sexta-feira, 27 de março de 2009

Asma afecta um milhão de portugueses

A Associação Portuguesa de Asmáticos (APA) tem vindo a desenvolver uma campanha de sensibilização da doença que afecta cerca de um milhão de pessoas em Portugal.
"Não deixe que a Asma controle a sua vida" é o lema desta iniciativa que conta com a colocação de painéis em diversas escadarias de locais públicos.

Controlar a asma é possível e indispensável, perceber os sintomas, cumprir a medicação e manter o contacto regular com o médico são algumas das mensagens da campanha.

Marianela Vaz, presidente da APA, explicou que a iniciativa foi agora realizada devido ao facto de ser na Primavera que existe a libertação do pólen que pode conduzir a doenças alérgicas, nomeadamente rinite e asma.

"Aconselha-se as pessoas com algum tipo de sintoma a consultarem o médico. Se são alérgicos devem saber a causa da alergia", alertou Marianela Vaiz.

A asma é uma doença crónica das vias aéreas causada por um processo inflamatório provocado por múltiplos agentes, afectando tanto adultos como crianças. Estima-se que a doença afecte actualmente cerca de um milhão de portugueses, entre casos diagnosticados e não diagnosticados.

Entre os sintomas típicos mais facilmente identificáveis contam-se pieira, tosse (sobretudo nocturna), falta de ar e pressão no tórax. Esta incapacidade respiratória é provocada pelo estreitamento das vias aéreas, podendo, nos casos mais graves, provocar a morte.

As manifestações de asma dependem de uma ligação entre factores genéticos e ambiente. Os factores desencadeantes tanto podem ser substâncias a que o doente é alérgico, como pó, pêlos de animais e pólenes, entre outros, como factores não específicos, desde fumo de cigarro, cheiros activos ou frio.

Ainda segundo dados disponibilizados pela APA, as doenças respiratórias em Portugal foram responsáveis, em 2007, por 93.275 internamentos hospitalares, o que significou um aumento de 8,3% em relação a 2005, com uma mortalidade dos doentes afectados a atingir os 14,1%.

Pedro Santos

http://saude.sapo.pt/artigos/noticias_actualidade/ver.html?id=986310

Endometriose e doença periodontal podem estar associadas

Resultados de um estudo publicado na revista científica “Fertility and Sterility” sugerem uma possível associação entre a endometriose e a doença periodontal.

A endometriose ocorre quando o tecido que reveste o útero, o endométrio, começa a crescer e a dispersar-se para fora do útero, incluindo para a pélvis e intestinos, assim como para as trompas de Falópio, ovários e outras áreas. Quando este tecido se dispersa durante o ciclo menstrual, a doença provoca dores pré-menstruais, períodos dolorosos e abundantes e, por vezes, infertilidade. A doença periodontal envolve a infecção e inflamação das gengivas, tecidos e ossos à volta dos dentes.

O Dr. Dan I. Lebovic, do Sistema de Saúde da Universidade do Michigan, em Ann Arbor, e colegas sugeriram que um factor que contribui para o desenvolvimento da endometriose poderá ser um defeito na capacidade do sistema imunitário limpar o fluxo menstrual retrógrado. A auto-imunidade também tem sido implicada no desenvolvimento da doença periodontal.

Para investigar esta questão, os investigadores examinaram a associação entre a endometriose e a doença periodontal utilizando dados de 4 136 mulheres que participaram numa sondagem sobre nutrição e saúde nacional entre 1999 e 2004.

Os resultados revelaram que as mulheres com endometriose tinham um risco 57 por cento maior de sofrer gengivite e periodontite, em comparação com as mulheres que não tinham endometriose.

Embora a endometriose possa ser o resultado de factores múltiplos, também pode ser aumentada por uma resposta imunitária a um agente infeccioso, sendo que a ligação subjacente entre as duas doenças poderá ser uma desregulação imunitária global e generalizada.

Isabel Marques

Fontes:
www.reuters.com/article/healthNews/idUSTRE52P5GW20090326

quinta-feira, 26 de março de 2009

Problemas cutâneos aumentam 20% devido a alterações psicológicas

As pessoas com alterações psicológicas têm 20 por cento mais risco de sofrerem problemas cutâneos do que a população em geral, sendo que os pacientes hospitalizados podem apresentar uma incidência acrescida de 30 por cento.

A Dra. Aurora Guerra, chefe da Secção de Dermatologia do Hospital Universitário 12 de Outubro de Madrid e presidente da Secção Centro da Academia Espanhola de Dermatologia, explicou que a pele é um órgão que apresenta sintomas com facilidade, pelo que existem muitas reacções cutâneas, incluindo em condições normais e fisiológicas, e quando a mente está doente, este problema chega à pele.

Assim, a Dra. Guerra destacou a dermatite artificial ou fictícia (auto-escoriação), na qual o transtorno mental é a única origem da alteração cutânea. A investigadora explicou que lesionar a pele para pedir ajuda é uma das ferramentas que os pacientes com distúrbios factícios costumam pôr em prática.

A Dra. Guerra referiu que o protótipo do paciente com dermatite artificial é uam mulher entre os 20 e os 60 anos, com carácter introvertido, centrada em si mesma e com dificuldade em relacionar-se com os demais. Estas manifestações de forma inconsciente, intimamente supõe uma chamada de atenção, uma vez que por detrás pode haver uma depressão ou uma intenção de suicídio, acrescentou.

Outro dos problemas são as alucinações cutâneas, como as alucinações com insectos ou vermes, nas quais as pessoas pensam ter bichos e coçam-se para tirá-los, provocando feridas cutâneas extensas.

Contrariamente, a Dra. Guerra referiu as pessoas que estão mentalmente sãs e que padecem de um problema de pele, como a psoríase ou o acne, nas quais se pode revelar um transtorno como a depressão.

A investigadora sublinhou que é preciso ter em conta que, muitas vezes, se cria um ciclo vicioso, pelo que tratar apenas o problema de pele não será suficiente para se chegar a um tratamento completo e abrangente.

Isabel Marques

Fontes:
http://ecodiario.eleconomista.es/salud/noticias/1124843/03/09/Los-problemas-cutaneos-aumentan-un-20-las-alteraciones-psiquicas.html

Vitamina D reduz risco de fracturas

Investigadores suíços afirmam que doses maiores de vitamina D tomadas diariamente podem reduzir o risco de fracturas em pessoas idosas

A análise de várias pesquisas revelou que o consumo de vitamina D diariamente reduzia fracturas não vertebrais em 20%, e fracturas da anca em 18%.
A equipa de investigadores analisou 12 estudos clínicos de suplementos de vitamina D entre adultos com idade a partir dos 65 anos.

"Doses elevadas de vitamina D devem ser exploradas em pesquisas futuras de forma a optimizar uma eficácia anti-fracturas", afirmaram os autores do estudo em comunicado. "Os nossos resultados não apoiam doses reduzidas de vitamina D com ou sem cálcio na prevenção de fracturas entre os indivíduos mais velhos", acrescenta ainda o comunicado.

A vitamina D é uma vitamina lipossolúvel vital para a absorção do cálcio e para a formação de ossos fortes, saudáveis e resistentes a fracturas, sendo um componente essencial do tratamento da osteoporose.

Estima-se que cerca de 80% da quantidade necessária de vitamina D no organismo humano provenha da exposição solar porque quando exposta aos raios ultravioleta, a pele sintetiza esta vitamina, que é depois armazenada na gordura corporal.

No entanto, a quantidade de vitamina D que se produz por exposição solar varia consoante o tipo de pele, sendo menor nas peles morenas, com o tempo de exposição, com a ocasião do dia, a estação do ano, a localização geográfica, o uso de protectores solares, a poluição, entre outros.

Pedro Santos

http://www.upi.com/Health_News/2009/03/25/More_vitamin_D_less_bone_fracture_risk/UPI-24501238029778/

http://medicosdeportugal.saude.sapo.pt/action/2/cnt_id/948/

Carne vermelha aumenta risco de mortes

Estudo norte-americano sugere que o consumo de carne vermelha ou transformada pode aumentar o risco de mortalidade, sendo que o consumo de carne branca parece diminui-lo

A pesquisa foi conduzida pelo Instituto Nacional do Cancro, nos Estados Unidos, tendo sido realizada em mais de meio milhão de pessoas durante o período de dez anos. Os participantes eram homens e mulheres, com idades compreendidas entre os 50 e os 71 anos, no início da investigação (1995).

Durante o referido período faleceram cerca de 47 mil homens e 23 mil mulheres, tendo um quinto dos que consumiram mais carne vermelha (cerca de 62,5 gramas por mil calorias absorvidas diariamente) um risco mais elevado de mortalidade comparativamente aos que tinham consumido menos (9,8 gramas por mil calorias/dia). Os resultados foram os mesmos em termos de risco entre os que consumiram mais carne industrial ou transformada.

Os investigadores chegaram à conclusão que 11% das mortes entre os homens, e 16% entre as mulheres, poderiam ter sido evitadas através de uma redução de carne vermelha e transformada de forma a limitar a quantidade consumida pelos 20% do estudo que menos comeu esse tipo de carne.
Em contrapartida, uma comparação entre o quinto dos participantes que mais comeram carne branca e os 20% que menos a consumiram mostra que o primeiro grupo apresentava um risco de morte ligeiramente menor.

Os autores do estudo adiantaram ainda que no grupo de participantes que menos consumiram carne vermelha e transformada, o risco de morte em consequência de doenças cardiovasculares era inferior em 11% nos homens e 21% nas mulheres em relação ao observado no grupo dos participantes que mais tinham consumido.

"Os resultados deste estudo apoiam as recomendações do Instituto norte-americano de investigação para o cancro e do Fundo de Investigação Mundial do Cancro para diminuir o consumo de carne vermelha e transformada a fim de reduzir a incidência desta doença", afirmam os investigadores.

Existem diversos mecanismos que podem explicar a ligação entre o consumo de carne vermelha e o aumento do risco de mortalidade, nomeadamente a formação de componentes cancerígenos durante a cozedura da carne a altas temperaturas. A carne vermelha é também uma fonte importante de gorduras saturadas, ligadas ao cancro colorrectal e a doenças cardiovasculares.

Pedro Santos

Fonte: Agência Lusa

quarta-feira, 25 de março de 2009

Utilizadores de codeína apresentam um risco mais elevado de acidentes

Investigadores noruegueses revelaram que as pessoas que utilizam codeína, um analgésico, apresentam um risco mais elevado de sofrerem acidentes rodoviários com danos pessoais do que aquelas que não a utilizam.

Os investigadores do Instituto Norueguês de Saúde Pública utilizaram informações da base de dados norueguesa de prescrições e registos de acidentes rodoviários para estudar se os utilizadores de codeína ou tramadol tinham um risco acrescido de estar envolvidos em acidentes de tráfico com danos pessoais.

Durante os 33 meses do estudo, foram registados 181 acidentes rodoviários com danos pessoais nos quais o condutor tinha sido exposto à codeína e 20 após exposição ao tramadol.

A investigadora principal, a Dra. Liliana Bachs, referiu que a exposição é definida como os primeiros sete dias após a dispensa de uma receita médica de uma preparação com codeína ou tramadol.

O estudo, publicado na “Clinical Pharmacology & Therapeutics”, demonstrou que o risco de estar envolvido num acidente rodoviário com danos pessoais era duas vezes mais elevado no período após se dispensar uma receita de codeína.

Para as pessoas que utilizaram aproximadamente mais de 400 comprimidos por ano, o risco de estar envolvido num acidente rodoviário era três vezes maior.

A codeína e o tramadol são analgésicos, do grupo dos opióides, utilizados para aliviar a dor leve a moderada. Em Portugal, são diversos os medicamentos que contêm codeína, como alguns antitússicos, incluindo o Toseína, Sedotusse, Euphon, Codipront e o Codol, alguns analgésicos e antipiréticos, incluindo o Dafalgan Codeína, Dol-U-Ron e o Dolviran, e em medicamento usados na enxaqueca, como o Migraleve.

Os medicamentos contendo tramadol são variados e incluem analgésicos estupefacientes, como o Dolpar, Gelotralib, Nobligan, Paxilfar, Tramal, Travex, Zydol, Zytram, Tilalgin, Zaldiar e diversas versões genéricas.

Isabel Marques

Fontes:
www.upi.com/Health_News/2009/03/25/Codeine_users_have_higher_accident_risk/UPI-55301237998187/

Ácidos gordos ómega-3 reduzem risco de cancro da próstata avançado

Investigadores norte-americanos referiram que os ácidos gordos ómega-3 parecem ter um efeito protector contra o cancro da próstata avançado, mesmo nos homens que apresentam uma variante particular no gene COX-2, que aumenta o risco da doença.

O Dr. John S. Witte, da Universidade da Califórnia, em São Francisco, afirmou que investigações anteriores têm demonstrado a protecção fornecida pelos ómega-3, mas este é um dos primeiros estudos que demonstra a protecção contra o cancro da próstata avançado e a interacção com o gene COX-2.

Os investigadores realizaram uma análise a 466 homens diagnosticados com cancro da próstata agressivo e a 478 homens saudáveis. A dieta foi avaliada através de questionários de frequência de alimentos e os investigadores efectuaram ainda a genotipagem de nove variantes do COX-2.

A equipa de investigação relatou, na “Clinical Cancer Research”, que aumentar a ingestão de ácidos gordos ómega-3 de cadeia longa, como os encontrados no salmão e marisco, foi fortemente associada a uma diminuição do risco de cancro da próstata agressivo.

Os homens que consumiram a maior quantidade destes ómega-3 apresentaram uma redução de 63 por cento do risco de cancro da próstata agressivo, em comparação com os homens que consumiram a menor quantidade.

O Dr. Witte sublinhou que um facto importante é que este efeito protector foi ainda mais forte nos homens que apresentam uma variante do COX-2, a rs4647310, que é um factor de risco do cancro da próstata.

Especificamente, os homens com baixa ingestão de ómega-3 e com esta variante em particular tinham cinco vezes mais risco de cancro da próstata avançado. Por outro lado, os homens com elevada ingestão de ómega-3 tinham um risco substancialmente reduzido, mesmo se apresentavam a variante rs4647310.

Por outras palavras, o risco acrescido de cancro da próstata avançado associado à variante rs4647310 do gene COX-2 foi essencialmente invertido pelo aumento da ingestão de ácidos gordos ómega-3 de cadeia longa, em meio grama por dia.

Em termos práticos, o efeito mais forte foi observado através da ingestão de peixes de carne escura, como o salmão, uma ou mais vezes por semana.

Isabel Marques

Fontes:
www.reutershealth.com/archive/2009/03/25/eline/links/20090325elin026.html

Cientistas procuram criar sangue artificial através de células estaminais

Caso venha a resultar, esta medida por vir garantir fontes ilimitadas de sangue

O projecto foi desenvolvido por cientistas britânicos, tendo como objectivo criar sangue artificial a partir de células estaminais de embriões.
Está previsto que dure três anos, sendo coordenado pelo Serviço Nacional de Transfusão de Sangue da Escócia.

O sangue artificial seria livre de contaminações por doenças difíceis de serem detectadas através de exames ao sangue dos doadores, como a doença das vacas loucas (vCJD, que é a variante humana da encefalopatia espongiforme bovina).

A equipa de investigadores irá testar embriões humanos descartados após tratamentos de fertilização in-vitro para encontrar aqueles que futuramente se irão desenvolver no grupo sanguíneo 0 negativo, o grupo de doadores universais.

Este tipo de sangue pode ser doado a qualquer pessoa sem riscos de rejeição, sendo a única opção segura quando o tipo sanguíneo do paciente é desconhecido ou não pode ser determinado de forma imediata. O referido grupo sanguíneo tem, no entanto, uma fonte de doadores limitada pois apenas 7% da população está dentro desse grupo.

Apesar do potencial desta descoberta, o estudo tem sido alvo de críticas por parte de grupos que se opõem ao uso de embriões para pesquisas.

"Assim como várias das afirmações associadas a células estaminais, estes são os primeiros passos de uma pesquisa, em vez de uma cura imediata, e tão hipotética quanto o resto das afirmações que tentam justificar a destruição de um embrião humano pelo benefício da humanidade", afirma Josephine Quintavalle, da ONG Comment on Reproductive Ethics.

Para o responsável, a associação de bancos de sangue britânicos à pesquisa pode ter um efeito contrário, levando as pessoas que defendem o direito à vida do embrião humano a mostrarem-se relutantes a doar sangue.

Pedro Santos

http://www.bbc.co.uk/portuguese/ciencia/2009/03/090323_sangueartificial.shtml

Fumar aumenta o risco de inflamação do pâncreas

Investigação dinamarquesa demonstrou que fumar aumenta o risco de desenvolver uma inflamação do pâncreas difícil de tratar, denominada pancreatite, sendo que o risco pode persistir mesmo depois de se deixar de fumar.

Estudos anteriores têm sugerido que o tabagismo poderá estar associado a danos no pâncreas, mas tem sido difícil estabelecer o tabaco como um factor de risco da doença. O consumo excessivo de álcool e os cálculos biliares são consideradas as principais causas na maioria dos casos de pancreatite.

Para investigar se fumar realmente prejudica o pâncreas, a Dra. Janne Schurmann Tolstrup, da Universidade do Sul da Dinamarca, em Copenhaga, e colegas analisaram os resultados de exames físicos e o estilo de vida de 17 905 homens e mulheres, para determinar a associação entre o tabagismo e a pancreatite. Os participantes foram seguidos durante uma média de 20 anos.

De acordo com os investigadores, os participantes que fumavam no início do estudo, ou que tinham sido fumadores, apresentavam maiores riscos de desenvolver pancreatite aguda e crónica, em comparação com os não fumadores. Os participantes que fumavam cerca de 15 a 24 cigarros por dia tinham 2,6 vezes mais probabilidade de desenvolver a doença.

No final do estudo, 235 pessoas desenvolveram pancreatite, sendo que aproximadamente 46 por cento dos casos foram atribuídos ao tabagismo. Os investigadores descobriram que o efeito do tabaco foi independente do consumo de álcool e cálculos biliares.

Entre os participantes, 58 por cento das mulheres e 68 por cento dos homens eram fumadores, 15 por cento das mulheres e 19 por cento dos homens eram ex-fumadores, e 28 por cento das mulheres e 13 por cento dos homens nunca tinham fumado.

Os investigadores concluíram, na “Archives of Internal Medicine”, que, excluindo as evidências epidemiológicas de uma associação entre o tabagismo e o desenvolvimento de pancreatite aguda e crónica, parece plausível um efeito biológico do tabagismo, tanto em modelos animais como em estudos em humanos, pois ambos demonstram alterações no pâncreas e no funcionamento pancreático depois da exposição ao fumo do tabaco.

A pancreatite, uma inflamação do pâncreas que se costuma caracterizar por dor abdominal, tem aumentado nas últimas décadas.

Isabel Marques

Fontes:
http://ecodiario.eleconomista.es/salud/noticias/1118591/03/09/El-tabaquismo-aumenta-el-riesgo-de-pancreatitis.html
www.reutershealth.com/archive/2009/03/24/eline/links/20090324elin005.html

Tibolona reduz gordura corporal nas mulheres na pós-menopausa

Resultados de um estudo revelaram que o tratamento com a hormona sintética tibolona está associado a uma redução da gordura corporal e dos níveis de leptina nas mulheres na pós-menopausa.

O Dr. Mithat Erenus, do Hospital Universitário de Marmara, em Istambul, na Turquia, e colegas dividiram aleatoriamente 120 mulheres por três grupos, tendo um grupo recebido uma combinação de 0,625 miligramas (mg) de estrogénio mais 2,5 mg de acetato de medroxiprogesterona, outro 2,5 mg de tibolona, e outro não recebeu tratamento, servindo assim de controlo, durante seis meses.

Os investigadores relataram, na “Fertility and Sterility”, que os níveis de leptina estavam fortemente correlacionados com a percentagem total de gordura e o total de massa gorda no início.

Após seis meses, as mulheres do grupo de controlo apresentaram um aumento de peso e uma diminuição gradual dos níveis de leptina. A leptina é uma hormona natural que regula o metabolismo da gordura. As mulheres na pós-menopausa tendem a ganhar peso acompanhado com uma redução das concentrações de leptina. Isto pode explicar a tendência das mulheres acumularem gordura visceral após a menopausa.

As mulheres que receberam terapia hormonal (estrogénio mais medroxiprogesterona) apresentaram um aumento significativo dos níveis de leptina. Contudo, as mulheres no grupo da tibolona apresentaram uma redução significativa dos níveis de leptina acompanhada com uma diminuição da massa gorda total, da percentagem de gordura e um aumento da massa magra total. As alterações nos níveis de leptina foram mais pronunciados nas mulheres magras.

A administração da terapia hormonal aumenta os níveis de leptina, enquanto mantém o peso corporal e a distribuição da gordura corporal, mas a utilização de tibolona reduz os níveis de leptina, a percentagem de gordura total e a massa gorda total.

Contudo, os investigadores referiram que este estudo não incluiu informações sobre os níveis de hormonas de crescimento ou actividade física, que podem ter impacto no ganho de peso nas mulheres na pós-menopausa.

Isabel Marques

Fontes:
www.reutershealth.com/archive/2009/03/24/eline/links/20090324elin022.html

Diabetes: Quase um milhão de pessoas sofre da doença em Portugal

Número de casos de diabetes já atinge perspectivas de 2025

O alerta foi dado por Luís Gardete, presidente da Associação Protectora dos Diabéticos em Portugal, afirmando que estes dados incluem casos não diagnosticados, que rondam 40% do total, acrescentando ainda que existem muitas pessoas que não sabem que têm diabetes, tendo apenas conhecimento da doença quando já têm sintomas graves.

Luis Gardete mostrou ainda a sua preocupação para estes dados, acreditando que com este ritmo seja possível que 20% da população seja afectada pela doença em 2025.
Parte do crescimento deve-se ao aumento da esperança de vida, já que a doença afecta, na sua maioria, as pessoas mais velhas, embora esteja a afectar cada vez mais jovens.

"Se somarmos os pré-diabéticos ao número de pessoas com a doença, ultrapassamos largamente o milhão de casos", acrescentou ainda Luís Gardete Correia.

O estudo foi desenvolvido pela Sociedade Portuguesa de Diabetologia, juntamente com a Associação Protectora dos Diabéticos de Portugal, Instituto de Higiene e Medicina Social da Faculdade de Medicina de Coimbra e com o apoio da Direcção Geral da Saúde, baseando-se em interrogatórios e exames a 5167 pessoas em 122 lugares escolhidos de forma aleatória.

Pedro Santos

http://saude.sapo.pt/artigos/noticias_actualidade/ver.html?id=986144

terça-feira, 24 de março de 2009

Osteoporose pode aumentar o risco de vertigens

Investigadores coreanos acreditam que as pessoas com osteoporose têm uma probabilidade maior de ter vertigens comparativamente a pessoas com densidade dos ossos normal

As vertigens são um distúrbio no ouvido interno que provoca tonturas, podendo causar náuseas, vómitos, ilusão de movimento, entre outros. Acredita-se que pode ser provocada devido aos depósitos de resíduos de cálcio em um dos canais semicirculares no ouvido interno (locais que detectam a postura).

Os investigadores compararam 209 pessoas com vertigens sem causa aparente, tais como cirurgia no ouvido ou traumatismos na cabeça, e 202 pessoas com historial de tonturas. Comparativamente aos participantes com estrutura nos ossos normal, aqueles com osteoporose tinham uma probabilidade três vezes maior de terem vertigens.

Entre as mulheres, 25% daquelas que tinham vertigens sofriam de osteoporose, comparativamente a 9% sem vertigens, enquanto nos homens havia 12% com vertigens e osteoporose, comparativamente a 6% sem vertigens.

"Estas descobertas sugerem um problema no metabolismo do cálcio das pessoas com vertigens", afirmou Ji Soo Kim, um dos investigadores.
"As mulheres costumam apresentar os primeiros sinais de vertigens aos 50 anos, quando têm uma quebra na massa óssea devido à falta de estrogénio, uma das principais hormonas que influenciam o metabolismo ósseo e o cálcio", acrescentou o investigador.

Pedro Santos

http://www.nlm.nih.gov/medlineplus/news/fullstory_82017.html

Baixa dosagem de acitretina pode ajudar a reduzir psoríase das unhas

Investigadores italianos revelaram que o tratamento com uma baixa dosagem do fármaco acitretina, utilizado para tratar a psoríase da pele, parece ajudar a reduzir a psoríase das unhas.

No estudo, os investigadores da Universidade de Bolonha avaliaram o efeito da terapia com uma baixa dosagem de acitretina (0,2 a 0,3 miligramas por quilograma por dia durante seis meses) nas unhas de 27 homens e nove mulheres, com uma média de 41 anos, que sofriam de psoríase das unhas.

Os participantes foram seguidos durante, pelo menos, seis meses após o tratamento, tendo sido utilizado o Índice de Severidade da Psoríase Ungueal (NAPSI) para classificar a gravidade da doença. Os resultados mais elevados indicaram sintomas mais graves.

Os investigadores revelaram, na "Archives of Dermatology”, que as percentagens médias de redução da pontuação do NAPSI e do NAPSI modificado foram de 41 por cento e de 50 por cento, respectivamente.

A avaliação clínica aos seis meses demonstrou um desaparecimento completo ou quase completo das lesões das unhas em nove pacientes (25%), melhoria moderada em nove pacientes (25%), melhoria ligeira em 12 pacientes (33%) e nenhuma melhoria em seis pacientes (11%).

Os investigadores referiram que apenas um dos 36 participantes do ensaio apresentou efeitos adversos nas unhas durante o tratamento.

Os investigadores concluíram que, embora sejam necessários mais estudos para avaliar meticulosamente a efectividade em populações mais abrangentes, as observações sugerem que a administração sistémica de acitretina em baixas dosagens deve ser considerada no armamentário terapêutico do tratamento da psoríase das unhas.

Cerca de 78 por cento das pessoas que sofrem de psoríase têm psoríase das unhas, ou ungueal, que inclui picotado, onicólise (descolamento da unha do leito ungueal), mancha de óleo, espessamento ungueal com distrofia, contornos das unhas vermelhos e inflamados.

Isabel Marques

Fontes:
www.nlm.nih.gov/medlineplus/news/fullstory_81808.html

Antidepressivo mais antigo revela-se melhor para depressão na Doença de Parkinson

Um pequeno ensaio clínico revelou que as pessoas com Doença de Parkinson que necessitam de tratamento para a depressão parecem responder melhor a um antidepressivo mais antigo, em comparação com um agente mais recente.

O Dr. Matthew Menza, da Faculdade de Medicina Robert Wood Johnson, em Piscataway, em Nova Jérsia, referiu à Reuters Health que as pessoas com depressão e Parkinson realmente respondem aos antidepressivos, sendo este facto importante, porque a depressão na Doença de Parkinson é frequentemente sub-reconhecida, subavaliada e subtratada. Normalmente, a atitude é: “é claro que está deprimido, tem uma doença grave”.

Os investigadores referiram, na revista científica “Neurology”, que têm existido poucos ensaios comparativos de diferentes antidepressivos para os pacientes que sofrem de Parkinson com depressão.

Para analisar esta questão, os investigadores compararam um antidepressivo tricíclico mais antigo, a nortriptilina, a um agente inibidor selectivo de recaptação da serotonina (ISRS) mais recente, a paroxetina, em 52 pacientes com Doença de Parkinson diagnosticados com depressão major.

Dezoito pacientes receberam paroxetina, 17 tomaram nortriptilina e os restantes 17 receberam placebo. Após oito semanas, as alterações numa escala de pontuação standard da depressão favoreceu significativamente a nortriptilina.

O Dr. Menza referiu que outro ponto que consideram importante é o facto da nortriptilina ter sido efectiva na melhoria de uma variedade de outros sintomas comuns na Doença de Parkinson e que provocam problemas significativos. Por exemplo, o sono e a ansiedade melhoraram significativamente. Além disso, a qualidade de vida em geral foi muito melhor para aqueles cuja depressão melhorou.

Contudo, este estudo ainda é preliminar, tendo o investigador acrescentado que não são capazes de prever quem irá responder a qual tratamento.

O Dr. Menza sublinhou que muitas pessoas com Parkinson e depressão respondem muito bem a psicoterapia ou a abordagens como exercício e redução do stress. O tratamento com medicamentos deve ser personalizado para cada pessoa com monitorização cuidadosa em relação à tolerabilidade, segurança e efectividade.

A nortriptilina é comercializada em Portugal como Norterol, não existindo versões genéricas, e a paroxetina é comercializada como Paxetil, Seroxat, Stiliden, Denerval, Dropax e em diversas versões genéricas.

Isabel Marques

Fontes:
www.reutershealth.com/archive/2009/03/18/eline/links/20090318elin025.html

Exercício reduz sintomas depressivos

Investigadores norte-americanos afirmam que menos de uma hora de exercício praticado diariamente reduz os sintomas depressivos e aumenta a auto-estima em crianças com peso acima da média

A equipa de cientistas estudou 207 crianças, com idades compreendidas entre os 7 e os 11, e que tinham peso acima da média. Foram escolhidas, de forma aleatória, para continuarem a ter um estilo de vida sedentário ou para fazerem exercício 20 a 40 minutos por dia durante o período de 13 semanas.
Os resultados demonstraram que o grupo que realizava exercícios por 40 minutos tinha os maiores benefícios em termos psicológicos.

Karen Petty, um dos autores da pesquisa, afirmou que o estudo demonstrou que quanto mais exercício melhor era, diminuindo os sintomas depressivos e aumento a auto-estima. Os investigadores acrescentaram ainda que estes benefícios surgiam mesmo sem que o peso das crianças se alterasse de forma significativa após o período de três meses.

O estudo debruçou-se em actividades divertidas que aumentavam o batimento cardíaco, como jogos de corrida, saltar à corda, basquetebol e futebol.

Pedro Santos

http://www.upi.com/Health_News/2009/03/20/Exercise_reduces_depressive_symptoms/UPI-95411237606085/#comments

Modafinil para a narcolepsia pode provocar dependência

O modafinil, um fármaco para o tratamento da narcolepsia (acesso súbito, de curta duração, de uma necessidade irresistível de dormir) que é cada vez mais utilizado por pessoas saudáveis para aumentar a performance cerebral, pode provocar dependência em pessoas vulneráveis e a sua utilização deve ser monitorizada.

Um estudo piloto, publicado na “Journal of the American Medical Association”, que envolveu 10 homens saudáveis, descobriu que em dosagens normais o fármaco modafinil aumenta os níveis do químico dopamina na mesma parte do cérebro que é activada com outras drogas de abuso.

A Dra. Nora Volkow, directora do Instituto Nacional sobre o Abuso de Drogas dos Estados Unidos, referiu que o fármaco apresenta a assinatura de que pode potencialmente provocar dependência.

A Dra. Volkow referiu que estudos têm consistentemente demonstrado que todas as drogas de abuso têm um efeito comum no aumento da dopamina nesta área, no núcleo accumbens.

Embora oficialmente o modafinil só esteja aprovado para o excesso de sonolência associada à narcolepsia, apneia do sono e distúrbio do sono do trabalho por turnos, também é utilizado para a perda de peso, transtorno do déficit de atenção e hiperactividade, fadiga e depressão.

Contudo, a sua utilização cada vez maior em campus universitários para melhorar a performance cognitiva levou a Dra. Volkow a procura analisar mais de perto o potencial do fármaco provocar dependência e abuso.

A Dra. Volkow sublinhou que o principal problema não são as pessoas a quem o fármaco é prescrito correctamente, mas aquelas que possam estar a fazer uma utilização incorrecta ou a abusar da medicação.

A mensagem para as pessoas que estão a tomar esta medicação para melhoraria cognitiva é que a sua utilização pode resultar em efeitos cognitivos muito graves, incluindo dependência.

O modafinil é comercializado em Portugal como Modiodal, da Cephalon, e na versão genérica como Modafinil Generis.

Isabel Marques

segunda-feira, 23 de março de 2009

Dor crónica ligada a falta de vitamina D

Investigadores norte-americanos descobriram uma relação entre níveis inadequados de vitamina D e a quantidade de medicamentos narcóticos que os pacientes tomam para a dor crónica

De acordo com a equipa de investigadores, os pacientes com dor crónica que necessitavam de medicamentos narcóticos, e que também tinham níveis inadequados de vitamina D, estavam a tomar grandes doses de medicamentos para a dor, quase duas vezes mais, comparativamente aqueles com níveis adequados da vitamina.

O estudo descobriu ainda que os pacientes com níveis reduzidos de vitamina D afirmavam ter uma funcionalidade física pior, bem como na saúde em geral.

"Esta é uma descoberta importante e continuamos a investigar as causas da dor crónica", afirmou Michael Turner, investigador principal do estudo. "A vitamina D é conhecida por fortificar os ossos e os músculos. A sua deficiência não é muito reconhecida na causa da dor. Ao reconhecermos este factor, os profissionais de saúde podem melhorar significativamente a dor do paciente, bem como a sua qualidade de vida", concluiu o investigador.

Pedro Santos

http://www.upi.com/Health_News/2009/03/23/Chronic_pain_linked_to_low_vitamin_D/UPI-75691237785857/

Proteína da ervilha amarela pode ser chave para hipertensão e insuficiência renal

Investigadores da Universidade de Manitoba, em Winnipeg, no Canadá, descobriram que uma proteína da ervilha amarela poderá ser utilizada como suplemento natural na luta contra a hipertensão arterial e a insuficiência renal crónica.

O investigador principal do estudo, o professor Rotimi Aluko, assegurou que, em pacientes com pressão arterial alta, esta proteína poderá retardar ou prevenir o aparecimento de danos renais, enquanto que nas pessoas diagnosticadas com insuficiência renal crónica poderá manter a pressão arterial nos níveis normais, melhorando a qualidade de vida dos pacientes.

Para encontrar este componente, o professor Aluko purificou uma mistura de pequenas proteínas da ervilha amarela até encontrar uma partícula denominada hidrolisato.

Os investigadores alimentaram ratos de laboratório com doença renal policística, uma forma grave de insuficiência renal crónica utilizada como modelo para a investigação, com esta proteína através de pequenas doses diárias.

Os resultados demonstraram que, depois de oito semanas com uma dieta à base de ervilhas, 20 por cento dos ratos alimentados com a proteína apresentaram níveis normais de pressão arterial, em comparação com o grupo de controlo alimentado com uma dieta não modificada.

Por outro lado, os investigadores observaram que o extracto de ervilha aumentou em 30 por cento a função renal dos ratos com insuficiência renal crónica, situando-a em níveis aceitáveis, o que permitiu a eliminação de um maior número de toxinas através da urina e aliviar os sintomas da doença.

De acordo com o que explicou o professor Aludo, o principal inconveniente desta descoberta prende-se com o facto desta proteína, que se encontra de forma natural nas ervilhas, não estar activada. Assim, se as estas não passarem antes por um laboratório, as ervilhas amarelas continuarão a ser um excelente alimento para a dieta, mas não terão um efeito curativo sobre estas doenças.

Ainda assim, o investigador calcula que, se os testes em humanos forem positivos, o extracto poderá começar a ser comercializado dentro de dois a três anos em forma de pó solúvel, como condimento para saladas, em bebidas ou em comprimidos dietéticos.

Isabel Marques

Fontes:
http://ecodiario.eleconomista.es/salud/noticias/1115070/03/09/Una-proteina-del-guisante-de-jardin-posible-clave-en-la-lucha-contra-la-hipertension-y-la-insuficiencia-renal.html

Alerta: Canetas de insulina e cartuchos não devem ser partilhados

A agência norte-americana que regula os medicamentos (FDA) emitiu um alerta chamando a atenção para o facto das canetas de insulina de um paciente e as recargas/cartuchos de insulina não deverem ser utilizadas para administrar a medicação a múltiplos pacientes, devido ao potencial risco de transmissão de patogénios transportados pelo sangue, tais como o VIH e vírus das hepatites.

As canetas de insulina são instrumentos de injecção em forma de caneta que contêm uma agulha descartável e um reservatório de insulina ou um cartucho de insulina. Os dispositivos tipicamente contêm insulina suficiente para o paciente auto-administrar várias doses de insulina, antes do reservatório ou cartucho ficar vazio. Todas as canetas de insulina estão aprovadas apenas para a utilização por um único paciente (um dispositivo para apenas um paciente).

As canetas de insulina estão delineadas para serem seguras para um único paciente utilizar uma única caneta múltiplas vezes com uma agulha nova para cada injecção, referiu a Dra. Amy Egan, Directora Delegada de segurança da Divisão de Produtos de Metabolismo e Endocrinologia da FDA, no Centro de Avaliação e Investigação de Medicamentos.

De acordo com a Dra. Egan, as canetas de insulina não estão delineadas, nem são seguras, para uma caneta ser utilizada por mais do que um paciente, mesmo se as agulhas forem trocadas entre um paciente e outro, devido ao risco de transmissão de patogénios transportados pelo sangue.

Isabel Marques

Fontes:

www.fda.gov/bbs/topics/NEWS/2009/NEW01976.html

domingo, 22 de março de 2009

Chá verde pode ajudar a manter as gengivas saudáveis

Um novo estudo sugere que uma chávena de chá verde por dia pode ajudar a prevenir doença das gengivas.

Os investigadores da Universidade de Kyushu, em Fukuoka, no Japão, descobriram que, entre japoneses de meia-idade, a probabilidade de sofrer de doença das gengivas diminuía à medida que a ingestão de chá verde aumentava.

Os investigadores relataram na “Journal of Periodontology” que, por cada chávena diária que os homens bebiam, o risco de apresentarem sinais de doença das gengivas, incluindo retracção gengival, gengivas que sangram facilmente, diminuía.

Contudo, as descobertas não significam que o chá verde é um substituto da consulta do dentista. O Dr. Yoshihiro Shimazaki referiu à Reuters Health que a relação entre o chá verde e as baixas probabilidades de doença das gengivas foi moderadamente reduzida, sendo um bom cuidado oral geral o mais importante.

Para este estudo, os investigadores examinaram 940 homens, com idades entre os 49 e os 59 anos, procurando sinais de doença das gengivas. Os homens também completaram um questionário relativamente aos hábitos de fumar e beber, hábitos de lavagem dos dentes e ingestão de chá verde.

No geral, o estudo descobriu que as probabilidades de doença das gengivas diminuíam à medida que a ingestão de chá verde aumentava, mesmo tendo os outros factores de estilo de vida em consideração.

Contudo, os investigadores não possuíam informações relativas à dieta alimentar dos homens, sendo que estudos anteriores sugeriram que determinados alimentos e nutrientes, como cereais integrais, fibra e vitamina C, podem proteger contra doença das gengivas.

De acordo com o Dr. Shimazaki, se o chá verde em si combate realmente a doença das gengivas, pode dever-se à sua concentração de compostos antioxidantes chamados polifenóis.

A doença das gengivas ocorre devido a infecções bacterianas, sendo que investigações laboratoriais sugerem que os polifenóis do chá verde podem inibir esses germes e os danos que estes provocam.

Isabel Marques

Fontes:
www.reutershealth.com/archive/2009/03/20/eline/links/20090320elin001.html

Álcool é o maior factor de risco de alguns cancros

Investigadores canadianos referiram que o álcool é o maior factor de risco de cancro relacionado com o acetaldeído, que ocorre frequentemente no tracto digestivo superior.

Os investigadores do Centro para Dependência e Saúde Mental, em Toronto, e do Laboratório de Investigação Química e Veterinária de Karlsruhe, na Alemanha, referiam que o acetaldeído está amplamente presente no ambiente, é inalado através do ar e fumo do tabaco, ingerido através do álcool e alimentos e produzido no organismo humano durante o metabolismo das bebidas alcoólicas.

A investigação indicou que este químico orgânico tem um papel significativo no desenvolvimento de determinados tipos de cancros, especialmente do tracto digestivo superior, e está actualmente classificado como um possível carcinogénico pela Agência Internacional para a Investigação sobre o Cancro da Organização Mundial de Saúde (OMS).

O estudo, publicado na “Addiction”, descobriu que o risco derivado da ingestão de acetaldeído apenas através de bebidas alcoólicas pode exceder os limites de segurança habituais para consumidores excessivos de álcool.

O estudo de avaliação de risco descobriu que a exposição média ao acetaldeído derivada das bebidas alcoólicas resultou num risco de cancro ao longo da vida de 7,6/10 000.

Isabel Marques

Fontes:
www.upi.com/Health_News/2009/03/20/Alcohol_greatest_risk_factor_some_cancers/UPI-71681237602618/

sexta-feira, 20 de março de 2009

Vendas de medicamentos nas farmácias continuam a descer

Segundo dados da Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica (Apifarma), os portugueses continuam a comprar cada vez menos medicamentos nas farmácias. Só em Fevereiro o mercado ambulatório de medicamentos (vendas em farmácias não hospitalares) desceu 8,4%, comparativamente ao mesmo período de 2008. Estes dados vieram confirmar a tendência negativa que também se verificou em Janeiro, quando o mercado desceu 8,3%.

A Apifarma afirmou que estes dados vêm comprovar a crise que se instalou no sector, após um crescimento anual em 2008 que ficou nos 0,9%.
Em relação ao número de embalagens vendidas, a indústria farmacêutica refere que em Fevereiro foram vendidas menos 7,1% de unidades do que no período homólogo.

"A tendência mantém-se negativa em Março, que na primeira quinzena registou uma queda, em valor, de 3,5%, comparativamente ao mesmo período em 2008", refere a Apifarma.
O comportamento do mercado tem vindo a preocupar a Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica, não só do ponto de vista empresarial como também por um eventual impacto na saúde pública.

Pedro Santos

fontes: Agência Lusa

Milhões de pessoas podem beneficiar da toma de estatinas

Investigadores norte-americanos referiram que mais de 6 milhões de pacientes cardíacos podem beneficiar da toma de estatinas para prevenir ataques cardíacos e acidentes vasculares cerebrais (AVC).

A Dra. Erin D. Michos, da Faculdade de Medicina da Universidade Johns Hopkins, referiu que cerca de metade de todos os eventos cardiovasculares ocorrem em pacientes que não têm colesterol elevado e que aproximadamente 20 por cento desses eventos ocorrem em pessoas que não têm qualquer factor identificável de risco de doença cardiovascular.

Os investigadores basearam-se nas pesquisas do Hospital Brigham e de Mulheres, em Boston, que descobriram que as estatinas protegem contra os ataques cardíacos e AVCs, mesmo em pacientes adultos mais velhos.

A Dra. Michos e o Dr. Roger S. Blume, que reuniram dados de uma sondagem sobre nutrição e saúde nacional, estimaram que cerca de 6,5 milhões de adultos com baixo colesterol e elevada proteína C-reactiva, um biomarcador de inflamação e indicador de risco de doença cardíaca, podem beneficiar das estatinas.

O estudo, publicado na “Journal of the American College of Cardiology”, revelou ainda que se os investigadores expandirem os critérios da pesquisa para o nível de colesterol limite a 160 mg/dl, que os médicos frequentemente utilizam para decidir se prescrevem ou não estatinas, o grupo que beneficia das estatinas pode aumentar para 10 milhões de pessoas.

Os investigadores estão assim a demonstrar que os médicos podem ser capazes de prevenir milhares de ataques cardíacos, AVCs e mortes todos os anos, se se expandir os critérios de prescrição de estatinas para incluir os níveis da proteína C-reactiva, algo que se pode avaliar através de um simples teste sanguíneo.

Isabel Marques

Fontes:
www.upi.com/Health_News/2009/03/19/Millions_may_benefit_from_taking_statins/UPI-27521237506560/

Herceptin prolonga sobrevivência de pacientes com cancro do estômago

Resultados de um estudo de Fase III demonstraram que a utilização do fármaco oncológico Herceptin (trastuzumab), da Roche, em combinação com quimioterapia standard, prolongou significativamente a sobrevivência geral dos pacientes com cancro do estômago (gástrico) avançado HER2 positivo, em comparação com quimioterapia isoladamente.

O ensaio envolveu 594 pacientes com cancro gástrico HER2 positivo inoperável, localmente avançado, recorrente e/ou metastático. Os pacientes receberam aleatoriamente um tratamento de primeira linha com Herceptin, em combinação com quimioterapia, ou quimioterapia isoladamente.

O primeiro objectivo era a sobrevivência geral, enquanto os objectivos secundários incluíam a sobrevivência livre de progressão e a taxa de resposta geral.

O chefe da divisão farmacêutica da Roche, William Burns, sublinhou que este estudo demonstrou, pela primeira vez, que o Herceptin prolonga a sobrevivência dos pacientes com outro cancro que não o cancro da mama.

O Herceptin está aprovado para o tratamento do cancro da mama, estando a ser avaliada a sua utilização para o cancro do estômago.

O cancro do estômago é a segunda causa de morte relacionada com cancro mais comum a nível mundial, com mais de 900 mil novos casos diagnosticados todos os anos. Este cancro habitualmente não é diagnosticado até estar numa fase avançada, porque os pacientes frequentemente não relatam sintomas antes dessa fase.

Isabel Marques

Fontes:
www.firstwordplus.com/Fws.do?articleid=365E897ECFF64A158DE76185EDBBCD68

quinta-feira, 19 de março de 2009

Fibrilhação auricular é mais perigosa para diabéticos

Cardiologistas australianos alertam para o facto da fibrilhação auricular nos pacientes diabéticos aumentar o risco de morte devido a problemas cardiovasculares.

Este estudo, publicado na "European Heart Journal”, informa os médicos de que a fibrilhação auricular, uma anomalia no ritmo cardíaco, é um marcador de risco acrescido de eventos cardiovasculares e mortalidade em diabéticos, tanto homens como mulheres. Estes pacientes devem controlar mais agressivamente os factores de risco, tais como pressão sanguínea e colesterol.

A investigadora principal, a Dra. Anushka Patel, da Universidade de Sydney, referiu que isto é uma questão diferente do controlo da frequência e ritmo, ou da utilização de anticoagulantes para prevenir os eventos tromboembólicos, que é a terapêutica habitual nos pacientes com fibrilhação auricular. Estas questões também são importantes, mas os investigadores acreditam que os dados sugerem que uma consciencialização acrescida e uma gestão do risco cardiovascular geral também é importante.

O ensaio internacional e aleatório, que envolveu 11 140 pacientes com diabetes tipo 2, descobriu que os pacientes com fibrilhação auricular, no início do estudo, apresentavam um risco 61 por cento mais elevado de morrer devido a qualquer causa, um risco 77 por cento mais elevado de morrer devido a causas cardiovasculares, tais como ataque cardíaco ou acidente vascular cerebral (AVC), e um risco 68 por cento mais elevado de desenvolverem problemas cardiovasculares, em comparação com os pacientes diabéticos que não sofrem de fibrilhação auricular.

Contudo, os investigadores também descobriram que os riscos de morrer ou desenvolver complicações cardiovasculares diminuem quando os pacientes diabéticos com fibrilhação auricular são tratados de forma agressiva com uma combinação de fármacos para reduzir a pressão sanguínea.

A fibrilhação auricular é um distúrbio da frequência e do ritmo do coração caracterizada pela contracção rápida e descoordenada das câmaras superiores (aurículas) e inferiores (ventrículos) do coração, por alteração do funcionamento do sistema de condução eléctrica do coração.

Isabel Marques

Fontes:
www.upi.com/Health_News/2009/03/18/Atrial_fibrillation_riskier_for_diabetics/UPI-15941237423989/

Beber chá ajuda a proteger de AVC

Estudo norte-americano sugere que beber três chávenas ou mais de chá por dia pode reduzir em cerca de 21% o risco de doença cerebrovascular

Quanto mais chávenas de chá forem consumidas, maiores serão as hipóteses de ter uma vida saudável, com menor risco de ter um AVC (Acidente Vascular Cerebral), a principal causa de morte em Portugal
Os dados resultam de nove estudos, envolvendo quase 195 mil pessoas, e verificou mais de 4300 AVC’s.

A investigação foi conduzida pela Universidade da Califórnia, com o apoio do Lipton Institute of Tea, avaliando os resultados dos estudos que compararam os participantes que consumiam menos de uma chávena de chá verde ou preto por dia, e as que ingeriam três ou mais.

"Estes resultados dizem respeito a chás verdes e pretos mas não a chás de ervas", afirmou Leonore Arab, do Departamento de Medicina e Química Biológica da Faculdade de Medicina David Geffen da UCLA.
O cientista considera também ser prematuro destacar uma substância do chá, como a teanina, os flavonóides ou as catequinas, como responsável por estes benefícios.

"Este novo estudo vem adicionar a redução de doença cerebrovascular à lista das suas mais valias, que já incluía os benefícios ao nível da hidratação, enquanto poderoso antioxidante, boa performance cognitiva e boa saúde oral", afirmou Paul Quinlan, director de investigação do Lipton Institute of Tea.

Nos últimos anos têm sido realizados vários estudos que associam o consumo regular de chá a efeitos benéficos para a saúde mental e física.
Os AVC’s estão em primeiro lugar na lista das principais causas de morte em Portugal e em segundo lugar a nível mundial, com 20 milhões de ocorrências.

Este estudo diz respeito a AVC’s isquémicos, caracterizados pelo bloqueio de um vaso sanguíneo ou de uma artéria, que impede a corrente sanguínea de atingir partes do cérebro, e não a AVC’s hemorrágicos, provocados pela ruptura dos vasos, que leva ao derrame de sangue para dentro do cérebro ou para a área que o rodeia.

Pedro Santos

http://saude.sapo.pt/artigos/noticias_actualidade/ver.html?id=985395

Alzheimer: Novo teste permite detectar a doença precocemente

Cientistas norte-americanos afirmam que um novo teste pode detectar a doença de Alzheimer no seu início, antes de surgirem os primeiros sintomas e de ser irreversível

O novo exame analisa os níveis de proteínas no liquido espinal, tendo os cientistas conseguido prever com uma precisão de 87% em que pacientes os problemas de memória em estágio inicial e com outros sintomas de deterioração cognitiva seria diagnosticado a doença de Alzheimer,

"Com este teste, podemos detectar de maneira fiável a doença de Alzheimer e fazer o acompanhamento desta doença", afirmou Leslie Shaw, do Departamento de Medicina da Universidade da Pensilvânia.

Segundo o investigador, o exame permitirá submeter a um tratamento numa fase adiantada os pacientes com o risco de desenvolver a doença, facilitando assim a busca de soluções que adiem ou mesmo subvertam a degeneração neurológica.

A equipa de cientistas propôs-se a criar um teste padrão que se centre nos níveis de duas proteínas "clássicas" associadas ao Alzheimer: os peptídeos beta-amilóide e tau.

Eles analisaram exames de líquido espinal de 410 pacientes que faziam parte de um estudo sobre a doença de Alzheimer, tendo também estudado a análise de voluntários com um estado cognitivo normal e de pessoas mortas e que tinham sofrido de Alzheimer.

Em 95,2% dos casos, o teste descartou as possibilidades de desenvolver Alzheimer, e em 81,8% relatou que as pessoas com uma deterioração cognitiva leve desenvolveriam a doença.

Actualmente, 26 milhões de pessoas sofrem de Alzheimer e os especialistas calculam que os valores irão ascender a 106 milhões em 2050.

Pedro Santos

http://saude.sapo.pt/artigos/noticias_actualidade/ver.html?id=985208

quarta-feira, 18 de março de 2009

Vitamina D pode não ajudar a tratar a depressão

Investigadores da Universidade de Warwick, no Reino Unido, demonstraram que não existe uma relação clara entre os níveis de vitamina D no sangue e a depressão.

O investigador principal, o Dr. Oscar Franco, referiu que a falta de vitamina D, devido à reduzida exposição à luz solar, tem sido associada à depressão e aos sintomas de Depressão Sazonal ou Distúrbio Afectivo Sazonal.

Os investigadores recrutaram 3 262 pessoas com idades entre os 50 e os 70 anos de Pequim e Xangai, na China, e testaram os níveis de vitamina D no sangue. Os participantes do estudo tiveram de completar um questionário para se poder avaliar a prevalência de sintomas depressivos.

O estudo, publicado na “Journal of Affective Disorders”, descobriu que não existe uma clara associação entre os sintomas depressivos e a concentração de vitamina D no sangue.

O Dr. Franco referiu que o estudo, desenvolvido em colaboração com os colegas da Academia Chinesa de Ciências, não avaliou se os sintomas depressivos eram sazonais e sugeriu que é necessário efectuar mais estudos.

O investigador referiu ainda que poucos estudos exploraram a associação entre as concentrações sanguíneas de vitamina D e a depressão na população geral. Uma deficiência de vitamina D também tem sido atribuída a diversas doenças crónicas, incluindo osteoporose, cancros comuns, doenças auto-imunes e cardiovasculares.

Isabel Marques

Fontes:
www.upi.com/Health_News/2009/03/18/Vitamin_D_may_not_help_treat_depression/UPI-25811237404556/

Farmacêutica relata 15 mortes entre pacientes que utilizaram RoActemra

A Chugai Pharmaceutical Co, a unidade japonesa da Roche Holding AG, relatou a ocorrência de 15 mortes entre os pacientes que utilizaram o fármaco RoActemra (tocilizumab) para a artrite reumatóide.

A Chugai revelou num relatório que entre os 4 915 pacientes com artrite reumatóide que receberam RoActemra, entre Abril de 2008 e Fevereiro de 2009, houve 15 mortes, não sendo possível negar a possibilidade de uma associação à utilização do RoActemra.

O porta-voz da Chugai, Masayuki Yamada, referiu que o facto de uma relação causal não poder ser negada significa que existe a possibilidade do RoActemra poder ter tido um impacto.

Desta forma, a farmacêutica quer continuar a recolher informações e análises para poder fornecer informações atempadas a instituições médicas, entre outros.

A Chugai também revelou que existiram 221 casos de efeitos adversos graves. Esta não foi a primeira vez que a farmacêutica publica um relatório sobre efeitos secundários do fármaco, sendo que tem actualizado periodicamente a informação, incluindo mortes relatadas.

O RoActemra é um anticorpo monoclonal que bloqueia as acções de um tipo específico de proteína (citocina) denominada interleucina-6. Esta proteína está envolvida em processos inflamatórios do organismo e o seu bloqueio pode reduzir a inflamação no seu corpo.

O RoActemra é utilizado no tratamento da artrite reumatóide activa, moderada a grave, uma doença auto-imune, em doentes adultos, se terapêuticas prévias não surtiram o efeito desejado. O RoActemra ajuda a reduzir os sintomas, tais como a dor e o inchaço das articulações, e pode também melhorar a capacidade de realização das tarefas diárias.

Estima-se que a artrite reumatóide, que se caracteriza pela inflamação da membrana que envolve as articulações do corpo, o que pode provocar dores, rigidez e incapacidade, afecte mais de 20 milhões de pessoas a nível mundial.

O Japão foi o primeiro país a aprovar o RoActemra para o tratamento da artrite reumatóide, tendo-se seguido a Europa, que o aprovou em Janeiro, mas ainda não foi aprovado nos Estados Unidos.

Isabel Marques

Diabetes podem acelerar declínio da doença de Alzheimer

Segundo investigadores norte-americanos, os pacientes com Alzheimer que têm diabetes e níveis elevados de colesterol experienciam um declínio cognitivo mais rápido.

"Estas descobertas indicam que controlar as condições vasculares pode ser uma forma de atrasar o curso da doença de Alzheimer, o que seria um grande desenvolvimento em termos de tratamentos desta doença tão devastadora, visto que existem actualmente poucos tratamentos disponíveis que conseguem reduzir o progresso da doença", afirmou Yaakov Stern, autor do estudo.

"Prevenir doenças coronárias, enfartes ou diabetes, ou mesmo garantir que estas condições estão bem controladas em pacientes onde as mesmas lhes foram diagnosticadas pode diminuir o progresso da doença de Alzheimer", acrescentou o investigador.

O estudo descobriu que um historial de diabetes e elevados níveis de colesterol estava associado a um declínio cognitivo mais acelerado.

A equipa de investigadores teoriza que a ligação entre os factores de risco vasculares e o declínio cognitivo em pacientes com Alzheimer pode acontecer devido à possibilidade das doenças vasculares activarem a inflamação no cérebro, e por consequência activando a produção da amilóide e a formação de emaranhados neurofibilares, considerados como sendo a causa primária da doença de Alzheimer.

Pedro Santos

http://www.upi.com/Health_News/2009/03/17/Diabetes_may_hasten_Alzheimers_decline/UPI-71151237336279/

Capacidade mental começa a diminuir aos 27 anos

Estudo sugere que a capacidade mental de uma pessoa começa a deteriorar-se a partir dos 27, marcando o começo do processo de envelhecimento

Segundo Timothy Salthouse, da Universidade de Virgínia, o raciocínio, agilidade mental e visualização espacial entram em declínio perto dos 30 anos de idade, tendo atingido o seu auge aos 22.
O estudo foi realizado durante o período de 7 anos, incluindo duas mil pessoas saudáveis com idades compreendidas entre os 18 e os 60 anos.

Os participantes tiveram que resolver quebra-cabeças, lembrar-se de palavras e detalhes de histórias, e identificar padrões em grupos de letras e símbolos.
Em nove dos doze testes efectuados, a média de idades dos participantes que tiveram melhor desempenho foi de 22 anos, sendo que a idade onde se observou um declínio marcante no desempenho dos participantes foi aos 27.

Funções como a memória ficaram intactas, em média, até aos 37 anos, e as habilidades baseadas na acumulação de informações, como o desempenho em testes de vocabulário e conhecimentos gerais, aumentaram até os 60 anos de idade.

"Alguns aspectos do declínio da função cognitiva em adultos com boa saúde e nível de instrução começam aos 20 e poucos ou 30 e poucos anos", afirmou Salthouse

O investigador acredita que os tratamentos que têm como objectivo amenizar o processo de envelhecimento deveriam começar mais cedo.

Pedro Santos

http://saude.sapo.pt/artigos/noticias_actualidade/ver.html?id=985068

Investigadores desenvolvem antibióticos que não provocam resistência

Investigadores norte-americanos revelaram na revista científica “Nature Chemical Biology” que estão a desenvolver uma nova geração de compostos antibióticos que não provocam resistência bacteriana.

Os investigadores, da Faculdade de Medicina Albert Einstein da Universidade Yeshiva, referiram que os compostos actuam contra dois micróbios, o vibrião colérico (bactéria Vibrio cholerae), que provoca a cólera, e o E. coli 0157:H7, um contaminante dos alimentos.

Um dos autores, o Dr. Vern Schramm, referiu que os antibióticos inicialmente funcionam extremamente bem, matando mais de 99,9 por cento dos micróbios a que se direccionam. Contudo, através da mutação e da pressão selectiva exercida pelo antibiótico, algumas células bacterianas conseguem inevitavelmente sobreviver, repopular a comunidade bacteriana e disseminar-se como estirpes resistentes aos antibióticos.

Os investigadores, em vez de matarem a Vibrio cholerae e o E. coli 0157:H7, direccionaram-se para interromper a capacidade das bactérias comunicar através da detecção de quórum, um mecanismo molecular complexo que as bactérias usam para comunicarem entre si. Muitas espécies de bactérias utilizam a detecção de quórum para coordenar a sua expressão genética segundo a densidade local da sua população.

Os investigadores apontaram para uma enzima bacteriana, a nucleosidase de metiltioadenosina (MTAN), que está directamente envolvida na sintetização de auto-indutores cruciais para a detecção de quórum. Os investigadores delinearam um substrato ao qual a MTAN se irá ligar muito mais firmemente do que ao seu substrato natural, na realidade, tão firmemente que o substrato análogo irá prender permanentemente a MTAN e inibi-la de impulsionar a detecção de quórum.

Isabel Marques

Fontes:
www.upi.com/Health_News/2009/03/16/Antibiotics_that_dont_trigger_resistance/UPI-49921237247603/

Investigadores desenvolvem novo tratamento para a infertilidade feminina

Investigadores do Colégio Imperial de Londres demonstraram num estudo que a administração da hormona kisspeptina, em mulheres com infertilidade, activa a libertação de hormonas sexuais que controlam o ciclo menstrual.

Os investigadores, que apresentaram as descobertas no encontro anual da Sociedade de Endocrinologia do Reino Unido, referiram que um tratamento com a hormona poderia restabelecer a função reprodutiva nas mulheres com baixos níveis de hormonas sexuais.

A kisspeptina é produzida pelo gene KISS-1 e é um regulador chave da função reprodutiva. Os animais e os humanos que têm falta de kisspectina não passam pela puberdade e continuam a ser sexualmente imaturos.

Num estudo anterior, os investigadores demonstraram que o tratamento com kisspeptina conduzia à produção de hormonas sexuais nas mulheres férteis.

Os investigadores ampliaram agora a investigação para examinar os efeitos da kisspeptina nas mulheres cujo período mestrual tenha cessado devido a um desequilíbrio hormonal.

Neste estudo, os investigadores injectaram kisspectina ou soro salino a um grupo de dez mulheres que não tinham menstruação e eram inférteis. Os investigadores recolheram amostras sanguíneas para medir os níveis da hormona luteinizante e da hormona estimulante do folículo, duas hormonas sexuais essenciais para a ovulação e fertilidade.

A kisspeptina conduziu a um aumento de 48 vezes da quantidade da hormona luteinizante e de 16 vezes da hormona estimulante do folículo, em comparação com o soro salino.

De acordo com os investigadores, este é o primeiro estudo que demonstra que a kisspectina pode estimular as hormonas sexuais nas mulheres com infertilidade, apresentando a hormona como uma possível terapia para a infertilidade humana.

Segundo o investigador principal, o Dr. Waljit Dhillo, a infertilidade é um problema devastador que afecta milhões de casais em todo o mundo. Esta investigação demonstra que a kisspectina poderá ser uma promessa como tratamento da infertilidade.

O Dr. Dhillo referiu que os dados sugerem que a kisspeptina poderá restabelecer a função reprodutiva nas mulheres com níveis baixos de hormonas sexuais. O investigador concluiu que a próxima investigação se centrará em determinar o melhor protocolo de administração repetida da kisspectina, com a esperança de se desenvolver uma nova terapia para a infertilidade.

Isabel Marques

Fontes:
http://ecodiario.eleconomista.es/salud/noticias/1104014/03/09/Nuevo-tratamiento-para-restablecer-la-funcion-reproductiva-en-mujeres.html

terça-feira, 17 de março de 2009

Fármaco para cancro eficaz em doentes com lúpus

Um estudo inglês sugere que um fármaco indicado para tratar o cancro - o Rituxan (Rituximab) - pode tornar-se no primeiro medicamento aprovado em 50 anos para o tratamento da nefrite do lúpus.

A investigação realizada ao longo de 22 meses por cientistas do Colégio Imperial de Londres envolveu 20 pessoas portadoras deste problema renal causado pelo lúpus eritematoso sistémico, revela a Reuters UK.

Segundo a equipa de investigadores ingleses, os resultados permitiram concluir que o Rituxan (Rituximab) tem como alvo de acção as células B hiperactivas que contribuem para a inflamação dos rins em pessoas diagnosticadas com lúpus. “Após o tratamento com Rituxan, 60% dos doentes demonstraram fortes sinais de melhoria”, afirmaram.

Caso os resultados deste estudo sejam comprovados em ensaios clínicos mais alargados, o fármaco pode ser aprovado para o tratamento desta doença auto-imune e tornar-se, assim, na primeira cura farmacológica.

De referir que, o medicamento não surtiu qualquer efeito em doentes com ascendentes africanos ou naqueles que apresentavam baixos níveis de albumina no sangue.

Raquel Garcez

Fonte: http://uk.reuters.com/article/governmentFilingsNews/idUKL436729920090304
http://www.medicalnewstoday.com/articles/142191.php

Benefícios da aspirina na prevenção de ataques cardíacos e AVC diferem consoante o paciente

Uma força de intervenção norte-americana referiu que a utilização da aspirina para prevenir ataques cardíacos ou acidente vascular cerebral (AVC) pode apresentar diferentes benefícios e desvantagens para homens e mulheres.

As novas recomendações da Força de Intervenção de Serviços Preventivos norte-americana, um painel independente de peritos, não se aplicam às pessoas que já sofreram um ataque cardíaco ou AVC.

As recomendações, publicadas na “Annals of Internal Medicine”, referem os pacientes e os médicos devem considerar os factores de risco, incluindo idade, sexo, diabetes, pressão sanguínea, níveis de colesterol, fumar e risco de hemorragia gastrointestinal, antes de decidirem relativamente à utilização ou não da aspirina.

Os peritos reviram as evidências do Estudo de Saúde das Mulheres do Instituto Nacional de Saúde norte-americano publicadas desde que a última força de intervenção reviu este tópico em 2002.

Os peritos encontraram evidências de que a aspirina diminui o primeiro ataque cardíaco nos homens e o primeiro AVC nas mulheres. Quanto mais factores de risco as pessoas apresentarem, mais probabilidade têm de retirarem benefícios da aspirina.

Os peritos recomendam que os homens com idades entre os 45 e os 79 anos devem utilizar a aspirina para reduzir o risco de ataques cardíacos, quando os benefícios superam os potenciais riscos de hemorragia gastrointestinal. As mulheres entre os 55 e os 79 anos devem utilizar a aspirina para reduzir o risco de AVC isquémico, quando os benefícios superam os potenciais riscos de hemorragia gastrointestinal.

Isabel Marques

Fontes:
www.upi.com/Health_News/2009/03/17/Risks_of_using_aspirin_differ_by_gender/UPI-75811237263754/

Tuberculose: Portugal continua acima da média na Europa

Portugal registou uma descida de 7% nos casos de tuberculose, mas a taxa de incidência continua ainda acima da média da União Europeia

De acordo com Fonseca Antunes, coordenador do Programa Nacional de Luta Contra a Tuberculose em Portugal, só no ano passado foram diagnosticados 2916 casos, incluindo casos novos e retratamentos, dos quais 2519 eram portugueses e 397 imigrantes.

"Em cada três doentes, dois são homens", referiu Fonseca Antunes, alertando para o facto dos homens terem uma frequência duas vezes superior à das mulheres.

A propósito do Dia Mundial da Tuberculose, que se assinala no dia 24 de Março, Fonseca Antunes adiantou que a diminuição do número de casos insere-se numa tendência que, na última década, se salda em menos 7,2% ao ano. No entanto, a taxa de incidência em Portugal ainda é ligeiramente maior à média da União Europeia, que se situa nos 17 casos por 100 mil habitantes.

Segundo o especialista, esta discrepância deve-se ao facto de Portugal ainda estar a sofrer a influência de uma situação bastante desfavorável que decorreu até finais da década de 60, e que se reflectiu nas gerações posteriores.

A luta contra a tuberculose tem dado resultados positivos em Portugal, sendo que os estudos epidemiológicos revelam que o risco de ser infectado por tuberculose reduziu para metade nos últimos 13 anos.

As populações que têm maior risco de desenvolver a tuberculose ou de ser infectadas são as que contactaram com a doença, pessoas infectadas com o HIV, estrangeiros oriundos de países de alta prevalência da doença, toxicodependentes e os reclusos.
Em todos estes grupos também se registou uma diminuição do número de casos: cerca de um terço em cinco anos.

A taxa de mortalidade por tuberculose, que está muitas vezes associada a outras patologias, situa-se nos 1,4 por cem mil habitantes, tendo descido para metade na última década.
Em Portugal, a detecção dos casos ronda os 90%, com um sucesso terapêutico, ao fim do período de um ano, a atingir os 87%.

Pedro Santos

Fonte: Agência Lusa

Um inibidor da secretase apresenta-se como possível opção para a Alzheimer

Um fármaco experimental, um inibidor da secretase, reduziu a produção da proteína beta-amilóide em ratos, o que poderá pressupor uma nova via para reduzir as lesões cerebrais características da Doença de Alzheimer.

Os resultados do estudo, liderado pelo Dr. Mark Burns, da Universidade de Georgetown, em Washington, revelaram que uma classe de fármacos para a Alzheimer, que se encontra em fase de ensaios clínicos, parece reduzir os danos produzidos pelas lesões cerebrais em animais.

As gama e beta-secretases são duas enzimas necessárias para a produção da proteína beta-amilóide. É esta proteína que forma as placas no cérebro, que ocorrem na doença de Alzheimer. O aumento do risco desta doença está associado a níveis elevados de fragmentos de beta amilóide no sangue.

Se estas enzimas forem bloqueadas, pode-se reduzir os défices de movimento, as alterações de comportamento e a perda neuronal que se produz depois de uma lesão cerebral. Assim, os investigadores propõem que as duas secretases sejam um objectivo prioritário para tratar as lesões cerebrais próprias da Alzheimer.


Para analisar o papel da proteína amilóide na lesão cerebral, os investigadores utilizaram duas formas de bloquear a activação das vias que produzem os péptidos amilóides. Desta forma, utilizaram um grupo de ratos geneticamente alterados incapazes de produzir secretases e, por isso, sem possibilidade de gerar amilóide.

Os investigadores também trataram ratos normais com uma molécula experimental, a DAPT, um dos primeiros inibidores da gama-secretase desenvolvidos e cuja eficácia está a ser avaliada para a Alzheimer.

No modelo observou-se uma redução da produção de péptidos amilóides neste grupo. No grupo de controlo comprovou-se que a lesão cerebral produzia mais péptidos amilóides e que o hipocampo era a região mais afectada, igual ao que se passa na Alzheimer.

Após três semanas da lesão inicial, os dois grupos foram capazes de efectuar as provas de memória de forma semelhante.

Contudo, as imagens de ressonância mostraram que as lesões no hipocampo desses grupos de ratos eram diferentes das do grupo de controlo. O estudo, publicado na “Nature Medicine”, demonstrou que a DAPT reduz a produção de beta-amilóide.

Isabel Marques

Fontes:
www.dmedicina.com/edicion/diario_medico/dmedicina/enfermedades/neurologicas/es/desarrollo/1200911.html

Estudo: Acrilamido não está associado ao risco de cancro do endométrio

Há sete anos foi lançado um alerta relativamente ao facto do acrilamido, um composto encontrado nos alimentos aquecidos a altas temperaturas, poder provocar cancro. Contudo, estudos não descobriram associações ao cancro do cólon ou da mama, e agora um estudo sueco indica que a ingestão a longo prazo de acrilamido não aumenta o risco de cancro do endométrio.

De acordo com o relatório publicado na "International Journal of Cancer”, os dados de estudos com animais têm suportado o efeito causador de cancro do acrilamido. Na realidade, em 2005 a Organização Mundial de Saúde (OMS) requereu a diminuição dos níveis de acrilamido nos alimentos.

Por outro lado, segundo a Dr. Susanna C. Larson, do Instituto Karolinska, em Estocolmo, as evidências baseadas na população têm refutado amplamente a existência de um risco significativo de cancro devido à ingestão de acrilamido

Uma excepção é um estudo holandês, relatado há dois anos, no qual a ingestão de acrilamido estava associada a cancros do endométrio e dos ovários nas mulheres na pós-menopausa que nunca tinham fumado.

Para estudar esta situação, a equipa de investigadores analisaram dados de 61 mil mulheres. Estas completaram questionários alimentares quando se registaram entre 1987 e 1990 e depois novamente em 1997.

Durante um período de seguimento médio de 17 anos, 687 mulheres desenvolveram cancro do endométrio. Contrariamente ao estudo holandês, os investigadores suecos não encontraram qualquer evidência de que a ingestão de acrilamido influencie o risco da doença, quer as mulheres fumem ou não.

Isabel Marques

Fontes:
www.reutershealth.com/archive/2009/03/16/eline/links/20090316elin018.html

Vegetarianos têm menos cancros

Estudo britânico sugere que uma dieta vegetariana pode ajudar a proteger contra os diversos tipos de cancro

A pesquisa analisou os dados de mais de 52 mil homens e mulheres, constatando que aqueles que não consumiam carne tinham, de forma significativa, menos cancros comparativamente aos que consumiam carne.

No entanto e de forma surpreendente, os investigadores também descobriram uma taxa mais elevada de casos de cancro colo-rectal, uma doença associada ao consumo de carnes vermelhas, entre os vegetarianos.

Apesar de haverem recomendações para que as pessoas consumam cinco porções de fruta e vegetais por dia para reduzir o risco de cancro e outras doenças, existem poucos dados sobre a dieta vegetariana propriamente dita.

Neste último estudo os investigadores dividiram os participantes em consumidores de carne, de peixe, vegetarianos e veganistas. Mais tarde, num estudo de acompanhamento, eles constataram que haviam menos cancros porque, provavelmente, os grupos eram mais saudáveis do que o resto da população.

Os cientistas constaram ainda que os casos de cancro eram bastante mais raros entre os consumidores de peixe e nos vegetarianos comparativamente aos consumidores de carne.

"É bastante interessante. Sugere que pode haver uma redução de cancros nos vegetarianos e nos consumidores de peixe, e temos que olhar para estes dados com atenção", afirmou Tim Key, líder o estudo.

Pedro Santos

http://news.bbc.co.uk/2/hi/health/7942479.stm

Topiramato seguro e eficaz na prevenção da enxaqueca em adolescentes

Um relatório publicado na revista cientifica “Pediatrics” revelou que o topiramato é seguro e efectivo na prevenção da enxaqueca em pacientes entre os 12 e os 17 anos.

Embora o topiramato esteja indicado para a profilaxia da enxaqueca, em adultos, os autores explicaram que não existem fármacos aprovados para o tratamento profiláctico da enxaqueca em pacientes pediátricos.

O Dr. Donald Lewis, da Faculdade de Medicina de Eastern Virginia, em Norfolk, e colegas avaliaram a eficácia e segurança do topiramato (50 miligramas/dia e 100 miligramas/dia) como profilaxia da enxaqueca em 106 pacientes entre os 12 e os 17 anos.

A dose mais elevada de topiramato reduziu significativamente a taxa de incidência mensal de enxaqueca de uma média de 4,3 ataques para 1,3, enquanto a dose mais baixa não diferiu do placebo (os ataques reduziram de uma média de 4,1 para 2,3 em ambos os grupos).

Nas últimas quarto semanas do estudo, mais de metade dos participantes que receberam 100 miligramas/dia de topiramato permaneceram sem enxaquecas.

A taxa de resposta foi de 83 por cento para o grupo dos 100 miligramas/dia, mas apenas de 46 por cento no grupo 50 miligramas/dia e de 45 por cento para o grupo do placebo.

Cerca de três quartos dos participantes que receberam topiramato experimentaram efeitos adversos, em comparação com menos de metade dos que receberam placebo, tendo os primeiros experienciado mais infecções do tracto respiratório superior, parestesia e tonturas.

Os investigadores concluíram que as análises de segurança não revelaram descobertas inesperadas. Os resultados deste ensaio demonstraram a eficácia dos 100 miligramas/dia de topiramato na prevenção da enxaqueca em pacientes pediátricos.

Isabel Marques

Fontes:
www.reutershealth.com/archive/2009/03/13/eline/links/20090313elin008.html

segunda-feira, 16 de março de 2009

Toxoplasmose ligada a esquizofrenia

Cientistas britânicos afirmam que o parasita da toxoplasmose pode ser responsável pelo desenvolvimento da esquizofreina e doenças bipolares

A equipa de investigadores da Universidade de Leeds demonstrou que o parasita pode desempenhar um papel no desenvolvimento das condições actuando ao nível da produção da dopamina, um neurotransmissor, precursor natural da adrenalina e da noradrenalina que tem como função a actividade estimulante do sistema nervoso central.

A toxoplasmose, que é transmitida através das fezes dos gatos, e que pode ser encontrada em vegetais mal lavados e carne mal passada infectada, é considerada bastante comum. A maioria das pessoas que têm o parasita são saudáveis, mas aquelas que são imuno-suprimidas, especialmente mulheres grávidas, têm bastantes riscos em termos de saúde que podem mesmo ser fatais.

"A toxoplasmose altera algumas mensagens químicas no cérebro, e essas alterações podem ter um grande efeito no comportamento", afirmou Glenn McConkey, líder do estudo.

"Diversos estudos já demonstraram que existe uma ligação estatística entre incidentes de esquizofrenia e infecção por toxoplasmose, e o nosso estudo é apenas o primeiro passo para descobrir o porquê desta ligação", concluiu o investigador.

Pedro Santos

http://www.upi.com/Health_News/2009/03/13/Toxoplasmosis_linked_to_schizophrenia/UPI-12611236997090/

Prucaloprida efectiva para obstipação crónica

Investigadores belgas revelaram, na revista científica “Gut”, que o fármaco prucaloprida melhora significativa e consistentemente a função intestinal dos pacientes com obstipação crónica e grave.

O investigador principal, o Dr. Jan Tack, do Hospital Universitário de Leuven, na Bélgica, referiu à Reuters Health que o actual estudo, que envolveu pacientes com obstipação crónica que não apresentavam uma resposta satisfatória aos laxantes, demonstrou excelente eficácia e perfil de segurança da prucaloprida.

Os investigadores estudaram pacientes que receberam aleatoriamente um tratamento diário com prucaloprida 2 miligramas (mg) ou 4 mg, ou com placebo.

Nos 713 pacientes avaliados, 19,5 por cento dos que receberam a dose de 2 mg e 23,6 por cento dos que receberam a dose de 4 mg tiveram três ou mais movimentos intestinais espontâneos por semana. Estas proporções foram significativamente maiores do que os 9,6 por cento observados no grupo do placebo.

Ambas as dosagens foram bem toleradas e a maioria dos efeitos secundários foram ligeiros ou moderados e passageiros. Os efeitos adversos mais comuns foram dores de cabeça e diarreia.

O Dr. Tack concluiu que o fármaco apresenta o potencial de aliviar uma grande necessidade não atendida na prática clínica, tanto ao nível dos especialistas como ao nível dos médicos de cuidados primários.

Isabel Marques

Fontes:
www.reutershealth.com/archive/2009/03/13/eline/links/20090313elin021.html

domingo, 15 de março de 2009

Suplementos de vitamina B benéficos para pacientes celíacos

Um estudo holandês revelou que os suplementos de vitamina B reduzem o risco de desenvolvimento de níveis muito elevados de homocisteína nos pacientes com doença celíaca, devendo ser considerados na gestão da doença.

O Dr. Muhammed Hadithi, do Centro Médico da Universidade de Vrije, em Amesterdão, explicou que a doença celíaca aumenta o risco de deficiência de folato e vitamina B12, o que pode contribuir para o desenvolvimento de níveis excessivos de homocisteína, um amino ácido, e a associação a doença vascular.

Os investigadores estudaram o efeito de suplementos de vitamina B6, folato e vitamina B12 diariamente (com uma dieta sem glúten) nos níveis da homocisteína em 51 adultos com doença celíaca e 50 adultos saudáveis com as mesmas idades e sexo para o controlo. A média de idades dos pacientes celíacos era de 56 anos e 40 por cento eram homens.

Vinte e cinco dos pacientes (49%) utilizaram suplementos de vitamina B. A dose diária de vitamina B6 foi de 1 a 6 miligramas, folato de 100 a 400 microgramas e vitamina B12 de 0,5 a 18 microgramas.

Como esperado, os pacientes celíacos que tomaram suplementos de vitamina B apresentaram níveis significativamente mais elevados de vitamina B6, folato e vitamina B12, em comparação com os pacientes celíacos que não receberam vitamina B e os controlos saudáveis.

Os pacientes celíacos que estavam a tomar vitaminas B também apresentaram níveis totais mais baixos de homocisteína (7,1 micromoles por litro - µmol/L) do que os pacientes que não receberam vitaminas B (11,0 µmol/L) e os controlos saudáveis (9,7 µmol/L).

De acordo os investigadores, os suplementos de vitamina B podem normalizar o estado de B6, folato e B12 e os níveis totais de homocisteína.

Os investigadores concluíram na “World Journal of Gastroenterology” que, mesmo que o benefício de baixar a homocisteína seja discutível, a deficiência de vitamina B a longo prazo deve ser evitada. Isto implica uma monitorização de rotina dos pacientes celíacos ou tratamento standard com doses moderadas de suplementos de vitamina B.

A doença celíaca, que pode afectar crianças e adultos, é uma intolerância a uma proteína do trigo, o glúten, provocando alterações no intestino que acarretam uma má absorção, que podem resultar em sintomas como diarreia frequente e perda de peso extrema.

Isabel Marques

Fontes:
www.reutershealth.com/archive/2009/03/13/eline/links/20090313elin020.html

Mulheres apresentam maior taxa de mortalidade devido a AVC

Investigadores norte-americanos referiram que morrem mais mulheres do que homens devido a acidente vascular cerebral (AVC) todos os anos, mas muitas mulheres pensam que o AVC é uma doença de homens.

O investigador Jan Flewelling, do Instituto Neurológico Metodista, em Houston, referiu que o AVC mata duas vezes mais mulheres do que o cancro da mama, mas muitas pensam que esta é uma doença de homens. Além disso, as mulheres têm menos probabilidade de apresentarem os sintomas clássicos de AVC do que os homens.

O investigador realçou que, enquanto as mulheres necessitam prestar atenção aos factores de risco comuns, tais como pressão sanguínea elevada, diabetes e colesterol elevado, alguns riscos específicos do género podem também alterar as probabilidades de uma mulher sofrer um AVC.

Estes incluem enxaquecas com aura visual, aneurismas cerebrais, doenças auto-imunes, incluindo diabetes e lúpus, utilização de contraceptivo orais, que estão associados a um aumentos de coágulos sanguíneos, e alterações hormonais durante a menopausa.

Entre os sintomas atípicos de AVC encontrados nas mulheres estão os desmaios, convulsões, confusão, dores no peito, falta de ar e palpitações. Contudo, Flewelling alerta que, embora estes sintomas atípicos estejam bem documentados, a maioria dos pacientes de ambos os sexos que sofrem um AVC apresenta sintomas tradicionais, como fraqueza ou entorpecimento súbito de um lado do corpo ou dificuldades na fala.

O investigador relatou que é vital que as mulheres sejam mais vigilantes em relação à sua saúde e que a educação e a consciencialização são chave para ajudar a reduzir a incidência de AVC nas mulheres.

Isabel Marques

Fontes:
www.upi.com/Health_News/2009/03/13/Women_can_have_atypical_stroke_symptoms/UPI-59801237001354/

sexta-feira, 13 de março de 2009

Médico propõe taxar chocolate para combater obesidade

Como forma de combater a obesidade e a diabetes, um médico escocês decidiu propor a imposição de taxas à venda de chocolate no Reino Unido, uma medida que de resto já acontece com o álcool e com o tabaco.

Segundo David Walker, médico de Lanarkshire, Escócia, o chocolate representa uma parte importante no problema de excesso de peso na população pois muita gente consome uma quantidade de chocolate equivalente às calorias diárias necessárias para uma pessoa.

“A obesidade é um problema que prolifera. Estamos no mesmo caminho que os Estados Unidos”, afirmou Walker à imprensa britânica.

Para o médico, e também especialista em nutrição, o chocolate foi sempre visto como algo especial, tendo-se tornado perigoso para uma grande parte da população.
De acordo com o especialista, um pacote de 225 gramas de bombons contém perto de 1.200 calorias, quase metade do recomendado por dia.

Pedro Santos

http://saude.sapo.pt/artigos/noticias_actualidade/ver.html?id=984423

Estudo: Sutent eficaz contra cancro pancreático raro

Um estudo do fármaco Sutent (sunitinib), da Pfizer Inc, revelou que o medicamento retardou a progressão de uma forma rara de cancro pancreático, que afecta milhares de pessoas a nível global, tendo por isso sido terminado mais cedo.

Uma comissão independente de segurança, que monitorizou o estudo de última fase, recomendou a sua terminação, após concluir que os pacientes tratados com Sutent permaneceram livres da progressão da doença durante mais tempo do que aqueles que receberam placebo mais cuidados de suporte.

Os pacientes do estudo sofriam de tumores avançados das células das ilhotas pancreáticas, também conhecidos como tumores neuroendócrinos. Estes tumores ocorrem em células especializadas do pâncreas que segregam uma variedade de hormonas, incluindo insulina e enzimas envolvidas na digestão.

Outros tipos de cancros pancreáticos ocorrem nos ductos do pâncreas, pequenos tubos que transportam as enzimas digestivas produzidas no pâncreas para o intestino delgado.

Esta forma de cancro pancreático do estudo refere-se a apenas cerca de 5 por cento de todos os casos de cancro do pâncreas, mas cresce e espalha-se mais lentamente do que outros tipos de cancro pancreático.

Contudo, quando a cirurgia para a remoção do cancro não é possível, ou quando o cancro volta após a cirurgia, a esperança de vida é apenas de alguns anos e os pacientes podem experienciar sintomas difíceis, tais como níveis elevados de insulina potencialmente fatais e úlceras do estômago.

O Sutent actualmente está aprovado para o tratamento do cancro renal avançado e para tumores do tracto gastrointestinal.

Dada a tendência claramente favorável, os pacientes que receberam Sutent no ensaio vão continuar a receber o fármaco e aqueles que receberam placebo terão agora a opção de receberem o fármaco.

Isabel Marques

Fontes:
www.reutershealth.com/archive/2009/03/12/eline/links/20090312elin010.html

quinta-feira, 12 de março de 2009

Suplementos de ácido fólico podem aumentar risco de cancro da próstata

Novas investigações publicadas na “Journal of the National Cancer Institute” demonstram que demasiado ácido fólico aumenta o risco de cancro da próstata.

A Dra. Jane C. Figueiredo, da Universidade do Sul da Califórnia, em Los Angeles, referiu que os homens que tomam 1 miligrama de ácido folico têm uma probabilidade três vezes maior de desenvolver cancro da próstata, durante um período de 10 anos, em comparação com os homens que receberam placebo.

A Dra. Figueiredo relatou à Reuters Health que é provável que o folato seja benéfico para muitas questões de saúde, mas em demasia pode não ser tão benéfico.

A Dra. Figueiredo e os colegas têm estado a investigar se administrar aspirina ou ácido fólico poderá ajudar a prevenir o desenvolvimento de lesões pré-cancerígenas no cólon e recto, tendo descoberto que o ácido fólico na realidade aumenta a probabilidade das pessoas desenvolverem estas lesões.

Os investigadores conduziram então uma análise secundária para determinar se o ácido fólico e a aspirina poderiam afectar o risco de cancro da próstata.

Enquanto a aspirina não teve qualquer efeito, os investigadores descobriram que 9,7 por cento dos 327 homens que tomaram ácido fólico desenvolveram cancro da próstata durante o estudo, em comparação com 3,3 por cento dos 316 homens a receber placebo. Isto traduziu-se num risco 2,63 vezes maior de desenvolver a doença.

O ácido fólico tem um papel essencial no crescimento celular e divisão das células, por isso um excesso de fornecimento pode acelerar o crescimento de tumores. O organismo absorve mais rapidamente o ácido fólico do que o folato.

O ácido fólico é a forma sintética do folato, uma vitamina B encontrada nos vegetais de folha verde e outros alimentos.

A Dra. Figueiredo referiu que se pode conseguir mais folato se se ingerir suplementos de ácido fólico, em comparação à ingestão apenas de fontes naturais, sendo que este facto pode ser relevante. Tomar ácido fólico em comprimidos pode não ser tão bom como consumi-lo através de fontes alimentares.

Os investigadores, quando observaram as quantidades de folato que os homens consumiam através da dieta, descobriram que uma maior ingestão estava associada a um menor risco de cancro da próstata, embora a relação não tenha sido estatisticamente significativa.

Isabel Marques

Fontes:
www.reutershealth.com/archive/2009/03/10/eline/links/20090310elin017.html

Fármacos para Parkinson podem despoletar sintomas de dependência

Os pacientes a receber tratamento para a Doença de Parkinson podem algumas vezes desenvolver comportamentos de dependência, como jogo patológico, devido ao excesso de utilização de agonistas da dopamina, o principal tipo de fármaco utilizado para tratar esta doença neurológica.

Os agonistas da dopamina, agentes que activam os receptores da dopamina no cérebro, incluem fármacos como o pramipexol, ropinirol, pergolida e bromocriptina, normalmente utilizados para a Doença de Parkinson e síndrome das pernas inquietas.

Contudo, o Dr. Alain Dagher, da Universidade McGill, em Montreal, no Canadá, referiu à Reuters Health que estes fármacos apresentam um risco muito definido de provocar distúrbios de controlo de impulsos e dependência, sendo que os médicos devem estar conscientes destes efeitos secundários e alertar explicitamente os pacientes que iniciam estes fármacos.

O Dr. Dagher e o Dr. Trevor W. Robbins, da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, reviram as associações entre a dopamina e os distúrbios de personalidade dependente à luz dos modelos actuais de aprendizagem e dependência.

Os factores de risco destes distúrbios para os doentes com Parkinson incluem ser do sexo masculino, ser jovem na altura do diagnóstico, ter historial de abuso de álcool ou drogas, depressão e resultados elevados na categoria de personalidade que procura novidade, todos factores que também aumentam o risco de dependência na população geral.

Embora se tenha questionado inicialmente se os agonistas da dopamina realmente provocavam jogo patológico, existem agora evidências de que as terapias com dopaminérgicos no geral, e os agonistas da dopamina em particular, são os despoletadores de jogo patológico e outros distúrbios de controlo de impulsos na Doença de Parkinson.

Níveis de dopamina cronicamente baixos nos pacientes com Parkinson não tratada levam a uma personalidade com baixa procura de novidade e uma incidência de dependência reduzida. Por outro lado, o tratamento de substituição com dopaminérgicos aumenta a vulnerabilidade à dependência e aos distúrbios de controlo de impulsos.

O Dr. Dagher concluiu que, no que diz respeito aos pacientes com Parkinson, a resposta é simples: descontinuar o tratamento com agonistas da dopamina se o paciente desenvolver dependência.

Isabel Marques

Fontes:
www.reutershealth.com/archive/2009/03/10/eline/links/20090310elin028.html