quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Antidepressivo escitalopram pode ajudar a diminuir ansiedade em idosos

Um novo estudo relata que os adultos mais idosos com distúrbio de ansiedade generalizada tratados com o antidepressivo escitalopram demonstraram uma melhoria significativa dos sintomas.

O investigador principal, o Dr. Eric J. Lenze, professor de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da Universidade de Washington, em St. Louis, referiu que este foi o primeiro estudo em grande escala que analisou os medicamentos antidepressivos como tratamento para os distúrbios de ansiedade em adultos idosos.

De acordo com o Dr. Lenze, cerca de 7,3 por cento das pessoas mais idosas sofrem de ansiedade, e a percentagem é ainda mais elevada entre aquelas que recebem cuidados médicos. As pessoas com ansiedade generalizada podem passar até 40 horas por semana consumidas pela preocupação.

Durante muitos anos, o tratamento para a ansiedade nos idosos baseou-se na inexistência de tratamento ou em sedativos como o Valium (diazepam) ou o Xanax (alprazolam). Contudo, existem preocupações relativamente à segurança destes medicamentos para os idosos.

O escitalopram pertence à classe de antidepressivos denominada inibidores selectivos de recaptação da serotonina (ISRS), que são considerados seguros. O investigador acrescentou que estes fármacos estão aprovados para o tratamento da ansiedade.

Embora os investigadores tenham utilizado o escitalopram para este estudo, o Dr. Lenze acredita que outros medicamentos ISRS poderiam produzir o mesmo efeito benéfico.

Para este estudo, a equipa de investigadores testou a efectividade do escitalopram em 177 adultos com 60 anos ou mais, que sofriam de distúrbio de ansiedade generalizada. Os participantes receberam aleatoriamente escitalopram ou placebo durante 12 semanas.

Os resultados, publicados na edição de 21 de Janeiro da “Journal of the American Medical Association”, revelaram que 69 por cento das pessoas que tomaram escitalopram apresentaram reduções dos níveis de ansiedade, em comparação com os 51 por cento daquelas que receberam placebo.

Os participantes que tomaram escitalopram também apresentaram uma melhoria mais elevada dos sintomas como a actividade e funcionamento social.

O Dr. Lenze sublinhou que existem tratamentos efectivos para a ansiedade em idosos para além dos sedativos.

O investigador acrescentou que espera que este estudo ajude a aumentar a consciencialização de que os distúrbios de ansiedade são comuns entre as pessoas mais idosas, e que frequentemente não são detectados ou são tratados apenas com sedativos.

O Dr. Douglas Mennin, da Universidade de Yale, concorda que os médicos devem estar atentos aos problemas de ansiedade entre os seus pacientes mais idosos, referindo ainda que muitos destes enfrentam situações cada vez mais tensas, tais como a perda de amigos, de mobilidade e de trabalho, sendo a ansiedade um resultado natural.

O distúrbio de ansiedade generalizada, que é um dos distúrbios psiquiátricos mais comuns nos adultos mais idosos, inclui sintomas como preocupação e ansiedade crónicas, e outros problemas como tensão muscular, transtornos do sono e fadiga.

Isabel Marques

Fontes:
www.nlm.nih.gov/medlineplus/news/fullstory_74028.html

Aprovado na Europa medicamento de venda livre para combater a obesidade

A Comissão Europeia (CE) aprovou a comercialização do fármaco Alli (orlistato), um medicamento não sujeito a receita médica, da GlaxoSmithKline, para combater obesidade. O fármaco deverá estar à venda nas farmácias portuguesas ainda no primeiro trimestre deste ano e poderá custar cerca de 60 euros.

O Alli, que é o primeiro medicamento para perder peso sem receita médica no mercado europeu, é uma versão de baixa dosagem do Xenical (orlistato), da Roche, este sujeito a receita médica, e está indicado para pessoas com um Índice de Massa Corporal (IMC) igual ou superior a 28 kg/m.

O fármaco opera ao reduzir a quantidade de gordura que o corpo absorve da comida. O tratamento consiste em comprimidos de 60 miligramas, três vezes ao dia juntamente com as refeições. Mas tem de ser tomado conjuntamente com uma dieta baixa em calorias e em gorduras.

A gordura não digerida é eliminada através de movimentos intestinais, o que pode provocar efeitos secundários, tais como gases e outras alterações intestinais.

Contudo, a farmacêutica sublinha que o Alli não é nenhum comprimido mágico e que requer o comprometimento com o seguimento de uma dieta baixa em gorduras.

Os ensaios clínicos demonstraram que, quando associado a uma dieta baixa em calorias e com menos gordura, o orlistato 60 miligramas pode ajudar a perder 50 por cento mais de peso, em comparação com uma dieta isoladamente.

Os especialistas defendem ainda que a terapêutica farmacológica só está indicada quando as alterações do estilo de vida não resultam.

O fármaco estará disponível nos próximos meses nos 27 Estados-membros da União Europeia (UE), sendo que a aprovação por parte da CE já era esperada, após a Agência Europeia do Medicamento (EMEA) ter concedido uma opinião positiva em Outubro. O fármaco já está disponível nos Estados Unidos, sem a necessidade de receita médica, desde Junho de 2007.

Isabel Marques

Fontes:
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1357018
http://aeiou.expresso.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ex.stories/493229
www.reuters.com/article/rbssHealthcareNews/idUSLL23936420090121

Porque é que existem tantas crianças obesas?

Dicas para manter os seus filhos na linha

As crianças estão a ficar cada vez mais gordas, prevendo-se que a próxima geração seja, muito provavelmente, mais doente, se não for feito nada em contrário.
A obesidade é uma doença, e seguindo esse raciocínio estamos e estaremos cada vez mais doentes. Existe ainda pouca preocupação com o que comemos e com a actividade física, nomeadamente pelos pais das crianças, que por vezes preocupam-se mais com actividades extra-curriculares em detrimento da saúde.

Uma criança obesa pode ter um futuro bem diferente se deixar de o ser, não só ao nível da saúde, mas também do ponto de vista profissional, social e emocional.
Ficam então onze dicas para manter as crianças na linha.

1. Prepare as refeições iguais para toda a família, em vez de preparar uma refeição especial para a criança que está a perder peso. Esta atitude permite criar um envolvimento saudável e muito mais apoio para a criança.

2. Não lhes imponha uma alimentação muito restritiva. Senão, mais tarde ou mais cedo, vão acabar por comer descontroladamente.

3. Não os compense ou castigue com comida. Eles necessitam criar uma relação saudável com os alimentos.

4. Crie horários para as refeições. Sem estes horários, as crianças tendem a petiscar com mais frequência e com menos qualidade.

5. Não os obrigue a comer tudo o que têm no prato.

6. Encoraje-os a comer devagar. Pouse os talheres entre cada garfada e engula cada garfada antes de colocar na boca a próxima.

7. Se lhe pedirem um 2º prato, faça-os esperar cinco minutos para ter a certeza de que têm fome. O 2º prato deve conter metade da dose do 1º.

8. Faça as suas refeições por etapas. Comece com os alimentos menos calóricos, sopa, vegetais e depois ingira os alimentos mais calóricos como as massas, carnes, etc.

9. Crie espaços próprios para as refeições. Nunca em frente à televisão ou ao computador.

10. Crie, pelo menos, uma refeição com toda a família. Se não for o jantar, talvez o pequeno-almoço.

11. Planeie as refeições atempadamente. As refeições quando planeadas, são, usualmente, mais saudáveis.

Pedro Santos

http://saude.sapo.pt/prevenir/artigos/geral/alimentacao/ver.html?id=908340

DGS considera não renovar contrato com empresa que gere Linha Saúde 24

Francisco George, director-geral da Saúde, admitiu possibilidade de não renovar o contrato com a empresa que gere a Linha Saúde 24, caso continuem a existir conflitos laborais.
O director-geral da Saúde afirmou no final de uma comissão parlamentar que já era tempo de acabar com os problemas e dizer aos portugueses que têm uma linha de aconselhamento de grande qualidade, sendo por isso importante mantê-la.

“Não podemos continuar a aceitar esta instabilidade”, afirmou Francisco George, acrescentando que existem medidas que podem ser tomadas para resolver o problema.
“Há medidas que podem ser tomadas no contexto de uma oportunidade que poderá ou não ser dada à empresa privada que explora a linha, no sentido de poder ou não deter mais um ano de exploração, de acordo com o que está previsto no contrato, e essa questão tem de ser equacionada”, afirmou.

A administração da Linha Saúde 24 dispensou no início do ano quatro enfermeiros, anunciando que não irá renovar os contratos de três outros, que terminam em Março.
Os funcionários acusam a administração de os estar a despedir por terem denunciado o “caos organizativo” da instituição, o que entretanto foi negado pela administração.

Pedro Santos

http://tsf.sapo.pt/PaginaInicial/Portugal/Interior.aspx?content_id=1074968

Actividade física durante o frio previne o aumento dos transtornos das varizes

A exposição a fontes de calor intensas, como o aquecimento elevado, os focos de calor próximos ou o calor proveniente do solo, associada à inactividade física, favorece o aparecimento ou o agravamento dos transtornos relacionados com a Insuficiência Venosa Crónica em pessoas que têm varizes.

Contudo, a descida brusca das temperaturas pode ampliar a necessidade de aumentar a actividade física das pessoas de forma a gerar calor. De acordo com o Dr. Rodrigo Rial, do Capítulo Espanhol de Flebologia, esse exercício físico, associado ao frio, repercute-se de forma positiva na prevenção do aparecimento de incómodos relacionados com as varizes e a insuficiência venosa.

Assim, ainda que de forma indirecta, uma abordagem adequada à queda das temperaturas beneficia a saúde venosa.

Durante os meses de Inverno, os sintomas da insuficiência venosa e as varizes melhoram de uma forma geral, uma vez que as veias se encontram menos dilatadas. Contudo, existe a possibilidade de se fazer frente ao frio intenso de uma forma passiva, sendo que essa atitude sedentária repercute-se de modo negativo na saúde venosa.

No caso das pessoas idosas, mais propensas a adoptar esta atitude, é necessário incidir na necessidade de se movimentarem para activar a circulação e evitar complicações.

Caminhar diariamente é um factor chave na prevenção desta doença, em qualquer época do ano e em qualquer idade.

O tipo de vestuário, cuja variação também está associada às oscilações das temperaturas, apresenta-se igualmente como um componente preventivo. Os peritos recomendam a utilização de roupa cómoda, larga, suave e ventilada. As cintas e as ligas, cuja utilização aumenta nas pessoas mais idosas com a chegada do frio, dificultam a circulação, o mesmo acontecendo com as meias de compressão inadequadas.

O Capítulo Espanhol de Flebologia adverte que, nestas alturas de frio, recorrer de forma incorrecta a fontes de calor (lareiras, calor elevado, etc) favorece a dilatação venosa que, juntamente com o sedentarismo e a atitude passiva, aumenta de forma considerável os sintomas de Insuficiência Venosa.

Outra consequência, associada ao frio ambiental, é o aumento do consumo de calorias na dieta, que pode levar a um aumento de peso se não estiver associado ao exercício físico, e que deve ser evitado pelas pessoas portadoras de problemas venosos ou com edema nas pernas devido à idade.

Isabel Marques

Fontes:
http://espana.pmfarma.com/noticias/noti.asp?ref=9653

Dieta baixa em carboidratos queima mais excesso de gordura no fígado

Investigadores norte-americanos revelaram que as pessoas que seguem dietas baixas em hidratos de carbono queimam mais excesso de gordura no fígado para produzir energia, em comparação com aquelas que consomem dietas baixas em calorias.

O Dr. Jeffrey Browning, do Centro Médico Southwestern da Universidade do Texas, em Dallas, referiu que as descobertas, publicadas na “Hepatology”, podem ter implicações no tratamento da obesidade e das doenças relacionadas, como a diabetes, a resistência à insulina ou o fígado gordo não alcoólico.

O investigador referiu que, em vez de se olhar para os fármacos para combater a obesidade e as doenças que dela advêm, talvez optimizar as dietas possa não só gerir e tratar estas doenças, como também preveni-las.

Os investigadores distribuíram aleatoriamente 14 adultos obesos ou com excesso de peso por uma dieta baixa em hidratos de carbono ou por uma dieta baixa em calorias e monitorizaram sete indivíduos magros numa dieta normal.

Após duas semanas, os investigadores utilizaram técnicas avançadas de processamento de imagem para analisar os diferentes métodos, ou caminhos bioquímicos, que os participantes utilizaram para produzir glicose.

Os investigadores descobriram que os participantes do grupo da dieta baixa em hidratos de carbono produziram mais glicose a partir de aminoácidos ou de lactato do que os do grupo da dieta baixa em calorias.

As pessoas que seguiram a dieta baixa em calorias receberam cerca de 40 por cento da sua glicose a partir do glicogénio, ou seja, hidratos de carbono ingeridos e armazenados no fígado até que o organismo precise deles.

Contudo, os que seguiram a dieta baixa em hidratos de carbono retiraram apenas 20 por cento da sua glicose do glicogénio. Estes participantes queimaram gordura do fígado para produzir energia, em vez de procurarem nas suas reservas de glicogénio.

Isabel Marques

Fontes:
www.upi.com/Health_News/2009/01/20/Low-carb_diet_burns_more_excess_liver_fat/UPI-87671232474337/

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Reduzir o consumo de sal é benéfico não só para a hipertensão

Investigadores australianos descobriram que a redução do consumo de sal pode oferecer efeitos cardioprotectores, para além da redução da pressão sanguínea.

A investigadora Kacie Dickinson, da Universidade de Flinders, na Austrália, e colegas referiam que o estudo forneceu mais evidências relativamente à importância de diminuir a ingestão de sódio para melhorar a saúde dos vasos sanguíneos e reduzir o risco de doença cardiovascular.

O estudo, publicado na “American Journal of Clinical Nutrition”, demonstrou que a redução do consumo de sódio é benéfica para as pessoas que têm uma pressão sanguínea normal e para aqueles que têm excesso de peso ou são obesos, sendo que o benefício começa logo após algumas semanas.

A investigadora afirmou que, independentemente do peso corporal ou pressão sanguínea de uma pessoa, a redução da ingestão de sódio oferece muitos benefícios para a saúde.

Isabel Marques

Fontes:
www.upi.com/Health_News/2009/01/19/Reducing_salt_helpful_beyond_hypertension/UPI-61131232409695/

Vida social activa protege contra a demência

Estudo sueco revela que manter uma vida social activa e ter uma personalidade relaxada diminuem em metade o risco de demência

O estudo foi efectuado por uma equipa de investigadores suecos, afirmando que as pessoas activas socialmente não cediam facilmente ao stress, e tinham menos 50% de risco de desenvolver demência comparativamente às pessoas que viviam mais isoladas e tinham tendência para o stress.

“No passado, estudos demonstraram que perturbações crónicas podem afectar partes do cérebro, como o hipocampo, possivelmente levando à demência”, afirmou Hui-Xin Wang do Karolinska Institute da Suécia, que conduziu o estudo.
“Mas as nossas descobertas sugerem que ter uma personalidade calma e relaxada, em combinação com um estilo de vida socialmente activo, pode fazer diminuir ainda mais o risco de desenvolver demência”, acrescentou a investigadora.

Estima-se que cerca de 24 milhões de pessoas a nível mundial tenham perda de memória, problemas de orientação e outros sintomas característicos da doença de Alzheimer e de outras formas de demência.
Os investigadores acreditam que o número de pessoas com demência pode quadruplicar em 2040, sendo por isso fundamental compreender melhor esta condição.

O estudo sueco envolveu 506 idosos que não tinham demência quando foram examinados pela primeira vez. Os voluntários realizaram questionários sobre os seus traços de personalidade e estilos de vida, tendo posteriormente sido acompanhados durante seis anos.

Ao longo desse tempo, 144 pessoas desenvolveram demência, com os homens e mulheres socialmente activos e menos stressados a revelarem metade da probabilidade de serem diagnosticados com essa condição.

“A boa notícia é que o estilo de vida pode ser modificado, ao contrário de factores genéticos, que não podem ser controlados”, sublinhou Wang. “Mas isto são resultados preliminares, por isso não é claro exactamente como é que a atitude mental influencia o risco de demência”, concluiu a investigadora.

Pedro Santos

http://saude.sapo.pt/artigos/noticias_actualidade/ver.html?id=909529

Reduzir consumo de álcool para baixar risco de cancro

Médica norte-americana sugere que o consumo de álcool deve ser reduzido para se baixar o risco de contrair certos cancros

A médica perita em casos de cancro da mama, Wendy Chen, afirmou que os investigadores encontraram mulheres em pós-menopausa que ao consumir uma bebida alcoólica por dia estão a aumentar o risco de contrair a doença.

“As mulheres têm que considerar os possíveis efeitos do álcool no risco de contrair cancro da mama”, afirmou a médica em comunicado. “As nossas descobertas indicam que algumas mulheres em pós-menopausa, mesmo consumindo níveis moderados de álcool, podem aumentar o risco de contrair a doença”, acrescenta.

Os peritos alertaram ainda para outras formas simples de reduzir o risco da doença, tais como a prática de exercício, parar de fumar e comer mais fruta e vegetais.

Pedro Santos

http://www.upi.com/Health_News/2009/01/20/Limit_alcohol_to_lower_cancer_risk/UPI-80821232429089/

Medicamentos homeopáticos podem ser uma resposta eficaz contra a tosse

A tosse trata-se de um reflexo do organismo provocado pela acumulação de expectoração ou pela irritação das vias respiratórias, que pode aparecer por diversos motivos: exposição ao frio, humidade, correntes de ar, ar acondicionado, pó, pólenes, contaminação, entre outros.

A tosse pode ser mucosa ou produtiva, sendo que, neste caso, é necessário ajudar o organismo a expulsar a expectoração com medicamentos de acção mucolítica e expectorante, ou pode ser seca ou irritativa, sendo preciso acalmar e limitar a irritação. Muitas vezes, a tosse tende a ser seca no princípio, tornando-se produtiva passados dois a três dias.

O Dr. Guillermo Basauri, médico homeopata, explica que, para acabar com esta reacção incómoda do organismo, os medicamentos homeopáticos actuam sobre a tosse de duas formas: aliviando a irritação das mucosas, que produz o reflexo da tosse, e estimulando a eliminação da mucosidade das vias respiratórias.

O Dr. Basauri afirma que os medicamentos homeopáticos não apresentam efeitos secundários, como trastornos digestivos ou sonolência, e têm uma boa tolerância, inclusive em bebés e grávidas, sendo recomendados tanto para as crianças como para os adultos.

Além disso, são eficazes no alívio da dor irritativa da garganta que a tosse produz, assim como da sensação de picadas e dor muscular que, frequentemente, aparecem como sequela.

De acordo com o Dr. Basauri, devido à sua rapidez, eficácia e porque actuam ao estimular o próprio organismo do paciente, os medicamentos homeopáticos são um grande aliado para toda a família, que, além disso, desenvolve uma maior resistência perante os seguintes processos catarrais.

Estes medicamentos apresentam-se em dois formatos: o tradicional xarope e os tubos de grânulos. Os grânulos, que são a forma farmacêutica específica dos medicamentos homeopáticos, são pequenas esferas de sacarose e lactose que, graças à sua facilidade de levar para qualquer lado, facilitam o seguimento do tratamento.

Na actualidade, os antitússicos homeopáticos são, em alguns países europeus, uma das opções mais frequentes dos pacientes para o alívio da tosse. De facto, em França, o terceiro medicamento não sujeito a receita médica para a tosse é um medicamento homeopático.

Isabel Marques

Fontes:
http://espana.pmfarma.com/noticias/noti.asp?ref=9671

Médica testemunha que Seroquel aumenta risco de diabetes em 400 por cento

A Dra. Jennifer Marks, que testemunhou num julgamento contra a AstraZeneca, declarou que o antipsicótico Seroquel (quetiapina) aumenta o risco de diabetes em cerca de 400 por cento, em comparação com medicamentos de primeira geração.

Este caso, que é o primeiro a ir a julgamento nos Estados Unidos relativamente ao fármaco, envolve uma utilizadora que alega ter desenvolvido diabetes após tomar o Seroquel.

Numa audiência preliminar num tribunal federal em Orlando, na Florida, a Dra. Marks citou dados de um ensaio com 1.629 pacientes, publicado na "Psychiatric Services” em 2004, que sugeria que os homens que tomaram Seroquel durante, pelo menos, 60 dias apresentavam um maior risco de desenvolver diabetes, em comparação com aqueles que receberam uma classe de fármacos mais antiga.

No total, a Dra. Marks referiu seis estudos para suportar a opinião de que o Seroquel é um factor considerável na diabetes e aumento de peso.

O porta-voz da AstraZeneca, Tony Jewell, comentou que esta é uma selecção diminuta dos dados científicos disponíveis sobre o Seroquel, referindo que a totalidade das evidências que foram apresentadas à agência norte-americana que regula os medicamentos (FDA) demonstram que o Seroquel é seguro e efectivo.

Adicionalmente, a AstraZeneca argumenta que a diabetes da queixosa deriva da obesidade, historial familiar da doença e hipertensão.

A farmacêutica enfrenta aproximadamente 9 mil processos, nos Estados Unidos, relativamente a alegações que referem que este antipsicótico pode provocar diabetes e outros problemas de saúde.

Isabel Marques

Fontes:
www.firstwordplus.com/Fws.do?articleid=A06094581200481E9D5FB701E5EF55BC

Médicos desaconselham combinação de dois tipos de fármacos para a hipertensão

Um alerta, emitido pela Fundação do Coração e de Acidentes Vasculares Cerebrais do Canadá, avisa que combinar os inibidores da enzima de conversão da angiotensina (ECA) e os antagonistas dos receptores da angiotensina II pode aumentar o risco de morte cardíaca súbita, doença do fígado e a probabilidade de necessidade de diálise em pacientes com hipertensão.

O porta-voz da Fundação, Sheldon Tobe, referiu que estas duas populares categorias de medicação para a hipertensão são ambas tratamentos seguros e efectivos, mas não em combinação.

As novas directrizes baseiam-se em parte dos dados de 25.620 pacientes do estudo ONTARGET, que foram publicados na edição de Abril de 2008 da “The New England Journal of Medicine”.

As descobertas demonstraram que o tratamento de combinação foi apenas marginalmente mais efectivo na melhoria da hipertensão, mas provocou mais efeitos adversos, em comparação com qualquer um dos medicamentos tomado isoladamente.

Tobe explicou que a acção combinada destes dois medicamentos é uma fonte de grande stress para os rins.

Os inibidores da enzima de conversão da angiotensina incluem o captopril, o enalapril, o lisinopril e o ramipril, enquanto os antagonistas dos receptores da angiotensina II incluem o losartan e o valsartan.

Isabel Marques

Fontes:
www.firstwordplus.com/Fws.do?articleid=E1C9FC118A5C4926A86BB363073F4387

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Semana Europeia de Prevenção Contra o Cancro do Colo do Útero

Liga Portuguesa Contra o Cancro organiza iniciativas educativas e de sensibilização a nível nacional

A ECCA, Associação Europeia Contra o Cancro do Colo do Útero, tem vindo a assinalar desde o dia 18 a 3ª Semana Europeia de Prevenção Contra o Cancro do Colo do Útero, e que irá prolongar-se até ao dia 24 de Janeiro.
Esta iniciativa conta com os apoios da União Internacional Contra o Cancro (UICC), da Organização Europeia Contra o Cancro (ECCO), da Associação Europeia das Ligas Contra o Cancro (ECL) e dos vários membros institucionais da ECCA.

Pretende-se nesta Semana Europeia de Prevenção elevar a consciencialização e conhecimento social sobre o cancro do colo do útero e as suas formas de prevenção, sendo que em Portugal, a Liga Portuguesa Contra o Cancro, juntamente com os membros institucionais da ECCA, irá promover um conjunto de iniciativas que pretendem mobilizar a população na luta contra o cancro do colo do útero.

Irá ser privilegiada principalmente a informação nas mulheres europeias sobre doença, que pode ser prevenida, e alertá-las para as diferentes formas de o fazer. Por outro lado, também se ambiciona chamar a atenção dos políticos e das entidades de saúde pública europeias para a importância de se implementarem programas de prevenção contra o cancro do colo do útero em cada país.

O programa da 3ª Semana Europeia de Prevenção Contra o Cancro do Colo do Útero considera inúmeras actividades, organizadas pela própria ECCA e pelos seus membros institucionais.

A participação de Portugal na campanha STOP Cervical Cancer Petition, um abaixo-assinado de âmbito europeu que pretende chamar a atenção das autoridades para os benefícios inerentes à concertação de programas de prevenção contra o cancro do colo do útero irá ser premiada 3ª Cimeira Europeia Contra o Cancro do Colo do Útero, que decorrerá em Bruxelas de 20-21 de Janeiro.
Portugal alcançou excelentes resultados na implementação nesta iniciativa, contribuindo com 118 mil assinaturas, pelo que vai receber o prémio "Pérola da Sabedoria para a Prevenção do Cancro do Colo do Útero".

Acções a decorrer em Portugal

A Liga Portuguesa Contra o Cancro e os membros institucionais da ECCA vão promover acções de rastreio, distribuição de folhetos informativos em vários centros comerciais e uma sessão de esclarecimento sobre o cancro do colo do útero e outras doenças provocadas pelo HPV, que terá lugar no dia 23, no IPO do Porto.

A Liga Portuguesa Contra o Cancro vai ainda dar início à recolha de assinaturas para apresentação de uma petição à Assembleia da República para a criação do Dia Nacional de Prevenção do Cancro do Colo do Útero.

Paralelamente, a campanha educativa e de sensibilização contra o cancro do colo do útero "Passa a Palavra", vai ganhar um novo fôlego, marcando presença em vários suportes de comunicação por todo o país.
Também no âmbito da 3ª Semana Europeia de Prevenção Contra o Cancro do Colo do Útero a Liga Portuguesa Contra o Cancro irá organizar uma gala de recolha de fundos que se realizará no próximo dia 22 de Janeiro, no Salão Preto e Prata do Casino do Estoril. Os fundos recolhidos durante a "Gala Mulher Passa a Palavra", vão reverter a favor da Liga Portuguesa Contra o Cancro.

Pedro Santos

FDA pede mais informações sobre medicamento para a osteoporose da Pfizer

A agência reguladora norte-americana (FDA) pediu mais informações à farmacêutica Pfizer relativamente ao seu fármaco Fablyn (lasofoxifene), indicado para o tratamento da osteoporose em mulheres pos-menopausa que têm um risco elevado de fracturas.
A companhia farmacêutica afirmou que está a analisar a carta emitida pela FDA, afirmando que irá colaborar com a agência reguladora para determinar quais os próximos passos a seguir no que concerne à aprovação do medicamento.

Recorde-se que em Setembro de 2008 um painel aconselhador da FDA concluiu que os benefícios do Fablyn seriam superiores aos riscos potenciais do medicamento. Eles afirmaram que as mulheres com registos daquela condição notaram melhorias com o fármaco, embora alguns dos membros do referido painel acrescentaram que o Fablyn apenas devesse ser utilizado após os pacientes terem tentado outros medicamentos.
Um comité europeu também já tinha emitido um parecer positivo sobre o lasofoxifene no passado mês.

A osteoporose é a doença óssea metabólica mais frequente, sendo a fractura a sua manifestação clínica. É considerada um grave problema de saúde pública, sendo uma das mais importantes doenças associadas com o envelhecimento.

A fractura de fémur é a consequência mais dramática da osteoporose. Cerca de 15% a 20% dos pacientes com fractura de quadril morrem à mesma, a complicações durante a cirurgia, ou mais tarde por embolia ou problemas cardiopulmonares num período de 3 meses, e um terço do total de fracturados morrerem em 6 meses. Os restantes, na sua maioria, ficam com graus variáveis de incapacidade.

Em aproximadamente 20% dos casos pode ser identificada uma doença da qual a osteoporose é secundária, e nos 80% restantes os pacientes são portadores de osteoporose da pós-menopausa ou osteoporose senil.


Pedro Santos

http://www.firstwordplus.com/Fws.do?articleid=D10B3D70445C43A9AB8F93D06469FF6B
http://www.abcdasaude.com.br/artigo.php?312

Comer a correr pode levar a uma dieta alimentar pobre

Muitas pessoas jovens referem que não têm tempo para se sentarem à mesa para uma refeição, sendo que esta situação pode fazer com que tenham escolhas alimentares pouco saudáveis.

Num inquérito a cerca de 1.700 adultos jovens, os investigadores descobriram que 35 por cento dos homens e 42 por cento das mulheres referiram não ter tempo para se sentarem à hora das refeições.

Estes constrangimentos de tempo também pareceram levá-los a consumirem mais comida de plástico e menos alimentos saudáveis, segundo as descobertas publicadas na “Journal of the American Dietetic Association”.

Os participantes que referiram que normalmente se sentavam para jantar com outras pessoas tendiam a ter melhores dietas no geral, incluindo uma ingestão mais elevada de frutas e vegetais. Contrariamente, aquelas que tinham tendência para comer a correr frequentemente optavam por “fast food” e consumiam quantidades mais elevadas de gorduras saturadas e refrigerantes.

De acordo com a Dra. Nicole I. Larson, da Universidade do Minnesota, em Minneapolis, as descobertas sugerem que é importante arranjar tempo para as refeições e, sempre que for possível, partilhá-las com amigos ou familiares.

Embora uma verdadeira refeição seja dificil de encaixar num dia preenchido, as pessoas devem arranjar tempo para as refeições, como fazem para qualquer outra actividade importante.

A Dra. Larson acrescentou que os colegas e os locais de trabalho podem fazer a sua parte ao providenciar pausas para as refeições, assim como instalações com opções de snacks saudáveis.

Quando não existe outra opção, senão comer a correr, a Dra. Larson recomenda procurar alimentos saudáveis em vez de comida de plástico. Frutos frescos ou secos, vegetais pré-lavados embalados, bolachas integrais são algumas escolhas convenientes e saudáveis.

Isabel Marques

Óleo de peixe pode prevenir a perda de peso em pacientes com Alzheimer

Um novo estudo, publicado na "Journal of the American Geriatrics Society”, demonstrou que os suplementos de óleo de peixe podem ajudar os pacientes com Doença da Alzheimer a manter um peso saudável.

As pessoas começam a perder peso nas fases iniciais da Doença da Alzheimer e vão ficando cada vez mais magras à medida que a doença avança, segundo explicou o Dr. Gerd Faxen Irving, do Hospital Universitário Karolinska, em Estocolmo.

Diversos factores podem contribuir para a perda de peso, incluindo inflamação, diminuição do paladar e do olfacto, e as características deambulatória e irrequieta da doença, que podem fazer com que as pessoas queimem mais calorias.

Dado que as pessoas com Alzheimer têm níveis baixos de ácidos gordos ómega-3, que diminuem ainda mais à medida que a doença progride, os investigadores analisaram se suplementos destes nutrientes poderiam melhorar o apetite e o peso.

Assim, distribuíram 204 homens e mulheres com Alzheimer ligeira a moderada por dois grupos, tendo um recebido 0,7 gramas de Ácido Docosahexaenóico (DHA) e 0,6 gramas de Ácido Eicosapentaenóico (EPA) e o outro placebo durante seis meses, após os quais ambos os grupos receberam os suplementos por mais seis meses.

No início do estudo, os pacientes pesavam, em média, 70 quilos. Após seis meses, o grupo que recebeu os ácidos gordos ómega-3 tinham aumentado 0,7 quilos, mas o peso médio do grupo do placebo não se tinha alterado.

Após um ano, os participantes que tinham recebido os ómega-3 durante os 12 meses tinham aumentado 1,4 quilos. Os participantes do grupo do placebo também ganharam algum peso moderado, após terem mudado para os ómega-3, que melhoraram o apetite em ambos os grupos.

Os investigadores concluíram que os suplementos de ácidos gordos ómega-3, enriquecidos com DHA, podem afectar positivamente o apetite e o peso nos pacientes com Alzheimer ligeira a moderada.

Isabel Marques

Fontes:
www.reutershealth.com/archive/2009/01/16/eline/links/20090116elin003.html

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Gravidez: Dieta elevada em gordura prejudica o fígado dos bebés

Investigadores norte-americanos descobriam que seguir uma dieta excessivamente rica em gorduras, durante a gravidez, pode levar a doença do fígado nos recém-nascidos.

O Dr. Kevin Grove, da Universidade de Saúde e Ciência do Oregon, em Portland, referiu que muitas pessoas assumem que o excesso de peso, durante a gravidez, equivale a uma situação pouco saudável para o bebé e que ser-se magra resulta numa gravidez saudável, contudo, isto não é necessariamente verdade.

De acordo com o Dr. Grove, a investigação sugere que o consumo de uma dieta rica em gorduras saturadas durante a gravidez, tanto nas mulheres obesas como nas mulheres magras, pode estar relacionado com o aumento da ocorrência de fígado gordo nas crianças.

Os investigadores alimentaram macacos com uma dieta normal saudável ou com uma dieta elevada em gorduras saturadas. Assim como nos humanos, alguns dos macacos que ingeriram a dieta elevada em gorduras saturadas desenvolveram excesso de peso, enquanto outros mantiveram o peso corporal normal.

Contudo, quando os investigadores analisaram as crias, observaram que todas as crias dos animais que consumiram a dieta rica em gordura tinham sinais de fígado gordo.

O estudo, publicado na “Journal of Clinical Investigation”, descobriu que todos os bebés da dieta rica em gordura, independentemente das progenitoras serem obesas ou magras, tinham uma gordura corporal mais elevada, em comparação com as crias dos animais que consumiram uma dieta baixa em gordura.

A investigação também demonstrou que alimentar animais obesos com uma dieta reduzida em gordura protegeu as crias de desenvolverem fígados gordos.

Isabel Marques

Estudo: Antidepressivos ajudam a aliviar dores da fibromalgia

Investigadores alemães referiram que os antidepressivos parecem aliviar as dores, as alterações do sono e outros sintomas da fibromialgia, uma doença debilitante e dolorosa que ainda não tem cura.

Os investigadores acrescentaram que uma série de antidepressivos pareceram melhorar a qualidade de vida das pessoas com esta doença, que se estima que afecte 6 por cento das pessoas na América do Norte e Europa.

O Dr. Winfried Hauser, da Klinikum Saarbrucken, na Alemanha, referiu que a fibromialgia também está associada a elevados custos, directos e indirectos, relacionados com a doença.

O Dr. Hauser e colegas analisaram 18 estudos anteriormente publicados que envolveram 1.427 participantes e descobriram fortes evidências de que os antidepressivos levaram a uma melhoria dos sintomas e da qualidade de vida.

Os antigos antidepressivos tricíclicos e tetracíclicos pareceram ter um grande efeito no alívio da dor, da fadiga e das alterações do sono, enquanto os inibidores selectivos de recaptação da serotonina (ISRS), como o Prozac (fluoxetina), tiveram menos efeito no alívio da dor.

Uma nova classe de tratamentos, denominados inibidores selectivos da recaptação da serotonina e da noradrenalina (ISRSN), foi relacionada com uma redução da dor, das alterações do sono e do humor depressivo, e os inibidores da monoamina oxidase pareceram ajudar a reduzir as dores.

Embora a análise, publicada na “Journal of the American Medical Association”, sugira que os antidepressivos podem ajudar, os investigadores referiram que os médicos devem monitorizar de perto os pacientes que os utilizem, porque existe uma falta de evidências sobre os seus impacto a longo prazo.

A fibromialgia atinge principalmente as mulheres e pode provocar dores intensas e rigidez dos músculos, ligamentos e tendões. As dores de pescoço e ombros são comuns, mas algumas pessoas que sofrem desta doença também têm problemas de sono e sofrem de ansiedade e depressão.

Os médicos geralmente prescrevem exercício e técnicas de relaxamento, analgésicos ou, por vezes, antidepressivos de baixa dosagem para tratar os sintomas.

Isabel Marques

Fontes:
www.reutershealth.com/archive/2009/01/14/eline/links/20090114elin022.html

Hepatite C aumenta risco de cancro do fígado

Um estudo alargado revelou que o risco de desenvolver uma forma rara de cancro do fígado, denominado colangiocarcinoma intra-hepático, que ocorre nos ductos biliares do fígado, é significativamente mais elevado em pessoas infectadas com o vírus da hepatite C.

As pessoas infectadas com o vírus da hepatite C também apresentam um elevado risco de desenvolver outro tipo de cancro do fígado, chamado carcinoma hepatocelular. O cancro do fígado é a terceira causa de morte devido a cancro a nível mundial.

Estas descobertas, publicadas na “Hepatology”, provêm de uma análise de 146.394 adultos infectados com o vírus da hepatite C e de 572.293 não infectados, na maioria homens, que foram seguidos durante, em média, mais de dois anos.

Quando comparados os dois grupos, o risco de carcinoma hepatocelular era 15 vezes maior para os indivíduos infectados, sendo que o risco de colangiocarcinoma intra-hepático era 2,5 vezes mais elevado. Também o risco de cancro pancreático era 23 por cento mais elevado.

O Dr. Hashem B. El-Serag, do Centro Médico de Veteranos de Houston, e colegas do Instituto Nacional de Cancro norte-americano, em Rockville, no Maryland, concluíram que, de uma perspectiva clínica, estratégias de intervenção precoces, incluindo fazer o rastreio das pessoas infectadas com o vírus da hepatite C mais cedo e de forma mais rigorosa, podem melhorar os resultados, tanto para o carcinoma hepatocelular como para o colangiocarcinoma intra-hepático.

Isabel Marques

Fontes:
www.reutershealth.com/archive/2009/01/15/eline/links/20090115elin018.html

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Diabetes podem levar a danos cerebrais diferentes

Investigadores norte-americanos afirmam que os pacientes com demência e diabetes apresentam um padrão diferente de danos no seu cérebro comparativamente aos que têm apenas demência

O estudo foi conduzido por uma equipa de investigadores da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, analisando 196 pacientes que fizeram parte de um estudo de investigação sobre a demência.

Após a morte dos participantes, foram realizadas autópsias aos seus cérebros e os casos foram divididos em quatro grupos, baseados na informação clínica: aqueles com diabetes e demência, aqueles só com diabetes, só com demência e aqueles sem nenhuma das doenças.

Nos 125 pacientes sem demência, os factores bioquímicos e neuropatológicos não eram diferenciados dos que tinham diabetes. No entanto, o estudo demonstrou que entre os 71 pacientes com demência, dois padrões diferentes emergiram baseados sobre se os pacientes tinham diabetes ou se tinham recebido tratamento para a doença.

Aqueles que não sofriam de diabetes tinham quantidades maiores da proteína beta-amilóide e danos por radicais livres. Aqueles que sofriam de diabetes tinham uma maior propensão a danos das arteríolas, e mais inflamação nos tecidos neuronais.

Pedro Santos

http://www.upi.com/Health_News/2009/01/14/Diabetes_links_to_different_brain_injuries/UPI-96821231990571/

Melanoma Ocular: Uso do telemóvel não aumenta o risco da doença

Investigadores alemães afirmam que o uso regular do telemóvel não aparenta aumentar o risco de uma pessoa contrair o tipo de cancro designado por melanoma ocular

O estudo envolveu cerca de 1600 pessoas, detectando que não existe qualquer ligação entre o tempo que se usa o telemóvel ao longo de uma década e a probabilidade de desenvolver melanoma ocular.
Estas descobertas vieram contradizer um outro estudo dos mesmos investigadores, embora mais pequeno, que tinha alertado para tal possibilidade.

O melanoma é um tipo de cancro bastante agressivo que se espalha rapidamente. Surge em células que produzem um pigmento denominado por melanina que dá cor à pele. Os olhos também possuem células que produzem melanina, embora o melanoma ocular seja considerado raro.

A questão sobre se o uso prolongado de telemóveis causava cancro, e tumores cerebrais em particular, tem vindo a ser bastante pertinente, mas a maioria dos estudos que se debruçam no assunto não têm encontrado qualquer ligação.

Pedro Santos

http://www.nlm.nih.gov/medlineplus/news/fullstory_73797.html

Excesso de café pode provocar alucinações

Estudo efectuado por psicólogos britânicos sugere que o consumo em grandes quantidades de café pode fazer com que uma pessoa tenha uma propensão para alucinações

Segundo a pesquisa, consumir mais de sete chávenas de café por dia tem uma probabilidade três vezes superior de uma pessoa ouvir vozes, ver coisas que não existem ou até acreditar na presença de pessoas que já morreram, comparativamente aos que bebem apenas uma chávena.

“As alucinações não são necessariamente um sinal de doença mental. A maioria das pessoas tem experiências breves de ouvir vozes quando não há ninguém presente e cerca de 3% ouvem tais vozes regularmente”, afirmou Simon Jones, líder do estudo.

Os investigadores atribuem estes resultados ao facto do café poder levar a um aumento da produção de uma hormona denominada por cortisol.
A cafeína aumenta os efeitos fisiológicos do stress, e neste estado o corpo liberta cortisol, sendo que uma concentração mais elevada da substância no organismo pode fazer com que uma pessoa ouça vozes que não existem.

“Este é o primeiro passo para observar os factores mais amplos associados a alucinações”, afirmou Simon Jones. “Pesquisas anteriores sublinharam vários factores importantes, como trauma de infância, que pode levar a alucinações clinicamente relevantes”, acrescentou.

Os cientistas esperam agora que este estudo contribua para um melhor entendimento do efeito da nutrição sobre alucinações.

Pedro Santos

http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2009/01/090114_cafe_vozes.shtml

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Epidurais parecem ser mais seguras do que se pensava anteriormente

Investigadores britânicos referiram que estudos anteriores sobrevalorizaram os potenciais riscos de complicações graves das anestesias espinal e epidural.

O estudo, publicado na “British Journal of Anesthesia”, concluiu que o risco estimado de danos permanentes, resultantes de uma anestesia espinal ou epidural, é menor do que 1 em 20 mil e que, em muitas circunstâncias, o risco estimado é consideravelmente baixo.

Os investigadores descobriram que a probabilidade de se sofrer danos graves devido a uma anestesia espinal ou epidural é consideravelmente melhor do que 1 em 20 mil. O risco de se ficar paralisado por uma destas injecções é 2 a 3 vezes mais raro do que sofrer qualquer dano permanente.

O risco para as mulheres que necessitam de um alívio para as dores devido a uma cesariana ou a um parto é ainda mais baixo, sendo que a estimativa mais pessimista de danos permanentes é de 1 em 80 mil e, segundo os investigadores, poderá ser muito mais baixa.

O investigador principal, o Dr. Tim Cook, do Hospital Royal United, em Bath, na Inglaterra, referiu que se sabe há muito tempo que estas complicações ocorrem mais frequentemente após uma cirurgia. Possivelmente, a razão deve-se ao facto de muitos desses pacientes serem idosos com problemas médicos, sendo que o processo cirúrgico em si aumenta os riscos.

O Dr. Cook acrescentou que muitas complicações das epidurais ocorrem após uma cirurgia major em pacientes idosos e doentes. Os riscos também devem ser ponderados em relação aos benefícios comummente aceites das epidurais.

Isabel Marques

Fontes:
www.upi.com/Health_News/2009/01/13/Epidurals_safer_than_previously_thought/UPI-20341231895468/

Dicas de saúde: Como evitar uma intoxicação por monóxido de carbono

Passos para proteger a sua casa e a sua família

O monóxido de carbono é gás que não tem cheiro, nem cor, mas que pode levar a uma intoxicação grave e mesmo à morte, se for inalado em quantidades significativas.

As fontes potenciais incluem: aquecedores a gás ou a querosene não ventilados, fornalhas, fornos a lenha, fornos a gás, lareiras, caldeiras e esquentadores, e a exaustão dos automóveis.

Os sintomas de intoxicação por monóxido de carbono podem incluir cansaço, dores de cabeça, desorientação, náuseas e tonturas.

O Conselho Nacional de Segurança norte-americano indica as seguintes sugestões para ajudar a protegê-lo e aos seus entes queridos de uma intoxicação por monóxido de carbono:

- Assegure-se de que todos os equipamentos na sua casa estão instalados adequadamente e a funcionar correctamente;

- Tenha o cuidado de inspeccionar e limpar todos os anos a fornalha, as chaminés e os canos;

- Se utilizar a lareira assegure-se de que os canos e a chaminé estão abertos;

- Nunca aqueça a casa com equipamentos a gás;

- Assegure-se de que o forno e a fornalha ventilam para o exterior e que não existem fugas nos sistemas de exaustão. Assegure-se ainda que a fornalha recebe ar fresco suficiente;

- Nunca queime carvão dentro de portas ou em qualquer espaço fechado;

- Nunca deixe uma ferramenta que funcione a gás ou um veículo a trabalhar dentro da garagem ou numa oficina, ou em qualquer sítio interior;

- Nunca utilize aquecedores a gás ou a querosene dentro de portas.

Isabel Marques

Fontes:
www.nlm.nih.gov/medlineplus/news/fullstory_73765.html

Síndrome Metabólica: Exercício e dieta reduzem risco em crianças

Estudo afirma que prevenir a obesidade promove a função dos vasos sanguíneos, mesmo sem perder peso

Os componentes da síndrome metabólica que se encontram nas crianças devem ser tratadas por médicos que também as encorajam a melhorar a sua dieta e prática de exercício.

A Síndrome metabólica é a designação atribuída a um conjunto de factores de risco ou valores analíticos que condicionam um grande aumento do risco de desenvolver doenças cardiovasculares e/ou Diabetes mellitus tipo II.
Nos adultos, a doença surge quando estes têm pelo menos três factores de risco, como obesidade abdominal, níveis baixos de HDL (o chamado “bom colesterol”), elevado nível de triglicerideos ou hipertensão.

Apesar de por vezes ser difícil diagnosticar a doença em crianças, tais eventos podem também acontecer nestas. O estudo veio alertar para que os profissionais clínicos passassem a medir e a tratar os sintomas individuais que podem levar à doença através de um combate a dietas pobres e promovendo a prática de exercício físico.

“Os factores de risco adversos e as ligações entre eles que podem eventualmente levar à doença começam durante a infância”, afirmou Júlia Steinberger, directora de Ecocardiografia Pediátrica e Cardiologia Preventiva no hospital pediátrico da Universidade de Minnesota, Estados Unidos.

Grande parte do risco acrescido está ligado ao aumento contínuo da obesidade infantil, que segundo a referida associação, encontra-se em 17% nas crianças com idades compreendidas entre os 6 e os 19 anos.

“Não podemos afirmar que a obesidade infantil é o nosso maior problema”, afirmou Steinberger. “Já foi demonstrado que uma dieta eficaz e a prática de exercício melhoravam o problema da obesidade nas crianças”, concluiu.

Pedro Santos

http://www.nlm.nih.gov/medlineplus/news/fullstory_73773.html

FDA autoriza farmacêuticas a informar médicos sobre indicações não aprovadas

A agência reguladora norte-americana (FDA) definiu as orientações que autorizam as empresas a alertar os profissionais de saúde sobre indicações não aprovadas dos seus medicamentos.

Esta prática é bastante contestada por críticos do marketing farmacêutico uma vez que estas orientações permitem aos fabricantes farmacêuticos distribuir cópias de artigos médicos que descrevem usos não aprovados dos medicamentos, uma medida que pode ajudar as empresas a expandir os mercados de fármacos e dispositivos médicos.

A indústria farmacêutica está proibida, por lei, de publicitar os seus medicamentos para indicações não aprovadas pela FDA. No entanto, os médicos podem prescrever medicamentos para outras indicações caso o considerem apropriado tendo em conta a condição do doente.

“A Saúde Pública é bem servida quando os profissionais de saúde recebem informações médicas e científicas verdadeiras sobre indicações não aprovadas”, argumentou a FDA.

Segundo Ken Johnson, porta-voz da Pharmaceutical Research and Manufacturers of América, apesar das companhias farmacêuticas receberam as orientações da FDA sem quaisquer problemas, a distribuição de estudos científicos ajuda a assegurar que os profissionais de saúde recebam informações de médicas rigorosas, deixando assim de estar dependentes do longo processo de aprovação de medicamentos para outras indicações.

Pedro Santos

fonte: e-mail netfarma

Ingestão desequilibrada de sódio e potássio associada a doença cardíaca

Um novo estudo sugere que demasiado sódio e pouco potássio na dieta alimentar pode aumentar o risco de doenças cardiovasculares, como acidente vascular cerebral (AVC), ataques cardíaco ou outros eventos.

Os resultados do estudo também sugerem que aumentar o consumo de potássio, juntamente com o bom-senso de reduzir a ingestão de sal, pode reverter este risco.

As descobertas, que foram publicadas na edição de 12 de Janeiro da “Archives of Internal Medicine”, basearam-se numa análise de longo prazo a cerca de 3 mil pessoas com pré-hipertensão, realizada pelo Instituto norte-americano do Coração, Pulmões e Sangue.

Os investigadores descobriram que, para as pessoas com pressão sanguínea normal alta, ou pré-hipertensão (120-139/80-89 mmHg), cada aumento de unidade na razão sódio/potássio aumentava as probabilidades de doença cardiovascular em 24 por cento.

Isabel Marques

Fontes:
www.nlm.nih.gov/medlineplus/news/fullstory_73729.html

Pastilhas de nicotina podem ajudar a deixar gradualmente o tabaco

Os fumadores que se querem desabituar dos cigarros progressivamente, em vez de deixarem de fumar imediatamente, podem beneficiar da utilização de pastilhas elásticas de nicotina.

A terapia de substituição de nicotina tem sido utilizada para ajudar os fumadores a deixarem o hábito, mas apenas para aqueles que estão dispostos a parar de fumar abruptamente.

O novo estudo analisou se as pastilhas de nicotina poderiam também ajudar os fumadores a deixarem de fumar gradualmente, um caminho que a maioria das pessoas preferiria seguir, segundo indicam as investigações.

Os investigadores descobriram que, entre cerca de 3.300 fumadores que queriam deixar de fumar gradualmente, aqueles que receberam aleatoriamente pastilhas de nicotina, à medida que diminuíam o consumo de cigarros, eram mais bem sucedidos do que aqueles que receberam pastilhas ou placebo, ou seja, sem efeito terapêutico.

Embora a maioria dos participantes não tenha conseguido deixar o tabaco completamente, aqueles que utilizaram as pastilhas de nicotina foram mais bem sucedidos, tendo 26 por cento atingido a abstinência total em oito semanas de tratamento, em comparação com 18 por cento do grupo do placebo.

Entre os participantes que deixaram de fumar, aqueles que utilizaram as pastilhas de nicotina tinham o dobro da probabilidade de se manterem continuamente em abstinência um mês depois, o que correspondeu a 10 por cento em relação a 4 por cento do grupo do placebo.

Os investigadores relataram, na “American Journal of Preventive Medicine”, que estes tinham igualmente melhores hipóteses de continuarem livres do tabaco durante seis meses. Seis por cento dos utilizadores de pastilhas de nicotina foram continuamente abstinentes durante seis meses, enquanto o mesmo aconteceu para 2 por centos dos participantes do grupo do placebo.

De acordo com o Dr. Saul Shiffman, da Universidade de Pittsburgh, na Pensilvânia, estas taxas de desistência de fumar parecem modestas, mas os participantes não receberam aconselhamento comportamental, nem outro tipo de ajuda para além das pastilhas de nicotina.

Isabel Marques

Fontes:
www.reutershealth.com/archive/2009/01/12/eline/links/20090112elin001.html

Vicks VapoRub pode causar problemas em crianças com menos de 2 anos

O Vicks VapoRub, um descongestionador nasal utilizado para as constipações, pode provocar dificuldades respiratórias em crianças com menos de 2 anos, quando aplicado de forma inadequada directamente debaixo do nariz.

Os investigadores norte-americanos referiam que utilizar o produto desta forma pode fazer com que as vias aéreas estreitas das crianças pequenas dilatem e se encham de muco, despoletando graves problemas respiratórios.

O Dr. Bruce Rubin, da Faculdade de Medicina da Universidade de Wake Forest, na Carolina do Norte, referiu que o único problema observado foi em crianças pequenas, quando o produto foi aplicado debaixo do nariz.

O Dr. Rubin acrescentou que os ingredientes do Vicks VapoRub podem ser irritantes, fazendo com que o organismo produza mais muco para proteger as vias aéreas. Uma vez que as crianças mais pequenas têm vias aéreas muito mais estreitas do que as de um adulto, qualquer aumento de muco ou dilatação tem mais efeitos graves.

O estudo, publicado na revista científica “Chest”, refere que o fabricante do produto é muito claro referindo que este nunca deve ser administrado debaixo do nariz ou directamente no nariz em ninguém, e que não deve ser utilizado em crianças com menos de 2 anos.

Embora os investigadores apenas tenham testado o Vicks VapoRub, o Dr. Rubin referiu que produtos semelhantes, incluindo versões genéricas, podem provocar os mesmos efeitos negativos nos bebés e crianças pequenas.

Os investigadores começaram a analisar a utilização do medicamento, após terem tratado uma menina de 18 meses que desenvolveu problemas respiratórios, após o bálsamo ter sido aplicado debaixo do seu nariz.

Os investigadores estudaram furões, que têm vias aéreas semelhantes às dos humanos, com uma infecção respiratória, tendo o produto aumentado a secreção de muco e diminuído a capacidade dos animais limparem o muco.

O porta-voz da Procter & Gamble, David Bernens, afirmou que estas descobertas são uma surpresa, visto que o Vicks VapoRub tem-se demonstrado seguro e efectivo em diversos ensaios clínicos, estando no mercado há mais de 100 anos. Bernens referiu ainda que a rotulagem do produto refere que este não deve ser utilizado em crianças com menos de 2 anos, sem o conselho do médico, nem ser aplicado debaixo do nariz.

O Dr. Rubin afirmou que recomenda que o Vicks VapoRub nunca seja aplicado dentro ou debaixo do nariz de qualquer pessoa, adulto ou criança, acrescentado que nunca o utilizaria numa criança com menos de 2 anos.

O Dr. James Mathers, presidente do Colégio norte-americano de Pneumologistas (American College of Chest Physicians), referiu que os pais devem consultar o médico antes de administrar medicamentos de venda livre às crianças pequenas, especialmente fármacos para a tosse e constipações, que podem ser prejudiciais.

Isabel Marques

Fontes:
www.reutershealth.com/archive/2009/01/13/eline/links/20090113elin010.html

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Frio pode aumentar tensão arterial em idosos

Segundo um estudo publicado, a descida de temperatura pode aumentar a tensão arterial em idosos.
A pesquisa analisou perto de 9 mil pessoas, com idade superior a 65 anos, notando que tanto a pressão sistólica (pressão arterial máxima) como a pressão diastólica (pressão arterial mínima) aumentavam com a mudança das estações.

A média da pressão arterial sistólica, por exemplo, era cinco pontos maior durante o Inverno comparativamente ao Verão.
As razões para esta correlação não são no entanto conhecidas. Os autores do estudo afirmam que podem estar relacionadas ao barorreflexo, um mecanismo da regulação da tensão arterial que se altera em pessoas mais velhas, ou uma função do sistema nervoso simpático que ajuda a controlar acções involuntárias.

Estudos previamente realizados já havido sugerido que a variação sazonal tinha um impacto na tensão arterial, mas não especificamente em idosos.
“Apesar do nosso estudo não demonstrar uma ligação entre a tensão arterial e a temperatura externa, a relação que observámos tem um potencial importante com consequências para o controlo da pressão arterial dos idosos”, afirmaram os autores do estudo.

Pedro Santos

http://www.nlm.nih.gov/medlineplus/news/fullstory_73723.html

Falta de sono aumenta risco de constipações

Investigadores norte-americanos afirmam que quanto menos uma pessoa dorme, maior é a probabilidade de apanhar uma constipação

O estudo descobriu que as pessoas que dormiam menos de 7 horas por noite aparentavam ter uma probabilidade 3 vezes superior de desenvolver doenças respiratórias seguidas à exposição do vírus da constipação, comparativamente aos que dormiam 8 horas ou mais.

A equipa de investigadores estudou 153 homens e mulheres saudáveis, com uma média de idades de 37 anos, entre 2000 e 2004. Os participantes eram entrevistados individualmente todos os dias durante duas semanas, afirmando o número de horas que dormiam por noite, qual a percentagem de tempo que passavam na cama a dormir, e qual passavam a descansar.

Posteriormente eram colocadas em quarentena e administradas com gotas nasais causadoras do vírus da constipação rhinovirus. Durante 5 dias os participantes revelaram sinais e sintomas de doença, e tinham amostras de muco nasal colhidas para posterior análise. Após o período de 28 dias eram submetidos a uma análise de sangue de forma a testar as respostas dos anticorpos ao vírus.

Uma eficácia reduzida de sono (percentagem de tempo passada na cama a dormir) foi associada ao desenvolvimento da constipação. Os participantes que passavam menos de 92% do seu tempo na cama a dormir tinham uma probabilidade 5 vezes e meia superior de ficarem doentes comparativamente aos que tinham uma eficácia de 98% ou mais.

Pedro Santos

http://www.upi.com/Health_News/2009/01/13/Less_sleep_increases_risk_of_getting_cold/UPI-79441231827068/

Sono insuficiente diminui resistência à constipação comum

As pessoas que dormem menos de sete horas por noite parecem ter uma probabilidade três vezes maior de desenvolver uma doença respiratória, após a exposição ao vírus da constipação, em comparação com aqueles que dormem oito horas ou mais.

O Dr. Sheldon Cohen, da Universidade de Carnegie Mellon, em Pittsburgh, explicou que estudos experimentais demonstraram que a privação de sono resulta numa função imune mais fraca. Contudo, existem poucas evidências directas que suportem a teoria de que o sono afecta a susceptibilidade às doenças.

A equipa de investigadores entrevistou 153 homens e mulheres diariamente, durante 14 dias consecutivos, para saber quantas horas dormiam por noite, que percentagem do seu tempo na cama era passado a dormir (o que os investigadores denominaram eficiência do sono) e se se sentiam descansados.

Posteriormente, os participantes do estudo ficaram de quarentena e foram-lhes administradas gotas nasais contendo o rinovírus que provoca a comum constipação.

Os resultados demonstraram que quanto menos uma pessoa dormisse, maior era a probabilidade de desenvolver uma constipação.

Uma eficiência do sono mais reduzida também foi associada ao desenvolvimento de uma constipação, sendo que os homens e mulheres que passaram menos de 92 por cento do seu tempo na cama a dormir tinham uma probabilidade 5,5 vezes maior de ficarem doentes, em comparação com aqueles cuja eficiência do sono era de 98 por cento ou mais. Sentir-se descansado não foi associado a constipações.

Estes dados, publicados na “Archives of Internal Medicine”, suportam as sete a oito horas de sono como um objectivo razoável. Contudo, mesmo um distúrbio do sono habitual (perdas de sono de 2 a 8 por cento, 10 a 38 minutos para quem dorme 8 horas) foi associado a um risco 3,9 vezes maior de desenvolver uma constipação.

Isabel Marques

Fontes:
www.reutershealth.com/archive/2009/01/12/eline/links/20090112elin026.html

Estudo da UE revela que sarampo ainda persiste na Europa

Um estudo da União Europeia (UE) revela que o sarampo persiste como um problema de saúde na Europa, principalmente porque muito poucas crianças estão a ser convenientemente vacinadas.

O estudo, publicado na revista científica “The Lancet”, refere que a doença, cujos sintomas incluem febre, durante quatro dias, acompanhada de tosse, nariz congestionado, conjuntivite e erupção na pele, provavelmente não será eliminada no próximo ano, como os oficiais de saúde esperavam.

O estudo, realizado pelo Instituto Statens Serum da Dinamarca para a Comissão Europeia (CE), descobriu 12.132 casos de sarampo na Europa. A maioria ocorreu na Grã-Bretanha, Alemanha, Itália, Roménia e Suiça, tendo sido registadas sete mortes.

O número de casos registados aumentou apesar da introdução, há mais de 20 anos, de uma vacina contra o sarampo nos programas de vacinação infantil de rotina.

Na maioria dos casos, as crianças infectadas não foram vacinadas ou foram vacinadas de forma incompleta.

A vacina VASPR, que fornece imunização contra o sarampo, a papeira e a rubéola, geralmente é administrada às crianças quando estas completam um ano, recebendo uma segunda dose por volta dos 4 ou 5 anos.

A segunda dose não é um reforço, mas antes uma dose para produzir imunidade numa pequena percentagem de crianças que não desenvolveram imunidade ao sarampo após a primeira dose.

O estudo conclui que a elevada incidência de sarampo, em alguns países europeus, revela uma cobertura de vacinação sub-óptima, o que, por sua vez, levanta sérias dúvidas de que o objectivo da eliminação da doença até 2010 possa ser atingido.

De facto, a doença não será eliminada sem uma maior utilização da vacina VASPR.

Isabel Marques

Fontes:
www.upi.com/Health_News/2009/01/12/EU_study_Measles_persists_in_Europe/UPI-45341231793782/

Apogen critica Governo por gasto desnecessário na Saúde

Segundo a Apogen, mais de 165 milhões de euros vão ser gastos a mais pelo Estado e utentes este ano devido à recusa do Governo em descer os preços de referência

A decisão do Governo de não descer o preço de referência dos medicamentos vai ter um impacto brutal na despesa da Saúde, de acordo com a Associação Portuguesa de Medicamentos Genéricos (Apogen). Pelas suas contas e com base no que foi gasto em 2008, o Estado e os utentes podem pagar, em 2009, mais de 165 milhões de euros pela recusa do Governo em descer os preços de referência, uma medida que estava prevista na legislação, mas que foi entretanto "congelada" devido a uma portaria de 31 de Dezembro dos ministérios da Saúde e da Economia.

Em 2008, os medicamentos originadores e os respectivos genéricos registaram um volume de vendas de 1.170 milhões de euros, sendo que os medicamentos genéricos representaram 616 milhões de euros, ou seja, uma diferença de quase 553 milhões de euros. De acordo com a Apogen, seria nesta diferença que o Governo poderia poupar dinheiro ao Estado e aos contribuintes visto que se o preço de referência tivesse baixado a 1 de Janeiro, como aliás estava previsto na lei, a despesa do Estado e dos utentes nos medicamentos abrangidos poderia cair 30%, ou seja, mais de 165 milhões de euros.

Para a Apogen, esta decisão apenas vem beneficiar as farmacêuticas dos chamados medicamentos originadores e também das cópias. Para o Governo, para descer a despesa do Estado e dos utentes com os medicamentos teria de baixar o preço de referência e forçar as empresas a baixar os preços dos seus medicamentos para o preço de referência, tal como fez com a redução de preços dos genéricos.

"Não faz sentido que o Estado se penalize e penalize os utentes em muitos milhões de euros, e ainda distorça o normal funcionamento do mercado, ao estabelecer preços muito diferentes para medicamentos iguais, afirmou Paulo Lilaia, presidente da Apogen.

Pedro Santos

http://saude.sapo.pt/artigos/noticias_actualidade/ver.html?id=908208

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Cereais de aveia podem ajudar a controlar diabetes

Investigadores escoceses vão procurar determinar se os efeitos secundários da diabetes tipo 2 podem ser controlados através de uma dieta rica em cereais ricos em aveia

O governo escocês vai financiar um estudo com a duração de 16 semanas efectuado em 60 voluntários, estudo esse que será conduzido por investigadores provenientes de Inverness e Aberdeen.
O estudo foi organizado por investigadores da University of the Highlands and Islands, a Universidade de Aberdeen e o Instituto Rowett.

"O objectivo é o de desenvolver novos planos de dieta que possam vir a contribuir para o controlo da diabetes, adiar o uso de medicamentos para controlar os níveis de açúcar no sangue, e potencialmente reduzir o risco de complicações derivadas da doença", afirmou Sandra MacRury, professora no departamento de diabetes e ciência cardiovascular.

A diabetes é uma doença crónica que se caracteriza pelo aumento dos níveis de açúcar (glicose) no sangue e pela incapacidade do organismo em transformar toda a glicose proveniente dos alimentos. À quantidade de glicose no sangue chama-se glicemia e quando esta aumenta diz-se que o doente está com hiperglicemia.

Nos adultos, a diabetes é, geralmente, do tipo 2, manifestando-se através de vários sintomas, como urinar em grande quantidade e frequentemente, especialmente durante a noite (poliúria), ter sede constante e intensa (polidipsia), fome constante e difícil de saciar (polifagia), fadiga, comichão (prurido) no corpo, designadamente nos órgãos genitais e visão turva.

Pedro Santos

http://www.upi.com/Health_News/2009/01/10/Researchers_Oat_cereals_may_curb_diabetes/UPI-29951231622910/

http://www.portaldasaude.pt/portal/conteudos/enciclopedia+da+saude/doencas/doencas+cronicas/diabetes.htm

Um passeio por dia pode ajudar a melhorar a função cerebral

Investigadores da Universidade de Calgary, no Canadá, descobriram que as mulheres idosas que estão mais em forma fisicamente têm uma melhor função cognitiva.

O estudo, publicado na revista científica internacional “Neurobiology of Aging”, descobriu que a boa forma física ajuda a função cerebral a estar no seu melhor, porque a actividade física beneficia o fluxo sanguíneo no cérebro e, como resultado, ajuda as capacidades cognitivas.

De acordo com o Dr. Marc J. Poulin, ser sedentário é agora considerado como um factor de risco de acidentes vasculares cerebrais (AVC) e demência. Este estudo prova, pela primeira vez, que as pessoas que estão em forma têm um melhor fluxo sanguíneo para o cérebro. As descobertas também demonstram que um melhor fluxo sanguíneo cerebral se traduz numa cognição melhorada.

O estudo comparou dois grupos de mulheres de Calgary, com uma média de 65 anos, sendo que algumas participavam em actividades aeróbicas regulares e outras eram inactivas.

Os investigadores descobriam que o grupo activo, em comparação com o inactivo, tinha uma pressão sanguínea arterial em repouso e em exercício 10 por cento mais baixa, respostas vasculares no cérebro 5 por cento mais elevadas, durante o exercício sub-maximal e quando os níveis de dióxido de carbono no sangue estavam elevados, e pontuações de função cognitiva 10 por cento mais elevadas.

O Dr. Poulin sublinhou que algo tão simples como sair todos os dias para dar um passeio é crucial para nos mantermos mentalmente alerta e continuarmos saudáveis à medida que envelhecemos.

Isabel Marques

Fontes:
www.upi.com/Health_News/2009/01/09/A_walk_a_day_can_increase_brain_function/UPI-23101231558954/

Novo fármaco mais efectivo na prevenção de vómitos devido a quimioterapia

Novas investigações demonstram que o fármaco antiemético (contra as náuseas) de segunda geração, o palonossetrom, apresenta vantagens, em relação ao seu antecessor, o granissetrom, na prevenção de náuseas e vómitos induzidos por quimioterapia.

Alguns regimes de quimioterapia têm uma elevada probabilidade de induzir vómitos graves, tanto imediatamente como depois de 2 a 5 dias (fase retardada).

O Dr. Mitsue Saito e colegas, do Hospital Universitário de Juntendo, em Tóquio, relataram que o novo fármaco, o palonossetrom (comercalizado como Aloxi), é comparável ao antigo agente, o granissetrom (comercalizado como Kytril ou em diversas versões genéricas), na prevenção dos vómitos na fase imediata, sendo superior na fase retardada.

O estudo, publicado na “Lancet Oncology”, envolveu 1.143 pacientes que receberam aleatoriamente uma única dose de palonossetrom ou de granissetrom 30 minutos antes do tratamento com quimioterapia.

Os investigadores explicaram que o resultado principal foi a proporção de pacientes que não experienciaram qualquer episódio de vómitos durante a fase imediata (zero a 24 horas após a quimioterapia) e a fase retardada (24 a 120 horas após a quimioterapia).

Os vómitos na fase inicial foram completamente evitados em 75,3 por cento dos pacientes que receberam palonossetrom e em 73,3 por cento dos que receberam granissetrom. Durante a fase retardada, a taxa de prevenção completa foi significativamente mais elevada no grupo que recebeu palonossetrom com 56,8 por cento, em comparação aos 44,5 por cento do grupo do granissetrom.

O principal efeito secundário relacionado com o tratamento foi a obstipaçao, que ocorreu em 17,4 por cento dos pacientes tratados com palonossetrom e em 15,7 por cento daqueles tratados com granissetrom.

Isabel Marques

Fontes:
www.reutershealth.com/archive/2009/01/09/eline/links/20090109elin023.html

Framboesas pretas ajudam a inibir crescimento do cancro

Investigadores norte-americanos revelaram que os antocianinos, uma classe de flavonóides presentes nas framboesas pretas, ajudaram a inibir o crescimento do cancro do esófago em ratos de laboratório.

O Dr. Gary D. Stoner, do Centro Oncológico da Universidade Estatal do Ohio, alimentou os ratos com um extracto rico em antocianinos de framboesa preta e descobriu que o extracto era quase tão efectivo, na prevenção do cancro do esófago em ratos, como as framboesas pretas inteiras contendo a mesma concentração de antocianinos.

Este estudo, publicado na “Cancer Prevention Research”, demonstra a importância dos antocianinos como agentes preventivos existentes nas framboesas pretas e valida descobertas “in vitro” semelhantes.

De acordo com o Dr. Stoner, os dados fornecem fortes evidências de que os antocianinos são importantes na prevenção do cancro.

Os investigadores concluíram ensaios clínicos utilizando pó de bagas inteiras, que têm apresentado resultados promissores, mas que requerem que os pacientes ingiram cerca de 60 gramas de pó por dia.

O Dr. Stoner acrescentou que, agora que se sabe que os antocianinos presentes nas bagas são quase tão activos como as próprias bagas inteiras, se espera que seja possível prevenir o cancro nos humanos através da utilização de uma mistura estandardizada de antocianinos.

Isabel Marques

Fontes:
www.upi.com/Health_News/2009/01/08/Black_raspberries_inhibit_cancer_growth/UPI-43441231453338/

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Infarmed alerta para rotulagem de cosméticos

Folhetos informativos “não devem induzir consumidor em erro”

O Infarmed (Autoridade Nacional de Medicamentos e Produtos de Saúde) advertiu para a necessidade de os rótulos dos produtos cosméticos deverem ter as menções obrigatórias visíveis, legíveis e redigidas em termos correctos e com caracteres duradouros, adiantou a Agência Lusa.

“A rotulagem, apresentação, impressos e folhetos informativos respeitantes a estes produtos não devem ser susceptíveis de induzir o consumidor em erro sobre as suas características” refere o Infarmed num comunicado emitido aos responsáveis pela colocação no mercado de produtos cosméticos e de higiene corporal.

O esclarecimento do Infarmed surge após ter verificado, em diferentes acções de supervisão do mercado de produtos cosméticos e de higiene corporal, situações de irregularidade no que respeita à rotulagem destes produtos.

De acordo com a entidade que regula o sector dos produtos cosméticos, "não é permitida a aposição de etiquetas sobre a rotulagem de produtos cosméticos que, através da utilização pelo consumidor, se possam desgastar, rasgar, apagar, deteriorar e desaparecer."

Raquel Garcez

Fonte: http://www.tribunamedicapress.pt/cosmetica/14548-cosmeticos-infarmed-alerta-para-regras-da-rotulagem

Fármacos da Roche podem faltar em Portugal

Alteração de operador logístico atrasa fornecimento às farmácias


Os fármacos Dormicum, Lexotan, Rivotril, Rohypnol e Valium dos laboratórios Roche podem faltar temporariamente em Portugal. Na origem da ruptura de fornecimento às farmácias está a alteração de operador logístico por parte da farmacêutica suíça.

A Roche Farmacêutica assinou, recentemente, um contrato com o Grupo Rangel, um operador logístico nacional que começou a dar os primeiros passos na distribuição farmacêutica.

Ao que o FARMACIA.COM.PT conseguiu apurar, o acordo foi firmado antes de a Rangel Pharma obter a autorização especial para armazenamento de produtos psicotrópicos por parte do Infarmed (Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde). Licença esta que, já terá sido obtida, no entanto, a mesma só tem efeito legal a partir do momento em que é publicada em Diário da República, “o que ainda não aconteceu, apesar da rapidez com que o Infarmed tratou do processo de autorização”, noticia o PortugalDiário.

Por este motivo, e conforme constatou o FARMACIA.COM.PT junto dos distribuidores, o cenário actual atesta já o atraso no fornecimento dos produtos com substâncias psicotrópicas da Roche, nomeadamente, o Dormicum, Lexotan, Rivotril, Rohypnol e Valium.

Fonte próxima do sector farmacêutico, manifestou-se indignada com o facto de uma multinacional farmacêutica não prever, nem salvaguardar este tipo de cenário que “coloca em risco o fornecimento às farmácias e, por conseguinte, o utente consumidor destes fármacos”.

De acordo com a mesma fonte, “estes são medicamentos de grande rotação (consumo), pelo que, é inadmissível que uma farmacêutica como a Roche arrisque esta falha”, acrescentando que “há obrigações legais que devem ser cumpridas quer pelo laboratório, quer pelo distribuidor por grosso.”

À luz do Decreto-Lei n.º 176/2006 – que estabelece o regime jurídico dos medicamentos de uso humano – o Capítulo II referente à Autorização de Introdução no Mercado é claro no que concerne às obrigações do titular da autorização, neste caso, a Roche: “assegurar, no limite das suas responsabilidades, em conjugação com os distribuidores por grosso, o fornecimento adequado e contínuo do medicamento no mercado geográfico relevante, de forma a satisfazer as necessidades dos doentes (…)”.

Por outro lado, ao abrigo da legislação, os mesmos deveres se aplicam à distribuição por grosso, nomeadamente, à Rangel Pharma. O Artigo 100º é peremptório ao afirmar que o distribuidor deve “dispor permanentemente de medicamentos em quantidade e variedade suficientes para garantir o fornecimento adequado e contínuo do mercado geográfico relevante, de forma a garantir a satisfação das necessidades dos doentes”.

Confrontada com a informação, a farmacêutica suíça garantiu ao PortugalDiário que avisou os clientes da mudança de operador, pedindo que os armazenistas fizessem reforço de stock.

Entretanto, segundo alguns distribuidores, o pedido de reforço à Roche foi realizado em meados de Dezembro mas, até à data, não foram fornecidos mais fármacos psicotrópicos. “É impossível que a falha destes medicamentos não se agrave nos próximos dias”, considerou uma fonte do sector, denunciando que os clientes (farmácias) “já estão com ruptura de stock.”

Até ao momento, o Infarmed afiança não ter conhecimento de qualquer ruptura de stock, uma informação que tem de ser reportada, obrigatoriamente, à autoridade nacional.

Raquel Garcez

Fonte: http://diario.iol.pt/sociedade/comprimidos-roche-farmacia-infarmed-transportador-iol/1030403-4071.html

Exercício pode não ajudar a perder peso

Investigadores norte-americanos confirmam o que muitos dietistas têm vindo a afirmar, dizendo que a actividade física não ajuda as pessoas a perder peso

Os investigadores compararam análises feitas em mulheres afro-americanas residentes nos Estados Unidos com mulheres africanas da Nigéria. Em média, as mulheres dos Estados Unidos pesavam 83kg, e as da Nigéria 58kg.
Foram estudadas 149 mulheres provenientes de duas aldeias na Nigéria, e 172 mulheres de Chicago.

Consoante o tamanho do corpo, as mulheres de Chicago "queimavam" em média 760 calorias por dia através da actividade física, e as da Nigéria 800 calorias, uma diferença que, segundo os investigadores, não era significativa.

"A diminuição de actividade física pode não ser o primeiro sinal de uma epidemia de obesidade", afirmou a nutricionista Amy Luke. "Gostavamos muito de afirmar que a actividade física era muito positiva no controlo do peso, mas não parece ser esse o caso", acrescentou.

A nutricionista afirmou que a dieta pode explicar a diferença entre as mulheres. A dieta das nigerianas era fica em fibra e hidratos de carbono e pobre em gordura e proteína animal, mas a das residentes nos Estados Unidos era 40 a 45% de gorduras e rica em alimentos processados.

No entanto, os investigadores acrescentam que a prática de exercício física queima mais calorias, mas também compensa com o consumo de mais comida.

Pedro Santos

http://www.upi.com/Health_News/2009/01/07/Exercise_may_not_help_losing_weight/UPI-16341231369804/

Parkinson: Recomendado tratamento adicional para problemas ósseos

Investigadores norte-americanos revelaram que a Doença de Parkinson, um distúrbio neurológico que provoca tremores e problemas de coordenação, também leva a problemas ortopédicos secundários.

O autor do estudo, o Dr. Lee Zuckerman, chefe de cirurgia ortopédica do Centro Médico Downstate, da Universidade Estatal de Nova Iorque, recomenda que todos os planos de tratamento da Doença de Parkinson incluam uma abordagem multidisciplinar para atender adicionalmente as questões de saúde músculo-esquelética secundárias.

Por exemplo, as pessoas que sofrem de Parkinson frequentemente movem-se e andam menos do que as pessoas que não sofrem da doença e, geralmente, ficam em espaços interiores.

De acordo com o estudo publicado na “Journal of the American Academy of Orthopaedic Surgeons”, a diminuição do movimento pode levar a perda óssea e a exposição reduzida à luz do Sol, devido ao facto dos pacientes ficarem mais dentro de portas, pode diminuir os níveis de vitamina D, que é necessária para manter os ossos fortes.

A combinação entre a diminuição da densidade óssea e a instabilidade provocada pelos tremores e rigidez, devido ao distúrbio degenerativo, aumentam grandemente o risco do paciente cair, partir ossos e desenvolver osteoporose.

O Dr. Zuckerman recomenda que os pacientes verifiquem a sua densidade mineral óssea e procurem tratamento para reduzir o risco de fracturas. O investigador recomenda ainda fisioterapia, terapia vitamínica, medicação para aumentar a densidade óssea e terapia para optimizar o andar e a rigidez.

Isabel Marques

Fontes:
www.upi.com/Health_News/2009/01/05/Broader_Parkinsons_treatment_recommended/UPI-19061231193170/

Mulheres são menos activas fisicamente do que os homens

Estudos britânicos afirmam que as mulheres fazem menos actividades físicas durante a infância e na terceira idade do que os homens

Os investigadores estudaram os níveis de actividade em crianças e pessoas com mais de 70 anos de idade, e em ambos os casos os homens eram mais activos.
O estudo da Universidade John Moores, de Liverpool, concentrou-se em crianças entre os 10 e 11 anos na área de recreação da escola, e descobriu que os rapazes brincavam de forma diferente comparativamente às raparigas.

As raparigas tinham uma tendência para passar o tempo em grupos menores, participando em jogos de palavras, conversas e socialização, enquanto os rapazes brincavam em grupos maiores, praticando mais actividades físicas, como o futebol.

"É motivo de preocupação o facto de que os níveis de actividades das raparigas serem mais baixos do que o dos rapazes, e apesar de esta ser apenas uma parte de uma situação complexa, pode estar a contribuir para que as raparigas fiquem com excesso de peso ou obesas", afirmou Nicky Ridgers, um dos investigadores.

Ainda segundo o investigador, as escolas deveriam ter consciência das diferenças nas brincadeiras de rapazes e raparigas.
"Poderiam considerar a disponibilidade de equipamentos e de tempo para recreação que iria encorajar as raparigas a participarem de brincadeiras mais activas", afirmou.

Pedro Santos

http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2009/01/090106_mulheresmenosativasfn.shtml

Gravidez é possível após tratamento contra fibróides uterinos

Para mulheres jovens com fibróides uterinos, tumores benignos no interior do útero que podem provocar dores, hemorragias anormais e outros sintomas, um tratamento denominado Embolização da Artéria Uterina (EAU) não prejudica a fertilidade, segundo os resultados de um estudo conduzido em Espanha.

Uma histerectomia, a operação tradicional para os fibróides, resolve o problema dos fibróides uterinos dolorosos, mas através da remoção completa do útero. Pelo contrário, com a Embolização da Artéria Uterina, um procedimento cirúrgico minimamente invasivo, um pequeno cateter é utilizado para injectar pequenas partículas para bloquear os vasos sanguíneos que alimentam os tumores, consequentemente privando-os do sangue e oxigénio de que necessitam para crescer, o que faz com que os fibróides encolham. Como o útero não é removido, este procedimento permite que as mulheres tenham a possibilidade de ficar grávidas no futuro, se assim o desejarem.

Embora estudos tenham demonstrado que o risco de falha dos ovários é insignificante (menos de 1 por cento) nas pacientes com menos de 40 anos que se submetem a uma UAE, mantêm-se as preocupações relacionadas com o impacto deste procedimento na fertilidade da mulher.

Para melhor caracterizar o efeito da EAU na fertilidade, a Dra. Isabel Pinto Pabon, do Hospital de Madrid Montepríncipe, e colegas seguiram 100 mulheres com fibróides uterinos dolorosos que foram tratadas através de uma EAU, entre 2002 e 2006.

Entre as 39 mulheres, com menos de 40 anos, que queriam continuar férteis, houve 11 gravidezes em 10 mulheres que conceberam entre 5 e 30 meses a seguir ao procedimento, incluindo uma mulher que ficou grávida duas vezes.

Duas das gravidezes foram conseguidas através de técnicas de reprodução assistida e nove foram espontâneas.

Houve três casos de abortos espontâneos em duas mulheres, mas esta taxa não parece ser mais elevada do que a da população geral, enfatizaram os investigadores no artigo publicado na “Fertility and Sterility”.

Isabel Marques

Fontes:
www.reutershealth.com/archive/2009/01/08/eline/links/20090108elin021.html

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Enbrel aprovado na Europa para a psoríase infantil

A Comissão Europeia (CE) aprovou a comercialização do fármaco biológico Enbrel (etanercept), da Wyeth, para o tratamento da psoríase em placas grave em crianças. Este é o primeiro medicamento aprovado para esta indicação.

A aprovação desta nova indicação já era esperada, visto vir no seguimento da recomendação positiva da Agência Europeia do Medicamento (EMEA), em Novembro de 2008.

O Enbrel, que também está aprovado na União Europeia para o tratamento de adultos com psoríase, é mais conhecido como um fármaco para a artrite reumatóide.

A psoríase é uma doença crónica da pele, não contagiosa, que pode surgir em qualquer idade. O seu aspecto, extensão, evolução e gravidade são muito variáveis, caracterizando-se, geralmente, pelo aparecimento de lesões vermelhas, espessas e descamativas, que afectam preferencialmente os cotovelos, joelhos, região lombar e couro cabeludo. Nos casos mais graves, estas lesões podem cobrir extensas áreas do corpo.

Na Europa, estima-se que existam 5,1 milhões de pessoas com psoríase, uma doença inflamatória crónica. Aproximadamente, 80 por cento destes pacientes têm psoríase em placas, que é caracterizada por lesões vermelhas e com escamas.

A psoríase pode ser extremamente perturbadora e tem um impacto significativo na qualidade de vida dos pacientes. É uma doença que é frequentemente debilitante, tanto física como psicologicamente, sendo em adultos associada a comorbilidades, como o aumento do risco de obesidade, diabetes tipo 2, doenças hepáticas e depressão clínica.

Isabel Marques

Dieta baixa em hidratos de carbono melhora controlo da diabetes tipo 2

Investigadores norte-americanos demonstraram que uma dieta baixa em hidratos de carbono, tal como a dieta de Atkins, melhora o controlo dos níveis de açúcar no sangue em indivíduos obesos com diabetes tipo 2.

De facto, a dieta permite a alguns pacientes reduzir ou eliminar a medicação, segundo o relatório publicado na revista científica “Nutrition and Metabolism”.

A restrição de carboidratos, ou hidratos de carbono, está no centro da dieta para diabéticos. Uma dieta muito baixa em carboidratos faz com que o organismo utilize as proteínas para fornecer energia, o que produz cetonas, sendo por isso denominada dieta cetogénica. Outra abordagem dietética é utilizar alimentos com baixo índice glicémico, isto é, que não provocam uma rápida subida do açúcar no sangue, e cortar nas calorias.

O Dr. Eric C. Westman, do Centro Médico da Universidade de Duke, em Durham, na Carolina do Norte, e colegas compararam a efectividade das duas dietas em 84 pacientes obesos com diabetes tipo 2. Os pacientes foram divididos pela dieta cetogénica baixa em carboidratos (menos de 20 gramas por dia) e pela dieta baixa em calorias e com baixo índice glicémico, durante 24 semanas. Os pacientes da dieta cetogénica não tinham restrições na ingestão diária de calorias.

Os participantes da dieta cetogénica baixa em carboidratos apresentaram mais melhorias na hemoglobina A1C, um indicador de controlo a longo prazo do açúcar no sangue, em relação aos do grupo da dieta baixa em calorias e com baixo índice glicémico.

Aqueles do grupo da dieta cetogénica também perderam mais peso e tiveram um aumento do HDL-colesterol, chamado " colesterol bom", comparativamente aos do grupo da outra dieta.

Para 95,2 por cento dos participantes do grupo da dieta cetogénica e para 62,1 por cento dos participantes da dieta baixa em calorias foi possível reduzir ou eliminar a medicação para a diabetes.

Os investigadores concluíram que a modificação do estilo de vida, através da utilização de intervenções baixas em carboidratos, é efectiva para melhorar e reverter a diabetes tipo 2.

Isabel Marques

Fontes:
www.reutershealth.com/archive/2009/01/05/eline/links/20090105elin018.html

Comprimidos dietéticos provenientes do Brasil apresentam riscos para a saúde

Um novo relatório norte-americano salientou os riscos potencialmente graves para a saúde derivados da utilização de comprimidos dietéticos de prescrição médica importados, fabricados no Brasil, que combinam anfetaminas e outros medicamentos que requerem prescrição médica, tais como agentes ansiolíticos e antidepressivos.

Os comprimidos para a perda de peso proibidos estão facilmente acessíveis através da Internet ou são trazidos do Brasil e vendidos em clínicas de emagrecimento, lojas de produtos naturais, ginásios ou cabeleireiros por brasileiras.

O Dr. Pieter A. Cohen, da Cambridge Health Alliance e da Faculdade de Medicina de Harvard, em Boston, começou a ficar preocupado com a utilização deste tipo de comprimidos quando observou que muitos pacientes estavam a experienciar dores no peito inexplicáveis e outros sintomas. No final, alguns destes pacientes admitiram que estavam a utilizar comprimidos dietéticos importados.

Na revista científica “Journal of General Internal Medicine”, o Dr. Cohen descreve uma paciente, de 26 anos, que consultou várias vezes o seu médico com queixas de dores no peito, palpitações, dores de cabeça, insónia, náuseas e fadiga. Os sintomas iniciaram pouco depois da paciente ter começado a tomar os comprimidos brasileiros numa tentativa de perder peso, após o nascimento da filha.

Foram detectadas anfetaminas (estimulantes) e benzodiazepinas (fármacos ansiolíticos) na urina, e foi detectado nos comprimidos o estimulante específico fenproporex, proibido nos Estados Unidos e na Europa há muitos anos. Os danos causados à saúde por esta substância são tão graves que, em Portugal, já nem com receita médica é possível comprar anfetaminas.

Após ter perdido 13 quilos, a paciente deixou de tomar os comprimidos e os sintomas desapareceram, embora refira que sentia falta dos comprimidos. Quando a paciente começou a recuperar o peso perdido, voltou a tomar os comprimidos, tendo os sintomas voltado.

No Brasil, a prescrição destes comprimidos dietéticos compostos é geralmente obtida através de médicos de consultórios privados que frequentemente se promovem como peritos em obesidade. Contudo, nenhum destes medicamentos incluídos nestes comprimidos dietéticos está indicado para o tratamento da obesidade, segundo as directrizes de conduta normalmente aceites.

Como estes comprimidos são prescritos por médicos, algumas pessoas assumem que devem ser seguros. De facto, uma vez que as rotulagens são enganadoras, as pessoas não fazem ideia do cocktail perigoso de medicamentos que estão realmente a tomar.

Isabel Marques

Fontes:
www.reutershealth.com/archive/2009/01/07/eline/links/20090107elin006.html
http://sic.aeiou.pt/online/noticias/programas/reportagem+sic/Artigos/F%C3%B3rmula+Proibida.htm