sexta-feira, 20 de março de 2009
Vendas de medicamentos nas farmácias continuam a descer
A Apifarma afirmou que estes dados vêm comprovar a crise que se instalou no sector, após um crescimento anual em 2008 que ficou nos 0,9%.
Em relação ao número de embalagens vendidas, a indústria farmacêutica refere que em Fevereiro foram vendidas menos 7,1% de unidades do que no período homólogo.
"A tendência mantém-se negativa em Março, que na primeira quinzena registou uma queda, em valor, de 3,5%, comparativamente ao mesmo período em 2008", refere a Apifarma.
O comportamento do mercado tem vindo a preocupar a Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica, não só do ponto de vista empresarial como também por um eventual impacto na saúde pública.
Pedro Santos
fontes: Agência Lusa
Milhões de pessoas podem beneficiar da toma de estatinas
A Dra. Erin D. Michos, da Faculdade de Medicina da Universidade Johns Hopkins, referiu que cerca de metade de todos os eventos cardiovasculares ocorrem em pacientes que não têm colesterol elevado e que aproximadamente 20 por cento desses eventos ocorrem em pessoas que não têm qualquer factor identificável de risco de doença cardiovascular.
Os investigadores basearam-se nas pesquisas do Hospital Brigham e de Mulheres, em Boston, que descobriram que as estatinas protegem contra os ataques cardíacos e AVCs, mesmo em pacientes adultos mais velhos.
A Dra. Michos e o Dr. Roger S. Blume, que reuniram dados de uma sondagem sobre nutrição e saúde nacional, estimaram que cerca de 6,5 milhões de adultos com baixo colesterol e elevada proteína C-reactiva, um biomarcador de inflamação e indicador de risco de doença cardíaca, podem beneficiar das estatinas.
O estudo, publicado na “Journal of the American College of Cardiology”, revelou ainda que se os investigadores expandirem os critérios da pesquisa para o nível de colesterol limite a 160 mg/dl, que os médicos frequentemente utilizam para decidir se prescrevem ou não estatinas, o grupo que beneficia das estatinas pode aumentar para 10 milhões de pessoas.
Os investigadores estão assim a demonstrar que os médicos podem ser capazes de prevenir milhares de ataques cardíacos, AVCs e mortes todos os anos, se se expandir os critérios de prescrição de estatinas para incluir os níveis da proteína C-reactiva, algo que se pode avaliar através de um simples teste sanguíneo.
Isabel Marques
Fontes:
www.upi.com/Health_News/2009/03/19/Millions_may_benefit_from_taking_statins/UPI-27521237506560/
Herceptin prolonga sobrevivência de pacientes com cancro do estômago
O ensaio envolveu 594 pacientes com cancro gástrico HER2 positivo inoperável, localmente avançado, recorrente e/ou metastático. Os pacientes receberam aleatoriamente um tratamento de primeira linha com Herceptin, em combinação com quimioterapia, ou quimioterapia isoladamente.
O primeiro objectivo era a sobrevivência geral, enquanto os objectivos secundários incluíam a sobrevivência livre de progressão e a taxa de resposta geral.
O chefe da divisão farmacêutica da Roche, William Burns, sublinhou que este estudo demonstrou, pela primeira vez, que o Herceptin prolonga a sobrevivência dos pacientes com outro cancro que não o cancro da mama.
O Herceptin está aprovado para o tratamento do cancro da mama, estando a ser avaliada a sua utilização para o cancro do estômago.
O cancro do estômago é a segunda causa de morte relacionada com cancro mais comum a nível mundial, com mais de 900 mil novos casos diagnosticados todos os anos. Este cancro habitualmente não é diagnosticado até estar numa fase avançada, porque os pacientes frequentemente não relatam sintomas antes dessa fase.
Isabel Marques
Fontes:
www.firstwordplus.com/Fws.do?articleid=365E897ECFF64A158DE76185EDBBCD68
quinta-feira, 19 de março de 2009
Fibrilhação auricular é mais perigosa para diabéticos
Este estudo, publicado na "European Heart Journal”, informa os médicos de que a fibrilhação auricular, uma anomalia no ritmo cardíaco, é um marcador de risco acrescido de eventos cardiovasculares e mortalidade em diabéticos, tanto homens como mulheres. Estes pacientes devem controlar mais agressivamente os factores de risco, tais como pressão sanguínea e colesterol.
A investigadora principal, a Dra. Anushka Patel, da Universidade de Sydney, referiu que isto é uma questão diferente do controlo da frequência e ritmo, ou da utilização de anticoagulantes para prevenir os eventos tromboembólicos, que é a terapêutica habitual nos pacientes com fibrilhação auricular. Estas questões também são importantes, mas os investigadores acreditam que os dados sugerem que uma consciencialização acrescida e uma gestão do risco cardiovascular geral também é importante.
O ensaio internacional e aleatório, que envolveu 11 140 pacientes com diabetes tipo 2, descobriu que os pacientes com fibrilhação auricular, no início do estudo, apresentavam um risco 61 por cento mais elevado de morrer devido a qualquer causa, um risco 77 por cento mais elevado de morrer devido a causas cardiovasculares, tais como ataque cardíaco ou acidente vascular cerebral (AVC), e um risco 68 por cento mais elevado de desenvolverem problemas cardiovasculares, em comparação com os pacientes diabéticos que não sofrem de fibrilhação auricular.
Contudo, os investigadores também descobriram que os riscos de morrer ou desenvolver complicações cardiovasculares diminuem quando os pacientes diabéticos com fibrilhação auricular são tratados de forma agressiva com uma combinação de fármacos para reduzir a pressão sanguínea.
A fibrilhação auricular é um distúrbio da frequência e do ritmo do coração caracterizada pela contracção rápida e descoordenada das câmaras superiores (aurículas) e inferiores (ventrículos) do coração, por alteração do funcionamento do sistema de condução eléctrica do coração.
Isabel Marques
Fontes:
www.upi.com/Health_News/2009/03/18/Atrial_fibrillation_riskier_for_diabetics/UPI-15941237423989/
Beber chá ajuda a proteger de AVC
Quanto mais chávenas de chá forem consumidas, maiores serão as hipóteses de ter uma vida saudável, com menor risco de ter um AVC (Acidente Vascular Cerebral), a principal causa de morte em Portugal
Os dados resultam de nove estudos, envolvendo quase 195 mil pessoas, e verificou mais de 4300 AVC’s.
A investigação foi conduzida pela Universidade da Califórnia, com o apoio do Lipton Institute of Tea, avaliando os resultados dos estudos que compararam os participantes que consumiam menos de uma chávena de chá verde ou preto por dia, e as que ingeriam três ou mais.
"Estes resultados dizem respeito a chás verdes e pretos mas não a chás de ervas", afirmou Leonore Arab, do Departamento de Medicina e Química Biológica da Faculdade de Medicina David Geffen da UCLA.
O cientista considera também ser prematuro destacar uma substância do chá, como a teanina, os flavonóides ou as catequinas, como responsável por estes benefícios.
"Este novo estudo vem adicionar a redução de doença cerebrovascular à lista das suas mais valias, que já incluía os benefícios ao nível da hidratação, enquanto poderoso antioxidante, boa performance cognitiva e boa saúde oral", afirmou Paul Quinlan, director de investigação do Lipton Institute of Tea.
Nos últimos anos têm sido realizados vários estudos que associam o consumo regular de chá a efeitos benéficos para a saúde mental e física.
Os AVC’s estão em primeiro lugar na lista das principais causas de morte em Portugal e em segundo lugar a nível mundial, com 20 milhões de ocorrências.
Este estudo diz respeito a AVC’s isquémicos, caracterizados pelo bloqueio de um vaso sanguíneo ou de uma artéria, que impede a corrente sanguínea de atingir partes do cérebro, e não a AVC’s hemorrágicos, provocados pela ruptura dos vasos, que leva ao derrame de sangue para dentro do cérebro ou para a área que o rodeia.
Pedro Santos
http://saude.sapo.pt/artigos/noticias_actualidade/ver.html?id=985395
Alzheimer: Novo teste permite detectar a doença precocemente
O novo exame analisa os níveis de proteínas no liquido espinal, tendo os cientistas conseguido prever com uma precisão de 87% em que pacientes os problemas de memória em estágio inicial e com outros sintomas de deterioração cognitiva seria diagnosticado a doença de Alzheimer,
"Com este teste, podemos detectar de maneira fiável a doença de Alzheimer e fazer o acompanhamento desta doença", afirmou Leslie Shaw, do Departamento de Medicina da Universidade da Pensilvânia.
Segundo o investigador, o exame permitirá submeter a um tratamento numa fase adiantada os pacientes com o risco de desenvolver a doença, facilitando assim a busca de soluções que adiem ou mesmo subvertam a degeneração neurológica.
A equipa de cientistas propôs-se a criar um teste padrão que se centre nos níveis de duas proteínas "clássicas" associadas ao Alzheimer: os peptídeos beta-amilóide e tau.
Eles analisaram exames de líquido espinal de 410 pacientes que faziam parte de um estudo sobre a doença de Alzheimer, tendo também estudado a análise de voluntários com um estado cognitivo normal e de pessoas mortas e que tinham sofrido de Alzheimer.
Em 95,2% dos casos, o teste descartou as possibilidades de desenvolver Alzheimer, e em 81,8% relatou que as pessoas com uma deterioração cognitiva leve desenvolveriam a doença.
Actualmente, 26 milhões de pessoas sofrem de Alzheimer e os especialistas calculam que os valores irão ascender a 106 milhões em 2050.
Pedro Santos
http://saude.sapo.pt/artigos/noticias_actualidade/ver.html?id=985208
quarta-feira, 18 de março de 2009
Vitamina D pode não ajudar a tratar a depressão
Investigadores da Universidade de Warwick, no Reino Unido, demonstraram que não existe uma relação clara entre os níveis de vitamina D no sangue e a depressão.
O investigador principal, o Dr. Oscar Franco, referiu que a falta de vitamina D, devido à reduzida exposição à luz solar, tem sido associada à depressão e aos sintomas de Depressão Sazonal ou Distúrbio Afectivo Sazonal.
Os investigadores recrutaram 3 262 pessoas com idades entre os 50 e os 70 anos de Pequim e Xangai, na China, e testaram os níveis de vitamina D no sangue. Os participantes do estudo tiveram de completar um questionário para se poder avaliar a prevalência de sintomas depressivos.
O estudo, publicado na “Journal of Affective Disorders”, descobriu que não existe uma clara associação entre os sintomas depressivos e a concentração de vitamina D no sangue.
O Dr. Franco referiu que o estudo, desenvolvido em colaboração com os colegas da Academia Chinesa de Ciências, não avaliou se os sintomas depressivos eram sazonais e sugeriu que é necessário efectuar mais estudos.
O investigador referiu ainda que poucos estudos exploraram a associação entre as concentrações sanguíneas de vitamina D e a depressão na população geral. Uma deficiência de vitamina D também tem sido atribuída a diversas doenças crónicas, incluindo osteoporose, cancros comuns, doenças auto-imunes e cardiovasculares.
Isabel Marques
Fontes:
www.upi.com/Health_News/2009/03/18/Vitamin_D_may_not_help_treat_depression/UPI-25811237404556/
Farmacêutica relata 15 mortes entre pacientes que utilizaram RoActemra
A Chugai revelou num relatório que entre os 4 915 pacientes com artrite reumatóide que receberam RoActemra, entre Abril de 2008 e Fevereiro de 2009, houve 15 mortes, não sendo possível negar a possibilidade de uma associação à utilização do RoActemra.
O porta-voz da Chugai, Masayuki Yamada, referiu que o facto de uma relação causal não poder ser negada significa que existe a possibilidade do RoActemra poder ter tido um impacto.
Desta forma, a farmacêutica quer continuar a recolher informações e análises para poder fornecer informações atempadas a instituições médicas, entre outros.
A Chugai também revelou que existiram 221 casos de efeitos adversos graves. Esta não foi a primeira vez que a farmacêutica publica um relatório sobre efeitos secundários do fármaco, sendo que tem actualizado periodicamente a informação, incluindo mortes relatadas.
O RoActemra é um anticorpo monoclonal que bloqueia as acções de um tipo específico de proteína (citocina) denominada interleucina-6. Esta proteína está envolvida em processos inflamatórios do organismo e o seu bloqueio pode reduzir a inflamação no seu corpo.
O RoActemra é utilizado no tratamento da artrite reumatóide activa, moderada a grave, uma doença auto-imune, em doentes adultos, se terapêuticas prévias não surtiram o efeito desejado. O RoActemra ajuda a reduzir os sintomas, tais como a dor e o inchaço das articulações, e pode também melhorar a capacidade de realização das tarefas diárias.
Estima-se que a artrite reumatóide, que se caracteriza pela inflamação da membrana que envolve as articulações do corpo, o que pode provocar dores, rigidez e incapacidade, afecte mais de 20 milhões de pessoas a nível mundial.
O Japão foi o primeiro país a aprovar o RoActemra para o tratamento da artrite reumatóide, tendo-se seguido a Europa, que o aprovou em Janeiro, mas ainda não foi aprovado nos Estados Unidos.
Isabel Marques
Diabetes podem acelerar declínio da doença de Alzheimer
"Estas descobertas indicam que controlar as condições vasculares pode ser uma forma de atrasar o curso da doença de Alzheimer, o que seria um grande desenvolvimento em termos de tratamentos desta doença tão devastadora, visto que existem actualmente poucos tratamentos disponíveis que conseguem reduzir o progresso da doença", afirmou Yaakov Stern, autor do estudo.
"Prevenir doenças coronárias, enfartes ou diabetes, ou mesmo garantir que estas condições estão bem controladas em pacientes onde as mesmas lhes foram diagnosticadas pode diminuir o progresso da doença de Alzheimer", acrescentou o investigador.
O estudo descobriu que um historial de diabetes e elevados níveis de colesterol estava associado a um declínio cognitivo mais acelerado.
A equipa de investigadores teoriza que a ligação entre os factores de risco vasculares e o declínio cognitivo em pacientes com Alzheimer pode acontecer devido à possibilidade das doenças vasculares activarem a inflamação no cérebro, e por consequência activando a produção da amilóide e a formação de emaranhados neurofibilares, considerados como sendo a causa primária da doença de Alzheimer.
Pedro Santos
http://www.upi.com/Health_News/2009/03/17/Diabetes_may_hasten_Alzheimers_decline/UPI-71151237336279/
Capacidade mental começa a diminuir aos 27 anos
Segundo Timothy Salthouse, da Universidade de Virgínia, o raciocínio, agilidade mental e visualização espacial entram em declínio perto dos 30 anos de idade, tendo atingido o seu auge aos 22.
O estudo foi realizado durante o período de 7 anos, incluindo duas mil pessoas saudáveis com idades compreendidas entre os 18 e os 60 anos.
Os participantes tiveram que resolver quebra-cabeças, lembrar-se de palavras e detalhes de histórias, e identificar padrões em grupos de letras e símbolos.
Em nove dos doze testes efectuados, a média de idades dos participantes que tiveram melhor desempenho foi de 22 anos, sendo que a idade onde se observou um declínio marcante no desempenho dos participantes foi aos 27.
Funções como a memória ficaram intactas, em média, até aos 37 anos, e as habilidades baseadas na acumulação de informações, como o desempenho em testes de vocabulário e conhecimentos gerais, aumentaram até os 60 anos de idade.
"Alguns aspectos do declínio da função cognitiva em adultos com boa saúde e nível de instrução começam aos 20 e poucos ou 30 e poucos anos", afirmou Salthouse
O investigador acredita que os tratamentos que têm como objectivo amenizar o processo de envelhecimento deveriam começar mais cedo.
Pedro Santos
http://saude.sapo.pt/artigos/noticias_actualidade/ver.html?id=985068
Investigadores desenvolvem antibióticos que não provocam resistência
Os investigadores, da Faculdade de Medicina Albert Einstein da Universidade Yeshiva, referiram que os compostos actuam contra dois micróbios, o vibrião colérico (bactéria Vibrio cholerae), que provoca a cólera, e o E. coli 0157:H7, um contaminante dos alimentos.
Um dos autores, o Dr. Vern Schramm, referiu que os antibióticos inicialmente funcionam extremamente bem, matando mais de 99,9 por cento dos micróbios a que se direccionam. Contudo, através da mutação e da pressão selectiva exercida pelo antibiótico, algumas células bacterianas conseguem inevitavelmente sobreviver, repopular a comunidade bacteriana e disseminar-se como estirpes resistentes aos antibióticos.
Os investigadores, em vez de matarem a Vibrio cholerae e o E. coli 0157:H7, direccionaram-se para interromper a capacidade das bactérias comunicar através da detecção de quórum, um mecanismo molecular complexo que as bactérias usam para comunicarem entre si. Muitas espécies de bactérias utilizam a detecção de quórum para coordenar a sua expressão genética segundo a densidade local da sua população.
Os investigadores apontaram para uma enzima bacteriana, a nucleosidase de metiltioadenosina (MTAN), que está directamente envolvida na sintetização de auto-indutores cruciais para a detecção de quórum. Os investigadores delinearam um substrato ao qual a MTAN se irá ligar muito mais firmemente do que ao seu substrato natural, na realidade, tão firmemente que o substrato análogo irá prender permanentemente a MTAN e inibi-la de impulsionar a detecção de quórum.
Isabel Marques
Fontes:
www.upi.com/Health_News/2009/03/16/Antibiotics_that_dont_trigger_resistance/UPI-49921237247603/
Investigadores desenvolvem novo tratamento para a infertilidade feminina
Os investigadores, que apresentaram as descobertas no encontro anual da Sociedade de Endocrinologia do Reino Unido, referiram que um tratamento com a hormona poderia restabelecer a função reprodutiva nas mulheres com baixos níveis de hormonas sexuais.
A kisspeptina é produzida pelo gene KISS-1 e é um regulador chave da função reprodutiva. Os animais e os humanos que têm falta de kisspectina não passam pela puberdade e continuam a ser sexualmente imaturos.
Num estudo anterior, os investigadores demonstraram que o tratamento com kisspeptina conduzia à produção de hormonas sexuais nas mulheres férteis.
Os investigadores ampliaram agora a investigação para examinar os efeitos da kisspeptina nas mulheres cujo período mestrual tenha cessado devido a um desequilíbrio hormonal.
Neste estudo, os investigadores injectaram kisspectina ou soro salino a um grupo de dez mulheres que não tinham menstruação e eram inférteis. Os investigadores recolheram amostras sanguíneas para medir os níveis da hormona luteinizante e da hormona estimulante do folículo, duas hormonas sexuais essenciais para a ovulação e fertilidade.
A kisspeptina conduziu a um aumento de 48 vezes da quantidade da hormona luteinizante e de 16 vezes da hormona estimulante do folículo, em comparação com o soro salino.
De acordo com os investigadores, este é o primeiro estudo que demonstra que a kisspectina pode estimular as hormonas sexuais nas mulheres com infertilidade, apresentando a hormona como uma possível terapia para a infertilidade humana.
Segundo o investigador principal, o Dr. Waljit Dhillo, a infertilidade é um problema devastador que afecta milhões de casais em todo o mundo. Esta investigação demonstra que a kisspectina poderá ser uma promessa como tratamento da infertilidade.
O Dr. Dhillo referiu que os dados sugerem que a kisspeptina poderá restabelecer a função reprodutiva nas mulheres com níveis baixos de hormonas sexuais. O investigador concluiu que a próxima investigação se centrará em determinar o melhor protocolo de administração repetida da kisspectina, com a esperança de se desenvolver uma nova terapia para a infertilidade.
Isabel Marques
Fontes:
http://ecodiario.eleconomista.es/salud/noticias/1104014/03/09/Nuevo-tratamiento-para-restablecer-la-funcion-reproductiva-en-mujeres.html
terça-feira, 17 de março de 2009
Fármaco para cancro eficaz em doentes com lúpus
Um estudo inglês sugere que um fármaco indicado para tratar o cancro - o Rituxan (Rituximab) - pode tornar-se no primeiro medicamento aprovado em 50 anos para o tratamento da nefrite do lúpus.
A investigação realizada ao longo de 22 meses por cientistas do Colégio Imperial de Londres envolveu 20 pessoas portadoras deste problema renal causado pelo lúpus eritematoso sistémico, revela a Reuters UK.
Segundo a equipa de investigadores ingleses, os resultados permitiram concluir que o Rituxan (Rituximab) tem como alvo de acção as células B hiperactivas que contribuem para a inflamação dos rins em pessoas diagnosticadas com lúpus. “Após o tratamento com Rituxan, 60% dos doentes demonstraram fortes sinais de melhoria”, afirmaram.
Caso os resultados deste estudo sejam comprovados em ensaios clínicos mais alargados, o fármaco pode ser aprovado para o tratamento desta doença auto-imune e tornar-se, assim, na primeira cura farmacológica.
De referir que, o medicamento não surtiu qualquer efeito em doentes com ascendentes africanos ou naqueles que apresentavam baixos níveis de albumina no sangue.
Raquel Garcez
Fonte:
http://uk.reuters.com/article/governmentFilingsNews/idUKL436729920090304http://www.medicalnewstoday.com/articles/142191.php
Benefícios da aspirina na prevenção de ataques cardíacos e AVC diferem consoante o paciente
As novas recomendações da Força de Intervenção de Serviços Preventivos norte-americana, um painel independente de peritos, não se aplicam às pessoas que já sofreram um ataque cardíaco ou AVC.
As recomendações, publicadas na “Annals of Internal Medicine”, referem os pacientes e os médicos devem considerar os factores de risco, incluindo idade, sexo, diabetes, pressão sanguínea, níveis de colesterol, fumar e risco de hemorragia gastrointestinal, antes de decidirem relativamente à utilização ou não da aspirina.
Os peritos reviram as evidências do Estudo de Saúde das Mulheres do Instituto Nacional de Saúde norte-americano publicadas desde que a última força de intervenção reviu este tópico em 2002.
Os peritos encontraram evidências de que a aspirina diminui o primeiro ataque cardíaco nos homens e o primeiro AVC nas mulheres. Quanto mais factores de risco as pessoas apresentarem, mais probabilidade têm de retirarem benefícios da aspirina.
Os peritos recomendam que os homens com idades entre os 45 e os 79 anos devem utilizar a aspirina para reduzir o risco de ataques cardíacos, quando os benefícios superam os potenciais riscos de hemorragia gastrointestinal. As mulheres entre os 55 e os 79 anos devem utilizar a aspirina para reduzir o risco de AVC isquémico, quando os benefícios superam os potenciais riscos de hemorragia gastrointestinal.
Isabel Marques
Fontes:
www.upi.com/Health_News/2009/03/17/Risks_of_using_aspirin_differ_by_gender/UPI-75811237263754/
Tuberculose: Portugal continua acima da média na Europa
De acordo com Fonseca Antunes, coordenador do Programa Nacional de Luta Contra a Tuberculose em Portugal, só no ano passado foram diagnosticados 2916 casos, incluindo casos novos e retratamentos, dos quais 2519 eram portugueses e 397 imigrantes.
"Em cada três doentes, dois são homens", referiu Fonseca Antunes, alertando para o facto dos homens terem uma frequência duas vezes superior à das mulheres.
A propósito do Dia Mundial da Tuberculose, que se assinala no dia 24 de Março, Fonseca Antunes adiantou que a diminuição do número de casos insere-se numa tendência que, na última década, se salda em menos 7,2% ao ano. No entanto, a taxa de incidência em Portugal ainda é ligeiramente maior à média da União Europeia, que se situa nos 17 casos por 100 mil habitantes.
Segundo o especialista, esta discrepância deve-se ao facto de Portugal ainda estar a sofrer a influência de uma situação bastante desfavorável que decorreu até finais da década de 60, e que se reflectiu nas gerações posteriores.
A luta contra a tuberculose tem dado resultados positivos em Portugal, sendo que os estudos epidemiológicos revelam que o risco de ser infectado por tuberculose reduziu para metade nos últimos 13 anos.
As populações que têm maior risco de desenvolver a tuberculose ou de ser infectadas são as que contactaram com a doença, pessoas infectadas com o HIV, estrangeiros oriundos de países de alta prevalência da doença, toxicodependentes e os reclusos.
Em todos estes grupos também se registou uma diminuição do número de casos: cerca de um terço em cinco anos.
A taxa de mortalidade por tuberculose, que está muitas vezes associada a outras patologias, situa-se nos 1,4 por cem mil habitantes, tendo descido para metade na última década.
Em Portugal, a detecção dos casos ronda os 90%, com um sucesso terapêutico, ao fim do período de um ano, a atingir os 87%.
Pedro Santos
Fonte: Agência Lusa
Um inibidor da secretase apresenta-se como possível opção para a Alzheimer
Os resultados do estudo, liderado pelo Dr. Mark Burns, da Universidade de Georgetown, em Washington, revelaram que uma classe de fármacos para a Alzheimer, que se encontra em fase de ensaios clínicos, parece reduzir os danos produzidos pelas lesões cerebrais em animais.
As gama e beta-secretases são duas enzimas necessárias para a produção da proteína beta-amilóide. É esta proteína que forma as placas no cérebro, que ocorrem na doença de Alzheimer. O aumento do risco desta doença está associado a níveis elevados de fragmentos de beta amilóide no sangue.
Se estas enzimas forem bloqueadas, pode-se reduzir os défices de movimento, as alterações de comportamento e a perda neuronal que se produz depois de uma lesão cerebral. Assim, os investigadores propõem que as duas secretases sejam um objectivo prioritário para tratar as lesões cerebrais próprias da Alzheimer.
Para analisar o papel da proteína amilóide na lesão cerebral, os investigadores utilizaram duas formas de bloquear a activação das vias que produzem os péptidos amilóides. Desta forma, utilizaram um grupo de ratos geneticamente alterados incapazes de produzir secretases e, por isso, sem possibilidade de gerar amilóide.
Os investigadores também trataram ratos normais com uma molécula experimental, a DAPT, um dos primeiros inibidores da gama-secretase desenvolvidos e cuja eficácia está a ser avaliada para a Alzheimer.
No modelo observou-se uma redução da produção de péptidos amilóides neste grupo. No grupo de controlo comprovou-se que a lesão cerebral produzia mais péptidos amilóides e que o hipocampo era a região mais afectada, igual ao que se passa na Alzheimer.
Após três semanas da lesão inicial, os dois grupos foram capazes de efectuar as provas de memória de forma semelhante.
Contudo, as imagens de ressonância mostraram que as lesões no hipocampo desses grupos de ratos eram diferentes das do grupo de controlo. O estudo, publicado na “Nature Medicine”, demonstrou que a DAPT reduz a produção de beta-amilóide.
Isabel Marques
Fontes:
www.dmedicina.com/edicion/diario_medico/dmedicina/enfermedades/neurologicas/es/desarrollo/1200911.html
Estudo: Acrilamido não está associado ao risco de cancro do endométrio
De acordo com o relatório publicado na "International Journal of Cancer”, os dados de estudos com animais têm suportado o efeito causador de cancro do acrilamido. Na realidade, em 2005 a Organização Mundial de Saúde (OMS) requereu a diminuição dos níveis de acrilamido nos alimentos.
Por outro lado, segundo a Dr. Susanna C. Larson, do Instituto Karolinska, em Estocolmo, as evidências baseadas na população têm refutado amplamente a existência de um risco significativo de cancro devido à ingestão de acrilamido
Uma excepção é um estudo holandês, relatado há dois anos, no qual a ingestão de acrilamido estava associada a cancros do endométrio e dos ovários nas mulheres na pós-menopausa que nunca tinham fumado.
Para estudar esta situação, a equipa de investigadores analisaram dados de 61 mil mulheres. Estas completaram questionários alimentares quando se registaram entre 1987 e 1990 e depois novamente em 1997.
Durante um período de seguimento médio de 17 anos, 687 mulheres desenvolveram cancro do endométrio. Contrariamente ao estudo holandês, os investigadores suecos não encontraram qualquer evidência de que a ingestão de acrilamido influencie o risco da doença, quer as mulheres fumem ou não.
Isabel Marques
Fontes:
www.reutershealth.com/archive/2009/03/16/eline/links/20090316elin018.html
Vegetarianos têm menos cancros
A pesquisa analisou os dados de mais de 52 mil homens e mulheres, constatando que aqueles que não consumiam carne tinham, de forma significativa, menos cancros comparativamente aos que consumiam carne.
No entanto e de forma surpreendente, os investigadores também descobriram uma taxa mais elevada de casos de cancro colo-rectal, uma doença associada ao consumo de carnes vermelhas, entre os vegetarianos.
Apesar de haverem recomendações para que as pessoas consumam cinco porções de fruta e vegetais por dia para reduzir o risco de cancro e outras doenças, existem poucos dados sobre a dieta vegetariana propriamente dita.
Neste último estudo os investigadores dividiram os participantes em consumidores de carne, de peixe, vegetarianos e veganistas. Mais tarde, num estudo de acompanhamento, eles constataram que haviam menos cancros porque, provavelmente, os grupos eram mais saudáveis do que o resto da população.
Os cientistas constaram ainda que os casos de cancro eram bastante mais raros entre os consumidores de peixe e nos vegetarianos comparativamente aos consumidores de carne.
"É bastante interessante. Sugere que pode haver uma redução de cancros nos vegetarianos e nos consumidores de peixe, e temos que olhar para estes dados com atenção", afirmou Tim Key, líder o estudo.
Pedro Santos
http://news.bbc.co.uk/2/hi/health/7942479.stm
Topiramato seguro e eficaz na prevenção da enxaqueca em adolescentes
Embora o topiramato esteja indicado para a profilaxia da enxaqueca, em adultos, os autores explicaram que não existem fármacos aprovados para o tratamento profiláctico da enxaqueca em pacientes pediátricos.
O Dr. Donald Lewis, da Faculdade de Medicina de Eastern Virginia, em Norfolk, e colegas avaliaram a eficácia e segurança do topiramato (50 miligramas/dia e 100 miligramas/dia) como profilaxia da enxaqueca em 106 pacientes entre os 12 e os 17 anos.
A dose mais elevada de topiramato reduziu significativamente a taxa de incidência mensal de enxaqueca de uma média de 4,3 ataques para 1,3, enquanto a dose mais baixa não diferiu do placebo (os ataques reduziram de uma média de 4,1 para 2,3 em ambos os grupos).
Nas últimas quarto semanas do estudo, mais de metade dos participantes que receberam 100 miligramas/dia de topiramato permaneceram sem enxaquecas.
A taxa de resposta foi de 83 por cento para o grupo dos 100 miligramas/dia, mas apenas de 46 por cento no grupo 50 miligramas/dia e de 45 por cento para o grupo do placebo.
Cerca de três quartos dos participantes que receberam topiramato experimentaram efeitos adversos, em comparação com menos de metade dos que receberam placebo, tendo os primeiros experienciado mais infecções do tracto respiratório superior, parestesia e tonturas.
Os investigadores concluíram que as análises de segurança não revelaram descobertas inesperadas. Os resultados deste ensaio demonstraram a eficácia dos 100 miligramas/dia de topiramato na prevenção da enxaqueca em pacientes pediátricos.
Isabel Marques
Fontes:
www.reutershealth.com/archive/2009/03/13/eline/links/20090313elin008.html
segunda-feira, 16 de março de 2009
Toxoplasmose ligada a esquizofrenia
A equipa de investigadores da Universidade de Leeds demonstrou que o parasita pode desempenhar um papel no desenvolvimento das condições actuando ao nível da produção da dopamina, um neurotransmissor, precursor natural da adrenalina e da noradrenalina que tem como função a actividade estimulante do sistema nervoso central.
A toxoplasmose, que é transmitida através das fezes dos gatos, e que pode ser encontrada em vegetais mal lavados e carne mal passada infectada, é considerada bastante comum. A maioria das pessoas que têm o parasita são saudáveis, mas aquelas que são imuno-suprimidas, especialmente mulheres grávidas, têm bastantes riscos em termos de saúde que podem mesmo ser fatais.
"A toxoplasmose altera algumas mensagens químicas no cérebro, e essas alterações podem ter um grande efeito no comportamento", afirmou Glenn McConkey, líder do estudo.
"Diversos estudos já demonstraram que existe uma ligação estatística entre incidentes de esquizofrenia e infecção por toxoplasmose, e o nosso estudo é apenas o primeiro passo para descobrir o porquê desta ligação", concluiu o investigador.
Pedro Santos
http://www.upi.com/Health_News/2009/03/13/Toxoplasmosis_linked_to_schizophrenia/UPI-12611236997090/
Prucaloprida efectiva para obstipação crónica
O investigador principal, o Dr. Jan Tack, do Hospital Universitário de Leuven, na Bélgica, referiu à Reuters Health que o actual estudo, que envolveu pacientes com obstipação crónica que não apresentavam uma resposta satisfatória aos laxantes, demonstrou excelente eficácia e perfil de segurança da prucaloprida.
Os investigadores estudaram pacientes que receberam aleatoriamente um tratamento diário com prucaloprida 2 miligramas (mg) ou 4 mg, ou com placebo.
Nos 713 pacientes avaliados, 19,5 por cento dos que receberam a dose de 2 mg e 23,6 por cento dos que receberam a dose de 4 mg tiveram três ou mais movimentos intestinais espontâneos por semana. Estas proporções foram significativamente maiores do que os 9,6 por cento observados no grupo do placebo.
Ambas as dosagens foram bem toleradas e a maioria dos efeitos secundários foram ligeiros ou moderados e passageiros. Os efeitos adversos mais comuns foram dores de cabeça e diarreia.
O Dr. Tack concluiu que o fármaco apresenta o potencial de aliviar uma grande necessidade não atendida na prática clínica, tanto ao nível dos especialistas como ao nível dos médicos de cuidados primários.
Isabel Marques
Fontes:
www.reutershealth.com/archive/2009/03/13/eline/links/20090313elin021.html
domingo, 15 de março de 2009
Suplementos de vitamina B benéficos para pacientes celíacos
O Dr. Muhammed Hadithi, do Centro Médico da Universidade de Vrije, em Amesterdão, explicou que a doença celíaca aumenta o risco de deficiência de folato e vitamina B12, o que pode contribuir para o desenvolvimento de níveis excessivos de homocisteína, um amino ácido, e a associação a doença vascular.
Os investigadores estudaram o efeito de suplementos de vitamina B6, folato e vitamina B12 diariamente (com uma dieta sem glúten) nos níveis da homocisteína em 51 adultos com doença celíaca e 50 adultos saudáveis com as mesmas idades e sexo para o controlo. A média de idades dos pacientes celíacos era de 56 anos e 40 por cento eram homens.
Vinte e cinco dos pacientes (49%) utilizaram suplementos de vitamina B. A dose diária de vitamina B6 foi de 1 a 6 miligramas, folato de 100 a 400 microgramas e vitamina B12 de 0,5 a 18 microgramas.
Como esperado, os pacientes celíacos que tomaram suplementos de vitamina B apresentaram níveis significativamente mais elevados de vitamina B6, folato e vitamina B12, em comparação com os pacientes celíacos que não receberam vitamina B e os controlos saudáveis.
Os pacientes celíacos que estavam a tomar vitaminas B também apresentaram níveis totais mais baixos de homocisteína (7,1 micromoles por litro - µmol/L) do que os pacientes que não receberam vitaminas B (11,0 µmol/L) e os controlos saudáveis (9,7 µmol/L).
De acordo os investigadores, os suplementos de vitamina B podem normalizar o estado de B6, folato e B12 e os níveis totais de homocisteína.
Os investigadores concluíram na “World Journal of Gastroenterology” que, mesmo que o benefício de baixar a homocisteína seja discutível, a deficiência de vitamina B a longo prazo deve ser evitada. Isto implica uma monitorização de rotina dos pacientes celíacos ou tratamento standard com doses moderadas de suplementos de vitamina B.
A doença celíaca, que pode afectar crianças e adultos, é uma intolerância a uma proteína do trigo, o glúten, provocando alterações no intestino que acarretam uma má absorção, que podem resultar em sintomas como diarreia frequente e perda de peso extrema.
Isabel Marques
Fontes:
www.reutershealth.com/archive/2009/03/13/eline/links/20090313elin020.html
Mulheres apresentam maior taxa de mortalidade devido a AVC
O investigador Jan Flewelling, do Instituto Neurológico Metodista, em Houston, referiu que o AVC mata duas vezes mais mulheres do que o cancro da mama, mas muitas pensam que esta é uma doença de homens. Além disso, as mulheres têm menos probabilidade de apresentarem os sintomas clássicos de AVC do que os homens.
O investigador realçou que, enquanto as mulheres necessitam prestar atenção aos factores de risco comuns, tais como pressão sanguínea elevada, diabetes e colesterol elevado, alguns riscos específicos do género podem também alterar as probabilidades de uma mulher sofrer um AVC.
Estes incluem enxaquecas com aura visual, aneurismas cerebrais, doenças auto-imunes, incluindo diabetes e lúpus, utilização de contraceptivo orais, que estão associados a um aumentos de coágulos sanguíneos, e alterações hormonais durante a menopausa.
Entre os sintomas atípicos de AVC encontrados nas mulheres estão os desmaios, convulsões, confusão, dores no peito, falta de ar e palpitações. Contudo, Flewelling alerta que, embora estes sintomas atípicos estejam bem documentados, a maioria dos pacientes de ambos os sexos que sofrem um AVC apresenta sintomas tradicionais, como fraqueza ou entorpecimento súbito de um lado do corpo ou dificuldades na fala.
O investigador relatou que é vital que as mulheres sejam mais vigilantes em relação à sua saúde e que a educação e a consciencialização são chave para ajudar a reduzir a incidência de AVC nas mulheres.
Isabel Marques
Fontes:
www.upi.com/Health_News/2009/03/13/Women_can_have_atypical_stroke_symptoms/UPI-59801237001354/
sexta-feira, 13 de março de 2009
Médico propõe taxar chocolate para combater obesidade
Segundo David Walker, médico de Lanarkshire, Escócia, o chocolate representa uma parte importante no problema de excesso de peso na população pois muita gente consome uma quantidade de chocolate equivalente às calorias diárias necessárias para uma pessoa.
“A obesidade é um problema que prolifera. Estamos no mesmo caminho que os Estados Unidos”, afirmou Walker à imprensa britânica.
Para o médico, e também especialista em nutrição, o chocolate foi sempre visto como algo especial, tendo-se tornado perigoso para uma grande parte da população.
De acordo com o especialista, um pacote de 225 gramas de bombons contém perto de 1.200 calorias, quase metade do recomendado por dia.
Pedro Santos
http://saude.sapo.pt/artigos/noticias_actualidade/ver.html?id=984423
Estudo: Sutent eficaz contra cancro pancreático raro
Uma comissão independente de segurança, que monitorizou o estudo de última fase, recomendou a sua terminação, após concluir que os pacientes tratados com Sutent permaneceram livres da progressão da doença durante mais tempo do que aqueles que receberam placebo mais cuidados de suporte.
Os pacientes do estudo sofriam de tumores avançados das células das ilhotas pancreáticas, também conhecidos como tumores neuroendócrinos. Estes tumores ocorrem em células especializadas do pâncreas que segregam uma variedade de hormonas, incluindo insulina e enzimas envolvidas na digestão.
Outros tipos de cancros pancreáticos ocorrem nos ductos do pâncreas, pequenos tubos que transportam as enzimas digestivas produzidas no pâncreas para o intestino delgado.
Esta forma de cancro pancreático do estudo refere-se a apenas cerca de 5 por cento de todos os casos de cancro do pâncreas, mas cresce e espalha-se mais lentamente do que outros tipos de cancro pancreático.
Contudo, quando a cirurgia para a remoção do cancro não é possível, ou quando o cancro volta após a cirurgia, a esperança de vida é apenas de alguns anos e os pacientes podem experienciar sintomas difíceis, tais como níveis elevados de insulina potencialmente fatais e úlceras do estômago.
O Sutent actualmente está aprovado para o tratamento do cancro renal avançado e para tumores do tracto gastrointestinal.
Dada a tendência claramente favorável, os pacientes que receberam Sutent no ensaio vão continuar a receber o fármaco e aqueles que receberam placebo terão agora a opção de receberem o fármaco.
Isabel Marques
Fontes:
www.reutershealth.com/archive/2009/03/12/eline/links/20090312elin010.html
quinta-feira, 12 de março de 2009
Suplementos de ácido fólico podem aumentar risco de cancro da próstata
A Dra. Jane C. Figueiredo, da Universidade do Sul da Califórnia, em Los Angeles, referiu que os homens que tomam 1 miligrama de ácido folico têm uma probabilidade três vezes maior de desenvolver cancro da próstata, durante um período de 10 anos, em comparação com os homens que receberam placebo.
A Dra. Figueiredo relatou à Reuters Health que é provável que o folato seja benéfico para muitas questões de saúde, mas em demasia pode não ser tão benéfico.
A Dra. Figueiredo e os colegas têm estado a investigar se administrar aspirina ou ácido fólico poderá ajudar a prevenir o desenvolvimento de lesões pré-cancerígenas no cólon e recto, tendo descoberto que o ácido fólico na realidade aumenta a probabilidade das pessoas desenvolverem estas lesões.
Os investigadores conduziram então uma análise secundária para determinar se o ácido fólico e a aspirina poderiam afectar o risco de cancro da próstata.
Enquanto a aspirina não teve qualquer efeito, os investigadores descobriram que 9,7 por cento dos 327 homens que tomaram ácido fólico desenvolveram cancro da próstata durante o estudo, em comparação com 3,3 por cento dos 316 homens a receber placebo. Isto traduziu-se num risco 2,63 vezes maior de desenvolver a doença.
O ácido fólico tem um papel essencial no crescimento celular e divisão das células, por isso um excesso de fornecimento pode acelerar o crescimento de tumores. O organismo absorve mais rapidamente o ácido fólico do que o folato.
O ácido fólico é a forma sintética do folato, uma vitamina B encontrada nos vegetais de folha verde e outros alimentos.
A Dra. Figueiredo referiu que se pode conseguir mais folato se se ingerir suplementos de ácido fólico, em comparação à ingestão apenas de fontes naturais, sendo que este facto pode ser relevante. Tomar ácido fólico em comprimidos pode não ser tão bom como consumi-lo através de fontes alimentares.
Os investigadores, quando observaram as quantidades de folato que os homens consumiam através da dieta, descobriram que uma maior ingestão estava associada a um menor risco de cancro da próstata, embora a relação não tenha sido estatisticamente significativa.
Isabel Marques
Fontes:
www.reutershealth.com/archive/2009/03/10/eline/links/20090310elin017.html
Fármacos para Parkinson podem despoletar sintomas de dependência
Os agonistas da dopamina, agentes que activam os receptores da dopamina no cérebro, incluem fármacos como o pramipexol, ropinirol, pergolida e bromocriptina, normalmente utilizados para a Doença de Parkinson e síndrome das pernas inquietas.
Contudo, o Dr. Alain Dagher, da Universidade McGill, em Montreal, no Canadá, referiu à Reuters Health que estes fármacos apresentam um risco muito definido de provocar distúrbios de controlo de impulsos e dependência, sendo que os médicos devem estar conscientes destes efeitos secundários e alertar explicitamente os pacientes que iniciam estes fármacos.
O Dr. Dagher e o Dr. Trevor W. Robbins, da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, reviram as associações entre a dopamina e os distúrbios de personalidade dependente à luz dos modelos actuais de aprendizagem e dependência.
Os factores de risco destes distúrbios para os doentes com Parkinson incluem ser do sexo masculino, ser jovem na altura do diagnóstico, ter historial de abuso de álcool ou drogas, depressão e resultados elevados na categoria de personalidade que procura novidade, todos factores que também aumentam o risco de dependência na população geral.
Embora se tenha questionado inicialmente se os agonistas da dopamina realmente provocavam jogo patológico, existem agora evidências de que as terapias com dopaminérgicos no geral, e os agonistas da dopamina em particular, são os despoletadores de jogo patológico e outros distúrbios de controlo de impulsos na Doença de Parkinson.
Níveis de dopamina cronicamente baixos nos pacientes com Parkinson não tratada levam a uma personalidade com baixa procura de novidade e uma incidência de dependência reduzida. Por outro lado, o tratamento de substituição com dopaminérgicos aumenta a vulnerabilidade à dependência e aos distúrbios de controlo de impulsos.
O Dr. Dagher concluiu que, no que diz respeito aos pacientes com Parkinson, a resposta é simples: descontinuar o tratamento com agonistas da dopamina se o paciente desenvolver dependência.
Isabel Marques
Fontes:
www.reutershealth.com/archive/2009/03/10/eline/links/20090310elin028.html
Campanha contra Arritmia Cardíaca lança site informativo
”Uma arritmia é uma perturbação do ritmo cardíaco e pode ter consequências fatais quando não tratada”, afirma organização em comunicado. ”Os sintomas de alertas são palpitações, fadiga, vertigens, tonturas, transpiração irregular, enfraquecimento, falta de ar, dor de peito e ansiedade”, acrescenta.
As arritmias, por vezes, não apresentam sintomas, sendo por isso difícil detectar o problema, o que leva a população a desconhecer os seus riscos.
“A falta de informação é um dos principais factores que pode levar à morte súbita, repentina e não acidental”, acrescenta o comunicado.
A campanha «Bate, Bate Coração» é promovida pelo Instituto Português do Ritmo Cardíaco (IPRC), pela Associação Portuguesa de Arritmologia, Pacing e Eletrofisiologia (APAPE) e pela Associação Portuguesa de Portadores de Pacemakers e CDIs (APPPC).
Pedro Santos
http://saude.sapo.pt/artigos/noticias_actualidade/ver.html?id=983971
SMD: Azacitidina aumenta esperança de vida
O fármaco azacitidina demonstrou um prolongamento significativo da esperança de vida global nos casos de síndrome mielodisplásica (SMD) de risco intermédio-2 e de alto risco, avançou o “Lancet Oncology”.
Segundo o artigo, a investigação permitiu conluir que a esperança média de vida foi de 24,5 meses nos doentes tratados com azacitidina - quando comparados com os doentes em regimes terapêuticos convencionais -, que tinham uma esperança média de vida de apenas 15 meses.
O estudo demonstrou ainda que as taxas de esperança média de vida aos dois anos quase duplicaram, com 50,8% para os doentes medicados com azacitidina e 26,2% para os doentes sujeitos às terapêuticas convencionais.
Outro benefício significativo registado com a toma do fármaco foi o aumento de 34% da esperança de vida em doentes com leucemia mielóide aguda.
A SMD é um grupo heterogéneo de doenças da célula hematopoiética pluripotencial caracterizadas por displasia, hematopoiese ineficaz e potencial risco de evolução para Leucemia Mieloblástica Aguda (LMA).
Raquel Garcez
Fármaco inovador para asma severa
O tratamento da asma severa, sem recurso a corticóides, poderá ser possível através de um novo fármaco (Mepolizumab), indica um estudo publicado na revista «New England Journal of Medicine».
De acordo como líder da investigação, Ian Pavord, da University of Leicester, Reino Unido, o Mepolizumab conseguiu reduzir em 50% a intensidade dos ataques de asma.
O estudo analisou, durante seis meses, 20 doentes com asma severa que, durante nove anos, tinham sido medicados com corticóides. Nove dos 20 doentes receberam Mepolizumab e os outros 11, um placebo, sem que nenhum soubesse a que grupo pertencia.
Segundo a equipa de investigadores, a toma do novo fármaco permitiu "reduzir de maneira muito considerável a dose utilizada de corticóide, dado as pessoas não mostrarem necessidade da substância para aliviar os ataques de asma.”
Raquel Garcez
Fonte: http://www.alert-online.com/?key=680B3D50093A6A202E42140A321A2A5C0B683E0A7607517A635873
quarta-feira, 11 de março de 2009
Vegetais podem reduzir risco do cancro da próstata
A equipa de investigadores examinou mais de cem estudos, concluindo que o mecanismo primário deste efeito positivo dos vegetais seria uma protecção antioxidante contra o ADN e danos celulares.
Os cientistas afirmaram que os tomates e os seus bioprodutos continham o carotenóide antioxidante licopene. Estudos anteriormente realizados demonstraram resultados inconsistentes na diminuição do risco do cancro da próstata, mas os alimentos com licopene são provavelmente protectores.
Os flavonóides são um grupo de compostos químicos encontrados naturalmente em certas frutas, vegetais, chás, vinhos, nozes, sementes e raízes, e que têm propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias. Existem diversas pesquisas que sugerem que o consumo de legumes, incluindo produtos de soja, protegem contra o cancro da próstata.
Outro grupo de vegetais, que inclui o alho, cebolas, entre outros, apresenta também vários benefícios, mas estudos efectuados são, no entanto, limitados.
Os vegetais crucíferos, como os brócolos, couves-de-bruxelas, couve, entre outros têm propriedades anticancerígenas, mas estudos efectuados com pessoas são também limitados, afirmaram os investigadores.
Pedro Santos
http://www.upi.com/Health_News/2009/03/11/Vegetables_may_reduce_prostate_cancer_risk/UPI-44541236745253/
Químicos presentes no arando ajudam a prevenir infecções urinárias
Os investigadores do Instituto Politécnico de Worcester, no Massachusetts, expuseram E. coli desenvolvidos em cultura a um cocktail de sumo de arando ou a proantocianidinas de arando, químicos encontrados nos produtos de arando, e mediram as forças de aderência entre as bactérias e uma superfície de silicone, utilizando um microscópio de força atómica.
O estudo demonstrou que quanto mais tempo as bactérias fossem expostas ao sumo de arando ou às proantocianidinas, maior era a diminuição da aderência bacteriana.
Os autores do estudo, Paola Pinzon-Arango, Yatao Liu e Terri Camesano, notaram que o efeito era reversível, uma vez que as bactérias, num ambiente sem sumo de arando ou proantocianidinas, voltavam a crescer recuperando a capacidade de aderência à superfície do modelo.
O Dr. Sheldon S. Hendler, co-editor da “Journal of Medicinal Food” e da Universidade da Califórnia, em San Diego, referiu que os arandos têm uma longa história de utilização medicinal dos alimentos. Os nativo-americanos utilizavam este fruto para o tratamento de doenças da bexiga e dos rins há centenas de anos atrás.
Isabel Marques
Fontes:
www.upi.com/Health_News/2009/03/10/Cranberry_chemicals_prevent_infections/UPI-64871236729252/
terça-feira, 10 de março de 2009
Diabetes: Sesta pode aumentar o risco de contrair a doença
A pesquisa analisou os hábitos de mais de 16 mil pessoas, chegando à conclusão que aqueles que costumavam fazer uma sesta após o almoço tinham uma probabilidade acrescida de 26% de virem a ser afectados pela doença, comparativamente aos que não dormiam a sesta.
Segundo os cientistas, existem vários factores que podem justificar esta relação, como a perturbação do sono nocturno e uma associação entre a sesta e a diminuição da actividade física.
Os especialistas acreditam que dormir durante o dia resulta em menos horas de sono durante a noite, lembrando estudos anteriores que demonstraram uma relação entre o sono nocturno curto e o risco de contrair a diabetes.
Os cientistas acrescentaram ainda que ao acordar de uma sesta, o organismo activa hormonas e mecanismos que impedem a insulina de actuar com eficiência, o que poderá predispor o tipo 2 da diabetes, que se desenvolve quando a insulina produzida pelo organismo não funciona normalmente.
“Já sabemos que as pessoas obesas ou com excesso de peso, e que por isso já têm uma predisposição à diabetes tipo 2, podem sofrer de distúrbios do sono”, afirmou Iain Frame, director de pesquisas da Diabetes UK. “O novo estudo mostra que pode haver um novo passo na direcção de explicar a relação entre os problemas de sono e a doença”, concluiu o investigador.
Pedro Santos
http://saude.sapo.pt/artigos/noticias_actualidade/ver.html?id=983972
Mulheres com gene do cancro da mama preferem mastectomia como prevenção
Existem diversos tipos de estratégias para as mulheres que têm a mutação do gene BRCA1 ou BRCA2, que predispõe a mulher ao aparecimento de cancro da mama.
Os cientistas da Universidade do Texas, Estados Unidos, entrevistaram diversas mulheres que tinham testado positivo para a mutação do gene BRCA, notando que cerca de dois terços delas acreditavam que a mastectomia preventiva era a forma mais eficaz de prevenir o desenvolvimento do cancro da mama, ou mesmo a sua preocupação relativamente a um possível aparecimento da doença.
Apenas 40% das que testaram negativo para a mutação viam a cirurgia com a melhor forma preventiva, e apenas um terço acreditava que o referido procedimento seria a melhor forma de reduzir a sua preocupação de vir a ter cancro da mama.
“Os profissionais de saúde e aconselhadores de genética devem ter isto em conta quando analisam as pretensões das mulheres quando os resultados genéticos são divulgados”, afirmaram os autores do estudo.
Os investigadores descobriram que 81% das mulheres que viam a mastectomia preventiva como a melhor forma de reduzir o risco de cancro acabavam mesmo por recorrer a este procedimento após terem testado positivo nos testes genéticos.
Pedro Santos
http://www.nlm.nih.gov/medlineplus/news/fullstory_81467.html
Combinação de tramadol e paracetamol eficaz para a dor moderada
Contudo, em muitos casos esta combinação de fármacos não é utilizada suficientemente. O Professor Juan Tamargo, catedrático de Farmacologia da Faculdade de Medicina da Universidade Complutense de Madrid, referiu que se fosse administrada uma combinação destes fármacos, desde o início, se poderia reduzir a dor e tudo o que esta acarreta, sobretudo tendo em conta que se trata de uma combinação farmacológica muito útil e recomendada pelos guias clínicos internacionais.
De acordo com o Professor Tamargo, a publicação deste consenso deve-se à necessidade de planear a utilidade da combinação de tramadol e paracetamol no tratamento da dor moderada, principalmente, porque a dor moderada é muito frequente na sociedade actual.
A vantagem que a combinação de tramadol e paracetamol apresenta é o facto de se tratar de compostos com mecanismos de acção complementares, que permitem atacar a dor por múltiplas vias, demonstram mais eficácia e reduzem a dose de cada fármaco (325 mg de paracetamol e 37,5 mg de tramadol), conseguindo ainda uma menor incidência de efeitos adversos, que não serão mais graves do que aqueles que possam ser provocados por cada fármaco isoladamente.
A todas estas vantagens pode-se acrescentar que as combinações em doses fixas têm uma vantagem adicional, isto é, a redução do número de fármacos que, juntamente com uma melhor tolerabilidade, permite aumentar a percentagem de pacientes que seque o tratamento prescrito.
Para alcançar estes objectivos é necessário associar fármacos que apresentem mecanismos complementares e cujas propriedades farmacológicas e terapêuticas tenham sido amplamente avaliadas em ensaios clínicos controlados.
Neste caso, graças a um estudo de associação medicamentosa, determinou-se uma sinergia de potenciação, ou seja, que a administração destes dois fármacos, em conjunto e no mesmo momento, resulta num maior grau de diminuição da dor do que a simples soma dos efeitos analgésicos de cada um dos fármacos em separado.
Isabel Marques
Fontes:
http://espana.pmfarma.com/noticias/noti.asp?ref=9894
Estudo: Insónia é frequentemente um problema crónico e persistente
O Dr. Charles M. Morin, Director do Centro de Investigação do Sono, da Universidade de Laval, na cidade do Quebec, revelou à Reuters Health que, embora as pessoas que sofrem de insónias em algumas noites não precisem de se preocupar com isso, quando o problema persiste durante algum tempo (durante mais de um mês) não devem desvalorizar e devem procurar tratamento, porque o problema pode não desaparecer sozinho.
Durante três anos, o Dr. Morin e colegas estudaram a história natural da insónia em 388 pessoas com graus variados de insónia no início do estudo.
Os investigadores relataram na “Archives of Internal Medicine” que, embora o curso da insónia possa flutuar com o tempo, com períodos de remissão e recaída, o curso mais comum foi a insónia persistente.
Os investigadores revelaram que cerca de metade da amostra (46%) relatou insónia persistente em todos os pontos, durante o estudo de três anos, e 74 por cento relatou insónia persistente durante, pelo menos, um ano.
A insónia crónica não tratada tem sido associada a custos mais elevados dos cuidados de saúde, perda de dias de trabalho, incapacidade, assim como pressão sanguínea elevada, depressão e abuso de drogas e álcool. Com esta doença, existe também um risco acrescido de utilização crónica de medicamentos para dormir, ou hipnóticos.
O Dr. Morin referiu ainda que, mesmo assim, a maioria das pessoas que sofre de insónias nunca fala deste problemas com o médico. O investigador acrescentou que isto é um erro, pois estas pessoas devem falar com o médico sobre o problema e os médicos não devem ignorar as queixas relativamente às insónias, mesmo que não seja a principal queixa, nem assumir que o problema se irá resolver com o tempo.
O investigador também enfatizou que o tratamento da insónia não tem necessariamente de envolver medicamentos, podendo simplesmente requerer recomendações comportamentais sobre horários de dormir e uma melhor higiene de sono.
Isabel Marques
Fontes:
www.reutershealth.com/archive/2009/03/09/eline/links/20090309elin005.html
Combinação de antibióticos eficaz no combate à tuberculose resistente
A combinação de dois antibióticos bloqueia o crescimento de 13 estirpes de tuberculose extremamente resistentes aos medicamentos, revela um estudo norte-americano. A descoberta pode abrir caminho à simplificação do tratamento contra todas as estirpes de tuberculose.
A bactéria causadora da tuberculose,“Mycobacterium tuberculosis”, contém enzimas que neutralizam a acção dos antibióticos, provocando a resistência aos fármacos. Contudo, avança a Reuters AlertNet, investigadores da Albert Einstein College of Medicine, em Nova Iorque, nos EUA, constataram que existem antibióticos, denominados beta-lactâmicos, que são capazes de bloquear estas enzimas.
De acordo com o estudo publicado na revista Science, a equipa verificou que, ao utilizar o ácido clavulânico para neutralizar a acção das enzimas, combinado com o meropenem, foi possível combater as estirpes mais resistentes.
Raquel Garcez
Fonte: http://www.alertnet.org/thenews/newsdesk/scidev/123636381513.htm
Infarmed vai multar farmacêuticos que alterem prescrições
A Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde (Infarmed) anunciou que vai passar a multar os farmacêuticos que alterarem as receitas. Segundo alertou a entidade, a infracção da lei estará ainda sujeita a uma participação na Ordem dos Farmacêuticos.
Alterar o receituário dará origem a uma multa que pode ir dos 5 aos 50 mil euros, revela o Infarmed em comunicado citado pelo semanário Sol.
A nota surge como reacção às medidas defendidas pelo presidente da ANF, João Cordeiro, no âmbito da campanha eleitoral para um novo mandato à frente desta organização.
Alegando que o “compromisso para saúde” não foi cumprido pelo Governo no que diz respeit à prescrição de medicamentos apenas pela designação comum internacional (DCI) - sem indicar o nome comercial do medicamento – o presidente da ANF advoga que “a partir de 1 de Abril os doentes deveriam ser informados o genérico mais barato, fosse qual fosse a prescrição do médico”.
O certo é que, esta alteração faria com que os farmacêuticos tivessem o poder de indicar aos doentes qual o medicamento que estes deveriam comprar. Medida esta que, posta em prática, implica a violação da lei, porém, a lista de João Cordeiro garante o “apoio operacional, jurídico e económico”, assegurando o pagamento às farmácias.
O possível cenário de infracção da lei também gerou a reprovação do bastonário da Ordem dos Médicos. Pedro Nunes avisa que a concretizar-se essa situação, a OM vai fazer queixa à comissão europeia por violação da lei de concorrência: “a ANF e os seus associados têm uma posição dominante no nosso mercado e ameaçam vender apenas alguns medicamentos. Isto contraria, claramente, os princípios comunitários da concorrência”.
Raquel Garcez
Fonte: Sol
Vitamina C pode diminuir risco de Gota nos homens
Um relatório publicado na “Archives of Internal Medicine” indica que a ingestão de, pelo menos, 1 500 miligramas de vitamina C por dia reduz em 45 por cento a probabilidade de desenvolver Gota, em comparação com uma ingestão abaixo dos 250 miligramas por dia.
Investigações anteriores demonstraram uma associação inversa entre a vitamina C e os níveis de ácido úrico no sangue, mas era incerto se as concentrações mais elevadas reduziam o risco de Gota, segundo o autor principal, o Dr. Hyon K. Choi, da Universidade de British Columbia, em Vancouver, no Canadá.
As recentes descobertas são provenientes de um estudo que envolveu 46 994 homens que foram seguidos entre 1986 e 2006. Nenhum dos participantes tinha historial de Gota quando o estudo começou. A ingestão de vitamina C foi avaliada através de questionários a cada quatro anos e a existência de Gota foi determinada utilizando os critérios do Colégio Americanos de Reumatologia.
Os investigadores revelaram que, durante o seguimento, 1 317 homens desenvolveram Gota e, como suspeitavam, quando os níveis de vitamina C aumentaram, o risco de Gota diminuía. Para cada aumento de 500 miligramas na ingestão diária de vitamina C, o risco de Gota caiu 17 por cento.
Os resultados indicam que os níveis elevados de vitamina C estão fortemente associados a um risco mais reduzido de Gota e que o aumento da ingestão desta vitamina pode prevenir o desenvolvimento de Gota.
Os investigadores acrescentaram que é necessária mais investigação para determinar como estas descobertas se aplicam às mulheres e para investigar possíveis interacções com as hormonas femininas.
A Gota é um distúrbio do metabolismo do ácido úrico através do qual este se deposita em vários tecidos do organismo, tais como articulações e tendões, na forma de cristais de urato de sódio, provocando inflamação.
Mais de 90 por cento dos pacientes que desenvolvem Gota primária são homens. Com maior incidência entre os 40 e os 50 anos de idade, principalmente em obesos com vida sedentária e em consumidores de bebidas alcoólicas e bebidas gasosas, como a cerveja. As mulheres raramente desenvolvem Gota antes da menopausa e geralmente têm mais de 60 anos de idade quando a desenvolvem. A manifestação da Gota é muito rara em crianças e em mulheres com menos de 30 anos.
Isabel Marques
Fontes:
www.reutershealth.com/archive/2009/03/09/eline/links/20090309elin023.html
www.msd.pt/content/patients/sua_saude/reumaticas/gota/gota1.html
Dieta alimentar pode fazer parte do tratamento da esquizofrenia
O Dr. Abram Hoffer, um psiquiatra de Toronto, referiu que alguns estudos demonstraram que a predisposição para a esquizofrenia é herdada e, embora pouco se possa fazer em relação aos factores genéticos que podem levar ao início da esquizofrenia, as modificações nutricionais podem ajudar a melhorar a qualidade de vida e a retardar a progressão da doença.
O investigador referiu que muitas pessoas que sofrem de esquizofrenia têm níveis baixos de açúcar no sangue, isto é, hipoglicemia, e alergias. As alergias alimentares mais comuns encontradas nas pessoas com esquizofrenia são aos açúcares, produtos lácteos e trigo.
O Dr. Hoffer revelou ainda que acredita que o tratamento ortomolecular, que significa as moléculas exactas na quantidade certa, é efectivo em 80 por cento ou mais dos pacientes com esquizofrenia e que este é o melhor tratamento desenvolvido até agora.
Para corrigir as moléculas do corpo é necessário oferecer ao corpo as peças com as quais ele próprio é feito. A medicina ortomolecular caracteriza-se por administrar, como terapêutica, vitaminas, minerais, aminoácidos, ácidos gordos essenciais, enzimas, pré e próbióticos e hormonas.
O Dr. Jonathan Prousky, médico naturopata e conselheiro de saúde ortomolecular, referiu que os especialistas em medicina ortomolecular utilizam planos de nutrição adaptados às necessidades de saúde dos indivíduos, de modo a garantir uma dieta que tem as quantidades apropriadas de vitaminas e nutrientes, necessários para prevenir o início da doença ou para tratar uma doença existente e desequilíbrios.
No tratamento da esquizofrenia, um especialista em medicina ortomolecular irá normalmente prescrever uma dieta especial juntamente com vitaminas e minerais, particularmente vitamina B3, de acordo com as necessidades individuais do paciente.
Isabel Marques
Fontes:
www.upi.com/Health_News/2009/03/09/Diet_may_be_part_of_schizophrenia_therapy/UPI-20841236625015/
segunda-feira, 9 de março de 2009
Vírus pode impulsionar diabetes em crianças
Segundo os cientistas, sinais de enterovírus, um tipo de vírus comum que provoca sintomas como vómito e diarreia, foram encontrados no tecido pancreático de 60% das crianças pesquisadas que tinham diabetes do tipo 1. Os investigadores afirmaram ainda que foram encontrados sinais de infecção pelo vírus nas células produtoras de insulina em 40% dos adultos analisados e que tinham diabetes do tipo 2.
De acordo com os autores do estudo, o enterovírus poderia estar presente em diversas amostras de tecidos estudadas anteriormente, mas só agora foi possível detectá-lo devido aos avanços tecnológicos.
Apesar de se saber da importância da genética no risco de uma pessoa desenvolver diabetes, os factores ambientais podem também estar envolvidos, e a ideia da doença ser provocada por um vírus já vem sido considerada há décadas.
Foram estudados os sinais de enterovírus em tecidos retirados durante as autópsias de 72 crianças que morreram menos de 12 meses após o diagnóstico de diabetes, tendo os mesmos sido comparados com amostras retiradas de 50 crianças que não apresentavam a doença. Nos tecidos de pessoas diabéticas em que foram encontrados sinais do vírus, este foi descoberto especificamente nas células beta, produtoras de insulina.
Com os resultados do estudo, a equipa de investigadores sugere que nas crianças que têm uma predisposição genética para a diabetes do tipo 1, as infecções por enterovírus podem desencadear uma reacção imunológica que desencadeia o desenvolvimento da doença.
Em relação à diabetes de tipo 2, que normalmente é relacionada com a obesidade nos adultos, os investigadores especulam que a infecção afecte a habilidade das células de produzir insulina, o que combinado com a grande procura pela substância por parte do organismo das pessoas obesas seria suficiente para desenvolver a doença.
Pedro Santos
http://www.bbc.co.uk/portuguese/ciencia/2009/03/090305_diabetesvirus_cq.shtml
Infarmed: Maioria dos medicamentos à venda na Internet é falsa
Foram analisadas 80 amostras de produtos comprados em sites não autorizados de venda de medicamentos, sendo que os fármacos contrafeitos analisados não continham, nalguns casos, a substância activa que deveriam ter e, quando esta estava presente, existia em quantidades inferiores às estipuladas para o fármaco.
O presidente do Infarmed, Vasco Maria, referiu que “nalguns casos havia impurezas que podem colocar em causa a vida das pessoas".
Os medicamentos em causa são principalmente os de combate à impotência sexual, emagrecimento, oncologia, cardiologia e neurologia. De acordo com os dados fornecidos pelo Infarmed, aproximadamente mais de 50 por cento dos medicamentos adquiridos na Internet, fora dos circuitos legais, são contrafeitos.
O presidente do Infarmed afirmou que este é um problema grave cujo combate é dificultado, porque é um negócio extremamente rentável, o que motiva a actividade das redes de falsificadores.
A ministra da Saúde, Ana Jorge, salientou que "é preciso ter atenção sobre a venda e uso de alguns medicamentos comprados pela Internet e sensibilizar para que isto é um problema real”.
Isabel Marques
Fontes:
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1368075&idCanal=62
http://dn.sapo.pt/2009/03/07/sociedade/90_remedios_a_venda_net_falsos.html
FDA: Fármacos com metoclopramida devem incluir alertas mais fortes
A utilização crónica destes fármacos, que estão disponíveis em diversas formas, como comprimidos, injecções e xarope, tem sido relacionada com discinesia tardia, o que provoca movimentos involuntários das extremidades, movimentos incontroláveis da língua, face, boca ou maxilar (protusão da língua, movimentos de mastigação), movimentos rápidos dos olhos e pestanejar. Os sintomas raramente são reversíveis, mas podem ser atenuados ou resolvidos após se terminar o tratamento com metoclopramida.
A FDA ordenou o acrescento de caixas pretas (black box) de alerta, o mais forte disponível, e o desenvolvimento de um guia amigo do paciente para explicar o risco.
A FDA recomenda que o tratamento não exceda os três meses, porque o risco do distúrbio de movimentos foi directamente relacionado com a duração do tratamento com metoclopramida e com o número de doses tomadas. A agência acrescentou que os idosos, especialmente as mulheres, apresentam maiores riscos.
A directora do Centro de Avaliação e Investigação da FDA, Janet Woodcock, referiu que a utilização crónica da terapia com metoclopramida deve ser evitada no geral, excepto nos casos raros em que os benefícios superem os riscos.
Em Portugal, os fármacos à base de metoclopramida são comercializados como Metoclopramida Labesfal, Metoclopramida Medinfar e Primperan. Estes fármacos estão indicados para náuseas e vómitos, gastroenterites, intolerâncias alimentares e medicamentosas, síndrome vertiginoso, perturbações da motilidade digestiva, dispepsia-eructações, soluços, pirose, dores epigástricas, esvaziamento gástrico retardado, refluxo gastro-esofágico.
Isabel Marques
Fontes:
www.reuters.com/article/governmentFilingsNews/idUSN2629346520090226
domingo, 8 de março de 2009
Nova vacina fornece imunidade instantânea
A equipa de cientistas testou este método de vacinação, designada por imunização covalente, em ratos com melanoma ou cancro do colón.
Os cientistas administraram nos roedores substâncias especificamente criadas para desencadear uma reacção imunológica "universal". Desenvolveram também outras substâncias, denominadas por "moléculas de adaptação", que reconheceram as células específicas do cancro.
"Os anticorpos na nossa vacina foram concebidos para circular de forma inerte até receberem instruções de pequenas moléculas para se ficarem activas contra um alvo específico", afirmou um dos investigadores.
"A vantagem deste método é que deixa em aberto a possibilidade de haverem anticorpos a postos para entrar em acção durante o tempo que demora a levar uma injecção ou tomar um comprimido", concluíram os investigadores.
Pedro Santos
http://www.upi.com/Health_News/2009/03/04/New_vaccine_provides_instant_immunity/UPI-97781236147656/
sexta-feira, 6 de março de 2009
MabThera pode diminuir inflamação renal em pacientes com lúpus
O Dr. Fadi Fakhouri, do Imperial College London, referiu que, após cerca de dois anos, o rituximab ajudou 12 de 20 pacientes com lúpus com sérios riscos de desenvolverem insuficiência renal.
Os investigadores revelaram na “Clinical Journal of the American Society Nephrology” que os estudos prospectivos avaliando a eficiência do rituximab na nefrite lúpica são justificáveis, pois as terapias existentes, envolvendo uma variedade de fármacos imunossupressores e quimioterapia, são geralmente consideradas inadequadas.
Os investigadores estudaram 20 voluntários com distúrbio renal grave, devido ao lúpus, em risco de desenvolver insuficiência renal. Estas pessoas recebem frequentemente quimioterapia ou fármacos corticosteróides para reduzir a inflamação renal.
Contudo, como muitos pacientes não respondem aos fármacos ou experienciam efeitos tóxicos quando os tomam, os investigadores testaram o rituximab, que está delineado para reduzir as células B do sistema imunitário, de modo a observarem se este poderia ajudar.
Os investigadores utilizaram o fármaco para atingir as células B hiperactivas, que parecem ajudar a provocar a inflamação renal nas pessoas com lúpus.
Após 22 meses, os investigadores observaram melhorias renais em 60 por cento dos pacientes e descobriram uma forte associação entre a redução das células B, após um mês, e o sucesso do tratamento.
Contudo, nem todas as pessoas responderam ao fármaco. Os pacientes com níveis muito baixos da proteína albumina no sangue e voluntários com ascendência africana não experimentaram a redução benéfica das células B.
O lúpus é uma doença auto-imune caracterizada pela inflamação das articulações, pele, principais órgãos e sistema nervosa central, à medida que o sistema imunitário ataca os tecidos e células saudáveis. A doença tende a ter surtos de agravamento dos sintomas e períodos de acalmia com a ausência de sintomas, tornando difícil avaliar a efectividade de qualquer tratamento.
Isabel Marques
Fontes:
www.reutershealth.com/archive/2009/03/05/eline/links/20090305elin026.html
Combinação de Plavix e fármacos para a azia pode aumentar risco cardíaco
O Plavix e a aspirina são frequentemente utilizados para diminuir a coagulação do sangue do paciente após um ataque cardíaco. Os médicos também costumam prescrever um inibidor da "bomba de protões" como o omeprazol, comercializado em diversas versões de marca e genéricas, para diminuir o risco de hemorragia gastrointestinal provocada pelos anticoagulantes.
O estudo, publicado na “Journal of the American Medical Association”, analisou 8 205 pacientes dos Estados Unidos que foram tratados devido a um ataque cardíaco ou dor no peito, conhecida como angina instável, e que receberam Plavix e aspirina.
Dois terços destes pacientes também receberam um inibidor da "bomba de protões", principalmente omeprazol, e apresentaram cerca do dobro do risco de sofrerem outro ataque cardíaco ou um episódio da angina instável, em comparação com aqueles que não tomaram um inibidor da "bomba de protões".
O investigador principal, o Dr. Michael Ho, do Centro Médico para Veteranos de Denver, referiu que esta combinação de fármacos pode ser responsável por milhares de repetições de ataques cardíacos.
O Dr. Ho referiu que o estudo sublinha a potencial interacção entre o clopidogrel e os medicamentos inibidores da "bomba de protões", sendo que sugere que talvez estes medicamentos não devam ser prescritos habitualmente ou profilaticamente, isto é, preventivamente, a pacientes que estão a tomar aspirina e clopidogrel.
Contudo, alguns médicos aconselham cautela relativamente a estas descobertas. O Dr. Kirk Garratt, do Hospital Lenox Hill, em Nova Iorque, referiu que é necessário ter muito cuidado com este estudo, pois se os médicos deixarem de prescrever inibidores da "bomba de protões" a estes pacientes, poder-se-ão observar mais complicações hemorrágicas. O Dr. Garratt acrescentou que uma grande hemorragia num paciente com doença das artérias coronárias significativa pode facilmente tornar-se fatal.
Isabel Marques
Fontes:
www.reuters.com/article/healthNews/idUSTRE52278420090303
quinta-feira, 5 de março de 2009
Vinho tinto ajuda a prevenir cancro do esófago
A revelação foi feita por cientistas da Califórnia, Estados Unidos, que ao estudar a relação entre o consumo de álcool e o adenocarcinoma de esófago descobriram que as pessoas que bebem um ou dois copos de vinho tinto por dia apresentavam uma redução do risco de 56% da ocorrência de uma lesão pré-cancerígena, chamada de esófago de Barret.
Essa lesão surge quando a parede da região entre o estômago e o esófago sofre alterações celulares devido a contacto constante com o suco gástrico, sendo que esta alteração ocorre em cerca de 5% da população, e aumenta entre 30 e 40 vezes a probabilidade de desenvolvimento do cancro do esófago.
No decorrer do estudo foram acompanhados mais de mil adultos durante dois anos, período no qual foram comparados o consumo de álcool, o tipo de bebida e factores corporais e o aparecimento das lesões esofágicas.
Não foi constatada uma relação entre o consumo de álcool e o aumento do risco de alterações do esófago, sendo que no caso do vinho tinto o efeito foi mesmo directamente o oposto.
Os investigadores acreditam que as propriedades antioxidantes do vinho tinto possam contrabalançar os efeitos prejudiciais do ácido na parede do esófago.
Pedro Santos
http://saude.sapo.pt/artigos/noticias_actualidade/ver.html?id=982734
GlaxoSmithKline procura aprovação de medicamento para o cancro renal
A GSK indicou que o pedido de autorização para comercializar o medicamento foi baseado nos resultados de um estudo com o inibidor de angiogenese como tratamento em pacientes com cancro renal em estado avançado.
O pazopanib, que tem vindo a ser desenvolvido para tratar diversos tipos de tumores, está actualmente a ser analisado em três estudos diferentes, tendo sido submetido um pedido à agência reguladora norte-americana (FDA) para o aprovar como tratamento da doença.
O cancro renal representa cerca de 2% dos cancros em adultos, e afecta uma vez e meia mais os homens do que as mulheres. Os tumores sólidos de rim são, habitualmente, cancerosos, enquanto os quistos do rim (cavidades fechadas, cheias de líquido) geralmente não o são.
Pedro Santos
http://www.firstwordplus.com/Fws.do?articleid=31068C753FF44AB287A3A5F21ED4D284
http://www.manualmerck.net/?url=/artigos/%3Fid%3D158%26cn%3D1229
Dados sugerem que Intrinsa não é efectivo para distúrbio sexual feminino
O Intrinsa é utilizado para o tratamento de mulheres, a quem o útero e os dois ovários foram retirados, quando registam ausência de pensamentos sexuais e desejo sexual, o que lhes causa sofrimento. É utilizado em doentes que já se encontram a tomar um estrogénio (uma hormona sexual feminina).
Os investigadores, que reviram os estudos de avaliação do Intrinsa que envolveram cerca de 4 mil mulheres, levantaram questões relativamente aos critérios de selecção das participantes para o ensaio, sendo que algumas foram diagnosticadas com distúrbio do desejo sexual hipoactivo com base em questionários não verificados.
Os investigadores referiram na “Drug and Therapeutics Bulletin” que ensaios chave envolveram mulheres cuja menopausa foi despoletada por uma histerectomia e que não foram considerados casos envolvendo outras doenças físicas e mentais, que podem contribuir para um baixo desejo sexual.
Os investigadores descobriram também que, enquanto foram relatadas pequenas melhorias do desejo sexual em algumas participantes, um número significativo de mulheres que tomaram placebos também relataram melhoras.
O editor da “Drug and Therapeutics Bulletin”, Ike Iheanacho, comentou que as evidências publicadas até agora são baseadas em mulheres altamente seleccionadas e apenas demonstram pequenas melhorias nos parâmetros sexuais e amplas respostas ao placebo.
Adicionalmente, a maioria dos ensaios do Intrinsa duraram menos de seis meses, com taxas de efeitos secundários de cerca de 75 por cento em dois dos maiores ensaios. A segurança a longo prazo do tratamento é desconhecida, sendo que, por todas estas razões, os investigadores não podem recomendar o Intrinsa para mulheres com esta disfunção sexual.
A Procter & Gamble declarou que o adesivo foi estudado em ensaios envolvendo mais de mil mulheres com menopausa cirúrgica com desejo sexual baixo, o que lhes provoca sofrimento. O Intrinsa demonstrou aumentar significativamente a actividade sexual satisfatória, aumentar o desejo sexual e reduzir o sofrimento associado.
O fabricante declarou ainda que estes resultados foram estatisticamente significativos, em comparação com as mulheres tratadas com placebo, acrescentando que o fármaco foi bem tolerado nos ensaios.
A substância activa do Intrinsa, a testosterona, é uma hormona sexual natural que é produzida nos homens e, em menor extensão, nas mulheres. Níveis baixos de testosterona têm sido associados a um desejo sexual baixo, bem como a pensamentos e excitação sexuais reduzidos.
Nas mulheres cujo útero e ovários foram retirados, a quantidade de testosterona produzida desce para metade. O Intrinsa liberta testosterona através da pele, que entra na circulação sanguínea e assegura níveis de testosterona equiparáveis aos registados antes de o útero e os ovários terem sido retirados.
Isabel Marques
Fontes:
www.firstwordplus.com/Fws.do?articleid=CF112490CD064FE8B938A9EB62388495
www.emea.europa.eu/humandocs/PDFs/EPAR/intrinsa/063406pt1.pdf
quarta-feira, 4 de março de 2009
Vitamina B12 pode prevenir defeitos congénitos graves
Os investigadores relataram na “Pediatrics” que as mulheres com os níveis mais baixos de vitamina B12 apresentavam uma probabilidade cinco vezes maior de terem um bebé com um defeito do tubo neural do que aquelas com os níveis mais elevados.
Os defeitos do tubo neural podem levar a uma incapacidade para toda a vida ou à morte. Os dois defeitos mais comuns são a espinha bífida, na qual a medula espinal e os ossos da coluna não se formam correctamente, e a anencefalia, uma doença fatal na qual o cérebro e os ossos do crânio não se desenvolvem normalmente.
O Dr. James Mills, do Instituto Nacional de Saúde dos Estado Unidos, referiu que o estudo demonstrou que a deficiência de vitamina B12 é um factor de risco de defeitos do tubo neural, independentemente do ácido fólico, outra vitamina B.
Agora muitas mulheres sabem a importância do ácido fólico e tem havido uma diminuição dos defeitos do tubo neural, tendo o Dr. Mills referido que espera que a consciencialização do papel semelhante da vitamina B12 possa reduzir ainda mais os defeitos do tubo neural.
A vitamina B12 é essencial para manter as células nervosas e os glóbulos vermelhos saudáveis. É encontrada na carne, produtos lácteos, ovos, peixe, marisco e cereais fortificados. Também pode ser tomada como um suplemento individual ou multivitamínico.
O Dr. Mills acrescentou ainda que é um ponto absolutamente crucial que as mulheres tenham isto em consideração antes de engravidarem, porque depois de estarem grávidas é possível que seja demasiado tarde.
O desenvolvimento dos eventos envolvidos nestes defeitos congénitos, também chamados defeitos de nascimento, ocorre nas primeiras quatro semanas de gravidez.
O Dr. Mills salientou que as mulheres que não comem carne ou produtos lácteos devem estar particularmente conscientes da necessidade de tomar vitamina B12 suficiente.
O investigador lançou um alerta semelhante para as mulheres com distúrbios intestinais, como doença inflamatória do intestino, que podem impedir a absorção de quantidades suficientes da vitamina.
Os investigadores recomendam que as mulheres tenham os níveis de vitamina B12 acima dos 300 nanogramas por litro antes de engravidarem.
O estudo envolveu cerca de 1 200 mulheres na Irlanda que disponibilizaram amostras de sangue durante o início da gravidez, que foram analisadas para determinar os níveis de vitamina B12.
Isabel Marques
Fontes:
www.reutershealth.com/archive/2009/03/02/eline/links/20090302elin008.html