segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Framboesas pretas ajudam a inibir crescimento do cancro

Investigadores norte-americanos revelaram que os antocianinos, uma classe de flavonóides presentes nas framboesas pretas, ajudaram a inibir o crescimento do cancro do esófago em ratos de laboratório.

O Dr. Gary D. Stoner, do Centro Oncológico da Universidade Estatal do Ohio, alimentou os ratos com um extracto rico em antocianinos de framboesa preta e descobriu que o extracto era quase tão efectivo, na prevenção do cancro do esófago em ratos, como as framboesas pretas inteiras contendo a mesma concentração de antocianinos.

Este estudo, publicado na “Cancer Prevention Research”, demonstra a importância dos antocianinos como agentes preventivos existentes nas framboesas pretas e valida descobertas “in vitro” semelhantes.

De acordo com o Dr. Stoner, os dados fornecem fortes evidências de que os antocianinos são importantes na prevenção do cancro.

Os investigadores concluíram ensaios clínicos utilizando pó de bagas inteiras, que têm apresentado resultados promissores, mas que requerem que os pacientes ingiram cerca de 60 gramas de pó por dia.

O Dr. Stoner acrescentou que, agora que se sabe que os antocianinos presentes nas bagas são quase tão activos como as próprias bagas inteiras, se espera que seja possível prevenir o cancro nos humanos através da utilização de uma mistura estandardizada de antocianinos.

Isabel Marques

Fontes:
www.upi.com/Health_News/2009/01/08/Black_raspberries_inhibit_cancer_growth/UPI-43441231453338/

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Infarmed alerta para rotulagem de cosméticos

Folhetos informativos “não devem induzir consumidor em erro”

O Infarmed (Autoridade Nacional de Medicamentos e Produtos de Saúde) advertiu para a necessidade de os rótulos dos produtos cosméticos deverem ter as menções obrigatórias visíveis, legíveis e redigidas em termos correctos e com caracteres duradouros, adiantou a Agência Lusa.

“A rotulagem, apresentação, impressos e folhetos informativos respeitantes a estes produtos não devem ser susceptíveis de induzir o consumidor em erro sobre as suas características” refere o Infarmed num comunicado emitido aos responsáveis pela colocação no mercado de produtos cosméticos e de higiene corporal.

O esclarecimento do Infarmed surge após ter verificado, em diferentes acções de supervisão do mercado de produtos cosméticos e de higiene corporal, situações de irregularidade no que respeita à rotulagem destes produtos.

De acordo com a entidade que regula o sector dos produtos cosméticos, "não é permitida a aposição de etiquetas sobre a rotulagem de produtos cosméticos que, através da utilização pelo consumidor, se possam desgastar, rasgar, apagar, deteriorar e desaparecer."

Raquel Garcez

Fonte: http://www.tribunamedicapress.pt/cosmetica/14548-cosmeticos-infarmed-alerta-para-regras-da-rotulagem

Fármacos da Roche podem faltar em Portugal

Alteração de operador logístico atrasa fornecimento às farmácias


Os fármacos Dormicum, Lexotan, Rivotril, Rohypnol e Valium dos laboratórios Roche podem faltar temporariamente em Portugal. Na origem da ruptura de fornecimento às farmácias está a alteração de operador logístico por parte da farmacêutica suíça.

A Roche Farmacêutica assinou, recentemente, um contrato com o Grupo Rangel, um operador logístico nacional que começou a dar os primeiros passos na distribuição farmacêutica.

Ao que o FARMACIA.COM.PT conseguiu apurar, o acordo foi firmado antes de a Rangel Pharma obter a autorização especial para armazenamento de produtos psicotrópicos por parte do Infarmed (Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde). Licença esta que, já terá sido obtida, no entanto, a mesma só tem efeito legal a partir do momento em que é publicada em Diário da República, “o que ainda não aconteceu, apesar da rapidez com que o Infarmed tratou do processo de autorização”, noticia o PortugalDiário.

Por este motivo, e conforme constatou o FARMACIA.COM.PT junto dos distribuidores, o cenário actual atesta já o atraso no fornecimento dos produtos com substâncias psicotrópicas da Roche, nomeadamente, o Dormicum, Lexotan, Rivotril, Rohypnol e Valium.

Fonte próxima do sector farmacêutico, manifestou-se indignada com o facto de uma multinacional farmacêutica não prever, nem salvaguardar este tipo de cenário que “coloca em risco o fornecimento às farmácias e, por conseguinte, o utente consumidor destes fármacos”.

De acordo com a mesma fonte, “estes são medicamentos de grande rotação (consumo), pelo que, é inadmissível que uma farmacêutica como a Roche arrisque esta falha”, acrescentando que “há obrigações legais que devem ser cumpridas quer pelo laboratório, quer pelo distribuidor por grosso.”

À luz do Decreto-Lei n.º 176/2006 – que estabelece o regime jurídico dos medicamentos de uso humano – o Capítulo II referente à Autorização de Introdução no Mercado é claro no que concerne às obrigações do titular da autorização, neste caso, a Roche: “assegurar, no limite das suas responsabilidades, em conjugação com os distribuidores por grosso, o fornecimento adequado e contínuo do medicamento no mercado geográfico relevante, de forma a satisfazer as necessidades dos doentes (…)”.

Por outro lado, ao abrigo da legislação, os mesmos deveres se aplicam à distribuição por grosso, nomeadamente, à Rangel Pharma. O Artigo 100º é peremptório ao afirmar que o distribuidor deve “dispor permanentemente de medicamentos em quantidade e variedade suficientes para garantir o fornecimento adequado e contínuo do mercado geográfico relevante, de forma a garantir a satisfação das necessidades dos doentes”.

Confrontada com a informação, a farmacêutica suíça garantiu ao PortugalDiário que avisou os clientes da mudança de operador, pedindo que os armazenistas fizessem reforço de stock.

Entretanto, segundo alguns distribuidores, o pedido de reforço à Roche foi realizado em meados de Dezembro mas, até à data, não foram fornecidos mais fármacos psicotrópicos. “É impossível que a falha destes medicamentos não se agrave nos próximos dias”, considerou uma fonte do sector, denunciando que os clientes (farmácias) “já estão com ruptura de stock.”

Até ao momento, o Infarmed afiança não ter conhecimento de qualquer ruptura de stock, uma informação que tem de ser reportada, obrigatoriamente, à autoridade nacional.

Raquel Garcez

Fonte: http://diario.iol.pt/sociedade/comprimidos-roche-farmacia-infarmed-transportador-iol/1030403-4071.html

Exercício pode não ajudar a perder peso

Investigadores norte-americanos confirmam o que muitos dietistas têm vindo a afirmar, dizendo que a actividade física não ajuda as pessoas a perder peso

Os investigadores compararam análises feitas em mulheres afro-americanas residentes nos Estados Unidos com mulheres africanas da Nigéria. Em média, as mulheres dos Estados Unidos pesavam 83kg, e as da Nigéria 58kg.
Foram estudadas 149 mulheres provenientes de duas aldeias na Nigéria, e 172 mulheres de Chicago.

Consoante o tamanho do corpo, as mulheres de Chicago "queimavam" em média 760 calorias por dia através da actividade física, e as da Nigéria 800 calorias, uma diferença que, segundo os investigadores, não era significativa.

"A diminuição de actividade física pode não ser o primeiro sinal de uma epidemia de obesidade", afirmou a nutricionista Amy Luke. "Gostavamos muito de afirmar que a actividade física era muito positiva no controlo do peso, mas não parece ser esse o caso", acrescentou.

A nutricionista afirmou que a dieta pode explicar a diferença entre as mulheres. A dieta das nigerianas era fica em fibra e hidratos de carbono e pobre em gordura e proteína animal, mas a das residentes nos Estados Unidos era 40 a 45% de gorduras e rica em alimentos processados.

No entanto, os investigadores acrescentam que a prática de exercício física queima mais calorias, mas também compensa com o consumo de mais comida.

Pedro Santos

http://www.upi.com/Health_News/2009/01/07/Exercise_may_not_help_losing_weight/UPI-16341231369804/

Parkinson: Recomendado tratamento adicional para problemas ósseos

Investigadores norte-americanos revelaram que a Doença de Parkinson, um distúrbio neurológico que provoca tremores e problemas de coordenação, também leva a problemas ortopédicos secundários.

O autor do estudo, o Dr. Lee Zuckerman, chefe de cirurgia ortopédica do Centro Médico Downstate, da Universidade Estatal de Nova Iorque, recomenda que todos os planos de tratamento da Doença de Parkinson incluam uma abordagem multidisciplinar para atender adicionalmente as questões de saúde músculo-esquelética secundárias.

Por exemplo, as pessoas que sofrem de Parkinson frequentemente movem-se e andam menos do que as pessoas que não sofrem da doença e, geralmente, ficam em espaços interiores.

De acordo com o estudo publicado na “Journal of the American Academy of Orthopaedic Surgeons”, a diminuição do movimento pode levar a perda óssea e a exposição reduzida à luz do Sol, devido ao facto dos pacientes ficarem mais dentro de portas, pode diminuir os níveis de vitamina D, que é necessária para manter os ossos fortes.

A combinação entre a diminuição da densidade óssea e a instabilidade provocada pelos tremores e rigidez, devido ao distúrbio degenerativo, aumentam grandemente o risco do paciente cair, partir ossos e desenvolver osteoporose.

O Dr. Zuckerman recomenda que os pacientes verifiquem a sua densidade mineral óssea e procurem tratamento para reduzir o risco de fracturas. O investigador recomenda ainda fisioterapia, terapia vitamínica, medicação para aumentar a densidade óssea e terapia para optimizar o andar e a rigidez.

Isabel Marques

Fontes:
www.upi.com/Health_News/2009/01/05/Broader_Parkinsons_treatment_recommended/UPI-19061231193170/

Mulheres são menos activas fisicamente do que os homens

Estudos britânicos afirmam que as mulheres fazem menos actividades físicas durante a infância e na terceira idade do que os homens

Os investigadores estudaram os níveis de actividade em crianças e pessoas com mais de 70 anos de idade, e em ambos os casos os homens eram mais activos.
O estudo da Universidade John Moores, de Liverpool, concentrou-se em crianças entre os 10 e 11 anos na área de recreação da escola, e descobriu que os rapazes brincavam de forma diferente comparativamente às raparigas.

As raparigas tinham uma tendência para passar o tempo em grupos menores, participando em jogos de palavras, conversas e socialização, enquanto os rapazes brincavam em grupos maiores, praticando mais actividades físicas, como o futebol.

"É motivo de preocupação o facto de que os níveis de actividades das raparigas serem mais baixos do que o dos rapazes, e apesar de esta ser apenas uma parte de uma situação complexa, pode estar a contribuir para que as raparigas fiquem com excesso de peso ou obesas", afirmou Nicky Ridgers, um dos investigadores.

Ainda segundo o investigador, as escolas deveriam ter consciência das diferenças nas brincadeiras de rapazes e raparigas.
"Poderiam considerar a disponibilidade de equipamentos e de tempo para recreação que iria encorajar as raparigas a participarem de brincadeiras mais activas", afirmou.

Pedro Santos

http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2009/01/090106_mulheresmenosativasfn.shtml

Gravidez é possível após tratamento contra fibróides uterinos

Para mulheres jovens com fibróides uterinos, tumores benignos no interior do útero que podem provocar dores, hemorragias anormais e outros sintomas, um tratamento denominado Embolização da Artéria Uterina (EAU) não prejudica a fertilidade, segundo os resultados de um estudo conduzido em Espanha.

Uma histerectomia, a operação tradicional para os fibróides, resolve o problema dos fibróides uterinos dolorosos, mas através da remoção completa do útero. Pelo contrário, com a Embolização da Artéria Uterina, um procedimento cirúrgico minimamente invasivo, um pequeno cateter é utilizado para injectar pequenas partículas para bloquear os vasos sanguíneos que alimentam os tumores, consequentemente privando-os do sangue e oxigénio de que necessitam para crescer, o que faz com que os fibróides encolham. Como o útero não é removido, este procedimento permite que as mulheres tenham a possibilidade de ficar grávidas no futuro, se assim o desejarem.

Embora estudos tenham demonstrado que o risco de falha dos ovários é insignificante (menos de 1 por cento) nas pacientes com menos de 40 anos que se submetem a uma UAE, mantêm-se as preocupações relacionadas com o impacto deste procedimento na fertilidade da mulher.

Para melhor caracterizar o efeito da EAU na fertilidade, a Dra. Isabel Pinto Pabon, do Hospital de Madrid Montepríncipe, e colegas seguiram 100 mulheres com fibróides uterinos dolorosos que foram tratadas através de uma EAU, entre 2002 e 2006.

Entre as 39 mulheres, com menos de 40 anos, que queriam continuar férteis, houve 11 gravidezes em 10 mulheres que conceberam entre 5 e 30 meses a seguir ao procedimento, incluindo uma mulher que ficou grávida duas vezes.

Duas das gravidezes foram conseguidas através de técnicas de reprodução assistida e nove foram espontâneas.

Houve três casos de abortos espontâneos em duas mulheres, mas esta taxa não parece ser mais elevada do que a da população geral, enfatizaram os investigadores no artigo publicado na “Fertility and Sterility”.

Isabel Marques

Fontes:
www.reutershealth.com/archive/2009/01/08/eline/links/20090108elin021.html

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Enbrel aprovado na Europa para a psoríase infantil

A Comissão Europeia (CE) aprovou a comercialização do fármaco biológico Enbrel (etanercept), da Wyeth, para o tratamento da psoríase em placas grave em crianças. Este é o primeiro medicamento aprovado para esta indicação.

A aprovação desta nova indicação já era esperada, visto vir no seguimento da recomendação positiva da Agência Europeia do Medicamento (EMEA), em Novembro de 2008.

O Enbrel, que também está aprovado na União Europeia para o tratamento de adultos com psoríase, é mais conhecido como um fármaco para a artrite reumatóide.

A psoríase é uma doença crónica da pele, não contagiosa, que pode surgir em qualquer idade. O seu aspecto, extensão, evolução e gravidade são muito variáveis, caracterizando-se, geralmente, pelo aparecimento de lesões vermelhas, espessas e descamativas, que afectam preferencialmente os cotovelos, joelhos, região lombar e couro cabeludo. Nos casos mais graves, estas lesões podem cobrir extensas áreas do corpo.

Na Europa, estima-se que existam 5,1 milhões de pessoas com psoríase, uma doença inflamatória crónica. Aproximadamente, 80 por cento destes pacientes têm psoríase em placas, que é caracterizada por lesões vermelhas e com escamas.

A psoríase pode ser extremamente perturbadora e tem um impacto significativo na qualidade de vida dos pacientes. É uma doença que é frequentemente debilitante, tanto física como psicologicamente, sendo em adultos associada a comorbilidades, como o aumento do risco de obesidade, diabetes tipo 2, doenças hepáticas e depressão clínica.

Isabel Marques

Dieta baixa em hidratos de carbono melhora controlo da diabetes tipo 2

Investigadores norte-americanos demonstraram que uma dieta baixa em hidratos de carbono, tal como a dieta de Atkins, melhora o controlo dos níveis de açúcar no sangue em indivíduos obesos com diabetes tipo 2.

De facto, a dieta permite a alguns pacientes reduzir ou eliminar a medicação, segundo o relatório publicado na revista científica “Nutrition and Metabolism”.

A restrição de carboidratos, ou hidratos de carbono, está no centro da dieta para diabéticos. Uma dieta muito baixa em carboidratos faz com que o organismo utilize as proteínas para fornecer energia, o que produz cetonas, sendo por isso denominada dieta cetogénica. Outra abordagem dietética é utilizar alimentos com baixo índice glicémico, isto é, que não provocam uma rápida subida do açúcar no sangue, e cortar nas calorias.

O Dr. Eric C. Westman, do Centro Médico da Universidade de Duke, em Durham, na Carolina do Norte, e colegas compararam a efectividade das duas dietas em 84 pacientes obesos com diabetes tipo 2. Os pacientes foram divididos pela dieta cetogénica baixa em carboidratos (menos de 20 gramas por dia) e pela dieta baixa em calorias e com baixo índice glicémico, durante 24 semanas. Os pacientes da dieta cetogénica não tinham restrições na ingestão diária de calorias.

Os participantes da dieta cetogénica baixa em carboidratos apresentaram mais melhorias na hemoglobina A1C, um indicador de controlo a longo prazo do açúcar no sangue, em relação aos do grupo da dieta baixa em calorias e com baixo índice glicémico.

Aqueles do grupo da dieta cetogénica também perderam mais peso e tiveram um aumento do HDL-colesterol, chamado " colesterol bom", comparativamente aos do grupo da outra dieta.

Para 95,2 por cento dos participantes do grupo da dieta cetogénica e para 62,1 por cento dos participantes da dieta baixa em calorias foi possível reduzir ou eliminar a medicação para a diabetes.

Os investigadores concluíram que a modificação do estilo de vida, através da utilização de intervenções baixas em carboidratos, é efectiva para melhorar e reverter a diabetes tipo 2.

Isabel Marques

Fontes:
www.reutershealth.com/archive/2009/01/05/eline/links/20090105elin018.html

Comprimidos dietéticos provenientes do Brasil apresentam riscos para a saúde

Um novo relatório norte-americano salientou os riscos potencialmente graves para a saúde derivados da utilização de comprimidos dietéticos de prescrição médica importados, fabricados no Brasil, que combinam anfetaminas e outros medicamentos que requerem prescrição médica, tais como agentes ansiolíticos e antidepressivos.

Os comprimidos para a perda de peso proibidos estão facilmente acessíveis através da Internet ou são trazidos do Brasil e vendidos em clínicas de emagrecimento, lojas de produtos naturais, ginásios ou cabeleireiros por brasileiras.

O Dr. Pieter A. Cohen, da Cambridge Health Alliance e da Faculdade de Medicina de Harvard, em Boston, começou a ficar preocupado com a utilização deste tipo de comprimidos quando observou que muitos pacientes estavam a experienciar dores no peito inexplicáveis e outros sintomas. No final, alguns destes pacientes admitiram que estavam a utilizar comprimidos dietéticos importados.

Na revista científica “Journal of General Internal Medicine”, o Dr. Cohen descreve uma paciente, de 26 anos, que consultou várias vezes o seu médico com queixas de dores no peito, palpitações, dores de cabeça, insónia, náuseas e fadiga. Os sintomas iniciaram pouco depois da paciente ter começado a tomar os comprimidos brasileiros numa tentativa de perder peso, após o nascimento da filha.

Foram detectadas anfetaminas (estimulantes) e benzodiazepinas (fármacos ansiolíticos) na urina, e foi detectado nos comprimidos o estimulante específico fenproporex, proibido nos Estados Unidos e na Europa há muitos anos. Os danos causados à saúde por esta substância são tão graves que, em Portugal, já nem com receita médica é possível comprar anfetaminas.

Após ter perdido 13 quilos, a paciente deixou de tomar os comprimidos e os sintomas desapareceram, embora refira que sentia falta dos comprimidos. Quando a paciente começou a recuperar o peso perdido, voltou a tomar os comprimidos, tendo os sintomas voltado.

No Brasil, a prescrição destes comprimidos dietéticos compostos é geralmente obtida através de médicos de consultórios privados que frequentemente se promovem como peritos em obesidade. Contudo, nenhum destes medicamentos incluídos nestes comprimidos dietéticos está indicado para o tratamento da obesidade, segundo as directrizes de conduta normalmente aceites.

Como estes comprimidos são prescritos por médicos, algumas pessoas assumem que devem ser seguros. De facto, uma vez que as rotulagens são enganadoras, as pessoas não fazem ideia do cocktail perigoso de medicamentos que estão realmente a tomar.

Isabel Marques

Fontes:
www.reutershealth.com/archive/2009/01/07/eline/links/20090107elin006.html
http://sic.aeiou.pt/online/noticias/programas/reportagem+sic/Artigos/F%C3%B3rmula+Proibida.htm

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Antioxidantes podem ajudar a aliviar dores da pancreatite

Investigadores indianos referiram que os suplementos antioxidantes podem aliviar efectivamente as dores dos pacientes com pancreatite crónica, uma inflamação do pâncreas de longa evolução.

Num ensaio clínico, publicado na revista científica “Gastroenterology”, 127 pacientes com pancreatite crónica foram distribuídos por dois grupos, tendo uns recebido antioxidantes e outros placebo.

Após seis meses, a redução do número de dias por mês com dores foi significativamente maior no grupo que recebeu antioxidantes, em comparação com o grupo do placebo.

A redução do número de comprimidos analgésicos ingeridos por mês também foi maior no grupo que recebeu os antioxidantes. Também mais do dobro dos pacientes do grupo dos antioxidantes, 32 por cento versus 13 por cento do grupo do placebo, ficaram livres de dores. O efeito benéfico dos antioxidantes no alívio das dores foi notado aos três meses.

De acordo com o autor principal, o Dr. Pramod Kumar Garg, do Instituto de Ciências Médicas All India, em Nova Deli, a dor abdominal, o sintoma predominante dos pacientes com pancreatite crónica, é difícil de tratar. A principal razão para a existência de um tratamento médico basicamente ineficiente é o facto do mecanismo da dor na pancreatite crónica não ser bem compreendido.

O Dr. Garg acrescenta que os investigadores se sentem encorajados pelas descobertas, uma vez que foram observadas melhorias significativas com os antioxidantes, no que diz respeito a todos os parâmetros da dor neste estudo. Adicionalmente, a redução da dor resultou numa menor perda de dias de trabalho, consequentemente proporcionando um ganho funcional em termos de emprego aos pacientes.

O investigador referiu ainda que estas descobertas devem encorajar investigações posteriores nesta área entusiasmante.

Em muitos países, o alcoolismo é a causa mais frequente de pancreatite crónica. Outras causas são uma predisposição hereditária e uma obstrução do canal pancreático devida a uma estenose (estreitamento) do mesmo ou a um cancro do pâncreas.

Isabel Marques
www.manualmerck.net/?url=/artigos/%3Fid%3D130%26cn%3D1099

Ressonância magnética ajuda a avaliar dores nas costas

Médicos norte-americanos afirmam que a ressonância magnética tem vindo a ser utilizada cada vez mais para avaliar as dores nas costas

Um artigo publicado recentemente no Journal of the American Academy of Orthopaedic Surgeons prevê que desenvolvimentos técnicos adicionais irão permitir que as ressonâncias magnéticas venham a oferecer ainda mais benefícios.

“As possibilidades da ressonância magnética não foram ainda compreendidas, é um campo em crescimento. Quando precisamos de ferramentas para identificar uma possível hérnia de disco, o tipo mais simples de imagem pode ser utilizado com sucesso”, afirmou Victor Haughton, co-autor do estudo. “No entanto, se queremos ver qual dos discos está a causar a dor, qual dos nervos está a ser atingido, que metabólitos estão em quantidades anormais, ou como estão a funcionar os elementos espinais, então a ressonância magnética irá revelar as respostas”, acrescentou.

As ressonâncias magnéticas consistem numa técnica que permite determinar propriedades de uma substância através da relação da energia absorvida contra a frequência, na faixa de megahertz (MHz) do espectro electromagnético, caracterizando-se como sendo uma espectroscopia. Usa as transições entre níveis de energia rotacionais dos núcleos componentes das espécies (átomos ou íons) contidas na amostra. Este factor acontece sob a influência de um campo magnético e a concomitante irradiação de ondas de rádio na faixa de frequências acima citada.

Pedro Santos

http://www.upi.com/Health_News/2009/01/06/MRI_helps_evaluate_back_pain/UPI-42571231289997/

Cancro do colo do útero: Escolha da vacina adiada para 9 de Janeiro

A vacina para prevenir o cancro do colo do útero vai ser escolhida apenas dia 9 de Janeiro visto que um dos concorrentes não obteve ainda os esclarecimentos que solicitou sobre o processo.

Três meses após a escolha da vacina Gardasil, fabricada pela Sanofi-Pasteur, em detrimento da Cervarix (GlaxoSmithKline), o Ministério da Saúde solicitou a apresentação de novas propostas durante o mês de Dezembro, mas uma das empresas concorrentes solicitou esclarecimentos adicionais.

A reunião para abertura de propostas estava marcada inicialmente para o dia 5 de Janeiro, mas acabou por ser adiada para as 14 horas do dia 9 de Janeiro.

Pedro Santos

http://www2.netfarma.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=906&Itemid=1

Aprovado medicamento para Cancro do Fígado

Fármaco para combater dois dos tumores que têm taxas de sobrevivência reduzidas foi aprovado pelo Infarmed

A Autoridade Nacional do Medicamento (Infarmed) aprovou o único medicamento de uso hospitalar para tratamento do carcinoma hepatocelular (cancro do fígado) e cancro renal, dois tipos de cancro com alternativas terapêuticas muito reduzidas.
A decisão baseou-se nos resultados de diversos estudos, incluindo o estudo SHARP, realizado em 602 doentes com cancro do fígado, e que demonstrou que fármaco aumentava a sobrevivência dos doentes em 44%.

Este estudo foi concluído de forma antecipada para que o medicamento pudesse ser disponibilizado a todos os doentes devido à sua comprovada eficácia e segurança.
Um outro estudo, intitulado TARGET, que abordou doentes com cancro renal, demonstrou que 84% dos doentes tratados com o novo medicamento apresentaram um melhor controlo e estabilização da doença.

A radioterapia e quimioterapia convencional têm revelado alguma ineficácia no combate contra o cancro do rim, uma doença que afecta duas vezes mais os homens do que as mulheres.
O cancro do fígado tem uma taxa de incidência que tem vindo a aumentar, sendo a terceira principal causa de morte mundial relacionada com cancro. Anualmente são identificados mais de 600 mil novos casos a nível mundial.

Pedro Santos

http://www.tvnet.pt/noticias/detalhes.php?id=38539

AstraZeneca requer aprovação na UE de vacina para a influenza

A farmacêutica AstraZeneca anunciou que submeteu a sua vacina intranasal indicada para a prevenção da influenza às entidades reguladores europeias para análise. A referida vacina já se encontra disponível nos Estados Unidos, onde é comercializada sob a designação de FluMist.

De acordo com a AstraZeneca, o pedido baseia-se nos dados provenientes de 73 estudos clínicos que envolveram mais de 141 mil participantes com idades compreendidas entre as 7 semanas e os 97 anos de idade.

“Estamos esperançados que este spray nasal para a influenza esteja disponível brevemente, e que venha contribuir para um aumento do número de vacinações e consequentemente prevenir a propagação da doença”, afirmou Alex Zukiwski, chefe médico da MedImmune, uma subsidiária da AstraZeneca.

A gripe é uma doença contagiosa resultante da infecção pelo vírus influenza. Trata-se de um vírus que infecta o tracto respiratório (nariz, seios nasais, garganta, pulmões e ouvidos).

A maior parte das pessoas recupera em uma a duas semanas, sendo que a gripe é mais perigosa nas crianças pequenas, nos idosos (com mais de 65 anos de idade), nos doentes com problemas do sistema imunitário (infectados pelo VIH ou transplantados), ou com doenças crónicas (pulmonares, renais ou cardíacas).

Nestes grupos de doentes a gripe pode levar a complicações graves, sendo nestes que ocorre o maior número de hospitalizações e de mortes.

http://www.firstwordplus.com/Fws.do?articleid=22E7AF4B7DFD402589870DDA516F7560

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Tratamento antifúngico pode ajudar alguns pacientes com asma

Novas investigações demonstram que as pessoas com asma severa, que são alérgicas a organismos fúngicos, beneficiam substancialmente do tratamento com o fármaco antifúngico itraconazol.

Para testar esta estratégia, foi conduzido um ensaio clínico no Reino Unido envolvendo pacientes que necessitavam de elevadas doses de esteróides para controlar a asma e que eram sensíveis, pelo menos, a um de sete tipos comuns de fungos.

A análise, conduzida pelo Dr. David W. Denning, do Hospital Universitário de South Manchester, e colegas, incluiu 18 pacientes que receberam itraconazol e 23 que receberam um comprimido placebo, ou seja, sem acção farmacológica.

Após 32 semanas, a pontuação de um questionário standard sobre qualidade de vida relacionada com a asma demonstrou uma melhoria significativamente maior no grupo do itraconazol, em comparação com o grupo do placebo.

Contudo, as pontuações voltaram aos níveis iniciais após a conclusão do ensaio, indicando que continuar a terapia antifúngica, para além de oito meses, é importante para manter a qualidade de vida destes pacientes.

Os investigadores concluíram, na “American Journal of Respiratory and Critical Care Medicine”, que a magnitude do efeito antifúngico observada nos sintomas da asma neste estudo é promissora.

Isabel Marques

Fontes:
www.reutershealth.com/archive/2009/01/05/eline/links/20090105elin015.html

Café pode ajudar a proteger contra cancros orais

Uma nova investigação indica que beber café reduz o risco de desenvolver cancro da cavidade oral ou da garganta, pelo menos, na população geral do Japão.

De acordo com o Dr. Toru Naganuma, da Universidade Tohoku, em Sendai, o consumo de café no Japão é relativamente elevado, assim como a taxa de cancro do esófago nos homens. Para investigar algum efeito protector proveniente do consumo de café, os investigadores analisaram dados da população de um estudo no Japão, que integrou informações sobre a dieta, incluindo o consumo de café.

Entre os mais de 38 mil participantes do estudo, com idades entre os 40 e os 64 anos, sem historial de cancro, ocorreram 157 casos de cancro da boca, faringe e esófago, durante os 13 anos do seguimento.

Comparativamente às pessoas que não consumiam café, aquelas que bebiam uma ou mais chávenas por dia tinham metade do risco de desenvolver estes tipos de cancro.

Os investigadores referiram que a redução do risco incluiu as pessoas que apresentam um maior risco de desenvolver estes cancros, nomeadamente aquelas que eram fumadoras ou bebiam com regularidade no início do estudo.

O Dr. Naganuma comentou à Reuters Health que não esperavam que se pudesse observar uma associação inversa tão substancial entre o consumo de café e o risco destes cancros, nem mesmo nos grupos de risco elevado para estes tipos de cancro.

Os investigadores concluíram, no artigo publicado na “American Journal of Epidemiology”, que, embora a cessação do consumo de álcool e de tabaco seja actualmente a melhor forma conhecida de ajudar a reduzir o risco de desenvolver estes cancros, o café poderá ser um factor preventivo, tanto nas populações de baixo risco como nas de risco elevado.

Isabel Marques

Fontes:
www.reutershealth.com/archive/2009/01/06/eline/links/20090106elin019.html

Obesidade ligada ao risco de cancro dos ovários

Investigadores norte-americanos afirmam que as mulheres obesas que nunca recorreram a uma terapia de hormonas devido à menopausa têm um risco acrescido de desenvolver cancro nos ovários

A equipa de investigadores liderada por Michael Leitzmann estudou cerca de 95 mil mulheres norte-americanas com idades compreendidas entre os 50 e os 71 anos durante 7 anos. Os investigadores registaram 303 casos de cancro dos ovários durante esse tempo, notando ainda que entre as mulheres que nunca tinham tomado hormonas depois da menopausa, a obesidade estava associada com um risco quase 80% superior de cancro dos ovários.

Em contraste, não foi registada qualquer ligação evidente entre o peso e o cancro dos ovários em mulheres que nunca tinham recorrido a terapias hormonais devido à menopausa.

Leitzmann afirma que estas descobertas podem vir suportar a hipótese de que a obesidade pode potenciar o risco de cancro dos ovários através de efeitos hormonais. O excesso de massa corporal em mulheres em pós-menopausa leva a um aumento da produção de estrogénio, que pode estimular o crescimento das células dos ovários, desempenhando um papel no desenvolvimento do cancro dos ovários.

Pedro Santos

http://www.upi.com/Health_News/2009/01/05/Obesity_linked_to_ovarian_cancer_risk/UPI-32911231202998/

Como tratar as constipações e gripes nas crianças pequenas?

Médicos norte-americanos aconselham os pais a resistir à tentação de administrar às crianças medicação para a tosse e para a constipação, devido à possibilidade de existência de potenciais efeitos secundários graves.

A agência norte-americana que regula os medicamentos (FDA) alertou que os medicamentos de venda livre podem ter efeitos secundários variados como urticária, sonolência, dificuldades respiratórias e mesmo morte, em crianças com menos de 6 anos.

De acordo com a Dra. Esther Yoon, do Sistema de Saúde da Universidade do Michigan, em Ann Arbor, cerca de 7 mil crianças acabam nas urgências todos os anos devido a problemas associados a estes medicamentos.

Assim, os médicos recomendam a utilização de acetaminofeno, também conhecido como paracetamol, e ibuprofeno, em doses apropriadas à idade, para aliviar as dores da tosse áspera ou as dores de garganta.

A Dra. Yoon sugere ainda aos pais a utilização de:

- Gotas nasais salinas;

- Uma colher de chá de mel ou de xarope de milho para a tosse em crianças com mais de um ano. As crianças devem beber fluidos tépidos como água, chá de limão, sumo de maçã e caldo de galinha para ajudar a acalmar a tosse.

- Utilização de vapor para ajudar a relaxar as vias aéreas e ajudar com os espasmos da tosse. Pode-se levar a criança para o quarto de banho e pôr a correr um duche quente.

- Aumentar a humidade da casa para reduzir a congestão nasal e a tosse.

Isabel Marques

Fontes:
www.upi.com/Health_News/2009/01/06/How_to_treat_cold_and_flu_in_kids/UPI-72441231221115/

Como tratar a gripe em crianças?

Médicos norte-americanos alertam os pais das crianças para resistirem à vontade de lhes administrarem medicação para a tosse e constipação devido aos potenciais efeitos secundários

Estes medicamentos de venda livre têm diversos efeitos secundários como urticária, sonolência, dificuldades em respirar e até mesmo morte, em crianças com idade inferior a 6 anos, segundo a agência reguladora norte-americana (FDA).

“Cerca de 7 mil crianças acabam nas urgências por ano devido a problemas associados a este tipo de medicamentos”, afirmou Esther Yoon, da University of Michigan Health System, nos Estados Unidos.

Por forma a minimizar a dor devido à tosse ou dor de garganta, os profissionais recomendam o uso de ibuprofeno em doses apropriadas à idade. Para além disso, Esther Yoon sugere ainda outras opções que podem ajudar, como gotas de salina para o nariz, uma colher de mel para a tosse, bebidas quentes, vapores para ajudar nas vias respiratórias ou aumentar a humidade em casa de forma a reduzir a congestão nasal e a tosse.

Pedro Santos

http://www.upi.com/Health_News/2009/01/06/How_to_treat_cold_and_flu_in_kids/UPI-72441231221115/

Gene ligado a doenças cardiovasculares

Cientistas norte-americanos identificaram a variação de um gene que aumenta a susceptibilidade para doenças nas artérias coronárias de forma precoce

Os investigadores da Duke University Medical Center descobriram indícios de uma relação entre seis variações do gene NPY, sugerindo que poderia haver uma ligação entre a transmissão do mesmo, geração após geração, e o aparecimento na população de pacientes com doenças precoces nas artérias coronárias.

Os investigadores avaliaram mil famílias de forma detectar doenças nas artérias coronárias ou sintomas de possíveis ataques cardíacos.
Os resultados, publicados no jornal PLoS Genetics, revelaram uma forte ligação entre variantes genéticas do NPY associadas à doença coronária. Estes resultados eram ainda mais fortes em pacientes com predisposição para a doença ainda antes de terem completado 37 anos de idade.

“Demonstrámos um forte efeito provocado pela idade”, afirmaram os investigadores. “Se um dos indivíduos tem as variações do gene NPY em uma de duas cópias, do pai e da mãe, então pode desenvolver doenças coronárias mais cedo”, concluíram os investigadores.

Pedro Santos

http://www.upi.com/Health_News/2009/01/05/Gene_linked_to_cardiovascular_disease/UPI-50991231187391/

Boa forma física: Um passo não dispendioso de cada vez

A falta de dinheiro não tem necessariamente de ser um impeditivo para a realização das resoluções de Ano Novo relacionadas com o exercício e a forma física, uma vez que, por exemplo, caminhar ou correr são actividades essencialmente livres de custos.

A Dra. Melina Jampolis refere que caminhar é uma forma efectiva para se ficar em forma e que, para ganhar motivação extra, as pessoas podem até arranjar um grupo para caminhar e também um pedómetro preciso, especialmente um que seja fácil de colocar num bolso ou mochila, para monitorizar os progressos.

A Dra. Jampolis apresenta vários conselhos para as pessoas que querem praticar caminhadas:

- Não são necessárias roupas sofisticadas para caminhar. Podem-se utilizar roupas que já se tenha. No tempo frio deve-se utilizar uma camada interior de tecido absorvente que mantém a humidade longe da pele, uma camada isoladora, tal como um tecido polar ou lã, para se manter quente e um casaco de Inverno com capuz.

- Acrescentar música. Investigações demonstram que adicionar música a uma rotina de caminhar pode ajudar as pessoas a manterem-se motivadas. Isto é especialmente útil para as caminhadas em espaços interiores.

- Beber muita água antes, durante e após a caminhada. As bebidas desportivas dispendiosas ou as águas especiais acrescentam calorias, são mais caras e são desnecessárias para o praticante de exercício de nível mediano.

- Antes de se começar a praticar exercício físico deve-se ainda procurar o aconselhamento médico, de forma a assegurar que se está saudável para praticar exercício e que não existe nenhuma contra-indicação.

Isabel Marques

Fontes:
www.upi.com/Health_News/2009/01/01/Fitness_One_cheap_step_at_a_time/UPI-81681230863675/

Plantas e flores ajudam a acelerar recuperação após cirurgia

Investigadores norte-americanos confirmaram os efeitos benéficos das plantas e flores para os pacientes a recuperar de uma cirurgia abdominal.

Os investigadores Seong-Hyun Park e Richard H. Mattson, da Universidade Estatal do Kansas, referiram que existem fortes evidências de que o contacto com plantas é directamente benéfico para a saúde do paciente hospitalizado.

Os investigadores estudaram 90 pacientes a recuperar de uma apendicectomia, ou seja, uma intervenção cirúrgica para extrair o apêndice. Os pacientes foram aleatoriamente distribuídos por quartos de hospital com ou sem plantas, durante o período de recuperação pós-operatório, tendo sido recolhidos dados relativamente à duração da hospitalização, administração de fármacos para o controlo da dor pós-operatória, sinais vitais, pontuação da intensidade da dor, inquietação, fadiga, ansiedade e satisfação com o quarto.

O estudo, publicado na “HortTechnology”, descobriu que os pacientes que tinham plantas nos seus quartos apresentaram significativamente menos ingestões de medicação para as dores; mais respostas fisiológicas positivas – pressão sanguínea e taxa cardíaca mais baixas; menos dores, ansiedade e fadiga; e maior satisfação com os seus quartos durante a recuperação, em comparação com o grupo de controlo.

O estudo sugere que as plantas em vasos oferecem o maior benefício, em oposição às flores cortadas, devido à sua longevidade. O pessoal de enfermagem relatou que, à medida que os pacientes recuperavam, estes começavam a demonstrar interacção com as plantas, incluindo regá-las, apará-las e movê-las para um sítio melhor ou mais iluminado.

As plantas de interior tornam o ar mais saudável e fornecem um óptimo ambiente interior ao aumentar a humidade e ao reduzir a quantidade de esporos de bolor e de germes no ar, acrescentaram os investigadores.

Isabel Marques

Fontes:
www.upi.com/Health_News/2009/01/02/Plants_flowers_speed_surgical_recovery/UPI-85901230952458/

Dieta rica em gorduras pode afectar o ritmo biológico

Investigadores revelaram que outra razão para se evitar uma dieta rica em gorduras é o facto desta poder perturbar o ritmo circadiano do organismo, ou seja, o período de 24 horas que regula os ciclos de actividade e repouso.

O Dr. Oren Froy, do Instituto de Bioquímica, Ciência Alimentar e Nutrição da Universidade Hebraica de Rehovot, em Israel, referiu que o relógio biológico regula a expressão e/ou a actividade de enzimas e hormonas envolvidas no metabolismo, e que a perturbação do relógio biológico pode levar a fenómenos como o desequilíbrio hormonal, a obesidade, os distúrbios psicológicos e do sono e o cancro.

Embora a luz seja o maior factor que afecta o ritmo circadiano, os investigadores demonstraram, nas suas experiências com ratos de laboratório, que existe uma relação de causa-efeito entre a dieta e o desequilíbrio do relógio biológico.

Os investigadores alimentaram os ratos com uma dieta baixa em gorduras ou com uma dieta rica em gorduras, seguida por um dia de jejum, tendo então medido os componentes do caminho metabólico da adiponectina, segregada pelo tecido adiposo e envolvida no metabolismo da glicose e dos lípidos, em vários níveis de actividade.

Nos ratos da dieta baixa em gorduras, os componentes de sinalização da adiponectina exibiram ritmicidade circadiana normal. A dieta rica em gorduras resultou num atraso de fase.

O estudo, que irá ser publicado na “Endocrinology”, sugere que uma dieta rica em gorduras poderá contribuir para a obesidade, não só pelo seu elevado conteúdo calórico, mas também pelo facto de perturbar as fases e o ritmo diário do relógio dos genes.

Isabel Marques

Fontes:
www.upi.com/Health_News/2009/01/02/High-fat_diet_affects_circadian_rhythms/UPI-69741230939730/

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Dieta para emagrecer reduz resistência à gripe

Estudo norte-americano sugere que fazer regime durante o Inverno pode afectar a habilidade do organismo combater o vírus da gripe

A pesquisa foi realizada por cientistas da Universidade Estadual do Michigan, Estados Unidos, que através de estudos realizados em testes de laboratório descobriram que aqueles que tinham sido submetidos a uma dieta com poucas calorias tiveram maior dificuldade em debelar a infecção comparativamente aos que haviam sido colocados com uma dieta normal.

De acordo com os investigadores, mesmo os ratos submetidos à dieta especial que receberam uma quantidade adequada de vitaminas e minerais não tinham conseguido produzir a quantidade de glóbulos brancos do sistema imunológico necessárias para combater uma infecção.

Para além de uma probabilidade superior da vítima morrer devido à contaminação por vírus, os ratos que consumiam cerca de 40% das calorias fornecidas aos submetidos com uma dieta normal levaram mais tempo a recuperar, perderam mais peso e tiveram outros sintomas de saúde precária.

“A nossa pesquisa mostra que ter um organismo disposto a combater um vírus leva a uma recuperação mais rápida e efeitos menos severos do que se ele tiver calorias restringidas”, afirmou Elizabeth Gardner, autora do estudo.

Pedro Santos

http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2009/01/090102_dieta_gripe.shtml

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Extracto de semente de uva “mata” células cancerígenas

Estudo norte-americano sugere que extracto de sementes de uva pode destruir células do cancro

Os cientistas, da Universidade de Kentucky, Estados Unidos, efectuaram experiências laboratoriais demonstrando que, após o período de 24 horas, 76% de células de leucemia expostas ao extracto de semente de uva foram mortas, ficando as células saudáveis intactas.

“O que procuramos é um agente que tenha um efeito nas células cancerígenas, mas que deixe as saudáveis intactas. E o extracto de semente de uva encaixa-se nessa categoria”, afirma Xianglin Shi, autor do estudo.

A pesquisa pode ter aberto um novo caminho para futuros tratamentos contra o cancro embora os especialistas afirmem que ainda é cedo para recomendar que as pessoas comam uvas como forma de evitar a doença.
As sementes de uva contêm alta concentração de antioxidantes, conhecidos pelas suas propriedades anti-cancerígenas.

Estudos realizados anteriormente já haviam demonstrado que o extracto da semente da fruta pode ser eficaz no combate a células cancerígenas da pele, mama, intestino, pulmão, estômago e próstata.

Pedro Santos

http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2009/01/090101_cancerextratouva_fp.shtml

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Cancro do colo do útero: Governo vai adquirir 400 mil doses de vacinas

Segundo um anúncio realizado pela ministra da Saúde no final da reunião do Conselho de Ministros, o Governo vai gastar no próximo ano 17 milhões de euros, destinados para a compra de 400 mil doses de vacinas para a prevenção do cancro do colo do útero.

“Vamos continuar o programa de vacinação contra o vírus do papiloma humano iniciado este ano. Em 2009, vamos vacinar não só as jovens que fazem 13 anos (nascidas em 1996), assim como iniciar as jovens nascidas em 1992, que no próximo ano farão 17 anos”, afirmou Ana Jorge.

A ministra afirmou ainda em conferência de imprensa que o Ministério das Finanças já deu autorização para que a despesa seja realizada, de forma a poderem ser adquiridas as 400 mil doses de vacinas, colocando desta forma Portugal em segundo lugar a nível europeu no que concerne à prevenção da doença.

Ana Jorge defendeu que a actuação do Governo faz parte de um programa de luta contra o cancro do colo do útero através da vacinação dos grupos de jovens nos quais a vacina será mais eficaz.
“Juntamente com esta vacinação, em 2009 será alargado a todo o país o rastreio do cancro do colo do útero, que é a medida mais eficaz em relação aos grupos não abrangidos pela vacina”, acrescentou.

Ainda segundo a ministra da Saúde, com estas decisões o executivo “cumpre o objectivo de combater e prevenir um dos cancros mais frequentes nas mulheres”.

Pedro Santos

http://tsf.sapo.pt/PaginaInicial/Portugal/Interior.aspx?content_id=1064898

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Álcool moderado pode reduzir risco da doença de Alzheimer

Investigadores norte-americanos afirmam que os consumidores de álcool a nível moderado podem reduzir o risco de contrair Alzheimer e outras doenças cognitivas

Os investigadores examinaram 44 estudos, notando que em mais de metade deles os consumidores de vinho, cerveja e outros licores a nível moderado reduziam os riscos de demência comparativamente aos restantes.

“O álcool é uma faca de dois gumes”, afirmou Michael Collins, um dos investigadores. “Os danos patológicos devido ao abuso do álcool são bem conhecidos, mas o consumo leve ou moderado da bebida pode ter alguns benefícios para a saúde”, acrescentou o investigador.

O estudo definiu o consumo moderado de álcool como sendo uma bebida ou menos por dia, para as mulheres, e uma ou duas bebidas por dia ou menos para os homens.
Os investigadores acrescentaram ainda outros factores que podem reduzir o risco da demência, como a prática de exercício físico, chá verde, dieta mediterrânea rica em frutos, vegetais, cereais, feijões, nozes e sementes.

Pedro Santos

http://www.upi.com/Health_News/2008/12/30/Moderate_alcohol_may_cut_Alzheimers_risk/UPI-88861230615480/

Vendas de produtos antitabaco estão em queda nas farmácias

Segundo a consultora IMS Health, as vendas de medicamentos e produtos antitabaco nas farmácias diminuíram cerca de 15% entre os meses de Janeiro e Outubro de 2007, bem como no mesmo período em 2008, representando queda de meio milhão de euros de receitas. No entanto, entre 2007 e 2008, os portugueses gastaram seis milhões de euros em fármacos, pastilhas de nicotina ou adesivos indicados para o combate deste vício.

Os medicamentos utilizados para este fim bloqueiam parcialmente os receptores de nicotina no cérebro, ajudando a reduzir os sintomas provocados pela abstinência.
Quanto às pastilhas e adesivos, ambos de nicotina, minimizam os sintomas de abstinência como a irritabilidade.

Os dados revelam ainda uma queda de vendas de 21% entre 2006 e 2007, apesar da lei que proíbe o fumo em locais de trabalho e recintos públicos fechados apenas ter entrado em vigor a 1 de Janeiro de 2008.

No entanto, estes dados não significam que as pessoas estão a deixar de fumar, como afirma António Vaz, director do Centro de Estudos de Medicina Baseada na Evidência, da Faculdade de Medicina de Lisboa.
“Entre os tratamentos de cessação tabágica há abordagens diferentes das farmacológicas, como as psicológicas”, refere.

Segundo o especialista, estes dados não são por si só reveladores, existindo muitos pacientes que não compram os medicamentos ou tomam-nos de forma incorrecta, pelo que as estatísticas deveriam ser complementadas com mais elementos, como dados sobre idade, sexo e doenças.

Um estudo divulgado em Novembro e coordenado por Lourdes Barradas, responsável pela consulta antitabágica do Instituto Português de Oncologia de Coimbra, afirma que apenas 7% dos fumadores consegue deixar o tabaco sem ajuda médica e que ao fim de um ano continuam abstinentes.

Pedro Santos

http://www.correiomanha.pt/noticia.aspx?contentid=D487E3E0-78AE-4442-9D2D-5D28C9B9E239&channelid=F48BA50A-0ED3-4315-AEFA-86EE9B1BEDFF

Ter atenção aos ossos é importante nas mulheres com lúpus

Investigadores indicaram que, para as mulheres na pré-menopausa a tomar esteróides para o Lúpus, devem ser considerados diversos tratamentos que preservam a densidade mineral óssea, de modo a prevenir a osteoporose, que fragiliza os ossos.

De acordo com o Dr. Swan S. Yeap, da Universidade da Malásia, em Kuala Lumpur, quer seja devido ao tratamento com corticosteróides, quer seja devido ao Lúpus em si, a osteoporose está a ser cada vez mais diagnosticada nos pacientes com a doença.

A equipa de investigadores avaliou as alterações na densidade mineral óssea (DMO), ao longo de dois anos, em 98 mulheres na pré-menopausa com Lúpus a fazer terapia de longo prazo com esteróides e a tomar, ao mesmo tempo, apenas cálcio, cálcio mais calcitriol (a forma activa da vitamina D) ou cálcio mais o fármaco alendronato (Fosamax), que fortalece os ossos.

As mulheres que tomaram cálcio mais alendronato apresentaram aumentos significativos na densidade mineral óssea, tanto na espinha lombar, de 2,69 por cento, como na anca, de 1,41 por cento.

Em contraste, não houve alterações significativas nem no grupo que tomou apenas cálcio, nem no grupo que tomou cálcio mais calcitriol, com excepção de uma redução de 0,93 por cento na DMO da anca no grupo a tomar apenas cálcio.

Os investigadores, na edição de Dezembro da “Journal of Rheumatology”, concluíram que, nas mulheres na pré-menopausa a tomar esteróides para o Lúpus, a densidade mineral óssea pode ser preservada ou aumentada com terapia profilática.

O Lúpus, também denominado Lúpus Eritematoso Sistémico (LES), é uma doença auto-imune crónica, na qual o sistema imunitário pode confundir os tecidos saudáveis e estranhos e, por vezes, atacar ambos, com episódios de inflamação nas articulações, tendões e outros tecidos conjuntivos e órgãos.

Verifica-se uma inflamação de diversos tecidos e órgãos numa diversidade de pessoas, indo o grau da doença de ligeiro a debilitante, dependendo da quantidade e da variedade de anticorpos que aparecem e dos órgãos interessados. Cerca de 90 por cento das pessoas com lúpus são mulheres dos 20 aos 30 anos, mas também pode aparecer em crianças (sobretudo de sexo feminino), homens e mulheres de idade avançada.

Isabel Marques

Fontes:
www.reuters.com/article/healthNews/idUSTRE4BP23S20081226
www.manualmerck.net/?url=/artigos/%3Fid%3D77%26cn%3D773

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Médico australiano afirma ter criado o vinho mais saudável do mundo

O seu nome é Philip Norrie, e é um médico especialista nas propriedades terapêuticas do vinho. Durante a sua carreira observou vários pacientes que morreram de doenças que, segundo ele, poderiam ser prevenidas. Depois disso, estudou e patenteou um tipo de vinho medicinal.

A fórmula consiste em adicionar doses extra de um polifenol antioxidante conhecido como resveratrol, extraído a partir da casca da uva.
Por cada litro de vinho é adicionado até 100 vezes mais de resveratrol do que o normal. Segundo o especialista, esta dose adicional permite ao vinho “limpar” as artérias sanguíneas, para além de ajudar na prevenção de ataques cardíacos, derrames e diabetes em 50%.

“A concentração do antioxidante é colocada dentro da garrafa de vinho antes do lacre”, afirmou.

O resveratrol já é conhecido devido às suas propriedades para combater problemas cardíacos, como limpar depósitos de gordura nas artérias, embora seja geralmente encontrado em apenas pequenas quantidades no vinho, de três a seis miligramas por litro nos vinhos tintos e apenas um miligrama nos brancos.

Ainda segundo o médico, aqueles que gostam de um bom vinho não notam a diferença no gosto nem no aroma da bebida.
“Os consumidores têm apenas que continuar a sua rotina, bebendo geralmente de duas taças, para mulheres, e de três ou quatro, para os homens”, acrescentou.

No entanto, especialistas alertam que é preciso evitar beber quantidades excessivas de resvertarol pois ainda não são conhecidos os seus efeitos a longo prazo.

Pedro Santos

http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2008/12/081218_vinhosaude_gv.shtml

Excesso de cafeína durante a gravidez pode ser prejudicial ao coração

Estudo norte-americano efectuado em ratos demonstra que uma dose de cafeína (correspondente a duas chávenas de café) ingerida durante a gravidez pode reduzir as funções do coração do bebé durante a sua vida

Segundo Scott Rivkees, da Universidade de Yale, nos Estados Unidos, apesar do estudo ter sido efectuado em ratos, é plausível que os mesmos efeitos aconteçam em humanos.

“Os nossos estudos aumentam as preocupações sobre a exposição a cafeína durante as fases iniciais da gestação, embora sejam necessários mais estudos para averiguar a segurança da cafeína durante a gravidez”, afirmou Scott Rivkees em comunicado.

Os investigadores estudaram quarto grupos de ratos durante a gravidez destes consoante duas condições durante o período de 48 horas. Um dos grupos, estudado em exposição ao ambiente do local, foi administrado com cafeína, e o outro administrado com uma solução de salina.
O segundo agrupamento de grupos foi estudado em condições onde os níveis de oxigénio estavam a metade, com um dos grupos a receber a cafeína e outro a solução de salina.

O estudo revelou que em ambas as circunstâncias, os ratos que foram administrados com cafeína produziam embriões com camadas de tecido que envolvem o coração mais finas que os que não tinham sido administrados com a substância.

A pesquisa revelou ainda que os machos adultos expostos à cafeína quando eram fetos tinham um aumento da gordura corporal de 20% e uma descida da função cardiovascular comparativamente aos que não tinham sido expostos à substância.

Pedro Santos

http://www.upi.com/Health_News/2008/12/26/Caffeine_when_pregnant_may_damage_heart/UPI-34511230316345/

Antidepressivo fluoxetina pode melhorar quimioterapia contra o cancro do cólon

Investigadores da Universidade de Tel Aviv referiram que o popular antidepressivo fluoxetina pode aumentar o efeito do fármaco anticancerígeno doxorrubicina utilizado no tratamento do cancro do cólon.

O estudo confirma que o antidepressivo à base de fluoxetina, vulgarmente conhecido como Prozac, mas também comercializado como Psipax, Selectus ou em diversas versões genéricas, prescrito regularmente para aliviar os problemas emocionais dos pacientes com cancro, também ajuda a aumentar o efeito do fármaco oncológico doxorrubicina para o cancro do cólon em mais de mil por cento.

Segundo os investigadores, o antidepressivo fluoxetina actuou ao bloquear a saída do fármaco anticancerígeno do interior das células cancerígenas e ao impedir o envenenamento das células saudáveis que estão à volta.

De acordo com o investigador principal, o Dr. Dan Peer, a boa notícia é que a comunidade médica não precisa de esperar, pois o antidepressivo fluoxetina pode ser utilizado para este propósito imediatamente.

Contudo, as descobertas, publicadas na “Cancer Letters”, sugerem que a combinação do antidepressivo fluoxetina com fármacos utilizados na quimioterapia, para reduzir a resistência a estes medicamentos, necessita de mais estudos clínicos.

Isabel Marques

Descoberta nova forma de transmissão do VIH de homens para mulheres

Investigadores da Universidade Northwestern, em Chicago, revelaram que descobriram uma forma crítica através da qual um homem pode transmitir o vírus do VIH para uma mulher.

Os investigadores demonstraram que o vírus do VIH pode penetrar o tecido vaginal saudável e normal de uma mulher, atingindo uma profundidade onde pode ganhar acesso às células imunitárias.

De acordo com o investigador principal, o Dr. Thomas Hope, este é um resultado inesperado e importante. Agora tem-se uma nova compreensão de como o VIH pode invadir o tracto genital feminino.

Durante muito tempo pensou-se que o revestimento normal do tracto vaginal era uma barreira efectiva contra a invasão do vírus VIH, durante as relações sexuais, e que o vírus do VIH não conseguia penetrar o tecido.

O Dr. Hope, os seus colegas da Universidade Northwestern e os colaboradores da Universidade de Tulane, em Nova Orleães, descobriram que a pele vaginal interior é vulnerável à invasão do VIH, a um nível onde ocorre naturalmente a descamação e mudança das células da pele, um ponto no qual as células não estão tão firmemente ligadas umas às outras.

Estas descobertas foram apresentadas no 48º encontro anual da Sociedade Americana de Biologia Celular, em San Francisco.

O Centro de Prevenção e Controlo de Doenças norte-americano, em Atlanta, estima que tenha ocorrido 56,300 novas infecções por VIH, em 2005, tendo relacionado 31 por cento do total a contactos heterossexuais de alto risco.

Isabel Marques

Fontes:
www.upi.com/Health_News/2008/12/25/New_way_men_can_transmit_HIV_to_women/UPI-84641230265977/

Programas de grupo podem ajudar as crianças obesas a perder peso

Investigadores norte-americanos referiram que programas de tratamento baseados em grupos podem ajudar as crianças obesas a perder peso.

O estudo, publicado na “Archives of Pediatric and Adolescent Medicine”, descobriu que, após seis meses, as crianças num programa de tratamento de gestão do peso tinham menos 4 por cento de excesso de peso, enquanto as crianças do grupo de controlo tinham cerca de mais 3 por cento de excesso de peso.

Os investigadores da Universidade da Florida, em Gainesville, revelaram que, embora as alterações de peso pareçam modestas, a perda de peso das crianças aproximou-se da quantidade demonstrada por investigações anteriores, resultando em melhorias nos níveis de lípidos e de açúcar no sangue.

De acordo com o investigador principal, o Dr. David Janicke, quando se trabalha com crianças é importante introduzir lentamente alterações ao estilo de vida e torná-las divertidas, se não elas podem começar a opor resistência. Fazer grandes alterações nas suas dietas pode levar a hábitos pouco saudáveis, como saltar refeições, distúrbios alimentares ou ganhar peso.

O estudo incluiu 93 crianças, com idades entre os 8 e os 14 anos, que tinham um Índice de Massa Corporal (IMC) acima do percentil 85 para a idade e sexo, tendo sido consideradas como tendo excesso de peso ou sendo obesas com base nas tabelas de crescimento.

Isabel Marques

Fontes:
www.upi.com/Health_News/2008/12/26/Group_programs_may_help_kids_lose_weight/UPI-22641230274649/

domingo, 28 de dezembro de 2008

Distúrbios de ansiedade nas crianças devem ser tratados

Os distúrbios de ansiedade nas crianças e adolescentes devem ser reconhecidos e tratados, segundo refere um pedopsiquiatra do Centro Médico Southwestern da Universidade do Texas.

O Dr. Graham Emslie relatou que os distúrbios de ansiedade nas crianças e adolescentes devem ser reconhecidos e tratados para ajudar a prevenir o insucesso escolar, o abuso de substâncias e os distúrbios mentais na idade adulta.

Num editorial publicado na edição de 25 de Dezembro da “The New England Journal of Medicine”, o Dr. Emslie chama a atenção para o facto das crianças necessitarem de ser tratadas para os distúrbios de ansiedade e recomenda que sejam integradas evidências empíricas nas directrizes de tratamento.

De acordo com o Dr. Emslie, os distúrbios de ansiedade podem fazer com que as crianças evitem situações sociais e marcos de desenvolvimento apropriados para a idade. Além disso, o ciclo de evitamento pode levar a menos oportunidades para desenvolver as competências sociais necessárias para o sucesso mais tarde na vida. O tratamento poderá ajudar as crianças a aprenderem capacidades saudáveis para lidarem com as situações.

Cerca de 20 por cento das crianças e adolescentes são afectados por preocupações persistentes e excessivas que se podem manifestar como um distúrbio de ansiedade generalizado, distúrbio de ansiedade de separação e fobia social.

Só recentemente é que a comunidade de especialistas em saúde mental reconheceu que os distúrbios de ansiedade na idade adulta têm as suas origens na infância.

Isabel Marques

Fontes:
www.upi.com/Health_News/2008/12/25/Child_anxiety_disorders_should_be_treated/UPI-12281230223157/

Falta de açúcar pode causar Alzheimer

Investigadores norte-americanos afirmam que a diminuição do açúcar para o sangue no cérebro pode ser uma das causas da doença de Alzheimer

O estudo revelou que a diminuição do fluxo do sangue, cujo impulso é dado pelo açúcar, priva a energia do cérebro, impedindo o processo de produção de proteínas, algo que é apontado pelos investigadores como a causa da doença de Alzheimer.
De acordo com o estudo, os cientistas afirmam que é necessário procurar alternativas saudáveis, como a prática de exercício físico, reduzir o colesterol e controlar a pressão arterial, para assim ser possível reduzir a probabilidade da doença se manifestar.

“É uma descoberta importante porque sugere que o aumento de fluxo sanguíneo para o cérebro através do açúcar pode ser uma técnica terapêutica efectiva para a prevenção ou tratamento do Alzheimer”, afirmou Robert Vassar, líder da pesquisa. “Se as pessoas começarem a tratar-se cedo, talvez possam evitar o mal”, acrescentou o investigador.

A doença de Alzheimer é a forma de demência mais comum em pessoas idosas. É uma doença incurável, afectando as regiões do cérebro que envolvem ideias, memória e linguagem.
Este estudo pode ajudar no desenvolvimento de medicamentos para bloquear a formação dessas proteínas, e também das placas beta-amilóides, segundo os cientistas.

Pedro Santos

http://noticias.pt.msn.com/article.aspx?cp-documentid=12265177

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Uma hora a mais de sono reduz risco de problemas coronários

Investigadores norte-americanos afirmam que poucas horas de sono tornam as pessoas mais "resmungonas", podendo levar ao endurecimento das artérias, um dos "passos" para as doenças coronárias

O estudo revelou que foram encontradas artérias calcificadas em 27% daqueles que dormiam menos de 5 horas por noite. Estes dados desciam para 11% quando as pessoas dormiam entre 5 e 7 horas, e 6% para aqueles que dormiam mais de 7 horas por noite.

Segundo Diane Lauderdale, do Centro Médico da Universidade de Chicado, Estados Unidos, o estudo envolveu voluntários saudáveis na casa dos 40 anos de idade. Cerca de 12% deles desenvolveram calcificação das artérias coronárias durante os primeiros 5 anos após o estudo.

"A consistência e magnitude na diferença que constatámos no nosso estudo acabou por ser uma surpresa", afirmou Lauderlade em comunicado. "Também é algo de misterioso. Apenas podemos especular sobre porque é que aqueles com poucas horas de sono dormidas tinham uma probabilidade superior de desenvolver calcificação das artérias coronárias.

Pedro Santos

http://www.upi.com/Health_News/2008/12/24/One_more_hour_of_sleep_lessens_heart_risk/UPI-59801230103612/

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Glaucoma pode "atacar" em qualquer idade

O glaucoma consiste numa designação genética de um grupo de doenças que atingem o nervo óptico, envolvendo a perda de células ganglionares da retina num padrão característico da neuropatia óptica.

Esta condição é normalmente associada a pessoas de uma certa idade, mas segundo os profissionais da área a doença pode aparecer em qualquer idade. Se não for tratado, o glaucoma leva ao dano permanente do disco óptico da retina, causando uma atrofia progressiva do campo visual, que pode progredir para cegueira.

"Não existem sinais de alerta para a doença. Eu tinha uma visão 20/20 e nunca senti dor", afirma AJ DeGeorge, um rapaz de 27 anos que tem vindo a ser tratado para o glaucoma no centro de combate à doença nos Estados Unidos.

"Quando os médicos averiguaram a pressão nos meus olhos repararam que estava muito elevada, e os nervos ópticos também revelaram estar danificados", acrescentou.
AJ DeGeorge foi tratado com medicação, mas teve que recorrer a cirurgia para o olho direito de forma a reduzir a pressão no olho e prevenir mais danos.

"Apesar desta condição ser muito rara nesta idade, penso que a história do AJ demonstra que todos devem realizar exames aos olhos periodicamente", afirmou Olivier, médico especialista na doença.
"Não existe cura para o glaucoma, mas detectar a doença no início é importante para prevenir o risco de perda de visão", acrescentou.

Pedro Santos

http://www.upi.com/Health_News/2008/12/23/Glaucoma_can_strike_at_any_age/UPI-54081230086512/

Despesas com medicamentos diminuem em Portugal

Vendas nas farmácias registam uma quebra de 7,8%

Esta tendência tem vindo a afectar a Indústria Farmacêutica desde Agosto, embora se trate de um valor "atipicamente baixo" para aquele período.
Neste sentido, Rui Santos Ivo, director-executivo da Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica (APIFARMA), considera que esta descida não é apenas um efeito da redução dos preços, como também do corte no consumo por parte dos portugueses.

"A área da Saúde é geralmente das últimas a ser afectadas em cenários de crise, mas uma descida tão substancial está associada também ao consumo", afirmou Rui Santos Ivo. "Isso é ainda mais visível nos medicamentos não comparticipados", acrescentou.

Por outro lado, a nova metodologia de fixação dos preços e a descida imposta nos genéricos também influenciaram esta queda.
A APIFARMA regista um crescimento do mercado de apenas 0,4% nos últimos 11 meses, correspondendo a um total superior a dois mil milhões de euros.

De acordo com o responsável, estes números traduzem uma situação de estagnação e suscitam "preocupação ao nível da evolução de um sector em que é fundamental que haja capacidade para investir na pesquisa".

A associação considera o alargamento do fundo para pagamentos a fornecedores do SNS às dívidas dos hospitais empresa como sendo algo "muito positivo".
Ainda segundo a APIFARMA, em Outubro, havia uma dívida aos laboratórios correspondendo a um total de 814,8 milhões de euros e, ainda que não hajam dados finais para Novembro, a APIFARMA prevê uma subida de 2% da dívida total.

Pedro Santos

Fonte: mail da Netfarma

Dormir bem pode ajudar a manter as artérias limpas

Uma boa noite de sono é benéfica para o coração, na medida em que pode ajudar a diminuir a incidência de calcificação das artérias coronárias, segundo resultados de um estudo publicado na última edição da “Journal of the American Medical Association”.

No estudo, os investigadores descobriram que as pessoas de meia-idade razoavelmente saudáveis que dormiam, em média, mais uma hora por noite do que os outros participantes, apresentavam uma incidência mais baixa de calcificação das artérias coronárias, ou seja, a acumulação de placas calcificadas nestas artérias, que se pensa ser um indício de futura doença cardíaca.

Na investigação actual, a Dra. Diane S. Lauderdale, da Universidade de Chicago, e colegas procuraram evidências de uma associação directa entre o sono e a incidência de calcificação das artérias coronárias, ao longo de cinco anos, em 495 pessoas saudáveis que tinham entre 35 e 47 anos no início.

De acordo com o estudo, um maior tempo de sono foi associado a uma incidência mais baixa de calcificação das artérias coronárias.

A incidência de calcificação das artérias do coração variou entre 6 por cento nos participantes que dormiam mais de 7 horas por noite, 11 por cento entre aqueles que dormiam de 5 a 7 horas por noite, e 27 por cento para aqueles que dormiam menos de 5 horas.

Após o ajuste de diversos factores que poderiam influenciar os resultados, tais como idade, sexo, raça, educação e tabaco, os investigadores descobriram que uma hora a mais de sono por noite diminuiu as probabilidades estimadas de calcificação em 33 por cento.

A Dra. Lauderdale referiu que, embora este único estudo não prove que dormir pouco leva a doença das artérias coronárias, é seguro recomendar, pelo menos, seis horas de sono por noite.

Os factores de risco de calcificação das artérias coronárias incluem reconhecidos factores de risco de doença cardíaca, tais como elevados níveis de açúcar no sangue, pressão sanguínea elevada e ter excesso de peso. Dados recentes sugerem que a quantidade e a qualidade do sono estão ligadas a diversos destes factores de risco.

Isabel Marques

Fontes:
www.reutershealth.com/archive/2008/12/23/eline/links/20081223elin026.html

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Deficiência de vitamina D na gravidez aumenta probabilidade de cesariana

Investigadores norte-americanos revelaram que a deficiência de vitamina D na gravidez aumenta muito a probabilidade de uma mulher ter um parto por cesariana.

Durante o estudo de dois anos, os investigadores da Faculdade de Medicina da Universidade de Boston e do Centro Médico de Boston examinaram a relação entre os níveis de vitamina D nas mulheres grávidas e o parto por cesariana. Quarenta e três das 253 mulheres do estudo, o equivalente a 17 por cento, tiveram os bebés por cesariana.

O estudo, publicado online na “The Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism”, descobriu que 28 por cento das mulheres com níveis séricos de 25-hidroxivitamina D abaixo dos 37,5 nmol/L (nanomoles por litro) realizaram uma cesariana, em comparação com 14 por cento das mulheres com níveis de 25-hidroxivitamina D acima dos 37,5 nmol/L.

O autor do estudo, o Dr. Michael Holick, referiu que, na análise, as mulheres grávidas que tinham deficiência de vitamina D na altura do parto tinham quase 4 vezes mais probabilidade de realizarem uma cesariana do que as mulheres que não tinham falta de vitamina D.

O investigador referiu ainda que investigações anteriores tinham relacionado a deficiência de vitamina D à fraqueza muscular proximal e à performance muscular e força abaixo do nível ideal, o que pode explicar as descobertas.

Isabel Marques

Psicoterapia e antidepressivos são ambos eficazes para a depressão

Investigadores holandeses relataram que as intervenções psicológicas e a terapia com fármacos são ambas efectivas para adultos que sofrem de depressão major, tendo cada uma as suas próprias qualidades.

O Dr. Pim Cuijpers, da Universidade Vrije de Amesterdão, e colegas referiram que um grande número de estudos sugere que tanto as terapias psicológicas como as farmacológicas são efectivas no tratamento de distúrbios depressivos ligeiros a moderados. Contudo, ainda não tinha sido estabelecido definitivamente se ambos os tipos de intervenção são igualmente efectivos.

Para investigar esta questão, os investigadores reuniram dados de 30 estudos comparativos de terapias psicológicas e farmacológicas, envolvendo um total de 3.178 pacientes diagnosticados com distúrbios depressivos. Um total de 1.612 participantes foram tratados com psicoterapia e os restantes 1.566 foram tratados com terapia à base de antidepressivos.

Os investigadores relataram, na “Journal of Clinical Psychiatry”, que a diferença entre as terapias psicológica e farmacológica não foi significativa para a depressão major.

Contudo, os resultados demonstraram que a terapia com antidepressivos foi significativamente mais efectiva do que as intervenções psicológicas no tratamento da distimia, uma forma de depressão ligeira crónica que perdura por um período mais longo, mas que não é tão extrema como outros tipos de depressão.

Enquanto que o tratamento com antidepressivos utilizados normalmente, denominados inibidores selectivos da recaptação da serotonina, foi significativamente mais efectivo do que o tratamento psicológico, a terapia com outros antidepressivos não diferiu significativamente das psicoterapias.

Os investigadores também descobriram que a taxa de desistência foi significativamente mais baixa nos tratamentos psicológicos, em comparação com os tratamentos com fármacos.

Isabel Marques

Fontes:
www.reutershealth.com/archive/2008/12/23/eline/links/20081223elin027.html

Obesidade aumenta o risco Linfedema derivado de cancro

Segundo investigadores, a tumefação de algum órgão do corpo decorrente da perturbação ou obstrução na circulação linfática, uma condição conhecida como linfedema, é mais comum em mulheres obesas ou com excesso de peso comparativamente aquelas com peso normal.

Esta condição é considerada comum, e normalmente desenvolve-se após cirurgia mamária devido à remoção ou danos nos nódulos linfáticos. Radiação derivada da terapia, infecções pós-operatórias e a idade também são factores a ter em conta.

O estudo baseou-se em 193 sobreviventes de cancro da mama. A equipa de investigadores descobriu que o risco de linfedema era entre 40 a 60% superior em mulheres com excesso de peso ou obesas, comparativamente a mulheres com peso normal.

Este risco é especialmente elevado em mulheres obesas ou com excesso de peso que experienciaram inchaços pós-operatórios depois da cirurgia.
De acordo com a análise dos cientistas, cerca de dois terços das sobreviventes do cancro da mama apresentam um risco de desenvolveram linfedema nos primeiros 30 meses após a operação.

"O linfedema tem um impacto profundo na saúde e no bem-estar, mas na maioria das vezes não é diagnosticado nem tratado pelos médicos e pacientes", afirmou Jane M. Armer, uma das investigadoras.

Um estudo anteriormente realizado já havia revelado que as mulheres que experienciaram esta condição após o tratamento de cancro da mama acabam por sofrer em silêncio. Outras acabam por não seguir os conselhos para tratamento dos seus médicos ou procuram outras alternativas sem o discutirem com o seu responsável de saúde.

Pedro Santos

http://www.nlm.nih.gov/medlineplus/news/fullstory_73037.html

Passeios na natureza mais revigorantes para a mente do que cenários urbanos

Investigadores norte-americanos referiram que passear num parque, ou visualizar fotografias da natureza, é mais revigorante mentalmente do que passear num ambiente urbano, ou visualizar fotografias urbanas.

Os psicólogos Marc G. Berman, John Jonides e Stephen Kaplan, da Universidade do Michigan, delinearam duas experiências para testar como as interacções com ambientes naturais e urbanos afectam os processos da atenção e da memória.

Na primeira experiência, um grupo de voluntários inicialmente completou uma tarefa delineada para desafiar a memória e a atenção. Seguidamente, os voluntários deram um passeio num parque ou na baixa da cidade de Ann Arbor, no Michigan. Após o passeio, os voluntários voltaram ao laboratório e foram testados novamente no cumprimento da tarefa inicial.

Na segunda experiência, após os voluntários terem cumprido a tarefa, visualizaram fotografias da natureza ou de ambientes urbanos e, seguidamente, repetiram a tarefa.

Os resultados da primeira experiência demonstraram que a performance na tarefa de memória e atenção melhorou muito depois do passeio pelo parque, mas não melhorou para os voluntários que passear na baixa da cidade.

O estudo, publicado na “Psychological Science”, também descobriu que o grupo que visualizou fotografias da natureza teve uma performance muito melhor na repetição da tarefa do que o grupo que visualizou cenários citadinos.

Isabel Marques

Fontes:

Tratamento da apneia do sono melhora controlo glicémico em diabéticos

Um relatório, publicado na “Journal of Clinical Sleep Medicine”, referiu que a terapia por Pressão Positiva Contínua das Vias Aéreas (CPAP), principalmente utilizada como tratamento da apneia obstrutiva do sono, melhora o controlo glicémico (açúcar no sangue), durante o sono, em pacientes que também têm diabetes tipo 2.

De acordo com o Dr. Arthur Dawson, da Scripps Clinic, na Califórnia, a diminuição média do nível de glicose nocturna nos pacientes diabéticos foi de cerca de 20 mg/dL. A redução foi menor nos pacientes com bom controlo glicémico e muito maior naqueles com mau controlo glicémico.

Esta descoberta sugere que tratar a apneia obstrutiva do sono pode ter um grande impacto na gestão dos diabéticos tipo 2 que, por qualquer razão, não conseguem baixar os níveis de glicose para o ponto ideal.

Os investigadores utilizaram um sistema de monitorização contínua da glicose para medir os níveis de glicose, durante o estudo poligráfico do sono ou polissonografia, em 20 pacientes com diabetes tipo 2 e apneia do sono moderada a grave. Isto foi efectuado antes e depois de quatro a 13 semanas de terapia por Pressão Positiva Contínua das Vias Aéreas.

Após o tratamento por CPAP, os pacientes apresentaram um aumento do tempo total de sono com menos tempo de estado desperto, após o início do sono.

Os níveis de glicose durante o sono foram mais baixos e menos variáveis com o tratamento por CPAP do que antes deste tratamento.

Os níveis médios de glicose durante o sono diminuíram em 10 dos 11 pacientes cujos níveis estavam acima dos 100 mg/dL, mas não diminuíram nos 9 pacientes que tinham níveis abaixo dos 100 mg/dL.

O nível médio de glicose durante 24 horas também diminuiu significativamente durante o tratamento por CPAP, mas a alteração da glicose durante o dia (das 7 às 23 horas) não foi estatisticamente significativo.

A apneia obstrutiva do sono, um dos distúrbios do sono mais comuns, é caracterizada pela interrupção da respiração durante o sono, devido ao bloqueio das vias aéreas, e por um ressonar alto. Esta situação resulta em despertares contínuos durante a noite, levando à privação do sono e à fadiga e sonolência durante o dia.

O tratamento por Pressão Positiva Contínua das Vias Aéreas (CPAP) é um método de ventilação respiratória, no qual um fluxo leve e contínuo de ar é entregue, através de uma máscara flexível colocada por cima do nariz, durante o sono. Isto mantém as vias aéreas abertas e previne episódios de privação de oxigénio (apneia) e subsequente despertar durante a noite.

Isabel Marques

Nova abordagem efectiva para a maioria dos distúrbios alimentares

Investigadores do Reino Unido identificaram um tipo de tratamento que pode ajudar a maioria das pessoas que sofrem de distúrbios alimentares, com resultados duradouros.

Os investigadores desenvolveram uma terapia para tratar os pacientes com distúrbio alimentar não especificado e aqueles com bulimia, denominada terapia cognitivo-comportamental melhorada (Enhanced Cognitive Behavioral Therapy - CBT-E). Em 2004, o Instituto Nacional de Saúde e Excelência Clínica (NICE) do Reino Unido recomendou a utilização desta terapia no Serviço Nacional de Saúde britânico.

De acordo com o que os investigadores relataram na “American Journal of Psychiatry”, o distúrbio alimentar não especificado, no qual uma pessoa tem padrões de distúrbios alimentares, mas não preenche os critérios para a bulimia nervosa ou anorexia nervosa, é o tipo mais comum de distúrbio alimentar, seguido pela bulimia nervosa.

A equipa de investigadores comparou duas abordagens derivadas da terapia cognitivo-comportamental melhorada. A primeira, a CBT-Ef, direcciona-se exclusivamente à psicopatologia do distúrbio alimentar, enquanto a segunda, a CBT-Eb, um tratamento apropriado para a instabilidade emocional, perfeccionismo clínico, baixa auto-estima, ou dificuldades interpessoais, foi adicionada à abordagem CBT-Ef.

Os investigadores incluíram 154 pacientes que tinham sido diagnosticados com um distúrbio alimentar, mas não estavam extremamente abaixo do peso. Os participantes foram submetidos a 20 semanas com um dos tratamentos (consistindo numa consulta de ambulatório de 50 minutos, uma vez por semana), e posteriormente 60 semanas de seguimento ou um período de lista de espera de oito semanas.

Sessenta semanas após o final do tratamento, os investigadores descobriram que o nível de distúrbio alimentar tinha sido reduzido para um ponto normal em 61,4 por cento dos pacientes com bulimia nervosa e em 45,7 por cento dos que sofriam de distúrbio alimentar não especificado.

A análise também sugeriu que os pacientes com mais problemas psicológicos beneficiaram mais com a CBT-Eb, enquanto aqueles com menos problemas tiveram mais melhorias com CBT-Ef.

O investigador principal, o Dr. Christopher G. Fairburn, da Universidade de Oxford, comentou que agora, pela primeira vez, existe um único tratamento que pode ser efectivo para a maioria dos casos, sem ser necessário que os pacientes sejam internados no hospital.

Oitenta por cento dos pacientes que se submetem a tratamento de ambulatório devido a um distúrbio alimentar integram-se numa de duas categorias, bulimia nervosa ou anorexia nervosa, mas o melhor tratamento para pacientes com um distúrbio alimentar não especificado ainda não tinha sido estudado.

Isabel Marques

Fontes:
www.reutershealth.com/archive/2008/12/22/eline/links/20081222elin005.html

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Medicamento para tosse pode tratar cancro da próstata

Investigadores norte-americanos afirmam que um ingrediente presente nos medicamentos da tosse mais comuns pode ser útil no tratamento do cancro da próstata

O estudo descobriu que a substância noscapina, utilizada em medicamentos para a tosse há mais de 50 anos, reduzia o crescimento de tumores em 60%, limitando ainda disseminação de tumores em 65% sem efeitos secundários prejudiciais.
No entanto, o facto do composto não poder ser patenteado limita o potencial do mesmo para testes clínicos.

Moshe Rogosnitzky, do MedInsight Research Institute, explicou que algumas farmacêuticas não estão dispostas a realizar testes clínicos dispendiosos sem conseguirem recuperar o seu investimeno. Um derivado sintético da noscapina já foi patenteado, embora não tenha chegado ainda à fase de testes clínicos.

Como a noscapina está aprovada para ser utilizada como supressor da tosse em diversos países, está disponível para ser prescrita pelos médicos para outros fins. Desta forma, a noscapina tem vindo a ser utilizada cada vez mais no tratamento de uma variedade de cancros.
Os investigadores pretendem agora dar continuidade a este estudo com testes clínicos efectuados em humanos.

Pedro Santos

http://www.upi.com/Health_News/2008/12/22/Cough_medication_may_treat_prostate_cancer/UPI-68491229928786/

Probióticos ajudam pacientes que estão a tomar antibióticos

Investigadores norte-americanos afirmam que os médicos podem ajudar os seus pacientes que estão a tomar antibióticos através de prescrição de probióticos

Os investigadores descobriram sete estudos que sustentavam que o uso de probióticos para evitar diarreia causada por antibióticos e infecções. Os probióticos não causavam efeitos adversos, nem mesmo em crianças, e não diminuíam a eficácia dos antibióticos.

"Com o nível de provas sobre a eficácia dos probióticos e a sua segurança, não encontramos nenhuma razão para não os prescrever quando se prescrevem antibióticos", afirmaram os investigadores em comunicado.

Os investigadores alertam ainda os médicos de forma a que eles prescrevam aqueles reconhecidos como sendo de qualidade, sugerindo a utilização de duas páginas da internet (www.consumerlab.com e www.usprobiotics.org) para encontrar uma lista completa de preparações benéficas à base de probióticos.

Pedro Santos

http://www.upi.com/Health_News/2008/12/22/Probiotics_help_patients_on_antibiotics/UPI-18281229971201/

Estudo demonstra que não há uma verdadeira cura para a ressaca

Parecem existir inúmeras recomendações sobre como prevenir ou curar uma ressaca alcoólica, mas investigadores norte-americanos revelaram que não existem evidências de que qualquer uma delas funcione.

Os investigadores da Faculdade de Medicina da Universidade de Indiana, a Dra. Rachel C. Vreeman e o Dr. Aaron E. Carroll, constataram que a Internet fornece intermináveis opções para prevenir ou tratar as ressacas alcoólicas, tais como tomar aspirinas e comer bananas.

Contudo, os investigadores, que realizaram uma revisão sistemática de ensaios aleatórios que avaliaram as intervenções médicas para prevenir ou tratar as ressacas, não encontraram intervenções efectivas, nem na medicina tradicional, nem na complementar.

Enquanto alguns pequenos estudos, que utilizaram pontuações de sintomas não validadas, demonstraram ligeiras melhoras, a conclusão da revisão exaustiva, publicada na “British Medical Journal”, foi de que o propranolol, a tropisetrona, o ácido tolfenâmico, a fructose ou a glicose, e os suplementos alimentares, incluindo borragem, alcachofra, figos da Índia, falharam na “cura” das ressacas.

Embora estudos mais recentes em ratos demonstrem que novos produtos, para alterar os mecanismos associados às ressacas, apresentam algum potencial, os humanos também enfrentam alguns riscos quando utilizam determinadas curas para a ressaca.

Uma ressaca é provocada pelo excesso de consumo de álcool, sendo que, em parte, o efeito diurético do álcool faz com que o corpo perca muita água e cause desidratação. Mas também pode dever-se ao efeito das substâncias que são produzidas durante a fermentação, o processamento ou o envelhecimento das bebidas, sendo que algumas são tóxicas.

Os sintomas mais comuns de uma ressaca são uma forte dor de cabeça, sede insaciável, depressão, mal-estar geral e maior sensibilidade ao barulho e às luzes.

No final, uma ressaca é simplesmente o modo do organismo dizer que se cometeu um excesso, pelo que os investigadores referem que a forma mais efectiva de a evitar é apenas consumir álcool com moderação, ou mesmo evitar o seu consumo.

Isabel Marques

Suplementos de vitaminas parecem ser ineficazes contra cancro e outras doenças

Resultados de um ensaio de longo prazo sugerem que tomar suplementos de vitaminas e minerais não ajuda a prevenir cancros, acidentes vasculares cerebrais (AVC) ou doença cardíaca.

Estes dados vêm contrariar a crença disseminada, assumida desde os anos 90, de que tomar vitaminas e minerais poderia ter um papel chave na prevenção de doenças, especialmente nas pessoas mais idosas.

Em alguns casos, tomar este tipo de suplementos pode ser pouco seguro, visto que uma dieta saudável fornece todos os elementos que a maioria das pessoas necessita.

De acordo com o Dr. Edgar R. Miller, da Faculdade de Medicina da Universdade Johns Hopkins, em Baltimore, estes suplementos são ineficazes e, em doses elevadas, podem provocar danos.
As pessoas não estão satisfeitas com as suas dietas, andam stressadas e pensam que os suplementos irão ajudar, mas é só um pensamento esperançoso, acrescentou.

Contudo, apenas para aquelas pessoas que não ingerem vitaminas e minerais suficientes através das dietas, os benefícios dos suplementos podem tornar-se evidentes.

Alguns médicos estão agora a aconselhar os seus pacientes a não se preocuparem com comprimidos e, em vez disso, a confiarem numa dieta saudável para fornecer as vitaminas e os minerais necessários.

Isabel Marques

Fontes:
www.upi.com/Health_News/2008/12/21/Extra_vitamins_have_no_effect_on_cancer/UPI-27381229883678/

Diabetes pré-existente aumenta risco de mortalidade por cancro

Investigadores norte-americanos referiram que os pacientes diabéticos que são diagnosticados com cancro têm um maior risco de morte, em comparação com os pacientes que não sofrem de diabetes.

A investigadora Bethany B. Barone, da Escola Bloomberg de Saúde Pública da Universidade Johns Hopkins, em Baltimore, e colegas conduziram uma meta-análise para examinar a associação entre a diabetes pré-existente e o risco de morte devido a todas as causas, a longo prazo, em pacientes com cancro.

Os investigadores identificaram 48 artigos científicos que preenchiam os critérios para o estudo, incluindo 23 artigos cujos dados podiam ser incluídos na meta-análise.

A meta-análise destes 23 estudos indicou que a diabetes pré-existente estava associada a um aumento do risco de morte devido a todas as causas, após um diagnóstico de cancro, em comparação com as pessoas com níveis de glicose normais, em todos os tipos de cancro.

Análises adicionais, por tipo de cancro, demonstraram que a diabetes pré-existente foi significativamente associada a um maior risco de morte devido a todas as causas, a longo prazo, para os cancros do endométrio, mama e colo-rectal.

Isabel Marques

Fontes:
www.upi.com/Health_News/2008/12/17/Pre-existing_diabetes_raises_cancer_death/UPI-32351229541444/