Como forma de atenuar as dificuldades financeiras devido aos inúmeros pacientes que levantam receitas médicas, duas farmacêuticas norte-americanas resolveram sugerir sete passos como forma de reduzir os gastos em medicamentos de prescrição.
1. Tem mais do que precisa?
Em resposta à questão "Tem mais do que precisa?", Stefanie Ferreri e Jena Ivey, ambas farmacêuticas e professoras, aconselham a revisão de toda a terapêutica com o médico ou farmacêutico por forma a garantir se de facto todos os medicamentos são necessários.
Segundo as farmacêuticas, as pessoas continuam a adquirir fármacos mesmo quando já não têm necessidade dos mesmos, podendo acabar a tomar vários medicamentos para a mesma condição.
2. Opte por genéricos
A aquisição de medicamentos genéricos é outro dos aspectos mencionados. Segundo Ferreri, estes medicamentos são tão eficazes como os medicamentos de marca, com a vantagem de serem 30 a 80% mais baratos.
3. Opções mais baratas
Segundo as autoras das sugestões, os médicos nem sempre estão a par dos preços dos medicamentos que prescrevem ou, então, podem sentir-se desconfortáveis em falar com os pacientes sobre questões monetárias.
Desta forma, "as pessoas devem informar os seus médicos quando considerarem um medicamento demasiado dispendioso e solicitar alternativas. Mesmo que não exista o equivalente genérico de um determinado fármaco, poderá haver um medicamento semelhante que possui um equivalente mais acessível", referiu Ferreri.
4. Compare preços
"Só porque um local tem um determinado medicamento a melhor preço, não significa que o mesmo espaço disponibilize preços acessíveis para os restantes produtos", afirmou Ivey. "Já observei preços de medicamentos de marca variarem de forma significativa de farmácia para farmácia", acrescentou.
5. Gestão de compras
As farmacêuticas sugerem que a compra de vários compridos de uma só vez pode baixar o custo por dose, ou seja, enquanto um abastecimento para 30 dias custa 4 dólares, um abastecimento para 90 dias custa apenas 10 dólares e não 12.
No entanto, as especialistas previnem que um abastecimento para 30 dias pode tornar-se num desperdício quando se experimenta um novo medicamento, pois o mesmo pode ser ineficaz ou apresentar efeitos adversos.
6. Cuidado com as "borlas"
Ainda que os médicos possam ter amostras gratuitas de determinados medicamentos, estas podem não ser a melhor opção. "As companhias farmacêuticas tendem a providenciar aos clínicos as últimas novidades, que podem ou não ser melhores face às antigas versões", alertam as autoras.
7. Corte literalmente nos custos
Comprar comprimidos de doses mais elevadas e dividi-los em dois pode ser uma opção eficaz para as pessoas que pretendem ver reduzida a sua factura farmacêutica.
No entanto, as professoras aconselham as pessoas a informarem-se junto do seu médico ou farmacêutico antes de adoptarem esta prática, porque muitos produtos, como as cápsulas, não podem ser divididos em casa de forma segura.
Pedro Santos