Investigadores alemães afirmam que o uso regular do telemóvel não aparenta aumentar o risco de uma pessoa contrair o tipo de cancro designado por melanoma ocular
O estudo envolveu cerca de 1600 pessoas, detectando que não existe qualquer ligação entre o tempo que se usa o telemóvel ao longo de uma década e a probabilidade de desenvolver melanoma ocular.
Estas descobertas vieram contradizer um outro estudo dos mesmos investigadores, embora mais pequeno, que tinha alertado para tal possibilidade.
O melanoma é um tipo de cancro bastante agressivo que se espalha rapidamente. Surge em células que produzem um pigmento denominado por melanina que dá cor à pele. Os olhos também possuem células que produzem melanina, embora o melanoma ocular seja considerado raro.
A questão sobre se o uso prolongado de telemóveis causava cancro, e tumores cerebrais em particular, tem vindo a ser bastante pertinente, mas a maioria dos estudos que se debruçam no assunto não têm encontrado qualquer ligação.
Pedro Santos
http://www.nlm.nih.gov/medlineplus/news/fullstory_73797.html
quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
Excesso de café pode provocar alucinações
Estudo efectuado por psicólogos britânicos sugere que o consumo em grandes quantidades de café pode fazer com que uma pessoa tenha uma propensão para alucinações
Segundo a pesquisa, consumir mais de sete chávenas de café por dia tem uma probabilidade três vezes superior de uma pessoa ouvir vozes, ver coisas que não existem ou até acreditar na presença de pessoas que já morreram, comparativamente aos que bebem apenas uma chávena.
“As alucinações não são necessariamente um sinal de doença mental. A maioria das pessoas tem experiências breves de ouvir vozes quando não há ninguém presente e cerca de 3% ouvem tais vozes regularmente”, afirmou Simon Jones, líder do estudo.
Os investigadores atribuem estes resultados ao facto do café poder levar a um aumento da produção de uma hormona denominada por cortisol.
A cafeína aumenta os efeitos fisiológicos do stress, e neste estado o corpo liberta cortisol, sendo que uma concentração mais elevada da substância no organismo pode fazer com que uma pessoa ouça vozes que não existem.
“Este é o primeiro passo para observar os factores mais amplos associados a alucinações”, afirmou Simon Jones. “Pesquisas anteriores sublinharam vários factores importantes, como trauma de infância, que pode levar a alucinações clinicamente relevantes”, acrescentou.
Os cientistas esperam agora que este estudo contribua para um melhor entendimento do efeito da nutrição sobre alucinações.
Pedro Santos
http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2009/01/090114_cafe_vozes.shtml
Segundo a pesquisa, consumir mais de sete chávenas de café por dia tem uma probabilidade três vezes superior de uma pessoa ouvir vozes, ver coisas que não existem ou até acreditar na presença de pessoas que já morreram, comparativamente aos que bebem apenas uma chávena.
“As alucinações não são necessariamente um sinal de doença mental. A maioria das pessoas tem experiências breves de ouvir vozes quando não há ninguém presente e cerca de 3% ouvem tais vozes regularmente”, afirmou Simon Jones, líder do estudo.
Os investigadores atribuem estes resultados ao facto do café poder levar a um aumento da produção de uma hormona denominada por cortisol.
A cafeína aumenta os efeitos fisiológicos do stress, e neste estado o corpo liberta cortisol, sendo que uma concentração mais elevada da substância no organismo pode fazer com que uma pessoa ouça vozes que não existem.
“Este é o primeiro passo para observar os factores mais amplos associados a alucinações”, afirmou Simon Jones. “Pesquisas anteriores sublinharam vários factores importantes, como trauma de infância, que pode levar a alucinações clinicamente relevantes”, acrescentou.
Os cientistas esperam agora que este estudo contribua para um melhor entendimento do efeito da nutrição sobre alucinações.
Pedro Santos
http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2009/01/090114_cafe_vozes.shtml
quarta-feira, 14 de janeiro de 2009
Epidurais parecem ser mais seguras do que se pensava anteriormente
Investigadores britânicos referiram que estudos anteriores sobrevalorizaram os potenciais riscos de complicações graves das anestesias espinal e epidural.
O estudo, publicado na “British Journal of Anesthesia”, concluiu que o risco estimado de danos permanentes, resultantes de uma anestesia espinal ou epidural, é menor do que 1 em 20 mil e que, em muitas circunstâncias, o risco estimado é consideravelmente baixo.
Os investigadores descobriram que a probabilidade de se sofrer danos graves devido a uma anestesia espinal ou epidural é consideravelmente melhor do que 1 em 20 mil. O risco de se ficar paralisado por uma destas injecções é 2 a 3 vezes mais raro do que sofrer qualquer dano permanente.
O risco para as mulheres que necessitam de um alívio para as dores devido a uma cesariana ou a um parto é ainda mais baixo, sendo que a estimativa mais pessimista de danos permanentes é de 1 em 80 mil e, segundo os investigadores, poderá ser muito mais baixa.
O investigador principal, o Dr. Tim Cook, do Hospital Royal United, em Bath, na Inglaterra, referiu que se sabe há muito tempo que estas complicações ocorrem mais frequentemente após uma cirurgia. Possivelmente, a razão deve-se ao facto de muitos desses pacientes serem idosos com problemas médicos, sendo que o processo cirúrgico em si aumenta os riscos.
O Dr. Cook acrescentou que muitas complicações das epidurais ocorrem após uma cirurgia major em pacientes idosos e doentes. Os riscos também devem ser ponderados em relação aos benefícios comummente aceites das epidurais.
Isabel Marques
Fontes:
www.upi.com/Health_News/2009/01/13/Epidurals_safer_than_previously_thought/UPI-20341231895468/
Dicas de saúde: Como evitar uma intoxicação por monóxido de carbono
Passos para proteger a sua casa e a sua família
O monóxido de carbono é gás que não tem cheiro, nem cor, mas que pode levar a uma intoxicação grave e mesmo à morte, se for inalado em quantidades significativas.
As fontes potenciais incluem: aquecedores a gás ou a querosene não ventilados, fornalhas, fornos a lenha, fornos a gás, lareiras, caldeiras e esquentadores, e a exaustão dos automóveis.
Os sintomas de intoxicação por monóxido de carbono podem incluir cansaço, dores de cabeça, desorientação, náuseas e tonturas.
O Conselho Nacional de Segurança norte-americano indica as seguintes sugestões para ajudar a protegê-lo e aos seus entes queridos de uma intoxicação por monóxido de carbono:
- Assegure-se de que todos os equipamentos na sua casa estão instalados adequadamente e a funcionar correctamente;
- Tenha o cuidado de inspeccionar e limpar todos os anos a fornalha, as chaminés e os canos;
- Se utilizar a lareira assegure-se de que os canos e a chaminé estão abertos;
- Nunca aqueça a casa com equipamentos a gás;
- Assegure-se de que o forno e a fornalha ventilam para o exterior e que não existem fugas nos sistemas de exaustão. Assegure-se ainda que a fornalha recebe ar fresco suficiente;
- Nunca queime carvão dentro de portas ou em qualquer espaço fechado;
- Nunca deixe uma ferramenta que funcione a gás ou um veículo a trabalhar dentro da garagem ou numa oficina, ou em qualquer sítio interior;
- Nunca utilize aquecedores a gás ou a querosene dentro de portas.
Isabel Marques
Fontes:
www.nlm.nih.gov/medlineplus/news/fullstory_73765.html
Síndrome Metabólica: Exercício e dieta reduzem risco em crianças
Estudo afirma que prevenir a obesidade promove a função dos vasos sanguíneos, mesmo sem perder peso
Os componentes da síndrome metabólica que se encontram nas crianças devem ser tratadas por médicos que também as encorajam a melhorar a sua dieta e prática de exercício.
A Síndrome metabólica é a designação atribuída a um conjunto de factores de risco ou valores analíticos que condicionam um grande aumento do risco de desenvolver doenças cardiovasculares e/ou Diabetes mellitus tipo II.
Nos adultos, a doença surge quando estes têm pelo menos três factores de risco, como obesidade abdominal, níveis baixos de HDL (o chamado “bom colesterol”), elevado nível de triglicerideos ou hipertensão.
Apesar de por vezes ser difícil diagnosticar a doença em crianças, tais eventos podem também acontecer nestas. O estudo veio alertar para que os profissionais clínicos passassem a medir e a tratar os sintomas individuais que podem levar à doença através de um combate a dietas pobres e promovendo a prática de exercício físico.
“Os factores de risco adversos e as ligações entre eles que podem eventualmente levar à doença começam durante a infância”, afirmou Júlia Steinberger, directora de Ecocardiografia Pediátrica e Cardiologia Preventiva no hospital pediátrico da Universidade de Minnesota, Estados Unidos.
Grande parte do risco acrescido está ligado ao aumento contínuo da obesidade infantil, que segundo a referida associação, encontra-se em 17% nas crianças com idades compreendidas entre os 6 e os 19 anos.
“Não podemos afirmar que a obesidade infantil é o nosso maior problema”, afirmou Steinberger. “Já foi demonstrado que uma dieta eficaz e a prática de exercício melhoravam o problema da obesidade nas crianças”, concluiu.
Pedro Santos
http://www.nlm.nih.gov/medlineplus/news/fullstory_73773.html
Os componentes da síndrome metabólica que se encontram nas crianças devem ser tratadas por médicos que também as encorajam a melhorar a sua dieta e prática de exercício.
A Síndrome metabólica é a designação atribuída a um conjunto de factores de risco ou valores analíticos que condicionam um grande aumento do risco de desenvolver doenças cardiovasculares e/ou Diabetes mellitus tipo II.
Nos adultos, a doença surge quando estes têm pelo menos três factores de risco, como obesidade abdominal, níveis baixos de HDL (o chamado “bom colesterol”), elevado nível de triglicerideos ou hipertensão.
Apesar de por vezes ser difícil diagnosticar a doença em crianças, tais eventos podem também acontecer nestas. O estudo veio alertar para que os profissionais clínicos passassem a medir e a tratar os sintomas individuais que podem levar à doença através de um combate a dietas pobres e promovendo a prática de exercício físico.
“Os factores de risco adversos e as ligações entre eles que podem eventualmente levar à doença começam durante a infância”, afirmou Júlia Steinberger, directora de Ecocardiografia Pediátrica e Cardiologia Preventiva no hospital pediátrico da Universidade de Minnesota, Estados Unidos.
Grande parte do risco acrescido está ligado ao aumento contínuo da obesidade infantil, que segundo a referida associação, encontra-se em 17% nas crianças com idades compreendidas entre os 6 e os 19 anos.
“Não podemos afirmar que a obesidade infantil é o nosso maior problema”, afirmou Steinberger. “Já foi demonstrado que uma dieta eficaz e a prática de exercício melhoravam o problema da obesidade nas crianças”, concluiu.
Pedro Santos
http://www.nlm.nih.gov/medlineplus/news/fullstory_73773.html
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Sociedade/Saúde Pública;
FDA autoriza farmacêuticas a informar médicos sobre indicações não aprovadas
A agência reguladora norte-americana (FDA) definiu as orientações que autorizam as empresas a alertar os profissionais de saúde sobre indicações não aprovadas dos seus medicamentos.
Esta prática é bastante contestada por críticos do marketing farmacêutico uma vez que estas orientações permitem aos fabricantes farmacêuticos distribuir cópias de artigos médicos que descrevem usos não aprovados dos medicamentos, uma medida que pode ajudar as empresas a expandir os mercados de fármacos e dispositivos médicos.
A indústria farmacêutica está proibida, por lei, de publicitar os seus medicamentos para indicações não aprovadas pela FDA. No entanto, os médicos podem prescrever medicamentos para outras indicações caso o considerem apropriado tendo em conta a condição do doente.
“A Saúde Pública é bem servida quando os profissionais de saúde recebem informações médicas e científicas verdadeiras sobre indicações não aprovadas”, argumentou a FDA.
Segundo Ken Johnson, porta-voz da Pharmaceutical Research and Manufacturers of América, apesar das companhias farmacêuticas receberam as orientações da FDA sem quaisquer problemas, a distribuição de estudos científicos ajuda a assegurar que os profissionais de saúde recebam informações de médicas rigorosas, deixando assim de estar dependentes do longo processo de aprovação de medicamentos para outras indicações.
Pedro Santos
fonte: e-mail netfarma
Esta prática é bastante contestada por críticos do marketing farmacêutico uma vez que estas orientações permitem aos fabricantes farmacêuticos distribuir cópias de artigos médicos que descrevem usos não aprovados dos medicamentos, uma medida que pode ajudar as empresas a expandir os mercados de fármacos e dispositivos médicos.
A indústria farmacêutica está proibida, por lei, de publicitar os seus medicamentos para indicações não aprovadas pela FDA. No entanto, os médicos podem prescrever medicamentos para outras indicações caso o considerem apropriado tendo em conta a condição do doente.
“A Saúde Pública é bem servida quando os profissionais de saúde recebem informações médicas e científicas verdadeiras sobre indicações não aprovadas”, argumentou a FDA.
Segundo Ken Johnson, porta-voz da Pharmaceutical Research and Manufacturers of América, apesar das companhias farmacêuticas receberam as orientações da FDA sem quaisquer problemas, a distribuição de estudos científicos ajuda a assegurar que os profissionais de saúde recebam informações de médicas rigorosas, deixando assim de estar dependentes do longo processo de aprovação de medicamentos para outras indicações.
Pedro Santos
fonte: e-mail netfarma
Ingestão desequilibrada de sódio e potássio associada a doença cardíaca
Um novo estudo sugere que demasiado sódio e pouco potássio na dieta alimentar pode aumentar o risco de doenças cardiovasculares, como acidente vascular cerebral (AVC), ataques cardíaco ou outros eventos.
Os resultados do estudo também sugerem que aumentar o consumo de potássio, juntamente com o bom-senso de reduzir a ingestão de sal, pode reverter este risco.
As descobertas, que foram publicadas na edição de 12 de Janeiro da “Archives of Internal Medicine”, basearam-se numa análise de longo prazo a cerca de 3 mil pessoas com pré-hipertensão, realizada pelo Instituto norte-americano do Coração, Pulmões e Sangue.
Os investigadores descobriram que, para as pessoas com pressão sanguínea normal alta, ou pré-hipertensão (120-139/80-89 mmHg), cada aumento de unidade na razão sódio/potássio aumentava as probabilidades de doença cardiovascular em 24 por cento.
Isabel Marques
Fontes:
www.nlm.nih.gov/medlineplus/news/fullstory_73729.html
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alimentação,
hipertensão
Pastilhas de nicotina podem ajudar a deixar gradualmente o tabaco
Os fumadores que se querem desabituar dos cigarros progressivamente, em vez de deixarem de fumar imediatamente, podem beneficiar da utilização de pastilhas elásticas de nicotina.
A terapia de substituição de nicotina tem sido utilizada para ajudar os fumadores a deixarem o hábito, mas apenas para aqueles que estão dispostos a parar de fumar abruptamente.
O novo estudo analisou se as pastilhas de nicotina poderiam também ajudar os fumadores a deixarem de fumar gradualmente, um caminho que a maioria das pessoas preferiria seguir, segundo indicam as investigações.
Os investigadores descobriram que, entre cerca de 3.300 fumadores que queriam deixar de fumar gradualmente, aqueles que receberam aleatoriamente pastilhas de nicotina, à medida que diminuíam o consumo de cigarros, eram mais bem sucedidos do que aqueles que receberam pastilhas ou placebo, ou seja, sem efeito terapêutico.
Embora a maioria dos participantes não tenha conseguido deixar o tabaco completamente, aqueles que utilizaram as pastilhas de nicotina foram mais bem sucedidos, tendo 26 por cento atingido a abstinência total em oito semanas de tratamento, em comparação com 18 por cento do grupo do placebo.
Entre os participantes que deixaram de fumar, aqueles que utilizaram as pastilhas de nicotina tinham o dobro da probabilidade de se manterem continuamente em abstinência um mês depois, o que correspondeu a 10 por cento em relação a 4 por cento do grupo do placebo.
Os investigadores relataram, na “American Journal of Preventive Medicine”, que estes tinham igualmente melhores hipóteses de continuarem livres do tabaco durante seis meses. Seis por cento dos utilizadores de pastilhas de nicotina foram continuamente abstinentes durante seis meses, enquanto o mesmo aconteceu para 2 por centos dos participantes do grupo do placebo.
De acordo com o Dr. Saul Shiffman, da Universidade de Pittsburgh, na Pensilvânia, estas taxas de desistência de fumar parecem modestas, mas os participantes não receberam aconselhamento comportamental, nem outro tipo de ajuda para além das pastilhas de nicotina.
Isabel Marques
Fontes:
www.reutershealth.com/archive/2009/01/12/eline/links/20090112elin001.html
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medicamentos,
tabagismo
Vicks VapoRub pode causar problemas em crianças com menos de 2 anos
O Vicks VapoRub, um descongestionador nasal utilizado para as constipações, pode provocar dificuldades respiratórias em crianças com menos de 2 anos, quando aplicado de forma inadequada directamente debaixo do nariz. Os investigadores norte-americanos referiam que utilizar o produto desta forma pode fazer com que as vias aéreas estreitas das crianças pequenas dilatem e se encham de muco, despoletando graves problemas respiratórios.
O Dr. Bruce Rubin, da Faculdade de Medicina da Universidade de Wake Forest, na Carolina do Norte, referiu que o único problema observado foi em crianças pequenas, quando o produto foi aplicado debaixo do nariz.
O Dr. Rubin acrescentou que os ingredientes do Vicks VapoRub podem ser irritantes, fazendo com que o organismo produza mais muco para proteger as vias aéreas. Uma vez que as crianças mais pequenas têm vias aéreas muito mais estreitas do que as de um adulto, qualquer aumento de muco ou dilatação tem mais efeitos graves.
O estudo, publicado na revista científica “Chest”, refere que o fabricante do produto é muito claro referindo que este nunca deve ser administrado debaixo do nariz ou directamente no nariz em ninguém, e que não deve ser utilizado em crianças com menos de 2 anos.
Embora os investigadores apenas tenham testado o Vicks VapoRub, o Dr. Rubin referiu que produtos semelhantes, incluindo versões genéricas, podem provocar os mesmos efeitos negativos nos bebés e crianças pequenas.
Os investigadores começaram a analisar a utilização do medicamento, após terem tratado uma menina de 18 meses que desenvolveu problemas respiratórios, após o bálsamo ter sido aplicado debaixo do seu nariz.
Os investigadores estudaram furões, que têm vias aéreas semelhantes às dos humanos, com uma infecção respiratória, tendo o produto aumentado a secreção de muco e diminuído a capacidade dos animais limparem o muco.
O porta-voz da Procter & Gamble, David Bernens, afirmou que estas descobertas são uma surpresa, visto que o Vicks VapoRub tem-se demonstrado seguro e efectivo em diversos ensaios clínicos, estando no mercado há mais de 100 anos. Bernens referiu ainda que a rotulagem do produto refere que este não deve ser utilizado em crianças com menos de 2 anos, sem o conselho do médico, nem ser aplicado debaixo do nariz.
O Dr. Rubin afirmou que recomenda que o Vicks VapoRub nunca seja aplicado dentro ou debaixo do nariz de qualquer pessoa, adulto ou criança, acrescentado que nunca o utilizaria numa criança com menos de 2 anos.
O Dr. James Mathers, presidente do Colégio norte-americano de Pneumologistas (American College of Chest Physicians), referiu que os pais devem consultar o médico antes de administrar medicamentos de venda livre às crianças pequenas, especialmente fármacos para a tosse e constipações, que podem ser prejudiciais.
Isabel Marques
Fontes:
www.reutershealth.com/archive/2009/01/13/eline/links/20090113elin010.html
www.reutershealth.com/archive/2009/01/13/eline/links/20090113elin010.html
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Alertas,
crianças,
medicamentos
terça-feira, 13 de janeiro de 2009
Frio pode aumentar tensão arterial em idosos
Segundo um estudo publicado, a descida de temperatura pode aumentar a tensão arterial em idosos.
A pesquisa analisou perto de 9 mil pessoas, com idade superior a 65 anos, notando que tanto a pressão sistólica (pressão arterial máxima) como a pressão diastólica (pressão arterial mínima) aumentavam com a mudança das estações.
A média da pressão arterial sistólica, por exemplo, era cinco pontos maior durante o Inverno comparativamente ao Verão.
As razões para esta correlação não são no entanto conhecidas. Os autores do estudo afirmam que podem estar relacionadas ao barorreflexo, um mecanismo da regulação da tensão arterial que se altera em pessoas mais velhas, ou uma função do sistema nervoso simpático que ajuda a controlar acções involuntárias.
Estudos previamente realizados já havido sugerido que a variação sazonal tinha um impacto na tensão arterial, mas não especificamente em idosos.
“Apesar do nosso estudo não demonstrar uma ligação entre a tensão arterial e a temperatura externa, a relação que observámos tem um potencial importante com consequências para o controlo da pressão arterial dos idosos”, afirmaram os autores do estudo.
Pedro Santos
http://www.nlm.nih.gov/medlineplus/news/fullstory_73723.html
A pesquisa analisou perto de 9 mil pessoas, com idade superior a 65 anos, notando que tanto a pressão sistólica (pressão arterial máxima) como a pressão diastólica (pressão arterial mínima) aumentavam com a mudança das estações.
A média da pressão arterial sistólica, por exemplo, era cinco pontos maior durante o Inverno comparativamente ao Verão.
As razões para esta correlação não são no entanto conhecidas. Os autores do estudo afirmam que podem estar relacionadas ao barorreflexo, um mecanismo da regulação da tensão arterial que se altera em pessoas mais velhas, ou uma função do sistema nervoso simpático que ajuda a controlar acções involuntárias.
Estudos previamente realizados já havido sugerido que a variação sazonal tinha um impacto na tensão arterial, mas não especificamente em idosos.
“Apesar do nosso estudo não demonstrar uma ligação entre a tensão arterial e a temperatura externa, a relação que observámos tem um potencial importante com consequências para o controlo da pressão arterial dos idosos”, afirmaram os autores do estudo.
Pedro Santos
http://www.nlm.nih.gov/medlineplus/news/fullstory_73723.html
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Saúde Pública
Falta de sono aumenta risco de constipações
Investigadores norte-americanos afirmam que quanto menos uma pessoa dorme, maior é a probabilidade de apanhar uma constipação
O estudo descobriu que as pessoas que dormiam menos de 7 horas por noite aparentavam ter uma probabilidade 3 vezes superior de desenvolver doenças respiratórias seguidas à exposição do vírus da constipação, comparativamente aos que dormiam 8 horas ou mais.
A equipa de investigadores estudou 153 homens e mulheres saudáveis, com uma média de idades de 37 anos, entre 2000 e 2004. Os participantes eram entrevistados individualmente todos os dias durante duas semanas, afirmando o número de horas que dormiam por noite, qual a percentagem de tempo que passavam na cama a dormir, e qual passavam a descansar.
Posteriormente eram colocadas em quarentena e administradas com gotas nasais causadoras do vírus da constipação rhinovirus. Durante 5 dias os participantes revelaram sinais e sintomas de doença, e tinham amostras de muco nasal colhidas para posterior análise. Após o período de 28 dias eram submetidos a uma análise de sangue de forma a testar as respostas dos anticorpos ao vírus.
Uma eficácia reduzida de sono (percentagem de tempo passada na cama a dormir) foi associada ao desenvolvimento da constipação. Os participantes que passavam menos de 92% do seu tempo na cama a dormir tinham uma probabilidade 5 vezes e meia superior de ficarem doentes comparativamente aos que tinham uma eficácia de 98% ou mais.
Pedro Santos
http://www.upi.com/Health_News/2009/01/13/Less_sleep_increases_risk_of_getting_cold/UPI-79441231827068/
O estudo descobriu que as pessoas que dormiam menos de 7 horas por noite aparentavam ter uma probabilidade 3 vezes superior de desenvolver doenças respiratórias seguidas à exposição do vírus da constipação, comparativamente aos que dormiam 8 horas ou mais.
A equipa de investigadores estudou 153 homens e mulheres saudáveis, com uma média de idades de 37 anos, entre 2000 e 2004. Os participantes eram entrevistados individualmente todos os dias durante duas semanas, afirmando o número de horas que dormiam por noite, qual a percentagem de tempo que passavam na cama a dormir, e qual passavam a descansar.
Posteriormente eram colocadas em quarentena e administradas com gotas nasais causadoras do vírus da constipação rhinovirus. Durante 5 dias os participantes revelaram sinais e sintomas de doença, e tinham amostras de muco nasal colhidas para posterior análise. Após o período de 28 dias eram submetidos a uma análise de sangue de forma a testar as respostas dos anticorpos ao vírus.
Uma eficácia reduzida de sono (percentagem de tempo passada na cama a dormir) foi associada ao desenvolvimento da constipação. Os participantes que passavam menos de 92% do seu tempo na cama a dormir tinham uma probabilidade 5 vezes e meia superior de ficarem doentes comparativamente aos que tinham uma eficácia de 98% ou mais.
Pedro Santos
http://www.upi.com/Health_News/2009/01/13/Less_sleep_increases_risk_of_getting_cold/UPI-79441231827068/
Sono insuficiente diminui resistência à constipação comum
As pessoas que dormem menos de sete horas por noite parecem ter uma probabilidade três vezes maior de desenvolver uma doença respiratória, após a exposição ao vírus da constipação, em comparação com aqueles que dormem oito horas ou mais.
O Dr. Sheldon Cohen, da Universidade de Carnegie Mellon, em Pittsburgh, explicou que estudos experimentais demonstraram que a privação de sono resulta numa função imune mais fraca. Contudo, existem poucas evidências directas que suportem a teoria de que o sono afecta a susceptibilidade às doenças.
A equipa de investigadores entrevistou 153 homens e mulheres diariamente, durante 14 dias consecutivos, para saber quantas horas dormiam por noite, que percentagem do seu tempo na cama era passado a dormir (o que os investigadores denominaram eficiência do sono) e se se sentiam descansados.
Posteriormente, os participantes do estudo ficaram de quarentena e foram-lhes administradas gotas nasais contendo o rinovírus que provoca a comum constipação.
Os resultados demonstraram que quanto menos uma pessoa dormisse, maior era a probabilidade de desenvolver uma constipação.
Uma eficiência do sono mais reduzida também foi associada ao desenvolvimento de uma constipação, sendo que os homens e mulheres que passaram menos de 92 por cento do seu tempo na cama a dormir tinham uma probabilidade 5,5 vezes maior de ficarem doentes, em comparação com aqueles cuja eficiência do sono era de 98 por cento ou mais. Sentir-se descansado não foi associado a constipações.
Estes dados, publicados na “Archives of Internal Medicine”, suportam as sete a oito horas de sono como um objectivo razoável. Contudo, mesmo um distúrbio do sono habitual (perdas de sono de 2 a 8 por cento, 10 a 38 minutos para quem dorme 8 horas) foi associado a um risco 3,9 vezes maior de desenvolver uma constipação.
Isabel Marques
Fontes:
www.reutershealth.com/archive/2009/01/12/eline/links/20090112elin026.html
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constipações,
Saúde
Estudo da UE revela que sarampo ainda persiste na Europa
Um estudo da União Europeia (UE) revela que o sarampo persiste como um problema de saúde na Europa, principalmente porque muito poucas crianças estão a ser convenientemente vacinadas.
O estudo, publicado na revista científica “The Lancet”, refere que a doença, cujos sintomas incluem febre, durante quatro dias, acompanhada de tosse, nariz congestionado, conjuntivite e erupção na pele, provavelmente não será eliminada no próximo ano, como os oficiais de saúde esperavam.
O estudo, realizado pelo Instituto Statens Serum da Dinamarca para a Comissão Europeia (CE), descobriu 12.132 casos de sarampo na Europa. A maioria ocorreu na Grã-Bretanha, Alemanha, Itália, Roménia e Suiça, tendo sido registadas sete mortes.
O número de casos registados aumentou apesar da introdução, há mais de 20 anos, de uma vacina contra o sarampo nos programas de vacinação infantil de rotina.
Na maioria dos casos, as crianças infectadas não foram vacinadas ou foram vacinadas de forma incompleta.
A vacina VASPR, que fornece imunização contra o sarampo, a papeira e a rubéola, geralmente é administrada às crianças quando estas completam um ano, recebendo uma segunda dose por volta dos 4 ou 5 anos.
A segunda dose não é um reforço, mas antes uma dose para produzir imunidade numa pequena percentagem de crianças que não desenvolveram imunidade ao sarampo após a primeira dose.
O estudo conclui que a elevada incidência de sarampo, em alguns países europeus, revela uma cobertura de vacinação sub-óptima, o que, por sua vez, levanta sérias dúvidas de que o objectivo da eliminação da doença até 2010 possa ser atingido.
De facto, a doença não será eliminada sem uma maior utilização da vacina VASPR.
Isabel Marques
Fontes:
www.upi.com/Health_News/2009/01/12/EU_study_Measles_persists_in_Europe/UPI-45341231793782/
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Doenças,
Saúde Pública,
União Europeia
Apogen critica Governo por gasto desnecessário na Saúde
Segundo a Apogen, mais de 165 milhões de euros vão ser gastos a mais pelo Estado e utentes este ano devido à recusa do Governo em descer os preços de referência
A decisão do Governo de não descer o preço de referência dos medicamentos vai ter um impacto brutal na despesa da Saúde, de acordo com a Associação Portuguesa de Medicamentos Genéricos (Apogen). Pelas suas contas e com base no que foi gasto em 2008, o Estado e os utentes podem pagar, em 2009, mais de 165 milhões de euros pela recusa do Governo em descer os preços de referência, uma medida que estava prevista na legislação, mas que foi entretanto "congelada" devido a uma portaria de 31 de Dezembro dos ministérios da Saúde e da Economia.
Em 2008, os medicamentos originadores e os respectivos genéricos registaram um volume de vendas de 1.170 milhões de euros, sendo que os medicamentos genéricos representaram 616 milhões de euros, ou seja, uma diferença de quase 553 milhões de euros. De acordo com a Apogen, seria nesta diferença que o Governo poderia poupar dinheiro ao Estado e aos contribuintes visto que se o preço de referência tivesse baixado a 1 de Janeiro, como aliás estava previsto na lei, a despesa do Estado e dos utentes nos medicamentos abrangidos poderia cair 30%, ou seja, mais de 165 milhões de euros.
Para a Apogen, esta decisão apenas vem beneficiar as farmacêuticas dos chamados medicamentos originadores e também das cópias. Para o Governo, para descer a despesa do Estado e dos utentes com os medicamentos teria de baixar o preço de referência e forçar as empresas a baixar os preços dos seus medicamentos para o preço de referência, tal como fez com a redução de preços dos genéricos.
"Não faz sentido que o Estado se penalize e penalize os utentes em muitos milhões de euros, e ainda distorça o normal funcionamento do mercado, ao estabelecer preços muito diferentes para medicamentos iguais, afirmou Paulo Lilaia, presidente da Apogen.
Pedro Santos
http://saude.sapo.pt/artigos/noticias_actualidade/ver.html?id=908208
A decisão do Governo de não descer o preço de referência dos medicamentos vai ter um impacto brutal na despesa da Saúde, de acordo com a Associação Portuguesa de Medicamentos Genéricos (Apogen). Pelas suas contas e com base no que foi gasto em 2008, o Estado e os utentes podem pagar, em 2009, mais de 165 milhões de euros pela recusa do Governo em descer os preços de referência, uma medida que estava prevista na legislação, mas que foi entretanto "congelada" devido a uma portaria de 31 de Dezembro dos ministérios da Saúde e da Economia.
Em 2008, os medicamentos originadores e os respectivos genéricos registaram um volume de vendas de 1.170 milhões de euros, sendo que os medicamentos genéricos representaram 616 milhões de euros, ou seja, uma diferença de quase 553 milhões de euros. De acordo com a Apogen, seria nesta diferença que o Governo poderia poupar dinheiro ao Estado e aos contribuintes visto que se o preço de referência tivesse baixado a 1 de Janeiro, como aliás estava previsto na lei, a despesa do Estado e dos utentes nos medicamentos abrangidos poderia cair 30%, ou seja, mais de 165 milhões de euros.
Para a Apogen, esta decisão apenas vem beneficiar as farmacêuticas dos chamados medicamentos originadores e também das cópias. Para o Governo, para descer a despesa do Estado e dos utentes com os medicamentos teria de baixar o preço de referência e forçar as empresas a baixar os preços dos seus medicamentos para o preço de referência, tal como fez com a redução de preços dos genéricos.
"Não faz sentido que o Estado se penalize e penalize os utentes em muitos milhões de euros, e ainda distorça o normal funcionamento do mercado, ao estabelecer preços muito diferentes para medicamentos iguais, afirmou Paulo Lilaia, presidente da Apogen.
Pedro Santos
http://saude.sapo.pt/artigos/noticias_actualidade/ver.html?id=908208
segunda-feira, 12 de janeiro de 2009
Cereais de aveia podem ajudar a controlar diabetes
Investigadores escoceses vão procurar determinar se os efeitos secundários da diabetes tipo 2 podem ser controlados através de uma dieta rica em cereais ricos em aveia
O governo escocês vai financiar um estudo com a duração de 16 semanas efectuado em 60 voluntários, estudo esse que será conduzido por investigadores provenientes de Inverness e Aberdeen.
O estudo foi organizado por investigadores da University of the Highlands and Islands, a Universidade de Aberdeen e o Instituto Rowett.
"O objectivo é o de desenvolver novos planos de dieta que possam vir a contribuir para o controlo da diabetes, adiar o uso de medicamentos para controlar os níveis de açúcar no sangue, e potencialmente reduzir o risco de complicações derivadas da doença", afirmou Sandra MacRury, professora no departamento de diabetes e ciência cardiovascular.
A diabetes é uma doença crónica que se caracteriza pelo aumento dos níveis de açúcar (glicose) no sangue e pela incapacidade do organismo em transformar toda a glicose proveniente dos alimentos. À quantidade de glicose no sangue chama-se glicemia e quando esta aumenta diz-se que o doente está com hiperglicemia.
Nos adultos, a diabetes é, geralmente, do tipo 2, manifestando-se através de vários sintomas, como urinar em grande quantidade e frequentemente, especialmente durante a noite (poliúria), ter sede constante e intensa (polidipsia), fome constante e difícil de saciar (polifagia), fadiga, comichão (prurido) no corpo, designadamente nos órgãos genitais e visão turva.
Pedro Santos
http://www.upi.com/Health_News/2009/01/10/Researchers_Oat_cereals_may_curb_diabetes/UPI-29951231622910/
http://www.portaldasaude.pt/portal/conteudos/enciclopedia+da+saude/doencas/doencas+cronicas/diabetes.htm
O governo escocês vai financiar um estudo com a duração de 16 semanas efectuado em 60 voluntários, estudo esse que será conduzido por investigadores provenientes de Inverness e Aberdeen.
O estudo foi organizado por investigadores da University of the Highlands and Islands, a Universidade de Aberdeen e o Instituto Rowett.
"O objectivo é o de desenvolver novos planos de dieta que possam vir a contribuir para o controlo da diabetes, adiar o uso de medicamentos para controlar os níveis de açúcar no sangue, e potencialmente reduzir o risco de complicações derivadas da doença", afirmou Sandra MacRury, professora no departamento de diabetes e ciência cardiovascular.
A diabetes é uma doença crónica que se caracteriza pelo aumento dos níveis de açúcar (glicose) no sangue e pela incapacidade do organismo em transformar toda a glicose proveniente dos alimentos. À quantidade de glicose no sangue chama-se glicemia e quando esta aumenta diz-se que o doente está com hiperglicemia.
Nos adultos, a diabetes é, geralmente, do tipo 2, manifestando-se através de vários sintomas, como urinar em grande quantidade e frequentemente, especialmente durante a noite (poliúria), ter sede constante e intensa (polidipsia), fome constante e difícil de saciar (polifagia), fadiga, comichão (prurido) no corpo, designadamente nos órgãos genitais e visão turva.
Pedro Santos
http://www.upi.com/Health_News/2009/01/10/Researchers_Oat_cereals_may_curb_diabetes/UPI-29951231622910/
http://www.portaldasaude.pt/portal/conteudos/enciclopedia+da+saude/doencas/doencas+cronicas/diabetes.htm
Um passeio por dia pode ajudar a melhorar a função cerebral
Investigadores da Universidade de Calgary, no Canadá, descobriram que as mulheres idosas que estão mais em forma fisicamente têm uma melhor função cognitiva.
O estudo, publicado na revista científica internacional “Neurobiology of Aging”, descobriu que a boa forma física ajuda a função cerebral a estar no seu melhor, porque a actividade física beneficia o fluxo sanguíneo no cérebro e, como resultado, ajuda as capacidades cognitivas.
De acordo com o Dr. Marc J. Poulin, ser sedentário é agora considerado como um factor de risco de acidentes vasculares cerebrais (AVC) e demência. Este estudo prova, pela primeira vez, que as pessoas que estão em forma têm um melhor fluxo sanguíneo para o cérebro. As descobertas também demonstram que um melhor fluxo sanguíneo cerebral se traduz numa cognição melhorada.
O estudo comparou dois grupos de mulheres de Calgary, com uma média de 65 anos, sendo que algumas participavam em actividades aeróbicas regulares e outras eram inactivas.
Os investigadores descobriam que o grupo activo, em comparação com o inactivo, tinha uma pressão sanguínea arterial em repouso e em exercício 10 por cento mais baixa, respostas vasculares no cérebro 5 por cento mais elevadas, durante o exercício sub-maximal e quando os níveis de dióxido de carbono no sangue estavam elevados, e pontuações de função cognitiva 10 por cento mais elevadas.
O Dr. Poulin sublinhou que algo tão simples como sair todos os dias para dar um passeio é crucial para nos mantermos mentalmente alerta e continuarmos saudáveis à medida que envelhecemos.
Isabel Marques
Fontes:
www.upi.com/Health_News/2009/01/09/A_walk_a_day_can_increase_brain_function/UPI-23101231558954/
Tags:
Saúde Mental
Novo fármaco mais efectivo na prevenção de vómitos devido a quimioterapia
Novas investigações demonstram que o fármaco antiemético (contra as náuseas) de segunda geração, o palonossetrom, apresenta vantagens, em relação ao seu antecessor, o granissetrom, na prevenção de náuseas e vómitos induzidos por quimioterapia.
Alguns regimes de quimioterapia têm uma elevada probabilidade de induzir vómitos graves, tanto imediatamente como depois de 2 a 5 dias (fase retardada).
O Dr. Mitsue Saito e colegas, do Hospital Universitário de Juntendo, em Tóquio, relataram que o novo fármaco, o palonossetrom (comercalizado como Aloxi), é comparável ao antigo agente, o granissetrom (comercalizado como Kytril ou em diversas versões genéricas), na prevenção dos vómitos na fase imediata, sendo superior na fase retardada.
O estudo, publicado na “Lancet Oncology”, envolveu 1.143 pacientes que receberam aleatoriamente uma única dose de palonossetrom ou de granissetrom 30 minutos antes do tratamento com quimioterapia.
Os investigadores explicaram que o resultado principal foi a proporção de pacientes que não experienciaram qualquer episódio de vómitos durante a fase imediata (zero a 24 horas após a quimioterapia) e a fase retardada (24 a 120 horas após a quimioterapia).
Os vómitos na fase inicial foram completamente evitados em 75,3 por cento dos pacientes que receberam palonossetrom e em 73,3 por cento dos que receberam granissetrom. Durante a fase retardada, a taxa de prevenção completa foi significativamente mais elevada no grupo que recebeu palonossetrom com 56,8 por cento, em comparação aos 44,5 por cento do grupo do granissetrom.
O principal efeito secundário relacionado com o tratamento foi a obstipaçao, que ocorreu em 17,4 por cento dos pacientes tratados com palonossetrom e em 15,7 por cento daqueles tratados com granissetrom.
Isabel Marques
Fontes:
www.reutershealth.com/archive/2009/01/09/eline/links/20090109elin023.html
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medicamentos,
quimioterapia
Framboesas pretas ajudam a inibir crescimento do cancro
Investigadores norte-americanos revelaram que os antocianinos, uma classe de flavonóides presentes nas framboesas pretas, ajudaram a inibir o crescimento do cancro do esófago em ratos de laboratório.
O Dr. Gary D. Stoner, do Centro Oncológico da Universidade Estatal do Ohio, alimentou os ratos com um extracto rico em antocianinos de framboesa preta e descobriu que o extracto era quase tão efectivo, na prevenção do cancro do esófago em ratos, como as framboesas pretas inteiras contendo a mesma concentração de antocianinos.
Este estudo, publicado na “Cancer Prevention Research”, demonstra a importância dos antocianinos como agentes preventivos existentes nas framboesas pretas e valida descobertas “in vitro” semelhantes.
De acordo com o Dr. Stoner, os dados fornecem fortes evidências de que os antocianinos são importantes na prevenção do cancro.
Os investigadores concluíram ensaios clínicos utilizando pó de bagas inteiras, que têm apresentado resultados promissores, mas que requerem que os pacientes ingiram cerca de 60 gramas de pó por dia.
O Dr. Stoner acrescentou que, agora que se sabe que os antocianinos presentes nas bagas são quase tão activos como as próprias bagas inteiras, se espera que seja possível prevenir o cancro nos humanos através da utilização de uma mistura estandardizada de antocianinos.
Isabel Marques
Fontes:
www.upi.com/Health_News/2009/01/08/Black_raspberries_inhibit_cancer_growth/UPI-43441231453338/
sexta-feira, 9 de janeiro de 2009
Infarmed alerta para rotulagem de cosméticos
Folhetos informativos “não devem induzir consumidor em erro”
O Infarmed (Autoridade Nacional de Medicamentos e Produtos de Saúde) advertiu para a necessidade de os rótulos dos produtos cosméticos deverem ter as menções obrigatórias visíveis, legíveis e redigidas em termos correctos e com caracteres duradouros, adiantou a Agência Lusa.
“A rotulagem, apresentação, impressos e folhetos informativos respeitantes a estes produtos não devem ser susceptíveis de induzir o consumidor em erro sobre as suas características” refere o Infarmed num comunicado emitido aos responsáveis pela colocação no mercado de produtos cosméticos e de higiene corporal.
O esclarecimento do Infarmed surge após ter verificado, em diferentes acções de supervisão do mercado de produtos cosméticos e de higiene corporal, situações de irregularidade no que respeita à rotulagem destes produtos.
De acordo com a entidade que regula o sector dos produtos cosméticos, "não é permitida a aposição de etiquetas sobre a rotulagem de produtos cosméticos que, através da utilização pelo consumidor, se possam desgastar, rasgar, apagar, deteriorar e desaparecer."
Raquel Garcez
Fonte: http://www.tribunamedicapress.pt/cosmetica/14548-cosmeticos-infarmed-alerta-para-regras-da-rotulagem
O Infarmed (Autoridade Nacional de Medicamentos e Produtos de Saúde) advertiu para a necessidade de os rótulos dos produtos cosméticos deverem ter as menções obrigatórias visíveis, legíveis e redigidas em termos correctos e com caracteres duradouros, adiantou a Agência Lusa.
“A rotulagem, apresentação, impressos e folhetos informativos respeitantes a estes produtos não devem ser susceptíveis de induzir o consumidor em erro sobre as suas características” refere o Infarmed num comunicado emitido aos responsáveis pela colocação no mercado de produtos cosméticos e de higiene corporal.
O esclarecimento do Infarmed surge após ter verificado, em diferentes acções de supervisão do mercado de produtos cosméticos e de higiene corporal, situações de irregularidade no que respeita à rotulagem destes produtos.
De acordo com a entidade que regula o sector dos produtos cosméticos, "não é permitida a aposição de etiquetas sobre a rotulagem de produtos cosméticos que, através da utilização pelo consumidor, se possam desgastar, rasgar, apagar, deteriorar e desaparecer."
Raquel Garcez
Fonte: http://www.tribunamedicapress.pt/cosmetica/14548-cosmeticos-infarmed-alerta-para-regras-da-rotulagem
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Infarmed/alertas
Fármacos da Roche podem faltar em Portugal
Alteração de operador logístico atrasa fornecimento às farmácias
Os fármacos Dormicum, Lexotan, Rivotril, Rohypnol e Valium dos laboratórios Roche podem faltar temporariamente em Portugal. Na origem da ruptura de fornecimento às farmácias está a alteração de operador logístico por parte da farmacêutica suíça.
A Roche Farmacêutica assinou, recentemente, um contrato com o Grupo Rangel, um operador logístico nacional que começou a dar os primeiros passos na distribuição farmacêutica.
Ao que o FARMACIA.COM.PT conseguiu apurar, o acordo foi firmado antes de a Rangel Pharma obter a autorização especial para armazenamento de produtos psicotrópicos por parte do Infarmed (Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde). Licença esta que, já terá sido obtida, no entanto, a mesma só tem efeito legal a partir do momento em que é publicada em Diário da República, “o que ainda não aconteceu, apesar da rapidez com que o Infarmed tratou do processo de autorização”, noticia o PortugalDiário.
Por este motivo, e conforme constatou o FARMACIA.COM.PT junto dos distribuidores, o cenário actual atesta já o atraso no fornecimento dos produtos com substâncias psicotrópicas da Roche, nomeadamente, o Dormicum, Lexotan, Rivotril, Rohypnol e Valium.
Fonte próxima do sector farmacêutico, manifestou-se indignada com o facto de uma multinacional farmacêutica não prever, nem salvaguardar este tipo de cenário que “coloca em risco o fornecimento às farmácias e, por conseguinte, o utente consumidor destes fármacos”.
De acordo com a mesma fonte, “estes são medicamentos de grande rotação (consumo), pelo que, é inadmissível que uma farmacêutica como a Roche arrisque esta falha”, acrescentando que “há obrigações legais que devem ser cumpridas quer pelo laboratório, quer pelo distribuidor por grosso.”
À luz do Decreto-Lei n.º 176/2006 – que estabelece o regime jurídico dos medicamentos de uso humano – o Capítulo II referente à Autorização de Introdução no Mercado é claro no que concerne às obrigações do titular da autorização, neste caso, a Roche: “assegurar, no limite das suas responsabilidades, em conjugação com os distribuidores por grosso, o fornecimento adequado e contínuo do medicamento no mercado geográfico relevante, de forma a satisfazer as necessidades dos doentes (…)”.
Por outro lado, ao abrigo da legislação, os mesmos deveres se aplicam à distribuição por grosso, nomeadamente, à Rangel Pharma. O Artigo 100º é peremptório ao afirmar que o distribuidor deve “dispor permanentemente de medicamentos em quantidade e variedade suficientes para garantir o fornecimento adequado e contínuo do mercado geográfico relevante, de forma a garantir a satisfação das necessidades dos doentes”.
Confrontada com a informação, a farmacêutica suíça garantiu ao PortugalDiário que avisou os clientes da mudança de operador, pedindo que os armazenistas fizessem reforço de stock.
Entretanto, segundo alguns distribuidores, o pedido de reforço à Roche foi realizado em meados de Dezembro mas, até à data, não foram fornecidos mais fármacos psicotrópicos. “É impossível que a falha destes medicamentos não se agrave nos próximos dias”, considerou uma fonte do sector, denunciando que os clientes (farmácias) “já estão com ruptura de stock.”
Até ao momento, o Infarmed afiança não ter conhecimento de qualquer ruptura de stock, uma informação que tem de ser reportada, obrigatoriamente, à autoridade nacional.
Raquel Garcez
Os fármacos Dormicum, Lexotan, Rivotril, Rohypnol e Valium dos laboratórios Roche podem faltar temporariamente em Portugal. Na origem da ruptura de fornecimento às farmácias está a alteração de operador logístico por parte da farmacêutica suíça.
A Roche Farmacêutica assinou, recentemente, um contrato com o Grupo Rangel, um operador logístico nacional que começou a dar os primeiros passos na distribuição farmacêutica.
Ao que o FARMACIA.COM.PT conseguiu apurar, o acordo foi firmado antes de a Rangel Pharma obter a autorização especial para armazenamento de produtos psicotrópicos por parte do Infarmed (Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde). Licença esta que, já terá sido obtida, no entanto, a mesma só tem efeito legal a partir do momento em que é publicada em Diário da República, “o que ainda não aconteceu, apesar da rapidez com que o Infarmed tratou do processo de autorização”, noticia o PortugalDiário.
Por este motivo, e conforme constatou o FARMACIA.COM.PT junto dos distribuidores, o cenário actual atesta já o atraso no fornecimento dos produtos com substâncias psicotrópicas da Roche, nomeadamente, o Dormicum, Lexotan, Rivotril, Rohypnol e Valium.
Fonte próxima do sector farmacêutico, manifestou-se indignada com o facto de uma multinacional farmacêutica não prever, nem salvaguardar este tipo de cenário que “coloca em risco o fornecimento às farmácias e, por conseguinte, o utente consumidor destes fármacos”.
De acordo com a mesma fonte, “estes são medicamentos de grande rotação (consumo), pelo que, é inadmissível que uma farmacêutica como a Roche arrisque esta falha”, acrescentando que “há obrigações legais que devem ser cumpridas quer pelo laboratório, quer pelo distribuidor por grosso.”
À luz do Decreto-Lei n.º 176/2006 – que estabelece o regime jurídico dos medicamentos de uso humano – o Capítulo II referente à Autorização de Introdução no Mercado é claro no que concerne às obrigações do titular da autorização, neste caso, a Roche: “assegurar, no limite das suas responsabilidades, em conjugação com os distribuidores por grosso, o fornecimento adequado e contínuo do medicamento no mercado geográfico relevante, de forma a satisfazer as necessidades dos doentes (…)”.
Por outro lado, ao abrigo da legislação, os mesmos deveres se aplicam à distribuição por grosso, nomeadamente, à Rangel Pharma. O Artigo 100º é peremptório ao afirmar que o distribuidor deve “dispor permanentemente de medicamentos em quantidade e variedade suficientes para garantir o fornecimento adequado e contínuo do mercado geográfico relevante, de forma a garantir a satisfação das necessidades dos doentes”.
Confrontada com a informação, a farmacêutica suíça garantiu ao PortugalDiário que avisou os clientes da mudança de operador, pedindo que os armazenistas fizessem reforço de stock.
Entretanto, segundo alguns distribuidores, o pedido de reforço à Roche foi realizado em meados de Dezembro mas, até à data, não foram fornecidos mais fármacos psicotrópicos. “É impossível que a falha destes medicamentos não se agrave nos próximos dias”, considerou uma fonte do sector, denunciando que os clientes (farmácias) “já estão com ruptura de stock.”
Até ao momento, o Infarmed afiança não ter conhecimento de qualquer ruptura de stock, uma informação que tem de ser reportada, obrigatoriamente, à autoridade nacional.
Raquel Garcez
Fonte: http://diario.iol.pt/sociedade/comprimidos-roche-farmacia-infarmed-transportador-iol/1030403-4071.html
Exercício pode não ajudar a perder peso
Investigadores norte-americanos confirmam o que muitos dietistas têm vindo a afirmar, dizendo que a actividade física não ajuda as pessoas a perder peso
Os investigadores compararam análises feitas em mulheres afro-americanas residentes nos Estados Unidos com mulheres africanas da Nigéria. Em média, as mulheres dos Estados Unidos pesavam 83kg, e as da Nigéria 58kg.
Foram estudadas 149 mulheres provenientes de duas aldeias na Nigéria, e 172 mulheres de Chicago.
Consoante o tamanho do corpo, as mulheres de Chicago "queimavam" em média 760 calorias por dia através da actividade física, e as da Nigéria 800 calorias, uma diferença que, segundo os investigadores, não era significativa.
"A diminuição de actividade física pode não ser o primeiro sinal de uma epidemia de obesidade", afirmou a nutricionista Amy Luke. "Gostavamos muito de afirmar que a actividade física era muito positiva no controlo do peso, mas não parece ser esse o caso", acrescentou.
A nutricionista afirmou que a dieta pode explicar a diferença entre as mulheres. A dieta das nigerianas era fica em fibra e hidratos de carbono e pobre em gordura e proteína animal, mas a das residentes nos Estados Unidos era 40 a 45% de gorduras e rica em alimentos processados.
No entanto, os investigadores acrescentam que a prática de exercício física queima mais calorias, mas também compensa com o consumo de mais comida.
Pedro Santos
http://www.upi.com/Health_News/2009/01/07/Exercise_may_not_help_losing_weight/UPI-16341231369804/
Os investigadores compararam análises feitas em mulheres afro-americanas residentes nos Estados Unidos com mulheres africanas da Nigéria. Em média, as mulheres dos Estados Unidos pesavam 83kg, e as da Nigéria 58kg.
Foram estudadas 149 mulheres provenientes de duas aldeias na Nigéria, e 172 mulheres de Chicago.
Consoante o tamanho do corpo, as mulheres de Chicago "queimavam" em média 760 calorias por dia através da actividade física, e as da Nigéria 800 calorias, uma diferença que, segundo os investigadores, não era significativa.
"A diminuição de actividade física pode não ser o primeiro sinal de uma epidemia de obesidade", afirmou a nutricionista Amy Luke. "Gostavamos muito de afirmar que a actividade física era muito positiva no controlo do peso, mas não parece ser esse o caso", acrescentou.
A nutricionista afirmou que a dieta pode explicar a diferença entre as mulheres. A dieta das nigerianas era fica em fibra e hidratos de carbono e pobre em gordura e proteína animal, mas a das residentes nos Estados Unidos era 40 a 45% de gorduras e rica em alimentos processados.
No entanto, os investigadores acrescentam que a prática de exercício física queima mais calorias, mas também compensa com o consumo de mais comida.
Pedro Santos
http://www.upi.com/Health_News/2009/01/07/Exercise_may_not_help_losing_weight/UPI-16341231369804/
Parkinson: Recomendado tratamento adicional para problemas ósseos
Investigadores norte-americanos revelaram que a Doença de Parkinson, um distúrbio neurológico que provoca tremores e problemas de coordenação, também leva a problemas ortopédicos secundários.
O autor do estudo, o Dr. Lee Zuckerman, chefe de cirurgia ortopédica do Centro Médico Downstate, da Universidade Estatal de Nova Iorque, recomenda que todos os planos de tratamento da Doença de Parkinson incluam uma abordagem multidisciplinar para atender adicionalmente as questões de saúde músculo-esquelética secundárias.
Por exemplo, as pessoas que sofrem de Parkinson frequentemente movem-se e andam menos do que as pessoas que não sofrem da doença e, geralmente, ficam em espaços interiores.
De acordo com o estudo publicado na “Journal of the American Academy of Orthopaedic Surgeons”, a diminuição do movimento pode levar a perda óssea e a exposição reduzida à luz do Sol, devido ao facto dos pacientes ficarem mais dentro de portas, pode diminuir os níveis de vitamina D, que é necessária para manter os ossos fortes.
A combinação entre a diminuição da densidade óssea e a instabilidade provocada pelos tremores e rigidez, devido ao distúrbio degenerativo, aumentam grandemente o risco do paciente cair, partir ossos e desenvolver osteoporose.
O Dr. Zuckerman recomenda que os pacientes verifiquem a sua densidade mineral óssea e procurem tratamento para reduzir o risco de fracturas. O investigador recomenda ainda fisioterapia, terapia vitamínica, medicação para aumentar a densidade óssea e terapia para optimizar o andar e a rigidez.
Isabel Marques
Fontes:
www.upi.com/Health_News/2009/01/05/Broader_Parkinsons_treatment_recommended/UPI-19061231193170/
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parkinson,
tratamento
Mulheres são menos activas fisicamente do que os homens
Estudos britânicos afirmam que as mulheres fazem menos actividades físicas durante a infância e na terceira idade do que os homens
Os investigadores estudaram os níveis de actividade em crianças e pessoas com mais de 70 anos de idade, e em ambos os casos os homens eram mais activos.
O estudo da Universidade John Moores, de Liverpool, concentrou-se em crianças entre os 10 e 11 anos na área de recreação da escola, e descobriu que os rapazes brincavam de forma diferente comparativamente às raparigas.
As raparigas tinham uma tendência para passar o tempo em grupos menores, participando em jogos de palavras, conversas e socialização, enquanto os rapazes brincavam em grupos maiores, praticando mais actividades físicas, como o futebol.
"É motivo de preocupação o facto de que os níveis de actividades das raparigas serem mais baixos do que o dos rapazes, e apesar de esta ser apenas uma parte de uma situação complexa, pode estar a contribuir para que as raparigas fiquem com excesso de peso ou obesas", afirmou Nicky Ridgers, um dos investigadores.
Ainda segundo o investigador, as escolas deveriam ter consciência das diferenças nas brincadeiras de rapazes e raparigas.
"Poderiam considerar a disponibilidade de equipamentos e de tempo para recreação que iria encorajar as raparigas a participarem de brincadeiras mais activas", afirmou.
Pedro Santos
http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2009/01/090106_mulheresmenosativasfn.shtml
Os investigadores estudaram os níveis de actividade em crianças e pessoas com mais de 70 anos de idade, e em ambos os casos os homens eram mais activos.
O estudo da Universidade John Moores, de Liverpool, concentrou-se em crianças entre os 10 e 11 anos na área de recreação da escola, e descobriu que os rapazes brincavam de forma diferente comparativamente às raparigas.
As raparigas tinham uma tendência para passar o tempo em grupos menores, participando em jogos de palavras, conversas e socialização, enquanto os rapazes brincavam em grupos maiores, praticando mais actividades físicas, como o futebol.
"É motivo de preocupação o facto de que os níveis de actividades das raparigas serem mais baixos do que o dos rapazes, e apesar de esta ser apenas uma parte de uma situação complexa, pode estar a contribuir para que as raparigas fiquem com excesso de peso ou obesas", afirmou Nicky Ridgers, um dos investigadores.
Ainda segundo o investigador, as escolas deveriam ter consciência das diferenças nas brincadeiras de rapazes e raparigas.
"Poderiam considerar a disponibilidade de equipamentos e de tempo para recreação que iria encorajar as raparigas a participarem de brincadeiras mais activas", afirmou.
Pedro Santos
http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2009/01/090106_mulheresmenosativasfn.shtml
Gravidez é possível após tratamento contra fibróides uterinos
Para mulheres jovens com fibróides uterinos, tumores benignos no interior do útero que podem provocar dores, hemorragias anormais e outros sintomas, um tratamento denominado Embolização da Artéria Uterina (EAU) não prejudica a fertilidade, segundo os resultados de um estudo conduzido em Espanha.
Uma histerectomia, a operação tradicional para os fibróides, resolve o problema dos fibróides uterinos dolorosos, mas através da remoção completa do útero. Pelo contrário, com a Embolização da Artéria Uterina, um procedimento cirúrgico minimamente invasivo, um pequeno cateter é utilizado para injectar pequenas partículas para bloquear os vasos sanguíneos que alimentam os tumores, consequentemente privando-os do sangue e oxigénio de que necessitam para crescer, o que faz com que os fibróides encolham. Como o útero não é removido, este procedimento permite que as mulheres tenham a possibilidade de ficar grávidas no futuro, se assim o desejarem.
Embora estudos tenham demonstrado que o risco de falha dos ovários é insignificante (menos de 1 por cento) nas pacientes com menos de 40 anos que se submetem a uma UAE, mantêm-se as preocupações relacionadas com o impacto deste procedimento na fertilidade da mulher.
Para melhor caracterizar o efeito da EAU na fertilidade, a Dra. Isabel Pinto Pabon, do Hospital de Madrid Montepríncipe, e colegas seguiram 100 mulheres com fibróides uterinos dolorosos que foram tratadas através de uma EAU, entre 2002 e 2006.
Entre as 39 mulheres, com menos de 40 anos, que queriam continuar férteis, houve 11 gravidezes em 10 mulheres que conceberam entre 5 e 30 meses a seguir ao procedimento, incluindo uma mulher que ficou grávida duas vezes.
Duas das gravidezes foram conseguidas através de técnicas de reprodução assistida e nove foram espontâneas.
Houve três casos de abortos espontâneos em duas mulheres, mas esta taxa não parece ser mais elevada do que a da população geral, enfatizaram os investigadores no artigo publicado na “Fertility and Sterility”.
Isabel Marques
Fontes:
www.reutershealth.com/archive/2009/01/08/eline/links/20090108elin021.html
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gravidez,
Mulheres,
tratamento
quinta-feira, 8 de janeiro de 2009
Enbrel aprovado na Europa para a psoríase infantil
A Comissão Europeia (CE) aprovou a comercialização do fármaco biológico Enbrel (etanercept), da Wyeth, para o tratamento da psoríase em placas grave em crianças. Este é o primeiro medicamento aprovado para esta indicação.
A aprovação desta nova indicação já era esperada, visto vir no seguimento da recomendação positiva da Agência Europeia do Medicamento (EMEA), em Novembro de 2008.
O Enbrel, que também está aprovado na União Europeia para o tratamento de adultos com psoríase, é mais conhecido como um fármaco para a artrite reumatóide.
A psoríase é uma doença crónica da pele, não contagiosa, que pode surgir em qualquer idade. O seu aspecto, extensão, evolução e gravidade são muito variáveis, caracterizando-se, geralmente, pelo aparecimento de lesões vermelhas, espessas e descamativas, que afectam preferencialmente os cotovelos, joelhos, região lombar e couro cabeludo. Nos casos mais graves, estas lesões podem cobrir extensas áreas do corpo.
Na Europa, estima-se que existam 5,1 milhões de pessoas com psoríase, uma doença inflamatória crónica. Aproximadamente, 80 por cento destes pacientes têm psoríase em placas, que é caracterizada por lesões vermelhas e com escamas.
A psoríase pode ser extremamente perturbadora e tem um impacto significativo na qualidade de vida dos pacientes. É uma doença que é frequentemente debilitante, tanto física como psicologicamente, sendo em adultos associada a comorbilidades, como o aumento do risco de obesidade, diabetes tipo 2, doenças hepáticas e depressão clínica.
Isabel Marques
Fontes:
http://uk.reuters.com/article/rbssHealthcareNews/idUKL848437120090108
http://money.cnn.com/news/newsfeeds/articles/djf500/200901080904DOWJONESDJONLINE000609_FORTUNE5.htm
http://medicosdeportugal.saude.sapo.pt/action/2/cnt_id/994/
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medicamentos,
psoríase
Dieta baixa em hidratos de carbono melhora controlo da diabetes tipo 2
Investigadores norte-americanos demonstraram que uma dieta baixa em hidratos de carbono, tal como a dieta de Atkins, melhora o controlo dos níveis de açúcar no sangue em indivíduos obesos com diabetes tipo 2.
De facto, a dieta permite a alguns pacientes reduzir ou eliminar a medicação, segundo o relatório publicado na revista científica “Nutrition and Metabolism”.
A restrição de carboidratos, ou hidratos de carbono, está no centro da dieta para diabéticos. Uma dieta muito baixa em carboidratos faz com que o organismo utilize as proteínas para fornecer energia, o que produz cetonas, sendo por isso denominada dieta cetogénica. Outra abordagem dietética é utilizar alimentos com baixo índice glicémico, isto é, que não provocam uma rápida subida do açúcar no sangue, e cortar nas calorias.
O Dr. Eric C. Westman, do Centro Médico da Universidade de Duke, em Durham, na Carolina do Norte, e colegas compararam a efectividade das duas dietas em 84 pacientes obesos com diabetes tipo 2. Os pacientes foram divididos pela dieta cetogénica baixa em carboidratos (menos de 20 gramas por dia) e pela dieta baixa em calorias e com baixo índice glicémico, durante 24 semanas. Os pacientes da dieta cetogénica não tinham restrições na ingestão diária de calorias.
Os participantes da dieta cetogénica baixa em carboidratos apresentaram mais melhorias na hemoglobina A1C, um indicador de controlo a longo prazo do açúcar no sangue, em relação aos do grupo da dieta baixa em calorias e com baixo índice glicémico.
Aqueles do grupo da dieta cetogénica também perderam mais peso e tiveram um aumento do HDL-colesterol, chamado " colesterol bom", comparativamente aos do grupo da outra dieta.
Para 95,2 por cento dos participantes do grupo da dieta cetogénica e para 62,1 por cento dos participantes da dieta baixa em calorias foi possível reduzir ou eliminar a medicação para a diabetes.
Os investigadores concluíram que a modificação do estilo de vida, através da utilização de intervenções baixas em carboidratos, é efectiva para melhorar e reverter a diabetes tipo 2.
Isabel Marques
Fontes:
www.reutershealth.com/archive/2009/01/05/eline/links/20090105elin018.html
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alimentação,
Diabetes
Comprimidos dietéticos provenientes do Brasil apresentam riscos para a saúde
Um novo relatório norte-americano salientou os riscos potencialmente graves para a saúde derivados da utilização de comprimidos dietéticos de prescrição médica importados, fabricados no Brasil, que combinam anfetaminas e outros medicamentos que requerem prescrição médica, tais como agentes ansiolíticos e antidepressivos.
Os comprimidos para a perda de peso proibidos estão facilmente acessíveis através da Internet ou são trazidos do Brasil e vendidos em clínicas de emagrecimento, lojas de produtos naturais, ginásios ou cabeleireiros por brasileiras.
O Dr. Pieter A. Cohen, da Cambridge Health Alliance e da Faculdade de Medicina de Harvard, em Boston, começou a ficar preocupado com a utilização deste tipo de comprimidos quando observou que muitos pacientes estavam a experienciar dores no peito inexplicáveis e outros sintomas. No final, alguns destes pacientes admitiram que estavam a utilizar comprimidos dietéticos importados.
Na revista científica “Journal of General Internal Medicine”, o Dr. Cohen descreve uma paciente, de 26 anos, que consultou várias vezes o seu médico com queixas de dores no peito, palpitações, dores de cabeça, insónia, náuseas e fadiga. Os sintomas iniciaram pouco depois da paciente ter começado a tomar os comprimidos brasileiros numa tentativa de perder peso, após o nascimento da filha.
Foram detectadas anfetaminas (estimulantes) e benzodiazepinas (fármacos ansiolíticos) na urina, e foi detectado nos comprimidos o estimulante específico fenproporex, proibido nos Estados Unidos e na Europa há muitos anos. Os danos causados à saúde por esta substância são tão graves que, em Portugal, já nem com receita médica é possível comprar anfetaminas.
Após ter perdido 13 quilos, a paciente deixou de tomar os comprimidos e os sintomas desapareceram, embora refira que sentia falta dos comprimidos. Quando a paciente começou a recuperar o peso perdido, voltou a tomar os comprimidos, tendo os sintomas voltado.
No Brasil, a prescrição destes comprimidos dietéticos compostos é geralmente obtida através de médicos de consultórios privados que frequentemente se promovem como peritos em obesidade. Contudo, nenhum destes medicamentos incluídos nestes comprimidos dietéticos está indicado para o tratamento da obesidade, segundo as directrizes de conduta normalmente aceites.
Como estes comprimidos são prescritos por médicos, algumas pessoas assumem que devem ser seguros. De facto, uma vez que as rotulagens são enganadoras, as pessoas não fazem ideia do cocktail perigoso de medicamentos que estão realmente a tomar.
Isabel Marques
Fontes:
www.reutershealth.com/archive/2009/01/07/eline/links/20090107elin006.html
http://sic.aeiou.pt/online/noticias/programas/reportagem+sic/Artigos/F%C3%B3rmula+Proibida.htm
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Alertas,
medicamentos,
Obesidade
quarta-feira, 7 de janeiro de 2009
Antioxidantes podem ajudar a aliviar dores da pancreatite
Investigadores indianos referiram que os suplementos antioxidantes podem aliviar efectivamente as dores dos pacientes com pancreatite crónica, uma inflamação do pâncreas de longa evolução.
Num ensaio clínico, publicado na revista científica “Gastroenterology”, 127 pacientes com pancreatite crónica foram distribuídos por dois grupos, tendo uns recebido antioxidantes e outros placebo.
Após seis meses, a redução do número de dias por mês com dores foi significativamente maior no grupo que recebeu antioxidantes, em comparação com o grupo do placebo.
A redução do número de comprimidos analgésicos ingeridos por mês também foi maior no grupo que recebeu os antioxidantes. Também mais do dobro dos pacientes do grupo dos antioxidantes, 32 por cento versus 13 por cento do grupo do placebo, ficaram livres de dores. O efeito benéfico dos antioxidantes no alívio das dores foi notado aos três meses.
De acordo com o autor principal, o Dr. Pramod Kumar Garg, do Instituto de Ciências Médicas All India, em Nova Deli, a dor abdominal, o sintoma predominante dos pacientes com pancreatite crónica, é difícil de tratar. A principal razão para a existência de um tratamento médico basicamente ineficiente é o facto do mecanismo da dor na pancreatite crónica não ser bem compreendido.
O Dr. Garg acrescenta que os investigadores se sentem encorajados pelas descobertas, uma vez que foram observadas melhorias significativas com os antioxidantes, no que diz respeito a todos os parâmetros da dor neste estudo. Adicionalmente, a redução da dor resultou numa menor perda de dias de trabalho, consequentemente proporcionando um ganho funcional em termos de emprego aos pacientes.
O investigador referiu ainda que estas descobertas devem encorajar investigações posteriores nesta área entusiasmante.
Em muitos países, o alcoolismo é a causa mais frequente de pancreatite crónica. Outras causas são uma predisposição hereditária e uma obstrução do canal pancreático devida a uma estenose (estreitamento) do mesmo ou a um cancro do pâncreas.
Isabel Marques
Fontes:
www.upi.com/Health_News/2009/01/06/Anti-oxidants_may_help_ease_pancreatitis/UPI-79101231282555/
www.manualmerck.net/?url=/artigos/%3Fid%3D130%26cn%3D1099
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aparelho digestivo,
dor
Ressonância magnética ajuda a avaliar dores nas costas
Médicos norte-americanos afirmam que a ressonância magnética tem vindo a ser utilizada cada vez mais para avaliar as dores nas costas
Um artigo publicado recentemente no Journal of the American Academy of Orthopaedic Surgeons prevê que desenvolvimentos técnicos adicionais irão permitir que as ressonâncias magnéticas venham a oferecer ainda mais benefícios.
“As possibilidades da ressonância magnética não foram ainda compreendidas, é um campo em crescimento. Quando precisamos de ferramentas para identificar uma possível hérnia de disco, o tipo mais simples de imagem pode ser utilizado com sucesso”, afirmou Victor Haughton, co-autor do estudo. “No entanto, se queremos ver qual dos discos está a causar a dor, qual dos nervos está a ser atingido, que metabólitos estão em quantidades anormais, ou como estão a funcionar os elementos espinais, então a ressonância magnética irá revelar as respostas”, acrescentou.
As ressonâncias magnéticas consistem numa técnica que permite determinar propriedades de uma substância através da relação da energia absorvida contra a frequência, na faixa de megahertz (MHz) do espectro electromagnético, caracterizando-se como sendo uma espectroscopia. Usa as transições entre níveis de energia rotacionais dos núcleos componentes das espécies (átomos ou íons) contidas na amostra. Este factor acontece sob a influência de um campo magnético e a concomitante irradiação de ondas de rádio na faixa de frequências acima citada.
Pedro Santos
http://www.upi.com/Health_News/2009/01/06/MRI_helps_evaluate_back_pain/UPI-42571231289997/
Um artigo publicado recentemente no Journal of the American Academy of Orthopaedic Surgeons prevê que desenvolvimentos técnicos adicionais irão permitir que as ressonâncias magnéticas venham a oferecer ainda mais benefícios.
“As possibilidades da ressonância magnética não foram ainda compreendidas, é um campo em crescimento. Quando precisamos de ferramentas para identificar uma possível hérnia de disco, o tipo mais simples de imagem pode ser utilizado com sucesso”, afirmou Victor Haughton, co-autor do estudo. “No entanto, se queremos ver qual dos discos está a causar a dor, qual dos nervos está a ser atingido, que metabólitos estão em quantidades anormais, ou como estão a funcionar os elementos espinais, então a ressonância magnética irá revelar as respostas”, acrescentou.
As ressonâncias magnéticas consistem numa técnica que permite determinar propriedades de uma substância através da relação da energia absorvida contra a frequência, na faixa de megahertz (MHz) do espectro electromagnético, caracterizando-se como sendo uma espectroscopia. Usa as transições entre níveis de energia rotacionais dos núcleos componentes das espécies (átomos ou íons) contidas na amostra. Este factor acontece sob a influência de um campo magnético e a concomitante irradiação de ondas de rádio na faixa de frequências acima citada.
Pedro Santos
http://www.upi.com/Health_News/2009/01/06/MRI_helps_evaluate_back_pain/UPI-42571231289997/
Cancro do colo do útero: Escolha da vacina adiada para 9 de Janeiro
A vacina para prevenir o cancro do colo do útero vai ser escolhida apenas dia 9 de Janeiro visto que um dos concorrentes não obteve ainda os esclarecimentos que solicitou sobre o processo.
Três meses após a escolha da vacina Gardasil, fabricada pela Sanofi-Pasteur, em detrimento da Cervarix (GlaxoSmithKline), o Ministério da Saúde solicitou a apresentação de novas propostas durante o mês de Dezembro, mas uma das empresas concorrentes solicitou esclarecimentos adicionais.
A reunião para abertura de propostas estava marcada inicialmente para o dia 5 de Janeiro, mas acabou por ser adiada para as 14 horas do dia 9 de Janeiro.
Pedro Santos
http://www2.netfarma.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=906&Itemid=1
Três meses após a escolha da vacina Gardasil, fabricada pela Sanofi-Pasteur, em detrimento da Cervarix (GlaxoSmithKline), o Ministério da Saúde solicitou a apresentação de novas propostas durante o mês de Dezembro, mas uma das empresas concorrentes solicitou esclarecimentos adicionais.
A reunião para abertura de propostas estava marcada inicialmente para o dia 5 de Janeiro, mas acabou por ser adiada para as 14 horas do dia 9 de Janeiro.
Pedro Santos
http://www2.netfarma.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=906&Itemid=1
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Saúde Pública
Aprovado medicamento para Cancro do Fígado
Fármaco para combater dois dos tumores que têm taxas de sobrevivência reduzidas foi aprovado pelo Infarmed
A Autoridade Nacional do Medicamento (Infarmed) aprovou o único medicamento de uso hospitalar para tratamento do carcinoma hepatocelular (cancro do fígado) e cancro renal, dois tipos de cancro com alternativas terapêuticas muito reduzidas.
A decisão baseou-se nos resultados de diversos estudos, incluindo o estudo SHARP, realizado em 602 doentes com cancro do fígado, e que demonstrou que fármaco aumentava a sobrevivência dos doentes em 44%.
Este estudo foi concluído de forma antecipada para que o medicamento pudesse ser disponibilizado a todos os doentes devido à sua comprovada eficácia e segurança.
Um outro estudo, intitulado TARGET, que abordou doentes com cancro renal, demonstrou que 84% dos doentes tratados com o novo medicamento apresentaram um melhor controlo e estabilização da doença.
A radioterapia e quimioterapia convencional têm revelado alguma ineficácia no combate contra o cancro do rim, uma doença que afecta duas vezes mais os homens do que as mulheres.
O cancro do fígado tem uma taxa de incidência que tem vindo a aumentar, sendo a terceira principal causa de morte mundial relacionada com cancro. Anualmente são identificados mais de 600 mil novos casos a nível mundial.
Pedro Santos
http://www.tvnet.pt/noticias/detalhes.php?id=38539
A Autoridade Nacional do Medicamento (Infarmed) aprovou o único medicamento de uso hospitalar para tratamento do carcinoma hepatocelular (cancro do fígado) e cancro renal, dois tipos de cancro com alternativas terapêuticas muito reduzidas.
A decisão baseou-se nos resultados de diversos estudos, incluindo o estudo SHARP, realizado em 602 doentes com cancro do fígado, e que demonstrou que fármaco aumentava a sobrevivência dos doentes em 44%.
Este estudo foi concluído de forma antecipada para que o medicamento pudesse ser disponibilizado a todos os doentes devido à sua comprovada eficácia e segurança.
Um outro estudo, intitulado TARGET, que abordou doentes com cancro renal, demonstrou que 84% dos doentes tratados com o novo medicamento apresentaram um melhor controlo e estabilização da doença.
A radioterapia e quimioterapia convencional têm revelado alguma ineficácia no combate contra o cancro do rim, uma doença que afecta duas vezes mais os homens do que as mulheres.
O cancro do fígado tem uma taxa de incidência que tem vindo a aumentar, sendo a terceira principal causa de morte mundial relacionada com cancro. Anualmente são identificados mais de 600 mil novos casos a nível mundial.
Pedro Santos
http://www.tvnet.pt/noticias/detalhes.php?id=38539
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Indústria Farmacêutica
AstraZeneca requer aprovação na UE de vacina para a influenza
A farmacêutica AstraZeneca anunciou que submeteu a sua vacina intranasal indicada para a prevenção da influenza às entidades reguladores europeias para análise. A referida vacina já se encontra disponível nos Estados Unidos, onde é comercializada sob a designação de FluMist.
De acordo com a AstraZeneca, o pedido baseia-se nos dados provenientes de 73 estudos clínicos que envolveram mais de 141 mil participantes com idades compreendidas entre as 7 semanas e os 97 anos de idade.
“Estamos esperançados que este spray nasal para a influenza esteja disponível brevemente, e que venha contribuir para um aumento do número de vacinações e consequentemente prevenir a propagação da doença”, afirmou Alex Zukiwski, chefe médico da MedImmune, uma subsidiária da AstraZeneca.
A gripe é uma doença contagiosa resultante da infecção pelo vírus influenza. Trata-se de um vírus que infecta o tracto respiratório (nariz, seios nasais, garganta, pulmões e ouvidos).
A maior parte das pessoas recupera em uma a duas semanas, sendo que a gripe é mais perigosa nas crianças pequenas, nos idosos (com mais de 65 anos de idade), nos doentes com problemas do sistema imunitário (infectados pelo VIH ou transplantados), ou com doenças crónicas (pulmonares, renais ou cardíacas).
Nestes grupos de doentes a gripe pode levar a complicações graves, sendo nestes que ocorre o maior número de hospitalizações e de mortes.
http://www.firstwordplus.com/Fws.do?articleid=22E7AF4B7DFD402589870DDA516F7560
De acordo com a AstraZeneca, o pedido baseia-se nos dados provenientes de 73 estudos clínicos que envolveram mais de 141 mil participantes com idades compreendidas entre as 7 semanas e os 97 anos de idade.
“Estamos esperançados que este spray nasal para a influenza esteja disponível brevemente, e que venha contribuir para um aumento do número de vacinações e consequentemente prevenir a propagação da doença”, afirmou Alex Zukiwski, chefe médico da MedImmune, uma subsidiária da AstraZeneca.
A gripe é uma doença contagiosa resultante da infecção pelo vírus influenza. Trata-se de um vírus que infecta o tracto respiratório (nariz, seios nasais, garganta, pulmões e ouvidos).
A maior parte das pessoas recupera em uma a duas semanas, sendo que a gripe é mais perigosa nas crianças pequenas, nos idosos (com mais de 65 anos de idade), nos doentes com problemas do sistema imunitário (infectados pelo VIH ou transplantados), ou com doenças crónicas (pulmonares, renais ou cardíacas).
Nestes grupos de doentes a gripe pode levar a complicações graves, sendo nestes que ocorre o maior número de hospitalizações e de mortes.
http://www.firstwordplus.com/Fws.do?articleid=22E7AF4B7DFD402589870DDA516F7560
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farmácia clínica/gripe
terça-feira, 6 de janeiro de 2009
Tratamento antifúngico pode ajudar alguns pacientes com asma
Novas investigações demonstram que as pessoas com asma severa, que são alérgicas a organismos fúngicos, beneficiam substancialmente do tratamento com o fármaco antifúngico itraconazol.
Para testar esta estratégia, foi conduzido um ensaio clínico no Reino Unido envolvendo pacientes que necessitavam de elevadas doses de esteróides para controlar a asma e que eram sensíveis, pelo menos, a um de sete tipos comuns de fungos.
A análise, conduzida pelo Dr. David W. Denning, do Hospital Universitário de South Manchester, e colegas, incluiu 18 pacientes que receberam itraconazol e 23 que receberam um comprimido placebo, ou seja, sem acção farmacológica.
Após 32 semanas, a pontuação de um questionário standard sobre qualidade de vida relacionada com a asma demonstrou uma melhoria significativamente maior no grupo do itraconazol, em comparação com o grupo do placebo.
Contudo, as pontuações voltaram aos níveis iniciais após a conclusão do ensaio, indicando que continuar a terapia antifúngica, para além de oito meses, é importante para manter a qualidade de vida destes pacientes.
Os investigadores concluíram, na “American Journal of Respiratory and Critical Care Medicine”, que a magnitude do efeito antifúngico observada nos sintomas da asma neste estudo é promissora.
Isabel Marques
Fontes:
www.reutershealth.com/archive/2009/01/05/eline/links/20090105elin015.html
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asma,
doenças respiratórias
Café pode ajudar a proteger contra cancros orais
Uma nova investigação indica que beber café reduz o risco de desenvolver cancro da cavidade oral ou da garganta, pelo menos, na população geral do Japão.
De acordo com o Dr. Toru Naganuma, da Universidade Tohoku, em Sendai, o consumo de café no Japão é relativamente elevado, assim como a taxa de cancro do esófago nos homens. Para investigar algum efeito protector proveniente do consumo de café, os investigadores analisaram dados da população de um estudo no Japão, que integrou informações sobre a dieta, incluindo o consumo de café.
Entre os mais de 38 mil participantes do estudo, com idades entre os 40 e os 64 anos, sem historial de cancro, ocorreram 157 casos de cancro da boca, faringe e esófago, durante os 13 anos do seguimento.
Comparativamente às pessoas que não consumiam café, aquelas que bebiam uma ou mais chávenas por dia tinham metade do risco de desenvolver estes tipos de cancro.
Os investigadores referiram que a redução do risco incluiu as pessoas que apresentam um maior risco de desenvolver estes cancros, nomeadamente aquelas que eram fumadoras ou bebiam com regularidade no início do estudo.
O Dr. Naganuma comentou à Reuters Health que não esperavam que se pudesse observar uma associação inversa tão substancial entre o consumo de café e o risco destes cancros, nem mesmo nos grupos de risco elevado para estes tipos de cancro.
Os investigadores concluíram, no artigo publicado na “American Journal of Epidemiology”, que, embora a cessação do consumo de álcool e de tabaco seja actualmente a melhor forma conhecida de ajudar a reduzir o risco de desenvolver estes cancros, o café poderá ser um factor preventivo, tanto nas populações de baixo risco como nas de risco elevado.
Isabel Marques
Fontes:
www.reutershealth.com/archive/2009/01/06/eline/links/20090106elin019.html
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cancro
Obesidade ligada ao risco de cancro dos ovários
Investigadores norte-americanos afirmam que as mulheres obesas que nunca recorreram a uma terapia de hormonas devido à menopausa têm um risco acrescido de desenvolver cancro nos ovários
A equipa de investigadores liderada por Michael Leitzmann estudou cerca de 95 mil mulheres norte-americanas com idades compreendidas entre os 50 e os 71 anos durante 7 anos. Os investigadores registaram 303 casos de cancro dos ovários durante esse tempo, notando ainda que entre as mulheres que nunca tinham tomado hormonas depois da menopausa, a obesidade estava associada com um risco quase 80% superior de cancro dos ovários.
Em contraste, não foi registada qualquer ligação evidente entre o peso e o cancro dos ovários em mulheres que nunca tinham recorrido a terapias hormonais devido à menopausa.
Leitzmann afirma que estas descobertas podem vir suportar a hipótese de que a obesidade pode potenciar o risco de cancro dos ovários através de efeitos hormonais. O excesso de massa corporal em mulheres em pós-menopausa leva a um aumento da produção de estrogénio, que pode estimular o crescimento das células dos ovários, desempenhando um papel no desenvolvimento do cancro dos ovários.
Pedro Santos
http://www.upi.com/Health_News/2009/01/05/Obesity_linked_to_ovarian_cancer_risk/UPI-32911231202998/
A equipa de investigadores liderada por Michael Leitzmann estudou cerca de 95 mil mulheres norte-americanas com idades compreendidas entre os 50 e os 71 anos durante 7 anos. Os investigadores registaram 303 casos de cancro dos ovários durante esse tempo, notando ainda que entre as mulheres que nunca tinham tomado hormonas depois da menopausa, a obesidade estava associada com um risco quase 80% superior de cancro dos ovários.
Em contraste, não foi registada qualquer ligação evidente entre o peso e o cancro dos ovários em mulheres que nunca tinham recorrido a terapias hormonais devido à menopausa.
Leitzmann afirma que estas descobertas podem vir suportar a hipótese de que a obesidade pode potenciar o risco de cancro dos ovários através de efeitos hormonais. O excesso de massa corporal em mulheres em pós-menopausa leva a um aumento da produção de estrogénio, que pode estimular o crescimento das células dos ovários, desempenhando um papel no desenvolvimento do cancro dos ovários.
Pedro Santos
http://www.upi.com/Health_News/2009/01/05/Obesity_linked_to_ovarian_cancer_risk/UPI-32911231202998/
Como tratar as constipações e gripes nas crianças pequenas?
Médicos norte-americanos aconselham os pais a resistir à tentação de administrar às crianças medicação para a tosse e para a constipação, devido à possibilidade de existência de potenciais efeitos secundários graves.
A agência norte-americana que regula os medicamentos (FDA) alertou que os medicamentos de venda livre podem ter efeitos secundários variados como urticária, sonolência, dificuldades respiratórias e mesmo morte, em crianças com menos de 6 anos.
De acordo com a Dra. Esther Yoon, do Sistema de Saúde da Universidade do Michigan, em Ann Arbor, cerca de 7 mil crianças acabam nas urgências todos os anos devido a problemas associados a estes medicamentos.
Assim, os médicos recomendam a utilização de acetaminofeno, também conhecido como paracetamol, e ibuprofeno, em doses apropriadas à idade, para aliviar as dores da tosse áspera ou as dores de garganta.
A Dra. Yoon sugere ainda aos pais a utilização de:
- Gotas nasais salinas;
- Uma colher de chá de mel ou de xarope de milho para a tosse em crianças com mais de um ano. As crianças devem beber fluidos tépidos como água, chá de limão, sumo de maçã e caldo de galinha para ajudar a acalmar a tosse.
- Utilização de vapor para ajudar a relaxar as vias aéreas e ajudar com os espasmos da tosse. Pode-se levar a criança para o quarto de banho e pôr a correr um duche quente.
- Aumentar a humidade da casa para reduzir a congestão nasal e a tosse.
Isabel Marques
Fontes:
www.upi.com/Health_News/2009/01/06/How_to_treat_cold_and_flu_in_kids/UPI-72441231221115/
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constipações,
crianças
Como tratar a gripe em crianças?
Médicos norte-americanos alertam os pais das crianças para resistirem à vontade de lhes administrarem medicação para a tosse e constipação devido aos potenciais efeitos secundários
Estes medicamentos de venda livre têm diversos efeitos secundários como urticária, sonolência, dificuldades em respirar e até mesmo morte, em crianças com idade inferior a 6 anos, segundo a agência reguladora norte-americana (FDA).
“Cerca de 7 mil crianças acabam nas urgências por ano devido a problemas associados a este tipo de medicamentos”, afirmou Esther Yoon, da University of Michigan Health System, nos Estados Unidos.
Por forma a minimizar a dor devido à tosse ou dor de garganta, os profissionais recomendam o uso de ibuprofeno em doses apropriadas à idade. Para além disso, Esther Yoon sugere ainda outras opções que podem ajudar, como gotas de salina para o nariz, uma colher de mel para a tosse, bebidas quentes, vapores para ajudar nas vias respiratórias ou aumentar a humidade em casa de forma a reduzir a congestão nasal e a tosse.
Pedro Santos
http://www.upi.com/Health_News/2009/01/06/How_to_treat_cold_and_flu_in_kids/UPI-72441231221115/
Estes medicamentos de venda livre têm diversos efeitos secundários como urticária, sonolência, dificuldades em respirar e até mesmo morte, em crianças com idade inferior a 6 anos, segundo a agência reguladora norte-americana (FDA).
“Cerca de 7 mil crianças acabam nas urgências por ano devido a problemas associados a este tipo de medicamentos”, afirmou Esther Yoon, da University of Michigan Health System, nos Estados Unidos.
Por forma a minimizar a dor devido à tosse ou dor de garganta, os profissionais recomendam o uso de ibuprofeno em doses apropriadas à idade. Para além disso, Esther Yoon sugere ainda outras opções que podem ajudar, como gotas de salina para o nariz, uma colher de mel para a tosse, bebidas quentes, vapores para ajudar nas vias respiratórias ou aumentar a humidade em casa de forma a reduzir a congestão nasal e a tosse.
Pedro Santos
http://www.upi.com/Health_News/2009/01/06/How_to_treat_cold_and_flu_in_kids/UPI-72441231221115/
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Saúde Pública
Gene ligado a doenças cardiovasculares
Cientistas norte-americanos identificaram a variação de um gene que aumenta a susceptibilidade para doenças nas artérias coronárias de forma precoce
Os investigadores da Duke University Medical Center descobriram indícios de uma relação entre seis variações do gene NPY, sugerindo que poderia haver uma ligação entre a transmissão do mesmo, geração após geração, e o aparecimento na população de pacientes com doenças precoces nas artérias coronárias.
Os investigadores avaliaram mil famílias de forma detectar doenças nas artérias coronárias ou sintomas de possíveis ataques cardíacos.
Os resultados, publicados no jornal PLoS Genetics, revelaram uma forte ligação entre variantes genéticas do NPY associadas à doença coronária. Estes resultados eram ainda mais fortes em pacientes com predisposição para a doença ainda antes de terem completado 37 anos de idade.
“Demonstrámos um forte efeito provocado pela idade”, afirmaram os investigadores. “Se um dos indivíduos tem as variações do gene NPY em uma de duas cópias, do pai e da mãe, então pode desenvolver doenças coronárias mais cedo”, concluíram os investigadores.
Pedro Santos
http://www.upi.com/Health_News/2009/01/05/Gene_linked_to_cardiovascular_disease/UPI-50991231187391/
Os investigadores da Duke University Medical Center descobriram indícios de uma relação entre seis variações do gene NPY, sugerindo que poderia haver uma ligação entre a transmissão do mesmo, geração após geração, e o aparecimento na população de pacientes com doenças precoces nas artérias coronárias.
Os investigadores avaliaram mil famílias de forma detectar doenças nas artérias coronárias ou sintomas de possíveis ataques cardíacos.
Os resultados, publicados no jornal PLoS Genetics, revelaram uma forte ligação entre variantes genéticas do NPY associadas à doença coronária. Estes resultados eram ainda mais fortes em pacientes com predisposição para a doença ainda antes de terem completado 37 anos de idade.
“Demonstrámos um forte efeito provocado pela idade”, afirmaram os investigadores. “Se um dos indivíduos tem as variações do gene NPY em uma de duas cópias, do pai e da mãe, então pode desenvolver doenças coronárias mais cedo”, concluíram os investigadores.
Pedro Santos
http://www.upi.com/Health_News/2009/01/05/Gene_linked_to_cardiovascular_disease/UPI-50991231187391/
Boa forma física: Um passo não dispendioso de cada vez
A falta de dinheiro não tem necessariamente de ser um impeditivo para a realização das resoluções de Ano Novo relacionadas com o exercício e a forma física, uma vez que, por exemplo, caminhar ou correr são actividades essencialmente livres de custos.
A Dra. Melina Jampolis refere que caminhar é uma forma efectiva para se ficar em forma e que, para ganhar motivação extra, as pessoas podem até arranjar um grupo para caminhar e também um pedómetro preciso, especialmente um que seja fácil de colocar num bolso ou mochila, para monitorizar os progressos.
A Dra. Jampolis apresenta vários conselhos para as pessoas que querem praticar caminhadas:
- Não são necessárias roupas sofisticadas para caminhar. Podem-se utilizar roupas que já se tenha. No tempo frio deve-se utilizar uma camada interior de tecido absorvente que mantém a humidade longe da pele, uma camada isoladora, tal como um tecido polar ou lã, para se manter quente e um casaco de Inverno com capuz.
- Acrescentar música. Investigações demonstram que adicionar música a uma rotina de caminhar pode ajudar as pessoas a manterem-se motivadas. Isto é especialmente útil para as caminhadas em espaços interiores.
- Beber muita água antes, durante e após a caminhada. As bebidas desportivas dispendiosas ou as águas especiais acrescentam calorias, são mais caras e são desnecessárias para o praticante de exercício de nível mediano.
- Antes de se começar a praticar exercício físico deve-se ainda procurar o aconselhamento médico, de forma a assegurar que se está saudável para praticar exercício e que não existe nenhuma contra-indicação.
Isabel Marques
Fontes:
www.upi.com/Health_News/2009/01/01/Fitness_One_cheap_step_at_a_time/UPI-81681230863675/
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exercício físico,
Saúde
Plantas e flores ajudam a acelerar recuperação após cirurgia
Investigadores norte-americanos confirmaram os efeitos benéficos das plantas e flores para os pacientes a recuperar de uma cirurgia abdominal.
Os investigadores Seong-Hyun Park e Richard H. Mattson, da Universidade Estatal do Kansas, referiram que existem fortes evidências de que o contacto com plantas é directamente benéfico para a saúde do paciente hospitalizado.
Os investigadores estudaram 90 pacientes a recuperar de uma apendicectomia, ou seja, uma intervenção cirúrgica para extrair o apêndice. Os pacientes foram aleatoriamente distribuídos por quartos de hospital com ou sem plantas, durante o período de recuperação pós-operatório, tendo sido recolhidos dados relativamente à duração da hospitalização, administração de fármacos para o controlo da dor pós-operatória, sinais vitais, pontuação da intensidade da dor, inquietação, fadiga, ansiedade e satisfação com o quarto.
O estudo, publicado na “HortTechnology”, descobriu que os pacientes que tinham plantas nos seus quartos apresentaram significativamente menos ingestões de medicação para as dores; mais respostas fisiológicas positivas – pressão sanguínea e taxa cardíaca mais baixas; menos dores, ansiedade e fadiga; e maior satisfação com os seus quartos durante a recuperação, em comparação com o grupo de controlo.
O estudo sugere que as plantas em vasos oferecem o maior benefício, em oposição às flores cortadas, devido à sua longevidade. O pessoal de enfermagem relatou que, à medida que os pacientes recuperavam, estes começavam a demonstrar interacção com as plantas, incluindo regá-las, apará-las e movê-las para um sítio melhor ou mais iluminado.
As plantas de interior tornam o ar mais saudável e fornecem um óptimo ambiente interior ao aumentar a humidade e ao reduzir a quantidade de esporos de bolor e de germes no ar, acrescentaram os investigadores.
Isabel Marques
Fontes:
www.upi.com/Health_News/2009/01/02/Plants_flowers_speed_surgical_recovery/UPI-85901230952458/
www.upi.com/Health_News/2009/01/02/Plants_flowers_speed_surgical_recovery/UPI-85901230952458/
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Saúde
Dieta rica em gorduras pode afectar o ritmo biológico
Investigadores revelaram que outra razão para se evitar uma dieta rica em gorduras é o facto desta poder perturbar o ritmo circadiano do organismo, ou seja, o período de 24 horas que regula os ciclos de actividade e repouso.
O Dr. Oren Froy, do Instituto de Bioquímica, Ciência Alimentar e Nutrição da Universidade Hebraica de Rehovot, em Israel, referiu que o relógio biológico regula a expressão e/ou a actividade de enzimas e hormonas envolvidas no metabolismo, e que a perturbação do relógio biológico pode levar a fenómenos como o desequilíbrio hormonal, a obesidade, os distúrbios psicológicos e do sono e o cancro.
Embora a luz seja o maior factor que afecta o ritmo circadiano, os investigadores demonstraram, nas suas experiências com ratos de laboratório, que existe uma relação de causa-efeito entre a dieta e o desequilíbrio do relógio biológico.
Os investigadores alimentaram os ratos com uma dieta baixa em gorduras ou com uma dieta rica em gorduras, seguida por um dia de jejum, tendo então medido os componentes do caminho metabólico da adiponectina, segregada pelo tecido adiposo e envolvida no metabolismo da glicose e dos lípidos, em vários níveis de actividade.
Nos ratos da dieta baixa em gorduras, os componentes de sinalização da adiponectina exibiram ritmicidade circadiana normal. A dieta rica em gorduras resultou num atraso de fase.
O estudo, que irá ser publicado na “Endocrinology”, sugere que uma dieta rica em gorduras poderá contribuir para a obesidade, não só pelo seu elevado conteúdo calórico, mas também pelo facto de perturbar as fases e o ritmo diário do relógio dos genes.
Isabel Marques
Fontes:
www.upi.com/Health_News/2009/01/02/High-fat_diet_affects_circadian_rhythms/UPI-69741230939730/
Tags:
alimentação
segunda-feira, 5 de janeiro de 2009
Dieta para emagrecer reduz resistência à gripe
Estudo norte-americano sugere que fazer regime durante o Inverno pode afectar a habilidade do organismo combater o vírus da gripe
A pesquisa foi realizada por cientistas da Universidade Estadual do Michigan, Estados Unidos, que através de estudos realizados em testes de laboratório descobriram que aqueles que tinham sido submetidos a uma dieta com poucas calorias tiveram maior dificuldade em debelar a infecção comparativamente aos que haviam sido colocados com uma dieta normal.
De acordo com os investigadores, mesmo os ratos submetidos à dieta especial que receberam uma quantidade adequada de vitaminas e minerais não tinham conseguido produzir a quantidade de glóbulos brancos do sistema imunológico necessárias para combater uma infecção.
Para além de uma probabilidade superior da vítima morrer devido à contaminação por vírus, os ratos que consumiam cerca de 40% das calorias fornecidas aos submetidos com uma dieta normal levaram mais tempo a recuperar, perderam mais peso e tiveram outros sintomas de saúde precária.
“A nossa pesquisa mostra que ter um organismo disposto a combater um vírus leva a uma recuperação mais rápida e efeitos menos severos do que se ele tiver calorias restringidas”, afirmou Elizabeth Gardner, autora do estudo.
Pedro Santos
http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2009/01/090102_dieta_gripe.shtml
A pesquisa foi realizada por cientistas da Universidade Estadual do Michigan, Estados Unidos, que através de estudos realizados em testes de laboratório descobriram que aqueles que tinham sido submetidos a uma dieta com poucas calorias tiveram maior dificuldade em debelar a infecção comparativamente aos que haviam sido colocados com uma dieta normal.
De acordo com os investigadores, mesmo os ratos submetidos à dieta especial que receberam uma quantidade adequada de vitaminas e minerais não tinham conseguido produzir a quantidade de glóbulos brancos do sistema imunológico necessárias para combater uma infecção.
Para além de uma probabilidade superior da vítima morrer devido à contaminação por vírus, os ratos que consumiam cerca de 40% das calorias fornecidas aos submetidos com uma dieta normal levaram mais tempo a recuperar, perderam mais peso e tiveram outros sintomas de saúde precária.
“A nossa pesquisa mostra que ter um organismo disposto a combater um vírus leva a uma recuperação mais rápida e efeitos menos severos do que se ele tiver calorias restringidas”, afirmou Elizabeth Gardner, autora do estudo.
Pedro Santos
http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2009/01/090102_dieta_gripe.shtml
sexta-feira, 2 de janeiro de 2009
Extracto de semente de uva “mata” células cancerígenas
Estudo norte-americano sugere que extracto de sementes de uva pode destruir células do cancro
Os cientistas, da Universidade de Kentucky, Estados Unidos, efectuaram experiências laboratoriais demonstrando que, após o período de 24 horas, 76% de células de leucemia expostas ao extracto de semente de uva foram mortas, ficando as células saudáveis intactas.
“O que procuramos é um agente que tenha um efeito nas células cancerígenas, mas que deixe as saudáveis intactas. E o extracto de semente de uva encaixa-se nessa categoria”, afirma Xianglin Shi, autor do estudo.
A pesquisa pode ter aberto um novo caminho para futuros tratamentos contra o cancro embora os especialistas afirmem que ainda é cedo para recomendar que as pessoas comam uvas como forma de evitar a doença.
As sementes de uva contêm alta concentração de antioxidantes, conhecidos pelas suas propriedades anti-cancerígenas.
Estudos realizados anteriormente já haviam demonstrado que o extracto da semente da fruta pode ser eficaz no combate a células cancerígenas da pele, mama, intestino, pulmão, estômago e próstata.
Pedro Santos
http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2009/01/090101_cancerextratouva_fp.shtml
Os cientistas, da Universidade de Kentucky, Estados Unidos, efectuaram experiências laboratoriais demonstrando que, após o período de 24 horas, 76% de células de leucemia expostas ao extracto de semente de uva foram mortas, ficando as células saudáveis intactas.
“O que procuramos é um agente que tenha um efeito nas células cancerígenas, mas que deixe as saudáveis intactas. E o extracto de semente de uva encaixa-se nessa categoria”, afirma Xianglin Shi, autor do estudo.
A pesquisa pode ter aberto um novo caminho para futuros tratamentos contra o cancro embora os especialistas afirmem que ainda é cedo para recomendar que as pessoas comam uvas como forma de evitar a doença.
As sementes de uva contêm alta concentração de antioxidantes, conhecidos pelas suas propriedades anti-cancerígenas.
Estudos realizados anteriormente já haviam demonstrado que o extracto da semente da fruta pode ser eficaz no combate a células cancerígenas da pele, mama, intestino, pulmão, estômago e próstata.
Pedro Santos
http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2009/01/090101_cancerextratouva_fp.shtml
quarta-feira, 31 de dezembro de 2008
Cancro do colo do útero: Governo vai adquirir 400 mil doses de vacinas
Segundo um anúncio realizado pela ministra da Saúde no final da reunião do Conselho de Ministros, o Governo vai gastar no próximo ano 17 milhões de euros, destinados para a compra de 400 mil doses de vacinas para a prevenção do cancro do colo do útero.
“Vamos continuar o programa de vacinação contra o vírus do papiloma humano iniciado este ano. Em 2009, vamos vacinar não só as jovens que fazem 13 anos (nascidas em 1996), assim como iniciar as jovens nascidas em 1992, que no próximo ano farão 17 anos”, afirmou Ana Jorge.
A ministra afirmou ainda em conferência de imprensa que o Ministério das Finanças já deu autorização para que a despesa seja realizada, de forma a poderem ser adquiridas as 400 mil doses de vacinas, colocando desta forma Portugal em segundo lugar a nível europeu no que concerne à prevenção da doença.
Ana Jorge defendeu que a actuação do Governo faz parte de um programa de luta contra o cancro do colo do útero através da vacinação dos grupos de jovens nos quais a vacina será mais eficaz.
“Juntamente com esta vacinação, em 2009 será alargado a todo o país o rastreio do cancro do colo do útero, que é a medida mais eficaz em relação aos grupos não abrangidos pela vacina”, acrescentou.
Ainda segundo a ministra da Saúde, com estas decisões o executivo “cumpre o objectivo de combater e prevenir um dos cancros mais frequentes nas mulheres”.
Pedro Santos
http://tsf.sapo.pt/PaginaInicial/Portugal/Interior.aspx?content_id=1064898
“Vamos continuar o programa de vacinação contra o vírus do papiloma humano iniciado este ano. Em 2009, vamos vacinar não só as jovens que fazem 13 anos (nascidas em 1996), assim como iniciar as jovens nascidas em 1992, que no próximo ano farão 17 anos”, afirmou Ana Jorge.
A ministra afirmou ainda em conferência de imprensa que o Ministério das Finanças já deu autorização para que a despesa seja realizada, de forma a poderem ser adquiridas as 400 mil doses de vacinas, colocando desta forma Portugal em segundo lugar a nível europeu no que concerne à prevenção da doença.
Ana Jorge defendeu que a actuação do Governo faz parte de um programa de luta contra o cancro do colo do útero através da vacinação dos grupos de jovens nos quais a vacina será mais eficaz.
“Juntamente com esta vacinação, em 2009 será alargado a todo o país o rastreio do cancro do colo do útero, que é a medida mais eficaz em relação aos grupos não abrangidos pela vacina”, acrescentou.
Ainda segundo a ministra da Saúde, com estas decisões o executivo “cumpre o objectivo de combater e prevenir um dos cancros mais frequentes nas mulheres”.
Pedro Santos
http://tsf.sapo.pt/PaginaInicial/Portugal/Interior.aspx?content_id=1064898
terça-feira, 30 de dezembro de 2008
Álcool moderado pode reduzir risco da doença de Alzheimer
Investigadores norte-americanos afirmam que os consumidores de álcool a nível moderado podem reduzir o risco de contrair Alzheimer e outras doenças cognitivas
Os investigadores examinaram 44 estudos, notando que em mais de metade deles os consumidores de vinho, cerveja e outros licores a nível moderado reduziam os riscos de demência comparativamente aos restantes.
“O álcool é uma faca de dois gumes”, afirmou Michael Collins, um dos investigadores. “Os danos patológicos devido ao abuso do álcool são bem conhecidos, mas o consumo leve ou moderado da bebida pode ter alguns benefícios para a saúde”, acrescentou o investigador.
O estudo definiu o consumo moderado de álcool como sendo uma bebida ou menos por dia, para as mulheres, e uma ou duas bebidas por dia ou menos para os homens.
Os investigadores acrescentaram ainda outros factores que podem reduzir o risco da demência, como a prática de exercício físico, chá verde, dieta mediterrânea rica em frutos, vegetais, cereais, feijões, nozes e sementes.
Pedro Santos
http://www.upi.com/Health_News/2008/12/30/Moderate_alcohol_may_cut_Alzheimers_risk/UPI-88861230615480/
Os investigadores examinaram 44 estudos, notando que em mais de metade deles os consumidores de vinho, cerveja e outros licores a nível moderado reduziam os riscos de demência comparativamente aos restantes.
“O álcool é uma faca de dois gumes”, afirmou Michael Collins, um dos investigadores. “Os danos patológicos devido ao abuso do álcool são bem conhecidos, mas o consumo leve ou moderado da bebida pode ter alguns benefícios para a saúde”, acrescentou o investigador.
O estudo definiu o consumo moderado de álcool como sendo uma bebida ou menos por dia, para as mulheres, e uma ou duas bebidas por dia ou menos para os homens.
Os investigadores acrescentaram ainda outros factores que podem reduzir o risco da demência, como a prática de exercício físico, chá verde, dieta mediterrânea rica em frutos, vegetais, cereais, feijões, nozes e sementes.
Pedro Santos
http://www.upi.com/Health_News/2008/12/30/Moderate_alcohol_may_cut_Alzheimers_risk/UPI-88861230615480/
Vendas de produtos antitabaco estão em queda nas farmácias
Segundo a consultora IMS Health, as vendas de medicamentos e produtos antitabaco nas farmácias diminuíram cerca de 15% entre os meses de Janeiro e Outubro de 2007, bem como no mesmo período em 2008, representando queda de meio milhão de euros de receitas. No entanto, entre 2007 e 2008, os portugueses gastaram seis milhões de euros em fármacos, pastilhas de nicotina ou adesivos indicados para o combate deste vício.
Os medicamentos utilizados para este fim bloqueiam parcialmente os receptores de nicotina no cérebro, ajudando a reduzir os sintomas provocados pela abstinência.
Quanto às pastilhas e adesivos, ambos de nicotina, minimizam os sintomas de abstinência como a irritabilidade.
Os dados revelam ainda uma queda de vendas de 21% entre 2006 e 2007, apesar da lei que proíbe o fumo em locais de trabalho e recintos públicos fechados apenas ter entrado em vigor a 1 de Janeiro de 2008.
No entanto, estes dados não significam que as pessoas estão a deixar de fumar, como afirma António Vaz, director do Centro de Estudos de Medicina Baseada na Evidência, da Faculdade de Medicina de Lisboa.
“Entre os tratamentos de cessação tabágica há abordagens diferentes das farmacológicas, como as psicológicas”, refere.
Segundo o especialista, estes dados não são por si só reveladores, existindo muitos pacientes que não compram os medicamentos ou tomam-nos de forma incorrecta, pelo que as estatísticas deveriam ser complementadas com mais elementos, como dados sobre idade, sexo e doenças.
Um estudo divulgado em Novembro e coordenado por Lourdes Barradas, responsável pela consulta antitabágica do Instituto Português de Oncologia de Coimbra, afirma que apenas 7% dos fumadores consegue deixar o tabaco sem ajuda médica e que ao fim de um ano continuam abstinentes.
Pedro Santos
http://www.correiomanha.pt/noticia.aspx?contentid=D487E3E0-78AE-4442-9D2D-5D28C9B9E239&channelid=F48BA50A-0ED3-4315-AEFA-86EE9B1BEDFF
Os medicamentos utilizados para este fim bloqueiam parcialmente os receptores de nicotina no cérebro, ajudando a reduzir os sintomas provocados pela abstinência.
Quanto às pastilhas e adesivos, ambos de nicotina, minimizam os sintomas de abstinência como a irritabilidade.
Os dados revelam ainda uma queda de vendas de 21% entre 2006 e 2007, apesar da lei que proíbe o fumo em locais de trabalho e recintos públicos fechados apenas ter entrado em vigor a 1 de Janeiro de 2008.
No entanto, estes dados não significam que as pessoas estão a deixar de fumar, como afirma António Vaz, director do Centro de Estudos de Medicina Baseada na Evidência, da Faculdade de Medicina de Lisboa.
“Entre os tratamentos de cessação tabágica há abordagens diferentes das farmacológicas, como as psicológicas”, refere.
Segundo o especialista, estes dados não são por si só reveladores, existindo muitos pacientes que não compram os medicamentos ou tomam-nos de forma incorrecta, pelo que as estatísticas deveriam ser complementadas com mais elementos, como dados sobre idade, sexo e doenças.
Um estudo divulgado em Novembro e coordenado por Lourdes Barradas, responsável pela consulta antitabágica do Instituto Português de Oncologia de Coimbra, afirma que apenas 7% dos fumadores consegue deixar o tabaco sem ajuda médica e que ao fim de um ano continuam abstinentes.
Pedro Santos
http://www.correiomanha.pt/noticia.aspx?contentid=D487E3E0-78AE-4442-9D2D-5D28C9B9E239&channelid=F48BA50A-0ED3-4315-AEFA-86EE9B1BEDFF
Ter atenção aos ossos é importante nas mulheres com lúpus
Investigadores indicaram que, para as mulheres na pré-menopausa a tomar esteróides para o Lúpus, devem ser considerados diversos tratamentos que preservam a densidade mineral óssea, de modo a prevenir a osteoporose, que fragiliza os ossos.
De acordo com o Dr. Swan S. Yeap, da Universidade da Malásia, em Kuala Lumpur, quer seja devido ao tratamento com corticosteróides, quer seja devido ao Lúpus em si, a osteoporose está a ser cada vez mais diagnosticada nos pacientes com a doença.
A equipa de investigadores avaliou as alterações na densidade mineral óssea (DMO), ao longo de dois anos, em 98 mulheres na pré-menopausa com Lúpus a fazer terapia de longo prazo com esteróides e a tomar, ao mesmo tempo, apenas cálcio, cálcio mais calcitriol (a forma activa da vitamina D) ou cálcio mais o fármaco alendronato (Fosamax), que fortalece os ossos.
As mulheres que tomaram cálcio mais alendronato apresentaram aumentos significativos na densidade mineral óssea, tanto na espinha lombar, de 2,69 por cento, como na anca, de 1,41 por cento.
Em contraste, não houve alterações significativas nem no grupo que tomou apenas cálcio, nem no grupo que tomou cálcio mais calcitriol, com excepção de uma redução de 0,93 por cento na DMO da anca no grupo a tomar apenas cálcio.
Os investigadores, na edição de Dezembro da “Journal of Rheumatology”, concluíram que, nas mulheres na pré-menopausa a tomar esteróides para o Lúpus, a densidade mineral óssea pode ser preservada ou aumentada com terapia profilática.
O Lúpus, também denominado Lúpus Eritematoso Sistémico (LES), é uma doença auto-imune crónica, na qual o sistema imunitário pode confundir os tecidos saudáveis e estranhos e, por vezes, atacar ambos, com episódios de inflamação nas articulações, tendões e outros tecidos conjuntivos e órgãos.
Verifica-se uma inflamação de diversos tecidos e órgãos numa diversidade de pessoas, indo o grau da doença de ligeiro a debilitante, dependendo da quantidade e da variedade de anticorpos que aparecem e dos órgãos interessados. Cerca de 90 por cento das pessoas com lúpus são mulheres dos 20 aos 30 anos, mas também pode aparecer em crianças (sobretudo de sexo feminino), homens e mulheres de idade avançada.
Isabel Marques
Fontes:
www.reuters.com/article/healthNews/idUSTRE4BP23S20081226
www.manualmerck.net/?url=/artigos/%3Fid%3D77%26cn%3D773
Tags:
lúpus,
osteoporose
segunda-feira, 29 de dezembro de 2008
Médico australiano afirma ter criado o vinho mais saudável do mundo
O seu nome é Philip Norrie, e é um médico especialista nas propriedades terapêuticas do vinho. Durante a sua carreira observou vários pacientes que morreram de doenças que, segundo ele, poderiam ser prevenidas. Depois disso, estudou e patenteou um tipo de vinho medicinal.
A fórmula consiste em adicionar doses extra de um polifenol antioxidante conhecido como resveratrol, extraído a partir da casca da uva.
Por cada litro de vinho é adicionado até 100 vezes mais de resveratrol do que o normal. Segundo o especialista, esta dose adicional permite ao vinho “limpar” as artérias sanguíneas, para além de ajudar na prevenção de ataques cardíacos, derrames e diabetes em 50%.
“A concentração do antioxidante é colocada dentro da garrafa de vinho antes do lacre”, afirmou.
O resveratrol já é conhecido devido às suas propriedades para combater problemas cardíacos, como limpar depósitos de gordura nas artérias, embora seja geralmente encontrado em apenas pequenas quantidades no vinho, de três a seis miligramas por litro nos vinhos tintos e apenas um miligrama nos brancos.
Ainda segundo o médico, aqueles que gostam de um bom vinho não notam a diferença no gosto nem no aroma da bebida.
“Os consumidores têm apenas que continuar a sua rotina, bebendo geralmente de duas taças, para mulheres, e de três ou quatro, para os homens”, acrescentou.
No entanto, especialistas alertam que é preciso evitar beber quantidades excessivas de resvertarol pois ainda não são conhecidos os seus efeitos a longo prazo.
Pedro Santos
http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2008/12/081218_vinhosaude_gv.shtml
A fórmula consiste em adicionar doses extra de um polifenol antioxidante conhecido como resveratrol, extraído a partir da casca da uva.
Por cada litro de vinho é adicionado até 100 vezes mais de resveratrol do que o normal. Segundo o especialista, esta dose adicional permite ao vinho “limpar” as artérias sanguíneas, para além de ajudar na prevenção de ataques cardíacos, derrames e diabetes em 50%.
“A concentração do antioxidante é colocada dentro da garrafa de vinho antes do lacre”, afirmou.
O resveratrol já é conhecido devido às suas propriedades para combater problemas cardíacos, como limpar depósitos de gordura nas artérias, embora seja geralmente encontrado em apenas pequenas quantidades no vinho, de três a seis miligramas por litro nos vinhos tintos e apenas um miligrama nos brancos.
Ainda segundo o médico, aqueles que gostam de um bom vinho não notam a diferença no gosto nem no aroma da bebida.
“Os consumidores têm apenas que continuar a sua rotina, bebendo geralmente de duas taças, para mulheres, e de três ou quatro, para os homens”, acrescentou.
No entanto, especialistas alertam que é preciso evitar beber quantidades excessivas de resvertarol pois ainda não são conhecidos os seus efeitos a longo prazo.
Pedro Santos
http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2008/12/081218_vinhosaude_gv.shtml
Excesso de cafeína durante a gravidez pode ser prejudicial ao coração
Estudo norte-americano efectuado em ratos demonstra que uma dose de cafeína (correspondente a duas chávenas de café) ingerida durante a gravidez pode reduzir as funções do coração do bebé durante a sua vida
Segundo Scott Rivkees, da Universidade de Yale, nos Estados Unidos, apesar do estudo ter sido efectuado em ratos, é plausível que os mesmos efeitos aconteçam em humanos.
“Os nossos estudos aumentam as preocupações sobre a exposição a cafeína durante as fases iniciais da gestação, embora sejam necessários mais estudos para averiguar a segurança da cafeína durante a gravidez”, afirmou Scott Rivkees em comunicado.
Os investigadores estudaram quarto grupos de ratos durante a gravidez destes consoante duas condições durante o período de 48 horas. Um dos grupos, estudado em exposição ao ambiente do local, foi administrado com cafeína, e o outro administrado com uma solução de salina.
O segundo agrupamento de grupos foi estudado em condições onde os níveis de oxigénio estavam a metade, com um dos grupos a receber a cafeína e outro a solução de salina.
O estudo revelou que em ambas as circunstâncias, os ratos que foram administrados com cafeína produziam embriões com camadas de tecido que envolvem o coração mais finas que os que não tinham sido administrados com a substância.
A pesquisa revelou ainda que os machos adultos expostos à cafeína quando eram fetos tinham um aumento da gordura corporal de 20% e uma descida da função cardiovascular comparativamente aos que não tinham sido expostos à substância.
Pedro Santos
http://www.upi.com/Health_News/2008/12/26/Caffeine_when_pregnant_may_damage_heart/UPI-34511230316345/
Segundo Scott Rivkees, da Universidade de Yale, nos Estados Unidos, apesar do estudo ter sido efectuado em ratos, é plausível que os mesmos efeitos aconteçam em humanos.
“Os nossos estudos aumentam as preocupações sobre a exposição a cafeína durante as fases iniciais da gestação, embora sejam necessários mais estudos para averiguar a segurança da cafeína durante a gravidez”, afirmou Scott Rivkees em comunicado.
Os investigadores estudaram quarto grupos de ratos durante a gravidez destes consoante duas condições durante o período de 48 horas. Um dos grupos, estudado em exposição ao ambiente do local, foi administrado com cafeína, e o outro administrado com uma solução de salina.
O segundo agrupamento de grupos foi estudado em condições onde os níveis de oxigénio estavam a metade, com um dos grupos a receber a cafeína e outro a solução de salina.
O estudo revelou que em ambas as circunstâncias, os ratos que foram administrados com cafeína produziam embriões com camadas de tecido que envolvem o coração mais finas que os que não tinham sido administrados com a substância.
A pesquisa revelou ainda que os machos adultos expostos à cafeína quando eram fetos tinham um aumento da gordura corporal de 20% e uma descida da função cardiovascular comparativamente aos que não tinham sido expostos à substância.
Pedro Santos
http://www.upi.com/Health_News/2008/12/26/Caffeine_when_pregnant_may_damage_heart/UPI-34511230316345/
Antidepressivo fluoxetina pode melhorar quimioterapia contra o cancro do cólon
Investigadores da Universidade de Tel Aviv referiram que o popular antidepressivo fluoxetina pode aumentar o efeito do fármaco anticancerígeno doxorrubicina utilizado no tratamento do cancro do cólon.
O estudo confirma que o antidepressivo à base de fluoxetina, vulgarmente conhecido como Prozac, mas também comercializado como Psipax, Selectus ou em diversas versões genéricas, prescrito regularmente para aliviar os problemas emocionais dos pacientes com cancro, também ajuda a aumentar o efeito do fármaco oncológico doxorrubicina para o cancro do cólon em mais de mil por cento.
Segundo os investigadores, o antidepressivo fluoxetina actuou ao bloquear a saída do fármaco anticancerígeno do interior das células cancerígenas e ao impedir o envenenamento das células saudáveis que estão à volta.
De acordo com o investigador principal, o Dr. Dan Peer, a boa notícia é que a comunidade médica não precisa de esperar, pois o antidepressivo fluoxetina pode ser utilizado para este propósito imediatamente.
Contudo, as descobertas, publicadas na “Cancer Letters”, sugerem que a combinação do antidepressivo fluoxetina com fármacos utilizados na quimioterapia, para reduzir a resistência a estes medicamentos, necessita de mais estudos clínicos.
Isabel Marques
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Investigação/cancro,
medicamentos
Descoberta nova forma de transmissão do VIH de homens para mulheres
Investigadores da Universidade Northwestern, em Chicago, revelaram que descobriram uma forma crítica através da qual um homem pode transmitir o vírus do VIH para uma mulher.
Os investigadores demonstraram que o vírus do VIH pode penetrar o tecido vaginal saudável e normal de uma mulher, atingindo uma profundidade onde pode ganhar acesso às células imunitárias.
De acordo com o investigador principal, o Dr. Thomas Hope, este é um resultado inesperado e importante. Agora tem-se uma nova compreensão de como o VIH pode invadir o tracto genital feminino.
Durante muito tempo pensou-se que o revestimento normal do tracto vaginal era uma barreira efectiva contra a invasão do vírus VIH, durante as relações sexuais, e que o vírus do VIH não conseguia penetrar o tecido.
O Dr. Hope, os seus colegas da Universidade Northwestern e os colaboradores da Universidade de Tulane, em Nova Orleães, descobriram que a pele vaginal interior é vulnerável à invasão do VIH, a um nível onde ocorre naturalmente a descamação e mudança das células da pele, um ponto no qual as células não estão tão firmemente ligadas umas às outras.
Estas descobertas foram apresentadas no 48º encontro anual da Sociedade Americana de Biologia Celular, em San Francisco.
O Centro de Prevenção e Controlo de Doenças norte-americano, em Atlanta, estima que tenha ocorrido 56,300 novas infecções por VIH, em 2005, tendo relacionado 31 por cento do total a contactos heterossexuais de alto risco.
Isabel Marques
Fontes:
www.upi.com/Health_News/2008/12/25/New_way_men_can_transmit_HIV_to_women/UPI-84641230265977/
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VIH/SIDA
Programas de grupo podem ajudar as crianças obesas a perder peso
Investigadores norte-americanos referiram que programas de tratamento baseados em grupos podem ajudar as crianças obesas a perder peso.
O estudo, publicado na “Archives of Pediatric and Adolescent Medicine”, descobriu que, após seis meses, as crianças num programa de tratamento de gestão do peso tinham menos 4 por cento de excesso de peso, enquanto as crianças do grupo de controlo tinham cerca de mais 3 por cento de excesso de peso.
Os investigadores da Universidade da Florida, em Gainesville, revelaram que, embora as alterações de peso pareçam modestas, a perda de peso das crianças aproximou-se da quantidade demonstrada por investigações anteriores, resultando em melhorias nos níveis de lípidos e de açúcar no sangue.
De acordo com o investigador principal, o Dr. David Janicke, quando se trabalha com crianças é importante introduzir lentamente alterações ao estilo de vida e torná-las divertidas, se não elas podem começar a opor resistência. Fazer grandes alterações nas suas dietas pode levar a hábitos pouco saudáveis, como saltar refeições, distúrbios alimentares ou ganhar peso.
O estudo incluiu 93 crianças, com idades entre os 8 e os 14 anos, que tinham um Índice de Massa Corporal (IMC) acima do percentil 85 para a idade e sexo, tendo sido consideradas como tendo excesso de peso ou sendo obesas com base nas tabelas de crescimento.
Isabel Marques
Fontes:
www.upi.com/Health_News/2008/12/26/Group_programs_may_help_kids_lose_weight/UPI-22641230274649/
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