terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Vitamina K ajuda a reduzir resistência à insulina em homens mais idosos

Um novo estudo descobriu que a vitamina K ajuda a retardar o desenvolvimento da resistência à insulina em homens mais idosos, mas o efeito parece não ser o mesmo para as mulheres.

O estudo de três anos, desenvolvido por investigadores do Centro de Pesquisa de Nutrição Humana e Envelhecimento Jean Mayer USDA, da Universidade de Tufts, em Boston, incluiu 355 homens e mulheres não diabéticos com idades entre os 60 e os 80 anos.

Um grupo tomou diariamente multivitaminas contendo 500 microgramas de vitamina K (5 vezes acima dos níveis recomendados), juntamente com um suplemento de cálcio e vitamina D. O grupo de controlo não tomou quaisquer suplementos de vitamina K, mas recebeu as multivitaminas e o suplemento de cálcio e vitamina D. Ambos os grupos foram aconselhados a continuar as suas dietas alimentares normais.

No final do estudo, publicado na “Diabetes Care”, os homens que receberam vitamina K melhoraram a resistência à insulina e tinham os níveis de insulina no sangue mais baixos, comparativamente aos homens do grupo de controlo.

De acordo com a investigadora principal, a Dra. Sarah Booth, os homens que receberam os suplementos de vitamina K apresentaram uma menor progressão da sua resistência à insulina, no final do ensaio clínico. Por outro lado, foi observada uma progressão da resistência à insulina nas mulheres que receberam os suplementos de vitamina K, assim como nos homens e mulheres que não receberam estes suplementos.

O peso pode explicar a razão pela qual a vitamina K não pareceu melhorar a resistência à insulina nas mulheres mais idosas. A Dra. Booth referiu que, no estudo, existia uma maior prevalência de mulheres obesas ou com excesso de peso no grupo dos suplementos de vitamina K, em comparação com os elementos masculino a tomar estes suplementos.

Segundo a investigadora, a vitamina K é armazenada no tecido gordo, pelo que, se existir excesso de gordura, a vitamina K pode não estar prontamente disponível para as células que precisam dela para processar a glicose.

A quantidade de vitamina K contida nos suplementos utilizados neste estudo é atingível através do consumo de uma dieta saudável. As couves-de-bruxelas, os brócolos e os vegetais de folhas verde-escuro, tais como os espinafres e couves, são boas fontes de vitamina K.

A resistência à insulina, um precursor da diabetes, ocorre quando o organismo não consegue utilizar convenientemente a insulina. Como resultado, a glicose acumula-se no sangue. As pessoas com excesso de peso ou obesas têm tendência para desenvolver resistência à insulina, porque o excesso de gordura pode interferir com o funcionamento da insulina.

Isabel Marques

Fontes:
www.nlm.nih.gov/medlineplus/news/fullstory_72475.html

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Fármaco para a epilepsia demonstra-se promissor contra Doença de Alzheimer

Investigadores canadianos descobriram que o fármaco para epilepsia à base de ácido valpróico minimizou os problemas de memória num modelo animal da Doença de Alzheimer.

O Dr. Weihong Song, da Universidade de British Columbia, em Vancouver, e colegas relataram que, em ratos e em culturas de células, o ácido valpróico diminuiu a produção da proteína beta-amilóide, uma proteína no organismo que forma placas amilóides no cérebro, uma característica chave da Doença da Alzheimer.

Os investigadores relataram, na "The Journal of Experimental Medicine”, que o tratamento com ácido valpróico reduziu significativamente a formação de placas e melhorou os problemas de memória em ratos com Alzheimer.

O Dr. Song referiu que descobriram que se utilizassem o ácido valpróico na fase inicial da Doença de Alzheimer, em ratos, este reduzia a formação de placas e adicionalmente prevenia a morte celular no cérebro e o dano axonal.

Segundo o investigador, o fármaco também melhorou a performance nos testes de memória, realizados pelos animais.

Os investigadores revelaram estar muito entusiasmados com estes resultados, porque agora sabem quando o ácido valpróico deve ser administrado para ser mais efectivo e também sabem como o ácido valpróico está a actuar para prevenir a Doença da Alzheimer.

De acordo com o Dr. Song, actualmente está a decorrer um pequeno ensaio clínico com humanos e espera-se que os resultados estejam disponíveis no próximo ano.

Isabel Marques

Fontes:
www.reutershealth.com/archive/2008/12/05/eline/links/20081205elin029.html

Vitamina E pode ajudar a diminuir inflamação crónica

Investigadores norte-americanos sugerem que a inflamação muscular crónica pode ser diminuída através da toma de vitamina E.

A Dra. Kimberly Huey, da Universidade de Illinois, referiu que a vitamina E pode estar relacionada a uma redução das citoquinas, proteínas que estimulam a resposta imunitária.

No estudo, publicado na “Experimental Physiology”, a Dra. Huey, o Dr. Rodney Johnson e outros colegas observaram o efeito da vitamina E em ratos, que foram injectados com uma dose baixa de lipopolissacarídeo de Escherichia coli para induzir uma inflamação sistémica aguda.

De acordo com a Dra. Huey, os ratos receberam vitamina E durante três dias, antes de lhes ser administrado o equivalente a uma pequena infecção bacteriana sistémica.

Os ratos que receberam a vitamina E tinham menos proteínas oxidadas no tecido muscular do que os que receberam placebo.

A oxidação pode ser deteriorante e, nos músculos, tem sido associada à redução da força muscular. Potencialmente, a redução das proteínas oxidadas pode estar correlacionada a um aumento da força muscular.

A Dra. Huey referiu que alguns dos restantes efeitos foram mistos, devendo-se recordar que isto foi efectuado em modelos animais, mas que a vitamina E pode ser benéfica para pessoas com inflamação crónica, tais como idosos, pacientes com diabetes tipo 2 ou com insuficiência cardíaca crónica.

Isabel Marques

Fontes:
www.upi.com/Health_News/2008/12/04/Vitamin_E_may_lessen_chronic_inflammation/UPI-71681228441626/

domingo, 7 de dezembro de 2008

Fumo passivo afecta fertilidade feminina

Investigadores norte-americanos sugerem que as mulheres expostas a fumo passivo tem uma probabilidade superior de virem a ter problemas de infertilidade ou realizarem aborto espontâneo

Os cientistas realizaram análises epidemiológicas em mais de 4800 mulheres não fumantes e que eram expostas a fumo passivo durante seis ou mais horas por dia, como crianças ou em idade adulta, chegando à conclusão que as mesmas tinham 68% de probabilidade superior de virem a ter dificuldade em engravidar ou mesmo de terem um ou mais abortos espontâneos.

O estudo revelou que quatro em cada cinco mulheres relataram terem sido expostas a fumo passivo durante as suas vidas. Metade delas cresceu em ambientes de fumo, com pais fumadores, enquanto dois terços delas afirmaram terem sido expostas ao fumo durante o tempo em que este estudo foi conduzido.
Segundo o estudo, mais de 40% daquelas mulheres teve dificuldades em engravidar, muitas delas tiverem mesmo vários abortos espontâneos, alguns consecutivos.

"Estas estatísticas são surpreendentes e apontam para outro problema relativo à exposição de fumo passivo", afirmou Luke Peppone, um dos investigadores.

Pedro Santos

http://www.upi.com/Health_News/2008/12/05/Secondhand_smoke_hurts_female_fertility/UPI-37471228536639/

Farmacêuticas enumeram passos para reduzir custos de medicamentos

Como forma de atenuar as dificuldades financeiras devido aos inúmeros pacientes que levantam receitas médicas, duas farmacêuticas norte-americanas resolveram sugerir sete passos como forma de reduzir os gastos em medicamentos de prescrição.

1. Tem mais do que precisa?
Em resposta à questão "Tem mais do que precisa?", Stefanie Ferreri e Jena Ivey, ambas farmacêuticas e professoras, aconselham a revisão de toda a terapêutica com o médico ou farmacêutico por forma a garantir se de facto todos os medicamentos são necessários.
Segundo as farmacêuticas, as pessoas continuam a adquirir fármacos mesmo quando já não têm necessidade dos mesmos, podendo acabar a tomar vários medicamentos para a mesma condição.

2. Opte por genéricos
A aquisição de medicamentos genéricos é outro dos aspectos mencionados. Segundo Ferreri, estes medicamentos são tão eficazes como os medicamentos de marca, com a vantagem de serem 30 a 80% mais baratos.

3. Opções mais baratas
Segundo as autoras das sugestões, os médicos nem sempre estão a par dos preços dos medicamentos que prescrevem ou, então, podem sentir-se desconfortáveis em falar com os pacientes sobre questões monetárias.
Desta forma, "as pessoas devem informar os seus médicos quando considerarem um medicamento demasiado dispendioso e solicitar alternativas. Mesmo que não exista o equivalente genérico de um determinado fármaco, poderá haver um medicamento semelhante que possui um equivalente mais acessível", referiu Ferreri.

4. Compare preços
"Só porque um local tem um determinado medicamento a melhor preço, não significa que o mesmo espaço disponibilize preços acessíveis para os restantes produtos", afirmou Ivey. "Já observei preços de medicamentos de marca variarem de forma significativa de farmácia para farmácia", acrescentou.

5. Gestão de compras
As farmacêuticas sugerem que a compra de vários compridos de uma só vez pode baixar o custo por dose, ou seja, enquanto um abastecimento para 30 dias custa 4 dólares, um abastecimento para 90 dias custa apenas 10 dólares e não 12.
No entanto, as especialistas previnem que um abastecimento para 30 dias pode tornar-se num desperdício quando se experimenta um novo medicamento, pois o mesmo pode ser ineficaz ou apresentar efeitos adversos.

6. Cuidado com as "borlas"
Ainda que os médicos possam ter amostras gratuitas de determinados medicamentos, estas podem não ser a melhor opção. "As companhias farmacêuticas tendem a providenciar aos clínicos as últimas novidades, que podem ou não ser melhores face às antigas versões", alertam as autoras.

7. Corte literalmente nos custos
Comprar comprimidos de doses mais elevadas e dividi-los em dois pode ser uma opção eficaz para as pessoas que pretendem ver reduzida a sua factura farmacêutica.
No entanto, as professoras aconselham as pessoas a informarem-se junto do seu médico ou farmacêutico antes de adoptarem esta prática, porque muitos produtos, como as cápsulas, não podem ser divididos em casa de forma segura.

Pedro Santos

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Ezetimiba e estatinas apresentam resultados positivos para aterosclerose

Uma análise de dados de um estudo para a diabetes tipo 2 demonstrou que o tratamento com estatinas isoladamente, ou combinadas com ezetimiba, para atingir níveis agressivamente baixos de “mau colesterol” (LDL), resultou numa regressão semelhante da espessura da íntima-média da artéria carótida, em ambos os grupos.

O estudo de 36 meses envolveu 427 pacientes com diabetes tipo 2 e sem antecedentes de eventos cardiovasculares. Os pacientes receberam tratamento com estatinas, ou estatinas mais ezetimiba, para baixar os níveis de colesterol das proteínas de baixa densidade (LDL), conhecido como o "mau colesterol", para um objectivo agressivo de 70 mg/dl ou objectivo standard de 100 mg/dl.

Os resultados, publicados na “Journal of the American College of Cardiology”, demonstraram que, no grupo dos pacientes que receberam tratamento agressivo, os que tomaram ezetimiba mais estatinas atingiram uma redução da espessura da artéria carótida de 0,025 milímetros, em comparação com uma redução média de 0,012 milímetros para aqueles que tomaram apenas estatinas. No grupo do tratamento standard, a espessura da artéria carótida média aumentou 0,039 milímetros.

Relativamente aos benefícios de adicionar ezetimiba, o investigador principal, o Dr. William Howard, referiu que ambos os grupos do tratamento agressivo atingiram um grau muito semelhante de regressão da espessura da íntima-média da artéria carótida. Contudo, se não tivesse sido adicionada a ezetimiba, os pacientes não teriam atingido o objectivo em termos de colesterol LDL e, assim, não teriam alcançado esse grau de regressão.

Isabel Marques

Fontes:

www.firstwordplus.com/Fws.do?articleid=4C2695E261964F7AA4BAC342331D8AFD

Dieta rica em hidratos de carbono benéfica para distúrbio muscular raro

Resultados de um pequeno estudo indicaram que uma dieta rica em hidratos de carbono, em vez de proteínas, melhora a capacidade de praticar exercício físico das pessoas com doença de McArdle.

Dois pequenos estudos anteriores tinham sugerido que uma dieta rica em proteínas poderia ser benéfica para os pacientes com doença de McArdle.

No estudo actual, o Dr. S. T. Andersen e o Dr. John Vissing, da Universidade de Copenhaga, na Dinamarca, examinaram comparativamente os efeitos de uma dieta rica em hidratos de carbono e de uma dieta risca em proteínas na tolerância do exercício físico, em sete adultos com doença de McArdle. Os pacientes seguiram aleatoriamente uma das duas dietas durante três dias, tendo-se exercitado numa bicicleta estacionária após a dieta.

Os investigadores descobriram que a performance no exercício físico foi melhor com a dieta rica em hidratos de carbono do que com a dieta rica em proteínas. Por exemplo, o ritmo cardíaco e o esforço percebido foram consistentemente mais baixos, e o consumo máximo de oxigénio foi 25 por cento mais elevado nos pacientes da dieta com hidratos de carbono, em comparação com os da dieta com proteínas.

Este estudo, publicado na ediçao de Dezembro da “Journal of Neurology, Neurosurgery, and Psychiatry”, sugere que os pacientes com doença de McArdle devem ser mantidos numa dieta com um elevado conteúdo de hidratos de carbono para melhorarem a sua capacidade de tolerar o exercício físico.

A doença de McArdle é um distúrbio muscular metabólico. As pessoas que sofrem desta doença são incapazes de produzir uma enzima chamada fosforilase muscular, que é importante na produção da fonte de energia requerida pelos músculos para o exercício físico.

As pessoas com doença de McArdle desenvolvem dores musculares graves e fadiga nos primeiros minutos da prática de exercício físico, frequentemente seguidos por espasmos musculares graves se continuarem a exercitar.

Isabel Marques

Fontes:
www.reuters.com/article/healthNews/idUSTRE4B265T20081203

Comprimidos de combinação para a hipertensão mais efectivos do que diuréticos

Um estudo revelou que um comprimido que contém dois fármacos para a pressão sanguínea foi mais efectivo, do que uma estratégia baseada em diuréticos, na redução do risco de problemas cardiovasculares graves e morte em pessoas com hipertensão.

No estudo, que envolveu mais de 11 mil pacientes dos Estados Unidos, Suécia, Noruega, Dinamarca e Finlândia, os pacientes receberam um comprimido contendo benazepril (um inibidor da enzima de conversão da angiotensina) e amlodipina (um bloqueador dos canais de cálcio) ou um comprimido contendo benazepril e hidroclorotiazida (um tipo de diurético).

Ambos os comprimidos de combinação ajudaram a reduzir a pressão sanguínea em mais de 75 por cento dos pacientes, mas os que tomaram o primeiro comprimido (benazepril+amlodipina) apresentaram menos 20 por cento de eventos cardiovasculares do que aqueles que tomaram o outro comprimido de combinação com o diurético.

O estudo, publicado na “The New England Journal of Medicine”, definiu os eventos cardiovasculares como mortes cardiovasculares, ataques cardíacos, acidentes vasculares cerebrais (AVC), hospitalizações devido a angina instável e tratamentos para reabrir as artérias coronárias bloqueadas.

O investigador principal, o Dr. Kenneth Jamerson, professor de Medicina Interna na Faculdade de Medicina da Universidade do Michigan, referiu que este estudo demonstrou que mudar os pacientes para um único comprimido de combinação significou que o dobro conseguiu atingir o objectivo de pressão sanguínea, independentemente da terapia anterior.

A pressão sanguínea elevada aumenta o risco de AVC, ataque cardíaco, insuficiência cardíaca e outros problemas do coração. Os fármacos podem ajudar a controlar a pressão sanguínea, mas muitos pacientes têm dificuldade em tomar a medicação múltipla que necessitam, pelo que foram desenvolvidos os comprimidos de combinação.

Isabel Marques

Fontes:
www.nlm.nih.gov/medlineplus/news/fullstory_72379.html

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Fármaco para a epilepsia ligado ao autismo

Cientistas britânicos sugerem que a exposição a fármacos indicados para a epilepsia pode aumentar o risco de autismo em crianças

Segundo Gus Baker, líder do estudo, os resultados preliminares são baseados num estudo que tem vindo a ser conduzido e que envolve 632 crianças, sendo que quase metade das quais foram expostas durante a fase da gestação a fármacos para a epilepsia, tal como o valproate, lamotrigine e carbamazepine.

O estudo descobriu que as mulheres que haviam sido administradas com o valproate durante a gravidez levavam a uma probabilidade sete vezes superior de desenvolvimento de autismo comparativamente às crianças cujas mães não foram administradas com este tipo de medicamentos. No entanto, este risco não foi constatado em outros fármacos para a epilepsia, segundo os investigadores, acrescentando ainda que estas crianças não tinha antecedentes familiares de portadores da doença.

"O risco potencial para o autismo constatado neste estudo foi substancial nas crianças com mães que tinham tomado o valproate durante a gravidez. No entanto, é necessário aprofundar este estudo porque estes são apenas dados iniciais que descobrimos", afirmou Gus Baker em comunicado.

O investigador alertou ainda para o conhecimento que as mulheres que estão grávidas devem ter sobre esta situação de forma a discutirem com o seu médico as melhores opções a seguir.

Pedro Santos

http://www.upi.com/Health_News/2008/12/03/Epilepsy_drug_may_have_autism_link/UPI-48121228355346/

Fármaco para a malária considerado seguro e eficaz

Um painel da Administração Norte-Americana dos Alimentos e Fármacos (FDA) considerou o fármaco Coartem (artemeter/lumefantrina), da Novartis, como sendo seguro e eficaz. Este composto, que foi considerado como prioritário para análise por parte da agência reguladora, será a primeira terapia combinada com artemísia indicada para o tratamento da malária nos Estados Unidos, caso venha a ser aprovado.

Os membros do painel votaram de forma unânime que os dados fornecidos pela farmacêutica demonstraram a eficácia do Coartem. Relativamente à segurança do mesmo, todos os membros com a excepção de um votaram favoravelmente.
A Novartis procura aprovação por parte da entidade reguladora norte-americana para que o fármaco passe a ser usado como tratamento para infecções provocadas pela malária.

Pedro Santos

http://www.firstwordplus.com/Fws.do?articleid=F4E50279456348FFA039AFB50B3647DB

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Azarga aprovado na Europa para o tratamento do glaucoma

A Agência Europeia do Medicamento (EMEA) autorizou a comercialização da suspensão oftálmica Azarga (brinzolamida 10mg/ml+timolol 5mg/ml), da Alcon Inc, para o tratamento do glaucoma.

A EMEA aprovou o Azarga, em forma de gotas oculares, para a diminuição da pressão intra-ocular em adultos com glaucoma de ângulo aberto ou hipertensão ocular. Esta aprovação já era esperada, após a recomendação para comercialização em Setembro.

Dois estudos clínicos demonstraram que o Azarga era mais confortável e mais bem tolerado pelos pacientes do que o Cosopt (cloridrato de dorzolamida e maleato de timolol, solução oftálmica), da Merck & Co., Inc.

Os ensaios também demonstraram que os ingredientes activos do Azarga são mais efectivos quando administrados em combinação do que qualquer um deles isoladamente. O Azarga revelou uma eficácia superior na redução da pressão intra-ocular, em qualquer ponto medido no estudo, em comparação com os componentes individuais isolados, tendo demonstrado um perfil de segurança semelhante. Adicionalmente, um estudo comparativo revelou que o Azarga fornece uma eficácia na redução da pressão intra-ocular semelhante ao Cosopt.

O glaucoma é uma perturbação que aumenta a pressão dentro do globo ocular, danificando o nervo óptico e causando perda de visão. O glaucoma provoca a perda da visão periférica ou pontos cegos no campo visual. Em geral, o glaucoma não tem uma causa conhecida. No entanto, por vezes afecta membros de uma mesma família.

A forma mais frequente de glaucoma, o glaucoma de ângulo aberto, é comum depois dos 35 anos, mas, por vezes, aparece em crianças. A doença tem tendência para aparecer em vários membros de uma mesma família e é mais comum entre as pessoas diabéticas ou míopes. O glaucoma de ângulo aberto desenvolve-se com maior frequência e pode ser mais grave nas pessoas de raça negra.

Isabel Marques

Fontes:
www.reuters.com/article/rbssHealthcareNews/idUSL336248520081203
www.marketwatch.com/news/story/Alcon-Announces-AZARGAR-Ophthalmic-Suspension/story.aspx?guid=%7BEB4FEA12-3DDB-4030-8F81-4FCA84DB69B5%7D
www.manualmerck.net/?url=/artigos/%3Fid%3D252

Antibióticos são a maior causa de hepatotoxicidade induzida por fármacos

Investigadores revelaram que os antibióticos são a maior classe de medicamentos que causa hepatotoxicidade induzida por fármacos, ou seja, danos no fígado provocados por medicamentos.

A hepatotoxicidade induzida por fármacos é provocada por uma ampla série de medicamentos que necessitam de prescrição médica ou não, suplementos nutricionais e produtos naturais.

Num novo estudo, os investigadores, da Faculdade de Medicina da Universidade de Indiana, observaram pacientes com suspeitas de hepatotoxicidade induzida por fármacos e descobriram que 73 por cento dos casos foram causados por uma única medicação prescrita, 9 por cento por suplementos alimentares e 18 por cento por agentes múltiplos.

O investigador principal, o Dr. Naga P. Chalasani, e colegas descobriram que mais de 100 agentes diferentes estavam associados à hepatotoxicidade induzida por fármacos e que os antibióticos, com 45,5 por cento, e os agentes que actuam sobre o sistema nervoso, com 15 por cento, eram os mais comuns.

Entre os suplementos alimentares associados à hepatotoxicidade induzida por fármacos, aqueles que declaram promover a perda de peso e aumentar a massa muscular foram responsáveis por cerca de 60 por cento dos casos. Pelo menos, 20 por cento dos pacientes com hepatotoxicidade induzida por fármacos ingeriram mais do que um agente potencialmente danificador do fígado.

O estudo, publicado na “Gastroenterology”, revelou que não houve qualquer associação entre o género dos pacientes e a gravidade da hepatotoxicidade induzida por fármacos, mas os pacientes com diabetes apresentaram uma forma mais grave deste problema.

De acordo com o Dr. Chalasani, a hepatotoxicidade induzida por fármacos é um problema de saúde sério, que tem impacto nos pacientes, médicos, reguladores e indústria farmacêutica, sendo necessários mais esforços para a definição da sua patogénese e para o desenvolvimento de meios para a detecção precoce, correcto diagnóstico, prevenção e tratamento.

Este problema é responsável por cerca de 13 por cento dos casos de falha hepática aguda nos Estados Unidos e é a causa mais comum de morte devido a esta doença.

Isabel Marques

Fontes:
www.nlm.nih.gov/medlineplus/news/fullstory_72260.html

Injecção de cortisol pode prevenir Stress Pós Traumático

Investigadores israelitas sugerem que uma injecção de cortisona após a exposição a um evento traumático pode prevenir problemas de índole pós-traumática no futuro

Segundo os cientistas, têm vindo a ser realizados testes observatórios em animais, esperando iniciar testes clínicos durante o próximo ano.
Por definição, o diagnóstico do Stress Pós-Traumático (PTSD) é realizado após um indivíduo ter andado a experienciar reacções de stress crónica durante pelo menos um mês. No entanto, após esse período pode já ser tarde demais, segundo os investigadores.

“Entre 10 a 20% dos indivíduos expostos a eventos traumáticos acabam por desenvolver PTSD”, afirmou Joseph Zohar, um dos cientistas. “O desafio é tentar prevenir ou reduzir estes valores. Até agora, as investigações concentram-se no tratamento da doença desde o seu desenvolvimento. Nós pretendemos concentrar-nos na prevenção”, acrescentou Zohar.

Normalmente, a produção de cortisol aumenta imediatamente após o trauma, mas com o passar do tempo regressa aos seus valores normais. No entanto, aqueles que são diagnosticados com PTSD têm um sistema hormonal disfuncional.

O stress pós-traumático consiste numa perturbação por ansiedade causada pela exposição a uma situação traumática muito incómoda, na qual a pessoa experimenta mais tarde repetidamente a situação traumática.

Pedro Santos

http://www.upi.com/Health_News/2008/12/02/An_injection_of_cortisol_may_prevent_PTSD/UPI-89291228202425/
http://www.manualmerck.net/?url=/artigos/%3Fid%3D109%26cn%3D961

Depressão ligada à gordura na barriga

Após o período de 5 anos no qual decorreu o estudo, investigadores holandeses sugerem que os adultos já com uma certa idade que apresentam sintomas de depressão têm uma maior propensão para ganhar gordura abdominal, mas não gordura no geral.

A equipa de cientistas estudou 2088 adultos com idades compreendidas entre os 70 e os 79 anos. Os participantes foram analisados para a depressão no início do estudo, tendo a sua obesidade abdominal sido registada, tanto no início como no final dos 5 anos.

O estudo concluiu que, após o ajuste de factores sócio-demográficos e outras características associadas a mudanças de peso, a depressão estava associada a um aumento da gordura visceral e do diâmetro sagital após o período de 5 anos.

“Esta associação não foi constatada para o aumento da obesidade em geral, parecendo ser independente das mudanças da obesidade, o que sugere que os sintomas depressivos estão associados ao aumento da gordura na região visceral”, afirmaram os investigadores em comunicado.

O stress crónico e a depressão podem activar certas áreas do cérebro e conduzir para o aumento dos níveis de cortisol, o que promove a acumulação de gordura visceral. Para além disso, os indivíduos com depressão têm um estilo de vida menos saudável, incluindo uma dieta mais pobre, podendo interagir com factores psicológicos que conduzem a um aumento da obesidade abdominal.

Pedro Santos

http://www.upi.com/Health_News/2008/12/02/Depression_linked_to_belly_fat/UPI-41691228198443/

Esclerose Múltipla: Iniciativa promove aulas específicas de ginástica para doentes

Um projecto pioneiro entre a Merck Serono e o Holmes Place vai promover aulas específicas para doentes com Esclerose Múltipla. As sessões têm a duração de uma hora, duas vezes por semana, sendo coordenadas por um único técnico, trabalhando exclusivamente a postura e condição física de pessoas com a doença.

A iniciativa tem como finalidade não apenas promover o bem-estar físico dos doentes com Esclerose Múltipla, como também motivá-los visto que o diagnóstico da doença pode provocar uma desmotivação. Desta forma, a Merck Serono, através do programa Rebicare, juntamente com o Holmes Place juntaram-se numa parceria que visa proporcionar um espaço e tempo ao trabalho específico da postura destes doentes, de forma a melhorar a sua mobilidade e qualidade de vida.

Inicialmente as aulas irão decorrer no healthclub de Miraflores, podendo o projecto ser alargado para outros clubes da cadeia de fitness consoante o interesse e adesão de pessoas de outras localidades.

Pedro Santos

Estudo: Medicamentos de marca não demonstram ser melhores do que genéricos

Investigadores norte-americanos referiram que não existe qualquer evidência de que os medicamentos de marca, para o tratamento de doenças cardíacas e cardiovasculares, actuem melhor do que os seus equivalentes genéricos.

De acordo com o Dr. Aaron Kesselheim, do Hospital Brigham e de Mulheres e da Faculdade de Medicina de Harvard, em Boston, estas descobertas vão contra a percepção, de alguns médicos e pacientes, de que os medicamentos de marca mais caros são clinicamente superiores.

O Dr. Kesselheim e colegas combinaram os resultados de 30 estudos realizados desde 1984 para comparar nove sub-classes de fármacos cardiovasculares aos seus equivalentes genéricos.

Segundo as descobertas, publicadas na “The Journal of the American Medical Association”, os medicamentos de marca não ofereceram qualquer vantagem para os resultados clínicos dos pacientes nesses estudos.

De acordo com o investigador, se é prescrito a um paciente um medicamento genérico, porque isso é o que é mais apropriado para a sua doença, então este deve-se sentir confiante acerca de tomar o fármaco. Mesmos os médicos também se devem sentir confiantes a prescrever genéricos quando for apropriado.

O estudo abrangeu bloqueadores beta, diuréticos, bloqueadores do canal de cálcio, estatinas, agentes anti-plaquetários, inibidores da enzima conversor da angiotensina (ECA), bloqueadores alfa, agentes anti-arrítmicos e varfarina.

O Dr. Kesselheim referiu que os fármacos cardiovasculares para tratar doenças do coração e vasos sanguíneos são a categoria mais comummente prescrita.

Os investigadores referiram que os fabricantes de medicamentos de marca têm sugerido que os genéricos podem ser menos efectivos e menos seguros, tendo também descoberto que muitos editorais em revista médicas questionam se os medicamentos genéricos são tão bons.

Segundo a presidente e CEO da “Generic Pharmaceutical Association”, Kathleen Jaeger, existem pacientes preocupados em conseguir receber e pagar cuidados de saúde de qualidade. Na medida em que todas as pessoas se estão a debater com a forma de aumentar o acesso e reduzir os custos, sabe-se que os genéricos fazem parte da solução.

As companhias farmacêuticas detêm os direitos exclusivos dos fármacos que desenvolvem durante um determinado número de anos, após os quais outras companhias podem comercializar versões genéricas que são quimicamente equivalentes.

Um genérico tem o mesmo ingrediente activo, forma farmacêutica e dosagem e a mesma indicação que o medicamento original, de marca, mas a cor e forma do fármaco podem diferir.

Isabel Marques
Fontes:
www.reuters.com/article/healthNews/idUSTRE4B188Z20081202?sp=true

Estudo: Reacções alérgicas à vacina Gardasil são pouco comuns

Investigadores australianos revelaram que um estudo realizado à vacina Gardasil, da Merck & Co Inc, para a prevenção do cancro do colo do útero, descobriu que as reacções alérgicas são pouco comuns e que a maioria das mulheres jovens consegue tolerar as doses subsequentes.

A investigação, publicada na “British Medical Journal”, envolveu 25 mulheres australianas com suspeitas de hipersensibilidade à vacina, que foi administrada como parte do programa nacional de imunização, que iniciou em 2007, para mulheres entre os 12 e os 26 anos, na Austrália. De acordo com a Dra. Sharon Choo, do Hospital Pediátrico Royal, em Melbourne, foram administradas mais de 380 mil vacinas sob este programa.

A recomendação clínica dos investigadores é que as mulheres com suspeitas de hipersensibilidade à vacina quadrivalente devem ser avaliadas antes de receberam mais doses e qualquer alteração com a mesma vacina deve ser realizada num ambiente supervisionado.

Os investigadores referiram que alguns componentes da vacina, tais como sais de alumínio e leveduras, têm sido associados a reacções alérgicas. Todavia, os testes cutâneos realizados nas 25 mulheres com suspeitas de hipersensibilidade demonstraram que apenas três delas experienciaram prováveis reacções à injecção.

A equipa de investigação também referiu que supostas reacções, como urticária, são frequentemente idiossincráticas e não aumentam o risco de reacções adversas nas injecções subsequentes.

A Gardasil e a Cervarix, da GlaxoSmithKline Plc, estão delineadas para serem administradas em raparigas e mulheres jovens para a protecção contra as estirpes do Vírus do Papiloma Humano (VPH), que é transmitido sexualmente e que pode provocar o cancro do colo do útero.

Em Outubro, o Centro de Controlo e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos relatou que as raparigas e mulheres jovens que recebem a vacina Gardasil não têm mais probabilidade do que o normal de desmaiar, ter uma reacção alérgica, coágulos sanguíneos ou outra reacção adversa.

O relatório baseou-se em 375 mil doses da vacina administradas entre Agosto de 2006 e Julho de 2008, após a agência ter recebido 10.326 relatos de eventos adversos depois da vacinação contra o VPH nos Estados Unidos.

Isabel Marques

Fontes:
www.reuters.com/article/healthNews/idUSTRE4B202320081203

Ácido fólico na gravidez pode estar relacionado a problemas respiratórios nos bebés

Um estudo norueguês revelou que os bebés de grávidas que utilizaram suplementos de folato, ou ácido fólico, durante o primeiro trimestre, parecem ter uma incidência ligeiramente maior de pieira e infecções do tracto respiratório inferior até aos 18 meses.

O investigador principal, o Dr. Siri E. Haberg, revelou à Reuters Health que, visto estas descobertas serem preliminares, as mulheres não devem entrar em pânico e devem definitivamente continuar a tomar os suplementos de ácido fólico.

O Dr. Haberg e os colegas referiram, na “Archives of Disease in Childhood”, que as mulheres são aconselhadas a aumentar a ingestão de ácido fólico, durante a idade fértil, para reduzir o risco de malformações congénitas nos bebés. Contudo, estudos em ratos indicam que o ácido fólico aumenta a actividade genética durante a gravidez e provoca padrões genéticos de asma alérgica nos recém-nascidos.

Os investigadores, do Instituto Norueguês de Saúde Pública, em Oslo, analisaram dados de 32.077 crianças nascidas entre 2000 e 2005. De acordo com as respostas aos questionários, 22,3 por cento das mães utilizaram suplementos de folato apenas no primeiro trimestre e 42,6 por cento utilizaram suplementos durante toda a gravidez.

Os investigadores, após ajustarem a exposição ao folato mais tarde na gravidez e na infância, descobriram que o risco de pieira aumentou em apenas 6 por cento para as crianças até aos 18 meses que foram expostas no primeiro trimestre.

Os riscos relativos de infecções do tracto respiratório inferior e de hospitalizações devido a este tipo de infecções foi de 9 por cento e de 24 por cento, respectivamente.

Contudo, como o Dr. Haberg sublinhou, a documentação referente ao papel preventivo dos suplementos de ácido fólico nas malformações congénitas está bem estabelecida, enquanto estes novos dados são apenas os primeiros em humanos e ainda nem se sabe se a associação é causal.

Isabel Marques

Fontes:
www.reuters.com/article/healthNews/idUSTRE4B16TL20081202

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Estudo questiona efeito de antioxidantes no envelhecimento

Pesquisa britânica afirma que não existem indícios que dietas e cosméticos que contêm substâncias antioxidantes possam retardar o envelhecimento

Os cientistas da University College London recorreram ao uso de vermes nematódeos como forma de testar os efeitos dos antioxidantes, chegando à conclusão que aqueles que tinham sido tratados com este tipo de substâncias não viviam mais tempo do que os restantes.

Os antioxidantes são frequentemente utilizados por parte das indústrias de cosméticos e suplementos alimentares, alegando que estas substâncias possuem propriedades que combatem os radicais livres, que provocariam o envelhecimento.

A ideia baseia-se numa teoria que data de 1956, e que sugere que envelhecimento é provocado por uma acumulação de danos provocados por moléculas de oxigénio altamente reactivas e que circulam no corpo (os chamados radicais livres).
Assim, os antioxidantes teriam a propriedade de eliminar os radicais livres, diminuindo assim os danos provocados por eles.
Diversos estudos já tentaram comprovar a teoria mas foram inconclusivos.

A equipa de investigadores britânicos manipulou geneticamente os vermes nematódeos de modo a que o seu organismo fosse capaz de eliminar os radicais livres. No entanto, eles viveram o mesmo tempo do que outros vermes que não tinham sido tratados, sugerindo que o efeito dos radicais livres não tem grande peso no envelhecimento das células e dos tecidos.

“O facto é que não compreendemos muito bem os mecanismos fundamentais do envelhecimento", afirmou o médico David Gems, chefe da equipa de investigadores. “É evidente que se existe um componente de oxidação, ele não é o principal causador do envelhecimento”, concluiu o investigador.

Pedro Santos

http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2008/12/081201_antioxidantesml.shtml

Fármaco demonstra ser eficaz para próstata aumentada difícil de tratar

Investigadores revelaram que o tratamento com o fármaco naftopidil pode ajudar a aliviar os sintomas incomodativos comuns da próstata aumentada, como idas nocturnas mais frequentes à casa de banho para urinar, em homens que não respondem à tansulosina.

O Dr. Hitoshi Oh-oka, do Centro Médico de Kobe, no Japão, avaliou os sintomas relacionados com a próstata aumentada, também denominada de hiperplasia benigna da próstata, em 122 homens que foram tratados com naftopidil (75 miligramas) durante seis semanas, após não terem experienciado qualquer melhoria com a tansulosina. Os dois tratamentos foram separados por um período de washout (durante o qual não se toma o medicamento), durante uma semana.

Os investigadores relataram, na revista científica “Urology”, que o tratamento com naftopidil levou a uma melhoria significativa na frequência urinária diurna e nocturna, taxa de fluxo urinário e qualidade de vida.

O naftopidil foi particularmente eficaz na redução das idas à casa de banho para urinar. A terapia com naftopidil também eliminou a hiperactividade do músculo detrusor, que controla o funcionamento da bexiga, em 31 de 40 pacientes que tinham esta questão.

Com base em critérios predefinidos para sintomas, qualidade de vida e fluxo urinário máximo, aproximadamente 70 por cento dos pacientes foram tratados com sucesso com naftopidil.

A próstata aumentada, uma doença comum em homens mais idosos, provoca frequentemente uma persistente necessidade ou vontade de urinar. A frequência urinária nocturna é um sintoma comum, para o qual os médicos podem prescrever um bloqueador alfa 1A, como a tansulosina. Contudo, estes fármacos podem apenas ajudar alguns homens.

O naftopidil é um bloqueador alfa 1D e, recentemente, relatórios têm demonstrado que os receptores alfa 1D são o tipo principal encontrado no músculo da bexiga.

Isabel Marques

Fontes:
www.nlm.nih.gov/medlineplus/news/fullstory_72185.html

Contraceptivos orais eficazes para dores relacionadas com endometriose

Um relatório, publicado na revista científica “Fertility and Sterility”, revelou que tomar um contraceptivo oral de baixa dosagem pode ajudar a reduzir a menstruação dolorosa e a dor não menstrual associadas à endometriose.

A equipa de investigadores relatou que o estudo actual demonstrou claramente, pela primeira vez, que os contraceptivos orais podem ser utilizados para tratar efectiva e seguramente a dor associada à endometriose.

O Dr. Tasuka Harada, da Faculdade de Medicina da Universidade de Tottori no Japão, e colegas avaliaram os resultados de 100 mulheres com menstruação dolorosa devido à endometriose, que receberam aleatoriamente um contraceptivo oral de baixa dosagem ou placebo.

O contraceptivo oral foi tomado durante 21 dias mais 7 dias de placebo, enquanto o grupo de controlo tomou comprimidos de placebo idênticos durante 28 dias, tendo as mulheres sido tratadas durante quatro ciclos. Foi autorizada a toma de medicação habitual para as dores.

Ambos os grupos demonstraram melhorias significativas da dor relacionada à menstruação. Contudo, durante o período de tratamento, a dor menstrual, também denominada dismenorreia, foi significativamente mais leve nas mulheres a tomar contraceptivo oral. As mulheres deste grupo também relataram menos dores não menstruais.

O tratamento com contraceptivo oral também foi associado a uma redução significativa do volume do tecido endometrial que cresce fora do útero, um efeito não observado com a utilização de placebo.

O contraceptivo oral foi geralmente bem tolerado e não foi associado a quaisquer efeitos secundários.

A endometriose é uma doença dolorosa que afecta as mulheres durante os anos reprodutivos e que provoca o crescimento das placas de tecido endometrial que, normalmente, só se encontra no revestimento interno uterino (endométrio), fora do útero.

Isabel Marques

Fontes:
www.nlm.nih.gov/medlineplus/news/fullstory_72184.html
www.manualmerck.net/?url=/artigos/%3Fid%3D263

FDA pede mais informações sobre motavizumab

A agência reguladora norte-americana (FDA) afirmou necessitar de mais informações sobre o fármaco motavizumab, da AstraZeneca, indicado para a prevenção da doença provocada pelo vírus sincicial respiratório.
"Não vamos ainda especular sobre o impacto que o fármaco irá fazer quando for possivelmente lançado no mercado", afirmou Sarah Lindgreen, porta-voz da AstraZeneca.

A farmacêutica revelou que está confiante em fornecer à FDA os dados que a agência necessita, adiantando ainda que provavelmente não será preciso efectuar mais estudos.
A AstraZeneca prevê voltar a submeter o fármaco à FDA durante a primeira metade de 2009.

A infecção pelo vírus sincicial respiratório é uma doença viral contagiosa que afecta os pulmões. Este vírus provoca surtos de doenças pulmonares todos os anos no fim do Outono e no início do Inverno. A infecção transmite-se ao inalar microgotas transportadas pelo ar que contêm o vírus ou através do contacto com uma pessoa ou em objectos infectados.

Pedro Santos

http://www.firstwordplus.com/Fws.do?articleid=A071AC5A378E470DA1F7C6D237E4752E
http://www.manualmerck.net/?url=/artigos/%3Fid%3D286%26cn%3D1525

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Tratar a depressão revela-se importante para insuficientes cardíacos

Um estudo refere que a depressão aumenta o risco de morte em pacientes com insuficiência cardíaca, mas o risco aparentemente desaparece com a utilização de antidepressivos.

O Dr. Christopher M. O'Connor, do Centro Médico da Universidade de Duke, em Durham, na Carolina do Norte, revelou que estudos recentes sugerem que a utilização de antidepressivos pode estar associada a um aumento da mortalidade em pacientes com doença cardíaca.

Contudo, visto que também tem sido demonstrado que a depressão está associada a um aumento da mortalidade nestes pacientes, ainda continua a não ser claro se esta associação é atribuível à utilização de antidepressivos ou à depressão em si.

Desta forma, os investigadores estudaram cerca de mil pacientes hospitalizados, devido a insuficiência cardíaca, que foram seguidos anualmente. Os autores também recolheram dados potenciais relativamente ao estado da depressão e utilização de antidepressivos.

Aproximadamente, 16 por cento dos participantes do estudo estavam a tomar alguma forma de antidepressivo durante a estadia inicial no hospital. No geral, 30 por cento das pessoas foram consideradas deprimidas e 24,5 por cento destas estavam a tomar antidepressivos. A equipa de investigadores também descobriu que 12,5 por cento dos pacientes não deprimidos estavam a tomar antidepressivos.

Durante uma média de cerca de 971 dias, morreram 429 pacientes, aproximadamente 43 por cento. Uma análise inicial, que não considerou relevantes variáveis potencialmente confundíveis, demonstrou que a utilização de antidepressivos estava associada a um aumento de 32 por cento do risco de morte.

Contudo, uma análise multivariável, que controlou a depressão e outros factores potencialmente confundíveis, demonstrou que a utilização de antidepressivos não estava associada a uma pior sobrevivência, mas que a depressão em si estava.

Esta descoberta, publicada na “Archives of Internal Medicine”, suporta a necessidade de ensaios clínicos aleatórios que sejam adequadamente monitorizados, para avaliar se a medicação antidepressiva pode reduzir a mortalidade, e outros desfechos relacionados com o coração, sem levantar questões de segurança entre os pacientes cardíacos deprimidos.

Isabel Marques

Fontes:
www.reuters.com/article/healthNews/idUSTRE4AR5R920081128

Selénio ajuda a retardar replicação do vírus da SIDA

Investigadores norte-americanos revelaram que aumentar a produção de proteínas que contêm selénio, que ocorrem naturalmente, nas células sanguíneas humanas torna o vírus da SIDA mais lento.

O Dr. K. Sandeep Prabhu, da Universidade Estatal da Pensilvânia, referiu que o selénio é um micronutriente que o organismo necessita para manter o metabolismo normal. Contrariamente a outros nutrientes, que se ligam a determinadas proteínas e moldam a actividade destas, o selénio incorpora-se nas proteínas na forma de um aminoácido denominado selenocisteína.

As selenoproteínas são especialmente importantes na redução do stress provocado por uma infecção, dessa forma retardando a sua disseminação.

O Dr. Prabhu afirmou que os investigadores descobriram que aumentar a expressão das proteínas que contêm selénio afecta negativamente a replicação do Vírus da Imunodeficiência Humana (VIH). Os resultados, publicados na “Journal of Biological Chemistry”, sugerem uma redução da replicação viral de, pelo menos, dez vezes.

O VIH, após infectar uma pessoa, rapidamente degrada as selenoproteínas, de modo a conseguir replicar-se eficientemente. Ainda não se sabe ao certo como o vírus consegue silenciar estas proteínas, mas os investigadores referem que o stress infligido nas células pelo vírus que se divide rapidamente, produzindo uma proteína chave conhecida como TAT, é o possível culpado.

Isabel Marques

Fontes:
www.upi.com/Health_News/2008/11/28/Selenium_slows_AIDS_virus_spread/UPI-79091227909780/

domingo, 30 de novembro de 2008

Mais de dois mil toxicodependentes receberam metadona na farmácia

Mais de 2 mil toxicodependentes receberam metadona nas farmácias, dos quais cerca de 10 % conseguiram deixar a dependência através do Programa de Substituição da Metadona, que envolve mais de 400 farmácias.

Só nos últimos 10 anos foram acompanhados nas farmácias 2116 doentes, dos quais 195 tiveram alta do programa após cumprirem o esquema terapêutico de redução de doses, segundo informação da Associação Nacional de Farmácias (ANF). A mudança de local é a causa mais frequente de saída de doentes do programa (aproximadamente 48%).
"A transferência para outros locais está relacionada, na maioria dos casos, com a actividade laboral dos doentes", refere a Associação Nacional de Farmácias.

Segundo os dados da ANF, estão incluídos neste programa 667 farmacêuticos formados e 459 farmácias, das quais 191 seguiram doentes.
O envolvimento dos farmacêuticos de oficina nos Programas de Terapêuticos de Administração de Metadona surgiu em 1998, com a assinatura de um protocolo de colaboração entre o então Instituto da Droga e da Toxicodependência, a Associação Nacional das Farmácias e a Ordem dos Farmacêuticos.

A referida colaboração permitiu alargar de forma significativa a rede de acompanhamento dos doentes, facilitando ainda a acessibilidade à terapêutica e melhorando a adesão.

Pedro Santos

Fonte: Lusa

sábado, 29 de novembro de 2008

Metade das mulheres desenvolve infecções urinárias

Investigadores norte-americanos afirmam que metade das mulheres desenvolve infecções urinárias ao longo das suas vidas

Segundo Philippe Zimmern, urologista norte-americano, estas condições, que embora sejam bastante desconfortáveis, são no entanto fáceis de tratar, e surgem devido a infecções bacterianas no tracto urinário.

"Algumas mulheres procuram tratamento imediatamente após os primeiros sintomas", afirmou Zimmern. "Os sintomas de infecções urinárias podem incluir vontade em urinar frequentemente ou dor durante urinar, embora existam outros factores, como sentir a zona do abdómen dorida", acrescentou o investigador.

Zimmern afirma que o diagnóstico e tratamento por parte do médico é importante para assegurar que a infecção é tratada de forma correta e não se espalha para os rins, sendo que os antibióticos são prescritos frequentemente.
O investigador salienta ainda a importância de se realizar uma higiene adequada como forma de prevenção para a doença.

Pedro Santos

http://www.upi.com/Health_News/2008/11/20/Half_of_women_subject_to_urinary_infection/UPI-53631227225856/

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Lacticínios e proteínas ajudam as crianças a desenvolver ossos mais fortes

Um novo estudo, publicado na "Journal of Pediatrics”, demonstrou que consumir bastantes produtos lácteos, carne e outros alimentos ricos em proteínas, na infância, resulta em ossos mais fortes e saudáveis na adolescência.

Os investigadores descobriram que as crianças que comiam, pelo menos, duas porções de alimentos lácteos por dia, ao longo da infância, apresentavam ossos mais densos na adolescência do que aquelas que consumiam menos quantidades.

De acordo com a Dra. Lynn L. Moore, da Faculdade de Medicina da Universidade de Boston, consumir quatro ou mais porções de carne, ou outros alimentos ricos em proteínas, também impulsionou a densidade óssea.

Os resultados de estudos sobre os efeitos dos lacticínios ou dos suplementos de cálcio na saúde dos ossos têm sido diversificados. Visto que a maioria destes estudos foram relativamente pequenos, durando entre um a dois anos, as melhores evidências disponíveis dos benefícios, a longo prazo, dos produtos lácteos teria de ter origem num seguimento prolongado, durante muitos anos, das dietas das crianças.

Os investigadores analisaram dados de 106 crianças que foram seguidas desde 1987, quando tinham entre 3 a 5 anos, até 1999. Foram recolhidos diversos diários alimentares ao longo do estudo e os participantes realizaram scans ósseos aos 15 e 17 anos.

Os participantes que consumiram, em média, duas ou mais porções de alimentos lácteos por dia, durante a infância, tinham um conteúdo mineral ósseo mais elevado, maior área óssea e maior densidade mineral óssea, em comparação com aqueles que consumiram menos produtos lácteos. As crianças que consumiram quatro ou mais porções de carne, ou outras fontes de proteínas, também apresentaram ossos mais densos.

Os lacticínios e as proteínas pareceram ter efeitos aditivos, uma vez que as crianças que consumiram as maiores quantidades de ambos os tipos de alimentos tinham os ossos mais densos e maiores, tendo aquelas que consumiram as menores quantidades apresentado os ossos mais finos.

Os benefícios foram observados em diversas regiões do corpo, tendo sido observada uma maior densidade óssea, em particular, nos braços, pernas, tronco, costelas e pélvis.

De acordo com os investigadores, as descobertas deste estudo confirmam a importância de uma dieta alimentar rica em produtos lácteos e outras fontes de proteínas para a massa óssea dos adolescentes.

Isabel Marques

Fontes:
www.reuters.com/article/healthNews/idUSTRE4AP7RJ20081126

Como pode o excesso de bebidas alcoólicas aumentar o risco cardíaco?

Investigadores norte-americanos revelaram ter identificado os mecanismos exactos através dos quais o consumo de bebidas alcoólicas em excesso contribui para aumentar o risco de ataque cardíaco e acidente vascular cerebral (AVC).

O investigador John Cullen, do Centro Médico da Universidade de Rochester, explicou que as bebidas alcoólicas contêm etanol, que é frequentemente convertido em acetaldeído no organismo humano com níveis excessivos de álcool, sendo que os níveis de acetaldeído permanecem elevados durante muitas horas, após o consumo de bebidas alcoólicas ter terminado.

O estudo actual, publicado na “Atherosclerosis”, clarificou pela primeira vez que os níveis excessivos de acetaldeído fazem com que um tipo importante de célula imunitária, o monócito, se torne mais capaz de se ligar às paredes dos vasos sanguíneos.

Anteriormente, os peritos acreditavam que a aterosclerose se desenvolvia quando demasiado colesterol entupia as artérias com depósitos de gordura, denominados placas, e os ataques cardíacos ocorriam quando os vasos sanguíneos ficavam completamente bloqueados.

O investigador referiu que actualmente a maioria crê que, mais do que a acumulação em si, a reacção do sistema imunitário cria um risco de ataque cardíaco. As paredes dos vasos sanguíneos confundem os depósitos de gordura com intrusos, semelhantes às bactérias, e pedem ajuda ao sistema imunitário. Os monócitos chegam com o objectivo de prevenir uma infecção, mas acabam por provocar inflamação que faz com que os vasos sanguíneos bloqueiem.

Os investigadores descobriram que o acetaldeído, nos níveis encontrado no sangue após o consumo excessivo de bebidas alcoólicas, aumenta o número de monócitos em 700 por cento.

O consumo excessivo de bebidas alcoólicas tem sido relacionado com um aumento do risco de doença cardíaca e estes novos dados relativos à inflamação começam a explicar a razão.

Isabel Marques

Fontes:
www.upi.com/Health_News/2008/11/27/How_binge_drinking_increases_heart_risk/UPI-47331227824736/

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Terapia hormonal pode ser prejudicial para mulheres

Segundo os investigadores, a terapia de substituição de estrógenio pode acentuar factores pré-existentes de doenças coronárias

O estudo revelou que nas mulheres com aterosclerose, a terapia hormonal pode apresentar efeitos positivos nos lípidos, mas também efeitos negativos relacionados com a saúde do coração.

De acordo com MaryFran Sowers, investigadora principal do estudo, se uma mulher recorre a esta terapia no prazo dos seis primeiros anos após o seu último período menstrual, poderá ser suficiente para não causar problemas coronários advindos do surgimento da menopausa. No entanto, os dados do estudo sugerem que uma explicação óbvia para estes factos não é assim tão simples.

A investigadora afirma que os resultados do estudo revelam que é critico que as mulheres discutam a terapia hormonal com o seu médico cardiologista.
“Se uma mulher entra no consultório médico com historial de doenças coronárias, ela e o seu responsável de saúde podem decidir se a terapia hormonal pode vir agravar esse facto ainda mais”, afirmou Sowers.

Pedro Santos

http://www.upi.com/Health_News/2008/11/26/Hormone_therapy_may_be_dangerous_for_woman/UPI-46101227738083/

Saber detectar os sinais de Alzheimer

Investigadores norte-americanos da Alzheimer Association alertam para os primeiros sinais da doença

Segundo os peritos, uma pessoa não ser capaz de se lembrar de certas coisas à medida que envelhece pode ser um sinal da doença.
“Os sintomas da doença de Alzheimer são muito mais severos do que simples perdas de memória momentâneas”, afirmaram os peritos em comunicado. “As doentes de Alzheimer têm dificuldades em comunicar, pensar e aprender, problemas suficientes para causar impacto no seu trabalho individual, bem como em actividades sociais e na vida familiar”, pode ler-se ainda no mesmo.

A título de exemplo, a maioria das pessoas tem por vezes dificuldades em encontrar a palavra certa, mas aqueles que sofrem de demência esquecem-se de palavras simples, substituindo-as por outras expressões, como “aquela coisa para a boca”, referindo-se à escova de dentes.

Colocar as coisas fora do lugar não é algo assim tão estranho, mas as pessoas com este tipo de patologia conseguem ir ainda mais longe, colocando, por exemplo, um ferro de engomar no frigorífico. É ainda comum que realizem certos erros de julgamento, como usar roupas de Inverno num dia quente de Verão.

As pessoas com Alzheimer têm ainda variações de humor muito repentinas, sem razão aparente. Podem ainda apresentar um comportamento que revela grande passividade, como sentarem-se em frente à televisão durante horas, ou dormirem mais do que o habitual.

Saber ter em atenção estes e outros pormenores é importante para detecção da doença, sobretudo entre familiares e amigos.

Pedro Santos

http://www.upi.com/Health_News/2008/11/26/Detecting_signs_of_Alzheimers_disease/UPI-10621227751040/

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Medicamentos para a hiperactividade não induzem danos celulares

Novas investigações, suportadas pelo Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos, indicam que os fármacos estimulantes utilizados no tratamento do Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) não provocam alterações cromossómicas nas crianças, contrariando os resultados de um estudo de 2005.

Os trabalhos anteriores identificaram um aumento da frequência de danos no ADN e de aberrações estruturais dos cromossomas, que está associado a um aumento do risco de cancro. As anomalias foram observadas nos glóbulos brancos (linfócitos) de 12 crianças, após 3 meses de terapia com metilfenidato, um fármaco geralmente utilizado para tratar o TDAH.

De acordo com Kristine L. Witt, do Instituto Nacional das Ciências da Saúde Ambiental, em Research Triangle Park, na Carolina do Norte, embora investigações posteriores tenham falhado em repetir as descobertas antecedentes, a enorme implicação na saúde pública deste assunto requer investigações adicionais.

Para este fim, os investigadores recrutaram 63 pacientes entre os 6 e os 12 anos diagnosticados com TDAH, que não tinham recebido tratamento anteriormente. As crianças receberam aleatoriamente tratamento com metilfenidato ou com mistura de sais neutros de anfetaminas. O ensaio de 3 meses foi completado por 25 e 22 pacientes, respectivamente.

Neste estudo, publicado na “Journal of the American Academy of Child and Adolescent Psychiatry”, não foram detectados aumentos significativos de danos celulares nos linfócitos relacionados com o tratamento, nem no grupo total nem nos 47 participantes que completaram os 90 dias de tratamento.

De acordo com os investigadores, estes resultados acrescentam dados às crescentes evidências de que os níveis terapêuticos do metilfenidato ou da mistura de sais neutros de anfetaminas não induzem danos cromossómicos nos humanos.

Ainda assim, os investigadores recomendam que se continuem a realizar estudos para monitorizar estas questões em grupos maiores, após longos períodos de exposição.

Isabel Marques

Fontes:
www.reutershealth.com/archive/2008/11/26/eline/links/20081126elin025.html

Hidroginástica durante a gravidez ajuda a reduzir dores de parto

Investigadores brasileiros revelaram que realizar exercícios de hidroginástica durante a gravidez ajuda a diminuir as dores de parto e, assim, também a quantidade necessária de analgésicos durante o parto.

O estudo, publicado na “Reproductive Health”, incluiu 71 grávidas, tendo metade assistido a três sessões de 50 minutos de hidroginástica por semana durante a gravidez, enquanto a outra metade serviu de grupo de controlo.

A autora do estudo, a professora Rosa Pereira, da Universidade de Campinas, em São Paulo, referiu que não foram encontradas diferenças estatisticamente significativas na duração do parto ou do tipo de parto entre os dois grupos. Contudo, apenas 27 por cento das mulheres do grupo da hidroginástica pediu analgésicos, em comparação com 65 por cento do grupo de controlo. Isto representa uma redução de 58 por cento dos pedidos.

Existe alguma discussão relativamente ao facto das mulheres praticarem exercício físico durante a gravidez. A preocupação principal é que o exercício possa interferir com as exigências do feto e da placenta e comprometer o desenvolvimento ou crescimento do feto, ou aumentar o risco de anomalias.

Os investigadores concluíram que a hidroginástica não apresentava qualquer efeito prejudicial para a saúde cardiovascular das grávidas e também confirmaram o bem-estar dos bebés das mães que praticaram hidroginástica.

A investigadora referiu que foi demonstrado que a prática regular de exercícios moderados na água, durante a gravidez, não é prejudicial, nem para a saúde da mulher nem do bebé. De facto, a redução dos pedidos de analgésicos sugere que este tipo de exercício pode fazer com que as mulheres fiquem em melhores condições psicológicas e físicas.

Isabel Marques

Fontes:
www.nlm.nih.gov/medlineplus/news/fullstory_71955.html

Estudo: Depressão induzida por peginterferão é reversível

Investigadores norte-americanos revelaram que a depressão relacionada com a terapia de peginterferão para a hepatite C crónica aumenta com a duração da utilização, mas que é reversível após a cessação do tratamento.

Após 48 semanas de terapia, 42 por cento dos pacientes desenvolveram depressão. Segundo os investigadores, depressão pré-existente e potenciais biomarcadores de depressão, tais como os níveis de cortisol e do neurotransmissor serotonina no sangue, foram associados a efeitos secundários neurológicos e psiquiátricos.

De acordo com o Dr. Robert J. Fontana, da Universidade do Michigan, em Ann Arbor, a depressão é um efeito secundário comum e limitador da dosagem do tratamento antiviral em pacientes com hepatite C. O objectivo desta análise era esclarecer a incidência, os factores de risco e a base biológica para este problema.

O estudo, publicado na “American Journal of Gastroenterology”, incluiu 201 pacientes com hepatite C crónica e fibrose avançada que anteriormente não tinham respondido ao tratamento. Os pacientes foram tratados com peginterferão alfa-2a e ribavirina durante 24 semanas. Os 74 pacientes que na semana 20 tinham níveis indetectáveis de RNA do vírus da hepatite C continuaram o tratamento nas mesmas dosagens até completarem a semana 48.

A incidência cumulativa de depressão induzida por peginterferão foi de 23 por cento até à semana 24. Entre os 74 pacientes que responderam ao tratamento, a incidência de depressão relacionada com a terapia foi de 9 por cento até à semana 24, aumentando para 42 por cento na semana 48.

Contudo, na semana 72 a classificação da depressão voltou aos níveis existentes antes do tratamento, demonstrando assim a reversibilidade da depressão induzida por interferão.

Os autores relataram que a depressão pré-existente não foi associada a um aumento do risco de depressão induzida pela terapia.

Isabel Marques

Fontes:
www.reuters.com/article/healthNews/idUSTRE4AN65O20081124

Radiação aumenta taxa de sobrevivência em pacientes com cancro do pâncreas

Investigadores norte-americanos acreditam que a radiação antes de cirurgias duplica a taxa de sobrevivência em pacientes com cancro do pâncreas com tumores operáveis

Segundo David Sherr, autor do estudo, este facto acontece porque os tumores do pâncreas espalham-se frequentemente ou já invadiram estruturas críticas do organismo na altura que foram detectados, e apenas 15 a 20% dos pacientes são candidatos adequados à remoção cirúrgica do tumor.

Enquanto a radioterapia pós-operatória tem vindo a ser utilizada para esterilizar as células cancerígenas que não foram removidas cirurgicamente, a noção de utilizar a radiação antes da resecção (remoção parcial do órgão) tem sido controversa, na opinião do investigador.

“Existem benefícios potenciais em recorrer à radiação antes da cirurgia, comparativamente a após a mesma”, afirmou David Sherr. “A radiação pode mesmo aumentar o número de pessoas elegíveis para a resecção tumoral, através da redução do tumor, de forma a que não afecte mais as zonas vitais do organismo, tais como os vasos sanguíneos que se encontram próximos do pâncreas”, concluiu o investigador.

Pedro Santos

http://www.upi.com/Health_News/2008/11/25/Radiation_ups_pancreatic_cancer_survival/UPI-16411227665371/

Anestésico provoca alterações na doença de Alzheimer

Investigadores norte-americanos afirmam que um anestésico usado frequentemente pode criar alterações no cérebro de doentes com Alzheimer

Segundo investigadores do Hospital de Massachusetts, Estados Unidos, a administração de gás isoflurano leva à criação da proteína tóxica beta amilóide, associada à doença de Alzheimer, em cérebros de ratos.
“Estes são os primeiros resultados que indicam que o isoflurano pode conduzir à destruição das células e elevar os níveis de proteínas associadas à doença de Alzheimer”, afirmou Zhoncong Xie, líder do estudo.

“Este trabalho precisa de ser continuado com estudos efectuados em humanos, mas parece que o isoflurano não é o melhor anestésico para pacientes que já têm níveis elevados da proteína beta amilóide, tais como os idosos ou pessoas com a doença de Alzheimer”, acrescentou o investigador.
“Este estudo não nos pode dizer os efeitos a longo prazo do uso de isoflurano, que é algo que iremos examinar em investigações futuras”, concluiu Xie.

Pedro Santos

http://www.upi.com/Health_News/2008/11/25/Anesthetic_induces_Alzheimers_changes/UPI-79321227656207/

Estudo: Avandia relacionado com maior risco de morte do que Actos

Dados de um estudo observacional indicaram que os pacientes idosos com diabetes que tomaram o fármaco Avandia (rosiglitazona), da GlaxoSmithKline, apresentaram um maior risco de desenvolver insuficiência cardíaca congestiva e tinham mais probabilidade de morrer do que os pacientes que receberam Actos (pioglitazona), da Takeda.

Os investigadores seguiram um total de 28.361 pacientes com 65 anos ou mais durante cinco anos, tendo 14.101 dos pacientes recebido Avandia e os restantes 14.260 sido tratados com Actos.

Os resultados, publicado na “Archives of Internal Medicine”, demonstraram que morreram mais 15 por cento de pacientes que tomaram Avandia, em comparação com aqueles que receberam Actos, e que a incidência de insuficiência cardíaca congestiva foi 13 por cento mais elevada no grupo do Avandia.

O investigador principal, o Dr. Wolfgang Winkelmayer, da Faculdade de Medicina da Universidade de Harvard, referiu que a questão interessante foi não ter sido encontrada qualquer diferença, entre os dois medicamentos para a diabetes, relativamente ao risco de acidente vascular cerebral (AVC) ou ataque cardíaco.

Os investigadores sugeriram que esta questão pode dever-se ao facto das pessoas mais idosas, se sofrerem um AVC ou um enfarte do miocárdio, poderem morrer imediatamente e não chegarem ao hospital para um diagnóstico, podendo, por isso, os eventos cardíacos serem registados como falecimentos.

Em resposta, a GlaxoSmithKline sugeriu que estes resultados são inconsistentes com dados de ensaios aleatórios mais rigorosos, que não demonstram qualquer aumento significativo na mortalidade devido a doença cardiovascular, ou outras causas, nos pacientes a tomar Avandia.

A companhia farmacêutica acrescentou ainda que sustenta intensamente a segurança e eficácia do Avandia com base em ensaios clínicos extensivos e ampla utilização pós-comercialização.

Isabel Marques

Fontes:
www.firstwordplus.com/Fws.do?articleid=08CB71CA21C14232A7DC59AD70E5B156

Perda de potássio devido a diuréticos pode aumentar risco de diabetes

Investigadores norte-americanos revelaram que a queda dos níveis de potássio no sangue provocada por diuréticos, geralmente prescritos para a pressão sanguínea elevada, pode aumentar o risco de diabetes.

Os investigadores da Faculdade de Medicina da Universidade Johns Hopkins, em Baltimore, referiram que os diuréticos aceleram a perda de fluidos e também drenam químicos importantes, incluindo o potássio, sendo que as pessoas que os tomam são geralmente aconselhadas a ingerir bananas e outros alimentos ricos em potássio para contrabalançar esse efeito.

O investigador principal, o Dr. Tariq Shafi, referiu que estudos anteriores têm revelado que, quando os pacientes tomam diuréticos tiazidas, os níveis de potássio baixam e o risco de diabetes aumenta para 50 por cento.

Os investigadores examinaram dados de 3.790 participantes não diabéticos num ensaio clínico aleatório, conduzido de 1985 a 1991, delineado para determinar os riscos versus os benefícios de administrar uma determinada medicação para a pressão sanguínea elevada a pessoas com 60 anos ou mais.

Uma metade dos participantes foi tratada com clortalidona e a outra com placebo. No estudo original, os níveis de potássio foram monitorizados como uma precaução de segurança para proteger contra o ritmo cardíaco irregular, um problema que pode resultar dos níveis baixos de potássio.

Os resultados, publicados online na “Hypertension”, demonstraram que, para cada diminuição de 0,5 miliequivalentes por litro de potássio, existia um aumento de 45 por cento do risco de diabetes. Nenhuma das pessoas do grupo que recebeu placebo desenvolveu níveis baixos de potássio.

Isabel Marques

Fontes:
www.upi.com/Health_News/2008/11/25/Potassium_loss_may_explain_diabetes_risk/UPI-34701227648942/

Anti-inflamatório experimental apresenta resultados positivos para artrite

Dados de um estudo de última fase revelaram que o fármaco experimental naproxcinod, da NicOx, para o tratamento da artrite, atingiu os objectivos primários sem aumentar a pressão sanguínea.

As descobertas, dos últimos três ensaios clínicos, confirmaram que o naproxcinod, o primeiro de uma nova classe de fármacos anti-inflamatórios, é seguro, efectivo e não provoca danos a nível da pressão sanguínea.

O último ensaio de 13 semanas envolveu 810 pacientes com osteoporose primária da anca que receberam aleatoriamente, duas vezes por dia, doses de naproxcinod, naproxeno ou placebo.

Os resultados demonstraram que o naproxcinod foi significativamente melhor do que o placebo nos objectivos relacionados com dor e pontuação de funcionalidade, assim como na pontuação geral do estado da doença.

A NicOx também relatou que os pacientes tratados com naproxcinod apresentaram um perfil de pressão sanguínea semelhante ao daqueles que receberam placebo.

A companhia planeia apresentar o naproxcinod à FDA para aprovação em meados de 2009 e antecipa o lançamento do fármaco para 2010.

Isabel Marques

Fontes:
www.firstwordplus.com/Fws.do?articleid=C413D30C5FEE40E3B1EE5F59E4F752EA
www.bloomberg.com/apps/news?pid=20601085&sid=alNGib5ajeU8&refer=europe

Hormona do crescimento não combate ELA

A hormona do crescimento conhecida como IGF-1 não revelou quaisquer benefícios para os pacientes com Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), também conhecida como doença de Lou Gehrig. O IGF-1 é conhecido por estimular a produção de células cartilagíneas, promovendo o crescimento ósseo e desempenha também um papel fundamental no crescimento de músculos e órgãos.

O estudo norte-americano teve a duração de dois anos e incluiu 330
pacientes de 20 centros médicos. Dois estudos realizados anteriormente apresentaram resultados contraditórios. Um deles, norte-americano, afirmava que o IGF-1 seria benéfico, enquanto o estudo europeu afirmou que não apresentava quaisquer benefícios para pessoas com ELA, uma doença neurodegenerativa progressiva e fatal, caracterizada pela degeneração dos neurónios motores, as células do sistema nervoso central que controlam os movimentos voluntários dos músculos.

"É desapontante que não tenhamos sido capazes de confirmar os benefícios presentes no estudo norte-americano. Os tratamentos actuais para a ELA são inadequados, sendo por isso vital encontrar novos tratamentos", afirmou Eric Sorenson, autor do estudo.

Pedro Santos

http://www.nlm.nih.gov/medlineplus/news/fullstory_72014.html

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Fumadores com TDAH têm mais dificuldade em largar o vício

Investigadores sugerem que o tabaco é mais prevalente naqueles que sofrem de TDAH, sendo mais difícil para eles deixar este vício

O estudo revelou que os fumadores que sofrem de Transtorno do Déficit de Atenção/Hiperactividade (TDAH) e que exibem um elevado grau de hiperactividade e impulsividade, com ou sem desatenção, apresentaram uma taxa de cessação tabagística mais reduzida após o período de 8 semanas comparativamente aqueles com sintomas de desatenção só por si ou aqueles que não sofrem de TDAH.

“É necessário uma grande compreensão das associações divergentes que existem entre os diferentes tipos de TDAH bem como as consequências na saúde pública no que concerne à cessação tabagística e diminuição da mortalidade associada ao consumo de tabaco nesta população”, afirmou Lirio Covey, investigador líder deste estudo.

“O efeito do TDAH só por si na cessação tabagística tem sido raramente examinado. E os efeitos dos sintomas do TDAH a nível individual na cessação tabagística ainda menos”, acrescentou o investigador.

Durante o estudo inicial de 8 semanas com um tratamento de manutenção em 583 fumadores, 43 dos quais estavam identificados clinicamente como doentes com TDAH, e foram tratados com buproprion ou Zyban, um patch (selo) de nicotina, e ainda tiveram acompanhamento por parte de especialistas.

Comparativamente aos fumadores sem TDAH, os fumadores com a condição revelaram uma taxa de abstinência inferior durante o período em que se desenrolou o estudo.

Pedro Santos

http://www.upi.com/Health_News/2008/11/24/ADHD_smokers_have_harder_time_quitting/UPI-13481227567492/

Brócolos podem ajudar a prevenir cancro em fumadores

Investigadores relataram que os brócolos e outros vegetais semelhantes parecem fornecer aos fumadores uma protecção especial contra o cancro.

Os investigadores descobriram que antigos fumadores e, especialmente, as pessoas que ainda são “fumadores pesados” retiraram benefícios especiais do consumo de vegetais. As pessoas que fumavam mais de 20 cigarros por dia foram consideradas “fumadores pesados”.

A investigadora principal, a Dra. Li Tang, do Instituto do Cancro Roswell Park, em Buffalo, referiu que os efeitos mais significativos foram observados nos fumadores.

Os brócolos e outros vegetais denominados crucíferos, tais como o repolho, a couve-flor e a couve-de-bruxelas, têm sido reconhecidos por diminuir o risco de cancro no geral, talvez devido aos compostos chamados isotiocianatos.

A Dra. Tang e os colegas estudaram 948 pacientes com cancro e 1.743 pessoas sem cancro. Todos os participantes responderam a um questionário detalhado sobre os seus hábitos, incluindo a alimentação e historial de hábito de fumar.

As pessoas que comiam vegetais crucíferos, principalmente crus, tinham entre 20 a 55 por cento menos probabilidade de ter cancro do que aquelas que nunca, ou apenas raramente, consumiam estes alimentos.

Segundo os resultados apresentados no encontro da Associação Americana para a Pesquisa do Cancro, a redução do risco dependeu do tipo de vegetal consumido e da duração e intensidade do hábito de fumar.

Os investigadores revelaram que só foi observado um efeito significativo entre os antigos e os actuais fumadores, não tendo sido observada uma associação significativa entre as pessoas que nunca fumaram.

Contudo, a Dra. Tang acrescentou que estas descobertas ainda não são fortes o suficiente para fazer uma recomendação pública para já, alertando que se as pessoas fumarem durante muito tempo nada pode ajudar.

Fumar aumenta o risco de muitos tipos de cancro, incluindo cancro do pulmão, da cabeça e pescoço, e cancro da bexiga.

Isabel Marques

Fontes:
www.reutershealth.com/archive/2008/11/18/eline/links/20081118elin020.html

Estudo: Avastin aumenta sobrevivência sem progressão do cancro da mama

O fármaco oncológico Avastin (bevacizumab), da Genentech e da Roche Holding AG, num estudo de Fase III, demonstrou aumentar o tempo que as pacientes com cancro da mama sobreviveram sem a doença piorar, atingindo assim o objectivo primário.

O estudo, que envolveu 1.237 pacientes que não tinham recebido quimioterapia anteriormente, também confirmou que o Avastin pode ser combinado efectivamente com quimioterapias utilizadas normalmente.

O Avastin foi testado em combinação com quimioterapias à base de taxanos ou de antraciclinas, ou com o Xeloda (capecitabina), como tratamento de primeira linha para o cancro da mama HER2 negativo metastásico, tendo atingido o principal objectivo de aumentar a sobrevivência livre de progressão, em comparação com as quimioterapias isoladamente.

A Genentech revelou que o objectivo primário foi atingido nos dois grupos, sendo que as pacientes do primeiro grupo receberam Avastin ou placebo em combinação com quimioterapias à base de taxanos ou de antraciclinas, enquanto as pacientes do segundo grupo receberam Avastin ou placebo em combinação com capecitabina.

Os dados demonstraram que não foram observados novos sinais de segurança e o perfil de segurança do Avastin foi consistente com experiências anteriores.

Isabel Marques

Fontes:
www.reuters.com/article/healthNews/idUSTRE4AN3V220081124
www.rttnews.com/ArticleView.aspx?Id=783403&SMap=1

EMEA recomenda aprovação de ustekinumab para tratamento da psoríase

O Comité de Medicamentos para Uso Humano (CHMP), da Agência Europeia do Medicamento (EMEA), recomendou a aprovação de comercialização do fármaco ustekinumab, da Janssen-Cilag, para o tratamento da psoríase em placas moderada a grave.

O CHMP recomendou a aprovação do ustekinumab, que poderá vir a ser comercializado como Stelara, para adultos que não responderam ou apresentam alguma contra-indicação, ou intolerância, a outras terapias sistémicas, incluindo ciclosporina, metotrexato e fotoquimioterapia (PUVA).

A opinião positiva baseou-se em resultados de dois estudos de Fase III, publicados na “The Lancet”, que incluíram cerca de 2 mil pacientes, para avaliar a eficácia e tolerabilidade do ustekinumab no tratamento da psoríase em placas moderada a grave.

Mais de dois terços dos pacientes alcançaram o objectivo primário, em ambos os estudos, isto é, apresentaram uma melhora de aproximadamente 75 por cento da gravidade da psoríase na semana 12, após somente duas doses nas semanas zero e quatro.

Relativamente ao critério de eficácia mais exigente, que se refere a uma melhora de, pelo menos, 90 por cento da gravidade da psoríase, os resultados na semana 12 indicaram que aproximadamente 4 em cada 10 pacientes atingiram esta resposta, após somente duas doses, em ambos os estudos.

As recomendações para aprovação de comercialização por parte do CHMP são normalmente seguidas pela Comissão Europeia (CE) passados poucos meses.

Isabel Marques

Fontes:
www.vademecum.es/noticias_detalle.cfm?id_act_not=2027

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

FDA concede prioridade à revisão do fármaco Promacta

A agência reguladora norte-americana (FDA) garantiu o estatuto de "fast track" para o fármaco Promacta (Eltombopag), da GlaxoSmithKline (GSK) e da Ligand, de forma a que seja analisado de forma prioritária para o tratamento de pacientes com púrpura trombocitopénica idiopática crónica e que tiveram uma resposta insuficiente a corticosteróides, imunoglobulinas ou esplenectomias.

A decisão foi baseada em dados de dois estudos clínicos que avaliaram o composto como tratamento a curto prazo para pacientes com púrpura trombocitopénica idiopática crónica. Um painel aconselhador da FDA já havia acordado que os benefícios do Promacta eram superiores aos riscos para o tratamento desta patologia.

A GSK acrescentou ainda que, caso seja aprovado, o medcamento será submetido para aprovação na União Europeia onde será comercializado como Revolade.

Pedro Santos

http://www.firstwordplus.com/Fws.do?articleid=55AC7CCD809C4541A5DBDED0B162826A

EMEA: Zevtera recomendado para infecções complicadas da pele e tecidos moles

O Comité de Medicamentos para Uso Humano (CHMP), da Agência Europeia do Medicamento (EMEA), recomendou a aprovação de comercialização do fármaco antibiótico Zevtera (ceftobiprol medocaril), da Basilea Pharmaceutica, para o tratamento de infecções complicadas da pele e tecidos moles.

De acordo com o CEO da Basilea Pharmaceutica, Anthony Man, o Zevtera é um inovador antibiótico de largo espectro que pode ser utilizado com tratamento de primeira linha para uma ampla variedade de infecções graves da pele, antes de se saber a bactéria exacta que provocou a infecção.

O Zevtera é uma cefalosporina indicada para as infecções por Estafilococos Aureus Resistentes à Meticilina (MRSA).

As recomendações para aprovação de comercialização por parte do CHMP são normalmente seguidas pela Comissão Europeia (CE) passados poucos meses.

As infecções complicadas da pele e tecidos moles estão entre as infecções mais comuns no meio hospitalar. O Estafilococos Aureus, uma bactéria Gram-positivo, é o patogénio predominante das infecções da pele.

Nos últimos anos, as estirpes de Estafilococos Aureus resistentes à meticilina têm-se tornado cada vez mais comuns e têm sido associadas ao aumento da morbilidade e mortalidade.

Isabel Marques

Fones:
www.reuters.com/article/rbssHealthcareNews/idUSLL18718520081121
www.foxbusiness.com/story/markets/industries/health-care/evteratm-ceftobiprole-medocaril-novel-anti-mrsa-broad-spectrum-antibiotic-2048728213/

Gorduras saturadas podem aumentar risco de cancro do intestino delgado

Um estudo, publicado na edição de 15 de Novembro da “Cancer Research”, demonstrou que as dietas elevadas em gorduras saturadas parecem aumentar o risco de cancro do intestino delgado.

De acordo com a principal investigadora, a Dra. Amanda J. Cross, do Instituto Nacional do Cancro norte-americano, no Maryland, é importante identificar factores de risco variáveis para o cancro do intestino delgado, não só porque a incidência deste tipo de cancro está a aumentar, mas também pode permitir compreender melhor outras doenças gastrointestinais.

Descobertas de diversos estudos têm relacionado o consumo de carnes vermelhas e processadas ao cancro do cólon, mas a associação ao cancro do intestino delgado tem recebido relativamente pouca atenção e não tem sido examinada num progressivo estudo prospectivo.

A equipa de investigação, utilizando dados de um estudo sobre dieta e saúde, examinou associações alimentares ao cancro do intestino delgado em meio milhão de homens e mulheres. Foram utilizados questionários de frequência de consumo de alimentos para estimar a ingestão de carne e gordura e os participantes foram seguidos durante 8 anos.

Durante o seguimento, 60 pessoas desenvolveram adenocarcinomas e 80 desenvolveram tumores carcinóides gástricos, um tipo raro de cancro do estômago.

Não foi observada uma associação estatisticamente significativa entre a ingestão de carne vermelha, ou processada, e as doenças do intestino delgado.

Por outro lado, a ingestão de gorduras saturadas foi associada efectivamente ao desenvolvimento de tumores carcinóides. As pessoas com a ingestão mais elevada de gorduras saturadas tinham um risco 3,18 vezes maior de desenvolver tumores carcinóides, em comparação com as pessoas cuja ingestão era a mais reduzida.

O intestino delgado compõe 75 por cento do tracto digestivo, contudo, raramente se desenvolvem cancros aí, aparecendo mais frequentemente no intestino grosso ou cólon.

Isabel Marques

Fontes:
www.reuters.com/article/healthNews/idUSTRE4AK89E20081121

domingo, 23 de novembro de 2008

Estabilidade dos níveis de açúcar no sangue ajuda a diminuir risco de complicações diabéticas

Novos dados sugerem que o controlo adequado do açúcar no sangue por um período prolongado, por parte das pessoas com diabetes tipo 1, ajuda a reduzir o risco das doenças renal e oftalmológica relacionadas com a diabetes.

As descobertas, publicadas na edição de Novembro da “Diabetes Care”, provêm de uma análise de dados de 1.441 pacientes com diabetes tipo 1, que foram seguidos durante aproximadamente 9 anos, como parte de um ensaio pivot relativamente ao controlo e complicações da diabetes.

Os investigadores, ao analisarem ao longo do tempo os níveis de hemoglobina A1c, um indicador standard de controlo a longo prazo do açúcar no sangue, observaram que uma crescente variabilidade da hemoglobina A1c aumenta o risco de surgir ou piorar a retinopatia diabética, (doença da retina que pode levar à cegueira) e a nefropatia diabética (doença dos rins que pode levar à insuficiência renal).

Especificamente, os investigadores descobriram que, para cada 1 por cento de aumento da hemoglobina A1c, o risco de retinopatia aumentou mais do dobro e o risco de nefropatia diabética aumentou quase o dobro.

O investigador do estudo, o Dr. Eric S. Kilpatrick, do Hull Royal Infirmary, em Inglaterra, referiu à Reuters Health que as descobertas sugerem que a estabilidade a longo prazo do açúcar no sangue, e não só o controlo médio do açúcar no sangue, antevê o risco destas complicações.

O Dr. Kilpatrick acrescentou que esta é provavelmente outra razão para se procurar atingir um bom e estável controlo gilcémico, em vez de apenas um bom controlo glicémico.

Contudo, a gestão do açúcar no sangue é só uma parte da questão. É igualmente importante assegurar que a pressão sanguínea e os níveis de colesterol estão estritamente controlados, de modo a reduzir as complicações da diabetes.

Isabel Marques

Fontes:
www.reuters.com/article/healthNews/idUSTRE4AK6IH20081121

Cancro: Perda óssea pode dever-se não só aos fármacos oncológicos

Investigadores norte-americanos revelaram que determinados fármacos oncológicos podem provocar perda óssea em pacientes com cancro da mama, mas que estes fármacos não são os únicos culpados.

O estudo, publicado na “Journal of Clinical Oncology”, descobriu que 78 por cento das sobreviventes de cancro da mama apresentavam, pelo menos, uma outra causa para a perda óssea, como deficiência de vitamina D.

A autora principal, a Dra. Pauline Camacho, da Faculdade de Medicina Stritch da Universidade de Loyola, em Chicago, referiu que os médicos ao avaliar as pacientes com cancro da mama, relativamente a uma possível perda óssea, devem procurar razões para além dos fármacos oncológicos.

Os autores do estudo sugerem que, embora os fármacos oncológicos realmente provoquem perda óssea, os sobreviventes de cancro, como a população normal, também sofrem de perda óssea devido a causas tratáveis e merecem uma meticulosa avaliação da saúde óssea.

Os investigadores reviram os dados de 238 pacientes na pós-menopausa, com densidade mineral óssea abaixo do normal, examinadas no Centro de Doenças Ósseas Metabólicas e Osteoporose de Loyola, entre 2000 e 2006. Entre as pacientes, 64 tinham cancro da mama.

38 por cento das pacientes com cancro da mama tinham deficiência de vitamina D, em comparação com 51 por cento das pacientes sem cancro da mama. Foi encontrada excreção excessiva de cálcio na urina em 16 por cento das pacientes com cancro e em 8 por cento das pacientes sem cancro.

Isabel Marques

Fontes:
www.upi.com/Health_News/2008/11/21/Bone_loss_due_to_more_than_cancer_drugs/UPI-70651227329899/

sábado, 22 de novembro de 2008

Depressão pode estar ligada a diabetes

Investigadores acreditam que as pessoas que sofrem de depressão têm mais dificuldade em controlar os níveis de açúcar no sangue

O estudo reuniu mais de 11 mil veteranos norte-americanos com diabetes do tipo 2. Os investigadores descobriram que após uma década, aqueles diagnosticados com depressão de forma consistente tinham níveis elevados da hemoglobina A1c (HbA1c), uma medida de controle do açúcar de sangue.

Os cientistas não sabem ainda ao certo o porquê disto acontecer, mas uma das possibilidades é que lidar com a depressão torna mais difícil aos diabéticos controlar os níveis de açúcar no seu sangue, segundo o seu estilo de vida e medicação.

Estas descobertas são, em parte, preocupantes visto que diversos estudos já haviam sugerido que os diabéticos têm um risco elevado de depressão, comparativamente aos que não são diabéticos. Estima-se que cerca de 30% das pessoas com diabetes também sofrem de depressão em algum ponto das suas vidas.

"O nosso estudo revela que a depressão desempenha um papel importante e fundamental em certos aspectos na vida das pessoas com diabetes do tipo 2", afirmou Leonard Egede, um dos investigadores do estudo.

Pedro Santos

http://www.nlm.nih.gov/medlineplus/news/fullstory_71818.html

Análise ao sangue pode detectar cancro do colón

Investigador israelita desenvolveu um teste ao sangue, simples e barato, para detectar o cancro no cólon

Segundo Nadir Arber, professor de medicina e gastroenterologia na Faculdade de Medicina Tel Aviv University, este teste consegue detectar células de pólipos do cólon (os percursores para o cancro do cólon) no sangue, com um grau elevado de sensividade e eficácia.

O teste é baseado na pesquisa do oncogene para o cancro colo rectal, um gene codificador de proteína, que quando desregulado participa no início e desenvolvimento do cancro.
O exame recorre ao facto dos pólipos no cólon emitirem biomarcadores, e que podem ser detectados no sangue em níveis muito reduzidos.

Estudos recentes demonstraram que este teste pode identificar de forma segura adenomas, os pólipos que se convertem no cancro do cólon, com uma taxa de sucesso superior a 80%.
Muitos pacientes evitam fazer colonoscopias, não só pelo tipo de exame em si mas também devido ao seu custo, pelo que este exame poderá vir a facilitar a prevenção da doença.

Pedro Santos

http://www.upi.com/Health_News/2008/11/21/Blood_test_can_detect_colon_cancer/UPI-48791227245677/