quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
Eficácia e segurança são decisivos na escolha do método contraceptivo
O programa de avaliação de Conhecimentos-Atitudes-Práticas (CAP) envolveu 267 ginecologistas do território nacional, a maioria a exercer em hospitais públicos e clínicas privadas, com uma média de 15 anos de profissão.
O estudou apurou que 90% dos médicos inquiridos estão conscientes da importância do aconselhamento, e decidem em conjunto com a utente o método contraceptivo mais adequado. Eficácia e segurança são os factores determinados pelo estudo que mais influenciam a escolha do método de contracepção, embora na opinião dos ginecologistas, a mulher tenha também em consideração a tolerabilidade e a comodidade.
A pílula é o método contraceptivo mais utilizado em Portugal. Os especialistas concluem que esta decisão da população feminina baseia-se na facilidade de utilização, sendo a possibilidade de esquecimento tendo sido apontada como a desvantagem da medida.
Os outros métodos analisados foram o adesivo semanal e o anel mensal. O adesivo semanal tem como ponto positivo a sua utilização semanal, sendo apontadas como desvantagens, a possibilidade de descolamento ou irritação cutânea. Na opinião dos ginecologistas, o anel mensal é escolhido pela comodidade de utilização (uso mensal), tendo também a grande vantagem de uma menor probabilidade de esquecimento. A manipulação vaginal é, no entanto, vista pelos ginecologistas como uma possível razão para a limitação, que ainda se verifica na sua utilização pelas mulheres.
Pedro Santos
Cancro da mama: Teste ajuda a escolher o melhor tratamento para a doença
que pode ajudar a escolher o tratamento indicado para a doença, e se a
quimioterapia será eficaz
A equipa de cientistas liderada por Philip Bernard afirmaram que apenas recentemente foi descoberta a existência de diversos subtipos de cancro e que podem levar a resultados diferentes.
Foram identificados cinquenta genes pelos investigadores que desempenham um papel importante na identificação destes subtipos de cancro da mama. Através de uma avaliação dos níveis expressados pelos genes nos tumores os investigadores conseguiam determinar a forma como cada paciente responderia às diversas terapias.
"A nossa investigação revela que existe uma percentagem de mulheres que podem ficar curadas sem qualquer tratamento para além de uma lumpectomia", afirmou Bernard. "Nas mulheres onde os tumores se espalharam nós podemos prever com uma grande percentagem de sucesso quais vão responder à quimioterapia e que tipo desta será mais benéfica. Caso não venha apresentar melhorias, a quimioterapia não deve ser utilizada", acrescentou ainda o investigador.
Segundo Bernard, esta investigação irá traduzir-se num teste simples que estará disponível durante o Verão.
Pedro Santos
http://www.upi.com/Health_News/2009/02/10/Test_helps_decide_breast_cancer_treatment/UPI-40201234328204/
Estudo relaciona psoríase e osteoporose em homens
Investigadores israelitas acreditam na existência de uma associação entre psoríase e osteoporose, mas apenas entre os indivíduos do sexo masculino, revala um estudo publicado no Journal of Investigative Dermatology.
De acordo com a investigação realizada na Universidade Ben-Gurion do Negev, em Israel, a prevalência de osteoporose foi significativamente maior entre os doentes com psoríase do que nos indivíduos que compunham o grupo controlo: 3,1% versus 1,7%.
O estudo envolveu 7.936 doentes, com idades entre os 51 e os 90 anos, diagnosticados com psoríase, tendo sido compardo com um grupo de controlo composto por 14.835 indivíduos que não apresentavam psoríase.
A fraca associação estatística entre psoríase e osteoporose nas mulheres sugere que a relação entre psoríase e osteoporose só exista nos homens.
Raquel Garcez
Ácido acetilsalicílico diminui risco de cancro do estômago
O risco de desenvolver carcinomas estomacais pode ser reduzido através do uso de certos medicamentos anti-inflamatórios não esteróides (AINEs) – especialmente o ácido acetilsalicílico - indica um estudo publicado no British Journal of Cancer.
A investigação norte-americana - liderada por Christian Abnet, do National Cancer Institute em Maryland, nos Estados Unidos – constatou que a toma de AINEs permitiu reduzir em um terço o risco de desevnvolver certos tipos de cancro do estômago.
Segundo informa o British Journal of Cancer, o estudo analisou 311.115 pessoas, com idade superior a 50 anos, ao longo de sete anos. Dos avaliados, 73% tomaram ácido acetilsalicílico e 56% recorreram a outros AINEs, pelo menos uma vez, nos 12 meses anteriores ao início da investigação.
Os resultados alcançados apontam esta possível protecção do ácido acetilsalicílico. “As pessoas que tomaram pelo menos um comprimido de ácido acetilsalicílico no ano anterior à pesquisa apresentaram um risco 36% menor de desenvolver cancro do estômago do que as pessoas pertencentes ao grupo que não tomou o fármaco com tanta frequência”, lê-se no artigo.
Raquel Garcez
Fonte: http://www.nature.com/bjc/index.htmlBombas de insulina: comparticipação chega em Fevereiro
“O fornecimento das bombas está a ser ultimado, havendo a «perspectiva de que o processo esteja formalizado no decorrer de Fevereiro”, a informação foi avançada pela Administração Central do Sistema de Saúde e confirmada pelo Ministério da Saúde ao jornal Expresso.
A notícia não ganhou o entusiasmo do coordenador nacional do Programa de Prevenção e Controlo da Diabetes, José Boavida, que diz só acreditar na data avançada por estes organismos quando o processo estiver finalizado. “A implementação das bombas infusoras de insulina arrasta-se há três anos e a última promessa de finalização do processo remonta a Novembro de 2007”, explicou.
De acordo com a estimativa nacional, são mais de 600 os diabéticos necessitados de uma bomba de insulina. No entanto, apesar de esta ser a realidade, a Direcção de Serviços de Cuidados de Saúde é peremptória: “Não havendo experiência anterior suficiente, estimou-se que no primeiro ano de implementação o número de doentes contemplados ronde os 100”, ressalvando que “este número é passível a correcção à medida que a experiência demonstre necessidade de alteração”.
Segundo os critérios de elegibilidade destes doentes, a “grande aposta” será feita nas crianças e grávidas e só serão contemplados os diabéticos tipo 1.
Raquel Garcez
Fonte: http://aeiou.expresso.pt/comparticipacao_em_bombas_de_insulina_prevista_este_mes=f497046
Aspirina reduz risco de lesão colorrectal
O uso prolongado de doses reduzidas de aspirina reduz em 13% a probabilidade de lesões pré-cancerosas em pacientes em risco de desenvolverem cancro colorrectal, sugere um estudo publicado no Journal of the National Cancer Institute e divulgado pelo site Medical News Today.
A investigação conduzida por cientistas da Escola de Medicina de Dartmouth, nos Estados Unidos, incidiu nos participantes do ensaio Aspirin/Folate Polyp Prevention, 1.100 dos quais foram considerados de alto risco em relação ao cancro colorrectal devido ao historial de desenvolvimento de pólipos.
Segundo os resultados divulgados, as pessoas que foram testadas com a dose mais reduzida (81 miligramas) de aspirina, e que continuaram frequentemente a tomar este medicamento, apresentaram um risco 13% mais reduzido de desenvolverem lesões pré-cancerosas, ou adenomas, em comparação com os voluntários testados com placebo. Após o fim do tratamento, o efeito protector da aspirina manteve-se activo durante algum tempo.
A mesma conclusão saiu de um estudo congénere, onde os indivíduos em risco de cancro colorrectal - a tomar aspirina - alcançaram uma redução de 28% na probabilidade de desenvolverem lesões avançadas.
Raquel Garcez
Fonte: http://www.medicalnewstoday.com/articles/138650.php
Autismo: identificados dois genes relacionados com sintomas
Um estudo norte-americano constatou que os roedores portadores de mutações genéticas no PTEN e no gene transportador da serotonina apresentam cérebros de maiores dimensões. Uma situação que parece estar relacionada com os sintomas do autismo.
De acordo com o site Sott.net, investigadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, nos Estados Unidos, afirmam ter identificado dois genes que, em roedores, demonstraram estar relacionados com os sintomas do autismo.
No artigo publicado no jornal Proceedings of the National Academy of Sciences, os cientistas reportam a descoberta de que os animais que eram portadores do PTEN e do gene de transporte da serotonina registavam sinais mais severos e tinham o cérebro maior do que os roedores que apenas apresentavam uma das mutações genéticas.
Segundo explica o coordenador do estudo, Damon T. Page, “os resultados providenciam evidências que indicam que a severidade dos sintomas do autismo pode ser o resultado de variações do ADN em diversos locais do genoma”.
Raquel Garcez
Fonte: http://www.sott.net/articles/show/175674-2-Genes-Implicated-in-Autism
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009
Fármacos para insuficiência cardíaca podem ajudar a tratar distrofia de Duchenne
Os investigadores do Centro Médico da Universidade de Columbia, em Nova Iorque, referiram que a medicação pode ser efectiva embora a insuficiência cardíaca e a distrofia muscular de Duchenne não possam parecer mais díspares.
A Duchenne afecta rapazes, normalmente antes dos seis anos, destruindo as células musculares e tornando-os progressivamente mais fracos. Muitos destes pacientes morrem entre os 20 e os 30 anos.
No que diz respeito à insuficiência cardíaca, as pessoas que sofrem desta doença são privadas da capacidade do coração bombear o sangue na sétima, oitava ou nona década da vida.
O estudo, publicado na “Nature Medicine”, descobriu que as células musculares afectadas em ambas as doenças apresentam a mesma fuga microscópica que enfraquece os músculos esqueléticos na Duchenne e os músculos cardíacos na insuficiência cardíaca. A fuga deixa o cálcio penetrar lentamente nas células dos músculos esqueléticos, que ficam danificadas devido ao excesso de cálcio, na distrofia muscular de Duchenne.
Nas pessoas com insuficiência cardíaca crónica, uma fuga de cálcio semelhante enfraquece continuamente a força produzida pelo coração e também activa uma enzima que digere proteínas que danifica as fibras musculares do coração.
O investigador principal, o Dr. Andrew Marks, coloca a hipótese de que uma nova classe de fármacos experimentais, que foram delineados para parar a fuga no coração, poderá também funcionar para a distrofia muscular de Duchenne. Os fármacos, quando foram administrados a ratos com a doença, melhoraram dramaticamente a força muscular e reduziram o número de células musculares danificadas.
Isabel Marques
Fontes:
www.upi.com/Health_News/2009/02/09/Heart_failure_drug_aids_Duchenne_disease/UPI-89341234223059/
Mulheres que bebem frequentemente refrigerantes podem aumentar risco renal
Contudo, o investigador principal, o Dr. David Shoham, do Sistema de Saúde da Universidade Loyola, em Chicago, referiu que o estudo não encontrou um risco elevado para os homens ou para as pessoas que bebem refrigerantes dietéticos.
Os investigadores examinaram dados de uma amostra representativa de 9 358 adultos, provenientes de um Inquérito da Análise da Nutrição e da Saúde Nacional dos Estados Unidos, que incluiu amostras de urina e um questionário acerca dos hábitos alimentares.
O estudo, publicado na revista científica “PLoS ONE”, descobriu que as mulheres que relataram beber dois ou mais refrigerantes, nas 24 horas anteriores, tinham 1,86 vezes mais probabilidade de ter albuminúria, um marcador para danos iniciais nos rins.
A albuminúria é um excesso da quantidade de uma proteína denominada albumina na urina. Como os rins saudáveis filtram as moléculas grandes, como a albumina, uma quantidade excessiva pode ser um sinal de danos nos rins.
Cerca de 11 por cento da população tem albuminúria. O estudo descobriu que, entre as pessoas que bebem duas ou mais latas de refrigerantes por dia, 17 por cento apresentam este marcador inicial de doença renal. Contudo, não é claro por que motivo beber refrigerantes aumenta o risco apenas para as mulheres.
Isabel Marques
Fontes:
www.upi.com/Health_News/2009/02/10/Women_drinking_soda_can_up_kidney_risk/UPI-91191234302921/
Risco de psicose pós-parto é maior em mulheres com mais de 35 anos
Os investigadores concluíram que o grupo de mulheres com mais de 35 anos tem uma probabilidade 2,4 vezes superior de desenvolver psicose pós-parto nos primeiros 90 dias após o nascimento do bebé, comparativamente a mulheres mais novas.
“O risco de psicose aumenta consideravelmente em relação ao nascimento do primeiro bebé, tanto para mulheres saudáveis como para aquelas com histórico de distúrbio psiquiátrico (anterior à gravidez)”, afirmou Unnur Valdimarsdottir, um dos investigadores.
De acordo com os cientistas suecos, a psicose pós-parto é bastante mais rara do que a depressão pós-parto, mas pode provocar sérias consequências, tanto para a mãe como para o bebé.
Pedro Santos
http://www.bbc.co.uk/portuguese/ciencia/2009/02/090211_psicosepartoml.shtml
Demasiada vitamina E durante a gravidez pode prejudicar o bebé
A probabilidade de terem um bebé com um defeito do coração era 70 por cento mais elevado para as mulheres que apresentavam a ingestão mais elevada de vitamina E proveniente apenas da dieta, em comparação com as que tinham a ingestão mais baixa.
Além disso, a ingestão elevada de vitamina E mais a utilização de suplementos que contêm vitamina E aumentaram o risco de defeitos congénitos do coração entre cinco e nove vezes.
O Dr. R. P. M. Steegers-Theunissen, do Centro Médico da Universidade de Roterdão, e colegas relataram, na “BJOG: An International Journal of Obstetrics and Gynaecology”, que elevados níveis de vitamina E podem desequilibrar o balanço oxidante/antioxidante dos tecidos embrionários.
Outros mecanismos possíveis, que explicam os efeitos adversos dos níveis elevados de vitamina E para o bebé, incluem a modificação dos genes envolvidos no desenvolvimento embrionário do coração e a inibição das enzimas celulares envolvidas na limpeza natural das toxinas.
O estudo incluiu 276 mães cujos bebés nasceram com defeitos congénitos do coração e 324 mães de controlo cujos bebés tinham nascido sem problemas de coração.
As mães completaram questionários de frequência alimentar relativos às quatro semanas antes do início do estudo, quando os seus bebés tinham 16 meses. Segundo os investigadores, os padrões alimentares durante este período eram semelhantes àqueles antes das mulheres ficarem grávidas.
Isabel Marques
Fontes:
www.reutershealth.com/archive/2009/02/10/eline/links/20090210elin027.html
Hepatite B: identificado anticorpo que pode levar a nova vacina
A infecção pelo vírus da Hepatite B pode ser prevenida através da administração endovenosa e um determinado anticorpo, revela uma investigação realizada pelo Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS), da Universidade do Porto.
O estudo - conduzido pela investigadora Sílvia Vilarinho na sua tese de doutoramento – permitiu identificar um mecanismo pelo qual determinadas células conseguem provocar a morte daquelas que estão infectadas pelo vírus.
De acordo com o comunicado emitido pealo ICBAS e divulgado pela Agência Lusa, "apesar de o vírus da hepatite B não ser maléfico para a célula infectada, a resposta imunitária do organismo contra essa infecção conduz ao mau funcionamento do fígado”, salientando que “a descoberta de Sílvia Vilarinho permitiu tratar ratinhos infectados com a administração endovenosa de um anticorpo que previne a lesão hepática".
Segundo informa o ICBAS, "na sequência destes estudos em animais, já tiveram início as investigações em amostras humanas" e “o anticorpo utilizado já foi patenteado.” Sílvia Vilarinho, licenciada em Medicina pela Universidade do Porto, completou a tese de doutoramento no ICBAS e encontra-se actualmente a trabalhar na Universidade da Califórnia, em São Francisco, nos EUA.
Raquel Garcez
Fonte: Lusa
Vírus cancerígenos mudam material genético para enganar defesas
Os vírus causadores de alguns tipos de cancro modificam o seu material genético para enganar as defesas do organismo, indica um estudo publicado na revista “Genome Research”. A pesquisa espanhola sugere que estas alterações epigenéticas podem estar igualmente presentes em vírus como o da sida ou da gripe.
O objectivo da investigação foi descobrir porque é que alguns indivíduos portadores de vírus oncogénicos os eliminam, outros evoluem para uma infecção, outros acabam por desenvolver um tumor cancerígeno e tentar ver quais as alterações no genoma que estão implicadas neste processo.
A equipa de investigadores realizou um mapa completo de metilação do ADN - um tipo específico de modificação química do material genético a partir de vários tipos de vírus relacionados com tumores - tratando-se da primeira análise completa que se fez do epigenoma de um ser vivo completo, como é um vírus.
Manel Esteller, coordenador do estudo, explicou que ao comparar o metiloma em portadores assintomáticos do vírus em pacientes com uma infecção activa e em pacientes que estão a desenvolver um cancro, verificou-se que nos primeiros resultados não estava metilado, que ao desenvolver-se uma infecção começava a metilar e que ao ter um tumor o genoma do vírus estava muito metilado.
Estes resultados permitiram que a equipa concluísse que a metilação é um mecanismo que o vírus recorre para se esconder do organismo, o que lhe permite perpetuar-se nas células.
Fonte: http://genome.cshlp.org/content/early/2009/02/10/gr.083550.108.full.pdf+html?sid=19d209ad-7820-48be-8e8c-863b7d3ae1fa
Aumentou o consumo de antidepressivos e ansiolíticos
De acordo com a TSF, o actual Plano Nacional de Saúde (PNS), a vigorar até 2010, apresenta uma evolução positiva em 70 dos 120 indicadores. A saúde mental é uma das excepções, sendo que, este indicador registou um agravamento.
Segundo a alta comissária para a Saúde, “verificaram-se progressos na prestação de cuidados médicos a crianças e jovens, no combate às doenças cardiovasculares e ao cancro”, sublinhando que “o pior registo está relacionado com o indicador de saúde mental dos portugueses”, facto que preocupa a responsável.
Raquel Garcez
Fonte: http://tsf.sapo.pt/PaginaInicial/Portugal/Interior.aspx?content_id=1141145
terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
Estudo: Consumo de marijuana pode aumentar risco de cancro testicular
O estudo, que incluiu 369 homens entre os 18 e os 44 anos com cancro testicular e 979 homens, da mesma faixa etária, sem a doença, descobriu que os actuais utilizadores de marijuana tinham 70 por cento mais probabilidade de desenvolver cancro testicular, em comparação com aqueles que não consumiam.
Os investigadores revelaram, na “Cancer”, que o risco pareceu ser mais elevado entre os homens que relataram fumar marijuana durante, pelo menos, 10 anos, consumiam-na mais do que uma vez por semana ou começaram a utilizá-la antes dos 18 anos.
Um dos investigadores, o Dr. Stephen Schwartz, do Centro de Investigação do Cancro Fred Hutchinson, em Seattle, referiu que este estudo foi o primeiro a explorar a possível associação da marijuana ao cancro testicular.
O estudo descobriu que o risco acrescido pareceu ser na forma denominada de cancro testicular não-seminoma. Este tipo corresponde a 40 por cento dos casos e pode ser mais agressivo e difícil de tratar.
Os investigadores referiram que não têm a certeza acerca do que a marijuana tem que pode aumentar o risco. Contudo, o consumo crónico de marijuana também pode ter efeitos no sistema reprodutor masculino, incluindo a diminuição da qualidade do esperma.
O Dr. Schwartz referiu ainda que é necessário realizar muitas mais investigações de forma a se conseguir ter a certeza de que o consumo de marijuana é importante no risco de desenvolver cancro testicular.
A causa do cancro testicular é desconhecida, mas os homens cujos testículos não desceram para o escroto, antes dos 3 anos de idade, têm muito mais probabilidades de desenvolver cancro testicular do que aqueles cujos testículos desceram dentro dessa idade. A maioria dos casos de cancro testicular desenvolve-se em homens com menos de 40 anos, entre os 20 e os 30 anos.
A doença normalmente responde bem ao tratamento e tem uma taxa de sobrevivência aos cinco anos de cerca de 96 por cento, segundo a Sociedade Americana do Cancro (ACS).
Isabel Marques
Fontes:
www.reutershealth.com/archive/2009/02/09/eline/links/20090209elin008.html
DPOC: Manual ensina a viver com a doença
Em Portugal existem cerca de 500 mil doentes que sofrem com a Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica, tendo a partir de agora disponível o manual “Aprenda a Viver com a DPOC”, editado pela Associação Respira em conjunto com a Comissão de Reabilitação Respiratória da Sociedade Portuguesa de Pneumologia.
O referido manual foi desenvolvido por um conjunto de profissionais de saúde de várias áreas, desde a pneumologia à nutrição, permitindo assim às pessoas com DPOC ter um conhecimento global da doença, diminuindo o impacto da mesma no dia a dia da sua vida. O manual será distribuído, gratuitamente, a pessoas com DPOC em hospitais e centros de saúde de todo o país.
Segundo dados da Organização Mundial de Saúde, só em 2005 morreram três milhões de pessoas com DPOC, correspondente a 5% das mortes a nível mundial. Em Portugal estima-se que a doença afecte 500 mil pessoas, sendo que muitos estarão ainda por diagnosticar.
A DPOC é uma doença broncopulmonar que resulta de uma obstrução das vias aéreas. A doença atinge mais os homens do que as mulheres devido ao maior número de homens que fumam. Com o aumento do número de fumadoras, espera-se no futuro que esta diferença se reduza.
Caracterizada por falta de ar (dispneia), tosse e aumento da produção de expectoração, impede as pessoas de realizarem tarefas diárias banais como, por exemplo, conduzir ou subir escadas, fazer a cama ou vestirem-se. Com a progressão da doença a falta de ar manifesta-se até durante os períodos de descanso.
À grande maioria dos doentes esta doença é causada pelo fumo dos cigarros, embora
algumas exposições profissionais também podem causar DPOC, como fumos químicos, poeiras orgânicas e inorgânicas. Nos fumadores a poluição atmosférica é um factor de agravamento.
Pedro Santos
http://saude.sapo.pt/artigos/noticias_actualidade/ver.html?id=912265
http://www.sppneumologia.pt/textos/?imc=51n78n
Cortar calorias pode ser benéfico para a memória
Durante a pesquisa os voluntários, com uma média de 60 anos de idade, foram divididos em três grupos. O primeiro seguiu uma dieta normal, o segundo teve um regime semelhante mas com mais ácidos gordos insaturados (presentes no azeite e nos peixes), e o terceiro aderiu a dieta com menos 30% de calorias.
Após o período de três meses, os dois primeiros grupos realizaram novamente testes de memória com os resultados a serem praticamente os mesmos. Já os 50 voluntários do terceiro grupo conseguiram mais pontos após a dieta, apresentando ainda sinais de melhoria a nível físico e uma quebra nos níveis de insulina.
De acordo com os investigadores, estas alterações poderiam justificar o melhor desempenho da memória, ao manter as células cerebrais mais saudáveis.
“As descobertas podem ajudar a desenvolver novas estratégias de prevenção e tratamento para manter a saúde cognitiva até à velhice”, afirmaram os autores do estudo na revista Proceedings of the National Academy of Sciences
O estudo vem aumentar ainda mais o interesse nos possíveis benefícios de dietas de restrição de calorias. Pesquisas realizadas anteriormente com animais já haviam sugerido que as dietas podem ajudar a ampliar a longevidade e a retardar o início de doenças relacionadas ao processo de envelhecimento.
Pedro Santos
http://www.bbc.co.uk/portuguese/ciencia/2009/01/090127_caloriasmemoriaml_tc2.shtml
Fármacos para a fertilidade não aumentam risco de cancro dos ovários
Dados de um estudo, publicados na “British Medical Journal”, sugerem que não existe uma associação evidente entre a utilização de fármacos para a fertilidade e o risco de desenvolver cancro dos ovários.
O investigador principal, o Dr. Allan Jensen, da Sociedade Dinamarquesa de Cancro, em Copenhaga, referiu que, embora as descobertas ofereçam evidências encorajadores relativamente à ausência de uma forte associação entre a utilização de fármacos para a fertilidade e o risco de cancro dos ovários, muitas das mulheres do estudo ainda não atingiram o pico de idade habitual para o desenvolvimento de cancro dos ovários.
Os investigadores examinaram os registos médicos de 54 362 mulheres com problemas de fertilidade, que foram encaminhadas para clínicas de fertilidade entre 1963 e 1998, e que utilizaram gonadotrofinas, clomifeno, gonadotrofina coriónica humana ou hormona libertadora de gonadotrofina. A idade média a que foi feita a primeira avaliação de infertilidade foi aos 30 anos.
Num seguimento médio de 15 anos, durante o qual 156 mulheres desenvolveram cancro dos ovários epitelial invasivo, os autores concluíram que as mulheres que receberam tratamentos de fertilidade habituais não apresentavam um risco geral acrescido de desenvolver cancro dos ovários, em comparação com aquelas que não utilizaram fármacos para a fertilidade.
Adicionalmente, os investigadores não encontraram evidências de risco acrescido entre as mulheres que se tinham submetido a 10 ou mais ciclos de tratamento, nem naquelas que não ficaram grávidas.
Contudo, foi observado um aumento de 67 por cento do mais comum subtipo grave de cancro dos ovários entre as mulheres que tomaram clomifeno, mas os investigadores atribuíram os resultados a uma associação ao acaso.
Num editorial, Penelope Webb sublinhou que estes dados são encorajadores e que fornecem evidências de que os fármacos para a fertilidade não aumentam consideravelmente o risco de cancro dos ovários, embora pequenos aumentos do risco não possam ser excluídos.
Isabel Marques
Fontes:
www.firstwordplus.com/Fws.do?articleid=B5412B0E05EC4900BEFC403CFE6AE9D8
Condroitina ajuda a reduzir as dores da artrose do joelho
O estudo sobre a prevenção da progressão da osteoartrose (Study on Osteoarthritis Progression Prevention - STOPP) envolveu 622 pacientes na Europa e nos Estados Unidos, com idades entre os 45 e os 80 anos, que sofriam de artrose do joelho. Em média, os pacientes relataram níveis moderados de dor quando o estudo iniciou.
Os pacientes receberam aleatoriamente um tratamento diário, durante dois anos, com condroitina ou placebo. Foram tiradas radiografias ao joelho afectado para avaliar o impacto do tratamento.
De acordo com o Dr. André Kahan, do Hospital Cochin, em Paris, no grupo que recebeu condroitina o alívio da dor aumentou com o tempo. Além disso, o tratamento com condroitina reduziu a probabilidade de estreitamento da articulação, que indica perda de cartilagem, em 33 por cento.
Mais de 90 por cento dos participantes relataram uma tolerabilidade boa ou muito boa e os efeitos secundários não foram mais prováveis do que com o placebo.
Os autores referiram que, como a condroitina utilizada no ensaio STOPP é um fármaco que necessita de prescrição médica, os resultados não podem ser generalizados aos produtos que contêm condroitina e são comercializados como suplementos alimentares.
A osteoartrose, também conhecida como osteoartrite, artrose, artrite degenerativa e doença articular degenerativa, é uma doença reumática que incide principalmente nas articulações dos joelhos, coluna, anca, mãos e dedos. Ocorre tanto em homens como em mulheres e é a mais comum das doenças reumáticas.
Isabel Marques
Fontes:
www.reutershealth.com/archive/2009/02/09/eline/links/20090209elin026.html
www.pfizer.pt/saude/reu_deg_osteo.php
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
I Jornada de Recolha de Medicamentos reúne 60 farmácias
A iniciativa pretende incentivar os portugueses a doarem medicamentos não sujeitos a receita médica e produtos de saúde comprados pelos utentes nas farmácias aderentes a 35 Instituições Particulares de Solidariedade Social, segundo as necessidades das pessoas apoiadas por essas instituições.
“Esta jornada pioneira irá decorrer num formato experimental que pretendemos alargar brevemente a todo o país. A iniciativa irá ainda contar com cerca de 150 voluntários que darão apoio aos utentes nas farmácias”, afirmou Luís Mendonça, um dos fundadores do Banco Farmacêutico.
O Banco Farmacêutico é uma iniciativa da Associação para a Assistência Farmacêutica, tendo como objectivo o apoio a pessoas carenciadas através do fornecimento de medicamentos não sujeitos a receita médica, produtos de saúde e higiene, promovendo ainda o papel do farmacêutico como agente social através de incentivos à população a participar em projectos de solidariedade social.
Pedro Santos
http://saude.sapo.pt/artigos/noticias_actualidade/ver.html?id=912298
Infarmed retira do mercado produto para higiene íntima Saugella Poligyn
A utilização do conservante “Methyldibromo glutaronitrile”, na formulação de Produtos Cosméticos e de Higiene Corporal, é actualmente proibida por não constar do Anexo VI ao Decreto-Lei n.º 189/2008, de 24 de Setembro, sendo o referido produto comercializado no mercado português pela empresa Laboratórios Delta, Lda.
Deste modo, o Infarmed notifica todas as entidades, envolvidas no circuito de distribuição e comercialização do referido produto, para a suspensão imediata da comercialização e recolha do mercado de todos os lotes contendo o conservante “Methyldibromo glutaronitrile”.
Advertem-se ainda os consumidores, que tenham adquirido ou que estejam a utilizar o produto acima referido, para se absterem da sua utilização ou a suspenderem e que, caso o detectem no mercado nacional, comuniquem essa situação ao Infarmed.
Isabel Marques
Fontes:
www.infarmed.pt/portal/page/portal/INFARMED/MAIS_ALERTAS/DETALHE_ALERTA?itemid=1286839
http://clix.expresso.pt/infarmed_retira_do_mercado_produto_para_higiene_intima=f496797
Azeite ajuda a combater cancro da mama
Segundo investigadores do Catalonian Institute of Oncology, em colaboração com membros da University of Granada, a bioactividade dos polifenóis, que são anti-oxidantes naturais, que se encontram presentes no azeite podem combater as células cancerígenas no cancro da mama.
O estudo, que foi publicado no jornal BMC Cancer, confirma a potencialidade dos polifenóis na inibição da actividade do receptor HER2, um subtipo específico de cancro da mama.
Os resultados, juntamente com o facto dos seres humanos consumiram lignans e secoiridoids de uma forma eficaz já há tempo através do azeite, sugere que estes podem servir de base como compostos anti-HER2, afirmam os investigadores.
Em Portugal morrem diariamente quatro a cinco mulheres vítimas de cancro da mama, uma “epidemia” que começa a atingir cada vez mais jovens, alerta a Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC).
Pedro Santos
http://www.upi.com/Health_News/2009/02/06/Olive_oil_helps_battle_breast_cancer/UPI-18951233948395/
http://www.ligacontracancro.pt/
Sulfato de magnésio pode reduzir risco de paralisia cerebral
A Dra. Caroline Crowther, da Universidade de Adelaide, na Austrália, referiu que, para os bebés que nascem muito prematuros, existe um elevado risco de paralisia cerebral. A investigadora referiu que esta revisão, publicada na “The Cochrane Library”, demonstra que agora existem evidências para suportar a administração de uma terapia com sulfato de magnésio, às mulheres em risco de ter um parto prematuro, para aumentar as hipóteses de sobrevivência dos bebés, livre de paralisia cerebral.
Os investigadores descobriram, utilizando dados de cinco ensaios clínicos que envolveram 6 145 bebés que receberam aleatoriamente tratamento com sulfato de magnésio ou placebo, por volta da altura do parto, que o sulfato de magnésio diminuiu o risco de paralisia cerebral em 32 por cento. Além disso, o tratamento também foi relacionado a uma queda de 39 por cento da taxa de incapacidades de movimento.
Os autores calculam que 63 mulheres necessitariam de ser tratadas para prevenir um caso de paralisia cerebral. A terapia com sulfato de magnésio não afectou a mortalidade, nem o desenvolvimento de outras incapacidade neurológicas nos primeiros anos de vida.
Foram mais frequentes uma pressão sanguínea baixa e batimentos cardíacos rápidos nas mães que receberam sulfato de magnésio do que nas que receberam placebo. Contudo, a terapia com sulfato de magnésio não foi associada a quaisquer complicações graves.
Isabel Marques
Aminoácido presente nalguns alimentos pode ser chave na perda de peso
O estudo, publicado na “Journal of Nutrition”, descobriu que ratos de laboratório que foram alimentados com dietas baixas ou elevadas em gorduras complementadas com o aminoácido arginina, durante um período de 12 semanas, diminuiram a gordura corporal em cerca de 60 por cento.
O investigador principal, o Dr. Guoyao Wu, da Universidade A&M do Texas, em College Station, referiu que esta descoberta pode ser directamente trasladada para o combate à obesidade em humanos. Neste momento, a arginina ainda não foi incorporada na nossa comida, mas poderá ser no futuro.
O Dr. Wu acrescentou ainda que, dada a actual epidemia de obesidade nos Estados Unidos e a nível mundial, as descobertas são muito importantes.
O investigador revelou que a pesquisa em porcos sugere que os suplementos alimentares de arginina reduzem o crescimento da gordura, enquanto aumentam o ganho muscular sem afectar o peso corporal.
Adicionalmente, a investigação demonstrou que outros benefícios metabólicos da arginina podem estar relacionados com capacidade de estimular o processo bioquímico da síntese de proteína muscular e de reduzir as concentrações séricas de aminoácidos de cadeia ramificada. Os níveis elevados de aminoácidos de cadeia ramificada estão relacionados com a resistência à insulina.
Outros alimentos ricos em arginina incluem mariscos, sementes, algas, carnes, concentrado de proteína de arroz e proteína isolada de soja.
Isabel Marques
Fontes:
www.upi.com/Health_News/2009/02/06/Watermelon_juice_may_be_key_to_weight_loss/UPI-99801233957336/
FDA revela fármacos sob revisão devido a possíveis questões de segurança
De acordo com a informação disponível no site da agência, a FDA está a rever, entre outros compostos, a segurança do Xenical (orlistato), da Roche, para a perda de peso, devido a preocupações relacionadas com o risco de hemorragia rectal nos pacientes a tomar o fármaco. O tratamento antifúngico Lamisil (terbinafina), da Novartis, está a ser revisto devido à potencial associação a eventos psiquiátricos e o Diovan (valsartan), também da Novartis, para a hipertensão, está a ser examinado devido a preocupações relacionadas com anemia hemolítica.
Além disso, a FDA está a investigar o risco de anomalias congénitas, também chamadas defeitos de nascimento, nos bebés de mulheres que receberam antidepressivos e também está a examinar o Abilify (aripiprazol), da Bristol-Myers Squibb, para a esquizofrenia, relativamente a potenciais preocupações sobre a toxicidade hepática.
A agência especificou que o facto de um fármaco aparecer na lista significa apenas que a FDA identificou uma potencial questão de segurança, mas isso não quer dizer que foi identificada uma relação causal entre o fármaco e o referido risco.
Isabel Marques
Fontes:
www.firstwordplus.com/Fws.do?articleid=AE4EA7AB7202473B8DC3548A74AA4F57
Bebidas energéticas não são aconselháveis para crianças
A nutricionista Stephanie Cote, do Centro de nutrição Extenso, da Universidade de Montreal, revelou que não é pouco comum os estudantes consumirem bebidas energéticas para aumentar a concentração enquanto estudam durante a noite.
Um relatório de 2008 do Ministério da Agricultura do Canadá descobriu que, em 2004, foram vendidas, nos Estados Unidos, 1,5 mil milhões de latas de Red Bull, sendo que o consumo no Canadá é comparável e é uma tendência crescente nos jovens entre os 18 e os 24 anos.
Contudo, este segmento de mercado está-se a alargar, uma vez que as crianças estão a começar a consumir estas bebidas antes de realizarem uma actividade física.
A nutricionista referiu que estas bebidas não são recomendáveis nem para atletas, nem para crianças com menos de 12 anos, visto que as bebidas energéticas não hidratam suficientemente o corpo. Estas têm demasiado açúcar e a cafeína não melhora necessariamente a performance física, sendo que em quantidades elevadas pode aumentar os riscos de fadiga e desidratação.
Diversos estudos têm demonstrado que doses elevadas de cafeína podem aumentar a hipertensão, causar palpitações, provocar irritabilidade e ansiedade e causar dores de cabeça e insónia.
As autoridades de saúde do Canadá não recomendam o consumo de mais de duas latas destas bebidas por dia.
Isabel Marques
Fontes:
www.upi.com/Health_News/2009/02/06/Energy_drinks_not_for_children/UPI-18591233982120/
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009
Vitamina D ligada a melhor força muscular
Investigadores britânicos descobriram que as raparigas adolescentes com níveis de vitamina D mais elevados podem ser capazes de saltar mais alto e mais depressa do que os seus pares com níveis mais baixos.
A investigadora principal, a Dra. Kate Ward, da Universidade de Manchester, referiu que a vitamina D não actua apenas com o cálcio para manter os ossos fortes, mas os investigadores agora acreditam que as raparigas adolescentes com níveis mais elevados da vitamina podem conseguir saltar mais alto e mais depressa do que as raparigas com níveis mais baixos.
Os investigadores recolheram dados sobre os níveis de vitamina D de 99 raparigas, com idades entre os 12 e os 14 anos. Para testar a função muscular das raparigas, estas foram instruídas para saltarem o mais alto que conseguissem, enquanto os investigadores utilizaram um instrumento delineado para medir a força e a performance.
O estudo, publicado na “Journal of Clinical Endocrinology and Metabolism”, descobriu que, após considerar as diferenças de peso corporal das raparigas, aquelas que tinham os níveis mais elevados de vitamina D apresentavam os registos de velocidade de salto, de altura de salto, de poder e de força mais elevados.
Isabel Marques
Fontes:
www.upi.com/Health_News/2009/02/05/Vitamin_D_linked_to_better_muscle_power/UPI-60931233816551/
Risco de cancro da mama diminui após final de terapia de substituição hormonal
Um estudo da Iniciativa Saúde da Mulher (Women's Health Initiative), liderado pelo Dr. Rowan T. Chlebowski do Instituto de Investigação Biomédica de Los Angeles, suporta a hipótese de que a recente redução da incidência do cancro da mama nos Estados Unidos está principalmente relacionada com uma diminuição da utilização combinada de estrogénio e progestina
Os investigadores utilizaram dados de um ensaio aleatório e de um estudo observacional de mulheres na pós-menopausa a receberem terapia hormonal combinada de estrogénio e progestina.
O estudo, publicado na “The New England Journal of Medicine”, descobriu que a utilização continuada de estrogénio mais progestina, após cinco anos, aproximadamente duplica o risco subsequente de cancro da mama por cada ano.
O Dr. Chlebowski referiu que as mulheres na pós-menopausa e os seus médicos devem considerar estas descobertas na ponderação dos riscos e benefícios da utilização combinada de estrogénio e progestina, especialmente se as mulheres planeiam tomar a medicação durante mais de cinco anos.
Isabel Marques
Fontes:
www.upi.com/Health_News/2009/02/05/Breast_cancer_risk_drops_after_ending_HRT/UPI-46491233812381/
Exame ao pulso pode prever ataque cardíaco em mulheres
Os pesquisadores da farmacêutica AstraZeneca analisaram os registos de cerca de 129 mil mulheres que já tinham passado pela menopausa e não tinham histórico de problemas cardíacos.
Segundo os investigadores, aquelas com batimentos cardíacos mais acelerados apresentavam uma probabilidade superior de sofrer um ataque cardíaco comparativamente às mulheres com batimentos mais baixos.
Esta associação foi, no entanto, mais fraca em relação a outras feitas com o consumo de tabaco ou diabetes.
"O batimento cardíaco de uma pessoa muda de minuto a minuto em resposta a actividades e emoções, então as pessoas não devem supor que, se seu batimento cardíaco é elevado num momento particular, elas correm o risco de sofrer um ataque cardíaco", afirmou o professor Peter Weissberg, director médico da organização britânica British Heart Foundation.
Estudos anteriores já haviam demonstrado que batimentos cardíacos poderiam prever problemas coronários nos homens, sendo que os investigadores acreditam que o novo estudo pode vir a ter um grande significado clínico.
Pedro Santos
http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2009/02/090204_pulsomulherataquefn_tc2.shtml
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
Chá verde torna o fármaco oncológico Velcade ineficaz
Os investigadores da Universidade do Sul da Califórnia descobriram que um componente do extracto de chá verde, denominado epigalocatequina galato (EGCG), uma catequina presente no extracto, destrói qualquer actividade anticancerígena do fármaco Velcade em ratos com tumores.
O Dr. Axel H. Schonthal, da Faculdade de Medicina de Keck, da Universidade do Sul da Califórnia, referiu que as descobertas de que o extracto de chá verde, ou a EGCG, bloqueia a acção terapêutica do Velcade foram completamente inesperadas.
A hipótese dos investigadores era a de que o extracto de chá verde iria aumentar os efeitos anti-tumorais do Velcade e que a combinação do extracto, ou da EGCG, com o fármaco iria revelar-se como um tratamento superior contra o cancro, em comparação com o tratamento com Velcade isoladamente.
Os medicamentos naturais, incluindo o chá verde, tornaram-se numa medicação popular para os pacientes com cancro que têm de lidar com os efeitos secundários da quimioterapia. Contudo, estes suplementos não são regulados e, para a maioria, os seus benefícios e/ou efeitos prejudiciais ainda não foram qualificados através de investigação.
Os investigadores, que utilizaram modelos pré-clínicos e ratos com tumores, descobriram que o incomum bloqueio da actividade terapêutica do Velcade baseou-se na interacção química entre as moléculas. A molécula da EGCG e a molécula do Velcade foram capazes de formar ligações químicas, o que significou que a molécula do Velcade já não conseguia ligar-se ao seu alvo planeado no interior das células cancerígenas.
Isabel Marques
Fontes:
www.upi.com/Health_News/2009/02/04/Green_tea_makes_cancer_drug_ineffective/UPI-94311233775606/
Terapia anti-TNF para a artrite reumatóide pode desencadear psoríase
O último estudo, conduzido por investigadores do Reino Unido, acrescentou dados aos relatos de casos individuais de psoríase que ocorreram em pacientes com artrite reumatóide tratados com bloqueadores do TNF.
A Dra. Kimme L. Hyrich, da Universidade de Manchester, referiu à Reuters Health que os investigadores observaram 25 novos casos de psoríase no grupo de cerca de 10 mil pacientes com artrite reumatóide a receberem terapia com bloqueadores do TNF. Comparativamente, não foi observado nenhum caso de psoríase no grupo de controlo.
Os investigadores relataram, na “Annals of the Rheumatic Diseases”, que estudaram dados de 9 826 pacientes tratados com bloqueadores do TNF e de 2 880 pacientes tratados com fármacos modificadores da doença reumática (DMARDs).
Os investigadores, baseando-se nos 25 casos de psoríase, calcularam que a taxa de incidência para o aparecimento de psoríase foi de 1,04 para mil pessoas por ano no grupo dos bloqueadores do TNF.
A incidência foi significativamente mais elevada nos pacientes tratados com Humira (adalimumab) do que naqueles que receberam Enbrel (etanercept) ou Remicade (infliximab).
A Dra. Hyrich salientou que estas descobertas apresentam um paradoxo interessante, uma vez que as terapias com bloqueadores do TNF são muito efectivas no tratamento da psoríase grave e da artrite psoriática. A explicação por detrás destes casos permanece amplamente desconhecida.
A investigadora referiu que é necessária mais investigação para perceber as suas causas, antes que se possam tirar quaisquer conclusões definitivas, relativamente à associação entre as terapias anti-TNF e a psoríase, ou que sejam emitidas directrizes para o tratamento específico.
Isabel Marques
Fontes:
www.reutershealth.com/archive/2009/02/03/eline/links/20090203elin027.html
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
Fisioterapia e anti-inflamatórios são o melhor tratamento para dor lombar
Os autores da revisão descobriram que, em 90 por cento das pessoas que sofrem de dor lombar, os sintomas desapareciam por si só em três meses e que a maioria destes pacientes recuperava em seis meses.
Estas descobertas indicam que o tratamento inicial para todos os pacientes com dor lombar, excluindo uma emergência, deve ser não invasivo.
O investigador principal, o Dr. Luke Madigan, da Clínica Ortopédica de Knoxville, no Tennessee, referiu que, recentemente, a cirurgia de substituição do disco tem sido proposta como uma cura ou tratamento para esta doença.
Contudo, o Dr. Madigan acrescentou que os resultados a longo prazo dos estudos da agência norte-americana que regula os medicamentos (FDA), relativamente à substituição do disco lombar, ainda estão para ser publicados, pelo que, até lá, é aconselhada precaução.
O investigador também referiu que a cirurgia para tratar esta doença tem uma taxa de sucesso de 50 a 60 por cento.
Os investigadores concluíram, na “Journal of the American Academy of Orthopaedic Surgeons”, que os tratamentos não invasivos apresentam um sucesso mais elevado ao ajudarem os pacientes a fortalecer a área danificada e ao prevenirem danos posteriores. Estes tratamentos incluem fisioterapia, fármacos anti-inflamatórios, exercício e a educação do paciente acerca dos mecanismos do corpo, indicando, por exemplo, que se deve flectir as pernas, em vez de se dobrar as costas, quando se quer baixar ou pegar em pesos.
Isabel Marques
Fontes:
www.nlm.nih.gov/medlineplus/news/fullstory_75040.html
Dieta e exercício físico são benéficos para a síndrome de pernas inquietas
Segundo Shilpa Chitnis, professora assistente de neurologia na University of Texas Southwestern Medical Center, nos Estados Unidos, a síndrome de pernas inquietas (SPI) é caracterizada por uma vontade constante de mover as pernas, especialmente quando as pessoas estão sentadas ou deitadas.
Não existe um teste definitivo para a doença, mas os médicos podem utilizar um historial de sintomas para diagnosticar esta condição que afecta cerca de 10% da população, sendo que 3% delas chega a ter sintomas considerados severos.
Caso a doença tenha sido diagnosticada, os médicos podem realizar os seguintes testes:
- Analisar os níveis de ferritina, a mais importante proteína de reserva do ferro, que é encontrada em todas as células, especialmente naquelas envolvidas na síntese de compostos férricos e no metabolismo e na reserva do ferro. Caso seja necessário, os médicos podem prescrever suplementos adequados;
- Identificar as causas da neuropatia de forma a poderem ser corrigidas;
- Recolher o historial médico para identificar que medicamentos podem piorar a condição;
- Recomendar um plano de exercício físico para reduzir os sintomas;
- Definir uma dieta adequada saudável, incluindo a redução de cafeína;
- Prescrever medicamentos que possam ajudar a aliviar os sintomas;
Apesar de não existir um medicamento aprovado especialmente para o tratamento da SPI, são utilizados outros fármacos administrados para outras doenças, nomeadamente: agonistas dopaminérgicos, sedativos, medicações para dor e anticonvulsivantes. Cada substância tem os seus benefícios, limitações e efeitos colaterais, por isso, a escolha da medicação depende da gravidade dos sintomas.
A primeira escolha para tratar SPI são os agonistas dopaminérgicos, entre eles o pramipexol. Embora esta classe de medicamentos seja utilizada para tratamento da Doença de Parkinson, a SPI não é uma forma desta doença.
Pedro Santos
http://www.upi.com/Health_News/2009/02/02/Diet_exercise_may_reduce_restless_legs/UPI-35301233632916/
Insulina pode ajudar no tratamento de Alzheimer
De acordo com um estudo efectuado em parceria entre a Universidade Federal do Rio de Janeiro (Brasil) e a Universidade Northwestern (Estados Unidos), a insulina pode ajudar no tratamento de pacientes que sofrem de Alzheimer.
O estudo afirma que a insulina pode ajudar a proteger células do cérebro que são importantes para a função da memória.
A relação entre a insulina e problemas no cérebro é analisada desde que médicos encontraram provas da actividade da hormona no órgão.
Os cientistas analisaram os efeitos da insulina nas proteínas denominadas por ADDLs, que se acumulam em pacientes que sofrem de Alzheimer e causam danos nas células.
Os investigadores debruçaram o seu estudo em neurónios do hipocampo, uma parte do cérebro com papel-chave na formação de memórias, tendo estes sido tratados com o fármaco rosiglitazona, um medicamento que é administrado em doentes com diabetes tipo 2 para aumentar o efeito da hormona nas células.
Após o medicamento ter sido administrado, as células ficaram menos susceptíveis a danos quando expostas à proteína ADDLs, sugerindo que a insulina conseguia bloquear a acção da proteína.
“A sensibilidade à insulina pode diminuir com o envelhecimento, o que apresenta um novo factor de risco para a doença de Alzheimer”, afirmou William Klein, da Universidade Northwestern, acrescentando que os medicamentos que potencializam os efeitos da insulina no cérebro podem abrir novos caminhos para o tratamento da doença de Alzheimer.
Pedro Santos
http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2009/02/090203_alzheimerdiabetesfn_tc2.shtml
Disfunção eréctil relacionada com risco cardíaco
O estudo conduzido na Clínica Mayo, em Rochester, no Minnesota, descobriu que os homens que sofrem de disfunção eréctil têm um risco 80 por cento maior de desenvolverem doença cardíaca.
A Dra. Jennifer St. Sauver referiu que o risco de doença coronária era mais elevado nos homens mais jovens.
A Dra. St. Sauver sugeriu que os homens mais novos e os seus médicos poderão ter de considerar a disfunção eréctil como um indicador de um futuro risco de doença coronária e tomar as medidas apropriadas para a prevenção.
No estudo, os investigadores identificaram 1 402 homens, em 1996, que não sofriam de doença cardíaca e, a cada dois anos, durante dez anos, os homens foram avaliados relativamente à sua saúde urológica e sexual.
A prevalência de disfunção eréctil nos participantes do estudo era de 2,4 por cento nos homens entre os 40 e os 49 anos, 5,6 por cento naqueles entre os 50 e os 59 anos, 17 por cento nos homens entre os 60 e os 69 anos e 38,8 por cento entre os homens com 70 anos ou mais.
Após mais de dez anos de seguimento, os investigadores descobriram que os homens com disfunção eréctil tinham uma probabilidade 80 por cento maior de desenvolver doença coronária, em comparação com os homens que não sofriam de disfunção eréctil.
As descobertas, publicadas na “The Mayo Clinic Proceedings”, também revelaram que o risco mais elevado de nova doença cardíaca foi observado nos participantes mais jovens do estudo, aqueles com idades entre os 40 e os 49 anos, que sofriam de disfunção eréctil.
Isabel Marques
Fontes:
www.upi.com/Health_News/2009/02/03/Erectile_dysfunction_linked_to_heart_risk/UPI-55351233696156/
Fumar durante a gravidez reduz fluxo sanguíneo para o feto
A Dra Malene Rohr Andersen, do Hospital Universitário Gentoffe, na Dinamarca, referiu que se sabe, há cerca de 50 anos, que os bebés de mães que fumaram durante a gravidez têm um peso à nascença mais baixo.
A investigadora acrescentou que este estudo apresenta uma possível explicação relativamente à razão pela qual existe um fluxo sanguíneo reduzido para o feto.
A equipa de investigadores estudou 266 grávidas, das quais 182 eram não fumadoras, 43 eram fumadoras e 41 era ex-fumadoras.
De acordo com o relatório publicado na “Circulation”, os bebés cujas mães eram fumadoras pesavam menos, tinham uma cabeça mais pequena e eram mais pequenos, em comparação com os recém-nascidos cujas mães eram não fumadoras ou ex-fumadoras.
Fumar foi associado, no feto, a uma queda de 47 por cento dos níveis de uma proteína chave que ajuda os vasos sanguíneos a relaxar e o fluxo sanguíneo a aumentar, denominada síntase do óxido nítrico endotelial (eNOS).
A Dra. Andersen referiu que este estudo é um dos primeiros a demonstrar uma medida bioquímica do que se passa para provocar um peso mais baixo à nascença.
Fumar também foi associado a uma redução de 18 por cento dos níveis de bom colesterol no plasma do feto.
Isabel Marques
Fontes:
www.reutershealth.com/archive/2009/02/03/eline/links/20090203elin028.html
Alguns analgésicos podem apresentar riscos para pacientes cardíacos
O Dr. Gunnar H. Gislason, do Hospital Universitário Gentofte, na Dinamarca, referiu que a acumulação de evidências apontam para um aumento do risco cardiovascular com a utilização de anti-inflamatórios não esteróides, particularmente em pacientes com doença cardiovascular estabelecida.
No estudo actual, os investigadores avaliaram o risco de morte e admissão no hospital, devido a ataques cardíaco ou insuficiência cardíaca, associado à utilização destes fármacos em 107 092 pacientes que sobreviveram a uma primeira hospitalização devido a insuficiência cardíaca.
Entre os participantes do estudo, 36 354 pacientes (cerca de 34%) posteriormente aviaram, pelo menos, uma receita de anti-inflamatórios não esteróides. No total, 60 974 pacientes (57%) morreram durante o estudo, 8 970 (8,4%) foram hospitalizados devido a ataque cardíaco e 39 984 (37,5%) devido a insuficiência cardíaca.
A utilização de AINEs, como o Vioxx (rofecoxib) e o Celebrex (celecoxib), da Pfizer, assim como o ibuprofeno, o diclofenac e o naproxeno, foi associada a um aumento significativo do risco de morte nos participantes do estudo.
Embora o Vioxx tenha sido retirado do mercado em Portugal devido ao elevado risco de ataques cardíacos e acidentes vasculares cerebrais (AVC) em adultos, o Celebrex continua a ser comercializado.
Os investigadores relataram, na “Archives of Internal Medicine”, que existiu um aumento do risco de morte relacionado com a dosagem e um maior risco de admissão no hospital como resultado de ataque cardíaco e insuficiência cardíaca associados à utilização de AINEs.
Os investigadores concluíram que, entretanto, devido à acumulação de evidências, é necessária uma consciencialização geral entre os médicos, as autoridades de cuidados de saúde e o público em geral, relativamente ao potencial risco cardiovascular dos AINEs, em particular nos pacientes com doença cardiovascular ou com risco cardiovascular aumentado.
A insuficiência cardíaca é uma doença crónica na qual o coração perde gradualmente a capacidade de bombear o sangue de forma eficiente, deixando os órgãos com falta de oxigénio.
Isabel Marques
Fontes:
www.reutershealth.com/archive/2009/02/03/eline/links/20090203elin029.html
terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
Fumar na adolescência pode causar depressão na vida adulta
O estudo foi realizado por cientistas norte-americanos, e publicado na revista científica Neuropsychopharmacology.
Os investigadores administraram doses diárias de nicotina ou uma substância de água com sal em ratos de laboratório durante o período de 15 dias. Após esse período, os cientistas submeteram os ratos a diversas experiências para testar as suas reacções em situações de stress, bem como a sua resposta à oferta de recompensas.
Os resultados revelam que os ratos que foram administrados com nicotina começaram a apresentar sintomas associados à depressão, como a ansiedade, repetição de hábitos de limpeza, e uma diminuição no consumo de recompensas, como os doces, tendo ainda demonstrado imobilidade em situações de stress.
“O estudo é interessante porque é o primeiro a mostrar que a exposição à nicotina na adolescência pode ter consequências neurobiológicas a longo prazo”, afirmou Carlos Bolanos, coordenador do estudo.
Segundo a equipa de investigadores, os resultados observados nos roedores sugerem que o mesmo pode acontecer com humanos, pretendendo ainda alertar os jovens para mais um risco associado ao consumo de tabaco.
“Se fumarem, os jovens precisam estar cientes dos potenciais efeitos a longo prazo que o cigarro pode trazer para o corpo", acrescentou ainda o investigador.
Pedro Santos
http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2009/01/090130_fumodepressaoadolescencia_np.shtml
Campanha mundial contra o cancro na infância
Este dia marca uma campanha que vai durar o ano inteiro, e na qual a UICC vai trabalhar com pais, professores e decisores de todo o mundo com o objectivo de se encorajar as crianças a fazerem uma alimentação saudável, realizarem exercício físico e a manterem um peso saudável.
A obesidade em adultos e crianças está a crescer exponencialmente. De acordo com dados da Organização Mundial de Saúde existem actualmente mil milhões de adultos com excesso de peso, sendo que 300 milhões são considerados clinicamente obesos.
Segundo International Obesity Taskforce, uma em cada dez crianças em idade escolar tem excesso de peso, correspondendo a cerca de 30 a 45 milhões de crianças, ou seja, entre 2 a 3% das crianças com idades compreendidas entre os 5 e os 17 anos são obesas.
Mais informações podem ser consultadas em: www.worldcancercampaign.org
Pedro Santos
http://saude.sapo.pt/artigos/noticias_actualidade/ver.html?id=911412
Investigadores identificam hormona relacionada com depressão pós-parto
A Dr. Ilona S. Yim, da Universidade de Califórnia, em Irvine, revelou que a elevada incidência e as graves consequências da depressão pós-parto fazem da identificação das mulheres em risco um objectivo importante de investigação.
Os investigadores salientaram que diversas evidências associam a CRH, uma hormona chave envolvida na regulação de muitas outras hormonas, a sintomas depressivos a seguir ao parto.
Os investigadores, para analisar melhor esta questão, conduziram um estudo, no qual os níveis da hormona no sangue foram medidos diversas vezes, ao longo da gravidez, em 100 mulheres, tendo iniciado na semana 15. Dezasseis mulheres desenvolveram depressão pós-parto.
Os autores relataram que o nível de CRH placentário à semana 25 era um forte indício de depressão pós-parto.
O grupo de investigadores sugeriu que fazer a detecção da CRH placentária é um meio plausível para prever uma depressão pós-parto.
Os investigadores referiram, na “Archives of General Psychiatry”, que, como tipicamente é colhido sangue para detectar a diabetes gestacional entre as semanas 24 e 28, uma possível detecção da depressão pós-parto poderá ser completada ao mesmo tempo.
Adicionalmente, os dados também sugerem que o poder indicativo da CRH placentária pode ser aumentado através da avaliação das mulheres, relativamente aos sintomas de depressão, durante o meio da gravidez.
Isabel Marques
Fontes:
www.reutershealth.com/archive/2009/02/02/eline/links/20090202elin028.html
Cefaleia em salvas pode responder a produtos naturais à base de kudzu
O Dr. R. Andrew Sewell, da Faculdade de Medicina da Universidade de Yale, referiu à Reuters Health que os pacientes que sofrem de cefaleias em salvas, através de tentativa e erro, podem ter descoberto uma nova cura para o seu terrível problema.
O Dr. Sewell salienta, no artigo publicado na “Headache”, que entre os efeitos deste produto está um aumento do fluxo sanguíneo cerebral.
Os investigadores questionaram 235 pacientes com cefaleias em salvas via e-mail, relativamente à utilização de remédios complementares e alternativos. O kudzu foi mencionado de tal forma que se tornou um tópico de particular interesse.
No total, responderam 159 pacientes e 22 (14%) referiram auto-tratamento com kudzu. Deste grupo, 16 concordaram em participar em mais avaliações, sendo que 11 apresentavam cefaleia em salvas episódica e cinco sofriam de cefaleia em salvas crónica.
Com o tratamento com kudzu, 73 por cento do grupo com cefaleia em salvas episódica relatou uma redução da frequência dos ataques e 36 por cento apresentou uma diminuição da duração dos ataques.
Entre os que sofriam de cefaleia em salvas crónica, 60 por cento relatou uma redução da frequência e 40 por cento referiu uma diminuição da duração da enxaqueca.
O Dr. Sewell concluiu que, se estes resultados forem confirmados num ensaio clínico aleatório com extractos estandardizados, o kudzu pode comprovar ter um papel na gestão da cefaleia em salvas.
O kudzu, também denominado Pueraria montana, é uma planta originária do Japão e da China, cuja raiz é rica em isoflavonas. É utilizada na medicina tradicional chinesa para tratar securas, dores de cabeça e dores devidas a pressão sanguínea elevada.
Os extractos e as raízes da planta são actualmente comercializados como medicamentos alternativos, sendo promovidos com suplementos ou tratamentos para uma variedade de problemas, incluindo alcoolismo, enxaquecas, diarreia, obstrução intestinal, hipertensão e angina de peito.
A cefaleia em salvas é uma cefaleia, ou dor de cabeça, primária constituída por crises frequentes (até 6 vezes por dia) com dores fortes, inicialmente localizadas na cara, num olho, numa têmpora ou na testa, geralmente acompanhadas de congestão conjuntiva e nasal contralateral.
As cefaleias em salvas iniciam-se frequentemente quando a pessoa está a dormir, sendo muitas vezes acompanhadas por um sentimento de medo ou de pânico. Podem ser seguidas, ou não, por um período livre de cefaleias e podem persistir durante anos.
Isabel Marques
Fontes:
www.reutershealth.com/archive/2009/02/02/eline/links/20090202elin027.html
www.medicoassistente.com/modules/dictionary/detail.php?id=1427
Autoridades europeias e norte-americanas alertam para riscos da sibutramina
Em Portugal, são comercializado diversos fármacos que contêm esta substância, como o Reductil, Zelium e as versões genéricas Sibutramina Sibulaite, Sibutramina Solufarma e Sibutramina Teva, sendo que Autoridade Nacional do Medicamento e dos Produtos de Saúde (Infarmed) garante que está atenta à situação e que irá seguir as recomendações, mas ainda não existem ordens de retirada do mercado.
A sibutramina, uma substância controlada, pode provocar dependência, promover o abuso e apresenta riscos de provocar hipertensão arterial, taquicardia, palpitações e ataque cardíaco, podendo apresentar um risco significativo para as pessoas com história de doença cardíaca, insuficiência cardíaca, batimentos cardíacos irregulares ou acidente vascular cerebral (AVC).
Este medicamento, juntamente com o rimonabante, a bumetanida e a fenolftalaína, é um dos fármacos detectados com substâncias não-declaradas.
O Infarmed afirma que, como a sibutramina é vendida sob receita médica, "há sempre controlo clínico" do paciente e, caso ocorra um efeito adverso, será "mais facilmente detectado do que se tivesse venda livre".
A sibutramina é um medicamento para ajudar a perder peso, se o médico considerar que o paciente obeso, ou tem excesso de peso, com factores de risco relacionados com a obesidade, tais como diabetes e/ou lípidos elevados.
O médico pode prescrever o medicamento, se com dieta e exercício físico durante três meses não for perdido peso suficiente. Este medicamento faz com que o paciente se sinta cheio mais depressa, para que coma menos. Comendo menos irá perder e controlar o peso.
Este medicamento deve ser utilizado associado a uma dieta de baixo teor calórico e com aumento de actividade física.
Isabel Marques
Fontes:
www.tvi.iol.pt/informacao/noticia.php?id=1038795
http://blogs.usatoday.com/betterlife/2009/01/fda-warns-again.html
www.correiomanha.pt/noticia.aspx?contentid=54403C7C-B3A2-4D3A-BE9D-9A9BF5DDE5B7&channelid=F48BA50A-0ED3-4315-AEFA-86EE9B1BEDFF
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
Resíduos do nordeste garantem unidades de rastreio de cancro da mama
A causa da sensibilização e combate ao cancro da mama foi apoiada em 2008 com os resíduos produzidos no Nordeste Transmontano durante esse período. Inserida na iniciativa "2 Causas por uma Causa", a campanha permitiu adquirir duas unidades de rastreio móvel que vão servir mais de 20 mil mulheres portuguesas anualmente.
A Resíduos do Nordeste foi um dos 23 sistemas municipais que aderiu à campanha nacional da Associação Laço "2 Causas por uma Causa", sendo que cada um deles contribuiu com um euro por tonelada de embalagens provenientes da recolha selectiva e recicladas em 2008, na sua área de intervenção.
De acordo com informações divulgadas pela "Resíduos do Nordeste", foram angariados 409 mil euros, tendo sido entregues a 19 de Janeiro à Laço para a aquisição de duas novas unidades móveis de rastreio.
“Juntamos, assim, de forma inédita a promoção da reciclagem à prevenção do cancro da mama”, afirmou o referido sistema municipal.
Com estas novas unidades é agora possível que mais de 20 mil mulheres possam fazer o rastreio todos os anos
O cancro da mama é o tipo de cancro mais comum entre as mulheres (não considerando o cancro da pele), correspondendo à segunda causa de morte por cancro na mulher. Em Portugal, são detectados por ano cerca de 4500 novos casos de cancro da mama, e 1500 mulheres morrem com esta doença
O cancro da mama é uma das doenças com maior impacto na nossa sociedade, não só por ser muito frequente e associada a uma imagem de grande gravidade, mas também porque agride um órgão cheio de simbolismo, na maternidade e na feminilidade.
Pedro Santos
Fontes:
Lusa
http://www.roche.pt/sites-tematicos/infocancro/index.cfm/tipos/cancro-da-mama/
Semana mundial de alerta sobre o sal
A organização promotora pretende chamar a atenção para o sal oculto na comida, nomeadamente daquela servida em restaurantes, entreguas ao domicílio, comida rápida (fast food), roulottes, cantinas, entre outros.
A iniciativa tem por objectivo alertar a indústria sobre a necessidade de reduzir as quantidades de sal presentes nos alimentos, bem como as consequências a longo prazo de uma dieta com elevado teor de sal.
Para além de Portugal, entre os países participantes estão a Austrália, Canadá, Dubai, Egipto, Finlândia, Índia, Lituânia, Malta, Holanda, Nigéria, Paquistão, Polónia, Eslováquia, Suécia, Turquia, Reino Unido e Estados Unidos.
Mais informações podem ser consultadas em www.worldactiononsalt.com
Pedro Santos
http://saude.sapo.pt/artigos/noticias_actualidade/ver.html?id=911340
Estudo examina eficácia e aceitabilidade de 12 antidepressivos
Os outros 10 fármacos avaliados no estudo foram o Cymbalta (duloxetina) e o Prozac (fluoxetina), da Eli Lilly, o Dumyrox (fluvoxamina), da Solvay, o Remeron (mirtazapina), da Akzo Nobel, o Seroxat (paroxetina), da GlaxoSmithKline, o Edronax (reboxetina), da Pfizer, o Efexor (venlafaxina), da Wyeth, e o Wellbutrin XR (bupropiom), da Biovail, o Ixel (milnacipran), da Forest e da Cypress, e o citalopram, todos comercializados em Portugal.
Os investigadores analisaram 117 estudos aleatórios e controlados, que incluíram 25 928 pacientes, conduzidos entre 1991 e 2007, nos quais os antidepressivos foram avaliados no tratamento da depressão major unipolar em adultos.
As descobertas demonstraram que, enquanto o Zoloft, o Cipralex, o Remeron e o Efexor foram mais eficazes do que os outros antidepressivos, o Zoloft e o Cipralex demonstraram o melhor perfil de aceitabilidade, levando a significativamente menos casos de descontinuação do tratamento, em comparação com os outros fármacos.
Contudo, no estudo, todos os antidepressivos foram efectivos e as diferenças observadas entre eles não foram grandes. Os investigadores realçaram que, se um paciente está a tomar um fármaco e a responder bem, este não deve parar e mudar de medicamentos.
De acordo com as conclusões do estudo, o Zoloft poderá ser a melhor escolha quando se está a iniciar um tratamento para a depressão major moderada a grave em adultos, porque apresenta o equilíbrio mais favorável entre os benefícios, aceitabilidade e custos de aquisição.
Isabel Marques
Fontes:
www.firstwordplus.com/Fws.do?articleid=45AA1D463F0E4112A837858597F3162D
sexta-feira, 30 de janeiro de 2009
Ustekinumab aprovado na Europa para psoríase moderada a grave
A aprovação baseou-se em dados de dois ensaios, que envolveram cerca de 2 mil pacientes, que avaliaram a eficácia e segurança do ustekinumab no tratamento da psoríase em placas moderada a grave.
Mais de dois terços dos pacientes alcançaram o objectivo primário, em ambos os estudos, isto é, apresentaram uma melhoria de aproximadamente 75 por cento da gravidade da psoríase na semana 12, após terem recebido apenas duas doses nas semanas zero e quatro.
Os estudos clínicos demonstraram que o tratamento com ustekinumab produz uma melhoria significativa da psoríase e da qualidade de vida dos pacientes. Esta melhoria é alcançada com apenas quatro injecções subcutâneas por ano (a cada 12 semanas), depois de duas doses iniciais nas semanas zero e quatro.
A frequência de eventos adversos graves, incluindo infecções graves, neoplasias malignas e acontecimentos cardiovasculares, foi baixa e semelhante à esperada nesta população.
As reacções adversas mais frequentes foram artralgia, tosse, cefaleia, eritema no lugar da injecção, nasofaringite e infecção das vias respiratórias superiores. A maioria destes efeitos secundários foram considerados leves e não obrigaram à suspensão do tratamento.
A psoríase é uma doença inflamatória crónica de natureza auto-imune que afecta a pele e outros órgãos. A psoríase não é contagiosa, mas é uma doença para a qual ainda não existe cura, embora algumas terapias produzam uma remissão. As lesões têm relevo, são vermelhas, cobertas por escama prateada, e surgem sobretudo nos cotovelos, joelhos, região lombar e couro cabeludo, embora possam afectar qualquer área do corpo, cobrindo, nos casos mais graves, extensas áreas do tronco e membros.
A psoríase afecta 2 a 3 por cento da população europeia e está associada a um grande impacto sobre a saúde física e emocional.
Isabel Marques
Fontes:
http://espana.pmfarma.com/noticias/noti.asp?ref=9720
www.docguide.com/news/content.nsf/news/852571020057CCF685257546005734CA
quinta-feira, 29 de janeiro de 2009
Sintomas da menopausa não respondem a terapia com medicamentos naturais
Os investigadores também descobriram uma falta de estandardização ou garantia de qualidade relativamente a estes preparados, segundo o relatório publicado no "Drug and Therapeutics Bulletin”.
De acordo com os editores do relatório, não existem evidências fortes que apoiem os medicamentos naturais frequentemente tomados para aliviar os sintomas incómodos da menopausa.
Esta revisão incluiu o cohosh-preto, também denominado Actea racemosa ou cimicifuga, trevo vermelho, Dong quai (angelica chinesa), óleo de prímula, ou onagra, ginseng, extracto de inhame selvagem, Agnus castus (proveniente da árvore agnocasto ou árvore-da-castidade), lúpulo, salva e kava-kava, ou kavaína.
O editor da revista, o Dr. Ike Iheanacho, referiu à Reuters Health que as descobertas levantam diversas questões para as mulheres, sendo que os problemas potenciais incluem questões de qualidade, se o produto é de facto aquilo que está anunciado na embalagem, e se será ou não o mesmo produto na embalagem seguinte, visto que existe uma falta de estandardização na preparação do produto.
O Dr. Iheanacho acrescentou que, mesmo que estes produtos sejam seguros, existe uma falta de evidências que demonstrem que aliviam os sintomas.
A mensagem que se pretende passar não é a de que as mulheres não devem utilizar estes medicamentos, mas sim que as pacientes devem informar o seu médico acerca do produto que estão a utilizar, devendo este ser investigado na medida do possível.
Isabel Marques
Fontes:
www.reuters.com/article/healthNews/idUSTRE50Q5OU20090127
Gripe das aves: Vacina encontrada contra as mutações
A equipa de investigadores testou a sua vacina num rato no qual tinham sido implantados genes humanos, e a experiência demonstrou que o tratamento funcionou mesmo no caso de mutação do vírus.
Segundo os cientistas, a descoberta pode permitir evitar uma pandemia caso o vírus H5N1 da gripe das aves sofra uma mutação para se transmitir entre os seres humanos, uma hipótese que provoca receio na Organização Mundial da Saúde (OMS) devido à possibilidade de provocar milhões de mortos.
As vacinas contra a gripe actuais recorrem à proteína que abrange o conjunto dos vírus, mas esta encontra-se frequentemente sujeita a mutação, o que torna a vacina ineficaz.
No entanto, os investigadores japoneses basearam a sua vacina em proteínas internas ao vírus, que têm pouca tendência a sofrer mutações.
Tetsuya Uchida, investigador no Instituto nacional das doenças infecciosas, revelou que serão necessários anos para tornar esta vacina utilizável, sendo que brevemente devem ser realizados testes intensivos em animais de forma a ser averiguada a sua segurança antes de efectuarem experiências em humanos.
Cerca de 250 pessoas morreram devido à gripe das aves desde 2003, 115 das quais na Indonésia, de acordo com dados da OMS.
A maior parte das vítimas contraiu o vírus em contacto com pássaros doentes, nomeadamente galinhas.
Pedro Santos
http://saude.sapo.pt/artigos/noticias_actualidade/ver.html?id=910633
Diabetes duplica risco de Alzheimer
De acordo com Margaret Gatz, líder do estudo, contrair diabetes antes de atingir os 65 anos duplica o risco de contrair a doença de Alzheimer. Segundo os resultados do estudo, contrair a doença antes dos 65 anos de idade corresponde a um aumento de 125% do risco de contrair a doença degenerativa.
A diabetes surge, normalmente, numa idade inferior do que a demência, constaram os investigadores. Para além disso, cerca de 30% das pessoas já com uma certa idade e que têm a doença não foram diagnosticadas.
Os investigadores recolheram amostras de cerca de 13 mil gémeos suecos em 1998, o ano em que começaram estudos aprofundados sobre a demência.
Os resultados do estudo implicam algumas escolhas dos adultos, tais como o exercício físico, a dieta e fumar, bem como o controlo glicémico em pacientes com diabetes, no que concerne aos riscos do Alzheimer e da diabetes, acrescentaram ainda os investigadores.
A doença de Alzheimer é uma doença do cérebro, progressiva, irreversível e com causas e tratamento ainda desconhecidos. Começa por atingir a memória e, progressivamente, as outras funções mentais, acabando por determinar a completa ausência de autonomia dos doentes.
Os doentes tornam-se incapazes de realizar a mais pequena tarefa, deixam de reconhecer os rostos familiares, ficam incontinentes e acabam, quase sempre, acamados.
É uma doença muito relacionada com a idade, afectando as pessoas com mais de 50 anos, sendo que a estimativa de vida para os pacientes situa-se entre os 2 e os 15 anos.
Pedro Santos
http://www.upi.com/Health_News/2009/01/28/Diabetes_doubles_Alzheimers_risk/UPI-44331233185431/
http://www.portaldasaude.pt/portal/conteudos/enciclopedia+da+saude/doencas/doencas+degenerativas/oqueeadoencadealzheimer.htm
Estudo: Cladribina reduz taxas de recaída da esclerose múltipla
O estudo CLARITY envolveu 1 326 pacientes que receberam aleatoriamente uma de duas doses de cladribina ou placebo. Após 96 semanas, os dados demonstraram que os pacientes que receberam a dose mais baixa de cladribina apresentaram uma redução relativa de 58 por cento das taxas de recaída, em comparação com placebo.
Por outro lado, os pacientes que receberam a dose mais elevada de cladribina atingiram uma redução relativa de 55 por cento das taxas de recaída, em comparação com placebo.
A Merck também declarou que o ensaio atingiu outros objectivos, relativamente à redução da actividade da lesão, proporção de sujeitos livres de recaída e progressão da incapacidade.
Adicionalmente, os resultados demonstraram que a frequência de eventos adversos entre os pacientes que receberam cladribina foi baixa e comparável ao que foi observado entre aqueles que receberam placebo. Contudo, a taxa de linfopenia foi mais elevada no grupo da cladribina, embora este efeito adverso fosse esperado dado ao provável mecanismo de acção do fármaco.
A Merck indicou que planeia apresentar o fármaco às autoridades reguladoras dos Estados Unidos e da União Europeia em meados de 2009.
A Esclerose Múltipla
A Esclerose Múltipla é uma doença inflamatória crónica, desmielinizante e degenerativa, do sistema nervoso central que interfere com a capacidade do mesmo em controlar funções como a visão, a locomoção e o equilíbrio, entre outras.
Várias áreas dispersas do cérebro e medula espinal são afectadas, sendo que os sintomas podem ser leves ou severos, e aparecem e desaparecem, total ou parcialmente, de maneira imprevisível.
A forma mais comum de Esclerose Múltipla em doentes com idade inferior a 40 anos é a Esclerose Múltipla por surtos e remissões, que ocorre em 60 por cento dos casos. Os doentes sofrem "ataques", também denominados surtos ou exacerbações, seguidos por períodos de remissão com recuperação completa ou quase completa.
Isabel Marques
Fontes:
www.firstwordplus.com/Fws.do?articleid=D95711E75924408CA8D00FC07C183575
www.anem.org.pt/menu-anem/esclerosemultipla.htm
Doença inflamatória do intestino em crianças ligada a níveis elevados de folato
O Dr. Melvin Heyman e colegas, da Universidade da Califórnia, em San Francisco e em Berkeley, referiram que as crianças com casos de doença inflamatória do intestino, recentemente diagnosticados, têm concentrações mais elevadas de folato no sangue do que aquelas sem a doença.
Esta situação questiona a teoria de que os pacientes com doença inflamatória do intestino são propensos a ter deficiência de folato.
Investigações anteriores demonstraram que os adultos com doença inflamatória do intestino tendem a ter níveis de folato mais baixos do que aqueles que não sofrem da doença.
Contudo, a doença inflamatória do intestino pediátrica parece ser algo diferente da forma adulta da doença, sendo que, antes deste estudo, publicado na “American Journal of Clinical Nutrition”, pouco se sabia acerca dos níveis de folato em crianças recentemente diagnosticadas com a doença.
O Dr. Heyman referiu que este é um trabalho entusiasmante, que abre portas para investigações adicionais sobre o papel do ácido fólico e a sua base genética no desenvolvimento da doença inflamatória do intestino, especialmente em pacientes jovens.
O investigador explicou que a doença inflamatória do intestino, um termo global que se refere a doenças que provocam inflamação crónica nos intestinos, tais como colite ulcerativa e doença de Crohn, ocorre nas crianças de todos as idades e pode provocar dor abdominal, diarreia, febre, hemorragia e deficiências nutricionais.
Isabel Marques
Fontes:
www.upi.com/Health_News/2009/01/27/Inflamed_bowel_and_high_folate_linked/UPI-62391233118708/
Estatinas podem ajudar a tratar distúrbio dos vasos sanguíneos no cérebro
Os investigadores, do Centro de Ciências da Saúde da Universidade do Utah, referiram que, se os resultados do estudo em ratos forem confirmados num ensaio piloto com humanos, as estatinas poderiam fornecer um tratamento seguro e pouco dispendioso para a malformação cavernosa cerebral, um distúrbio ainda sem terapia farmacológica conhecida.
Um dos autores do estudo, o Dr. Dean Y. Li, director do Programa de Medicina Molecular da Universidade do Utah, referiu que a cirurgia ao cérebro ou o tratamento com radiação têm sido as únicas opções para os pacientes com malformação cavernosa cerebral.
O Dr. Li acrescentou que, devido aos riscos que estas operações acarretam, os neurocirurgiões mostram-se relutantes em realizá-las, a não ser que o paciente esteja em perigo iminente.
De acordo com o investigador, o estudo propõe uma potencial estratégia para uma simples terapia farmacológica, que poderá custar somente alguns euros por mês na farmácia.
Contudo, os estudos em animais têm primeiro de ser avaliados no ensaio clínico piloto em humanos que está a ser iniciado.
A malformação cavernosa cerebral é um distúrbio no qual os vasos sanguíneos no cérebro se dilatam e enfraquecem, começando a derramar sangue, provocando AVC, dores de cabeça, ataques ou outros problemas.
Os investigadores, que publicaram as descobertas na “Nature Medicine”, suspeitam que as estatinas, tais como o Zocor (sinvastatina), o Lipitor (atorvastatina) e fármacos semelhantes, tratam a malformação cavernosa cerebral ao estabilizar os vasos sanguíneos para que estes não derramem.
Isabel Marques
Fontes:
www.upi.com/Health_News/2009/01/28/Statins_may_treat_blood_vessel_disorder/UPI-99241233129003/
EMEA aprova submissões da Schering-Plough, Teva e Astellas
O Comité Científico de Medicamentos de Uso Humano (CHMP) da EMEA aprovou três pedidos (Schering-Plough, Teva e Astellas) e deu um parecer negativo (Orphan Europe).
O CHMP aprovou o pedido de comercialização do Ribavirin Teva (ribavirina), da Teva Pharmaceutical Industries, uma versão genérica do Rebetol, fabricado pela Schering-Plough, indicada no tratamento da hepatite C, noticia a PM Farma.
Segundo a agência, foi igualmente aprovado o pedido de “consentimento informado” para o Fertavid (folitropina beta) da Schering-Plough, a versão genérica do Puregon, propriedade da empresa Organon, e validada a extensão da indicação do Protopic (tacrolimus) da companhia Astellas enquanto “tratamento de manutenção”.
O Comité teve opinião contrária relativamente à solicitação da francesa Orphan Europe, que havia submetido um pedido de comercialização do Vedrop (tocofersolano), destinado ao tratamento da deficiência de Vitamina E, devido à deficiente absorção digestiva em pacientes pediátricos diagnosticados com fibrose cística, colestase crónica congénita ou hereditária, refere a PM Farma.
O Protopic está indicado para o tratamento a curto prazo e intermitente a longo prazo da dermatite atópica, moderada a severa, em adultos.
Raquel Garcez