terça-feira, 14 de abril de 2009

Doses elevadas de paracetamol podem ajudar pacientes que sofreram um AVC

Investigadores holandeses referiram que administrar uma dose elevada de paracetamol (acetaminofeno) a pacientes que sofreram um acidente vascular cerebral (AVC), com temperatura corporal elevada, parece melhorar as probabilidades de recuperação sem incapacidades graves.

As descobertas sugerem que este comum analgésico deve ser considerado como uma terapia barata e abrangente para o AVC.

Uma temperatura acima dos 37 graus imediatamente após um AVC piora o prognóstico, sendo que as probabilidades de um resultado fraco duplicam por cada grau a mais. Cerca de um terço dos pacientes que sofreram um AVC têm temperaturas acima dos 37,5. O paracetamol em doses diárias de 6 gramas reduz a temperatura corporal em cerca de 0,3 graus.

Os investigadores do Centro Médico Universitário Erasmus MC, em Roterdão, desenvolveram um estudo com 1400 pacientes que sofreram um AVC, no qual compararam os resultados dos pacientes que receberam paracetamol e dos que receberam placebo.

De acordo com a Reuters, os investigadores descobriram que 40 por cento dos pacientes, com uma temperatura inicial entre os 37 e os 39 graus, que receberam paracetamol apresentaram melhoras acima do esperado.

A Dra. Heleen den Hertog e colegas referiram na “Lancet Neurology” que os resultados necessitam ser confirmados num estudos mais alargado, mas que o paracetamol poderá ser um tratamento simples, seguro e barato para os AVCs.

Isabel Marques

Fontes:
www.reuters.com/article/healthNews/idUSTRE53D3M020090414

Café não afecta risco de cancro colo-rectal

Segundo a análise de um conjunto de estudos, o consumo de café não está associado de forma significativa a uma redução do risco de cancro colo-rectal.

De acordo com a equipa de investigadores da Harvard School of Public Health liderada por Youjin Je, uma associação inversa entre o consumo de café e o risco de cancro colo-rectal foi descoberta em diversos estudos, mas essa associação não foi consistente em outros tipos de estudos que são concebidos de forma diferente.

Este tipo de estudo, designado por estudo caso-controle, inclui pacientes com a doença ou condição que são comparados a indivíduos saudáveis que foram previamente equiparados aos doentes através de factores como a idade e o sexo.

Os investigadores examinaram os dados dos estudos, procurando associações entre o consumo de café e o cancro colo-rectal.
Quatro estudos dos Estados Unidos foram considerados, juntamente com cinco estudos da Europa e três do Japão, todos com dados similares, e nenhum que apresentasse uma relação entre o cancro o consumo de café.

A equipa de investigadores adiantou ainda que é necessário aprofundar o estudo para verificar os métodos e tipos de café e o impacto que os mesmos poderão ter.

Pedro Santos

http://www.nlm.nih.gov/medlineplus/news/fullstory_82863.html

Chá vermelho tem três vezes mais antioxidantes que outras infusões

Estudo português afirma que a propriedade antioxidante de bebida de Rooibos, planta originária da África do Sul, é três vezes superior às outras infusões

Existem diversos estudos que reconhecem a capacidade antioxidante de Rooibos, uma planta originária da África do Sul e que origina o chá vermelho.

No passado mês de Fevereiro, a Escola Superior de Biotecnologia, da Universidade Católica do Porto, apresentou um estudo afirmando que o consumo de Rooibos tem três vezes mais antioxidantes do que uma infusão de chá verde ou preto.

O efeito surge devido à sua composição em antioxidantes, tornando-o no único alimento fornecedor de aspalatina, e um dos dois únicos fornecedores de notofagina, reconhecidos pelas suas propriedades que previnem o envelhecimento celular.

A bebida de Rooibos tem mais do que os antioxidantes, que reforçam as defesas do organismo contra a acção dos radicais livres. Como não tem cafeína, quando ingerido quente assume um efeito relaxante, benéfico contra a irritabilidade, insónia e depressão. Sendo naturalmente adocicado, dispensa a adição de açúcar, benéfico para um regime alimentar adequado.

Devido à sua riqueza em fitoquímicos protectores, benéficos para o coração, fornece ainda sais minerais, como o cobre, cujas funções no controlo dos níveis de colesterol e da pressão arterial fazem dele um mineral fundamental na protecção cardiovascular.

Tal como o chá verde, é ainda um excelente hidratante, importante para aqueles que praticam desporto.

Pedro Santos

http://saude.sapo.pt/artigos/noticias_actualidade/ver.html?id=989461

Desvenlafaxina revela-se eficaz e segura para sintomas vasomotores da menopausa

Um relatório publicado na revista científica “American Journal of Obstetrics and Gynecology” relatou que a desvenlafaxina é segura e eficaz no tratamento dos sintomas vasomotores (afrontamentos, ou ondas de calor) nas mulheres na pós-menopausa.

O Dr. David F. Archer, da Faculdade de Medicina de Eastern Virginia, em Norfolk, referiu que, embora a terapia hormonal seja a mais efectiva no tratamento dos afrontamentos e suores nocturnos, ainda persiste a necessidade de haver agentes não hormonais seguros e efectivos. Investigações anteriores têm sugerido que a desvenlafaxina poderá ser um desses agentes.

No actual estudo, 484 mulheres com afrontamentos moderados a graves e suores nocturnos receberam aleatoriamente doses diferentes de desvenlafaxina ou placebo durante 26 semanas. Destas participantes, 81,2 por cento completaram 12 semanas de terapia e 76 por cento completaram as 26 semanas. Foram utilizados questionários standard para avaliar a frequência e gravidade dos afrontamentos.

De acordo com a Reuters Health, a desvenlafaxina foi melhor do que o placebo na redução da gravidade dos afrontamentos, em ambas as doses, após 12 semanas. Contudo, após as 26 semanas, apenas a dose mais elevada foi mais eficaz do que o placebo. Ambas as dosagens reduziram efectivamente a perturbação do sono durante a noite relacionada com os afrontamentos.

No geral, 28,5 por cento das pacientes tratadas com desvenlafaxina descontinuaram o tratamento devido a eventos adversos, em comparação com os 8,9 por cento que receberam placebo. No grupo da desvenlafaxina, o efeito secundário mais comum foram as náuseas, relatadas por 44,6 por centos das utilizadoras, em comparação com os 8,3 por cento das pacientes que receberam placebo.

Os investigadores concluíram que os resultados indicam que a desvenlafaxina é um tratamento efectivo e geralmente seguro e bem tolerado para reduzir a frequência e a gravidade dos afrontamentos nas mulheres na pós-menopausa.

A desvenlafaxina pertence a uma classe de fármacos denominados inibidores da recaptação de serotonina/norepinefrina, que são utilizados para tratar a depressão.

Isabel Marques

Fontes:
www.reutershealth.com/archive/2009/04/13/eline/links/20090413elin022.html

Dienogest promissora no alívio dos sintomas da endometriose

Investigadores japoneses relataram que a progestina dienogest é tão efectiva como a buserelina, uma análoga da hormona libertadora de gonadotropina, no tratamento dos sintomas da endometriose, com menos redução da massa óssea.

De acordo com a Reuters Health, o ensaio de Fase III, com a duração de 24 semanas, envolveu 271 mulheres com uma média de 34 anos, que receberam 1 miligrama de dienogest oral, após as refeições da manhã e da noite, ou 300 microgramas de buserelina spray intranasal a cada manhã, meio-dia e noite.

Os dois fármacos foram igualmente efectivos no alívio de todos os cinco sintomas documentados, tais como dor na parte inferior do abdómen, lumbago, ou seja dor forte, com aparecimento súbito na região lombar, frequentemente consecutiva a um esforço, dor ao defecar, dispareunia, isto é, a dor que surge nos órgãos genitais durante ou imediatamente após as relações sexuais, e dor durante um exame interno.

Também se observaram melhorias substanciais dos resultados da dor corporal, medidos através de um questionário de qualidade de vida, o Short Form-36, (22,2 para a dienogest e 18,5 para a buserelina).

O autor principal, o Dr. Tasuku Harada, da Faculdade de Medicina da Universidade de Tottori, referiu que menos pacientes no grupo da dienogest relataram ondas de calor e mais relataram hemorragia genital, devido principalmente a hemorragia vaginal irregular (spotting) ou hemorragia entre ciclos, que foram resolvidas com o tempo.

A dienogest também resultou numa menor perda da densidade mineral óssea no final do estudo, o que os investigadores atribuem a uma maior concentração de estradiol no soro durante o tratamento com dienogest.

Os investigadores concluíram na “Fertility and Sterility” que estas descobertas sugerem que a dienogest pode tornar-se uma nova alternativa terapêutica para a endometriose.

A endometriose é uma doença dolorosa que afecta as mulheres durante os anos reprodutivos e que provoca o crescimento das placas de tecido endometrial que, normalmente, só se encontra no revestimento interno uterino (endométrio), fora do útero.

Isabel Marques

Fontes:
Reuters Health

Cancro: Uma única gota de sangue pode diagnosticar a doença

Investigadores norte-americanos estão a desenvolver uma técnica que utiliza uma gota de sangue para diagnosticar tipos de cancro e possível resposta a tratamentos

Os cientistas da Stanford University School of Medicine utilizaram uma máquina especializada que era capaz de analisar se as proteínas cancerígenas estavam presentes em pequenas amostras, e ainda se elas respondiam aos diversos tratamentos para o cancro.

"Actualmente não sabemos o que se está a passar nas células tumorais do paciente quando são administrados com o tratamento", afirmou a oncologista e líder do estudo Alice Fan.

"O processo normal de um tratamento é esperar durante umas semanas para ver se a massa do tumor diminuiu. Seria um grande passo se conseguíssemos detectar o que está a acontecer a nível celular", concluiu a investigadora.

Pedro Santos

http://www.upi.com/Health_News/2009/04/13/Drop-of-blood-may-test-for-cancer/UPI-68071239597767/

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Nozes são mais efectivas na prevenção de doenças cardiovasculares do que o peixe

Investigadores norte-americanos revelaram que os ácidos gordos ómega-3 presentes nas nozes são mais efectivos do que os do peixe na redução do colesterol e, desta forma, na prevenção das doenças cardiovasculares.

Os investigadores da Universidade de Loma Linda, na Califórnia, estudaram as diferenças entre os ácidos gordos ómega-3 de origem vegetal e os de origem marinha através de um ensaio, no qual os participantes foram distribuídos por três grupos, tendo cada um recebido dietas diferentes durante quatro semanas.

Após o estudo, os investigadores constataram que os participantes que tinham seguido uma dieta rica em nozes apresentaram uma redução de 9,3 por cento da quantidade de mau colesterol, sendo esta redução maior do que aquela apresentada pelos que seguiram a dieta de controlo ou a de peixe.

De acordo com um dos investigadores, o Dr. Joan Sabaté, com este ensaio foi possível comprovar que existem diferenças entre os ómega-3 estudados, sendo que aqueles presentes nas nozes, de origem vegetal, são os que melhor combatem o colesterol no sangue.

Isabel Marques

Fontes:
http://ecodiario.eleconomista.es/salud/noticias/1163202/04/09/Las-nueces-mas-efectivas-en-la-prevencion-de-enfermedades-cardiovasculares-que-el-pescado.html

Diabetes pode afectar memória e concentração

Estudo escocês afirma que episódios de hipoglicemia podem estar ligados à perda de capacidades mentais

De acordo com uma pesquisa efectuada pela Universidade de Edimburgo, Escócia, o fracasso em controlar a diabetes do tipo 2 pode ter efeitos a longo prazo no cérebro. Os cientistas acreditam que os episódios graves de hipoglicemia, que ocorre quando os níveis de açúcar no sangue estão demasiado baixos, podem conduzir a perdas de memória, lógica e concentração.

O estudo analisou testes de habilidade mental realizados em mais de mil voluntários com idades compreendidas entre os 60 e os 75 anos. As 113 pessoas que tinham sofrido hipoglicemia grave anteriormente tiveram notas mais baixas em relação aos restantes.

"Estamos a fazer novas pesquisas para tentar identificar qual das explicações é mais provável", afirmou Jackie Price, líder do estudo. A especialista adiantou ainda que há algumas conclusões possíveis que se podem tirar do estudo: ou os episódios de hipoglicemia podem levar ao declínio cognitivo, ou o declínio cognitivo torna mais difícil que as pessoas controlem a diabetes, o que provocaria mais episódios de hipoglicemia.

Pedro Santos

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2009/04/090412_diabates_is.shtml

domingo, 12 de abril de 2009

Três bebidas por dia duplicam risco de tremores

Estudo norte-americano afirma que consumir algumas bebidas diariamente pode duplicar o risco de desenvolver tremores involuntários

A equipa de investigadores comparou o consumo de álcool e sintomas neurológicos durante a vida de cerca de 3300 pessoas, com idade a partir dos 65 anos. O consumo regular de álcool verificou-se em 56% dos participantes, tendo os tremores sido diagnosticados em 76 deles.

Após os cientistas terem analisado outros factores de risco, como a depressão e o tabaco, concluíram que aqueles que bebiam pelo menos três unidades de álcool por dia duplicavam o risco de tremor essencial. A este nível de consumo de álcool, cada ano adicional aumentava o risco em 23%.

Os investigadores fizeram notar que o álcool é uma conhecida toxina cerebral, no cerebelo, que é uma parte do cérebro que está relacionada com o tremor involuntário. O álcool é utilizado frequentemente para aliviar sintomas do tremor essencial, mas este estudo vem sugerir que pode mesmo acelerar a progressão da condição e piorar os sintomas.

As causas exactas do tremor involuntário são ainda incertas, mas acredita-se que são provocadas por danos nas células cerebrais denominadas por células de Purkinje, e disrupção de sinal entre sinapses neuronais, segundo informações do estudo.

Pedro Santos

http://www.nlm.nih.gov/medlineplus/news/fullstory_82742.html

sábado, 11 de abril de 2009

Alguns fármacos para a diabetes podem apresentar risco de complicações oculares

Alguns medicamentos para a diabetes, denominados glitazonas, estão associados a um aumento do risco de uma complicação que ameaça a visão, chamada edema macular diabético, que se caracteriza por inchaço e acumulação de fluido na retina.

As glitazonas pertencem a uma nova classe de medicamentos para a diabetes, que inclui fármacos como o Actos (pioglitazona) e o Avandia (rosiglitazona).

O estudo norte-americano, que envolveu 996 pacientes com edema macular diabético, descobriu que aqueles que tomaram glitazonas tinham uma probabilidade 2,6 vezes maior de desenvolver a doença do que aqueles que não tomaram estes fármacos.

Mesmo após o ajuste relativamente a outros factores, o risco de edema macular diabético permaneceu 60 por cento mais elevado para os pacientes que tomaram glitazonas.

O estudo, publicado na edição de Abril da “American Journal of Ophthalmology”, não é o primeiro a sugerir uma relação entre as glitazonas e o edema macular diabético. Contudo, confirma que os fármacos estão modestamente associados a um aumento do risco da doença, que é uma complicação comum da diabetes.

Os investigadores concluíram que os oftalmologistas, quando estão a tratar pacientes com edema macular diabético, devem considerar o papel das glitazonas.

O Dr. Thomas J. Liesegang, editor-chefe da “American Journal of Ophthalmology", referiu que as complicações oculares são uma questão de segurança descurada dos fármacos sistémicos.

O Dr. Liesegang declarou que a segurança é tão importante como a eficácia de um fármaco. Contudo, a segurança a longo prazo actualmente não é monitorizada, porque o processo de aprovação é baseado em ensaios clínicos pequenos e de curto prazo.

A segurança requer necessariamente a monitorização do tratamento em grupos de pessoas maiores durante longos períodos de tempo. Esta monitorização é frequentemente negligenciada e deve ser requerida para todas as terapias.

Isabel Marques

Fontes:
www.nlm.nih.gov/medlineplus/news/fullstory_82630.html

Novo fármaco pode ajudar pacientes com artrite psoriática

Estudo norte-americano demonstra que o golimumab melhorou as funções físicas e os sintomas da doença

A artrite psoriática é uma forma de artrite que se verifica em pessoas que têm psoríase da pele ou das unhas, e que afecta cerca de 11% das pessoas que têm psoríase.

O estudo incluiu 405 pacientes que ainda tinham artrite psoriática activa após terem sido administrados com medicamentos anti-reumáticos ou anti-inflamatórios não esteróides. Os pacientes foram escolhidos, de forma aleatória, para serem injectados com 50 ou 100 miligramas de golimumab ou um placebo durante quatro semanas pelo período de 24 semanas.

A fase III do estudo descobriu que 51% dos pacientes no grupo que foi administrado com os 50 mg, 45% do grupo dos 100 miligramas e 9% do grupo que foi administrado com o placebo conseguiu atingir uma melhoria de 20% após a décima quarta semana. Estas melhorias eram em áreas como articulações inchadas ou inflamadas, dor, actividade da doença e de funções físicas.

Os investigadores acrescentaram ainda que um número reduzido dos pacientes experienciou efeitos secundários ao fármaco, mas que eram apenas ligeiros.

O golimumab é um anticorpo monoclonal que tem como função bloquear as moléculas que induzem a inflamação. Um estudo desenvolvido anteriormente já havia revelado que o fármaco melhorava os sintomas da artrite reumatóide.

Pedro Santos

http://www.nlm.nih.gov/medlineplus/news/fullstory_82752.html

Avotermina demonstra-se promissora na redução de cicatrizes

Investigadores britânicos revelaram que o fármaco avotermina demonstrou potencial na redução da formação de cicatrizes e em tornar a pele mais normal.

O investigador Mark Ferguson, da Universidade de Manchester, referiu que, se o fármaco continuar a actuar e se for aprovado, poderá ser utilizado em cirurgias, após trauma e queimaduras, desde acidentes rodoviários a cirurgias electivas e procedimentos cosméticos.

A avotermina, um agente de sinalização celular sintético, reduz a vermelhidão e achata a cicatriz, após ter sido injectada debaixo da pele no local da ferida.

A avotermina é uma forma artificial do factor transformador de crescimento beta 3 (TGF-beta 3), uma molécula sinalizadora (citocina) que envia mensagens entre as células para que o colagénio, um componente chave da pele, una o tecido de forma mais eficiente.

De acordo com os especialistas, a avotermina altera a orientação, densidade e espessura das fibras de colagénio que causam as cicatrizes.

Testes demonstraram que a avotermina reduz a formação de cicatrizes em feridas recentes e nas cicatrizes existentes, que foram cortadas novamente e depois cozidas.

O investigador referiu que algumas pessoas apresentaram um efeito realmente dramático, sendo que a cicatriz ficou quase imperceptível.

Isabel Marques

Fontes:
www.upi.com/Health_News/2009/04/10/Avotermin-shows-promise-in-reducing-scars/UPI-71101239372858/
www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2009/04/090410_injecaocicatriz_fp.shtml

Psoríase: Raptiva retirado do mercado norte-americano devido a riscos neurológicos

A companhia Genentech anunciou a retirada voluntária faseada, do mercado norte-americano, do fármaco Raptiva (efalizumab), para o tratamento da psoríase, devido à associação do fármaco a um aumento do risco de leucoencefalopatia multifocal progressiva.

O médico-chefe da Genentech, Hal Barron, declarou que, embora a companhia acredite que muitos pacientes com psoríase estão a beneficiar com o Raptiva, o balanço entre os benefícios e os riscos na população com psoríase, para a qual o fármaco está aprovado, alterou-se significativamente.

A Genentech está a dar instruções aos médicos para cessarem a prescrição do Raptiva a novos pacientes e para contactarem aqueles que estão actualmente a receber o fármaco, de modo a considerarem opções de tratamento alternativas.

Nos Estados Unidos, o Raptiva deixará de estar disponível a partir de 8 de Junho. Até à data, foram relatados três casos de leucoencefalopatia multifocal progressiva diagnosticados entre os pacientes que receberam Raptiva e um paciente tratado com o fármaco, que desenvolveu sintomas neurológicos progressivos, morreu devido a causas desconhecidas.

A Genentech sublinhou que a retirada do mercado resulta de conversações com a agência norte-americana que regula os medicamentos (FDA), acrescentando que irá colaborar com a Merck KGaA, que detém a licença do fármaco fora dos Estados Unidos e Japão, para informar as autoridades reguladoras fora dos Estados Unidos.

Em Fevereiro, a Agência Europeia do Medicamento (EMEA) recomendou que a autorização de comercialização do Raptiva fosse suspensa, referindo que os benefícios do fármaco já não superavam os riscos.

A leucoencefalopatia multifocal progressiva é uma rara manifestação de infecção cerebral por poliomavírus, que costuma progredir rapidamente uma vez desencadeada a sintomatologia.

A doença afecta o cérebro e a espinal medula, tendo-se tornado muito frequente nas pessoas com deficiência na função (imunológica) dos linfócitos T, como, por exemplo, nos que sofrem de leucemia, linfoma ou SIDA. Os homens são afectados com mais frequência do que as mulheres.

Nenhum tratamento se revelou eficaz na leucoencefalopatia multifocal progressiva. Nas pessoas que sobreviveram, os investigadores suspeitam que certas funções do seu sistema imunológico possam ter sido responsáveis por deter a infecção ou a destruição do tecido cerebral.

Isabel Marques

Fontes:
www.firstwordplus.com/Fws.do?articleid=D09A33401A684C67ADF482D9B1824D66

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Poluição atmosférica pode reduzir crescimento do feto durante a gravidez

Estudo norte-americano afirma que as toxinas presentes na poluição podem alterar a actividade das células e cortar o oxigénio ao bebé

Os investigadores analisaram cerca de 336 mil nascimentos nos Estados Unidos entre 1999 e 2003, e dados da poluição atmosférica recolhidos diariamente.

O estudo chegou à conclusão de que o risco de nascimentos de bebés com pouco peso aumentava também com o crescimento da poluição durante o primeiro e o terceiro trimestre da gravidez.

Estas descobertas sugerem que a poluição do ar, ou viver perto de estradas com grande movimento, são factores que podem estar ligados a um menor crescimento do feto durante a gravidez.

Embora não seja ainda concreto a forma como a poluição atmosférica pode afectar o crescimento fetal, os investigadores lembram que outras pesquisas sugeriram que a poluição pode alterar a actividade celular ou reduzir a quantidade de oxigénio e nutrientes recebidos pelo feto.

Pedro Santos

http://www.nlm.nih.gov/medlineplus/news/fullstory_82698.html

Cancro da próstata: Estudo revela novo tratamento contra a doença

Cientistas norte-americanos divulgam resultados bastante positivos de um novo medicamento para o cancro da próstata

Segundo os dados divulgados, mais de 40% dos pacientes tratados com o fármaco reduziram em 50% a concentração de PSA (antigénio prostático específico) no sangue, o que indica uma regressão da doença.

O estudo foi realizado em 30 pacientes com a doença em estado avançado e que já tinham passado por todos os tratamentos possíveis, incluindo castração.
Os resultados demonstraram que 22 dos pacientes tiveram uma redução dos níveis de PSA em três meses, sendo que 13 deles diminuíram mais de 50% na concentração da proteína que serve como "termómetro" molecular da doença.

O cancro da próstata é dependente da testosterona, a principal hormona masculina, produzido pelos testículos. A testosterona funciona como um "combustível" que se liga a um receptor na membrana das células, estimulando o crescimento do tumor. Assim, o tratamento em estágios avançados da doença pós-metástase, quando o tumor já se espalhou da próstata para outras partes do corpo, consiste em suprimir a produção da hormona.

Pedro Santos

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Vitamina C diminui risco de ter gota

Estudo afirma que a ingestão regular de vitamina C poderá estar associada a um risco menor de desenvolver gota, a forma mais comum de artrite inflamatória em homens com mais de 40 anos de idade

De acordo com o estudo publicado na revista "Archives of Internal Medicine", a probabilidade de surgir o problema foi 45% menor entre os participantes que consumiram uma dose diária da vitamina correspondente a 1500 mg ou mais.
A pesquisa analisou 47 mil homens saudáveis entre 1986 e 2006, sendo que 1317 deles tiveram diagnóstico de gota.

"É muito interessante porque aponta uma queda de 17% no número de casos novos de gota para cada 500 mg diários de vitamina C ingeridos", afirmou Ari Halpern, do Hospital Israelita Albert Einstein.

Ainda segundo o investigador, já era sabido que a vitamina C aumentava a excreção de ácido úrico na urina, embora não houvesse provas de que o seu consumo isolado poderia reduzir o risco de gota.

"Este estudo terá um impacto na prescrição de vitamina C, principalmente em homens de risco (com níveis de ácido úrico elevado)", acrescentou ainda Ari Halpern.

Pedro Santos

http://saude.sapo.pt/artigos/noticias_actualidade/ver.html?id=988971

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Grávidas que deixam de fumar têm o mesmo risco das não-fumadoras

O risco de parto prematuro e de baixo peso do bebé é igual para grávidas não-fumadoras e para as que deixaram de fumar antes da 15ª semana de gestação.
O risco de parto prematuro e de baixo peso do bebé é o mesmo para grávidas não-fumadoras e para as que param de fumar antes da 15ª semana de gestação.

Foram estas as conclusões que um estudo chegou, e no qual foram acompanhadas 2500 grávidas a partir da 15ª semana de gestação. Elas dividiram-se em três grupos: não-fumadoras, fumadoras, e um grupo que deixou de fumar durante a gravidez (antes da 15ª semana).

Tanto as não-fumadoras como as que deixaram de fumar apresentaram uma taxa de parto prematuro similar (4% dos casos), enquanto as fumadoras apresentaram uma taxa de 10%.

Em relação ao peso do bebé no parto, 10% das não-fumadoras e 10% das que deixaram de fumar tiveram bebés com baixo peso, comparativamente aos 17% das fumadoras.

Estudos previamente realizados já haviam demonstrado efeitos prejudiciais do tabaco na gestação, como o parto prematuro, maior risco de aborto, bebé com baixo peso, morte súbita do recém-nascido, nado morto e défice de desenvolvimento da criança.

Pedro Santos

Cancro: Site coloca disponível informação sobre a doença

O Dia Mundial da Luta Contra o Cancro comemorou-se neste dia 8 de Abril. Como forma de lançar, uma vez mais, o alerta sobre o cancro, um site disponibilizou informação completa e detalhada sobre as várias manifestações da doença, podendo ser acedido aqui.

O referido site InfoCancro tem como objectivo principal o de divulgar informação sobre os diversos tipos de cancro, apoiar aqueles que sofrem da doença, e ainda esclarecer diversas dúvidas e preocupações.

Para facilitar a informação o site está dividido em seis áreas distintas: o que é o cancro, tipos de cancro, questões a esclarecer, apoio ao doente, outros sites e comentários.

Para mais informação sobre sintomas, diagnóstico e tratamentos dos diversos tipos de cancro que afectam as mulheres pode consultar www.infocancro.com

Pedro Santos

http://saude.sapo.pt/artigos/noticias_actualidade/ver.html?id=988854

Tratamento para a infertilidade masculina aumenta contagem de espermatozóides

Um estudo egípcio revelou que uma terapia que combina uma hormona e um antioxidante parece melhorar a contagem e mobilidade dos espermatozóides em homens inférteis.

Este estudo, publicado na “Fertility and Sterility”, incluiu 60 homens elegíveis para tratamento da infertilidade. Os participantes receberam aleatoriamente o tratamento de combinação de citrato de clomifeno mais vitamina E ou placebo durante seis meses.

No final do estudo, a taxa de gravidezes das parceiras era de cerca de 37 por cento entre os homens que receberam a terapia de combinação, em comparação com os 13 por cento dos que receberam placebo.

Os investigadores da Universidade do Cairo revelaram que os homens que receberam o tratamento de combinação também apresentaram um maior aumento da concentração de esperma e uma melhoria na progressão dos espermatozóides.

O citrato de clomifeno, comercializado em Portugal como Dufine, é um fármaco anti-estrogénio utilizado no tratamento da infertilidade feminina, mas por vezes usado para aumentar a produção de esperma em homens com baixa contagem de espermatozóides e pouca mobilidade dos espermatozóides. A vitamina E ajuda a contrariar o stress oxidativo, que está associado a danos no ADN do esperma e a uma reduzida mobilidade dos espermatozóides.

O Dr. R. Dale McClure, presidente da Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva, referiu que os resultados deste estudo são encorajadores para os pacientes masculinos e seus médicos.

Contudo, é necessária mais investigação para determinar como os componentes da terapia de combinação afectam os diferentes parâmetros seminais observados e as vantagens de utilizar estes fármacos isoladamente ou em combinação com outros medicamento não utilizados neste estudo.

Isabel Marques

Fontes:
www.nlm.nih.gov/medlineplus/news/fullstory_82568.html

Cafeína pode diminuir dores musculares provocadas por exercício físico

Um pequeno estudo sugere que tomar algumas chávenas de café antes de um treino físico intenso pode reduzir as probabilidades de ter músculos doridos mais tarde.

Os investigadores descobriram que homens jovens que realizaram uma sessão intensa de ciclismo tinham os músculos menos doridos quando tomavam uma dose de cafeína antes do treino.

Além disso, os benefícios foram observados tanto nos consumidores habituais de cafeína como naqueles que normalmente evitam a cafeína.

As descobertas, publicadas na “International Journal of Sports Nutrition and Exercise Metabolism”, acrescentam evidências a estudos anteriores demonstrando que a cafeína pode ajudar a prevenir aquela familiar dor muscular, que se sente durante e após um exercício particularmente exigente ou uma nova rotina de treino.

Em teoria, a cafeína pode limitar as dores musculares ao bloquear a actividade de um químico denominado adenosina. Esta substância é libertada como parte da resposta inflamatória à lesão e pode activar os receptores da dor nas células do corpo.

O investigador principal, o Dr. Robert W. Motl, da Universidade do Illinois, em Champaign, referiu à Reuters Health que estas últimas descobertas sugerem que a cafeína pode ser uma forma segura dos desportistas prevenirem as dores musculares.

Este estudo incluiu 25 homens universitários fisicamente em forma, dos quais cerca de metade normalmente consumiam pouca ou nenhuma cafeína. Os restantes consumiam, pelo menos, 400 miligramas de cafeína por dia, o equivalente a três a quatro chávenas de café.

A equipa de investigadores colocou os participantes a pedalarem em bicicletas estacionárias durante duas sessões de 30 minutos de elevada intensidade. Numa ocasião, os homens receberam uma dose de cafeína equivalente a duas a três chávenas de café, uma hora antes do exercício, na outra receberam um comprimido placebo.

No geral, os investigadores descobriram que os homens relataram menos dores musculares com a cafeína, em comparação com o placebo. Visto não ter existido uma diferença entre os consumidores habituais de cafeína e os não consumidores, as pessoas podem não desenvolver uma tolerância aos efeitos redutores da dor da cafeína.

De acordo com o Dr. Motl, os desportistas podem querer considerar ingerir uma dose de cafeína antes de um treino particularmente exigente, ou de um exercício novo, ou se vão realizar um exercício que os deixou com dores musculares no passado.

Isabel Marques

Fontes:
www.reutershealth.com/archive/2009/04/08/eline/links/20090408elin001.html

Especialistas asseguram que a pílula apresenta mais benefícios do que malefícios

Médicos especialistas asseguram que a utilização da pílula apresenta mais benefícios do que malefícios para a maioria das mulheres saudáveis em idade fértil.

A Dra. Esther de la Viuda, presidente da Sociedade Espanhola de Contracepção, assegurou que desapareceram algumas crenças erradas, mas que ainda existem muitas, não só entre a população, mas também entre os próprios profissionais de saúde.

Entre os mitos mais enraizados nas mulheres estão a falta de eficácia, o medo da infertilidade posterior, de perder o desejo sexual, de engordar ou a crença de que provoca cancro.

A presidente da Federação Espanhola de Planeamento Familiar, a Dra. Isabel Serrano, referiu que a eficácia da pílula é superior a 99 por cento e sublinhou que a constante investigação, desde o seu aparecimento na década de sessenta, tem reduzido a existência de efeitos secundários.

No que se refere ao medo de engordar, a Dra. De la Viuda referiu que com as dosagens actuais o máximo que se pode engordar é meio quilo.

A Dra. Serrano excluiu ainda a possibilidade de que a pílula afecte a fertilidade, uma vez que esta protege contra a doença inflamatória pélvica, uma das causas da infertilidade.

De acordo com esta especialista, também não existe uma relação entre a utilização da pílula e o aparecimento do cancro da mama ou do colo do útero, sendo que está comprovado que tem um efeito protector contra o cancro do endométrio e dos ovários.

Ambas as especialistas concordam que o principal problema relativamente à pílula se deve à sua incorrecta utilização, principalmente no que diz respeito aos descansos, uma vez que uma percentagem muito elevada de mulheres interrompem a toma da pílula de forma periódica para que os ovários descansem.

A Dra. Esther de la Viuda acrescentou ainda que é possível utilizar dois métodos contraceptivos em simultâneo, especificamente a pílula e o preservativo, um como método anticonceptivo eficaz para prevenir uma gravidez não desejada e o outro para prevenir doenças sexualmente transmissíveis.

Isabel Marques

Fontes:
http://ecodiario.eleconomista.es/salud/noticias/1119108/03/09/Expertos-aseguran-que-la-pildora-conlleva-mas-beneficios-que-perjuicios.html

Diabetes: Problemas nas gengivas podem levar à doença durante a gravidez

Estudo norte-americano afirma que a doença gengival pode aumentar a possibilidade de uma grávida sofrer de diabetes

O distúrbio aparenta estar relacionado com nascimentos prematuros e desaparece, geralmente, após o parto, mas também pode persistir.
A diabetes gestacional surge quando uma grávida apresenta taxas elevadas de glicose no sangue, uma situação onde existe uma dificuldade do corpo em gastar açúcar, o combustível fundamental para um metabolismo adequado nas células do corpo.

A equipa de especialistas acompanhou mais de 250 grávidas durante os seus primeiros meses de gravidez, realizando exames ao sangue com um teste de tolerância à glicose e uma avaliação odontológica completa.

As grávidas que desenvolveram diabetes gestacional foram as que apresentavam problemas nas gengivas. Quanto maior o sangramento ao escovar os dentes, maiores eram as suas taxas de açúcar no sangue.

A diabetes gestacional desaparece normalmente com o final da gravidez, mas as mulheres que apresentaram esse problemas passam a ter um risco maior de desenvolver diabetes tipo 2 mais tarde.

Pedro Santos

http://saude.sapo.pt/artigos/noticias_actualidade/ver.html?id=988715

terça-feira, 7 de abril de 2009

Nicotina pode ser mais do que adictiva

Investigadores norte-americanos acreditam que a nicotina não é apenas adictiva, podendo também interferir com dezenas de interacções celulares no organismo

Os cientistas da Brown University, nos Estados Unidos, afirmam que os dados desta pesquisa podem vir ajudar a desenvolver tratamentos para diversas doenças. "Abre diversos caminhos para futuras investigações", afirmou Edward Hawrot, principal investigador do estudo.

A equipa de investigadores analisaram o receptor nicotínico alfa-7 de acetilcolina em tecidos do cérebro de ratos, semelhante ao que existe nos seres humanos.
A maioria dos receptores na superfície das células são sensíveis a pequenas moléculas sinalizadoras, tais como o neurotransmissor acetilcolina, que é o sinal que ocorre naturalmente e é utilizado pelo organismo para activar os receptores alfa-7.

O estudo descobriu que 55 proteínas interagiam com o receptor nicotínico alfa-7, sendo que estas conexões não haviam ainda sido descobertas pelos cientistas.

Pedro Santos

http://www.upi.com/Health_News/2009/04/06/Nicotine-may-be-more-than-addictive/UPI-83891239052679/

Alterar estilo de vida reduz risco de cancro colo-rectal

Investigadores afirmam que bastam cinco alterações no estilo de vida para reduzir de forma substancial o risco de cancro colo-rectal

A equipa de cientistas procurou estimar formas de recomendar alterações nos hábitos de vida que podem afectar a incidência do cancro colo-rectal no Reino Unido nos próximos 24 anos.

Entre as diversas análises e estimativas os investigadores chegaram a cinco alterações que podem vir a reduzir de forma substancial o risco de cancro colo-rectal:

* Não consumir mais de 80-90 gramas por dia de carnes vermelhas ou processadas;

* Comer pelo menos cinco porções de fruta e vegetais diariamente;

* Fazer exercício 30 minutos por dia durante cinco ou mais dias por semana;

* Não consumir mais de 21 unidades de álcool por semana, se for homem, e 15 unidades se for mulher, sendo que uma unidade de álcool corresponde a metade de uma caneca de cerveja ou um pequeno copo de vinho;

* As estatísticas da obesidade e excesso de peso devem ser reduzidas para os valores correspondentes de há 20 anos atrás;

As descobertas dos investigadores afirmam que só no Reino Unido é possível reduzir os valores de cancro-colo rectal em 26% através de alterações na dieta, prática de exercício físico, reduzir o consumo de álcool e controlar o peso.

Pedro Santos

http://www.upi.com/Health_News/2009/04/06/Lifestyle-changes-reduce-colon-cancer-risk/UPI-25901238997560/

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Óleo de peixe ajuda a tratar excesso de peso em crianças

Investigadores norte-americanos descobriram que a ingestão de óleo de peixes pode ajudar a combater o excesso de peso em crianças

O óleo de peixes, rico em ómega 3, é utilizado desde o século XVIII devido aos seus benefícios para a saúde. Cientistas norte-americanos descobriram um possível novo benefício, nomeadamente para os jovens, podendo auxiliar aqueles com excesso de peso.

A pesquisa avaliou o efeito do óleo com ómega 3 sobre o perfil de gorduras no sangue em crianças e adolescentes com idades compreendidas entre os 10 e os 18 anos e que tinham excesso de peso. Todos fizeram dieta e exercícios regulares, sendo que um dos grupos recebeu, além dessas orientações, doses diárias de óleo de peixe.

Aqueles que receberam o óleo de peixe melhoraram o seu perfil de gorduras no sangue de forma significativa, baixaram os níveis de triglicéridos e aumentaram o colesterol HDL (o chamado "colesterol bom").
Os que não utilizaram o suplemento e só fizeram dieta e exercício físico também conseguiram melhorar o peso, mas não os níveis de gorduras sanguíneas.

O estudo concluiu, assim, que a ingestão de óleos gordos, juntamente com dieta e actividade física, ajuda no combate ao excesso de peso, pelo menos nos jovens, comparativamente aos que fazem apenas dieta e exercício.
É igualmente importante devido ao facto da obesidade ter vindo a afectar cada vez mais jovens, podendo provocar-lhes problemas cardiovasculares no futuro.


Pedro Santos

http://saude.sapo.pt/artigos/noticias_actualidade/ver.html?id=988324

Maior quantidade de germes na boca aumenta risco de doença cardíaca

Dois agentes patogénicos da boca estão associados a um maior risco de insuficiência cardíaca, mas é o número total de germes, independentemente do tipo, o que tem maior influência na doença cardíaca.

Vários estudos têm sugerido que existe uma relação entre os organismos que provocam uma doença das gengivas, ou doença periodontal, e o desenvolvimento de doença cardíaca, mas poucos avaliaram esta teoria.

A investigadora principal, a Dra. Oelisoa M. Andriankaja, da Universidade de Buffalo, explicou que a mensagem é que, embora alguns patogénios periodontais específicos tenham sido associados a um maior risco de doença coronária, a carga patogénica bacteriana total é mais importante do que o tipo de bactéria. Isto é, o número total de bactérias é mais importante do que um único organismo.

O estudo incluiu 386 homens e mulheres, entre os 35 e os 69 anos, que tinham sofrido um ataque cardíaco e 840 pessoas sem problemas de coração que serviram para controlo. Foram recolhidas amostras de placa dentária, onde os germes aderem, em 12 localizações das gengivas de todos os participantes.

As amostras foram analisadas relativamente à presença de seis tipos comuns de bactérias periodontais, assim como sobre o número total de bactérias.

Os pacientes cardíacos apresentavam uma maior quantidade de todos os tipos de bactérias do que os de controlo. Contudo, apenas duas espécies conhecidas, Tannerella forsynthesis e Preventella intermedia, demonstraram uma associação estatisticamente significativa a um maior risco de insuficiência cardíaca.

Segundo a AZprensa.com, os resultados demonstraram que um aumento do número de bactérias periodontais diferentes também aumentava as probabilidades de enfarte.

De acordo com os investigadores, para avaliar esta possível associação será necessário realizar estudos prospectivos, ou seja, que meçam as bactérias orais nos participantes sem problemas cardíacos no início do estudo e depois quando se produzam episódios cardiovasculares.

Isabel Marques

Fontes:
www.azprensa.com/noticias_ext.php?idreg=41073

Combinação de três fármacos ajuda a preservar caixa de voz no cancro da laringe

Investigadores franceses relataram que as pessoas com cancro da laringe que receberam uma combinação de três fármacos quimioterápicos tinham mais probabilidade de manter a laringe, em comparação com aquelas que receberam tratamento com dois medicamentos.

O estudo comparou o tratamento com uma combinação de três fármacos (docetaxel, cisplatina e 5-fluorouracil), durante a indução da quimioterapia, a uma combinação de cisplatina e 5-fluorouracil.

A quimioterapia com cisplatina e 5-fluorouracil, seguida de radiação, é normalmente utilizada como uma alternativa à cirurgia no tratamento de pacientes com cancro localmente avançado da laringe (caixa de voz) e hipofaringe.

Investigações recentes têm sugerido que adicionar docetaxel à quimioterapia com cisplatina e 5-fluorouracil poderá melhorar ainda mais os resultados dos pacientes.

O estudo, publicado na “Journal of the National Cancer Institute”, incluiu 213 pacientes com cancro avançado da laringe e hipofaringe, sendo que aqueles que responderam à quimioterapia receberam radiação e os que não responderam foram submetidos a cirurgia.

Após um seguimento médio de três anos, as taxas de preservação da laringe foram um pouco acima dos 70 por cento no grupo que recebeu a combinação de três fármacos e de 57,5 por cento para aqueles que receberam a combinação de cisplatina e 5-fluorouracil.

No geral, 80 por cento dos pacientes no grupo dos três fármacos respondeu à terapia, em comparação com um pouco mais de 59 por cento do grupo da combinação de cisplatina e 5-fluorouracil. Os pacientes no grupo dos três fármacos apresentaram mais infecções graves do que os do outro grupo.

A combinação dos três fármacos foi superior para os pacientes com cancros localmente avançados da laringe e hipofaringe, sendo que este tratamento poderá ajudar mais pacientes a evitar uma laringectomia total (remoção da caixa de voz).

Contudo, os investigadores do Centro Hospitalar Regional e Universitário de Tours acrescentaram que, como o estudo foi limitado a pacientes com apenas cancro da laringe e hipofaringe e especialmente delineado para a preservação do órgão, não se podem generalizar as descobertas a todos os cancros localmente avançados da cabeça e pescoço.

Isabel Marques

Fontes:
www.nlm.nih.gov/medlineplus/news/fullstory_82133.html

Rebentos de brócolos podem ajudar a prevenir cancro do estômago

Investigadores revelaram que consumir cerca de 70 gramas de brócolos bebés, durante dois meses, pode proteger contra uma bactéria comum do estômago que está associada à gastrite, úlceras e mesmo ao cancro do estômago.

Os rebentos de brócolos frescos contêm muito sulforafano, um bioquímico natural que parece despoletar a produção de enzimas nos intestinos que protegem contra os radicais de oxigénio, químicos que danificam o ADN, e a inflamação.

Num artigo publicado na “Cancer Prevention Research”, os investigadores descobriram que consumir cerca de 70 gramas diariamente de brócolos bebés pode ajudar a afastar alguns problemas de saúde graves.

O Dr. Jed Fahey, bioquímico nutricional da Faculdade de Medicina da Universidade Johns Hopkins, referiu que identificaram um alimento que, se ingerido regularmente, pode potencialmente ter um efeito protector contra a causa de muitos problemas gástricos e talvez até, em última instância, ajudar a prevenir o cancro do estômago.

Já se sabe há muito que o sulforafano é um potente antibiótico contra a Helicobacter pylori, uma bactéria que provoca gastrites, úlceras e cancro do estômago, mas este é o primeiro ensaio que demonstra os efeitos do composto em humanos.

O Dr. Fahey explicou que os rebentos de brócolos têm uma concentração muito maior de sulforafano do que os brócolos maduros.

No estudo, 25 pessoas no Japão, que estavam infectadas com Helicobacter pylori, consumiram 70 gramas de rebentos de brócolos durante dois meses. Outras 25 pessoas também infectadas consumiram uma quantidade equivalente de rebentos de alfalfa, que não contêm sulforafano.

O investigador referiu que se sabe que uma dose de algumas gramas por dia de brócolos é suficiente para elevar as enzimas protectoras do organismo, sendo que este é o mecanismo através do qual se pensa que ocorram muitos dos efeitos quimioprotectores.

Além disso, o facto dos níveis de infecção e inflamação terem sido reduzidos sugere que a probabilidade de se sofrer gastrites, úlceras e cancro é possivelmente mais baixa.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) classifica a Helicobacter pylori como cancerígena, sendo que esta bactéria afecta vários milhares de milhões de pessoas, ou cerca de metade da população mundial, estando associada a úlceras do estômago, que frequentemente são tratadas com antibióticos.

Isabel Marques

Fontes:
www.reuters.com/article/healthNews/idUSTRE5351BT20090406

Níveis de selénio podem ter impacto no risco da doença arterial periférica

Nova investigação sugere que a quantidade de selénio no sangue pode ter impacto no risco de desenvolver doença arterial periférica (DAC).

A doença arterial periférica ocorre quando as artérias das pernas se tornam mais estreitas ou entupidas com depósitos de gordura, reduzindo o fluxo sanguíneo, levando a cãibras nas pernas e dificuldade em andar.

Neste estudo, o Dr. Eliseo Guallar, da Faculdade de Saúde Pública da Universidade Johns Hopkins, em Baltimore, e colegas descobriram que a probabilidade de sofrer de doença arterial periférica diminuiu à medida que os níveis de selénio aumentavam, mas que o risco da doença depois aumentou ligeiramente para as pessoas com os níveis mais elevados de selénio.

Os investigadores salientaram na “American Journal of Epidemiology” que a doença arterial periférica é um marcador importante de aterosclerose (endurecimento das artérias) por todo o corpo.

Embora existam algumas evidências de que os níveis de selénio estão relacionados com o risco de doença cardíaca, é questionável se consumir mais selénio poderá ser benéfico.

Assim, os investigadores observaram 2062 homens e mulheres, com 40 anos ou mais, e compararam os níveis de selénio no sangue ao índice tornozelo/braço (comparação entre a pressão arterial do braço e do tornozelo), um teste geralmente utilizado para a DAC.

Quando os investigadores dividiram os participantes por quarto grupos com base nos níveis de selénio, descobriram que aqueles com os segundos níveis mais baixos tinham 25 por cento menos probabilidade de ter DAC do que aqueles com os níveis mais baixos.

Para as pessoas no quartil dos segundos níveis mais altos, o risco de DAC eram 42 por cento mais baixos do que aquelas com menos selénio. Os participantes com os níveis mais elevados de selénio tinham um risco 33 por cento menor de DAC do que aqueles com os níveis mais baixos.

Os investigadores descobriram que o risco de doença arterial periférica decrescia à medida que os níveis de selénio subiam até 150-160 ng/mL e depois começava a aumentar nas pessoas com níveis mais elevados de selénio.

Embora a relação não seja estatisticamente significativa, as descobertas sugerem que existe uma relação em forma de “U” entre os níveis de selénio e o risco de doença arterial periférica.

De acordo com a Reuters Health, os investigadores referiram que são necessários mais estudos para identificar os níveis ideais de selénio para reduzir o risco de doença cardíaca e outros tipos de doenças crónicas, nas populações com diferentes níveis de ingestão de selénio.

Isabel Marques

Fontes:
www.reutershealth.com/archive/2009/04/03/eline/links/20090403elin004.html

domingo, 5 de abril de 2009

Dados demonstram benefícios de tratamento precoce com anti-retrovirais para VIH

Análises de dados, publicadas na “The New England Journal of Medicine” (NEJM), demonstraram que a iniciação precoce da terapia anti-retroviral em pacientes assintomáticos (não apresentam sintomas) com VIH, antes dos seus sistemas imunitários atingirem níveis pré-especificados de deterioração, melhorou significativamente a sobrevivência, em comparação com aqueles que adiaram o tratamento.

A investigadora principal, a Dra. Mari Kitahata, explicou que o tempo óptimo para iniciar a terapia em pacientes infectados com o VIH assintomáticos tem sido pouco claro, sendo que este estudo acrescenta evidências que apoiam uma iniciação precoce da terapia para melhorar a sobrevivência.

Os investigadores conduziram duas análises envolvendo mais de 17.500 pacientes assintomáticos com a infecção do VIH, que receberam cuidados médicos entre 1996 e 2005, que não tinham recebido tratamento anteriormente com anti-retrovirais.

Os pacientes foram classificados de acordo com a contagem de células T CD4+ quando iniciaram o tratamento. A primeira análise incluiu mais de 8300 pacientes, dos quais cerca de 2 mil iniciaram a terapia anti-retroviral com uma contagem de CD4+ entre as 351 e as 500 células por milímetro cúbico, enquanto os restantes adiaram a terapia até a contagem de CD4+ ter descido para 350 ou menos.

Os dados demonstraram que houve um aumento de 69 por cento do risco de morte para os pacientes que adiaram o tratamento.

A segunda análise envolveu mais de 9100 pacientes, dos quais cerca de 2200 iniciaram a terapia com uma contagem de CD4+ acima de 500. No grupo de pacientes que adiaram a toma de anti-retrovirais até a contagem de CD4+ ter descido para menos de 500, os resultados demonstraram que existia um aumento de 94 por cento do risco de morte.

As directrizes actuais recomendam que os pacientes com uma contagem de CD4+ abaixo de 350 iniciem a terapia anti-retroviral, enquanto que a decisão de tratar os pacientes com níveis mais elevados de CD4+ é deixada à discrição do médico.

A Dra. Kitahata sublinhou que pensa que os dados são fortes o suficiente para se iniciar a terapia, nos pacientes que estão prontos e dispostos, quando a contagem de CD4+ esteja acima de 500 e certamente entre 350 e 500.

Isabel Marques

Fontes:
www.firstwordplus.com/Fws.do?articleid=842149F8995541DBA0F77D2E145B05B3

Clopidogrel mais aspirina reduz risco de AVC em pacientes com fibrilhação auricular

Descobertas de um estudo de Fase III revelaram que a combinação de clopidogrel e aspirina reduziu significativamente a ocorrência de eventos vasculares major, em comparação com a aspirina isoladamente, em pacientes com fibrilhação auricular que não podem tomar anticoagulantes orais.

De acordo com a First Word, o ensaio envolveu 7554 pacientes com fibrilhação auricular e com, pelo menos, um factor de risco de acidente vascular cerebral (AVC), que receberam clopidogrel, uma vez por dia, em combinação com aspirina, ou aspirina isoladamente, para prevenir a primeira ocorrência de um evento vascular major.

Após um seguimento médio de 3,6 anos, os resultados demonstraram que os pacientes tratados com clopidogrel apresentaram uma redução significativa de 11 por cento dos eventos vasculares e uma redução significativa de 28 por cento da incidência de AVC.

O estudo, apresentado na conferência do Colégio Americano de Cardiologia, também revelou que o grupo que recebeu a combinação de clopidogrel e aspirina apresentou taxas significativamente mais elevadas de sangramento e hemorragia intracraniana, mas demonstrou que não houve aumentos significativos nas hemorragias fatais e AVC hemorrágico.

O investigador principal, o Dr. Stuart Connolly, sublinhou que para a maioria das pessoas um AVC é muito pior do que uma hemorragia, tendo acrescentado que para os pacientes com intolerância à varfarina, o clopidogrel mais aspirina fornece um benefício importante com um risco aceitável.

Em Portugal, o clopidogrel é comercializado como Plavix, Iscover, Clopidogrel Winthrop e Clopidogrel BMS, sendo utilizado para prevenir a formação de coágulos sanguíneos (trombos) que se formam em vasos sanguíneos endurecidos (artérias), um processo conhecido como aterotrombose, que pode conduzir a acidentes aterotrombóticos (tais como o acidente vascular cerebral, ataque cardíaco ou morte).

Isabel Marques

Fontes:
www.firstwordplus.com/Fws.do?articleid=20A6A3C95E3D4AC7AF075470C1FA877A

Bebidas são um factor importante no aumento de peso

Investigadores norte-americanos afirmam que no que concerne ao aumento de peso, o que uma pessoa bebe é mais importante do que aquilo que come

O estudo revelou que a perda de peso estava associada, de forma positiva, a uma redução do consumo de calorias liquidas, tendo um impacto ainda mais forte do que uma redução de calorias sólidas.

"Tanto as calorias liquidas como sólidas estavam associadas a alterações do peso, mas uma redução das calorias liquidas demonstrou um alteração significativa na perda de peso durante o período de seis meses de acompanhamento após o terminar do estudo", afirmou Benjamin Caballero, um dos investigadores.

"Uma redução de calorias liquidas correspondeu a uma perda de peso de 0,25kg durante o período de 6 meses, e 0,24kg passados 18 meses. Entre bebidas açucaradas, cortar apenas um dos consumos estava associada a uma perda de 0,5kg", acrescentou ainda Caballero.

O investigador adiantou que entre os sete tipos de bebidas examinadas, as açucaradas eram as únicas que tinham um impacto significativo na redução de peso.

Pedro Santos

http://www.upi.com/Health_News/2009/04/03/Beverages-a-factor-in-weight-gain/UPI-73541238778339/

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Sintomas de ataques cardíacos podem ser diferentes nas mulheres

Estudo norte-americano afirma que o sexo feminino pode ter diferentes sintomas de ataques cardíacos

Dores no peito, falta de ar, e uma forte dor no pescoço, costas, mandíbula e braços são alguns dos sintomas clássicos de um ataque cardíaco, identificados pela maioria das pessoas.

Um estudo financiado pelo Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos descobriu que as mulheres têm maiores probabilidades de apresentar sintomas atípicos de ataques cardíacos.

Os investigadores analisaram mais 500 pacientes cardíacas, verificando que nas semanas que antecederam aos ataques, 70% das pacientes afirmaram ter uma forte e inexplicável fadiga, 48% relataram ter distúrbios de sono, e pouco mais de metade afirmou ter falta de ar, indigestão e ansiedade.

Mais de 50% tiveram falta de ar e fraqueza durante o ataque, e um pouco mais de metade teve grande fadiga, frio abundante e vertigens.
Verificou-se, assim, que as mulheres podem experimentar sintomas que não são tipicamente associados a ataques do coração, e que podem surgir semanas antes do evento verdadeiro.

A Associação Americana do Coração deixou ainda o alerta que a dor no peito é o aviso mais comum em ambos os sexos, e embora os homens também possam apresentar sintomas atípicos, as mulheres devem ficar especialmente atentas a eles.

Pedro Santos

http://saude.sapo.pt/artigos/noticias_actualidade/ver.html?id=987858

Ácidos gordos encontrados no peixe podem ajudar a reduzir tumores

Investigadores egípcios relataram que um ácido gordo ómega-3 encontrado nos óleos de peixe reduziu o tamanho dos tumores em ratos e fez com que a quimioterapia fosse mais potente, enquanto limitou os seus efeitos prejudiciais.

As descobertas, publicadas na “Cell Division”, da BioMed Central, acrescentam evidências que demonstram um leque de benefícios para a saúde do consumo de ácidos gordos encontrados nos alimentos como o salmão.

O Professor A.M. El-Mowafy e colegas da Universidade de Mansoura, no Egipto, observaram a forma como um ácido gordo ómega-3, denominado ácido docosahexanóico (DHA), afectou o crescimento dos tumores em ratos e quão bem interagiu com um fármaco de quimioterapia, denominado cisplatina.

O Professor El-Mowafy referiu que os resultados sugerem um regime terapêutico novo e produtivo na gestão de tumores sólidos baseado na combinação da cisplatina e possivelmente outras quimioterapias com DHA.

De acordo com a Reuters Health, o investigador acrescentou ainda que o DHA obteve efeitos quimiopreventivos proeminentes por si só e aumentou também consideravelmente os efeitos da cisplatina.

Em Março, investigadores norte-americanos demonstraram que uma dieta rica de ácidos gordos ómega-3, o tipo encontrado em peixes como o salmão, carapau, arenque e sardinhas, protege contra o cancro da próstata avançado, mesmo em homens com maior risco da doença.

Os ácidos gordos, também encontrados em alimentos como as nozes e os vegetais de folha verde, têm demonstrado providenciar efeitos anti-inflamatórios e têm sido relacionado com um menor risco de doença cardíaca.

Neste estudo, a equipa do Professor El-Mowafy descobriu que, a nível molecular, o DHA reduziu a acumulação de glóbulos broncos, inflamação sistémica e uma doença perigosa marcada pela diminuição dos níveis de antioxidantes, sendo que todas estas questões têm sido relacionadas com o crescimento dos tumores.

Esta investigação também demonstrou que os ácidos gordos reduziram a toxicidade e a danificação dos tecidos dos rins provocados pela quimioterapia.

Isabel Marques

Fontes:
www.reutershealth.com/archive/2009/04/02/eline/links/20090402elin010.html

Hepatite B: novas terapêuticas entram no mercado

Após aprovação do Infarmed, as novas orientações terapêuticas para o tratamento da hepatite B entraram no mercado farmacêutico hospitalar. Um medicamento antiviral como tratamento de primeira linha está na base destas terapêuticas ditas inovadoras - o Viread (tenofovir disoproxil fumarate) da biofarmacêutica Gilead Sciences.

A avaliação da Autoridade Nacional do Medicamento e de Produtos de Saúde (Infarmed) comprovou o valor terapêutico acrescentado deste medicamento de toma oral e uma relação custo-benefício favorável, face às restantes alternativas terapêuticas, estimando uma poupança anual de 1 500 euros ano por doente em tratamento nos hospitais.

As novas terapêuticas - definidas pela European Association Studies for the Study of the Liver (EASL) e com autorização de introdução de mercado (AIM) atribuída pela Comissão Europeia desde Abril de 2008 – apresentam-se como tratamentos preferenciais para doentes que apresentem falência a outros tratamentos prévios por resistência a outros fármacos, uma das situações mais frequentes nos tratamentos alternativos.

No relatório do Infarmed lê-se que o Viread "está indicado para tratamento de hepatite B crónica, em adultos com doença hepática compensadas com evidência de replicação viral activa e histológica de inflamação activa e/ou fibrose”.

Raquel Garcez

Fonte: Infarmed

VIH: Descoberta molécula eficaz contra vírus resistente

Um estudo inglês sugere que a molécula D-1mT pode ser usada juntamente com a terapia anti-retroviral para travar a replicação do vírus da imunodeficiência humana (VIH).

Segundo os especialistas do Colégio Imperial de Londres, a investigação testou a eficácia da molécula D-1mT em macacos infectados com o vírus da imunodeficiência símia (VIS), que é semelhante à humana (VIH), noticia o site Bio-Medicine.

Os investigadores explicaram que, após seis dias de tratamento, apenas três dos macacos apresentavam níveis detectáveis de VIS, e após 13 dias foram detectados reduzidos vestígios de SIV em dois dos animais.

A equipa de cientistas acredita, os resultados do estudo poderão conduzir à criação de um novo fármaco contra o VIH, que embora ainda esteja em fase de testes, poderá ser a solução para as pessoas infectadas com o vírus da sida que não respondem à terapia tradicional anti-retroviral.

“Necessitamos de entender o funcionamento da D-1mT para podermos pensar em desenvolvê-la enquanto um potencial tratamento para o VIH”, rematou Adriano Boasso, um dos autores do trabalho.

Raquel Garcez

Fonte: http://www.bio-medicine.org/biology-news-1/Potential-new-HIV-drug-may-help-patients-not-responding-to-treatment-7779-3/

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Meningite: nova vacina disponível em breve

A nova vacina contra a Doença Pneumocócica Invasiva (DPI) vai estar disponível em Portugal a partir de 9 de Abril. Portugal será o primeiro país europeu onde a vacina é lançada.

Chama-se Synflorix e pertence aos laboratórios da GlaxoSmithKline. A nova vacina pneumocócica pediátrica obteve esta semana a autorização da Agência Europeia do Medicamento (EMEA) e é, dia 03 de Abril, apresentada no Porto.

A vacina propõe-se a actuar contra doenças potencialmente fatais como a meningite e a pneumonia bacteriémica, bem como contra infecções do ouvido médio.

De acordo com um comunicado da GSK, a Synflorix "está indicada para a imunização activa contra a doença invasiva e a otite média aguda (OMA) causadas por Streptococcus Pneumoniae em bebés e crianças com idades compreendidas entre as seis semanas e os dois anos de idade e será comercializada a um preço de cerca de 70 euros (cada doze)".

A GSK informa ainda que a nova vacina, que protege contra 10 serotipos da DPI, "irá proporcionar uma cobertura contra três das principais estirpes pneumocócicas (serotipos 1, 5 e 7F) além dos sete serotipos (4, 6B, 9V, 14, 18C, 19F, 23F) que tem em comum com a vacina existente (Prevenar)".

Na Europa, cerca de um em cada três casos de doença pneumocócica em crianças pequenas não era prevenido, uma vez que, estas doenças são causadas por serotipos bacterianos não abrangidos pela vacina pneumocócica conjugada actualmente disponível no mercado (Prevenar).

Segundo a nota de imprensa, os especialistas em Pediatria consideram que estão criadas as condições para que a ministra da Saúde, em conjunto com a Comissão Técnica de Vacinação, decida inclui-la no Plano Nacional de Vacinação, dando assim "igualdade de oportunidades a todas as famílias".

Raquel Garcez

Fonte: Comunicado GSK

Comprimido múltiplo pode ajudar a combater doenças cardiovasculares

Investigadores canadianos anunciaram a criação de um comprimido que combina cinco medicamentos, entre eles fármacos para a pressão sanguínea, aspirina e ácido fólico, para minimizar os ataques cardíacos, tendo demonstrado reduzir para metade os problemas cardiovasculares.

O Dr. Koon Teo, da Universidade McMaster, em Hamilton, no Ontário, referiu que este comprimido múltiplo poderá ajudar a reduzir os eventos cardiovasculares em mais de 80 por cento nas pessoas saudáveis.

Num ensaio em 50 centros na Índia, 2053 pessoas sem doença cardiovascular, com idades entre os 45 e os 80 anos e com um factor de risco, como a obesidade, pressão sanguínea alta ou mau colesterol, receberam aleatoriamente este policomprimido. O comprimido era composto por doses reduzidas de diversos fármacos: 12,5 miligramas (mg) de tiazida, 50 mg de atenolol, 5 mg de ramipril, 20 mg de sinvastatina e 100 mg de aspirina por dia.

Os participantes foram distribuídos por oito grupos, cada um com cerca de 200 indivíduos, tendo cada grupo recebido aspirina isoladamente, sinvastatina isoladamente, hidroclorotiazida isoladamente, três combinações de dois fármacos para baixar a pressão sanguínea, três fármacos para baixar a pressão sanguínea isoladamente ou três fármacos para baixar a pressão sanguínea mais aspirina.

As descobertas publicadas na “The Lancet” revelaram que, comparativamente com os grupos que não receberam fármacos para baixar a pressão sanguínea, o policomprimido reduziu a pressão sanguínea sistólica em 7,4 mm Hg e a diastólica em 5,6 mm Hg, o que foi semelhante à utilização de três fármacos para baixar a pressão sanguínea, com ou sem aspirina.

Isabel Marques

Fontes:
www.upi.com/Health_News/2009/03/31/Polypill_combines_heart_medications/UPI-41661238476126/
http://ecodiario.eleconomista.es/salud/noticias/1134070/03/09/Anuncian-una-pildora-milagrosa-contra-las-enfermedades-cardiovasculares.html

Tratamentos para o cancro alteram gosto por alimentos

Investigadores norte-americanos afirmam que a quimioterapia e a radioterapia podem alterar o gosto e a percepção oral, levando à malnutrição dos pacientes

Uma análise de diversos estudos foi publicada no Journal of Supportive Oncology, incluindo formas de ajudar a melhorar o gosto e anomalias odoríferas nos pacientes com cancro. Entre as sugestões estava o consumo reduzido de alimentos que têm um gosto "metálico", como a carne vermelha, o café ou o chá, consumir mais alimentos ricos em proteínas, praticar uma boa higiene oral, e utilizar agentes estimuladores de produção de saliva, como pastilhas sem açúcar.

Glenn Lesser, oncologista da Wake Forest University Baptism Medical Center, afirmou que a equipa de investigadores incluía engenheiros ambientalistas e biomédicos, bem como cientistas especialistas em alimentos.

"Os oncologistas que compreendem os diversos tipos e causas do sabor e anomalias podem estar mais bem preparados para discutir e enfatizar estes efeitos secundários negativos", afirmaram os autores do estudo em comunicado.
"Alternar o gosto e o olfacto nos pacientes é um assunto que tem vindo a ser descurado em comparação com outros aspectos nas pesquisas relacionadas com o cancro", pode ler-se ainda no mesmo.

Pedro Santos

http://www.upi.com/Health_News/2009/04/01/Cancer_treatment_affects_taste_of_food/UPI-51171238636698/

Uma dose de álcool por dia baixa risco de morte

O estudo afirmou que uma dose diária de álcool pode baixar o risco de morte. Esta pesquisa teve em conta as pessoas com mais de 55 anos de idade, concluindo ainda que uma dose semanal não teria qualquer efeito, e três por dia aumentava o risco.

Pesquisas anteriores já haviam revelado que era benéfico o consumo moderado de álcool para a saúde, embora não o tivessem especificado.
O novo estudo, publicado no The Journal of the American Geriatrics Society, analisou mais de 12 mil pessoas durante o período de quatro anos, tendo concluído que o consumo moderado de álcool estava associado a uma redução de 28% no risco de mortalidade comparativamente ao consumo nulo.

Consumir uma ou menos doses por semana não apresentava quaisquer benefícios, e aqueles que consumiam mais de três doses por dia aumentavam os seus riscos em 11%.

"Há outras coisas boas que se pode fazer e que oferecem menos possibilidades de causar danos, como fazer mais exercícios", afirmou Sei J. Lee, principal autor do estudo e geriatra do Veterans Affairs Medical Center em São Francisco, Estados Unidos, acrescentando ainda não estar preparado para aconselhar os abstinentes de álcool a começar a beber.

Pedro Santos

http://saude.sapo.pt/artigos/noticias_actualidade/ver.html?id=987663

Diabéticos podem precisar de mais cálcio juntamente com fibras

Um pequeno estudo sugere que as pessoas com diabetes tipo 2 que estão a tentar aumentar o consumo de fibras podem ter de prestar mais atenção também à ingestão de cálcio.

Os investigadores observaram que, quando 13 diabéticos duplicaram a ingestão de fibras, os participantes começaram a excretar menos cálcio através da urina, um sinal de que a absorção de cálcio pelo organismo diminuiu.

Sabe-se que as fibras ajudam a reduzir o colesterol, a melhorar o controlo do açúcar no sangue e a manter a regularidade intestinal, sendo que os adultos são aconselhados a consumir aproximadamente 25 gramas ou mais por dia.

Contudo, os investigadores relataram na “Diabetes Care” que estas últimas descobertas sugerem que uma pior absorção de cálcio pode ser o resultado do aumento do consumo de fibras.

O investigador principal, o Dr. Abhimanyu Garg, do Centro Médico Southwestern, da Universidade do Texas, em Dallas, referiu que, como mais cálcio equivale a uma melhor saúde óssea, os investigadores recomendam que as pessoas a seguir dietas ricas em fibras consultem o seu médico sobre aumentar também a ingestão de cálcio, de modo a retirarem o maior beneficio de ambos.

O investigador acrescentou que é importante consultar primeiro um médico ou nutricionista, porque o cálcio em excesso pode provocar pedras nos rins.

As descobertas basearam-se no estudo de 13 adultos de meia-idade e mais velhos com diabetes tipo 2, que consumiam 50 gramas de fibras por dia durante seis meses, seguidos por 24 gramas por da durante mais seis meses.

De acordo com a Reuters Health, a equipa de investigadores descobriu que, quando os pacientes consumiam a dieta mais elevada em fibras, a excreção de cálcio diminuía. Alguns estudos têm sugerido que as fibras alimentares se ligam a determinados minerais, formando “complexos” que não podem ser absorvidos.

O Dr. Garg sugere que as pessoas tentem ingerir alimentos que fornecem tanto fibras como cálcio, tais como espinafres, brócolos, figos, papaia, feijões e alcachofras.

Isabel Marques

Fontes:
www.reutershealth.com/archive/2009/04/01/eline/links/20090401elin002.html

Oxicodona pode ajudar a aliviar dores agudas do herpes zoster

Investigadores norte-americanos referiram que o analgésico oxicodona é efectivo a aliviar o desconforto agudo do herpes zoster, uma doença que frequentemente provoca agonia nas pessoas que sofrem dela.

O estudo, publicado na revista científica “Pain”, avaliou diferentes métodos de aliviar a dor durante um episódio de herpes zoster, uma infecção que produz erupções cutâneas muito dolorosas, constituídas por bolhas (vesículas) cheias de líquido, que muitos pacientes referiram ser a pior que alguma vez experienciaram.

O investigador principal, o Dr. Robert Dworkin, do Centro Médico da Universidade de Rochester, e colegas estudaram 87 pacientes com herpes zoster em Rochester e Houston. Os participantes foram divididos em três grupos e receberam oxicodona, gabapentina ou placebo.

Os pacientes, cuja média de idades era de 66 anos, sofriam de dor moderada a grave. Todos os pacientes também receberam medicação anti-viral, que é o tratamento standard para os pacientes com esta infecção.

De acordo com a United Press International, os investigadores referiram que os pacientes que receberam oxicodona tinham duas vezes mais probabilidade de experienciar uma redução significativa da dor, pelo menos, uma diminuição de 30 por cento, em comparação com os pacientes que tomaram placebo.

Embora a medicação tenha sido efectiva, cerca de um terço dos participantes saiu do estudo, principalmente devido a problemas de obstipação.

O Dr. Dworkin revelou que os investigadores ficaram surpreendidos com o facto da gabapentina não ter parecido útil no tratamento da dor.

O herpes zoster é causado pela reactivação do vírus da varicela (vírus varicela-zoster) em latência. A infecção inicial pelo vírus varicela-zoster, que pode adoptar a forma de varicela, termina com a penetração dos vírus nos gânglios (uma aglomeração de células nervosas) dos nervos espinhais ou cranianos, permanecendo ali em estado latente. O herpes zoster fica sempre limitado à distribuição cutânea da raiz ou raízes nervosas afectadas (dermatomas).

O vírus do herpes zoster pode não voltar a produzir sintomas ou então só reactivar-se muitos anos depois. Se isso ocorrer, reproduz-se a doença. Por vezes, tem lugar quando a imunidade do organismo diminui em virtude de outra perturbação, como a SIDA ou a doença de Hodgkin, ou por medicações que debilitem o sistema imunitário. Na maioria dos casos desconhece-se a causa da reactivação.

O aparecimento do herpes zoster nem sempre significa que exista alguma doença grave subjacente. Pode ocorrer em qualquer idade, mas é mais frequente depois dos 50 anos.

Isabel Marques

www.upi.com/Health_News/2009/03/31/Oxycodone_may_ease_acute_pain_of_shingles/UPI-77051238557610/
www.manualmerck.net/?url=/artigos/%3Fid%3D212%26cn%3D1795

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Ácido lipóico pode ajudar a reduzir triglicerídeos

Investigadores norte-americanos revelaram que um estudo em ratos sugere que os suplementos de ácido lipóico resultam numa redução dos triglicerídeos, um factor significativo de endurecimento das artérias.

O Dr. Regis Moreau, do Instituto Linus Pauling, da Universidade Estatal do Oregon, referiu que o ácido lipóico é um composto natural encontrado em baixos níveis em alguns alimentos, incluindo carne vermelha e vegetais de folha verde. Sabe-se que o ácido lipóico influencia a absorção de glicose e baixa a glicose no sangue ao aumentar o seu transporte para o músculo esquelético.

O estudo em animais de laboratório, publicado na “Archives of Biochemistry and Biophysics”, descobriu que os suplementos de ácido lipóico baixaram os níveis de triglicerídeos até 60 por cento.

O Dr. Moreau referiu que a extensão da redução dos triglicerídeos foi realmente drástica, sendo que os investigadores não esperavam que fosse tão profunda.

O investigador acrescentou que o potencial é bom, sendo que esta pode tornar-se noutra forma de baixar os triglicerídeos no sangue e ajudar a reduzir o risco de aterosclerose.

Até há cerca de 10 anos, os elevados níveis de triglicerídeos no sangue, basicamente uma forma de gordura, não eram considerados tão significativos como o colesterol na previsão da aterosclerose, normalmente referida como o endurecimento das artérias, e doença cardíaca.

O investigador referiu que essa perspectiva alterou-se e que a maioria dos especialistas agora encara os triglicerídeos como um terceiro factor de risco importante para a aterosclerose, juntamente com os níveis de colesterol.

Isabel Marques

Fontes:
www.upi.com/Health_News/2009/03/31/Lipoic_acid_may_lower_triglycerides/UPI-20901238558114/

Reacção alérgica ao clopidogrel é tratável

Um estudo norte-americano demonstrou que os pacientes cardíacos que sofreram uma reacção alérgica ao clopidogrel foram tratados com sucesso para aliviar a reacção e continuaram a utilizar o fármaco.

Os investigadores do Hospital Universitário Thomas Jefferson, na Filadélfia, seguiram 24 pacientes que desenvolveram alergias ao clopidogrel, após terem sido submetidos a um implante de stent coronário.

Oitenta e oito por cento dos pacientes foram capazes de continuar o tratamento com o clopidogrel sem interrupções, após terem sido tratados com anti-histamínicos e um curto tratamento com esteróides.

Os investigadores, o Dr. Michael P. Savage e a Dra. Kimberly L. Campbell, referiram que este é um estudo muito importante para muitos pacientes cardíacos, mas especialmente para aqueles que têm stents.

Todos os pacientes que recebem um stent têm de tomar clopidogrel para ajudar a prevenir uma trombose de stent, que é a formação de coágulos no stent. Isto coloca obviamente graves problemas se o paciente sofrer uma reacção alérgica à medicação.

O Dr. Savage referiu que descontinuar a toma do fármaco pode levar a um ataque cardíaco, que pode ser fatal, sendo requerido àqueles que têm um stent revestido com um fármaco receber o clopidogrel durante, pelo menos, um ano.

O investigador acrescentou que, na realidade, os seus pacientes com stents revestidos com um fármaco recebem o clopidogrel durante uma média de 17 meses, em comparação com o mínimo de um ano, sublinhando que isto é muito tempo para se estar sem uma medicação que pode salvar a vida.

O clopidogrel, que é comercializado em Portugal como Plavix, Iscover, Clopidogrel BMS, e Clopidogrel Winthrop, é utilizado para prevenir a formação de coágulos sanguíneos (trombos) que se formam em vasos sanguíneos endurecidos (artérias), um processo conhecido como aterotrombose, que pode conduzir a acidentes aterotrombóticos, tais como o acidente vascular cerebral (AVC), ataque cardíaco ou morte.

Isabel Marques

Fontes:
www.upi.com/Health_News/2009/03/31/Plavix_allergic_reaction_treatable/UPI-27201238551298/

Cerca de 4 mil medicamentos baixam de preço

Ministério da Saúde anuncia descida de preços de três mil e novecentos medicamentos genéricos e de marca

A medida surgiu esta quarta-feira, dia 1 de Abril, anunciada pelo Ministério da Saúde, afirmando que a grande maioria dos medicamentos tem agora uma redução de preço entre 33 e 52%.

"Isto abrange muitos dos medicamentos mais utilizados na patologia de longa duração e muitos deles correspondem aos mais vendidos e mais usados em 2008", afirmou a ministra Ana Jorge, esclarecendo ainda que dos 75 milhões de euros que se estima poupar com esta redução, 31 milhões dizem respeito ao Estado, 20 milhões aos cidadãos e os restantes 24 a medicamentos prescritos em sub-sistemas de Saúde.

Relativamente a uma possível reacção do mercado dos medicamentos de marca a esta redução, Ana Jorge lembrou que estas diminuições são feitas no âmbito de um acordo e legislação discutida com a indústria farmacêutica há três anos. "A baixa de preços poderá facilitar um maior acesso aos medicamentos", afirmou a titular da pasta da Saúde, acrescentando ainda que o número de vendas poderá ter facilidade em aumentar.

Esta é a terceira fase da revisão transitória de preços, prevista em legislação aprovada em 2007. Em Portugal os preços passaram a ser calculados segundo a base da média dos valores praticados nos quatro países de referência, nomeadamente Espanha, Grécia, Itália e França, tendo passado a ser obrigatória a revisão anual dos preços com base nesta comparação.

Pedro Santos

Fonte: Agência Lusa

Mortes por cancro colo-rectal podem ser prevenidas

Investigador norte-americano afirma que com as opções actuais de prevenção e tratamento é possível reduzir os casos fatais derivados da doença

"Apesar do cancro colo-rectal ser a segunda causa de morte a nível de cancro nos Estados Unidos, é também o tipo de cancro que pode ser prevenido mais facilmente", afirmou Randolph Hecth, da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos.

O investigador e os seus colegas afirmaram que quaisquer sintomas persistentes, detectados no sangue, fezes, perda de peso, dores abdominais, entre outros, devem ser comunicados ao médico.

A equipa de cientistas aconselha ainda o exame à próstata a partir dos 50 anos de idade. No entanto, aqueles com historial da doença na família devem mesmo começar a prevenção mais cedo.

Outros factores, como a baixa actividade física e uma dieta rica em gorduras e pobre em fibras, também aumentam a probabilidade de desenvolver cancro colo-rectal.

O cancro colo-rectal é segundo cancro de maior incidência na Europa e o segundo de maior incidência e mortalidade em Portugal, onde afecta mais de 80 mil pessoas.

Pedro Santos

http://www.upi.com/Health_News/2009/03/31/Death_from_colon_cancer_preventable/UPI-30141238477192/

http://www.roche.pt/sites-tematicos/quimioterapia-oral/index.cfm/noticias/factos-sobre-o-cancro-colo-rectal/

http://diario.iol.pt/sociedade/cancro-mortalidade-estudo-cancro-colorectal-doenca/996828-4071.html

Detecção precoce do cancro do cólon pode reduzir mortalidade em 30%

As melhorias na prevenção, detecção precoce e tratamento do cancro do cólon têm reduzido amplamente a taxa de morte, sendo que o Instituto Catalão de Oncologia informou que detectar precocemente este tipo de cancro pode reduzir a mortalidade em 30 por cento.

O Dr. Randolph Hecht, da Universidade da Califórnia, em Los Angeles, e colegas revelaram que quaisquer sintomas persistentes, como sangue nas fezes, uma alteração dos hábitos intestinais, perda de peso, dores abdominais, devem ser relatados ao médico.

Os investigadores aconselham que as pessoas que têm um risco normal comecem a fazer rastreios regulares ao cancro do cólon a partir dos 50 anos. Contudo, aquelas que têm um historial pessoal ou familiar de cancro do cólon, outros cancros ou doença inflamatória do intestino devem falar com o médico sobre começar o rastreio mais cedo.

De acordo com a responsável da Direcção de Prevenção do Instituto Catalão de Oncologia, Mercè Peris, os principais factores de risco são as dietas ricas em gorduras e pobres em frutas e verduras, o tabaco, a falta de exercício físico e o sedentarismo.

O cancro do cólon pode desenvolver-se durante meses sem produzir incómodos, pelo que os especialistas defendem a necessidade de programas de detecção precoce.

Para reduzir o risco de cancro do cólon, o Dr. Hecht sugere manter um peso saudável através de uma dieta baixa em gordura que inclua verduras, que contêm folato, e outros vegetais, cereais integrais, nozes e feijões, que forneçam 25 a 30 gramas de fibra por dia; consumir moderadamente bebidas alcoólicas e deixar de fumar, pois o álcool e o tabaco em conjunto estão ligados a cancros gastrointestinais; e exercício físico, pelo menos, 20 minutos, três a quatro das por semana.

Isabel Marques

Fontes:
www.upi.com/Health_News/2009/03/31/Death_from_colon_cancer_preventable/UPI-30141238477192/
http://ecodiario.eleconomista.es/salud/noticias/1135168/03/09/La-deteccion-precoz-del-cancer-de-colon-puede-reducir-la-mortalidad-un-30.html

Diagnóstico precoce pode evitar maioria dos casos de cancro oral

Nove em cada dez casos de cancro oral poderiam ser evitados através de um diagnóstico precoce da doença, segundo o director da Clínica Ruber Dental, o Dr. Guillermo Schoendorff, que recomenda ainda a procura de um especialista quando houver alguma lesão na boca que não se cure depois de dez dias.

De acordo com este perito, oito em cada 100 mil pessoas sofrem de cancro oral, sendo a falta de tempo e as longas listas de espera o que faz com que, na maioria dos casos, não se diagnostiquem a tempo estas lesões, que podem chegar a ser fatais.

Esta doença aparece principalmente na língua e no céu-da-boca, o que facilita a sua detecção precoce por parte de um especialista, sem necessidade de intervenção. Desta forma, o Dr. Schoendorff insiste que a prevenção destes tumores deve ser a base do tratamento, pois, como são tumores de progressão local, se forem diagnosticados precocemente a sobrevivência dos pacientes aumenta de forma exponencial.

A população com maior risco são os pacientes que fumam e que bebem, sendo mais frequente em homens de meia-idade. Os pacientes com deficiências nutricionais, como falta de ferro ou vitamina A, pertencem também ao grupo de risco, enquanto que as pessoas com traumatismos repetidos na boca também são propensos a sofrer degenerações tumorais e, por isso, estes casos devem ser cuidadosamente estudados e avaliados.

A lista de tratamentos para combater o cancro oral é muito ampla e eficaz, ainda que o êxito depende da situação em que se encontre o carcinoma. A quimioterapia e a radioterapia, assim como a remoção nos casos mais extremos, resultam efectivas para a cura total da doença. Posteriormente, poderá ser necessário realizar sessões de fisioterapia facial que ajudem o paciente para uma rápida reabilitação funcional.

Isabel Marques

Fontes:
http://ecodiario.eleconomista.es/salud/noticias/1136286/03/09/Nueve-de-cada-10-casos-de-cancer-oral-podrian-evitarse-con-el-diagnostico-precoz-de-la-enfermedad-segun-expertos.html

terça-feira, 31 de março de 2009

Dieta ocidental favorece cancro colo-rectal

Quem o afirma é o gastrenterologista Stephen O'Keefe, da Universidade de Pittsburgh, nos Estados Unidos, devido à influência directa que a dieta tem nas diferentes bactérias intestinais, podendo produzir substâncias cancerígenas para o cólon.

A dieta ocidental é rica em carnes e gorduras, e pobre em hidratos de carbono complexos, como os amidos, sendo considerada como uma espécie de receita para o desenvolvimento do cancro colo-rectal.
As dietas ricas em carne produzem sulfureto, uma substância que reduz a acção das bactérias benéficas à saúde.

Stephen O'Keefe explicou que as pessoas que adoptam uma dieta rica em hidratos de carbono complexos, incluindo cereais, legumes, verduras e frutas, têm uma grande quantidade no intestino de firmicutes, um tipo de bactérias que utilizada resíduos de amido e proteínas no cólon para fabricar ácidos gordos de cadeira curta e vitaminas como o folato e a biotina, que mantêm a saúde do órgão.

O cancro colo-rectal é a segunda maior causa de morte oncológica entre adultos no mundo ocidental, atrás apenas do de pulmão.

Pedro Santos

http://saude.sapo.pt/artigos/noticias_actualidade/ver.html?id=987381

Fármaco oncológico cediranib pode ajudar a combater tumores cerebrais

Investigadores revelaram que o fármaco oncológico cediranib, da AstraZeneca Plc, desenvolvido para ser o concorrente do Avastin (bevacizumab), da Roche Holding AG e da Genentech Inc, pode ajudar a combater os efeitos fatais dos tumores cerebrais sem encolhê-los.

Os investigadores referiram que o cediranib ajudou a parar a acumulação de fluido provocada pelo glioblastoma e ajudou os ratos com tumores cerebrais a viver mais tempo.

Tanto o cediranib como o Avastin são terapias delineadas para privar os tumores de alimento impedindo-os de formar vasos sanguíneos, um processo denominado anti-angiogénese.

O Dr. Rakesh Jain e colegas do Hospital Geral de Massachusetts testaram o fármaco em ratos e descobriram que este encolhia os vasos sanguíneos que tinham crescido para alimentar o tumor, fazendo também com que parassem de verter.

O artigo publicado na “Journal of Clinical Oncology” revelou que isto reduziu um tipo de inchaço chamado edema e, embora os tumores continuassem a crescer, os ratos tratados viveram mais tempo do que os ratos que não receberam o fármaco.

O Dr. Jain referiu que as descobertas sugerem que a terapia anti-angiogénese pode aumentar a sobrevivência dos pacientes, mesmo na presença de um crescimento persistente do tumor.

Contudo, o investigador referiu que o fármaco ainda está longe da perfeição no combate ao glioblastoma, o tipo mais agressivo de tumor cerebral, que mata cerca de 10 mil pessoas todos os anos.

Isabel Marques

Fontes:
www.reuters.com/article/healthNews/idUSTRE52T7A820090330

Bebidas quentes podem aumentar o risco de cancro

Equipa de cientistas sugere que o consumo de bebidas demasiado quentes pode aumentar o risco de cancro do esófago

A teoria, segundo os cientistas, pode explicar o aumento do risco de cancro no esófago entre populações fora do Ocidente.
O cancro do esófago é responsável por mais de 500 fatalidades a nível mundial anualmente, sendo o carcinoma das células escamosas do esófago o tipo mais comum.

O tabaco e o álcool são os factores principais ligados ao desenvolvimento da doença na Europa e nos países da América. As razões que levam ao resto das populações a nível mundial a apresentarem elevadas taxas da doença são, no entanto, desconhecidas, apesar de já existir uma teoria que liga o consumo de bebidas demasiado quentes a danos no revestimento interno do esófago.

"O mecanismo pelo qual o calor promove o desenvolvimento de tumores leva à necessidade de mais pesquisas, que devem receber um novo ímpeto a partir destas descobertas", afirmou David Whiteman, do Instituto de Pesquisa Médica de Queensland, Austrália, aconselhando as pessoas a esperarem alguns minutos antes de consumirem determinadas bebidas, como o chá ou o café.

Pedro Santos

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2009/03/090327_bebidaquentecancerfn.shtml

segunda-feira, 30 de março de 2009

Estudo questiona benefícios a longo prazo de fármacos para hiperactividade

Novos dados de uma análise a um estudo do Instituto Nacional de Saúde Mental, dos Estados Unidos, com crianças com Perturbação de Hiperactividade e Défice de Atenção (PHDA), confirmaram que não houve diferenças a longo prazo nos resultados comportamentais entre aquelas que foram tratadas com fármacos para a PHDA e as que não foram.

Um dos autores do estudo, o Dr. Brooke Molina, sublinhou que os dados não sustentam que as crianças que recebem a medicação durante mais de dois anos tenham melhores resultados do que as crianças que não a recebem durante esse período.

No estudo sobre o tratamento de crianças com PHDA foi administrada aleatoriamente uma de quatro opções de tratamento: tratamento com fármacos, fármacos mais terapia conversacional, terapia conversacional isoladamente ou cuidados médicos de rotina isoladamente.

Uma análise inicial de 14 meses, publicada em 1999, demonstrou que as crianças tratadas com estes fármacos demonstraram mais melhorias dos sintomas, em comparação com aquelas que receberam apenas terapia conversacional e cuidados de rotina.

Contudo, uma análise de seguimento em 2007 já não demonstrou diferenças no comportamento entre as crianças tratadas com este tipo de fármacos e aquelas que não o foram. Adicionalmente, os dados de 2007 indicaram que as crianças que tomaram fármacos para a PHDA, durante 36 meses, eram mais baixas e pesavam menos do que aquelas que não receberam os fármacos.

As últimas descobertas, publicadas na “Journal of the American Academy of Child and Adolescent Psychiatry”, incluem dados de um seguimento de oito anos e confirmaram que não existiam diferenças no comportamento a longo prazo entre os que tomaram os fármacos e os que não tomaram.

O investigador William Pelham concluiu que uma interpretação possível dos dados é que os fármacos para a Perturbação de Hiperactividade e Défice de Atenção são úteis a curto prazo, mas ineficazes a longo prazo.

Isabel Marques

Fontes:
www.firstwordplus.com/Fws.do?articleid=028885D6B89449669AFE5D8274D902AC

Cafeína reduz em 65% o risco de Alzheimer

Neurologistas escandinavos revelaram que a cafeína reduz em 65 por cento a probabilidade de sofrer de Doença de Alzheimer e outras demências.

Os investigadores da Universidade de Kuopio, na Finlândia, do Instituto Karolinska de Estocolmo, na Suécia, e da Universidade de Helsínquia, na Finlândia, constataram que os consumidores habituais de cafeína, entre três e cinco chávenas de café por dia, têm menos riscos de padecer de Alzheimer ou outra demência, em comparação com as pessoas que não consomem cafeína.

Uma amostra de 1 409 indivíduos permaneceu em observação durante uma média de 21 anos para determinar como a cafeína actuava no sistema neurológico com o passar dos anos.

Recentemente a Universidade de Barcelona publicou um estudo, que desenvolveu conjuntamente com o Instituto de Investigações Biomédicas August Pi i Sunyer, do Hospital Clínico de Barcelona, no qual realçou que a cafeína estimula o sistema nervoso central e melhora o tempo de resposta e rendimento em tarefas de memória a curto prazo.

Este estudo, que valoriza os efeitos da cafeína e do açúcar sobre o funcionamento do cérebro e do rendimento intelectual, utilizou provas neuropsicológicas estandardizadas e de imagens por ressonância magnética.

Isabel Marques

Fontes:
http://ecodiario.eleconomista.es/salud/noticias/1132156/03/09/La-cafeina-reduce-un-65-el-riesgo-de-Alzheimer.html