quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Cancro do colo do útero: Governo vai adquirir 400 mil doses de vacinas

Segundo um anúncio realizado pela ministra da Saúde no final da reunião do Conselho de Ministros, o Governo vai gastar no próximo ano 17 milhões de euros, destinados para a compra de 400 mil doses de vacinas para a prevenção do cancro do colo do útero.

“Vamos continuar o programa de vacinação contra o vírus do papiloma humano iniciado este ano. Em 2009, vamos vacinar não só as jovens que fazem 13 anos (nascidas em 1996), assim como iniciar as jovens nascidas em 1992, que no próximo ano farão 17 anos”, afirmou Ana Jorge.

A ministra afirmou ainda em conferência de imprensa que o Ministério das Finanças já deu autorização para que a despesa seja realizada, de forma a poderem ser adquiridas as 400 mil doses de vacinas, colocando desta forma Portugal em segundo lugar a nível europeu no que concerne à prevenção da doença.

Ana Jorge defendeu que a actuação do Governo faz parte de um programa de luta contra o cancro do colo do útero através da vacinação dos grupos de jovens nos quais a vacina será mais eficaz.
“Juntamente com esta vacinação, em 2009 será alargado a todo o país o rastreio do cancro do colo do útero, que é a medida mais eficaz em relação aos grupos não abrangidos pela vacina”, acrescentou.

Ainda segundo a ministra da Saúde, com estas decisões o executivo “cumpre o objectivo de combater e prevenir um dos cancros mais frequentes nas mulheres”.

Pedro Santos

http://tsf.sapo.pt/PaginaInicial/Portugal/Interior.aspx?content_id=1064898

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Álcool moderado pode reduzir risco da doença de Alzheimer

Investigadores norte-americanos afirmam que os consumidores de álcool a nível moderado podem reduzir o risco de contrair Alzheimer e outras doenças cognitivas

Os investigadores examinaram 44 estudos, notando que em mais de metade deles os consumidores de vinho, cerveja e outros licores a nível moderado reduziam os riscos de demência comparativamente aos restantes.

“O álcool é uma faca de dois gumes”, afirmou Michael Collins, um dos investigadores. “Os danos patológicos devido ao abuso do álcool são bem conhecidos, mas o consumo leve ou moderado da bebida pode ter alguns benefícios para a saúde”, acrescentou o investigador.

O estudo definiu o consumo moderado de álcool como sendo uma bebida ou menos por dia, para as mulheres, e uma ou duas bebidas por dia ou menos para os homens.
Os investigadores acrescentaram ainda outros factores que podem reduzir o risco da demência, como a prática de exercício físico, chá verde, dieta mediterrânea rica em frutos, vegetais, cereais, feijões, nozes e sementes.

Pedro Santos

http://www.upi.com/Health_News/2008/12/30/Moderate_alcohol_may_cut_Alzheimers_risk/UPI-88861230615480/

Vendas de produtos antitabaco estão em queda nas farmácias

Segundo a consultora IMS Health, as vendas de medicamentos e produtos antitabaco nas farmácias diminuíram cerca de 15% entre os meses de Janeiro e Outubro de 2007, bem como no mesmo período em 2008, representando queda de meio milhão de euros de receitas. No entanto, entre 2007 e 2008, os portugueses gastaram seis milhões de euros em fármacos, pastilhas de nicotina ou adesivos indicados para o combate deste vício.

Os medicamentos utilizados para este fim bloqueiam parcialmente os receptores de nicotina no cérebro, ajudando a reduzir os sintomas provocados pela abstinência.
Quanto às pastilhas e adesivos, ambos de nicotina, minimizam os sintomas de abstinência como a irritabilidade.

Os dados revelam ainda uma queda de vendas de 21% entre 2006 e 2007, apesar da lei que proíbe o fumo em locais de trabalho e recintos públicos fechados apenas ter entrado em vigor a 1 de Janeiro de 2008.

No entanto, estes dados não significam que as pessoas estão a deixar de fumar, como afirma António Vaz, director do Centro de Estudos de Medicina Baseada na Evidência, da Faculdade de Medicina de Lisboa.
“Entre os tratamentos de cessação tabágica há abordagens diferentes das farmacológicas, como as psicológicas”, refere.

Segundo o especialista, estes dados não são por si só reveladores, existindo muitos pacientes que não compram os medicamentos ou tomam-nos de forma incorrecta, pelo que as estatísticas deveriam ser complementadas com mais elementos, como dados sobre idade, sexo e doenças.

Um estudo divulgado em Novembro e coordenado por Lourdes Barradas, responsável pela consulta antitabágica do Instituto Português de Oncologia de Coimbra, afirma que apenas 7% dos fumadores consegue deixar o tabaco sem ajuda médica e que ao fim de um ano continuam abstinentes.

Pedro Santos

http://www.correiomanha.pt/noticia.aspx?contentid=D487E3E0-78AE-4442-9D2D-5D28C9B9E239&channelid=F48BA50A-0ED3-4315-AEFA-86EE9B1BEDFF

Ter atenção aos ossos é importante nas mulheres com lúpus

Investigadores indicaram que, para as mulheres na pré-menopausa a tomar esteróides para o Lúpus, devem ser considerados diversos tratamentos que preservam a densidade mineral óssea, de modo a prevenir a osteoporose, que fragiliza os ossos.

De acordo com o Dr. Swan S. Yeap, da Universidade da Malásia, em Kuala Lumpur, quer seja devido ao tratamento com corticosteróides, quer seja devido ao Lúpus em si, a osteoporose está a ser cada vez mais diagnosticada nos pacientes com a doença.

A equipa de investigadores avaliou as alterações na densidade mineral óssea (DMO), ao longo de dois anos, em 98 mulheres na pré-menopausa com Lúpus a fazer terapia de longo prazo com esteróides e a tomar, ao mesmo tempo, apenas cálcio, cálcio mais calcitriol (a forma activa da vitamina D) ou cálcio mais o fármaco alendronato (Fosamax), que fortalece os ossos.

As mulheres que tomaram cálcio mais alendronato apresentaram aumentos significativos na densidade mineral óssea, tanto na espinha lombar, de 2,69 por cento, como na anca, de 1,41 por cento.

Em contraste, não houve alterações significativas nem no grupo que tomou apenas cálcio, nem no grupo que tomou cálcio mais calcitriol, com excepção de uma redução de 0,93 por cento na DMO da anca no grupo a tomar apenas cálcio.

Os investigadores, na edição de Dezembro da “Journal of Rheumatology”, concluíram que, nas mulheres na pré-menopausa a tomar esteróides para o Lúpus, a densidade mineral óssea pode ser preservada ou aumentada com terapia profilática.

O Lúpus, também denominado Lúpus Eritematoso Sistémico (LES), é uma doença auto-imune crónica, na qual o sistema imunitário pode confundir os tecidos saudáveis e estranhos e, por vezes, atacar ambos, com episódios de inflamação nas articulações, tendões e outros tecidos conjuntivos e órgãos.

Verifica-se uma inflamação de diversos tecidos e órgãos numa diversidade de pessoas, indo o grau da doença de ligeiro a debilitante, dependendo da quantidade e da variedade de anticorpos que aparecem e dos órgãos interessados. Cerca de 90 por cento das pessoas com lúpus são mulheres dos 20 aos 30 anos, mas também pode aparecer em crianças (sobretudo de sexo feminino), homens e mulheres de idade avançada.

Isabel Marques

Fontes:
www.reuters.com/article/healthNews/idUSTRE4BP23S20081226
www.manualmerck.net/?url=/artigos/%3Fid%3D77%26cn%3D773

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Médico australiano afirma ter criado o vinho mais saudável do mundo

O seu nome é Philip Norrie, e é um médico especialista nas propriedades terapêuticas do vinho. Durante a sua carreira observou vários pacientes que morreram de doenças que, segundo ele, poderiam ser prevenidas. Depois disso, estudou e patenteou um tipo de vinho medicinal.

A fórmula consiste em adicionar doses extra de um polifenol antioxidante conhecido como resveratrol, extraído a partir da casca da uva.
Por cada litro de vinho é adicionado até 100 vezes mais de resveratrol do que o normal. Segundo o especialista, esta dose adicional permite ao vinho “limpar” as artérias sanguíneas, para além de ajudar na prevenção de ataques cardíacos, derrames e diabetes em 50%.

“A concentração do antioxidante é colocada dentro da garrafa de vinho antes do lacre”, afirmou.

O resveratrol já é conhecido devido às suas propriedades para combater problemas cardíacos, como limpar depósitos de gordura nas artérias, embora seja geralmente encontrado em apenas pequenas quantidades no vinho, de três a seis miligramas por litro nos vinhos tintos e apenas um miligrama nos brancos.

Ainda segundo o médico, aqueles que gostam de um bom vinho não notam a diferença no gosto nem no aroma da bebida.
“Os consumidores têm apenas que continuar a sua rotina, bebendo geralmente de duas taças, para mulheres, e de três ou quatro, para os homens”, acrescentou.

No entanto, especialistas alertam que é preciso evitar beber quantidades excessivas de resvertarol pois ainda não são conhecidos os seus efeitos a longo prazo.

Pedro Santos

http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2008/12/081218_vinhosaude_gv.shtml

Excesso de cafeína durante a gravidez pode ser prejudicial ao coração

Estudo norte-americano efectuado em ratos demonstra que uma dose de cafeína (correspondente a duas chávenas de café) ingerida durante a gravidez pode reduzir as funções do coração do bebé durante a sua vida

Segundo Scott Rivkees, da Universidade de Yale, nos Estados Unidos, apesar do estudo ter sido efectuado em ratos, é plausível que os mesmos efeitos aconteçam em humanos.

“Os nossos estudos aumentam as preocupações sobre a exposição a cafeína durante as fases iniciais da gestação, embora sejam necessários mais estudos para averiguar a segurança da cafeína durante a gravidez”, afirmou Scott Rivkees em comunicado.

Os investigadores estudaram quarto grupos de ratos durante a gravidez destes consoante duas condições durante o período de 48 horas. Um dos grupos, estudado em exposição ao ambiente do local, foi administrado com cafeína, e o outro administrado com uma solução de salina.
O segundo agrupamento de grupos foi estudado em condições onde os níveis de oxigénio estavam a metade, com um dos grupos a receber a cafeína e outro a solução de salina.

O estudo revelou que em ambas as circunstâncias, os ratos que foram administrados com cafeína produziam embriões com camadas de tecido que envolvem o coração mais finas que os que não tinham sido administrados com a substância.

A pesquisa revelou ainda que os machos adultos expostos à cafeína quando eram fetos tinham um aumento da gordura corporal de 20% e uma descida da função cardiovascular comparativamente aos que não tinham sido expostos à substância.

Pedro Santos

http://www.upi.com/Health_News/2008/12/26/Caffeine_when_pregnant_may_damage_heart/UPI-34511230316345/

Antidepressivo fluoxetina pode melhorar quimioterapia contra o cancro do cólon

Investigadores da Universidade de Tel Aviv referiram que o popular antidepressivo fluoxetina pode aumentar o efeito do fármaco anticancerígeno doxorrubicina utilizado no tratamento do cancro do cólon.

O estudo confirma que o antidepressivo à base de fluoxetina, vulgarmente conhecido como Prozac, mas também comercializado como Psipax, Selectus ou em diversas versões genéricas, prescrito regularmente para aliviar os problemas emocionais dos pacientes com cancro, também ajuda a aumentar o efeito do fármaco oncológico doxorrubicina para o cancro do cólon em mais de mil por cento.

Segundo os investigadores, o antidepressivo fluoxetina actuou ao bloquear a saída do fármaco anticancerígeno do interior das células cancerígenas e ao impedir o envenenamento das células saudáveis que estão à volta.

De acordo com o investigador principal, o Dr. Dan Peer, a boa notícia é que a comunidade médica não precisa de esperar, pois o antidepressivo fluoxetina pode ser utilizado para este propósito imediatamente.

Contudo, as descobertas, publicadas na “Cancer Letters”, sugerem que a combinação do antidepressivo fluoxetina com fármacos utilizados na quimioterapia, para reduzir a resistência a estes medicamentos, necessita de mais estudos clínicos.

Isabel Marques

Descoberta nova forma de transmissão do VIH de homens para mulheres

Investigadores da Universidade Northwestern, em Chicago, revelaram que descobriram uma forma crítica através da qual um homem pode transmitir o vírus do VIH para uma mulher.

Os investigadores demonstraram que o vírus do VIH pode penetrar o tecido vaginal saudável e normal de uma mulher, atingindo uma profundidade onde pode ganhar acesso às células imunitárias.

De acordo com o investigador principal, o Dr. Thomas Hope, este é um resultado inesperado e importante. Agora tem-se uma nova compreensão de como o VIH pode invadir o tracto genital feminino.

Durante muito tempo pensou-se que o revestimento normal do tracto vaginal era uma barreira efectiva contra a invasão do vírus VIH, durante as relações sexuais, e que o vírus do VIH não conseguia penetrar o tecido.

O Dr. Hope, os seus colegas da Universidade Northwestern e os colaboradores da Universidade de Tulane, em Nova Orleães, descobriram que a pele vaginal interior é vulnerável à invasão do VIH, a um nível onde ocorre naturalmente a descamação e mudança das células da pele, um ponto no qual as células não estão tão firmemente ligadas umas às outras.

Estas descobertas foram apresentadas no 48º encontro anual da Sociedade Americana de Biologia Celular, em San Francisco.

O Centro de Prevenção e Controlo de Doenças norte-americano, em Atlanta, estima que tenha ocorrido 56,300 novas infecções por VIH, em 2005, tendo relacionado 31 por cento do total a contactos heterossexuais de alto risco.

Isabel Marques

Fontes:
www.upi.com/Health_News/2008/12/25/New_way_men_can_transmit_HIV_to_women/UPI-84641230265977/

Programas de grupo podem ajudar as crianças obesas a perder peso

Investigadores norte-americanos referiram que programas de tratamento baseados em grupos podem ajudar as crianças obesas a perder peso.

O estudo, publicado na “Archives of Pediatric and Adolescent Medicine”, descobriu que, após seis meses, as crianças num programa de tratamento de gestão do peso tinham menos 4 por cento de excesso de peso, enquanto as crianças do grupo de controlo tinham cerca de mais 3 por cento de excesso de peso.

Os investigadores da Universidade da Florida, em Gainesville, revelaram que, embora as alterações de peso pareçam modestas, a perda de peso das crianças aproximou-se da quantidade demonstrada por investigações anteriores, resultando em melhorias nos níveis de lípidos e de açúcar no sangue.

De acordo com o investigador principal, o Dr. David Janicke, quando se trabalha com crianças é importante introduzir lentamente alterações ao estilo de vida e torná-las divertidas, se não elas podem começar a opor resistência. Fazer grandes alterações nas suas dietas pode levar a hábitos pouco saudáveis, como saltar refeições, distúrbios alimentares ou ganhar peso.

O estudo incluiu 93 crianças, com idades entre os 8 e os 14 anos, que tinham um Índice de Massa Corporal (IMC) acima do percentil 85 para a idade e sexo, tendo sido consideradas como tendo excesso de peso ou sendo obesas com base nas tabelas de crescimento.

Isabel Marques

Fontes:
www.upi.com/Health_News/2008/12/26/Group_programs_may_help_kids_lose_weight/UPI-22641230274649/

domingo, 28 de dezembro de 2008

Distúrbios de ansiedade nas crianças devem ser tratados

Os distúrbios de ansiedade nas crianças e adolescentes devem ser reconhecidos e tratados, segundo refere um pedopsiquiatra do Centro Médico Southwestern da Universidade do Texas.

O Dr. Graham Emslie relatou que os distúrbios de ansiedade nas crianças e adolescentes devem ser reconhecidos e tratados para ajudar a prevenir o insucesso escolar, o abuso de substâncias e os distúrbios mentais na idade adulta.

Num editorial publicado na edição de 25 de Dezembro da “The New England Journal of Medicine”, o Dr. Emslie chama a atenção para o facto das crianças necessitarem de ser tratadas para os distúrbios de ansiedade e recomenda que sejam integradas evidências empíricas nas directrizes de tratamento.

De acordo com o Dr. Emslie, os distúrbios de ansiedade podem fazer com que as crianças evitem situações sociais e marcos de desenvolvimento apropriados para a idade. Além disso, o ciclo de evitamento pode levar a menos oportunidades para desenvolver as competências sociais necessárias para o sucesso mais tarde na vida. O tratamento poderá ajudar as crianças a aprenderem capacidades saudáveis para lidarem com as situações.

Cerca de 20 por cento das crianças e adolescentes são afectados por preocupações persistentes e excessivas que se podem manifestar como um distúrbio de ansiedade generalizado, distúrbio de ansiedade de separação e fobia social.

Só recentemente é que a comunidade de especialistas em saúde mental reconheceu que os distúrbios de ansiedade na idade adulta têm as suas origens na infância.

Isabel Marques

Fontes:
www.upi.com/Health_News/2008/12/25/Child_anxiety_disorders_should_be_treated/UPI-12281230223157/

Falta de açúcar pode causar Alzheimer

Investigadores norte-americanos afirmam que a diminuição do açúcar para o sangue no cérebro pode ser uma das causas da doença de Alzheimer

O estudo revelou que a diminuição do fluxo do sangue, cujo impulso é dado pelo açúcar, priva a energia do cérebro, impedindo o processo de produção de proteínas, algo que é apontado pelos investigadores como a causa da doença de Alzheimer.
De acordo com o estudo, os cientistas afirmam que é necessário procurar alternativas saudáveis, como a prática de exercício físico, reduzir o colesterol e controlar a pressão arterial, para assim ser possível reduzir a probabilidade da doença se manifestar.

“É uma descoberta importante porque sugere que o aumento de fluxo sanguíneo para o cérebro através do açúcar pode ser uma técnica terapêutica efectiva para a prevenção ou tratamento do Alzheimer”, afirmou Robert Vassar, líder da pesquisa. “Se as pessoas começarem a tratar-se cedo, talvez possam evitar o mal”, acrescentou o investigador.

A doença de Alzheimer é a forma de demência mais comum em pessoas idosas. É uma doença incurável, afectando as regiões do cérebro que envolvem ideias, memória e linguagem.
Este estudo pode ajudar no desenvolvimento de medicamentos para bloquear a formação dessas proteínas, e também das placas beta-amilóides, segundo os cientistas.

Pedro Santos

http://noticias.pt.msn.com/article.aspx?cp-documentid=12265177

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Uma hora a mais de sono reduz risco de problemas coronários

Investigadores norte-americanos afirmam que poucas horas de sono tornam as pessoas mais "resmungonas", podendo levar ao endurecimento das artérias, um dos "passos" para as doenças coronárias

O estudo revelou que foram encontradas artérias calcificadas em 27% daqueles que dormiam menos de 5 horas por noite. Estes dados desciam para 11% quando as pessoas dormiam entre 5 e 7 horas, e 6% para aqueles que dormiam mais de 7 horas por noite.

Segundo Diane Lauderdale, do Centro Médico da Universidade de Chicado, Estados Unidos, o estudo envolveu voluntários saudáveis na casa dos 40 anos de idade. Cerca de 12% deles desenvolveram calcificação das artérias coronárias durante os primeiros 5 anos após o estudo.

"A consistência e magnitude na diferença que constatámos no nosso estudo acabou por ser uma surpresa", afirmou Lauderlade em comunicado. "Também é algo de misterioso. Apenas podemos especular sobre porque é que aqueles com poucas horas de sono dormidas tinham uma probabilidade superior de desenvolver calcificação das artérias coronárias.

Pedro Santos

http://www.upi.com/Health_News/2008/12/24/One_more_hour_of_sleep_lessens_heart_risk/UPI-59801230103612/

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Glaucoma pode "atacar" em qualquer idade

O glaucoma consiste numa designação genética de um grupo de doenças que atingem o nervo óptico, envolvendo a perda de células ganglionares da retina num padrão característico da neuropatia óptica.

Esta condição é normalmente associada a pessoas de uma certa idade, mas segundo os profissionais da área a doença pode aparecer em qualquer idade. Se não for tratado, o glaucoma leva ao dano permanente do disco óptico da retina, causando uma atrofia progressiva do campo visual, que pode progredir para cegueira.

"Não existem sinais de alerta para a doença. Eu tinha uma visão 20/20 e nunca senti dor", afirma AJ DeGeorge, um rapaz de 27 anos que tem vindo a ser tratado para o glaucoma no centro de combate à doença nos Estados Unidos.

"Quando os médicos averiguaram a pressão nos meus olhos repararam que estava muito elevada, e os nervos ópticos também revelaram estar danificados", acrescentou.
AJ DeGeorge foi tratado com medicação, mas teve que recorrer a cirurgia para o olho direito de forma a reduzir a pressão no olho e prevenir mais danos.

"Apesar desta condição ser muito rara nesta idade, penso que a história do AJ demonstra que todos devem realizar exames aos olhos periodicamente", afirmou Olivier, médico especialista na doença.
"Não existe cura para o glaucoma, mas detectar a doença no início é importante para prevenir o risco de perda de visão", acrescentou.

Pedro Santos

http://www.upi.com/Health_News/2008/12/23/Glaucoma_can_strike_at_any_age/UPI-54081230086512/

Despesas com medicamentos diminuem em Portugal

Vendas nas farmácias registam uma quebra de 7,8%

Esta tendência tem vindo a afectar a Indústria Farmacêutica desde Agosto, embora se trate de um valor "atipicamente baixo" para aquele período.
Neste sentido, Rui Santos Ivo, director-executivo da Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica (APIFARMA), considera que esta descida não é apenas um efeito da redução dos preços, como também do corte no consumo por parte dos portugueses.

"A área da Saúde é geralmente das últimas a ser afectadas em cenários de crise, mas uma descida tão substancial está associada também ao consumo", afirmou Rui Santos Ivo. "Isso é ainda mais visível nos medicamentos não comparticipados", acrescentou.

Por outro lado, a nova metodologia de fixação dos preços e a descida imposta nos genéricos também influenciaram esta queda.
A APIFARMA regista um crescimento do mercado de apenas 0,4% nos últimos 11 meses, correspondendo a um total superior a dois mil milhões de euros.

De acordo com o responsável, estes números traduzem uma situação de estagnação e suscitam "preocupação ao nível da evolução de um sector em que é fundamental que haja capacidade para investir na pesquisa".

A associação considera o alargamento do fundo para pagamentos a fornecedores do SNS às dívidas dos hospitais empresa como sendo algo "muito positivo".
Ainda segundo a APIFARMA, em Outubro, havia uma dívida aos laboratórios correspondendo a um total de 814,8 milhões de euros e, ainda que não hajam dados finais para Novembro, a APIFARMA prevê uma subida de 2% da dívida total.

Pedro Santos

Fonte: mail da Netfarma

Dormir bem pode ajudar a manter as artérias limpas

Uma boa noite de sono é benéfica para o coração, na medida em que pode ajudar a diminuir a incidência de calcificação das artérias coronárias, segundo resultados de um estudo publicado na última edição da “Journal of the American Medical Association”.

No estudo, os investigadores descobriram que as pessoas de meia-idade razoavelmente saudáveis que dormiam, em média, mais uma hora por noite do que os outros participantes, apresentavam uma incidência mais baixa de calcificação das artérias coronárias, ou seja, a acumulação de placas calcificadas nestas artérias, que se pensa ser um indício de futura doença cardíaca.

Na investigação actual, a Dra. Diane S. Lauderdale, da Universidade de Chicago, e colegas procuraram evidências de uma associação directa entre o sono e a incidência de calcificação das artérias coronárias, ao longo de cinco anos, em 495 pessoas saudáveis que tinham entre 35 e 47 anos no início.

De acordo com o estudo, um maior tempo de sono foi associado a uma incidência mais baixa de calcificação das artérias coronárias.

A incidência de calcificação das artérias do coração variou entre 6 por cento nos participantes que dormiam mais de 7 horas por noite, 11 por cento entre aqueles que dormiam de 5 a 7 horas por noite, e 27 por cento para aqueles que dormiam menos de 5 horas.

Após o ajuste de diversos factores que poderiam influenciar os resultados, tais como idade, sexo, raça, educação e tabaco, os investigadores descobriram que uma hora a mais de sono por noite diminuiu as probabilidades estimadas de calcificação em 33 por cento.

A Dra. Lauderdale referiu que, embora este único estudo não prove que dormir pouco leva a doença das artérias coronárias, é seguro recomendar, pelo menos, seis horas de sono por noite.

Os factores de risco de calcificação das artérias coronárias incluem reconhecidos factores de risco de doença cardíaca, tais como elevados níveis de açúcar no sangue, pressão sanguínea elevada e ter excesso de peso. Dados recentes sugerem que a quantidade e a qualidade do sono estão ligadas a diversos destes factores de risco.

Isabel Marques

Fontes:
www.reutershealth.com/archive/2008/12/23/eline/links/20081223elin026.html

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Deficiência de vitamina D na gravidez aumenta probabilidade de cesariana

Investigadores norte-americanos revelaram que a deficiência de vitamina D na gravidez aumenta muito a probabilidade de uma mulher ter um parto por cesariana.

Durante o estudo de dois anos, os investigadores da Faculdade de Medicina da Universidade de Boston e do Centro Médico de Boston examinaram a relação entre os níveis de vitamina D nas mulheres grávidas e o parto por cesariana. Quarenta e três das 253 mulheres do estudo, o equivalente a 17 por cento, tiveram os bebés por cesariana.

O estudo, publicado online na “The Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism”, descobriu que 28 por cento das mulheres com níveis séricos de 25-hidroxivitamina D abaixo dos 37,5 nmol/L (nanomoles por litro) realizaram uma cesariana, em comparação com 14 por cento das mulheres com níveis de 25-hidroxivitamina D acima dos 37,5 nmol/L.

O autor do estudo, o Dr. Michael Holick, referiu que, na análise, as mulheres grávidas que tinham deficiência de vitamina D na altura do parto tinham quase 4 vezes mais probabilidade de realizarem uma cesariana do que as mulheres que não tinham falta de vitamina D.

O investigador referiu ainda que investigações anteriores tinham relacionado a deficiência de vitamina D à fraqueza muscular proximal e à performance muscular e força abaixo do nível ideal, o que pode explicar as descobertas.

Isabel Marques

Psicoterapia e antidepressivos são ambos eficazes para a depressão

Investigadores holandeses relataram que as intervenções psicológicas e a terapia com fármacos são ambas efectivas para adultos que sofrem de depressão major, tendo cada uma as suas próprias qualidades.

O Dr. Pim Cuijpers, da Universidade Vrije de Amesterdão, e colegas referiram que um grande número de estudos sugere que tanto as terapias psicológicas como as farmacológicas são efectivas no tratamento de distúrbios depressivos ligeiros a moderados. Contudo, ainda não tinha sido estabelecido definitivamente se ambos os tipos de intervenção são igualmente efectivos.

Para investigar esta questão, os investigadores reuniram dados de 30 estudos comparativos de terapias psicológicas e farmacológicas, envolvendo um total de 3.178 pacientes diagnosticados com distúrbios depressivos. Um total de 1.612 participantes foram tratados com psicoterapia e os restantes 1.566 foram tratados com terapia à base de antidepressivos.

Os investigadores relataram, na “Journal of Clinical Psychiatry”, que a diferença entre as terapias psicológica e farmacológica não foi significativa para a depressão major.

Contudo, os resultados demonstraram que a terapia com antidepressivos foi significativamente mais efectiva do que as intervenções psicológicas no tratamento da distimia, uma forma de depressão ligeira crónica que perdura por um período mais longo, mas que não é tão extrema como outros tipos de depressão.

Enquanto que o tratamento com antidepressivos utilizados normalmente, denominados inibidores selectivos da recaptação da serotonina, foi significativamente mais efectivo do que o tratamento psicológico, a terapia com outros antidepressivos não diferiu significativamente das psicoterapias.

Os investigadores também descobriram que a taxa de desistência foi significativamente mais baixa nos tratamentos psicológicos, em comparação com os tratamentos com fármacos.

Isabel Marques

Fontes:
www.reutershealth.com/archive/2008/12/23/eline/links/20081223elin027.html

Obesidade aumenta o risco Linfedema derivado de cancro

Segundo investigadores, a tumefação de algum órgão do corpo decorrente da perturbação ou obstrução na circulação linfática, uma condição conhecida como linfedema, é mais comum em mulheres obesas ou com excesso de peso comparativamente aquelas com peso normal.

Esta condição é considerada comum, e normalmente desenvolve-se após cirurgia mamária devido à remoção ou danos nos nódulos linfáticos. Radiação derivada da terapia, infecções pós-operatórias e a idade também são factores a ter em conta.

O estudo baseou-se em 193 sobreviventes de cancro da mama. A equipa de investigadores descobriu que o risco de linfedema era entre 40 a 60% superior em mulheres com excesso de peso ou obesas, comparativamente a mulheres com peso normal.

Este risco é especialmente elevado em mulheres obesas ou com excesso de peso que experienciaram inchaços pós-operatórios depois da cirurgia.
De acordo com a análise dos cientistas, cerca de dois terços das sobreviventes do cancro da mama apresentam um risco de desenvolveram linfedema nos primeiros 30 meses após a operação.

"O linfedema tem um impacto profundo na saúde e no bem-estar, mas na maioria das vezes não é diagnosticado nem tratado pelos médicos e pacientes", afirmou Jane M. Armer, uma das investigadoras.

Um estudo anteriormente realizado já havia revelado que as mulheres que experienciaram esta condição após o tratamento de cancro da mama acabam por sofrer em silêncio. Outras acabam por não seguir os conselhos para tratamento dos seus médicos ou procuram outras alternativas sem o discutirem com o seu responsável de saúde.

Pedro Santos

http://www.nlm.nih.gov/medlineplus/news/fullstory_73037.html

Passeios na natureza mais revigorantes para a mente do que cenários urbanos

Investigadores norte-americanos referiram que passear num parque, ou visualizar fotografias da natureza, é mais revigorante mentalmente do que passear num ambiente urbano, ou visualizar fotografias urbanas.

Os psicólogos Marc G. Berman, John Jonides e Stephen Kaplan, da Universidade do Michigan, delinearam duas experiências para testar como as interacções com ambientes naturais e urbanos afectam os processos da atenção e da memória.

Na primeira experiência, um grupo de voluntários inicialmente completou uma tarefa delineada para desafiar a memória e a atenção. Seguidamente, os voluntários deram um passeio num parque ou na baixa da cidade de Ann Arbor, no Michigan. Após o passeio, os voluntários voltaram ao laboratório e foram testados novamente no cumprimento da tarefa inicial.

Na segunda experiência, após os voluntários terem cumprido a tarefa, visualizaram fotografias da natureza ou de ambientes urbanos e, seguidamente, repetiram a tarefa.

Os resultados da primeira experiência demonstraram que a performance na tarefa de memória e atenção melhorou muito depois do passeio pelo parque, mas não melhorou para os voluntários que passear na baixa da cidade.

O estudo, publicado na “Psychological Science”, também descobriu que o grupo que visualizou fotografias da natureza teve uma performance muito melhor na repetição da tarefa do que o grupo que visualizou cenários citadinos.

Isabel Marques

Fontes:

Tratamento da apneia do sono melhora controlo glicémico em diabéticos

Um relatório, publicado na “Journal of Clinical Sleep Medicine”, referiu que a terapia por Pressão Positiva Contínua das Vias Aéreas (CPAP), principalmente utilizada como tratamento da apneia obstrutiva do sono, melhora o controlo glicémico (açúcar no sangue), durante o sono, em pacientes que também têm diabetes tipo 2.

De acordo com o Dr. Arthur Dawson, da Scripps Clinic, na Califórnia, a diminuição média do nível de glicose nocturna nos pacientes diabéticos foi de cerca de 20 mg/dL. A redução foi menor nos pacientes com bom controlo glicémico e muito maior naqueles com mau controlo glicémico.

Esta descoberta sugere que tratar a apneia obstrutiva do sono pode ter um grande impacto na gestão dos diabéticos tipo 2 que, por qualquer razão, não conseguem baixar os níveis de glicose para o ponto ideal.

Os investigadores utilizaram um sistema de monitorização contínua da glicose para medir os níveis de glicose, durante o estudo poligráfico do sono ou polissonografia, em 20 pacientes com diabetes tipo 2 e apneia do sono moderada a grave. Isto foi efectuado antes e depois de quatro a 13 semanas de terapia por Pressão Positiva Contínua das Vias Aéreas.

Após o tratamento por CPAP, os pacientes apresentaram um aumento do tempo total de sono com menos tempo de estado desperto, após o início do sono.

Os níveis de glicose durante o sono foram mais baixos e menos variáveis com o tratamento por CPAP do que antes deste tratamento.

Os níveis médios de glicose durante o sono diminuíram em 10 dos 11 pacientes cujos níveis estavam acima dos 100 mg/dL, mas não diminuíram nos 9 pacientes que tinham níveis abaixo dos 100 mg/dL.

O nível médio de glicose durante 24 horas também diminuiu significativamente durante o tratamento por CPAP, mas a alteração da glicose durante o dia (das 7 às 23 horas) não foi estatisticamente significativo.

A apneia obstrutiva do sono, um dos distúrbios do sono mais comuns, é caracterizada pela interrupção da respiração durante o sono, devido ao bloqueio das vias aéreas, e por um ressonar alto. Esta situação resulta em despertares contínuos durante a noite, levando à privação do sono e à fadiga e sonolência durante o dia.

O tratamento por Pressão Positiva Contínua das Vias Aéreas (CPAP) é um método de ventilação respiratória, no qual um fluxo leve e contínuo de ar é entregue, através de uma máscara flexível colocada por cima do nariz, durante o sono. Isto mantém as vias aéreas abertas e previne episódios de privação de oxigénio (apneia) e subsequente despertar durante a noite.

Isabel Marques

Nova abordagem efectiva para a maioria dos distúrbios alimentares

Investigadores do Reino Unido identificaram um tipo de tratamento que pode ajudar a maioria das pessoas que sofrem de distúrbios alimentares, com resultados duradouros.

Os investigadores desenvolveram uma terapia para tratar os pacientes com distúrbio alimentar não especificado e aqueles com bulimia, denominada terapia cognitivo-comportamental melhorada (Enhanced Cognitive Behavioral Therapy - CBT-E). Em 2004, o Instituto Nacional de Saúde e Excelência Clínica (NICE) do Reino Unido recomendou a utilização desta terapia no Serviço Nacional de Saúde britânico.

De acordo com o que os investigadores relataram na “American Journal of Psychiatry”, o distúrbio alimentar não especificado, no qual uma pessoa tem padrões de distúrbios alimentares, mas não preenche os critérios para a bulimia nervosa ou anorexia nervosa, é o tipo mais comum de distúrbio alimentar, seguido pela bulimia nervosa.

A equipa de investigadores comparou duas abordagens derivadas da terapia cognitivo-comportamental melhorada. A primeira, a CBT-Ef, direcciona-se exclusivamente à psicopatologia do distúrbio alimentar, enquanto a segunda, a CBT-Eb, um tratamento apropriado para a instabilidade emocional, perfeccionismo clínico, baixa auto-estima, ou dificuldades interpessoais, foi adicionada à abordagem CBT-Ef.

Os investigadores incluíram 154 pacientes que tinham sido diagnosticados com um distúrbio alimentar, mas não estavam extremamente abaixo do peso. Os participantes foram submetidos a 20 semanas com um dos tratamentos (consistindo numa consulta de ambulatório de 50 minutos, uma vez por semana), e posteriormente 60 semanas de seguimento ou um período de lista de espera de oito semanas.

Sessenta semanas após o final do tratamento, os investigadores descobriram que o nível de distúrbio alimentar tinha sido reduzido para um ponto normal em 61,4 por cento dos pacientes com bulimia nervosa e em 45,7 por cento dos que sofriam de distúrbio alimentar não especificado.

A análise também sugeriu que os pacientes com mais problemas psicológicos beneficiaram mais com a CBT-Eb, enquanto aqueles com menos problemas tiveram mais melhorias com CBT-Ef.

O investigador principal, o Dr. Christopher G. Fairburn, da Universidade de Oxford, comentou que agora, pela primeira vez, existe um único tratamento que pode ser efectivo para a maioria dos casos, sem ser necessário que os pacientes sejam internados no hospital.

Oitenta por cento dos pacientes que se submetem a tratamento de ambulatório devido a um distúrbio alimentar integram-se numa de duas categorias, bulimia nervosa ou anorexia nervosa, mas o melhor tratamento para pacientes com um distúrbio alimentar não especificado ainda não tinha sido estudado.

Isabel Marques

Fontes:
www.reutershealth.com/archive/2008/12/22/eline/links/20081222elin005.html

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Medicamento para tosse pode tratar cancro da próstata

Investigadores norte-americanos afirmam que um ingrediente presente nos medicamentos da tosse mais comuns pode ser útil no tratamento do cancro da próstata

O estudo descobriu que a substância noscapina, utilizada em medicamentos para a tosse há mais de 50 anos, reduzia o crescimento de tumores em 60%, limitando ainda disseminação de tumores em 65% sem efeitos secundários prejudiciais.
No entanto, o facto do composto não poder ser patenteado limita o potencial do mesmo para testes clínicos.

Moshe Rogosnitzky, do MedInsight Research Institute, explicou que algumas farmacêuticas não estão dispostas a realizar testes clínicos dispendiosos sem conseguirem recuperar o seu investimeno. Um derivado sintético da noscapina já foi patenteado, embora não tenha chegado ainda à fase de testes clínicos.

Como a noscapina está aprovada para ser utilizada como supressor da tosse em diversos países, está disponível para ser prescrita pelos médicos para outros fins. Desta forma, a noscapina tem vindo a ser utilizada cada vez mais no tratamento de uma variedade de cancros.
Os investigadores pretendem agora dar continuidade a este estudo com testes clínicos efectuados em humanos.

Pedro Santos

http://www.upi.com/Health_News/2008/12/22/Cough_medication_may_treat_prostate_cancer/UPI-68491229928786/

Probióticos ajudam pacientes que estão a tomar antibióticos

Investigadores norte-americanos afirmam que os médicos podem ajudar os seus pacientes que estão a tomar antibióticos através de prescrição de probióticos

Os investigadores descobriram sete estudos que sustentavam que o uso de probióticos para evitar diarreia causada por antibióticos e infecções. Os probióticos não causavam efeitos adversos, nem mesmo em crianças, e não diminuíam a eficácia dos antibióticos.

"Com o nível de provas sobre a eficácia dos probióticos e a sua segurança, não encontramos nenhuma razão para não os prescrever quando se prescrevem antibióticos", afirmaram os investigadores em comunicado.

Os investigadores alertam ainda os médicos de forma a que eles prescrevam aqueles reconhecidos como sendo de qualidade, sugerindo a utilização de duas páginas da internet (www.consumerlab.com e www.usprobiotics.org) para encontrar uma lista completa de preparações benéficas à base de probióticos.

Pedro Santos

http://www.upi.com/Health_News/2008/12/22/Probiotics_help_patients_on_antibiotics/UPI-18281229971201/

Estudo demonstra que não há uma verdadeira cura para a ressaca

Parecem existir inúmeras recomendações sobre como prevenir ou curar uma ressaca alcoólica, mas investigadores norte-americanos revelaram que não existem evidências de que qualquer uma delas funcione.

Os investigadores da Faculdade de Medicina da Universidade de Indiana, a Dra. Rachel C. Vreeman e o Dr. Aaron E. Carroll, constataram que a Internet fornece intermináveis opções para prevenir ou tratar as ressacas alcoólicas, tais como tomar aspirinas e comer bananas.

Contudo, os investigadores, que realizaram uma revisão sistemática de ensaios aleatórios que avaliaram as intervenções médicas para prevenir ou tratar as ressacas, não encontraram intervenções efectivas, nem na medicina tradicional, nem na complementar.

Enquanto alguns pequenos estudos, que utilizaram pontuações de sintomas não validadas, demonstraram ligeiras melhoras, a conclusão da revisão exaustiva, publicada na “British Medical Journal”, foi de que o propranolol, a tropisetrona, o ácido tolfenâmico, a fructose ou a glicose, e os suplementos alimentares, incluindo borragem, alcachofra, figos da Índia, falharam na “cura” das ressacas.

Embora estudos mais recentes em ratos demonstrem que novos produtos, para alterar os mecanismos associados às ressacas, apresentam algum potencial, os humanos também enfrentam alguns riscos quando utilizam determinadas curas para a ressaca.

Uma ressaca é provocada pelo excesso de consumo de álcool, sendo que, em parte, o efeito diurético do álcool faz com que o corpo perca muita água e cause desidratação. Mas também pode dever-se ao efeito das substâncias que são produzidas durante a fermentação, o processamento ou o envelhecimento das bebidas, sendo que algumas são tóxicas.

Os sintomas mais comuns de uma ressaca são uma forte dor de cabeça, sede insaciável, depressão, mal-estar geral e maior sensibilidade ao barulho e às luzes.

No final, uma ressaca é simplesmente o modo do organismo dizer que se cometeu um excesso, pelo que os investigadores referem que a forma mais efectiva de a evitar é apenas consumir álcool com moderação, ou mesmo evitar o seu consumo.

Isabel Marques

Suplementos de vitaminas parecem ser ineficazes contra cancro e outras doenças

Resultados de um ensaio de longo prazo sugerem que tomar suplementos de vitaminas e minerais não ajuda a prevenir cancros, acidentes vasculares cerebrais (AVC) ou doença cardíaca.

Estes dados vêm contrariar a crença disseminada, assumida desde os anos 90, de que tomar vitaminas e minerais poderia ter um papel chave na prevenção de doenças, especialmente nas pessoas mais idosas.

Em alguns casos, tomar este tipo de suplementos pode ser pouco seguro, visto que uma dieta saudável fornece todos os elementos que a maioria das pessoas necessita.

De acordo com o Dr. Edgar R. Miller, da Faculdade de Medicina da Universdade Johns Hopkins, em Baltimore, estes suplementos são ineficazes e, em doses elevadas, podem provocar danos.
As pessoas não estão satisfeitas com as suas dietas, andam stressadas e pensam que os suplementos irão ajudar, mas é só um pensamento esperançoso, acrescentou.

Contudo, apenas para aquelas pessoas que não ingerem vitaminas e minerais suficientes através das dietas, os benefícios dos suplementos podem tornar-se evidentes.

Alguns médicos estão agora a aconselhar os seus pacientes a não se preocuparem com comprimidos e, em vez disso, a confiarem numa dieta saudável para fornecer as vitaminas e os minerais necessários.

Isabel Marques

Fontes:
www.upi.com/Health_News/2008/12/21/Extra_vitamins_have_no_effect_on_cancer/UPI-27381229883678/

Diabetes pré-existente aumenta risco de mortalidade por cancro

Investigadores norte-americanos referiram que os pacientes diabéticos que são diagnosticados com cancro têm um maior risco de morte, em comparação com os pacientes que não sofrem de diabetes.

A investigadora Bethany B. Barone, da Escola Bloomberg de Saúde Pública da Universidade Johns Hopkins, em Baltimore, e colegas conduziram uma meta-análise para examinar a associação entre a diabetes pré-existente e o risco de morte devido a todas as causas, a longo prazo, em pacientes com cancro.

Os investigadores identificaram 48 artigos científicos que preenchiam os critérios para o estudo, incluindo 23 artigos cujos dados podiam ser incluídos na meta-análise.

A meta-análise destes 23 estudos indicou que a diabetes pré-existente estava associada a um aumento do risco de morte devido a todas as causas, após um diagnóstico de cancro, em comparação com as pessoas com níveis de glicose normais, em todos os tipos de cancro.

Análises adicionais, por tipo de cancro, demonstraram que a diabetes pré-existente foi significativamente associada a um maior risco de morte devido a todas as causas, a longo prazo, para os cancros do endométrio, mama e colo-rectal.

Isabel Marques

Fontes:
www.upi.com/Health_News/2008/12/17/Pre-existing_diabetes_raises_cancer_death/UPI-32351229541444/

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Doses pequenas de melamina não afectam rins das crianças

Investigadores de Hong Kong afirmam que doses pequenas da substância não afectam os rins das crianças

Este estudo é um dos primeiros a medir o impacto para a saúde da exposição a doses pequenas de melamina, uma substância que foi adicionada em fórmulas de certos alimentos na China por forma de aumentar o seu conteúdo proteico.

Desde Setembro que certos produtos de fórmula para bebés têm causado doença em mais de 54 mil crianças na China, tendo sido mesmo apontado como a causa de quatro mortes. Este último estudo vem sugerir que a probabilidade deste produto causar problemas severos para a saúde é muito reduzida.

O químico tem aparecido em diversos produtos lácteos vendidos pela Ásia, e ainda em certos locais da Europa e Estados Unidos, embora de uma forma reduzida, tendo ainda aparecido em doces, chocolates e bebidas com cafeína. No entanto, as entidades norte-americanas afirmam que não foram detectados quaisquer casos de doença derivados de produtos lácteos chineses.

Os investigadores de Hong Kong examinaram mais de 3 mil crianças com idades até aos 12 anos, e todos eles tinham consumido produtos com melamina durante o período de um mês ou mais. Testes à urina e ultra-som aos rins revelaram que apenas uma criança tinha pedras nos rins, sete crianças poderiam ter depósitos nos rins derivados da melamina, e 208 crianças testaram positivo para a presença de sangue na urina, um sinal possível de pedras nos rins.

Pedro Santos

http://www.nlm.nih.gov/medlineplus/news/fullstory_72969.html

Componentes do azeite podem ajudar a suprimir cancro da mama HER2 positivo

Investigadores espanhóis revelaram que, em laboratório, os fenóis presentes no azeite virgem extra suprimiram drasticamente a sobre-expressão do gene cancerígeno HER2 nas células humanas do cancro da mama HER2 positivo.

A equipa de investigadores, liderada pelo Dr. Javier Menéndez, do Instituto Catalão de Oncologia, e pelo Dr. Antonio Segura-Carretero, da Universidade de Granada, descobriram que o azeite virgem extra, que é extraído através da prensagem das azeitonas sem a utilização de calor ou tratamentos químicos, contém fitoquímicos que, de outra forma, seriam perdidos no processo de refinação.

No estudo, publicado na “BMC Cancer”, os investigadores separaram o azeite em fracções e testaram-nas contra as células do cancro da mama em experiências laboratoriais, tendo descoberto que todas as fracções que continham os polifenóis fitoquímicos virgem extra mais importantes, os lignanos e os secoiridóides, inibiram efectivamente a proteína HER2, que promove o crescimento das células cancerígenas.

Embora estas descobertas forneçam novos indícios, relativamente aos mecanismos através dos quais o azeite de boa qualidade, o azeite virgem extra rico em polifenóis, poderá contribuir para reduzir o risco de cancro da mama HER2 positivo, é necessária prudência extrema na transposição destes resultados de laboratório para a situação humana.

De acordo com os investigadores, os fitoquímicos activos, os lignanos e os secoiridóides, exibiram efeitos tumoricidas contra culturas de células do cancro da mama em concentrações que são pouco prováveis de ser atingidas, em situação normal, através do consumo de azeite.

Isabel Marques

Fontes:
www.upi.com/Health_News/2008/12/18/Extra-virgin_olive_oil_may_suppress_cancer/UPI-43741229620305/

Boa higiene dentária pode ajudar a reduzir risco de doença cardíaca

Investigadores italianos e britânicos revelaram que a relação entre as gengivas inflamadas e a doença cardíaca demonstra que uma higiene dentária apropriada pode ajudar a reduzir o risco de aterosclerose.

O Dr. Mario Clerici, da Faculdade de Medicina da Universidade de Milão, referiu que há muito se suspeita que a aterosclerose é um processo inflamatório e que as doenças periodontais, ou têm um papel na aterosclerose.

De acordo com o investigador, o estudo sugere que é este o caso e indica que algo tão simples como tratar bem dos dentes e das gengivas pode reduzir muito o risco de desenvolver doenças graves.

Os investigadores examinaram as artérias carótidas, aquelas que fornecem sangue à cabeça e ao pescoço, de 35 pessoas saudáveis, com uma média de 46 anos, com doença periodontal ligeira a moderada, antes e depois de terem recebido tratamento para a doença periodontal.

O estudo, publicado na “Federation of American Societies for Experimental Biology Journal”, descobriu que, um ano após o tratamento, foi observada uma redução das bactérias orais, da inflamação imunitária e do espessamento dos vasos sanguíneos associados à aterosclerose.

Isabel Marques

Fontes:
www.upi.com/Health_News/2008/12/17/Dental_floss_may_lower_heart_disease_risk/UPI-81571229574870/

Epilepsia: Fármaco desenvolvido para controlar a doença

A empresa farmacêutica Eisai desenvolveu a substância activa zonisamida, um fármaco indicado para o tratamento de doentes com crises epilépticas parciais, e que na opinião dos especialistas deve ser adicionado à terapêutica pré-existente.

"Os primeiros medicamentos para a epilepsia tinham vários efeitos secundários e os fármacos lançados actualmente são mais benéficos, interferindo menos com as outras terapêuticas, como é o caso desta substância", afirmou Lopes Lima, Presidente da Liga Portuguesa Contra a Epilepsia.

A epilepsia consiste numa perturbação caracterizada pela tendência a sofrer convulsões recidivantes.
Cerca de 2 % da população adulta tem uma convulsão durante a sua vida, sendo que um terço desse grupo tem convulsões recorrentes (epilepsia). Em 25 % dos adultos com epilepsia é possível conhecer a causa através de exames como o electroencefalograma (EEG), que revela uma actividade eléctrica anormal, ou uma ressonância magnética (RM), que pode revelar cicatrizes em pequenas áreas do cérebro.

Alguns tipos de perturbações convulsivas são hereditárias (como a epilepsia juvenil mioclónica). No resto das pessoas com epilepsia a doença denomina-se idiopática, isto é, não se evidencia nenhuma lesão cerebral nem se conhece a causa.

Pedro Santos

http://saude.sapo.pt/prevenir/artigos/geral/saude/avancos_medicos/ver.html?id=894543

http://www.manualmerck.net/?url=/artigos/%3Fid%3D99%26cn%3D912

Caminhar e correr melhor do que levantar pesos para perder peso

Investigadores britânicos descobriram que o exercício aeróbico, como caminhar ou correr, é melhor na supressão do apetite do que o exercício não aeróbio, para aqueles que querem perder peso.

O Dr. David J. Stensel, Universidade de Loughborough, na Inglaterra, e colegas referiram que um treino vigoroso de 60 minutos num tapete de corrida afecta a libertação de duas hormonas chave do apetite, a grelina e o peptídeo YY, enquanto 90 minutos de levantamento de pesos apenas afecta os níveis da hormona grelina.

Os investigadores revelaram que a grelina é a única hormona que se conhece que estimula o apetite, enquanto o peptídeo YY suprime o apetite.

No estudo, 11 estudantes universitários masculinos participaram em três sessões de oito horas. Numa sessão, os participantes correram durante 60 minutos num tapete de corrida, tendo depois descansado por sete horas. Durante outra sessão, os estudante efectuaram 90 minutos de levantamento de pesos, tendo depois descansado durante 6 horas e 30 minutos. Durante outra sessão, os participantes não efectuaram qualquer tipo de exercício.

Durante cada uma das sessões, os participantes classificaram quanta fome sentiram em diversos momentos, tendo também recebido duas refeições durante cada sessão. Os investigadores mediram os níveis da grelina e do peptídeo YY em múltiplos momentos ao longo do estudo.

As descobertas, publicadas na “American Journal of Physiology - Regulatory, Integrative and Comparative Physiology”, revelaram que o exercício aeróbico produziu uma maior supressão da fome, tendo por base as classificações de fome. As alterações que os investigadores observaram foram de curto prazo, para ambos os tipos de exercício, durando cerca de 2 horas, incluindo o tempo gasto a exercitar.

O exercício aeróbico é aquele que requer uma acção contínua por um determinado período de tempo (no mínimo, 20 minutos). Caminhar, correr, jogar ténis, andar de bicicleta, fazer um aula de ginástica aeróbica ou step, andar de skate ou patins, praticar remo, natação ou hidroginástica são alguns exemplos de actividades aeróbicas.

O treino aeróbico melhora significativamente o funcionamento do coração, pulmões e todo o sistema cardiovascular, contribuindo para uma entrega de oxigénio mais rápida por todo o corpo.

Isabel Marques

Fontes:
www.upi.com/Health_News/2008/12/17/Walking_better_than_lifting_to_lose_weight/UPI-99541229572676/

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Ovos não constituem risco significativo para o coração

Investigadores norte-americanos afirmam que os profissionais de saúde deviam aceitar que os ovos não são um factor de risco para doenças coronárias

O estudo realizado revelou que o consumo de um ovo por dia contribui em menos de 1% como risco de problemas coronários. Outros factores relacionados com o estilo de vida, como fumar, dietas pobres, obesidade e falta de actividades físicas representam entre 30 e 40% como factores para doenças relacionadas com o coração, enquanto outros factores de risco, como a hipertensão e diabetes, contribuem com 60 a 70%.

“A comunidade de saúde devia concentrar-se em outro tipo de recomendações quando se trata de prevenir doenças coronárias, como no tabaco ou na obesidade, e não no consumo de ovos”, afirmaram os investigadores em comunicado.

Este estudo veio desafiar a teoria de que o colesterol presente nos ovos está ligado a um aumento do risco de contrair esta doença. Os investigadores revelaram que a sua análise não se debruçou nos benefícios para a saúde do consumo de ovos, que podem inclusivamente diminuir o risco de contrair doenças coronárias.

Pedro Santos

http://www.upi.com/Health_News/2008/12/17/Eggs_not_a_significant_heart_risk_factor/UPI-62521229536373/

Consumo de tabaco ligado ao cancro colo-rectal

Investigadores italianos afirmam que fumar está associado de uma forma significativa ao aumento do risco de cancro colo-rectal e morte

Os autores do estudo, Edoardo Botteri e os seus colegas, realizaram uma meta-análise de forma a avaliar e sumariar a ligação entre fumar e a incidência do cancro colo-rectal e morte associada à doença.

Os investigadores identificaram 106 estudos observados, sendo que a meta-análise foi baseada no total de cerca de 40 mil novos casos de cancro colo-rectal. Na análise desta incidência, o acto de fumar estava associado um risco acrescido de provocar a doença de 18%.

Incluindo análises de mortalidade, foram já conduzidos 17 estudos indicando que os fumadores tinham uma probabilidade 25% superior de morrerem devido a cancro colo-rectal, comparativamente aqueles que nunca fumaram.

Pedro Santos

http://www.upi.com/Health_News/2008/12/17/Smoking_linked_to_colorectal_cancer_death/UPI-92971229539483/

VALORMED vai proceder à reciclagem de medicamentos fora de uso

A Sociedade Gestora de Resíduos de Embalagens e Medicamentos (VALORMED) celebrou esta quinta-feira o contrato com a Prolixo para que a empresa dê início ao processo de triagem de embalagens de medicamentos fora de uso recolhidas nas farmácias.
A operação irá permitir a separação dos diversos componentes de embalagens (papel, cartão, vidro) passíveis de reenvio para reciclagem.

Devido à especificidade do tipo de resíduos, a VALORMED garantiu que a sua triagem será feita em condições que permitam a monitorização e controlo adequado do material recolhido, bem como as devidas condições de higiene e segurança dos trabalhadores que operam no tapete de triagem.

Desta forma e contrariamente a certas notícias veiculadas no passado mês de Novembro, nenhum operador estava licenciado para realizar a triagem dos resíduos, sendo que apenas agora, e com base no contrato celebrado esta quinta-feira, vai ser accionado o respectivo pedido de licenciamento com a esperança que seja concedido pelas entidades competentes o mais breve possível.

Desde finais de Novembro que nenhuma embalagem recolhida pela VALORMED está a ser enviada para valorização energética, sendo que todos os resíduos recolhidos foram armazenados para serem objecto de triagem nas condições agora acordadas.

“Espera-se que a população continue a entregar as embalagens nas farmácias, com ou sem medicamentos fora de uso, para que lhe seja dado um tratamento ambiental adequado, e assim todos contribuamos para um ambiente melhor”, afirmou José Carapeto, director-geral da VALORMED.

Pedro Santos

Fonte: VALORMED

Investigadores revelam que a vitamina D é crucial para a imunidade

Investigadores da Universidade Médica da Carolina do Sul, em Charleston, revelaram que agora a vitamina D não é simplesmente vista como tendo um papel na promoção da saúde óssea, mas também como uma hormona complexa que ajuda a regular a imunidade.

A equipa de investigadores, composta pela Dra. Carol Wagner, pela Dra. Sarah Taylor e pelo Dr. Bruce Hollis, revelou que a deficiência de vitamina D é comum em várias populações, mas particularmente entre as pessoas de pele mais escura, sendo que, a longo prazo, tem sido relacionada com distúrbios imunitários, tais como esclerose múltipla, artrite reumatóide, diabetes tipo 1 e cancro.

O estudo constatou que o raquitismo nutricional entre os lactentes, ou seja, nas crianças que ainda são amamentadas, cujas mães têm níveis insuficientes de vitamina D, é um distúrbio cada vez mais comum, mas evitável.

A vitamina D é agora reconhecida como sendo uma hormona essencial para o sistema imunitário humano, um papel que vai muito para além da prevenção do raquitismo.

O estudo, publicado na “Breastfeeding Medicine”, refere também que a informação mais surpreendente talvez seja a de que os adultos, na sociedade moderna, habitualmente têm deficiência de vitamina D.

Isabel Marques

Fontes:
www.upi.com/Health_News/2008/12/17/Study_Vitamin_D_critical_to_immunity/UPI-31631229541909/

Estudo: Sistema imunitário é mais forte durante a noite

Investigadores norte-americanos referiram que a luta do sistema imunitário contra as bactérias atinge o seu pico de actividade à noite e desce para o nível mais baixo durante o dia.

Experiências com um organismo modelo de laboratório, denominado “Drosophila melanogaster”, também conhecida por mosca da fruta, revelaram que a resposta imunitária específica, conhecida como fagocitose, oscila com o ritmo circadiano do organismo, ou seja, o período de 24 horas que regula os ciclos de actividade e repouso.

De acordo com a investigadora Mimi Shirasu-Hiza, da Universidade de Stanford, na Califórnia, estes resultados sugerem que a imunidade é mais forte à noite, o que é consistente com a hipótese de que as proteínas circadianas regulam as funções restauradoras, tais como as respostas imunitárias específicas, durante o sono, quando os animais não estão envolvidos em actividades metabólicas exigentes.

Em experiências anteriores, os investigadores constataram que as moscas da fruta doentes com uma infecção bacteriana perdiam o seu ritmo circadiano e que as moscas sem ritmo circadiano eram altamente susceptíveis a infecções.

As moscas foram infectadas com dois patógenos bacterianos diferentes: “Listeria monocitogenes” e “Streptococcus pneumoniae”. O estudo descobriu que as moscas da fruta infectadas à noite tinham melhores probabilidades de sobreviver do que as moscas infectadas durante o dia.

Isabel Marques

Fontes:
www.upi.com/Health_News/2008/12/16/Immunity_stronger_at_night_than_day/UPI-63291229489828/

Benefícios da amamentação superam os potenciais riscos tóxicos

Investigadores norte-americanos revelaram, num estudo publicado na “Breastfeeding Medicine”, que os efeitos benéficos da amamentação são superiores aos potenciais riscos relacionados com a exposição dos bebés a químicos, como as dioxinas.

Os autores do estudo, a Dra. Judy LaKind, da LaKind Associates, no Maryland, o Dr. Cheston Berlin Jr., do Centro Médico Milton S. Hershey, na Pensilvânia, e o Capitão Donald Mattison, do Instituto Nacional de Saúde norte-americano, aconselham os prestadores de serviços de saúde a continuarem a encorajar as novas mães a amamentarem os seus bebés.

As descobertas do estudo, baseadas em dados epidemiológicos, não desvalorizam os efeitos adversos da exposição às dioxinas e a outras toxinas ambientais. Contudo, os investigadores fizeram uma distinção entre a significância estatística das avaliações de risco/benefícios num indivíduo comparativamente aos efeitos populacionais.

De acordo com a Dra. Dr. Ruth A. Lawrence, da Faculdade de Medicina e Odontologia da Universidade de Rochester e editora da “Breastfeeding Medicine”, quando o leite materno foi escolhido, pelas agências reguladoras, como um meio prático para medir as toxinas ambientais, o público ficou preocupado que o leite materno estivesse contaminado.

Contudo, a Dra. Lawrence acrescentou que os autores do estudo, autoridades eminentes no assunto, acalmaram estes receios.

Isabel Marques

Fontes:
www.upi.com/Health_News/2008/12/17/Breastfeeding_benefits_outweigh_toxic_risk/UPI-81481229542300/

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Estudo pode ajudar pulmão de bebés prematuros

Cientistas britânicos identificaram alvo potencial para ajudar o desenvolvimento dos pulmões de bebés dentro do útero

O estudo foi conduzido no País de Gales, e pode trazer benefícios para os bebés prematuros que nascem com problemas respiratórios visto que a fase final de amadurecimento dos pulmões surge no final da gravidez.

Os investigadores realizaram testes em ratos, constatando que uma molécula bastante conhecida dos cientistas, denominada por receptor de cálcio, tem um papel fundamental no desenvolvimento pulmonar dos fetos. De acordo com os investigadores, este receptor actuava “accionando” o crescimento dos pulmões.

Os cientistas conseguiram manipular o desenvolvimento pulmonar dos fetos dos ratos, interrompendo assim o funcionamento do receptor de cálcio. Segundo Paul Kemp, autor do estudo, os resultados revelam-se animadores pois já existem medicamentos capazes de alterar a função do referido receptor.

“Se pudermos provar que algum desses medicamentos pode modular a acção do receptor de cálcio sobre os pulmões, o mesmo poderia ser utilizado para ajudar a amadurecer os órgãos de bebés prematuros enquanto eles crescem”, afirmou Kemp.
“Se for comprovada uma correlação entre a mutação e saúde dos pulmões após o nascimento, poderemos partir para os testes clínicos em humanos”, concluiu o investigador.

Pedro Santos

http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2008/12/081213_bebeprematuropulmaoml.shtml

AVC: Doses elevadas de suplementos podem melhorar reabilitação

Resultados de um estudo, conduzido no Centro de Reabilitação do Hospital Burke, em Nova Iorque, revelaram que as pessoas que estavam subalimentadas, após sofrerem um acidente vascular cerebral (AVC), beneficiaram do consumo intensivo de suplementos alimentares durante a reabilitação.

O Dr. M. H. Rabadi, actualmente do Centro Médico de Veteranos, em Oklahoma City, e colegas compararam o consumo intensivo e de rotina de suplementos nutricionais em 102 pacientes subalimentados, que foram admitidos no espaço de quatro semanas após terem sofrido um AVC. Todos tinham perdido de forma não intencional, pelo menos, 2,5 por cento do seu peso corporal.

Os suplementos standard continham 127 calorias, 5 gramas de proteínas e 36 miligramas de vitamina C por dose, enquanto os intensivos continham 240 calorias, 11 gramas de proteínas e 90 miligramas de vitamina C por dose. Ambos os suplementos foram administrados a cada 8 horas juntamente com multivitaminas e minerais, em adição à dieta normal.

Os participantes do estudo que receberam os suplementos intensivos, em comparação com os que receberam suplementos standard, melhoraram significativamente mais as medidas de função motora, tais como a pontuação de independência funcional standard (31,5 vs. 22,9) e a alteração da distância que conseguiam percorrer em seis minutos (71 vs. 51,8 metros).

Os investigadores relataram, na “Neurology”, que estas diferenças foram percebidas como sendo clinicamente importantes pelos pacientes, pelas famílias, pelos médicos e por outros prestadores de serviços de saúde.

Uma maior percentagem de pacientes do grupo intensivo, cerca de 63 por cento, voltou a casa após o programa de reabilitação, em vez de ir para uma casa de saúde, em comparação com os 43 por cento do grupo standard.

Isabel Marques

Fontes:
www.reutershealth.com/archive/2008/12/16/eline/links/20081216elin025.html

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Estudo: Ataques de pânico relacionados com maior risco cardíaco

Investigadores britânicos referiram que os ataques de pânico têm sido relacionados com um maior risco de ataques cardíacos e doença cardíaca, especialmente em pessoas mais jovens.

O estudo, publicado na “European Heart Journal”, descobriu que as pessoas com menos de 50 anos, quando foram diagnosticadas com distúrbio de pânico, apresentavam um risco significativamente mais elevado de ataques cardíacos subsequentes, ou enfartes do miocárdio, mas este não era o caso nas pessoas mais velhas.

O distúrbio de pânico foi associado a um aumento de 38 por cento do risco de ataque cardíaco entre as pessoas com menos de 50 anos. A taxa foi mais elevada nas mulheres jovens, entre os 16 e os 40 anos, nas quais o risco aumentou mais de três vezes.

Os investigadores descobriram ainda uma incidência significativamente maior de doença coronária subsequente nas pessoas diagnosticadas com ataques/distúrbio de pânico, em todas as idades, mas esta situação era mais marcada naquelas com menos de 50 anos. Novamente, as mulheres jovens com distúrbio de pânico apresentaram um risco mais elevado.

Contudo, a investigação também demonstrou que, na realidade, o risco de morrer devido a doença coronária foi reduzido entre as pessoas de todas as idades que tinham sido diagnosticadas com ataques/distúrbio de pânico.

O estudo envolveu um total de 404.654 pessoas da Grã-Bretanha, das quais cerca de 58 mil eram maiores de 16 anos e tinham sido diagnosticadas com distúrbio de pânico, sendo as restantes 347 mil sujeitos de controlo. Os participantes foram seleccionadas de uma população de cuidados primários, que pode ser largamente generalizada a outros países com uma estrutura sócio-demográfica semelhante.

De acordo com a investigadora principal, a Dr. Kate Walters, da Universidade College London, não se sabe muito acerca da relação entre o distúrbio de pânico e a doença cardíaca. Contudo, parece que existe uma relação complexa entre ambos, pois os sintomas dos ataques de pânico podem imitar de perto os de um ataque cardíaco ou da doença cardíaca aguda.

Isabel Marques

Fontes:

Cancro da mama: Inibidores da aromatase mais efectivos do que tamoxifeno

Investigadores norte-americanos revelaram que os inibidores da aromatase, que reduzem as quantidades de estrogénio no organismo, são mais efectivos na prevenção do retorno do cancro da mama do que o tamoxifeno.

Duas meta-análises distintas de ensaios clínicos internacionais testaram o tamoxifeno em comparação com fármacos inibidores da aromatase, em mulheres na pós-menopausa com cancro da mama em fase inicial, tendo ambas chegado à mesma conclusão: os inibidores da aromatase são mais efectivos na prevenção do retorno do cancro da mama.

O tamoxifeno e os inibidores da aromatase, como o letrozol, o anastrozol, o exemestano e o formestano, são largamente utilizados para prevenir a recorrência ou para tratar tumores que são receptores positivos de estrogénio, que representam entre 70 e 80 por cento de todos os cancros da mama.

De acordo com o Dr. James Ingle, da Mayo Clinic, em Rochester, no Minnesota, o tamoxifeno é um bom fármaco, mas parece que os inibidores da aromatase podem ser algo melhores.

O Dr. Ingle referiu que a importância destas descobertas pode ser observada no facto de 80 mil a 90 mil mulheres, apenas nos Estados Unidos, estarem a utilizar terapia endócrina este ano e, embora uma diferença de 3 por cento na recorrência do cancro possa não parecer muito, isto pode significar que vários milhares de mulheres possam ser poupadas a uma recorrência do cancro da mama.

Isabel Marques

Fontes:
www.upi.com/Health_News/2008/12/16/Aromatase_inhibitors_better_than_tamoxifen/UPI-56251229404952/

FDA aprova fármaco para o colesterol

A Administração Norte-Americana dos Alimentos e Fármacos (FDA) decidiu aprovar o medicamento TriLipix (ácido fenofibrico), da Abbot, um tratamento experimental para o colesterol. O medicamento foi concebido para tratar os níveis elevados de substâncias designadas por lípidos, que incluem colesterol "bom" e colesterol "mau", e de triglícidos.

Recorde-se que em Outubro a agência reguladora havia pedido mais tempo para analisar o fármaco, como o FARMACIA.COM.PT noticiou, sendo que a sua aprovação veio designar o TriLipix como o primeiro e único fibrato (fármaco usado no tratamento da hipercolesterolemia e na prevenção da aterosclerose) a ser aprovado para ser utilizado em combinação com estatinas.

A aprovação foi baseada nos resultados da fase III de testes clínicos aleatórios, com a duração de 12 semanas, e concebidos para avaliar o tratamento em combinação com algumas das estatinas mais prescritas no mercado farmacêutico.

A Abbot adiantou ainda que pretende, juntamente com a AstraZeneca, desenvolver um fármaco que combine o TriLipix e o Crestor (rosuvastatina), devendo ser realizado um pedido de aprovação do composto às entidades reguladoras em 2009.

Pedro Santos

http://www.firstwordplus.com/Fws.do?articleid=0042EDD180AC4C449B030FF19D45286A

Peso perdido pode ser mantido independentemente da estratégia utilizada

Descobertas de um estudo revelaram que as pessoas obesas que perderam quantidades substanciais de peso sem cirurgia podem manter o peso saudável tão bem como as pessoas que perderam peso através de cirurgia gástrica.

Contudo, as pessoas que se submetem a uma solução não cirúrgica podem ter de trabalhar mais para não recuperarem os quilos perdidos, ressaltou o Dr. Dale S. Bond, da Universidade Brown University, em Providence, Rhode Island.

Os investigadores revelaram, na “International Journal of Obesity”, que é aceite que a cirurgia bariátrica, ou de “redução de estômago”, é a forma mais fiável de perder peso a longo prazo, para as pessoas muito obesas, ou seja, aquelas que têm em excesso mais de 45 quilos ou com um Índice de Massa Corporal de 40 ou mais. Embora investigações recentes tenham demonstrado que as intervenções comportamentais também podem ajudar, a sua efectividade a longo prazo era desconhecida.

Para investigar esta questão, os investigadores compararam 105 pacientes que se submeteram a uma cirurgia bariátrica a 210 pessoas que perderam peso de forma não cirúrgica, sendo este o primeiro estudo a comparar as duas estratégias.

Todos os pacientes perderam cerca de 56 quilos e não recuperaram, pelo menos, 13,5 quilos perdidos durante uma média de 5,5 anos. Aproximadamente dois terços dos pacientes que perderam peso de forma não cirúrgica tiveram ajuda profissional, enquanto os restantes referiram não ter tido assistência especializada.

Entre um a dois anos após o início do estudo, ambos os grupos ganharam uma média de 1,8 quilos por ano. A maioria das pessoas, em ambos os grupos, manteve a perda de peso original com variações de cerca de 5 quilos.

Aqueles que se submeteram a cirurgia comiam mais gorduras e "fast food” e eram menos activos do que aqueles que perderam peso através de uma abordagem não cirúrgica.

O único factor que prognosticou se uma pessoa iria ou não manter o peso perdido foi o nível de desinibição, ou perda da capacidade de controlar os impulsos, no início do estudo, assim como qualquer aumento da desinibição durante os anos seguintes.

Os investigadores concluíram que delinear métodos para aumentar a resistência aos sinais que despoletam a vontade de comer em excesso entre as pessoas que atingiram grandes perdas de peso, através de cirurgia bariátrica ou de métodos não cirúrgicos, pode ajudar a prevenir que se volte a ganhar o peso.

Isabel Marques

Fontes:
www.reuters.com/article/healthNews/idUSTRE4BE5KR20081215

Fármaco Mozobil aprovado pela FDA

O medicamento Mozobil (plerixafor), indicado para o tratamento de pacientes com linfoma e mieloma múltiplo, foi aprovado pela entidade reguladora norte-americana (FDA) como parte do tratamento de pacientes com linfoma de Não-Hodgkin e mielomas múltiplos durante transplantes da medula óssea.

A farmacêutica Genzyme já havia pedido aprovação do fármaco nos Estados Unidos e na União Europeia, como o FARMACIA.COM.PT havia noticiado, esperando agora aprovação do medicamento em solo europeu para a segunda metade de 2009.
Ainda segundo a Genzyme, o Mozobil poderá atingir valores próximos de 400 milhões de dólares com a sua utilização em transplantes da medula óssea.

O transplante de medula óssea é o método que oferece alguma possibilidade de cura em determinadas doenças malignas, para as quais não há outro tratamento mais eficaz e curativo. Porém, o transplante só é possível em determinados casos específicos e geralmente é melhor suportado em doentes mais jovens. É um tratamento que se assemelha a uma transfusão, sendo que o produto transferido é medula óssea e não sangue.

Pedro Santos

http://www.firstwordplus.com/Fws.do?articleid=C7900D5316F24B1CAA8FC324D81EF31E

http://www.apll.org/teste/index.php?option=com_content&task=view&id=79&Itemid=60

Falta de vitamina D ligada a aumento do peso

Investigadores canadianos e norte-americanos afirmam que insuficiência de vitamina D pode retardar o crescimento e propiciar o aumento do peso durante a puberdade

De acordo com os cientistas, a deficiência de vitamina D causou aumento da massa corporal e diminuiu a estatura de raparigas durante a sua fase de crescimento.
A equipa de investigadores mediu os níveis de vitamina D em raparigas e mulheres com idades compreendidas entre os 16 e os 22 anos recorrendo a um simples teste sanguíneo. Analisaram ainda os índices de massa corporal (IMC) e a altura, de forma a determinarem a forma como a deficiência da vitamina D afectava as jovens.

Os investigadores examinaram 90 raparigas caucasianas e hispânicas, descobrindo que aquelas com níveis normais de vitamina D eram, em média, mais altas comparativamente às que tinham deficiência da mesma vitamina. Contrariamente a outros estudos efectuados com mulheres mais velhas, esta investigação não constatou qualquer associação entre a falta de vitamina D e a resistência dos ossos.

“A elevada prevalência de insuficiência de vitamina D em pessoas mais novas que vivem em zonas com muito sol foi surpreendente”, afirmou Richard Kremer, líder do estudo. “Descobrimos que as jovens com insuficiência de vitamina D tinham, de uma forma significativa, mais peso e mais massa corporal, incluindo gordura abdominal, comparativamente às jovens com níveis considerados normais da mesma vitamina”, concluiu o investigador.

Pedro Santos

http://www.upi.com/Health_News/2008/12/11/Lack_of_Vitamin_D_linked_to_weight_gain/UPI-49581229035889/

Frutas e vegetais podem ajudar a fortalecer os ossos

Investigadores norte-americanos revelaram que um novo estudo descobriu que aumentar os níveis de álcali através de comprimidos ou pelo consumo elevado de frutas e vegetais pode ajudar a fortalecer os ossos.

Dados anteriores sugerem que consumir muitas proteínas e cereais provoca excesso de produção de ácido, o que pode aumentar a excreção de cálcio e provocar o enfraquecimento dos ossos.

Este estudo, que será publicado na edição de Janeiro da “Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism”, incluiu 171 homens e mulheres com 50 anos ou mais que receberam aleatoriamente placebo ou doses elevadas de bicarbonato de potássio, ou de bicarbonato de sódio, ou de cloreto de potássio, durante três meses. As pessoas que receberam bicarbonato demonstraram reduções significativas da excreção de cálcio e da reabsorção óssea.

A reabsorção óssea é um processo no qual os ossos se decompõem para libertar minerais, tais como cálcio, fosfatos e sais alcalinos (básicos) no sangue. O aumento da reabsorção óssea leva a uma redução da massa óssea e a um aumento do risco de fracturas.

As dietas normais de muitos adultos mais velhos acrescentam ácido ao organismo. À medida que as pessoas envelhecem, são menos capazes de excretar o ácido. A reabsorção óssea é uma forma do organismo tentar contrariar os níveis elevados de ácido.

Contudo, quando as frutas e os vegetais são metabolizados adicionam bicarbonato, um composto alcalino, ao organismo, segundo a Dra. Bess Dawson-Hughes, da Faculdade de Medicina da Universidade de Tufts, em Boston.

De acordo com a investigadora, neste estudo foi demonstrado que adicionar álcali em formato de comprimido reduziu a reabsorção óssea e as perdas de cálcio pela urina, durante um período de três meses. Esta intervenção garante investigações adicionais como um suplemento seguro e bem tolerado para reduzir a perda óssea e o risco de fracturas em homens e mulheres idosos.

Segundo a Dra. Dawson-Hughes, a heretariedade, a dieta e outros factores de estilo de vida contribuem para o problema da perda óssea e fracturas. No que se refere a preocupações alimentares relativamente à saúde óssea, o cálcio e a vitamina D têm recebido a maior atenção, mas há cada vez mais evidências de que o equilíbrio ácido-base da dieta também é importante.

Isabel Marques

Fontes:
www.nlm.nih.gov/medlineplus/news/fullstory_72748.html

Terbutalina pode ajudar a prevenir hipoglicemia nocturna na diabetes tipo 1

Resultados de um estudo piloto indicaram que uma dose baixa de terbutalina, antes de dormir, parece prevenir a queda dos níveis de açúcar no sangue, ou hipoglicemia, durante a noite, em pacientes com diabetes tipo 1, sem fazer com que os níveis de glicose fiquem muito elevados na manhã seguinte.

O Dr. Philip E. Cryer e colegas, da Faculdade de Medicina da Universidade de Washington, em St. Louis, relataram anteriormente que uma dose de 5 miligramas de terbutalina preveniu a hipoglicemia nocturna, mas os níveis de glicose no sangue na manhã seguinte eram elevados.

Para o ensaio actual, 15 pacientes, a maioria com bom controlo da glicose, que tinham uma média de 29 anos, receberam aleatoriamente doses baixas ou elevadas de terbutalina (2,5 ou 5 mg) ou placebo em três noites separadas, às 22 horas.

Os resultados, publicados na recente edição da “Diabetes Care”, demonstraram que a média mais elevada das concentrações de glicose no sangue foram de 87 miligramas por decilitro (mg/dL) após placebo, 100 mg/dL após 2,5 mg de terbutalina ou 122 mg/dL após 5 mg de terbutalina. Os níveis de açúcar no sangue correspondentes na manhã seguinte foram de 113, 127 e 183 mg/dL.

Cinco pacientes apresentaram níveis de glicose no sangue nocturnos abaixo dos 50 mg/dL, após tomarem placebo, e dois apresentaram níveis semelhantes após receberem doses baixas de terbutalina. Nenhum dos pacientes que tomou a dose elevada apresentou níveis de glicose abaixo dos 60 mg/dL.

Embora o ensaio tenha sido demasiado pequeno para demonstrar diferenças estatisticamente significativas entre o placebo e a dose baixa de terbutalina, os investigadores referiram que a dose pretendida de terbutalina é mais do que placebo e menos do que 5 mg.

A equipa de investigador concluiu que estudos maiores e controlados poderão demonstrar que a terbutalina é segura e efectiva no tratamento preventivo da hipoglicemia nocturna na diabetes tipo 1.

Isabel Marques

Fontes:
www.reuters.com/article/healthNews/idUSTRE4BA71R20081211

Asma: Obesidade infantil ligada à doença

Especialista em nutrição descobriu uma correlação entre obesidade infantil e a asma

De acordo com Sara Rosenkranz e colegas, as crianças saudáveis com níveis elevados de gordura corporal e que desenvolvem pouca actividade física tinham mais dificuldades respiratórias após fazerem exercício.
"As crianças com excesso de peso e inactivas estão a ter uma resposta negativa aos testes de exercício físico, o que pode contribuir para o aumento da asma que temos vindo a constatar nos últimos anos, bem como o aumento da obesidade", afirmou Rosenkranz em comunicado.

Os investigadores recrutaram 40 crianças com idades compreendidas entre os 8 e os 10 anos para participarem em estudos de exercício físico. Todas elas eram saudáveis, sem qualquer historial de doenças crónicas na família, não estando a tomar qualquer medicação.

Após o exercício, os investigadores mediram as vias aéreas das crianças descobrindo que quanto maior era a gordura corporal e menor era a actividade física, mais provável seria que tivessem problemas asmáticos derivados da prática de exercício físico.
O estudo revelou ainda que o exercício pode induzir ataques de asma em pessoas que não experienciam a condição em outras circunstâncias.

Pedro Santos

http://www.upi.com/Health_News/2008/12/15/Childhood_obesity_linked_to_asthma/UPI-84061229358683/

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Exercícios de respiração podem ajudar a melhorar sintomas da asma

Investigadores britânicos revelaram que os adultos com asma podem melhorar o seu bem-estar e o controlo da sua doença, através da aprendizagem de exercícios de respiração e da incorporação desses exercícios no regime de medicação para a asma.

O Dr. Mike Thomas, da Universidade de Aberdeen, na Escócia, salientou que os exercícios de respiração não curam a asma. Contudo, se forem utilizados juntamente com os tratamentos habituais, estes exercícios podem ajudar a melhorar os sintomas da asma e a qualidade de vida dos pacientes asmáticos.

Os investigadores compararam os benefícios do treino da respiração supervisionado por fisioterapeuta e a educação sobre a asma apresentada por uma enfermeira em pacientes asmáticos moderadamente incapacitados, mas de outra forma saudáveis, com uma média de 46 anos.

A equipa distribuiu aleatoriamente 183 pacientes por dois grupos, para receberem três sessões de treino da respiração supervisionado por fisioterapeuta ou de educação sobre a asma apresentada por uma enfermeira.

As sessões de respiração explicaram a respiração normal versus a disfuncional, ensinaram técnicas de respiração nasal e diafragmática e encorajaram os participantes a praticar os exercícios durante, pelo menos, 10 minutos por dia.

Um mês após todas as sessões terem sido completadas, os investigadores notaram melhorias semelhantes e significativos na pontuação da qualidade de vida na asma, em ambos os grupos.

Após seis meses, 64 pacientes do grupo do treino da respiração e 66 do outro grupo ainda continuavam no estudo, sendo que, neste ponto, a pontuação da qualidade de vida na asma melhorou em mais de 90 por cento dos participantes que completaram o treino da respiração, em comparação com os 64 por cento dos participantes que completaram a intervenção de educação.

Adicionalmente, os pacientes do grupo do treino da respiração apresentaram melhorias nas questões centradas no paciente, tais como sentir-se mais em controlo dos sintomas da asma e sentir-se menos ansioso e deprimido.

Estas descobertas, publicadas online na “Thorax”, sugerem que os exercícios de respiração podem beneficiar os pacientes com asma ligeira a moderada parcialmente controlada. Os investigadores recomendam utilizar estas técnicas em conjunto com os regimes de medicação para a asma supervisionados medicamente.

Isabel Marques

Fontes:
www.reutershealth.com/archive/2008/12/10/eline/links/20081210elin002.html

Actividade física ajuda a reduzir futuras dores e desconfortos músculo-esqueléticos

Um estudo alargado, conduzido na Noruega, demonstrou que o exercício físico está associado a taxas mais baixas de queixas dolorosas músculo-esqueléticas crónicas, aproximadamente uma década mais tarde.

A Dra. Helene Sulutvedt Holth, da Universidade Norueguesa de Ciência e Tecnologia, em Trondheim, e colegas examinaram a relação entre a inactividade física e o desenvolvimento de queixas músculo-esqueléticas crónicas. As descobertas foram publicadas online na “BMC Musculoskeletal Disorders”.

Os investigadores avaliaram os resultados de dois estudos de saúde pública, nos quais 39.520 participantes responderam a questões sobre os padrões de actividade física, entre 1984 e 1986, e sobre queixas músculo-esqueléticas crónicas 11 anos mais tarde, entre 1995 e 1997.

As queixas músculo-esqueléticas crónicas foram definidas como queixas músculo-esqueléticas que duraram três meses ou mais no ano anterior ao questionário. As queixas músculo-esqueléticas crónicas difusas foram definidas como dores no tronco, acima ou abaixo da cintura, durante 15 dias ou mais no mês anterior.

No questionário de seguimento, os investigadores descobriram que 51 por cento dos participantes relataram queixas músculo-esqueléticas e 5,9 por cento relataram queixas músculo-esqueléticas crónicas difusas.

Os participantes que estavam a praticar exercício físico, quando o estudo começou, tinham 9 por cento menos probabilidade de ter queixas músculo-esqueléticas crónicas, em comparação com os indivíduos inactivos. Aqueles que praticavam exercício três ou mais vezes por semana tinham 28 por cento menos probabilidade de ter queixas músculo-esqueléticas crónicas difusas.

De acordo com a Dra. Holth, no estudo actual, o nível de actividade física baseou-se somente no exercício efectuado nos tempos de lazer, pelo que o impacto da carga física ocupacional pode ter contribuído para os resultados.

Os investigadores sublinharam que estudos posteriores devem tentar clarificar se as queixas músculo-esqueléticas crónicas são uma causa ou uma consequência da inactividade.

Isabel Marques

Fontes:
www.reutershealth.com/archive/2008/12/09/eline/links/20081209elin032.html

Fármaco para o tratamento da gravidez ectópica não prejudica ovários

Investigadores espanhóis referiram que a utilização de uma única dose do fármaco metotrexato para tratar uma gravidez ectópica não parece reduzir a fertilidade da mulher.

Os investigadores, para perceberem se a terapia com metotrexato para a gravidez ectópica prejudica a fertilidade futura, mediram os níveis no sangue de uma proteína denominada hormona anti-mülleriana (HMA), que é um indicador da reserva ovariana.

Os investigadores efectuaram uma medição dos níveis antes do tratamento com metotrexato e novamente, pelo menos, uma semana após a resolução da gravidez ectópica em 25 mulheres.

O Dr. Juan Antonio Garcia-Velasco, do Instituto Valenciano de Infertilidade de Madrid (IVI-Madrid) e colegas relataram, na “Fertility and Sterility”, que não existiram diferenças significativas nos níveis de HMA antes e depois da administração do metotrexato.

De acordo com o Dr. Garcia-Velasco, o tratamento médico de uma gravidez ectópica com metotrexato é conhecido como sendo uma alternativa segura e eficiente à cirurgia. Além disso, agora sabe-se que não prejudica a reserva ovarina para uma fertilidade futura.

Uma gravidez ectópica (fora do lugar) é aquela em que o feto se desenvolve fora do útero, quer seja na trompa de Falópio, no canal cervical ou na cavidade pélvica ou abdominal. Estas gravidezes podem provocar hemorragias e morte se o embrião não for removido, seja cirurgicamente ou através de terapia farmacológica. Uma gravidez ectópica constitui um risco para a vida e deve ser extraída o mais rapidamente possível.

Uma em cada 100 ou 200 gravidezes é ectópica, sendo cada vez mais frequentes, por razões não muito claras. São factores de risco uma doença na trompa de Falópio, uma gravidez ectópica anterior, a exposição fetal ao dietilestrilbestrol ou uma laqueação de trompas falhada (um procedimento de esterilização em que se corta ou se obstrui a trompa de Falópio).

Geralmente, as gravidezes ectópicas ocorrem numa das trompas de Falópio. Não são habituais as gravidezes no canal cervical, no ovário ou na cavidade abdominal ou pélvica.

Isabel Marques