sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Glenmark recebe o prémio de melhor empresa farmacêutica a nível mundial

As melhores e mais inteligentes empresas dos sectores farmacêutico e de biotecnologia foram reconhecidas numa cerimónia de gala realizada no dia 10 de Dezembro, em Londres, nos prémios atribuídos pela SCRIP, a revista líder em assuntos farmacêuticos.

Nesta prestigiada cerimónia, a Glenmark foi reconhecida como “Melhor Empresa Farmacêutica do Mundo – SME” e a “Melhor Empresa em Mercados Emergentes”, num evento organizado pela SCRIP e ao qual as mais importantes empresas do sector farmacêutico não só concorrem, como também participam na cerimónia de entrega do prémio.

Em relação à Glenmark, a empresa “obteve boa classificação em praticamente todas as dimensões, demonstrando incrível crescimento em seus negócios de medicamentos genéricos, além de uma estrutura promissora ainda nos estágios iniciais em algumas áreas de alto potencial para medicamentos com marca”, afirmou um dos médicos presentes, tendo a empresa recebido rasgados elogios não só pelos juízes, como por outros médicos presentes na cerimónia.

“Esta é uma grande honra para a nossa empresa. Estamos extremamente satisfeitos que nesta cerimónia, que contava com a presença e participação dos maiores nomes do sector farmacêutico do mundo, a Glenmark tenha saído vitoriosa”, afirmou Glenn Saldanha, chefe executivo (CEO na sigla inglesa) da Glenmark.

“O mais importante é que temos o prazer de demonstrar ao mundo que uma empresa indiana é capaz de realizar trabalho pioneiro na área de pesquisa inovadora e descobrir consistentemente novas entidades químicas e biológicas para doenças crónicas em novas áreas de cunho terapêutico”, acrescentou ainda o executivo.

Pedro Santos

FDA requer mais informações sobre o fármaco Remoxy

A agência reguladora norte-americana (FDA) emitiu uma carta à Pain Therapeutics e à King’s Pharmaceuticals rejeitando o seu pedido de aprovação para o fármaco Remoxy (oxicodona).

A FDA acrescentou que necessita de mais dados antes de proceder à aprovação do medicamento, referindo-se no entanto que não são necessários mais estudos clínicos.
As farmacêuticas indicaram que estão a avaliar a carta da agência reguladora, indo emitir uma resposta quando acharem apropriado.

A oxicodona é um medicamento opiáceo analgésico potencialmente viciante, sintetizado a partir da tebaína, sendo um fármaco normalmente prescrito para o tratamento da dor em pacientes com cancro.

Pedro Santos

http://www.firstwordplus.com/Fws.do?articleid=92813FA986B54649B1880AB7CF36933B

Estudo: Fenofibrato não reduz riscos cardíacos em diabéticos

Um relatório, publicado na revista cientifica “Journal of the American College of Cardiology”, revelou que o tratamento a longo prazo com o fármaco antidislipidémico fenofibrato, um tipo de fibrato utilizado para baixar o colesterol, não reduz as placas coronárias ou os sinais de aterosclerose em pacientes com diabetes tipo 2.

Investigações anteriores têm sugerido que a terapia com fibratos pode ter efeitos cardiovasculares benéficos. Contudo, na principal análise do estudo relativo à utilização do fenofibrato na diabetes, denominado FIELD, os investigadores descobriram que o tratamento com fenofibrato não reduziu os ataques cardíacos nos diabéticos tipo 2.

O ponto principal do sub-estudo do FIELD, que incluiu 170 pacientes que receberam aleatoriamente fenofibrato ou placebo durante cinco anos, era determinar se a terapia com fenofibrato reduz a aterosclerose, um grande factor de risco para ataques cardíacos, em pacientes com diabetes tipo 2.

A Dra. Anne Hiukka, da Universidade de Helsínquia, na Finlândia, e colegas relataram que, durante o seguimento, a aterosclerose progrediu num grau semelhante em ambos os grupos.

Num editorial, o Dr. Evan A. Stein, do "Metabolic and Atherosclerosis Research Center", em Cincinnati, no Ohio, comentou que estes resultados do sub-estudo, combinados com as principais descobertas do FIELD, sugerem que o tratamento com fenofibrato oferece poucos benefícios cardíacos aos pacientes diabéticos.

Isabel Marques

Fontes:
www.nlm.nih.gov/medlineplus/news/fullstory_72625.html

Alzheimer: Inibidores da colinesterase efectivos e seguros para sintomas de demência

Investigadores norte-americanos referiram que os inibidores da colinesterase, utilizados para tratar os problemas cognitivos da Doença de Alzheimer, são seguros e efectivos para os sintomas comportamentais e psicológicos da demência.

Os investigadores da Faculdade de Medicina da Universidade de Indiana, do Instituto Regenstrief e dos Serviços de Saúde de Wishard, em Indianapolis, reviram nove ensaios clínicos aleatórios, controlados por placebo, que avaliaram a efectividade de três populares inibidores da colinesterase na gestão dos sintomas comportamentais e psicológicos manifestados pelos pacientes com Doença de Alzheimer.

Os resultados do ensaio indicaram que os inibidores da colinesterase levaram a uma redução estatisticamente significativa dos sintomas comportamentais e psicológicos, tais como agressividade, deambulação ou paranóia, quando utilizada a mesma dosagem como a administrada para melhorar a incapacidade cognitiva.

Em conclusão, a revisão, publicada na “Clinical Interventions in Aging”, relatou que os inibidores da colinesterase são seguros, não produzindo efeitos secundários de maior.

De acordo com o Dr. Malaz Boustani, da Faculdade de Medicina da Universidade de Indiana, existe a necessidade de alternativas seguras para os fármacos antipsicóticos utilizados actualmente para gerir os sintomas comportamentais e psicológicos da Doença de Alzheimer. Os resultados analisados são encorajadores e sugerem que os inibidores da colinesterase são uma alternativa segura e eficaz.

Os investigadores sublinharam que nove em cada dez pacientes com Alzheimer manifestam sintomas comportamentais e psicológicos devido à doença.

Contudo, os inibidores da colinesterase, como a rivastigmina, comercializada como Exelon e Prometax, o donepezilo, comercializado como Aricept ou em diversas versões genéricas, e a galantamina, comercializada como Reminyl ou em diversas versões genéricas, são subaproveitados e prescritos normalmente durante menos de três meses e a menos de 10 por centos dos pacientes com Doença de Alzheimer.

Isabel Marques

Fontes:
www.upi.com/Health_News/2008/12/10/Drug_for_Alzheimers_behaviors_underused/UPI-58291228955193/

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Estudo: Grávidas devem evitar utilização de estatinas

Investigadores britânicos alertam que as mulheres grávidas ou aquelas que estão a tentar engravidar devem evitar a utilização de estatinas para baixar o colesterol.

Um estudo de 2007, que examinou o risco de malformações congénitas nos bebés de mulheres grávidas que utilizam estatinas, sugeriu que os efeitos prejudiciais destes fármacos podiam estar restritos apenas às estatinas lipofílicas ou solúveis em gordura, tais como a atorvastatina e a sinvastatina.

Contudo, os investigadores da Universidade de Manchester demonstraram que mesmo as estatinas hidrofílicas, ou solúveis em água, como a pravastatina, a cerivastatina e a fluvastatina, podem afectar o desenvolvimento da placenta, levando a resultados piores na gravidez.

O estudo, publicado na “Journal of Cellular and Molecular Medicine”, descobriu que a estatina solúvel em gordura cerivastatina afectou a placenta, resultando num crescimento reduzido. Os investigadores também descobriram que a pravastatina, a estatina solúvel em água, que se pensava ser potencialmente compatível para ser utilizada durante a gravidez, teve o mesmo efeito prejudicial.

A Dra. Melissa Westwood referiu que o rápido aumento da obesidade e da diabetes tipo 2 é um grande problema de saúde, sendo que as pessoas afectadas são frequentemente tratadas com estatinas para baixar os níveis de colesterol na circulação e reduzir o risco de doença cardíaca.

Isabel Marques

Fontes:
www.upi.com/Health_News/2008/12/10/Study_Pregnant_women_should_avoid_statins/UPI-45581228947369/

Alcoolismo aumenta risco de osteoporose em jovens adultos

Estudo sugere que os jovens adultos alcoólicos têm uma probabilidade superior de desenvolveram massa óssea mais fraca

O estudo baseou-se em 57 alcoólicos adultos com idades compreendidas entre os 27 e os 50 anos. Os investigadores descobriram que um quarto dos homens tinha massa óssea mais fraca do que os restantes. Apenas uma das vinte mulheres que os investigadores observaram tinha desenvolvido o mesmo problema, o que pode ser explicado pelos níveis elevados de estrogénio.

Em contraste, os homens não tinham qualquer espécie de protecção hormonal, e tal como as mulheres, eles revelaram deficiências relativamente aos níveis de vitamina D, que são muito importantes na protecção da densidade dos ossos.
Estas descobertas sugerem que os jovens adultos devem ter os seus níveis de densidade e metabolismo dos ossos analisados.

“O facto de mesmo os jovens adultos alcoólicos, sem qualquer tipo de doença do fígado, revelarem uma densidade mineral dos ossos reduzida é uma descoberta importante para o nosso estudo”, afirmou Peter Malik, da Medical University Innsbruck.

Já se sabia que o alcoolismo levava a uma redução da densidade dos ossos, em parte devido aos seus efeitos tóxicos nas células ósseas. No entanto, outros efeitos devem ser considerados pois os alcoólicos têm normalmente uma dieta pobre com muito pouco exercício, e ambas podem contribuir para o mesmo efeito.

Não é ainda claro se a densidade dos ossos melhora caso as pessoas deixem de consumir álcool pois muito poucos estudos procuraram responder a essa questão, algo que a equipa de investigadores pretende agora averiguar.

Pedro Santos

http://www.nlm.nih.gov/medlineplus/news/fullstory_72616.html

Gene pode levar a consumir alimentos com mais calorias

Investigadores escoceses afirmam que uma variante de um gene associado à obesidade pode influenciar os hábitos alimentares de uma pessoa, contribuindo para que ela consuma alimentos com mais calorias

Os cientistas realizaram testes em cem crianças com idades compreendidas entre os 4 e os 10 anos, descobrindo que aquelas que eram portadoras do “gene da obesidade” (conhecido como FTO) consumiram, em média, cem calorias a mais por refeição. As crianças optaram pelos alimentos que tinham mais açúcar e gordura, deixando de lado as opções mais saudáveis.

Os resultados foram obtidos através da oferta de uma refeição-teste numa escola, incluindo presunto, queijo, biscoitos, batata frita, uvas passas, pepino, cenoura, chocolate, pão, água e sumo de laranja. O estudo teve em conta o metabolismo, distribuição da gordura no organismo, quantidade de exercícios físicos e hábitos alimentares das crianças.

"Este trabalho sugere que a obesidade ligada a este gene pode ser modulado por um controle dietético cauteloso", afirmou Colin Palmer, do Instituto de Pesquisa Biomédica da Universidade de Dundee (Escócia).

"Os resultados não alteram as recomendações dietéticas e de estilo de vida às pessoas, que são de uma alimentação relativamente saudável e exercícios físicos regulares. Fazer isto ainda tem um efeito positivo quer uma pessoa seja portador desta variante genética ou não", acrescentou o investigador.

Pedro Santos

http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2008/12/081211_obesidadegene.shtml

Diabetes: Natal é época de risco para quem sofre da doença

Como é sabido, as épocas do Natal e do ano novo são normalmente sinónimo de excessos alimentares, o que representa também uma época de risco para pessoas com certas doenças, como a diabetes. Gorduras, doces e bebidas alcoólicas fazem parte da ementa de consoada para a grande maioria das famílias, o que representa um problema para os cerca de 500 mil diabéticos portugueses.

Muitos dos ingredientes utilizados na confecção dos alimentos da época podem ser consumidos pelos diabéticos. No entanto é preciso ter particular atenção na sua preparação de forma a se manter sob controlo a taxa de glicemia.
É importante evitar ao máximo a presença de molhos, cremes e coberturas dos alimentos, e que se opte por carnes magras, como o peru e o frango, ou pelo peixe, como o tradicional bacalhau.
No que concerne aos doces deve ser substituído o açúcar por adoçante, cozinhando os alimentos no forno em vez de os fritar visto que é mais saudável.

Para além dos cuidados com a dieta, os diabéticos devem ter particular atenção aos valores de glicemia, pois basta uma rabanada para disparar os níveis de açúcar no sangue. De forma a simplificar a monitorização, a Bayer Diabetes Care proporciona um autocontrolo seguro e eficaz através do medidor de glicemia BREEZE2. Este aparelho possui uma tecnologia de autocodificação e disco com 10 tiras integradas, promovendo a comodidade e fiabilidade para quem o utiliza, sendo ainda considerado o medidor mais rápido no tempo total de teste, apresentando resultados em apenas 5 segundos.

Pedro Santos

Terapias não hormonais benéficas para pacientes com cancro da mama

Investigadores gregos referiram que, nos últimos 35 anos, os tratamentos não hormonais têm melhorado a sobrevivência geral das pacientes com cancro da mama avançado.

Os investigadores conduziram uma revisão de 128 ensaios clínicos que incluíram mais de 26 mil mulheres com cancro da mama. A revisão demonstrou que a utilização de regimes à base de antraciclina levou a uma redução relativa do risco de 22 por cento na mortalidade geral, em comparação à quimioterapia com agente único mais antiga.

O tratamento com apenas um taxano levou a uma redução relativa do risco de 33 por cento, enquanto que a combinação de um taxano com capecitabina ou gemcitabina levou a uma redução relativa do risco de 51 por cento em relação à quimioterapia com agente único.

O estudo, publicado na edição de 9 de Dezembro da “Journal of the National Cancer Institute”, revelou que a maioria dos regimes pareceu ser efectiva, independentemente das mulheres terem recebido ou não tratamento anteriormente.

De acordo com os investigadores, esta meta-análise quantifica o progresso conseguido, nos últimos 35 anos, no tratamento do cancro da mama avançado com a terapia sistémica não hormonal.

Diversos regimes têm demonstrado efectividade e, em alguns deles, os efeitos de tratamento, em magnitude, são praticamente indistinguíveis. Assim, pode-se explorar os benefícios na sobrevivência conferidos por diversos regimes efectivos utilizados de forma sequencial, visto que linhas de tratamento subsequentes podem apresentar benefícios relativos semelhantes aos do cenário de primeira linha.

De acordo com o Dr. Philippe Bedard e a Dra. Martine Piccart-Gebhart, do Instituto Jules Bordet, em Bruxelas, esta revisão é importante, porque não tem havido consenso relativamente à melhor dosagem, tempo, sequência ou combinação de terapias para o tratamento do cancro da mama metastático, uma vez que os comparadores standard não têm estado disponíveis.

A descoberta de que muitos dos regimes têm uma efectividade relativa semelhante, tanto nas pacientes que não receberam tratamento como nas tratadas anteriormente, significa que outras considerações, como a toxicidade, irão continuar a ajudar a determinar a escolha de regime para pacientes individuais.

Isabel Marques

Fontes:
www.nlm.nih.gov/medlineplus/news/fullstory_72604.html

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Estatinas não inibem tratamento farmacoterapêutico de linfomas

Investigadores norte-americanos revelaram que as estatinas, fármacos para baixar o colesterol, não interferem com a terapia à base de rituximab, utilizada para o tratamento de linfomas. Além disso, descobriram que as estatinas podem mesmo atrasar a progressão de alguns tipos de linfomas.

Um estudo, publicado no início deste ano, sugeriu que as estatinas podem inibir a capacidade do rituximab se ligar à CD20, uma proteína encontrada nas células dos linfomas. O rituximab é um anticorpo monoclonal utilizado frequentemente sozinho ou em combinação com quimioterapia para tratar linfomas, isto é, cancros do sistema linfático.

De acordo com o Dr. Grzegorz Nowakowski, hematologista da Mayo Clinic, essas descobertas levantaram questões relativamente à manutenção ou paragem do tratamento do colesterol com estatinas, por parte dos pacientes com linfoma, sendo que um em cada cinco pacientes com linfoma toma estes fármacos.

Para clarificar esta questão, os investigadores estudaram 228 pacientes com linfoma difuso de grandes células B agressivo e 293 pacientes com linfoma folicular lentamente progressivo. Vinte e dois por cento dos pacientes com linfoma difuso de grandes células B e 19 por cento dos pacientes com linfoma folicular estavam a tomar estatinas quando começaram o tratamento para os linfomas.

De acordo com o estudo, a utilização de estatinas não influenciou os resultados para os pacientes com linfoma difuso de grandes células B. Entre os pacientes com linfoma folicular, aqueles que tomaram estatinas tiveram, na realidade, melhores resultados.

Após dois anos, 80 por cento dos pacientes com linfoma folicular a tomar estatinas não apresentaram progressão do cancro nem precisaram de novo tratamento, em comparação com 69 por cento dos pacientes que não tomaram estatinas. Este efeito positivo foi observado independentemente do tipo de tratamento.

Segundo o Dr. Nowakowski, estes resultados podem fornecer garantias aos oncologistas e aos pacientes de que as estatinas não irão reduzir a efectividade do rituximab e que, de facto, estas podem melhorar os resultados para alguns pacientes com linfomas.

Isabel Marques

Fontes:
www.nlm.nih.gov/medlineplus/news/fullstory_72590.html

Fármacos para a diabetes podem duplicar risco de fracturas nas mulheres

Resultados de um estudo revelaram que a utilização a longo prazo de fármacos antidiabéticos, como o Avandia (rosiglitazona), da GlaxoSmithKline, ou o Actos (pioglitazona), da Takeda, duplica o risco de fracturas ósseas em mulheres com diabetes tipo 2.

Os investigadores já sabiam que os dois fármacos para a diabetes da classe das tiazolidinedionas estavam associados a fracturas, mas a magnitude do risco ainda não tinha sido avaliada.

O Dr. Sonal Singh, da Faculdade de Medicina da Universidade de Wake Forest, na Carolina do Norte, referiu que este estudo demonstrou que estes agentes duplicam o risco de fracturas em mulheres com diabetes tipo 2, que já têm um risco mais elevado antes de tomarem a terapia.

Os investigadores, que trabalharam com colegas da Universidade de East Anglia, em Inglaterra, basearam as suas descobertas numa análise de 10 estudos clínicos anteriores, que duraram, pelo menos, um ano, envolvendo 14 mil pacientes.

A equipa de investigadores concluiu que se as tiazolidinedionas forem utilizadas por mulheres diabéticas por volta dos 70 anos, durante um ano, ocorreria uma fractura adicional por cada 21 mulheres. Entre as mulheres mais novas, por volta dos 56 anos, a utilização dos fármacos pode levar a uma fractura extra por cada 55 mulheres.

Os resultados podem aumentar as preocupações existentes acerca deste tipo de fármacos, que já estão relacionados com efeitos cardiovasculares adversos.

Os investigadores acrescentaram que ainda não é clara a causa essencial do efeito específico do sexo e das tiazolidinedionas nas fracturas, mas sugerem que os fármacos podem provocar este problema devido à substituição da medula óssea por células de gordura.

Isabel Marques

Fontes:
www.reuters.com/article/healthNews/idUSTRE4B90UL20081210

Obesidade não afecta tratamento para a leucemia

Estudo afirma que a obesidade tem um impacto muito reduzido no sucesso dos transplantes de células em casos de leucemia mielóide aguda

Tecnicamente conhecido como transplante de medula óssea, este procedimento envolve a reconstrução do corpo do paciente que sofre de leucemia com células “normais” derivadas das células estaminais presentes no sangue ou na medula óssea. Estas células podem vir do próprio paciente ou de outra pessoa.

“Existe uma crença já há muito tempo que os pacientes obesos iriam sofrer mais comparativamente aos pacientes de peso normal no tratamento da doença, mas não foi isso que constatámos”, afirmou Willis Navarro, líder da investigação.

Os resultados foram baseados na análise de dados provenientes de um estudo que envolveu 2041 pacientes que receberam transplantes, uns de dadores familiares e outros de dadores sem serem da mesma família. Foram ainda utilizados critérios para classificar os pacientes como obesos, com peso acima da média, peso normal e peso abaixo da média.

Os cientistas apenas notaram que na doação por parte de familiares em casos de obesidade estava associada ao risco de morte ou insucesso do tratamento, mas estes riscos constatados em pacientes obesos eram insignificantes quando comparados com os riscos registados em pacientes com peso abaixo da média.

Desta forma, a obesidade só por si não deve ser considerada como uma razão para não serem realizados transplantes da medula óssea quando este é considerado o melhor procedimento na terapia.

Pedro Santos

http://www.nlm.nih.gov/medlineplus/news/fullstory_72567.html

Cancro irá ser a principal causa de morte a nível mundial

Investigadores norte-americanos afirmam que, apesar do número de mortes ter vindo a diminuir, o cancro irá ser a maior causa de fatalidades a nível mundial até 2010

A Agência Internacional de Investigação do Cancro publicou um relatório revelando que os países em vias de desenvolvimento irão sentir o impacto de uma maior incidência de cancro, com aumento do número de mortes derivadas da doença, mais rápida que os países industrializados.

O relatório afirma que o estigma do cancro duplicou a níveis globais de 1975 a 2000, estimando-se que irá duplicar novamente até 2020 e quase triplicar até 2030.
Ainda segundo o relatório, cerca de 12 milhões de casos novos foram diagnosticados mundialmente este ano, e mais de 7 milhões de pessoas irão morrer devido à doença.

Este aumento tem particularmente incidência em países como a China, Rússia e Índia, devido ao constante aumento de certos hábitos como o consumo de tabaco e dietas ricas em gorduras, bem como alterações a nível demográfico.

Pedro Santos

http://www.upi.com/Health_News/2008/12/09/Cancer_to_be_leading_global_cause_of_death/UPI-87451228884863/

Fármaco Kuvan aprovado na União Europeia

O medicamento Kuvan (sapropterina dihidrocloreto) foi aprovado pela União Europeia para ao tratamento de pacientes com fenilcetonúria, uma doença genética caracterizada pelo defeito ou ausência da enzima fenilalanina hidroxilase (PAH).

O fármaco, que foi desenvolvido conjuntamente pela Merck KGaA e pela BioMarin, havia sido designado como órfão por parte da Agência Europeia do Medicamento (EMEA), e foi o primeiro tratamento aprovado na Europa para esta indicação.

A Merck KGaA adiantou ainda que a autorização para comercializar o fármaco surgiu após análise dos dados clínicos da Fase III de testes em pacientes com a doença.
O lançamento do medicamento, que foi aprovado pela FDA em 2007, está previsto para a primeira metade de 2009.

Pedro Santos

http://www.firstwordplus.com/Fws.do?articleid=D7FB6913420447B097C5DE843E856508

Vitamina B1 pode ajudar a reverter doença renal em pacientes diabéticos

Investigadores britânicos e paquistaneses referiram que elevadas doses de vitamina B1, ou tiamina, podem ajudar a reverter o desenvolvimento da nefropatia diabética em fase inicial, isto é, a doença renal que ocorre em pacientes diabéticos.

A Dra. Naila Rabbani e o Dr. Paul J. Thornalley, da Faculdade de Medicina da Universidade de Warwick, em colaboração com investigadores da Universidade de Punjab e do Hospital Sheik Zaid, em Lahore, no Paquistão, referiram que tomar oralmente doses elevadas de tiamina pode diminuir drasticamente a excreção de albumina e reverter o estágio inicial da nefropatia diabética em paciente com diabetes tipo 2.

O estudo, publicado online na revista “Diabetologia”, demonstrou que a toma oral diária de 300 miligramas de tiamina, durante três meses, reduziu a taxa de excreção de albumina em pacientes com diabetes tipo 2. A taxa de excreção de albumina diminuiu 41 por cento relativamente ao seu valor no início do estudo.

Os resultados também demonstraram que 35 por cento dos pacientes com microalbuminúria apresentaram um retorno a uma normal excreção de albumina urinária, após terem sido tratados com tiamina.

No estudo, 40 pacientes com diabetes tipo 2, com idades entre os 35 e os 65 anos, receberam aleatoriamente placebo ou três doses de comprimidos de 100 miligramas de tiamina por dia, durante três meses.

A equipa de investigadores da Universidade de Warwick demonstrou que a deficiência de tiamina pode ser a chave para um leque de problemas vasculares para os pacientes diabéticos.

Isabel Marques

Fontes:
www.upi.com/Health_News/2008/12/09/Thiamine_reverses_diabetic_kidney_disease/UPI-70851228867601/

Atropina e pala igualmente eficazes para tratar “olho preguiçoso” nas crianças

Resultados de um estudo, publicados na revista científica “Archives of Ophthalmology”, referem que as gotas oculares de atropina e a aplicação de uma pala são similarmente efectivas para melhorar o “olho preguiçoso”, ou ambliopia, nas crianças entre os 7 e os 12 anos.

O tratamento da ambliopia envolve fazer com que a criança utilize o olho mais fraco, através da aplicação de uma pala ou da administração de gotas oculares no olho considerado bom para enevoar temporariamente a visão. Ainda não existe um tratamento comprovado para adultos.

No estudo actual, o Dr. Mitchell M. Scheiman, do Centro Jaeb na Florida, e colegas compararam as duas estratégias em 193 crianças, com idades entre os 7 e os 12 anos, com ambliopia moderada.

As crianças receberam aleatoriamente um dos tratamentos, ou seja, atropina no olho saudável ou a aplicação de uma pala no olho saudável durante duas horas todos os dias. Após 17 semanas, não foram observadas diferenças significativas na visão entre os dois grupos.

Catorze participantes do grupo da atropina, o equivalente a 16 por cento, relataram efeitos secundários envolvendo o olho, e três participantes, ou seja, 3 por cento, relataram efeitos secundários mais generalizados. Quatro crianças do grupo da pala, o mesmo que 5 por cento, experienciaram irritação moderada a grave devido à pala.

Com base nestes resultados e nas descobertas iniciais, os investigadores concluíram que tanto a a utilização de uma pala como a aplicação de atropina podem melhorar a ambliopia em crianças entre os 7 e os 12 anos. Além disso, a experiência indica que os ganhos são continuados após o final do tratamento.

A ambliopia é a causa mais frequente de incapacidade visual na infância e afecta entre 2 a 3 por cento das crianças, segundo o Instituto Nacional dos Olhos norte-americano. Caso não seja tratada com sucesso, a doença persiste na idade adulta.

Isabel Marques

Fontes:
www.reutershealth.com/archive/2008/12/09/eline/links/20081209elin031.html

Obesidade pode aumentar o risco de enxaquecas

Descobertas de um novo estudo sugerem que o excesso de peso ou a obesidade podem aumentar a probabilidade de se sofrer de dores de cabeça e enxaquecas fortes. Da mesma forma, uma maior prevalência de enxaquecas pode também estar associada ao peso abaixo do normal.

O Dr. Earl S. Ford e colegas, do Centro de Controlo e Prevenção de Doenças norte-americano, em Atlanta, analisaram 7.601 homens e mulheres adultos, tendo relatado, na edição de Dezembro da revista “Cephalalgia”, que ter excesso de peso ou ser obeso aumenta a probabilidade de se ter enxaquecas entre 1,2 e 1,4 vezes.

Os investigadores estudaram a associação entre o Índice de Massa Corporal (IMC), o rácio entre a altura e o peso frequentemente utilizado para determinar se o peso das pessoas está dentro ou fora dos parâmetros normais, e a enxaqueca em homens e mulheres, com 20 anos ou mais, que participaram num estudo sobre saúde e nutrição entre 1999 e 2002.

No geral, cerca de 15 por cento dos homens e 28 por cento das mulheres relataram sofrer de enxaquecas e dores de cabeça fortes durante os primeiros três meses.

Aproximadamente, 35 por cento dos participantes tinham excesso de peso (IMC entre 25 e 30), 30 por cento eram obesos (IMC acima de 30) e 33 por cento estavam no peso normal (IMC entre 18,5 e 25).

Os investigadores observaram entre os participantes com peso abaixo do normal, cerca de 2 por cento, uma prevalência duas vezes maior de enxaquecas, mas o número limitado destes participante não permitiu uma análise adicional.

Após a verificação de outros factores potencialmente associados a um aumento do risco de enxaquecas, tais como género, etnia, tabaco, consumo de álcool, actividade física, diabetes e níveis de colesterol, os participantes com excesso de peso ou obesos apresentaram uma maior frequência de enxaquecas do que os participantes com peso normal.

De acordo com o Dr. Ford, se a obesidade aumenta o risco de enxaquecas, o controlo do peso pode ser uma abordagem útil na gestão das dores de cabeça.

Os investigadores recomendam ainda que sejam realizadas análises adicionais para estabelecer se a obesidade está causalmente relacionada com o desenvolvimento de enxaquecas.

Isabel Marques

Fontes:

www.reuters.com/article/healthNews/idUSTRE4B86F020081209

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Cientistas britânicos desenvolvem “osso injectável”

Investigadores da Universidade de Nottingham, no Reino Unido, desenvolveram um material que pode ser injectado em ossos fracturados de forma a ajudar na sua recuperação

A substância tem uma textura de um creme dental, formando uma espécie de molde biodegradável em volta do qual o tecido ósseo cresce e se recompõe.
De acordo com os investigadores, esta nova técnica pode vir a substituir dolorosos enxertos ósseos em muitos casos.

Os investigadores pretendem agora dar início a testes com pacientes, tendo a esperança de começar a utilizar este material de forma regular nos Estados Unidos dentro dos próximos 18 meses.

Os cientistas acreditam que a vantagem da nova técnica em relação aos preenchimentos tradicionais está no processo de endurecimento, sendo que este modelo apresenta a vantagem de apenas endurecer quando entra em contacto com a temperatura do corpo.

"Hoje em dia, além de sofrerem uma cirurgia, os pacientes ficam com uma parte do corpo relativamente danificada. O nosso método evitaria isso", explicou Shakesheff, um dos cientistas.
"Acreditamos que podemos apenas inserir uma agulha, levá-la ao ponto certo e injectar o polímero, que então vai preencher a área fracturada e endurecer em poucos minutos. Depois, as células ósseas em redor sobrevivem e conseguem recompor o tecido", acrescenta o investigador.

Pedro Santos

http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2008/12/081208_ossoinjetavelml.shtml

Gripe: Metade da dose da vacina pode ser igualmente eficaz

Investigadores norte-americanos afirmam que os adultos até aos 50 anos de idade não aparentam ter uma resposta imunitária diferente entre dose inteira e metade da dose da vacina para a gripe

As descobertas vieram sugerir que metade da dose na vacinação de adultos saudáveis pode ser igualmente eficaz em alturas de escassez da vacina.

Os investigadores realizaram um estudo clínico aleatório em adultos com idades compreendidas entre os 18 e os 64 anos. No período entre Novembro e Dezembro de 2004, 554 adultos foram administrados com as doses totais da vacina para a influenza, e 556 com metade da dose.

Todos tinham sido vacinados durante os últimos 3 anos. Amostras de sangue foram analisadas antes e 21 dias após a vacinação para serem realizados testes nos anticorpos contra a influenza, e a resposta dos pacientes aos sintomas da doença foram registados durante esse período.

“A resposta por parte dos pacientes a metade da dose da vacina não foi, de forma substancial, inferior à dose completa, especialmente nos pacientes entre os 18 e os 49 anos de idade”, afirmaram os autores em comunicado. “Estes dados vieram sugerir que é possível reduzir as doses da vacina em caso de escassez da mesma”, acrescentaram.

Pedro Santos

http://www.upi.com/Health_News/2008/12/09/Half-dose_of_flu_shot_effective/UPI-93781228805140/

FDA aprova administração da vacina Boostrix em adultos

A agência reguladora norte-americana (FDA) decidiu aprovar a utilização da vacina Boostrix contra o tétano, difteria e pertússis (tosse convulsa) em pacientes com idades compreendidas entre os 19 e os 64 anos.

Segundo a GlaxoSmithKline, este produto, cuja utilização já havia sido autorizada como uma injecção para fortalecer a imunidade do organismo em adolescentes e pré-adolescentes a partir dos 10 anos de idade, tem agora o mesmo alcance de qualquer vacina disponível para a tosse convulsa.

A companhia farmacêutica adiantou ainda que a aprovação por parte da FDA surgiu após dois testes clínicos que envolveram 3 mil pacientes, com idades entre os 19 e os 64, e que foram administrados com a vacina.

A tosse convulsa é uma infecção muito contagiosa causada pela bactéria Bordetella pertussis, provocando ataques de tosse que normalmente acabam numa inspiração prolongada, profunda e que emite um som agudo (convulsa).

A doença pode ser contraída em qualquer idade, mas em metade dos casos ocorre em crianças com menos de 4 anos. Um ataque de tosse convulsa nem sempre garante uma imunidade para toda a vida, mas o segundo ataque, quando ocorre, costuma ser ligeiro e nem sempre se reconhece como tal.

Pedro Santos

http://www.firstwordplus.com/Fws.do?articleid=A0BE65339F514ED7A7E2F39BAE1A1E9E
http://www.manualmerck.net/?url=/artigos/%3Fid%3D285%26cn%3D1510

Selénio pode ajudar a proteger contra cancro da bexiga

Resultados de um estudo, publicados na revista “Cancer Prevention Research”, revelaram que o mineral selénio pode desempenhar um papel preventivo em determinados tipos genéticos de cancro da bexiga, ou em determinadas populações.

A Dra. Margaret R. Karagas, da Faculdade de Medicina de Dartmouth, em New Hampshire, e colegas analisaram as concentrações de selénio nas unhas dos pés de 767 pessoas recentemente diagnosticadas com cancro da bexiga e de 1.108 pessoas da população geral.

Os investigadores descobriram que a concentração média de selénio nas unhas era significativamente mais baixa entre os pacientes com cancro da bexiga do que nas pessoas da população geral. Mas, no geral, uma concentração mais elevada de selénio não foi significativamente associada a um menor risco de cancro da bexiga.

Contudo, houve uma significativa associação inversa entre o selénio e o cancro da bexiga em subgrupos específicos. Nomeadamente, as mulheres, os fumadores moderados e as pessoas com tumores que contêm uma proteína denominada p53 apresentaram reduções significativas, de 34 por cento, 39 por cento e 43 por cento, respectivamente, do risco de cancro da bexiga com elevadas taxas de selénio.

Os investigadores referiram que dados experimentais indicam potenciais efeitos anti-carcinogénicos do selénio, mas os mecanismos moleculares exactos continuam a ser desconhecidos.

Por último, se for verdade que o selénio pode ajudar a prevenir que um determinado subgrupo de indivíduos, como as mulheres, desenvolva cancro da bexiga, ou ajude a prevenir o desenvolvimento de determinados tipos de tumores, como aqueles que evoluem a partir do caminho p53, isto fornece pistas sobre como os tumores podem ser prevenidos no futuro. Além disso, potencialmente pode levar a tratamentos que podem prevenir o cancro da bexiga.

Isabel Marques

Fontes:
www.reutershealth.com/archive/2008/12/08/eline/links/20081208elin027.html

Vitamina K ajuda a reduzir resistência à insulina em homens mais idosos

Um novo estudo descobriu que a vitamina K ajuda a retardar o desenvolvimento da resistência à insulina em homens mais idosos, mas o efeito parece não ser o mesmo para as mulheres.

O estudo de três anos, desenvolvido por investigadores do Centro de Pesquisa de Nutrição Humana e Envelhecimento Jean Mayer USDA, da Universidade de Tufts, em Boston, incluiu 355 homens e mulheres não diabéticos com idades entre os 60 e os 80 anos.

Um grupo tomou diariamente multivitaminas contendo 500 microgramas de vitamina K (5 vezes acima dos níveis recomendados), juntamente com um suplemento de cálcio e vitamina D. O grupo de controlo não tomou quaisquer suplementos de vitamina K, mas recebeu as multivitaminas e o suplemento de cálcio e vitamina D. Ambos os grupos foram aconselhados a continuar as suas dietas alimentares normais.

No final do estudo, publicado na “Diabetes Care”, os homens que receberam vitamina K melhoraram a resistência à insulina e tinham os níveis de insulina no sangue mais baixos, comparativamente aos homens do grupo de controlo.

De acordo com a investigadora principal, a Dra. Sarah Booth, os homens que receberam os suplementos de vitamina K apresentaram uma menor progressão da sua resistência à insulina, no final do ensaio clínico. Por outro lado, foi observada uma progressão da resistência à insulina nas mulheres que receberam os suplementos de vitamina K, assim como nos homens e mulheres que não receberam estes suplementos.

O peso pode explicar a razão pela qual a vitamina K não pareceu melhorar a resistência à insulina nas mulheres mais idosas. A Dra. Booth referiu que, no estudo, existia uma maior prevalência de mulheres obesas ou com excesso de peso no grupo dos suplementos de vitamina K, em comparação com os elementos masculino a tomar estes suplementos.

Segundo a investigadora, a vitamina K é armazenada no tecido gordo, pelo que, se existir excesso de gordura, a vitamina K pode não estar prontamente disponível para as células que precisam dela para processar a glicose.

A quantidade de vitamina K contida nos suplementos utilizados neste estudo é atingível através do consumo de uma dieta saudável. As couves-de-bruxelas, os brócolos e os vegetais de folhas verde-escuro, tais como os espinafres e couves, são boas fontes de vitamina K.

A resistência à insulina, um precursor da diabetes, ocorre quando o organismo não consegue utilizar convenientemente a insulina. Como resultado, a glicose acumula-se no sangue. As pessoas com excesso de peso ou obesas têm tendência para desenvolver resistência à insulina, porque o excesso de gordura pode interferir com o funcionamento da insulina.

Isabel Marques

Fontes:
www.nlm.nih.gov/medlineplus/news/fullstory_72475.html

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Fármaco para a epilepsia demonstra-se promissor contra Doença de Alzheimer

Investigadores canadianos descobriram que o fármaco para epilepsia à base de ácido valpróico minimizou os problemas de memória num modelo animal da Doença de Alzheimer.

O Dr. Weihong Song, da Universidade de British Columbia, em Vancouver, e colegas relataram que, em ratos e em culturas de células, o ácido valpróico diminuiu a produção da proteína beta-amilóide, uma proteína no organismo que forma placas amilóides no cérebro, uma característica chave da Doença da Alzheimer.

Os investigadores relataram, na "The Journal of Experimental Medicine”, que o tratamento com ácido valpróico reduziu significativamente a formação de placas e melhorou os problemas de memória em ratos com Alzheimer.

O Dr. Song referiu que descobriram que se utilizassem o ácido valpróico na fase inicial da Doença de Alzheimer, em ratos, este reduzia a formação de placas e adicionalmente prevenia a morte celular no cérebro e o dano axonal.

Segundo o investigador, o fármaco também melhorou a performance nos testes de memória, realizados pelos animais.

Os investigadores revelaram estar muito entusiasmados com estes resultados, porque agora sabem quando o ácido valpróico deve ser administrado para ser mais efectivo e também sabem como o ácido valpróico está a actuar para prevenir a Doença da Alzheimer.

De acordo com o Dr. Song, actualmente está a decorrer um pequeno ensaio clínico com humanos e espera-se que os resultados estejam disponíveis no próximo ano.

Isabel Marques

Fontes:
www.reutershealth.com/archive/2008/12/05/eline/links/20081205elin029.html

Vitamina E pode ajudar a diminuir inflamação crónica

Investigadores norte-americanos sugerem que a inflamação muscular crónica pode ser diminuída através da toma de vitamina E.

A Dra. Kimberly Huey, da Universidade de Illinois, referiu que a vitamina E pode estar relacionada a uma redução das citoquinas, proteínas que estimulam a resposta imunitária.

No estudo, publicado na “Experimental Physiology”, a Dra. Huey, o Dr. Rodney Johnson e outros colegas observaram o efeito da vitamina E em ratos, que foram injectados com uma dose baixa de lipopolissacarídeo de Escherichia coli para induzir uma inflamação sistémica aguda.

De acordo com a Dra. Huey, os ratos receberam vitamina E durante três dias, antes de lhes ser administrado o equivalente a uma pequena infecção bacteriana sistémica.

Os ratos que receberam a vitamina E tinham menos proteínas oxidadas no tecido muscular do que os que receberam placebo.

A oxidação pode ser deteriorante e, nos músculos, tem sido associada à redução da força muscular. Potencialmente, a redução das proteínas oxidadas pode estar correlacionada a um aumento da força muscular.

A Dra. Huey referiu que alguns dos restantes efeitos foram mistos, devendo-se recordar que isto foi efectuado em modelos animais, mas que a vitamina E pode ser benéfica para pessoas com inflamação crónica, tais como idosos, pacientes com diabetes tipo 2 ou com insuficiência cardíaca crónica.

Isabel Marques

Fontes:
www.upi.com/Health_News/2008/12/04/Vitamin_E_may_lessen_chronic_inflammation/UPI-71681228441626/

domingo, 7 de dezembro de 2008

Fumo passivo afecta fertilidade feminina

Investigadores norte-americanos sugerem que as mulheres expostas a fumo passivo tem uma probabilidade superior de virem a ter problemas de infertilidade ou realizarem aborto espontâneo

Os cientistas realizaram análises epidemiológicas em mais de 4800 mulheres não fumantes e que eram expostas a fumo passivo durante seis ou mais horas por dia, como crianças ou em idade adulta, chegando à conclusão que as mesmas tinham 68% de probabilidade superior de virem a ter dificuldade em engravidar ou mesmo de terem um ou mais abortos espontâneos.

O estudo revelou que quatro em cada cinco mulheres relataram terem sido expostas a fumo passivo durante as suas vidas. Metade delas cresceu em ambientes de fumo, com pais fumadores, enquanto dois terços delas afirmaram terem sido expostas ao fumo durante o tempo em que este estudo foi conduzido.
Segundo o estudo, mais de 40% daquelas mulheres teve dificuldades em engravidar, muitas delas tiverem mesmo vários abortos espontâneos, alguns consecutivos.

"Estas estatísticas são surpreendentes e apontam para outro problema relativo à exposição de fumo passivo", afirmou Luke Peppone, um dos investigadores.

Pedro Santos

http://www.upi.com/Health_News/2008/12/05/Secondhand_smoke_hurts_female_fertility/UPI-37471228536639/

Farmacêuticas enumeram passos para reduzir custos de medicamentos

Como forma de atenuar as dificuldades financeiras devido aos inúmeros pacientes que levantam receitas médicas, duas farmacêuticas norte-americanas resolveram sugerir sete passos como forma de reduzir os gastos em medicamentos de prescrição.

1. Tem mais do que precisa?
Em resposta à questão "Tem mais do que precisa?", Stefanie Ferreri e Jena Ivey, ambas farmacêuticas e professoras, aconselham a revisão de toda a terapêutica com o médico ou farmacêutico por forma a garantir se de facto todos os medicamentos são necessários.
Segundo as farmacêuticas, as pessoas continuam a adquirir fármacos mesmo quando já não têm necessidade dos mesmos, podendo acabar a tomar vários medicamentos para a mesma condição.

2. Opte por genéricos
A aquisição de medicamentos genéricos é outro dos aspectos mencionados. Segundo Ferreri, estes medicamentos são tão eficazes como os medicamentos de marca, com a vantagem de serem 30 a 80% mais baratos.

3. Opções mais baratas
Segundo as autoras das sugestões, os médicos nem sempre estão a par dos preços dos medicamentos que prescrevem ou, então, podem sentir-se desconfortáveis em falar com os pacientes sobre questões monetárias.
Desta forma, "as pessoas devem informar os seus médicos quando considerarem um medicamento demasiado dispendioso e solicitar alternativas. Mesmo que não exista o equivalente genérico de um determinado fármaco, poderá haver um medicamento semelhante que possui um equivalente mais acessível", referiu Ferreri.

4. Compare preços
"Só porque um local tem um determinado medicamento a melhor preço, não significa que o mesmo espaço disponibilize preços acessíveis para os restantes produtos", afirmou Ivey. "Já observei preços de medicamentos de marca variarem de forma significativa de farmácia para farmácia", acrescentou.

5. Gestão de compras
As farmacêuticas sugerem que a compra de vários compridos de uma só vez pode baixar o custo por dose, ou seja, enquanto um abastecimento para 30 dias custa 4 dólares, um abastecimento para 90 dias custa apenas 10 dólares e não 12.
No entanto, as especialistas previnem que um abastecimento para 30 dias pode tornar-se num desperdício quando se experimenta um novo medicamento, pois o mesmo pode ser ineficaz ou apresentar efeitos adversos.

6. Cuidado com as "borlas"
Ainda que os médicos possam ter amostras gratuitas de determinados medicamentos, estas podem não ser a melhor opção. "As companhias farmacêuticas tendem a providenciar aos clínicos as últimas novidades, que podem ou não ser melhores face às antigas versões", alertam as autoras.

7. Corte literalmente nos custos
Comprar comprimidos de doses mais elevadas e dividi-los em dois pode ser uma opção eficaz para as pessoas que pretendem ver reduzida a sua factura farmacêutica.
No entanto, as professoras aconselham as pessoas a informarem-se junto do seu médico ou farmacêutico antes de adoptarem esta prática, porque muitos produtos, como as cápsulas, não podem ser divididos em casa de forma segura.

Pedro Santos

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Ezetimiba e estatinas apresentam resultados positivos para aterosclerose

Uma análise de dados de um estudo para a diabetes tipo 2 demonstrou que o tratamento com estatinas isoladamente, ou combinadas com ezetimiba, para atingir níveis agressivamente baixos de “mau colesterol” (LDL), resultou numa regressão semelhante da espessura da íntima-média da artéria carótida, em ambos os grupos.

O estudo de 36 meses envolveu 427 pacientes com diabetes tipo 2 e sem antecedentes de eventos cardiovasculares. Os pacientes receberam tratamento com estatinas, ou estatinas mais ezetimiba, para baixar os níveis de colesterol das proteínas de baixa densidade (LDL), conhecido como o "mau colesterol", para um objectivo agressivo de 70 mg/dl ou objectivo standard de 100 mg/dl.

Os resultados, publicados na “Journal of the American College of Cardiology”, demonstraram que, no grupo dos pacientes que receberam tratamento agressivo, os que tomaram ezetimiba mais estatinas atingiram uma redução da espessura da artéria carótida de 0,025 milímetros, em comparação com uma redução média de 0,012 milímetros para aqueles que tomaram apenas estatinas. No grupo do tratamento standard, a espessura da artéria carótida média aumentou 0,039 milímetros.

Relativamente aos benefícios de adicionar ezetimiba, o investigador principal, o Dr. William Howard, referiu que ambos os grupos do tratamento agressivo atingiram um grau muito semelhante de regressão da espessura da íntima-média da artéria carótida. Contudo, se não tivesse sido adicionada a ezetimiba, os pacientes não teriam atingido o objectivo em termos de colesterol LDL e, assim, não teriam alcançado esse grau de regressão.

Isabel Marques

Fontes:

www.firstwordplus.com/Fws.do?articleid=4C2695E261964F7AA4BAC342331D8AFD

Dieta rica em hidratos de carbono benéfica para distúrbio muscular raro

Resultados de um pequeno estudo indicaram que uma dieta rica em hidratos de carbono, em vez de proteínas, melhora a capacidade de praticar exercício físico das pessoas com doença de McArdle.

Dois pequenos estudos anteriores tinham sugerido que uma dieta rica em proteínas poderia ser benéfica para os pacientes com doença de McArdle.

No estudo actual, o Dr. S. T. Andersen e o Dr. John Vissing, da Universidade de Copenhaga, na Dinamarca, examinaram comparativamente os efeitos de uma dieta rica em hidratos de carbono e de uma dieta risca em proteínas na tolerância do exercício físico, em sete adultos com doença de McArdle. Os pacientes seguiram aleatoriamente uma das duas dietas durante três dias, tendo-se exercitado numa bicicleta estacionária após a dieta.

Os investigadores descobriram que a performance no exercício físico foi melhor com a dieta rica em hidratos de carbono do que com a dieta rica em proteínas. Por exemplo, o ritmo cardíaco e o esforço percebido foram consistentemente mais baixos, e o consumo máximo de oxigénio foi 25 por cento mais elevado nos pacientes da dieta com hidratos de carbono, em comparação com os da dieta com proteínas.

Este estudo, publicado na ediçao de Dezembro da “Journal of Neurology, Neurosurgery, and Psychiatry”, sugere que os pacientes com doença de McArdle devem ser mantidos numa dieta com um elevado conteúdo de hidratos de carbono para melhorarem a sua capacidade de tolerar o exercício físico.

A doença de McArdle é um distúrbio muscular metabólico. As pessoas que sofrem desta doença são incapazes de produzir uma enzima chamada fosforilase muscular, que é importante na produção da fonte de energia requerida pelos músculos para o exercício físico.

As pessoas com doença de McArdle desenvolvem dores musculares graves e fadiga nos primeiros minutos da prática de exercício físico, frequentemente seguidos por espasmos musculares graves se continuarem a exercitar.

Isabel Marques

Fontes:
www.reuters.com/article/healthNews/idUSTRE4B265T20081203

Comprimidos de combinação para a hipertensão mais efectivos do que diuréticos

Um estudo revelou que um comprimido que contém dois fármacos para a pressão sanguínea foi mais efectivo, do que uma estratégia baseada em diuréticos, na redução do risco de problemas cardiovasculares graves e morte em pessoas com hipertensão.

No estudo, que envolveu mais de 11 mil pacientes dos Estados Unidos, Suécia, Noruega, Dinamarca e Finlândia, os pacientes receberam um comprimido contendo benazepril (um inibidor da enzima de conversão da angiotensina) e amlodipina (um bloqueador dos canais de cálcio) ou um comprimido contendo benazepril e hidroclorotiazida (um tipo de diurético).

Ambos os comprimidos de combinação ajudaram a reduzir a pressão sanguínea em mais de 75 por cento dos pacientes, mas os que tomaram o primeiro comprimido (benazepril+amlodipina) apresentaram menos 20 por cento de eventos cardiovasculares do que aqueles que tomaram o outro comprimido de combinação com o diurético.

O estudo, publicado na “The New England Journal of Medicine”, definiu os eventos cardiovasculares como mortes cardiovasculares, ataques cardíacos, acidentes vasculares cerebrais (AVC), hospitalizações devido a angina instável e tratamentos para reabrir as artérias coronárias bloqueadas.

O investigador principal, o Dr. Kenneth Jamerson, professor de Medicina Interna na Faculdade de Medicina da Universidade do Michigan, referiu que este estudo demonstrou que mudar os pacientes para um único comprimido de combinação significou que o dobro conseguiu atingir o objectivo de pressão sanguínea, independentemente da terapia anterior.

A pressão sanguínea elevada aumenta o risco de AVC, ataque cardíaco, insuficiência cardíaca e outros problemas do coração. Os fármacos podem ajudar a controlar a pressão sanguínea, mas muitos pacientes têm dificuldade em tomar a medicação múltipla que necessitam, pelo que foram desenvolvidos os comprimidos de combinação.

Isabel Marques

Fontes:
www.nlm.nih.gov/medlineplus/news/fullstory_72379.html

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Fármaco para a epilepsia ligado ao autismo

Cientistas britânicos sugerem que a exposição a fármacos indicados para a epilepsia pode aumentar o risco de autismo em crianças

Segundo Gus Baker, líder do estudo, os resultados preliminares são baseados num estudo que tem vindo a ser conduzido e que envolve 632 crianças, sendo que quase metade das quais foram expostas durante a fase da gestação a fármacos para a epilepsia, tal como o valproate, lamotrigine e carbamazepine.

O estudo descobriu que as mulheres que haviam sido administradas com o valproate durante a gravidez levavam a uma probabilidade sete vezes superior de desenvolvimento de autismo comparativamente às crianças cujas mães não foram administradas com este tipo de medicamentos. No entanto, este risco não foi constatado em outros fármacos para a epilepsia, segundo os investigadores, acrescentando ainda que estas crianças não tinha antecedentes familiares de portadores da doença.

"O risco potencial para o autismo constatado neste estudo foi substancial nas crianças com mães que tinham tomado o valproate durante a gravidez. No entanto, é necessário aprofundar este estudo porque estes são apenas dados iniciais que descobrimos", afirmou Gus Baker em comunicado.

O investigador alertou ainda para o conhecimento que as mulheres que estão grávidas devem ter sobre esta situação de forma a discutirem com o seu médico as melhores opções a seguir.

Pedro Santos

http://www.upi.com/Health_News/2008/12/03/Epilepsy_drug_may_have_autism_link/UPI-48121228355346/

Fármaco para a malária considerado seguro e eficaz

Um painel da Administração Norte-Americana dos Alimentos e Fármacos (FDA) considerou o fármaco Coartem (artemeter/lumefantrina), da Novartis, como sendo seguro e eficaz. Este composto, que foi considerado como prioritário para análise por parte da agência reguladora, será a primeira terapia combinada com artemísia indicada para o tratamento da malária nos Estados Unidos, caso venha a ser aprovado.

Os membros do painel votaram de forma unânime que os dados fornecidos pela farmacêutica demonstraram a eficácia do Coartem. Relativamente à segurança do mesmo, todos os membros com a excepção de um votaram favoravelmente.
A Novartis procura aprovação por parte da entidade reguladora norte-americana para que o fármaco passe a ser usado como tratamento para infecções provocadas pela malária.

Pedro Santos

http://www.firstwordplus.com/Fws.do?articleid=F4E50279456348FFA039AFB50B3647DB

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Azarga aprovado na Europa para o tratamento do glaucoma

A Agência Europeia do Medicamento (EMEA) autorizou a comercialização da suspensão oftálmica Azarga (brinzolamida 10mg/ml+timolol 5mg/ml), da Alcon Inc, para o tratamento do glaucoma.

A EMEA aprovou o Azarga, em forma de gotas oculares, para a diminuição da pressão intra-ocular em adultos com glaucoma de ângulo aberto ou hipertensão ocular. Esta aprovação já era esperada, após a recomendação para comercialização em Setembro.

Dois estudos clínicos demonstraram que o Azarga era mais confortável e mais bem tolerado pelos pacientes do que o Cosopt (cloridrato de dorzolamida e maleato de timolol, solução oftálmica), da Merck & Co., Inc.

Os ensaios também demonstraram que os ingredientes activos do Azarga são mais efectivos quando administrados em combinação do que qualquer um deles isoladamente. O Azarga revelou uma eficácia superior na redução da pressão intra-ocular, em qualquer ponto medido no estudo, em comparação com os componentes individuais isolados, tendo demonstrado um perfil de segurança semelhante. Adicionalmente, um estudo comparativo revelou que o Azarga fornece uma eficácia na redução da pressão intra-ocular semelhante ao Cosopt.

O glaucoma é uma perturbação que aumenta a pressão dentro do globo ocular, danificando o nervo óptico e causando perda de visão. O glaucoma provoca a perda da visão periférica ou pontos cegos no campo visual. Em geral, o glaucoma não tem uma causa conhecida. No entanto, por vezes afecta membros de uma mesma família.

A forma mais frequente de glaucoma, o glaucoma de ângulo aberto, é comum depois dos 35 anos, mas, por vezes, aparece em crianças. A doença tem tendência para aparecer em vários membros de uma mesma família e é mais comum entre as pessoas diabéticas ou míopes. O glaucoma de ângulo aberto desenvolve-se com maior frequência e pode ser mais grave nas pessoas de raça negra.

Isabel Marques

Fontes:
www.reuters.com/article/rbssHealthcareNews/idUSL336248520081203
www.marketwatch.com/news/story/Alcon-Announces-AZARGAR-Ophthalmic-Suspension/story.aspx?guid=%7BEB4FEA12-3DDB-4030-8F81-4FCA84DB69B5%7D
www.manualmerck.net/?url=/artigos/%3Fid%3D252

Antibióticos são a maior causa de hepatotoxicidade induzida por fármacos

Investigadores revelaram que os antibióticos são a maior classe de medicamentos que causa hepatotoxicidade induzida por fármacos, ou seja, danos no fígado provocados por medicamentos.

A hepatotoxicidade induzida por fármacos é provocada por uma ampla série de medicamentos que necessitam de prescrição médica ou não, suplementos nutricionais e produtos naturais.

Num novo estudo, os investigadores, da Faculdade de Medicina da Universidade de Indiana, observaram pacientes com suspeitas de hepatotoxicidade induzida por fármacos e descobriram que 73 por cento dos casos foram causados por uma única medicação prescrita, 9 por cento por suplementos alimentares e 18 por cento por agentes múltiplos.

O investigador principal, o Dr. Naga P. Chalasani, e colegas descobriram que mais de 100 agentes diferentes estavam associados à hepatotoxicidade induzida por fármacos e que os antibióticos, com 45,5 por cento, e os agentes que actuam sobre o sistema nervoso, com 15 por cento, eram os mais comuns.

Entre os suplementos alimentares associados à hepatotoxicidade induzida por fármacos, aqueles que declaram promover a perda de peso e aumentar a massa muscular foram responsáveis por cerca de 60 por cento dos casos. Pelo menos, 20 por cento dos pacientes com hepatotoxicidade induzida por fármacos ingeriram mais do que um agente potencialmente danificador do fígado.

O estudo, publicado na “Gastroenterology”, revelou que não houve qualquer associação entre o género dos pacientes e a gravidade da hepatotoxicidade induzida por fármacos, mas os pacientes com diabetes apresentaram uma forma mais grave deste problema.

De acordo com o Dr. Chalasani, a hepatotoxicidade induzida por fármacos é um problema de saúde sério, que tem impacto nos pacientes, médicos, reguladores e indústria farmacêutica, sendo necessários mais esforços para a definição da sua patogénese e para o desenvolvimento de meios para a detecção precoce, correcto diagnóstico, prevenção e tratamento.

Este problema é responsável por cerca de 13 por cento dos casos de falha hepática aguda nos Estados Unidos e é a causa mais comum de morte devido a esta doença.

Isabel Marques

Fontes:
www.nlm.nih.gov/medlineplus/news/fullstory_72260.html

Injecção de cortisol pode prevenir Stress Pós Traumático

Investigadores israelitas sugerem que uma injecção de cortisona após a exposição a um evento traumático pode prevenir problemas de índole pós-traumática no futuro

Segundo os cientistas, têm vindo a ser realizados testes observatórios em animais, esperando iniciar testes clínicos durante o próximo ano.
Por definição, o diagnóstico do Stress Pós-Traumático (PTSD) é realizado após um indivíduo ter andado a experienciar reacções de stress crónica durante pelo menos um mês. No entanto, após esse período pode já ser tarde demais, segundo os investigadores.

“Entre 10 a 20% dos indivíduos expostos a eventos traumáticos acabam por desenvolver PTSD”, afirmou Joseph Zohar, um dos cientistas. “O desafio é tentar prevenir ou reduzir estes valores. Até agora, as investigações concentram-se no tratamento da doença desde o seu desenvolvimento. Nós pretendemos concentrar-nos na prevenção”, acrescentou Zohar.

Normalmente, a produção de cortisol aumenta imediatamente após o trauma, mas com o passar do tempo regressa aos seus valores normais. No entanto, aqueles que são diagnosticados com PTSD têm um sistema hormonal disfuncional.

O stress pós-traumático consiste numa perturbação por ansiedade causada pela exposição a uma situação traumática muito incómoda, na qual a pessoa experimenta mais tarde repetidamente a situação traumática.

Pedro Santos

http://www.upi.com/Health_News/2008/12/02/An_injection_of_cortisol_may_prevent_PTSD/UPI-89291228202425/
http://www.manualmerck.net/?url=/artigos/%3Fid%3D109%26cn%3D961

Depressão ligada à gordura na barriga

Após o período de 5 anos no qual decorreu o estudo, investigadores holandeses sugerem que os adultos já com uma certa idade que apresentam sintomas de depressão têm uma maior propensão para ganhar gordura abdominal, mas não gordura no geral.

A equipa de cientistas estudou 2088 adultos com idades compreendidas entre os 70 e os 79 anos. Os participantes foram analisados para a depressão no início do estudo, tendo a sua obesidade abdominal sido registada, tanto no início como no final dos 5 anos.

O estudo concluiu que, após o ajuste de factores sócio-demográficos e outras características associadas a mudanças de peso, a depressão estava associada a um aumento da gordura visceral e do diâmetro sagital após o período de 5 anos.

“Esta associação não foi constatada para o aumento da obesidade em geral, parecendo ser independente das mudanças da obesidade, o que sugere que os sintomas depressivos estão associados ao aumento da gordura na região visceral”, afirmaram os investigadores em comunicado.

O stress crónico e a depressão podem activar certas áreas do cérebro e conduzir para o aumento dos níveis de cortisol, o que promove a acumulação de gordura visceral. Para além disso, os indivíduos com depressão têm um estilo de vida menos saudável, incluindo uma dieta mais pobre, podendo interagir com factores psicológicos que conduzem a um aumento da obesidade abdominal.

Pedro Santos

http://www.upi.com/Health_News/2008/12/02/Depression_linked_to_belly_fat/UPI-41691228198443/

Esclerose Múltipla: Iniciativa promove aulas específicas de ginástica para doentes

Um projecto pioneiro entre a Merck Serono e o Holmes Place vai promover aulas específicas para doentes com Esclerose Múltipla. As sessões têm a duração de uma hora, duas vezes por semana, sendo coordenadas por um único técnico, trabalhando exclusivamente a postura e condição física de pessoas com a doença.

A iniciativa tem como finalidade não apenas promover o bem-estar físico dos doentes com Esclerose Múltipla, como também motivá-los visto que o diagnóstico da doença pode provocar uma desmotivação. Desta forma, a Merck Serono, através do programa Rebicare, juntamente com o Holmes Place juntaram-se numa parceria que visa proporcionar um espaço e tempo ao trabalho específico da postura destes doentes, de forma a melhorar a sua mobilidade e qualidade de vida.

Inicialmente as aulas irão decorrer no healthclub de Miraflores, podendo o projecto ser alargado para outros clubes da cadeia de fitness consoante o interesse e adesão de pessoas de outras localidades.

Pedro Santos

Estudo: Medicamentos de marca não demonstram ser melhores do que genéricos

Investigadores norte-americanos referiram que não existe qualquer evidência de que os medicamentos de marca, para o tratamento de doenças cardíacas e cardiovasculares, actuem melhor do que os seus equivalentes genéricos.

De acordo com o Dr. Aaron Kesselheim, do Hospital Brigham e de Mulheres e da Faculdade de Medicina de Harvard, em Boston, estas descobertas vão contra a percepção, de alguns médicos e pacientes, de que os medicamentos de marca mais caros são clinicamente superiores.

O Dr. Kesselheim e colegas combinaram os resultados de 30 estudos realizados desde 1984 para comparar nove sub-classes de fármacos cardiovasculares aos seus equivalentes genéricos.

Segundo as descobertas, publicadas na “The Journal of the American Medical Association”, os medicamentos de marca não ofereceram qualquer vantagem para os resultados clínicos dos pacientes nesses estudos.

De acordo com o investigador, se é prescrito a um paciente um medicamento genérico, porque isso é o que é mais apropriado para a sua doença, então este deve-se sentir confiante acerca de tomar o fármaco. Mesmos os médicos também se devem sentir confiantes a prescrever genéricos quando for apropriado.

O estudo abrangeu bloqueadores beta, diuréticos, bloqueadores do canal de cálcio, estatinas, agentes anti-plaquetários, inibidores da enzima conversor da angiotensina (ECA), bloqueadores alfa, agentes anti-arrítmicos e varfarina.

O Dr. Kesselheim referiu que os fármacos cardiovasculares para tratar doenças do coração e vasos sanguíneos são a categoria mais comummente prescrita.

Os investigadores referiram que os fabricantes de medicamentos de marca têm sugerido que os genéricos podem ser menos efectivos e menos seguros, tendo também descoberto que muitos editorais em revista médicas questionam se os medicamentos genéricos são tão bons.

Segundo a presidente e CEO da “Generic Pharmaceutical Association”, Kathleen Jaeger, existem pacientes preocupados em conseguir receber e pagar cuidados de saúde de qualidade. Na medida em que todas as pessoas se estão a debater com a forma de aumentar o acesso e reduzir os custos, sabe-se que os genéricos fazem parte da solução.

As companhias farmacêuticas detêm os direitos exclusivos dos fármacos que desenvolvem durante um determinado número de anos, após os quais outras companhias podem comercializar versões genéricas que são quimicamente equivalentes.

Um genérico tem o mesmo ingrediente activo, forma farmacêutica e dosagem e a mesma indicação que o medicamento original, de marca, mas a cor e forma do fármaco podem diferir.

Isabel Marques
Fontes:
www.reuters.com/article/healthNews/idUSTRE4B188Z20081202?sp=true

Estudo: Reacções alérgicas à vacina Gardasil são pouco comuns

Investigadores australianos revelaram que um estudo realizado à vacina Gardasil, da Merck & Co Inc, para a prevenção do cancro do colo do útero, descobriu que as reacções alérgicas são pouco comuns e que a maioria das mulheres jovens consegue tolerar as doses subsequentes.

A investigação, publicada na “British Medical Journal”, envolveu 25 mulheres australianas com suspeitas de hipersensibilidade à vacina, que foi administrada como parte do programa nacional de imunização, que iniciou em 2007, para mulheres entre os 12 e os 26 anos, na Austrália. De acordo com a Dra. Sharon Choo, do Hospital Pediátrico Royal, em Melbourne, foram administradas mais de 380 mil vacinas sob este programa.

A recomendação clínica dos investigadores é que as mulheres com suspeitas de hipersensibilidade à vacina quadrivalente devem ser avaliadas antes de receberam mais doses e qualquer alteração com a mesma vacina deve ser realizada num ambiente supervisionado.

Os investigadores referiram que alguns componentes da vacina, tais como sais de alumínio e leveduras, têm sido associados a reacções alérgicas. Todavia, os testes cutâneos realizados nas 25 mulheres com suspeitas de hipersensibilidade demonstraram que apenas três delas experienciaram prováveis reacções à injecção.

A equipa de investigação também referiu que supostas reacções, como urticária, são frequentemente idiossincráticas e não aumentam o risco de reacções adversas nas injecções subsequentes.

A Gardasil e a Cervarix, da GlaxoSmithKline Plc, estão delineadas para serem administradas em raparigas e mulheres jovens para a protecção contra as estirpes do Vírus do Papiloma Humano (VPH), que é transmitido sexualmente e que pode provocar o cancro do colo do útero.

Em Outubro, o Centro de Controlo e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos relatou que as raparigas e mulheres jovens que recebem a vacina Gardasil não têm mais probabilidade do que o normal de desmaiar, ter uma reacção alérgica, coágulos sanguíneos ou outra reacção adversa.

O relatório baseou-se em 375 mil doses da vacina administradas entre Agosto de 2006 e Julho de 2008, após a agência ter recebido 10.326 relatos de eventos adversos depois da vacinação contra o VPH nos Estados Unidos.

Isabel Marques

Fontes:
www.reuters.com/article/healthNews/idUSTRE4B202320081203

Ácido fólico na gravidez pode estar relacionado a problemas respiratórios nos bebés

Um estudo norueguês revelou que os bebés de grávidas que utilizaram suplementos de folato, ou ácido fólico, durante o primeiro trimestre, parecem ter uma incidência ligeiramente maior de pieira e infecções do tracto respiratório inferior até aos 18 meses.

O investigador principal, o Dr. Siri E. Haberg, revelou à Reuters Health que, visto estas descobertas serem preliminares, as mulheres não devem entrar em pânico e devem definitivamente continuar a tomar os suplementos de ácido fólico.

O Dr. Haberg e os colegas referiram, na “Archives of Disease in Childhood”, que as mulheres são aconselhadas a aumentar a ingestão de ácido fólico, durante a idade fértil, para reduzir o risco de malformações congénitas nos bebés. Contudo, estudos em ratos indicam que o ácido fólico aumenta a actividade genética durante a gravidez e provoca padrões genéticos de asma alérgica nos recém-nascidos.

Os investigadores, do Instituto Norueguês de Saúde Pública, em Oslo, analisaram dados de 32.077 crianças nascidas entre 2000 e 2005. De acordo com as respostas aos questionários, 22,3 por cento das mães utilizaram suplementos de folato apenas no primeiro trimestre e 42,6 por cento utilizaram suplementos durante toda a gravidez.

Os investigadores, após ajustarem a exposição ao folato mais tarde na gravidez e na infância, descobriram que o risco de pieira aumentou em apenas 6 por cento para as crianças até aos 18 meses que foram expostas no primeiro trimestre.

Os riscos relativos de infecções do tracto respiratório inferior e de hospitalizações devido a este tipo de infecções foi de 9 por cento e de 24 por cento, respectivamente.

Contudo, como o Dr. Haberg sublinhou, a documentação referente ao papel preventivo dos suplementos de ácido fólico nas malformações congénitas está bem estabelecida, enquanto estes novos dados são apenas os primeiros em humanos e ainda nem se sabe se a associação é causal.

Isabel Marques

Fontes:
www.reuters.com/article/healthNews/idUSTRE4B16TL20081202

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Estudo questiona efeito de antioxidantes no envelhecimento

Pesquisa britânica afirma que não existem indícios que dietas e cosméticos que contêm substâncias antioxidantes possam retardar o envelhecimento

Os cientistas da University College London recorreram ao uso de vermes nematódeos como forma de testar os efeitos dos antioxidantes, chegando à conclusão que aqueles que tinham sido tratados com este tipo de substâncias não viviam mais tempo do que os restantes.

Os antioxidantes são frequentemente utilizados por parte das indústrias de cosméticos e suplementos alimentares, alegando que estas substâncias possuem propriedades que combatem os radicais livres, que provocariam o envelhecimento.

A ideia baseia-se numa teoria que data de 1956, e que sugere que envelhecimento é provocado por uma acumulação de danos provocados por moléculas de oxigénio altamente reactivas e que circulam no corpo (os chamados radicais livres).
Assim, os antioxidantes teriam a propriedade de eliminar os radicais livres, diminuindo assim os danos provocados por eles.
Diversos estudos já tentaram comprovar a teoria mas foram inconclusivos.

A equipa de investigadores britânicos manipulou geneticamente os vermes nematódeos de modo a que o seu organismo fosse capaz de eliminar os radicais livres. No entanto, eles viveram o mesmo tempo do que outros vermes que não tinham sido tratados, sugerindo que o efeito dos radicais livres não tem grande peso no envelhecimento das células e dos tecidos.

“O facto é que não compreendemos muito bem os mecanismos fundamentais do envelhecimento", afirmou o médico David Gems, chefe da equipa de investigadores. “É evidente que se existe um componente de oxidação, ele não é o principal causador do envelhecimento”, concluiu o investigador.

Pedro Santos

http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2008/12/081201_antioxidantesml.shtml

Fármaco demonstra ser eficaz para próstata aumentada difícil de tratar

Investigadores revelaram que o tratamento com o fármaco naftopidil pode ajudar a aliviar os sintomas incomodativos comuns da próstata aumentada, como idas nocturnas mais frequentes à casa de banho para urinar, em homens que não respondem à tansulosina.

O Dr. Hitoshi Oh-oka, do Centro Médico de Kobe, no Japão, avaliou os sintomas relacionados com a próstata aumentada, também denominada de hiperplasia benigna da próstata, em 122 homens que foram tratados com naftopidil (75 miligramas) durante seis semanas, após não terem experienciado qualquer melhoria com a tansulosina. Os dois tratamentos foram separados por um período de washout (durante o qual não se toma o medicamento), durante uma semana.

Os investigadores relataram, na revista científica “Urology”, que o tratamento com naftopidil levou a uma melhoria significativa na frequência urinária diurna e nocturna, taxa de fluxo urinário e qualidade de vida.

O naftopidil foi particularmente eficaz na redução das idas à casa de banho para urinar. A terapia com naftopidil também eliminou a hiperactividade do músculo detrusor, que controla o funcionamento da bexiga, em 31 de 40 pacientes que tinham esta questão.

Com base em critérios predefinidos para sintomas, qualidade de vida e fluxo urinário máximo, aproximadamente 70 por cento dos pacientes foram tratados com sucesso com naftopidil.

A próstata aumentada, uma doença comum em homens mais idosos, provoca frequentemente uma persistente necessidade ou vontade de urinar. A frequência urinária nocturna é um sintoma comum, para o qual os médicos podem prescrever um bloqueador alfa 1A, como a tansulosina. Contudo, estes fármacos podem apenas ajudar alguns homens.

O naftopidil é um bloqueador alfa 1D e, recentemente, relatórios têm demonstrado que os receptores alfa 1D são o tipo principal encontrado no músculo da bexiga.

Isabel Marques

Fontes:
www.nlm.nih.gov/medlineplus/news/fullstory_72185.html

Contraceptivos orais eficazes para dores relacionadas com endometriose

Um relatório, publicado na revista científica “Fertility and Sterility”, revelou que tomar um contraceptivo oral de baixa dosagem pode ajudar a reduzir a menstruação dolorosa e a dor não menstrual associadas à endometriose.

A equipa de investigadores relatou que o estudo actual demonstrou claramente, pela primeira vez, que os contraceptivos orais podem ser utilizados para tratar efectiva e seguramente a dor associada à endometriose.

O Dr. Tasuka Harada, da Faculdade de Medicina da Universidade de Tottori no Japão, e colegas avaliaram os resultados de 100 mulheres com menstruação dolorosa devido à endometriose, que receberam aleatoriamente um contraceptivo oral de baixa dosagem ou placebo.

O contraceptivo oral foi tomado durante 21 dias mais 7 dias de placebo, enquanto o grupo de controlo tomou comprimidos de placebo idênticos durante 28 dias, tendo as mulheres sido tratadas durante quatro ciclos. Foi autorizada a toma de medicação habitual para as dores.

Ambos os grupos demonstraram melhorias significativas da dor relacionada à menstruação. Contudo, durante o período de tratamento, a dor menstrual, também denominada dismenorreia, foi significativamente mais leve nas mulheres a tomar contraceptivo oral. As mulheres deste grupo também relataram menos dores não menstruais.

O tratamento com contraceptivo oral também foi associado a uma redução significativa do volume do tecido endometrial que cresce fora do útero, um efeito não observado com a utilização de placebo.

O contraceptivo oral foi geralmente bem tolerado e não foi associado a quaisquer efeitos secundários.

A endometriose é uma doença dolorosa que afecta as mulheres durante os anos reprodutivos e que provoca o crescimento das placas de tecido endometrial que, normalmente, só se encontra no revestimento interno uterino (endométrio), fora do útero.

Isabel Marques

Fontes:
www.nlm.nih.gov/medlineplus/news/fullstory_72184.html
www.manualmerck.net/?url=/artigos/%3Fid%3D263

FDA pede mais informações sobre motavizumab

A agência reguladora norte-americana (FDA) afirmou necessitar de mais informações sobre o fármaco motavizumab, da AstraZeneca, indicado para a prevenção da doença provocada pelo vírus sincicial respiratório.
"Não vamos ainda especular sobre o impacto que o fármaco irá fazer quando for possivelmente lançado no mercado", afirmou Sarah Lindgreen, porta-voz da AstraZeneca.

A farmacêutica revelou que está confiante em fornecer à FDA os dados que a agência necessita, adiantando ainda que provavelmente não será preciso efectuar mais estudos.
A AstraZeneca prevê voltar a submeter o fármaco à FDA durante a primeira metade de 2009.

A infecção pelo vírus sincicial respiratório é uma doença viral contagiosa que afecta os pulmões. Este vírus provoca surtos de doenças pulmonares todos os anos no fim do Outono e no início do Inverno. A infecção transmite-se ao inalar microgotas transportadas pelo ar que contêm o vírus ou através do contacto com uma pessoa ou em objectos infectados.

Pedro Santos

http://www.firstwordplus.com/Fws.do?articleid=A071AC5A378E470DA1F7C6D237E4752E
http://www.manualmerck.net/?url=/artigos/%3Fid%3D286%26cn%3D1525

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Tratar a depressão revela-se importante para insuficientes cardíacos

Um estudo refere que a depressão aumenta o risco de morte em pacientes com insuficiência cardíaca, mas o risco aparentemente desaparece com a utilização de antidepressivos.

O Dr. Christopher M. O'Connor, do Centro Médico da Universidade de Duke, em Durham, na Carolina do Norte, revelou que estudos recentes sugerem que a utilização de antidepressivos pode estar associada a um aumento da mortalidade em pacientes com doença cardíaca.

Contudo, visto que também tem sido demonstrado que a depressão está associada a um aumento da mortalidade nestes pacientes, ainda continua a não ser claro se esta associação é atribuível à utilização de antidepressivos ou à depressão em si.

Desta forma, os investigadores estudaram cerca de mil pacientes hospitalizados, devido a insuficiência cardíaca, que foram seguidos anualmente. Os autores também recolheram dados potenciais relativamente ao estado da depressão e utilização de antidepressivos.

Aproximadamente, 16 por cento dos participantes do estudo estavam a tomar alguma forma de antidepressivo durante a estadia inicial no hospital. No geral, 30 por cento das pessoas foram consideradas deprimidas e 24,5 por cento destas estavam a tomar antidepressivos. A equipa de investigadores também descobriu que 12,5 por cento dos pacientes não deprimidos estavam a tomar antidepressivos.

Durante uma média de cerca de 971 dias, morreram 429 pacientes, aproximadamente 43 por cento. Uma análise inicial, que não considerou relevantes variáveis potencialmente confundíveis, demonstrou que a utilização de antidepressivos estava associada a um aumento de 32 por cento do risco de morte.

Contudo, uma análise multivariável, que controlou a depressão e outros factores potencialmente confundíveis, demonstrou que a utilização de antidepressivos não estava associada a uma pior sobrevivência, mas que a depressão em si estava.

Esta descoberta, publicada na “Archives of Internal Medicine”, suporta a necessidade de ensaios clínicos aleatórios que sejam adequadamente monitorizados, para avaliar se a medicação antidepressiva pode reduzir a mortalidade, e outros desfechos relacionados com o coração, sem levantar questões de segurança entre os pacientes cardíacos deprimidos.

Isabel Marques

Fontes:
www.reuters.com/article/healthNews/idUSTRE4AR5R920081128

Selénio ajuda a retardar replicação do vírus da SIDA

Investigadores norte-americanos revelaram que aumentar a produção de proteínas que contêm selénio, que ocorrem naturalmente, nas células sanguíneas humanas torna o vírus da SIDA mais lento.

O Dr. K. Sandeep Prabhu, da Universidade Estatal da Pensilvânia, referiu que o selénio é um micronutriente que o organismo necessita para manter o metabolismo normal. Contrariamente a outros nutrientes, que se ligam a determinadas proteínas e moldam a actividade destas, o selénio incorpora-se nas proteínas na forma de um aminoácido denominado selenocisteína.

As selenoproteínas são especialmente importantes na redução do stress provocado por uma infecção, dessa forma retardando a sua disseminação.

O Dr. Prabhu afirmou que os investigadores descobriram que aumentar a expressão das proteínas que contêm selénio afecta negativamente a replicação do Vírus da Imunodeficiência Humana (VIH). Os resultados, publicados na “Journal of Biological Chemistry”, sugerem uma redução da replicação viral de, pelo menos, dez vezes.

O VIH, após infectar uma pessoa, rapidamente degrada as selenoproteínas, de modo a conseguir replicar-se eficientemente. Ainda não se sabe ao certo como o vírus consegue silenciar estas proteínas, mas os investigadores referem que o stress infligido nas células pelo vírus que se divide rapidamente, produzindo uma proteína chave conhecida como TAT, é o possível culpado.

Isabel Marques

Fontes:
www.upi.com/Health_News/2008/11/28/Selenium_slows_AIDS_virus_spread/UPI-79091227909780/

domingo, 30 de novembro de 2008

Mais de dois mil toxicodependentes receberam metadona na farmácia

Mais de 2 mil toxicodependentes receberam metadona nas farmácias, dos quais cerca de 10 % conseguiram deixar a dependência através do Programa de Substituição da Metadona, que envolve mais de 400 farmácias.

Só nos últimos 10 anos foram acompanhados nas farmácias 2116 doentes, dos quais 195 tiveram alta do programa após cumprirem o esquema terapêutico de redução de doses, segundo informação da Associação Nacional de Farmácias (ANF). A mudança de local é a causa mais frequente de saída de doentes do programa (aproximadamente 48%).
"A transferência para outros locais está relacionada, na maioria dos casos, com a actividade laboral dos doentes", refere a Associação Nacional de Farmácias.

Segundo os dados da ANF, estão incluídos neste programa 667 farmacêuticos formados e 459 farmácias, das quais 191 seguiram doentes.
O envolvimento dos farmacêuticos de oficina nos Programas de Terapêuticos de Administração de Metadona surgiu em 1998, com a assinatura de um protocolo de colaboração entre o então Instituto da Droga e da Toxicodependência, a Associação Nacional das Farmácias e a Ordem dos Farmacêuticos.

A referida colaboração permitiu alargar de forma significativa a rede de acompanhamento dos doentes, facilitando ainda a acessibilidade à terapêutica e melhorando a adesão.

Pedro Santos

Fonte: Lusa

sábado, 29 de novembro de 2008

Metade das mulheres desenvolve infecções urinárias

Investigadores norte-americanos afirmam que metade das mulheres desenvolve infecções urinárias ao longo das suas vidas

Segundo Philippe Zimmern, urologista norte-americano, estas condições, que embora sejam bastante desconfortáveis, são no entanto fáceis de tratar, e surgem devido a infecções bacterianas no tracto urinário.

"Algumas mulheres procuram tratamento imediatamente após os primeiros sintomas", afirmou Zimmern. "Os sintomas de infecções urinárias podem incluir vontade em urinar frequentemente ou dor durante urinar, embora existam outros factores, como sentir a zona do abdómen dorida", acrescentou o investigador.

Zimmern afirma que o diagnóstico e tratamento por parte do médico é importante para assegurar que a infecção é tratada de forma correta e não se espalha para os rins, sendo que os antibióticos são prescritos frequentemente.
O investigador salienta ainda a importância de se realizar uma higiene adequada como forma de prevenção para a doença.

Pedro Santos

http://www.upi.com/Health_News/2008/11/20/Half_of_women_subject_to_urinary_infection/UPI-53631227225856/

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Lacticínios e proteínas ajudam as crianças a desenvolver ossos mais fortes

Um novo estudo, publicado na "Journal of Pediatrics”, demonstrou que consumir bastantes produtos lácteos, carne e outros alimentos ricos em proteínas, na infância, resulta em ossos mais fortes e saudáveis na adolescência.

Os investigadores descobriram que as crianças que comiam, pelo menos, duas porções de alimentos lácteos por dia, ao longo da infância, apresentavam ossos mais densos na adolescência do que aquelas que consumiam menos quantidades.

De acordo com a Dra. Lynn L. Moore, da Faculdade de Medicina da Universidade de Boston, consumir quatro ou mais porções de carne, ou outros alimentos ricos em proteínas, também impulsionou a densidade óssea.

Os resultados de estudos sobre os efeitos dos lacticínios ou dos suplementos de cálcio na saúde dos ossos têm sido diversificados. Visto que a maioria destes estudos foram relativamente pequenos, durando entre um a dois anos, as melhores evidências disponíveis dos benefícios, a longo prazo, dos produtos lácteos teria de ter origem num seguimento prolongado, durante muitos anos, das dietas das crianças.

Os investigadores analisaram dados de 106 crianças que foram seguidas desde 1987, quando tinham entre 3 a 5 anos, até 1999. Foram recolhidos diversos diários alimentares ao longo do estudo e os participantes realizaram scans ósseos aos 15 e 17 anos.

Os participantes que consumiram, em média, duas ou mais porções de alimentos lácteos por dia, durante a infância, tinham um conteúdo mineral ósseo mais elevado, maior área óssea e maior densidade mineral óssea, em comparação com aqueles que consumiram menos produtos lácteos. As crianças que consumiram quatro ou mais porções de carne, ou outras fontes de proteínas, também apresentaram ossos mais densos.

Os lacticínios e as proteínas pareceram ter efeitos aditivos, uma vez que as crianças que consumiram as maiores quantidades de ambos os tipos de alimentos tinham os ossos mais densos e maiores, tendo aquelas que consumiram as menores quantidades apresentado os ossos mais finos.

Os benefícios foram observados em diversas regiões do corpo, tendo sido observada uma maior densidade óssea, em particular, nos braços, pernas, tronco, costelas e pélvis.

De acordo com os investigadores, as descobertas deste estudo confirmam a importância de uma dieta alimentar rica em produtos lácteos e outras fontes de proteínas para a massa óssea dos adolescentes.

Isabel Marques

Fontes:
www.reuters.com/article/healthNews/idUSTRE4AP7RJ20081126

Como pode o excesso de bebidas alcoólicas aumentar o risco cardíaco?

Investigadores norte-americanos revelaram ter identificado os mecanismos exactos através dos quais o consumo de bebidas alcoólicas em excesso contribui para aumentar o risco de ataque cardíaco e acidente vascular cerebral (AVC).

O investigador John Cullen, do Centro Médico da Universidade de Rochester, explicou que as bebidas alcoólicas contêm etanol, que é frequentemente convertido em acetaldeído no organismo humano com níveis excessivos de álcool, sendo que os níveis de acetaldeído permanecem elevados durante muitas horas, após o consumo de bebidas alcoólicas ter terminado.

O estudo actual, publicado na “Atherosclerosis”, clarificou pela primeira vez que os níveis excessivos de acetaldeído fazem com que um tipo importante de célula imunitária, o monócito, se torne mais capaz de se ligar às paredes dos vasos sanguíneos.

Anteriormente, os peritos acreditavam que a aterosclerose se desenvolvia quando demasiado colesterol entupia as artérias com depósitos de gordura, denominados placas, e os ataques cardíacos ocorriam quando os vasos sanguíneos ficavam completamente bloqueados.

O investigador referiu que actualmente a maioria crê que, mais do que a acumulação em si, a reacção do sistema imunitário cria um risco de ataque cardíaco. As paredes dos vasos sanguíneos confundem os depósitos de gordura com intrusos, semelhantes às bactérias, e pedem ajuda ao sistema imunitário. Os monócitos chegam com o objectivo de prevenir uma infecção, mas acabam por provocar inflamação que faz com que os vasos sanguíneos bloqueiem.

Os investigadores descobriram que o acetaldeído, nos níveis encontrado no sangue após o consumo excessivo de bebidas alcoólicas, aumenta o número de monócitos em 700 por cento.

O consumo excessivo de bebidas alcoólicas tem sido relacionado com um aumento do risco de doença cardíaca e estes novos dados relativos à inflamação começam a explicar a razão.

Isabel Marques

Fontes:
www.upi.com/Health_News/2008/11/27/How_binge_drinking_increases_heart_risk/UPI-47331227824736/

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Terapia hormonal pode ser prejudicial para mulheres

Segundo os investigadores, a terapia de substituição de estrógenio pode acentuar factores pré-existentes de doenças coronárias

O estudo revelou que nas mulheres com aterosclerose, a terapia hormonal pode apresentar efeitos positivos nos lípidos, mas também efeitos negativos relacionados com a saúde do coração.

De acordo com MaryFran Sowers, investigadora principal do estudo, se uma mulher recorre a esta terapia no prazo dos seis primeiros anos após o seu último período menstrual, poderá ser suficiente para não causar problemas coronários advindos do surgimento da menopausa. No entanto, os dados do estudo sugerem que uma explicação óbvia para estes factos não é assim tão simples.

A investigadora afirma que os resultados do estudo revelam que é critico que as mulheres discutam a terapia hormonal com o seu médico cardiologista.
“Se uma mulher entra no consultório médico com historial de doenças coronárias, ela e o seu responsável de saúde podem decidir se a terapia hormonal pode vir agravar esse facto ainda mais”, afirmou Sowers.

Pedro Santos

http://www.upi.com/Health_News/2008/11/26/Hormone_therapy_may_be_dangerous_for_woman/UPI-46101227738083/