sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Caminhar e correr melhor do que levantar pesos para perder peso

Investigadores britânicos descobriram que o exercício aeróbico, como caminhar ou correr, é melhor na supressão do apetite do que o exercício não aeróbio, para aqueles que querem perder peso.

O Dr. David J. Stensel, Universidade de Loughborough, na Inglaterra, e colegas referiram que um treino vigoroso de 60 minutos num tapete de corrida afecta a libertação de duas hormonas chave do apetite, a grelina e o peptídeo YY, enquanto 90 minutos de levantamento de pesos apenas afecta os níveis da hormona grelina.

Os investigadores revelaram que a grelina é a única hormona que se conhece que estimula o apetite, enquanto o peptídeo YY suprime o apetite.

No estudo, 11 estudantes universitários masculinos participaram em três sessões de oito horas. Numa sessão, os participantes correram durante 60 minutos num tapete de corrida, tendo depois descansado por sete horas. Durante outra sessão, os estudante efectuaram 90 minutos de levantamento de pesos, tendo depois descansado durante 6 horas e 30 minutos. Durante outra sessão, os participantes não efectuaram qualquer tipo de exercício.

Durante cada uma das sessões, os participantes classificaram quanta fome sentiram em diversos momentos, tendo também recebido duas refeições durante cada sessão. Os investigadores mediram os níveis da grelina e do peptídeo YY em múltiplos momentos ao longo do estudo.

As descobertas, publicadas na “American Journal of Physiology - Regulatory, Integrative and Comparative Physiology”, revelaram que o exercício aeróbico produziu uma maior supressão da fome, tendo por base as classificações de fome. As alterações que os investigadores observaram foram de curto prazo, para ambos os tipos de exercício, durando cerca de 2 horas, incluindo o tempo gasto a exercitar.

O exercício aeróbico é aquele que requer uma acção contínua por um determinado período de tempo (no mínimo, 20 minutos). Caminhar, correr, jogar ténis, andar de bicicleta, fazer um aula de ginástica aeróbica ou step, andar de skate ou patins, praticar remo, natação ou hidroginástica são alguns exemplos de actividades aeróbicas.

O treino aeróbico melhora significativamente o funcionamento do coração, pulmões e todo o sistema cardiovascular, contribuindo para uma entrega de oxigénio mais rápida por todo o corpo.

Isabel Marques

Fontes:
www.upi.com/Health_News/2008/12/17/Walking_better_than_lifting_to_lose_weight/UPI-99541229572676/

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Ovos não constituem risco significativo para o coração

Investigadores norte-americanos afirmam que os profissionais de saúde deviam aceitar que os ovos não são um factor de risco para doenças coronárias

O estudo realizado revelou que o consumo de um ovo por dia contribui em menos de 1% como risco de problemas coronários. Outros factores relacionados com o estilo de vida, como fumar, dietas pobres, obesidade e falta de actividades físicas representam entre 30 e 40% como factores para doenças relacionadas com o coração, enquanto outros factores de risco, como a hipertensão e diabetes, contribuem com 60 a 70%.

“A comunidade de saúde devia concentrar-se em outro tipo de recomendações quando se trata de prevenir doenças coronárias, como no tabaco ou na obesidade, e não no consumo de ovos”, afirmaram os investigadores em comunicado.

Este estudo veio desafiar a teoria de que o colesterol presente nos ovos está ligado a um aumento do risco de contrair esta doença. Os investigadores revelaram que a sua análise não se debruçou nos benefícios para a saúde do consumo de ovos, que podem inclusivamente diminuir o risco de contrair doenças coronárias.

Pedro Santos

http://www.upi.com/Health_News/2008/12/17/Eggs_not_a_significant_heart_risk_factor/UPI-62521229536373/

Consumo de tabaco ligado ao cancro colo-rectal

Investigadores italianos afirmam que fumar está associado de uma forma significativa ao aumento do risco de cancro colo-rectal e morte

Os autores do estudo, Edoardo Botteri e os seus colegas, realizaram uma meta-análise de forma a avaliar e sumariar a ligação entre fumar e a incidência do cancro colo-rectal e morte associada à doença.

Os investigadores identificaram 106 estudos observados, sendo que a meta-análise foi baseada no total de cerca de 40 mil novos casos de cancro colo-rectal. Na análise desta incidência, o acto de fumar estava associado um risco acrescido de provocar a doença de 18%.

Incluindo análises de mortalidade, foram já conduzidos 17 estudos indicando que os fumadores tinham uma probabilidade 25% superior de morrerem devido a cancro colo-rectal, comparativamente aqueles que nunca fumaram.

Pedro Santos

http://www.upi.com/Health_News/2008/12/17/Smoking_linked_to_colorectal_cancer_death/UPI-92971229539483/

VALORMED vai proceder à reciclagem de medicamentos fora de uso

A Sociedade Gestora de Resíduos de Embalagens e Medicamentos (VALORMED) celebrou esta quinta-feira o contrato com a Prolixo para que a empresa dê início ao processo de triagem de embalagens de medicamentos fora de uso recolhidas nas farmácias.
A operação irá permitir a separação dos diversos componentes de embalagens (papel, cartão, vidro) passíveis de reenvio para reciclagem.

Devido à especificidade do tipo de resíduos, a VALORMED garantiu que a sua triagem será feita em condições que permitam a monitorização e controlo adequado do material recolhido, bem como as devidas condições de higiene e segurança dos trabalhadores que operam no tapete de triagem.

Desta forma e contrariamente a certas notícias veiculadas no passado mês de Novembro, nenhum operador estava licenciado para realizar a triagem dos resíduos, sendo que apenas agora, e com base no contrato celebrado esta quinta-feira, vai ser accionado o respectivo pedido de licenciamento com a esperança que seja concedido pelas entidades competentes o mais breve possível.

Desde finais de Novembro que nenhuma embalagem recolhida pela VALORMED está a ser enviada para valorização energética, sendo que todos os resíduos recolhidos foram armazenados para serem objecto de triagem nas condições agora acordadas.

“Espera-se que a população continue a entregar as embalagens nas farmácias, com ou sem medicamentos fora de uso, para que lhe seja dado um tratamento ambiental adequado, e assim todos contribuamos para um ambiente melhor”, afirmou José Carapeto, director-geral da VALORMED.

Pedro Santos

Fonte: VALORMED

Investigadores revelam que a vitamina D é crucial para a imunidade

Investigadores da Universidade Médica da Carolina do Sul, em Charleston, revelaram que agora a vitamina D não é simplesmente vista como tendo um papel na promoção da saúde óssea, mas também como uma hormona complexa que ajuda a regular a imunidade.

A equipa de investigadores, composta pela Dra. Carol Wagner, pela Dra. Sarah Taylor e pelo Dr. Bruce Hollis, revelou que a deficiência de vitamina D é comum em várias populações, mas particularmente entre as pessoas de pele mais escura, sendo que, a longo prazo, tem sido relacionada com distúrbios imunitários, tais como esclerose múltipla, artrite reumatóide, diabetes tipo 1 e cancro.

O estudo constatou que o raquitismo nutricional entre os lactentes, ou seja, nas crianças que ainda são amamentadas, cujas mães têm níveis insuficientes de vitamina D, é um distúrbio cada vez mais comum, mas evitável.

A vitamina D é agora reconhecida como sendo uma hormona essencial para o sistema imunitário humano, um papel que vai muito para além da prevenção do raquitismo.

O estudo, publicado na “Breastfeeding Medicine”, refere também que a informação mais surpreendente talvez seja a de que os adultos, na sociedade moderna, habitualmente têm deficiência de vitamina D.

Isabel Marques

Fontes:
www.upi.com/Health_News/2008/12/17/Study_Vitamin_D_critical_to_immunity/UPI-31631229541909/

Estudo: Sistema imunitário é mais forte durante a noite

Investigadores norte-americanos referiram que a luta do sistema imunitário contra as bactérias atinge o seu pico de actividade à noite e desce para o nível mais baixo durante o dia.

Experiências com um organismo modelo de laboratório, denominado “Drosophila melanogaster”, também conhecida por mosca da fruta, revelaram que a resposta imunitária específica, conhecida como fagocitose, oscila com o ritmo circadiano do organismo, ou seja, o período de 24 horas que regula os ciclos de actividade e repouso.

De acordo com a investigadora Mimi Shirasu-Hiza, da Universidade de Stanford, na Califórnia, estes resultados sugerem que a imunidade é mais forte à noite, o que é consistente com a hipótese de que as proteínas circadianas regulam as funções restauradoras, tais como as respostas imunitárias específicas, durante o sono, quando os animais não estão envolvidos em actividades metabólicas exigentes.

Em experiências anteriores, os investigadores constataram que as moscas da fruta doentes com uma infecção bacteriana perdiam o seu ritmo circadiano e que as moscas sem ritmo circadiano eram altamente susceptíveis a infecções.

As moscas foram infectadas com dois patógenos bacterianos diferentes: “Listeria monocitogenes” e “Streptococcus pneumoniae”. O estudo descobriu que as moscas da fruta infectadas à noite tinham melhores probabilidades de sobreviver do que as moscas infectadas durante o dia.

Isabel Marques

Fontes:
www.upi.com/Health_News/2008/12/16/Immunity_stronger_at_night_than_day/UPI-63291229489828/

Benefícios da amamentação superam os potenciais riscos tóxicos

Investigadores norte-americanos revelaram, num estudo publicado na “Breastfeeding Medicine”, que os efeitos benéficos da amamentação são superiores aos potenciais riscos relacionados com a exposição dos bebés a químicos, como as dioxinas.

Os autores do estudo, a Dra. Judy LaKind, da LaKind Associates, no Maryland, o Dr. Cheston Berlin Jr., do Centro Médico Milton S. Hershey, na Pensilvânia, e o Capitão Donald Mattison, do Instituto Nacional de Saúde norte-americano, aconselham os prestadores de serviços de saúde a continuarem a encorajar as novas mães a amamentarem os seus bebés.

As descobertas do estudo, baseadas em dados epidemiológicos, não desvalorizam os efeitos adversos da exposição às dioxinas e a outras toxinas ambientais. Contudo, os investigadores fizeram uma distinção entre a significância estatística das avaliações de risco/benefícios num indivíduo comparativamente aos efeitos populacionais.

De acordo com a Dra. Dr. Ruth A. Lawrence, da Faculdade de Medicina e Odontologia da Universidade de Rochester e editora da “Breastfeeding Medicine”, quando o leite materno foi escolhido, pelas agências reguladoras, como um meio prático para medir as toxinas ambientais, o público ficou preocupado que o leite materno estivesse contaminado.

Contudo, a Dra. Lawrence acrescentou que os autores do estudo, autoridades eminentes no assunto, acalmaram estes receios.

Isabel Marques

Fontes:
www.upi.com/Health_News/2008/12/17/Breastfeeding_benefits_outweigh_toxic_risk/UPI-81481229542300/

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Estudo pode ajudar pulmão de bebés prematuros

Cientistas britânicos identificaram alvo potencial para ajudar o desenvolvimento dos pulmões de bebés dentro do útero

O estudo foi conduzido no País de Gales, e pode trazer benefícios para os bebés prematuros que nascem com problemas respiratórios visto que a fase final de amadurecimento dos pulmões surge no final da gravidez.

Os investigadores realizaram testes em ratos, constatando que uma molécula bastante conhecida dos cientistas, denominada por receptor de cálcio, tem um papel fundamental no desenvolvimento pulmonar dos fetos. De acordo com os investigadores, este receptor actuava “accionando” o crescimento dos pulmões.

Os cientistas conseguiram manipular o desenvolvimento pulmonar dos fetos dos ratos, interrompendo assim o funcionamento do receptor de cálcio. Segundo Paul Kemp, autor do estudo, os resultados revelam-se animadores pois já existem medicamentos capazes de alterar a função do referido receptor.

“Se pudermos provar que algum desses medicamentos pode modular a acção do receptor de cálcio sobre os pulmões, o mesmo poderia ser utilizado para ajudar a amadurecer os órgãos de bebés prematuros enquanto eles crescem”, afirmou Kemp.
“Se for comprovada uma correlação entre a mutação e saúde dos pulmões após o nascimento, poderemos partir para os testes clínicos em humanos”, concluiu o investigador.

Pedro Santos

http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2008/12/081213_bebeprematuropulmaoml.shtml

AVC: Doses elevadas de suplementos podem melhorar reabilitação

Resultados de um estudo, conduzido no Centro de Reabilitação do Hospital Burke, em Nova Iorque, revelaram que as pessoas que estavam subalimentadas, após sofrerem um acidente vascular cerebral (AVC), beneficiaram do consumo intensivo de suplementos alimentares durante a reabilitação.

O Dr. M. H. Rabadi, actualmente do Centro Médico de Veteranos, em Oklahoma City, e colegas compararam o consumo intensivo e de rotina de suplementos nutricionais em 102 pacientes subalimentados, que foram admitidos no espaço de quatro semanas após terem sofrido um AVC. Todos tinham perdido de forma não intencional, pelo menos, 2,5 por cento do seu peso corporal.

Os suplementos standard continham 127 calorias, 5 gramas de proteínas e 36 miligramas de vitamina C por dose, enquanto os intensivos continham 240 calorias, 11 gramas de proteínas e 90 miligramas de vitamina C por dose. Ambos os suplementos foram administrados a cada 8 horas juntamente com multivitaminas e minerais, em adição à dieta normal.

Os participantes do estudo que receberam os suplementos intensivos, em comparação com os que receberam suplementos standard, melhoraram significativamente mais as medidas de função motora, tais como a pontuação de independência funcional standard (31,5 vs. 22,9) e a alteração da distância que conseguiam percorrer em seis minutos (71 vs. 51,8 metros).

Os investigadores relataram, na “Neurology”, que estas diferenças foram percebidas como sendo clinicamente importantes pelos pacientes, pelas famílias, pelos médicos e por outros prestadores de serviços de saúde.

Uma maior percentagem de pacientes do grupo intensivo, cerca de 63 por cento, voltou a casa após o programa de reabilitação, em vez de ir para uma casa de saúde, em comparação com os 43 por cento do grupo standard.

Isabel Marques

Fontes:
www.reutershealth.com/archive/2008/12/16/eline/links/20081216elin025.html

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Estudo: Ataques de pânico relacionados com maior risco cardíaco

Investigadores britânicos referiram que os ataques de pânico têm sido relacionados com um maior risco de ataques cardíacos e doença cardíaca, especialmente em pessoas mais jovens.

O estudo, publicado na “European Heart Journal”, descobriu que as pessoas com menos de 50 anos, quando foram diagnosticadas com distúrbio de pânico, apresentavam um risco significativamente mais elevado de ataques cardíacos subsequentes, ou enfartes do miocárdio, mas este não era o caso nas pessoas mais velhas.

O distúrbio de pânico foi associado a um aumento de 38 por cento do risco de ataque cardíaco entre as pessoas com menos de 50 anos. A taxa foi mais elevada nas mulheres jovens, entre os 16 e os 40 anos, nas quais o risco aumentou mais de três vezes.

Os investigadores descobriram ainda uma incidência significativamente maior de doença coronária subsequente nas pessoas diagnosticadas com ataques/distúrbio de pânico, em todas as idades, mas esta situação era mais marcada naquelas com menos de 50 anos. Novamente, as mulheres jovens com distúrbio de pânico apresentaram um risco mais elevado.

Contudo, a investigação também demonstrou que, na realidade, o risco de morrer devido a doença coronária foi reduzido entre as pessoas de todas as idades que tinham sido diagnosticadas com ataques/distúrbio de pânico.

O estudo envolveu um total de 404.654 pessoas da Grã-Bretanha, das quais cerca de 58 mil eram maiores de 16 anos e tinham sido diagnosticadas com distúrbio de pânico, sendo as restantes 347 mil sujeitos de controlo. Os participantes foram seleccionadas de uma população de cuidados primários, que pode ser largamente generalizada a outros países com uma estrutura sócio-demográfica semelhante.

De acordo com a investigadora principal, a Dr. Kate Walters, da Universidade College London, não se sabe muito acerca da relação entre o distúrbio de pânico e a doença cardíaca. Contudo, parece que existe uma relação complexa entre ambos, pois os sintomas dos ataques de pânico podem imitar de perto os de um ataque cardíaco ou da doença cardíaca aguda.

Isabel Marques

Fontes:

Cancro da mama: Inibidores da aromatase mais efectivos do que tamoxifeno

Investigadores norte-americanos revelaram que os inibidores da aromatase, que reduzem as quantidades de estrogénio no organismo, são mais efectivos na prevenção do retorno do cancro da mama do que o tamoxifeno.

Duas meta-análises distintas de ensaios clínicos internacionais testaram o tamoxifeno em comparação com fármacos inibidores da aromatase, em mulheres na pós-menopausa com cancro da mama em fase inicial, tendo ambas chegado à mesma conclusão: os inibidores da aromatase são mais efectivos na prevenção do retorno do cancro da mama.

O tamoxifeno e os inibidores da aromatase, como o letrozol, o anastrozol, o exemestano e o formestano, são largamente utilizados para prevenir a recorrência ou para tratar tumores que são receptores positivos de estrogénio, que representam entre 70 e 80 por cento de todos os cancros da mama.

De acordo com o Dr. James Ingle, da Mayo Clinic, em Rochester, no Minnesota, o tamoxifeno é um bom fármaco, mas parece que os inibidores da aromatase podem ser algo melhores.

O Dr. Ingle referiu que a importância destas descobertas pode ser observada no facto de 80 mil a 90 mil mulheres, apenas nos Estados Unidos, estarem a utilizar terapia endócrina este ano e, embora uma diferença de 3 por cento na recorrência do cancro possa não parecer muito, isto pode significar que vários milhares de mulheres possam ser poupadas a uma recorrência do cancro da mama.

Isabel Marques

Fontes:
www.upi.com/Health_News/2008/12/16/Aromatase_inhibitors_better_than_tamoxifen/UPI-56251229404952/

FDA aprova fármaco para o colesterol

A Administração Norte-Americana dos Alimentos e Fármacos (FDA) decidiu aprovar o medicamento TriLipix (ácido fenofibrico), da Abbot, um tratamento experimental para o colesterol. O medicamento foi concebido para tratar os níveis elevados de substâncias designadas por lípidos, que incluem colesterol "bom" e colesterol "mau", e de triglícidos.

Recorde-se que em Outubro a agência reguladora havia pedido mais tempo para analisar o fármaco, como o FARMACIA.COM.PT noticiou, sendo que a sua aprovação veio designar o TriLipix como o primeiro e único fibrato (fármaco usado no tratamento da hipercolesterolemia e na prevenção da aterosclerose) a ser aprovado para ser utilizado em combinação com estatinas.

A aprovação foi baseada nos resultados da fase III de testes clínicos aleatórios, com a duração de 12 semanas, e concebidos para avaliar o tratamento em combinação com algumas das estatinas mais prescritas no mercado farmacêutico.

A Abbot adiantou ainda que pretende, juntamente com a AstraZeneca, desenvolver um fármaco que combine o TriLipix e o Crestor (rosuvastatina), devendo ser realizado um pedido de aprovação do composto às entidades reguladoras em 2009.

Pedro Santos

http://www.firstwordplus.com/Fws.do?articleid=0042EDD180AC4C449B030FF19D45286A

Peso perdido pode ser mantido independentemente da estratégia utilizada

Descobertas de um estudo revelaram que as pessoas obesas que perderam quantidades substanciais de peso sem cirurgia podem manter o peso saudável tão bem como as pessoas que perderam peso através de cirurgia gástrica.

Contudo, as pessoas que se submetem a uma solução não cirúrgica podem ter de trabalhar mais para não recuperarem os quilos perdidos, ressaltou o Dr. Dale S. Bond, da Universidade Brown University, em Providence, Rhode Island.

Os investigadores revelaram, na “International Journal of Obesity”, que é aceite que a cirurgia bariátrica, ou de “redução de estômago”, é a forma mais fiável de perder peso a longo prazo, para as pessoas muito obesas, ou seja, aquelas que têm em excesso mais de 45 quilos ou com um Índice de Massa Corporal de 40 ou mais. Embora investigações recentes tenham demonstrado que as intervenções comportamentais também podem ajudar, a sua efectividade a longo prazo era desconhecida.

Para investigar esta questão, os investigadores compararam 105 pacientes que se submeteram a uma cirurgia bariátrica a 210 pessoas que perderam peso de forma não cirúrgica, sendo este o primeiro estudo a comparar as duas estratégias.

Todos os pacientes perderam cerca de 56 quilos e não recuperaram, pelo menos, 13,5 quilos perdidos durante uma média de 5,5 anos. Aproximadamente dois terços dos pacientes que perderam peso de forma não cirúrgica tiveram ajuda profissional, enquanto os restantes referiram não ter tido assistência especializada.

Entre um a dois anos após o início do estudo, ambos os grupos ganharam uma média de 1,8 quilos por ano. A maioria das pessoas, em ambos os grupos, manteve a perda de peso original com variações de cerca de 5 quilos.

Aqueles que se submeteram a cirurgia comiam mais gorduras e "fast food” e eram menos activos do que aqueles que perderam peso através de uma abordagem não cirúrgica.

O único factor que prognosticou se uma pessoa iria ou não manter o peso perdido foi o nível de desinibição, ou perda da capacidade de controlar os impulsos, no início do estudo, assim como qualquer aumento da desinibição durante os anos seguintes.

Os investigadores concluíram que delinear métodos para aumentar a resistência aos sinais que despoletam a vontade de comer em excesso entre as pessoas que atingiram grandes perdas de peso, através de cirurgia bariátrica ou de métodos não cirúrgicos, pode ajudar a prevenir que se volte a ganhar o peso.

Isabel Marques

Fontes:
www.reuters.com/article/healthNews/idUSTRE4BE5KR20081215

Fármaco Mozobil aprovado pela FDA

O medicamento Mozobil (plerixafor), indicado para o tratamento de pacientes com linfoma e mieloma múltiplo, foi aprovado pela entidade reguladora norte-americana (FDA) como parte do tratamento de pacientes com linfoma de Não-Hodgkin e mielomas múltiplos durante transplantes da medula óssea.

A farmacêutica Genzyme já havia pedido aprovação do fármaco nos Estados Unidos e na União Europeia, como o FARMACIA.COM.PT havia noticiado, esperando agora aprovação do medicamento em solo europeu para a segunda metade de 2009.
Ainda segundo a Genzyme, o Mozobil poderá atingir valores próximos de 400 milhões de dólares com a sua utilização em transplantes da medula óssea.

O transplante de medula óssea é o método que oferece alguma possibilidade de cura em determinadas doenças malignas, para as quais não há outro tratamento mais eficaz e curativo. Porém, o transplante só é possível em determinados casos específicos e geralmente é melhor suportado em doentes mais jovens. É um tratamento que se assemelha a uma transfusão, sendo que o produto transferido é medula óssea e não sangue.

Pedro Santos

http://www.firstwordplus.com/Fws.do?articleid=C7900D5316F24B1CAA8FC324D81EF31E

http://www.apll.org/teste/index.php?option=com_content&task=view&id=79&Itemid=60

Falta de vitamina D ligada a aumento do peso

Investigadores canadianos e norte-americanos afirmam que insuficiência de vitamina D pode retardar o crescimento e propiciar o aumento do peso durante a puberdade

De acordo com os cientistas, a deficiência de vitamina D causou aumento da massa corporal e diminuiu a estatura de raparigas durante a sua fase de crescimento.
A equipa de investigadores mediu os níveis de vitamina D em raparigas e mulheres com idades compreendidas entre os 16 e os 22 anos recorrendo a um simples teste sanguíneo. Analisaram ainda os índices de massa corporal (IMC) e a altura, de forma a determinarem a forma como a deficiência da vitamina D afectava as jovens.

Os investigadores examinaram 90 raparigas caucasianas e hispânicas, descobrindo que aquelas com níveis normais de vitamina D eram, em média, mais altas comparativamente às que tinham deficiência da mesma vitamina. Contrariamente a outros estudos efectuados com mulheres mais velhas, esta investigação não constatou qualquer associação entre a falta de vitamina D e a resistência dos ossos.

“A elevada prevalência de insuficiência de vitamina D em pessoas mais novas que vivem em zonas com muito sol foi surpreendente”, afirmou Richard Kremer, líder do estudo. “Descobrimos que as jovens com insuficiência de vitamina D tinham, de uma forma significativa, mais peso e mais massa corporal, incluindo gordura abdominal, comparativamente às jovens com níveis considerados normais da mesma vitamina”, concluiu o investigador.

Pedro Santos

http://www.upi.com/Health_News/2008/12/11/Lack_of_Vitamin_D_linked_to_weight_gain/UPI-49581229035889/

Frutas e vegetais podem ajudar a fortalecer os ossos

Investigadores norte-americanos revelaram que um novo estudo descobriu que aumentar os níveis de álcali através de comprimidos ou pelo consumo elevado de frutas e vegetais pode ajudar a fortalecer os ossos.

Dados anteriores sugerem que consumir muitas proteínas e cereais provoca excesso de produção de ácido, o que pode aumentar a excreção de cálcio e provocar o enfraquecimento dos ossos.

Este estudo, que será publicado na edição de Janeiro da “Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism”, incluiu 171 homens e mulheres com 50 anos ou mais que receberam aleatoriamente placebo ou doses elevadas de bicarbonato de potássio, ou de bicarbonato de sódio, ou de cloreto de potássio, durante três meses. As pessoas que receberam bicarbonato demonstraram reduções significativas da excreção de cálcio e da reabsorção óssea.

A reabsorção óssea é um processo no qual os ossos se decompõem para libertar minerais, tais como cálcio, fosfatos e sais alcalinos (básicos) no sangue. O aumento da reabsorção óssea leva a uma redução da massa óssea e a um aumento do risco de fracturas.

As dietas normais de muitos adultos mais velhos acrescentam ácido ao organismo. À medida que as pessoas envelhecem, são menos capazes de excretar o ácido. A reabsorção óssea é uma forma do organismo tentar contrariar os níveis elevados de ácido.

Contudo, quando as frutas e os vegetais são metabolizados adicionam bicarbonato, um composto alcalino, ao organismo, segundo a Dra. Bess Dawson-Hughes, da Faculdade de Medicina da Universidade de Tufts, em Boston.

De acordo com a investigadora, neste estudo foi demonstrado que adicionar álcali em formato de comprimido reduziu a reabsorção óssea e as perdas de cálcio pela urina, durante um período de três meses. Esta intervenção garante investigações adicionais como um suplemento seguro e bem tolerado para reduzir a perda óssea e o risco de fracturas em homens e mulheres idosos.

Segundo a Dra. Dawson-Hughes, a heretariedade, a dieta e outros factores de estilo de vida contribuem para o problema da perda óssea e fracturas. No que se refere a preocupações alimentares relativamente à saúde óssea, o cálcio e a vitamina D têm recebido a maior atenção, mas há cada vez mais evidências de que o equilíbrio ácido-base da dieta também é importante.

Isabel Marques

Fontes:
www.nlm.nih.gov/medlineplus/news/fullstory_72748.html

Terbutalina pode ajudar a prevenir hipoglicemia nocturna na diabetes tipo 1

Resultados de um estudo piloto indicaram que uma dose baixa de terbutalina, antes de dormir, parece prevenir a queda dos níveis de açúcar no sangue, ou hipoglicemia, durante a noite, em pacientes com diabetes tipo 1, sem fazer com que os níveis de glicose fiquem muito elevados na manhã seguinte.

O Dr. Philip E. Cryer e colegas, da Faculdade de Medicina da Universidade de Washington, em St. Louis, relataram anteriormente que uma dose de 5 miligramas de terbutalina preveniu a hipoglicemia nocturna, mas os níveis de glicose no sangue na manhã seguinte eram elevados.

Para o ensaio actual, 15 pacientes, a maioria com bom controlo da glicose, que tinham uma média de 29 anos, receberam aleatoriamente doses baixas ou elevadas de terbutalina (2,5 ou 5 mg) ou placebo em três noites separadas, às 22 horas.

Os resultados, publicados na recente edição da “Diabetes Care”, demonstraram que a média mais elevada das concentrações de glicose no sangue foram de 87 miligramas por decilitro (mg/dL) após placebo, 100 mg/dL após 2,5 mg de terbutalina ou 122 mg/dL após 5 mg de terbutalina. Os níveis de açúcar no sangue correspondentes na manhã seguinte foram de 113, 127 e 183 mg/dL.

Cinco pacientes apresentaram níveis de glicose no sangue nocturnos abaixo dos 50 mg/dL, após tomarem placebo, e dois apresentaram níveis semelhantes após receberem doses baixas de terbutalina. Nenhum dos pacientes que tomou a dose elevada apresentou níveis de glicose abaixo dos 60 mg/dL.

Embora o ensaio tenha sido demasiado pequeno para demonstrar diferenças estatisticamente significativas entre o placebo e a dose baixa de terbutalina, os investigadores referiram que a dose pretendida de terbutalina é mais do que placebo e menos do que 5 mg.

A equipa de investigador concluiu que estudos maiores e controlados poderão demonstrar que a terbutalina é segura e efectiva no tratamento preventivo da hipoglicemia nocturna na diabetes tipo 1.

Isabel Marques

Fontes:
www.reuters.com/article/healthNews/idUSTRE4BA71R20081211

Asma: Obesidade infantil ligada à doença

Especialista em nutrição descobriu uma correlação entre obesidade infantil e a asma

De acordo com Sara Rosenkranz e colegas, as crianças saudáveis com níveis elevados de gordura corporal e que desenvolvem pouca actividade física tinham mais dificuldades respiratórias após fazerem exercício.
"As crianças com excesso de peso e inactivas estão a ter uma resposta negativa aos testes de exercício físico, o que pode contribuir para o aumento da asma que temos vindo a constatar nos últimos anos, bem como o aumento da obesidade", afirmou Rosenkranz em comunicado.

Os investigadores recrutaram 40 crianças com idades compreendidas entre os 8 e os 10 anos para participarem em estudos de exercício físico. Todas elas eram saudáveis, sem qualquer historial de doenças crónicas na família, não estando a tomar qualquer medicação.

Após o exercício, os investigadores mediram as vias aéreas das crianças descobrindo que quanto maior era a gordura corporal e menor era a actividade física, mais provável seria que tivessem problemas asmáticos derivados da prática de exercício físico.
O estudo revelou ainda que o exercício pode induzir ataques de asma em pessoas que não experienciam a condição em outras circunstâncias.

Pedro Santos

http://www.upi.com/Health_News/2008/12/15/Childhood_obesity_linked_to_asthma/UPI-84061229358683/

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Exercícios de respiração podem ajudar a melhorar sintomas da asma

Investigadores britânicos revelaram que os adultos com asma podem melhorar o seu bem-estar e o controlo da sua doença, através da aprendizagem de exercícios de respiração e da incorporação desses exercícios no regime de medicação para a asma.

O Dr. Mike Thomas, da Universidade de Aberdeen, na Escócia, salientou que os exercícios de respiração não curam a asma. Contudo, se forem utilizados juntamente com os tratamentos habituais, estes exercícios podem ajudar a melhorar os sintomas da asma e a qualidade de vida dos pacientes asmáticos.

Os investigadores compararam os benefícios do treino da respiração supervisionado por fisioterapeuta e a educação sobre a asma apresentada por uma enfermeira em pacientes asmáticos moderadamente incapacitados, mas de outra forma saudáveis, com uma média de 46 anos.

A equipa distribuiu aleatoriamente 183 pacientes por dois grupos, para receberem três sessões de treino da respiração supervisionado por fisioterapeuta ou de educação sobre a asma apresentada por uma enfermeira.

As sessões de respiração explicaram a respiração normal versus a disfuncional, ensinaram técnicas de respiração nasal e diafragmática e encorajaram os participantes a praticar os exercícios durante, pelo menos, 10 minutos por dia.

Um mês após todas as sessões terem sido completadas, os investigadores notaram melhorias semelhantes e significativos na pontuação da qualidade de vida na asma, em ambos os grupos.

Após seis meses, 64 pacientes do grupo do treino da respiração e 66 do outro grupo ainda continuavam no estudo, sendo que, neste ponto, a pontuação da qualidade de vida na asma melhorou em mais de 90 por cento dos participantes que completaram o treino da respiração, em comparação com os 64 por cento dos participantes que completaram a intervenção de educação.

Adicionalmente, os pacientes do grupo do treino da respiração apresentaram melhorias nas questões centradas no paciente, tais como sentir-se mais em controlo dos sintomas da asma e sentir-se menos ansioso e deprimido.

Estas descobertas, publicadas online na “Thorax”, sugerem que os exercícios de respiração podem beneficiar os pacientes com asma ligeira a moderada parcialmente controlada. Os investigadores recomendam utilizar estas técnicas em conjunto com os regimes de medicação para a asma supervisionados medicamente.

Isabel Marques

Fontes:
www.reutershealth.com/archive/2008/12/10/eline/links/20081210elin002.html

Actividade física ajuda a reduzir futuras dores e desconfortos músculo-esqueléticos

Um estudo alargado, conduzido na Noruega, demonstrou que o exercício físico está associado a taxas mais baixas de queixas dolorosas músculo-esqueléticas crónicas, aproximadamente uma década mais tarde.

A Dra. Helene Sulutvedt Holth, da Universidade Norueguesa de Ciência e Tecnologia, em Trondheim, e colegas examinaram a relação entre a inactividade física e o desenvolvimento de queixas músculo-esqueléticas crónicas. As descobertas foram publicadas online na “BMC Musculoskeletal Disorders”.

Os investigadores avaliaram os resultados de dois estudos de saúde pública, nos quais 39.520 participantes responderam a questões sobre os padrões de actividade física, entre 1984 e 1986, e sobre queixas músculo-esqueléticas crónicas 11 anos mais tarde, entre 1995 e 1997.

As queixas músculo-esqueléticas crónicas foram definidas como queixas músculo-esqueléticas que duraram três meses ou mais no ano anterior ao questionário. As queixas músculo-esqueléticas crónicas difusas foram definidas como dores no tronco, acima ou abaixo da cintura, durante 15 dias ou mais no mês anterior.

No questionário de seguimento, os investigadores descobriram que 51 por cento dos participantes relataram queixas músculo-esqueléticas e 5,9 por cento relataram queixas músculo-esqueléticas crónicas difusas.

Os participantes que estavam a praticar exercício físico, quando o estudo começou, tinham 9 por cento menos probabilidade de ter queixas músculo-esqueléticas crónicas, em comparação com os indivíduos inactivos. Aqueles que praticavam exercício três ou mais vezes por semana tinham 28 por cento menos probabilidade de ter queixas músculo-esqueléticas crónicas difusas.

De acordo com a Dra. Holth, no estudo actual, o nível de actividade física baseou-se somente no exercício efectuado nos tempos de lazer, pelo que o impacto da carga física ocupacional pode ter contribuído para os resultados.

Os investigadores sublinharam que estudos posteriores devem tentar clarificar se as queixas músculo-esqueléticas crónicas são uma causa ou uma consequência da inactividade.

Isabel Marques

Fontes:
www.reutershealth.com/archive/2008/12/09/eline/links/20081209elin032.html

Fármaco para o tratamento da gravidez ectópica não prejudica ovários

Investigadores espanhóis referiram que a utilização de uma única dose do fármaco metotrexato para tratar uma gravidez ectópica não parece reduzir a fertilidade da mulher.

Os investigadores, para perceberem se a terapia com metotrexato para a gravidez ectópica prejudica a fertilidade futura, mediram os níveis no sangue de uma proteína denominada hormona anti-mülleriana (HMA), que é um indicador da reserva ovariana.

Os investigadores efectuaram uma medição dos níveis antes do tratamento com metotrexato e novamente, pelo menos, uma semana após a resolução da gravidez ectópica em 25 mulheres.

O Dr. Juan Antonio Garcia-Velasco, do Instituto Valenciano de Infertilidade de Madrid (IVI-Madrid) e colegas relataram, na “Fertility and Sterility”, que não existiram diferenças significativas nos níveis de HMA antes e depois da administração do metotrexato.

De acordo com o Dr. Garcia-Velasco, o tratamento médico de uma gravidez ectópica com metotrexato é conhecido como sendo uma alternativa segura e eficiente à cirurgia. Além disso, agora sabe-se que não prejudica a reserva ovarina para uma fertilidade futura.

Uma gravidez ectópica (fora do lugar) é aquela em que o feto se desenvolve fora do útero, quer seja na trompa de Falópio, no canal cervical ou na cavidade pélvica ou abdominal. Estas gravidezes podem provocar hemorragias e morte se o embrião não for removido, seja cirurgicamente ou através de terapia farmacológica. Uma gravidez ectópica constitui um risco para a vida e deve ser extraída o mais rapidamente possível.

Uma em cada 100 ou 200 gravidezes é ectópica, sendo cada vez mais frequentes, por razões não muito claras. São factores de risco uma doença na trompa de Falópio, uma gravidez ectópica anterior, a exposição fetal ao dietilestrilbestrol ou uma laqueação de trompas falhada (um procedimento de esterilização em que se corta ou se obstrui a trompa de Falópio).

Geralmente, as gravidezes ectópicas ocorrem numa das trompas de Falópio. Não são habituais as gravidezes no canal cervical, no ovário ou na cavidade abdominal ou pélvica.

Isabel Marques

domingo, 14 de dezembro de 2008

Dentistas podem detectar cancro oral precocemente

Investigadores norte-americanos afirmam que muitas vezes os cancros orais, pescoço e cabeça são diagnosticados tarde, podendo uma visita ao dentista ajudar a minimizar estes casos

De acordo com Michael Siegel, da Nova Southeastern University College of Dental Medicine, as ferramentas de diagnósticos que os odontologistas (especialistas em próteses dentárias) possuem, são suficientes para garantir que os pacientes são diagnosticados com maior brevidade possível. O especialista acrescentou ainda que o risco maior de desenvolver cancro oral acontece em adultos com mais de 40 anos de idade e que, para além de fumarem, ainda consomem álcool.

Todos os dentistas, incluindo os odontologistas, estão treinados para detectar estes tumores ainda em estado inicial. No entanto, apenas 28% dos pacientes revelaram ter tido exames para detectar cancro oral.
Diversas companhias já colocaram disponíveis testes simples de forma a auxiliar o dentista na detecção e diagnóstico precoce de lesões orais antes de se transformarem de cancro.
Estes testes são indolores e relativamente baratos, segundo Michael Siegel.

Pedro Santos

http://www.upi.com/Health_News/2008/12/11/Dentist_can_detect_oral_cancer_early/UPI-40581229044707/

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Glenmark recebe o prémio de melhor empresa farmacêutica a nível mundial

As melhores e mais inteligentes empresas dos sectores farmacêutico e de biotecnologia foram reconhecidas numa cerimónia de gala realizada no dia 10 de Dezembro, em Londres, nos prémios atribuídos pela SCRIP, a revista líder em assuntos farmacêuticos.

Nesta prestigiada cerimónia, a Glenmark foi reconhecida como “Melhor Empresa Farmacêutica do Mundo – SME” e a “Melhor Empresa em Mercados Emergentes”, num evento organizado pela SCRIP e ao qual as mais importantes empresas do sector farmacêutico não só concorrem, como também participam na cerimónia de entrega do prémio.

Em relação à Glenmark, a empresa “obteve boa classificação em praticamente todas as dimensões, demonstrando incrível crescimento em seus negócios de medicamentos genéricos, além de uma estrutura promissora ainda nos estágios iniciais em algumas áreas de alto potencial para medicamentos com marca”, afirmou um dos médicos presentes, tendo a empresa recebido rasgados elogios não só pelos juízes, como por outros médicos presentes na cerimónia.

“Esta é uma grande honra para a nossa empresa. Estamos extremamente satisfeitos que nesta cerimónia, que contava com a presença e participação dos maiores nomes do sector farmacêutico do mundo, a Glenmark tenha saído vitoriosa”, afirmou Glenn Saldanha, chefe executivo (CEO na sigla inglesa) da Glenmark.

“O mais importante é que temos o prazer de demonstrar ao mundo que uma empresa indiana é capaz de realizar trabalho pioneiro na área de pesquisa inovadora e descobrir consistentemente novas entidades químicas e biológicas para doenças crónicas em novas áreas de cunho terapêutico”, acrescentou ainda o executivo.

Pedro Santos

FDA requer mais informações sobre o fármaco Remoxy

A agência reguladora norte-americana (FDA) emitiu uma carta à Pain Therapeutics e à King’s Pharmaceuticals rejeitando o seu pedido de aprovação para o fármaco Remoxy (oxicodona).

A FDA acrescentou que necessita de mais dados antes de proceder à aprovação do medicamento, referindo-se no entanto que não são necessários mais estudos clínicos.
As farmacêuticas indicaram que estão a avaliar a carta da agência reguladora, indo emitir uma resposta quando acharem apropriado.

A oxicodona é um medicamento opiáceo analgésico potencialmente viciante, sintetizado a partir da tebaína, sendo um fármaco normalmente prescrito para o tratamento da dor em pacientes com cancro.

Pedro Santos

http://www.firstwordplus.com/Fws.do?articleid=92813FA986B54649B1880AB7CF36933B

Estudo: Fenofibrato não reduz riscos cardíacos em diabéticos

Um relatório, publicado na revista cientifica “Journal of the American College of Cardiology”, revelou que o tratamento a longo prazo com o fármaco antidislipidémico fenofibrato, um tipo de fibrato utilizado para baixar o colesterol, não reduz as placas coronárias ou os sinais de aterosclerose em pacientes com diabetes tipo 2.

Investigações anteriores têm sugerido que a terapia com fibratos pode ter efeitos cardiovasculares benéficos. Contudo, na principal análise do estudo relativo à utilização do fenofibrato na diabetes, denominado FIELD, os investigadores descobriram que o tratamento com fenofibrato não reduziu os ataques cardíacos nos diabéticos tipo 2.

O ponto principal do sub-estudo do FIELD, que incluiu 170 pacientes que receberam aleatoriamente fenofibrato ou placebo durante cinco anos, era determinar se a terapia com fenofibrato reduz a aterosclerose, um grande factor de risco para ataques cardíacos, em pacientes com diabetes tipo 2.

A Dra. Anne Hiukka, da Universidade de Helsínquia, na Finlândia, e colegas relataram que, durante o seguimento, a aterosclerose progrediu num grau semelhante em ambos os grupos.

Num editorial, o Dr. Evan A. Stein, do "Metabolic and Atherosclerosis Research Center", em Cincinnati, no Ohio, comentou que estes resultados do sub-estudo, combinados com as principais descobertas do FIELD, sugerem que o tratamento com fenofibrato oferece poucos benefícios cardíacos aos pacientes diabéticos.

Isabel Marques

Fontes:
www.nlm.nih.gov/medlineplus/news/fullstory_72625.html

Alzheimer: Inibidores da colinesterase efectivos e seguros para sintomas de demência

Investigadores norte-americanos referiram que os inibidores da colinesterase, utilizados para tratar os problemas cognitivos da Doença de Alzheimer, são seguros e efectivos para os sintomas comportamentais e psicológicos da demência.

Os investigadores da Faculdade de Medicina da Universidade de Indiana, do Instituto Regenstrief e dos Serviços de Saúde de Wishard, em Indianapolis, reviram nove ensaios clínicos aleatórios, controlados por placebo, que avaliaram a efectividade de três populares inibidores da colinesterase na gestão dos sintomas comportamentais e psicológicos manifestados pelos pacientes com Doença de Alzheimer.

Os resultados do ensaio indicaram que os inibidores da colinesterase levaram a uma redução estatisticamente significativa dos sintomas comportamentais e psicológicos, tais como agressividade, deambulação ou paranóia, quando utilizada a mesma dosagem como a administrada para melhorar a incapacidade cognitiva.

Em conclusão, a revisão, publicada na “Clinical Interventions in Aging”, relatou que os inibidores da colinesterase são seguros, não produzindo efeitos secundários de maior.

De acordo com o Dr. Malaz Boustani, da Faculdade de Medicina da Universidade de Indiana, existe a necessidade de alternativas seguras para os fármacos antipsicóticos utilizados actualmente para gerir os sintomas comportamentais e psicológicos da Doença de Alzheimer. Os resultados analisados são encorajadores e sugerem que os inibidores da colinesterase são uma alternativa segura e eficaz.

Os investigadores sublinharam que nove em cada dez pacientes com Alzheimer manifestam sintomas comportamentais e psicológicos devido à doença.

Contudo, os inibidores da colinesterase, como a rivastigmina, comercializada como Exelon e Prometax, o donepezilo, comercializado como Aricept ou em diversas versões genéricas, e a galantamina, comercializada como Reminyl ou em diversas versões genéricas, são subaproveitados e prescritos normalmente durante menos de três meses e a menos de 10 por centos dos pacientes com Doença de Alzheimer.

Isabel Marques

Fontes:
www.upi.com/Health_News/2008/12/10/Drug_for_Alzheimers_behaviors_underused/UPI-58291228955193/

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Estudo: Grávidas devem evitar utilização de estatinas

Investigadores britânicos alertam que as mulheres grávidas ou aquelas que estão a tentar engravidar devem evitar a utilização de estatinas para baixar o colesterol.

Um estudo de 2007, que examinou o risco de malformações congénitas nos bebés de mulheres grávidas que utilizam estatinas, sugeriu que os efeitos prejudiciais destes fármacos podiam estar restritos apenas às estatinas lipofílicas ou solúveis em gordura, tais como a atorvastatina e a sinvastatina.

Contudo, os investigadores da Universidade de Manchester demonstraram que mesmo as estatinas hidrofílicas, ou solúveis em água, como a pravastatina, a cerivastatina e a fluvastatina, podem afectar o desenvolvimento da placenta, levando a resultados piores na gravidez.

O estudo, publicado na “Journal of Cellular and Molecular Medicine”, descobriu que a estatina solúvel em gordura cerivastatina afectou a placenta, resultando num crescimento reduzido. Os investigadores também descobriram que a pravastatina, a estatina solúvel em água, que se pensava ser potencialmente compatível para ser utilizada durante a gravidez, teve o mesmo efeito prejudicial.

A Dra. Melissa Westwood referiu que o rápido aumento da obesidade e da diabetes tipo 2 é um grande problema de saúde, sendo que as pessoas afectadas são frequentemente tratadas com estatinas para baixar os níveis de colesterol na circulação e reduzir o risco de doença cardíaca.

Isabel Marques

Fontes:
www.upi.com/Health_News/2008/12/10/Study_Pregnant_women_should_avoid_statins/UPI-45581228947369/

Alcoolismo aumenta risco de osteoporose em jovens adultos

Estudo sugere que os jovens adultos alcoólicos têm uma probabilidade superior de desenvolveram massa óssea mais fraca

O estudo baseou-se em 57 alcoólicos adultos com idades compreendidas entre os 27 e os 50 anos. Os investigadores descobriram que um quarto dos homens tinha massa óssea mais fraca do que os restantes. Apenas uma das vinte mulheres que os investigadores observaram tinha desenvolvido o mesmo problema, o que pode ser explicado pelos níveis elevados de estrogénio.

Em contraste, os homens não tinham qualquer espécie de protecção hormonal, e tal como as mulheres, eles revelaram deficiências relativamente aos níveis de vitamina D, que são muito importantes na protecção da densidade dos ossos.
Estas descobertas sugerem que os jovens adultos devem ter os seus níveis de densidade e metabolismo dos ossos analisados.

“O facto de mesmo os jovens adultos alcoólicos, sem qualquer tipo de doença do fígado, revelarem uma densidade mineral dos ossos reduzida é uma descoberta importante para o nosso estudo”, afirmou Peter Malik, da Medical University Innsbruck.

Já se sabia que o alcoolismo levava a uma redução da densidade dos ossos, em parte devido aos seus efeitos tóxicos nas células ósseas. No entanto, outros efeitos devem ser considerados pois os alcoólicos têm normalmente uma dieta pobre com muito pouco exercício, e ambas podem contribuir para o mesmo efeito.

Não é ainda claro se a densidade dos ossos melhora caso as pessoas deixem de consumir álcool pois muito poucos estudos procuraram responder a essa questão, algo que a equipa de investigadores pretende agora averiguar.

Pedro Santos

http://www.nlm.nih.gov/medlineplus/news/fullstory_72616.html

Gene pode levar a consumir alimentos com mais calorias

Investigadores escoceses afirmam que uma variante de um gene associado à obesidade pode influenciar os hábitos alimentares de uma pessoa, contribuindo para que ela consuma alimentos com mais calorias

Os cientistas realizaram testes em cem crianças com idades compreendidas entre os 4 e os 10 anos, descobrindo que aquelas que eram portadoras do “gene da obesidade” (conhecido como FTO) consumiram, em média, cem calorias a mais por refeição. As crianças optaram pelos alimentos que tinham mais açúcar e gordura, deixando de lado as opções mais saudáveis.

Os resultados foram obtidos através da oferta de uma refeição-teste numa escola, incluindo presunto, queijo, biscoitos, batata frita, uvas passas, pepino, cenoura, chocolate, pão, água e sumo de laranja. O estudo teve em conta o metabolismo, distribuição da gordura no organismo, quantidade de exercícios físicos e hábitos alimentares das crianças.

"Este trabalho sugere que a obesidade ligada a este gene pode ser modulado por um controle dietético cauteloso", afirmou Colin Palmer, do Instituto de Pesquisa Biomédica da Universidade de Dundee (Escócia).

"Os resultados não alteram as recomendações dietéticas e de estilo de vida às pessoas, que são de uma alimentação relativamente saudável e exercícios físicos regulares. Fazer isto ainda tem um efeito positivo quer uma pessoa seja portador desta variante genética ou não", acrescentou o investigador.

Pedro Santos

http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2008/12/081211_obesidadegene.shtml

Diabetes: Natal é época de risco para quem sofre da doença

Como é sabido, as épocas do Natal e do ano novo são normalmente sinónimo de excessos alimentares, o que representa também uma época de risco para pessoas com certas doenças, como a diabetes. Gorduras, doces e bebidas alcoólicas fazem parte da ementa de consoada para a grande maioria das famílias, o que representa um problema para os cerca de 500 mil diabéticos portugueses.

Muitos dos ingredientes utilizados na confecção dos alimentos da época podem ser consumidos pelos diabéticos. No entanto é preciso ter particular atenção na sua preparação de forma a se manter sob controlo a taxa de glicemia.
É importante evitar ao máximo a presença de molhos, cremes e coberturas dos alimentos, e que se opte por carnes magras, como o peru e o frango, ou pelo peixe, como o tradicional bacalhau.
No que concerne aos doces deve ser substituído o açúcar por adoçante, cozinhando os alimentos no forno em vez de os fritar visto que é mais saudável.

Para além dos cuidados com a dieta, os diabéticos devem ter particular atenção aos valores de glicemia, pois basta uma rabanada para disparar os níveis de açúcar no sangue. De forma a simplificar a monitorização, a Bayer Diabetes Care proporciona um autocontrolo seguro e eficaz através do medidor de glicemia BREEZE2. Este aparelho possui uma tecnologia de autocodificação e disco com 10 tiras integradas, promovendo a comodidade e fiabilidade para quem o utiliza, sendo ainda considerado o medidor mais rápido no tempo total de teste, apresentando resultados em apenas 5 segundos.

Pedro Santos

Terapias não hormonais benéficas para pacientes com cancro da mama

Investigadores gregos referiram que, nos últimos 35 anos, os tratamentos não hormonais têm melhorado a sobrevivência geral das pacientes com cancro da mama avançado.

Os investigadores conduziram uma revisão de 128 ensaios clínicos que incluíram mais de 26 mil mulheres com cancro da mama. A revisão demonstrou que a utilização de regimes à base de antraciclina levou a uma redução relativa do risco de 22 por cento na mortalidade geral, em comparação à quimioterapia com agente único mais antiga.

O tratamento com apenas um taxano levou a uma redução relativa do risco de 33 por cento, enquanto que a combinação de um taxano com capecitabina ou gemcitabina levou a uma redução relativa do risco de 51 por cento em relação à quimioterapia com agente único.

O estudo, publicado na edição de 9 de Dezembro da “Journal of the National Cancer Institute”, revelou que a maioria dos regimes pareceu ser efectiva, independentemente das mulheres terem recebido ou não tratamento anteriormente.

De acordo com os investigadores, esta meta-análise quantifica o progresso conseguido, nos últimos 35 anos, no tratamento do cancro da mama avançado com a terapia sistémica não hormonal.

Diversos regimes têm demonstrado efectividade e, em alguns deles, os efeitos de tratamento, em magnitude, são praticamente indistinguíveis. Assim, pode-se explorar os benefícios na sobrevivência conferidos por diversos regimes efectivos utilizados de forma sequencial, visto que linhas de tratamento subsequentes podem apresentar benefícios relativos semelhantes aos do cenário de primeira linha.

De acordo com o Dr. Philippe Bedard e a Dra. Martine Piccart-Gebhart, do Instituto Jules Bordet, em Bruxelas, esta revisão é importante, porque não tem havido consenso relativamente à melhor dosagem, tempo, sequência ou combinação de terapias para o tratamento do cancro da mama metastático, uma vez que os comparadores standard não têm estado disponíveis.

A descoberta de que muitos dos regimes têm uma efectividade relativa semelhante, tanto nas pacientes que não receberam tratamento como nas tratadas anteriormente, significa que outras considerações, como a toxicidade, irão continuar a ajudar a determinar a escolha de regime para pacientes individuais.

Isabel Marques

Fontes:
www.nlm.nih.gov/medlineplus/news/fullstory_72604.html

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Estatinas não inibem tratamento farmacoterapêutico de linfomas

Investigadores norte-americanos revelaram que as estatinas, fármacos para baixar o colesterol, não interferem com a terapia à base de rituximab, utilizada para o tratamento de linfomas. Além disso, descobriram que as estatinas podem mesmo atrasar a progressão de alguns tipos de linfomas.

Um estudo, publicado no início deste ano, sugeriu que as estatinas podem inibir a capacidade do rituximab se ligar à CD20, uma proteína encontrada nas células dos linfomas. O rituximab é um anticorpo monoclonal utilizado frequentemente sozinho ou em combinação com quimioterapia para tratar linfomas, isto é, cancros do sistema linfático.

De acordo com o Dr. Grzegorz Nowakowski, hematologista da Mayo Clinic, essas descobertas levantaram questões relativamente à manutenção ou paragem do tratamento do colesterol com estatinas, por parte dos pacientes com linfoma, sendo que um em cada cinco pacientes com linfoma toma estes fármacos.

Para clarificar esta questão, os investigadores estudaram 228 pacientes com linfoma difuso de grandes células B agressivo e 293 pacientes com linfoma folicular lentamente progressivo. Vinte e dois por cento dos pacientes com linfoma difuso de grandes células B e 19 por cento dos pacientes com linfoma folicular estavam a tomar estatinas quando começaram o tratamento para os linfomas.

De acordo com o estudo, a utilização de estatinas não influenciou os resultados para os pacientes com linfoma difuso de grandes células B. Entre os pacientes com linfoma folicular, aqueles que tomaram estatinas tiveram, na realidade, melhores resultados.

Após dois anos, 80 por cento dos pacientes com linfoma folicular a tomar estatinas não apresentaram progressão do cancro nem precisaram de novo tratamento, em comparação com 69 por cento dos pacientes que não tomaram estatinas. Este efeito positivo foi observado independentemente do tipo de tratamento.

Segundo o Dr. Nowakowski, estes resultados podem fornecer garantias aos oncologistas e aos pacientes de que as estatinas não irão reduzir a efectividade do rituximab e que, de facto, estas podem melhorar os resultados para alguns pacientes com linfomas.

Isabel Marques

Fontes:
www.nlm.nih.gov/medlineplus/news/fullstory_72590.html

Fármacos para a diabetes podem duplicar risco de fracturas nas mulheres

Resultados de um estudo revelaram que a utilização a longo prazo de fármacos antidiabéticos, como o Avandia (rosiglitazona), da GlaxoSmithKline, ou o Actos (pioglitazona), da Takeda, duplica o risco de fracturas ósseas em mulheres com diabetes tipo 2.

Os investigadores já sabiam que os dois fármacos para a diabetes da classe das tiazolidinedionas estavam associados a fracturas, mas a magnitude do risco ainda não tinha sido avaliada.

O Dr. Sonal Singh, da Faculdade de Medicina da Universidade de Wake Forest, na Carolina do Norte, referiu que este estudo demonstrou que estes agentes duplicam o risco de fracturas em mulheres com diabetes tipo 2, que já têm um risco mais elevado antes de tomarem a terapia.

Os investigadores, que trabalharam com colegas da Universidade de East Anglia, em Inglaterra, basearam as suas descobertas numa análise de 10 estudos clínicos anteriores, que duraram, pelo menos, um ano, envolvendo 14 mil pacientes.

A equipa de investigadores concluiu que se as tiazolidinedionas forem utilizadas por mulheres diabéticas por volta dos 70 anos, durante um ano, ocorreria uma fractura adicional por cada 21 mulheres. Entre as mulheres mais novas, por volta dos 56 anos, a utilização dos fármacos pode levar a uma fractura extra por cada 55 mulheres.

Os resultados podem aumentar as preocupações existentes acerca deste tipo de fármacos, que já estão relacionados com efeitos cardiovasculares adversos.

Os investigadores acrescentaram que ainda não é clara a causa essencial do efeito específico do sexo e das tiazolidinedionas nas fracturas, mas sugerem que os fármacos podem provocar este problema devido à substituição da medula óssea por células de gordura.

Isabel Marques

Fontes:
www.reuters.com/article/healthNews/idUSTRE4B90UL20081210

Obesidade não afecta tratamento para a leucemia

Estudo afirma que a obesidade tem um impacto muito reduzido no sucesso dos transplantes de células em casos de leucemia mielóide aguda

Tecnicamente conhecido como transplante de medula óssea, este procedimento envolve a reconstrução do corpo do paciente que sofre de leucemia com células “normais” derivadas das células estaminais presentes no sangue ou na medula óssea. Estas células podem vir do próprio paciente ou de outra pessoa.

“Existe uma crença já há muito tempo que os pacientes obesos iriam sofrer mais comparativamente aos pacientes de peso normal no tratamento da doença, mas não foi isso que constatámos”, afirmou Willis Navarro, líder da investigação.

Os resultados foram baseados na análise de dados provenientes de um estudo que envolveu 2041 pacientes que receberam transplantes, uns de dadores familiares e outros de dadores sem serem da mesma família. Foram ainda utilizados critérios para classificar os pacientes como obesos, com peso acima da média, peso normal e peso abaixo da média.

Os cientistas apenas notaram que na doação por parte de familiares em casos de obesidade estava associada ao risco de morte ou insucesso do tratamento, mas estes riscos constatados em pacientes obesos eram insignificantes quando comparados com os riscos registados em pacientes com peso abaixo da média.

Desta forma, a obesidade só por si não deve ser considerada como uma razão para não serem realizados transplantes da medula óssea quando este é considerado o melhor procedimento na terapia.

Pedro Santos

http://www.nlm.nih.gov/medlineplus/news/fullstory_72567.html

Cancro irá ser a principal causa de morte a nível mundial

Investigadores norte-americanos afirmam que, apesar do número de mortes ter vindo a diminuir, o cancro irá ser a maior causa de fatalidades a nível mundial até 2010

A Agência Internacional de Investigação do Cancro publicou um relatório revelando que os países em vias de desenvolvimento irão sentir o impacto de uma maior incidência de cancro, com aumento do número de mortes derivadas da doença, mais rápida que os países industrializados.

O relatório afirma que o estigma do cancro duplicou a níveis globais de 1975 a 2000, estimando-se que irá duplicar novamente até 2020 e quase triplicar até 2030.
Ainda segundo o relatório, cerca de 12 milhões de casos novos foram diagnosticados mundialmente este ano, e mais de 7 milhões de pessoas irão morrer devido à doença.

Este aumento tem particularmente incidência em países como a China, Rússia e Índia, devido ao constante aumento de certos hábitos como o consumo de tabaco e dietas ricas em gorduras, bem como alterações a nível demográfico.

Pedro Santos

http://www.upi.com/Health_News/2008/12/09/Cancer_to_be_leading_global_cause_of_death/UPI-87451228884863/

Fármaco Kuvan aprovado na União Europeia

O medicamento Kuvan (sapropterina dihidrocloreto) foi aprovado pela União Europeia para ao tratamento de pacientes com fenilcetonúria, uma doença genética caracterizada pelo defeito ou ausência da enzima fenilalanina hidroxilase (PAH).

O fármaco, que foi desenvolvido conjuntamente pela Merck KGaA e pela BioMarin, havia sido designado como órfão por parte da Agência Europeia do Medicamento (EMEA), e foi o primeiro tratamento aprovado na Europa para esta indicação.

A Merck KGaA adiantou ainda que a autorização para comercializar o fármaco surgiu após análise dos dados clínicos da Fase III de testes em pacientes com a doença.
O lançamento do medicamento, que foi aprovado pela FDA em 2007, está previsto para a primeira metade de 2009.

Pedro Santos

http://www.firstwordplus.com/Fws.do?articleid=D7FB6913420447B097C5DE843E856508

Vitamina B1 pode ajudar a reverter doença renal em pacientes diabéticos

Investigadores britânicos e paquistaneses referiram que elevadas doses de vitamina B1, ou tiamina, podem ajudar a reverter o desenvolvimento da nefropatia diabética em fase inicial, isto é, a doença renal que ocorre em pacientes diabéticos.

A Dra. Naila Rabbani e o Dr. Paul J. Thornalley, da Faculdade de Medicina da Universidade de Warwick, em colaboração com investigadores da Universidade de Punjab e do Hospital Sheik Zaid, em Lahore, no Paquistão, referiram que tomar oralmente doses elevadas de tiamina pode diminuir drasticamente a excreção de albumina e reverter o estágio inicial da nefropatia diabética em paciente com diabetes tipo 2.

O estudo, publicado online na revista “Diabetologia”, demonstrou que a toma oral diária de 300 miligramas de tiamina, durante três meses, reduziu a taxa de excreção de albumina em pacientes com diabetes tipo 2. A taxa de excreção de albumina diminuiu 41 por cento relativamente ao seu valor no início do estudo.

Os resultados também demonstraram que 35 por cento dos pacientes com microalbuminúria apresentaram um retorno a uma normal excreção de albumina urinária, após terem sido tratados com tiamina.

No estudo, 40 pacientes com diabetes tipo 2, com idades entre os 35 e os 65 anos, receberam aleatoriamente placebo ou três doses de comprimidos de 100 miligramas de tiamina por dia, durante três meses.

A equipa de investigadores da Universidade de Warwick demonstrou que a deficiência de tiamina pode ser a chave para um leque de problemas vasculares para os pacientes diabéticos.

Isabel Marques

Fontes:
www.upi.com/Health_News/2008/12/09/Thiamine_reverses_diabetic_kidney_disease/UPI-70851228867601/

Atropina e pala igualmente eficazes para tratar “olho preguiçoso” nas crianças

Resultados de um estudo, publicados na revista científica “Archives of Ophthalmology”, referem que as gotas oculares de atropina e a aplicação de uma pala são similarmente efectivas para melhorar o “olho preguiçoso”, ou ambliopia, nas crianças entre os 7 e os 12 anos.

O tratamento da ambliopia envolve fazer com que a criança utilize o olho mais fraco, através da aplicação de uma pala ou da administração de gotas oculares no olho considerado bom para enevoar temporariamente a visão. Ainda não existe um tratamento comprovado para adultos.

No estudo actual, o Dr. Mitchell M. Scheiman, do Centro Jaeb na Florida, e colegas compararam as duas estratégias em 193 crianças, com idades entre os 7 e os 12 anos, com ambliopia moderada.

As crianças receberam aleatoriamente um dos tratamentos, ou seja, atropina no olho saudável ou a aplicação de uma pala no olho saudável durante duas horas todos os dias. Após 17 semanas, não foram observadas diferenças significativas na visão entre os dois grupos.

Catorze participantes do grupo da atropina, o equivalente a 16 por cento, relataram efeitos secundários envolvendo o olho, e três participantes, ou seja, 3 por cento, relataram efeitos secundários mais generalizados. Quatro crianças do grupo da pala, o mesmo que 5 por cento, experienciaram irritação moderada a grave devido à pala.

Com base nestes resultados e nas descobertas iniciais, os investigadores concluíram que tanto a a utilização de uma pala como a aplicação de atropina podem melhorar a ambliopia em crianças entre os 7 e os 12 anos. Além disso, a experiência indica que os ganhos são continuados após o final do tratamento.

A ambliopia é a causa mais frequente de incapacidade visual na infância e afecta entre 2 a 3 por cento das crianças, segundo o Instituto Nacional dos Olhos norte-americano. Caso não seja tratada com sucesso, a doença persiste na idade adulta.

Isabel Marques

Fontes:
www.reutershealth.com/archive/2008/12/09/eline/links/20081209elin031.html

Obesidade pode aumentar o risco de enxaquecas

Descobertas de um novo estudo sugerem que o excesso de peso ou a obesidade podem aumentar a probabilidade de se sofrer de dores de cabeça e enxaquecas fortes. Da mesma forma, uma maior prevalência de enxaquecas pode também estar associada ao peso abaixo do normal.

O Dr. Earl S. Ford e colegas, do Centro de Controlo e Prevenção de Doenças norte-americano, em Atlanta, analisaram 7.601 homens e mulheres adultos, tendo relatado, na edição de Dezembro da revista “Cephalalgia”, que ter excesso de peso ou ser obeso aumenta a probabilidade de se ter enxaquecas entre 1,2 e 1,4 vezes.

Os investigadores estudaram a associação entre o Índice de Massa Corporal (IMC), o rácio entre a altura e o peso frequentemente utilizado para determinar se o peso das pessoas está dentro ou fora dos parâmetros normais, e a enxaqueca em homens e mulheres, com 20 anos ou mais, que participaram num estudo sobre saúde e nutrição entre 1999 e 2002.

No geral, cerca de 15 por cento dos homens e 28 por cento das mulheres relataram sofrer de enxaquecas e dores de cabeça fortes durante os primeiros três meses.

Aproximadamente, 35 por cento dos participantes tinham excesso de peso (IMC entre 25 e 30), 30 por cento eram obesos (IMC acima de 30) e 33 por cento estavam no peso normal (IMC entre 18,5 e 25).

Os investigadores observaram entre os participantes com peso abaixo do normal, cerca de 2 por cento, uma prevalência duas vezes maior de enxaquecas, mas o número limitado destes participante não permitiu uma análise adicional.

Após a verificação de outros factores potencialmente associados a um aumento do risco de enxaquecas, tais como género, etnia, tabaco, consumo de álcool, actividade física, diabetes e níveis de colesterol, os participantes com excesso de peso ou obesos apresentaram uma maior frequência de enxaquecas do que os participantes com peso normal.

De acordo com o Dr. Ford, se a obesidade aumenta o risco de enxaquecas, o controlo do peso pode ser uma abordagem útil na gestão das dores de cabeça.

Os investigadores recomendam ainda que sejam realizadas análises adicionais para estabelecer se a obesidade está causalmente relacionada com o desenvolvimento de enxaquecas.

Isabel Marques

Fontes:

www.reuters.com/article/healthNews/idUSTRE4B86F020081209

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Cientistas britânicos desenvolvem “osso injectável”

Investigadores da Universidade de Nottingham, no Reino Unido, desenvolveram um material que pode ser injectado em ossos fracturados de forma a ajudar na sua recuperação

A substância tem uma textura de um creme dental, formando uma espécie de molde biodegradável em volta do qual o tecido ósseo cresce e se recompõe.
De acordo com os investigadores, esta nova técnica pode vir a substituir dolorosos enxertos ósseos em muitos casos.

Os investigadores pretendem agora dar início a testes com pacientes, tendo a esperança de começar a utilizar este material de forma regular nos Estados Unidos dentro dos próximos 18 meses.

Os cientistas acreditam que a vantagem da nova técnica em relação aos preenchimentos tradicionais está no processo de endurecimento, sendo que este modelo apresenta a vantagem de apenas endurecer quando entra em contacto com a temperatura do corpo.

"Hoje em dia, além de sofrerem uma cirurgia, os pacientes ficam com uma parte do corpo relativamente danificada. O nosso método evitaria isso", explicou Shakesheff, um dos cientistas.
"Acreditamos que podemos apenas inserir uma agulha, levá-la ao ponto certo e injectar o polímero, que então vai preencher a área fracturada e endurecer em poucos minutos. Depois, as células ósseas em redor sobrevivem e conseguem recompor o tecido", acrescenta o investigador.

Pedro Santos

http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2008/12/081208_ossoinjetavelml.shtml

Gripe: Metade da dose da vacina pode ser igualmente eficaz

Investigadores norte-americanos afirmam que os adultos até aos 50 anos de idade não aparentam ter uma resposta imunitária diferente entre dose inteira e metade da dose da vacina para a gripe

As descobertas vieram sugerir que metade da dose na vacinação de adultos saudáveis pode ser igualmente eficaz em alturas de escassez da vacina.

Os investigadores realizaram um estudo clínico aleatório em adultos com idades compreendidas entre os 18 e os 64 anos. No período entre Novembro e Dezembro de 2004, 554 adultos foram administrados com as doses totais da vacina para a influenza, e 556 com metade da dose.

Todos tinham sido vacinados durante os últimos 3 anos. Amostras de sangue foram analisadas antes e 21 dias após a vacinação para serem realizados testes nos anticorpos contra a influenza, e a resposta dos pacientes aos sintomas da doença foram registados durante esse período.

“A resposta por parte dos pacientes a metade da dose da vacina não foi, de forma substancial, inferior à dose completa, especialmente nos pacientes entre os 18 e os 49 anos de idade”, afirmaram os autores em comunicado. “Estes dados vieram sugerir que é possível reduzir as doses da vacina em caso de escassez da mesma”, acrescentaram.

Pedro Santos

http://www.upi.com/Health_News/2008/12/09/Half-dose_of_flu_shot_effective/UPI-93781228805140/

FDA aprova administração da vacina Boostrix em adultos

A agência reguladora norte-americana (FDA) decidiu aprovar a utilização da vacina Boostrix contra o tétano, difteria e pertússis (tosse convulsa) em pacientes com idades compreendidas entre os 19 e os 64 anos.

Segundo a GlaxoSmithKline, este produto, cuja utilização já havia sido autorizada como uma injecção para fortalecer a imunidade do organismo em adolescentes e pré-adolescentes a partir dos 10 anos de idade, tem agora o mesmo alcance de qualquer vacina disponível para a tosse convulsa.

A companhia farmacêutica adiantou ainda que a aprovação por parte da FDA surgiu após dois testes clínicos que envolveram 3 mil pacientes, com idades entre os 19 e os 64, e que foram administrados com a vacina.

A tosse convulsa é uma infecção muito contagiosa causada pela bactéria Bordetella pertussis, provocando ataques de tosse que normalmente acabam numa inspiração prolongada, profunda e que emite um som agudo (convulsa).

A doença pode ser contraída em qualquer idade, mas em metade dos casos ocorre em crianças com menos de 4 anos. Um ataque de tosse convulsa nem sempre garante uma imunidade para toda a vida, mas o segundo ataque, quando ocorre, costuma ser ligeiro e nem sempre se reconhece como tal.

Pedro Santos

http://www.firstwordplus.com/Fws.do?articleid=A0BE65339F514ED7A7E2F39BAE1A1E9E
http://www.manualmerck.net/?url=/artigos/%3Fid%3D285%26cn%3D1510

Selénio pode ajudar a proteger contra cancro da bexiga

Resultados de um estudo, publicados na revista “Cancer Prevention Research”, revelaram que o mineral selénio pode desempenhar um papel preventivo em determinados tipos genéticos de cancro da bexiga, ou em determinadas populações.

A Dra. Margaret R. Karagas, da Faculdade de Medicina de Dartmouth, em New Hampshire, e colegas analisaram as concentrações de selénio nas unhas dos pés de 767 pessoas recentemente diagnosticadas com cancro da bexiga e de 1.108 pessoas da população geral.

Os investigadores descobriram que a concentração média de selénio nas unhas era significativamente mais baixa entre os pacientes com cancro da bexiga do que nas pessoas da população geral. Mas, no geral, uma concentração mais elevada de selénio não foi significativamente associada a um menor risco de cancro da bexiga.

Contudo, houve uma significativa associação inversa entre o selénio e o cancro da bexiga em subgrupos específicos. Nomeadamente, as mulheres, os fumadores moderados e as pessoas com tumores que contêm uma proteína denominada p53 apresentaram reduções significativas, de 34 por cento, 39 por cento e 43 por cento, respectivamente, do risco de cancro da bexiga com elevadas taxas de selénio.

Os investigadores referiram que dados experimentais indicam potenciais efeitos anti-carcinogénicos do selénio, mas os mecanismos moleculares exactos continuam a ser desconhecidos.

Por último, se for verdade que o selénio pode ajudar a prevenir que um determinado subgrupo de indivíduos, como as mulheres, desenvolva cancro da bexiga, ou ajude a prevenir o desenvolvimento de determinados tipos de tumores, como aqueles que evoluem a partir do caminho p53, isto fornece pistas sobre como os tumores podem ser prevenidos no futuro. Além disso, potencialmente pode levar a tratamentos que podem prevenir o cancro da bexiga.

Isabel Marques

Fontes:
www.reutershealth.com/archive/2008/12/08/eline/links/20081208elin027.html

Vitamina K ajuda a reduzir resistência à insulina em homens mais idosos

Um novo estudo descobriu que a vitamina K ajuda a retardar o desenvolvimento da resistência à insulina em homens mais idosos, mas o efeito parece não ser o mesmo para as mulheres.

O estudo de três anos, desenvolvido por investigadores do Centro de Pesquisa de Nutrição Humana e Envelhecimento Jean Mayer USDA, da Universidade de Tufts, em Boston, incluiu 355 homens e mulheres não diabéticos com idades entre os 60 e os 80 anos.

Um grupo tomou diariamente multivitaminas contendo 500 microgramas de vitamina K (5 vezes acima dos níveis recomendados), juntamente com um suplemento de cálcio e vitamina D. O grupo de controlo não tomou quaisquer suplementos de vitamina K, mas recebeu as multivitaminas e o suplemento de cálcio e vitamina D. Ambos os grupos foram aconselhados a continuar as suas dietas alimentares normais.

No final do estudo, publicado na “Diabetes Care”, os homens que receberam vitamina K melhoraram a resistência à insulina e tinham os níveis de insulina no sangue mais baixos, comparativamente aos homens do grupo de controlo.

De acordo com a investigadora principal, a Dra. Sarah Booth, os homens que receberam os suplementos de vitamina K apresentaram uma menor progressão da sua resistência à insulina, no final do ensaio clínico. Por outro lado, foi observada uma progressão da resistência à insulina nas mulheres que receberam os suplementos de vitamina K, assim como nos homens e mulheres que não receberam estes suplementos.

O peso pode explicar a razão pela qual a vitamina K não pareceu melhorar a resistência à insulina nas mulheres mais idosas. A Dra. Booth referiu que, no estudo, existia uma maior prevalência de mulheres obesas ou com excesso de peso no grupo dos suplementos de vitamina K, em comparação com os elementos masculino a tomar estes suplementos.

Segundo a investigadora, a vitamina K é armazenada no tecido gordo, pelo que, se existir excesso de gordura, a vitamina K pode não estar prontamente disponível para as células que precisam dela para processar a glicose.

A quantidade de vitamina K contida nos suplementos utilizados neste estudo é atingível através do consumo de uma dieta saudável. As couves-de-bruxelas, os brócolos e os vegetais de folhas verde-escuro, tais como os espinafres e couves, são boas fontes de vitamina K.

A resistência à insulina, um precursor da diabetes, ocorre quando o organismo não consegue utilizar convenientemente a insulina. Como resultado, a glicose acumula-se no sangue. As pessoas com excesso de peso ou obesas têm tendência para desenvolver resistência à insulina, porque o excesso de gordura pode interferir com o funcionamento da insulina.

Isabel Marques

Fontes:
www.nlm.nih.gov/medlineplus/news/fullstory_72475.html

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Fármaco para a epilepsia demonstra-se promissor contra Doença de Alzheimer

Investigadores canadianos descobriram que o fármaco para epilepsia à base de ácido valpróico minimizou os problemas de memória num modelo animal da Doença de Alzheimer.

O Dr. Weihong Song, da Universidade de British Columbia, em Vancouver, e colegas relataram que, em ratos e em culturas de células, o ácido valpróico diminuiu a produção da proteína beta-amilóide, uma proteína no organismo que forma placas amilóides no cérebro, uma característica chave da Doença da Alzheimer.

Os investigadores relataram, na "The Journal of Experimental Medicine”, que o tratamento com ácido valpróico reduziu significativamente a formação de placas e melhorou os problemas de memória em ratos com Alzheimer.

O Dr. Song referiu que descobriram que se utilizassem o ácido valpróico na fase inicial da Doença de Alzheimer, em ratos, este reduzia a formação de placas e adicionalmente prevenia a morte celular no cérebro e o dano axonal.

Segundo o investigador, o fármaco também melhorou a performance nos testes de memória, realizados pelos animais.

Os investigadores revelaram estar muito entusiasmados com estes resultados, porque agora sabem quando o ácido valpróico deve ser administrado para ser mais efectivo e também sabem como o ácido valpróico está a actuar para prevenir a Doença da Alzheimer.

De acordo com o Dr. Song, actualmente está a decorrer um pequeno ensaio clínico com humanos e espera-se que os resultados estejam disponíveis no próximo ano.

Isabel Marques

Fontes:
www.reutershealth.com/archive/2008/12/05/eline/links/20081205elin029.html

Vitamina E pode ajudar a diminuir inflamação crónica

Investigadores norte-americanos sugerem que a inflamação muscular crónica pode ser diminuída através da toma de vitamina E.

A Dra. Kimberly Huey, da Universidade de Illinois, referiu que a vitamina E pode estar relacionada a uma redução das citoquinas, proteínas que estimulam a resposta imunitária.

No estudo, publicado na “Experimental Physiology”, a Dra. Huey, o Dr. Rodney Johnson e outros colegas observaram o efeito da vitamina E em ratos, que foram injectados com uma dose baixa de lipopolissacarídeo de Escherichia coli para induzir uma inflamação sistémica aguda.

De acordo com a Dra. Huey, os ratos receberam vitamina E durante três dias, antes de lhes ser administrado o equivalente a uma pequena infecção bacteriana sistémica.

Os ratos que receberam a vitamina E tinham menos proteínas oxidadas no tecido muscular do que os que receberam placebo.

A oxidação pode ser deteriorante e, nos músculos, tem sido associada à redução da força muscular. Potencialmente, a redução das proteínas oxidadas pode estar correlacionada a um aumento da força muscular.

A Dra. Huey referiu que alguns dos restantes efeitos foram mistos, devendo-se recordar que isto foi efectuado em modelos animais, mas que a vitamina E pode ser benéfica para pessoas com inflamação crónica, tais como idosos, pacientes com diabetes tipo 2 ou com insuficiência cardíaca crónica.

Isabel Marques

Fontes:
www.upi.com/Health_News/2008/12/04/Vitamin_E_may_lessen_chronic_inflammation/UPI-71681228441626/

domingo, 7 de dezembro de 2008

Fumo passivo afecta fertilidade feminina

Investigadores norte-americanos sugerem que as mulheres expostas a fumo passivo tem uma probabilidade superior de virem a ter problemas de infertilidade ou realizarem aborto espontâneo

Os cientistas realizaram análises epidemiológicas em mais de 4800 mulheres não fumantes e que eram expostas a fumo passivo durante seis ou mais horas por dia, como crianças ou em idade adulta, chegando à conclusão que as mesmas tinham 68% de probabilidade superior de virem a ter dificuldade em engravidar ou mesmo de terem um ou mais abortos espontâneos.

O estudo revelou que quatro em cada cinco mulheres relataram terem sido expostas a fumo passivo durante as suas vidas. Metade delas cresceu em ambientes de fumo, com pais fumadores, enquanto dois terços delas afirmaram terem sido expostas ao fumo durante o tempo em que este estudo foi conduzido.
Segundo o estudo, mais de 40% daquelas mulheres teve dificuldades em engravidar, muitas delas tiverem mesmo vários abortos espontâneos, alguns consecutivos.

"Estas estatísticas são surpreendentes e apontam para outro problema relativo à exposição de fumo passivo", afirmou Luke Peppone, um dos investigadores.

Pedro Santos

http://www.upi.com/Health_News/2008/12/05/Secondhand_smoke_hurts_female_fertility/UPI-37471228536639/

Farmacêuticas enumeram passos para reduzir custos de medicamentos

Como forma de atenuar as dificuldades financeiras devido aos inúmeros pacientes que levantam receitas médicas, duas farmacêuticas norte-americanas resolveram sugerir sete passos como forma de reduzir os gastos em medicamentos de prescrição.

1. Tem mais do que precisa?
Em resposta à questão "Tem mais do que precisa?", Stefanie Ferreri e Jena Ivey, ambas farmacêuticas e professoras, aconselham a revisão de toda a terapêutica com o médico ou farmacêutico por forma a garantir se de facto todos os medicamentos são necessários.
Segundo as farmacêuticas, as pessoas continuam a adquirir fármacos mesmo quando já não têm necessidade dos mesmos, podendo acabar a tomar vários medicamentos para a mesma condição.

2. Opte por genéricos
A aquisição de medicamentos genéricos é outro dos aspectos mencionados. Segundo Ferreri, estes medicamentos são tão eficazes como os medicamentos de marca, com a vantagem de serem 30 a 80% mais baratos.

3. Opções mais baratas
Segundo as autoras das sugestões, os médicos nem sempre estão a par dos preços dos medicamentos que prescrevem ou, então, podem sentir-se desconfortáveis em falar com os pacientes sobre questões monetárias.
Desta forma, "as pessoas devem informar os seus médicos quando considerarem um medicamento demasiado dispendioso e solicitar alternativas. Mesmo que não exista o equivalente genérico de um determinado fármaco, poderá haver um medicamento semelhante que possui um equivalente mais acessível", referiu Ferreri.

4. Compare preços
"Só porque um local tem um determinado medicamento a melhor preço, não significa que o mesmo espaço disponibilize preços acessíveis para os restantes produtos", afirmou Ivey. "Já observei preços de medicamentos de marca variarem de forma significativa de farmácia para farmácia", acrescentou.

5. Gestão de compras
As farmacêuticas sugerem que a compra de vários compridos de uma só vez pode baixar o custo por dose, ou seja, enquanto um abastecimento para 30 dias custa 4 dólares, um abastecimento para 90 dias custa apenas 10 dólares e não 12.
No entanto, as especialistas previnem que um abastecimento para 30 dias pode tornar-se num desperdício quando se experimenta um novo medicamento, pois o mesmo pode ser ineficaz ou apresentar efeitos adversos.

6. Cuidado com as "borlas"
Ainda que os médicos possam ter amostras gratuitas de determinados medicamentos, estas podem não ser a melhor opção. "As companhias farmacêuticas tendem a providenciar aos clínicos as últimas novidades, que podem ou não ser melhores face às antigas versões", alertam as autoras.

7. Corte literalmente nos custos
Comprar comprimidos de doses mais elevadas e dividi-los em dois pode ser uma opção eficaz para as pessoas que pretendem ver reduzida a sua factura farmacêutica.
No entanto, as professoras aconselham as pessoas a informarem-se junto do seu médico ou farmacêutico antes de adoptarem esta prática, porque muitos produtos, como as cápsulas, não podem ser divididos em casa de forma segura.

Pedro Santos

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Ezetimiba e estatinas apresentam resultados positivos para aterosclerose

Uma análise de dados de um estudo para a diabetes tipo 2 demonstrou que o tratamento com estatinas isoladamente, ou combinadas com ezetimiba, para atingir níveis agressivamente baixos de “mau colesterol” (LDL), resultou numa regressão semelhante da espessura da íntima-média da artéria carótida, em ambos os grupos.

O estudo de 36 meses envolveu 427 pacientes com diabetes tipo 2 e sem antecedentes de eventos cardiovasculares. Os pacientes receberam tratamento com estatinas, ou estatinas mais ezetimiba, para baixar os níveis de colesterol das proteínas de baixa densidade (LDL), conhecido como o "mau colesterol", para um objectivo agressivo de 70 mg/dl ou objectivo standard de 100 mg/dl.

Os resultados, publicados na “Journal of the American College of Cardiology”, demonstraram que, no grupo dos pacientes que receberam tratamento agressivo, os que tomaram ezetimiba mais estatinas atingiram uma redução da espessura da artéria carótida de 0,025 milímetros, em comparação com uma redução média de 0,012 milímetros para aqueles que tomaram apenas estatinas. No grupo do tratamento standard, a espessura da artéria carótida média aumentou 0,039 milímetros.

Relativamente aos benefícios de adicionar ezetimiba, o investigador principal, o Dr. William Howard, referiu que ambos os grupos do tratamento agressivo atingiram um grau muito semelhante de regressão da espessura da íntima-média da artéria carótida. Contudo, se não tivesse sido adicionada a ezetimiba, os pacientes não teriam atingido o objectivo em termos de colesterol LDL e, assim, não teriam alcançado esse grau de regressão.

Isabel Marques

Fontes:

www.firstwordplus.com/Fws.do?articleid=4C2695E261964F7AA4BAC342331D8AFD

Dieta rica em hidratos de carbono benéfica para distúrbio muscular raro

Resultados de um pequeno estudo indicaram que uma dieta rica em hidratos de carbono, em vez de proteínas, melhora a capacidade de praticar exercício físico das pessoas com doença de McArdle.

Dois pequenos estudos anteriores tinham sugerido que uma dieta rica em proteínas poderia ser benéfica para os pacientes com doença de McArdle.

No estudo actual, o Dr. S. T. Andersen e o Dr. John Vissing, da Universidade de Copenhaga, na Dinamarca, examinaram comparativamente os efeitos de uma dieta rica em hidratos de carbono e de uma dieta risca em proteínas na tolerância do exercício físico, em sete adultos com doença de McArdle. Os pacientes seguiram aleatoriamente uma das duas dietas durante três dias, tendo-se exercitado numa bicicleta estacionária após a dieta.

Os investigadores descobriram que a performance no exercício físico foi melhor com a dieta rica em hidratos de carbono do que com a dieta rica em proteínas. Por exemplo, o ritmo cardíaco e o esforço percebido foram consistentemente mais baixos, e o consumo máximo de oxigénio foi 25 por cento mais elevado nos pacientes da dieta com hidratos de carbono, em comparação com os da dieta com proteínas.

Este estudo, publicado na ediçao de Dezembro da “Journal of Neurology, Neurosurgery, and Psychiatry”, sugere que os pacientes com doença de McArdle devem ser mantidos numa dieta com um elevado conteúdo de hidratos de carbono para melhorarem a sua capacidade de tolerar o exercício físico.

A doença de McArdle é um distúrbio muscular metabólico. As pessoas que sofrem desta doença são incapazes de produzir uma enzima chamada fosforilase muscular, que é importante na produção da fonte de energia requerida pelos músculos para o exercício físico.

As pessoas com doença de McArdle desenvolvem dores musculares graves e fadiga nos primeiros minutos da prática de exercício físico, frequentemente seguidos por espasmos musculares graves se continuarem a exercitar.

Isabel Marques

Fontes:
www.reuters.com/article/healthNews/idUSTRE4B265T20081203

Comprimidos de combinação para a hipertensão mais efectivos do que diuréticos

Um estudo revelou que um comprimido que contém dois fármacos para a pressão sanguínea foi mais efectivo, do que uma estratégia baseada em diuréticos, na redução do risco de problemas cardiovasculares graves e morte em pessoas com hipertensão.

No estudo, que envolveu mais de 11 mil pacientes dos Estados Unidos, Suécia, Noruega, Dinamarca e Finlândia, os pacientes receberam um comprimido contendo benazepril (um inibidor da enzima de conversão da angiotensina) e amlodipina (um bloqueador dos canais de cálcio) ou um comprimido contendo benazepril e hidroclorotiazida (um tipo de diurético).

Ambos os comprimidos de combinação ajudaram a reduzir a pressão sanguínea em mais de 75 por cento dos pacientes, mas os que tomaram o primeiro comprimido (benazepril+amlodipina) apresentaram menos 20 por cento de eventos cardiovasculares do que aqueles que tomaram o outro comprimido de combinação com o diurético.

O estudo, publicado na “The New England Journal of Medicine”, definiu os eventos cardiovasculares como mortes cardiovasculares, ataques cardíacos, acidentes vasculares cerebrais (AVC), hospitalizações devido a angina instável e tratamentos para reabrir as artérias coronárias bloqueadas.

O investigador principal, o Dr. Kenneth Jamerson, professor de Medicina Interna na Faculdade de Medicina da Universidade do Michigan, referiu que este estudo demonstrou que mudar os pacientes para um único comprimido de combinação significou que o dobro conseguiu atingir o objectivo de pressão sanguínea, independentemente da terapia anterior.

A pressão sanguínea elevada aumenta o risco de AVC, ataque cardíaco, insuficiência cardíaca e outros problemas do coração. Os fármacos podem ajudar a controlar a pressão sanguínea, mas muitos pacientes têm dificuldade em tomar a medicação múltipla que necessitam, pelo que foram desenvolvidos os comprimidos de combinação.

Isabel Marques

Fontes:
www.nlm.nih.gov/medlineplus/news/fullstory_72379.html