quarta-feira, 17 de dezembro de 2008
Estudo pode ajudar pulmão de bebés prematuros
O estudo foi conduzido no País de Gales, e pode trazer benefícios para os bebés prematuros que nascem com problemas respiratórios visto que a fase final de amadurecimento dos pulmões surge no final da gravidez.
Os investigadores realizaram testes em ratos, constatando que uma molécula bastante conhecida dos cientistas, denominada por receptor de cálcio, tem um papel fundamental no desenvolvimento pulmonar dos fetos. De acordo com os investigadores, este receptor actuava “accionando” o crescimento dos pulmões.
Os cientistas conseguiram manipular o desenvolvimento pulmonar dos fetos dos ratos, interrompendo assim o funcionamento do receptor de cálcio. Segundo Paul Kemp, autor do estudo, os resultados revelam-se animadores pois já existem medicamentos capazes de alterar a função do referido receptor.
“Se pudermos provar que algum desses medicamentos pode modular a acção do receptor de cálcio sobre os pulmões, o mesmo poderia ser utilizado para ajudar a amadurecer os órgãos de bebés prematuros enquanto eles crescem”, afirmou Kemp.
“Se for comprovada uma correlação entre a mutação e saúde dos pulmões após o nascimento, poderemos partir para os testes clínicos em humanos”, concluiu o investigador.
Pedro Santos
http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2008/12/081213_bebeprematuropulmaoml.shtml
AVC: Doses elevadas de suplementos podem melhorar reabilitação
O Dr. M. H. Rabadi, actualmente do Centro Médico de Veteranos, em Oklahoma City, e colegas compararam o consumo intensivo e de rotina de suplementos nutricionais em 102 pacientes subalimentados, que foram admitidos no espaço de quatro semanas após terem sofrido um AVC. Todos tinham perdido de forma não intencional, pelo menos, 2,5 por cento do seu peso corporal.
Os suplementos standard continham 127 calorias, 5 gramas de proteínas e 36 miligramas de vitamina C por dose, enquanto os intensivos continham 240 calorias, 11 gramas de proteínas e 90 miligramas de vitamina C por dose. Ambos os suplementos foram administrados a cada 8 horas juntamente com multivitaminas e minerais, em adição à dieta normal.
Os participantes do estudo que receberam os suplementos intensivos, em comparação com os que receberam suplementos standard, melhoraram significativamente mais as medidas de função motora, tais como a pontuação de independência funcional standard (31,5 vs. 22,9) e a alteração da distância que conseguiam percorrer em seis minutos (71 vs. 51,8 metros).
Os investigadores relataram, na “Neurology”, que estas diferenças foram percebidas como sendo clinicamente importantes pelos pacientes, pelas famílias, pelos médicos e por outros prestadores de serviços de saúde.
Uma maior percentagem de pacientes do grupo intensivo, cerca de 63 por cento, voltou a casa após o programa de reabilitação, em vez de ir para uma casa de saúde, em comparação com os 43 por cento do grupo standard.
Isabel Marques
Fontes:
www.reutershealth.com/archive/2008/12/16/eline/links/20081216elin025.html
terça-feira, 16 de dezembro de 2008
Estudo: Ataques de pânico relacionados com maior risco cardíaco
O estudo, publicado na “European Heart Journal”, descobriu que as pessoas com menos de 50 anos, quando foram diagnosticadas com distúrbio de pânico, apresentavam um risco significativamente mais elevado de ataques cardíacos subsequentes, ou enfartes do miocárdio, mas este não era o caso nas pessoas mais velhas.
O distúrbio de pânico foi associado a um aumento de 38 por cento do risco de ataque cardíaco entre as pessoas com menos de 50 anos. A taxa foi mais elevada nas mulheres jovens, entre os 16 e os 40 anos, nas quais o risco aumentou mais de três vezes.
Os investigadores descobriram ainda uma incidência significativamente maior de doença coronária subsequente nas pessoas diagnosticadas com ataques/distúrbio de pânico, em todas as idades, mas esta situação era mais marcada naquelas com menos de 50 anos. Novamente, as mulheres jovens com distúrbio de pânico apresentaram um risco mais elevado.
Contudo, a investigação também demonstrou que, na realidade, o risco de morrer devido a doença coronária foi reduzido entre as pessoas de todas as idades que tinham sido diagnosticadas com ataques/distúrbio de pânico.
O estudo envolveu um total de 404.654 pessoas da Grã-Bretanha, das quais cerca de 58 mil eram maiores de 16 anos e tinham sido diagnosticadas com distúrbio de pânico, sendo as restantes 347 mil sujeitos de controlo. Os participantes foram seleccionadas de uma população de cuidados primários, que pode ser largamente generalizada a outros países com uma estrutura sócio-demográfica semelhante.
De acordo com a investigadora principal, a Dr. Kate Walters, da Universidade College London, não se sabe muito acerca da relação entre o distúrbio de pânico e a doença cardíaca. Contudo, parece que existe uma relação complexa entre ambos, pois os sintomas dos ataques de pânico podem imitar de perto os de um ataque cardíaco ou da doença cardíaca aguda.
Isabel Marques
Fontes:
www.upi.com/Health_News/2008/12/15/Panic_attacks_linked_to_higher_heart_risk/UPI-82991229399308/
www.reuters.com/article/healthNews/idUSTRE4BA7C820081211
Cancro da mama: Inibidores da aromatase mais efectivos do que tamoxifeno
Duas meta-análises distintas de ensaios clínicos internacionais testaram o tamoxifeno em comparação com fármacos inibidores da aromatase, em mulheres na pós-menopausa com cancro da mama em fase inicial, tendo ambas chegado à mesma conclusão: os inibidores da aromatase são mais efectivos na prevenção do retorno do cancro da mama.
O tamoxifeno e os inibidores da aromatase, como o letrozol, o anastrozol, o exemestano e o formestano, são largamente utilizados para prevenir a recorrência ou para tratar tumores que são receptores positivos de estrogénio, que representam entre 70 e 80 por cento de todos os cancros da mama.
De acordo com o Dr. James Ingle, da Mayo Clinic, em Rochester, no Minnesota, o tamoxifeno é um bom fármaco, mas parece que os inibidores da aromatase podem ser algo melhores.
O Dr. Ingle referiu que a importância destas descobertas pode ser observada no facto de 80 mil a 90 mil mulheres, apenas nos Estados Unidos, estarem a utilizar terapia endócrina este ano e, embora uma diferença de 3 por cento na recorrência do cancro possa não parecer muito, isto pode significar que vários milhares de mulheres possam ser poupadas a uma recorrência do cancro da mama.
Isabel Marques
Fontes:
www.upi.com/Health_News/2008/12/16/Aromatase_inhibitors_better_than_tamoxifen/UPI-56251229404952/
FDA aprova fármaco para o colesterol
Recorde-se que em Outubro a agência reguladora havia pedido mais tempo para analisar o fármaco, como o FARMACIA.COM.PT noticiou, sendo que a sua aprovação veio designar o TriLipix como o primeiro e único fibrato (fármaco usado no tratamento da hipercolesterolemia e na prevenção da aterosclerose) a ser aprovado para ser utilizado em combinação com estatinas.
A aprovação foi baseada nos resultados da fase III de testes clínicos aleatórios, com a duração de 12 semanas, e concebidos para avaliar o tratamento em combinação com algumas das estatinas mais prescritas no mercado farmacêutico.
A Abbot adiantou ainda que pretende, juntamente com a AstraZeneca, desenvolver um fármaco que combine o TriLipix e o Crestor (rosuvastatina), devendo ser realizado um pedido de aprovação do composto às entidades reguladoras em 2009.
Pedro Santos
http://www.firstwordplus.com/Fws.do?articleid=0042EDD180AC4C449B030FF19D45286A
Peso perdido pode ser mantido independentemente da estratégia utilizada
Descobertas de um estudo revelaram que as pessoas obesas que perderam quantidades substanciais de peso sem cirurgia podem manter o peso saudável tão bem como as pessoas que perderam peso através de cirurgia gástrica.
Contudo, as pessoas que se submetem a uma solução não cirúrgica podem ter de trabalhar mais para não recuperarem os quilos perdidos, ressaltou o Dr. Dale S. Bond, da Universidade Brown University, em Providence, Rhode Island.
Os investigadores revelaram, na “International Journal of Obesity”, que é aceite que a cirurgia bariátrica, ou de “redução de estômago”, é a forma mais fiável de perder peso a longo prazo, para as pessoas muito obesas, ou seja, aquelas que têm em excesso mais de 45 quilos ou com um Índice de Massa Corporal de 40 ou mais. Embora investigações recentes tenham demonstrado que as intervenções comportamentais também podem ajudar, a sua efectividade a longo prazo era desconhecida.
Para investigar esta questão, os investigadores compararam 105 pacientes que se submeteram a uma cirurgia bariátrica a 210 pessoas que perderam peso de forma não cirúrgica, sendo este o primeiro estudo a comparar as duas estratégias.
Todos os pacientes perderam cerca de 56 quilos e não recuperaram, pelo menos, 13,5 quilos perdidos durante uma média de 5,5 anos. Aproximadamente dois terços dos pacientes que perderam peso de forma não cirúrgica tiveram ajuda profissional, enquanto os restantes referiram não ter tido assistência especializada.
Entre um a dois anos após o início do estudo, ambos os grupos ganharam uma média de 1,8 quilos por ano. A maioria das pessoas, em ambos os grupos, manteve a perda de peso original com variações de cerca de 5 quilos.
Aqueles que se submeteram a cirurgia comiam mais gorduras e "fast food” e eram menos activos do que aqueles que perderam peso através de uma abordagem não cirúrgica.
O único factor que prognosticou se uma pessoa iria ou não manter o peso perdido foi o nível de desinibição, ou perda da capacidade de controlar os impulsos, no início do estudo, assim como qualquer aumento da desinibição durante os anos seguintes.
Os investigadores concluíram que delinear métodos para aumentar a resistência aos sinais que despoletam a vontade de comer em excesso entre as pessoas que atingiram grandes perdas de peso, através de cirurgia bariátrica ou de métodos não cirúrgicos, pode ajudar a prevenir que se volte a ganhar o peso.
Isabel Marques
Fontes:
www.reuters.com/article/healthNews/idUSTRE4BE5KR20081215
Fármaco Mozobil aprovado pela FDA
A farmacêutica Genzyme já havia pedido aprovação do fármaco nos Estados Unidos e na União Europeia, como o FARMACIA.COM.PT havia noticiado, esperando agora aprovação do medicamento em solo europeu para a segunda metade de 2009.
Ainda segundo a Genzyme, o Mozobil poderá atingir valores próximos de 400 milhões de dólares com a sua utilização em transplantes da medula óssea.
O transplante de medula óssea é o método que oferece alguma possibilidade de cura em determinadas doenças malignas, para as quais não há outro tratamento mais eficaz e curativo. Porém, o transplante só é possível em determinados casos específicos e geralmente é melhor suportado em doentes mais jovens. É um tratamento que se assemelha a uma transfusão, sendo que o produto transferido é medula óssea e não sangue.
Pedro Santos
http://www.firstwordplus.com/Fws.do?articleid=C7900D5316F24B1CAA8FC324D81EF31E
http://www.apll.org/teste/index.php?option=com_content&task=view&id=79&Itemid=60
Falta de vitamina D ligada a aumento do peso
De acordo com os cientistas, a deficiência de vitamina D causou aumento da massa corporal e diminuiu a estatura de raparigas durante a sua fase de crescimento.
A equipa de investigadores mediu os níveis de vitamina D em raparigas e mulheres com idades compreendidas entre os 16 e os 22 anos recorrendo a um simples teste sanguíneo. Analisaram ainda os índices de massa corporal (IMC) e a altura, de forma a determinarem a forma como a deficiência da vitamina D afectava as jovens.
Os investigadores examinaram 90 raparigas caucasianas e hispânicas, descobrindo que aquelas com níveis normais de vitamina D eram, em média, mais altas comparativamente às que tinham deficiência da mesma vitamina. Contrariamente a outros estudos efectuados com mulheres mais velhas, esta investigação não constatou qualquer associação entre a falta de vitamina D e a resistência dos ossos.
“A elevada prevalência de insuficiência de vitamina D em pessoas mais novas que vivem em zonas com muito sol foi surpreendente”, afirmou Richard Kremer, líder do estudo. “Descobrimos que as jovens com insuficiência de vitamina D tinham, de uma forma significativa, mais peso e mais massa corporal, incluindo gordura abdominal, comparativamente às jovens com níveis considerados normais da mesma vitamina”, concluiu o investigador.
Pedro Santos
http://www.upi.com/Health_News/2008/12/11/Lack_of_Vitamin_D_linked_to_weight_gain/UPI-49581229035889/
Frutas e vegetais podem ajudar a fortalecer os ossos
Dados anteriores sugerem que consumir muitas proteínas e cereais provoca excesso de produção de ácido, o que pode aumentar a excreção de cálcio e provocar o enfraquecimento dos ossos.
Este estudo, que será publicado na edição de Janeiro da “Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism”, incluiu 171 homens e mulheres com 50 anos ou mais que receberam aleatoriamente placebo ou doses elevadas de bicarbonato de potássio, ou de bicarbonato de sódio, ou de cloreto de potássio, durante três meses. As pessoas que receberam bicarbonato demonstraram reduções significativas da excreção de cálcio e da reabsorção óssea.
A reabsorção óssea é um processo no qual os ossos se decompõem para libertar minerais, tais como cálcio, fosfatos e sais alcalinos (básicos) no sangue. O aumento da reabsorção óssea leva a uma redução da massa óssea e a um aumento do risco de fracturas.
As dietas normais de muitos adultos mais velhos acrescentam ácido ao organismo. À medida que as pessoas envelhecem, são menos capazes de excretar o ácido. A reabsorção óssea é uma forma do organismo tentar contrariar os níveis elevados de ácido.
Contudo, quando as frutas e os vegetais são metabolizados adicionam bicarbonato, um composto alcalino, ao organismo, segundo a Dra. Bess Dawson-Hughes, da Faculdade de Medicina da Universidade de Tufts, em Boston.
De acordo com a investigadora, neste estudo foi demonstrado que adicionar álcali em formato de comprimido reduziu a reabsorção óssea e as perdas de cálcio pela urina, durante um período de três meses. Esta intervenção garante investigações adicionais como um suplemento seguro e bem tolerado para reduzir a perda óssea e o risco de fracturas em homens e mulheres idosos.
Segundo a Dra. Dawson-Hughes, a heretariedade, a dieta e outros factores de estilo de vida contribuem para o problema da perda óssea e fracturas. No que se refere a preocupações alimentares relativamente à saúde óssea, o cálcio e a vitamina D têm recebido a maior atenção, mas há cada vez mais evidências de que o equilíbrio ácido-base da dieta também é importante.
Isabel Marques
Fontes:
www.nlm.nih.gov/medlineplus/news/fullstory_72748.html
Terbutalina pode ajudar a prevenir hipoglicemia nocturna na diabetes tipo 1
O Dr. Philip E. Cryer e colegas, da Faculdade de Medicina da Universidade de Washington, em St. Louis, relataram anteriormente que uma dose de 5 miligramas de terbutalina preveniu a hipoglicemia nocturna, mas os níveis de glicose no sangue na manhã seguinte eram elevados.
Para o ensaio actual, 15 pacientes, a maioria com bom controlo da glicose, que tinham uma média de 29 anos, receberam aleatoriamente doses baixas ou elevadas de terbutalina (2,5 ou 5 mg) ou placebo em três noites separadas, às 22 horas.
Os resultados, publicados na recente edição da “Diabetes Care”, demonstraram que a média mais elevada das concentrações de glicose no sangue foram de 87 miligramas por decilitro (mg/dL) após placebo, 100 mg/dL após 2,5 mg de terbutalina ou 122 mg/dL após 5 mg de terbutalina. Os níveis de açúcar no sangue correspondentes na manhã seguinte foram de 113, 127 e 183 mg/dL.
Cinco pacientes apresentaram níveis de glicose no sangue nocturnos abaixo dos 50 mg/dL, após tomarem placebo, e dois apresentaram níveis semelhantes após receberem doses baixas de terbutalina. Nenhum dos pacientes que tomou a dose elevada apresentou níveis de glicose abaixo dos 60 mg/dL.
Embora o ensaio tenha sido demasiado pequeno para demonstrar diferenças estatisticamente significativas entre o placebo e a dose baixa de terbutalina, os investigadores referiram que a dose pretendida de terbutalina é mais do que placebo e menos do que 5 mg.
A equipa de investigador concluiu que estudos maiores e controlados poderão demonstrar que a terbutalina é segura e efectiva no tratamento preventivo da hipoglicemia nocturna na diabetes tipo 1.
Isabel Marques
Fontes:
www.reuters.com/article/healthNews/idUSTRE4BA71R20081211
Asma: Obesidade infantil ligada à doença
De acordo com Sara Rosenkranz e colegas, as crianças saudáveis com níveis elevados de gordura corporal e que desenvolvem pouca actividade física tinham mais dificuldades respiratórias após fazerem exercício.
"As crianças com excesso de peso e inactivas estão a ter uma resposta negativa aos testes de exercício físico, o que pode contribuir para o aumento da asma que temos vindo a constatar nos últimos anos, bem como o aumento da obesidade", afirmou Rosenkranz em comunicado.
Os investigadores recrutaram 40 crianças com idades compreendidas entre os 8 e os 10 anos para participarem em estudos de exercício físico. Todas elas eram saudáveis, sem qualquer historial de doenças crónicas na família, não estando a tomar qualquer medicação.
Após o exercício, os investigadores mediram as vias aéreas das crianças descobrindo que quanto maior era a gordura corporal e menor era a actividade física, mais provável seria que tivessem problemas asmáticos derivados da prática de exercício físico.
O estudo revelou ainda que o exercício pode induzir ataques de asma em pessoas que não experienciam a condição em outras circunstâncias.
Pedro Santos
http://www.upi.com/Health_News/2008/12/15/Childhood_obesity_linked_to_asthma/UPI-84061229358683/
segunda-feira, 15 de dezembro de 2008
Exercícios de respiração podem ajudar a melhorar sintomas da asma
O Dr. Mike Thomas, da Universidade de Aberdeen, na Escócia, salientou que os exercícios de respiração não curam a asma. Contudo, se forem utilizados juntamente com os tratamentos habituais, estes exercícios podem ajudar a melhorar os sintomas da asma e a qualidade de vida dos pacientes asmáticos.
Os investigadores compararam os benefícios do treino da respiração supervisionado por fisioterapeuta e a educação sobre a asma apresentada por uma enfermeira em pacientes asmáticos moderadamente incapacitados, mas de outra forma saudáveis, com uma média de 46 anos.
A equipa distribuiu aleatoriamente 183 pacientes por dois grupos, para receberem três sessões de treino da respiração supervisionado por fisioterapeuta ou de educação sobre a asma apresentada por uma enfermeira.
As sessões de respiração explicaram a respiração normal versus a disfuncional, ensinaram técnicas de respiração nasal e diafragmática e encorajaram os participantes a praticar os exercícios durante, pelo menos, 10 minutos por dia.
Um mês após todas as sessões terem sido completadas, os investigadores notaram melhorias semelhantes e significativos na pontuação da qualidade de vida na asma, em ambos os grupos.
Após seis meses, 64 pacientes do grupo do treino da respiração e 66 do outro grupo ainda continuavam no estudo, sendo que, neste ponto, a pontuação da qualidade de vida na asma melhorou em mais de 90 por cento dos participantes que completaram o treino da respiração, em comparação com os 64 por cento dos participantes que completaram a intervenção de educação.
Adicionalmente, os pacientes do grupo do treino da respiração apresentaram melhorias nas questões centradas no paciente, tais como sentir-se mais em controlo dos sintomas da asma e sentir-se menos ansioso e deprimido.
Estas descobertas, publicadas online na “Thorax”, sugerem que os exercícios de respiração podem beneficiar os pacientes com asma ligeira a moderada parcialmente controlada. Os investigadores recomendam utilizar estas técnicas em conjunto com os regimes de medicação para a asma supervisionados medicamente.
Isabel Marques
Fontes:
www.reutershealth.com/archive/2008/12/10/eline/links/20081210elin002.html
Actividade física ajuda a reduzir futuras dores e desconfortos músculo-esqueléticos
A Dra. Helene Sulutvedt Holth, da Universidade Norueguesa de Ciência e Tecnologia, em Trondheim, e colegas examinaram a relação entre a inactividade física e o desenvolvimento de queixas músculo-esqueléticas crónicas. As descobertas foram publicadas online na “BMC Musculoskeletal Disorders”.
Os investigadores avaliaram os resultados de dois estudos de saúde pública, nos quais 39.520 participantes responderam a questões sobre os padrões de actividade física, entre 1984 e 1986, e sobre queixas músculo-esqueléticas crónicas 11 anos mais tarde, entre 1995 e 1997.
As queixas músculo-esqueléticas crónicas foram definidas como queixas músculo-esqueléticas que duraram três meses ou mais no ano anterior ao questionário. As queixas músculo-esqueléticas crónicas difusas foram definidas como dores no tronco, acima ou abaixo da cintura, durante 15 dias ou mais no mês anterior.
No questionário de seguimento, os investigadores descobriram que 51 por cento dos participantes relataram queixas músculo-esqueléticas e 5,9 por cento relataram queixas músculo-esqueléticas crónicas difusas.
Os participantes que estavam a praticar exercício físico, quando o estudo começou, tinham 9 por cento menos probabilidade de ter queixas músculo-esqueléticas crónicas, em comparação com os indivíduos inactivos. Aqueles que praticavam exercício três ou mais vezes por semana tinham 28 por cento menos probabilidade de ter queixas músculo-esqueléticas crónicas difusas.
De acordo com a Dra. Holth, no estudo actual, o nível de actividade física baseou-se somente no exercício efectuado nos tempos de lazer, pelo que o impacto da carga física ocupacional pode ter contribuído para os resultados.
Os investigadores sublinharam que estudos posteriores devem tentar clarificar se as queixas músculo-esqueléticas crónicas são uma causa ou uma consequência da inactividade.
Isabel Marques
Fontes:
www.reutershealth.com/archive/2008/12/09/eline/links/20081209elin032.html
Fármaco para o tratamento da gravidez ectópica não prejudica ovários
Os investigadores, para perceberem se a terapia com metotrexato para a gravidez ectópica prejudica a fertilidade futura, mediram os níveis no sangue de uma proteína denominada hormona anti-mülleriana (HMA), que é um indicador da reserva ovariana.
Os investigadores efectuaram uma medição dos níveis antes do tratamento com metotrexato e novamente, pelo menos, uma semana após a resolução da gravidez ectópica em 25 mulheres.
O Dr. Juan Antonio Garcia-Velasco, do Instituto Valenciano de Infertilidade de Madrid (IVI-Madrid) e colegas relataram, na “Fertility and Sterility”, que não existiram diferenças significativas nos níveis de HMA antes e depois da administração do metotrexato.
De acordo com o Dr. Garcia-Velasco, o tratamento médico de uma gravidez ectópica com metotrexato é conhecido como sendo uma alternativa segura e eficiente à cirurgia. Além disso, agora sabe-se que não prejudica a reserva ovarina para uma fertilidade futura.
Uma gravidez ectópica (fora do lugar) é aquela em que o feto se desenvolve fora do útero, quer seja na trompa de Falópio, no canal cervical ou na cavidade pélvica ou abdominal. Estas gravidezes podem provocar hemorragias e morte se o embrião não for removido, seja cirurgicamente ou através de terapia farmacológica. Uma gravidez ectópica constitui um risco para a vida e deve ser extraída o mais rapidamente possível.
Uma em cada 100 ou 200 gravidezes é ectópica, sendo cada vez mais frequentes, por razões não muito claras. São factores de risco uma doença na trompa de Falópio, uma gravidez ectópica anterior, a exposição fetal ao dietilestrilbestrol ou uma laqueação de trompas falhada (um procedimento de esterilização em que se corta ou se obstrui a trompa de Falópio).
Geralmente, as gravidezes ectópicas ocorrem numa das trompas de Falópio. Não são habituais as gravidezes no canal cervical, no ovário ou na cavidade abdominal ou pélvica.
Isabel Marques
domingo, 14 de dezembro de 2008
Dentistas podem detectar cancro oral precocemente
De acordo com Michael Siegel, da Nova Southeastern University College of Dental Medicine, as ferramentas de diagnósticos que os odontologistas (especialistas em próteses dentárias) possuem, são suficientes para garantir que os pacientes são diagnosticados com maior brevidade possível. O especialista acrescentou ainda que o risco maior de desenvolver cancro oral acontece em adultos com mais de 40 anos de idade e que, para além de fumarem, ainda consomem álcool.
Todos os dentistas, incluindo os odontologistas, estão treinados para detectar estes tumores ainda em estado inicial. No entanto, apenas 28% dos pacientes revelaram ter tido exames para detectar cancro oral.
Diversas companhias já colocaram disponíveis testes simples de forma a auxiliar o dentista na detecção e diagnóstico precoce de lesões orais antes de se transformarem de cancro.
Estes testes são indolores e relativamente baratos, segundo Michael Siegel.
Pedro Santos
http://www.upi.com/Health_News/2008/12/11/Dentist_can_detect_oral_cancer_early/UPI-40581229044707/
sexta-feira, 12 de dezembro de 2008
Glenmark recebe o prémio de melhor empresa farmacêutica a nível mundial
Nesta prestigiada cerimónia, a Glenmark foi reconhecida como “Melhor Empresa Farmacêutica do Mundo – SME” e a “Melhor Empresa em Mercados Emergentes”, num evento organizado pela SCRIP e ao qual as mais importantes empresas do sector farmacêutico não só concorrem, como também participam na cerimónia de entrega do prémio.
Em relação à Glenmark, a empresa “obteve boa classificação em praticamente todas as dimensões, demonstrando incrível crescimento em seus negócios de medicamentos genéricos, além de uma estrutura promissora ainda nos estágios iniciais em algumas áreas de alto potencial para medicamentos com marca”, afirmou um dos médicos presentes, tendo a empresa recebido rasgados elogios não só pelos juízes, como por outros médicos presentes na cerimónia.
“Esta é uma grande honra para a nossa empresa. Estamos extremamente satisfeitos que nesta cerimónia, que contava com a presença e participação dos maiores nomes do sector farmacêutico do mundo, a Glenmark tenha saído vitoriosa”, afirmou Glenn Saldanha, chefe executivo (CEO na sigla inglesa) da Glenmark.
“O mais importante é que temos o prazer de demonstrar ao mundo que uma empresa indiana é capaz de realizar trabalho pioneiro na área de pesquisa inovadora e descobrir consistentemente novas entidades químicas e biológicas para doenças crónicas em novas áreas de cunho terapêutico”, acrescentou ainda o executivo.
Pedro Santos
FDA requer mais informações sobre o fármaco Remoxy
A FDA acrescentou que necessita de mais dados antes de proceder à aprovação do medicamento, referindo-se no entanto que não são necessários mais estudos clínicos.
As farmacêuticas indicaram que estão a avaliar a carta da agência reguladora, indo emitir uma resposta quando acharem apropriado.
A oxicodona é um medicamento opiáceo analgésico potencialmente viciante, sintetizado a partir da tebaína, sendo um fármaco normalmente prescrito para o tratamento da dor em pacientes com cancro.
Pedro Santos
http://www.firstwordplus.com/Fws.do?articleid=92813FA986B54649B1880AB7CF36933B
Estudo: Fenofibrato não reduz riscos cardíacos em diabéticos
Investigações anteriores têm sugerido que a terapia com fibratos pode ter efeitos cardiovasculares benéficos. Contudo, na principal análise do estudo relativo à utilização do fenofibrato na diabetes, denominado FIELD, os investigadores descobriram que o tratamento com fenofibrato não reduziu os ataques cardíacos nos diabéticos tipo 2.
O ponto principal do sub-estudo do FIELD, que incluiu 170 pacientes que receberam aleatoriamente fenofibrato ou placebo durante cinco anos, era determinar se a terapia com fenofibrato reduz a aterosclerose, um grande factor de risco para ataques cardíacos, em pacientes com diabetes tipo 2.
A Dra. Anne Hiukka, da Universidade de Helsínquia, na Finlândia, e colegas relataram que, durante o seguimento, a aterosclerose progrediu num grau semelhante em ambos os grupos.
Num editorial, o Dr. Evan A. Stein, do "Metabolic and Atherosclerosis Research Center", em Cincinnati, no Ohio, comentou que estes resultados do sub-estudo, combinados com as principais descobertas do FIELD, sugerem que o tratamento com fenofibrato oferece poucos benefícios cardíacos aos pacientes diabéticos.
Isabel Marques
Fontes:
www.nlm.nih.gov/medlineplus/news/fullstory_72625.html
Alzheimer: Inibidores da colinesterase efectivos e seguros para sintomas de demência
Os investigadores da Faculdade de Medicina da Universidade de Indiana, do Instituto Regenstrief e dos Serviços de Saúde de Wishard, em Indianapolis, reviram nove ensaios clínicos aleatórios, controlados por placebo, que avaliaram a efectividade de três populares inibidores da colinesterase na gestão dos sintomas comportamentais e psicológicos manifestados pelos pacientes com Doença de Alzheimer.
Os resultados do ensaio indicaram que os inibidores da colinesterase levaram a uma redução estatisticamente significativa dos sintomas comportamentais e psicológicos, tais como agressividade, deambulação ou paranóia, quando utilizada a mesma dosagem como a administrada para melhorar a incapacidade cognitiva.
Em conclusão, a revisão, publicada na “Clinical Interventions in Aging”, relatou que os inibidores da colinesterase são seguros, não produzindo efeitos secundários de maior.
De acordo com o Dr. Malaz Boustani, da Faculdade de Medicina da Universidade de Indiana, existe a necessidade de alternativas seguras para os fármacos antipsicóticos utilizados actualmente para gerir os sintomas comportamentais e psicológicos da Doença de Alzheimer. Os resultados analisados são encorajadores e sugerem que os inibidores da colinesterase são uma alternativa segura e eficaz.
Os investigadores sublinharam que nove em cada dez pacientes com Alzheimer manifestam sintomas comportamentais e psicológicos devido à doença.
Contudo, os inibidores da colinesterase, como a rivastigmina, comercializada como Exelon e Prometax, o donepezilo, comercializado como Aricept ou em diversas versões genéricas, e a galantamina, comercializada como Reminyl ou em diversas versões genéricas, são subaproveitados e prescritos normalmente durante menos de três meses e a menos de 10 por centos dos pacientes com Doença de Alzheimer.
Isabel Marques
Fontes:
www.upi.com/Health_News/2008/12/10/Drug_for_Alzheimers_behaviors_underused/UPI-58291228955193/
quinta-feira, 11 de dezembro de 2008
Estudo: Grávidas devem evitar utilização de estatinas
Um estudo de 2007, que examinou o risco de malformações congénitas nos bebés de mulheres grávidas que utilizam estatinas, sugeriu que os efeitos prejudiciais destes fármacos podiam estar restritos apenas às estatinas lipofílicas ou solúveis em gordura, tais como a atorvastatina e a sinvastatina.
Contudo, os investigadores da Universidade de Manchester demonstraram que mesmo as estatinas hidrofílicas, ou solúveis em água, como a pravastatina, a cerivastatina e a fluvastatina, podem afectar o desenvolvimento da placenta, levando a resultados piores na gravidez.
O estudo, publicado na “Journal of Cellular and Molecular Medicine”, descobriu que a estatina solúvel em gordura cerivastatina afectou a placenta, resultando num crescimento reduzido. Os investigadores também descobriram que a pravastatina, a estatina solúvel em água, que se pensava ser potencialmente compatível para ser utilizada durante a gravidez, teve o mesmo efeito prejudicial.
A Dra. Melissa Westwood referiu que o rápido aumento da obesidade e da diabetes tipo 2 é um grande problema de saúde, sendo que as pessoas afectadas são frequentemente tratadas com estatinas para baixar os níveis de colesterol na circulação e reduzir o risco de doença cardíaca.
Isabel Marques
Fontes:
www.upi.com/Health_News/2008/12/10/Study_Pregnant_women_should_avoid_statins/UPI-45581228947369/
Alcoolismo aumenta risco de osteoporose em jovens adultos
O estudo baseou-se em 57 alcoólicos adultos com idades compreendidas entre os 27 e os 50 anos. Os investigadores descobriram que um quarto dos homens tinha massa óssea mais fraca do que os restantes. Apenas uma das vinte mulheres que os investigadores observaram tinha desenvolvido o mesmo problema, o que pode ser explicado pelos níveis elevados de estrogénio.
Em contraste, os homens não tinham qualquer espécie de protecção hormonal, e tal como as mulheres, eles revelaram deficiências relativamente aos níveis de vitamina D, que são muito importantes na protecção da densidade dos ossos.
Estas descobertas sugerem que os jovens adultos devem ter os seus níveis de densidade e metabolismo dos ossos analisados.
“O facto de mesmo os jovens adultos alcoólicos, sem qualquer tipo de doença do fígado, revelarem uma densidade mineral dos ossos reduzida é uma descoberta importante para o nosso estudo”, afirmou Peter Malik, da Medical University Innsbruck.
Já se sabia que o alcoolismo levava a uma redução da densidade dos ossos, em parte devido aos seus efeitos tóxicos nas células ósseas. No entanto, outros efeitos devem ser considerados pois os alcoólicos têm normalmente uma dieta pobre com muito pouco exercício, e ambas podem contribuir para o mesmo efeito.
Não é ainda claro se a densidade dos ossos melhora caso as pessoas deixem de consumir álcool pois muito poucos estudos procuraram responder a essa questão, algo que a equipa de investigadores pretende agora averiguar.
Pedro Santos
http://www.nlm.nih.gov/medlineplus/news/fullstory_72616.html
Gene pode levar a consumir alimentos com mais calorias
Os cientistas realizaram testes em cem crianças com idades compreendidas entre os 4 e os 10 anos, descobrindo que aquelas que eram portadoras do “gene da obesidade” (conhecido como FTO) consumiram, em média, cem calorias a mais por refeição. As crianças optaram pelos alimentos que tinham mais açúcar e gordura, deixando de lado as opções mais saudáveis.
Os resultados foram obtidos através da oferta de uma refeição-teste numa escola, incluindo presunto, queijo, biscoitos, batata frita, uvas passas, pepino, cenoura, chocolate, pão, água e sumo de laranja. O estudo teve em conta o metabolismo, distribuição da gordura no organismo, quantidade de exercícios físicos e hábitos alimentares das crianças.
"Este trabalho sugere que a obesidade ligada a este gene pode ser modulado por um controle dietético cauteloso", afirmou Colin Palmer, do Instituto de Pesquisa Biomédica da Universidade de Dundee (Escócia).
"Os resultados não alteram as recomendações dietéticas e de estilo de vida às pessoas, que são de uma alimentação relativamente saudável e exercícios físicos regulares. Fazer isto ainda tem um efeito positivo quer uma pessoa seja portador desta variante genética ou não", acrescentou o investigador.
Pedro Santos
http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2008/12/081211_obesidadegene.shtml
Diabetes: Natal é época de risco para quem sofre da doença
Muitos dos ingredientes utilizados na confecção dos alimentos da época podem ser consumidos pelos diabéticos. No entanto é preciso ter particular atenção na sua preparação de forma a se manter sob controlo a taxa de glicemia.
É importante evitar ao máximo a presença de molhos, cremes e coberturas dos alimentos, e que se opte por carnes magras, como o peru e o frango, ou pelo peixe, como o tradicional bacalhau.
No que concerne aos doces deve ser substituído o açúcar por adoçante, cozinhando os alimentos no forno em vez de os fritar visto que é mais saudável.
Para além dos cuidados com a dieta, os diabéticos devem ter particular atenção aos valores de glicemia, pois basta uma rabanada para disparar os níveis de açúcar no sangue. De forma a simplificar a monitorização, a Bayer Diabetes Care proporciona um autocontrolo seguro e eficaz através do medidor de glicemia BREEZE2. Este aparelho possui uma tecnologia de autocodificação e disco com 10 tiras integradas, promovendo a comodidade e fiabilidade para quem o utiliza, sendo ainda considerado o medidor mais rápido no tempo total de teste, apresentando resultados em apenas 5 segundos.
Pedro Santos
Terapias não hormonais benéficas para pacientes com cancro da mama
Os investigadores conduziram uma revisão de 128 ensaios clínicos que incluíram mais de 26 mil mulheres com cancro da mama. A revisão demonstrou que a utilização de regimes à base de antraciclina levou a uma redução relativa do risco de 22 por cento na mortalidade geral, em comparação à quimioterapia com agente único mais antiga.
O tratamento com apenas um taxano levou a uma redução relativa do risco de 33 por cento, enquanto que a combinação de um taxano com capecitabina ou gemcitabina levou a uma redução relativa do risco de 51 por cento em relação à quimioterapia com agente único.
O estudo, publicado na edição de 9 de Dezembro da “Journal of the National Cancer Institute”, revelou que a maioria dos regimes pareceu ser efectiva, independentemente das mulheres terem recebido ou não tratamento anteriormente.
De acordo com os investigadores, esta meta-análise quantifica o progresso conseguido, nos últimos 35 anos, no tratamento do cancro da mama avançado com a terapia sistémica não hormonal.
Diversos regimes têm demonstrado efectividade e, em alguns deles, os efeitos de tratamento, em magnitude, são praticamente indistinguíveis. Assim, pode-se explorar os benefícios na sobrevivência conferidos por diversos regimes efectivos utilizados de forma sequencial, visto que linhas de tratamento subsequentes podem apresentar benefícios relativos semelhantes aos do cenário de primeira linha.
De acordo com o Dr. Philippe Bedard e a Dra. Martine Piccart-Gebhart, do Instituto Jules Bordet, em Bruxelas, esta revisão é importante, porque não tem havido consenso relativamente à melhor dosagem, tempo, sequência ou combinação de terapias para o tratamento do cancro da mama metastático, uma vez que os comparadores standard não têm estado disponíveis.
A descoberta de que muitos dos regimes têm uma efectividade relativa semelhante, tanto nas pacientes que não receberam tratamento como nas tratadas anteriormente, significa que outras considerações, como a toxicidade, irão continuar a ajudar a determinar a escolha de regime para pacientes individuais.
Isabel Marques
Fontes:
www.nlm.nih.gov/medlineplus/news/fullstory_72604.html
quarta-feira, 10 de dezembro de 2008
Estatinas não inibem tratamento farmacoterapêutico de linfomas
Um estudo, publicado no início deste ano, sugeriu que as estatinas podem inibir a capacidade do rituximab se ligar à CD20, uma proteína encontrada nas células dos linfomas. O rituximab é um anticorpo monoclonal utilizado frequentemente sozinho ou em combinação com quimioterapia para tratar linfomas, isto é, cancros do sistema linfático.
De acordo com o Dr. Grzegorz Nowakowski, hematologista da Mayo Clinic, essas descobertas levantaram questões relativamente à manutenção ou paragem do tratamento do colesterol com estatinas, por parte dos pacientes com linfoma, sendo que um em cada cinco pacientes com linfoma toma estes fármacos.
Para clarificar esta questão, os investigadores estudaram 228 pacientes com linfoma difuso de grandes células B agressivo e 293 pacientes com linfoma folicular lentamente progressivo. Vinte e dois por cento dos pacientes com linfoma difuso de grandes células B e 19 por cento dos pacientes com linfoma folicular estavam a tomar estatinas quando começaram o tratamento para os linfomas.
De acordo com o estudo, a utilização de estatinas não influenciou os resultados para os pacientes com linfoma difuso de grandes células B. Entre os pacientes com linfoma folicular, aqueles que tomaram estatinas tiveram, na realidade, melhores resultados.
Após dois anos, 80 por cento dos pacientes com linfoma folicular a tomar estatinas não apresentaram progressão do cancro nem precisaram de novo tratamento, em comparação com 69 por cento dos pacientes que não tomaram estatinas. Este efeito positivo foi observado independentemente do tipo de tratamento.
Segundo o Dr. Nowakowski, estes resultados podem fornecer garantias aos oncologistas e aos pacientes de que as estatinas não irão reduzir a efectividade do rituximab e que, de facto, estas podem melhorar os resultados para alguns pacientes com linfomas.
Isabel Marques
Fontes:
www.nlm.nih.gov/medlineplus/news/fullstory_72590.html
Fármacos para a diabetes podem duplicar risco de fracturas nas mulheres
Os investigadores já sabiam que os dois fármacos para a diabetes da classe das tiazolidinedionas estavam associados a fracturas, mas a magnitude do risco ainda não tinha sido avaliada.
O Dr. Sonal Singh, da Faculdade de Medicina da Universidade de Wake Forest, na Carolina do Norte, referiu que este estudo demonstrou que estes agentes duplicam o risco de fracturas em mulheres com diabetes tipo 2, que já têm um risco mais elevado antes de tomarem a terapia.
Os investigadores, que trabalharam com colegas da Universidade de East Anglia, em Inglaterra, basearam as suas descobertas numa análise de 10 estudos clínicos anteriores, que duraram, pelo menos, um ano, envolvendo 14 mil pacientes.
A equipa de investigadores concluiu que se as tiazolidinedionas forem utilizadas por mulheres diabéticas por volta dos 70 anos, durante um ano, ocorreria uma fractura adicional por cada 21 mulheres. Entre as mulheres mais novas, por volta dos 56 anos, a utilização dos fármacos pode levar a uma fractura extra por cada 55 mulheres.
Os resultados podem aumentar as preocupações existentes acerca deste tipo de fármacos, que já estão relacionados com efeitos cardiovasculares adversos.
Os investigadores acrescentaram que ainda não é clara a causa essencial do efeito específico do sexo e das tiazolidinedionas nas fracturas, mas sugerem que os fármacos podem provocar este problema devido à substituição da medula óssea por células de gordura.
Isabel Marques
Fontes:
www.reuters.com/article/healthNews/idUSTRE4B90UL20081210
Obesidade não afecta tratamento para a leucemia
Tecnicamente conhecido como transplante de medula óssea, este procedimento envolve a reconstrução do corpo do paciente que sofre de leucemia com células “normais” derivadas das células estaminais presentes no sangue ou na medula óssea. Estas células podem vir do próprio paciente ou de outra pessoa.
“Existe uma crença já há muito tempo que os pacientes obesos iriam sofrer mais comparativamente aos pacientes de peso normal no tratamento da doença, mas não foi isso que constatámos”, afirmou Willis Navarro, líder da investigação.
Os resultados foram baseados na análise de dados provenientes de um estudo que envolveu 2041 pacientes que receberam transplantes, uns de dadores familiares e outros de dadores sem serem da mesma família. Foram ainda utilizados critérios para classificar os pacientes como obesos, com peso acima da média, peso normal e peso abaixo da média.
Os cientistas apenas notaram que na doação por parte de familiares em casos de obesidade estava associada ao risco de morte ou insucesso do tratamento, mas estes riscos constatados em pacientes obesos eram insignificantes quando comparados com os riscos registados em pacientes com peso abaixo da média.
Desta forma, a obesidade só por si não deve ser considerada como uma razão para não serem realizados transplantes da medula óssea quando este é considerado o melhor procedimento na terapia.
Pedro Santos
http://www.nlm.nih.gov/medlineplus/news/fullstory_72567.html
Cancro irá ser a principal causa de morte a nível mundial
A Agência Internacional de Investigação do Cancro publicou um relatório revelando que os países em vias de desenvolvimento irão sentir o impacto de uma maior incidência de cancro, com aumento do número de mortes derivadas da doença, mais rápida que os países industrializados.
O relatório afirma que o estigma do cancro duplicou a níveis globais de 1975 a 2000, estimando-se que irá duplicar novamente até 2020 e quase triplicar até 2030.
Ainda segundo o relatório, cerca de 12 milhões de casos novos foram diagnosticados mundialmente este ano, e mais de 7 milhões de pessoas irão morrer devido à doença.
Este aumento tem particularmente incidência em países como a China, Rússia e Índia, devido ao constante aumento de certos hábitos como o consumo de tabaco e dietas ricas em gorduras, bem como alterações a nível demográfico.
Pedro Santos
http://www.upi.com/Health_News/2008/12/09/Cancer_to_be_leading_global_cause_of_death/UPI-87451228884863/
Fármaco Kuvan aprovado na União Europeia
O fármaco, que foi desenvolvido conjuntamente pela Merck KGaA e pela BioMarin, havia sido designado como órfão por parte da Agência Europeia do Medicamento (EMEA), e foi o primeiro tratamento aprovado na Europa para esta indicação.
A Merck KGaA adiantou ainda que a autorização para comercializar o fármaco surgiu após análise dos dados clínicos da Fase III de testes em pacientes com a doença.
O lançamento do medicamento, que foi aprovado pela FDA em 2007, está previsto para a primeira metade de 2009.
Pedro Santos
http://www.firstwordplus.com/Fws.do?articleid=D7FB6913420447B097C5DE843E856508
Vitamina B1 pode ajudar a reverter doença renal em pacientes diabéticos
A Dra. Naila Rabbani e o Dr. Paul J. Thornalley, da Faculdade de Medicina da Universidade de Warwick, em colaboração com investigadores da Universidade de Punjab e do Hospital Sheik Zaid, em Lahore, no Paquistão, referiram que tomar oralmente doses elevadas de tiamina pode diminuir drasticamente a excreção de albumina e reverter o estágio inicial da nefropatia diabética em paciente com diabetes tipo 2.
O estudo, publicado online na revista “Diabetologia”, demonstrou que a toma oral diária de 300 miligramas de tiamina, durante três meses, reduziu a taxa de excreção de albumina em pacientes com diabetes tipo 2. A taxa de excreção de albumina diminuiu 41 por cento relativamente ao seu valor no início do estudo.
Os resultados também demonstraram que 35 por cento dos pacientes com microalbuminúria apresentaram um retorno a uma normal excreção de albumina urinária, após terem sido tratados com tiamina.
No estudo, 40 pacientes com diabetes tipo 2, com idades entre os 35 e os 65 anos, receberam aleatoriamente placebo ou três doses de comprimidos de 100 miligramas de tiamina por dia, durante três meses.
A equipa de investigadores da Universidade de Warwick demonstrou que a deficiência de tiamina pode ser a chave para um leque de problemas vasculares para os pacientes diabéticos.
Isabel Marques
Fontes:
www.upi.com/Health_News/2008/12/09/Thiamine_reverses_diabetic_kidney_disease/UPI-70851228867601/
Atropina e pala igualmente eficazes para tratar “olho preguiçoso” nas crianças
O tratamento da ambliopia envolve fazer com que a criança utilize o olho mais fraco, através da aplicação de uma pala ou da administração de gotas oculares no olho considerado bom para enevoar temporariamente a visão. Ainda não existe um tratamento comprovado para adultos.
No estudo actual, o Dr. Mitchell M. Scheiman, do Centro Jaeb na Florida, e colegas compararam as duas estratégias em 193 crianças, com idades entre os 7 e os 12 anos, com ambliopia moderada.
As crianças receberam aleatoriamente um dos tratamentos, ou seja, atropina no olho saudável ou a aplicação de uma pala no olho saudável durante duas horas todos os dias. Após 17 semanas, não foram observadas diferenças significativas na visão entre os dois grupos.
Catorze participantes do grupo da atropina, o equivalente a 16 por cento, relataram efeitos secundários envolvendo o olho, e três participantes, ou seja, 3 por cento, relataram efeitos secundários mais generalizados. Quatro crianças do grupo da pala, o mesmo que 5 por cento, experienciaram irritação moderada a grave devido à pala.
Com base nestes resultados e nas descobertas iniciais, os investigadores concluíram que tanto a a utilização de uma pala como a aplicação de atropina podem melhorar a ambliopia em crianças entre os 7 e os 12 anos. Além disso, a experiência indica que os ganhos são continuados após o final do tratamento.
A ambliopia é a causa mais frequente de incapacidade visual na infância e afecta entre 2 a 3 por cento das crianças, segundo o Instituto Nacional dos Olhos norte-americano. Caso não seja tratada com sucesso, a doença persiste na idade adulta.
Isabel Marques
Fontes:
www.reutershealth.com/archive/2008/12/09/eline/links/20081209elin031.html
Obesidade pode aumentar o risco de enxaquecas
Descobertas de um novo estudo sugerem que o excesso de peso ou a obesidade podem aumentar a probabilidade de se sofrer de dores de cabeça e enxaquecas fortes. Da mesma forma, uma maior prevalência de enxaquecas pode também estar associada ao peso abaixo do normal. O Dr. Earl S. Ford e colegas, do Centro de Controlo e Prevenção de Doenças norte-americano, em Atlanta, analisaram 7.601 homens e mulheres adultos, tendo relatado, na edição de Dezembro da revista “Cephalalgia”, que ter excesso de peso ou ser obeso aumenta a probabilidade de se ter enxaquecas entre 1,2 e 1,4 vezes.
terça-feira, 9 de dezembro de 2008
Cientistas britânicos desenvolvem “osso injectável”
A substância tem uma textura de um creme dental, formando uma espécie de molde biodegradável em volta do qual o tecido ósseo cresce e se recompõe.
De acordo com os investigadores, esta nova técnica pode vir a substituir dolorosos enxertos ósseos em muitos casos.
Os investigadores pretendem agora dar início a testes com pacientes, tendo a esperança de começar a utilizar este material de forma regular nos Estados Unidos dentro dos próximos 18 meses.
Os cientistas acreditam que a vantagem da nova técnica em relação aos preenchimentos tradicionais está no processo de endurecimento, sendo que este modelo apresenta a vantagem de apenas endurecer quando entra em contacto com a temperatura do corpo.
"Hoje em dia, além de sofrerem uma cirurgia, os pacientes ficam com uma parte do corpo relativamente danificada. O nosso método evitaria isso", explicou Shakesheff, um dos cientistas.
"Acreditamos que podemos apenas inserir uma agulha, levá-la ao ponto certo e injectar o polímero, que então vai preencher a área fracturada e endurecer em poucos minutos. Depois, as células ósseas em redor sobrevivem e conseguem recompor o tecido", acrescenta o investigador.
Pedro Santos
http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2008/12/081208_ossoinjetavelml.shtml
Gripe: Metade da dose da vacina pode ser igualmente eficaz
As descobertas vieram sugerir que metade da dose na vacinação de adultos saudáveis pode ser igualmente eficaz em alturas de escassez da vacina.
Os investigadores realizaram um estudo clínico aleatório em adultos com idades compreendidas entre os 18 e os 64 anos. No período entre Novembro e Dezembro de 2004, 554 adultos foram administrados com as doses totais da vacina para a influenza, e 556 com metade da dose.
Todos tinham sido vacinados durante os últimos 3 anos. Amostras de sangue foram analisadas antes e 21 dias após a vacinação para serem realizados testes nos anticorpos contra a influenza, e a resposta dos pacientes aos sintomas da doença foram registados durante esse período.
“A resposta por parte dos pacientes a metade da dose da vacina não foi, de forma substancial, inferior à dose completa, especialmente nos pacientes entre os 18 e os 49 anos de idade”, afirmaram os autores em comunicado. “Estes dados vieram sugerir que é possível reduzir as doses da vacina em caso de escassez da mesma”, acrescentaram.
Pedro Santos
http://www.upi.com/Health_News/2008/12/09/Half-dose_of_flu_shot_effective/UPI-93781228805140/
FDA aprova administração da vacina Boostrix em adultos
Segundo a GlaxoSmithKline, este produto, cuja utilização já havia sido autorizada como uma injecção para fortalecer a imunidade do organismo em adolescentes e pré-adolescentes a partir dos 10 anos de idade, tem agora o mesmo alcance de qualquer vacina disponível para a tosse convulsa.
A companhia farmacêutica adiantou ainda que a aprovação por parte da FDA surgiu após dois testes clínicos que envolveram 3 mil pacientes, com idades entre os 19 e os 64, e que foram administrados com a vacina.
A tosse convulsa é uma infecção muito contagiosa causada pela bactéria Bordetella pertussis, provocando ataques de tosse que normalmente acabam numa inspiração prolongada, profunda e que emite um som agudo (convulsa).
A doença pode ser contraída em qualquer idade, mas em metade dos casos ocorre em crianças com menos de 4 anos. Um ataque de tosse convulsa nem sempre garante uma imunidade para toda a vida, mas o segundo ataque, quando ocorre, costuma ser ligeiro e nem sempre se reconhece como tal.
Pedro Santos
http://www.firstwordplus.com/Fws.do?articleid=A0BE65339F514ED7A7E2F39BAE1A1E9E
http://www.manualmerck.net/?url=/artigos/%3Fid%3D285%26cn%3D1510
Selénio pode ajudar a proteger contra cancro da bexiga
A Dra. Margaret R. Karagas, da Faculdade de Medicina de Dartmouth, em New Hampshire, e colegas analisaram as concentrações de selénio nas unhas dos pés de 767 pessoas recentemente diagnosticadas com cancro da bexiga e de 1.108 pessoas da população geral.
Os investigadores descobriram que a concentração média de selénio nas unhas era significativamente mais baixa entre os pacientes com cancro da bexiga do que nas pessoas da população geral. Mas, no geral, uma concentração mais elevada de selénio não foi significativamente associada a um menor risco de cancro da bexiga.
Contudo, houve uma significativa associação inversa entre o selénio e o cancro da bexiga em subgrupos específicos. Nomeadamente, as mulheres, os fumadores moderados e as pessoas com tumores que contêm uma proteína denominada p53 apresentaram reduções significativas, de 34 por cento, 39 por cento e 43 por cento, respectivamente, do risco de cancro da bexiga com elevadas taxas de selénio.
Os investigadores referiram que dados experimentais indicam potenciais efeitos anti-carcinogénicos do selénio, mas os mecanismos moleculares exactos continuam a ser desconhecidos.
Por último, se for verdade que o selénio pode ajudar a prevenir que um determinado subgrupo de indivíduos, como as mulheres, desenvolva cancro da bexiga, ou ajude a prevenir o desenvolvimento de determinados tipos de tumores, como aqueles que evoluem a partir do caminho p53, isto fornece pistas sobre como os tumores podem ser prevenidos no futuro. Além disso, potencialmente pode levar a tratamentos que podem prevenir o cancro da bexiga.
Isabel Marques
Fontes:
www.reutershealth.com/archive/2008/12/08/eline/links/20081208elin027.html
Vitamina K ajuda a reduzir resistência à insulina em homens mais idosos
O estudo de três anos, desenvolvido por investigadores do Centro de Pesquisa de Nutrição Humana e Envelhecimento Jean Mayer USDA, da Universidade de Tufts, em Boston, incluiu 355 homens e mulheres não diabéticos com idades entre os 60 e os 80 anos.
Um grupo tomou diariamente multivitaminas contendo 500 microgramas de vitamina K (5 vezes acima dos níveis recomendados), juntamente com um suplemento de cálcio e vitamina D. O grupo de controlo não tomou quaisquer suplementos de vitamina K, mas recebeu as multivitaminas e o suplemento de cálcio e vitamina D. Ambos os grupos foram aconselhados a continuar as suas dietas alimentares normais.
No final do estudo, publicado na “Diabetes Care”, os homens que receberam vitamina K melhoraram a resistência à insulina e tinham os níveis de insulina no sangue mais baixos, comparativamente aos homens do grupo de controlo.
De acordo com a investigadora principal, a Dra. Sarah Booth, os homens que receberam os suplementos de vitamina K apresentaram uma menor progressão da sua resistência à insulina, no final do ensaio clínico. Por outro lado, foi observada uma progressão da resistência à insulina nas mulheres que receberam os suplementos de vitamina K, assim como nos homens e mulheres que não receberam estes suplementos.
O peso pode explicar a razão pela qual a vitamina K não pareceu melhorar a resistência à insulina nas mulheres mais idosas. A Dra. Booth referiu que, no estudo, existia uma maior prevalência de mulheres obesas ou com excesso de peso no grupo dos suplementos de vitamina K, em comparação com os elementos masculino a tomar estes suplementos.
Segundo a investigadora, a vitamina K é armazenada no tecido gordo, pelo que, se existir excesso de gordura, a vitamina K pode não estar prontamente disponível para as células que precisam dela para processar a glicose.
A quantidade de vitamina K contida nos suplementos utilizados neste estudo é atingível através do consumo de uma dieta saudável. As couves-de-bruxelas, os brócolos e os vegetais de folhas verde-escuro, tais como os espinafres e couves, são boas fontes de vitamina K.
A resistência à insulina, um precursor da diabetes, ocorre quando o organismo não consegue utilizar convenientemente a insulina. Como resultado, a glicose acumula-se no sangue. As pessoas com excesso de peso ou obesas têm tendência para desenvolver resistência à insulina, porque o excesso de gordura pode interferir com o funcionamento da insulina.
Isabel Marques
Fontes:
www.nlm.nih.gov/medlineplus/news/fullstory_72475.html
segunda-feira, 8 de dezembro de 2008
Fármaco para a epilepsia demonstra-se promissor contra Doença de Alzheimer
O Dr. Weihong Song, da Universidade de British Columbia, em Vancouver, e colegas relataram que, em ratos e em culturas de células, o ácido valpróico diminuiu a produção da proteína beta-amilóide, uma proteína no organismo que forma placas amilóides no cérebro, uma característica chave da Doença da Alzheimer.
Os investigadores relataram, na "The Journal of Experimental Medicine”, que o tratamento com ácido valpróico reduziu significativamente a formação de placas e melhorou os problemas de memória em ratos com Alzheimer.
O Dr. Song referiu que descobriram que se utilizassem o ácido valpróico na fase inicial da Doença de Alzheimer, em ratos, este reduzia a formação de placas e adicionalmente prevenia a morte celular no cérebro e o dano axonal.
Segundo o investigador, o fármaco também melhorou a performance nos testes de memória, realizados pelos animais.
Os investigadores revelaram estar muito entusiasmados com estes resultados, porque agora sabem quando o ácido valpróico deve ser administrado para ser mais efectivo e também sabem como o ácido valpróico está a actuar para prevenir a Doença da Alzheimer.
De acordo com o Dr. Song, actualmente está a decorrer um pequeno ensaio clínico com humanos e espera-se que os resultados estejam disponíveis no próximo ano.
Isabel Marques
Fontes:
www.reutershealth.com/archive/2008/12/05/eline/links/20081205elin029.html
Vitamina E pode ajudar a diminuir inflamação crónica
A Dra. Kimberly Huey, da Universidade de Illinois, referiu que a vitamina E pode estar relacionada a uma redução das citoquinas, proteínas que estimulam a resposta imunitária.
No estudo, publicado na “Experimental Physiology”, a Dra. Huey, o Dr. Rodney Johnson e outros colegas observaram o efeito da vitamina E em ratos, que foram injectados com uma dose baixa de lipopolissacarídeo de Escherichia coli para induzir uma inflamação sistémica aguda.
De acordo com a Dra. Huey, os ratos receberam vitamina E durante três dias, antes de lhes ser administrado o equivalente a uma pequena infecção bacteriana sistémica.
Os ratos que receberam a vitamina E tinham menos proteínas oxidadas no tecido muscular do que os que receberam placebo.
A oxidação pode ser deteriorante e, nos músculos, tem sido associada à redução da força muscular. Potencialmente, a redução das proteínas oxidadas pode estar correlacionada a um aumento da força muscular.
A Dra. Huey referiu que alguns dos restantes efeitos foram mistos, devendo-se recordar que isto foi efectuado em modelos animais, mas que a vitamina E pode ser benéfica para pessoas com inflamação crónica, tais como idosos, pacientes com diabetes tipo 2 ou com insuficiência cardíaca crónica.
Isabel Marques
Fontes:
www.upi.com/Health_News/2008/12/04/Vitamin_E_may_lessen_chronic_inflammation/UPI-71681228441626/
domingo, 7 de dezembro de 2008
Fumo passivo afecta fertilidade feminina
Os cientistas realizaram análises epidemiológicas em mais de 4800 mulheres não fumantes e que eram expostas a fumo passivo durante seis ou mais horas por dia, como crianças ou em idade adulta, chegando à conclusão que as mesmas tinham 68% de probabilidade superior de virem a ter dificuldade em engravidar ou mesmo de terem um ou mais abortos espontâneos.
O estudo revelou que quatro em cada cinco mulheres relataram terem sido expostas a fumo passivo durante as suas vidas. Metade delas cresceu em ambientes de fumo, com pais fumadores, enquanto dois terços delas afirmaram terem sido expostas ao fumo durante o tempo em que este estudo foi conduzido.
Segundo o estudo, mais de 40% daquelas mulheres teve dificuldades em engravidar, muitas delas tiverem mesmo vários abortos espontâneos, alguns consecutivos.
"Estas estatísticas são surpreendentes e apontam para outro problema relativo à exposição de fumo passivo", afirmou Luke Peppone, um dos investigadores.
Pedro Santos
http://www.upi.com/Health_News/2008/12/05/Secondhand_smoke_hurts_female_fertility/UPI-37471228536639/
Farmacêuticas enumeram passos para reduzir custos de medicamentos
1. Tem mais do que precisa?
Em resposta à questão "Tem mais do que precisa?", Stefanie Ferreri e Jena Ivey, ambas farmacêuticas e professoras, aconselham a revisão de toda a terapêutica com o médico ou farmacêutico por forma a garantir se de facto todos os medicamentos são necessários.
Segundo as farmacêuticas, as pessoas continuam a adquirir fármacos mesmo quando já não têm necessidade dos mesmos, podendo acabar a tomar vários medicamentos para a mesma condição.
2. Opte por genéricos
A aquisição de medicamentos genéricos é outro dos aspectos mencionados. Segundo Ferreri, estes medicamentos são tão eficazes como os medicamentos de marca, com a vantagem de serem 30 a 80% mais baratos.
3. Opções mais baratas
Segundo as autoras das sugestões, os médicos nem sempre estão a par dos preços dos medicamentos que prescrevem ou, então, podem sentir-se desconfortáveis em falar com os pacientes sobre questões monetárias.
Desta forma, "as pessoas devem informar os seus médicos quando considerarem um medicamento demasiado dispendioso e solicitar alternativas. Mesmo que não exista o equivalente genérico de um determinado fármaco, poderá haver um medicamento semelhante que possui um equivalente mais acessível", referiu Ferreri.
4. Compare preços
"Só porque um local tem um determinado medicamento a melhor preço, não significa que o mesmo espaço disponibilize preços acessíveis para os restantes produtos", afirmou Ivey. "Já observei preços de medicamentos de marca variarem de forma significativa de farmácia para farmácia", acrescentou.
5. Gestão de compras
As farmacêuticas sugerem que a compra de vários compridos de uma só vez pode baixar o custo por dose, ou seja, enquanto um abastecimento para 30 dias custa 4 dólares, um abastecimento para 90 dias custa apenas 10 dólares e não 12.
No entanto, as especialistas previnem que um abastecimento para 30 dias pode tornar-se num desperdício quando se experimenta um novo medicamento, pois o mesmo pode ser ineficaz ou apresentar efeitos adversos.
6. Cuidado com as "borlas"
Ainda que os médicos possam ter amostras gratuitas de determinados medicamentos, estas podem não ser a melhor opção. "As companhias farmacêuticas tendem a providenciar aos clínicos as últimas novidades, que podem ou não ser melhores face às antigas versões", alertam as autoras.
7. Corte literalmente nos custos
Comprar comprimidos de doses mais elevadas e dividi-los em dois pode ser uma opção eficaz para as pessoas que pretendem ver reduzida a sua factura farmacêutica.
No entanto, as professoras aconselham as pessoas a informarem-se junto do seu médico ou farmacêutico antes de adoptarem esta prática, porque muitos produtos, como as cápsulas, não podem ser divididos em casa de forma segura.
Pedro Santos
sexta-feira, 5 de dezembro de 2008
Ezetimiba e estatinas apresentam resultados positivos para aterosclerose
O estudo de 36 meses envolveu 427 pacientes com diabetes tipo 2 e sem antecedentes de eventos cardiovasculares. Os pacientes receberam tratamento com estatinas, ou estatinas mais ezetimiba, para baixar os níveis de colesterol das proteínas de baixa densidade (LDL), conhecido como o "mau colesterol", para um objectivo agressivo de 70 mg/dl ou objectivo standard de 100 mg/dl.
Os resultados, publicados na “Journal of the American College of Cardiology”, demonstraram que, no grupo dos pacientes que receberam tratamento agressivo, os que tomaram ezetimiba mais estatinas atingiram uma redução da espessura da artéria carótida de 0,025 milímetros, em comparação com uma redução média de 0,012 milímetros para aqueles que tomaram apenas estatinas. No grupo do tratamento standard, a espessura da artéria carótida média aumentou 0,039 milímetros.
Relativamente aos benefícios de adicionar ezetimiba, o investigador principal, o Dr. William Howard, referiu que ambos os grupos do tratamento agressivo atingiram um grau muito semelhante de regressão da espessura da íntima-média da artéria carótida. Contudo, se não tivesse sido adicionada a ezetimiba, os pacientes não teriam atingido o objectivo em termos de colesterol LDL e, assim, não teriam alcançado esse grau de regressão.
Isabel Marques
Fontes:
www.firstwordplus.com/Fws.do?articleid=4C2695E261964F7AA4BAC342331D8AFD
Dieta rica em hidratos de carbono benéfica para distúrbio muscular raro
Dois pequenos estudos anteriores tinham sugerido que uma dieta rica em proteínas poderia ser benéfica para os pacientes com doença de McArdle.
No estudo actual, o Dr. S. T. Andersen e o Dr. John Vissing, da Universidade de Copenhaga, na Dinamarca, examinaram comparativamente os efeitos de uma dieta rica em hidratos de carbono e de uma dieta risca em proteínas na tolerância do exercício físico, em sete adultos com doença de McArdle. Os pacientes seguiram aleatoriamente uma das duas dietas durante três dias, tendo-se exercitado numa bicicleta estacionária após a dieta.
Os investigadores descobriram que a performance no exercício físico foi melhor com a dieta rica em hidratos de carbono do que com a dieta rica em proteínas. Por exemplo, o ritmo cardíaco e o esforço percebido foram consistentemente mais baixos, e o consumo máximo de oxigénio foi 25 por cento mais elevado nos pacientes da dieta com hidratos de carbono, em comparação com os da dieta com proteínas.
Este estudo, publicado na ediçao de Dezembro da “Journal of Neurology, Neurosurgery, and Psychiatry”, sugere que os pacientes com doença de McArdle devem ser mantidos numa dieta com um elevado conteúdo de hidratos de carbono para melhorarem a sua capacidade de tolerar o exercício físico.
A doença de McArdle é um distúrbio muscular metabólico. As pessoas que sofrem desta doença são incapazes de produzir uma enzima chamada fosforilase muscular, que é importante na produção da fonte de energia requerida pelos músculos para o exercício físico.
As pessoas com doença de McArdle desenvolvem dores musculares graves e fadiga nos primeiros minutos da prática de exercício físico, frequentemente seguidos por espasmos musculares graves se continuarem a exercitar.
Isabel Marques
Fontes:
www.reuters.com/article/healthNews/idUSTRE4B265T20081203
Comprimidos de combinação para a hipertensão mais efectivos do que diuréticos
No estudo, que envolveu mais de 11 mil pacientes dos Estados Unidos, Suécia, Noruega, Dinamarca e Finlândia, os pacientes receberam um comprimido contendo benazepril (um inibidor da enzima de conversão da angiotensina) e amlodipina (um bloqueador dos canais de cálcio) ou um comprimido contendo benazepril e hidroclorotiazida (um tipo de diurético).
Ambos os comprimidos de combinação ajudaram a reduzir a pressão sanguínea em mais de 75 por cento dos pacientes, mas os que tomaram o primeiro comprimido (benazepril+amlodipina) apresentaram menos 20 por cento de eventos cardiovasculares do que aqueles que tomaram o outro comprimido de combinação com o diurético.
O estudo, publicado na “The New England Journal of Medicine”, definiu os eventos cardiovasculares como mortes cardiovasculares, ataques cardíacos, acidentes vasculares cerebrais (AVC), hospitalizações devido a angina instável e tratamentos para reabrir as artérias coronárias bloqueadas.
O investigador principal, o Dr. Kenneth Jamerson, professor de Medicina Interna na Faculdade de Medicina da Universidade do Michigan, referiu que este estudo demonstrou que mudar os pacientes para um único comprimido de combinação significou que o dobro conseguiu atingir o objectivo de pressão sanguínea, independentemente da terapia anterior.
A pressão sanguínea elevada aumenta o risco de AVC, ataque cardíaco, insuficiência cardíaca e outros problemas do coração. Os fármacos podem ajudar a controlar a pressão sanguínea, mas muitos pacientes têm dificuldade em tomar a medicação múltipla que necessitam, pelo que foram desenvolvidos os comprimidos de combinação.
Isabel Marques
Fontes:
www.nlm.nih.gov/medlineplus/news/fullstory_72379.html
quinta-feira, 4 de dezembro de 2008
Fármaco para a epilepsia ligado ao autismo
Segundo Gus Baker, líder do estudo, os resultados preliminares são baseados num estudo que tem vindo a ser conduzido e que envolve 632 crianças, sendo que quase metade das quais foram expostas durante a fase da gestação a fármacos para a epilepsia, tal como o valproate, lamotrigine e carbamazepine.
O estudo descobriu que as mulheres que haviam sido administradas com o valproate durante a gravidez levavam a uma probabilidade sete vezes superior de desenvolvimento de autismo comparativamente às crianças cujas mães não foram administradas com este tipo de medicamentos. No entanto, este risco não foi constatado em outros fármacos para a epilepsia, segundo os investigadores, acrescentando ainda que estas crianças não tinha antecedentes familiares de portadores da doença.
"O risco potencial para o autismo constatado neste estudo foi substancial nas crianças com mães que tinham tomado o valproate durante a gravidez. No entanto, é necessário aprofundar este estudo porque estes são apenas dados iniciais que descobrimos", afirmou Gus Baker em comunicado.
O investigador alertou ainda para o conhecimento que as mulheres que estão grávidas devem ter sobre esta situação de forma a discutirem com o seu médico as melhores opções a seguir.
Pedro Santos
http://www.upi.com/Health_News/2008/12/03/Epilepsy_drug_may_have_autism_link/UPI-48121228355346/
Fármaco para a malária considerado seguro e eficaz
Os membros do painel votaram de forma unânime que os dados fornecidos pela farmacêutica demonstraram a eficácia do Coartem. Relativamente à segurança do mesmo, todos os membros com a excepção de um votaram favoravelmente.
A Novartis procura aprovação por parte da entidade reguladora norte-americana para que o fármaco passe a ser usado como tratamento para infecções provocadas pela malária.
Pedro Santos
http://www.firstwordplus.com/Fws.do?articleid=F4E50279456348FFA039AFB50B3647DB
quarta-feira, 3 de dezembro de 2008
Azarga aprovado na Europa para o tratamento do glaucoma
A EMEA aprovou o Azarga, em forma de gotas oculares, para a diminuição da pressão intra-ocular em adultos com glaucoma de ângulo aberto ou hipertensão ocular. Esta aprovação já era esperada, após a recomendação para comercialização em Setembro.
Dois estudos clínicos demonstraram que o Azarga era mais confortável e mais bem tolerado pelos pacientes do que o Cosopt (cloridrato de dorzolamida e maleato de timolol, solução oftálmica), da Merck & Co., Inc.
Os ensaios também demonstraram que os ingredientes activos do Azarga são mais efectivos quando administrados em combinação do que qualquer um deles isoladamente. O Azarga revelou uma eficácia superior na redução da pressão intra-ocular, em qualquer ponto medido no estudo, em comparação com os componentes individuais isolados, tendo demonstrado um perfil de segurança semelhante. Adicionalmente, um estudo comparativo revelou que o Azarga fornece uma eficácia na redução da pressão intra-ocular semelhante ao Cosopt.
O glaucoma é uma perturbação que aumenta a pressão dentro do globo ocular, danificando o nervo óptico e causando perda de visão. O glaucoma provoca a perda da visão periférica ou pontos cegos no campo visual. Em geral, o glaucoma não tem uma causa conhecida. No entanto, por vezes afecta membros de uma mesma família.
A forma mais frequente de glaucoma, o glaucoma de ângulo aberto, é comum depois dos 35 anos, mas, por vezes, aparece em crianças. A doença tem tendência para aparecer em vários membros de uma mesma família e é mais comum entre as pessoas diabéticas ou míopes. O glaucoma de ângulo aberto desenvolve-se com maior frequência e pode ser mais grave nas pessoas de raça negra.
Isabel Marques
Fontes:
www.reuters.com/article/rbssHealthcareNews/idUSL336248520081203
www.marketwatch.com/news/story/Alcon-Announces-AZARGAR-Ophthalmic-Suspension/story.aspx?guid=%7BEB4FEA12-3DDB-4030-8F81-4FCA84DB69B5%7D
www.manualmerck.net/?url=/artigos/%3Fid%3D252
Antibióticos são a maior causa de hepatotoxicidade induzida por fármacos
A hepatotoxicidade induzida por fármacos é provocada por uma ampla série de medicamentos que necessitam de prescrição médica ou não, suplementos nutricionais e produtos naturais.
Num novo estudo, os investigadores, da Faculdade de Medicina da Universidade de Indiana, observaram pacientes com suspeitas de hepatotoxicidade induzida por fármacos e descobriram que 73 por cento dos casos foram causados por uma única medicação prescrita, 9 por cento por suplementos alimentares e 18 por cento por agentes múltiplos.
O investigador principal, o Dr. Naga P. Chalasani, e colegas descobriram que mais de 100 agentes diferentes estavam associados à hepatotoxicidade induzida por fármacos e que os antibióticos, com 45,5 por cento, e os agentes que actuam sobre o sistema nervoso, com 15 por cento, eram os mais comuns.
Entre os suplementos alimentares associados à hepatotoxicidade induzida por fármacos, aqueles que declaram promover a perda de peso e aumentar a massa muscular foram responsáveis por cerca de 60 por cento dos casos. Pelo menos, 20 por cento dos pacientes com hepatotoxicidade induzida por fármacos ingeriram mais do que um agente potencialmente danificador do fígado.
O estudo, publicado na “Gastroenterology”, revelou que não houve qualquer associação entre o género dos pacientes e a gravidade da hepatotoxicidade induzida por fármacos, mas os pacientes com diabetes apresentaram uma forma mais grave deste problema.
De acordo com o Dr. Chalasani, a hepatotoxicidade induzida por fármacos é um problema de saúde sério, que tem impacto nos pacientes, médicos, reguladores e indústria farmacêutica, sendo necessários mais esforços para a definição da sua patogénese e para o desenvolvimento de meios para a detecção precoce, correcto diagnóstico, prevenção e tratamento.
Este problema é responsável por cerca de 13 por cento dos casos de falha hepática aguda nos Estados Unidos e é a causa mais comum de morte devido a esta doença.
Isabel Marques
Fontes:
www.nlm.nih.gov/medlineplus/news/fullstory_72260.html
Injecção de cortisol pode prevenir Stress Pós Traumático
Segundo os cientistas, têm vindo a ser realizados testes observatórios em animais, esperando iniciar testes clínicos durante o próximo ano.
Por definição, o diagnóstico do Stress Pós-Traumático (PTSD) é realizado após um indivíduo ter andado a experienciar reacções de stress crónica durante pelo menos um mês. No entanto, após esse período pode já ser tarde demais, segundo os investigadores.
“Entre 10 a 20% dos indivíduos expostos a eventos traumáticos acabam por desenvolver PTSD”, afirmou Joseph Zohar, um dos cientistas. “O desafio é tentar prevenir ou reduzir estes valores. Até agora, as investigações concentram-se no tratamento da doença desde o seu desenvolvimento. Nós pretendemos concentrar-nos na prevenção”, acrescentou Zohar.
Normalmente, a produção de cortisol aumenta imediatamente após o trauma, mas com o passar do tempo regressa aos seus valores normais. No entanto, aqueles que são diagnosticados com PTSD têm um sistema hormonal disfuncional.
O stress pós-traumático consiste numa perturbação por ansiedade causada pela exposição a uma situação traumática muito incómoda, na qual a pessoa experimenta mais tarde repetidamente a situação traumática.
Pedro Santos
http://www.upi.com/Health_News/2008/12/02/An_injection_of_cortisol_may_prevent_PTSD/UPI-89291228202425/
http://www.manualmerck.net/?url=/artigos/%3Fid%3D109%26cn%3D961
Depressão ligada à gordura na barriga
A equipa de cientistas estudou 2088 adultos com idades compreendidas entre os 70 e os 79 anos. Os participantes foram analisados para a depressão no início do estudo, tendo a sua obesidade abdominal sido registada, tanto no início como no final dos 5 anos.
O estudo concluiu que, após o ajuste de factores sócio-demográficos e outras características associadas a mudanças de peso, a depressão estava associada a um aumento da gordura visceral e do diâmetro sagital após o período de 5 anos.
“Esta associação não foi constatada para o aumento da obesidade em geral, parecendo ser independente das mudanças da obesidade, o que sugere que os sintomas depressivos estão associados ao aumento da gordura na região visceral”, afirmaram os investigadores em comunicado.
O stress crónico e a depressão podem activar certas áreas do cérebro e conduzir para o aumento dos níveis de cortisol, o que promove a acumulação de gordura visceral. Para além disso, os indivíduos com depressão têm um estilo de vida menos saudável, incluindo uma dieta mais pobre, podendo interagir com factores psicológicos que conduzem a um aumento da obesidade abdominal.
Pedro Santos
http://www.upi.com/Health_News/2008/12/02/Depression_linked_to_belly_fat/UPI-41691228198443/