sexta-feira, 10 de abril de 2009
Poluição atmosférica pode reduzir crescimento do feto durante a gravidez
Os investigadores analisaram cerca de 336 mil nascimentos nos Estados Unidos entre 1999 e 2003, e dados da poluição atmosférica recolhidos diariamente.
O estudo chegou à conclusão de que o risco de nascimentos de bebés com pouco peso aumentava também com o crescimento da poluição durante o primeiro e o terceiro trimestre da gravidez.
Estas descobertas sugerem que a poluição do ar, ou viver perto de estradas com grande movimento, são factores que podem estar ligados a um menor crescimento do feto durante a gravidez.
Embora não seja ainda concreto a forma como a poluição atmosférica pode afectar o crescimento fetal, os investigadores lembram que outras pesquisas sugeriram que a poluição pode alterar a actividade celular ou reduzir a quantidade de oxigénio e nutrientes recebidos pelo feto.
Pedro Santos
http://www.nlm.nih.gov/medlineplus/news/fullstory_82698.html
Cancro da próstata: Estudo revela novo tratamento contra a doença
Segundo os dados divulgados, mais de 40% dos pacientes tratados com o fármaco reduziram em 50% a concentração de PSA (antigénio prostático específico) no sangue, o que indica uma regressão da doença.
O estudo foi realizado em 30 pacientes com a doença em estado avançado e que já tinham passado por todos os tratamentos possíveis, incluindo castração.
Os resultados demonstraram que 22 dos pacientes tiveram uma redução dos níveis de PSA em três meses, sendo que 13 deles diminuíram mais de 50% na concentração da proteína que serve como "termómetro" molecular da doença.
O cancro da próstata é dependente da testosterona, a principal hormona masculina, produzido pelos testículos. A testosterona funciona como um "combustível" que se liga a um receptor na membrana das células, estimulando o crescimento do tumor. Assim, o tratamento em estágios avançados da doença pós-metástase, quando o tumor já se espalhou da próstata para outras partes do corpo, consiste em suprimir a produção da hormona.
Pedro Santos
quinta-feira, 9 de abril de 2009
Vitamina C diminui risco de ter gota
De acordo com o estudo publicado na revista "Archives of Internal Medicine", a probabilidade de surgir o problema foi 45% menor entre os participantes que consumiram uma dose diária da vitamina correspondente a 1500 mg ou mais.
A pesquisa analisou 47 mil homens saudáveis entre 1986 e 2006, sendo que 1317 deles tiveram diagnóstico de gota.
"É muito interessante porque aponta uma queda de 17% no número de casos novos de gota para cada 500 mg diários de vitamina C ingeridos", afirmou Ari Halpern, do Hospital Israelita Albert Einstein.
Ainda segundo o investigador, já era sabido que a vitamina C aumentava a excreção de ácido úrico na urina, embora não houvesse provas de que o seu consumo isolado poderia reduzir o risco de gota.
"Este estudo terá um impacto na prescrição de vitamina C, principalmente em homens de risco (com níveis de ácido úrico elevado)", acrescentou ainda Ari Halpern.
Pedro Santos
http://saude.sapo.pt/artigos/noticias_actualidade/ver.html?id=988971
quarta-feira, 8 de abril de 2009
Grávidas que deixam de fumar têm o mesmo risco das não-fumadoras
O risco de parto prematuro e de baixo peso do bebé é o mesmo para grávidas não-fumadoras e para as que param de fumar antes da 15ª semana de gestação.
Foram estas as conclusões que um estudo chegou, e no qual foram acompanhadas 2500 grávidas a partir da 15ª semana de gestação. Elas dividiram-se em três grupos: não-fumadoras, fumadoras, e um grupo que deixou de fumar durante a gravidez (antes da 15ª semana).
Tanto as não-fumadoras como as que deixaram de fumar apresentaram uma taxa de parto prematuro similar (4% dos casos), enquanto as fumadoras apresentaram uma taxa de 10%.
Em relação ao peso do bebé no parto, 10% das não-fumadoras e 10% das que deixaram de fumar tiveram bebés com baixo peso, comparativamente aos 17% das fumadoras.
Estudos previamente realizados já haviam demonstrado efeitos prejudiciais do tabaco na gestação, como o parto prematuro, maior risco de aborto, bebé com baixo peso, morte súbita do recém-nascido, nado morto e défice de desenvolvimento da criança.
Pedro Santos
Cancro: Site coloca disponível informação sobre a doença
O referido site InfoCancro tem como objectivo principal o de divulgar informação sobre os diversos tipos de cancro, apoiar aqueles que sofrem da doença, e ainda esclarecer diversas dúvidas e preocupações.
Para facilitar a informação o site está dividido em seis áreas distintas: o que é o cancro, tipos de cancro, questões a esclarecer, apoio ao doente, outros sites e comentários.
Para mais informação sobre sintomas, diagnóstico e tratamentos dos diversos tipos de cancro que afectam as mulheres pode consultar www.infocancro.com
Pedro Santos
http://saude.sapo.pt/artigos/noticias_actualidade/ver.html?id=988854
Tratamento para a infertilidade masculina aumenta contagem de espermatozóides
Um estudo egípcio revelou que uma terapia que combina uma hormona e um antioxidante parece melhorar a contagem e mobilidade dos espermatozóides em homens inférteis.
Este estudo, publicado na “Fertility and Sterility”, incluiu 60 homens elegíveis para tratamento da infertilidade. Os participantes receberam aleatoriamente o tratamento de combinação de citrato de clomifeno mais vitamina E ou placebo durante seis meses.
No final do estudo, a taxa de gravidezes das parceiras era de cerca de 37 por cento entre os homens que receberam a terapia de combinação, em comparação com os 13 por cento dos que receberam placebo.
Os investigadores da Universidade do Cairo revelaram que os homens que receberam o tratamento de combinação também apresentaram um maior aumento da concentração de esperma e uma melhoria na progressão dos espermatozóides.
O citrato de clomifeno, comercializado em Portugal como Dufine, é um fármaco anti-estrogénio utilizado no tratamento da infertilidade feminina, mas por vezes usado para aumentar a produção de esperma em homens com baixa contagem de espermatozóides e pouca mobilidade dos espermatozóides. A vitamina E ajuda a contrariar o stress oxidativo, que está associado a danos no ADN do esperma e a uma reduzida mobilidade dos espermatozóides.
O Dr. R. Dale McClure, presidente da Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva, referiu que os resultados deste estudo são encorajadores para os pacientes masculinos e seus médicos.
Contudo, é necessária mais investigação para determinar como os componentes da terapia de combinação afectam os diferentes parâmetros seminais observados e as vantagens de utilizar estes fármacos isoladamente ou em combinação com outros medicamento não utilizados neste estudo.
Isabel Marques
Fontes:
www.nlm.nih.gov/medlineplus/news/fullstory_82568.html
Cafeína pode diminuir dores musculares provocadas por exercício físico
Os investigadores descobriram que homens jovens que realizaram uma sessão intensa de ciclismo tinham os músculos menos doridos quando tomavam uma dose de cafeína antes do treino.
Além disso, os benefícios foram observados tanto nos consumidores habituais de cafeína como naqueles que normalmente evitam a cafeína.
As descobertas, publicadas na “International Journal of Sports Nutrition and Exercise Metabolism”, acrescentam evidências a estudos anteriores demonstrando que a cafeína pode ajudar a prevenir aquela familiar dor muscular, que se sente durante e após um exercício particularmente exigente ou uma nova rotina de treino.
Em teoria, a cafeína pode limitar as dores musculares ao bloquear a actividade de um químico denominado adenosina. Esta substância é libertada como parte da resposta inflamatória à lesão e pode activar os receptores da dor nas células do corpo.
O investigador principal, o Dr. Robert W. Motl, da Universidade do Illinois, em Champaign, referiu à Reuters Health que estas últimas descobertas sugerem que a cafeína pode ser uma forma segura dos desportistas prevenirem as dores musculares.
Este estudo incluiu 25 homens universitários fisicamente em forma, dos quais cerca de metade normalmente consumiam pouca ou nenhuma cafeína. Os restantes consumiam, pelo menos, 400 miligramas de cafeína por dia, o equivalente a três a quatro chávenas de café.
A equipa de investigadores colocou os participantes a pedalarem em bicicletas estacionárias durante duas sessões de 30 minutos de elevada intensidade. Numa ocasião, os homens receberam uma dose de cafeína equivalente a duas a três chávenas de café, uma hora antes do exercício, na outra receberam um comprimido placebo.
No geral, os investigadores descobriram que os homens relataram menos dores musculares com a cafeína, em comparação com o placebo. Visto não ter existido uma diferença entre os consumidores habituais de cafeína e os não consumidores, as pessoas podem não desenvolver uma tolerância aos efeitos redutores da dor da cafeína.
De acordo com o Dr. Motl, os desportistas podem querer considerar ingerir uma dose de cafeína antes de um treino particularmente exigente, ou de um exercício novo, ou se vão realizar um exercício que os deixou com dores musculares no passado.
Isabel Marques
Fontes:
www.reutershealth.com/archive/2009/04/08/eline/links/20090408elin001.html
Especialistas asseguram que a pílula apresenta mais benefícios do que malefícios
A Dra. Esther de la Viuda, presidente da Sociedade Espanhola de Contracepção, assegurou que desapareceram algumas crenças erradas, mas que ainda existem muitas, não só entre a população, mas também entre os próprios profissionais de saúde.
Entre os mitos mais enraizados nas mulheres estão a falta de eficácia, o medo da infertilidade posterior, de perder o desejo sexual, de engordar ou a crença de que provoca cancro.
A presidente da Federação Espanhola de Planeamento Familiar, a Dra. Isabel Serrano, referiu que a eficácia da pílula é superior a 99 por cento e sublinhou que a constante investigação, desde o seu aparecimento na década de sessenta, tem reduzido a existência de efeitos secundários.
No que se refere ao medo de engordar, a Dra. De la Viuda referiu que com as dosagens actuais o máximo que se pode engordar é meio quilo.
A Dra. Serrano excluiu ainda a possibilidade de que a pílula afecte a fertilidade, uma vez que esta protege contra a doença inflamatória pélvica, uma das causas da infertilidade.
De acordo com esta especialista, também não existe uma relação entre a utilização da pílula e o aparecimento do cancro da mama ou do colo do útero, sendo que está comprovado que tem um efeito protector contra o cancro do endométrio e dos ovários.
Ambas as especialistas concordam que o principal problema relativamente à pílula se deve à sua incorrecta utilização, principalmente no que diz respeito aos descansos, uma vez que uma percentagem muito elevada de mulheres interrompem a toma da pílula de forma periódica para que os ovários descansem.
A Dra. Esther de la Viuda acrescentou ainda que é possível utilizar dois métodos contraceptivos em simultâneo, especificamente a pílula e o preservativo, um como método anticonceptivo eficaz para prevenir uma gravidez não desejada e o outro para prevenir doenças sexualmente transmissíveis.
Isabel Marques
Fontes:
http://ecodiario.eleconomista.es/salud/noticias/1119108/03/09/Expertos-aseguran-que-la-pildora-conlleva-mas-beneficios-que-perjuicios.html
Diabetes: Problemas nas gengivas podem levar à doença durante a gravidez
O distúrbio aparenta estar relacionado com nascimentos prematuros e desaparece, geralmente, após o parto, mas também pode persistir.
A diabetes gestacional surge quando uma grávida apresenta taxas elevadas de glicose no sangue, uma situação onde existe uma dificuldade do corpo em gastar açúcar, o combustível fundamental para um metabolismo adequado nas células do corpo.
A equipa de especialistas acompanhou mais de 250 grávidas durante os seus primeiros meses de gravidez, realizando exames ao sangue com um teste de tolerância à glicose e uma avaliação odontológica completa.
As grávidas que desenvolveram diabetes gestacional foram as que apresentavam problemas nas gengivas. Quanto maior o sangramento ao escovar os dentes, maiores eram as suas taxas de açúcar no sangue.
A diabetes gestacional desaparece normalmente com o final da gravidez, mas as mulheres que apresentaram esse problemas passam a ter um risco maior de desenvolver diabetes tipo 2 mais tarde.
Pedro Santos
http://saude.sapo.pt/artigos/noticias_actualidade/ver.html?id=988715
terça-feira, 7 de abril de 2009
Nicotina pode ser mais do que adictiva
Os cientistas da Brown University, nos Estados Unidos, afirmam que os dados desta pesquisa podem vir ajudar a desenvolver tratamentos para diversas doenças. "Abre diversos caminhos para futuras investigações", afirmou Edward Hawrot, principal investigador do estudo.
A equipa de investigadores analisaram o receptor nicotínico alfa-7 de acetilcolina em tecidos do cérebro de ratos, semelhante ao que existe nos seres humanos.
A maioria dos receptores na superfície das células são sensíveis a pequenas moléculas sinalizadoras, tais como o neurotransmissor acetilcolina, que é o sinal que ocorre naturalmente e é utilizado pelo organismo para activar os receptores alfa-7.
O estudo descobriu que 55 proteínas interagiam com o receptor nicotínico alfa-7, sendo que estas conexões não haviam ainda sido descobertas pelos cientistas.
Pedro Santos
http://www.upi.com/Health_News/2009/04/06/Nicotine-may-be-more-than-addictive/UPI-83891239052679/
Alterar estilo de vida reduz risco de cancro colo-rectal
A equipa de cientistas procurou estimar formas de recomendar alterações nos hábitos de vida que podem afectar a incidência do cancro colo-rectal no Reino Unido nos próximos 24 anos.
Entre as diversas análises e estimativas os investigadores chegaram a cinco alterações que podem vir a reduzir de forma substancial o risco de cancro colo-rectal:
* Não consumir mais de 80-90 gramas por dia de carnes vermelhas ou processadas;
* Comer pelo menos cinco porções de fruta e vegetais diariamente;
* Fazer exercício 30 minutos por dia durante cinco ou mais dias por semana;
* Não consumir mais de 21 unidades de álcool por semana, se for homem, e 15 unidades se for mulher, sendo que uma unidade de álcool corresponde a metade de uma caneca de cerveja ou um pequeno copo de vinho;
* As estatísticas da obesidade e excesso de peso devem ser reduzidas para os valores correspondentes de há 20 anos atrás;
As descobertas dos investigadores afirmam que só no Reino Unido é possível reduzir os valores de cancro-colo rectal em 26% através de alterações na dieta, prática de exercício físico, reduzir o consumo de álcool e controlar o peso.
Pedro Santos
http://www.upi.com/Health_News/2009/04/06/Lifestyle-changes-reduce-colon-cancer-risk/UPI-25901238997560/
segunda-feira, 6 de abril de 2009
Óleo de peixe ajuda a tratar excesso de peso em crianças
O óleo de peixes, rico em ómega 3, é utilizado desde o século XVIII devido aos seus benefícios para a saúde. Cientistas norte-americanos descobriram um possível novo benefício, nomeadamente para os jovens, podendo auxiliar aqueles com excesso de peso.
A pesquisa avaliou o efeito do óleo com ómega 3 sobre o perfil de gorduras no sangue em crianças e adolescentes com idades compreendidas entre os 10 e os 18 anos e que tinham excesso de peso. Todos fizeram dieta e exercícios regulares, sendo que um dos grupos recebeu, além dessas orientações, doses diárias de óleo de peixe.
Aqueles que receberam o óleo de peixe melhoraram o seu perfil de gorduras no sangue de forma significativa, baixaram os níveis de triglicéridos e aumentaram o colesterol HDL (o chamado "colesterol bom").
Os que não utilizaram o suplemento e só fizeram dieta e exercício físico também conseguiram melhorar o peso, mas não os níveis de gorduras sanguíneas.
O estudo concluiu, assim, que a ingestão de óleos gordos, juntamente com dieta e actividade física, ajuda no combate ao excesso de peso, pelo menos nos jovens, comparativamente aos que fazem apenas dieta e exercício.
É igualmente importante devido ao facto da obesidade ter vindo a afectar cada vez mais jovens, podendo provocar-lhes problemas cardiovasculares no futuro.
Pedro Santos
http://saude.sapo.pt/artigos/noticias_actualidade/ver.html?id=988324
Maior quantidade de germes na boca aumenta risco de doença cardíaca
Vários estudos têm sugerido que existe uma relação entre os organismos que provocam uma doença das gengivas, ou doença periodontal, e o desenvolvimento de doença cardíaca, mas poucos avaliaram esta teoria.
A investigadora principal, a Dra. Oelisoa M. Andriankaja, da Universidade de Buffalo, explicou que a mensagem é que, embora alguns patogénios periodontais específicos tenham sido associados a um maior risco de doença coronária, a carga patogénica bacteriana total é mais importante do que o tipo de bactéria. Isto é, o número total de bactérias é mais importante do que um único organismo.
O estudo incluiu 386 homens e mulheres, entre os 35 e os 69 anos, que tinham sofrido um ataque cardíaco e 840 pessoas sem problemas de coração que serviram para controlo. Foram recolhidas amostras de placa dentária, onde os germes aderem, em 12 localizações das gengivas de todos os participantes.
As amostras foram analisadas relativamente à presença de seis tipos comuns de bactérias periodontais, assim como sobre o número total de bactérias.
Os pacientes cardíacos apresentavam uma maior quantidade de todos os tipos de bactérias do que os de controlo. Contudo, apenas duas espécies conhecidas, Tannerella forsynthesis e Preventella intermedia, demonstraram uma associação estatisticamente significativa a um maior risco de insuficiência cardíaca.
Segundo a AZprensa.com, os resultados demonstraram que um aumento do número de bactérias periodontais diferentes também aumentava as probabilidades de enfarte.
De acordo com os investigadores, para avaliar esta possível associação será necessário realizar estudos prospectivos, ou seja, que meçam as bactérias orais nos participantes sem problemas cardíacos no início do estudo e depois quando se produzam episódios cardiovasculares.
Isabel Marques
Fontes:
www.azprensa.com/noticias_ext.php?idreg=41073
Combinação de três fármacos ajuda a preservar caixa de voz no cancro da laringe
O estudo comparou o tratamento com uma combinação de três fármacos (docetaxel, cisplatina e 5-fluorouracil), durante a indução da quimioterapia, a uma combinação de cisplatina e 5-fluorouracil.
A quimioterapia com cisplatina e 5-fluorouracil, seguida de radiação, é normalmente utilizada como uma alternativa à cirurgia no tratamento de pacientes com cancro localmente avançado da laringe (caixa de voz) e hipofaringe.
Investigações recentes têm sugerido que adicionar docetaxel à quimioterapia com cisplatina e 5-fluorouracil poderá melhorar ainda mais os resultados dos pacientes.
O estudo, publicado na “Journal of the National Cancer Institute”, incluiu 213 pacientes com cancro avançado da laringe e hipofaringe, sendo que aqueles que responderam à quimioterapia receberam radiação e os que não responderam foram submetidos a cirurgia.
Após um seguimento médio de três anos, as taxas de preservação da laringe foram um pouco acima dos 70 por cento no grupo que recebeu a combinação de três fármacos e de 57,5 por cento para aqueles que receberam a combinação de cisplatina e 5-fluorouracil.
No geral, 80 por cento dos pacientes no grupo dos três fármacos respondeu à terapia, em comparação com um pouco mais de 59 por cento do grupo da combinação de cisplatina e 5-fluorouracil. Os pacientes no grupo dos três fármacos apresentaram mais infecções graves do que os do outro grupo.
A combinação dos três fármacos foi superior para os pacientes com cancros localmente avançados da laringe e hipofaringe, sendo que este tratamento poderá ajudar mais pacientes a evitar uma laringectomia total (remoção da caixa de voz).
Contudo, os investigadores do Centro Hospitalar Regional e Universitário de Tours acrescentaram que, como o estudo foi limitado a pacientes com apenas cancro da laringe e hipofaringe e especialmente delineado para a preservação do órgão, não se podem generalizar as descobertas a todos os cancros localmente avançados da cabeça e pescoço.
Isabel Marques
Fontes:
www.nlm.nih.gov/medlineplus/news/fullstory_82133.html
Rebentos de brócolos podem ajudar a prevenir cancro do estômago
Os rebentos de brócolos frescos contêm muito sulforafano, um bioquímico natural que parece despoletar a produção de enzimas nos intestinos que protegem contra os radicais de oxigénio, químicos que danificam o ADN, e a inflamação.
Num artigo publicado na “Cancer Prevention Research”, os investigadores descobriram que consumir cerca de 70 gramas diariamente de brócolos bebés pode ajudar a afastar alguns problemas de saúde graves.
O Dr. Jed Fahey, bioquímico nutricional da Faculdade de Medicina da Universidade Johns Hopkins, referiu que identificaram um alimento que, se ingerido regularmente, pode potencialmente ter um efeito protector contra a causa de muitos problemas gástricos e talvez até, em última instância, ajudar a prevenir o cancro do estômago.
Já se sabe há muito que o sulforafano é um potente antibiótico contra a Helicobacter pylori, uma bactéria que provoca gastrites, úlceras e cancro do estômago, mas este é o primeiro ensaio que demonstra os efeitos do composto em humanos.
O Dr. Fahey explicou que os rebentos de brócolos têm uma concentração muito maior de sulforafano do que os brócolos maduros.
No estudo, 25 pessoas no Japão, que estavam infectadas com Helicobacter pylori, consumiram 70 gramas de rebentos de brócolos durante dois meses. Outras 25 pessoas também infectadas consumiram uma quantidade equivalente de rebentos de alfalfa, que não contêm sulforafano.
O investigador referiu que se sabe que uma dose de algumas gramas por dia de brócolos é suficiente para elevar as enzimas protectoras do organismo, sendo que este é o mecanismo através do qual se pensa que ocorram muitos dos efeitos quimioprotectores.
Além disso, o facto dos níveis de infecção e inflamação terem sido reduzidos sugere que a probabilidade de se sofrer gastrites, úlceras e cancro é possivelmente mais baixa.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) classifica a Helicobacter pylori como cancerígena, sendo que esta bactéria afecta vários milhares de milhões de pessoas, ou cerca de metade da população mundial, estando associada a úlceras do estômago, que frequentemente são tratadas com antibióticos.
Isabel Marques
Fontes:
www.reuters.com/article/healthNews/idUSTRE5351BT20090406
Níveis de selénio podem ter impacto no risco da doença arterial periférica
A doença arterial periférica ocorre quando as artérias das pernas se tornam mais estreitas ou entupidas com depósitos de gordura, reduzindo o fluxo sanguíneo, levando a cãibras nas pernas e dificuldade em andar.
Neste estudo, o Dr. Eliseo Guallar, da Faculdade de Saúde Pública da Universidade Johns Hopkins, em Baltimore, e colegas descobriram que a probabilidade de sofrer de doença arterial periférica diminuiu à medida que os níveis de selénio aumentavam, mas que o risco da doença depois aumentou ligeiramente para as pessoas com os níveis mais elevados de selénio.
Os investigadores salientaram na “American Journal of Epidemiology” que a doença arterial periférica é um marcador importante de aterosclerose (endurecimento das artérias) por todo o corpo.
Embora existam algumas evidências de que os níveis de selénio estão relacionados com o risco de doença cardíaca, é questionável se consumir mais selénio poderá ser benéfico.
Assim, os investigadores observaram 2062 homens e mulheres, com 40 anos ou mais, e compararam os níveis de selénio no sangue ao índice tornozelo/braço (comparação entre a pressão arterial do braço e do tornozelo), um teste geralmente utilizado para a DAC.
Quando os investigadores dividiram os participantes por quarto grupos com base nos níveis de selénio, descobriram que aqueles com os segundos níveis mais baixos tinham 25 por cento menos probabilidade de ter DAC do que aqueles com os níveis mais baixos.
Para as pessoas no quartil dos segundos níveis mais altos, o risco de DAC eram 42 por cento mais baixos do que aquelas com menos selénio. Os participantes com os níveis mais elevados de selénio tinham um risco 33 por cento menor de DAC do que aqueles com os níveis mais baixos.
Os investigadores descobriram que o risco de doença arterial periférica decrescia à medida que os níveis de selénio subiam até 150-160 ng/mL e depois começava a aumentar nas pessoas com níveis mais elevados de selénio.
Embora a relação não seja estatisticamente significativa, as descobertas sugerem que existe uma relação em forma de “U” entre os níveis de selénio e o risco de doença arterial periférica.
De acordo com a Reuters Health, os investigadores referiram que são necessários mais estudos para identificar os níveis ideais de selénio para reduzir o risco de doença cardíaca e outros tipos de doenças crónicas, nas populações com diferentes níveis de ingestão de selénio.
Isabel Marques
Fontes:
www.reutershealth.com/archive/2009/04/03/eline/links/20090403elin004.html
domingo, 5 de abril de 2009
Dados demonstram benefícios de tratamento precoce com anti-retrovirais para VIH
A investigadora principal, a Dra. Mari Kitahata, explicou que o tempo óptimo para iniciar a terapia em pacientes infectados com o VIH assintomáticos tem sido pouco claro, sendo que este estudo acrescenta evidências que apoiam uma iniciação precoce da terapia para melhorar a sobrevivência.
Os investigadores conduziram duas análises envolvendo mais de 17.500 pacientes assintomáticos com a infecção do VIH, que receberam cuidados médicos entre 1996 e 2005, que não tinham recebido tratamento anteriormente com anti-retrovirais.
Os pacientes foram classificados de acordo com a contagem de células T CD4+ quando iniciaram o tratamento. A primeira análise incluiu mais de 8300 pacientes, dos quais cerca de 2 mil iniciaram a terapia anti-retroviral com uma contagem de CD4+ entre as 351 e as 500 células por milímetro cúbico, enquanto os restantes adiaram a terapia até a contagem de CD4+ ter descido para 350 ou menos.
Os dados demonstraram que houve um aumento de 69 por cento do risco de morte para os pacientes que adiaram o tratamento.
A segunda análise envolveu mais de 9100 pacientes, dos quais cerca de 2200 iniciaram a terapia com uma contagem de CD4+ acima de 500. No grupo de pacientes que adiaram a toma de anti-retrovirais até a contagem de CD4+ ter descido para menos de 500, os resultados demonstraram que existia um aumento de 94 por cento do risco de morte.
As directrizes actuais recomendam que os pacientes com uma contagem de CD4+ abaixo de 350 iniciem a terapia anti-retroviral, enquanto que a decisão de tratar os pacientes com níveis mais elevados de CD4+ é deixada à discrição do médico.
A Dra. Kitahata sublinhou que pensa que os dados são fortes o suficiente para se iniciar a terapia, nos pacientes que estão prontos e dispostos, quando a contagem de CD4+ esteja acima de 500 e certamente entre 350 e 500.
Isabel Marques
Fontes:
www.firstwordplus.com/Fws.do?articleid=842149F8995541DBA0F77D2E145B05B3
Clopidogrel mais aspirina reduz risco de AVC em pacientes com fibrilhação auricular
De acordo com a First Word, o ensaio envolveu 7554 pacientes com fibrilhação auricular e com, pelo menos, um factor de risco de acidente vascular cerebral (AVC), que receberam clopidogrel, uma vez por dia, em combinação com aspirina, ou aspirina isoladamente, para prevenir a primeira ocorrência de um evento vascular major.
Após um seguimento médio de 3,6 anos, os resultados demonstraram que os pacientes tratados com clopidogrel apresentaram uma redução significativa de 11 por cento dos eventos vasculares e uma redução significativa de 28 por cento da incidência de AVC.
O estudo, apresentado na conferência do Colégio Americano de Cardiologia, também revelou que o grupo que recebeu a combinação de clopidogrel e aspirina apresentou taxas significativamente mais elevadas de sangramento e hemorragia intracraniana, mas demonstrou que não houve aumentos significativos nas hemorragias fatais e AVC hemorrágico.
O investigador principal, o Dr. Stuart Connolly, sublinhou que para a maioria das pessoas um AVC é muito pior do que uma hemorragia, tendo acrescentado que para os pacientes com intolerância à varfarina, o clopidogrel mais aspirina fornece um benefício importante com um risco aceitável.
Em Portugal, o clopidogrel é comercializado como Plavix, Iscover, Clopidogrel Winthrop e Clopidogrel BMS, sendo utilizado para prevenir a formação de coágulos sanguíneos (trombos) que se formam em vasos sanguíneos endurecidos (artérias), um processo conhecido como aterotrombose, que pode conduzir a acidentes aterotrombóticos (tais como o acidente vascular cerebral, ataque cardíaco ou morte).
Isabel Marques
Fontes:
www.firstwordplus.com/Fws.do?articleid=20A6A3C95E3D4AC7AF075470C1FA877A
Bebidas são um factor importante no aumento de peso
O estudo revelou que a perda de peso estava associada, de forma positiva, a uma redução do consumo de calorias liquidas, tendo um impacto ainda mais forte do que uma redução de calorias sólidas.
"Tanto as calorias liquidas como sólidas estavam associadas a alterações do peso, mas uma redução das calorias liquidas demonstrou um alteração significativa na perda de peso durante o período de seis meses de acompanhamento após o terminar do estudo", afirmou Benjamin Caballero, um dos investigadores.
"Uma redução de calorias liquidas correspondeu a uma perda de peso de 0,25kg durante o período de 6 meses, e 0,24kg passados 18 meses. Entre bebidas açucaradas, cortar apenas um dos consumos estava associada a uma perda de 0,5kg", acrescentou ainda Caballero.
O investigador adiantou que entre os sete tipos de bebidas examinadas, as açucaradas eram as únicas que tinham um impacto significativo na redução de peso.
Pedro Santos
http://www.upi.com/Health_News/2009/04/03/Beverages-a-factor-in-weight-gain/UPI-73541238778339/
sexta-feira, 3 de abril de 2009
Sintomas de ataques cardíacos podem ser diferentes nas mulheres
Dores no peito, falta de ar, e uma forte dor no pescoço, costas, mandíbula e braços são alguns dos sintomas clássicos de um ataque cardíaco, identificados pela maioria das pessoas.
Um estudo financiado pelo Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos descobriu que as mulheres têm maiores probabilidades de apresentar sintomas atípicos de ataques cardíacos.
Os investigadores analisaram mais 500 pacientes cardíacas, verificando que nas semanas que antecederam aos ataques, 70% das pacientes afirmaram ter uma forte e inexplicável fadiga, 48% relataram ter distúrbios de sono, e pouco mais de metade afirmou ter falta de ar, indigestão e ansiedade.
Mais de 50% tiveram falta de ar e fraqueza durante o ataque, e um pouco mais de metade teve grande fadiga, frio abundante e vertigens.
Verificou-se, assim, que as mulheres podem experimentar sintomas que não são tipicamente associados a ataques do coração, e que podem surgir semanas antes do evento verdadeiro.
A Associação Americana do Coração deixou ainda o alerta que a dor no peito é o aviso mais comum em ambos os sexos, e embora os homens também possam apresentar sintomas atípicos, as mulheres devem ficar especialmente atentas a eles.
Pedro Santos
http://saude.sapo.pt/artigos/noticias_actualidade/ver.html?id=987858
Ácidos gordos encontrados no peixe podem ajudar a reduzir tumores
Investigadores egípcios relataram que um ácido gordo ómega-3 encontrado nos óleos de peixe reduziu o tamanho dos tumores em ratos e fez com que a quimioterapia fosse mais potente, enquanto limitou os seus efeitos prejudiciais.
As descobertas, publicadas na “Cell Division”, da BioMed Central, acrescentam evidências que demonstram um leque de benefícios para a saúde do consumo de ácidos gordos encontrados nos alimentos como o salmão.
O Professor A.M. El-Mowafy e colegas da Universidade de Mansoura, no Egipto, observaram a forma como um ácido gordo ómega-3, denominado ácido docosahexanóico (DHA), afectou o crescimento dos tumores em ratos e quão bem interagiu com um fármaco de quimioterapia, denominado cisplatina.
O Professor El-Mowafy referiu que os resultados sugerem um regime terapêutico novo e produtivo na gestão de tumores sólidos baseado na combinação da cisplatina e possivelmente outras quimioterapias com DHA.
De acordo com a Reuters Health, o investigador acrescentou ainda que o DHA obteve efeitos quimiopreventivos proeminentes por si só e aumentou também consideravelmente os efeitos da cisplatina.
Em Março, investigadores norte-americanos demonstraram que uma dieta rica de ácidos gordos ómega-3, o tipo encontrado em peixes como o salmão, carapau, arenque e sardinhas, protege contra o cancro da próstata avançado, mesmo em homens com maior risco da doença.
Os ácidos gordos, também encontrados em alimentos como as nozes e os vegetais de folha verde, têm demonstrado providenciar efeitos anti-inflamatórios e têm sido relacionado com um menor risco de doença cardíaca.
Neste estudo, a equipa do Professor El-Mowafy descobriu que, a nível molecular, o DHA reduziu a acumulação de glóbulos broncos, inflamação sistémica e uma doença perigosa marcada pela diminuição dos níveis de antioxidantes, sendo que todas estas questões têm sido relacionadas com o crescimento dos tumores.
Esta investigação também demonstrou que os ácidos gordos reduziram a toxicidade e a danificação dos tecidos dos rins provocados pela quimioterapia.
Isabel Marques
Fontes:
www.reutershealth.com/archive/2009/04/02/eline/links/20090402elin010.html
Hepatite B: novas terapêuticas entram no mercado
Após aprovação do Infarmed, as novas orientações terapêuticas para o tratamento da hepatite B entraram no mercado farmacêutico hospitalar. Um medicamento antiviral como tratamento de primeira linha está na base destas terapêuticas ditas inovadoras - o Viread (tenofovir disoproxil fumarate) da biofarmacêutica Gilead Sciences.
A avaliação da Autoridade Nacional do Medicamento e de Produtos de Saúde (Infarmed) comprovou o valor terapêutico acrescentado deste medicamento de toma oral e uma relação custo-benefício favorável, face às restantes alternativas terapêuticas, estimando uma poupança anual de 1 500 euros ano por doente em tratamento nos hospitais.
As novas terapêuticas - definidas pela European Association Studies for the Study of the Liver (EASL) e com autorização de introdução de mercado (AIM) atribuída pela Comissão Europeia desde Abril de 2008 – apresentam-se como tratamentos preferenciais para doentes que apresentem falência a outros tratamentos prévios por resistência a outros fármacos, uma das situações mais frequentes nos tratamentos alternativos.
No relatório do Infarmed lê-se que o Viread "está indicado para tratamento de hepatite B crónica, em adultos com doença hepática compensadas com evidência de replicação viral activa e histológica de inflamação activa e/ou fibrose”.
Raquel Garcez
Fonte: Infarmed
VIH: Descoberta molécula eficaz contra vírus resistente
Um estudo inglês sugere que a molécula D-1mT pode ser usada juntamente com a terapia anti-retroviral para travar a replicação do vírus da imunodeficiência humana (VIH).
Segundo os especialistas do Colégio Imperial de Londres, a investigação testou a eficácia da molécula D-1mT em macacos infectados com o vírus da imunodeficiência símia (VIS), que é semelhante à humana (VIH), noticia o site Bio-Medicine.
Os investigadores explicaram que, após seis dias de tratamento, apenas três dos macacos apresentavam níveis detectáveis de VIS, e após 13 dias foram detectados reduzidos vestígios de SIV em dois dos animais.
A equipa de cientistas acredita, os resultados do estudo poderão conduzir à criação de um novo fármaco contra o VIH, que embora ainda esteja em fase de testes, poderá ser a solução para as pessoas infectadas com o vírus da sida que não respondem à terapia tradicional anti-retroviral.
“Necessitamos de entender o funcionamento da D-1mT para podermos pensar em desenvolvê-la enquanto um potencial tratamento para o VIH”, rematou Adriano Boasso, um dos autores do trabalho.
Raquel Garcez
Fonte: http://www.bio-medicine.org/biology-news-1/Potential-new-HIV-drug-may-help-patients-not-responding-to-treatment-7779-3/
quinta-feira, 2 de abril de 2009
Meningite: nova vacina disponível em breve
A nova vacina contra a Doença Pneumocócica Invasiva (DPI) vai estar disponível em Portugal a partir de 9 de Abril. Portugal será o primeiro país europeu onde a vacina é lançada.
Chama-se Synflorix e pertence aos laboratórios da GlaxoSmithKline. A nova vacina pneumocócica pediátrica obteve esta semana a autorização da Agência Europeia do Medicamento (EMEA) e é, dia 03 de Abril, apresentada no Porto.
A vacina propõe-se a actuar contra doenças potencialmente fatais como a meningite e a pneumonia bacteriémica, bem como contra infecções do ouvido médio.
De acordo com um comunicado da GSK, a Synflorix "está indicada para a imunização activa contra a doença invasiva e a otite média aguda (OMA) causadas por Streptococcus Pneumoniae em bebés e crianças com idades compreendidas entre as seis semanas e os dois anos de idade e será comercializada a um preço de cerca de 70 euros (cada doze)".
A GSK informa ainda que a nova vacina, que protege contra 10 serotipos da DPI, "irá proporcionar uma cobertura contra três das principais estirpes pneumocócicas (serotipos 1, 5 e 7F) além dos sete serotipos (4, 6B, 9V, 14, 18C, 19F, 23F) que tem em comum com a vacina existente (Prevenar)".
Na Europa, cerca de um em cada três casos de doença pneumocócica em crianças pequenas não era prevenido, uma vez que, estas doenças são causadas por serotipos bacterianos não abrangidos pela vacina pneumocócica conjugada actualmente disponível no mercado (Prevenar).
Segundo a nota de imprensa, os especialistas em Pediatria consideram que estão criadas as condições para que a ministra da Saúde, em conjunto com a Comissão Técnica de Vacinação, decida inclui-la no Plano Nacional de Vacinação, dando assim "igualdade de oportunidades a todas as famílias".
Raquel Garcez
Fonte: Comunicado GSK
Comprimido múltiplo pode ajudar a combater doenças cardiovasculares
O Dr. Koon Teo, da Universidade McMaster, em Hamilton, no Ontário, referiu que este comprimido múltiplo poderá ajudar a reduzir os eventos cardiovasculares em mais de 80 por cento nas pessoas saudáveis.
Num ensaio em 50 centros na Índia, 2053 pessoas sem doença cardiovascular, com idades entre os 45 e os 80 anos e com um factor de risco, como a obesidade, pressão sanguínea alta ou mau colesterol, receberam aleatoriamente este policomprimido. O comprimido era composto por doses reduzidas de diversos fármacos: 12,5 miligramas (mg) de tiazida, 50 mg de atenolol, 5 mg de ramipril, 20 mg de sinvastatina e 100 mg de aspirina por dia.
Os participantes foram distribuídos por oito grupos, cada um com cerca de 200 indivíduos, tendo cada grupo recebido aspirina isoladamente, sinvastatina isoladamente, hidroclorotiazida isoladamente, três combinações de dois fármacos para baixar a pressão sanguínea, três fármacos para baixar a pressão sanguínea isoladamente ou três fármacos para baixar a pressão sanguínea mais aspirina.
As descobertas publicadas na “The Lancet” revelaram que, comparativamente com os grupos que não receberam fármacos para baixar a pressão sanguínea, o policomprimido reduziu a pressão sanguínea sistólica em 7,4 mm Hg e a diastólica em 5,6 mm Hg, o que foi semelhante à utilização de três fármacos para baixar a pressão sanguínea, com ou sem aspirina.
Isabel Marques
Fontes:
www.upi.com/Health_News/2009/03/31/Polypill_combines_heart_medications/UPI-41661238476126/
http://ecodiario.eleconomista.es/salud/noticias/1134070/03/09/Anuncian-una-pildora-milagrosa-contra-las-enfermedades-cardiovasculares.html
Tratamentos para o cancro alteram gosto por alimentos
Uma análise de diversos estudos foi publicada no Journal of Supportive Oncology, incluindo formas de ajudar a melhorar o gosto e anomalias odoríferas nos pacientes com cancro. Entre as sugestões estava o consumo reduzido de alimentos que têm um gosto "metálico", como a carne vermelha, o café ou o chá, consumir mais alimentos ricos em proteínas, praticar uma boa higiene oral, e utilizar agentes estimuladores de produção de saliva, como pastilhas sem açúcar.
Glenn Lesser, oncologista da Wake Forest University Baptism Medical Center, afirmou que a equipa de investigadores incluía engenheiros ambientalistas e biomédicos, bem como cientistas especialistas em alimentos.
"Os oncologistas que compreendem os diversos tipos e causas do sabor e anomalias podem estar mais bem preparados para discutir e enfatizar estes efeitos secundários negativos", afirmaram os autores do estudo em comunicado.
"Alternar o gosto e o olfacto nos pacientes é um assunto que tem vindo a ser descurado em comparação com outros aspectos nas pesquisas relacionadas com o cancro", pode ler-se ainda no mesmo.
Pedro Santos
http://www.upi.com/Health_News/2009/04/01/Cancer_treatment_affects_taste_of_food/UPI-51171238636698/
Uma dose de álcool por dia baixa risco de morte
Pesquisas anteriores já haviam revelado que era benéfico o consumo moderado de álcool para a saúde, embora não o tivessem especificado.
O novo estudo, publicado no The Journal of the American Geriatrics Society, analisou mais de 12 mil pessoas durante o período de quatro anos, tendo concluído que o consumo moderado de álcool estava associado a uma redução de 28% no risco de mortalidade comparativamente ao consumo nulo.
Consumir uma ou menos doses por semana não apresentava quaisquer benefícios, e aqueles que consumiam mais de três doses por dia aumentavam os seus riscos em 11%.
"Há outras coisas boas que se pode fazer e que oferecem menos possibilidades de causar danos, como fazer mais exercícios", afirmou Sei J. Lee, principal autor do estudo e geriatra do Veterans Affairs Medical Center em São Francisco, Estados Unidos, acrescentando ainda não estar preparado para aconselhar os abstinentes de álcool a começar a beber.
Pedro Santos
http://saude.sapo.pt/artigos/noticias_actualidade/ver.html?id=987663
Diabéticos podem precisar de mais cálcio juntamente com fibras
Os investigadores observaram que, quando 13 diabéticos duplicaram a ingestão de fibras, os participantes começaram a excretar menos cálcio através da urina, um sinal de que a absorção de cálcio pelo organismo diminuiu.
Sabe-se que as fibras ajudam a reduzir o colesterol, a melhorar o controlo do açúcar no sangue e a manter a regularidade intestinal, sendo que os adultos são aconselhados a consumir aproximadamente 25 gramas ou mais por dia.
Contudo, os investigadores relataram na “Diabetes Care” que estas últimas descobertas sugerem que uma pior absorção de cálcio pode ser o resultado do aumento do consumo de fibras.
O investigador principal, o Dr. Abhimanyu Garg, do Centro Médico Southwestern, da Universidade do Texas, em Dallas, referiu que, como mais cálcio equivale a uma melhor saúde óssea, os investigadores recomendam que as pessoas a seguir dietas ricas em fibras consultem o seu médico sobre aumentar também a ingestão de cálcio, de modo a retirarem o maior beneficio de ambos.
O investigador acrescentou que é importante consultar primeiro um médico ou nutricionista, porque o cálcio em excesso pode provocar pedras nos rins.
As descobertas basearam-se no estudo de 13 adultos de meia-idade e mais velhos com diabetes tipo 2, que consumiam 50 gramas de fibras por dia durante seis meses, seguidos por 24 gramas por da durante mais seis meses.
De acordo com a Reuters Health, a equipa de investigadores descobriu que, quando os pacientes consumiam a dieta mais elevada em fibras, a excreção de cálcio diminuía. Alguns estudos têm sugerido que as fibras alimentares se ligam a determinados minerais, formando “complexos” que não podem ser absorvidos.
O Dr. Garg sugere que as pessoas tentem ingerir alimentos que fornecem tanto fibras como cálcio, tais como espinafres, brócolos, figos, papaia, feijões e alcachofras.
Isabel Marques
Fontes:
www.reutershealth.com/archive/2009/04/01/eline/links/20090401elin002.html
Oxicodona pode ajudar a aliviar dores agudas do herpes zoster
O estudo, publicado na revista científica “Pain”, avaliou diferentes métodos de aliviar a dor durante um episódio de herpes zoster, uma infecção que produz erupções cutâneas muito dolorosas, constituídas por bolhas (vesículas) cheias de líquido, que muitos pacientes referiram ser a pior que alguma vez experienciaram.
O investigador principal, o Dr. Robert Dworkin, do Centro Médico da Universidade de Rochester, e colegas estudaram 87 pacientes com herpes zoster em Rochester e Houston. Os participantes foram divididos em três grupos e receberam oxicodona, gabapentina ou placebo.
Os pacientes, cuja média de idades era de 66 anos, sofriam de dor moderada a grave. Todos os pacientes também receberam medicação anti-viral, que é o tratamento standard para os pacientes com esta infecção.
De acordo com a United Press International, os investigadores referiram que os pacientes que receberam oxicodona tinham duas vezes mais probabilidade de experienciar uma redução significativa da dor, pelo menos, uma diminuição de 30 por cento, em comparação com os pacientes que tomaram placebo.
Embora a medicação tenha sido efectiva, cerca de um terço dos participantes saiu do estudo, principalmente devido a problemas de obstipação.
O Dr. Dworkin revelou que os investigadores ficaram surpreendidos com o facto da gabapentina não ter parecido útil no tratamento da dor.
O herpes zoster é causado pela reactivação do vírus da varicela (vírus varicela-zoster) em latência. A infecção inicial pelo vírus varicela-zoster, que pode adoptar a forma de varicela, termina com a penetração dos vírus nos gânglios (uma aglomeração de células nervosas) dos nervos espinhais ou cranianos, permanecendo ali em estado latente. O herpes zoster fica sempre limitado à distribuição cutânea da raiz ou raízes nervosas afectadas (dermatomas).
O vírus do herpes zoster pode não voltar a produzir sintomas ou então só reactivar-se muitos anos depois. Se isso ocorrer, reproduz-se a doença. Por vezes, tem lugar quando a imunidade do organismo diminui em virtude de outra perturbação, como a SIDA ou a doença de Hodgkin, ou por medicações que debilitem o sistema imunitário. Na maioria dos casos desconhece-se a causa da reactivação.
O aparecimento do herpes zoster nem sempre significa que exista alguma doença grave subjacente. Pode ocorrer em qualquer idade, mas é mais frequente depois dos 50 anos.
Isabel Marques
www.upi.com/Health_News/2009/03/31/Oxycodone_may_ease_acute_pain_of_shingles/UPI-77051238557610/
www.manualmerck.net/?url=/artigos/%3Fid%3D212%26cn%3D1795
quarta-feira, 1 de abril de 2009
Ácido lipóico pode ajudar a reduzir triglicerídeos
O Dr. Regis Moreau, do Instituto Linus Pauling, da Universidade Estatal do Oregon, referiu que o ácido lipóico é um composto natural encontrado em baixos níveis em alguns alimentos, incluindo carne vermelha e vegetais de folha verde. Sabe-se que o ácido lipóico influencia a absorção de glicose e baixa a glicose no sangue ao aumentar o seu transporte para o músculo esquelético.
O estudo em animais de laboratório, publicado na “Archives of Biochemistry and Biophysics”, descobriu que os suplementos de ácido lipóico baixaram os níveis de triglicerídeos até 60 por cento.
O Dr. Moreau referiu que a extensão da redução dos triglicerídeos foi realmente drástica, sendo que os investigadores não esperavam que fosse tão profunda.
O investigador acrescentou que o potencial é bom, sendo que esta pode tornar-se noutra forma de baixar os triglicerídeos no sangue e ajudar a reduzir o risco de aterosclerose.
Até há cerca de 10 anos, os elevados níveis de triglicerídeos no sangue, basicamente uma forma de gordura, não eram considerados tão significativos como o colesterol na previsão da aterosclerose, normalmente referida como o endurecimento das artérias, e doença cardíaca.
O investigador referiu que essa perspectiva alterou-se e que a maioria dos especialistas agora encara os triglicerídeos como um terceiro factor de risco importante para a aterosclerose, juntamente com os níveis de colesterol.
Isabel Marques
Fontes:
www.upi.com/Health_News/2009/03/31/Lipoic_acid_may_lower_triglycerides/UPI-20901238558114/
Reacção alérgica ao clopidogrel é tratável
Os investigadores do Hospital Universitário Thomas Jefferson, na Filadélfia, seguiram 24 pacientes que desenvolveram alergias ao clopidogrel, após terem sido submetidos a um implante de stent coronário.
Oitenta e oito por cento dos pacientes foram capazes de continuar o tratamento com o clopidogrel sem interrupções, após terem sido tratados com anti-histamínicos e um curto tratamento com esteróides.
Os investigadores, o Dr. Michael P. Savage e a Dra. Kimberly L. Campbell, referiram que este é um estudo muito importante para muitos pacientes cardíacos, mas especialmente para aqueles que têm stents.
Todos os pacientes que recebem um stent têm de tomar clopidogrel para ajudar a prevenir uma trombose de stent, que é a formação de coágulos no stent. Isto coloca obviamente graves problemas se o paciente sofrer uma reacção alérgica à medicação.
O Dr. Savage referiu que descontinuar a toma do fármaco pode levar a um ataque cardíaco, que pode ser fatal, sendo requerido àqueles que têm um stent revestido com um fármaco receber o clopidogrel durante, pelo menos, um ano.
O investigador acrescentou que, na realidade, os seus pacientes com stents revestidos com um fármaco recebem o clopidogrel durante uma média de 17 meses, em comparação com o mínimo de um ano, sublinhando que isto é muito tempo para se estar sem uma medicação que pode salvar a vida.
O clopidogrel, que é comercializado em Portugal como Plavix, Iscover, Clopidogrel BMS, e Clopidogrel Winthrop, é utilizado para prevenir a formação de coágulos sanguíneos (trombos) que se formam em vasos sanguíneos endurecidos (artérias), um processo conhecido como aterotrombose, que pode conduzir a acidentes aterotrombóticos, tais como o acidente vascular cerebral (AVC), ataque cardíaco ou morte.
Isabel Marques
Fontes:
www.upi.com/Health_News/2009/03/31/Plavix_allergic_reaction_treatable/UPI-27201238551298/
Cerca de 4 mil medicamentos baixam de preço
A medida surgiu esta quarta-feira, dia 1 de Abril, anunciada pelo Ministério da Saúde, afirmando que a grande maioria dos medicamentos tem agora uma redução de preço entre 33 e 52%.
"Isto abrange muitos dos medicamentos mais utilizados na patologia de longa duração e muitos deles correspondem aos mais vendidos e mais usados em 2008", afirmou a ministra Ana Jorge, esclarecendo ainda que dos 75 milhões de euros que se estima poupar com esta redução, 31 milhões dizem respeito ao Estado, 20 milhões aos cidadãos e os restantes 24 a medicamentos prescritos em sub-sistemas de Saúde.
Relativamente a uma possível reacção do mercado dos medicamentos de marca a esta redução, Ana Jorge lembrou que estas diminuições são feitas no âmbito de um acordo e legislação discutida com a indústria farmacêutica há três anos. "A baixa de preços poderá facilitar um maior acesso aos medicamentos", afirmou a titular da pasta da Saúde, acrescentando ainda que o número de vendas poderá ter facilidade em aumentar.
Esta é a terceira fase da revisão transitória de preços, prevista em legislação aprovada em 2007. Em Portugal os preços passaram a ser calculados segundo a base da média dos valores praticados nos quatro países de referência, nomeadamente Espanha, Grécia, Itália e França, tendo passado a ser obrigatória a revisão anual dos preços com base nesta comparação.
Pedro Santos
Fonte: Agência Lusa
Mortes por cancro colo-rectal podem ser prevenidas
"Apesar do cancro colo-rectal ser a segunda causa de morte a nível de cancro nos Estados Unidos, é também o tipo de cancro que pode ser prevenido mais facilmente", afirmou Randolph Hecth, da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos.
O investigador e os seus colegas afirmaram que quaisquer sintomas persistentes, detectados no sangue, fezes, perda de peso, dores abdominais, entre outros, devem ser comunicados ao médico.
A equipa de cientistas aconselha ainda o exame à próstata a partir dos 50 anos de idade. No entanto, aqueles com historial da doença na família devem mesmo começar a prevenção mais cedo.
Outros factores, como a baixa actividade física e uma dieta rica em gorduras e pobre em fibras, também aumentam a probabilidade de desenvolver cancro colo-rectal.
O cancro colo-rectal é segundo cancro de maior incidência na Europa e o segundo de maior incidência e mortalidade em Portugal, onde afecta mais de 80 mil pessoas.
Pedro Santos
http://www.upi.com/Health_News/2009/03/31/Death_from_colon_cancer_preventable/UPI-30141238477192/
http://www.roche.pt/sites-tematicos/quimioterapia-oral/index.cfm/noticias/factos-sobre-o-cancro-colo-rectal/
http://diario.iol.pt/sociedade/cancro-mortalidade-estudo-cancro-colorectal-doenca/996828-4071.html
Detecção precoce do cancro do cólon pode reduzir mortalidade em 30%
O Dr. Randolph Hecht, da Universidade da Califórnia, em Los Angeles, e colegas revelaram que quaisquer sintomas persistentes, como sangue nas fezes, uma alteração dos hábitos intestinais, perda de peso, dores abdominais, devem ser relatados ao médico.
Os investigadores aconselham que as pessoas que têm um risco normal comecem a fazer rastreios regulares ao cancro do cólon a partir dos 50 anos. Contudo, aquelas que têm um historial pessoal ou familiar de cancro do cólon, outros cancros ou doença inflamatória do intestino devem falar com o médico sobre começar o rastreio mais cedo.
De acordo com a responsável da Direcção de Prevenção do Instituto Catalão de Oncologia, Mercè Peris, os principais factores de risco são as dietas ricas em gorduras e pobres em frutas e verduras, o tabaco, a falta de exercício físico e o sedentarismo.
O cancro do cólon pode desenvolver-se durante meses sem produzir incómodos, pelo que os especialistas defendem a necessidade de programas de detecção precoce.
Para reduzir o risco de cancro do cólon, o Dr. Hecht sugere manter um peso saudável através de uma dieta baixa em gordura que inclua verduras, que contêm folato, e outros vegetais, cereais integrais, nozes e feijões, que forneçam 25 a 30 gramas de fibra por dia; consumir moderadamente bebidas alcoólicas e deixar de fumar, pois o álcool e o tabaco em conjunto estão ligados a cancros gastrointestinais; e exercício físico, pelo menos, 20 minutos, três a quatro das por semana.
Isabel Marques
Fontes:
www.upi.com/Health_News/2009/03/31/Death_from_colon_cancer_preventable/UPI-30141238477192/
http://ecodiario.eleconomista.es/salud/noticias/1135168/03/09/La-deteccion-precoz-del-cancer-de-colon-puede-reducir-la-mortalidad-un-30.html
Diagnóstico precoce pode evitar maioria dos casos de cancro oral
De acordo com este perito, oito em cada 100 mil pessoas sofrem de cancro oral, sendo a falta de tempo e as longas listas de espera o que faz com que, na maioria dos casos, não se diagnostiquem a tempo estas lesões, que podem chegar a ser fatais.
Esta doença aparece principalmente na língua e no céu-da-boca, o que facilita a sua detecção precoce por parte de um especialista, sem necessidade de intervenção. Desta forma, o Dr. Schoendorff insiste que a prevenção destes tumores deve ser a base do tratamento, pois, como são tumores de progressão local, se forem diagnosticados precocemente a sobrevivência dos pacientes aumenta de forma exponencial.
A população com maior risco são os pacientes que fumam e que bebem, sendo mais frequente em homens de meia-idade. Os pacientes com deficiências nutricionais, como falta de ferro ou vitamina A, pertencem também ao grupo de risco, enquanto que as pessoas com traumatismos repetidos na boca também são propensos a sofrer degenerações tumorais e, por isso, estes casos devem ser cuidadosamente estudados e avaliados.
A lista de tratamentos para combater o cancro oral é muito ampla e eficaz, ainda que o êxito depende da situação em que se encontre o carcinoma. A quimioterapia e a radioterapia, assim como a remoção nos casos mais extremos, resultam efectivas para a cura total da doença. Posteriormente, poderá ser necessário realizar sessões de fisioterapia facial que ajudem o paciente para uma rápida reabilitação funcional.
Isabel Marques
Fontes:
http://ecodiario.eleconomista.es/salud/noticias/1136286/03/09/Nueve-de-cada-10-casos-de-cancer-oral-podrian-evitarse-con-el-diagnostico-precoz-de-la-enfermedad-segun-expertos.html
terça-feira, 31 de março de 2009
Dieta ocidental favorece cancro colo-rectal
A dieta ocidental é rica em carnes e gorduras, e pobre em hidratos de carbono complexos, como os amidos, sendo considerada como uma espécie de receita para o desenvolvimento do cancro colo-rectal.
As dietas ricas em carne produzem sulfureto, uma substância que reduz a acção das bactérias benéficas à saúde.
Stephen O'Keefe explicou que as pessoas que adoptam uma dieta rica em hidratos de carbono complexos, incluindo cereais, legumes, verduras e frutas, têm uma grande quantidade no intestino de firmicutes, um tipo de bactérias que utilizada resíduos de amido e proteínas no cólon para fabricar ácidos gordos de cadeira curta e vitaminas como o folato e a biotina, que mantêm a saúde do órgão.
O cancro colo-rectal é a segunda maior causa de morte oncológica entre adultos no mundo ocidental, atrás apenas do de pulmão.
Pedro Santos
http://saude.sapo.pt/artigos/noticias_actualidade/ver.html?id=987381
Fármaco oncológico cediranib pode ajudar a combater tumores cerebrais
Os investigadores referiram que o cediranib ajudou a parar a acumulação de fluido provocada pelo glioblastoma e ajudou os ratos com tumores cerebrais a viver mais tempo.
Tanto o cediranib como o Avastin são terapias delineadas para privar os tumores de alimento impedindo-os de formar vasos sanguíneos, um processo denominado anti-angiogénese.
O Dr. Rakesh Jain e colegas do Hospital Geral de Massachusetts testaram o fármaco em ratos e descobriram que este encolhia os vasos sanguíneos que tinham crescido para alimentar o tumor, fazendo também com que parassem de verter.
O artigo publicado na “Journal of Clinical Oncology” revelou que isto reduziu um tipo de inchaço chamado edema e, embora os tumores continuassem a crescer, os ratos tratados viveram mais tempo do que os ratos que não receberam o fármaco.
O Dr. Jain referiu que as descobertas sugerem que a terapia anti-angiogénese pode aumentar a sobrevivência dos pacientes, mesmo na presença de um crescimento persistente do tumor.
Contudo, o investigador referiu que o fármaco ainda está longe da perfeição no combate ao glioblastoma, o tipo mais agressivo de tumor cerebral, que mata cerca de 10 mil pessoas todos os anos.
Isabel Marques
Fontes:
www.reuters.com/article/healthNews/idUSTRE52T7A820090330
Bebidas quentes podem aumentar o risco de cancro
A teoria, segundo os cientistas, pode explicar o aumento do risco de cancro no esófago entre populações fora do Ocidente.
O cancro do esófago é responsável por mais de 500 fatalidades a nível mundial anualmente, sendo o carcinoma das células escamosas do esófago o tipo mais comum.
O tabaco e o álcool são os factores principais ligados ao desenvolvimento da doença na Europa e nos países da América. As razões que levam ao resto das populações a nível mundial a apresentarem elevadas taxas da doença são, no entanto, desconhecidas, apesar de já existir uma teoria que liga o consumo de bebidas demasiado quentes a danos no revestimento interno do esófago.
"O mecanismo pelo qual o calor promove o desenvolvimento de tumores leva à necessidade de mais pesquisas, que devem receber um novo ímpeto a partir destas descobertas", afirmou David Whiteman, do Instituto de Pesquisa Médica de Queensland, Austrália, aconselhando as pessoas a esperarem alguns minutos antes de consumirem determinadas bebidas, como o chá ou o café.
Pedro Santos
http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2009/03/090327_bebidaquentecancerfn.shtml
segunda-feira, 30 de março de 2009
Estudo questiona benefícios a longo prazo de fármacos para hiperactividade
Um dos autores do estudo, o Dr. Brooke Molina, sublinhou que os dados não sustentam que as crianças que recebem a medicação durante mais de dois anos tenham melhores resultados do que as crianças que não a recebem durante esse período.
No estudo sobre o tratamento de crianças com PHDA foi administrada aleatoriamente uma de quatro opções de tratamento: tratamento com fármacos, fármacos mais terapia conversacional, terapia conversacional isoladamente ou cuidados médicos de rotina isoladamente.
Uma análise inicial de 14 meses, publicada em 1999, demonstrou que as crianças tratadas com estes fármacos demonstraram mais melhorias dos sintomas, em comparação com aquelas que receberam apenas terapia conversacional e cuidados de rotina.
Contudo, uma análise de seguimento em 2007 já não demonstrou diferenças no comportamento entre as crianças tratadas com este tipo de fármacos e aquelas que não o foram. Adicionalmente, os dados de 2007 indicaram que as crianças que tomaram fármacos para a PHDA, durante 36 meses, eram mais baixas e pesavam menos do que aquelas que não receberam os fármacos.
As últimas descobertas, publicadas na “Journal of the American Academy of Child and Adolescent Psychiatry”, incluem dados de um seguimento de oito anos e confirmaram que não existiam diferenças no comportamento a longo prazo entre os que tomaram os fármacos e os que não tomaram.
O investigador William Pelham concluiu que uma interpretação possível dos dados é que os fármacos para a Perturbação de Hiperactividade e Défice de Atenção são úteis a curto prazo, mas ineficazes a longo prazo.
Isabel Marques
Fontes:
www.firstwordplus.com/Fws.do?articleid=028885D6B89449669AFE5D8274D902AC
Cafeína reduz em 65% o risco de Alzheimer
Os investigadores da Universidade de Kuopio, na Finlândia, do Instituto Karolinska de Estocolmo, na Suécia, e da Universidade de Helsínquia, na Finlândia, constataram que os consumidores habituais de cafeína, entre três e cinco chávenas de café por dia, têm menos riscos de padecer de Alzheimer ou outra demência, em comparação com as pessoas que não consomem cafeína.
Uma amostra de 1 409 indivíduos permaneceu em observação durante uma média de 21 anos para determinar como a cafeína actuava no sistema neurológico com o passar dos anos.
Recentemente a Universidade de Barcelona publicou um estudo, que desenvolveu conjuntamente com o Instituto de Investigações Biomédicas August Pi i Sunyer, do Hospital Clínico de Barcelona, no qual realçou que a cafeína estimula o sistema nervoso central e melhora o tempo de resposta e rendimento em tarefas de memória a curto prazo.
Este estudo, que valoriza os efeitos da cafeína e do açúcar sobre o funcionamento do cérebro e do rendimento intelectual, utilizou provas neuropsicológicas estandardizadas e de imagens por ressonância magnética.
Isabel Marques
Fontes:
http://ecodiario.eleconomista.es/salud/noticias/1132156/03/09/La-cafeina-reduce-un-65-el-riesgo-de-Alzheimer.html
Diabetes: Calculadora online determina risco da doença
A página está disponível em www.qdscore.org, podendo ser consultada para prever o risco de desenvolver diabetes do tipo 2, uma doença que só em Portugal afecta cerca de um milhão de pessoas.
A calculadora é baseada em factores significativos de risco, como a idade, etnia, índice de massa corporal, tabagismo, nível sócio-económico, historial da doença na família, diagnóstico de doenças cardiovasculares, hipertensão e utilização de drogas esteróides.
Posteriormente os cientistas calcularam a importância relativa de cada um destes factores, incorporando-os numa fórmula que prevê com exactidão o risco de vir a desenvolver a doença durante o período de dez anos.
Para Julia Hippisley-Cox, autora do estudo, o código postal e a etnia eram específicos para os casos britânicos, mas que o algoritmo da fórmula pode oferecer uma noção precisa de qualquer forma, mesmo sem os outros factores.
A investigadora acrescentou ainda que para os que pensam estar em risco, a perda de peso e a prática de exercício físico são fundamentais.
Pedro Santos
http://saude.sapo.pt/artigos/noticias_actualidade/ver.html?id=987247
Estudo: Fármaco ezetimiba para o colesterol não aumenta o risco de cancro
Descobertas de um estudo de larga escala sugerem que o fármaco ezetimiba, comercalizado em Portugal como Adacai e Ezetrol, para baixar o colesterol, não aumenta o risco de cancro, contrariamente ao que referia um relatório recente.
De acordo com o mesmo estudo, estas descobertas também são verdadeiras para os fármacos que combinam ezetimiba e sinvastatina, comercializados em Portugal como Inegy e Vytorin.
Segundo a Reuters Health, num ensaio relatado no ano passado, a utilização de ezetimiba mais sinvastatina foi associada a uma taxa de cancro de 11 por cento, significativamente mais elevada do que a taxa de 8 por cento observada em pacientes que receberam placebo.
Esta descoberta provocou uma preocupação generalizada, mas faltavam dados de estudos que reflectissem como o fármaco é utilizado no mundo real, fora do ambiente controlado do ensaio clínico.
Um dos autores do estudo, o Dr. Richard H. Karas, da Faculdade de Medicina da Universidade Tufts, em Boston, referiu que a actual análise no mundo real não demonstra um aumento do risco nos pacientes que receberam ezetimiba ou ezetimiba mais sinvastatina para baixarem os níveis de colesterol.
As descobertas são provenientes de uma análise de todos os relatórios de cancro apresentados à agência norte-americana que regula os medicamentos (FDA), entre Julho de 2004 e Março de 2008, dos utilizadores de ezetimiba ou ezetimiba mais sinvastatina. As taxas de cancro documentadas nestes relatórios foram então comparadas às taxas de utilizadores de outros fármacos para baixar o colesterol.
Durante o período de quatro anos, foram prescritas 559 milhões de receitas para todos os fármacos estudados e foram apresentados 2 334 relatórios de cancro, segundo o artigo publicado na “Journal of Clinical Lipidology”.
O número de relatórios de cancro por um milhão de prescrições de ezetimiba foi de 2,9 e para prescrições de ezetimiba mais sinvastatina foi de 1,3. Para os outros fármacos, os números variaram entre 3,1 e 5,1.
Aproximadamente, 2 por cento de todos os relatórios de efeitos secundários estavam relacionados com cancro. Para os outros fármacos, esta percentagem variou entre 1,3 e 3,9 por cento.
Conjuntamente, estas descobertas sugerem que o risco de cancro com a utilização de ezetimiba ou ezetimiba mais sinvastatina não é maior do que o risco observado com outro fármaco para baixar o colesterol.
Isabel Marques
Fontes:
www.reutershealth.com/archive/2009/03/27/eline/links/20090327elin026.html
Investigadores testam tratamento para aumento de peso provocado por antipsicóticos
O ensaio clínico aleatório e controlado por placebo, publicado na “Biological Psychiatry”, avaliou a adição ao tratamento do fármaco modafinil, actualmente utilizado para aumentar o estado de vigília nas pessoas com distúrbios do sono.
Todos os participantes do estudo, voluntários normais, receberam olanzapina, um fármaco normalmente utilizado para tratar distúrbios psicóticos. Metade dos participantes também recebeu tratamento com modafinil, enquanto a outra metade recebeu placebo.
Após três semanas, embora o Índice de Massa Corporal (IMC) tenha aumentado em ambos os grupos, aqueles que receberam olanzapina mais placebo demonstraram um aumento de peso significativamente maior do que aqueles que receberam olanzapina mais modafinil.
O investigador principal, o Dr. James Roerig, da Faculdade de Medicina e Ciências da Saúde da Universidade do Dakota do Norte e do Instituto de Investigação Neuropsiquiátrica, em Fargo, referiu que este estudo de curto prazo em indivíduos saudáveis demonstra-se promissor.
Os fármacos antipsicóticos, como a olanzapina, risperidona e quetiapina, normalmente têm sido utilizados não só para tratar distúrbios psicóticos como a esquizofrenia, mas também para o distúrbio bipolar e mesmo para problemas comportamentais relacionados com a demência.
Os investigadores acrescentaram que o efeito secundário do aumento de peso, habitualmente observado com os medicamentos antipsicóticos, faz com que muitos pacientes descontinuem o tratamento.
De acordo com a United Press International, o Dr. Roerig referiu que agora o modafinil pode ser avaliado como um candidato viável para um ensaio clínico maior e mais complexo para determinar a eficácia na população de pacientes.
Isabel Marques
Fontes:
www.upi.com/Health_News/2009/03/27/Fighting_anti-psychotic_drug_weight_gain/UPI-86201238205367/
domingo, 29 de março de 2009
Distúrbios psiquiátricos são comuns em adultos com anorexia
De acordo com a United Press International, desde 1985, foram estudados 51 adolescentes com anorexia nervosa, juntamente com um grupo de controlo com o mesmo número de pessoas saudáveis. Os grupos foram investigados e comparados diversas vezes ao longo do período do estudo.
A Dra. Elisabet Wentz, da Academia Sahlgrenska da Universidade de Gotemburgo, na Suécia, referiu que este é o único estudo no mundo que reflecte o rumo natural da anorexia na população.
As descobertas, que foram publicadas na "British Journal of Psychiatry” e na “International Journal of Eating Disorders”, revelaram que 39 por cento dos participantes tinham, pelo menos, outro distúrbio psiquiátrico, para além do distúrbio alimentar, sendo o distúrbio obsessivo compulsivo o mais comum.
A Dra. Wentz revelou que 18 anos após se ter iniciado o estudo, três mulheres ainda não recuperaram da anorexia, 13 pessoas têm incapacidades ou estiveram de baixa durante mais de seis meses devido a um distúrbio alimentar ou outro distúrbio psiquiátrico.
Estudos anteriores têm demonstrado que a anorexia é um diagnóstico com um prognóstico muito fraco, uma vez que cerca de 1 em 5 pacientes morre como resultado da doença. A Dra. Wentz sublinhou que contrastantemente não houve qualquer morte entre os participantes deste estudo.
A anorexia nervosa é uma perturbação caracterizada por uma distorção da imagem corporal, um medo extremo da obesidade e a rejeição de manter um peso mínimo normal.
Cerca de 95 por cento das pessoas que sofrem desta perturbação são mulheres. Geralmente, começa na adolescência, por vezes antes, e menos frequentemente na idade adulta, sendo que na sociedade ocidental o número de pessoas com esta perturbação tem tendência a aumentar.
Isabel Marques
Fontes:
www.upi.com/Health_News/2009/03/27/Psychiatric_disorders_common_with_anorexia/UPI-89461238179153/
sábado, 28 de março de 2009
Criar embrião único é melhor estratégia para tratar infertilidade
A teoria surge do resultado de um estudo finlandês que procurou avaliar os aspectos económicos e de saúde de diversos métodos de fertilização existentes, procurando esclarecer se seria mais eficiente implantar vários embriões ou apenas um quando se faz o tratamento de fertilização.
O estudo finlandês acompanhou durante mais de 10 anos o trabalho desenvolvido pelo instituto de fertilização da Universidade de Oulu, na Finlândia, tendo sido tratadas mais de 1500 mulheres com menos de 40 anos entre 1995 e 2004.
De acordo com os cientistas, com os embriões únicos implantados a taxa de sucesso era superior à implantação de dois embriões em mulheres com idade inferior a 40 anos.
O custo do procedimento é também ele mais reduzido (em 5%), resultando em 20 mil euros por bebé, nascido após 37 semanas, menos do que a implantação dupla.
Pedro Santos
http://saude.sapo.pt/artigos/noticias_actualidade/ver.html?id=986680
sexta-feira, 27 de março de 2009
Asma afecta um milhão de portugueses
"Não deixe que a Asma controle a sua vida" é o lema desta iniciativa que conta com a colocação de painéis em diversas escadarias de locais públicos.
Controlar a asma é possível e indispensável, perceber os sintomas, cumprir a medicação e manter o contacto regular com o médico são algumas das mensagens da campanha.
Marianela Vaz, presidente da APA, explicou que a iniciativa foi agora realizada devido ao facto de ser na Primavera que existe a libertação do pólen que pode conduzir a doenças alérgicas, nomeadamente rinite e asma.
"Aconselha-se as pessoas com algum tipo de sintoma a consultarem o médico. Se são alérgicos devem saber a causa da alergia", alertou Marianela Vaiz.
A asma é uma doença crónica das vias aéreas causada por um processo inflamatório provocado por múltiplos agentes, afectando tanto adultos como crianças. Estima-se que a doença afecte actualmente cerca de um milhão de portugueses, entre casos diagnosticados e não diagnosticados.
Entre os sintomas típicos mais facilmente identificáveis contam-se pieira, tosse (sobretudo nocturna), falta de ar e pressão no tórax. Esta incapacidade respiratória é provocada pelo estreitamento das vias aéreas, podendo, nos casos mais graves, provocar a morte.
As manifestações de asma dependem de uma ligação entre factores genéticos e ambiente. Os factores desencadeantes tanto podem ser substâncias a que o doente é alérgico, como pó, pêlos de animais e pólenes, entre outros, como factores não específicos, desde fumo de cigarro, cheiros activos ou frio.
Ainda segundo dados disponibilizados pela APA, as doenças respiratórias em Portugal foram responsáveis, em 2007, por 93.275 internamentos hospitalares, o que significou um aumento de 8,3% em relação a 2005, com uma mortalidade dos doentes afectados a atingir os 14,1%.
Pedro Santos
http://saude.sapo.pt/artigos/noticias_actualidade/ver.html?id=986310
Endometriose e doença periodontal podem estar associadas
A endometriose ocorre quando o tecido que reveste o útero, o endométrio, começa a crescer e a dispersar-se para fora do útero, incluindo para a pélvis e intestinos, assim como para as trompas de Falópio, ovários e outras áreas. Quando este tecido se dispersa durante o ciclo menstrual, a doença provoca dores pré-menstruais, períodos dolorosos e abundantes e, por vezes, infertilidade. A doença periodontal envolve a infecção e inflamação das gengivas, tecidos e ossos à volta dos dentes.
O Dr. Dan I. Lebovic, do Sistema de Saúde da Universidade do Michigan, em Ann Arbor, e colegas sugeriram que um factor que contribui para o desenvolvimento da endometriose poderá ser um defeito na capacidade do sistema imunitário limpar o fluxo menstrual retrógrado. A auto-imunidade também tem sido implicada no desenvolvimento da doença periodontal.
Para investigar esta questão, os investigadores examinaram a associação entre a endometriose e a doença periodontal utilizando dados de 4 136 mulheres que participaram numa sondagem sobre nutrição e saúde nacional entre 1999 e 2004.
Os resultados revelaram que as mulheres com endometriose tinham um risco 57 por cento maior de sofrer gengivite e periodontite, em comparação com as mulheres que não tinham endometriose.
Embora a endometriose possa ser o resultado de factores múltiplos, também pode ser aumentada por uma resposta imunitária a um agente infeccioso, sendo que a ligação subjacente entre as duas doenças poderá ser uma desregulação imunitária global e generalizada.
Isabel Marques
Fontes:
www.reuters.com/article/healthNews/idUSTRE52P5GW20090326
quinta-feira, 26 de março de 2009
Problemas cutâneos aumentam 20% devido a alterações psicológicas
A Dra. Aurora Guerra, chefe da Secção de Dermatologia do Hospital Universitário 12 de Outubro de Madrid e presidente da Secção Centro da Academia Espanhola de Dermatologia, explicou que a pele é um órgão que apresenta sintomas com facilidade, pelo que existem muitas reacções cutâneas, incluindo em condições normais e fisiológicas, e quando a mente está doente, este problema chega à pele.
Assim, a Dra. Guerra destacou a dermatite artificial ou fictícia (auto-escoriação), na qual o transtorno mental é a única origem da alteração cutânea. A investigadora explicou que lesionar a pele para pedir ajuda é uma das ferramentas que os pacientes com distúrbios factícios costumam pôr em prática.
A Dra. Guerra referiu que o protótipo do paciente com dermatite artificial é uam mulher entre os 20 e os 60 anos, com carácter introvertido, centrada em si mesma e com dificuldade em relacionar-se com os demais. Estas manifestações de forma inconsciente, intimamente supõe uma chamada de atenção, uma vez que por detrás pode haver uma depressão ou uma intenção de suicídio, acrescentou.
Outro dos problemas são as alucinações cutâneas, como as alucinações com insectos ou vermes, nas quais as pessoas pensam ter bichos e coçam-se para tirá-los, provocando feridas cutâneas extensas.
Contrariamente, a Dra. Guerra referiu as pessoas que estão mentalmente sãs e que padecem de um problema de pele, como a psoríase ou o acne, nas quais se pode revelar um transtorno como a depressão.
A investigadora sublinhou que é preciso ter em conta que, muitas vezes, se cria um ciclo vicioso, pelo que tratar apenas o problema de pele não será suficiente para se chegar a um tratamento completo e abrangente.
Isabel Marques
Fontes:
http://ecodiario.eleconomista.es/salud/noticias/1124843/03/09/Los-problemas-cutaneos-aumentan-un-20-las-alteraciones-psiquicas.html
Vitamina D reduz risco de fracturas
A análise de várias pesquisas revelou que o consumo de vitamina D diariamente reduzia fracturas não vertebrais em 20%, e fracturas da anca em 18%.
A equipa de investigadores analisou 12 estudos clínicos de suplementos de vitamina D entre adultos com idade a partir dos 65 anos.
"Doses elevadas de vitamina D devem ser exploradas em pesquisas futuras de forma a optimizar uma eficácia anti-fracturas", afirmaram os autores do estudo em comunicado. "Os nossos resultados não apoiam doses reduzidas de vitamina D com ou sem cálcio na prevenção de fracturas entre os indivíduos mais velhos", acrescenta ainda o comunicado.
A vitamina D é uma vitamina lipossolúvel vital para a absorção do cálcio e para a formação de ossos fortes, saudáveis e resistentes a fracturas, sendo um componente essencial do tratamento da osteoporose.
Estima-se que cerca de 80% da quantidade necessária de vitamina D no organismo humano provenha da exposição solar porque quando exposta aos raios ultravioleta, a pele sintetiza esta vitamina, que é depois armazenada na gordura corporal.
No entanto, a quantidade de vitamina D que se produz por exposição solar varia consoante o tipo de pele, sendo menor nas peles morenas, com o tempo de exposição, com a ocasião do dia, a estação do ano, a localização geográfica, o uso de protectores solares, a poluição, entre outros.
Pedro Santos
http://www.upi.com/Health_News/2009/03/25/More_vitamin_D_less_bone_fracture_risk/UPI-24501238029778/
http://medicosdeportugal.saude.sapo.pt/action/2/cnt_id/948/
Carne vermelha aumenta risco de mortes
A pesquisa foi conduzida pelo Instituto Nacional do Cancro, nos Estados Unidos, tendo sido realizada em mais de meio milhão de pessoas durante o período de dez anos. Os participantes eram homens e mulheres, com idades compreendidas entre os 50 e os 71 anos, no início da investigação (1995).
Durante o referido período faleceram cerca de 47 mil homens e 23 mil mulheres, tendo um quinto dos que consumiram mais carne vermelha (cerca de 62,5 gramas por mil calorias absorvidas diariamente) um risco mais elevado de mortalidade comparativamente aos que tinham consumido menos (9,8 gramas por mil calorias/dia). Os resultados foram os mesmos em termos de risco entre os que consumiram mais carne industrial ou transformada.
Os investigadores chegaram à conclusão que 11% das mortes entre os homens, e 16% entre as mulheres, poderiam ter sido evitadas através de uma redução de carne vermelha e transformada de forma a limitar a quantidade consumida pelos 20% do estudo que menos comeu esse tipo de carne.
Em contrapartida, uma comparação entre o quinto dos participantes que mais comeram carne branca e os 20% que menos a consumiram mostra que o primeiro grupo apresentava um risco de morte ligeiramente menor.
Os autores do estudo adiantaram ainda que no grupo de participantes que menos consumiram carne vermelha e transformada, o risco de morte em consequência de doenças cardiovasculares era inferior em 11% nos homens e 21% nas mulheres em relação ao observado no grupo dos participantes que mais tinham consumido.
"Os resultados deste estudo apoiam as recomendações do Instituto norte-americano de investigação para o cancro e do Fundo de Investigação Mundial do Cancro para diminuir o consumo de carne vermelha e transformada a fim de reduzir a incidência desta doença", afirmam os investigadores.
Existem diversos mecanismos que podem explicar a ligação entre o consumo de carne vermelha e o aumento do risco de mortalidade, nomeadamente a formação de componentes cancerígenos durante a cozedura da carne a altas temperaturas. A carne vermelha é também uma fonte importante de gorduras saturadas, ligadas ao cancro colorrectal e a doenças cardiovasculares.
Pedro Santos
Fonte: Agência Lusa
quarta-feira, 25 de março de 2009
Utilizadores de codeína apresentam um risco mais elevado de acidentes
Os investigadores do Instituto Norueguês de Saúde Pública utilizaram informações da base de dados norueguesa de prescrições e registos de acidentes rodoviários para estudar se os utilizadores de codeína ou tramadol tinham um risco acrescido de estar envolvidos em acidentes de tráfico com danos pessoais.
Durante os 33 meses do estudo, foram registados 181 acidentes rodoviários com danos pessoais nos quais o condutor tinha sido exposto à codeína e 20 após exposição ao tramadol.
A investigadora principal, a Dra. Liliana Bachs, referiu que a exposição é definida como os primeiros sete dias após a dispensa de uma receita médica de uma preparação com codeína ou tramadol.
O estudo, publicado na “Clinical Pharmacology & Therapeutics”, demonstrou que o risco de estar envolvido num acidente rodoviário com danos pessoais era duas vezes mais elevado no período após se dispensar uma receita de codeína.
Para as pessoas que utilizaram aproximadamente mais de 400 comprimidos por ano, o risco de estar envolvido num acidente rodoviário era três vezes maior.
A codeína e o tramadol são analgésicos, do grupo dos opióides, utilizados para aliviar a dor leve a moderada. Em Portugal, são diversos os medicamentos que contêm codeína, como alguns antitússicos, incluindo o Toseína, Sedotusse, Euphon, Codipront e o Codol, alguns analgésicos e antipiréticos, incluindo o Dafalgan Codeína, Dol-U-Ron e o Dolviran, e em medicamento usados na enxaqueca, como o Migraleve.
Os medicamentos contendo tramadol são variados e incluem analgésicos estupefacientes, como o Dolpar, Gelotralib, Nobligan, Paxilfar, Tramal, Travex, Zydol, Zytram, Tilalgin, Zaldiar e diversas versões genéricas.
Isabel Marques
Fontes:
www.upi.com/Health_News/2009/03/25/Codeine_users_have_higher_accident_risk/UPI-55301237998187/