que mantiveram os níveis de açúcar no sangue normais, mesmo depois do tratamento ter terminado.
De acordo com o Dr. Jeffrey Bluestone, da Universidade da Califórnia, em São Francisco, existem muito poucos fármacos para tratar a diabetes tipo 1, especialmente após o início da doença, por isso, este benefício, com um fármaco que já demonstrou ser seguro e efectivo em pacientes com cancro, é muito promissor.
O Dr. Bluestone referiu que o facto dos ratos tratados terem mantido os níveis de glicose no sangue normais, durante algum tempo após o final do tratamento, sugere que o imatinib e o sunitinib podem estar a “reprogramar” os sistemas imunitários de forma permanente.
Os investigadores testaram os fármacos em ratos com predisposição para a diabetes e descobriram que os medicamentos impediram que estes desenvolvessem a doença.
No estudo, publicado na “Proceedings of the National Academy of Sciences”, os fármacos também foram testados em ratos com diabetes, tendo demonstrado que o imatinib e o sunitinib colocaram a doença em remissão em 80 por cento dos animais, após apenas oito a 10 semanas de tratamento.
Segundo outro investigador, o Dr. Arthur Weiss, este estudo revela uma nova área de investigação no campo da diabetes tipo 1 e, mais importante, revela oportunidades entusiasmantes para o desenvolvimento de novas terapias para tratar esta doença e outras doenças auto-imunes.
A diabetes tipo 1, também denominada diabetes juvenil, é uma doença auto-imune provocada pela destruição das células produtoras de insulina no pâncreas, sendo diferente da diabetes tipo 2, que está relacionada com a obesidade, alimentação desequilibrada e falta de exercício físico.
Isabel Marques
Fontes:
www.reuters.com/article/healthNews/idUSTRE4AG78H20081117
Minerais podem reduzir risco de cancro do cólon
A suplementação de cálcio já havia demonstrado que actuava ao nível da inibição de carciogénese colo-rectal, embora elevadas doses possam simultaneamente prevenir a absorção de magnésio no organismo. Elevadas quantidades de magnésio foram também associadas ao risco reduzido de cancro colo-rectal.
“Se os níveis de cálcio estivessem envolvidos individualmente, esperaríamos uma reacção oposta. Mas talvez exista qualquer coisa quando estes factores são combinados”, afirmou Qi Dai.
A equipa de cientistas afirmou que é necessário prosseguir com estes estudos, suspeitando que o consumo de cálcio apenas possa proteger contra o cancro colo-rectal com a presença de magnésio.
Pedro Santos
http://www.upi.com/Health_News/2008/11/18/Minerals_may_reduce_colon_cancer_risk/UPI-30301226984416/
Vício em nicotina ligado ao autismo
Segundo Rene Anand, investigador norte-americano da Universidade de Ohio, esta descoberta vem levar a uma especulação de que os fármacos utilizados para “anular” a adição à nicotina podem também servir com uma base potencial para terapias indicadas para sintomas de autismo.
Os investigadores identificaram uma proteína desenvolvida pelo gene neurexin-1, que está localizado nas células cerebrais e assiste na conexão de neurónios no sistema de comunicação química no cérebro. Esta proteína actua como “chamariz” para outra proteína, um tipo específico de receptor nicotínico, para as sinapses, onde o receptor desempenha um papel de ajuda aos neurónios na comunicação de sinais entre eles, bem como para o resto do corpo.
Esta função é importante no autismo porque estudos previamente desenvolvidos haviam demonstrado que as pessoas que sofrem de autismo têm falta destes receptores nicotínico nos seus cérebros. Os cientistas sabem também que as pessoas que têm vício de nicotina têm demasiados destes receptores nos seus cérebros.
Pedro Santos
http://www.upi.com/Health_News/2008/11/17/Nicotine_addiction_and_autism_linked/UPI-68581226943889/
Sida: Médicos acreditam ter curado a doença com um transplante de medula
Segundo os investigadores alemães, o homem que sofria de leucemia e Sida não apresentava quaisquer sintomas de ambas as doenças após o transplante, realizado há dois anos, um sinal bastante positivo no que concerne aos estudos de terapias genéticas no tratamento da doença.
“Mais de 20 meses depois do transplante bem sucedido, nenhum HIV foi detectado no paciente”, pode ler-se no comunicado revelado à imprensa.
No entanto, os médicos têm receio que o vírus ainda possa voltar, mesmo apesar dos testes.
“Nós fizemos todos os testes, não apenas de sangue, mas também de outros tipos. Mas não podemos excluir a possibilidade de que (o vírus) ainda esteja presente", afirmou o médico Thomas Schneider.
Estudos realizados na Europa e nos Estados Unidos revelaram que aproximadamente uma em cada mil pessoas possui uma resistência genética ao HIV, que impede que o vírus atinja as suas células.
Estima-se que 33 milhões de pessoas estejam infectadas com o vírus da Sida a nível mundial, sendo que dois milhões de fatalidades são registadas anualmente.
Pedro Santos
http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2008/11/081113_aids_transplante_dg.shtml
Planta Índigo pode ajudar no tratamento da psoríase
As descobertas, publicadas na última edição da “Archives of Dermatology”, do ensaio clínico que envolveu 42 pacientes que sofriam da doença há, pelo menos, dois anos, revelaram que a Índigo naturalis, na forma de pomada, foi segura e efectiva no tratamento da psoríase.
Os pacientes aplicaram a pomada à base de Índigo naturalis num lado do corpo e uma pomada placebo, ou seja, sem efeito terapêutico, no outro lado. Os investigadores verificaram a condição dos pacientes no início do tratamento e após duas, quatro, seis, oito, 10 e 12 semanas.
De acordo com os investigadores, as lesões tratadas com a pomada de Índigo naturalis demonstraram uma melhoria de 81 por cento, tendo as lesões que receberam placebo demonstrado uma melhoria na ordem dos 26 por cento.
Para 25 dos pacientes, as placas que foram tratadas com Índigo foram reduzidas completamente ou quase completamente. Nenhum dos pacientes do ensaio apresentou efeitos adversos graves, embora alguns tenham experienciado uma ligeira alergia cutânea.
De acordo com o investigador principal, o Dr. Yin-Ku Lin, do Hospital Memorial Chang Gung, em Taiwan, a actual medicação à base de esteróides pode provocar efeitos secundários como atrofia da pele, mas a Índigo naturalis apresenta muito menos efeitos secundários.
A Índigo naturalis já é utilizada há muito tempo, externamente ou via ingestão, na China e em Taiwan, para tratar diversas infecções e doenças inflamatórias, tais como papeira, faringite e eczema.
A utilização sistémica a longo prazo tem sido relacionada com irritação do tracto gastrointestinal e problemas no fígado.
A psoríase é uma doença crónica da pele, não contagiosa, para a qual ainda não existe cura, embora algumas terapias produzam uma remissão. As lesões têm relevo, são vermelhas, cobertas por escama prateada, e surgem sobretudo nos cotovelos, joelhos, região lombar e couro cabeludo, embora possam afectar qualquer área do corpo, cobrindo, nos casos mais graves, extensas áreas do tronco e membros.
Isabel Marques
http://medicosdeportugal.saude.sapo.pt/action/2/cnt_id/994/
segunda-feira, 17 de novembro de 2008
FDA alerta para efeitos adversos de Zyprexa e Lamisil em crianças
No que diz respeito ao Zyprexa, os reguladores relataram que não surgiram novos sinais de segurança como parte desta revisão. Contudo, esta alertou que a população pediátrica não está livre dos eventos adversos provocados pela terapia com olanzapina.
Os reguladores recomendaram uma revisão da informação de prescrição do fármaco, de modo a incluir o potencial risco de efeitos metabólicos que têm sido observados, tanto em adultos como em crianças que tomaram o fármaco.
Actualmente, o Zyprexa está aprovado para pacientes com mais de 18 anos, não sendo recomendada a administração de olanzapina a crianças e adolescentes. A rotulagem do medicamento já inclui uma referência relativa ao risco de aumento de peso nesta população.
A FDA também recomendou que seja efectuada uma investigação adicional relativamente aos eventos psiquiátricos relatados entre os pacientes tratados com Lamisil, incluindo depressão, ideias suicidas e dor auto-infligida.
Isabel Marques
Fontes:
www.firstwordplus.com/Fws.do?articleid=3009C82B57874FE79377B9798AEED452
Fumo de cigarro pode mudar forma do coração
Os cientistas utilizaram nesta pesquisa dois grupos de ratos, sendo que um deles foi colocado num ambiente com fumo de cigarros e outro num ambiente com ar limpo.
Após o período de 5 semanas, os ratos fizeram ecocardiogramas que revelaram que os que tinham sido expostos ao fumo do cigarro tinham sofrido alterações significativas no formato do ventrículo esquerdo.
Amostras recolhidas do tecido cardíaco das cobaias foram analisadas e confirmaram um aumento dos níveis da forma actividade de uma enzima associada ao crescimento e sobrevivência das células no coração.
Segundo Mariann Piano, líder do estudo, a activação desta enzima pode ser a chave no surgimento de cardiopatias associadas ao hábito de fumar.
Foi também detectado na urina dos animais que inalaram o fumo um aumento na presença de uma hormona, a neuroepinefrina, que é libertada pelo organismo em situações de stress, causando várias alterações fisiológicas.
"O fumo do cigarro contém mais de 4 mil substâncias químicas diferentes, uma das quais é a nicotina", afirmou Mariann Piano. "Entretanto, o efeito da nicotina no desencadeamento e evolução de eventos cardiovasculares induzidos pelo fumo do cigarro continua a ser um tema polémico", acrescentou o investigador.
Pedro Santos
http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2008/11/081114_cigarro_coracaorg.shtml
Homens que tomam aspirina têm níveis mais baixos de PSA
Os investigadores da Universidade Vanderbilt, em Nashville, referiram que a análise incluiu 1.277 participantes que consultaram um urologista para se submeterem a uma biopsia da próstata. Aproximadamente 46 por cento dos homens relataram tomar um anti-inflamatório não esteróide, habitualmente aspirina.
A equipa de investigadores descobriu, após ajustar algumas variáveis, que têm efeitos independentes no tamanho da próstata e no risco de cancro, como a idade, raça, história de cancro da próstata na família, obesidade, entre outras, que a utilização de aspirina estava significativamente associada a níveis mais baixos de PSA.
As descobertas revelaram que os níveis de PSA estavam 9 por cento mais baixos nos homens que tomaram aspirina, em comparação com aqueles que não tomaram o fármaco.
O teste de PSA é utilizado normalmente como método para detectar nos homens a possibilidade de cancro da próstata, sendo que níveis elevados de PSA no sangue sugerem uma maior probabilidade de ter cancro da próstata. Contudo, níveis elevados de PSA também podem significar uma hiperplasia benigna da próstata, um aumento não-cancerígeno da próstata.
Isabel Marques
Fontes:
www.upi.com/Health_News/2008/11/17/Men_who_take_aspirin_have_lower_PSA_levels/UPI-60611226902429/
Óleo de hortelã-pimenta e fibras podem ajudar a combater cólon irritável
De acordo com os investigadores, estes tratamentos simples caíram em desuso devido à acessibilidade de novos fármacos, mas também mais dispendiosos, alguns dos quais foram retirados do mercado devido a questões de segurança.
Contudo, os peritos afirmam que estas terapias mais tradicionais podem, por vezes, ser melhores e que deveriam tornar-se tratamentos de primeira linha nas directrizes para o tratamento da síndrome do cólon irritável.
O investigador principal, o Dr. Alex Ford, do Centro de Ciências da Saúde da Universidade McMaster, em Ontário, no Canadá, referiu que estão sempre a ser desenvolvidos novos fármacos, mas alguns recentes, como o alosetron e o tegaserod, foram retirados, e agora só estão disponíveis de forma restrita, e a renzaprida não se demonstrou efectiva.
Por outro lado, os fármacos antigos, que são baratos, seguros e, em alguns casos, estão disponíveis sem receita médica, parecem ser efectivos para a síndrome do cólon irritável.
No estudo, publicado online na “British Medical Journal”, os investigadores reviram ensaios, que incluíram mais de 2.500 pacientes com a síndrome, que compararam o tratamento da síndrome do cólon irritável com fibra, antiespasmódicos e óleo de hortelã-pimenta ao placebo ou a nenhum tratamento.
Os investigadores descobriram que a fibra, os antiespasmódicos e o óleo de hortelã-pimenta foram tratamentos efectivos, não tendo sido associados efeitos secundários graves a qualquer um dos tratamentos.
No estudo, o óleo de hortelã-pimenta pareceu ser a terapia mais efectiva. A fibra insolúvel não foi efectiva, por outro lado, apenas a fibra solúvel reduziu os sintomas. No caso dos antiespasmódicos, o mais efectivo foi a hioscina.
O Dr. Roger Jones, do King’s College, em Londres, afirmou que para alguns pacientes com dores e diarreia os antiespasmódicos podem ser úteis. Os pacientes com obstipação devem experimentar fibra e para outros pacientes o óleo de hortelã-pimenta pode ser benéfico.
Segundo o Dr. Jones, quem sofre de cólon irritável e não tem a doença controlada, ou não está satisfeito com o perfil de sintomas, deve consultar o médico de família, ou o gastroenterologista, para fazer uma revisão e talvez chamar a atenção para as novas evidências acerca da efectividade destes fármacos tradicionais.
Isabel Marques
Fontes:
www.nlm.nih.gov/medlineplus/news/fullstory_71634.html
Combinação de quatro fármacos favorável para cancro do pulmão
A combinação de Avastin (bevacizumab), da Roche & Co, Erbitux (cetuximab), da ImClone Systems, carboplatina e paclitaxel pareceu aumentar, em média, dois meses à sobrevivência dos pacientes, de 12 para 14 meses.
Foi a primeira vez que duas terapias direccionadas foram utilizadas conjuntamente com quimioterapia tradicional deste forma. O Dr. Edward Kim referiu ainda que o Avastin e o Erbitux pareceram actuar sinergicamente.
Segundo o Dr. Kim, a base do estudo foi a descoberta de que o Avastin melhora a eficácia da terapia existente, possibilitando assim uma melhoria do regime com Erbitux, carboplatina e paclitaxel.
Os investigadores testaram 110 pacientes com cancro do pulmão, em fase 3 ou 4, num ensaio de segurança e eficácia de Fase II. Os pacientes receberam seis ciclos dos quatro fármacos e posteriormente, como manutenção, infusões contínuas de Avastin e Erbitux.
Os investigadores revelaram, no Simpósio Multidisciplinar em Oncologia Torácica Chicago 2008, que 53 por cento dos pacientes apresentaram uma redução dos tumores e 24 por cento estabilizaram a doença. Em média, os pacientes tiveram sete meses sem crescimento dos tumores e sobreviveram 14 meses.
Os pacientes que anteriormente receberam os três fármacos, sem o Avastin, apresentavam uma média de 5,5 meses sem crescimento dos tumores e 12 meses de sobrevivência geral.
No que se refere a efeitos adversos, quatro pacientes morreram durante o tratamento, sendo o Avastin conhecido por algumas vezes provocar hemorragia interna, e 40 pacientes apresentaram os efeitos secundários habituais, como dor no nervo e baixo número de células sanguíneas.
Embora muitos fármacos sejam utilizados para tratar o cancro do pulmão, quase todos deixam de funcionar eventualmente.
O cancro do pulmão é a principal causa de morte globalmente, com 1,2 milhões de mortes todos os anos e 114 mil anualmente nos Estados Unidos, segundo a Sociedade Americana de Cancro.
Isabel Marques
Fontes:
www.reuters.com/article/healthNews/idUSTRE4AC6OI20081113?sp=true
domingo, 16 de novembro de 2008
Vitamina C pode ajudar a reduzir risco cardíaco em alguns pacientes
A autora principal, a Dra. Gladys Block, da Universidade da Califórnia, em Berkeley, referiu que, para adultos saudáveis, não fumadores, com níveis elevados da proteína C-reactiva, uma dose diária de vitamina C reduziu os níveis do biomarcador de inflamação, após dois meses, em comparação com aqueles que tomaram placebo.
A Dra. Block sublinhou que tem de se fazer uma importante diferenciação, pois o tratamento com vitamina C é ineficaz em pessoas cujos níveis da proteína C-reactiva sejam inferiores a 1 miligrama por litro, mas muito efectiva para aqueles que têm níveis mais elevados.
Neste estudo, o nível de redução da proteína C-reactiva atingido pela toma de suplementos de vitamina C, naqueles com níveis elevados desta proteína, é comparável aos de muitos outros estudos com estatinas, fármacos para a diminuição do colesterol.
O estudo, publicado online na “Free Radical Biology & Medicine”, revelou que diversos ensaios com estatinas reduziram os níveis de proteína C-reactiva em cerca de 0,2 miligramas por litro, mas que, neste último, a vitamina C diminuiu os níveis de proteína C-reactiva em 0,25 miligramas por litro.
Isabel Marques
Fontes:
www.upi.com/Health_News/2008/11/14/Vitamin_C_may_help_lower_heart_risk/UPI-18931226700628/
Fumar pode piorar sintomas de síndrome pré-menstrual
A Dra. Elizabeth R. Bertone-Johnson, da Universidade de Massachusetts, em Amherst, revelou à Reuters Health que as descobertas fornecem mais evidências à ideia de que fumar aumenta o risco de síndrome pré-menstrual moderada a grave. Além disso, fornecem ainda mais uma razão para as mulheres, especialmente as adolescentes e as mulheres jovens, não fumarem.
Cerca de 20 por cento das mulheres sofrem de SPM suficientemente grave para afectar os seus relacionamentos e interferir com as suas actividades normais, segundo o que os investigadores relataram na “American Journal of Epidemiology”.
Tem-se demonstrado que fumar afecta os níveis de diversas hormonas e vários estudos, que analisaram a relação entre a SPM e fumar, têm sugerido que as mulheres que sofrem da síndrome têm mais probabilidade de serem fumadoras.
Os investigadores, para averiguar melhor esta relação, analisaram dados de um estudo que tem seguido 116.678 enfermeiras dos Estados Unidos desde 1989.
As mulheres que eram fumadoras tinham uma probabilidade 2,1 vezes maior de relatar SPM do que as não fumadoras, num período de dois a quatro anos. O risco aumentava com a quantidade que as mulheres fumavam, sendo que aquelas que começaram a fumar na adolescência ou na juventude estavam ainda mais em risco. Por exemplo, aquelas que começaram a fumar antes dos 15 anos tinham 2,53 vezes mais probabilidade de desenvolver síndrome pré-menstrual.
A Dra. Bertone-Johnson referiu ainda que estudos anteriores sugerem que fumar pode alterar os níveis de estrogénio, progesterona, testosterona, e outras hormonas, muitas das quais podem estar envolvidas no desenvolvimento da SPM. Alguns estudos demonstraram também que as fumadoras têm ciclo menstruais mais curtos e mais irregulares do que as não fumadoras.
Fumar pode também reduzir os níveis de vitamina D no organismo, o que também pode aumentar o risco de desenvolver síndrome pré-menstrual.
Isabel Marques
Fontes:
www.reuters.com/article/healthNews/idUSTRE4AE0RP20081115
sexta-feira, 14 de novembro de 2008
Cancro do pulmão: Avastin prolonga sobrevivência dos pacientes com a doença
O teste, realizado de forma aleatória, contou com a presença de 878 pacientes com cancro do pulmão de não-pequenas células em estado avançado ou recorrente. Segundo os dados do estudo, a combinação do medicamento com quimioterapia apresentava uma probabilidade 45% superior de haver um aumento do tempo de sobrevivência dos pacientes, comparativamente à quimioterapia só por si. Em dados temporais, a combinação apresentava uma média de 14,2 meses, comparativamente a 10,3 meses da quimioterapia.
O Avastin gerou receitas no valor de 3,4 mil milhões de dólares em 2007.
Pedro Santos
Fonte: http://www.firstwordplus.com/Fws.do?articleid=3000B5EF736F40E7B02166F4E1732D36
quinta-feira, 13 de novembro de 2008
Suplementos de cálcio e vitamina D não reduzem risco de cancro da mama
No estudo “Women's Health Initiative”, 36.282 participantes receberam aleatoriamente 1.000 miligramas de cálcio mais 400 unidades internacionais (UI) de vitamina D ou placebo diariamente, durante sete anos, para determinar os efeitos destes suplementos nas fracturas de anca. O efeito dos suplementos no cancro da mama invasivo foi o objectivo secundário do estudo. Foram realizados exames e mamografias regularmente durante o período de seguimento.
O número de pacientes que desenvolveu cancro da mama invasivo no grupo dos suplementos não foi significativamente diferente do número do grupo do placebo: 528 versus 546.
Os investigadores analisaram os níveis iniciais de 25-hidroxivitamina D em 1.067 mulheres que desenvolveram cancro da mama e em 1.067 que não desenvolveram a doença, de modo a analisar o impacto dos níveis de 25-hidroxivitamina D, a medida mais precisa dos níveis de vitamina D no organismo.
Entre as mulheres que desenvolveram cancro da mama invasivo, os níveis de 25-hidroxivitamina D eram semelhantes, assim como no grupo de controlo. Após os dados terem sido ajustados para variações de peso e níveis de actividade física, os autores não descobriram qualquer correlação entre os níveis de 25-hidroxivitamina D e o risco de cancro da mama.
De acordo com o investigador principal, o Dr. Rowan T. Chlebowski, da Universidade da Califórnia, em Los Angeles, as descobertas de estudos observacionais têm relacionado níveis elevados de cálcio e vitamina D a um menor risco de cancro da mama, mas até agora este tópico ainda não tinha sido abordado num tipo de ensaio diferente.
Isabel Marques
Fontes:
www.reuters.com/article/healthNews/idUSTRE4AB06A20081112
Maioria das pessoas com hipertensão na Europa não está controlada
O Professor Franco Cappuccio, da Faculdade de Medicina da Universidade de Warwick, em Inglaterra, liderou a única equipa britânica num estudo europeu que examinou a consciencialização, tratamento e controlo da pressão sanguínea elevada. A hipertensão é uma causa significativa de ataques cardíacos e acidentes vasculares cerebrais (AVC).
O estudo, publicado na “Journal of Hypertension”, examinou 1.604 indivíduos de três áreas geográficas: Londres, Limburg (Bélgica) e Abruzzo (Itália). Todos os participantes foram submetidos a exames médicos, incluindo a medição da pressão sanguínea, e responderam a um questionário sobre estilo de vida e saúde.
O estudo descobriu que, no total, 24 por cento dos participantes tinham pressão sanguínea elevada e que destes 56 por cento não estavam a par da sua condição. Dos que estavam cientes, menos de metade tinha a pressão sanguínea sob controlo, abaixo dos 140 mmHg para a pressão sanguínea sistólica e 80 mmHg para a diastólica.
Os resultados demonstram que a pressão sanguínea elevada é um problema alarmante para a Europa.
A hipertensão arterial é, geralmente, uma afecção sem sintomas, na qual a elevação anormal da pressão dentro das artérias aumenta o risco de perturbações como o AVC, a ruptura de um aneurisma, uma insuficiência cardíaca, um enfarte do miocárdio e lesões do rim.
A pressão arterial elevada define-se como uma pressão sistólica em repouso superior ou igual a 140 mmHg, uma pressão diastólica em repouso superior ou igual a 90 mmHg, ou a combinação de ambas. Na hipertensão, geralmente, tanto a pressão sistólica como a diastólica estão elevadas.
Isabel Marques
Fontes:
www.upi.com/Health_News/2008/11/13/Most_hypertension_in_Europe_not_controlled/UPI-44201226594149/
www.manualmerck.net/?url=/artigos/%3Fid%3D51
Psoríase: Alimentação e estilos de vida saudáveis ajudam a controlar sintomas da doença
Assim, uma dieta rica em frutas, cereais e óleos vegetais é essencial para o controlo da psoríase, uma doença crónica de pele que afecta cerca de 250 mil Portugueses. Pelo contrário, o consumo de gorduras saturadas (presentes nas carnes vermelhas) e a ingestão de álcool em excesso podem levar à acumulação de toxinas, e consequentemente ao surgimento de crises da doença.
Estudos previamente desenvolvidos já haviam referido que alimentos como salmão, sardinhas, cenouras e brócolos, ricos em antioxidantes, beta-caroteno, ácido fólico, ómega-3 e zinco, reforçam o sistema imunitário e evitam a acumulação de toxinas, ajudando no controlo efectivo da doença.
"Na edição deste ano, a PSOPortugal pretendeu alertar para as dificuldades que os doentes têm que ultrapassar diariamente, desde os cuidados com a alimentação até às opções terapêuticas que estão disponíveis em Portugal", afirmou João Cunha, presidente da PSOPortugal.
Renata Ramalho, nutricionista e professora da Faculdade de Medicina do Porto, expressou igualmente a sua opinião, sublinhando a importância daquilo que ingerimos e no reflexo que acarreta na saúde da nossa pele, daí a alimentação ter uma importância tão grande nos doentes de psoríase. "Apesar de a alimentação ser fundamental para a doença, não se pode assumir a existência de uma dieta milagrosa. Alguns alimentos, em especial peixes gordos e óleos de peixe, naturalmente ricos em ácidos gordos polisaturados, ajudam no alívio dos sintomas", afirmou.
Relativamente ao tema "Opções de um doente de psoríase: da terapêutica à alimentação", o encontro contou ainda com a participação do dermatologista Osvaldo Correia.
Segundo o especialista, em relação aos tratamentos existem actualmente terapêuticas gerais eficazes, que devem ser adequadas a cada caso e que permitem "adormecer" o processo inflamatório, melhorando a qualidade de vida dos doentes de psoríase.
É assim com o objectivo de ajudar os doentes a viver melhor com a sua doença que a PSOPortugal, Associação Portuguesa da Psoríase, em parceria com a Academia das Emoções, disponibiliza na sua sede em Lisboa consultas de apoio psicoterapêutico para os doentes e seus familiares.
"Para além das consultas de Psicologia Clínica e Psicologia Educacional, a PSOPortugal terá ainda um departamento de Formação e Consultoria, que vai permitir o desenvolvimento e qualificação científica da investigação psicológica dos doentes, e ateliês de ocupação dos tempos livres", referiu ainda João Cunha, presidente da associação.
Pedro Santos
Ouvir música faz bem ao coração
Michael Miller, investigador principal deste estudo, afirma que a música era seleccionada pelos participantes porque os fazia sentir bem, dilatando os tecidos nos vasos sanguíneos, e por consequência, melhorava a circulação do sangue. Esta resposta saudável é bastante semelhante ao que foi constatado em estudos sobre os efeitos do riso no organismo.
No entanto, quando os participantes escolhiam músicas que eles próprios consideravam como “stressantes”, tinha uma resposta contrária, reduzindo os vasos sanguíneos e, por consequência, a corrente sanguínea.
Dez participantes saudáveis tomaram parte neste estudo, 70% dos quais era do sexo masculino, e com uma média de idades de 36 anos. Os investigadores utilizaram um teste de dilatação dos vasos sanguíneos de forma a medir a resposta destes consoante a corrente sanguínea.
O estudo concluiu que, comparativamente aos dados base, o diâmetro dos vasos sanguíneos aumentava 26% durante a fase onde os participantes ouviam uma música da sua preferência, e reduzia em 6% quando ouviam músicas consideradas por eles como “stressantes”.
Pedro Santos
http://www.upi.com/Health_News/2008/11/12/Listening_to_music_can_be_good_for_heart/UPI-27381226516669/
HIV: Cientistas criam "células assassinas" para combater a doença
Segundo o estudo publicado na revista Nature Medicine, as células do sistema imunológico podem prender-se ao HIV mesmo depois deste sofrer uma mutação para tentar "despistá-las".
Os cientistas afirmam ter conseguido neutralizar um dos mecanismos de defesa do vírus, talvez um dos mais bem sucedidos no que concerne ao desenvolvimento da doença, que é a sua capacidade de mutação rápida. Os investigadores esperam agora que este estudo venha a conduzir, de forma eficaz, a novas formas de combater a infecção do vírus HIV.
A maioria dos tipos de vírus pode ser combatida pelas próprias defesas do organismo, grande parte devido às "células-T assassinas", que aprendem a reconhecer o invasor e a eliminá-lo.
No entanto, o poder do HIV deve-se à sua capacidade de sofrer mutações rapidamente para fugir da detecção e da destruição.
"Quando o organismo fica infectado com HIV, o sistema imunológico não sabe o que o vírus vai fazer - mas nós sabemos", afirmou Andrew Sewell, imunologista da Universidade de Cardiff, que liderou o estudo.
"Diante das células assassinas que criamos, o vírus vai morrer ou ser forçado a mudar o seu "disfarce" de novo, enfraquecendo-se no caminho", acrescentou Sewell.
Pedro Santos
Fonte: http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2008/11/081110_celulasassassinas.shtml
quarta-feira, 12 de novembro de 2008
Aliscireno eficaz em pacientes mais velhos com hipertensão
O fármaco aliscireno, para a hipertensão, comercializado como Rasilez, Tekturna, Enviage, Riprazo e Sprimeo, reduziu significativamente melhor a pressão sanguínea em pacientes com 65 anos ou mais do que o ramipril.
Os dados do ensaio, apresentados no encontro da Associação Americana do Coração, demonstraram que o aliscireno proporcionou uma redução adicional da pressão sanguínea sistólica de 2,3 milímetros de mercúrio (mmHg), em comparação com o ramipril, após 12 semanas de tratamento.
O estudo, que envolveu 900 pacientes com hipertensão sistólica com 65 anos ou mais, demonstrou que o aliscireno (150mg diariamente aumentados para 300mg diariamente) baixou a pressão sanguínea sistólica em 13,6 mmHg, em comparação com uma redução de 11, 3 mmHg nos pacientes a tomar ramipril (5mg diariamente aumentados para 10mg diariamente), após 12 semanas.
Também foi atingida uma maior redução da pressão sanguínea diastólica com o aliscireno, após as 12 semanas de tratamento, comparativamente ao ramipril. No estudo, o aliscireno foi bem tolerado.
O aliscireno pertence a uma nova classe de medicamentos denominada inibidores da renina. O aliscireno ajuda a baixar a pressão arterial. Os inibidores da renina reduzem a quantidade de angiotensina II que o organismo pode produzir. A angiotensina II provoca constrição dos vasos sanguíneos, o que aumenta a pressão arterial. Reduzindo a quantidade de angiotensina II facilita-se o relaxamento dos vasos sanguíneos o que reduz a pressão arterial.
O ramipril, é um medicamento anti-hipertensor pertencente à classe dos inibidores da ECA (enzima de conversão da angiotensina), actua na angiotensina para regular a pressão sanguínea.
A hipertensão arterial aumenta a sobrecarga do coração e artérias. Se mantida durante um período prolongado, pode danificar os vasos sanguíneos no cérebro, coração e rins, e pode resultar em acidente vascular cerebral (AVC), insuficiência cardíaca, enfarte do miocárdio (ataque cardíaco) ou insuficiência renal. Reduzir a pressão arterial para valores normais reduz o risco de desenvolvimento destas doenças.
Isabel Marques
Fontes:
www.reuters.com/article/healthNews/idUSTRE4AA5HZ20081111
www.tradingmarkets.com/.site/news/Stock%20News/2017120/
www.emea.europa.eu/humandocs/PDFs/EPAR/rasilez/H-780-PI-pt.pdf
Tem uma consulta médica? Prepare-a com antecedência
Para tirar o máximo partido da próxima visita ao médico é importante ir preparado, ser proactivo e agradavelmente assertivo, segundo a opinião do Dr. Michael Pignone, chefe de medicina interna geral da Universidade da Carolina do Norte. Segundo o Dr. Pignone, deve-se ter um registo, onde se anotam os problemas que precisam de ser abordados. Se não se for preparado, existe a possibilidade de se esquecer de alguma coisa. Além disso, ajuda bastante o médico se o paciente conseguir fazer um resumo rápido dos motivos da consulta.
É ainda importante pôr os médicos a par dos valores e do estilo de vida. Normalmente não é algo que os pacientes pensem, mas não faz sentido concordar com um plano de tratamento que não se pensa cumprir.
Isabel Marques
Fontes:
www.reuters.com/article/healthNews/idUSTRE4AA6DW20081111
Philips desenvolve “comprimido inteligente”
O grupo holandês Philips desenvolveu um “comprimido inteligente”, que contém um microprocessador, uma bateria, um rádio wireless, uma bomba e um reservatório para o fármaco, para libertar a medicação numa área específica do organismo.A Philips, um dos maiores fabricantes a nível mundial de equipamento hospitalar, referiu que a cápsula, denominada "iPill", mede a acidez com um sensor, de modo a determinar a sua localização no intestino e poder assim libertar os fármacos onde estes são necessários.
O transporte de fármacos directamente na localização da doença no tratamento de distúrbios do tracto digestivo, como a Doença de Crohn, pode significar a possibilidade das dosagens serem mais baixas, reduzindo assim os efeitos secundários.
Embora já sejam utilizadas cápsulas que contêm câmaras em miniatura, como ferramentas de diagnóstico, estas ainda não possuem a capacidade de transportar fármacos.
A "iPill" consegue também medir a temperatura local e relatá-la via wireless para um receptor externo.
De acordo com Philips, a "iPill" é um protótipo, mas está pronto para ser fabricado em série. A companhia planeia apresentar a "iPill" no encontro anual da Associação Americana de Cientistas Farmacêuticos, em Atlanta, ainda este mês.
Isabel Marques
Fontes:
www.reuters.com/article/healthNews/idUSTRE4AA52V20081111
Insuficiência cardíaca: Avapro não atinge objectivos
O estudo foi apresentado nas sessões científicas da American Heart Association.
A pesquisa envolveu 4128 pacientes com pelo menos 60 anos de idade, e que tinham tido insuficiência cardíaca e fracção de ejecção de 45% no mínimo. Eles foram administrados, de forma aleatória, com o fármaco Avapro ou com o placebo.
Após um estudo de acompanhamento de quase 50 meses, os casos de hospitalização ou morte em pacientes administrados com Avapro ocorreram em 36% dos pacientes, contra 37% no grupo do placebo. De acordo com os investigadores, trata-se de uma diferença que em termos estatísticos não se pode considerar como significativa.
O Avapro encontra-se actualmente aprovado em solo norte-americano para o tratamento da hipertensão e casos de nefropatia diabética.
Pedro Santos
http://www.firstwordplus.com/Fws.do?articleid=DD18CD44363540DFB444BDA055559482
Estudo: Aspirina não ajuda a prevenir risco cardíaco em diabéticos
Um estudo revelou que a toma de uma aspirina por dia não parece ajudar a reduzir o risco de eventos cardiovasculares em pacientes diabéticos de meia-idade. O Dr. Hisao Ogawa, da Universidade Kumamoto, no Japão, e colegas revelaram que a aspirina não reduziu significativamente a combinação de eventos coronários fatais e de eventos cerebrovasculares fatais.
www.upi.com/Health_News/2008/11/11/Aspirin_doesnt_cut_diabetics_heart_risk/UPI-26451226449828/
Reciclagem de resíduos de embalagens de medicamentos em estudo
Para além dos requisitos técnicos que já são exigíveis em tapetes de triagem standard, uma instalação de triagem de resíduos de embalagens de medicamentos fora de uso deve ter em atenção aspectos de segurança relacionados com o tipo de produtos recolhidos, de forma a eliminar a possibilidade de utilização indevida de embalagens com restos de medicamentos, garantindo ainda a higiene, saúde e segurança dos operadores expostos ao manuseamento dos mesmos.
A triagem tem sido sempre uma preocupação da VALORMED, tendo a mesma atribuído recentemente, com o alto patrocínio da Universidade Nova de Lisboa, o Prémio VALORMED/Investigação ao serviço de utilização comum dos hospitais (SUCH), pela apresentação de um projecto de triagem, reciclagem e valorização dos resíduos de embalagens e de medicamentos fora de uso.
“No decurso das reuniões mensais mantidas com a Agência Portuguesa do Ambiente tem a VALORMED informado a Tutela sobre a evolução dos nossos Projectos, sempre com o objectivo de cumprimento das obrigações expressas na Licença”, pode ler-se em comunicado da associação.
O sistema de gestão integrado de resíduos de embalagens e medicamentos fora de uso é um sistema inovador a nível europeu, tendo sido criado em Portugal por todos os parceiros do sector do medicamento, expressando com este Projecto as suas preocupações pelo impacto ambiental deste tipo de resíduos.
Recorde-se também que a 22 de Outubro foi entregue à Quercus um estudo sobre este tema de triagem e reciclagem de embalagens de medicamentos, estando a VALORMED a aguardar o parecer técnico da Quercus como complemento a outros estudos em curso.
Pedro Santos
Fonte: comunicado da VALORMED
Níveis de Vitamina D devem ser avaliados
Segundo Joseph Levy, director do The Vitamin D Society, afirmou que há muito que é sabido que a vitamina D desempenha um papel importante na absorção de cálcio no organismo, mas esta vitamina também actua na prevenção de mais de 30 tipos de cancros, bem como doença coronária, esclerose múltipla, osteoporose, entre outras doenças.
“O que é claro, embora incompreendido, é que o consumo de vitamina D não é o que é importante. O nível sanguíneo de vitamina D é que é a chave”, afirmou Levy.
O grupo canadiano sugere o consumo de 1000 UI (unidades internacionais) de vitamina D diariamente.
“Este valor não significa nada a não ser que os níveis de vitamina D no sangue sejam elevados ao adequado”, acrescentou Levy. “Tal como as pessoas sabem dos seus níveis de colesterol, elas também devem saber os níveis de vitamina D no sangue”, concluiu.
Pedro Santos
http://www.redorbit.com/news/health/1597307/vitamin_d_levels_should_be_checked/index.html
Como pode a obesidade danificar o coração?
O Professor Tadeusz Malinski e colegas observaram como os níveis elevados de leptina, uma hormona peptídica produzida pelas células gordas que ajuda a regular o peso corporal, podem criar no organismo uma série de alterações bioquímicas prejudiciais.
Um excesso de gordura no organismo pode produzir demasiada quantidade da hormona que, por sua vez, pode reduzir os níveis de óxido nítrico biodisponível. O óxido nítrico, produzido pelas células endoteliais, sustenta a função cardiovascular saudável ao relaxar os vasos sanguíneos e ao manter um bom fluxo sanguíneo.
O Professor Malinski descobriu que os níveis elevados de leptina estimulam uma maior produção de superóxido que reage com o óxido nítrico criando peroxinitrito, uma molécula muito tóxica que pode ter impacto na replicação do ADN e danificar as células endoteliais no sistema vascular.
O estudo, que examinou o processo em células humanas singulares e também em ratos obesos, foi publicado na revista científica “Heart and Circulatory Physiology” da “American Journal of Physiology”.
Isabel Marques
Fontes:
www.upi.com/Health_News/2008/11/11/How_obesity_can_harm_the_heart/UPI-72061226437592/
Vitaminas e magnésio podem ajudar a prevenir perda de audição
Investigadores norte-americanos sugerem que um cocktail de vitaminas e do mineral magnésio pode ser promissor como uma possível forma de prevenir a perda auditiva provocada por ruídos fortes.Os investigadores, do Instituto de Investigação da Audição Kresge da Universidade do Michigan, revelaram que os nutrientes foram bem sucedidos em testes de laboratório. Em porquinhos-da-índia, a combinação de quatro micronutrientes bloqueou cerca de 80 por cento dos danos induzidos por ruído. Os micronutrientes estão agora a ser testados em humanos.
A combinação de vitaminas A, C e E mais magnésio, denominada AuraQuell, é administrada em forma de comprimido, estando delineada para ser tomada antes de uma pessoa ser exposta a ruídos fortes.
De acordo com o Dr. Glenn E. Green, do Sistema de Saúde da Universidade do Michigan, a prevenção da perda auditiva induzida por ruído é fundamental. Quando não é possível prevenir a perda de audição devido a ruído, através de programas de detecção e utilização de protecção para os ouvidos, então é realmente necessário arranjar uma forma de proteger as pessoas que mesmo assim vão ser exposta a ruídos.
Isabel Marques
Fontes:
www.upi.com/Health_News/2008/11/11/Vitamins_magnesium_may_avoid_hearing_loss/UPI-54751226443301/
Doenças coronárias podem estar ligadas à falta de sono
Os cientistas monitorizaram o sono de 1255 pacientes com hipertensão, com uma idade média de 70 anos, e observaram-nos durante o período de 50 meses. Os investigadores registaram a duração do sono dos pacientes, pressão sanguínea e eventos cardiovasculares, como ataques cardíacos ou acidentes vasculares cerebrais (AVC).
O estudo revelou que uma duração do tempo de sono de menos de sete horas e meia por dia estava associada a problemas cardiovasculares.
"Pouco tempo de sono é um indicador de possíveis problemas cardiovasculares em pacientes de uma certa idade e que sofrem de hipertensão", afirmaram os autores.
Pedro Santos
http://www.upi.com/Health_News/2008/11/11/Little_sleep_linked_to_heart_disease_risk/UPI-58571226386420/
terça-feira, 11 de novembro de 2008
Investigadores não encontram relação entre aumento de peso e pílula
Os investigadores do Instituto Alemão para a Qualidade e Eficiência dos Cuidados de Saúde (IQWiG), em Colónia, que analisaram diversos estudos, revelaram que não encontraram evidências substanciais de uma relação entre a utilização de contraceptivos hormonais e o aumento de peso.
Os investigadores concluíram que parece muito pouco provável que os contraceptivos hormonais provoquem um grande aumento de peso. Se isso acontecesse, então teria sido evidente nas pesquisas que já foram realizadas. Contudo, estas conclusões não excluem a possibilidade de algumas mulheres poderem ganhar peso.
De acordo com o director do IQWiG, o Dr. Peter Sawicki, muitas mulheres ganham algum peso à medida que envelhecem, quer utilizem ou não a pílula, sendo que limitar as escolhas contraceptivas não irá ajudar as mulheres a manter o peso sob controlo.
Os investigadores acrescentaram que os métodos de contracepção hormonais, tais como a pílula e os dispositivos intrauterinos (DIU), são as formas mais efectivas, a longo prazo, de evitar uma gravidez.
Isabel Marques
Fontes:
www.upi.com/Health_News/2008/11/03/Scientists_The_pill_doesnt_hike_weight/UPI-72311225734176/
www.informedhealthonline.org/contraception-do-the-pill-and-other-combined-hormonal-contraceptives.551.453.en.html
segunda-feira, 10 de novembro de 2008
Níveis baixos de potássio relacionados com pressão sanguínea elevada
De acordo com a investigadora principal, a Dra. Susan Hedayati, do Centro Médico Southwestern, da Universidade do Texas, em Dallas, e do Centro Médico de Veteranos de Dallas, tem havido muita publicidade sobre reduzir o sal, ou sódio, na dieta alimentar para baixar a pressão sanguínea, mas não a suficiente sobre aumentar a ingestão de potássio através da alimentação.
O estudo, apresentado no 41º encontro anual da Sociedade Americana de Nefrologia, em Filadélfia, sugere que os níveis baixos de potássio podem ter uma importante contribuição para a pressão sanguínea elevada, e também identificou um gene que pode influenciar os efeitos do potássio na pressão sanguínea.
Os investigadores analisaram dados de cerca de 3.300 indivíduos do “Dallas Heart-Study”, tendo os resultados revelado que a quantidade de potássio nas amostras de urina estava fortemente relacionada com a pressão sanguínea.
Quanto mais baixo o nível de potássio na urina, mais baixa a quantidade de potássio na dieta, consequentemente mais elevada a pressão sanguínea. Este efeito foi ainda mais relevante do que o efeito do sódio na pressão sanguínea, acrescentou a Dra. Hedayati.
Os alimentos mais ricos em potássio são os feijões, ervilhas, vegetais de cor verde-escura (espinafres, couve-de-bruxelas, etc), batata, beterraba, cenoura, tomate, banana, melão, laranja, frutos secos (amêndoas, nozes, avelãs, amendoins, etc), entre outros.
Isabel Marques
Fontes:
www.upi.com/Health_News/2008/11/10/Potassium_tied_to_high_blood_pressure/UPI-35861226345814/
Alimentos energéticos podem aumentar risco de diabetes
Segundo um estudo conduzido no Reino Unido, os adultos que consumiam uma dieta rica neste tipo de alimentos apresentavam um risco 60% superior de virem a sofrer de diabetes do tipo 2, comparativamente aos restantes. Esta associação era, no entanto, independente do índice de massa corporal dos intervenientes, bem como da quantidade de calorias e gorduras que eram consumidas, e estilo de vida praticado.
Relativamente à frequência de alimentação, os dados do estudo revelaram ainda que aqueles que recorriam a uma dieta rica em alimentos energéticos consumiam 2592 calorias a mais diariamente. Este grupo consumia grandes doses de carne processada e doses reduzidas de vegetais e fruta.
Em contraste, aqueles com a dieta "menos energética" consumiam cerca de 1539 calorias por dia, com a presença de vegetais, fruta e bebidas sem calorias na sua dieta.
Durante um estudo de acompanhamento os investigadores notaram que 725 pessoas vieram a desenvolver diabetes do tipo 2, e que aquelas que tinha uma alimentação energética tinham uma probabilidade 60% superior de desenvolver a doença.
Apesar de ser necessário aprofundar estes estudos, as descobertas vieram sugerir que seria benéfico adoptar um tipo de dieta "menos energética", em combinação com um estilo de vida onde a actividade física está presente, de forma a prevenir o aparecimento da doença.
Pedro Santos
http://www.nlm.nih.gov/medlineplus/news/fullstory_71303.html
Crestor diminui riscos cardiovasculares em pessoas com colesterol normal
O Crestor demonstrou reduzir a incidência de ataque cardíaco e AVC, a necessidade de intervenções cirúrgicas, como bypass ou angioplastia, e morte devido a problemas cardiovasculares em 45 por cento, em menos de dois anos, comparativamente a placebo, em pessoas com níveis normais de colesterol que tinham níveis elevados da proteína C-reactiva (PCR).
No estudo, 17.802 pessoas com níveis baixos ou normais de LDL-colesterol, ou "mau colesterol", mas identificadas como estando em elevado risco cardiovascular, devido à proteína C reactiva de alta sensibilidade, receberam Crestor ou placebo.
Os resultados, apresentados nas Sessões Científicas da Associação Americana do Coração, demonstraram que as pessoas que receberam o Crestor tiveram uma redução em 47 por cento do risco combinado de AVC, ataque cardíaco ou morte cardiovascular, em comparação com o placebo.
Os ataques cardíacos foram reduzidos em 54 por cento, os AVCs em 48 por cento e a necessidade de intervenções cirúrgicas, como bypass ou angioplastia, em 46 por cento, em comparação com placebo.
Os dados também indicaram que a mortalidade total no grupo do Crestor foi reduzida em 20 por cento, comparativamente ao placebo, tendo-se ainda observado uma diminuição média de 50 por cento do LDL-colesterol naqueles que receberam o fármaco.
O Crestor pertence a um grupo de medicamentos denominados estatinas, sendo utilizado para corrigir os níveis de substâncias gordas, chamadas lípidos, no sangue, sendo o colesterol o mais comum.
Isabel Marques
Fontes:
www.firstwordplus.com/Fws.do?articleid=E5A3A321B02C47E9BF1D6E8AD1F8A00E
www.reuters.com/article/healthNews/idUSTRE4A81LH20081109?sp=true
Esteróides nasais não afectam crescimento das crianças
"Muitas crianças com rinite alérgica são receitadas com esteróides nasais", afirmou David Skoner, investigador principal do estudo. "No entanto, os seus pais mostram-se reticentes em administrarem-lhes estes medicamentos, ficando as crianças sem os benefícios dos fármacos", acrescentou.
As preocupações dos pais das crianças prendem-se sobretudo com a forma como o uso dos medicamentos poderia reduzir a densidade dos ossos, podendo assim afectar o seu crescimento.
Desta forma os investigadores estudarem 39 crianças com idades compreendidas entre os 6 e os 14 anos e que tinham sido tratadas com este tipo de sprays durante um ano, sendo que 30 delas continuaram a utilizar o medicamento após o primeiro ano.
Os investigadores revelaram não terem encontrado quaisquer diferenças no ritmo de crescimento entre as crianças após tanto o primeiro com o segundo ano desde que eram administradas com os medicamentos.
"Virtualmente todos os outros estudos que analisaram este tipo de factores eram relativamente curtos, durando apenas um ano", acrescentou ainda o Skoner.
Os cientistas esperam assim que este estudo venha trazer alguma tranquilidade aqueles que ainda apresentam preocupações relativamente à segurança destes medicamentos.
Pedro Santos
http://www.nlm.nih.gov/medlineplus/news/fullstory_71315.html
Suplemento nutricional pode ajudar idosos a melhorar condição muscular
O investigador Jeffrey Stout, da Universidade de Oklahoma, e colegas referiram que a beta-alanina, um suplemento nutricional utilizado por atletas, melhora a resistência muscular nos idosos.
A beta-alanina é um aminoácido que, juntamente com a histidina, forma o dipéptido carnosina. A carnosina é encontrada no tecido muscular e tem uma contribuição importante na manutenção do pH intracelular, que é vital para o normal funcionamento dos músculos durante exercício intenso. Uma ingestão elevada de beta-alanina aumenta significativamente os níveis de carnosina nos músculos.
No ensaio aleatório, 26 mulheres e homens idosos receberam, durante 90 dias, suplementos de beta-alanina ou placebo. Os seus níveis de condição física foram testado antes e depois do estudo.
O estudo, publicado na revista da Sociedade Internacional de Nutrição Desportiva, descobriu que, no grupo que recebeu os suplementos, 67 por cento dos indivíduos demonstraram uma melhoria dos seus níveis de condição física, em comparação com 21,5 por cento das pessoas que receberam placebo.
Isabel Marques
Fontes:
www.upi.com/Health_News/2008/11/06/Supplement_helps_elderly_stay_independent/UPI-22421226018637/
Exercício físico e cálcio diminuem risco de síndrome metabólica
O autor do estudo, Adam Reppert, dietista clínico do Hospital Swedish Covenant, em Chicago, referiu que a síndrome metabólica é um conjunto de sintomas, incluindo elevado perímetro abdominal, pressão sanguínea elevada, níveis elevados de colesterol e insensibilidade à insulina, que juntos são sinal de um risco significativamente mais elevado de doença cardíaca e diabetes tipo 2.
Num inquérito telefónico em 2005, 5.077 adultos do Illinois forneceram informações relativamente a condições de saúde, hábitos de exercício e ingestão de fruta, vegetais e outras fontes de cálcio.
Os investigadores descobriram que a síndrome metabólica era mais prevalente nos mais velhos, na população menos favorecida, nas pessoas com menos escolaridade e naqueles que praticavam menos actividade física, consumiam menos frequentemente alimentos ricos em cálcio e tinham hipertensão ou hipercolesterolemia.
O estudo, publicado na “American Journal of Health Promotion”, descobriu que os adultos que relataram pouco, ou nenhum, exercício físico diário tinham aproximadamente o dobro do risco de desenvolver a doença e que os adultos que não consumiam alimentos ricos em cálcio regularmente tinham um risco cerca de 1,5 vezes maior de desenvolver síndrome metabólica, em comparação com os que seguiam dietas ricas em cálcio.
Isabel Marques
Fontes:
www.upi.com/Health_News/2008/11/07/Exercise_calcium_cuts_metabolic_syndrome/UPI-54801226083371/
Suplementos de vitaminas C e E não reduzem risco de ataque cardíaco e AVC
Muitas pessoas tomam suplementos de vitaminas para se tentarem proteger contra doenças crónicas. Neste estudo, em que se tentou perceber se os suplementos ajudam a prevenir a doença cardíaca, participaram 14.641 médicos com uma média de 64 anos que tomaram vitamina C, vitamina E ou placebo durante aproximadamente oito anos.
De acordo com o que os investigadores do Hospital Brigham e de Mulheres publicaram na “The Journal of the American Medical Association”, os homens que tomaram as vitaminas não apresentaram melhores resultados do que aqueles que receberam placebo.
As vitaminas E e C são antioxidantes, calculando-se que protejam contra os danos provocados pelos radicais livres, substâncias que danificam as células, tecidos e órgãos. As frutas e os vegetais são ricos em ambas, estando bem documentado que as pessoas que consomem muitos alimentos destes têm menos riscos de desenvolver doença cardíaca, cancro e outros problemas.
Segundo um dos investigadores, o Dr. J. Michael Gaziano, este estudo investigou as duas vitaminas individualmente, contrariamente a estudos anteriores, nos quais as vitaminas E e C foram administradas em combinação com outros antioxidantes. Os resultados aumentam o consenso sobre a falta de protecção cardiovascular por parte das vitaminas E e C.
Contudo, outro dos investigadores, o Dr. Howard Sesso, referiu que as pessoas devem continuar a procurar ter uma dieta alimentar saudável, praticar exercício físico regularmente e controlar factores de risco conhecidos, tais como colesterol elevado e pressão sanguínea elevada, de forma a reduzir o risco de doença cardiovascular.
Isabel Marques
Fontes:
www.reuters.com/article/healthNews/idUSTRE4A82GD20081109
sexta-feira, 7 de novembro de 2008
FDA confisca heparina contaminada
A agência reguladora afirmou que os lotes continham ingredientes contaminados importados da China, nomeadamente nas quantidades de sulfato de condroitina, a substância identificada no início do ano em amostras de heparina da Baxter e que foram ligadas a reacções adversas múltiplas.
A agência reguladora adiantou que já havia avisado a Celsus durante uma inspecção que as alertas da farmacêutica sobre a contaminação perante os consumidores não seriam suficientes.
Segundo Michael Chappel, da FDA, esta acção irá ajudar na prevenção da existência de heparina contaminada no mercado.
A FDA acrescentou ainda que até à data já existiram 13 casos onde foram confiscados produtos médicos com heparina, que estavam contaminados, provenientes a várias companhias farmacêuticas.
Pedro Santos
http://www.firstwordplus.com/Fws.do?articleid=DEC8F902A50F4A48B884C03F81ACEDDB
Médicos estão a abandonar o tabaco
Este trabalho de investigação intitulado "Os médicos e o tabaco" tem como objectivo determinar a prevalência do tabagismo na classe médica em Portugal, tendo concluído que a maioria dos médicos tem vindo a abandonar o tabaco. "Cerca de 50% dos médicos questionados fumavam, e agora percebemos que 40% já deixou de fumar", afirmou Miguel Natal, coordenador da USF de Pinhal de Frades, no Seixal.
Miguel Natal lembra que parte do sucesso da cessação tabágica reside na motivação própria como primeiro passo, sendo a força de vontade fundamental num processo de desabituação tabágica. "Outros motivos que levaram os médicos a deixar de fumar passam essencialmente pela influência dos familiares ou por motivos de saúde, à cabeça das quais as doenças respiratórias”, refere.
Neste estudo foram inquiridos 327 médicos, dos quais 45% eram homens e 54% mulheres, tendo concluído que a iniciação ao tabagismo acontecia por volta dos 16 anos, havendo mais fumadores masculinos do que femininos. No entanto, adquirido o hábito, as mulheres apresentam uma maior dificuldade em deixar de fumar.
“A cessação tabágica significa qualidade de vida. Considero que os profissionais de saúde devem intervir de forma incisiva desde a pré-adolescência, por forma a fazer prevenção e ajudar a evitar a epidemia do tabagismo”, concluiu Miguel Natal, coordenador da USF de Pinhal de Frades.
Pedro Santos
Estilo de vida deve ser adaptado para ajudar a prevenir cancro da mama
Investigadores norte-americanos revelaram que, para diminuir o risco de cancro da mama, as mulheres devem-se focar numa alimentação saudável, consumo moderado de bebidas alcoólicas e na manutenção de um peso corporal saudável.
O Dr. Martin Mahoney, do Instituto do Cancro Roswell Park, em Buffalo, e colegas conduziram uma revisão que examinou as estratégias de prevenção do cancro da mama das mulheres norte-americanas de risco médio, tendo revelado que primariamente devem ser abordados os factores de estilo de vida.
De acordo com o Dr. Mahoney, todas as mulheres caucasianas devem ser aconselhadas a moderar o consumo de álcool, sendo que as mulheres que apresentam um maior risco de desenvolver cancro da mama devem moderar a ingestão de bebidas alcoólicas ou mesmo evitá-las.
As mulheres devem seguir uma alimentação equilibrada e manter um peso corporal saudável, visto que ganhar mais de nove quilos, durante a idade adulta, tem sido relatado como resultando num aumento do risco de cancro da mama.
Contudo, não existem evidências de que componentes alimentares específicos possam efectivamente reduzir o risco de cancro da mama.
Os investigadores referiram ainda que a utilização de farmacoterapia para reduzir o risco de cancro da mama deve ser individualizada a cada paciente, após uma discussão pormenorizada dos riscos e benefícios, como parte de um processo partilhado de tomada de decisão.
Segundo os autores do estudo, apesar de ser evidente nos últimos anos a diminuição da incidência e da mortalidade do cancro da mama, o impacto social e económico desta doença continua a ser enorme.
Os resultados foram publicados na "CA: A Cancer Journal for Clinicians".
Isabel Marques
Fontes:
www.upi.com/Health_News/2008/11/06/Adjust_lifestyle_to_prevent_breast_cancer/UPI-71591226014470/
www.sciencedaily.com/releases/2008/11/081105081952.htm
Extracto de casca de pinheiro ajuda a reduzir “jet lag”
O estudo, que incluiu uma Tomografia Computorizada (TAC) ao cérebro e um sistema de pontuação, demonstrou que o picnogenol reduziu os sintomas de "jet lag”, tais como fadiga, dores de cabeça, insónia e edema cerebral, ou inchaço, tanto em indivíduos saudáveis, como em pacientes hipertensos. Os passageiros também apresentaram um mínimo edema nas pernas, uma condição comum associada a voos longos.
O estudo, conduzido pelo Dr. Gianni Belcaro, da Universidade G. D'Annunzio, em Pescara, na Itália, incluiu 133 passageiros que apanharam voos com duração de sete a nove horas. Alguns passageiros receberam oralmente 50 miligramas de picnogenol três vezes por dia, durante sete dias, com início dois dias antes do voo.
Os resultados, publicados na “Minerva Cardioangiologica", demonstraram uma redução de 56 por cento dos sintomas de "jet lag” no grupo de recebeu picnogenol. Além disso, os sintomas duraram apenas uma média de 18,2 horas no grupo do picnogenol, em comparação com as 39,3 horas do grupo de controlo.
O Dr. Belcaro referiu que as propriedades para melhorar a circulação e antioxidantes do picnogenol podem explicar os resultados positivos.
O "jet lag” refere-se a uma perturbação do ritmo biológico causada por viagens muito longas de avião, através de zonas com diferentes fusos horários, o que provoca cansaço, alteração do ciclo do sono, entre outros.
Isabel Marques
Fontes:
www.upi.com/Health_News/2008/11/06/Pycnogenol_from_pine_bark_reduces_jet_lag/UPI-13211225998756/
www.infopedia.pt/pesquisa?qsFiltro=14
Pré-eclampsia pode ser sinal de posterior risco cardíaco
O Dr. Graeme Smith, da Universidade Queen’s, em Kingston, no Ontário, referiu que este tipo de pressão sanguínea elevada, a pré-eclampsia, ocorre em 5 a 10 por cento de todas as gravidezes.
Contudo, a maior parte dos médicos desconhece a ligação entre a pré-eclampsia e o risco de futuros problemas cardiovasculares, não fazendo um seguimento com testes adequados.
De acordo com o Dr. Smith, especialista em obstetrícia de alto risco na Unidade de Investigação Perinatal do Hospital Geral de Kingston, esta questão deveria estar no radar de todos os obstetras e médicos de família.
O lado positivo desta investigação é que, na generalidade, se está a lidar com mulheres jovens e saudáveis que agora têm a oportunidade de se protegerem do desenvolvimento de uma doença potencialmente fatal no futuro.
O estudo, publicado online na “American Journal of Obstetrics and Gynecology”, começou há cinco anos e seguiu 400 mulheres, metade das quais desenvolveram pré-eclampsia durante a gravidez. Quando foram testadas um ano depois do parto, as mulheres com pré-eclampsia demonstraram factores implícitos de risco cardiovascular, como hipertensão e lípidos elevados, ou gorduras, numa taxa que era duas vezes superior do que no grupo de controlo.
Isabel Marques
Fontes:
www.upi.com/Health_News/2008/11/06/Pre-eclampsia_a_sign_of_heart_risk_later/UPI-53741225999925/
quinta-feira, 6 de novembro de 2008
Doenças respiratórias: 10% dos portugueses automedica-se
Segundo Agostinho Marques, Pneumologista e Director da Faculdade de Medicina do Porto, existem muitos doentes com este tipo de patologias que recorrem à automedicação. "Os pais utilizam indevidamente os antibióticos nas crianças, o que aumenta a sua resistência às bactérias e à toxicidade", afirmou. "Em situações de doença futura, esta habituação prejudica os tratamentos e a sua eficácia", acrescentou o pneumologista.
Agostinho Marques afirmou ainda que as doenças respiratórias aumentam durante o Inverno, levando muitas pessoas a utilizarem os medicamentos de forma a eliminar os primeiros sintomas. "As crianças são as mais prejudicadas pois nesta altura do ano sofrem muito de constipações e alergias. É sabido que mais de 40% dos portugueses sofre de doenças respiratórias, sendo que o tabagismo é também uma das causadas deste tipo de patologias", referiu o especialista.
O encontro conta com a presença de 400 médicos de família, tendo como objectivo a partilha de casos e experiências clínicas. Nesta sexta-feira, dia 7 de Novembro, serão revelados os melhores trabalhos de investigação na área da cessação tabágica. Nas investigações serão abrangidos dois temas: dados de prevalência do tabagismo em várias zonas do país, e estratégias para melhorar as consultas para fumadores nos Centros de Saúde.
As 1as Jornadas de Patologia Respiratória em Medicina Familiar são realizadas no Hotel Sheraton Porto, destinando-se apenas a Médicos de Família, contando com o patrocínio científico da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, da Sociedade Portuguesa de Pneumologia e da Associação Portuguesa de Médicos de Clínica Geral.
Pedro Santos