terça-feira, 24 de março de 2009

Osteoporose pode aumentar o risco de vertigens

Investigadores coreanos acreditam que as pessoas com osteoporose têm uma probabilidade maior de ter vertigens comparativamente a pessoas com densidade dos ossos normal

As vertigens são um distúrbio no ouvido interno que provoca tonturas, podendo causar náuseas, vómitos, ilusão de movimento, entre outros. Acredita-se que pode ser provocada devido aos depósitos de resíduos de cálcio em um dos canais semicirculares no ouvido interno (locais que detectam a postura).

Os investigadores compararam 209 pessoas com vertigens sem causa aparente, tais como cirurgia no ouvido ou traumatismos na cabeça, e 202 pessoas com historial de tonturas. Comparativamente aos participantes com estrutura nos ossos normal, aqueles com osteoporose tinham uma probabilidade três vezes maior de terem vertigens.

Entre as mulheres, 25% daquelas que tinham vertigens sofriam de osteoporose, comparativamente a 9% sem vertigens, enquanto nos homens havia 12% com vertigens e osteoporose, comparativamente a 6% sem vertigens.

"Estas descobertas sugerem um problema no metabolismo do cálcio das pessoas com vertigens", afirmou Ji Soo Kim, um dos investigadores.
"As mulheres costumam apresentar os primeiros sinais de vertigens aos 50 anos, quando têm uma quebra na massa óssea devido à falta de estrogénio, uma das principais hormonas que influenciam o metabolismo ósseo e o cálcio", acrescentou o investigador.

Pedro Santos

http://www.nlm.nih.gov/medlineplus/news/fullstory_82017.html

Baixa dosagem de acitretina pode ajudar a reduzir psoríase das unhas

Investigadores italianos revelaram que o tratamento com uma baixa dosagem do fármaco acitretina, utilizado para tratar a psoríase da pele, parece ajudar a reduzir a psoríase das unhas.

No estudo, os investigadores da Universidade de Bolonha avaliaram o efeito da terapia com uma baixa dosagem de acitretina (0,2 a 0,3 miligramas por quilograma por dia durante seis meses) nas unhas de 27 homens e nove mulheres, com uma média de 41 anos, que sofriam de psoríase das unhas.

Os participantes foram seguidos durante, pelo menos, seis meses após o tratamento, tendo sido utilizado o Índice de Severidade da Psoríase Ungueal (NAPSI) para classificar a gravidade da doença. Os resultados mais elevados indicaram sintomas mais graves.

Os investigadores revelaram, na "Archives of Dermatology”, que as percentagens médias de redução da pontuação do NAPSI e do NAPSI modificado foram de 41 por cento e de 50 por cento, respectivamente.

A avaliação clínica aos seis meses demonstrou um desaparecimento completo ou quase completo das lesões das unhas em nove pacientes (25%), melhoria moderada em nove pacientes (25%), melhoria ligeira em 12 pacientes (33%) e nenhuma melhoria em seis pacientes (11%).

Os investigadores referiram que apenas um dos 36 participantes do ensaio apresentou efeitos adversos nas unhas durante o tratamento.

Os investigadores concluíram que, embora sejam necessários mais estudos para avaliar meticulosamente a efectividade em populações mais abrangentes, as observações sugerem que a administração sistémica de acitretina em baixas dosagens deve ser considerada no armamentário terapêutico do tratamento da psoríase das unhas.

Cerca de 78 por cento das pessoas que sofrem de psoríase têm psoríase das unhas, ou ungueal, que inclui picotado, onicólise (descolamento da unha do leito ungueal), mancha de óleo, espessamento ungueal com distrofia, contornos das unhas vermelhos e inflamados.

Isabel Marques

Fontes:
www.nlm.nih.gov/medlineplus/news/fullstory_81808.html

Antidepressivo mais antigo revela-se melhor para depressão na Doença de Parkinson

Um pequeno ensaio clínico revelou que as pessoas com Doença de Parkinson que necessitam de tratamento para a depressão parecem responder melhor a um antidepressivo mais antigo, em comparação com um agente mais recente.

O Dr. Matthew Menza, da Faculdade de Medicina Robert Wood Johnson, em Piscataway, em Nova Jérsia, referiu à Reuters Health que as pessoas com depressão e Parkinson realmente respondem aos antidepressivos, sendo este facto importante, porque a depressão na Doença de Parkinson é frequentemente sub-reconhecida, subavaliada e subtratada. Normalmente, a atitude é: “é claro que está deprimido, tem uma doença grave”.

Os investigadores referiram, na revista científica “Neurology”, que têm existido poucos ensaios comparativos de diferentes antidepressivos para os pacientes que sofrem de Parkinson com depressão.

Para analisar esta questão, os investigadores compararam um antidepressivo tricíclico mais antigo, a nortriptilina, a um agente inibidor selectivo de recaptação da serotonina (ISRS) mais recente, a paroxetina, em 52 pacientes com Doença de Parkinson diagnosticados com depressão major.

Dezoito pacientes receberam paroxetina, 17 tomaram nortriptilina e os restantes 17 receberam placebo. Após oito semanas, as alterações numa escala de pontuação standard da depressão favoreceu significativamente a nortriptilina.

O Dr. Menza referiu que outro ponto que consideram importante é o facto da nortriptilina ter sido efectiva na melhoria de uma variedade de outros sintomas comuns na Doença de Parkinson e que provocam problemas significativos. Por exemplo, o sono e a ansiedade melhoraram significativamente. Além disso, a qualidade de vida em geral foi muito melhor para aqueles cuja depressão melhorou.

Contudo, este estudo ainda é preliminar, tendo o investigador acrescentado que não são capazes de prever quem irá responder a qual tratamento.

O Dr. Menza sublinhou que muitas pessoas com Parkinson e depressão respondem muito bem a psicoterapia ou a abordagens como exercício e redução do stress. O tratamento com medicamentos deve ser personalizado para cada pessoa com monitorização cuidadosa em relação à tolerabilidade, segurança e efectividade.

A nortriptilina é comercializada em Portugal como Norterol, não existindo versões genéricas, e a paroxetina é comercializada como Paxetil, Seroxat, Stiliden, Denerval, Dropax e em diversas versões genéricas.

Isabel Marques

Fontes:
www.reutershealth.com/archive/2009/03/18/eline/links/20090318elin025.html

Exercício reduz sintomas depressivos

Investigadores norte-americanos afirmam que menos de uma hora de exercício praticado diariamente reduz os sintomas depressivos e aumenta a auto-estima em crianças com peso acima da média

A equipa de cientistas estudou 207 crianças, com idades compreendidas entre os 7 e os 11, e que tinham peso acima da média. Foram escolhidas, de forma aleatória, para continuarem a ter um estilo de vida sedentário ou para fazerem exercício 20 a 40 minutos por dia durante o período de 13 semanas.
Os resultados demonstraram que o grupo que realizava exercícios por 40 minutos tinha os maiores benefícios em termos psicológicos.

Karen Petty, um dos autores da pesquisa, afirmou que o estudo demonstrou que quanto mais exercício melhor era, diminuindo os sintomas depressivos e aumento a auto-estima. Os investigadores acrescentaram ainda que estes benefícios surgiam mesmo sem que o peso das crianças se alterasse de forma significativa após o período de três meses.

O estudo debruçou-se em actividades divertidas que aumentavam o batimento cardíaco, como jogos de corrida, saltar à corda, basquetebol e futebol.

Pedro Santos

http://www.upi.com/Health_News/2009/03/20/Exercise_reduces_depressive_symptoms/UPI-95411237606085/#comments

Modafinil para a narcolepsia pode provocar dependência

O modafinil, um fármaco para o tratamento da narcolepsia (acesso súbito, de curta duração, de uma necessidade irresistível de dormir) que é cada vez mais utilizado por pessoas saudáveis para aumentar a performance cerebral, pode provocar dependência em pessoas vulneráveis e a sua utilização deve ser monitorizada.

Um estudo piloto, publicado na “Journal of the American Medical Association”, que envolveu 10 homens saudáveis, descobriu que em dosagens normais o fármaco modafinil aumenta os níveis do químico dopamina na mesma parte do cérebro que é activada com outras drogas de abuso.

A Dra. Nora Volkow, directora do Instituto Nacional sobre o Abuso de Drogas dos Estados Unidos, referiu que o fármaco apresenta a assinatura de que pode potencialmente provocar dependência.

A Dra. Volkow referiu que estudos têm consistentemente demonstrado que todas as drogas de abuso têm um efeito comum no aumento da dopamina nesta área, no núcleo accumbens.

Embora oficialmente o modafinil só esteja aprovado para o excesso de sonolência associada à narcolepsia, apneia do sono e distúrbio do sono do trabalho por turnos, também é utilizado para a perda de peso, transtorno do déficit de atenção e hiperactividade, fadiga e depressão.

Contudo, a sua utilização cada vez maior em campus universitários para melhorar a performance cognitiva levou a Dra. Volkow a procura analisar mais de perto o potencial do fármaco provocar dependência e abuso.

A Dra. Volkow sublinhou que o principal problema não são as pessoas a quem o fármaco é prescrito correctamente, mas aquelas que possam estar a fazer uma utilização incorrecta ou a abusar da medicação.

A mensagem para as pessoas que estão a tomar esta medicação para melhoraria cognitiva é que a sua utilização pode resultar em efeitos cognitivos muito graves, incluindo dependência.

O modafinil é comercializado em Portugal como Modiodal, da Cephalon, e na versão genérica como Modafinil Generis.

Isabel Marques

segunda-feira, 23 de março de 2009

Dor crónica ligada a falta de vitamina D

Investigadores norte-americanos descobriram uma relação entre níveis inadequados de vitamina D e a quantidade de medicamentos narcóticos que os pacientes tomam para a dor crónica

De acordo com a equipa de investigadores, os pacientes com dor crónica que necessitavam de medicamentos narcóticos, e que também tinham níveis inadequados de vitamina D, estavam a tomar grandes doses de medicamentos para a dor, quase duas vezes mais, comparativamente aqueles com níveis adequados da vitamina.

O estudo descobriu ainda que os pacientes com níveis reduzidos de vitamina D afirmavam ter uma funcionalidade física pior, bem como na saúde em geral.

"Esta é uma descoberta importante e continuamos a investigar as causas da dor crónica", afirmou Michael Turner, investigador principal do estudo. "A vitamina D é conhecida por fortificar os ossos e os músculos. A sua deficiência não é muito reconhecida na causa da dor. Ao reconhecermos este factor, os profissionais de saúde podem melhorar significativamente a dor do paciente, bem como a sua qualidade de vida", concluiu o investigador.

Pedro Santos

http://www.upi.com/Health_News/2009/03/23/Chronic_pain_linked_to_low_vitamin_D/UPI-75691237785857/

Proteína da ervilha amarela pode ser chave para hipertensão e insuficiência renal

Investigadores da Universidade de Manitoba, em Winnipeg, no Canadá, descobriram que uma proteína da ervilha amarela poderá ser utilizada como suplemento natural na luta contra a hipertensão arterial e a insuficiência renal crónica.

O investigador principal do estudo, o professor Rotimi Aluko, assegurou que, em pacientes com pressão arterial alta, esta proteína poderá retardar ou prevenir o aparecimento de danos renais, enquanto que nas pessoas diagnosticadas com insuficiência renal crónica poderá manter a pressão arterial nos níveis normais, melhorando a qualidade de vida dos pacientes.

Para encontrar este componente, o professor Aluko purificou uma mistura de pequenas proteínas da ervilha amarela até encontrar uma partícula denominada hidrolisato.

Os investigadores alimentaram ratos de laboratório com doença renal policística, uma forma grave de insuficiência renal crónica utilizada como modelo para a investigação, com esta proteína através de pequenas doses diárias.

Os resultados demonstraram que, depois de oito semanas com uma dieta à base de ervilhas, 20 por cento dos ratos alimentados com a proteína apresentaram níveis normais de pressão arterial, em comparação com o grupo de controlo alimentado com uma dieta não modificada.

Por outro lado, os investigadores observaram que o extracto de ervilha aumentou em 30 por cento a função renal dos ratos com insuficiência renal crónica, situando-a em níveis aceitáveis, o que permitiu a eliminação de um maior número de toxinas através da urina e aliviar os sintomas da doença.

De acordo com o que explicou o professor Aludo, o principal inconveniente desta descoberta prende-se com o facto desta proteína, que se encontra de forma natural nas ervilhas, não estar activada. Assim, se as estas não passarem antes por um laboratório, as ervilhas amarelas continuarão a ser um excelente alimento para a dieta, mas não terão um efeito curativo sobre estas doenças.

Ainda assim, o investigador calcula que, se os testes em humanos forem positivos, o extracto poderá começar a ser comercializado dentro de dois a três anos em forma de pó solúvel, como condimento para saladas, em bebidas ou em comprimidos dietéticos.

Isabel Marques

Fontes:
http://ecodiario.eleconomista.es/salud/noticias/1115070/03/09/Una-proteina-del-guisante-de-jardin-posible-clave-en-la-lucha-contra-la-hipertension-y-la-insuficiencia-renal.html

Alerta: Canetas de insulina e cartuchos não devem ser partilhados

A agência norte-americana que regula os medicamentos (FDA) emitiu um alerta chamando a atenção para o facto das canetas de insulina de um paciente e as recargas/cartuchos de insulina não deverem ser utilizadas para administrar a medicação a múltiplos pacientes, devido ao potencial risco de transmissão de patogénios transportados pelo sangue, tais como o VIH e vírus das hepatites.

As canetas de insulina são instrumentos de injecção em forma de caneta que contêm uma agulha descartável e um reservatório de insulina ou um cartucho de insulina. Os dispositivos tipicamente contêm insulina suficiente para o paciente auto-administrar várias doses de insulina, antes do reservatório ou cartucho ficar vazio. Todas as canetas de insulina estão aprovadas apenas para a utilização por um único paciente (um dispositivo para apenas um paciente).

As canetas de insulina estão delineadas para serem seguras para um único paciente utilizar uma única caneta múltiplas vezes com uma agulha nova para cada injecção, referiu a Dra. Amy Egan, Directora Delegada de segurança da Divisão de Produtos de Metabolismo e Endocrinologia da FDA, no Centro de Avaliação e Investigação de Medicamentos.

De acordo com a Dra. Egan, as canetas de insulina não estão delineadas, nem são seguras, para uma caneta ser utilizada por mais do que um paciente, mesmo se as agulhas forem trocadas entre um paciente e outro, devido ao risco de transmissão de patogénios transportados pelo sangue.

Isabel Marques

Fontes:

www.fda.gov/bbs/topics/NEWS/2009/NEW01976.html

domingo, 22 de março de 2009

Chá verde pode ajudar a manter as gengivas saudáveis

Um novo estudo sugere que uma chávena de chá verde por dia pode ajudar a prevenir doença das gengivas.

Os investigadores da Universidade de Kyushu, em Fukuoka, no Japão, descobriram que, entre japoneses de meia-idade, a probabilidade de sofrer de doença das gengivas diminuía à medida que a ingestão de chá verde aumentava.

Os investigadores relataram na “Journal of Periodontology” que, por cada chávena diária que os homens bebiam, o risco de apresentarem sinais de doença das gengivas, incluindo retracção gengival, gengivas que sangram facilmente, diminuía.

Contudo, as descobertas não significam que o chá verde é um substituto da consulta do dentista. O Dr. Yoshihiro Shimazaki referiu à Reuters Health que a relação entre o chá verde e as baixas probabilidades de doença das gengivas foi moderadamente reduzida, sendo um bom cuidado oral geral o mais importante.

Para este estudo, os investigadores examinaram 940 homens, com idades entre os 49 e os 59 anos, procurando sinais de doença das gengivas. Os homens também completaram um questionário relativamente aos hábitos de fumar e beber, hábitos de lavagem dos dentes e ingestão de chá verde.

No geral, o estudo descobriu que as probabilidades de doença das gengivas diminuíam à medida que a ingestão de chá verde aumentava, mesmo tendo os outros factores de estilo de vida em consideração.

Contudo, os investigadores não possuíam informações relativas à dieta alimentar dos homens, sendo que estudos anteriores sugeriram que determinados alimentos e nutrientes, como cereais integrais, fibra e vitamina C, podem proteger contra doença das gengivas.

De acordo com o Dr. Shimazaki, se o chá verde em si combate realmente a doença das gengivas, pode dever-se à sua concentração de compostos antioxidantes chamados polifenóis.

A doença das gengivas ocorre devido a infecções bacterianas, sendo que investigações laboratoriais sugerem que os polifenóis do chá verde podem inibir esses germes e os danos que estes provocam.

Isabel Marques

Fontes:
www.reutershealth.com/archive/2009/03/20/eline/links/20090320elin001.html

Álcool é o maior factor de risco de alguns cancros

Investigadores canadianos referiram que o álcool é o maior factor de risco de cancro relacionado com o acetaldeído, que ocorre frequentemente no tracto digestivo superior.

Os investigadores do Centro para Dependência e Saúde Mental, em Toronto, e do Laboratório de Investigação Química e Veterinária de Karlsruhe, na Alemanha, referiam que o acetaldeído está amplamente presente no ambiente, é inalado através do ar e fumo do tabaco, ingerido através do álcool e alimentos e produzido no organismo humano durante o metabolismo das bebidas alcoólicas.

A investigação indicou que este químico orgânico tem um papel significativo no desenvolvimento de determinados tipos de cancros, especialmente do tracto digestivo superior, e está actualmente classificado como um possível carcinogénico pela Agência Internacional para a Investigação sobre o Cancro da Organização Mundial de Saúde (OMS).

O estudo, publicado na “Addiction”, descobriu que o risco derivado da ingestão de acetaldeído apenas através de bebidas alcoólicas pode exceder os limites de segurança habituais para consumidores excessivos de álcool.

O estudo de avaliação de risco descobriu que a exposição média ao acetaldeído derivada das bebidas alcoólicas resultou num risco de cancro ao longo da vida de 7,6/10 000.

Isabel Marques

Fontes:
www.upi.com/Health_News/2009/03/20/Alcohol_greatest_risk_factor_some_cancers/UPI-71681237602618/

sexta-feira, 20 de março de 2009

Vendas de medicamentos nas farmácias continuam a descer

Segundo dados da Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica (Apifarma), os portugueses continuam a comprar cada vez menos medicamentos nas farmácias. Só em Fevereiro o mercado ambulatório de medicamentos (vendas em farmácias não hospitalares) desceu 8,4%, comparativamente ao mesmo período de 2008. Estes dados vieram confirmar a tendência negativa que também se verificou em Janeiro, quando o mercado desceu 8,3%.

A Apifarma afirmou que estes dados vêm comprovar a crise que se instalou no sector, após um crescimento anual em 2008 que ficou nos 0,9%.
Em relação ao número de embalagens vendidas, a indústria farmacêutica refere que em Fevereiro foram vendidas menos 7,1% de unidades do que no período homólogo.

"A tendência mantém-se negativa em Março, que na primeira quinzena registou uma queda, em valor, de 3,5%, comparativamente ao mesmo período em 2008", refere a Apifarma.
O comportamento do mercado tem vindo a preocupar a Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica, não só do ponto de vista empresarial como também por um eventual impacto na saúde pública.

Pedro Santos

fontes: Agência Lusa

Milhões de pessoas podem beneficiar da toma de estatinas

Investigadores norte-americanos referiram que mais de 6 milhões de pacientes cardíacos podem beneficiar da toma de estatinas para prevenir ataques cardíacos e acidentes vasculares cerebrais (AVC).

A Dra. Erin D. Michos, da Faculdade de Medicina da Universidade Johns Hopkins, referiu que cerca de metade de todos os eventos cardiovasculares ocorrem em pacientes que não têm colesterol elevado e que aproximadamente 20 por cento desses eventos ocorrem em pessoas que não têm qualquer factor identificável de risco de doença cardiovascular.

Os investigadores basearam-se nas pesquisas do Hospital Brigham e de Mulheres, em Boston, que descobriram que as estatinas protegem contra os ataques cardíacos e AVCs, mesmo em pacientes adultos mais velhos.

A Dra. Michos e o Dr. Roger S. Blume, que reuniram dados de uma sondagem sobre nutrição e saúde nacional, estimaram que cerca de 6,5 milhões de adultos com baixo colesterol e elevada proteína C-reactiva, um biomarcador de inflamação e indicador de risco de doença cardíaca, podem beneficiar das estatinas.

O estudo, publicado na “Journal of the American College of Cardiology”, revelou ainda que se os investigadores expandirem os critérios da pesquisa para o nível de colesterol limite a 160 mg/dl, que os médicos frequentemente utilizam para decidir se prescrevem ou não estatinas, o grupo que beneficia das estatinas pode aumentar para 10 milhões de pessoas.

Os investigadores estão assim a demonstrar que os médicos podem ser capazes de prevenir milhares de ataques cardíacos, AVCs e mortes todos os anos, se se expandir os critérios de prescrição de estatinas para incluir os níveis da proteína C-reactiva, algo que se pode avaliar através de um simples teste sanguíneo.

Isabel Marques

Fontes:
www.upi.com/Health_News/2009/03/19/Millions_may_benefit_from_taking_statins/UPI-27521237506560/

Herceptin prolonga sobrevivência de pacientes com cancro do estômago

Resultados de um estudo de Fase III demonstraram que a utilização do fármaco oncológico Herceptin (trastuzumab), da Roche, em combinação com quimioterapia standard, prolongou significativamente a sobrevivência geral dos pacientes com cancro do estômago (gástrico) avançado HER2 positivo, em comparação com quimioterapia isoladamente.

O ensaio envolveu 594 pacientes com cancro gástrico HER2 positivo inoperável, localmente avançado, recorrente e/ou metastático. Os pacientes receberam aleatoriamente um tratamento de primeira linha com Herceptin, em combinação com quimioterapia, ou quimioterapia isoladamente.

O primeiro objectivo era a sobrevivência geral, enquanto os objectivos secundários incluíam a sobrevivência livre de progressão e a taxa de resposta geral.

O chefe da divisão farmacêutica da Roche, William Burns, sublinhou que este estudo demonstrou, pela primeira vez, que o Herceptin prolonga a sobrevivência dos pacientes com outro cancro que não o cancro da mama.

O Herceptin está aprovado para o tratamento do cancro da mama, estando a ser avaliada a sua utilização para o cancro do estômago.

O cancro do estômago é a segunda causa de morte relacionada com cancro mais comum a nível mundial, com mais de 900 mil novos casos diagnosticados todos os anos. Este cancro habitualmente não é diagnosticado até estar numa fase avançada, porque os pacientes frequentemente não relatam sintomas antes dessa fase.

Isabel Marques

Fontes:
www.firstwordplus.com/Fws.do?articleid=365E897ECFF64A158DE76185EDBBCD68

quinta-feira, 19 de março de 2009

Fibrilhação auricular é mais perigosa para diabéticos

Cardiologistas australianos alertam para o facto da fibrilhação auricular nos pacientes diabéticos aumentar o risco de morte devido a problemas cardiovasculares.

Este estudo, publicado na "European Heart Journal”, informa os médicos de que a fibrilhação auricular, uma anomalia no ritmo cardíaco, é um marcador de risco acrescido de eventos cardiovasculares e mortalidade em diabéticos, tanto homens como mulheres. Estes pacientes devem controlar mais agressivamente os factores de risco, tais como pressão sanguínea e colesterol.

A investigadora principal, a Dra. Anushka Patel, da Universidade de Sydney, referiu que isto é uma questão diferente do controlo da frequência e ritmo, ou da utilização de anticoagulantes para prevenir os eventos tromboembólicos, que é a terapêutica habitual nos pacientes com fibrilhação auricular. Estas questões também são importantes, mas os investigadores acreditam que os dados sugerem que uma consciencialização acrescida e uma gestão do risco cardiovascular geral também é importante.

O ensaio internacional e aleatório, que envolveu 11 140 pacientes com diabetes tipo 2, descobriu que os pacientes com fibrilhação auricular, no início do estudo, apresentavam um risco 61 por cento mais elevado de morrer devido a qualquer causa, um risco 77 por cento mais elevado de morrer devido a causas cardiovasculares, tais como ataque cardíaco ou acidente vascular cerebral (AVC), e um risco 68 por cento mais elevado de desenvolverem problemas cardiovasculares, em comparação com os pacientes diabéticos que não sofrem de fibrilhação auricular.

Contudo, os investigadores também descobriram que os riscos de morrer ou desenvolver complicações cardiovasculares diminuem quando os pacientes diabéticos com fibrilhação auricular são tratados de forma agressiva com uma combinação de fármacos para reduzir a pressão sanguínea.

A fibrilhação auricular é um distúrbio da frequência e do ritmo do coração caracterizada pela contracção rápida e descoordenada das câmaras superiores (aurículas) e inferiores (ventrículos) do coração, por alteração do funcionamento do sistema de condução eléctrica do coração.

Isabel Marques

Fontes:
www.upi.com/Health_News/2009/03/18/Atrial_fibrillation_riskier_for_diabetics/UPI-15941237423989/

Beber chá ajuda a proteger de AVC

Estudo norte-americano sugere que beber três chávenas ou mais de chá por dia pode reduzir em cerca de 21% o risco de doença cerebrovascular

Quanto mais chávenas de chá forem consumidas, maiores serão as hipóteses de ter uma vida saudável, com menor risco de ter um AVC (Acidente Vascular Cerebral), a principal causa de morte em Portugal
Os dados resultam de nove estudos, envolvendo quase 195 mil pessoas, e verificou mais de 4300 AVC’s.

A investigação foi conduzida pela Universidade da Califórnia, com o apoio do Lipton Institute of Tea, avaliando os resultados dos estudos que compararam os participantes que consumiam menos de uma chávena de chá verde ou preto por dia, e as que ingeriam três ou mais.

"Estes resultados dizem respeito a chás verdes e pretos mas não a chás de ervas", afirmou Leonore Arab, do Departamento de Medicina e Química Biológica da Faculdade de Medicina David Geffen da UCLA.
O cientista considera também ser prematuro destacar uma substância do chá, como a teanina, os flavonóides ou as catequinas, como responsável por estes benefícios.

"Este novo estudo vem adicionar a redução de doença cerebrovascular à lista das suas mais valias, que já incluía os benefícios ao nível da hidratação, enquanto poderoso antioxidante, boa performance cognitiva e boa saúde oral", afirmou Paul Quinlan, director de investigação do Lipton Institute of Tea.

Nos últimos anos têm sido realizados vários estudos que associam o consumo regular de chá a efeitos benéficos para a saúde mental e física.
Os AVC’s estão em primeiro lugar na lista das principais causas de morte em Portugal e em segundo lugar a nível mundial, com 20 milhões de ocorrências.

Este estudo diz respeito a AVC’s isquémicos, caracterizados pelo bloqueio de um vaso sanguíneo ou de uma artéria, que impede a corrente sanguínea de atingir partes do cérebro, e não a AVC’s hemorrágicos, provocados pela ruptura dos vasos, que leva ao derrame de sangue para dentro do cérebro ou para a área que o rodeia.

Pedro Santos

http://saude.sapo.pt/artigos/noticias_actualidade/ver.html?id=985395

Alzheimer: Novo teste permite detectar a doença precocemente

Cientistas norte-americanos afirmam que um novo teste pode detectar a doença de Alzheimer no seu início, antes de surgirem os primeiros sintomas e de ser irreversível

O novo exame analisa os níveis de proteínas no liquido espinal, tendo os cientistas conseguido prever com uma precisão de 87% em que pacientes os problemas de memória em estágio inicial e com outros sintomas de deterioração cognitiva seria diagnosticado a doença de Alzheimer,

"Com este teste, podemos detectar de maneira fiável a doença de Alzheimer e fazer o acompanhamento desta doença", afirmou Leslie Shaw, do Departamento de Medicina da Universidade da Pensilvânia.

Segundo o investigador, o exame permitirá submeter a um tratamento numa fase adiantada os pacientes com o risco de desenvolver a doença, facilitando assim a busca de soluções que adiem ou mesmo subvertam a degeneração neurológica.

A equipa de cientistas propôs-se a criar um teste padrão que se centre nos níveis de duas proteínas "clássicas" associadas ao Alzheimer: os peptídeos beta-amilóide e tau.

Eles analisaram exames de líquido espinal de 410 pacientes que faziam parte de um estudo sobre a doença de Alzheimer, tendo também estudado a análise de voluntários com um estado cognitivo normal e de pessoas mortas e que tinham sofrido de Alzheimer.

Em 95,2% dos casos, o teste descartou as possibilidades de desenvolver Alzheimer, e em 81,8% relatou que as pessoas com uma deterioração cognitiva leve desenvolveriam a doença.

Actualmente, 26 milhões de pessoas sofrem de Alzheimer e os especialistas calculam que os valores irão ascender a 106 milhões em 2050.

Pedro Santos

http://saude.sapo.pt/artigos/noticias_actualidade/ver.html?id=985208

quarta-feira, 18 de março de 2009

Vitamina D pode não ajudar a tratar a depressão

Investigadores da Universidade de Warwick, no Reino Unido, demonstraram que não existe uma relação clara entre os níveis de vitamina D no sangue e a depressão.

O investigador principal, o Dr. Oscar Franco, referiu que a falta de vitamina D, devido à reduzida exposição à luz solar, tem sido associada à depressão e aos sintomas de Depressão Sazonal ou Distúrbio Afectivo Sazonal.

Os investigadores recrutaram 3 262 pessoas com idades entre os 50 e os 70 anos de Pequim e Xangai, na China, e testaram os níveis de vitamina D no sangue. Os participantes do estudo tiveram de completar um questionário para se poder avaliar a prevalência de sintomas depressivos.

O estudo, publicado na “Journal of Affective Disorders”, descobriu que não existe uma clara associação entre os sintomas depressivos e a concentração de vitamina D no sangue.

O Dr. Franco referiu que o estudo, desenvolvido em colaboração com os colegas da Academia Chinesa de Ciências, não avaliou se os sintomas depressivos eram sazonais e sugeriu que é necessário efectuar mais estudos.

O investigador referiu ainda que poucos estudos exploraram a associação entre as concentrações sanguíneas de vitamina D e a depressão na população geral. Uma deficiência de vitamina D também tem sido atribuída a diversas doenças crónicas, incluindo osteoporose, cancros comuns, doenças auto-imunes e cardiovasculares.

Isabel Marques

Fontes:
www.upi.com/Health_News/2009/03/18/Vitamin_D_may_not_help_treat_depression/UPI-25811237404556/

Farmacêutica relata 15 mortes entre pacientes que utilizaram RoActemra

A Chugai Pharmaceutical Co, a unidade japonesa da Roche Holding AG, relatou a ocorrência de 15 mortes entre os pacientes que utilizaram o fármaco RoActemra (tocilizumab) para a artrite reumatóide.

A Chugai revelou num relatório que entre os 4 915 pacientes com artrite reumatóide que receberam RoActemra, entre Abril de 2008 e Fevereiro de 2009, houve 15 mortes, não sendo possível negar a possibilidade de uma associação à utilização do RoActemra.

O porta-voz da Chugai, Masayuki Yamada, referiu que o facto de uma relação causal não poder ser negada significa que existe a possibilidade do RoActemra poder ter tido um impacto.

Desta forma, a farmacêutica quer continuar a recolher informações e análises para poder fornecer informações atempadas a instituições médicas, entre outros.

A Chugai também revelou que existiram 221 casos de efeitos adversos graves. Esta não foi a primeira vez que a farmacêutica publica um relatório sobre efeitos secundários do fármaco, sendo que tem actualizado periodicamente a informação, incluindo mortes relatadas.

O RoActemra é um anticorpo monoclonal que bloqueia as acções de um tipo específico de proteína (citocina) denominada interleucina-6. Esta proteína está envolvida em processos inflamatórios do organismo e o seu bloqueio pode reduzir a inflamação no seu corpo.

O RoActemra é utilizado no tratamento da artrite reumatóide activa, moderada a grave, uma doença auto-imune, em doentes adultos, se terapêuticas prévias não surtiram o efeito desejado. O RoActemra ajuda a reduzir os sintomas, tais como a dor e o inchaço das articulações, e pode também melhorar a capacidade de realização das tarefas diárias.

Estima-se que a artrite reumatóide, que se caracteriza pela inflamação da membrana que envolve as articulações do corpo, o que pode provocar dores, rigidez e incapacidade, afecte mais de 20 milhões de pessoas a nível mundial.

O Japão foi o primeiro país a aprovar o RoActemra para o tratamento da artrite reumatóide, tendo-se seguido a Europa, que o aprovou em Janeiro, mas ainda não foi aprovado nos Estados Unidos.

Isabel Marques

Diabetes podem acelerar declínio da doença de Alzheimer

Segundo investigadores norte-americanos, os pacientes com Alzheimer que têm diabetes e níveis elevados de colesterol experienciam um declínio cognitivo mais rápido.

"Estas descobertas indicam que controlar as condições vasculares pode ser uma forma de atrasar o curso da doença de Alzheimer, o que seria um grande desenvolvimento em termos de tratamentos desta doença tão devastadora, visto que existem actualmente poucos tratamentos disponíveis que conseguem reduzir o progresso da doença", afirmou Yaakov Stern, autor do estudo.

"Prevenir doenças coronárias, enfartes ou diabetes, ou mesmo garantir que estas condições estão bem controladas em pacientes onde as mesmas lhes foram diagnosticadas pode diminuir o progresso da doença de Alzheimer", acrescentou o investigador.

O estudo descobriu que um historial de diabetes e elevados níveis de colesterol estava associado a um declínio cognitivo mais acelerado.

A equipa de investigadores teoriza que a ligação entre os factores de risco vasculares e o declínio cognitivo em pacientes com Alzheimer pode acontecer devido à possibilidade das doenças vasculares activarem a inflamação no cérebro, e por consequência activando a produção da amilóide e a formação de emaranhados neurofibilares, considerados como sendo a causa primária da doença de Alzheimer.

Pedro Santos

http://www.upi.com/Health_News/2009/03/17/Diabetes_may_hasten_Alzheimers_decline/UPI-71151237336279/

Capacidade mental começa a diminuir aos 27 anos

Estudo sugere que a capacidade mental de uma pessoa começa a deteriorar-se a partir dos 27, marcando o começo do processo de envelhecimento

Segundo Timothy Salthouse, da Universidade de Virgínia, o raciocínio, agilidade mental e visualização espacial entram em declínio perto dos 30 anos de idade, tendo atingido o seu auge aos 22.
O estudo foi realizado durante o período de 7 anos, incluindo duas mil pessoas saudáveis com idades compreendidas entre os 18 e os 60 anos.

Os participantes tiveram que resolver quebra-cabeças, lembrar-se de palavras e detalhes de histórias, e identificar padrões em grupos de letras e símbolos.
Em nove dos doze testes efectuados, a média de idades dos participantes que tiveram melhor desempenho foi de 22 anos, sendo que a idade onde se observou um declínio marcante no desempenho dos participantes foi aos 27.

Funções como a memória ficaram intactas, em média, até aos 37 anos, e as habilidades baseadas na acumulação de informações, como o desempenho em testes de vocabulário e conhecimentos gerais, aumentaram até os 60 anos de idade.

"Alguns aspectos do declínio da função cognitiva em adultos com boa saúde e nível de instrução começam aos 20 e poucos ou 30 e poucos anos", afirmou Salthouse

O investigador acredita que os tratamentos que têm como objectivo amenizar o processo de envelhecimento deveriam começar mais cedo.

Pedro Santos

http://saude.sapo.pt/artigos/noticias_actualidade/ver.html?id=985068

Investigadores desenvolvem antibióticos que não provocam resistência

Investigadores norte-americanos revelaram na revista científica “Nature Chemical Biology” que estão a desenvolver uma nova geração de compostos antibióticos que não provocam resistência bacteriana.

Os investigadores, da Faculdade de Medicina Albert Einstein da Universidade Yeshiva, referiram que os compostos actuam contra dois micróbios, o vibrião colérico (bactéria Vibrio cholerae), que provoca a cólera, e o E. coli 0157:H7, um contaminante dos alimentos.

Um dos autores, o Dr. Vern Schramm, referiu que os antibióticos inicialmente funcionam extremamente bem, matando mais de 99,9 por cento dos micróbios a que se direccionam. Contudo, através da mutação e da pressão selectiva exercida pelo antibiótico, algumas células bacterianas conseguem inevitavelmente sobreviver, repopular a comunidade bacteriana e disseminar-se como estirpes resistentes aos antibióticos.

Os investigadores, em vez de matarem a Vibrio cholerae e o E. coli 0157:H7, direccionaram-se para interromper a capacidade das bactérias comunicar através da detecção de quórum, um mecanismo molecular complexo que as bactérias usam para comunicarem entre si. Muitas espécies de bactérias utilizam a detecção de quórum para coordenar a sua expressão genética segundo a densidade local da sua população.

Os investigadores apontaram para uma enzima bacteriana, a nucleosidase de metiltioadenosina (MTAN), que está directamente envolvida na sintetização de auto-indutores cruciais para a detecção de quórum. Os investigadores delinearam um substrato ao qual a MTAN se irá ligar muito mais firmemente do que ao seu substrato natural, na realidade, tão firmemente que o substrato análogo irá prender permanentemente a MTAN e inibi-la de impulsionar a detecção de quórum.

Isabel Marques

Fontes:
www.upi.com/Health_News/2009/03/16/Antibiotics_that_dont_trigger_resistance/UPI-49921237247603/

Investigadores desenvolvem novo tratamento para a infertilidade feminina

Investigadores do Colégio Imperial de Londres demonstraram num estudo que a administração da hormona kisspeptina, em mulheres com infertilidade, activa a libertação de hormonas sexuais que controlam o ciclo menstrual.

Os investigadores, que apresentaram as descobertas no encontro anual da Sociedade de Endocrinologia do Reino Unido, referiram que um tratamento com a hormona poderia restabelecer a função reprodutiva nas mulheres com baixos níveis de hormonas sexuais.

A kisspeptina é produzida pelo gene KISS-1 e é um regulador chave da função reprodutiva. Os animais e os humanos que têm falta de kisspectina não passam pela puberdade e continuam a ser sexualmente imaturos.

Num estudo anterior, os investigadores demonstraram que o tratamento com kisspeptina conduzia à produção de hormonas sexuais nas mulheres férteis.

Os investigadores ampliaram agora a investigação para examinar os efeitos da kisspeptina nas mulheres cujo período mestrual tenha cessado devido a um desequilíbrio hormonal.

Neste estudo, os investigadores injectaram kisspectina ou soro salino a um grupo de dez mulheres que não tinham menstruação e eram inférteis. Os investigadores recolheram amostras sanguíneas para medir os níveis da hormona luteinizante e da hormona estimulante do folículo, duas hormonas sexuais essenciais para a ovulação e fertilidade.

A kisspeptina conduziu a um aumento de 48 vezes da quantidade da hormona luteinizante e de 16 vezes da hormona estimulante do folículo, em comparação com o soro salino.

De acordo com os investigadores, este é o primeiro estudo que demonstra que a kisspectina pode estimular as hormonas sexuais nas mulheres com infertilidade, apresentando a hormona como uma possível terapia para a infertilidade humana.

Segundo o investigador principal, o Dr. Waljit Dhillo, a infertilidade é um problema devastador que afecta milhões de casais em todo o mundo. Esta investigação demonstra que a kisspectina poderá ser uma promessa como tratamento da infertilidade.

O Dr. Dhillo referiu que os dados sugerem que a kisspeptina poderá restabelecer a função reprodutiva nas mulheres com níveis baixos de hormonas sexuais. O investigador concluiu que a próxima investigação se centrará em determinar o melhor protocolo de administração repetida da kisspectina, com a esperança de se desenvolver uma nova terapia para a infertilidade.

Isabel Marques

Fontes:
http://ecodiario.eleconomista.es/salud/noticias/1104014/03/09/Nuevo-tratamiento-para-restablecer-la-funcion-reproductiva-en-mujeres.html

terça-feira, 17 de março de 2009

Fármaco para cancro eficaz em doentes com lúpus

Um estudo inglês sugere que um fármaco indicado para tratar o cancro - o Rituxan (Rituximab) - pode tornar-se no primeiro medicamento aprovado em 50 anos para o tratamento da nefrite do lúpus.

A investigação realizada ao longo de 22 meses por cientistas do Colégio Imperial de Londres envolveu 20 pessoas portadoras deste problema renal causado pelo lúpus eritematoso sistémico, revela a Reuters UK.

Segundo a equipa de investigadores ingleses, os resultados permitiram concluir que o Rituxan (Rituximab) tem como alvo de acção as células B hiperactivas que contribuem para a inflamação dos rins em pessoas diagnosticadas com lúpus. “Após o tratamento com Rituxan, 60% dos doentes demonstraram fortes sinais de melhoria”, afirmaram.

Caso os resultados deste estudo sejam comprovados em ensaios clínicos mais alargados, o fármaco pode ser aprovado para o tratamento desta doença auto-imune e tornar-se, assim, na primeira cura farmacológica.

De referir que, o medicamento não surtiu qualquer efeito em doentes com ascendentes africanos ou naqueles que apresentavam baixos níveis de albumina no sangue.

Raquel Garcez

Fonte: http://uk.reuters.com/article/governmentFilingsNews/idUKL436729920090304
http://www.medicalnewstoday.com/articles/142191.php

Benefícios da aspirina na prevenção de ataques cardíacos e AVC diferem consoante o paciente

Uma força de intervenção norte-americana referiu que a utilização da aspirina para prevenir ataques cardíacos ou acidente vascular cerebral (AVC) pode apresentar diferentes benefícios e desvantagens para homens e mulheres.

As novas recomendações da Força de Intervenção de Serviços Preventivos norte-americana, um painel independente de peritos, não se aplicam às pessoas que já sofreram um ataque cardíaco ou AVC.

As recomendações, publicadas na “Annals of Internal Medicine”, referem os pacientes e os médicos devem considerar os factores de risco, incluindo idade, sexo, diabetes, pressão sanguínea, níveis de colesterol, fumar e risco de hemorragia gastrointestinal, antes de decidirem relativamente à utilização ou não da aspirina.

Os peritos reviram as evidências do Estudo de Saúde das Mulheres do Instituto Nacional de Saúde norte-americano publicadas desde que a última força de intervenção reviu este tópico em 2002.

Os peritos encontraram evidências de que a aspirina diminui o primeiro ataque cardíaco nos homens e o primeiro AVC nas mulheres. Quanto mais factores de risco as pessoas apresentarem, mais probabilidade têm de retirarem benefícios da aspirina.

Os peritos recomendam que os homens com idades entre os 45 e os 79 anos devem utilizar a aspirina para reduzir o risco de ataques cardíacos, quando os benefícios superam os potenciais riscos de hemorragia gastrointestinal. As mulheres entre os 55 e os 79 anos devem utilizar a aspirina para reduzir o risco de AVC isquémico, quando os benefícios superam os potenciais riscos de hemorragia gastrointestinal.

Isabel Marques

Fontes:
www.upi.com/Health_News/2009/03/17/Risks_of_using_aspirin_differ_by_gender/UPI-75811237263754/

Tuberculose: Portugal continua acima da média na Europa

Portugal registou uma descida de 7% nos casos de tuberculose, mas a taxa de incidência continua ainda acima da média da União Europeia

De acordo com Fonseca Antunes, coordenador do Programa Nacional de Luta Contra a Tuberculose em Portugal, só no ano passado foram diagnosticados 2916 casos, incluindo casos novos e retratamentos, dos quais 2519 eram portugueses e 397 imigrantes.

"Em cada três doentes, dois são homens", referiu Fonseca Antunes, alertando para o facto dos homens terem uma frequência duas vezes superior à das mulheres.

A propósito do Dia Mundial da Tuberculose, que se assinala no dia 24 de Março, Fonseca Antunes adiantou que a diminuição do número de casos insere-se numa tendência que, na última década, se salda em menos 7,2% ao ano. No entanto, a taxa de incidência em Portugal ainda é ligeiramente maior à média da União Europeia, que se situa nos 17 casos por 100 mil habitantes.

Segundo o especialista, esta discrepância deve-se ao facto de Portugal ainda estar a sofrer a influência de uma situação bastante desfavorável que decorreu até finais da década de 60, e que se reflectiu nas gerações posteriores.

A luta contra a tuberculose tem dado resultados positivos em Portugal, sendo que os estudos epidemiológicos revelam que o risco de ser infectado por tuberculose reduziu para metade nos últimos 13 anos.

As populações que têm maior risco de desenvolver a tuberculose ou de ser infectadas são as que contactaram com a doença, pessoas infectadas com o HIV, estrangeiros oriundos de países de alta prevalência da doença, toxicodependentes e os reclusos.
Em todos estes grupos também se registou uma diminuição do número de casos: cerca de um terço em cinco anos.

A taxa de mortalidade por tuberculose, que está muitas vezes associada a outras patologias, situa-se nos 1,4 por cem mil habitantes, tendo descido para metade na última década.
Em Portugal, a detecção dos casos ronda os 90%, com um sucesso terapêutico, ao fim do período de um ano, a atingir os 87%.

Pedro Santos

Fonte: Agência Lusa

Um inibidor da secretase apresenta-se como possível opção para a Alzheimer

Um fármaco experimental, um inibidor da secretase, reduziu a produção da proteína beta-amilóide em ratos, o que poderá pressupor uma nova via para reduzir as lesões cerebrais características da Doença de Alzheimer.

Os resultados do estudo, liderado pelo Dr. Mark Burns, da Universidade de Georgetown, em Washington, revelaram que uma classe de fármacos para a Alzheimer, que se encontra em fase de ensaios clínicos, parece reduzir os danos produzidos pelas lesões cerebrais em animais.

As gama e beta-secretases são duas enzimas necessárias para a produção da proteína beta-amilóide. É esta proteína que forma as placas no cérebro, que ocorrem na doença de Alzheimer. O aumento do risco desta doença está associado a níveis elevados de fragmentos de beta amilóide no sangue.

Se estas enzimas forem bloqueadas, pode-se reduzir os défices de movimento, as alterações de comportamento e a perda neuronal que se produz depois de uma lesão cerebral. Assim, os investigadores propõem que as duas secretases sejam um objectivo prioritário para tratar as lesões cerebrais próprias da Alzheimer.


Para analisar o papel da proteína amilóide na lesão cerebral, os investigadores utilizaram duas formas de bloquear a activação das vias que produzem os péptidos amilóides. Desta forma, utilizaram um grupo de ratos geneticamente alterados incapazes de produzir secretases e, por isso, sem possibilidade de gerar amilóide.

Os investigadores também trataram ratos normais com uma molécula experimental, a DAPT, um dos primeiros inibidores da gama-secretase desenvolvidos e cuja eficácia está a ser avaliada para a Alzheimer.

No modelo observou-se uma redução da produção de péptidos amilóides neste grupo. No grupo de controlo comprovou-se que a lesão cerebral produzia mais péptidos amilóides e que o hipocampo era a região mais afectada, igual ao que se passa na Alzheimer.

Após três semanas da lesão inicial, os dois grupos foram capazes de efectuar as provas de memória de forma semelhante.

Contudo, as imagens de ressonância mostraram que as lesões no hipocampo desses grupos de ratos eram diferentes das do grupo de controlo. O estudo, publicado na “Nature Medicine”, demonstrou que a DAPT reduz a produção de beta-amilóide.

Isabel Marques

Fontes:
www.dmedicina.com/edicion/diario_medico/dmedicina/enfermedades/neurologicas/es/desarrollo/1200911.html

Estudo: Acrilamido não está associado ao risco de cancro do endométrio

Há sete anos foi lançado um alerta relativamente ao facto do acrilamido, um composto encontrado nos alimentos aquecidos a altas temperaturas, poder provocar cancro. Contudo, estudos não descobriram associações ao cancro do cólon ou da mama, e agora um estudo sueco indica que a ingestão a longo prazo de acrilamido não aumenta o risco de cancro do endométrio.

De acordo com o relatório publicado na "International Journal of Cancer”, os dados de estudos com animais têm suportado o efeito causador de cancro do acrilamido. Na realidade, em 2005 a Organização Mundial de Saúde (OMS) requereu a diminuição dos níveis de acrilamido nos alimentos.

Por outro lado, segundo a Dr. Susanna C. Larson, do Instituto Karolinska, em Estocolmo, as evidências baseadas na população têm refutado amplamente a existência de um risco significativo de cancro devido à ingestão de acrilamido

Uma excepção é um estudo holandês, relatado há dois anos, no qual a ingestão de acrilamido estava associada a cancros do endométrio e dos ovários nas mulheres na pós-menopausa que nunca tinham fumado.

Para estudar esta situação, a equipa de investigadores analisaram dados de 61 mil mulheres. Estas completaram questionários alimentares quando se registaram entre 1987 e 1990 e depois novamente em 1997.

Durante um período de seguimento médio de 17 anos, 687 mulheres desenvolveram cancro do endométrio. Contrariamente ao estudo holandês, os investigadores suecos não encontraram qualquer evidência de que a ingestão de acrilamido influencie o risco da doença, quer as mulheres fumem ou não.

Isabel Marques

Fontes:
www.reutershealth.com/archive/2009/03/16/eline/links/20090316elin018.html

Vegetarianos têm menos cancros

Estudo britânico sugere que uma dieta vegetariana pode ajudar a proteger contra os diversos tipos de cancro

A pesquisa analisou os dados de mais de 52 mil homens e mulheres, constatando que aqueles que não consumiam carne tinham, de forma significativa, menos cancros comparativamente aos que consumiam carne.

No entanto e de forma surpreendente, os investigadores também descobriram uma taxa mais elevada de casos de cancro colo-rectal, uma doença associada ao consumo de carnes vermelhas, entre os vegetarianos.

Apesar de haverem recomendações para que as pessoas consumam cinco porções de fruta e vegetais por dia para reduzir o risco de cancro e outras doenças, existem poucos dados sobre a dieta vegetariana propriamente dita.

Neste último estudo os investigadores dividiram os participantes em consumidores de carne, de peixe, vegetarianos e veganistas. Mais tarde, num estudo de acompanhamento, eles constataram que haviam menos cancros porque, provavelmente, os grupos eram mais saudáveis do que o resto da população.

Os cientistas constaram ainda que os casos de cancro eram bastante mais raros entre os consumidores de peixe e nos vegetarianos comparativamente aos consumidores de carne.

"É bastante interessante. Sugere que pode haver uma redução de cancros nos vegetarianos e nos consumidores de peixe, e temos que olhar para estes dados com atenção", afirmou Tim Key, líder o estudo.

Pedro Santos

http://news.bbc.co.uk/2/hi/health/7942479.stm

Topiramato seguro e eficaz na prevenção da enxaqueca em adolescentes

Um relatório publicado na revista cientifica “Pediatrics” revelou que o topiramato é seguro e efectivo na prevenção da enxaqueca em pacientes entre os 12 e os 17 anos.

Embora o topiramato esteja indicado para a profilaxia da enxaqueca, em adultos, os autores explicaram que não existem fármacos aprovados para o tratamento profiláctico da enxaqueca em pacientes pediátricos.

O Dr. Donald Lewis, da Faculdade de Medicina de Eastern Virginia, em Norfolk, e colegas avaliaram a eficácia e segurança do topiramato (50 miligramas/dia e 100 miligramas/dia) como profilaxia da enxaqueca em 106 pacientes entre os 12 e os 17 anos.

A dose mais elevada de topiramato reduziu significativamente a taxa de incidência mensal de enxaqueca de uma média de 4,3 ataques para 1,3, enquanto a dose mais baixa não diferiu do placebo (os ataques reduziram de uma média de 4,1 para 2,3 em ambos os grupos).

Nas últimas quarto semanas do estudo, mais de metade dos participantes que receberam 100 miligramas/dia de topiramato permaneceram sem enxaquecas.

A taxa de resposta foi de 83 por cento para o grupo dos 100 miligramas/dia, mas apenas de 46 por cento no grupo 50 miligramas/dia e de 45 por cento para o grupo do placebo.

Cerca de três quartos dos participantes que receberam topiramato experimentaram efeitos adversos, em comparação com menos de metade dos que receberam placebo, tendo os primeiros experienciado mais infecções do tracto respiratório superior, parestesia e tonturas.

Os investigadores concluíram que as análises de segurança não revelaram descobertas inesperadas. Os resultados deste ensaio demonstraram a eficácia dos 100 miligramas/dia de topiramato na prevenção da enxaqueca em pacientes pediátricos.

Isabel Marques

Fontes:
www.reutershealth.com/archive/2009/03/13/eline/links/20090313elin008.html

segunda-feira, 16 de março de 2009

Toxoplasmose ligada a esquizofrenia

Cientistas britânicos afirmam que o parasita da toxoplasmose pode ser responsável pelo desenvolvimento da esquizofreina e doenças bipolares

A equipa de investigadores da Universidade de Leeds demonstrou que o parasita pode desempenhar um papel no desenvolvimento das condições actuando ao nível da produção da dopamina, um neurotransmissor, precursor natural da adrenalina e da noradrenalina que tem como função a actividade estimulante do sistema nervoso central.

A toxoplasmose, que é transmitida através das fezes dos gatos, e que pode ser encontrada em vegetais mal lavados e carne mal passada infectada, é considerada bastante comum. A maioria das pessoas que têm o parasita são saudáveis, mas aquelas que são imuno-suprimidas, especialmente mulheres grávidas, têm bastantes riscos em termos de saúde que podem mesmo ser fatais.

"A toxoplasmose altera algumas mensagens químicas no cérebro, e essas alterações podem ter um grande efeito no comportamento", afirmou Glenn McConkey, líder do estudo.

"Diversos estudos já demonstraram que existe uma ligação estatística entre incidentes de esquizofrenia e infecção por toxoplasmose, e o nosso estudo é apenas o primeiro passo para descobrir o porquê desta ligação", concluiu o investigador.

Pedro Santos

http://www.upi.com/Health_News/2009/03/13/Toxoplasmosis_linked_to_schizophrenia/UPI-12611236997090/

Prucaloprida efectiva para obstipação crónica

Investigadores belgas revelaram, na revista científica “Gut”, que o fármaco prucaloprida melhora significativa e consistentemente a função intestinal dos pacientes com obstipação crónica e grave.

O investigador principal, o Dr. Jan Tack, do Hospital Universitário de Leuven, na Bélgica, referiu à Reuters Health que o actual estudo, que envolveu pacientes com obstipação crónica que não apresentavam uma resposta satisfatória aos laxantes, demonstrou excelente eficácia e perfil de segurança da prucaloprida.

Os investigadores estudaram pacientes que receberam aleatoriamente um tratamento diário com prucaloprida 2 miligramas (mg) ou 4 mg, ou com placebo.

Nos 713 pacientes avaliados, 19,5 por cento dos que receberam a dose de 2 mg e 23,6 por cento dos que receberam a dose de 4 mg tiveram três ou mais movimentos intestinais espontâneos por semana. Estas proporções foram significativamente maiores do que os 9,6 por cento observados no grupo do placebo.

Ambas as dosagens foram bem toleradas e a maioria dos efeitos secundários foram ligeiros ou moderados e passageiros. Os efeitos adversos mais comuns foram dores de cabeça e diarreia.

O Dr. Tack concluiu que o fármaco apresenta o potencial de aliviar uma grande necessidade não atendida na prática clínica, tanto ao nível dos especialistas como ao nível dos médicos de cuidados primários.

Isabel Marques

Fontes:
www.reutershealth.com/archive/2009/03/13/eline/links/20090313elin021.html

domingo, 15 de março de 2009

Suplementos de vitamina B benéficos para pacientes celíacos

Um estudo holandês revelou que os suplementos de vitamina B reduzem o risco de desenvolvimento de níveis muito elevados de homocisteína nos pacientes com doença celíaca, devendo ser considerados na gestão da doença.

O Dr. Muhammed Hadithi, do Centro Médico da Universidade de Vrije, em Amesterdão, explicou que a doença celíaca aumenta o risco de deficiência de folato e vitamina B12, o que pode contribuir para o desenvolvimento de níveis excessivos de homocisteína, um amino ácido, e a associação a doença vascular.

Os investigadores estudaram o efeito de suplementos de vitamina B6, folato e vitamina B12 diariamente (com uma dieta sem glúten) nos níveis da homocisteína em 51 adultos com doença celíaca e 50 adultos saudáveis com as mesmas idades e sexo para o controlo. A média de idades dos pacientes celíacos era de 56 anos e 40 por cento eram homens.

Vinte e cinco dos pacientes (49%) utilizaram suplementos de vitamina B. A dose diária de vitamina B6 foi de 1 a 6 miligramas, folato de 100 a 400 microgramas e vitamina B12 de 0,5 a 18 microgramas.

Como esperado, os pacientes celíacos que tomaram suplementos de vitamina B apresentaram níveis significativamente mais elevados de vitamina B6, folato e vitamina B12, em comparação com os pacientes celíacos que não receberam vitamina B e os controlos saudáveis.

Os pacientes celíacos que estavam a tomar vitaminas B também apresentaram níveis totais mais baixos de homocisteína (7,1 micromoles por litro - µmol/L) do que os pacientes que não receberam vitaminas B (11,0 µmol/L) e os controlos saudáveis (9,7 µmol/L).

De acordo os investigadores, os suplementos de vitamina B podem normalizar o estado de B6, folato e B12 e os níveis totais de homocisteína.

Os investigadores concluíram na “World Journal of Gastroenterology” que, mesmo que o benefício de baixar a homocisteína seja discutível, a deficiência de vitamina B a longo prazo deve ser evitada. Isto implica uma monitorização de rotina dos pacientes celíacos ou tratamento standard com doses moderadas de suplementos de vitamina B.

A doença celíaca, que pode afectar crianças e adultos, é uma intolerância a uma proteína do trigo, o glúten, provocando alterações no intestino que acarretam uma má absorção, que podem resultar em sintomas como diarreia frequente e perda de peso extrema.

Isabel Marques

Fontes:
www.reutershealth.com/archive/2009/03/13/eline/links/20090313elin020.html

Mulheres apresentam maior taxa de mortalidade devido a AVC

Investigadores norte-americanos referiram que morrem mais mulheres do que homens devido a acidente vascular cerebral (AVC) todos os anos, mas muitas mulheres pensam que o AVC é uma doença de homens.

O investigador Jan Flewelling, do Instituto Neurológico Metodista, em Houston, referiu que o AVC mata duas vezes mais mulheres do que o cancro da mama, mas muitas pensam que esta é uma doença de homens. Além disso, as mulheres têm menos probabilidade de apresentarem os sintomas clássicos de AVC do que os homens.

O investigador realçou que, enquanto as mulheres necessitam prestar atenção aos factores de risco comuns, tais como pressão sanguínea elevada, diabetes e colesterol elevado, alguns riscos específicos do género podem também alterar as probabilidades de uma mulher sofrer um AVC.

Estes incluem enxaquecas com aura visual, aneurismas cerebrais, doenças auto-imunes, incluindo diabetes e lúpus, utilização de contraceptivo orais, que estão associados a um aumentos de coágulos sanguíneos, e alterações hormonais durante a menopausa.

Entre os sintomas atípicos de AVC encontrados nas mulheres estão os desmaios, convulsões, confusão, dores no peito, falta de ar e palpitações. Contudo, Flewelling alerta que, embora estes sintomas atípicos estejam bem documentados, a maioria dos pacientes de ambos os sexos que sofrem um AVC apresenta sintomas tradicionais, como fraqueza ou entorpecimento súbito de um lado do corpo ou dificuldades na fala.

O investigador relatou que é vital que as mulheres sejam mais vigilantes em relação à sua saúde e que a educação e a consciencialização são chave para ajudar a reduzir a incidência de AVC nas mulheres.

Isabel Marques

Fontes:
www.upi.com/Health_News/2009/03/13/Women_can_have_atypical_stroke_symptoms/UPI-59801237001354/

sexta-feira, 13 de março de 2009

Médico propõe taxar chocolate para combater obesidade

Como forma de combater a obesidade e a diabetes, um médico escocês decidiu propor a imposição de taxas à venda de chocolate no Reino Unido, uma medida que de resto já acontece com o álcool e com o tabaco.

Segundo David Walker, médico de Lanarkshire, Escócia, o chocolate representa uma parte importante no problema de excesso de peso na população pois muita gente consome uma quantidade de chocolate equivalente às calorias diárias necessárias para uma pessoa.

“A obesidade é um problema que prolifera. Estamos no mesmo caminho que os Estados Unidos”, afirmou Walker à imprensa britânica.

Para o médico, e também especialista em nutrição, o chocolate foi sempre visto como algo especial, tendo-se tornado perigoso para uma grande parte da população.
De acordo com o especialista, um pacote de 225 gramas de bombons contém perto de 1.200 calorias, quase metade do recomendado por dia.

Pedro Santos

http://saude.sapo.pt/artigos/noticias_actualidade/ver.html?id=984423

Estudo: Sutent eficaz contra cancro pancreático raro

Um estudo do fármaco Sutent (sunitinib), da Pfizer Inc, revelou que o medicamento retardou a progressão de uma forma rara de cancro pancreático, que afecta milhares de pessoas a nível global, tendo por isso sido terminado mais cedo.

Uma comissão independente de segurança, que monitorizou o estudo de última fase, recomendou a sua terminação, após concluir que os pacientes tratados com Sutent permaneceram livres da progressão da doença durante mais tempo do que aqueles que receberam placebo mais cuidados de suporte.

Os pacientes do estudo sofriam de tumores avançados das células das ilhotas pancreáticas, também conhecidos como tumores neuroendócrinos. Estes tumores ocorrem em células especializadas do pâncreas que segregam uma variedade de hormonas, incluindo insulina e enzimas envolvidas na digestão.

Outros tipos de cancros pancreáticos ocorrem nos ductos do pâncreas, pequenos tubos que transportam as enzimas digestivas produzidas no pâncreas para o intestino delgado.

Esta forma de cancro pancreático do estudo refere-se a apenas cerca de 5 por cento de todos os casos de cancro do pâncreas, mas cresce e espalha-se mais lentamente do que outros tipos de cancro pancreático.

Contudo, quando a cirurgia para a remoção do cancro não é possível, ou quando o cancro volta após a cirurgia, a esperança de vida é apenas de alguns anos e os pacientes podem experienciar sintomas difíceis, tais como níveis elevados de insulina potencialmente fatais e úlceras do estômago.

O Sutent actualmente está aprovado para o tratamento do cancro renal avançado e para tumores do tracto gastrointestinal.

Dada a tendência claramente favorável, os pacientes que receberam Sutent no ensaio vão continuar a receber o fármaco e aqueles que receberam placebo terão agora a opção de receberem o fármaco.

Isabel Marques

Fontes:
www.reutershealth.com/archive/2009/03/12/eline/links/20090312elin010.html

quinta-feira, 12 de março de 2009

Suplementos de ácido fólico podem aumentar risco de cancro da próstata

Novas investigações publicadas na “Journal of the National Cancer Institute” demonstram que demasiado ácido fólico aumenta o risco de cancro da próstata.

A Dra. Jane C. Figueiredo, da Universidade do Sul da Califórnia, em Los Angeles, referiu que os homens que tomam 1 miligrama de ácido folico têm uma probabilidade três vezes maior de desenvolver cancro da próstata, durante um período de 10 anos, em comparação com os homens que receberam placebo.

A Dra. Figueiredo relatou à Reuters Health que é provável que o folato seja benéfico para muitas questões de saúde, mas em demasia pode não ser tão benéfico.

A Dra. Figueiredo e os colegas têm estado a investigar se administrar aspirina ou ácido fólico poderá ajudar a prevenir o desenvolvimento de lesões pré-cancerígenas no cólon e recto, tendo descoberto que o ácido fólico na realidade aumenta a probabilidade das pessoas desenvolverem estas lesões.

Os investigadores conduziram então uma análise secundária para determinar se o ácido fólico e a aspirina poderiam afectar o risco de cancro da próstata.

Enquanto a aspirina não teve qualquer efeito, os investigadores descobriram que 9,7 por cento dos 327 homens que tomaram ácido fólico desenvolveram cancro da próstata durante o estudo, em comparação com 3,3 por cento dos 316 homens a receber placebo. Isto traduziu-se num risco 2,63 vezes maior de desenvolver a doença.

O ácido fólico tem um papel essencial no crescimento celular e divisão das células, por isso um excesso de fornecimento pode acelerar o crescimento de tumores. O organismo absorve mais rapidamente o ácido fólico do que o folato.

O ácido fólico é a forma sintética do folato, uma vitamina B encontrada nos vegetais de folha verde e outros alimentos.

A Dra. Figueiredo referiu que se pode conseguir mais folato se se ingerir suplementos de ácido fólico, em comparação à ingestão apenas de fontes naturais, sendo que este facto pode ser relevante. Tomar ácido fólico em comprimidos pode não ser tão bom como consumi-lo através de fontes alimentares.

Os investigadores, quando observaram as quantidades de folato que os homens consumiam através da dieta, descobriram que uma maior ingestão estava associada a um menor risco de cancro da próstata, embora a relação não tenha sido estatisticamente significativa.

Isabel Marques

Fontes:
www.reutershealth.com/archive/2009/03/10/eline/links/20090310elin017.html

Fármacos para Parkinson podem despoletar sintomas de dependência

Os pacientes a receber tratamento para a Doença de Parkinson podem algumas vezes desenvolver comportamentos de dependência, como jogo patológico, devido ao excesso de utilização de agonistas da dopamina, o principal tipo de fármaco utilizado para tratar esta doença neurológica.

Os agonistas da dopamina, agentes que activam os receptores da dopamina no cérebro, incluem fármacos como o pramipexol, ropinirol, pergolida e bromocriptina, normalmente utilizados para a Doença de Parkinson e síndrome das pernas inquietas.

Contudo, o Dr. Alain Dagher, da Universidade McGill, em Montreal, no Canadá, referiu à Reuters Health que estes fármacos apresentam um risco muito definido de provocar distúrbios de controlo de impulsos e dependência, sendo que os médicos devem estar conscientes destes efeitos secundários e alertar explicitamente os pacientes que iniciam estes fármacos.

O Dr. Dagher e o Dr. Trevor W. Robbins, da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, reviram as associações entre a dopamina e os distúrbios de personalidade dependente à luz dos modelos actuais de aprendizagem e dependência.

Os factores de risco destes distúrbios para os doentes com Parkinson incluem ser do sexo masculino, ser jovem na altura do diagnóstico, ter historial de abuso de álcool ou drogas, depressão e resultados elevados na categoria de personalidade que procura novidade, todos factores que também aumentam o risco de dependência na população geral.

Embora se tenha questionado inicialmente se os agonistas da dopamina realmente provocavam jogo patológico, existem agora evidências de que as terapias com dopaminérgicos no geral, e os agonistas da dopamina em particular, são os despoletadores de jogo patológico e outros distúrbios de controlo de impulsos na Doença de Parkinson.

Níveis de dopamina cronicamente baixos nos pacientes com Parkinson não tratada levam a uma personalidade com baixa procura de novidade e uma incidência de dependência reduzida. Por outro lado, o tratamento de substituição com dopaminérgicos aumenta a vulnerabilidade à dependência e aos distúrbios de controlo de impulsos.

O Dr. Dagher concluiu que, no que diz respeito aos pacientes com Parkinson, a resposta é simples: descontinuar o tratamento com agonistas da dopamina se o paciente desenvolver dependência.

Isabel Marques

Fontes:
www.reutershealth.com/archive/2009/03/10/eline/links/20090310elin028.html

Campanha contra Arritmia Cardíaca lança site informativo

No âmbito da campanha “Bate, Bate Coração” e com o intuito de sensibilizar a população, encontra-se já disponível um site sobre as arritmias cardíacas que pode ser acedido em www.batebatecoracao.com.

”Uma arritmia é uma perturbação do ritmo cardíaco e pode ter consequências fatais quando não tratada”, afirma organização em comunicado. ”Os sintomas de alertas são palpitações, fadiga, vertigens, tonturas, transpiração irregular, enfraquecimento, falta de ar, dor de peito e ansiedade”, acrescenta.

As arritmias, por vezes, não apresentam sintomas, sendo por isso difícil detectar o problema, o que leva a população a desconhecer os seus riscos.
“A falta de informação é um dos principais factores que pode levar à morte súbita, repentina e não acidental”, acrescenta o comunicado.

A campanha «Bate, Bate Coração» é promovida pelo Instituto Português do Ritmo Cardíaco (IPRC), pela Associação Portuguesa de Arritmologia, Pacing e Eletrofisiologia (APAPE) e pela Associação Portuguesa de Portadores de Pacemakers e CDIs (APPPC).

Pedro Santos

http://saude.sapo.pt/artigos/noticias_actualidade/ver.html?id=983971

SMD: Azacitidina aumenta esperança de vida

O fármaco azacitidina demonstrou um prolongamento significativo da esperança de vida global nos casos de síndrome mielodisplásica (SMD) de risco intermédio-2 e de alto risco, avançou o “Lancet Oncology”.

Segundo o artigo, a investigação permitiu conluir que a esperança média de vida foi de 24,5 meses nos doentes tratados com azacitidina - quando comparados com os doentes em regimes terapêuticos convencionais -, que tinham uma esperança média de vida de apenas 15 meses.

O estudo demonstrou ainda que as taxas de esperança média de vida aos dois anos quase duplicaram, com 50,8% para os doentes medicados com azacitidina e 26,2% para os doentes sujeitos às terapêuticas convencionais.

Outro benefício significativo registado com a toma do fármaco foi o aumento de 34% da esperança de vida em doentes com leucemia mielóide aguda.

A SMD é um grupo heterogéneo de doenças da célula hematopoiética pluripotencial caracterizadas por displasia, hematopoiese ineficaz e potencial risco de evolução para Leucemia Mieloblástica Aguda (LMA).

Raquel Garcez

Fonte: http://209.85.229.132/search?q=cache:3UXfXsWRyTsJ:www.alert-online.com/%3Fkey%3D680B3D50093A6A202E42140A321A2A5C0B683E0A7607517A635A72+Lancet+Oncology+Azacitidina&hl=pt-PT&ct=clnk&cd=1&gl=pt

Fármaco inovador para asma severa

O tratamento da asma severa, sem recurso a corticóides, poderá ser possível através de um novo fármaco (Mepolizumab), indica um estudo publicado na revista «New England Journal of Medicine».

De acordo como líder da investigação, Ian Pavord, da University of Leicester, Reino Unido, o Mepolizumab conseguiu reduzir em 50% a intensidade dos ataques de asma.

O estudo analisou, durante seis meses, 20 doentes com asma severa que, durante nove anos, tinham sido medicados com corticóides. Nove dos 20 doentes receberam Mepolizumab e os outros 11, um placebo, sem que nenhum soubesse a que grupo pertencia.

Segundo a equipa de investigadores, a toma do novo fármaco permitiu "reduzir de maneira muito considerável a dose utilizada de corticóide, dado as pessoas não mostrarem necessidade da substância para aliviar os ataques de asma.”

Raquel Garcez

Fonte: http://www.alert-online.com/?key=680B3D50093A6A202E42140A321A2A5C0B683E0A7607517A635873

quarta-feira, 11 de março de 2009

Vegetais podem reduzir risco do cancro da próstata

Investigadores chineses afirmam que uma dieta rica em vegetais pode diminuir o risco de contrair cancro da próstata

A equipa de investigadores examinou mais de cem estudos, concluindo que o mecanismo primário deste efeito positivo dos vegetais seria uma protecção antioxidante contra o ADN e danos celulares.

Os cientistas afirmaram que os tomates e os seus bioprodutos continham o carotenóide antioxidante licopene. Estudos anteriormente realizados demonstraram resultados inconsistentes na diminuição do risco do cancro da próstata, mas os alimentos com licopene são provavelmente protectores.

Os flavonóides são um grupo de compostos químicos encontrados naturalmente em certas frutas, vegetais, chás, vinhos, nozes, sementes e raízes, e que têm propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias. Existem diversas pesquisas que sugerem que o consumo de legumes, incluindo produtos de soja, protegem contra o cancro da próstata.

Outro grupo de vegetais, que inclui o alho, cebolas, entre outros, apresenta também vários benefícios, mas estudos efectuados são, no entanto, limitados.
Os vegetais crucíferos, como os brócolos, couves-de-bruxelas, couve, entre outros têm propriedades anticancerígenas, mas estudos efectuados com pessoas são também limitados, afirmaram os investigadores.

Pedro Santos

http://www.upi.com/Health_News/2009/03/11/Vegetables_may_reduce_prostate_cancer_risk/UPI-44541236745253/

Químicos presentes no arando ajudam a prevenir infecções urinárias

Investigadores norte-americanos revelaram que químicos presentes nos arandos ajudam a prevenir que as bactérias que provocam infecções se unam às células que envolvem o tracto urinário.

Os investigadores do Instituto Politécnico de Worcester, no Massachusetts, expuseram E. coli desenvolvidos em cultura a um cocktail de sumo de arando ou a proantocianidinas de arando, químicos encontrados nos produtos de arando, e mediram as forças de aderência entre as bactérias e uma superfície de silicone, utilizando um microscópio de força atómica.

O estudo demonstrou que quanto mais tempo as bactérias fossem expostas ao sumo de arando ou às proantocianidinas, maior era a diminuição da aderência bacteriana.

Os autores do estudo, Paola Pinzon-Arango, Yatao Liu e Terri Camesano, notaram que o efeito era reversível, uma vez que as bactérias, num ambiente sem sumo de arando ou proantocianidinas, voltavam a crescer recuperando a capacidade de aderência à superfície do modelo.

O Dr. Sheldon S. Hendler, co-editor da “Journal of Medicinal Food” e da Universidade da Califórnia, em San Diego, referiu que os arandos têm uma longa história de utilização medicinal dos alimentos. Os nativo-americanos utilizavam este fruto para o tratamento de doenças da bexiga e dos rins há centenas de anos atrás.

Isabel Marques

Fontes:
www.upi.com/Health_News/2009/03/10/Cranberry_chemicals_prevent_infections/UPI-64871236729252/

terça-feira, 10 de março de 2009

Diabetes: Sesta pode aumentar o risco de contrair a doença

Estudo efectuado na Grã-Bretanha e na China sugere que dormir regularmente após o almoço pode aumentar o risco de desenvolver diabetes tipo 2

A pesquisa analisou os hábitos de mais de 16 mil pessoas, chegando à conclusão que aqueles que costumavam fazer uma sesta após o almoço tinham uma probabilidade acrescida de 26% de virem a ser afectados pela doença, comparativamente aos que não dormiam a sesta.

Segundo os cientistas, existem vários factores que podem justificar esta relação, como a perturbação do sono nocturno e uma associação entre a sesta e a diminuição da actividade física.
Os especialistas acreditam que dormir durante o dia resulta em menos horas de sono durante a noite, lembrando estudos anteriores que demonstraram uma relação entre o sono nocturno curto e o risco de contrair a diabetes.

Os cientistas acrescentaram ainda que ao acordar de uma sesta, o organismo activa hormonas e mecanismos que impedem a insulina de actuar com eficiência, o que poderá predispor o tipo 2 da diabetes, que se desenvolve quando a insulina produzida pelo organismo não funciona normalmente.

“Já sabemos que as pessoas obesas ou com excesso de peso, e que por isso já têm uma predisposição à diabetes tipo 2, podem sofrer de distúrbios do sono”, afirmou Iain Frame, director de pesquisas da Diabetes UK. “O novo estudo mostra que pode haver um novo passo na direcção de explicar a relação entre os problemas de sono e a doença”, concluiu o investigador.

Pedro Santos

http://saude.sapo.pt/artigos/noticias_actualidade/ver.html?id=983972

Mulheres com gene do cancro da mama preferem mastectomia como prevenção

Estudo afirma que a maioria das portadoras do gene responsável pelo cancro da mama prefere realizar uma mastectomia como forma de prevenção

Existem diversos tipos de estratégias para as mulheres que têm a mutação do gene BRCA1 ou BRCA2, que predispõe a mulher ao aparecimento de cancro da mama.

Os cientistas da Universidade do Texas, Estados Unidos, entrevistaram diversas mulheres que tinham testado positivo para a mutação do gene BRCA, notando que cerca de dois terços delas acreditavam que a mastectomia preventiva era a forma mais eficaz de prevenir o desenvolvimento do cancro da mama, ou mesmo a sua preocupação relativamente a um possível aparecimento da doença.

Apenas 40% das que testaram negativo para a mutação viam a cirurgia com a melhor forma preventiva, e apenas um terço acreditava que o referido procedimento seria a melhor forma de reduzir a sua preocupação de vir a ter cancro da mama.

“Os profissionais de saúde e aconselhadores de genética devem ter isto em conta quando analisam as pretensões das mulheres quando os resultados genéticos são divulgados”, afirmaram os autores do estudo.

Os investigadores descobriram que 81% das mulheres que viam a mastectomia preventiva como a melhor forma de reduzir o risco de cancro acabavam mesmo por recorrer a este procedimento após terem testado positivo nos testes genéticos.

Pedro Santos

http://www.nlm.nih.gov/medlineplus/news/fullstory_81467.html

Combinação de tramadol e paracetamol eficaz para a dor moderada

Especialistas de diversas sociedades científicas estão em consenso relativamente à utilidade terapêutica da combinação em doses fixas de dois analgésicos, o tramadol e o paracetamol, sendo que o tratamento se revela eficaz para a dor moderada, reduzindo ainda a incidência de reacções adversas.

Contudo, em muitos casos esta combinação de fármacos não é utilizada suficientemente. O Professor Juan Tamargo, catedrático de Farmacologia da Faculdade de Medicina da Universidade Complutense de Madrid, referiu que se fosse administrada uma combinação destes fármacos, desde o início, se poderia reduzir a dor e tudo o que esta acarreta, sobretudo tendo em conta que se trata de uma combinação farmacológica muito útil e recomendada pelos guias clínicos internacionais.

De acordo com o Professor Tamargo, a publicação deste consenso deve-se à necessidade de planear a utilidade da combinação de tramadol e paracetamol no tratamento da dor moderada, principalmente, porque a dor moderada é muito frequente na sociedade actual.

A vantagem que a combinação de tramadol e paracetamol apresenta é o facto de se tratar de compostos com mecanismos de acção complementares, que permitem atacar a dor por múltiplas vias, demonstram mais eficácia e reduzem a dose de cada fármaco (325 mg de paracetamol e 37,5 mg de tramadol), conseguindo ainda uma menor incidência de efeitos adversos, que não serão mais graves do que aqueles que possam ser provocados por cada fármaco isoladamente.

A todas estas vantagens pode-se acrescentar que as combinações em doses fixas têm uma vantagem adicional, isto é, a redução do número de fármacos que, juntamente com uma melhor tolerabilidade, permite aumentar a percentagem de pacientes que seque o tratamento prescrito.

Para alcançar estes objectivos é necessário associar fármacos que apresentem mecanismos complementares e cujas propriedades farmacológicas e terapêuticas tenham sido amplamente avaliadas em ensaios clínicos controlados.

Neste caso, graças a um estudo de associação medicamentosa, determinou-se uma sinergia de potenciação, ou seja, que a administração destes dois fármacos, em conjunto e no mesmo momento, resulta num maior grau de diminuição da dor do que a simples soma dos efeitos analgésicos de cada um dos fármacos em separado.

Isabel Marques

Fontes:
http://espana.pmfarma.com/noticias/noti.asp?ref=9894

Estudo: Insónia é frequentemente um problema crónico e persistente

Resultados de um estudo de longo prazo indicam que, ao contrário do que se pensa, a insónia é frequentemente um problema crónico e não desaparece necessariamente por si só, sendo isto especialmente verdade para as pessoas cuja insónia é grave desde o início.

O Dr. Charles M. Morin, Director do Centro de Investigação do Sono, da Universidade de Laval, na cidade do Quebec, revelou à Reuters Health que, embora as pessoas que sofrem de insónias em algumas noites não precisem de se preocupar com isso, quando o problema persiste durante algum tempo (durante mais de um mês) não devem desvalorizar e devem procurar tratamento, porque o problema pode não desaparecer sozinho.

Durante três anos, o Dr. Morin e colegas estudaram a história natural da insónia em 388 pessoas com graus variados de insónia no início do estudo.

Os investigadores relataram na “Archives of Internal Medicine” que, embora o curso da insónia possa flutuar com o tempo, com períodos de remissão e recaída, o curso mais comum foi a insónia persistente.

Os investigadores revelaram que cerca de metade da amostra (46%) relatou insónia persistente em todos os pontos, durante o estudo de três anos, e 74 por cento relatou insónia persistente durante, pelo menos, um ano.

A insónia crónica não tratada tem sido associada a custos mais elevados dos cuidados de saúde, perda de dias de trabalho, incapacidade, assim como pressão sanguínea elevada, depressão e abuso de drogas e álcool. Com esta doença, existe também um risco acrescido de utilização crónica de medicamentos para dormir, ou hipnóticos.

O Dr. Morin referiu ainda que, mesmo assim, a maioria das pessoas que sofre de insónias nunca fala deste problemas com o médico. O investigador acrescentou que isto é um erro, pois estas pessoas devem falar com o médico sobre o problema e os médicos não devem ignorar as queixas relativamente às insónias, mesmo que não seja a principal queixa, nem assumir que o problema se irá resolver com o tempo.

O investigador também enfatizou que o tratamento da insónia não tem necessariamente de envolver medicamentos, podendo simplesmente requerer recomendações comportamentais sobre horários de dormir e uma melhor higiene de sono.

Isabel Marques

Fontes:
www.reutershealth.com/archive/2009/03/09/eline/links/20090309elin005.html

Combinação de antibióticos eficaz no combate à tuberculose resistente

A combinação de dois antibióticos bloqueia o crescimento de 13 estirpes de tuberculose extremamente resistentes aos medicamentos, revela um estudo norte-americano. A descoberta pode abrir caminho à simplificação do tratamento contra todas as estirpes de tuberculose.

A bactéria causadora da tuberculose,“Mycobacterium tuberculosis”, contém enzimas que neutralizam a acção dos antibióticos, provocando a resistência aos fármacos. Contudo, avança a Reuters AlertNet, investigadores da Albert Einstein College of Medicine, em Nova Iorque, nos EUA, constataram que existem antibióticos, denominados beta-lactâmicos, que são capazes de bloquear estas enzimas.

De acordo com o estudo publicado na revista Science, a equipa verificou que, ao utilizar o ácido clavulânico para neutralizar a acção das enzimas, combinado com o meropenem, foi possível combater as estirpes mais resistentes.

Raquel Garcez

Fonte: http://www.alertnet.org/thenews/newsdesk/scidev/123636381513.htm

Infarmed vai multar farmacêuticos que alterem prescrições

A Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde (Infarmed) anunciou que vai passar a multar os farmacêuticos que alterarem as receitas. Segundo alertou a entidade, a infracção da lei estará ainda sujeita a uma participação na Ordem dos Farmacêuticos.

Alterar o receituário dará origem a uma multa que pode ir dos 5 aos 50 mil euros, revela o Infarmed em comunicado citado pelo semanário Sol.

A nota surge como reacção às medidas defendidas pelo presidente da ANF, João Cordeiro, no âmbito da campanha eleitoral para um novo mandato à frente desta organização.

Alegando que o “compromisso para saúde” não foi cumprido pelo Governo no que diz respeit à prescrição de medicamentos apenas pela designação comum internacional (DCI) - sem indicar o nome comercial do medicamento – o presidente da ANF advoga que “a partir de 1 de Abril os doentes deveriam ser informados o genérico mais barato, fosse qual fosse a prescrição do médico”.

O certo é que, esta alteração faria com que os farmacêuticos tivessem o poder de indicar aos doentes qual o medicamento que estes deveriam comprar. Medida esta que, posta em prática, implica a violação da lei, porém, a lista de João Cordeiro garante o “apoio operacional, jurídico e económico”, assegurando o pagamento às farmácias.

O possível cenário de infracção da lei também gerou a reprovação do bastonário da Ordem dos Médicos. Pedro Nunes avisa que a concretizar-se essa situação, a OM vai fazer queixa à comissão europeia por violação da lei de concorrência: “a ANF e os seus associados têm uma posição dominante no nosso mercado e ameaçam vender apenas alguns medicamentos. Isto contraria, claramente, os princípios comunitários da concorrência”.

Raquel Garcez

Fonte: Sol

Vitamina C pode diminuir risco de Gota nos homens

Uma nova investigação sugere que a utilização de suplementos de vitamina C pode ajudar a reduzir o risco de Gota nos homens.

Um relatório publicado na “Archives of Internal Medicine” indica que a ingestão de, pelo menos, 1 500 miligramas de vitamina C por dia reduz em 45 por cento a probabilidade de desenvolver Gota, em comparação com uma ingestão abaixo dos 250 miligramas por dia.

Investigações anteriores demonstraram uma associação inversa entre a vitamina C e os níveis de ácido úrico no sangue, mas era incerto se as concentrações mais elevadas reduziam o risco de Gota, segundo o autor principal, o Dr. Hyon K. Choi, da Universidade de British Columbia, em Vancouver, no Canadá.

As recentes descobertas são provenientes de um estudo que envolveu 46 994 homens que foram seguidos entre 1986 e 2006. Nenhum dos participantes tinha historial de Gota quando o estudo começou. A ingestão de vitamina C foi avaliada através de questionários a cada quatro anos e a existência de Gota foi determinada utilizando os critérios do Colégio Americanos de Reumatologia.

Os investigadores revelaram que, durante o seguimento, 1 317 homens desenvolveram Gota e, como suspeitavam, quando os níveis de vitamina C aumentaram, o risco de Gota diminuía. Para cada aumento de 500 miligramas na ingestão diária de vitamina C, o risco de Gota caiu 17 por cento.

Os resultados indicam que os níveis elevados de vitamina C estão fortemente associados a um risco mais reduzido de Gota e que o aumento da ingestão desta vitamina pode prevenir o desenvolvimento de Gota.

Os investigadores acrescentaram que é necessária mais investigação para determinar como estas descobertas se aplicam às mulheres e para investigar possíveis interacções com as hormonas femininas.

A Gota é um distúrbio do metabolismo do ácido úrico através do qual este se deposita em vários tecidos do organismo, tais como articulações e tendões, na forma de cristais de urato de sódio, provocando inflamação.

Mais de 90 por cento dos pacientes que desenvolvem Gota primária são homens. Com maior incidência entre os 40 e os 50 anos de idade, principalmente em obesos com vida sedentária e em consumidores de bebidas alcoólicas e bebidas gasosas, como a cerveja. As mulheres raramente desenvolvem Gota antes da menopausa e geralmente têm mais de 60 anos de idade quando a desenvolvem. A manifestação da Gota é muito rara em crianças e em mulheres com menos de 30 anos.

Isabel Marques

Fontes:
www.reutershealth.com/archive/2009/03/09/eline/links/20090309elin023.html
www.msd.pt/content/patients/sua_saude/reumaticas/gota/gota1.html

Dieta alimentar pode fazer parte do tratamento da esquizofrenia

Um investigador canadiano sugere que algumas pessoas com esquizofrenia podem ser ajudadas através da análise da bioquímica individual, deficiência de nutrientes, dieta e alergias.

O Dr. Abram Hoffer, um psiquiatra de Toronto, referiu que alguns estudos demonstraram que a predisposição para a esquizofrenia é herdada e, embora pouco se possa fazer em relação aos factores genéticos que podem levar ao início da esquizofrenia, as modificações nutricionais podem ajudar a melhorar a qualidade de vida e a retardar a progressão da doença.

O investigador referiu que muitas pessoas que sofrem de esquizofrenia têm níveis baixos de açúcar no sangue, isto é, hipoglicemia, e alergias. As alergias alimentares mais comuns encontradas nas pessoas com esquizofrenia são aos açúcares, produtos lácteos e trigo.

O Dr. Hoffer revelou ainda que acredita que o tratamento ortomolecular, que significa as moléculas exactas na quantidade certa, é efectivo em 80 por cento ou mais dos pacientes com esquizofrenia e que este é o melhor tratamento desenvolvido até agora.

Para corrigir as moléculas do corpo é necessário oferecer ao corpo as peças com as quais ele próprio é feito. A medicina ortomolecular caracteriza-se por administrar, como terapêutica, vitaminas, minerais, aminoácidos, ácidos gordos essenciais, enzimas, pré e próbióticos e hormonas.

O Dr. Jonathan Prousky, médico naturopata e conselheiro de saúde ortomolecular, referiu que os especialistas em medicina ortomolecular utilizam planos de nutrição adaptados às necessidades de saúde dos indivíduos, de modo a garantir uma dieta que tem as quantidades apropriadas de vitaminas e nutrientes, necessários para prevenir o início da doença ou para tratar uma doença existente e desequilíbrios.

No tratamento da esquizofrenia, um especialista em medicina ortomolecular irá normalmente prescrever uma dieta especial juntamente com vitaminas e minerais, particularmente vitamina B3, de acordo com as necessidades individuais do paciente.

Isabel Marques

Fontes:
www.upi.com/Health_News/2009/03/09/Diet_may_be_part_of_schizophrenia_therapy/UPI-20841236625015/