segunda-feira, 6 de abril de 2009

Óleo de peixe ajuda a tratar excesso de peso em crianças

Investigadores norte-americanos descobriram que a ingestão de óleo de peixes pode ajudar a combater o excesso de peso em crianças

O óleo de peixes, rico em ómega 3, é utilizado desde o século XVIII devido aos seus benefícios para a saúde. Cientistas norte-americanos descobriram um possível novo benefício, nomeadamente para os jovens, podendo auxiliar aqueles com excesso de peso.

A pesquisa avaliou o efeito do óleo com ómega 3 sobre o perfil de gorduras no sangue em crianças e adolescentes com idades compreendidas entre os 10 e os 18 anos e que tinham excesso de peso. Todos fizeram dieta e exercícios regulares, sendo que um dos grupos recebeu, além dessas orientações, doses diárias de óleo de peixe.

Aqueles que receberam o óleo de peixe melhoraram o seu perfil de gorduras no sangue de forma significativa, baixaram os níveis de triglicéridos e aumentaram o colesterol HDL (o chamado "colesterol bom").
Os que não utilizaram o suplemento e só fizeram dieta e exercício físico também conseguiram melhorar o peso, mas não os níveis de gorduras sanguíneas.

O estudo concluiu, assim, que a ingestão de óleos gordos, juntamente com dieta e actividade física, ajuda no combate ao excesso de peso, pelo menos nos jovens, comparativamente aos que fazem apenas dieta e exercício.
É igualmente importante devido ao facto da obesidade ter vindo a afectar cada vez mais jovens, podendo provocar-lhes problemas cardiovasculares no futuro.


Pedro Santos

http://saude.sapo.pt/artigos/noticias_actualidade/ver.html?id=988324

Maior quantidade de germes na boca aumenta risco de doença cardíaca

Dois agentes patogénicos da boca estão associados a um maior risco de insuficiência cardíaca, mas é o número total de germes, independentemente do tipo, o que tem maior influência na doença cardíaca.

Vários estudos têm sugerido que existe uma relação entre os organismos que provocam uma doença das gengivas, ou doença periodontal, e o desenvolvimento de doença cardíaca, mas poucos avaliaram esta teoria.

A investigadora principal, a Dra. Oelisoa M. Andriankaja, da Universidade de Buffalo, explicou que a mensagem é que, embora alguns patogénios periodontais específicos tenham sido associados a um maior risco de doença coronária, a carga patogénica bacteriana total é mais importante do que o tipo de bactéria. Isto é, o número total de bactérias é mais importante do que um único organismo.

O estudo incluiu 386 homens e mulheres, entre os 35 e os 69 anos, que tinham sofrido um ataque cardíaco e 840 pessoas sem problemas de coração que serviram para controlo. Foram recolhidas amostras de placa dentária, onde os germes aderem, em 12 localizações das gengivas de todos os participantes.

As amostras foram analisadas relativamente à presença de seis tipos comuns de bactérias periodontais, assim como sobre o número total de bactérias.

Os pacientes cardíacos apresentavam uma maior quantidade de todos os tipos de bactérias do que os de controlo. Contudo, apenas duas espécies conhecidas, Tannerella forsynthesis e Preventella intermedia, demonstraram uma associação estatisticamente significativa a um maior risco de insuficiência cardíaca.

Segundo a AZprensa.com, os resultados demonstraram que um aumento do número de bactérias periodontais diferentes também aumentava as probabilidades de enfarte.

De acordo com os investigadores, para avaliar esta possível associação será necessário realizar estudos prospectivos, ou seja, que meçam as bactérias orais nos participantes sem problemas cardíacos no início do estudo e depois quando se produzam episódios cardiovasculares.

Isabel Marques

Fontes:
www.azprensa.com/noticias_ext.php?idreg=41073

Combinação de três fármacos ajuda a preservar caixa de voz no cancro da laringe

Investigadores franceses relataram que as pessoas com cancro da laringe que receberam uma combinação de três fármacos quimioterápicos tinham mais probabilidade de manter a laringe, em comparação com aquelas que receberam tratamento com dois medicamentos.

O estudo comparou o tratamento com uma combinação de três fármacos (docetaxel, cisplatina e 5-fluorouracil), durante a indução da quimioterapia, a uma combinação de cisplatina e 5-fluorouracil.

A quimioterapia com cisplatina e 5-fluorouracil, seguida de radiação, é normalmente utilizada como uma alternativa à cirurgia no tratamento de pacientes com cancro localmente avançado da laringe (caixa de voz) e hipofaringe.

Investigações recentes têm sugerido que adicionar docetaxel à quimioterapia com cisplatina e 5-fluorouracil poderá melhorar ainda mais os resultados dos pacientes.

O estudo, publicado na “Journal of the National Cancer Institute”, incluiu 213 pacientes com cancro avançado da laringe e hipofaringe, sendo que aqueles que responderam à quimioterapia receberam radiação e os que não responderam foram submetidos a cirurgia.

Após um seguimento médio de três anos, as taxas de preservação da laringe foram um pouco acima dos 70 por cento no grupo que recebeu a combinação de três fármacos e de 57,5 por cento para aqueles que receberam a combinação de cisplatina e 5-fluorouracil.

No geral, 80 por cento dos pacientes no grupo dos três fármacos respondeu à terapia, em comparação com um pouco mais de 59 por cento do grupo da combinação de cisplatina e 5-fluorouracil. Os pacientes no grupo dos três fármacos apresentaram mais infecções graves do que os do outro grupo.

A combinação dos três fármacos foi superior para os pacientes com cancros localmente avançados da laringe e hipofaringe, sendo que este tratamento poderá ajudar mais pacientes a evitar uma laringectomia total (remoção da caixa de voz).

Contudo, os investigadores do Centro Hospitalar Regional e Universitário de Tours acrescentaram que, como o estudo foi limitado a pacientes com apenas cancro da laringe e hipofaringe e especialmente delineado para a preservação do órgão, não se podem generalizar as descobertas a todos os cancros localmente avançados da cabeça e pescoço.

Isabel Marques

Fontes:
www.nlm.nih.gov/medlineplus/news/fullstory_82133.html

Rebentos de brócolos podem ajudar a prevenir cancro do estômago

Investigadores revelaram que consumir cerca de 70 gramas de brócolos bebés, durante dois meses, pode proteger contra uma bactéria comum do estômago que está associada à gastrite, úlceras e mesmo ao cancro do estômago.

Os rebentos de brócolos frescos contêm muito sulforafano, um bioquímico natural que parece despoletar a produção de enzimas nos intestinos que protegem contra os radicais de oxigénio, químicos que danificam o ADN, e a inflamação.

Num artigo publicado na “Cancer Prevention Research”, os investigadores descobriram que consumir cerca de 70 gramas diariamente de brócolos bebés pode ajudar a afastar alguns problemas de saúde graves.

O Dr. Jed Fahey, bioquímico nutricional da Faculdade de Medicina da Universidade Johns Hopkins, referiu que identificaram um alimento que, se ingerido regularmente, pode potencialmente ter um efeito protector contra a causa de muitos problemas gástricos e talvez até, em última instância, ajudar a prevenir o cancro do estômago.

Já se sabe há muito que o sulforafano é um potente antibiótico contra a Helicobacter pylori, uma bactéria que provoca gastrites, úlceras e cancro do estômago, mas este é o primeiro ensaio que demonstra os efeitos do composto em humanos.

O Dr. Fahey explicou que os rebentos de brócolos têm uma concentração muito maior de sulforafano do que os brócolos maduros.

No estudo, 25 pessoas no Japão, que estavam infectadas com Helicobacter pylori, consumiram 70 gramas de rebentos de brócolos durante dois meses. Outras 25 pessoas também infectadas consumiram uma quantidade equivalente de rebentos de alfalfa, que não contêm sulforafano.

O investigador referiu que se sabe que uma dose de algumas gramas por dia de brócolos é suficiente para elevar as enzimas protectoras do organismo, sendo que este é o mecanismo através do qual se pensa que ocorram muitos dos efeitos quimioprotectores.

Além disso, o facto dos níveis de infecção e inflamação terem sido reduzidos sugere que a probabilidade de se sofrer gastrites, úlceras e cancro é possivelmente mais baixa.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) classifica a Helicobacter pylori como cancerígena, sendo que esta bactéria afecta vários milhares de milhões de pessoas, ou cerca de metade da população mundial, estando associada a úlceras do estômago, que frequentemente são tratadas com antibióticos.

Isabel Marques

Fontes:
www.reuters.com/article/healthNews/idUSTRE5351BT20090406

Níveis de selénio podem ter impacto no risco da doença arterial periférica

Nova investigação sugere que a quantidade de selénio no sangue pode ter impacto no risco de desenvolver doença arterial periférica (DAC).

A doença arterial periférica ocorre quando as artérias das pernas se tornam mais estreitas ou entupidas com depósitos de gordura, reduzindo o fluxo sanguíneo, levando a cãibras nas pernas e dificuldade em andar.

Neste estudo, o Dr. Eliseo Guallar, da Faculdade de Saúde Pública da Universidade Johns Hopkins, em Baltimore, e colegas descobriram que a probabilidade de sofrer de doença arterial periférica diminuiu à medida que os níveis de selénio aumentavam, mas que o risco da doença depois aumentou ligeiramente para as pessoas com os níveis mais elevados de selénio.

Os investigadores salientaram na “American Journal of Epidemiology” que a doença arterial periférica é um marcador importante de aterosclerose (endurecimento das artérias) por todo o corpo.

Embora existam algumas evidências de que os níveis de selénio estão relacionados com o risco de doença cardíaca, é questionável se consumir mais selénio poderá ser benéfico.

Assim, os investigadores observaram 2062 homens e mulheres, com 40 anos ou mais, e compararam os níveis de selénio no sangue ao índice tornozelo/braço (comparação entre a pressão arterial do braço e do tornozelo), um teste geralmente utilizado para a DAC.

Quando os investigadores dividiram os participantes por quarto grupos com base nos níveis de selénio, descobriram que aqueles com os segundos níveis mais baixos tinham 25 por cento menos probabilidade de ter DAC do que aqueles com os níveis mais baixos.

Para as pessoas no quartil dos segundos níveis mais altos, o risco de DAC eram 42 por cento mais baixos do que aquelas com menos selénio. Os participantes com os níveis mais elevados de selénio tinham um risco 33 por cento menor de DAC do que aqueles com os níveis mais baixos.

Os investigadores descobriram que o risco de doença arterial periférica decrescia à medida que os níveis de selénio subiam até 150-160 ng/mL e depois começava a aumentar nas pessoas com níveis mais elevados de selénio.

Embora a relação não seja estatisticamente significativa, as descobertas sugerem que existe uma relação em forma de “U” entre os níveis de selénio e o risco de doença arterial periférica.

De acordo com a Reuters Health, os investigadores referiram que são necessários mais estudos para identificar os níveis ideais de selénio para reduzir o risco de doença cardíaca e outros tipos de doenças crónicas, nas populações com diferentes níveis de ingestão de selénio.

Isabel Marques

Fontes:
www.reutershealth.com/archive/2009/04/03/eline/links/20090403elin004.html

domingo, 5 de abril de 2009

Dados demonstram benefícios de tratamento precoce com anti-retrovirais para VIH

Análises de dados, publicadas na “The New England Journal of Medicine” (NEJM), demonstraram que a iniciação precoce da terapia anti-retroviral em pacientes assintomáticos (não apresentam sintomas) com VIH, antes dos seus sistemas imunitários atingirem níveis pré-especificados de deterioração, melhorou significativamente a sobrevivência, em comparação com aqueles que adiaram o tratamento.

A investigadora principal, a Dra. Mari Kitahata, explicou que o tempo óptimo para iniciar a terapia em pacientes infectados com o VIH assintomáticos tem sido pouco claro, sendo que este estudo acrescenta evidências que apoiam uma iniciação precoce da terapia para melhorar a sobrevivência.

Os investigadores conduziram duas análises envolvendo mais de 17.500 pacientes assintomáticos com a infecção do VIH, que receberam cuidados médicos entre 1996 e 2005, que não tinham recebido tratamento anteriormente com anti-retrovirais.

Os pacientes foram classificados de acordo com a contagem de células T CD4+ quando iniciaram o tratamento. A primeira análise incluiu mais de 8300 pacientes, dos quais cerca de 2 mil iniciaram a terapia anti-retroviral com uma contagem de CD4+ entre as 351 e as 500 células por milímetro cúbico, enquanto os restantes adiaram a terapia até a contagem de CD4+ ter descido para 350 ou menos.

Os dados demonstraram que houve um aumento de 69 por cento do risco de morte para os pacientes que adiaram o tratamento.

A segunda análise envolveu mais de 9100 pacientes, dos quais cerca de 2200 iniciaram a terapia com uma contagem de CD4+ acima de 500. No grupo de pacientes que adiaram a toma de anti-retrovirais até a contagem de CD4+ ter descido para menos de 500, os resultados demonstraram que existia um aumento de 94 por cento do risco de morte.

As directrizes actuais recomendam que os pacientes com uma contagem de CD4+ abaixo de 350 iniciem a terapia anti-retroviral, enquanto que a decisão de tratar os pacientes com níveis mais elevados de CD4+ é deixada à discrição do médico.

A Dra. Kitahata sublinhou que pensa que os dados são fortes o suficiente para se iniciar a terapia, nos pacientes que estão prontos e dispostos, quando a contagem de CD4+ esteja acima de 500 e certamente entre 350 e 500.

Isabel Marques

Fontes:
www.firstwordplus.com/Fws.do?articleid=842149F8995541DBA0F77D2E145B05B3

Clopidogrel mais aspirina reduz risco de AVC em pacientes com fibrilhação auricular

Descobertas de um estudo de Fase III revelaram que a combinação de clopidogrel e aspirina reduziu significativamente a ocorrência de eventos vasculares major, em comparação com a aspirina isoladamente, em pacientes com fibrilhação auricular que não podem tomar anticoagulantes orais.

De acordo com a First Word, o ensaio envolveu 7554 pacientes com fibrilhação auricular e com, pelo menos, um factor de risco de acidente vascular cerebral (AVC), que receberam clopidogrel, uma vez por dia, em combinação com aspirina, ou aspirina isoladamente, para prevenir a primeira ocorrência de um evento vascular major.

Após um seguimento médio de 3,6 anos, os resultados demonstraram que os pacientes tratados com clopidogrel apresentaram uma redução significativa de 11 por cento dos eventos vasculares e uma redução significativa de 28 por cento da incidência de AVC.

O estudo, apresentado na conferência do Colégio Americano de Cardiologia, também revelou que o grupo que recebeu a combinação de clopidogrel e aspirina apresentou taxas significativamente mais elevadas de sangramento e hemorragia intracraniana, mas demonstrou que não houve aumentos significativos nas hemorragias fatais e AVC hemorrágico.

O investigador principal, o Dr. Stuart Connolly, sublinhou que para a maioria das pessoas um AVC é muito pior do que uma hemorragia, tendo acrescentado que para os pacientes com intolerância à varfarina, o clopidogrel mais aspirina fornece um benefício importante com um risco aceitável.

Em Portugal, o clopidogrel é comercializado como Plavix, Iscover, Clopidogrel Winthrop e Clopidogrel BMS, sendo utilizado para prevenir a formação de coágulos sanguíneos (trombos) que se formam em vasos sanguíneos endurecidos (artérias), um processo conhecido como aterotrombose, que pode conduzir a acidentes aterotrombóticos (tais como o acidente vascular cerebral, ataque cardíaco ou morte).

Isabel Marques

Fontes:
www.firstwordplus.com/Fws.do?articleid=20A6A3C95E3D4AC7AF075470C1FA877A

Bebidas são um factor importante no aumento de peso

Investigadores norte-americanos afirmam que no que concerne ao aumento de peso, o que uma pessoa bebe é mais importante do que aquilo que come

O estudo revelou que a perda de peso estava associada, de forma positiva, a uma redução do consumo de calorias liquidas, tendo um impacto ainda mais forte do que uma redução de calorias sólidas.

"Tanto as calorias liquidas como sólidas estavam associadas a alterações do peso, mas uma redução das calorias liquidas demonstrou um alteração significativa na perda de peso durante o período de seis meses de acompanhamento após o terminar do estudo", afirmou Benjamin Caballero, um dos investigadores.

"Uma redução de calorias liquidas correspondeu a uma perda de peso de 0,25kg durante o período de 6 meses, e 0,24kg passados 18 meses. Entre bebidas açucaradas, cortar apenas um dos consumos estava associada a uma perda de 0,5kg", acrescentou ainda Caballero.

O investigador adiantou que entre os sete tipos de bebidas examinadas, as açucaradas eram as únicas que tinham um impacto significativo na redução de peso.

Pedro Santos

http://www.upi.com/Health_News/2009/04/03/Beverages-a-factor-in-weight-gain/UPI-73541238778339/

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Sintomas de ataques cardíacos podem ser diferentes nas mulheres

Estudo norte-americano afirma que o sexo feminino pode ter diferentes sintomas de ataques cardíacos

Dores no peito, falta de ar, e uma forte dor no pescoço, costas, mandíbula e braços são alguns dos sintomas clássicos de um ataque cardíaco, identificados pela maioria das pessoas.

Um estudo financiado pelo Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos descobriu que as mulheres têm maiores probabilidades de apresentar sintomas atípicos de ataques cardíacos.

Os investigadores analisaram mais 500 pacientes cardíacas, verificando que nas semanas que antecederam aos ataques, 70% das pacientes afirmaram ter uma forte e inexplicável fadiga, 48% relataram ter distúrbios de sono, e pouco mais de metade afirmou ter falta de ar, indigestão e ansiedade.

Mais de 50% tiveram falta de ar e fraqueza durante o ataque, e um pouco mais de metade teve grande fadiga, frio abundante e vertigens.
Verificou-se, assim, que as mulheres podem experimentar sintomas que não são tipicamente associados a ataques do coração, e que podem surgir semanas antes do evento verdadeiro.

A Associação Americana do Coração deixou ainda o alerta que a dor no peito é o aviso mais comum em ambos os sexos, e embora os homens também possam apresentar sintomas atípicos, as mulheres devem ficar especialmente atentas a eles.

Pedro Santos

http://saude.sapo.pt/artigos/noticias_actualidade/ver.html?id=987858

Ácidos gordos encontrados no peixe podem ajudar a reduzir tumores

Investigadores egípcios relataram que um ácido gordo ómega-3 encontrado nos óleos de peixe reduziu o tamanho dos tumores em ratos e fez com que a quimioterapia fosse mais potente, enquanto limitou os seus efeitos prejudiciais.

As descobertas, publicadas na “Cell Division”, da BioMed Central, acrescentam evidências que demonstram um leque de benefícios para a saúde do consumo de ácidos gordos encontrados nos alimentos como o salmão.

O Professor A.M. El-Mowafy e colegas da Universidade de Mansoura, no Egipto, observaram a forma como um ácido gordo ómega-3, denominado ácido docosahexanóico (DHA), afectou o crescimento dos tumores em ratos e quão bem interagiu com um fármaco de quimioterapia, denominado cisplatina.

O Professor El-Mowafy referiu que os resultados sugerem um regime terapêutico novo e produtivo na gestão de tumores sólidos baseado na combinação da cisplatina e possivelmente outras quimioterapias com DHA.

De acordo com a Reuters Health, o investigador acrescentou ainda que o DHA obteve efeitos quimiopreventivos proeminentes por si só e aumentou também consideravelmente os efeitos da cisplatina.

Em Março, investigadores norte-americanos demonstraram que uma dieta rica de ácidos gordos ómega-3, o tipo encontrado em peixes como o salmão, carapau, arenque e sardinhas, protege contra o cancro da próstata avançado, mesmo em homens com maior risco da doença.

Os ácidos gordos, também encontrados em alimentos como as nozes e os vegetais de folha verde, têm demonstrado providenciar efeitos anti-inflamatórios e têm sido relacionado com um menor risco de doença cardíaca.

Neste estudo, a equipa do Professor El-Mowafy descobriu que, a nível molecular, o DHA reduziu a acumulação de glóbulos broncos, inflamação sistémica e uma doença perigosa marcada pela diminuição dos níveis de antioxidantes, sendo que todas estas questões têm sido relacionadas com o crescimento dos tumores.

Esta investigação também demonstrou que os ácidos gordos reduziram a toxicidade e a danificação dos tecidos dos rins provocados pela quimioterapia.

Isabel Marques

Fontes:
www.reutershealth.com/archive/2009/04/02/eline/links/20090402elin010.html

Hepatite B: novas terapêuticas entram no mercado

Após aprovação do Infarmed, as novas orientações terapêuticas para o tratamento da hepatite B entraram no mercado farmacêutico hospitalar. Um medicamento antiviral como tratamento de primeira linha está na base destas terapêuticas ditas inovadoras - o Viread (tenofovir disoproxil fumarate) da biofarmacêutica Gilead Sciences.

A avaliação da Autoridade Nacional do Medicamento e de Produtos de Saúde (Infarmed) comprovou o valor terapêutico acrescentado deste medicamento de toma oral e uma relação custo-benefício favorável, face às restantes alternativas terapêuticas, estimando uma poupança anual de 1 500 euros ano por doente em tratamento nos hospitais.

As novas terapêuticas - definidas pela European Association Studies for the Study of the Liver (EASL) e com autorização de introdução de mercado (AIM) atribuída pela Comissão Europeia desde Abril de 2008 – apresentam-se como tratamentos preferenciais para doentes que apresentem falência a outros tratamentos prévios por resistência a outros fármacos, uma das situações mais frequentes nos tratamentos alternativos.

No relatório do Infarmed lê-se que o Viread "está indicado para tratamento de hepatite B crónica, em adultos com doença hepática compensadas com evidência de replicação viral activa e histológica de inflamação activa e/ou fibrose”.

Raquel Garcez

Fonte: Infarmed

VIH: Descoberta molécula eficaz contra vírus resistente

Um estudo inglês sugere que a molécula D-1mT pode ser usada juntamente com a terapia anti-retroviral para travar a replicação do vírus da imunodeficiência humana (VIH).

Segundo os especialistas do Colégio Imperial de Londres, a investigação testou a eficácia da molécula D-1mT em macacos infectados com o vírus da imunodeficiência símia (VIS), que é semelhante à humana (VIH), noticia o site Bio-Medicine.

Os investigadores explicaram que, após seis dias de tratamento, apenas três dos macacos apresentavam níveis detectáveis de VIS, e após 13 dias foram detectados reduzidos vestígios de SIV em dois dos animais.

A equipa de cientistas acredita, os resultados do estudo poderão conduzir à criação de um novo fármaco contra o VIH, que embora ainda esteja em fase de testes, poderá ser a solução para as pessoas infectadas com o vírus da sida que não respondem à terapia tradicional anti-retroviral.

“Necessitamos de entender o funcionamento da D-1mT para podermos pensar em desenvolvê-la enquanto um potencial tratamento para o VIH”, rematou Adriano Boasso, um dos autores do trabalho.

Raquel Garcez

Fonte: http://www.bio-medicine.org/biology-news-1/Potential-new-HIV-drug-may-help-patients-not-responding-to-treatment-7779-3/

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Meningite: nova vacina disponível em breve

A nova vacina contra a Doença Pneumocócica Invasiva (DPI) vai estar disponível em Portugal a partir de 9 de Abril. Portugal será o primeiro país europeu onde a vacina é lançada.

Chama-se Synflorix e pertence aos laboratórios da GlaxoSmithKline. A nova vacina pneumocócica pediátrica obteve esta semana a autorização da Agência Europeia do Medicamento (EMEA) e é, dia 03 de Abril, apresentada no Porto.

A vacina propõe-se a actuar contra doenças potencialmente fatais como a meningite e a pneumonia bacteriémica, bem como contra infecções do ouvido médio.

De acordo com um comunicado da GSK, a Synflorix "está indicada para a imunização activa contra a doença invasiva e a otite média aguda (OMA) causadas por Streptococcus Pneumoniae em bebés e crianças com idades compreendidas entre as seis semanas e os dois anos de idade e será comercializada a um preço de cerca de 70 euros (cada doze)".

A GSK informa ainda que a nova vacina, que protege contra 10 serotipos da DPI, "irá proporcionar uma cobertura contra três das principais estirpes pneumocócicas (serotipos 1, 5 e 7F) além dos sete serotipos (4, 6B, 9V, 14, 18C, 19F, 23F) que tem em comum com a vacina existente (Prevenar)".

Na Europa, cerca de um em cada três casos de doença pneumocócica em crianças pequenas não era prevenido, uma vez que, estas doenças são causadas por serotipos bacterianos não abrangidos pela vacina pneumocócica conjugada actualmente disponível no mercado (Prevenar).

Segundo a nota de imprensa, os especialistas em Pediatria consideram que estão criadas as condições para que a ministra da Saúde, em conjunto com a Comissão Técnica de Vacinação, decida inclui-la no Plano Nacional de Vacinação, dando assim "igualdade de oportunidades a todas as famílias".

Raquel Garcez

Fonte: Comunicado GSK

Comprimido múltiplo pode ajudar a combater doenças cardiovasculares

Investigadores canadianos anunciaram a criação de um comprimido que combina cinco medicamentos, entre eles fármacos para a pressão sanguínea, aspirina e ácido fólico, para minimizar os ataques cardíacos, tendo demonstrado reduzir para metade os problemas cardiovasculares.

O Dr. Koon Teo, da Universidade McMaster, em Hamilton, no Ontário, referiu que este comprimido múltiplo poderá ajudar a reduzir os eventos cardiovasculares em mais de 80 por cento nas pessoas saudáveis.

Num ensaio em 50 centros na Índia, 2053 pessoas sem doença cardiovascular, com idades entre os 45 e os 80 anos e com um factor de risco, como a obesidade, pressão sanguínea alta ou mau colesterol, receberam aleatoriamente este policomprimido. O comprimido era composto por doses reduzidas de diversos fármacos: 12,5 miligramas (mg) de tiazida, 50 mg de atenolol, 5 mg de ramipril, 20 mg de sinvastatina e 100 mg de aspirina por dia.

Os participantes foram distribuídos por oito grupos, cada um com cerca de 200 indivíduos, tendo cada grupo recebido aspirina isoladamente, sinvastatina isoladamente, hidroclorotiazida isoladamente, três combinações de dois fármacos para baixar a pressão sanguínea, três fármacos para baixar a pressão sanguínea isoladamente ou três fármacos para baixar a pressão sanguínea mais aspirina.

As descobertas publicadas na “The Lancet” revelaram que, comparativamente com os grupos que não receberam fármacos para baixar a pressão sanguínea, o policomprimido reduziu a pressão sanguínea sistólica em 7,4 mm Hg e a diastólica em 5,6 mm Hg, o que foi semelhante à utilização de três fármacos para baixar a pressão sanguínea, com ou sem aspirina.

Isabel Marques

Fontes:
www.upi.com/Health_News/2009/03/31/Polypill_combines_heart_medications/UPI-41661238476126/
http://ecodiario.eleconomista.es/salud/noticias/1134070/03/09/Anuncian-una-pildora-milagrosa-contra-las-enfermedades-cardiovasculares.html

Tratamentos para o cancro alteram gosto por alimentos

Investigadores norte-americanos afirmam que a quimioterapia e a radioterapia podem alterar o gosto e a percepção oral, levando à malnutrição dos pacientes

Uma análise de diversos estudos foi publicada no Journal of Supportive Oncology, incluindo formas de ajudar a melhorar o gosto e anomalias odoríferas nos pacientes com cancro. Entre as sugestões estava o consumo reduzido de alimentos que têm um gosto "metálico", como a carne vermelha, o café ou o chá, consumir mais alimentos ricos em proteínas, praticar uma boa higiene oral, e utilizar agentes estimuladores de produção de saliva, como pastilhas sem açúcar.

Glenn Lesser, oncologista da Wake Forest University Baptism Medical Center, afirmou que a equipa de investigadores incluía engenheiros ambientalistas e biomédicos, bem como cientistas especialistas em alimentos.

"Os oncologistas que compreendem os diversos tipos e causas do sabor e anomalias podem estar mais bem preparados para discutir e enfatizar estes efeitos secundários negativos", afirmaram os autores do estudo em comunicado.
"Alternar o gosto e o olfacto nos pacientes é um assunto que tem vindo a ser descurado em comparação com outros aspectos nas pesquisas relacionadas com o cancro", pode ler-se ainda no mesmo.

Pedro Santos

http://www.upi.com/Health_News/2009/04/01/Cancer_treatment_affects_taste_of_food/UPI-51171238636698/

Uma dose de álcool por dia baixa risco de morte

O estudo afirmou que uma dose diária de álcool pode baixar o risco de morte. Esta pesquisa teve em conta as pessoas com mais de 55 anos de idade, concluindo ainda que uma dose semanal não teria qualquer efeito, e três por dia aumentava o risco.

Pesquisas anteriores já haviam revelado que era benéfico o consumo moderado de álcool para a saúde, embora não o tivessem especificado.
O novo estudo, publicado no The Journal of the American Geriatrics Society, analisou mais de 12 mil pessoas durante o período de quatro anos, tendo concluído que o consumo moderado de álcool estava associado a uma redução de 28% no risco de mortalidade comparativamente ao consumo nulo.

Consumir uma ou menos doses por semana não apresentava quaisquer benefícios, e aqueles que consumiam mais de três doses por dia aumentavam os seus riscos em 11%.

"Há outras coisas boas que se pode fazer e que oferecem menos possibilidades de causar danos, como fazer mais exercícios", afirmou Sei J. Lee, principal autor do estudo e geriatra do Veterans Affairs Medical Center em São Francisco, Estados Unidos, acrescentando ainda não estar preparado para aconselhar os abstinentes de álcool a começar a beber.

Pedro Santos

http://saude.sapo.pt/artigos/noticias_actualidade/ver.html?id=987663

Diabéticos podem precisar de mais cálcio juntamente com fibras

Um pequeno estudo sugere que as pessoas com diabetes tipo 2 que estão a tentar aumentar o consumo de fibras podem ter de prestar mais atenção também à ingestão de cálcio.

Os investigadores observaram que, quando 13 diabéticos duplicaram a ingestão de fibras, os participantes começaram a excretar menos cálcio através da urina, um sinal de que a absorção de cálcio pelo organismo diminuiu.

Sabe-se que as fibras ajudam a reduzir o colesterol, a melhorar o controlo do açúcar no sangue e a manter a regularidade intestinal, sendo que os adultos são aconselhados a consumir aproximadamente 25 gramas ou mais por dia.

Contudo, os investigadores relataram na “Diabetes Care” que estas últimas descobertas sugerem que uma pior absorção de cálcio pode ser o resultado do aumento do consumo de fibras.

O investigador principal, o Dr. Abhimanyu Garg, do Centro Médico Southwestern, da Universidade do Texas, em Dallas, referiu que, como mais cálcio equivale a uma melhor saúde óssea, os investigadores recomendam que as pessoas a seguir dietas ricas em fibras consultem o seu médico sobre aumentar também a ingestão de cálcio, de modo a retirarem o maior beneficio de ambos.

O investigador acrescentou que é importante consultar primeiro um médico ou nutricionista, porque o cálcio em excesso pode provocar pedras nos rins.

As descobertas basearam-se no estudo de 13 adultos de meia-idade e mais velhos com diabetes tipo 2, que consumiam 50 gramas de fibras por dia durante seis meses, seguidos por 24 gramas por da durante mais seis meses.

De acordo com a Reuters Health, a equipa de investigadores descobriu que, quando os pacientes consumiam a dieta mais elevada em fibras, a excreção de cálcio diminuía. Alguns estudos têm sugerido que as fibras alimentares se ligam a determinados minerais, formando “complexos” que não podem ser absorvidos.

O Dr. Garg sugere que as pessoas tentem ingerir alimentos que fornecem tanto fibras como cálcio, tais como espinafres, brócolos, figos, papaia, feijões e alcachofras.

Isabel Marques

Fontes:
www.reutershealth.com/archive/2009/04/01/eline/links/20090401elin002.html

Oxicodona pode ajudar a aliviar dores agudas do herpes zoster

Investigadores norte-americanos referiram que o analgésico oxicodona é efectivo a aliviar o desconforto agudo do herpes zoster, uma doença que frequentemente provoca agonia nas pessoas que sofrem dela.

O estudo, publicado na revista científica “Pain”, avaliou diferentes métodos de aliviar a dor durante um episódio de herpes zoster, uma infecção que produz erupções cutâneas muito dolorosas, constituídas por bolhas (vesículas) cheias de líquido, que muitos pacientes referiram ser a pior que alguma vez experienciaram.

O investigador principal, o Dr. Robert Dworkin, do Centro Médico da Universidade de Rochester, e colegas estudaram 87 pacientes com herpes zoster em Rochester e Houston. Os participantes foram divididos em três grupos e receberam oxicodona, gabapentina ou placebo.

Os pacientes, cuja média de idades era de 66 anos, sofriam de dor moderada a grave. Todos os pacientes também receberam medicação anti-viral, que é o tratamento standard para os pacientes com esta infecção.

De acordo com a United Press International, os investigadores referiram que os pacientes que receberam oxicodona tinham duas vezes mais probabilidade de experienciar uma redução significativa da dor, pelo menos, uma diminuição de 30 por cento, em comparação com os pacientes que tomaram placebo.

Embora a medicação tenha sido efectiva, cerca de um terço dos participantes saiu do estudo, principalmente devido a problemas de obstipação.

O Dr. Dworkin revelou que os investigadores ficaram surpreendidos com o facto da gabapentina não ter parecido útil no tratamento da dor.

O herpes zoster é causado pela reactivação do vírus da varicela (vírus varicela-zoster) em latência. A infecção inicial pelo vírus varicela-zoster, que pode adoptar a forma de varicela, termina com a penetração dos vírus nos gânglios (uma aglomeração de células nervosas) dos nervos espinhais ou cranianos, permanecendo ali em estado latente. O herpes zoster fica sempre limitado à distribuição cutânea da raiz ou raízes nervosas afectadas (dermatomas).

O vírus do herpes zoster pode não voltar a produzir sintomas ou então só reactivar-se muitos anos depois. Se isso ocorrer, reproduz-se a doença. Por vezes, tem lugar quando a imunidade do organismo diminui em virtude de outra perturbação, como a SIDA ou a doença de Hodgkin, ou por medicações que debilitem o sistema imunitário. Na maioria dos casos desconhece-se a causa da reactivação.

O aparecimento do herpes zoster nem sempre significa que exista alguma doença grave subjacente. Pode ocorrer em qualquer idade, mas é mais frequente depois dos 50 anos.

Isabel Marques

www.upi.com/Health_News/2009/03/31/Oxycodone_may_ease_acute_pain_of_shingles/UPI-77051238557610/
www.manualmerck.net/?url=/artigos/%3Fid%3D212%26cn%3D1795

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Ácido lipóico pode ajudar a reduzir triglicerídeos

Investigadores norte-americanos revelaram que um estudo em ratos sugere que os suplementos de ácido lipóico resultam numa redução dos triglicerídeos, um factor significativo de endurecimento das artérias.

O Dr. Regis Moreau, do Instituto Linus Pauling, da Universidade Estatal do Oregon, referiu que o ácido lipóico é um composto natural encontrado em baixos níveis em alguns alimentos, incluindo carne vermelha e vegetais de folha verde. Sabe-se que o ácido lipóico influencia a absorção de glicose e baixa a glicose no sangue ao aumentar o seu transporte para o músculo esquelético.

O estudo em animais de laboratório, publicado na “Archives of Biochemistry and Biophysics”, descobriu que os suplementos de ácido lipóico baixaram os níveis de triglicerídeos até 60 por cento.

O Dr. Moreau referiu que a extensão da redução dos triglicerídeos foi realmente drástica, sendo que os investigadores não esperavam que fosse tão profunda.

O investigador acrescentou que o potencial é bom, sendo que esta pode tornar-se noutra forma de baixar os triglicerídeos no sangue e ajudar a reduzir o risco de aterosclerose.

Até há cerca de 10 anos, os elevados níveis de triglicerídeos no sangue, basicamente uma forma de gordura, não eram considerados tão significativos como o colesterol na previsão da aterosclerose, normalmente referida como o endurecimento das artérias, e doença cardíaca.

O investigador referiu que essa perspectiva alterou-se e que a maioria dos especialistas agora encara os triglicerídeos como um terceiro factor de risco importante para a aterosclerose, juntamente com os níveis de colesterol.

Isabel Marques

Fontes:
www.upi.com/Health_News/2009/03/31/Lipoic_acid_may_lower_triglycerides/UPI-20901238558114/

Reacção alérgica ao clopidogrel é tratável

Um estudo norte-americano demonstrou que os pacientes cardíacos que sofreram uma reacção alérgica ao clopidogrel foram tratados com sucesso para aliviar a reacção e continuaram a utilizar o fármaco.

Os investigadores do Hospital Universitário Thomas Jefferson, na Filadélfia, seguiram 24 pacientes que desenvolveram alergias ao clopidogrel, após terem sido submetidos a um implante de stent coronário.

Oitenta e oito por cento dos pacientes foram capazes de continuar o tratamento com o clopidogrel sem interrupções, após terem sido tratados com anti-histamínicos e um curto tratamento com esteróides.

Os investigadores, o Dr. Michael P. Savage e a Dra. Kimberly L. Campbell, referiram que este é um estudo muito importante para muitos pacientes cardíacos, mas especialmente para aqueles que têm stents.

Todos os pacientes que recebem um stent têm de tomar clopidogrel para ajudar a prevenir uma trombose de stent, que é a formação de coágulos no stent. Isto coloca obviamente graves problemas se o paciente sofrer uma reacção alérgica à medicação.

O Dr. Savage referiu que descontinuar a toma do fármaco pode levar a um ataque cardíaco, que pode ser fatal, sendo requerido àqueles que têm um stent revestido com um fármaco receber o clopidogrel durante, pelo menos, um ano.

O investigador acrescentou que, na realidade, os seus pacientes com stents revestidos com um fármaco recebem o clopidogrel durante uma média de 17 meses, em comparação com o mínimo de um ano, sublinhando que isto é muito tempo para se estar sem uma medicação que pode salvar a vida.

O clopidogrel, que é comercializado em Portugal como Plavix, Iscover, Clopidogrel BMS, e Clopidogrel Winthrop, é utilizado para prevenir a formação de coágulos sanguíneos (trombos) que se formam em vasos sanguíneos endurecidos (artérias), um processo conhecido como aterotrombose, que pode conduzir a acidentes aterotrombóticos, tais como o acidente vascular cerebral (AVC), ataque cardíaco ou morte.

Isabel Marques

Fontes:
www.upi.com/Health_News/2009/03/31/Plavix_allergic_reaction_treatable/UPI-27201238551298/

Cerca de 4 mil medicamentos baixam de preço

Ministério da Saúde anuncia descida de preços de três mil e novecentos medicamentos genéricos e de marca

A medida surgiu esta quarta-feira, dia 1 de Abril, anunciada pelo Ministério da Saúde, afirmando que a grande maioria dos medicamentos tem agora uma redução de preço entre 33 e 52%.

"Isto abrange muitos dos medicamentos mais utilizados na patologia de longa duração e muitos deles correspondem aos mais vendidos e mais usados em 2008", afirmou a ministra Ana Jorge, esclarecendo ainda que dos 75 milhões de euros que se estima poupar com esta redução, 31 milhões dizem respeito ao Estado, 20 milhões aos cidadãos e os restantes 24 a medicamentos prescritos em sub-sistemas de Saúde.

Relativamente a uma possível reacção do mercado dos medicamentos de marca a esta redução, Ana Jorge lembrou que estas diminuições são feitas no âmbito de um acordo e legislação discutida com a indústria farmacêutica há três anos. "A baixa de preços poderá facilitar um maior acesso aos medicamentos", afirmou a titular da pasta da Saúde, acrescentando ainda que o número de vendas poderá ter facilidade em aumentar.

Esta é a terceira fase da revisão transitória de preços, prevista em legislação aprovada em 2007. Em Portugal os preços passaram a ser calculados segundo a base da média dos valores praticados nos quatro países de referência, nomeadamente Espanha, Grécia, Itália e França, tendo passado a ser obrigatória a revisão anual dos preços com base nesta comparação.

Pedro Santos

Fonte: Agência Lusa

Mortes por cancro colo-rectal podem ser prevenidas

Investigador norte-americano afirma que com as opções actuais de prevenção e tratamento é possível reduzir os casos fatais derivados da doença

"Apesar do cancro colo-rectal ser a segunda causa de morte a nível de cancro nos Estados Unidos, é também o tipo de cancro que pode ser prevenido mais facilmente", afirmou Randolph Hecth, da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos.

O investigador e os seus colegas afirmaram que quaisquer sintomas persistentes, detectados no sangue, fezes, perda de peso, dores abdominais, entre outros, devem ser comunicados ao médico.

A equipa de cientistas aconselha ainda o exame à próstata a partir dos 50 anos de idade. No entanto, aqueles com historial da doença na família devem mesmo começar a prevenção mais cedo.

Outros factores, como a baixa actividade física e uma dieta rica em gorduras e pobre em fibras, também aumentam a probabilidade de desenvolver cancro colo-rectal.

O cancro colo-rectal é segundo cancro de maior incidência na Europa e o segundo de maior incidência e mortalidade em Portugal, onde afecta mais de 80 mil pessoas.

Pedro Santos

http://www.upi.com/Health_News/2009/03/31/Death_from_colon_cancer_preventable/UPI-30141238477192/

http://www.roche.pt/sites-tematicos/quimioterapia-oral/index.cfm/noticias/factos-sobre-o-cancro-colo-rectal/

http://diario.iol.pt/sociedade/cancro-mortalidade-estudo-cancro-colorectal-doenca/996828-4071.html

Detecção precoce do cancro do cólon pode reduzir mortalidade em 30%

As melhorias na prevenção, detecção precoce e tratamento do cancro do cólon têm reduzido amplamente a taxa de morte, sendo que o Instituto Catalão de Oncologia informou que detectar precocemente este tipo de cancro pode reduzir a mortalidade em 30 por cento.

O Dr. Randolph Hecht, da Universidade da Califórnia, em Los Angeles, e colegas revelaram que quaisquer sintomas persistentes, como sangue nas fezes, uma alteração dos hábitos intestinais, perda de peso, dores abdominais, devem ser relatados ao médico.

Os investigadores aconselham que as pessoas que têm um risco normal comecem a fazer rastreios regulares ao cancro do cólon a partir dos 50 anos. Contudo, aquelas que têm um historial pessoal ou familiar de cancro do cólon, outros cancros ou doença inflamatória do intestino devem falar com o médico sobre começar o rastreio mais cedo.

De acordo com a responsável da Direcção de Prevenção do Instituto Catalão de Oncologia, Mercè Peris, os principais factores de risco são as dietas ricas em gorduras e pobres em frutas e verduras, o tabaco, a falta de exercício físico e o sedentarismo.

O cancro do cólon pode desenvolver-se durante meses sem produzir incómodos, pelo que os especialistas defendem a necessidade de programas de detecção precoce.

Para reduzir o risco de cancro do cólon, o Dr. Hecht sugere manter um peso saudável através de uma dieta baixa em gordura que inclua verduras, que contêm folato, e outros vegetais, cereais integrais, nozes e feijões, que forneçam 25 a 30 gramas de fibra por dia; consumir moderadamente bebidas alcoólicas e deixar de fumar, pois o álcool e o tabaco em conjunto estão ligados a cancros gastrointestinais; e exercício físico, pelo menos, 20 minutos, três a quatro das por semana.

Isabel Marques

Fontes:
www.upi.com/Health_News/2009/03/31/Death_from_colon_cancer_preventable/UPI-30141238477192/
http://ecodiario.eleconomista.es/salud/noticias/1135168/03/09/La-deteccion-precoz-del-cancer-de-colon-puede-reducir-la-mortalidad-un-30.html

Diagnóstico precoce pode evitar maioria dos casos de cancro oral

Nove em cada dez casos de cancro oral poderiam ser evitados através de um diagnóstico precoce da doença, segundo o director da Clínica Ruber Dental, o Dr. Guillermo Schoendorff, que recomenda ainda a procura de um especialista quando houver alguma lesão na boca que não se cure depois de dez dias.

De acordo com este perito, oito em cada 100 mil pessoas sofrem de cancro oral, sendo a falta de tempo e as longas listas de espera o que faz com que, na maioria dos casos, não se diagnostiquem a tempo estas lesões, que podem chegar a ser fatais.

Esta doença aparece principalmente na língua e no céu-da-boca, o que facilita a sua detecção precoce por parte de um especialista, sem necessidade de intervenção. Desta forma, o Dr. Schoendorff insiste que a prevenção destes tumores deve ser a base do tratamento, pois, como são tumores de progressão local, se forem diagnosticados precocemente a sobrevivência dos pacientes aumenta de forma exponencial.

A população com maior risco são os pacientes que fumam e que bebem, sendo mais frequente em homens de meia-idade. Os pacientes com deficiências nutricionais, como falta de ferro ou vitamina A, pertencem também ao grupo de risco, enquanto que as pessoas com traumatismos repetidos na boca também são propensos a sofrer degenerações tumorais e, por isso, estes casos devem ser cuidadosamente estudados e avaliados.

A lista de tratamentos para combater o cancro oral é muito ampla e eficaz, ainda que o êxito depende da situação em que se encontre o carcinoma. A quimioterapia e a radioterapia, assim como a remoção nos casos mais extremos, resultam efectivas para a cura total da doença. Posteriormente, poderá ser necessário realizar sessões de fisioterapia facial que ajudem o paciente para uma rápida reabilitação funcional.

Isabel Marques

Fontes:
http://ecodiario.eleconomista.es/salud/noticias/1136286/03/09/Nueve-de-cada-10-casos-de-cancer-oral-podrian-evitarse-con-el-diagnostico-precoz-de-la-enfermedad-segun-expertos.html

terça-feira, 31 de março de 2009

Dieta ocidental favorece cancro colo-rectal

Quem o afirma é o gastrenterologista Stephen O'Keefe, da Universidade de Pittsburgh, nos Estados Unidos, devido à influência directa que a dieta tem nas diferentes bactérias intestinais, podendo produzir substâncias cancerígenas para o cólon.

A dieta ocidental é rica em carnes e gorduras, e pobre em hidratos de carbono complexos, como os amidos, sendo considerada como uma espécie de receita para o desenvolvimento do cancro colo-rectal.
As dietas ricas em carne produzem sulfureto, uma substância que reduz a acção das bactérias benéficas à saúde.

Stephen O'Keefe explicou que as pessoas que adoptam uma dieta rica em hidratos de carbono complexos, incluindo cereais, legumes, verduras e frutas, têm uma grande quantidade no intestino de firmicutes, um tipo de bactérias que utilizada resíduos de amido e proteínas no cólon para fabricar ácidos gordos de cadeira curta e vitaminas como o folato e a biotina, que mantêm a saúde do órgão.

O cancro colo-rectal é a segunda maior causa de morte oncológica entre adultos no mundo ocidental, atrás apenas do de pulmão.

Pedro Santos

http://saude.sapo.pt/artigos/noticias_actualidade/ver.html?id=987381

Fármaco oncológico cediranib pode ajudar a combater tumores cerebrais

Investigadores revelaram que o fármaco oncológico cediranib, da AstraZeneca Plc, desenvolvido para ser o concorrente do Avastin (bevacizumab), da Roche Holding AG e da Genentech Inc, pode ajudar a combater os efeitos fatais dos tumores cerebrais sem encolhê-los.

Os investigadores referiram que o cediranib ajudou a parar a acumulação de fluido provocada pelo glioblastoma e ajudou os ratos com tumores cerebrais a viver mais tempo.

Tanto o cediranib como o Avastin são terapias delineadas para privar os tumores de alimento impedindo-os de formar vasos sanguíneos, um processo denominado anti-angiogénese.

O Dr. Rakesh Jain e colegas do Hospital Geral de Massachusetts testaram o fármaco em ratos e descobriram que este encolhia os vasos sanguíneos que tinham crescido para alimentar o tumor, fazendo também com que parassem de verter.

O artigo publicado na “Journal of Clinical Oncology” revelou que isto reduziu um tipo de inchaço chamado edema e, embora os tumores continuassem a crescer, os ratos tratados viveram mais tempo do que os ratos que não receberam o fármaco.

O Dr. Jain referiu que as descobertas sugerem que a terapia anti-angiogénese pode aumentar a sobrevivência dos pacientes, mesmo na presença de um crescimento persistente do tumor.

Contudo, o investigador referiu que o fármaco ainda está longe da perfeição no combate ao glioblastoma, o tipo mais agressivo de tumor cerebral, que mata cerca de 10 mil pessoas todos os anos.

Isabel Marques

Fontes:
www.reuters.com/article/healthNews/idUSTRE52T7A820090330

Bebidas quentes podem aumentar o risco de cancro

Equipa de cientistas sugere que o consumo de bebidas demasiado quentes pode aumentar o risco de cancro do esófago

A teoria, segundo os cientistas, pode explicar o aumento do risco de cancro no esófago entre populações fora do Ocidente.
O cancro do esófago é responsável por mais de 500 fatalidades a nível mundial anualmente, sendo o carcinoma das células escamosas do esófago o tipo mais comum.

O tabaco e o álcool são os factores principais ligados ao desenvolvimento da doença na Europa e nos países da América. As razões que levam ao resto das populações a nível mundial a apresentarem elevadas taxas da doença são, no entanto, desconhecidas, apesar de já existir uma teoria que liga o consumo de bebidas demasiado quentes a danos no revestimento interno do esófago.

"O mecanismo pelo qual o calor promove o desenvolvimento de tumores leva à necessidade de mais pesquisas, que devem receber um novo ímpeto a partir destas descobertas", afirmou David Whiteman, do Instituto de Pesquisa Médica de Queensland, Austrália, aconselhando as pessoas a esperarem alguns minutos antes de consumirem determinadas bebidas, como o chá ou o café.

Pedro Santos

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2009/03/090327_bebidaquentecancerfn.shtml

segunda-feira, 30 de março de 2009

Estudo questiona benefícios a longo prazo de fármacos para hiperactividade

Novos dados de uma análise a um estudo do Instituto Nacional de Saúde Mental, dos Estados Unidos, com crianças com Perturbação de Hiperactividade e Défice de Atenção (PHDA), confirmaram que não houve diferenças a longo prazo nos resultados comportamentais entre aquelas que foram tratadas com fármacos para a PHDA e as que não foram.

Um dos autores do estudo, o Dr. Brooke Molina, sublinhou que os dados não sustentam que as crianças que recebem a medicação durante mais de dois anos tenham melhores resultados do que as crianças que não a recebem durante esse período.

No estudo sobre o tratamento de crianças com PHDA foi administrada aleatoriamente uma de quatro opções de tratamento: tratamento com fármacos, fármacos mais terapia conversacional, terapia conversacional isoladamente ou cuidados médicos de rotina isoladamente.

Uma análise inicial de 14 meses, publicada em 1999, demonstrou que as crianças tratadas com estes fármacos demonstraram mais melhorias dos sintomas, em comparação com aquelas que receberam apenas terapia conversacional e cuidados de rotina.

Contudo, uma análise de seguimento em 2007 já não demonstrou diferenças no comportamento entre as crianças tratadas com este tipo de fármacos e aquelas que não o foram. Adicionalmente, os dados de 2007 indicaram que as crianças que tomaram fármacos para a PHDA, durante 36 meses, eram mais baixas e pesavam menos do que aquelas que não receberam os fármacos.

As últimas descobertas, publicadas na “Journal of the American Academy of Child and Adolescent Psychiatry”, incluem dados de um seguimento de oito anos e confirmaram que não existiam diferenças no comportamento a longo prazo entre os que tomaram os fármacos e os que não tomaram.

O investigador William Pelham concluiu que uma interpretação possível dos dados é que os fármacos para a Perturbação de Hiperactividade e Défice de Atenção são úteis a curto prazo, mas ineficazes a longo prazo.

Isabel Marques

Fontes:
www.firstwordplus.com/Fws.do?articleid=028885D6B89449669AFE5D8274D902AC

Cafeína reduz em 65% o risco de Alzheimer

Neurologistas escandinavos revelaram que a cafeína reduz em 65 por cento a probabilidade de sofrer de Doença de Alzheimer e outras demências.

Os investigadores da Universidade de Kuopio, na Finlândia, do Instituto Karolinska de Estocolmo, na Suécia, e da Universidade de Helsínquia, na Finlândia, constataram que os consumidores habituais de cafeína, entre três e cinco chávenas de café por dia, têm menos riscos de padecer de Alzheimer ou outra demência, em comparação com as pessoas que não consomem cafeína.

Uma amostra de 1 409 indivíduos permaneceu em observação durante uma média de 21 anos para determinar como a cafeína actuava no sistema neurológico com o passar dos anos.

Recentemente a Universidade de Barcelona publicou um estudo, que desenvolveu conjuntamente com o Instituto de Investigações Biomédicas August Pi i Sunyer, do Hospital Clínico de Barcelona, no qual realçou que a cafeína estimula o sistema nervoso central e melhora o tempo de resposta e rendimento em tarefas de memória a curto prazo.

Este estudo, que valoriza os efeitos da cafeína e do açúcar sobre o funcionamento do cérebro e do rendimento intelectual, utilizou provas neuropsicológicas estandardizadas e de imagens por ressonância magnética.

Isabel Marques

Fontes:
http://ecodiario.eleconomista.es/salud/noticias/1132156/03/09/La-cafeina-reduce-un-65-el-riesgo-de-Alzheimer.html

Diabetes: Calculadora online determina risco da doença

Investigadores britânicos desenvolveram uma ferramenta online indicada para prevenir o risco de uma pessoa vir a desenvolver diabetes do tipo 2.
A página está disponível em www.qdscore.org, podendo ser consultada para prever o risco de desenvolver diabetes do tipo 2, uma doença que só em Portugal afecta cerca de um milhão de pessoas.

A calculadora é baseada em factores significativos de risco, como a idade, etnia, índice de massa corporal, tabagismo, nível sócio-económico, historial da doença na família, diagnóstico de doenças cardiovasculares, hipertensão e utilização de drogas esteróides.
Posteriormente os cientistas calcularam a importância relativa de cada um destes factores, incorporando-os numa fórmula que prevê com exactidão o risco de vir a desenvolver a doença durante o período de dez anos.

Para Julia Hippisley-Cox, autora do estudo, o código postal e a etnia eram específicos para os casos britânicos, mas que o algoritmo da fórmula pode oferecer uma noção precisa de qualquer forma, mesmo sem os outros factores.
A investigadora acrescentou ainda que para os que pensam estar em risco, a perda de peso e a prática de exercício físico são fundamentais.

Pedro Santos

http://saude.sapo.pt/artigos/noticias_actualidade/ver.html?id=987247

Estudo: Fármaco ezetimiba para o colesterol não aumenta o risco de cancro

Descobertas de um estudo de larga escala sugerem que o fármaco ezetimiba, comercalizado em Portugal como Adacai e Ezetrol, para baixar o colesterol, não aumenta o risco de cancro, contrariamente ao que referia um relatório recente.

De acordo com o mesmo estudo, estas descobertas também são verdadeiras para os fármacos que combinam ezetimiba e sinvastatina, comercializados em Portugal como Inegy e Vytorin.

Segundo a Reuters Health, num ensaio relatado no ano passado, a utilização de ezetimiba mais sinvastatina foi associada a uma taxa de cancro de 11 por cento, significativamente mais elevada do que a taxa de 8 por cento observada em pacientes que receberam placebo.

Esta descoberta provocou uma preocupação generalizada, mas faltavam dados de estudos que reflectissem como o fármaco é utilizado no mundo real, fora do ambiente controlado do ensaio clínico.

Um dos autores do estudo, o Dr. Richard H. Karas, da Faculdade de Medicina da Universidade Tufts, em Boston, referiu que a actual análise no mundo real não demonstra um aumento do risco nos pacientes que receberam ezetimiba ou ezetimiba mais sinvastatina para baixarem os níveis de colesterol.

As descobertas são provenientes de uma análise de todos os relatórios de cancro apresentados à agência norte-americana que regula os medicamentos (FDA), entre Julho de 2004 e Março de 2008, dos utilizadores de ezetimiba ou ezetimiba mais sinvastatina. As taxas de cancro documentadas nestes relatórios foram então comparadas às taxas de utilizadores de outros fármacos para baixar o colesterol.

Durante o período de quatro anos, foram prescritas 559 milhões de receitas para todos os fármacos estudados e foram apresentados 2 334 relatórios de cancro, segundo o artigo publicado na “Journal of Clinical Lipidology”.

O número de relatórios de cancro por um milhão de prescrições de ezetimiba foi de 2,9 e para prescrições de ezetimiba mais sinvastatina foi de 1,3. Para os outros fármacos, os números variaram entre 3,1 e 5,1.

Aproximadamente, 2 por cento de todos os relatórios de efeitos secundários estavam relacionados com cancro. Para os outros fármacos, esta percentagem variou entre 1,3 e 3,9 por cento.

Conjuntamente, estas descobertas sugerem que o risco de cancro com a utilização de ezetimiba ou ezetimiba mais sinvastatina não é maior do que o risco observado com outro fármaco para baixar o colesterol.

Isabel Marques

Fontes:
www.reutershealth.com/archive/2009/03/27/eline/links/20090327elin026.html

Investigadores testam tratamento para aumento de peso provocado por antipsicóticos

Médicos norte-americanos estão a testar um tratamento para combater o aumento de peso provocado por alguns medicamentos antipsicóticos.

O ensaio clínico aleatório e controlado por placebo, publicado na “Biological Psychiatry”, avaliou a adição ao tratamento do fármaco modafinil, actualmente utilizado para aumentar o estado de vigília nas pessoas com distúrbios do sono.

Todos os participantes do estudo, voluntários normais, receberam olanzapina, um fármaco normalmente utilizado para tratar distúrbios psicóticos. Metade dos participantes também recebeu tratamento com modafinil, enquanto a outra metade recebeu placebo.

Após três semanas, embora o Índice de Massa Corporal (IMC) tenha aumentado em ambos os grupos, aqueles que receberam olanzapina mais placebo demonstraram um aumento de peso significativamente maior do que aqueles que receberam olanzapina mais modafinil.

O investigador principal, o Dr. James Roerig, da Faculdade de Medicina e Ciências da Saúde da Universidade do Dakota do Norte e do Instituto de Investigação Neuropsiquiátrica, em Fargo, referiu que este estudo de curto prazo em indivíduos saudáveis demonstra-se promissor.

Os fármacos antipsicóticos, como a olanzapina, risperidona e quetiapina, normalmente têm sido utilizados não só para tratar distúrbios psicóticos como a esquizofrenia, mas também para o distúrbio bipolar e mesmo para problemas comportamentais relacionados com a demência.

Os investigadores acrescentaram que o efeito secundário do aumento de peso, habitualmente observado com os medicamentos antipsicóticos, faz com que muitos pacientes descontinuem o tratamento.

De acordo com a United Press International, o Dr. Roerig referiu que agora o modafinil pode ser avaliado como um candidato viável para um ensaio clínico maior e mais complexo para determinar a eficácia na população de pacientes.

Isabel Marques

Fontes:
www.upi.com/Health_News/2009/03/27/Fighting_anti-psychotic_drug_weight_gain/UPI-86201238205367/

domingo, 29 de março de 2009

Distúrbios psiquiátricos são comuns em adultos com anorexia

Investigadores suecos referiram que os distúrbios psiquiátricos são comuns em adultos que têm anorexia, um distúrbio alimentar.

De acordo com a United Press International, desde 1985, foram estudados 51 adolescentes com anorexia nervosa, juntamente com um grupo de controlo com o mesmo número de pessoas saudáveis. Os grupos foram investigados e comparados diversas vezes ao longo do período do estudo.

A Dra. Elisabet Wentz, da Academia Sahlgrenska da Universidade de Gotemburgo, na Suécia, referiu que este é o único estudo no mundo que reflecte o rumo natural da anorexia na população.

As descobertas, que foram publicadas na "British Journal of Psychiatry” e na “International Journal of Eating Disorders”, revelaram que 39 por cento dos participantes tinham, pelo menos, outro distúrbio psiquiátrico, para além do distúrbio alimentar, sendo o distúrbio obsessivo compulsivo o mais comum.

A Dra. Wentz revelou que 18 anos após se ter iniciado o estudo, três mulheres ainda não recuperaram da anorexia, 13 pessoas têm incapacidades ou estiveram de baixa durante mais de seis meses devido a um distúrbio alimentar ou outro distúrbio psiquiátrico.

Estudos anteriores têm demonstrado que a anorexia é um diagnóstico com um prognóstico muito fraco, uma vez que cerca de 1 em 5 pacientes morre como resultado da doença. A Dra. Wentz sublinhou que contrastantemente não houve qualquer morte entre os participantes deste estudo.

A anorexia nervosa é uma perturbação caracterizada por uma distorção da imagem corporal, um medo extremo da obesidade e a rejeição de manter um peso mínimo normal.

Cerca de 95 por cento das pessoas que sofrem desta perturbação são mulheres. Geralmente, começa na adolescência, por vezes antes, e menos frequentemente na idade adulta, sendo que na sociedade ocidental o número de pessoas com esta perturbação tem tendência a aumentar.

Isabel Marques

Fontes:
www.upi.com/Health_News/2009/03/27/Psychiatric_disorders_common_with_anorexia/UPI-89461238179153/

sábado, 28 de março de 2009

Criar embrião único é melhor estratégia para tratar infertilidade

Estudo afirma que a taxa de sucesso e custos da fertilização in vitro são os mais favoráveis, sendo que os riscos para a mãe e para o bebé também são menores

A teoria surge do resultado de um estudo finlandês que procurou avaliar os aspectos económicos e de saúde de diversos métodos de fertilização existentes, procurando esclarecer se seria mais eficiente implantar vários embriões ou apenas um quando se faz o tratamento de fertilização.

O estudo finlandês acompanhou durante mais de 10 anos o trabalho desenvolvido pelo instituto de fertilização da Universidade de Oulu, na Finlândia, tendo sido tratadas mais de 1500 mulheres com menos de 40 anos entre 1995 e 2004.

De acordo com os cientistas, com os embriões únicos implantados a taxa de sucesso era superior à implantação de dois embriões em mulheres com idade inferior a 40 anos.
O custo do procedimento é também ele mais reduzido (em 5%), resultando em 20 mil euros por bebé, nascido após 37 semanas, menos do que a implantação dupla.

Pedro Santos

http://saude.sapo.pt/artigos/noticias_actualidade/ver.html?id=986680

sexta-feira, 27 de março de 2009

Asma afecta um milhão de portugueses

A Associação Portuguesa de Asmáticos (APA) tem vindo a desenvolver uma campanha de sensibilização da doença que afecta cerca de um milhão de pessoas em Portugal.
"Não deixe que a Asma controle a sua vida" é o lema desta iniciativa que conta com a colocação de painéis em diversas escadarias de locais públicos.

Controlar a asma é possível e indispensável, perceber os sintomas, cumprir a medicação e manter o contacto regular com o médico são algumas das mensagens da campanha.

Marianela Vaz, presidente da APA, explicou que a iniciativa foi agora realizada devido ao facto de ser na Primavera que existe a libertação do pólen que pode conduzir a doenças alérgicas, nomeadamente rinite e asma.

"Aconselha-se as pessoas com algum tipo de sintoma a consultarem o médico. Se são alérgicos devem saber a causa da alergia", alertou Marianela Vaiz.

A asma é uma doença crónica das vias aéreas causada por um processo inflamatório provocado por múltiplos agentes, afectando tanto adultos como crianças. Estima-se que a doença afecte actualmente cerca de um milhão de portugueses, entre casos diagnosticados e não diagnosticados.

Entre os sintomas típicos mais facilmente identificáveis contam-se pieira, tosse (sobretudo nocturna), falta de ar e pressão no tórax. Esta incapacidade respiratória é provocada pelo estreitamento das vias aéreas, podendo, nos casos mais graves, provocar a morte.

As manifestações de asma dependem de uma ligação entre factores genéticos e ambiente. Os factores desencadeantes tanto podem ser substâncias a que o doente é alérgico, como pó, pêlos de animais e pólenes, entre outros, como factores não específicos, desde fumo de cigarro, cheiros activos ou frio.

Ainda segundo dados disponibilizados pela APA, as doenças respiratórias em Portugal foram responsáveis, em 2007, por 93.275 internamentos hospitalares, o que significou um aumento de 8,3% em relação a 2005, com uma mortalidade dos doentes afectados a atingir os 14,1%.

Pedro Santos

http://saude.sapo.pt/artigos/noticias_actualidade/ver.html?id=986310

Endometriose e doença periodontal podem estar associadas

Resultados de um estudo publicado na revista científica “Fertility and Sterility” sugerem uma possível associação entre a endometriose e a doença periodontal.

A endometriose ocorre quando o tecido que reveste o útero, o endométrio, começa a crescer e a dispersar-se para fora do útero, incluindo para a pélvis e intestinos, assim como para as trompas de Falópio, ovários e outras áreas. Quando este tecido se dispersa durante o ciclo menstrual, a doença provoca dores pré-menstruais, períodos dolorosos e abundantes e, por vezes, infertilidade. A doença periodontal envolve a infecção e inflamação das gengivas, tecidos e ossos à volta dos dentes.

O Dr. Dan I. Lebovic, do Sistema de Saúde da Universidade do Michigan, em Ann Arbor, e colegas sugeriram que um factor que contribui para o desenvolvimento da endometriose poderá ser um defeito na capacidade do sistema imunitário limpar o fluxo menstrual retrógrado. A auto-imunidade também tem sido implicada no desenvolvimento da doença periodontal.

Para investigar esta questão, os investigadores examinaram a associação entre a endometriose e a doença periodontal utilizando dados de 4 136 mulheres que participaram numa sondagem sobre nutrição e saúde nacional entre 1999 e 2004.

Os resultados revelaram que as mulheres com endometriose tinham um risco 57 por cento maior de sofrer gengivite e periodontite, em comparação com as mulheres que não tinham endometriose.

Embora a endometriose possa ser o resultado de factores múltiplos, também pode ser aumentada por uma resposta imunitária a um agente infeccioso, sendo que a ligação subjacente entre as duas doenças poderá ser uma desregulação imunitária global e generalizada.

Isabel Marques

Fontes:
www.reuters.com/article/healthNews/idUSTRE52P5GW20090326

quinta-feira, 26 de março de 2009

Problemas cutâneos aumentam 20% devido a alterações psicológicas

As pessoas com alterações psicológicas têm 20 por cento mais risco de sofrerem problemas cutâneos do que a população em geral, sendo que os pacientes hospitalizados podem apresentar uma incidência acrescida de 30 por cento.

A Dra. Aurora Guerra, chefe da Secção de Dermatologia do Hospital Universitário 12 de Outubro de Madrid e presidente da Secção Centro da Academia Espanhola de Dermatologia, explicou que a pele é um órgão que apresenta sintomas com facilidade, pelo que existem muitas reacções cutâneas, incluindo em condições normais e fisiológicas, e quando a mente está doente, este problema chega à pele.

Assim, a Dra. Guerra destacou a dermatite artificial ou fictícia (auto-escoriação), na qual o transtorno mental é a única origem da alteração cutânea. A investigadora explicou que lesionar a pele para pedir ajuda é uma das ferramentas que os pacientes com distúrbios factícios costumam pôr em prática.

A Dra. Guerra referiu que o protótipo do paciente com dermatite artificial é uam mulher entre os 20 e os 60 anos, com carácter introvertido, centrada em si mesma e com dificuldade em relacionar-se com os demais. Estas manifestações de forma inconsciente, intimamente supõe uma chamada de atenção, uma vez que por detrás pode haver uma depressão ou uma intenção de suicídio, acrescentou.

Outro dos problemas são as alucinações cutâneas, como as alucinações com insectos ou vermes, nas quais as pessoas pensam ter bichos e coçam-se para tirá-los, provocando feridas cutâneas extensas.

Contrariamente, a Dra. Guerra referiu as pessoas que estão mentalmente sãs e que padecem de um problema de pele, como a psoríase ou o acne, nas quais se pode revelar um transtorno como a depressão.

A investigadora sublinhou que é preciso ter em conta que, muitas vezes, se cria um ciclo vicioso, pelo que tratar apenas o problema de pele não será suficiente para se chegar a um tratamento completo e abrangente.

Isabel Marques

Fontes:
http://ecodiario.eleconomista.es/salud/noticias/1124843/03/09/Los-problemas-cutaneos-aumentan-un-20-las-alteraciones-psiquicas.html

Vitamina D reduz risco de fracturas

Investigadores suíços afirmam que doses maiores de vitamina D tomadas diariamente podem reduzir o risco de fracturas em pessoas idosas

A análise de várias pesquisas revelou que o consumo de vitamina D diariamente reduzia fracturas não vertebrais em 20%, e fracturas da anca em 18%.
A equipa de investigadores analisou 12 estudos clínicos de suplementos de vitamina D entre adultos com idade a partir dos 65 anos.

"Doses elevadas de vitamina D devem ser exploradas em pesquisas futuras de forma a optimizar uma eficácia anti-fracturas", afirmaram os autores do estudo em comunicado. "Os nossos resultados não apoiam doses reduzidas de vitamina D com ou sem cálcio na prevenção de fracturas entre os indivíduos mais velhos", acrescenta ainda o comunicado.

A vitamina D é uma vitamina lipossolúvel vital para a absorção do cálcio e para a formação de ossos fortes, saudáveis e resistentes a fracturas, sendo um componente essencial do tratamento da osteoporose.

Estima-se que cerca de 80% da quantidade necessária de vitamina D no organismo humano provenha da exposição solar porque quando exposta aos raios ultravioleta, a pele sintetiza esta vitamina, que é depois armazenada na gordura corporal.

No entanto, a quantidade de vitamina D que se produz por exposição solar varia consoante o tipo de pele, sendo menor nas peles morenas, com o tempo de exposição, com a ocasião do dia, a estação do ano, a localização geográfica, o uso de protectores solares, a poluição, entre outros.

Pedro Santos

http://www.upi.com/Health_News/2009/03/25/More_vitamin_D_less_bone_fracture_risk/UPI-24501238029778/

http://medicosdeportugal.saude.sapo.pt/action/2/cnt_id/948/

Carne vermelha aumenta risco de mortes

Estudo norte-americano sugere que o consumo de carne vermelha ou transformada pode aumentar o risco de mortalidade, sendo que o consumo de carne branca parece diminui-lo

A pesquisa foi conduzida pelo Instituto Nacional do Cancro, nos Estados Unidos, tendo sido realizada em mais de meio milhão de pessoas durante o período de dez anos. Os participantes eram homens e mulheres, com idades compreendidas entre os 50 e os 71 anos, no início da investigação (1995).

Durante o referido período faleceram cerca de 47 mil homens e 23 mil mulheres, tendo um quinto dos que consumiram mais carne vermelha (cerca de 62,5 gramas por mil calorias absorvidas diariamente) um risco mais elevado de mortalidade comparativamente aos que tinham consumido menos (9,8 gramas por mil calorias/dia). Os resultados foram os mesmos em termos de risco entre os que consumiram mais carne industrial ou transformada.

Os investigadores chegaram à conclusão que 11% das mortes entre os homens, e 16% entre as mulheres, poderiam ter sido evitadas através de uma redução de carne vermelha e transformada de forma a limitar a quantidade consumida pelos 20% do estudo que menos comeu esse tipo de carne.
Em contrapartida, uma comparação entre o quinto dos participantes que mais comeram carne branca e os 20% que menos a consumiram mostra que o primeiro grupo apresentava um risco de morte ligeiramente menor.

Os autores do estudo adiantaram ainda que no grupo de participantes que menos consumiram carne vermelha e transformada, o risco de morte em consequência de doenças cardiovasculares era inferior em 11% nos homens e 21% nas mulheres em relação ao observado no grupo dos participantes que mais tinham consumido.

"Os resultados deste estudo apoiam as recomendações do Instituto norte-americano de investigação para o cancro e do Fundo de Investigação Mundial do Cancro para diminuir o consumo de carne vermelha e transformada a fim de reduzir a incidência desta doença", afirmam os investigadores.

Existem diversos mecanismos que podem explicar a ligação entre o consumo de carne vermelha e o aumento do risco de mortalidade, nomeadamente a formação de componentes cancerígenos durante a cozedura da carne a altas temperaturas. A carne vermelha é também uma fonte importante de gorduras saturadas, ligadas ao cancro colorrectal e a doenças cardiovasculares.

Pedro Santos

Fonte: Agência Lusa

quarta-feira, 25 de março de 2009

Utilizadores de codeína apresentam um risco mais elevado de acidentes

Investigadores noruegueses revelaram que as pessoas que utilizam codeína, um analgésico, apresentam um risco mais elevado de sofrerem acidentes rodoviários com danos pessoais do que aquelas que não a utilizam.

Os investigadores do Instituto Norueguês de Saúde Pública utilizaram informações da base de dados norueguesa de prescrições e registos de acidentes rodoviários para estudar se os utilizadores de codeína ou tramadol tinham um risco acrescido de estar envolvidos em acidentes de tráfico com danos pessoais.

Durante os 33 meses do estudo, foram registados 181 acidentes rodoviários com danos pessoais nos quais o condutor tinha sido exposto à codeína e 20 após exposição ao tramadol.

A investigadora principal, a Dra. Liliana Bachs, referiu que a exposição é definida como os primeiros sete dias após a dispensa de uma receita médica de uma preparação com codeína ou tramadol.

O estudo, publicado na “Clinical Pharmacology & Therapeutics”, demonstrou que o risco de estar envolvido num acidente rodoviário com danos pessoais era duas vezes mais elevado no período após se dispensar uma receita de codeína.

Para as pessoas que utilizaram aproximadamente mais de 400 comprimidos por ano, o risco de estar envolvido num acidente rodoviário era três vezes maior.

A codeína e o tramadol são analgésicos, do grupo dos opióides, utilizados para aliviar a dor leve a moderada. Em Portugal, são diversos os medicamentos que contêm codeína, como alguns antitússicos, incluindo o Toseína, Sedotusse, Euphon, Codipront e o Codol, alguns analgésicos e antipiréticos, incluindo o Dafalgan Codeína, Dol-U-Ron e o Dolviran, e em medicamento usados na enxaqueca, como o Migraleve.

Os medicamentos contendo tramadol são variados e incluem analgésicos estupefacientes, como o Dolpar, Gelotralib, Nobligan, Paxilfar, Tramal, Travex, Zydol, Zytram, Tilalgin, Zaldiar e diversas versões genéricas.

Isabel Marques

Fontes:
www.upi.com/Health_News/2009/03/25/Codeine_users_have_higher_accident_risk/UPI-55301237998187/

Ácidos gordos ómega-3 reduzem risco de cancro da próstata avançado

Investigadores norte-americanos referiram que os ácidos gordos ómega-3 parecem ter um efeito protector contra o cancro da próstata avançado, mesmo nos homens que apresentam uma variante particular no gene COX-2, que aumenta o risco da doença.

O Dr. John S. Witte, da Universidade da Califórnia, em São Francisco, afirmou que investigações anteriores têm demonstrado a protecção fornecida pelos ómega-3, mas este é um dos primeiros estudos que demonstra a protecção contra o cancro da próstata avançado e a interacção com o gene COX-2.

Os investigadores realizaram uma análise a 466 homens diagnosticados com cancro da próstata agressivo e a 478 homens saudáveis. A dieta foi avaliada através de questionários de frequência de alimentos e os investigadores efectuaram ainda a genotipagem de nove variantes do COX-2.

A equipa de investigação relatou, na “Clinical Cancer Research”, que aumentar a ingestão de ácidos gordos ómega-3 de cadeia longa, como os encontrados no salmão e marisco, foi fortemente associada a uma diminuição do risco de cancro da próstata agressivo.

Os homens que consumiram a maior quantidade destes ómega-3 apresentaram uma redução de 63 por cento do risco de cancro da próstata agressivo, em comparação com os homens que consumiram a menor quantidade.

O Dr. Witte sublinhou que um facto importante é que este efeito protector foi ainda mais forte nos homens que apresentam uma variante do COX-2, a rs4647310, que é um factor de risco do cancro da próstata.

Especificamente, os homens com baixa ingestão de ómega-3 e com esta variante em particular tinham cinco vezes mais risco de cancro da próstata avançado. Por outro lado, os homens com elevada ingestão de ómega-3 tinham um risco substancialmente reduzido, mesmo se apresentavam a variante rs4647310.

Por outras palavras, o risco acrescido de cancro da próstata avançado associado à variante rs4647310 do gene COX-2 foi essencialmente invertido pelo aumento da ingestão de ácidos gordos ómega-3 de cadeia longa, em meio grama por dia.

Em termos práticos, o efeito mais forte foi observado através da ingestão de peixes de carne escura, como o salmão, uma ou mais vezes por semana.

Isabel Marques

Fontes:
www.reutershealth.com/archive/2009/03/25/eline/links/20090325elin026.html

Cientistas procuram criar sangue artificial através de células estaminais

Caso venha a resultar, esta medida por vir garantir fontes ilimitadas de sangue

O projecto foi desenvolvido por cientistas britânicos, tendo como objectivo criar sangue artificial a partir de células estaminais de embriões.
Está previsto que dure três anos, sendo coordenado pelo Serviço Nacional de Transfusão de Sangue da Escócia.

O sangue artificial seria livre de contaminações por doenças difíceis de serem detectadas através de exames ao sangue dos doadores, como a doença das vacas loucas (vCJD, que é a variante humana da encefalopatia espongiforme bovina).

A equipa de investigadores irá testar embriões humanos descartados após tratamentos de fertilização in-vitro para encontrar aqueles que futuramente se irão desenvolver no grupo sanguíneo 0 negativo, o grupo de doadores universais.

Este tipo de sangue pode ser doado a qualquer pessoa sem riscos de rejeição, sendo a única opção segura quando o tipo sanguíneo do paciente é desconhecido ou não pode ser determinado de forma imediata. O referido grupo sanguíneo tem, no entanto, uma fonte de doadores limitada pois apenas 7% da população está dentro desse grupo.

Apesar do potencial desta descoberta, o estudo tem sido alvo de críticas por parte de grupos que se opõem ao uso de embriões para pesquisas.

"Assim como várias das afirmações associadas a células estaminais, estes são os primeiros passos de uma pesquisa, em vez de uma cura imediata, e tão hipotética quanto o resto das afirmações que tentam justificar a destruição de um embrião humano pelo benefício da humanidade", afirma Josephine Quintavalle, da ONG Comment on Reproductive Ethics.

Para o responsável, a associação de bancos de sangue britânicos à pesquisa pode ter um efeito contrário, levando as pessoas que defendem o direito à vida do embrião humano a mostrarem-se relutantes a doar sangue.

Pedro Santos

http://www.bbc.co.uk/portuguese/ciencia/2009/03/090323_sangueartificial.shtml

Fumar aumenta o risco de inflamação do pâncreas

Investigação dinamarquesa demonstrou que fumar aumenta o risco de desenvolver uma inflamação do pâncreas difícil de tratar, denominada pancreatite, sendo que o risco pode persistir mesmo depois de se deixar de fumar.

Estudos anteriores têm sugerido que o tabagismo poderá estar associado a danos no pâncreas, mas tem sido difícil estabelecer o tabaco como um factor de risco da doença. O consumo excessivo de álcool e os cálculos biliares são consideradas as principais causas na maioria dos casos de pancreatite.

Para investigar se fumar realmente prejudica o pâncreas, a Dra. Janne Schurmann Tolstrup, da Universidade do Sul da Dinamarca, em Copenhaga, e colegas analisaram os resultados de exames físicos e o estilo de vida de 17 905 homens e mulheres, para determinar a associação entre o tabagismo e a pancreatite. Os participantes foram seguidos durante uma média de 20 anos.

De acordo com os investigadores, os participantes que fumavam no início do estudo, ou que tinham sido fumadores, apresentavam maiores riscos de desenvolver pancreatite aguda e crónica, em comparação com os não fumadores. Os participantes que fumavam cerca de 15 a 24 cigarros por dia tinham 2,6 vezes mais probabilidade de desenvolver a doença.

No final do estudo, 235 pessoas desenvolveram pancreatite, sendo que aproximadamente 46 por cento dos casos foram atribuídos ao tabagismo. Os investigadores descobriram que o efeito do tabaco foi independente do consumo de álcool e cálculos biliares.

Entre os participantes, 58 por cento das mulheres e 68 por cento dos homens eram fumadores, 15 por cento das mulheres e 19 por cento dos homens eram ex-fumadores, e 28 por cento das mulheres e 13 por cento dos homens nunca tinham fumado.

Os investigadores concluíram, na “Archives of Internal Medicine”, que, excluindo as evidências epidemiológicas de uma associação entre o tabagismo e o desenvolvimento de pancreatite aguda e crónica, parece plausível um efeito biológico do tabagismo, tanto em modelos animais como em estudos em humanos, pois ambos demonstram alterações no pâncreas e no funcionamento pancreático depois da exposição ao fumo do tabaco.

A pancreatite, uma inflamação do pâncreas que se costuma caracterizar por dor abdominal, tem aumentado nas últimas décadas.

Isabel Marques

Fontes:
http://ecodiario.eleconomista.es/salud/noticias/1118591/03/09/El-tabaquismo-aumenta-el-riesgo-de-pancreatitis.html
www.reutershealth.com/archive/2009/03/24/eline/links/20090324elin005.html

Tibolona reduz gordura corporal nas mulheres na pós-menopausa

Resultados de um estudo revelaram que o tratamento com a hormona sintética tibolona está associado a uma redução da gordura corporal e dos níveis de leptina nas mulheres na pós-menopausa.

O Dr. Mithat Erenus, do Hospital Universitário de Marmara, em Istambul, na Turquia, e colegas dividiram aleatoriamente 120 mulheres por três grupos, tendo um grupo recebido uma combinação de 0,625 miligramas (mg) de estrogénio mais 2,5 mg de acetato de medroxiprogesterona, outro 2,5 mg de tibolona, e outro não recebeu tratamento, servindo assim de controlo, durante seis meses.

Os investigadores relataram, na “Fertility and Sterility”, que os níveis de leptina estavam fortemente correlacionados com a percentagem total de gordura e o total de massa gorda no início.

Após seis meses, as mulheres do grupo de controlo apresentaram um aumento de peso e uma diminuição gradual dos níveis de leptina. A leptina é uma hormona natural que regula o metabolismo da gordura. As mulheres na pós-menopausa tendem a ganhar peso acompanhado com uma redução das concentrações de leptina. Isto pode explicar a tendência das mulheres acumularem gordura visceral após a menopausa.

As mulheres que receberam terapia hormonal (estrogénio mais medroxiprogesterona) apresentaram um aumento significativo dos níveis de leptina. Contudo, as mulheres no grupo da tibolona apresentaram uma redução significativa dos níveis de leptina acompanhada com uma diminuição da massa gorda total, da percentagem de gordura e um aumento da massa magra total. As alterações nos níveis de leptina foram mais pronunciados nas mulheres magras.

A administração da terapia hormonal aumenta os níveis de leptina, enquanto mantém o peso corporal e a distribuição da gordura corporal, mas a utilização de tibolona reduz os níveis de leptina, a percentagem de gordura total e a massa gorda total.

Contudo, os investigadores referiram que este estudo não incluiu informações sobre os níveis de hormonas de crescimento ou actividade física, que podem ter impacto no ganho de peso nas mulheres na pós-menopausa.

Isabel Marques

Fontes:
www.reutershealth.com/archive/2009/03/24/eline/links/20090324elin022.html

Diabetes: Quase um milhão de pessoas sofre da doença em Portugal

Número de casos de diabetes já atinge perspectivas de 2025

O alerta foi dado por Luís Gardete, presidente da Associação Protectora dos Diabéticos em Portugal, afirmando que estes dados incluem casos não diagnosticados, que rondam 40% do total, acrescentando ainda que existem muitas pessoas que não sabem que têm diabetes, tendo apenas conhecimento da doença quando já têm sintomas graves.

Luis Gardete mostrou ainda a sua preocupação para estes dados, acreditando que com este ritmo seja possível que 20% da população seja afectada pela doença em 2025.
Parte do crescimento deve-se ao aumento da esperança de vida, já que a doença afecta, na sua maioria, as pessoas mais velhas, embora esteja a afectar cada vez mais jovens.

"Se somarmos os pré-diabéticos ao número de pessoas com a doença, ultrapassamos largamente o milhão de casos", acrescentou ainda Luís Gardete Correia.

O estudo foi desenvolvido pela Sociedade Portuguesa de Diabetologia, juntamente com a Associação Protectora dos Diabéticos de Portugal, Instituto de Higiene e Medicina Social da Faculdade de Medicina de Coimbra e com o apoio da Direcção Geral da Saúde, baseando-se em interrogatórios e exames a 5167 pessoas em 122 lugares escolhidos de forma aleatória.

Pedro Santos

http://saude.sapo.pt/artigos/noticias_actualidade/ver.html?id=986144

terça-feira, 24 de março de 2009

Osteoporose pode aumentar o risco de vertigens

Investigadores coreanos acreditam que as pessoas com osteoporose têm uma probabilidade maior de ter vertigens comparativamente a pessoas com densidade dos ossos normal

As vertigens são um distúrbio no ouvido interno que provoca tonturas, podendo causar náuseas, vómitos, ilusão de movimento, entre outros. Acredita-se que pode ser provocada devido aos depósitos de resíduos de cálcio em um dos canais semicirculares no ouvido interno (locais que detectam a postura).

Os investigadores compararam 209 pessoas com vertigens sem causa aparente, tais como cirurgia no ouvido ou traumatismos na cabeça, e 202 pessoas com historial de tonturas. Comparativamente aos participantes com estrutura nos ossos normal, aqueles com osteoporose tinham uma probabilidade três vezes maior de terem vertigens.

Entre as mulheres, 25% daquelas que tinham vertigens sofriam de osteoporose, comparativamente a 9% sem vertigens, enquanto nos homens havia 12% com vertigens e osteoporose, comparativamente a 6% sem vertigens.

"Estas descobertas sugerem um problema no metabolismo do cálcio das pessoas com vertigens", afirmou Ji Soo Kim, um dos investigadores.
"As mulheres costumam apresentar os primeiros sinais de vertigens aos 50 anos, quando têm uma quebra na massa óssea devido à falta de estrogénio, uma das principais hormonas que influenciam o metabolismo ósseo e o cálcio", acrescentou o investigador.

Pedro Santos

http://www.nlm.nih.gov/medlineplus/news/fullstory_82017.html

Baixa dosagem de acitretina pode ajudar a reduzir psoríase das unhas

Investigadores italianos revelaram que o tratamento com uma baixa dosagem do fármaco acitretina, utilizado para tratar a psoríase da pele, parece ajudar a reduzir a psoríase das unhas.

No estudo, os investigadores da Universidade de Bolonha avaliaram o efeito da terapia com uma baixa dosagem de acitretina (0,2 a 0,3 miligramas por quilograma por dia durante seis meses) nas unhas de 27 homens e nove mulheres, com uma média de 41 anos, que sofriam de psoríase das unhas.

Os participantes foram seguidos durante, pelo menos, seis meses após o tratamento, tendo sido utilizado o Índice de Severidade da Psoríase Ungueal (NAPSI) para classificar a gravidade da doença. Os resultados mais elevados indicaram sintomas mais graves.

Os investigadores revelaram, na "Archives of Dermatology”, que as percentagens médias de redução da pontuação do NAPSI e do NAPSI modificado foram de 41 por cento e de 50 por cento, respectivamente.

A avaliação clínica aos seis meses demonstrou um desaparecimento completo ou quase completo das lesões das unhas em nove pacientes (25%), melhoria moderada em nove pacientes (25%), melhoria ligeira em 12 pacientes (33%) e nenhuma melhoria em seis pacientes (11%).

Os investigadores referiram que apenas um dos 36 participantes do ensaio apresentou efeitos adversos nas unhas durante o tratamento.

Os investigadores concluíram que, embora sejam necessários mais estudos para avaliar meticulosamente a efectividade em populações mais abrangentes, as observações sugerem que a administração sistémica de acitretina em baixas dosagens deve ser considerada no armamentário terapêutico do tratamento da psoríase das unhas.

Cerca de 78 por cento das pessoas que sofrem de psoríase têm psoríase das unhas, ou ungueal, que inclui picotado, onicólise (descolamento da unha do leito ungueal), mancha de óleo, espessamento ungueal com distrofia, contornos das unhas vermelhos e inflamados.

Isabel Marques

Fontes:
www.nlm.nih.gov/medlineplus/news/fullstory_81808.html

Antidepressivo mais antigo revela-se melhor para depressão na Doença de Parkinson

Um pequeno ensaio clínico revelou que as pessoas com Doença de Parkinson que necessitam de tratamento para a depressão parecem responder melhor a um antidepressivo mais antigo, em comparação com um agente mais recente.

O Dr. Matthew Menza, da Faculdade de Medicina Robert Wood Johnson, em Piscataway, em Nova Jérsia, referiu à Reuters Health que as pessoas com depressão e Parkinson realmente respondem aos antidepressivos, sendo este facto importante, porque a depressão na Doença de Parkinson é frequentemente sub-reconhecida, subavaliada e subtratada. Normalmente, a atitude é: “é claro que está deprimido, tem uma doença grave”.

Os investigadores referiram, na revista científica “Neurology”, que têm existido poucos ensaios comparativos de diferentes antidepressivos para os pacientes que sofrem de Parkinson com depressão.

Para analisar esta questão, os investigadores compararam um antidepressivo tricíclico mais antigo, a nortriptilina, a um agente inibidor selectivo de recaptação da serotonina (ISRS) mais recente, a paroxetina, em 52 pacientes com Doença de Parkinson diagnosticados com depressão major.

Dezoito pacientes receberam paroxetina, 17 tomaram nortriptilina e os restantes 17 receberam placebo. Após oito semanas, as alterações numa escala de pontuação standard da depressão favoreceu significativamente a nortriptilina.

O Dr. Menza referiu que outro ponto que consideram importante é o facto da nortriptilina ter sido efectiva na melhoria de uma variedade de outros sintomas comuns na Doença de Parkinson e que provocam problemas significativos. Por exemplo, o sono e a ansiedade melhoraram significativamente. Além disso, a qualidade de vida em geral foi muito melhor para aqueles cuja depressão melhorou.

Contudo, este estudo ainda é preliminar, tendo o investigador acrescentado que não são capazes de prever quem irá responder a qual tratamento.

O Dr. Menza sublinhou que muitas pessoas com Parkinson e depressão respondem muito bem a psicoterapia ou a abordagens como exercício e redução do stress. O tratamento com medicamentos deve ser personalizado para cada pessoa com monitorização cuidadosa em relação à tolerabilidade, segurança e efectividade.

A nortriptilina é comercializada em Portugal como Norterol, não existindo versões genéricas, e a paroxetina é comercializada como Paxetil, Seroxat, Stiliden, Denerval, Dropax e em diversas versões genéricas.

Isabel Marques

Fontes:
www.reutershealth.com/archive/2009/03/18/eline/links/20090318elin025.html