domingo, 8 de março de 2009
Nova vacina fornece imunidade instantânea
A equipa de cientistas testou este método de vacinação, designada por imunização covalente, em ratos com melanoma ou cancro do colón.
Os cientistas administraram nos roedores substâncias especificamente criadas para desencadear uma reacção imunológica "universal". Desenvolveram também outras substâncias, denominadas por "moléculas de adaptação", que reconheceram as células específicas do cancro.
"Os anticorpos na nossa vacina foram concebidos para circular de forma inerte até receberem instruções de pequenas moléculas para se ficarem activas contra um alvo específico", afirmou um dos investigadores.
"A vantagem deste método é que deixa em aberto a possibilidade de haverem anticorpos a postos para entrar em acção durante o tempo que demora a levar uma injecção ou tomar um comprimido", concluíram os investigadores.
Pedro Santos
http://www.upi.com/Health_News/2009/03/04/New_vaccine_provides_instant_immunity/UPI-97781236147656/
sexta-feira, 6 de março de 2009
MabThera pode diminuir inflamação renal em pacientes com lúpus
O Dr. Fadi Fakhouri, do Imperial College London, referiu que, após cerca de dois anos, o rituximab ajudou 12 de 20 pacientes com lúpus com sérios riscos de desenvolverem insuficiência renal.
Os investigadores revelaram na “Clinical Journal of the American Society Nephrology” que os estudos prospectivos avaliando a eficiência do rituximab na nefrite lúpica são justificáveis, pois as terapias existentes, envolvendo uma variedade de fármacos imunossupressores e quimioterapia, são geralmente consideradas inadequadas.
Os investigadores estudaram 20 voluntários com distúrbio renal grave, devido ao lúpus, em risco de desenvolver insuficiência renal. Estas pessoas recebem frequentemente quimioterapia ou fármacos corticosteróides para reduzir a inflamação renal.
Contudo, como muitos pacientes não respondem aos fármacos ou experienciam efeitos tóxicos quando os tomam, os investigadores testaram o rituximab, que está delineado para reduzir as células B do sistema imunitário, de modo a observarem se este poderia ajudar.
Os investigadores utilizaram o fármaco para atingir as células B hiperactivas, que parecem ajudar a provocar a inflamação renal nas pessoas com lúpus.
Após 22 meses, os investigadores observaram melhorias renais em 60 por cento dos pacientes e descobriram uma forte associação entre a redução das células B, após um mês, e o sucesso do tratamento.
Contudo, nem todas as pessoas responderam ao fármaco. Os pacientes com níveis muito baixos da proteína albumina no sangue e voluntários com ascendência africana não experimentaram a redução benéfica das células B.
O lúpus é uma doença auto-imune caracterizada pela inflamação das articulações, pele, principais órgãos e sistema nervosa central, à medida que o sistema imunitário ataca os tecidos e células saudáveis. A doença tende a ter surtos de agravamento dos sintomas e períodos de acalmia com a ausência de sintomas, tornando difícil avaliar a efectividade de qualquer tratamento.
Isabel Marques
Fontes:
www.reutershealth.com/archive/2009/03/05/eline/links/20090305elin026.html
Combinação de Plavix e fármacos para a azia pode aumentar risco cardíaco
O Plavix e a aspirina são frequentemente utilizados para diminuir a coagulação do sangue do paciente após um ataque cardíaco. Os médicos também costumam prescrever um inibidor da "bomba de protões" como o omeprazol, comercializado em diversas versões de marca e genéricas, para diminuir o risco de hemorragia gastrointestinal provocada pelos anticoagulantes.
O estudo, publicado na “Journal of the American Medical Association”, analisou 8 205 pacientes dos Estados Unidos que foram tratados devido a um ataque cardíaco ou dor no peito, conhecida como angina instável, e que receberam Plavix e aspirina.
Dois terços destes pacientes também receberam um inibidor da "bomba de protões", principalmente omeprazol, e apresentaram cerca do dobro do risco de sofrerem outro ataque cardíaco ou um episódio da angina instável, em comparação com aqueles que não tomaram um inibidor da "bomba de protões".
O investigador principal, o Dr. Michael Ho, do Centro Médico para Veteranos de Denver, referiu que esta combinação de fármacos pode ser responsável por milhares de repetições de ataques cardíacos.
O Dr. Ho referiu que o estudo sublinha a potencial interacção entre o clopidogrel e os medicamentos inibidores da "bomba de protões", sendo que sugere que talvez estes medicamentos não devam ser prescritos habitualmente ou profilaticamente, isto é, preventivamente, a pacientes que estão a tomar aspirina e clopidogrel.
Contudo, alguns médicos aconselham cautela relativamente a estas descobertas. O Dr. Kirk Garratt, do Hospital Lenox Hill, em Nova Iorque, referiu que é necessário ter muito cuidado com este estudo, pois se os médicos deixarem de prescrever inibidores da "bomba de protões" a estes pacientes, poder-se-ão observar mais complicações hemorrágicas. O Dr. Garratt acrescentou que uma grande hemorragia num paciente com doença das artérias coronárias significativa pode facilmente tornar-se fatal.
Isabel Marques
Fontes:
www.reuters.com/article/healthNews/idUSTRE52278420090303
quinta-feira, 5 de março de 2009
Vinho tinto ajuda a prevenir cancro do esófago
A revelação foi feita por cientistas da Califórnia, Estados Unidos, que ao estudar a relação entre o consumo de álcool e o adenocarcinoma de esófago descobriram que as pessoas que bebem um ou dois copos de vinho tinto por dia apresentavam uma redução do risco de 56% da ocorrência de uma lesão pré-cancerígena, chamada de esófago de Barret.
Essa lesão surge quando a parede da região entre o estômago e o esófago sofre alterações celulares devido a contacto constante com o suco gástrico, sendo que esta alteração ocorre em cerca de 5% da população, e aumenta entre 30 e 40 vezes a probabilidade de desenvolvimento do cancro do esófago.
No decorrer do estudo foram acompanhados mais de mil adultos durante dois anos, período no qual foram comparados o consumo de álcool, o tipo de bebida e factores corporais e o aparecimento das lesões esofágicas.
Não foi constatada uma relação entre o consumo de álcool e o aumento do risco de alterações do esófago, sendo que no caso do vinho tinto o efeito foi mesmo directamente o oposto.
Os investigadores acreditam que as propriedades antioxidantes do vinho tinto possam contrabalançar os efeitos prejudiciais do ácido na parede do esófago.
Pedro Santos
http://saude.sapo.pt/artigos/noticias_actualidade/ver.html?id=982734
GlaxoSmithKline procura aprovação de medicamento para o cancro renal
A GSK indicou que o pedido de autorização para comercializar o medicamento foi baseado nos resultados de um estudo com o inibidor de angiogenese como tratamento em pacientes com cancro renal em estado avançado.
O pazopanib, que tem vindo a ser desenvolvido para tratar diversos tipos de tumores, está actualmente a ser analisado em três estudos diferentes, tendo sido submetido um pedido à agência reguladora norte-americana (FDA) para o aprovar como tratamento da doença.
O cancro renal representa cerca de 2% dos cancros em adultos, e afecta uma vez e meia mais os homens do que as mulheres. Os tumores sólidos de rim são, habitualmente, cancerosos, enquanto os quistos do rim (cavidades fechadas, cheias de líquido) geralmente não o são.
Pedro Santos
http://www.firstwordplus.com/Fws.do?articleid=31068C753FF44AB287A3A5F21ED4D284
http://www.manualmerck.net/?url=/artigos/%3Fid%3D158%26cn%3D1229
Dados sugerem que Intrinsa não é efectivo para distúrbio sexual feminino
O Intrinsa é utilizado para o tratamento de mulheres, a quem o útero e os dois ovários foram retirados, quando registam ausência de pensamentos sexuais e desejo sexual, o que lhes causa sofrimento. É utilizado em doentes que já se encontram a tomar um estrogénio (uma hormona sexual feminina).
Os investigadores, que reviram os estudos de avaliação do Intrinsa que envolveram cerca de 4 mil mulheres, levantaram questões relativamente aos critérios de selecção das participantes para o ensaio, sendo que algumas foram diagnosticadas com distúrbio do desejo sexual hipoactivo com base em questionários não verificados.
Os investigadores referiram na “Drug and Therapeutics Bulletin” que ensaios chave envolveram mulheres cuja menopausa foi despoletada por uma histerectomia e que não foram considerados casos envolvendo outras doenças físicas e mentais, que podem contribuir para um baixo desejo sexual.
Os investigadores descobriram também que, enquanto foram relatadas pequenas melhorias do desejo sexual em algumas participantes, um número significativo de mulheres que tomaram placebos também relataram melhoras.
O editor da “Drug and Therapeutics Bulletin”, Ike Iheanacho, comentou que as evidências publicadas até agora são baseadas em mulheres altamente seleccionadas e apenas demonstram pequenas melhorias nos parâmetros sexuais e amplas respostas ao placebo.
Adicionalmente, a maioria dos ensaios do Intrinsa duraram menos de seis meses, com taxas de efeitos secundários de cerca de 75 por cento em dois dos maiores ensaios. A segurança a longo prazo do tratamento é desconhecida, sendo que, por todas estas razões, os investigadores não podem recomendar o Intrinsa para mulheres com esta disfunção sexual.
A Procter & Gamble declarou que o adesivo foi estudado em ensaios envolvendo mais de mil mulheres com menopausa cirúrgica com desejo sexual baixo, o que lhes provoca sofrimento. O Intrinsa demonstrou aumentar significativamente a actividade sexual satisfatória, aumentar o desejo sexual e reduzir o sofrimento associado.
O fabricante declarou ainda que estes resultados foram estatisticamente significativos, em comparação com as mulheres tratadas com placebo, acrescentando que o fármaco foi bem tolerado nos ensaios.
A substância activa do Intrinsa, a testosterona, é uma hormona sexual natural que é produzida nos homens e, em menor extensão, nas mulheres. Níveis baixos de testosterona têm sido associados a um desejo sexual baixo, bem como a pensamentos e excitação sexuais reduzidos.
Nas mulheres cujo útero e ovários foram retirados, a quantidade de testosterona produzida desce para metade. O Intrinsa liberta testosterona através da pele, que entra na circulação sanguínea e assegura níveis de testosterona equiparáveis aos registados antes de o útero e os ovários terem sido retirados.
Isabel Marques
Fontes:
www.firstwordplus.com/Fws.do?articleid=CF112490CD064FE8B938A9EB62388495
www.emea.europa.eu/humandocs/PDFs/EPAR/intrinsa/063406pt1.pdf
quarta-feira, 4 de março de 2009
Vitamina B12 pode prevenir defeitos congénitos graves
Os investigadores relataram na “Pediatrics” que as mulheres com os níveis mais baixos de vitamina B12 apresentavam uma probabilidade cinco vezes maior de terem um bebé com um defeito do tubo neural do que aquelas com os níveis mais elevados.
Os defeitos do tubo neural podem levar a uma incapacidade para toda a vida ou à morte. Os dois defeitos mais comuns são a espinha bífida, na qual a medula espinal e os ossos da coluna não se formam correctamente, e a anencefalia, uma doença fatal na qual o cérebro e os ossos do crânio não se desenvolvem normalmente.
O Dr. James Mills, do Instituto Nacional de Saúde dos Estado Unidos, referiu que o estudo demonstrou que a deficiência de vitamina B12 é um factor de risco de defeitos do tubo neural, independentemente do ácido fólico, outra vitamina B.
Agora muitas mulheres sabem a importância do ácido fólico e tem havido uma diminuição dos defeitos do tubo neural, tendo o Dr. Mills referido que espera que a consciencialização do papel semelhante da vitamina B12 possa reduzir ainda mais os defeitos do tubo neural.
A vitamina B12 é essencial para manter as células nervosas e os glóbulos vermelhos saudáveis. É encontrada na carne, produtos lácteos, ovos, peixe, marisco e cereais fortificados. Também pode ser tomada como um suplemento individual ou multivitamínico.
O Dr. Mills acrescentou ainda que é um ponto absolutamente crucial que as mulheres tenham isto em consideração antes de engravidarem, porque depois de estarem grávidas é possível que seja demasiado tarde.
O desenvolvimento dos eventos envolvidos nestes defeitos congénitos, também chamados defeitos de nascimento, ocorre nas primeiras quatro semanas de gravidez.
O Dr. Mills salientou que as mulheres que não comem carne ou produtos lácteos devem estar particularmente conscientes da necessidade de tomar vitamina B12 suficiente.
O investigador lançou um alerta semelhante para as mulheres com distúrbios intestinais, como doença inflamatória do intestino, que podem impedir a absorção de quantidades suficientes da vitamina.
Os investigadores recomendam que as mulheres tenham os níveis de vitamina B12 acima dos 300 nanogramas por litro antes de engravidarem.
O estudo envolveu cerca de 1 200 mulheres na Irlanda que disponibilizaram amostras de sangue durante o início da gravidez, que foram analisadas para determinar os níveis de vitamina B12.
Isabel Marques
Fontes:
www.reutershealth.com/archive/2009/03/02/eline/links/20090302elin008.html
Probióticos podem ajudar algumas pessoas com fadiga crónica
A co-autora do estudo, a Dra. Birgitta Evengard, do Instituto Karolinska, em Estocolmo, referiu à Reuters Health que vale a pena tentar. A Dra. Evengard referiu que recomenda aos seus pacientes com síndrome de fadiga crónica que experimentem tomar os probióticos testados no estudo e que parem se se começarem a sentir pior, mas que tentem tomá-los durante três semanas se se sentirem melhor ou se não notarem um efeito imediato.
As evidências apontam cada vez mais para a necessidade de um tratamento individualizado para a síndrome de fadiga crónica. A causa desta doença, caracterizada por fadiga debilitante que não melhora com descanso e pode piorar com actividade física e mental, continua desconhecida, apesar de existirem evidências de que possa estar envolvida uma disfunção no sistema neuro-hormonal ou no sistema imunitário.
Dado que existe uma ligação próxima entre os intestinos e o sistema imunitário, assim como o sistema nervoso central, os investigadores decidiram testar se os probióticos, que podem restaurar o equilíbrio normal das bactérias no sistema digestivo, podem ajudar os pacientes com síndrome de fadiga crónica.
Os investigadores primeiro observaram 10 mulheres e cinco homens com síndrome de fadiga crónica que não foram tratados durante duas semanas. Posteriormente, os participantes tomaram dois decilitros de Iogurte Natural Cultura Dophilus, duas vezes por dia, durante quatro semanas, sendo depois seguidos durante mais quatro semanas.
O estudo, publicado na “Nutrition Journal”, revelou que seis dos pacientes relataram melhorias dos sintomas, enquanto um paciente referiu que os sintomas pioraram. Quatro das mulheres relataram uma melhoria da sua saúde física e duas referiram que a saúde mental tinham melhorado no final do estudo. Um homem relatou melhoras da saúde física e outro homem referiu melhoras da saúde mental.
A Dra. Evengard referiu que para alguns pacientes foi uma diferença dramática, acrescentando que o desafio para o futuro será descobrir quem irá ou não beneficiar da utilização de probióticos.
Os probióticos são bactérias amigáveis que fortalecem o maior sistema de defesa do corpo humano, os intestinos, contra reacções inflamatórias, diarreia, stress, doenças infecciosas e acção dos antibióticos. Os probióticos são organismos vivos que, quando ingeridos em concentrações adequadas, são benéficos para a saúde do consumidor.
Isabel Marques
Fontes:
www.reutershealth.com/archive/2009/02/27/eline/links/20090227elin025.html
Cancro colo-rectal: Teste ao sangue permite diagnóstico precoce da doença
A combinação de seis biomarcadores (proteínas existentes no corpo humano), através de uma simples análise ao sangue, pode ser um marco fundamental para a detecção precoce de casos desta que é a principal doença oncológica nos países ocidentais.
A revelação foi feita por uma equipa de investigadores da Roche, no âmbito do Simpósio Internacional sobre Biologia e Utilidade Clínica dos Marcadores Tumorais que decorreu em Barcelona, no passado mês de Fevereiro.
O diagnóstico desta doença é actualmente realizado através da colonoscopia e de testes para pesquisa de sangue oculto nas fezes dos doentes, embora estes testes apresentem algumas limitações devido à baixa sensibilidade, ou por mudanças nos hábitos alimentares do doente. Existem, no entanto, testes mais complexos (FOBT imunológico), que apesar de não estarem incluídos nos habituais exames de rotina, permitem um diagnóstico exacto da doença.
Segundo o estudo agora apresentado, a identificação destes seis biomarcadores no soro do doente garante uma fiabilidade de resultados semelhante aos testes mais avançados, podendo o mesmo ser facilmente utilizado nos exames habituais de rotina, complementado assim a colonoscopia no diagnóstico da doença.
Em Portugal, o cancro colo-rectal atinge cerca de 80 mil Portugueses. Na maioria dos casos, um diagnóstico precoce é fundamental para a cura da doença e para a redução da mortalidade e morbilidade associadas.
No Simpósio Internacional sobre Biologia e Utilidade Clínica dos Marcadores Tumorais, a Roche apresentou ainda outras novidades na área dos marcadores tumorais, nomeadamente em casos de cancro do pulmão e cancro da mama. Ao longo dos anos, a companhia tem vindo a desenvolver tecnologias que permitem a identificação de novos marcadores.
Pedro Santos
Amamentação pode reduzir o risco de síndrome de morte súbita infantil
O estudo, publicado na “Pediatrics”, incluiu 333 bebés que morreram devido à síndrome de morte súbita infantil e 998 bebés de controlo da mesma idade. O objectivo do estudo actual era confirmar que a amamentação está, de facto, relacionada com uma redução do risco de síndrome de morte súbita infantil.
Às duas semanas de vida, 83 por cento dos controlos estavam a ser amamentados, em comparação com apenas 50 por cento dos bebés que sofreram de síndrome de morte súbita infantil. Ao primeiro mês de vida, as taxas correspondentes eram de 72 por cento versus 40 por cento.
A amamentação exclusiva no primeiro mês de vida reduziu o risco de síndrome de morte súbita infantil para metade. A amamentação parcial, neste ponto, também foi associada a uma redução do risco, embora esta possa ter sido uma descoberta casual.
O Dr. M. M. Vennemann, da Universidade de Munique, e colegas revelaram que estes resultados acrescentam evidências que demonstram que a amamentação reduz o risco de síndrome de morte súbita infantil e que esta protecção continua enquanto o bebé for amamentado.
Os investigadores recomendam assim que as mensagens de saúde pública, que se dirigem à redução do risco da síndrome de morte súbita infantil, devem encorajar as mulheres a amamentarem os seus bebés até aos seis meses.
Isabel Marques
Fontes:
www.reuters.com/article/healthNews/idUSTRE5214KG20090302
Parkinson: estrogénio natural protege contra doença
O estrogénio, produzido pelo corpo humano, ajuda a proteger contra a doença de Parkinson, sugere um estudo do Colégio de Medicina Albert Einstein.
Segundo a investigação norte-americana, quanto maior for o período reprodutor da mulher, menor o risco que esta corre de ser diagnosticada com esta doença neurológica.
Rachel Saunders-Pullman, autora do estudo, afirma que os resultados da investigação “sugerem que a exposição prolongada às hormonas endógenas ajuda a proteger as células cerebrais afectadas pela doença de Parkinson”, rematando que a Terapia Hormonal de Substituição “não revelou ter qualquer efeito protector”.
Raquel Garcez
Fonte: http://www.buenasalud.com/news/index.cfm?news_id=24356&mode=browse&fromhome=y
Infarmed retira produto de higiene corporal do mercado
A Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde (Infarmed) ordenou a suspensão imediata da comercialização e a retirada do mercado nacional de todos os lotes do produto Pil-Food, shampoo pH 6, com extracto de milhete, que contenham o conservante “Methyldibromo glutaronitrile”.
Na notificação de carácter urgente, o Infarmed sublinha que é proibido o uso desta substância na formulação de produtos de cosmética e de higiene corporal.
“Advertem-se os consumidores que tenham adquirido ou que estejam a utilizar o produto referido, para se absterem da sua utilização ou a suspenderem e que, caso o detectem no mercado nacional, comuniquem essa situação ao Infarmed”, lê-se no alerta.
Raquel Garcez
Terapia de combinação ajuda a aliviar sintomas da fibromialgia
O Dr. Winfried Häuser, da Clínica Saarbrücken, relatou à Reuters Health que as directrizes alemãs recomendam um tratamento multidimensional para a fibromialgia composto por, pelo menos, dois componentes: educação do paciente ou terapia psicológica e exercício, como terapia de segunda linha, para os pacientes cujos sintomas e restrições na vida quotidiana não são suficientemente reduzidos por uma única terapia, tal como medicação.
Os investigadores, para estudarem a eficácia desta estratégia, examinaram evidências de nove ensaios clínicos de terapia multidimensional envolvendo mais de 1 100 pacientes.
As descobertas, publicadas na “Arthritis and Rheumatism”, demonstraram que o tratamento multidimensional foi superior ao tratamento monodimensional no alívio da dor, humor depressivo e fadiga e na melhoria da condição física.
Contudo, os investigadores descobriram que existem fortes evidências de que os efeitos positivos de uma terapia multidimensional nos sintomas chave da fibromialgia declinam com o tempo.
O seguimento mais prolongado durou 15 meses. Os investigadores concluíram que as estratégias para manter os benefícios do tratamento multidimensional, a longo prazo, necessitam ainda de ser desenvolvidas.
A fibromialgia caracteriza-se por dores, fadiga e dificuldade em dormir. É ainda uma doença algo misteriosa, sem se conhecer uma causa concreta.
Isabel Marques
Fontes:
www.reutershealth.com/archive/2009/03/03/eline/links/20090303elin024.html
terça-feira, 3 de março de 2009
Excesso de álcool pode conduzir a depressão
A pesquisa estudou e acompanhou um grupo de 1055 crianças ao longo de 25 anos.
“Em todas as idades havia uma tendência para o abuso ou dependência de álcool associado a um aumento do risco de depressão”, afirmaram os investigadores.
O estudo descobriu uma percentagem de 19,4% dos participantes, com idades entre os 17 e os 18, como sendo dependentes do álcool, dos quais 18,2% foram diagnosticados com depressão.
“Aqueles que tinham um perfil de abuso ou dependência de álcool tinha uma probabilidade 1,9 maior de desenvolver um perfil depressivo”, acrescentaram os investigadores.
A ligação entre os dois era significativa mesmo após considerar outras causas, tais como o consumo de cannabis e outras drogas ilegais, desemprego ou criminalidade.
“Um aprofundar do estudo sugere que as características depressivas do álcool podem levar a comportamentos depressivos entre aqueles que abusam ou são dependentes da substância”, concluíram os investigadores.
Pedro Santos
http://www.nlm.nih.gov/medlineplus/news/fullstory_81222.html
Infarmed retira lote de vacina do mercado
O alerta foi dado pela Administração Regional de Saúde do Algarve, tendo sido confirmado posteriormente através de análises em laboratório, devido a ter sido detectado um fragmento em suspensão, levando a Autoridade Nacional do Medicamento a retirar o lote do mercado por uma questão de precaução.
O abastecimento normal dos centros de saúde não foi afectado, havendo vacinas disponíveis, adiantou ainda fonte do Infarmed.
Pedro Santos
Fonte: Renascença
Brócolos ajudam a proteger contra a asma
Os investigadores da Universidade da Califórnia, Estados Unidos, acreditam que um composto presente nos brócolos e outros vegetais crucíferos, o sulforafane, pode ajudar a proteger contra inflamações respiratórias responsáveis por certas doenças, como a asma, rinite alérgica ou doença pulmonar obstrutiva crónica (DPOC).
“Este é um dos primeiros estudos a demonstrar que os brócolos têm um efeito biológico potencial na estimulação de uma resposta antioxidante em humanos”, afirmou Marc Riedl, principal investigador do estudo.
O consumo deste tipo de vegetais crucíferos, que engloba ainda o repolho, a couve, couve-flor ou couve-de-bruxelas, pode servir como estratégia em futuros tratamentos para uma variedade de condições respiratórias, segundo os cientistas.
Os brócolos são um alimento rico em cálcio, importante para a formação e manutenção dos ossos e dentes, e uma boa fonte de vitaminas A e C. Também apresenta ácido fólico, selénio e potássio.
Pedro Santos
http://www.upi.com/Health_News/2009/03/02/Broccoli_helps_protect_against_asthma/UPI-92051236013107/
EMEA autoriza comercialização de micro injecção para gripe sazonal
A Sanofi-Aventis anunciou ter recebido autorização de comercialização da Agência Europeia do Medicamento (EMEA) para comercialização da sua nova micro vacina contra a gripe sazonal – a Intanza.
Trata-se da primeira micro injecção intradérmica contra a gripe e foi desenvolvida em colaboração com a Becton Dickinson, empresa especializada em tecnologia de injectáveis.
O produto está aprovado para uso em adultos com 60 e mais anos de idade, especialmente naqueles que correm um risco aumentado de complicações associadas à infecção pelo vírus Influenza, noticia a Reuters.
A vacinação intradérmica envolve a administração de um antigénio na camada de derme da pele, a qual tem uma elevada concentração de células imunitárias especializadas.
Raquel Garcez
Fonte: http://uk.reuters.com/article/rbssHealthcareNews/idUKLQ37345520090226
segunda-feira, 2 de março de 2009
Antidepressivos e terapias psicológicas podem acalmar cólon irritável
Os investigadores relataram, na revista científica “Gut”, que os antidepressivos parecem ajudar a acalmar o cólon irritável independentemente de qualquer melhoria numa depressão coexistente.
O Dr. Alex C. Ford, do Centro Médico da Universidade McMaster, em Hamilton, no Canadá, referiu à Reuters Health que os médicos devem considerar a utilização de antidepressivos para as pessoas que não responderam às outras terapias de primeira linha para a síndrome do cólon irritável, que pode incluir cãibras abdominais, diarreia ou obstipação.
As causas da síndrome do cólon irritável não são claras e tem-se debatido se se deve principalmente a factores psicológicos ou a despoletadores biológicos, ou talvez a uma combinação de ambos.
A equipa de investigadores analisou dados de 32 estudos publicados, sendo que 19 compararam terapias psicológicas, tais como terapia cognitivo-comportamental, terapia de relaxamento e hipnoterapia, a terapia de controlo ou cuidado habitual; 12 compararam antidepressivos a placebo e um comparou conjuntamente terapia psicológica e antidepressivos a placebo.
Os investigadores descobriram que o risco dos sintomas de cólon irritável persistirem com uma terapia com antidepressivos foi reduzido em 34 por cento, em comparação com placebo.
As terapias psicológicas também reduziram semelhantemente o risco de sintomas de cólon irritável persistentes. O Dr. Ford revelou que os dados foram mais robustos com os antidepressivos.
Isabel Marques
Fontes:
www.reutershealth.com/archive/2009/02/27/eline/links/20090227elin008.html
Espanha aprova nova apresentação do Plavix 300mg para Síndrome Coronária Aguda
A Agência Espanhola do Medicamento e Produtos Sanitários (AEMPS) aprovou a comercialização da nova apresentação do Plavix 300mg para uso hospitalar, anunciou a Sanofi-Aventis.
A recomendação da aprovação do Plavix (clopidogrel) 300mg como dose inicial de tratamento em doentes com Síndrome Coronária Aguda (SCA) já havia sido feita quer pela autoridade do medicamento europeia (EMEA), quer norte-americana (FDA).
De acordo com a farmacêutica francesa, “o início precoce do tratamento com 300mg produz uma mais rápida acção do medicamento, resultando numa recuperação do fluxo sanguíneo na artéria ocluída.”
Segundo as diretrizes europeias, o uso de clopidogrel 300mg está indicado para todos os pacientes com síndrome coronária aguda com supradesnivelamento do segmento ST (SCASEST), e síndrome coronária aguda sem supradesnivelamento do segmento ST (SCAEST) seguido por dose de manutenção de 75mg por dia.
Raquel Garcez
Oito medicamentos novos chegam a Portugal em 2009
O mercado nacional do medicamento vai contar com novos fármacos em 2009. Ao todo, são oito tratamentos inovadores em áreas distintas que, vão desde a obesidade à ejaculação precoce, e que vão beneficiar milhões de portugueses, avança o Diário de Notícias.
Uma das novidades esperadas para o primeiro trimestre destina-se a combater o excesso de peso. O orlistato, da GlaxoSmithKline, é o primeiro medicamento para o efeito aprovado na Comissão Europeia. O fármaco reduz a absorção de gordura dos alimentos e poderá beneficiar cerca de quatro milhões de portugueses.
Para o segundo trimestre, está prevista a comercialização de um medicamento para combater a ejaculação precoce. A dapoxetina, da Janssen Cilag, actua como um anti-depressivo, travando a recaptação pelas células nervosas de um neurotransmissor designado serotonina. O objectivo é aumentar o tempo que medeia entre o início da relação sexual e a ejaculação, devendo ser tomado 30 minutos antes.
Aprovado recentemente pela Autoridade Europeia do Medicamento (EMEA), destaca-se um novo anti-depressivo, a agomelatina (Servier). Trata-se de mais uma alternativa para tratar depressões e, em particular, dos casos em que, também, há perturbações do sono.
Outra novidade é o bazedoxifeno, da Wyeth, também aprovado a EMEA e que tem eficácia comprovadan a redução de fracturas em mulheres após a menopausa. A autorização de utilização especial está prevista para Abril.
Para fazer subir o colesterol bom (HDL) e reduzir o mau (LDL) bem como os triglicéridos chega, em breve, ao mercado uma combinação de ácido nicotínico com laropiprant, trata a dislipidemia e é da Merck Sharp & Dohme.
No âmbito das infecções VIH/Sida o protagonista é o maraviroc, da Pfizer, com efeitos muito positivos. Aplica-se, para já, aos casos de VIH multi-resistentes, mas está em estudo o seu alargamento às fases precoces da doença. Este fármaco actua bloqueando um dos receptores de entrada do vírus nas células.
Para fazer frente ao surto da gripe das aves (H5N1) chega-nos a vacina pré-pandémica da GlaxoSmithKline aprovada, em 2008, pela Comissão Europeia. A vacina da irá proteger a população antes de um surto, imunizando contra várias estirpes. A chegada ao País depende de uma decisão de criar uma reserva estratégica.
De referir que, introdução recente no mercado teve um fármaco para a diabetes tipo II - a vildagliptina com cloridrato de metformina já é comparticipada e destina-se a doentes insuficientemente controlados.
Raquel Garcez
Fonte: http://dn.sapo.pt/2009/03/02/centrais/produto_novo_trata_ejaculacao_precoc.html
Descobertas bactérias marinhas que produzem antibióticos inovadores
Pela primeira vez, investigadores noruegueses conseguiram produzir antibióticos completamente novos a partir de bactérias encontradas no mar.
Foram identificadas 11 espécies de bactérias que criam substâncias que aniquilam células cancerígenas e outras três que produzem novos antibióticos, avança o site AlphaGalileo que cita um comunicado conjunto da equipa de cientistas composta por elementos da Norwegian University of Science and Technology (NTNU) e da SINTEF (Foundation for Scientific and Industrial Research at the Norwegian Institute of Technology).
Segundo esclarecem, atrás deste sucesso “reside um longo e penoso processo de rastreio, cultura, isolamento e testes” no entanto, ressalvam, “ainda levará algum tempo para se poder ter a certeza de que o processo vai prosseguir com as fases de produção e comercialização.”
Raquel Garcez
Farmacêuticos pedem saída da bastonária
Existe uma guerra aberta na Ordem dos Farmacêuticos e são vários os dirigentes a pedir a saída da bastonária, Elisabete Faria, adianta o Jornal de Notícias.
Um clima de crispação interna instalou-se na Ordem dos Farmacêuticos. A direcção nacional é acusada pelos dirigentes de Coimbra e do Porto de aprovar decisões de forma ilegítma, revela o jornal.
A destituição da bastonária é requerida por vários dirigentes, por considerarem que não está legitimada democraticamente e que a direcção nacional tem aprovado ilegalmente uma série de medidas. Direcção esta que, denunciam, se resume a metade dos elementos que os estatutos definem.
Alterações estatutárias, mudanças no regime da carteira profissional, venda da sede nacional e o aumento de quotas são algumas das decisões que têm vindo a ser tomadas na OF e que geram o discórdia.
Batel Marques, dirigente de Coimbra, fala em "situação calamitosa" na OF, que se encontra "sem estratégia política". É "inadmissível", diz, tendo em conta que se trata de "uma instituição de utilidade pública, com poderes delegados pelo Estado de regulação da classe".
Elisabete Faria disse desconhecer as cartas pedindo eleições e escusou-se a comentar "questões internas" da Ordem.
Raquel Garcez
Fonte: Jornal de Notícias
Sprays nasais podem despoletar enxaquecas
A Dr. Jitka Pokladnikova, da Universidade Charles, em Praga, e colegas reviram a base de dados global da Organização Mundial de Saúde (OMS), e outras fontes, e descobriram um grupo inesperado de 38 casos de enxaquecas suspeitas de estarem relacionadas com a utilização de corticosteróides intranasais.
Os corticosteróides intranasais sob suspeita incluem seis fármacos diferentes: fluticasona, beclometasona, budesonida, mometasona, flunisolida e triancinolona. Os investigadores relataram, na “Cephalalgia”, que em 24 casos o corticosteróide intranasal foi o único fármaco utilizado.
A reexposição ao corticosteróide intranasal levou a uma reincidência da enxaqueca em oito pacientes. Nenhum dos fármacos excedeu a dose máxima diária recomendada em qualquer caso relatado.
Nos 16 relatórios onde o tempo até ao despoletar foi registado, a enxaqueca desenvolveu-se no início do tratamento com corticosteróide intranasal em 12 casos, à volta dos quatro primeiros dias.
Uma associação entre a rinite alérgica e a enxaqueca já tinha sido estabelecida, mas as novas descobertas sugerem que, adicionalmente, os corticosteróides intranasais podem provocar ou pior a enxaqueca ou as dores de cabeça.
Isabel Marques
Fontes:
www.reutershealth.com/archive/2009/03/02/eline/links/20090302elin025.html
Grávidas não devem comer por dois
O Dr. Robert Kushner, do Centro de Obesidade de Northwestern e da Universidade de Northwestern, referiu que as mulheres grávidas têm sempre estado fora de alcance, pois as pessoas têm tido sempre receio de intervir na gravidez, porque temem causar danos. Os investigadores estão a descobrir que ao não se fazer nada, provavelmente está-se a fazer ainda pior.
O Dr. Alan Peaceman, co-director do programa sobre obesidade na gravidez, salientou que novas evidências indicam que o ganho excessivo de peso durante a gravidez afecta o ambiente intra-uterino e activa determinados genes no feto, o que pode resultar em obesidade infantil e diabetes.
O Dr. Peaceman referiu que não é só o facto das crianças ganharem peso por adquirirem os hábitos alimentares dos pais, mas também porque o seu risco de obesidade é programado antes de nascerem.
A maioria das mulheres não têm aconselhamento nutricional durante a gravidez e, caso tenham, é relativamente superficial. O objectivo não é tentar que as grávidas percam peso, mas sim tentar que ganhem peso apropriadamente. Algumas mulheres que têm excesso de peso não precisam sequer de ganhar qualquer peso.
O aumento excessivo de peso também compromete a saúde da mãe, aumentando o seu risco de diabetes e doença cardiovascular.
Isabel Marques
Fontes:
www.upi.com/Health_News/2009/03/02/Moms-to-be_dont_have_to_eat_for_two/UPI-75531236014976/
Vacina da varíola ajuda a combater gripe das aves
Uma variante do vírus H5N1, detectada no Vietname, é utilizada na nova vacina experimental contra a gripe das aves, tendo os testes iniciais da mesma, realizados em ratos, demonstrado a sua eficácia.
“A vacina produz anticorpos de H5N1 e a velocidade da resposta imunitária foi muito mais rápida que a Sanofi”, explicou Malik Peiris, microbiologista e perito em gripe das aves, da Universidade de Hong Kong, referindo-se à Sanofi-Aventis´s, vacina contra a gripe das aves aprovada para utilização em humanos nos Estados Unidos.
Desde 2003 que o vírus da gripe das aves já infectou 408 pessoas em 15 países, tendo provocado a morte a pelo menos 254 pessoas. Milhões de aves em todo o mundo foram abatidas devido ao vírus, já detectado em 61 países da Ásia, Médio Oriente, Europa e África.
A varíola foi erradicada do mundo em 1979, esperando os especialistas que a nova vacina contra o H5N1 possa utilizar as suas vantagens para combater o novo vírus. Com um custo de produção muito baixo e sem necessidade de laboratórios sofisticados e um prazo de validade elevado, a vacina pode ser desenvolvida em países com menos recursos.
Pedro Santos
fonte: Agência Lusa
Vacina contra o cancro: mito ou verdade?
Segundo informações divulgadas, o Grupo Genoa Biotecnologia, do Hospital Sírio Libanês, desenvolveu uma vacina que é 80% eficaz no combate ao cancro, tanto no estádio inicial da doença como em fases mais avançadas.
A vacina é fabricada com um pequeno pedaço do tumor do próprio paciente, sendo que em 30 dias está pronta e é enviada para o médico oncologista do paciente.
A origem da notícia remonta para 2001, quando foi desenvolvido um projecto denominado por Vacinas Terapêuticas com Células Híbridas Tumorais-Dendríticas para o Cancro Metastático, de forma a avaliar o benefício do uso de vacinas baseadas na fusão de células tumorais e células dendríticas em pacientes com carcinoma renal e melanoma metastático.
O projecto foi aprovado e as vacinas foram desenvolvidas no Laboratório de Patologia Cirúrgica e Molecular. São individualizadas, sendo utilizado um fragmento de tumor do próprio paciente para produção de doses exclusivas.
Os resultados do projecto inicial foram bastante promissores, tendo mesmo sido publicados na revista Cancer Immunology Immunotherapy em Setembro de 2004. Estas vacinas não substituem a Radioterapia e a Quimioterapia, mas podem contribuir como tratamento adjuvante, dado o seu papel na estimulação do sistema imunitário.
Nos pacientes que tomaram no mínimo três doses, verificou-se a estabilização de 80% dos casos por períodos que variaram de 4 a 20 meses.
O Grupo Genoa Biotecnologia tem vindo a desenvolver projectos experimentais para o tratamento adjuvante com uma vacina de células dendríticas cuja inclusão nesses programas depende da análise do médico oncologista do paciente.
Pedro Santos
http://saude.sapo.pt/prevenir/artigos/geral/saude/ver.html?id=912850
Transtorno de Ansiedade: FDA requer mais informações sobre o fármaco Seroquel XR
A AstraZeneca já reagiu ao pedido da FDA, indicando que irá rever as propostas da entidade reguladora. A farmacêutica indicou ainda que um painel da FDA irá reunir-se no próximo dia 8 de Abril para avaliar a segurança e eficácia do medicamento como tratamento do transtorno de ansiedade e transtorno depressivo maior.
O transtorno de ansiedade generalizada é uma preocupação ou ansiedade excessivas, ou com motivos injustificáveis ou desproporcionais ao nível de ansiedade observado. Para a realização do diagnóstico de ansiedade generalizada é preciso que outros transtornos de ansiedade, como o pânico e a fobia social, tenham sido descartados.
É necessário que essa ansiedade excessiva dure por mais de seis meses continuamente, sendo diferenciada da ansiedade normal.
As medicações, como os tranquilizantes benzodiazepínicos ou a buspirona são eficazes, assim como os antidepressivos. Para além das medicações, terapias também proporcionam bons resultados sendo muitas vezes recomendada a combinação de ambas as técnicas. A terapia cognitivo-comportamental é a que mais vem sendo estudada com bons resultados demonstrados.
Pedro Santos
http://www.firstwordplus.com/Fws.do?articleid=EF0E8B0647FA4135A5CCDBD1B7DBA6E6
http://pt.shvoong.com/medicine-and-health/1657787-psiquiatria-trastorno-da-ansiedade-generalizada/
Novas considerações relativas à pressão sanguínea e ao risco cardiovascular
O estudo, publicado na “Circulation”, descobriu que as pessoas com uma pressão sanguínea diastólica inferior a 70 mmHg juntamente com uma pressão sanguínea sistólica elevada apresentam um maior risco de ataque cardíaco e acidente vascular cerebral (AVC), em relação ao indicado por valores elevados da pressão sanguínea sistólica isoladamente.
O Dr. Stanley Franklin e colegas do Programa de Prevenção de Doenças Cardíacas da Universidade da Califórnia, em Irvine, trabalhando em conjunto com investigadores do Estudo do Coração de Framingham, reviram dados relativos à pressão sanguínea de 9 657 participantes deste estudo que não receberam medicação para a pressão sanguínea.
O Dr. Franklin explicou que o risco associado à pressão sanguínea diastólica baixa apenas ocorre quando a pressão sistólica está elevada. Esta combinação pode indicar um aumento do endurecimento das artérias, um forte factor de risco cardiovascular.
O investigador salientou que um valor da pressão diastólica abaixo de 70 mmHg combinado com um valor da pressão sistólica inferior a 120 mmHg indica valores normais, sem a existência de risco cardiovascular acrescido.
Isabel Marques
Fontes:
www.upi.com/Health_News/2009/02/26/New_blood_pressure_consideration_advised/UPI-86221235681104/
Estrogénio natural pode ajudar a proteger o cérebro
O estudo descobriu que as mulheres com uma vida fértil de mais de 39 anos tinham um risco 25 por cento menor de desenvolver Parkinson do que as mulheres com uma vida fértil abaixo de 33 anos.
Contudo, a autora principal, a Dra. Rachel Saunders-Pullman, da Faculdade de Medicina Albert Einstein, da Universidade Yeshiva, em Nova Iorque, referiu que os investigadores salientaram que apenas a exposição prolongada às hormonas produzidas pelo próprio organismo da mulher estava possivelmente a proteger as células cerebrais afectadas pela Doença de Parkinson.
A Dra. Saunders-Pullman referiu que, no geral, as descobertas poderiam levar a que se assuma que uma terapia hormonal faria sentido como agente neuroprotector. Contudo, os investigadores também descobriram que as mulheres que estavam a tomar terapia hormonal não apresentaram um risco mais reduzido de desenvolver Parkinson.
Assim, os dados não apoiam um tratamento com hormonas exógenas, ou seja, hormonas que têm origem fora do organismo, para prevenir a Doença de Parkinson.
A análise dos registos de saúde, de um estudo da Iniciativa para Saúde das Mulheres, de 73 973 mulheres a passarem por uma menopausa natural também descobriu que as mulheres que tiveram quatro ou mais gravidezes tinham uma probabilidade 20 por cento maior de desenvolver Parkinson do que aquelas que estiveram grávidas três ou menos vezes.
Isabel Marques
Fontes:
www.upi.com/Health_News/2009/02/26/Natural_estrogen_may_protect_brain/UPI-23301235692613/
domingo, 1 de março de 2009
Novo fármaco pode melhorar locomoção de pacientes com esclerose múltipla
O Dr. Andrew D. Goodman, do Centro Médico da Universidade de Rochester, em Nova Iorque, concluiu que a melhoria funcional observada com a fampridina foi associada a uma redução da incapacidade de andar relatada pelos pacientes, sendo um benefício terapêutico clinicamente significativo.
O estudo, publicado na “The Lancet”, incluiu 301 pacientes, com qualquer forma de esclerose múltipla, que receberam aleatoriamente fampridina ou placebo diariamente durante 14 semanas. O estudo focou-se principalmente no tempo que os pacientes demoravam a caminhar cerca de 8 metros.
Trinta e cinco por cento dos pacientes que receberam fampridina caminharam mais depressa após terem recebido o fármaco do que antes do tratamento. Em contraste, apenas 8 por cento dos participantes no grupo do placebo demonstraram uma melhoria no tempo de caminhar.
Além disso, entre aqueles que apresentaram progressos, a média de melhoria na velocidade de andamento foi maior com a fampridina do que com o placebo: 25, 2 por cento contra 4,7 por cento.
Foram observados oito possíveis efeitos secundários relacionados com o tratamento com fampridina. Pensa-se que dois efeitos graves, convulsões e ansiedade severa, possam estar relacionados com o fármaco, embora investigações posteriores tenham sugerido que estes problemas podem ser resolvidos através de uma redução da dosagem.
A esclerose múltipla é uma doença do sistema nervoso provocada pela danificação do revestimento que protege as células nervosas. A doença afecta 2,5 milhões de pessoas globalmente e pode provocar queixas ligeiras em algumas pessoas e incapacidade permanente noutras. Os sintomas incluem entorpecimento ou fraqueza dos membros, perda de visão e uma dificuldades de locomoção.
Os estudos epidemiológicos apontam para a existência de 450 mil pessoas com esclerose múltipla só na Europa, sendo a incidência maior nos países nórdicos. Estima-se que o número de doentes em Portugal seja da ordem dos 5 mil.
Isabel Marques
Fontes:
www.reutershealth.com/archive/2009/02/27/eline/links/20090227elin007.html
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
Risco de coágulos sanguíneos ligados a voos de longa duração
O Dr. Steen Kristensen, vice-presidente da SEC, referiu que os voos de longa distância estão associados a um aumento da trombose venosa profunda, que em alguns casos pode levar a uma embolia pulmonar (coágulos nos pulmões).
As pessoas que estão imobilizadas, grávidas, a tomar contraceptivos orais ou já tiveram uma trombose venosa no passado estão particularmente em risco. Para minimizar este risco é importante beber muitas bebidas não alcoólicas e andar, ou fazer algum exercício, antes e durante o voo. A utilização de meias de compressão é uma forma importante para alguns viajantes prevenirem a trombose venosa profunda.
Uma revisão da revista médica “The Lancet” sugere que o risco de tromboembolismo venoso aumenta quando a duração do voo excede as quatro horas. Este risco acrescido está relacionado com a imobilidade, desidratação e oxigénio reduzido na cabine, assim como a factores de risco individuais, tais como obesidade, cirurgia recente e predisposições para trombose.
O porta-voz da SEC, Kurt Huber, referiu que as pessoas com tendência para risco tromboembólico são aquelas com historial de trombose ou embolismo pulmonar, assim como aquelas com historial de ataque cardíaco, acidente vascular cerebral (AVC), insuficiência cardíaca, fibrilhação auricular e imobilização física.
As pessoas saudáveis que podem desenvolver problemas trombóticos em voos de longa distancia são as mulheres grávidas, as mulheres que tomam contraceptivos orais e os idosos.
Isabel Marques
Fontes:
www.upi.com/Health_News/2009/02/25/Blood_clot_risk_linked_to_long-haul_flight/UPI-84701235615350/
Reduzir a pressão sanguínea beneficia pacientes em diálise
O estudo, publicado na “The Lancet”, também revelou que o tratamento com fármacos para baixar a pressão sanguínea deve ser considerado regularmente para os pacientes que se submetem a diálise.
O Dr. Vlado Perkovic, do Instituto George para Saúde Internacional em Sidney, na Austrália, referiu que as pessoas que se submetem a diálise, devido a doença renal crónica, estão em elevado risco de eventos cardiovasculares e morte.
Todos os anos entre 10 e 20 por cento dos pacientes em diálise morrem, sendo que cerca de metade destas mortes se deve a causas cardiovasculares.
O Dr. Perkovic e colegas reviram sistematicamente oito ensaios aleatórios que avaliaram o efeito de baixar a pressão sanguínea em 1 679 pacientes adultos em diálise e que envolveram 495 eventos cardiovasculares.
No geral, as descobertas demonstraram que o tratamento com fármacos para baixar a pressão sanguínea foi associado a uma redução do risco das complicações cardiovasculares, da mortalidade por todas as causas e das mortes cardiovasculares, em comparação com os pacientes de controlo.
Isabel Marques
Fontes:
www.upi.com/Health_News/2009/02/26/Low_blood_pressure_aids_dialysis_patients/UPI-12721235625712/
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
Fármaco para náusea ajuda a combater sintomas de abstinência de opióides
Investigadores norte-americanos concluíram que o tratamento com o fármaco ondansetrom – indicado para amenizar a naúsea decorrente da quimioterapia - pode ajudar a diminuir os sintomas de abstinência nos dependentes de morfina, oxicodona e outros fármacos opióides.
A equipa analisou, em ratos e em humanos, de que forma o ondansetrom poderia aliviar os sintomas de abstinência associada aos opiáceos.
Segundo revela o estudo publicado na revista «Pharmacogenetics and Genomics», e divulgado pela Reuters Health, os resultados indicaram que o tratamento com fármacos como o ondansetrom "pode fornecer parte da solução para problemas de saúde pública significativos associados à utilização de opióides".
Na análise que envolveu humanos, os investigadores constataram que oito voluntários saudáveis do sexo masculino - pré-tratados com placebo ou ondansetrom antes de receberem morfina, seguida de naloxona - os sintomas de abstinência foram significativamente reduzidos nos participantes que receberam ondansetrom.
Raquel Garcez
Fonte: http://www.reutershealth.com/en/index.html
http://www.buenasalud.com/news/index.cfm?news_id=24311&mode=browse
http://www.sciencedaily.com/releases/2009/02/090217212255.htm
EMEA recomenda nova contra-indicação para aliscireno
Fármaco Razilez® encontra-se comercializado no mercado português
A Agência Europeia de Medicamentos (EMEA) recomendou a inclusão de uma nova contra-indicação no folheto informativo dos medicamentos que contêm aliscireno, adverte o Infarmed em circular informativa.
A EMEA determina que esta substância não deve ser utilizada em doentes que tenham tido angioedema (inchaço dos tecidos subcutâneos), aquando de administrações anteriores de aliscireno.
O aliscireno está autorizado na União Europeia desde Agosto de 2007 para o tratamento de hipertensão arterial essencial (pressão arterial elevada sem causa identificável), sob a denominação de Rasilez®, Enviage®, Sprimeo®, Tekturna® e Riprazo®. O fármaco Razilez® encontra-se comercializado no mercado português.
A agência europeia recomenda, também, a inclusão de uma advertência relativa à necessidade de interromper o tratamento e procurar aconselhamento médico, caso os doentes desenvolvam sinais de angioedema.
De acordo com a nota do Infarmed, na sequência da notificação de casos de angioedema ou reacções semelhantes com medicamentos contendo aliscireno, o Comité de Medicamentos para Uso Humano da EMEA (CHMP) concluiu, após avaliação dos dados disponíveis, que o benefício dos medicamentos com aliscireno no tratamento da hipertensão essencial continua a suplantar os riscos, embora o angioedema possa ocorrer como um efeito secundário raro e grave associado a estes medicamentos.
O aliscireno está também autorizado em associação com a hidroclorotiazida, com a denominação de Rasilez HCT. Esta contra-indicação e advertência já estão contempladas no RCM e no FI deste medicamento.
Raquel Garcez
Fonte: http://www.infarmed.pt/portal/page/portal/INFARMED/MAIS_ALERTAS/DETALHE_ALERTA?itemid=1300918
CE analisa dossier sobre farmácias privadas nos hospitais
A Comissão Europeia (CE) compromete-se a enviar uma resposta “no prazo de seis semanas” às dúvidas levantadas pela Ordem dos Farmacêuticos (OF) em relação à abertura de farmácias privadas nos hospitais.
A OF defende que a abertura de farmácias nos hospitais “coloca em causa a viabilidade económico-financeira das restantes farmácias comunitárias, correndo-se o risco de se verificar um encerramento forçado de centenas destas unidades.”
A carta enviada pela OF ao presidente da CE, José Manuel Durão Barroso, “levanta questões que requerem um exame pormenorizado actualmente em curso”, esclarece a Ordem no seu site.
Na opinião da OF, a abertura de farmácias privadas nos hospitais “coloca em causa a viabilidade económico-financeira das restantes farmácias comunitárias, correndo-se o risco de se verificar um encerramento forçado de centenas destas unidades.”
Raquel Garcez
Fonte:
http://www.ordemfarmaceuticos.pt/scid/ofWebInst/defaultArticleViewOne.asp?categoryID=1492&articleID=2641
Farmacêuticos entre os profissionais que os portugueses mais confiam
Os farmacêuticos estão entre as profissões que os portugueses mais confiam, revela o estudo “European Trusted Brands” realizado pela revista Reader´s Digest. A classe é apenas superada pelos bombeiros e pilotos de aviação.Nove em cada dez pessoas inquiridas apontou o farmacêutico como o profissional de preferência, avança o site da Ordem dos Médicos com base no estudo efectuado anualmente pela revista Reader´s Digest aos seus 10.500 assinantes.
Numa lista de 20 profissões, sobressaem como “as mais confiáveis” as ligadas à área da Saúde, assumindo os farmacêuticos, enfermeiros e médicos, a terceira, quarta e quinta posições, respectivamente.
O inquérito – realizado desde 2000 - avalia as marcas e profissões em que as populações de 16 países europeus mais confiam e tem uma margem de erro de 3,4%.
Raquel Garcez
Fonte: http://www.ordemfarmaceuticos.pt/scid/ofWebInst/defaultArticleViewOne.asp?categoryID=1492&articleID=2640
Gene anti-cancerígeno descoberto
Segundo a equipa de cientistas, “desligar” o gene pode levar ao cancro. Os investigadores utilizaram um tipo de gene que é bastante similar em todas as espécies, desde moscas a humanos.
Os cientistas afirmaram que em ratos, a perda deste tipo de genes causava cancro do cólon. As pessoas com este tipo de cancro têm frequentemente uma elevada inactividade do gene (ATOH1), afirmaram os investigadores. Através de laboratório eles conseguiam reactivar o gene nas células cancerígenas do cólon.
As células do tumor pararam de crescer e “suicidaram-se", a partir do momento em que os cientistas eram capazes de activar o gene com um simples químico, um facto que abre a possibilidade para que futuramente talvez seja possível voltar a reactivar o gene em pacientes.
Pedro Santos
http://www.upi.com/Health_News/2009/02/25/Anti-cancer_gene_discovered/UPI-28391235589713/
Vitaminas B reduzem risco de Degenerescência Macular da Idade
O Dr. William G. Christen, do Hospital Brigham e de Mulheres e da Faculdade de Medicina da Universidade de Harvard, em Boston, e colegas conduziram um ensaio clínico aleatório envolvendo 5 442 mulheres com 40 anos ou mais que já sofriam de doença cardíaca ou, pelo menos, apresentavam três factores de risco.
Do total de mulheres, 5 205 não sofriam de DMI no início do estudo. Em Abril de 1998, estas mulheres receberam aleatoriamente placebo ou uma combinação de ácido fólico (2,5 miligramas por dia), hidrocloreto de piridoxina, ou seja, vitamina B6 (50 miligramas por dia), e cianocobalamina, uma forma sintética de vitamina B12 (1 miligrama por dia).
As participantes continuaram a terapia até Julho de 2005 e foram seguidas relativamente ao desenvolvimento da DMI até Novembro de 2005.
Durante uma média de 7,3 anos de tratamento e seguimento, foram documentados 137 novos casos de DMI, incluindo 70 casos que foram visualmente significativos, resultando numa acuidade visual de 20/30 ou pior.
As mulheres que tomaram os suplementos apresentaram um risco 34 por cento menor de qualquer Degenerescência Macular relacionada com a Idade e um risco 41 por cento menor de DMI visualmente significativa.
Os autores do estudo referiram que o efeito benéfico do tratamento começou a emergir aproximadamente após dois anos e persistiu ao longo do estudo.
A DMI é uma doença degenerativa da retina que afecta a mácula, a parte central da retina, responsável pela visão nítida e focada das formas e das cores. Como o próprio nome indica, está relacionada com a idade e começa a surgir depois dos 50 anos.
Em Portugal, estima-se que cerca de 45 mil pessoas entre os 50 e os 59 anos tenham DMI. Este número sobe para perto de 100 mil afectados entre os 60 e os 69 anos e para quase 300 mil acima dos 70 anos.
Isabel Marques
Fontes:
www.upi.com/Health_News/2009/02/25/B_vitamins_reduce_macular_degeneration/UPI-62671235539499/
http://medicosdeportugal.saude.sapo.pt/action/2/cnt_id/859/
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009
Primeiro tratamento para a obstipação induzida por opióides disponível em Portugal
O Relistor já havia sido aprovado pela Agência Europeia do Medicamento (EMEA) a 1 em Julho de 2008, encontrando-se disponível em Portugal desde Janeiro de 2009. Consiste numa terapêutica inovadora que vem responder a uma necessidade no tratamento da obstipação induzida por opióides (OIO) em pacientes com a doença em estado avançado, submetidos a cuidados paliativos, quando a resposta à terapêutica usual com laxantes não foi suficiente, permitindo a optimização da terapêutica opióide instituída.
A forma de tratamento actual da OIO baseia-se na utilização de laxantes orais, normalmente prescritos no início da terapêutica com opióides. No entanto existe uma percentagem destes doentes que são refractários a esta terapêutica, podendo a obstipação originar a necessidade de terapêuticas mais agressivas, como os enemas e a desimpactação manual, intervenções que comprometem a dignidade do doente, bem como a sua qualidade de vida.
O racional para o desenvolvimento de Relistor baseia-se no facto da obstipação crónica ser um efeito secundário observado em 40-70% dos doentes tratados com analgésicos opióides, prescritos com regularidade na dor moderada a severa em muitas patologias. Estão, ainda, associados a outros efeitos secundários, tais como náuseas, vómitos, sonolência e prurido.
O Relistor tem como substância activa brometo de metilnaltrexona, encontra-se disponível na forma de solução injectável de 12 mg (0,6 ml) de brometo de metilnaltrexona. Estando sujeito a receita médica, o medicamento está indicado no tratamento da OIO em doentes com doença avançada, submetidos a cuidados paliativos, quando a resposta à terapêutica usual com laxantes não foi suficiente.
Pedro Santos
Estudo: Apenas o exercício ajuda a prevenir problemas lombares
O Dr. Stanley J. Bigos, da Universidade de Washington, referiu que evidências fortes e consistentes revelam que muitos métodos populares de prevenção falham, enquanto o exercício tem um impacto significativo, tanto em termos de prevenção dos sintomas como na redução das dores lombares relacionadas como o trabalho.
Intervenções passivas, tais como cintos lombares e palmilhas no sapato, parecem não actuar e oito ensaios descobriram que as intervenções ergonómicas, desde reduzir o levantamento de objectos a sessões de treino ergonómico, foram ineficazes na prevenção dos problemas de costas.
A revisão, publicada na “The Spine Journal”, descobriu que 20 ensaios controlados eram de elevada qualidade e sete dos oito ensaios de elevada qualidade, promovendo diversos programas de exercício, revelaram-se efectivos, mas outros métodos comuns e populares falharam, incluindo intervenções educacionais ergonómicas, suportes lombares, palmilhas no sapato e gestão do stress.
Contudo, um dos autores, o Dr. John Holland, referiu que a revisão não desacredita as inovações ergonómicas populares, que podem aumentar a produtividade, qualidade do produto e conforto no trabalho, sendo que existem muitas razões pelas quais a investigação deve continuar.
Isabel Marques
Fontes:
www.upi.com/Health_News/2009/02/23/Only_exercise_helps_lower-back_problems/UPI-84701235433444/
Estudo encontra ligação entre infertilidade masculina e cancro testicular
A descoberta sugere uma causa comum para ambos os problemas, talvez erros na forma como o organismo tenta reparar os danos do material genético ou factores ambientais.
Os investigadores relataram na “Archives of Internal Medicine” que, enquanto a relação infertilidade-cancro foi encontrada na Europa, o novo estudo, que analisou mais de 22 mil homens da Califórnia, é a maior investigação dos Estados Unidos até agora.
O Dr. Thomas Walsh e colegas da Universidade da Califórnia, em San Francisco, referiram que os homens do estudo foram avaliados em centros de tratamento para a infertilidade. Aqueles que revelaram ser inférteis tinham uma probabilidade 2,8 vezes maior de desenvolver cancro testicular, em relação à população geral.
O Dr. Walsh, agora na Faculdade de Medicina da Universidade de Washington, em Seattle, referiu que os investigadores não acreditam que o tratamento para a infertilidade seja a raiz do problema, pois os homens não se submetem a cirurgia, nem tomam fármacos para a infertilidade.
Os investigadores referiram que uma explicação mais plausível é que uma exposição comum está por detrás da infertilidade e do cancro testicular. Estudos anteriores sugerem que determinadas formas graves de infertilidade masculina estão associadas a uma defeituosa reparação do ADN, o que também está associado a um desenvolvimento de tumores.
Adicionalmente, outras investigações têm sugerido uma interacção envolvendo os factores genéticos e os ambientais.
Durante os últimos 30 a 50 anos, tem havido um aumento notável e continuado da incidência de cancros testiculares, especialmente nos países escandinavos.
Durante o mesmo período existem evidências de um declínio da qualidade do sémen e da fertilidade nos países industrializados. Contudo, ainda não é claro se estas duas tendências são independentes ou se estão relacionadas uma com a outra.
Isabel Marques
Fontes:
www.reuters.com/article/healthNews/idUSTRE51M70D20090223
Cálcio associado a um menor risco de cancro
O Dr. Yikyung Park, do Instituto Nacional do Cancro, em Bethesda, e colegas analisaram dados de 293 907 homens e 198 903 mulheres que participaram num estudo sobre saúde e dieta alimentar.
Os participantes responderam a um questionário sobre os hábitos alimentares, quando iniciaram o estudo entre 1995 e 1996, relatando as quantidades e a frequência com que consumiam produtos lácteos e outros alimentos. Os dados foram então relacionados com os registos estatais oncológicos para identificar novos casos de cancro em 2003.
O estudo, publicado na “Archives of Internal Medicine”, descobriu que, após uma média de sete anos de seguimento, 36 965 casos de cancro foram identificados em homens e 16 605 em mulheres.
Os autores do estudo referiram que, tanto nos homens como nas mulheres, a ingestão de alimentos lácteos e de cálcio estava inversamente associada aos cancros do sistema digestivo.
Um quinto dos homens que consumiram a maior quantidade de cálcio através de alimentos ou suplementos, cerca de 1 530 miligramas por dia, tinham um risco 16 por cento menor de sofrerem destes tipos de cancros do que um quinto que consumiu a menor quantidade, 526 miligramas por dia.
Para as mulheres, um quinto das que consumiram a maior quantidade de cálcio, 1 881 miligramas por dia, apresentaram um risco 23 por cento menor do que um quinto daquelas que consumiram a menor quantidade, 494 miligramas por dia.
Isabel Marques
Fontes:
www.upi.com/Health_News/2009/02/24/Calcium_linked_to_less_cancer_risk/UPI-96851235454882/
Estatinas podem ajudar a regenerar músculo cardíaco
Num artigo, publicado na “Circulation Research”, os investigadores da Universidade de Buffalo relataram que a pravastatina mobiliza as células sanguíneas progenitoras, células produzidas na medula óssea que são capazes de se transformar em muitos tipos diferentes de células, sendo que estas se infiltram no coração e se desenvolvem em células musculares do coração, ou miócitos, melhorando a função cardíaca.
A investigação, desenvolvida no Centro de Investigação em Medicina Cardiovascular, da Universidade de Buffalo, utilizou um modelo suíno de hibernação miocárdica para este estudo.
O autor principal, o Dr. Gen Suzuki, referiu que é bem-vinda a descoberta de que um fármaco com um excelente perfil de segurança, utilizado amplamente para diminuir o colesterol, é efectivo em melhorar a função cardíaca na hibernação miocárdica.
O investigador acrescentou que estes dados fornecem uma nova estratégia para tratar os pacientes com insuficiência cardíaca isquémica que não são candidatos a cirurgia de “bypass” da artéria coronária por enxerto ou a angioplastia coronária com balão.
A pravastatina aumentou o número de células progenitoras na medula óssea em proporção à dose do fármaco e isto ocorreu em apenas cinco semanas após o tratamento com pravastatina em animais.
Isabel Marques
Fontes:
www.upi.com/Health_News/2009/02/23/Statins_may_regenerate_heart_muscle/UPI-29771235424528/
Epilepsia: FDA alerta que zonisamida pode provocar distúrbio sanguíneo
A doença, denominada acidose metabólica, pode incluir uma variedade de sintomas, tais como fadiga, anorexia, batimentos cardíacos irregulares ou letargia.
Com o tempo, esta doença pode provocar problemas renais e ósseos, sendo que a doença parece ser pior e mais frequente nos pacientes mais jovens, acrescentou a FDA.
A agência aconselha que os médicos testem o sangue dos pacientes antes de utilizarem o fármaco, comercializado como Zonegran pela Eisai Co Ltd, e posteriormente de forma periódica durante o tratamento, mesmo se estes não apresentarem sintomas.
A acidose metabólica é uma acidez excessiva do sangue caracterizada por uma concentração anormalmente baixa de bicarbonato no sangue.
Quando um aumento do ácido ultrapassa o sistema de amortecimento do pH do corpo, o sangue pode acidificar-se. Quando o pH do sangue diminui, a respiração torna-se mais profunda e mais rápida, porque o corpo tenta libertar o sangue do excesso de ácido diminuindo o volume do anidrido carbónico.
Finalmente, também os rins tentam compensá-lo por meio da excreção de uma maior quantidade de ácido na urina. Contudo, ambos os mecanismos podem ser ultrapassados se o corpo continuar a produzir demasiado ácido, o que conduz a uma acidose grave e finalmente ao coma.
Isabel Marques
Fontes:
www.reutershealth.com/archive/2009/02/23/eline/links/20090223elin017.html
terça-feira, 24 de fevereiro de 2009
Primeira vacina intradérmica contra a gripe
Este novo tipo de vacinação consiste numa técnica de fácil administração na derme, tendo a vantagem de ser necessário uma menor quantidade de produto, espalhando-se no organismo de uma forma muito mais rápida, aperfeiçoando a aplicação e os efeitos da vacina através de melhores resultados.
Comparativamente à vacina da gripe clássica, a micro-injecção intradérmica demonstrou ter um nível superior de resposta imunitária contra todas as estirpes de gripe testadas em indivíduos com mais de 60 anos de idade.
Pedro Santos
http://saude.sapo.pt/prevenir/artigos/geral/saude/avancos_medicos/ver.html?id=897677
Dieta mediterrânea pode prevenir spina bífida
A equipa de cientistas holandeses descobriu que as mulheres que comiam mais frutos, vegetais, óleos saudáveis, peixe e cereais tinham uma probabilidade menor de dar à luz um bebé com spina bífida, uma malformação congénita do tubo neural que resulta de uma falha na formação das vértebras na coluna do feto, falha essa que, abrindo e tornando vulnerável o seu interior, provoca danos, por vezes graves, no sistema nervoso central.
Suplementação através de ácidos fólicos já havia demonstrado que prevenia deficiências no nascimento dos bebés em casos onde as cordas espinais não conseguem fechar-se por completo. Em alguns países, como nos Estados Unidos, existem alimentos ricos nestas substâncias de forma a garantir às mulheres grávidas que recebem todos os nutrientes necessários. No entanto, os investigadores acreditam que a suplementação por si só não chega, sendo necessário adoptar um tipo de dieta adequado também.
Os investigadores estudaram a dieta de 50 mulheres que tinham dado à luz crianças com spina bífida, e 81 mulheres cujos bebés nasceram sem a malformação. Aquelas que tinham uma dieta mais distante da dieta mediterrânea apresentaram uma percentagem 3 vezes superior de ter um bebé com spina bífida, notaram os cientistas, aconselhando este tipo de dieta durante a gravidez para prevenir a malformação.
Pedro Santos
http://www.nlm.nih.gov/medlineplus/news/fullstory_80253.html
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009
Vitaminas podem combater perda de audição
Os suplementos utilizados durante a pesquisa são compostos por antioxidantes (beta caroteno e vitaminas C e E), e magnésio mineral, afirmaram os cientistas. Quando administrados antes de um ruído alto, os suplementos preveniam a perda de audição nos animais, tanto a nível temporal como a nível permanente.
"O que achamos apelativo neste "cocktail" vitamínico é que estudos realizados previamente em humanos, incluindo aqueles que demonstraram de forma positiva o uso destes suplementos na protecção dos olhos, revelaram que estes suplementos vitamínicos são seguros quando utilizados a longo prazo", afirmou o investigador Le Prell.
A perda sucessiva de audição pode levar a uma perda permanente, sendo que os cientistas especulam que a prevenção da perda temporária de audição pode igualmente prevenir os problemas permanentes.
Pedro Santos
http://www.upi.com/Health_News/2009/02/20/Vitamins_may_help_prevent_hearing_loss/UPI-68771235189690/
Alzheimer: primeira patente europeia para vacina terapêutica
A empresa de biotecnologia, Biotech Araclon, recebeu sua primeira patente europeia para uma vacina terapêutica para a doença de Alzheimer. A empresa pretende começar a regulamentar a vacina ao longo deste ano, para iniciar os ensaios clínicos em seres humanos, no final 2010.
Segundo o relatório da Biotech Araclon, "depois de desenvolver e patentear uma série de anticorpos, alcançamos uma vacina que já conseguiu resultados promissores em modelos animais, principalmente em cães."
As conclusões relativas à toxicidade e eficácia em modelos animais geraram grandes expectativas à empresa face a este projecto ambicioso.
A empresa tem, actualmente, mais de trinta registos de patentes internacionais e após conquistar o mercado europeu, tem como alvo os Estados Unidos.
Raquel Pacheco
Fonte: http://espana.pmfarma.com/noticias/noti.asp?ref=9825
Cancro da Próstata: CE aprova Firmagon
A Comissão Europeia aprovou a comercialização do Firmagon (degarelix) indicado para doentes com cancro de próstata avançado, anunciou a Ferring Pharmaceuticals.
De acordo com o site PMFarma, durante o estudo da fase III, ficou comprovado que o medicamento - um antagonista dos receptores GnRH - produziu uma redução rápida e significativa nos níveis de testosterona em 96% dos doentes.
A testosterona tem um papel importante no crescimento e propagação do cancro de próstata.
Raquel GarcezFonte: http://espana.pmfarma.com/noticias/noti.asp?ref=9833
Cirrose do fígado pode também danificar cérebro e coração
A cirrose do fígado, que mata 25 mil pessoas nos Estados Unidos e 2 mil em Portugal todos os anos, é frequentemente um resultado do consumo excessivo de bebidas alcoólicas ou da hepatite C. Esta doença afecta o fígado e surge devido ao processo crónico e progressivo de inflamações.
A doença ocorre quando o fígado é danificado e não consegue filtrar as toxinas convenientemente. As pessoas que sofrem de cirrose tendem a ter problemas relacionados com o coração e uma doença conhecida como encefalopatia hepática, que ocorre quando quantidades cada vez maiores de toxinas não filtradas atingem o cérebro, deteriorando a função cerebral. A encefalopatia hepática pode afectar tanto a performance física como a mental.
De acordo com os investigadores da Faculdade de Medicina da Universidade College London e do Hospital Royal Free, em Londres, todas as três doenças estão relacionadas com o aumento da inflamação sistémica.
Num estudo com pessoas com cirrose, publicado na “American Journal of Physiology-Gastrointestinal and Liver Physiology”, a equipa de investigadores descobriu fortes ligações entre os problemas dos batimentos cardíacos e a encefalopatia hepática. O nível de citocinas inflamatórias (moléculas que activam a resposta do organismo à inflamação) de uma pessoa aumentou à medida que a incapacidade cognitiva ampliou e a variabilidade na frequência cardíaca diminuiu.
Isabel Marques
Fontes:
www.nlm.nih.gov/medlineplus/news/fullstory_80601.html
ww1.rtp.pt/noticias/index.php?article=338817&headline=98&visual=25&tema=37
Fármaco anti-enjoo pode ajudar a aliviar sintomas de abstinência de opióides
O Dr. J. David Clark, da Universidade de Stanford, em Palo Alto, na Califórnia, e colegas estudaram se o ondansetrom (um fármaco normalmente utilizado para tratar as náuseas e vómitos causados pela quimioterapia) poderia aliviar os sintomas de abstinência associada aos opiáceos em ratos e humanos.
Os investigadores explicaram que uma das dimensões da dependência é a física, sendo que esta pode ser modelada em ratos.
Os investigadores trataram um grupo de ratos durante quatro dias com doses cada vez mais elevadas de morfina. Posteriormente, os ratos receberam naxolona (um fármaco antagonista dos opiáceos) e os investigadores contabilizaram as vezes que os animais saltaram em 15 minutos, como medida da dependência física.
Os resultados, publicados na “Pharmacogenetics and Genomics”, revelaram que o tratamento dos ratos com ondansetrom reduziu significativamente os saltos que estavam associados à abstinência da morfina.
Os investigadores conduziram a seguir um estudo em humanos. Oito voluntários saudáveis do sexo masculino foram pré-tratados com placebo ou ondansetrom antes de receberem morfina seguida de naloxona. Os sintomas de abstinência foram significativamente reduzidos nos participantes que receberam ondansetrom.
Embora os pacientes a receberem medicamentos opióides de forma crónica possam não desenvolver dependência, a tolerância, o aumento da sensibilidade à dor e a dependência física que podem desenvolver podem complicar a gestão do paciente.
Os investigadores concluíram que o tratamento com fármacos como o ondansetrom pode fornecer parte da solução para significativos problemas de saúde pública associados à utilização de opióides.
Isabel Marques
Fontes:
www.reutershealth.com/archive/2009/02/20/eline/links/20090220elin024.html
Diabetes: Níveis de açúcar elevados podem afectar a memória
Os participantes do estudo, cerca de 3 mil pessoas com 55 anos ou mais do Canadá e dos Estados Unidos, submeteram-se a testes cognitivos delineados para medir diversos aspectos do funcionamento da memória.
Os investigadores descobriram que um aumento de 1 por cento dos níveis de hemoglobina A1C (uma medida dos níveis médios de glicose no sangue durante 2 a 3 meses) foi associado a resultados ligeiramente menores nos testes de rapidez psicomotora, função cognitiva global, memória e realização de tarefas múltiplas.
Contudo, não foi encontrada qualquer ligação entre os resultados dos testes e os níveis diários de glicose no sangue, que são medidos através de um teste de glicose em jejum.
O investigador principal, o Dr. Jeff Williamson, do Centro Médico Baptista da Universidade de Wake Forest, referiu que uma das complicações pouco conhecidas da diabetes tipo 2 é o declínio da memória que leva à demência, particularmente à Doença Alzheimer.
Este estudo, publicado na “Diabetes Care”, acrescenta evidências de que um mau controlo da glicose no sangue está fortemente associado a um pior funcionamento da memória e que estas associações podem ser detectadas bem antes da pessoa desenvolver uma perda de memória grave.
Investigações anteriores demonstraram que as pessoas com diabetes têm uma probabilidade 1,5 vezes maior de experienciar um declínio cognitivo e desenvolver demência do que aquelas que não sofrem de diabetes.
O Dr. Williamson salientou que as pessoas com diabetes devem estar abertas à possibilidade de terem um familiar que se certifique periodicamente que estão a gerir bem a diabetes através de monitorização, dieta, exercício e medicação.
Isabel Marques
Fontes:
www.nlm.nih.gov/medlineplus/news/fullstory_80766.html
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009
Antibióticos não são aconselháveis para o tratamento de infecções dos ouvidos
"O uso de antibióticos para a otite reduz em metade o risco de mastoidites", afirmou Ian Chi Ki Wong. "No entanto, sendo a doença bastante incomum, milhares de crianças terão que ser tratadas com antibióticos para prevenir apenas um caso", acrescentou.
Os investigadores sublinham que a doença é bastante séria, mas que a maioria das crianças têm uma recuperação complicada após os antibióticos.
A mastoidite é uma infecção bacteriana localizada no processo mastóide, o osso proeminente situado atrás da orelha. Este distúrbio normalmente ocorre quando uma otite média aguda não tratada ou tratada de modo inadequado dissemina-se do ouvido médio até o osso circunjacente (o processo mastóide). Caso não seja tratada, esta infecção pode causar complicações sérias.
Pedro Santos
http://www.nlm.nih.gov/medlineplus/news/fullstory_80628.html
Fármaco pode ajudar a melhorar memória nos idosos
Os investigadores do Centro de Investigação Médica Aplicada da Universidade de Navarra, em Pamplona, demonstraram que o fármaco fenilbutirato de sódio, actualmente prescrito para pacientes com perturbações no ciclo da ureia, facilita a fusão de proteínas responsáveis pelas ligações entre os neurónios, assim aumentando a capacidade de aprendizagem do rato envolvido.
A Dra. Ana Garcia-Osta referiu que estas descobertas, publicadas na “Neuropsychopharmacology”, oferecem perspectivas novas e promissoras para o tratamento da Doença de Alzheimer e outras demências relacionadas.
A investigadora referiu que o déficit cognitivo está associado a uma perda de ligações entre os neurónios. Para a memória se desenvolver é necessário que sejam activados uma série de mecanismos celulares e moleculares, sendo que a interrupção destes processos afecta a capacidade de assimilar e armazenar novas memórias.
A equipa de investigadores referiu que está actualmente focada em tentar descobrir o mecanismo de acção deste fármaco. A Dra. Garcia-Osta referiu que este fármaco está agora clinicamente disponível e é bem tolerado, sendo que a confirmação do seu valor terapêutico em humanos poderá ser aplicada à Doença de Alzheimer num período de tempo mais curto do que outros fármacos que estão a ser estudados.
Isabel Marques
Fontes:
www.upi.com/Health_News/2009/02/19/A_drug_may_improve_memory_in_elderly/UPI-29871235068180/
Dengue: vacina da Sanofi inicia ensaios clínicos na Tailândia
A divisão de vacinas da Sanofi-Aventis, Sanofi Pasteur, anunciou em comunicado que a sua candidata a vacina tetravalente em estudo para o dengue vai entrar num ensaio clínico pediátrico na Tailândia.
O objectivo desta fase é feterminar a sua eficácia na protecção de crianças contra aquela que é a doença tropical mais alastrada no mundo a seguir à malária é o objectivo desta fase.
A candidata a vacina tetravalente da Sanofi Pasteur é a primeira a alcançar este estágio de desenvolvimento clínico.
Raquel Garcez
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009
Cancro: portuguesas descobrem mutação responsável pela progressão
Uma mutação genética responsável pela progressão do cancro foi identificada por investigadoras portuguesas. A descoberta pode abrir caminho ao desenvolvimento de novos tratamentos contra o cancro.
Publicado na última edição da revista Nature Genetics, o estudo – feito em colaboração com colegas de outros países – baseou-se na análise de amostras de tumores enviadas de vários países.
Em declarações à Agência Lusa, uma das autoras do artigo, Sónia Melo, esclareceu que "as colaborações internacionais surgiram depois de encontrarmos a mutação, de desenvolvermos alguns estudos funcionais e de descobrirmos que a mutação era biologicamente bastante relevante".
A investigadora revelou que, “o mais interessante no estudo é que a mutação descrita tem como consequência que nos cancros estudados a produção de pequenas moléculas de RNA (ácido ribonucleico) que regulam a expressão dos genes, chamadas microRNAs, deixa de ser correcta”.
Apesar da carcinogénese ter sido associada a várias vias, Sónia Melo sublinhou o facto de esta ser “a primeira vez que se liga a via de biogénese das microRNAs ao processo tumorogénico.”
Raquel Garcez
Fonte: Agência Lusa/ http://www.nature.com/ng/journal/vaop/ncurrent/abs/ng.317.html
Eisai pode comercializar antiepiléptico da Bial na Europa
Caso ganhe a aprovação de comercialização na Europa, o novo antiepiléptico da Bial - o Zebinix® (acetato de eslicarbazepina) - poderá ser comercializado e distribuído pela Eisai Europe Ltd, a subsidiária europeia da Eisai Co, Ltd.
Segundo o acordo firmado - avançado pela Agência Lusa - a Bial vai receber 95 milhões de euros, montante referente ao pagamento inicial pela concessão da licença, mais outros pagamentos decorrentes de futuras aprovações do fármaco na área da epilepsia na Europa. Em contrapartida, a Eisai obtém licença para a comercialização, promoção e distribuição daquele fármaco na Europa.
Os laboratórios Bial submeteram o Zebinix® à aprovação da Agência Europeia do Medicamento (EMEA), em Março de 2008, estando prevista a sua aprovação para o segundo trimestre de 2009.
O fornecimento do produto acabado à Eisai, os direitos de desenvolvimento e produção competem à maior farmacêutica portuguesa, assim como, a opção de co-promoção de Zebinix® na Europa.
O Zebinix®, está indicado para o tratamento adjuvante das crises parciais de epilepsia, com ou sem generalização secundária, em doentes com 18 ou mais anos de idade.
Raquel Garcez
Fonte: Agência Lusa