sexta-feira, 3 de abril de 2009
Sintomas de ataques cardíacos podem ser diferentes nas mulheres
Dores no peito, falta de ar, e uma forte dor no pescoço, costas, mandíbula e braços são alguns dos sintomas clássicos de um ataque cardíaco, identificados pela maioria das pessoas.
Um estudo financiado pelo Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos descobriu que as mulheres têm maiores probabilidades de apresentar sintomas atípicos de ataques cardíacos.
Os investigadores analisaram mais 500 pacientes cardíacas, verificando que nas semanas que antecederam aos ataques, 70% das pacientes afirmaram ter uma forte e inexplicável fadiga, 48% relataram ter distúrbios de sono, e pouco mais de metade afirmou ter falta de ar, indigestão e ansiedade.
Mais de 50% tiveram falta de ar e fraqueza durante o ataque, e um pouco mais de metade teve grande fadiga, frio abundante e vertigens.
Verificou-se, assim, que as mulheres podem experimentar sintomas que não são tipicamente associados a ataques do coração, e que podem surgir semanas antes do evento verdadeiro.
A Associação Americana do Coração deixou ainda o alerta que a dor no peito é o aviso mais comum em ambos os sexos, e embora os homens também possam apresentar sintomas atípicos, as mulheres devem ficar especialmente atentas a eles.
Pedro Santos
http://saude.sapo.pt/artigos/noticias_actualidade/ver.html?id=987858
Ácidos gordos encontrados no peixe podem ajudar a reduzir tumores
Investigadores egípcios relataram que um ácido gordo ómega-3 encontrado nos óleos de peixe reduziu o tamanho dos tumores em ratos e fez com que a quimioterapia fosse mais potente, enquanto limitou os seus efeitos prejudiciais.
As descobertas, publicadas na “Cell Division”, da BioMed Central, acrescentam evidências que demonstram um leque de benefícios para a saúde do consumo de ácidos gordos encontrados nos alimentos como o salmão.
O Professor A.M. El-Mowafy e colegas da Universidade de Mansoura, no Egipto, observaram a forma como um ácido gordo ómega-3, denominado ácido docosahexanóico (DHA), afectou o crescimento dos tumores em ratos e quão bem interagiu com um fármaco de quimioterapia, denominado cisplatina.
O Professor El-Mowafy referiu que os resultados sugerem um regime terapêutico novo e produtivo na gestão de tumores sólidos baseado na combinação da cisplatina e possivelmente outras quimioterapias com DHA.
De acordo com a Reuters Health, o investigador acrescentou ainda que o DHA obteve efeitos quimiopreventivos proeminentes por si só e aumentou também consideravelmente os efeitos da cisplatina.
Em Março, investigadores norte-americanos demonstraram que uma dieta rica de ácidos gordos ómega-3, o tipo encontrado em peixes como o salmão, carapau, arenque e sardinhas, protege contra o cancro da próstata avançado, mesmo em homens com maior risco da doença.
Os ácidos gordos, também encontrados em alimentos como as nozes e os vegetais de folha verde, têm demonstrado providenciar efeitos anti-inflamatórios e têm sido relacionado com um menor risco de doença cardíaca.
Neste estudo, a equipa do Professor El-Mowafy descobriu que, a nível molecular, o DHA reduziu a acumulação de glóbulos broncos, inflamação sistémica e uma doença perigosa marcada pela diminuição dos níveis de antioxidantes, sendo que todas estas questões têm sido relacionadas com o crescimento dos tumores.
Esta investigação também demonstrou que os ácidos gordos reduziram a toxicidade e a danificação dos tecidos dos rins provocados pela quimioterapia.
Isabel Marques
Fontes:
www.reutershealth.com/archive/2009/04/02/eline/links/20090402elin010.html
Hepatite B: novas terapêuticas entram no mercado
Após aprovação do Infarmed, as novas orientações terapêuticas para o tratamento da hepatite B entraram no mercado farmacêutico hospitalar. Um medicamento antiviral como tratamento de primeira linha está na base destas terapêuticas ditas inovadoras - o Viread (tenofovir disoproxil fumarate) da biofarmacêutica Gilead Sciences.
A avaliação da Autoridade Nacional do Medicamento e de Produtos de Saúde (Infarmed) comprovou o valor terapêutico acrescentado deste medicamento de toma oral e uma relação custo-benefício favorável, face às restantes alternativas terapêuticas, estimando uma poupança anual de 1 500 euros ano por doente em tratamento nos hospitais.
As novas terapêuticas - definidas pela European Association Studies for the Study of the Liver (EASL) e com autorização de introdução de mercado (AIM) atribuída pela Comissão Europeia desde Abril de 2008 – apresentam-se como tratamentos preferenciais para doentes que apresentem falência a outros tratamentos prévios por resistência a outros fármacos, uma das situações mais frequentes nos tratamentos alternativos.
No relatório do Infarmed lê-se que o Viread "está indicado para tratamento de hepatite B crónica, em adultos com doença hepática compensadas com evidência de replicação viral activa e histológica de inflamação activa e/ou fibrose”.
Raquel Garcez
Fonte: Infarmed
VIH: Descoberta molécula eficaz contra vírus resistente
Um estudo inglês sugere que a molécula D-1mT pode ser usada juntamente com a terapia anti-retroviral para travar a replicação do vírus da imunodeficiência humana (VIH).
Segundo os especialistas do Colégio Imperial de Londres, a investigação testou a eficácia da molécula D-1mT em macacos infectados com o vírus da imunodeficiência símia (VIS), que é semelhante à humana (VIH), noticia o site Bio-Medicine.
Os investigadores explicaram que, após seis dias de tratamento, apenas três dos macacos apresentavam níveis detectáveis de VIS, e após 13 dias foram detectados reduzidos vestígios de SIV em dois dos animais.
A equipa de cientistas acredita, os resultados do estudo poderão conduzir à criação de um novo fármaco contra o VIH, que embora ainda esteja em fase de testes, poderá ser a solução para as pessoas infectadas com o vírus da sida que não respondem à terapia tradicional anti-retroviral.
“Necessitamos de entender o funcionamento da D-1mT para podermos pensar em desenvolvê-la enquanto um potencial tratamento para o VIH”, rematou Adriano Boasso, um dos autores do trabalho.
Raquel Garcez
Fonte: http://www.bio-medicine.org/biology-news-1/Potential-new-HIV-drug-may-help-patients-not-responding-to-treatment-7779-3/
quinta-feira, 2 de abril de 2009
Meningite: nova vacina disponível em breve
A nova vacina contra a Doença Pneumocócica Invasiva (DPI) vai estar disponível em Portugal a partir de 9 de Abril. Portugal será o primeiro país europeu onde a vacina é lançada.
Chama-se Synflorix e pertence aos laboratórios da GlaxoSmithKline. A nova vacina pneumocócica pediátrica obteve esta semana a autorização da Agência Europeia do Medicamento (EMEA) e é, dia 03 de Abril, apresentada no Porto.
A vacina propõe-se a actuar contra doenças potencialmente fatais como a meningite e a pneumonia bacteriémica, bem como contra infecções do ouvido médio.
De acordo com um comunicado da GSK, a Synflorix "está indicada para a imunização activa contra a doença invasiva e a otite média aguda (OMA) causadas por Streptococcus Pneumoniae em bebés e crianças com idades compreendidas entre as seis semanas e os dois anos de idade e será comercializada a um preço de cerca de 70 euros (cada doze)".
A GSK informa ainda que a nova vacina, que protege contra 10 serotipos da DPI, "irá proporcionar uma cobertura contra três das principais estirpes pneumocócicas (serotipos 1, 5 e 7F) além dos sete serotipos (4, 6B, 9V, 14, 18C, 19F, 23F) que tem em comum com a vacina existente (Prevenar)".
Na Europa, cerca de um em cada três casos de doença pneumocócica em crianças pequenas não era prevenido, uma vez que, estas doenças são causadas por serotipos bacterianos não abrangidos pela vacina pneumocócica conjugada actualmente disponível no mercado (Prevenar).
Segundo a nota de imprensa, os especialistas em Pediatria consideram que estão criadas as condições para que a ministra da Saúde, em conjunto com a Comissão Técnica de Vacinação, decida inclui-la no Plano Nacional de Vacinação, dando assim "igualdade de oportunidades a todas as famílias".
Raquel Garcez
Fonte: Comunicado GSK
Comprimido múltiplo pode ajudar a combater doenças cardiovasculares
O Dr. Koon Teo, da Universidade McMaster, em Hamilton, no Ontário, referiu que este comprimido múltiplo poderá ajudar a reduzir os eventos cardiovasculares em mais de 80 por cento nas pessoas saudáveis.
Num ensaio em 50 centros na Índia, 2053 pessoas sem doença cardiovascular, com idades entre os 45 e os 80 anos e com um factor de risco, como a obesidade, pressão sanguínea alta ou mau colesterol, receberam aleatoriamente este policomprimido. O comprimido era composto por doses reduzidas de diversos fármacos: 12,5 miligramas (mg) de tiazida, 50 mg de atenolol, 5 mg de ramipril, 20 mg de sinvastatina e 100 mg de aspirina por dia.
Os participantes foram distribuídos por oito grupos, cada um com cerca de 200 indivíduos, tendo cada grupo recebido aspirina isoladamente, sinvastatina isoladamente, hidroclorotiazida isoladamente, três combinações de dois fármacos para baixar a pressão sanguínea, três fármacos para baixar a pressão sanguínea isoladamente ou três fármacos para baixar a pressão sanguínea mais aspirina.
As descobertas publicadas na “The Lancet” revelaram que, comparativamente com os grupos que não receberam fármacos para baixar a pressão sanguínea, o policomprimido reduziu a pressão sanguínea sistólica em 7,4 mm Hg e a diastólica em 5,6 mm Hg, o que foi semelhante à utilização de três fármacos para baixar a pressão sanguínea, com ou sem aspirina.
Isabel Marques
Fontes:
www.upi.com/Health_News/2009/03/31/Polypill_combines_heart_medications/UPI-41661238476126/
http://ecodiario.eleconomista.es/salud/noticias/1134070/03/09/Anuncian-una-pildora-milagrosa-contra-las-enfermedades-cardiovasculares.html
Tratamentos para o cancro alteram gosto por alimentos
Uma análise de diversos estudos foi publicada no Journal of Supportive Oncology, incluindo formas de ajudar a melhorar o gosto e anomalias odoríferas nos pacientes com cancro. Entre as sugestões estava o consumo reduzido de alimentos que têm um gosto "metálico", como a carne vermelha, o café ou o chá, consumir mais alimentos ricos em proteínas, praticar uma boa higiene oral, e utilizar agentes estimuladores de produção de saliva, como pastilhas sem açúcar.
Glenn Lesser, oncologista da Wake Forest University Baptism Medical Center, afirmou que a equipa de investigadores incluía engenheiros ambientalistas e biomédicos, bem como cientistas especialistas em alimentos.
"Os oncologistas que compreendem os diversos tipos e causas do sabor e anomalias podem estar mais bem preparados para discutir e enfatizar estes efeitos secundários negativos", afirmaram os autores do estudo em comunicado.
"Alternar o gosto e o olfacto nos pacientes é um assunto que tem vindo a ser descurado em comparação com outros aspectos nas pesquisas relacionadas com o cancro", pode ler-se ainda no mesmo.
Pedro Santos
http://www.upi.com/Health_News/2009/04/01/Cancer_treatment_affects_taste_of_food/UPI-51171238636698/
Uma dose de álcool por dia baixa risco de morte
Pesquisas anteriores já haviam revelado que era benéfico o consumo moderado de álcool para a saúde, embora não o tivessem especificado.
O novo estudo, publicado no The Journal of the American Geriatrics Society, analisou mais de 12 mil pessoas durante o período de quatro anos, tendo concluído que o consumo moderado de álcool estava associado a uma redução de 28% no risco de mortalidade comparativamente ao consumo nulo.
Consumir uma ou menos doses por semana não apresentava quaisquer benefícios, e aqueles que consumiam mais de três doses por dia aumentavam os seus riscos em 11%.
"Há outras coisas boas que se pode fazer e que oferecem menos possibilidades de causar danos, como fazer mais exercícios", afirmou Sei J. Lee, principal autor do estudo e geriatra do Veterans Affairs Medical Center em São Francisco, Estados Unidos, acrescentando ainda não estar preparado para aconselhar os abstinentes de álcool a começar a beber.
Pedro Santos
http://saude.sapo.pt/artigos/noticias_actualidade/ver.html?id=987663
Diabéticos podem precisar de mais cálcio juntamente com fibras
Os investigadores observaram que, quando 13 diabéticos duplicaram a ingestão de fibras, os participantes começaram a excretar menos cálcio através da urina, um sinal de que a absorção de cálcio pelo organismo diminuiu.
Sabe-se que as fibras ajudam a reduzir o colesterol, a melhorar o controlo do açúcar no sangue e a manter a regularidade intestinal, sendo que os adultos são aconselhados a consumir aproximadamente 25 gramas ou mais por dia.
Contudo, os investigadores relataram na “Diabetes Care” que estas últimas descobertas sugerem que uma pior absorção de cálcio pode ser o resultado do aumento do consumo de fibras.
O investigador principal, o Dr. Abhimanyu Garg, do Centro Médico Southwestern, da Universidade do Texas, em Dallas, referiu que, como mais cálcio equivale a uma melhor saúde óssea, os investigadores recomendam que as pessoas a seguir dietas ricas em fibras consultem o seu médico sobre aumentar também a ingestão de cálcio, de modo a retirarem o maior beneficio de ambos.
O investigador acrescentou que é importante consultar primeiro um médico ou nutricionista, porque o cálcio em excesso pode provocar pedras nos rins.
As descobertas basearam-se no estudo de 13 adultos de meia-idade e mais velhos com diabetes tipo 2, que consumiam 50 gramas de fibras por dia durante seis meses, seguidos por 24 gramas por da durante mais seis meses.
De acordo com a Reuters Health, a equipa de investigadores descobriu que, quando os pacientes consumiam a dieta mais elevada em fibras, a excreção de cálcio diminuía. Alguns estudos têm sugerido que as fibras alimentares se ligam a determinados minerais, formando “complexos” que não podem ser absorvidos.
O Dr. Garg sugere que as pessoas tentem ingerir alimentos que fornecem tanto fibras como cálcio, tais como espinafres, brócolos, figos, papaia, feijões e alcachofras.
Isabel Marques
Fontes:
www.reutershealth.com/archive/2009/04/01/eline/links/20090401elin002.html
Oxicodona pode ajudar a aliviar dores agudas do herpes zoster
O estudo, publicado na revista científica “Pain”, avaliou diferentes métodos de aliviar a dor durante um episódio de herpes zoster, uma infecção que produz erupções cutâneas muito dolorosas, constituídas por bolhas (vesículas) cheias de líquido, que muitos pacientes referiram ser a pior que alguma vez experienciaram.
O investigador principal, o Dr. Robert Dworkin, do Centro Médico da Universidade de Rochester, e colegas estudaram 87 pacientes com herpes zoster em Rochester e Houston. Os participantes foram divididos em três grupos e receberam oxicodona, gabapentina ou placebo.
Os pacientes, cuja média de idades era de 66 anos, sofriam de dor moderada a grave. Todos os pacientes também receberam medicação anti-viral, que é o tratamento standard para os pacientes com esta infecção.
De acordo com a United Press International, os investigadores referiram que os pacientes que receberam oxicodona tinham duas vezes mais probabilidade de experienciar uma redução significativa da dor, pelo menos, uma diminuição de 30 por cento, em comparação com os pacientes que tomaram placebo.
Embora a medicação tenha sido efectiva, cerca de um terço dos participantes saiu do estudo, principalmente devido a problemas de obstipação.
O Dr. Dworkin revelou que os investigadores ficaram surpreendidos com o facto da gabapentina não ter parecido útil no tratamento da dor.
O herpes zoster é causado pela reactivação do vírus da varicela (vírus varicela-zoster) em latência. A infecção inicial pelo vírus varicela-zoster, que pode adoptar a forma de varicela, termina com a penetração dos vírus nos gânglios (uma aglomeração de células nervosas) dos nervos espinhais ou cranianos, permanecendo ali em estado latente. O herpes zoster fica sempre limitado à distribuição cutânea da raiz ou raízes nervosas afectadas (dermatomas).
O vírus do herpes zoster pode não voltar a produzir sintomas ou então só reactivar-se muitos anos depois. Se isso ocorrer, reproduz-se a doença. Por vezes, tem lugar quando a imunidade do organismo diminui em virtude de outra perturbação, como a SIDA ou a doença de Hodgkin, ou por medicações que debilitem o sistema imunitário. Na maioria dos casos desconhece-se a causa da reactivação.
O aparecimento do herpes zoster nem sempre significa que exista alguma doença grave subjacente. Pode ocorrer em qualquer idade, mas é mais frequente depois dos 50 anos.
Isabel Marques
www.upi.com/Health_News/2009/03/31/Oxycodone_may_ease_acute_pain_of_shingles/UPI-77051238557610/
www.manualmerck.net/?url=/artigos/%3Fid%3D212%26cn%3D1795
quarta-feira, 1 de abril de 2009
Ácido lipóico pode ajudar a reduzir triglicerídeos
O Dr. Regis Moreau, do Instituto Linus Pauling, da Universidade Estatal do Oregon, referiu que o ácido lipóico é um composto natural encontrado em baixos níveis em alguns alimentos, incluindo carne vermelha e vegetais de folha verde. Sabe-se que o ácido lipóico influencia a absorção de glicose e baixa a glicose no sangue ao aumentar o seu transporte para o músculo esquelético.
O estudo em animais de laboratório, publicado na “Archives of Biochemistry and Biophysics”, descobriu que os suplementos de ácido lipóico baixaram os níveis de triglicerídeos até 60 por cento.
O Dr. Moreau referiu que a extensão da redução dos triglicerídeos foi realmente drástica, sendo que os investigadores não esperavam que fosse tão profunda.
O investigador acrescentou que o potencial é bom, sendo que esta pode tornar-se noutra forma de baixar os triglicerídeos no sangue e ajudar a reduzir o risco de aterosclerose.
Até há cerca de 10 anos, os elevados níveis de triglicerídeos no sangue, basicamente uma forma de gordura, não eram considerados tão significativos como o colesterol na previsão da aterosclerose, normalmente referida como o endurecimento das artérias, e doença cardíaca.
O investigador referiu que essa perspectiva alterou-se e que a maioria dos especialistas agora encara os triglicerídeos como um terceiro factor de risco importante para a aterosclerose, juntamente com os níveis de colesterol.
Isabel Marques
Fontes:
www.upi.com/Health_News/2009/03/31/Lipoic_acid_may_lower_triglycerides/UPI-20901238558114/
Reacção alérgica ao clopidogrel é tratável
Os investigadores do Hospital Universitário Thomas Jefferson, na Filadélfia, seguiram 24 pacientes que desenvolveram alergias ao clopidogrel, após terem sido submetidos a um implante de stent coronário.
Oitenta e oito por cento dos pacientes foram capazes de continuar o tratamento com o clopidogrel sem interrupções, após terem sido tratados com anti-histamínicos e um curto tratamento com esteróides.
Os investigadores, o Dr. Michael P. Savage e a Dra. Kimberly L. Campbell, referiram que este é um estudo muito importante para muitos pacientes cardíacos, mas especialmente para aqueles que têm stents.
Todos os pacientes que recebem um stent têm de tomar clopidogrel para ajudar a prevenir uma trombose de stent, que é a formação de coágulos no stent. Isto coloca obviamente graves problemas se o paciente sofrer uma reacção alérgica à medicação.
O Dr. Savage referiu que descontinuar a toma do fármaco pode levar a um ataque cardíaco, que pode ser fatal, sendo requerido àqueles que têm um stent revestido com um fármaco receber o clopidogrel durante, pelo menos, um ano.
O investigador acrescentou que, na realidade, os seus pacientes com stents revestidos com um fármaco recebem o clopidogrel durante uma média de 17 meses, em comparação com o mínimo de um ano, sublinhando que isto é muito tempo para se estar sem uma medicação que pode salvar a vida.
O clopidogrel, que é comercializado em Portugal como Plavix, Iscover, Clopidogrel BMS, e Clopidogrel Winthrop, é utilizado para prevenir a formação de coágulos sanguíneos (trombos) que se formam em vasos sanguíneos endurecidos (artérias), um processo conhecido como aterotrombose, que pode conduzir a acidentes aterotrombóticos, tais como o acidente vascular cerebral (AVC), ataque cardíaco ou morte.
Isabel Marques
Fontes:
www.upi.com/Health_News/2009/03/31/Plavix_allergic_reaction_treatable/UPI-27201238551298/
Cerca de 4 mil medicamentos baixam de preço
A medida surgiu esta quarta-feira, dia 1 de Abril, anunciada pelo Ministério da Saúde, afirmando que a grande maioria dos medicamentos tem agora uma redução de preço entre 33 e 52%.
"Isto abrange muitos dos medicamentos mais utilizados na patologia de longa duração e muitos deles correspondem aos mais vendidos e mais usados em 2008", afirmou a ministra Ana Jorge, esclarecendo ainda que dos 75 milhões de euros que se estima poupar com esta redução, 31 milhões dizem respeito ao Estado, 20 milhões aos cidadãos e os restantes 24 a medicamentos prescritos em sub-sistemas de Saúde.
Relativamente a uma possível reacção do mercado dos medicamentos de marca a esta redução, Ana Jorge lembrou que estas diminuições são feitas no âmbito de um acordo e legislação discutida com a indústria farmacêutica há três anos. "A baixa de preços poderá facilitar um maior acesso aos medicamentos", afirmou a titular da pasta da Saúde, acrescentando ainda que o número de vendas poderá ter facilidade em aumentar.
Esta é a terceira fase da revisão transitória de preços, prevista em legislação aprovada em 2007. Em Portugal os preços passaram a ser calculados segundo a base da média dos valores praticados nos quatro países de referência, nomeadamente Espanha, Grécia, Itália e França, tendo passado a ser obrigatória a revisão anual dos preços com base nesta comparação.
Pedro Santos
Fonte: Agência Lusa
Mortes por cancro colo-rectal podem ser prevenidas
"Apesar do cancro colo-rectal ser a segunda causa de morte a nível de cancro nos Estados Unidos, é também o tipo de cancro que pode ser prevenido mais facilmente", afirmou Randolph Hecth, da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos.
O investigador e os seus colegas afirmaram que quaisquer sintomas persistentes, detectados no sangue, fezes, perda de peso, dores abdominais, entre outros, devem ser comunicados ao médico.
A equipa de cientistas aconselha ainda o exame à próstata a partir dos 50 anos de idade. No entanto, aqueles com historial da doença na família devem mesmo começar a prevenção mais cedo.
Outros factores, como a baixa actividade física e uma dieta rica em gorduras e pobre em fibras, também aumentam a probabilidade de desenvolver cancro colo-rectal.
O cancro colo-rectal é segundo cancro de maior incidência na Europa e o segundo de maior incidência e mortalidade em Portugal, onde afecta mais de 80 mil pessoas.
Pedro Santos
http://www.upi.com/Health_News/2009/03/31/Death_from_colon_cancer_preventable/UPI-30141238477192/
http://www.roche.pt/sites-tematicos/quimioterapia-oral/index.cfm/noticias/factos-sobre-o-cancro-colo-rectal/
http://diario.iol.pt/sociedade/cancro-mortalidade-estudo-cancro-colorectal-doenca/996828-4071.html
Detecção precoce do cancro do cólon pode reduzir mortalidade em 30%
O Dr. Randolph Hecht, da Universidade da Califórnia, em Los Angeles, e colegas revelaram que quaisquer sintomas persistentes, como sangue nas fezes, uma alteração dos hábitos intestinais, perda de peso, dores abdominais, devem ser relatados ao médico.
Os investigadores aconselham que as pessoas que têm um risco normal comecem a fazer rastreios regulares ao cancro do cólon a partir dos 50 anos. Contudo, aquelas que têm um historial pessoal ou familiar de cancro do cólon, outros cancros ou doença inflamatória do intestino devem falar com o médico sobre começar o rastreio mais cedo.
De acordo com a responsável da Direcção de Prevenção do Instituto Catalão de Oncologia, Mercè Peris, os principais factores de risco são as dietas ricas em gorduras e pobres em frutas e verduras, o tabaco, a falta de exercício físico e o sedentarismo.
O cancro do cólon pode desenvolver-se durante meses sem produzir incómodos, pelo que os especialistas defendem a necessidade de programas de detecção precoce.
Para reduzir o risco de cancro do cólon, o Dr. Hecht sugere manter um peso saudável através de uma dieta baixa em gordura que inclua verduras, que contêm folato, e outros vegetais, cereais integrais, nozes e feijões, que forneçam 25 a 30 gramas de fibra por dia; consumir moderadamente bebidas alcoólicas e deixar de fumar, pois o álcool e o tabaco em conjunto estão ligados a cancros gastrointestinais; e exercício físico, pelo menos, 20 minutos, três a quatro das por semana.
Isabel Marques
Fontes:
www.upi.com/Health_News/2009/03/31/Death_from_colon_cancer_preventable/UPI-30141238477192/
http://ecodiario.eleconomista.es/salud/noticias/1135168/03/09/La-deteccion-precoz-del-cancer-de-colon-puede-reducir-la-mortalidad-un-30.html
Diagnóstico precoce pode evitar maioria dos casos de cancro oral
De acordo com este perito, oito em cada 100 mil pessoas sofrem de cancro oral, sendo a falta de tempo e as longas listas de espera o que faz com que, na maioria dos casos, não se diagnostiquem a tempo estas lesões, que podem chegar a ser fatais.
Esta doença aparece principalmente na língua e no céu-da-boca, o que facilita a sua detecção precoce por parte de um especialista, sem necessidade de intervenção. Desta forma, o Dr. Schoendorff insiste que a prevenção destes tumores deve ser a base do tratamento, pois, como são tumores de progressão local, se forem diagnosticados precocemente a sobrevivência dos pacientes aumenta de forma exponencial.
A população com maior risco são os pacientes que fumam e que bebem, sendo mais frequente em homens de meia-idade. Os pacientes com deficiências nutricionais, como falta de ferro ou vitamina A, pertencem também ao grupo de risco, enquanto que as pessoas com traumatismos repetidos na boca também são propensos a sofrer degenerações tumorais e, por isso, estes casos devem ser cuidadosamente estudados e avaliados.
A lista de tratamentos para combater o cancro oral é muito ampla e eficaz, ainda que o êxito depende da situação em que se encontre o carcinoma. A quimioterapia e a radioterapia, assim como a remoção nos casos mais extremos, resultam efectivas para a cura total da doença. Posteriormente, poderá ser necessário realizar sessões de fisioterapia facial que ajudem o paciente para uma rápida reabilitação funcional.
Isabel Marques
Fontes:
http://ecodiario.eleconomista.es/salud/noticias/1136286/03/09/Nueve-de-cada-10-casos-de-cancer-oral-podrian-evitarse-con-el-diagnostico-precoz-de-la-enfermedad-segun-expertos.html
terça-feira, 31 de março de 2009
Dieta ocidental favorece cancro colo-rectal
A dieta ocidental é rica em carnes e gorduras, e pobre em hidratos de carbono complexos, como os amidos, sendo considerada como uma espécie de receita para o desenvolvimento do cancro colo-rectal.
As dietas ricas em carne produzem sulfureto, uma substância que reduz a acção das bactérias benéficas à saúde.
Stephen O'Keefe explicou que as pessoas que adoptam uma dieta rica em hidratos de carbono complexos, incluindo cereais, legumes, verduras e frutas, têm uma grande quantidade no intestino de firmicutes, um tipo de bactérias que utilizada resíduos de amido e proteínas no cólon para fabricar ácidos gordos de cadeira curta e vitaminas como o folato e a biotina, que mantêm a saúde do órgão.
O cancro colo-rectal é a segunda maior causa de morte oncológica entre adultos no mundo ocidental, atrás apenas do de pulmão.
Pedro Santos
http://saude.sapo.pt/artigos/noticias_actualidade/ver.html?id=987381
Fármaco oncológico cediranib pode ajudar a combater tumores cerebrais
Os investigadores referiram que o cediranib ajudou a parar a acumulação de fluido provocada pelo glioblastoma e ajudou os ratos com tumores cerebrais a viver mais tempo.
Tanto o cediranib como o Avastin são terapias delineadas para privar os tumores de alimento impedindo-os de formar vasos sanguíneos, um processo denominado anti-angiogénese.
O Dr. Rakesh Jain e colegas do Hospital Geral de Massachusetts testaram o fármaco em ratos e descobriram que este encolhia os vasos sanguíneos que tinham crescido para alimentar o tumor, fazendo também com que parassem de verter.
O artigo publicado na “Journal of Clinical Oncology” revelou que isto reduziu um tipo de inchaço chamado edema e, embora os tumores continuassem a crescer, os ratos tratados viveram mais tempo do que os ratos que não receberam o fármaco.
O Dr. Jain referiu que as descobertas sugerem que a terapia anti-angiogénese pode aumentar a sobrevivência dos pacientes, mesmo na presença de um crescimento persistente do tumor.
Contudo, o investigador referiu que o fármaco ainda está longe da perfeição no combate ao glioblastoma, o tipo mais agressivo de tumor cerebral, que mata cerca de 10 mil pessoas todos os anos.
Isabel Marques
Fontes:
www.reuters.com/article/healthNews/idUSTRE52T7A820090330
Bebidas quentes podem aumentar o risco de cancro
A teoria, segundo os cientistas, pode explicar o aumento do risco de cancro no esófago entre populações fora do Ocidente.
O cancro do esófago é responsável por mais de 500 fatalidades a nível mundial anualmente, sendo o carcinoma das células escamosas do esófago o tipo mais comum.
O tabaco e o álcool são os factores principais ligados ao desenvolvimento da doença na Europa e nos países da América. As razões que levam ao resto das populações a nível mundial a apresentarem elevadas taxas da doença são, no entanto, desconhecidas, apesar de já existir uma teoria que liga o consumo de bebidas demasiado quentes a danos no revestimento interno do esófago.
"O mecanismo pelo qual o calor promove o desenvolvimento de tumores leva à necessidade de mais pesquisas, que devem receber um novo ímpeto a partir destas descobertas", afirmou David Whiteman, do Instituto de Pesquisa Médica de Queensland, Austrália, aconselhando as pessoas a esperarem alguns minutos antes de consumirem determinadas bebidas, como o chá ou o café.
Pedro Santos
http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2009/03/090327_bebidaquentecancerfn.shtml
segunda-feira, 30 de março de 2009
Estudo questiona benefícios a longo prazo de fármacos para hiperactividade
Um dos autores do estudo, o Dr. Brooke Molina, sublinhou que os dados não sustentam que as crianças que recebem a medicação durante mais de dois anos tenham melhores resultados do que as crianças que não a recebem durante esse período.
No estudo sobre o tratamento de crianças com PHDA foi administrada aleatoriamente uma de quatro opções de tratamento: tratamento com fármacos, fármacos mais terapia conversacional, terapia conversacional isoladamente ou cuidados médicos de rotina isoladamente.
Uma análise inicial de 14 meses, publicada em 1999, demonstrou que as crianças tratadas com estes fármacos demonstraram mais melhorias dos sintomas, em comparação com aquelas que receberam apenas terapia conversacional e cuidados de rotina.
Contudo, uma análise de seguimento em 2007 já não demonstrou diferenças no comportamento entre as crianças tratadas com este tipo de fármacos e aquelas que não o foram. Adicionalmente, os dados de 2007 indicaram que as crianças que tomaram fármacos para a PHDA, durante 36 meses, eram mais baixas e pesavam menos do que aquelas que não receberam os fármacos.
As últimas descobertas, publicadas na “Journal of the American Academy of Child and Adolescent Psychiatry”, incluem dados de um seguimento de oito anos e confirmaram que não existiam diferenças no comportamento a longo prazo entre os que tomaram os fármacos e os que não tomaram.
O investigador William Pelham concluiu que uma interpretação possível dos dados é que os fármacos para a Perturbação de Hiperactividade e Défice de Atenção são úteis a curto prazo, mas ineficazes a longo prazo.
Isabel Marques
Fontes:
www.firstwordplus.com/Fws.do?articleid=028885D6B89449669AFE5D8274D902AC
Cafeína reduz em 65% o risco de Alzheimer
Os investigadores da Universidade de Kuopio, na Finlândia, do Instituto Karolinska de Estocolmo, na Suécia, e da Universidade de Helsínquia, na Finlândia, constataram que os consumidores habituais de cafeína, entre três e cinco chávenas de café por dia, têm menos riscos de padecer de Alzheimer ou outra demência, em comparação com as pessoas que não consomem cafeína.
Uma amostra de 1 409 indivíduos permaneceu em observação durante uma média de 21 anos para determinar como a cafeína actuava no sistema neurológico com o passar dos anos.
Recentemente a Universidade de Barcelona publicou um estudo, que desenvolveu conjuntamente com o Instituto de Investigações Biomédicas August Pi i Sunyer, do Hospital Clínico de Barcelona, no qual realçou que a cafeína estimula o sistema nervoso central e melhora o tempo de resposta e rendimento em tarefas de memória a curto prazo.
Este estudo, que valoriza os efeitos da cafeína e do açúcar sobre o funcionamento do cérebro e do rendimento intelectual, utilizou provas neuropsicológicas estandardizadas e de imagens por ressonância magnética.
Isabel Marques
Fontes:
http://ecodiario.eleconomista.es/salud/noticias/1132156/03/09/La-cafeina-reduce-un-65-el-riesgo-de-Alzheimer.html
Diabetes: Calculadora online determina risco da doença
A página está disponível em www.qdscore.org, podendo ser consultada para prever o risco de desenvolver diabetes do tipo 2, uma doença que só em Portugal afecta cerca de um milhão de pessoas.
A calculadora é baseada em factores significativos de risco, como a idade, etnia, índice de massa corporal, tabagismo, nível sócio-económico, historial da doença na família, diagnóstico de doenças cardiovasculares, hipertensão e utilização de drogas esteróides.
Posteriormente os cientistas calcularam a importância relativa de cada um destes factores, incorporando-os numa fórmula que prevê com exactidão o risco de vir a desenvolver a doença durante o período de dez anos.
Para Julia Hippisley-Cox, autora do estudo, o código postal e a etnia eram específicos para os casos britânicos, mas que o algoritmo da fórmula pode oferecer uma noção precisa de qualquer forma, mesmo sem os outros factores.
A investigadora acrescentou ainda que para os que pensam estar em risco, a perda de peso e a prática de exercício físico são fundamentais.
Pedro Santos
http://saude.sapo.pt/artigos/noticias_actualidade/ver.html?id=987247
Estudo: Fármaco ezetimiba para o colesterol não aumenta o risco de cancro
Descobertas de um estudo de larga escala sugerem que o fármaco ezetimiba, comercalizado em Portugal como Adacai e Ezetrol, para baixar o colesterol, não aumenta o risco de cancro, contrariamente ao que referia um relatório recente.
De acordo com o mesmo estudo, estas descobertas também são verdadeiras para os fármacos que combinam ezetimiba e sinvastatina, comercializados em Portugal como Inegy e Vytorin.
Segundo a Reuters Health, num ensaio relatado no ano passado, a utilização de ezetimiba mais sinvastatina foi associada a uma taxa de cancro de 11 por cento, significativamente mais elevada do que a taxa de 8 por cento observada em pacientes que receberam placebo.
Esta descoberta provocou uma preocupação generalizada, mas faltavam dados de estudos que reflectissem como o fármaco é utilizado no mundo real, fora do ambiente controlado do ensaio clínico.
Um dos autores do estudo, o Dr. Richard H. Karas, da Faculdade de Medicina da Universidade Tufts, em Boston, referiu que a actual análise no mundo real não demonstra um aumento do risco nos pacientes que receberam ezetimiba ou ezetimiba mais sinvastatina para baixarem os níveis de colesterol.
As descobertas são provenientes de uma análise de todos os relatórios de cancro apresentados à agência norte-americana que regula os medicamentos (FDA), entre Julho de 2004 e Março de 2008, dos utilizadores de ezetimiba ou ezetimiba mais sinvastatina. As taxas de cancro documentadas nestes relatórios foram então comparadas às taxas de utilizadores de outros fármacos para baixar o colesterol.
Durante o período de quatro anos, foram prescritas 559 milhões de receitas para todos os fármacos estudados e foram apresentados 2 334 relatórios de cancro, segundo o artigo publicado na “Journal of Clinical Lipidology”.
O número de relatórios de cancro por um milhão de prescrições de ezetimiba foi de 2,9 e para prescrições de ezetimiba mais sinvastatina foi de 1,3. Para os outros fármacos, os números variaram entre 3,1 e 5,1.
Aproximadamente, 2 por cento de todos os relatórios de efeitos secundários estavam relacionados com cancro. Para os outros fármacos, esta percentagem variou entre 1,3 e 3,9 por cento.
Conjuntamente, estas descobertas sugerem que o risco de cancro com a utilização de ezetimiba ou ezetimiba mais sinvastatina não é maior do que o risco observado com outro fármaco para baixar o colesterol.
Isabel Marques
Fontes:
www.reutershealth.com/archive/2009/03/27/eline/links/20090327elin026.html
Investigadores testam tratamento para aumento de peso provocado por antipsicóticos
O ensaio clínico aleatório e controlado por placebo, publicado na “Biological Psychiatry”, avaliou a adição ao tratamento do fármaco modafinil, actualmente utilizado para aumentar o estado de vigília nas pessoas com distúrbios do sono.
Todos os participantes do estudo, voluntários normais, receberam olanzapina, um fármaco normalmente utilizado para tratar distúrbios psicóticos. Metade dos participantes também recebeu tratamento com modafinil, enquanto a outra metade recebeu placebo.
Após três semanas, embora o Índice de Massa Corporal (IMC) tenha aumentado em ambos os grupos, aqueles que receberam olanzapina mais placebo demonstraram um aumento de peso significativamente maior do que aqueles que receberam olanzapina mais modafinil.
O investigador principal, o Dr. James Roerig, da Faculdade de Medicina e Ciências da Saúde da Universidade do Dakota do Norte e do Instituto de Investigação Neuropsiquiátrica, em Fargo, referiu que este estudo de curto prazo em indivíduos saudáveis demonstra-se promissor.
Os fármacos antipsicóticos, como a olanzapina, risperidona e quetiapina, normalmente têm sido utilizados não só para tratar distúrbios psicóticos como a esquizofrenia, mas também para o distúrbio bipolar e mesmo para problemas comportamentais relacionados com a demência.
Os investigadores acrescentaram que o efeito secundário do aumento de peso, habitualmente observado com os medicamentos antipsicóticos, faz com que muitos pacientes descontinuem o tratamento.
De acordo com a United Press International, o Dr. Roerig referiu que agora o modafinil pode ser avaliado como um candidato viável para um ensaio clínico maior e mais complexo para determinar a eficácia na população de pacientes.
Isabel Marques
Fontes:
www.upi.com/Health_News/2009/03/27/Fighting_anti-psychotic_drug_weight_gain/UPI-86201238205367/
domingo, 29 de março de 2009
Distúrbios psiquiátricos são comuns em adultos com anorexia
De acordo com a United Press International, desde 1985, foram estudados 51 adolescentes com anorexia nervosa, juntamente com um grupo de controlo com o mesmo número de pessoas saudáveis. Os grupos foram investigados e comparados diversas vezes ao longo do período do estudo.
A Dra. Elisabet Wentz, da Academia Sahlgrenska da Universidade de Gotemburgo, na Suécia, referiu que este é o único estudo no mundo que reflecte o rumo natural da anorexia na população.
As descobertas, que foram publicadas na "British Journal of Psychiatry” e na “International Journal of Eating Disorders”, revelaram que 39 por cento dos participantes tinham, pelo menos, outro distúrbio psiquiátrico, para além do distúrbio alimentar, sendo o distúrbio obsessivo compulsivo o mais comum.
A Dra. Wentz revelou que 18 anos após se ter iniciado o estudo, três mulheres ainda não recuperaram da anorexia, 13 pessoas têm incapacidades ou estiveram de baixa durante mais de seis meses devido a um distúrbio alimentar ou outro distúrbio psiquiátrico.
Estudos anteriores têm demonstrado que a anorexia é um diagnóstico com um prognóstico muito fraco, uma vez que cerca de 1 em 5 pacientes morre como resultado da doença. A Dra. Wentz sublinhou que contrastantemente não houve qualquer morte entre os participantes deste estudo.
A anorexia nervosa é uma perturbação caracterizada por uma distorção da imagem corporal, um medo extremo da obesidade e a rejeição de manter um peso mínimo normal.
Cerca de 95 por cento das pessoas que sofrem desta perturbação são mulheres. Geralmente, começa na adolescência, por vezes antes, e menos frequentemente na idade adulta, sendo que na sociedade ocidental o número de pessoas com esta perturbação tem tendência a aumentar.
Isabel Marques
Fontes:
www.upi.com/Health_News/2009/03/27/Psychiatric_disorders_common_with_anorexia/UPI-89461238179153/
sábado, 28 de março de 2009
Criar embrião único é melhor estratégia para tratar infertilidade
A teoria surge do resultado de um estudo finlandês que procurou avaliar os aspectos económicos e de saúde de diversos métodos de fertilização existentes, procurando esclarecer se seria mais eficiente implantar vários embriões ou apenas um quando se faz o tratamento de fertilização.
O estudo finlandês acompanhou durante mais de 10 anos o trabalho desenvolvido pelo instituto de fertilização da Universidade de Oulu, na Finlândia, tendo sido tratadas mais de 1500 mulheres com menos de 40 anos entre 1995 e 2004.
De acordo com os cientistas, com os embriões únicos implantados a taxa de sucesso era superior à implantação de dois embriões em mulheres com idade inferior a 40 anos.
O custo do procedimento é também ele mais reduzido (em 5%), resultando em 20 mil euros por bebé, nascido após 37 semanas, menos do que a implantação dupla.
Pedro Santos
http://saude.sapo.pt/artigos/noticias_actualidade/ver.html?id=986680
sexta-feira, 27 de março de 2009
Asma afecta um milhão de portugueses
"Não deixe que a Asma controle a sua vida" é o lema desta iniciativa que conta com a colocação de painéis em diversas escadarias de locais públicos.
Controlar a asma é possível e indispensável, perceber os sintomas, cumprir a medicação e manter o contacto regular com o médico são algumas das mensagens da campanha.
Marianela Vaz, presidente da APA, explicou que a iniciativa foi agora realizada devido ao facto de ser na Primavera que existe a libertação do pólen que pode conduzir a doenças alérgicas, nomeadamente rinite e asma.
"Aconselha-se as pessoas com algum tipo de sintoma a consultarem o médico. Se são alérgicos devem saber a causa da alergia", alertou Marianela Vaiz.
A asma é uma doença crónica das vias aéreas causada por um processo inflamatório provocado por múltiplos agentes, afectando tanto adultos como crianças. Estima-se que a doença afecte actualmente cerca de um milhão de portugueses, entre casos diagnosticados e não diagnosticados.
Entre os sintomas típicos mais facilmente identificáveis contam-se pieira, tosse (sobretudo nocturna), falta de ar e pressão no tórax. Esta incapacidade respiratória é provocada pelo estreitamento das vias aéreas, podendo, nos casos mais graves, provocar a morte.
As manifestações de asma dependem de uma ligação entre factores genéticos e ambiente. Os factores desencadeantes tanto podem ser substâncias a que o doente é alérgico, como pó, pêlos de animais e pólenes, entre outros, como factores não específicos, desde fumo de cigarro, cheiros activos ou frio.
Ainda segundo dados disponibilizados pela APA, as doenças respiratórias em Portugal foram responsáveis, em 2007, por 93.275 internamentos hospitalares, o que significou um aumento de 8,3% em relação a 2005, com uma mortalidade dos doentes afectados a atingir os 14,1%.
Pedro Santos
http://saude.sapo.pt/artigos/noticias_actualidade/ver.html?id=986310
Endometriose e doença periodontal podem estar associadas
A endometriose ocorre quando o tecido que reveste o útero, o endométrio, começa a crescer e a dispersar-se para fora do útero, incluindo para a pélvis e intestinos, assim como para as trompas de Falópio, ovários e outras áreas. Quando este tecido se dispersa durante o ciclo menstrual, a doença provoca dores pré-menstruais, períodos dolorosos e abundantes e, por vezes, infertilidade. A doença periodontal envolve a infecção e inflamação das gengivas, tecidos e ossos à volta dos dentes.
O Dr. Dan I. Lebovic, do Sistema de Saúde da Universidade do Michigan, em Ann Arbor, e colegas sugeriram que um factor que contribui para o desenvolvimento da endometriose poderá ser um defeito na capacidade do sistema imunitário limpar o fluxo menstrual retrógrado. A auto-imunidade também tem sido implicada no desenvolvimento da doença periodontal.
Para investigar esta questão, os investigadores examinaram a associação entre a endometriose e a doença periodontal utilizando dados de 4 136 mulheres que participaram numa sondagem sobre nutrição e saúde nacional entre 1999 e 2004.
Os resultados revelaram que as mulheres com endometriose tinham um risco 57 por cento maior de sofrer gengivite e periodontite, em comparação com as mulheres que não tinham endometriose.
Embora a endometriose possa ser o resultado de factores múltiplos, também pode ser aumentada por uma resposta imunitária a um agente infeccioso, sendo que a ligação subjacente entre as duas doenças poderá ser uma desregulação imunitária global e generalizada.
Isabel Marques
Fontes:
www.reuters.com/article/healthNews/idUSTRE52P5GW20090326
quinta-feira, 26 de março de 2009
Problemas cutâneos aumentam 20% devido a alterações psicológicas
A Dra. Aurora Guerra, chefe da Secção de Dermatologia do Hospital Universitário 12 de Outubro de Madrid e presidente da Secção Centro da Academia Espanhola de Dermatologia, explicou que a pele é um órgão que apresenta sintomas com facilidade, pelo que existem muitas reacções cutâneas, incluindo em condições normais e fisiológicas, e quando a mente está doente, este problema chega à pele.
Assim, a Dra. Guerra destacou a dermatite artificial ou fictícia (auto-escoriação), na qual o transtorno mental é a única origem da alteração cutânea. A investigadora explicou que lesionar a pele para pedir ajuda é uma das ferramentas que os pacientes com distúrbios factícios costumam pôr em prática.
A Dra. Guerra referiu que o protótipo do paciente com dermatite artificial é uam mulher entre os 20 e os 60 anos, com carácter introvertido, centrada em si mesma e com dificuldade em relacionar-se com os demais. Estas manifestações de forma inconsciente, intimamente supõe uma chamada de atenção, uma vez que por detrás pode haver uma depressão ou uma intenção de suicídio, acrescentou.
Outro dos problemas são as alucinações cutâneas, como as alucinações com insectos ou vermes, nas quais as pessoas pensam ter bichos e coçam-se para tirá-los, provocando feridas cutâneas extensas.
Contrariamente, a Dra. Guerra referiu as pessoas que estão mentalmente sãs e que padecem de um problema de pele, como a psoríase ou o acne, nas quais se pode revelar um transtorno como a depressão.
A investigadora sublinhou que é preciso ter em conta que, muitas vezes, se cria um ciclo vicioso, pelo que tratar apenas o problema de pele não será suficiente para se chegar a um tratamento completo e abrangente.
Isabel Marques
Fontes:
http://ecodiario.eleconomista.es/salud/noticias/1124843/03/09/Los-problemas-cutaneos-aumentan-un-20-las-alteraciones-psiquicas.html
Vitamina D reduz risco de fracturas
A análise de várias pesquisas revelou que o consumo de vitamina D diariamente reduzia fracturas não vertebrais em 20%, e fracturas da anca em 18%.
A equipa de investigadores analisou 12 estudos clínicos de suplementos de vitamina D entre adultos com idade a partir dos 65 anos.
"Doses elevadas de vitamina D devem ser exploradas em pesquisas futuras de forma a optimizar uma eficácia anti-fracturas", afirmaram os autores do estudo em comunicado. "Os nossos resultados não apoiam doses reduzidas de vitamina D com ou sem cálcio na prevenção de fracturas entre os indivíduos mais velhos", acrescenta ainda o comunicado.
A vitamina D é uma vitamina lipossolúvel vital para a absorção do cálcio e para a formação de ossos fortes, saudáveis e resistentes a fracturas, sendo um componente essencial do tratamento da osteoporose.
Estima-se que cerca de 80% da quantidade necessária de vitamina D no organismo humano provenha da exposição solar porque quando exposta aos raios ultravioleta, a pele sintetiza esta vitamina, que é depois armazenada na gordura corporal.
No entanto, a quantidade de vitamina D que se produz por exposição solar varia consoante o tipo de pele, sendo menor nas peles morenas, com o tempo de exposição, com a ocasião do dia, a estação do ano, a localização geográfica, o uso de protectores solares, a poluição, entre outros.
Pedro Santos
http://www.upi.com/Health_News/2009/03/25/More_vitamin_D_less_bone_fracture_risk/UPI-24501238029778/
http://medicosdeportugal.saude.sapo.pt/action/2/cnt_id/948/
Carne vermelha aumenta risco de mortes
A pesquisa foi conduzida pelo Instituto Nacional do Cancro, nos Estados Unidos, tendo sido realizada em mais de meio milhão de pessoas durante o período de dez anos. Os participantes eram homens e mulheres, com idades compreendidas entre os 50 e os 71 anos, no início da investigação (1995).
Durante o referido período faleceram cerca de 47 mil homens e 23 mil mulheres, tendo um quinto dos que consumiram mais carne vermelha (cerca de 62,5 gramas por mil calorias absorvidas diariamente) um risco mais elevado de mortalidade comparativamente aos que tinham consumido menos (9,8 gramas por mil calorias/dia). Os resultados foram os mesmos em termos de risco entre os que consumiram mais carne industrial ou transformada.
Os investigadores chegaram à conclusão que 11% das mortes entre os homens, e 16% entre as mulheres, poderiam ter sido evitadas através de uma redução de carne vermelha e transformada de forma a limitar a quantidade consumida pelos 20% do estudo que menos comeu esse tipo de carne.
Em contrapartida, uma comparação entre o quinto dos participantes que mais comeram carne branca e os 20% que menos a consumiram mostra que o primeiro grupo apresentava um risco de morte ligeiramente menor.
Os autores do estudo adiantaram ainda que no grupo de participantes que menos consumiram carne vermelha e transformada, o risco de morte em consequência de doenças cardiovasculares era inferior em 11% nos homens e 21% nas mulheres em relação ao observado no grupo dos participantes que mais tinham consumido.
"Os resultados deste estudo apoiam as recomendações do Instituto norte-americano de investigação para o cancro e do Fundo de Investigação Mundial do Cancro para diminuir o consumo de carne vermelha e transformada a fim de reduzir a incidência desta doença", afirmam os investigadores.
Existem diversos mecanismos que podem explicar a ligação entre o consumo de carne vermelha e o aumento do risco de mortalidade, nomeadamente a formação de componentes cancerígenos durante a cozedura da carne a altas temperaturas. A carne vermelha é também uma fonte importante de gorduras saturadas, ligadas ao cancro colorrectal e a doenças cardiovasculares.
Pedro Santos
Fonte: Agência Lusa
quarta-feira, 25 de março de 2009
Utilizadores de codeína apresentam um risco mais elevado de acidentes
Os investigadores do Instituto Norueguês de Saúde Pública utilizaram informações da base de dados norueguesa de prescrições e registos de acidentes rodoviários para estudar se os utilizadores de codeína ou tramadol tinham um risco acrescido de estar envolvidos em acidentes de tráfico com danos pessoais.
Durante os 33 meses do estudo, foram registados 181 acidentes rodoviários com danos pessoais nos quais o condutor tinha sido exposto à codeína e 20 após exposição ao tramadol.
A investigadora principal, a Dra. Liliana Bachs, referiu que a exposição é definida como os primeiros sete dias após a dispensa de uma receita médica de uma preparação com codeína ou tramadol.
O estudo, publicado na “Clinical Pharmacology & Therapeutics”, demonstrou que o risco de estar envolvido num acidente rodoviário com danos pessoais era duas vezes mais elevado no período após se dispensar uma receita de codeína.
Para as pessoas que utilizaram aproximadamente mais de 400 comprimidos por ano, o risco de estar envolvido num acidente rodoviário era três vezes maior.
A codeína e o tramadol são analgésicos, do grupo dos opióides, utilizados para aliviar a dor leve a moderada. Em Portugal, são diversos os medicamentos que contêm codeína, como alguns antitússicos, incluindo o Toseína, Sedotusse, Euphon, Codipront e o Codol, alguns analgésicos e antipiréticos, incluindo o Dafalgan Codeína, Dol-U-Ron e o Dolviran, e em medicamento usados na enxaqueca, como o Migraleve.
Os medicamentos contendo tramadol são variados e incluem analgésicos estupefacientes, como o Dolpar, Gelotralib, Nobligan, Paxilfar, Tramal, Travex, Zydol, Zytram, Tilalgin, Zaldiar e diversas versões genéricas.
Isabel Marques
Fontes:
www.upi.com/Health_News/2009/03/25/Codeine_users_have_higher_accident_risk/UPI-55301237998187/
Ácidos gordos ómega-3 reduzem risco de cancro da próstata avançado
O Dr. John S. Witte, da Universidade da Califórnia, em São Francisco, afirmou que investigações anteriores têm demonstrado a protecção fornecida pelos ómega-3, mas este é um dos primeiros estudos que demonstra a protecção contra o cancro da próstata avançado e a interacção com o gene COX-2.
Os investigadores realizaram uma análise a 466 homens diagnosticados com cancro da próstata agressivo e a 478 homens saudáveis. A dieta foi avaliada através de questionários de frequência de alimentos e os investigadores efectuaram ainda a genotipagem de nove variantes do COX-2.
A equipa de investigação relatou, na “Clinical Cancer Research”, que aumentar a ingestão de ácidos gordos ómega-3 de cadeia longa, como os encontrados no salmão e marisco, foi fortemente associada a uma diminuição do risco de cancro da próstata agressivo.
Os homens que consumiram a maior quantidade destes ómega-3 apresentaram uma redução de 63 por cento do risco de cancro da próstata agressivo, em comparação com os homens que consumiram a menor quantidade.
O Dr. Witte sublinhou que um facto importante é que este efeito protector foi ainda mais forte nos homens que apresentam uma variante do COX-2, a rs4647310, que é um factor de risco do cancro da próstata.
Especificamente, os homens com baixa ingestão de ómega-3 e com esta variante em particular tinham cinco vezes mais risco de cancro da próstata avançado. Por outro lado, os homens com elevada ingestão de ómega-3 tinham um risco substancialmente reduzido, mesmo se apresentavam a variante rs4647310.
Por outras palavras, o risco acrescido de cancro da próstata avançado associado à variante rs4647310 do gene COX-2 foi essencialmente invertido pelo aumento da ingestão de ácidos gordos ómega-3 de cadeia longa, em meio grama por dia.
Em termos práticos, o efeito mais forte foi observado através da ingestão de peixes de carne escura, como o salmão, uma ou mais vezes por semana.
Isabel Marques
Fontes:
www.reutershealth.com/archive/2009/03/25/eline/links/20090325elin026.html
Cientistas procuram criar sangue artificial através de células estaminais
O projecto foi desenvolvido por cientistas britânicos, tendo como objectivo criar sangue artificial a partir de células estaminais de embriões.
Está previsto que dure três anos, sendo coordenado pelo Serviço Nacional de Transfusão de Sangue da Escócia.
O sangue artificial seria livre de contaminações por doenças difíceis de serem detectadas através de exames ao sangue dos doadores, como a doença das vacas loucas (vCJD, que é a variante humana da encefalopatia espongiforme bovina).
A equipa de investigadores irá testar embriões humanos descartados após tratamentos de fertilização in-vitro para encontrar aqueles que futuramente se irão desenvolver no grupo sanguíneo 0 negativo, o grupo de doadores universais.
Este tipo de sangue pode ser doado a qualquer pessoa sem riscos de rejeição, sendo a única opção segura quando o tipo sanguíneo do paciente é desconhecido ou não pode ser determinado de forma imediata. O referido grupo sanguíneo tem, no entanto, uma fonte de doadores limitada pois apenas 7% da população está dentro desse grupo.
Apesar do potencial desta descoberta, o estudo tem sido alvo de críticas por parte de grupos que se opõem ao uso de embriões para pesquisas.
"Assim como várias das afirmações associadas a células estaminais, estes são os primeiros passos de uma pesquisa, em vez de uma cura imediata, e tão hipotética quanto o resto das afirmações que tentam justificar a destruição de um embrião humano pelo benefício da humanidade", afirma Josephine Quintavalle, da ONG Comment on Reproductive Ethics.
Para o responsável, a associação de bancos de sangue britânicos à pesquisa pode ter um efeito contrário, levando as pessoas que defendem o direito à vida do embrião humano a mostrarem-se relutantes a doar sangue.
Pedro Santos
http://www.bbc.co.uk/portuguese/ciencia/2009/03/090323_sangueartificial.shtml
Fumar aumenta o risco de inflamação do pâncreas
Estudos anteriores têm sugerido que o tabagismo poderá estar associado a danos no pâncreas, mas tem sido difícil estabelecer o tabaco como um factor de risco da doença. O consumo excessivo de álcool e os cálculos biliares são consideradas as principais causas na maioria dos casos de pancreatite.
Para investigar se fumar realmente prejudica o pâncreas, a Dra. Janne Schurmann Tolstrup, da Universidade do Sul da Dinamarca, em Copenhaga, e colegas analisaram os resultados de exames físicos e o estilo de vida de 17 905 homens e mulheres, para determinar a associação entre o tabagismo e a pancreatite. Os participantes foram seguidos durante uma média de 20 anos.
De acordo com os investigadores, os participantes que fumavam no início do estudo, ou que tinham sido fumadores, apresentavam maiores riscos de desenvolver pancreatite aguda e crónica, em comparação com os não fumadores. Os participantes que fumavam cerca de 15 a 24 cigarros por dia tinham 2,6 vezes mais probabilidade de desenvolver a doença.
No final do estudo, 235 pessoas desenvolveram pancreatite, sendo que aproximadamente 46 por cento dos casos foram atribuídos ao tabagismo. Os investigadores descobriram que o efeito do tabaco foi independente do consumo de álcool e cálculos biliares.
Entre os participantes, 58 por cento das mulheres e 68 por cento dos homens eram fumadores, 15 por cento das mulheres e 19 por cento dos homens eram ex-fumadores, e 28 por cento das mulheres e 13 por cento dos homens nunca tinham fumado.
Os investigadores concluíram, na “Archives of Internal Medicine”, que, excluindo as evidências epidemiológicas de uma associação entre o tabagismo e o desenvolvimento de pancreatite aguda e crónica, parece plausível um efeito biológico do tabagismo, tanto em modelos animais como em estudos em humanos, pois ambos demonstram alterações no pâncreas e no funcionamento pancreático depois da exposição ao fumo do tabaco.
A pancreatite, uma inflamação do pâncreas que se costuma caracterizar por dor abdominal, tem aumentado nas últimas décadas.
Isabel Marques
Fontes:
http://ecodiario.eleconomista.es/salud/noticias/1118591/03/09/El-tabaquismo-aumenta-el-riesgo-de-pancreatitis.html
www.reutershealth.com/archive/2009/03/24/eline/links/20090324elin005.html
Tibolona reduz gordura corporal nas mulheres na pós-menopausa
O Dr. Mithat Erenus, do Hospital Universitário de Marmara, em Istambul, na Turquia, e colegas dividiram aleatoriamente 120 mulheres por três grupos, tendo um grupo recebido uma combinação de 0,625 miligramas (mg) de estrogénio mais 2,5 mg de acetato de medroxiprogesterona, outro 2,5 mg de tibolona, e outro não recebeu tratamento, servindo assim de controlo, durante seis meses.
Os investigadores relataram, na “Fertility and Sterility”, que os níveis de leptina estavam fortemente correlacionados com a percentagem total de gordura e o total de massa gorda no início.
Após seis meses, as mulheres do grupo de controlo apresentaram um aumento de peso e uma diminuição gradual dos níveis de leptina. A leptina é uma hormona natural que regula o metabolismo da gordura. As mulheres na pós-menopausa tendem a ganhar peso acompanhado com uma redução das concentrações de leptina. Isto pode explicar a tendência das mulheres acumularem gordura visceral após a menopausa.
As mulheres que receberam terapia hormonal (estrogénio mais medroxiprogesterona) apresentaram um aumento significativo dos níveis de leptina. Contudo, as mulheres no grupo da tibolona apresentaram uma redução significativa dos níveis de leptina acompanhada com uma diminuição da massa gorda total, da percentagem de gordura e um aumento da massa magra total. As alterações nos níveis de leptina foram mais pronunciados nas mulheres magras.
A administração da terapia hormonal aumenta os níveis de leptina, enquanto mantém o peso corporal e a distribuição da gordura corporal, mas a utilização de tibolona reduz os níveis de leptina, a percentagem de gordura total e a massa gorda total.
Contudo, os investigadores referiram que este estudo não incluiu informações sobre os níveis de hormonas de crescimento ou actividade física, que podem ter impacto no ganho de peso nas mulheres na pós-menopausa.
Isabel Marques
Fontes:
www.reutershealth.com/archive/2009/03/24/eline/links/20090324elin022.html
Diabetes: Quase um milhão de pessoas sofre da doença em Portugal
O alerta foi dado por Luís Gardete, presidente da Associação Protectora dos Diabéticos em Portugal, afirmando que estes dados incluem casos não diagnosticados, que rondam 40% do total, acrescentando ainda que existem muitas pessoas que não sabem que têm diabetes, tendo apenas conhecimento da doença quando já têm sintomas graves.
Luis Gardete mostrou ainda a sua preocupação para estes dados, acreditando que com este ritmo seja possível que 20% da população seja afectada pela doença em 2025.
Parte do crescimento deve-se ao aumento da esperança de vida, já que a doença afecta, na sua maioria, as pessoas mais velhas, embora esteja a afectar cada vez mais jovens.
"Se somarmos os pré-diabéticos ao número de pessoas com a doença, ultrapassamos largamente o milhão de casos", acrescentou ainda Luís Gardete Correia.
O estudo foi desenvolvido pela Sociedade Portuguesa de Diabetologia, juntamente com a Associação Protectora dos Diabéticos de Portugal, Instituto de Higiene e Medicina Social da Faculdade de Medicina de Coimbra e com o apoio da Direcção Geral da Saúde, baseando-se em interrogatórios e exames a 5167 pessoas em 122 lugares escolhidos de forma aleatória.
Pedro Santos
http://saude.sapo.pt/artigos/noticias_actualidade/ver.html?id=986144
terça-feira, 24 de março de 2009
Osteoporose pode aumentar o risco de vertigens
As vertigens são um distúrbio no ouvido interno que provoca tonturas, podendo causar náuseas, vómitos, ilusão de movimento, entre outros. Acredita-se que pode ser provocada devido aos depósitos de resíduos de cálcio em um dos canais semicirculares no ouvido interno (locais que detectam a postura).
Os investigadores compararam 209 pessoas com vertigens sem causa aparente, tais como cirurgia no ouvido ou traumatismos na cabeça, e 202 pessoas com historial de tonturas. Comparativamente aos participantes com estrutura nos ossos normal, aqueles com osteoporose tinham uma probabilidade três vezes maior de terem vertigens.
Entre as mulheres, 25% daquelas que tinham vertigens sofriam de osteoporose, comparativamente a 9% sem vertigens, enquanto nos homens havia 12% com vertigens e osteoporose, comparativamente a 6% sem vertigens.
"Estas descobertas sugerem um problema no metabolismo do cálcio das pessoas com vertigens", afirmou Ji Soo Kim, um dos investigadores.
"As mulheres costumam apresentar os primeiros sinais de vertigens aos 50 anos, quando têm uma quebra na massa óssea devido à falta de estrogénio, uma das principais hormonas que influenciam o metabolismo ósseo e o cálcio", acrescentou o investigador.
Pedro Santos
http://www.nlm.nih.gov/medlineplus/news/fullstory_82017.html
Baixa dosagem de acitretina pode ajudar a reduzir psoríase das unhas
No estudo, os investigadores da Universidade de Bolonha avaliaram o efeito da terapia com uma baixa dosagem de acitretina (0,2 a 0,3 miligramas por quilograma por dia durante seis meses) nas unhas de 27 homens e nove mulheres, com uma média de 41 anos, que sofriam de psoríase das unhas.
Os participantes foram seguidos durante, pelo menos, seis meses após o tratamento, tendo sido utilizado o Índice de Severidade da Psoríase Ungueal (NAPSI) para classificar a gravidade da doença. Os resultados mais elevados indicaram sintomas mais graves.
Os investigadores revelaram, na "Archives of Dermatology”, que as percentagens médias de redução da pontuação do NAPSI e do NAPSI modificado foram de 41 por cento e de 50 por cento, respectivamente.
A avaliação clínica aos seis meses demonstrou um desaparecimento completo ou quase completo das lesões das unhas em nove pacientes (25%), melhoria moderada em nove pacientes (25%), melhoria ligeira em 12 pacientes (33%) e nenhuma melhoria em seis pacientes (11%).
Os investigadores referiram que apenas um dos 36 participantes do ensaio apresentou efeitos adversos nas unhas durante o tratamento.
Os investigadores concluíram que, embora sejam necessários mais estudos para avaliar meticulosamente a efectividade em populações mais abrangentes, as observações sugerem que a administração sistémica de acitretina em baixas dosagens deve ser considerada no armamentário terapêutico do tratamento da psoríase das unhas.
Cerca de 78 por cento das pessoas que sofrem de psoríase têm psoríase das unhas, ou ungueal, que inclui picotado, onicólise (descolamento da unha do leito ungueal), mancha de óleo, espessamento ungueal com distrofia, contornos das unhas vermelhos e inflamados.
Isabel Marques
Fontes:
www.nlm.nih.gov/medlineplus/news/fullstory_81808.html
Antidepressivo mais antigo revela-se melhor para depressão na Doença de Parkinson
O Dr. Matthew Menza, da Faculdade de Medicina Robert Wood Johnson, em Piscataway, em Nova Jérsia, referiu à Reuters Health que as pessoas com depressão e Parkinson realmente respondem aos antidepressivos, sendo este facto importante, porque a depressão na Doença de Parkinson é frequentemente sub-reconhecida, subavaliada e subtratada. Normalmente, a atitude é: “é claro que está deprimido, tem uma doença grave”.
Os investigadores referiram, na revista científica “Neurology”, que têm existido poucos ensaios comparativos de diferentes antidepressivos para os pacientes que sofrem de Parkinson com depressão.
Para analisar esta questão, os investigadores compararam um antidepressivo tricíclico mais antigo, a nortriptilina, a um agente inibidor selectivo de recaptação da serotonina (ISRS) mais recente, a paroxetina, em 52 pacientes com Doença de Parkinson diagnosticados com depressão major.
Dezoito pacientes receberam paroxetina, 17 tomaram nortriptilina e os restantes 17 receberam placebo. Após oito semanas, as alterações numa escala de pontuação standard da depressão favoreceu significativamente a nortriptilina.
O Dr. Menza referiu que outro ponto que consideram importante é o facto da nortriptilina ter sido efectiva na melhoria de uma variedade de outros sintomas comuns na Doença de Parkinson e que provocam problemas significativos. Por exemplo, o sono e a ansiedade melhoraram significativamente. Além disso, a qualidade de vida em geral foi muito melhor para aqueles cuja depressão melhorou.
Contudo, este estudo ainda é preliminar, tendo o investigador acrescentado que não são capazes de prever quem irá responder a qual tratamento.
O Dr. Menza sublinhou que muitas pessoas com Parkinson e depressão respondem muito bem a psicoterapia ou a abordagens como exercício e redução do stress. O tratamento com medicamentos deve ser personalizado para cada pessoa com monitorização cuidadosa em relação à tolerabilidade, segurança e efectividade.
A nortriptilina é comercializada em Portugal como Norterol, não existindo versões genéricas, e a paroxetina é comercializada como Paxetil, Seroxat, Stiliden, Denerval, Dropax e em diversas versões genéricas.
Isabel Marques
Fontes:
www.reutershealth.com/archive/2009/03/18/eline/links/20090318elin025.html
Exercício reduz sintomas depressivos
A equipa de cientistas estudou 207 crianças, com idades compreendidas entre os 7 e os 11, e que tinham peso acima da média. Foram escolhidas, de forma aleatória, para continuarem a ter um estilo de vida sedentário ou para fazerem exercício 20 a 40 minutos por dia durante o período de 13 semanas.
Os resultados demonstraram que o grupo que realizava exercícios por 40 minutos tinha os maiores benefícios em termos psicológicos.
Karen Petty, um dos autores da pesquisa, afirmou que o estudo demonstrou que quanto mais exercício melhor era, diminuindo os sintomas depressivos e aumento a auto-estima. Os investigadores acrescentaram ainda que estes benefícios surgiam mesmo sem que o peso das crianças se alterasse de forma significativa após o período de três meses.
O estudo debruçou-se em actividades divertidas que aumentavam o batimento cardíaco, como jogos de corrida, saltar à corda, basquetebol e futebol.
Pedro Santos
http://www.upi.com/Health_News/2009/03/20/Exercise_reduces_depressive_symptoms/UPI-95411237606085/#comments
Modafinil para a narcolepsia pode provocar dependência
Um estudo piloto, publicado na “Journal of the American Medical Association”, que envolveu 10 homens saudáveis, descobriu que em dosagens normais o fármaco modafinil aumenta os níveis do químico dopamina na mesma parte do cérebro que é activada com outras drogas de abuso.
A Dra. Nora Volkow, directora do Instituto Nacional sobre o Abuso de Drogas dos Estados Unidos, referiu que o fármaco apresenta a assinatura de que pode potencialmente provocar dependência.
A Dra. Volkow referiu que estudos têm consistentemente demonstrado que todas as drogas de abuso têm um efeito comum no aumento da dopamina nesta área, no núcleo accumbens.
Embora oficialmente o modafinil só esteja aprovado para o excesso de sonolência associada à narcolepsia, apneia do sono e distúrbio do sono do trabalho por turnos, também é utilizado para a perda de peso, transtorno do déficit de atenção e hiperactividade, fadiga e depressão.
Contudo, a sua utilização cada vez maior em campus universitários para melhorar a performance cognitiva levou a Dra. Volkow a procura analisar mais de perto o potencial do fármaco provocar dependência e abuso.
A Dra. Volkow sublinhou que o principal problema não são as pessoas a quem o fármaco é prescrito correctamente, mas aquelas que possam estar a fazer uma utilização incorrecta ou a abusar da medicação.
A mensagem para as pessoas que estão a tomar esta medicação para melhoraria cognitiva é que a sua utilização pode resultar em efeitos cognitivos muito graves, incluindo dependência.
O modafinil é comercializado em Portugal como Modiodal, da Cephalon, e na versão genérica como Modafinil Generis.
Isabel Marques
segunda-feira, 23 de março de 2009
Dor crónica ligada a falta de vitamina D
De acordo com a equipa de investigadores, os pacientes com dor crónica que necessitavam de medicamentos narcóticos, e que também tinham níveis inadequados de vitamina D, estavam a tomar grandes doses de medicamentos para a dor, quase duas vezes mais, comparativamente aqueles com níveis adequados da vitamina.
O estudo descobriu ainda que os pacientes com níveis reduzidos de vitamina D afirmavam ter uma funcionalidade física pior, bem como na saúde em geral.
"Esta é uma descoberta importante e continuamos a investigar as causas da dor crónica", afirmou Michael Turner, investigador principal do estudo. "A vitamina D é conhecida por fortificar os ossos e os músculos. A sua deficiência não é muito reconhecida na causa da dor. Ao reconhecermos este factor, os profissionais de saúde podem melhorar significativamente a dor do paciente, bem como a sua qualidade de vida", concluiu o investigador.
Pedro Santos
http://www.upi.com/Health_News/2009/03/23/Chronic_pain_linked_to_low_vitamin_D/UPI-75691237785857/
Proteína da ervilha amarela pode ser chave para hipertensão e insuficiência renal
Investigadores da Universidade de Manitoba, em Winnipeg, no Canadá, descobriram que uma proteína da ervilha amarela poderá ser utilizada como suplemento natural na luta contra a hipertensão arterial e a insuficiência renal crónica. O investigador principal do estudo, o professor Rotimi Aluko, assegurou que, em pacientes com pressão arterial alta, esta proteína poderá retardar ou prevenir o aparecimento de danos renais, enquanto que nas pessoas diagnosticadas com insuficiência renal crónica poderá manter a pressão arterial nos níveis normais, melhorando a qualidade de vida dos pacientes.
Para encontrar este componente, o professor Aluko purificou uma mistura de pequenas proteínas da ervilha amarela até encontrar uma partícula denominada hidrolisato.
Os investigadores alimentaram ratos de laboratório com doença renal policística, uma forma grave de insuficiência renal crónica utilizada como modelo para a investigação, com esta proteína através de pequenas doses diárias.
Os resultados demonstraram que, depois de oito semanas com uma dieta à base de ervilhas, 20 por cento dos ratos alimentados com a proteína apresentaram níveis normais de pressão arterial, em comparação com o grupo de controlo alimentado com uma dieta não modificada.
Por outro lado, os investigadores observaram que o extracto de ervilha aumentou em 30 por cento a função renal dos ratos com insuficiência renal crónica, situando-a em níveis aceitáveis, o que permitiu a eliminação de um maior número de toxinas através da urina e aliviar os sintomas da doença.
De acordo com o que explicou o professor Aludo, o principal inconveniente desta descoberta prende-se com o facto desta proteína, que se encontra de forma natural nas ervilhas, não estar activada. Assim, se as estas não passarem antes por um laboratório, as ervilhas amarelas continuarão a ser um excelente alimento para a dieta, mas não terão um efeito curativo sobre estas doenças.
Ainda assim, o investigador calcula que, se os testes em humanos forem positivos, o extracto poderá começar a ser comercializado dentro de dois a três anos em forma de pó solúvel, como condimento para saladas, em bebidas ou em comprimidos dietéticos.
Isabel Marques
Fontes:
http://ecodiario.eleconomista.es/salud/noticias/1115070/03/09/Una-proteina-del-guisante-de-jardin-posible-clave-en-la-lucha-contra-la-hipertension-y-la-insuficiencia-renal.html
Alerta: Canetas de insulina e cartuchos não devem ser partilhados
A agência norte-americana que regula os medicamentos (FDA) emitiu um alerta chamando a atenção para o facto das canetas de insulina de um paciente e as recargas/cartuchos de insulina não deverem ser utilizadas para administrar a medicação a múltiplos pacientes, devido ao potencial risco de transmissão de patogénios transportados pelo sangue, tais como o VIH e vírus das hepatites.As canetas de insulina são instrumentos de injecção em forma de caneta que contêm uma agulha descartável e um reservatório de insulina ou um cartucho de insulina. Os dispositivos tipicamente contêm insulina suficiente para o paciente auto-administrar várias doses de insulina, antes do reservatório ou cartucho ficar vazio. Todas as canetas de insulina estão aprovadas apenas para a utilização por um único paciente (um dispositivo para apenas um paciente).
As canetas de insulina estão delineadas para serem seguras para um único paciente utilizar uma única caneta múltiplas vezes com uma agulha nova para cada injecção, referiu a Dra. Amy Egan, Directora Delegada de segurança da Divisão de Produtos de Metabolismo e Endocrinologia da FDA, no Centro de Avaliação e Investigação de Medicamentos.
De acordo com a Dra. Egan, as canetas de insulina não estão delineadas, nem são seguras, para uma caneta ser utilizada por mais do que um paciente, mesmo se as agulhas forem trocadas entre um paciente e outro, devido ao risco de transmissão de patogénios transportados pelo sangue.
Isabel Marques
Fontes:
www.fda.gov/bbs/topics/NEWS/2009/NEW01976.html
domingo, 22 de março de 2009
Chá verde pode ajudar a manter as gengivas saudáveis
Um novo estudo sugere que uma chávena de chá verde por dia pode ajudar a prevenir doença das gengivas. Os investigadores da Universidade de Kyushu, em Fukuoka, no Japão, descobriram que, entre japoneses de meia-idade, a probabilidade de sofrer de doença das gengivas diminuía à medida que a ingestão de chá verde aumentava.
Os investigadores relataram na “Journal of Periodontology” que, por cada chávena diária que os homens bebiam, o risco de apresentarem sinais de doença das gengivas, incluindo retracção gengival, gengivas que sangram facilmente, diminuía.
Para este estudo, os investigadores examinaram 940 homens, com idades entre os 49 e os 59 anos, procurando sinais de doença das gengivas. Os homens também completaram um questionário relativamente aos hábitos de fumar e beber, hábitos de lavagem dos dentes e ingestão de chá verde.
www.reutershealth.com/archive/2009/03/20/eline/links/20090320elin001.html
Álcool é o maior factor de risco de alguns cancros
Os investigadores do Centro para Dependência e Saúde Mental, em Toronto, e do Laboratório de Investigação Química e Veterinária de Karlsruhe, na Alemanha, referiam que o acetaldeído está amplamente presente no ambiente, é inalado através do ar e fumo do tabaco, ingerido através do álcool e alimentos e produzido no organismo humano durante o metabolismo das bebidas alcoólicas.
A investigação indicou que este químico orgânico tem um papel significativo no desenvolvimento de determinados tipos de cancros, especialmente do tracto digestivo superior, e está actualmente classificado como um possível carcinogénico pela Agência Internacional para a Investigação sobre o Cancro da Organização Mundial de Saúde (OMS).
O estudo, publicado na “Addiction”, descobriu que o risco derivado da ingestão de acetaldeído apenas através de bebidas alcoólicas pode exceder os limites de segurança habituais para consumidores excessivos de álcool.
O estudo de avaliação de risco descobriu que a exposição média ao acetaldeído derivada das bebidas alcoólicas resultou num risco de cancro ao longo da vida de 7,6/10 000.
Isabel Marques
Fontes:
www.upi.com/Health_News/2009/03/20/Alcohol_greatest_risk_factor_some_cancers/UPI-71681237602618/
sexta-feira, 20 de março de 2009
Vendas de medicamentos nas farmácias continuam a descer
A Apifarma afirmou que estes dados vêm comprovar a crise que se instalou no sector, após um crescimento anual em 2008 que ficou nos 0,9%.
Em relação ao número de embalagens vendidas, a indústria farmacêutica refere que em Fevereiro foram vendidas menos 7,1% de unidades do que no período homólogo.
"A tendência mantém-se negativa em Março, que na primeira quinzena registou uma queda, em valor, de 3,5%, comparativamente ao mesmo período em 2008", refere a Apifarma.
O comportamento do mercado tem vindo a preocupar a Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica, não só do ponto de vista empresarial como também por um eventual impacto na saúde pública.
Pedro Santos
fontes: Agência Lusa