quinta-feira, 16 de abril de 2009
Brócolos podem combater germes
A pesquisa foi realizada em 50 voluntários, divididos em dois grupos, infectados com o germe Helicobacter pylori.
Durante o período de oito semanas, um grupo comeu até cem gramas de brócolos por dia, enquanto o outro consumiu uma quantidade equivalente de alfafa.
Através de exames padronizados de sangue e fezes, a equipa de investigadores descobriu que o grupo que consumiu brócolos reduziu significativamente os níveis de infecção do germe, enquanto os níveis no grupo de controlo permaneceram inalterados.
Apesar de existirem tratamentos antibióticos para a infecção do Helicobacter pylori, nem sempre são efectivos, podendo mesmo provocar efeitos secundários desagradáveis.
"Estamos animados com os resultados, mas temos de ser cautelosos para não os interpretar em demasia", afirmou Jed W. Fahey, co-autor do estudo. "Uma redução no H. pylori deveria levar a uma redução na inflamação, mas não provamos isso nesta pequena experiência clínica", adiantou o investigador, acrescentando ainda que bastaria apenas uma pequena mudança nos hábitos alimentares para obter um grande feito em doenças crónicas.
Pedro Santos
http://saude.sapo.pt/artigos/noticias_actualidade/ver.html?id=989833
Café e chá associados a um menor risco de cancro do endométrio
O cancro do endométrio surge no revestimento do útero, sendo que alguns factores de risco estão estabelecidos, incluindo a idade avançada, obesidade e factores que expõem as mulheres a mais estrogénio, tais como uma menopausa tardia e terapia com estrogénio após a menopausa. Contudo, o possível papel da dieta alimentar tem sido menos claro.
Neste novo estudo, publicado na “International Journal of Cancer”, os investigadores descobriram que, entre as aproximadamente 1100 mulheres que analisaram, as que consumiam café e chá pareciam ter um menor risco de cancro uterino do que as que não consumiam estas bebidas.
As mulheres que bebiam mais de quatro chávenas de café e chá por dia tinham apenas metade da probabilidade de ter cancro do endométrio, em comparação com as que não bebiam. Igualmente, as mulheres que apenas bebiam chá, mais de duas chávenas por dia, tinham um risco 44 por cento menor de desenvolver a doença.
De acordo com a Reuters Health, as mulheres que consumiam apenas café demonstraram também um menor risco, mas as evidências não foram tão fortes. Aquelas que bebiam mais de duas chávenas por dia tinham uma probabilidade 29 por cento menor de ter cancro do endométrio, mas esta descoberta não foi significativa em termos estatísticos.
Ainda não é claro exactamente por que o chá e o café podem proteger contra o cancro do endométrio. A Dra. Susan E. McCann, do Instituto do Cancro Roswell Park, em Buffalo, Nova Iorque, referiu que a cafeína é uma possibilidade.
Quando os investigadores analisaram apenas o consumo de café descafeinado, descobriram que não havia qualquer associação entre a bebida e o risco de cancro do endométrio.
Adicionalmente, a investigação no laboratório demonstrou que a cafeína estimula determinadas enzimas que ajudam a neutralizar as substâncias no organismo potencialmente causadoras de cancro.
Contudo, outros compostos presentes no chá e no café podem também ter influência, uma vez que ambas as bebidas contêm vários compostos antioxidantes, como flavonóides, catequinas e isoflavonas, que ajudam a proteger as células de danos que podem eventualmente levar ao cancro.
Todavia, estas descobertas demonstram apenas uma associação entre estas duas bebidas e um menor risco de cancro do endométrio, mas a questão de que se o café e o chá são responsáveis pelo benefício necessita de mais investigação.
Isabel Marques
Fontes:
www.reutershealth.com/archive/2009/04/16/eline/links/20090416elin002.html
Antiepiléptico valproato durante a gravidez pode prejudicar função cognitiva do bebé
O Dr. Kimford J. Meador, da Universidade de Emory, em Atlanta, e colegas alertam que o valproato não deve ser utilizado com um fármaco antiepiléptico de primeira linha nas mulheres grávidas ou nas mulheres com potencial para engravidar, uma vez que os dados indicam que metade de todas as gravidezes não são planeadas.
De acordo com a Reuters Health, os investigadores estudaram 258 crianças cujas mães estiveram grávidas entre 1999 e 2004, enquanto tomavam lamotrigina, fenitoína, carbamazepina, ou valproato para a epilepsia.
A equipa do Dr. Meador descobriu que a utilização de valproato durante a gravidez estava associada a uma função cognitiva reduzida nas crianças com três anos.
Os investigadores publicaram na “The New England Journal of Medicine” que o Quociente de Inteligência (QI) médio das crianças expostas ao valproato era de 92, significativamente mais baixo do que QI médio de 101 das crianças expostas à lamotrigina, de 99 para aquelas expostas à fenitoína e de 98 das expostas à carbamazepina.
Contudo, os investigadores alertam que as mulheres não devem parar de tomar o valproato repentinamente se ficarem grávidas.
Num editorial publicado com o estudo, o Dr. Torbjorn Tomson, do Instituto Karolinska, em Estocolmo, referiu que, enquanto a maioria dos defeitos congénitos graves podem ser detectados através de testes pré-natais, sendo que muitos podem ser tratados cirurgicamente com sucesso após o nascimento, as incapacidades cognitivas não podem ser testadas nem reparadas.
O Dr. Tomson relatou ainda que as mulheres com epilepsia devem ser aconselhadas sobre a importância de planearem as suas gravidezes, sendo que a discussão destas descobertas deve ser incluída no aconselhamento.
De acordo com o investigador, esperar até que a mulher esteja grávida para mudar entre fármacos antiepilépticos é provavelmente demasiado tarde para proteger o feto, porque mudar com segurança de fármacos antiepilépticos normalmente requer um período de meses, com a utilização de múltiplos medicamentos durante o período de transição.
Reduzir a dosagem de valproato para menos de 800 miligramas por dia pode ser uma opção, mas apenas depois de uma avaliação cuidadosa por parte do médico, dado que os riscos de convulsões não controladas devem ser ponderados em relação aos riscos da utilização do valproato.
Isabel Marques
Fontes:
Asma juntamente com trânsito diminuem funções dos pulmões
A pesquisa analisou 176 adultos com asma ou rinite, tendo os investigadores descoberto que quanto mais perto os asmáticos vivem de zonas com trânsito, piores são as suas funções pulmonares.
"Viver perto da estrada estava associado a uma função pulmonar mais reduzida", afirmam os cientistas.
A equipa de investigadores verificou a função pulmonar de 176 adultos com cerca de 43 anos de idade de média, sendo que 145 deles estavam a ser tratados para a asma crónica, e 31 para a rinite.
Os cientistas averiguaram a proximidade dos pacientes de zonas com estradas, comparando a sua função pulmonar com a distância dessas mesmas zonas.
Aqueles que viviam mais perto de uma estrada tinham funções pulmonares mais fracas comparativamente aos que viviam mais longe.
Outros estudos já haviam demonstrado que a saúde dos pulmões era afectada por zonas onde havia grande trânsito, mas este é o primeiro estudo a demonstrar que viver perto de uma estrada reduzia as funções pulmonares.
A equipa de investigadores do estudo recomenda assim que os pacientes que sofrem deste tipo de doenças respiratórias tentem reduzir ao máximo a exposição à poluição, sobretudo nas zonas com bastante trânsito.
Pedro Santos
http://www.nlm.nih.gov/medlineplus/news/fullstory_82917.html
Bezafibrato pode ajudar a prevenir ou retardar a diabetes tipo 2
O bezafibrato, que pertence ao grupo dos fibratos, é utilizado particularmente para baixar os triglicerídeos e aumentar as lipoproteínas de elevada densidade, o bom colesterol, e é comercializado como Bezalip, em Portugal.
O Dr. James H. Flory, da Faculdade de Medicina da Universidade da Pensilvânia, em Filadélfia, referiu à Reuters Health que, se estudos adicionais confirmarem estas descobertas, o bezafibrato poderá tornar-se um fármaco antidiabético oral que também reduz o risco cardiovascular associado ao colesterol elevado.
Os investigadores colocaram a hipótese de que o bezafibrato seria o único entre os fibratos a reduzir o risco de diabetes. O estudo incluiu 12.161 pacientes que tomavam bezafibrato e 4 191 que tomavam outros fibratos.
O Dr. Flory e colegas calcularam que a incidência de diabetes tipo 2 entre os utilizadores de bezafibrato era de 8,5 casos por 1000 paciente-anos, em comparação com os 14,4 casos por 1000 paciente-anos entre os utilizadores de outros fibratos.
Análises posteriores indicaram que as taxas de diabetes tipo 2 foram 34 por cento mais baixas entre os utilizadores de bezafibrato, em comparação com os utilizadores de outros fibratos.
Além disso, os investigadores referiram que o risco de desenvolver diabetes diminuiu progressivamente à medida que a duração da terapia com bezafibrato aumentou.
Entre os pacientes com diabetes pré-existente, a utilização de bezafibrato foi associada a um risco significativamente mais baixo de progressão para a necessidade de medicação antidiabética e houve uma tendência para a diminuição do risco de progressão para a necessidade de terapia com insulina, em comparação com os utilizadores de outros fibratos.
O Dr. Flory referiu que é necessário, pelo menos, mais um estudo antes do bezafibrato poder ser recomendado para prevenir ou tratar a diabetes.
Isabel Marques
Fontes:
www.reutershealth.com/archive/2009/04/13/eline/links/20090413elin023.html
quarta-feira, 15 de abril de 2009
Fibras ajudam a combater o cancro
O estudo descobriu que as bactérias consumidoras de fibra presentes no colón produziam um metabólito que activava receptores celulares (GPR109A), que para além de activarem a morte das células, também "desligavam" uma proteína causadora de inflamação.
"Nós sabemos que o receptor está silenciado no cancro, mas não é como se o gene tivesse desaparecido", afirmou Vadivel Ganapathy, líder do estudo.
"Se bloquearmos a enzima HDAC (fundamental no crescimento das células dos tumores), podemos acabar com o cancro", acrescentou.
O cancro "desligava" o receptor através de uma modificação genética do seu gene num processo denominado por metilação do ADN, um tipo de modificação química que pode ser herdada e subsequentemente removida sem mudar a sequência original do ADN.
Pedro Santos
http://www.upi.com/Health_News/2009/04/15/Fiber-activates-a-cell-to-fight-cancer/UPI-16711239812110/
Circuncisão reduz risco de Sida em heterossexuais
A revista "Cochrane" baseou-se em três novos estudos, decidindo alterar a conclusão anterior onde se consideravam insuficientes as evidências para recomendar a circuncisão como forma de prevenção.
Os exames revelaram que a circuncisão efectuada em homens heterossexuais reduzia em até 54% o risco de contrair o vírus causador da Sida num período de dois anos, e em comparação aos que não tinham realizado esse procedimento.
"A pesquisa sobre a eficácia da circuncisão masculina na prevenção do HIV em homens heterossexuais é conclusiva", afirmou Nandi Siegfried, co-director do South African Cochrane Center, acrescentando que não serão necessários novos estudos para estabelecer que as taxas de infecção decrescem nos homens heterossexuais durante os dois primeiros anos após a circuncisão.
Nandi Siegfried sugere ainda que os encarregados da área da saúde devem considerar aplicar a circuncisão como mais uma medida dos programas de prevenção do HIV.
Apesar dos resultados promissores da pesquisa, os investigadores afirmam que é necessário aprofundar estes estudos de forma a se estabelecer se a circuncisão masculina também oferece benefícios às parceiras.
Pedro Santos
http://saude.sapo.pt/artigos/noticias_actualidade/ver.html?id=989607
Estudo sugere que Viagra e Cialis não danificam a retina nos homens saudáveis
No estudo aleatório, que envolveu 244 homens saudáveis com idades entre os 30 e os 65 anos, 85 receberam Cialis diariamente durante seis meses, 77 receberam Viagra e 82 receberam um placebo, durante o mesmo período.
De acordo com os investigadores, os dados de exames aos olhos que procuraram alterações na retina, que foram realizados antes, durante e depois do período de tratamento, demonstraram que não houve danos cumulativos ou efeitos de significância clínica com a utilização dos fármacos para a disfunção eréctil, nas dosagens utilizadas no ensaio.
Os investigadores, liderados pelo Dr. William Cordell da Eli Lilly, referiram que as descobertas do estudo são limitadas, porque as doses utilizadas eram mais baixas do que as de outros ensaios nos quais foram observadas alterações na retina.
Os investigadores indicaram ainda que os homens com problemas oftalmológicos não foram incluídos no estudo e, por isso, os resultados não podem ser generalizados a essa população.
Adicionalmente, os autores relataram que as descobertas podem não se aplicar a pacientes com diabetes, que podem ser mais sensíveis à pressão sanguínea mais baixa, que pode danificar o nervo óptico.
Independentemente, um dos autores, o Dr. Raj Maturi, comentou que o paciente standard deve estar confiante de que estes fármacos não provocam uma disfunção visual significativa e pode estar confortável ao tomá-los a longo prazo.
Isabel Marques
Fontes:
www.firstwordplus.com/Fws.do?articleid=FA5E9D9BE7B74616BBA1A8F9EF4858AC
Fármaco experimental demonstra-se promissor para Doença de Alzheimer
A equipa de investigadores da Universidade College London descobriu que o fármaco provocou o desaparecimento de uma proteína denominada SAP (componente amilóide sérico P), que se pensa que esteja envolvida no desenvolvimento da doença, dos cérebros de cinco pacientes com Alzheimer que o tomaram durante três meses.
Esta proteína está sempre presente tanto nas placas como no emaranhado de fibras nervosas que existem nos cérebros das pessoas com Doença de Alzheimer, que se pensa que danifiquem as células saudáveis.
Aparentemente a proteína previne que ambas as estruturas se quebrem e já foi demonstrado, pelo menos em experiências laboratoriais, que promove a formação da proteína amilóide que forma as placas danificadoras.
Existem ainda algumas evidências de que a própria SAP pode danificar directamente as células do cérebro.
Duas das grandes potenciais vantagens do fármaco são o facto de não ser interrompido uma vez no interior do organismo e ter uma acção muito específica, não interagindo de forma alguma com as células, reduzindo assim o risco de efeitos secundários.
Os resultados, publicados na “Proceedings of the National Academy of Science”, confirmaram que a utilização do fármaco, e a remoção da SAP do cérebro, não provocou efeitos secundários nos pacientes.
De acordo com a Reuters, o Britain's Alzheimer's Research Trust, que ajudou a financiar a investigação, referiu que os resultados do fármaco, o CPHPC, são razão para um optimismo cauteloso, mas que ainda é demasiado cedo para se saber ao certo se remover a SAP do cérebro irá proporcionar benefícios clínicos. Assim, estão a ser planeados estudos clínicos em maior escala para confirmar a segurança e procurar evidências do benéfico para os pacientes.
A directora executiva do Trust, Rebecca Wood, referiu que são desesperadamente necessários novos tratamentos para a Alzheimer, sendo possível que esta pequena molécula seja um futuro candidato.
Isabel Marques
terça-feira, 14 de abril de 2009
Doses elevadas de paracetamol podem ajudar pacientes que sofreram um AVC
As descobertas sugerem que este comum analgésico deve ser considerado como uma terapia barata e abrangente para o AVC.
Uma temperatura acima dos 37 graus imediatamente após um AVC piora o prognóstico, sendo que as probabilidades de um resultado fraco duplicam por cada grau a mais. Cerca de um terço dos pacientes que sofreram um AVC têm temperaturas acima dos 37,5. O paracetamol em doses diárias de 6 gramas reduz a temperatura corporal em cerca de 0,3 graus.
Os investigadores do Centro Médico Universitário Erasmus MC, em Roterdão, desenvolveram um estudo com 1400 pacientes que sofreram um AVC, no qual compararam os resultados dos pacientes que receberam paracetamol e dos que receberam placebo.
De acordo com a Reuters, os investigadores descobriram que 40 por cento dos pacientes, com uma temperatura inicial entre os 37 e os 39 graus, que receberam paracetamol apresentaram melhoras acima do esperado.
A Dra. Heleen den Hertog e colegas referiram na “Lancet Neurology” que os resultados necessitam ser confirmados num estudos mais alargado, mas que o paracetamol poderá ser um tratamento simples, seguro e barato para os AVCs.
Isabel Marques
Fontes:
www.reuters.com/article/healthNews/idUSTRE53D3M020090414
Café não afecta risco de cancro colo-rectal
De acordo com a equipa de investigadores da Harvard School of Public Health liderada por Youjin Je, uma associação inversa entre o consumo de café e o risco de cancro colo-rectal foi descoberta em diversos estudos, mas essa associação não foi consistente em outros tipos de estudos que são concebidos de forma diferente.
Este tipo de estudo, designado por estudo caso-controle, inclui pacientes com a doença ou condição que são comparados a indivíduos saudáveis que foram previamente equiparados aos doentes através de factores como a idade e o sexo.
Os investigadores examinaram os dados dos estudos, procurando associações entre o consumo de café e o cancro colo-rectal.
Quatro estudos dos Estados Unidos foram considerados, juntamente com cinco estudos da Europa e três do Japão, todos com dados similares, e nenhum que apresentasse uma relação entre o cancro o consumo de café.
A equipa de investigadores adiantou ainda que é necessário aprofundar o estudo para verificar os métodos e tipos de café e o impacto que os mesmos poderão ter.
Pedro Santos
http://www.nlm.nih.gov/medlineplus/news/fullstory_82863.html
Chá vermelho tem três vezes mais antioxidantes que outras infusões
Existem diversos estudos que reconhecem a capacidade antioxidante de Rooibos, uma planta originária da África do Sul e que origina o chá vermelho.
No passado mês de Fevereiro, a Escola Superior de Biotecnologia, da Universidade Católica do Porto, apresentou um estudo afirmando que o consumo de Rooibos tem três vezes mais antioxidantes do que uma infusão de chá verde ou preto.
O efeito surge devido à sua composição em antioxidantes, tornando-o no único alimento fornecedor de aspalatina, e um dos dois únicos fornecedores de notofagina, reconhecidos pelas suas propriedades que previnem o envelhecimento celular.
A bebida de Rooibos tem mais do que os antioxidantes, que reforçam as defesas do organismo contra a acção dos radicais livres. Como não tem cafeína, quando ingerido quente assume um efeito relaxante, benéfico contra a irritabilidade, insónia e depressão. Sendo naturalmente adocicado, dispensa a adição de açúcar, benéfico para um regime alimentar adequado.
Devido à sua riqueza em fitoquímicos protectores, benéficos para o coração, fornece ainda sais minerais, como o cobre, cujas funções no controlo dos níveis de colesterol e da pressão arterial fazem dele um mineral fundamental na protecção cardiovascular.
Tal como o chá verde, é ainda um excelente hidratante, importante para aqueles que praticam desporto.
Pedro Santos
http://saude.sapo.pt/artigos/noticias_actualidade/ver.html?id=989461
Desvenlafaxina revela-se eficaz e segura para sintomas vasomotores da menopausa
O Dr. David F. Archer, da Faculdade de Medicina de Eastern Virginia, em Norfolk, referiu que, embora a terapia hormonal seja a mais efectiva no tratamento dos afrontamentos e suores nocturnos, ainda persiste a necessidade de haver agentes não hormonais seguros e efectivos. Investigações anteriores têm sugerido que a desvenlafaxina poderá ser um desses agentes.
No actual estudo, 484 mulheres com afrontamentos moderados a graves e suores nocturnos receberam aleatoriamente doses diferentes de desvenlafaxina ou placebo durante 26 semanas. Destas participantes, 81,2 por cento completaram 12 semanas de terapia e 76 por cento completaram as 26 semanas. Foram utilizados questionários standard para avaliar a frequência e gravidade dos afrontamentos.
De acordo com a Reuters Health, a desvenlafaxina foi melhor do que o placebo na redução da gravidade dos afrontamentos, em ambas as doses, após 12 semanas. Contudo, após as 26 semanas, apenas a dose mais elevada foi mais eficaz do que o placebo. Ambas as dosagens reduziram efectivamente a perturbação do sono durante a noite relacionada com os afrontamentos.
No geral, 28,5 por cento das pacientes tratadas com desvenlafaxina descontinuaram o tratamento devido a eventos adversos, em comparação com os 8,9 por cento que receberam placebo. No grupo da desvenlafaxina, o efeito secundário mais comum foram as náuseas, relatadas por 44,6 por centos das utilizadoras, em comparação com os 8,3 por cento das pacientes que receberam placebo.
Os investigadores concluíram que os resultados indicam que a desvenlafaxina é um tratamento efectivo e geralmente seguro e bem tolerado para reduzir a frequência e a gravidade dos afrontamentos nas mulheres na pós-menopausa.
A desvenlafaxina pertence a uma classe de fármacos denominados inibidores da recaptação de serotonina/norepinefrina, que são utilizados para tratar a depressão.
Isabel Marques
Fontes:
www.reutershealth.com/archive/2009/04/13/eline/links/20090413elin022.html
Dienogest promissora no alívio dos sintomas da endometriose
De acordo com a Reuters Health, o ensaio de Fase III, com a duração de 24 semanas, envolveu 271 mulheres com uma média de 34 anos, que receberam 1 miligrama de dienogest oral, após as refeições da manhã e da noite, ou 300 microgramas de buserelina spray intranasal a cada manhã, meio-dia e noite.
Os dois fármacos foram igualmente efectivos no alívio de todos os cinco sintomas documentados, tais como dor na parte inferior do abdómen, lumbago, ou seja dor forte, com aparecimento súbito na região lombar, frequentemente consecutiva a um esforço, dor ao defecar, dispareunia, isto é, a dor que surge nos órgãos genitais durante ou imediatamente após as relações sexuais, e dor durante um exame interno.
Também se observaram melhorias substanciais dos resultados da dor corporal, medidos através de um questionário de qualidade de vida, o Short Form-36, (22,2 para a dienogest e 18,5 para a buserelina).
O autor principal, o Dr. Tasuku Harada, da Faculdade de Medicina da Universidade de Tottori, referiu que menos pacientes no grupo da dienogest relataram ondas de calor e mais relataram hemorragia genital, devido principalmente a hemorragia vaginal irregular (spotting) ou hemorragia entre ciclos, que foram resolvidas com o tempo.
A dienogest também resultou numa menor perda da densidade mineral óssea no final do estudo, o que os investigadores atribuem a uma maior concentração de estradiol no soro durante o tratamento com dienogest.
Os investigadores concluíram na “Fertility and Sterility” que estas descobertas sugerem que a dienogest pode tornar-se uma nova alternativa terapêutica para a endometriose.
A endometriose é uma doença dolorosa que afecta as mulheres durante os anos reprodutivos e que provoca o crescimento das placas de tecido endometrial que, normalmente, só se encontra no revestimento interno uterino (endométrio), fora do útero.
Isabel Marques
Fontes:
Reuters Health
Cancro: Uma única gota de sangue pode diagnosticar a doença
Os cientistas da Stanford University School of Medicine utilizaram uma máquina especializada que era capaz de analisar se as proteínas cancerígenas estavam presentes em pequenas amostras, e ainda se elas respondiam aos diversos tratamentos para o cancro.
"Actualmente não sabemos o que se está a passar nas células tumorais do paciente quando são administrados com o tratamento", afirmou a oncologista e líder do estudo Alice Fan.
"O processo normal de um tratamento é esperar durante umas semanas para ver se a massa do tumor diminuiu. Seria um grande passo se conseguíssemos detectar o que está a acontecer a nível celular", concluiu a investigadora.
Pedro Santos
http://www.upi.com/Health_News/2009/04/13/Drop-of-blood-may-test-for-cancer/UPI-68071239597767/
segunda-feira, 13 de abril de 2009
Nozes são mais efectivas na prevenção de doenças cardiovasculares do que o peixe
Os investigadores da Universidade de Loma Linda, na Califórnia, estudaram as diferenças entre os ácidos gordos ómega-3 de origem vegetal e os de origem marinha através de um ensaio, no qual os participantes foram distribuídos por três grupos, tendo cada um recebido dietas diferentes durante quatro semanas.
Após o estudo, os investigadores constataram que os participantes que tinham seguido uma dieta rica em nozes apresentaram uma redução de 9,3 por cento da quantidade de mau colesterol, sendo esta redução maior do que aquela apresentada pelos que seguiram a dieta de controlo ou a de peixe.
De acordo com um dos investigadores, o Dr. Joan Sabaté, com este ensaio foi possível comprovar que existem diferenças entre os ómega-3 estudados, sendo que aqueles presentes nas nozes, de origem vegetal, são os que melhor combatem o colesterol no sangue.
Isabel Marques
Fontes:
http://ecodiario.eleconomista.es/salud/noticias/1163202/04/09/Las-nueces-mas-efectivas-en-la-prevencion-de-enfermedades-cardiovasculares-que-el-pescado.html
Diabetes pode afectar memória e concentração
De acordo com uma pesquisa efectuada pela Universidade de Edimburgo, Escócia, o fracasso em controlar a diabetes do tipo 2 pode ter efeitos a longo prazo no cérebro. Os cientistas acreditam que os episódios graves de hipoglicemia, que ocorre quando os níveis de açúcar no sangue estão demasiado baixos, podem conduzir a perdas de memória, lógica e concentração.
O estudo analisou testes de habilidade mental realizados em mais de mil voluntários com idades compreendidas entre os 60 e os 75 anos. As 113 pessoas que tinham sofrido hipoglicemia grave anteriormente tiveram notas mais baixas em relação aos restantes.
"Estamos a fazer novas pesquisas para tentar identificar qual das explicações é mais provável", afirmou Jackie Price, líder do estudo. A especialista adiantou ainda que há algumas conclusões possíveis que se podem tirar do estudo: ou os episódios de hipoglicemia podem levar ao declínio cognitivo, ou o declínio cognitivo torna mais difícil que as pessoas controlem a diabetes, o que provocaria mais episódios de hipoglicemia.
Pedro Santos
http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2009/04/090412_diabates_is.shtml
domingo, 12 de abril de 2009
Três bebidas por dia duplicam risco de tremores
A equipa de investigadores comparou o consumo de álcool e sintomas neurológicos durante a vida de cerca de 3300 pessoas, com idade a partir dos 65 anos. O consumo regular de álcool verificou-se em 56% dos participantes, tendo os tremores sido diagnosticados em 76 deles.
Após os cientistas terem analisado outros factores de risco, como a depressão e o tabaco, concluíram que aqueles que bebiam pelo menos três unidades de álcool por dia duplicavam o risco de tremor essencial. A este nível de consumo de álcool, cada ano adicional aumentava o risco em 23%.
Os investigadores fizeram notar que o álcool é uma conhecida toxina cerebral, no cerebelo, que é uma parte do cérebro que está relacionada com o tremor involuntário. O álcool é utilizado frequentemente para aliviar sintomas do tremor essencial, mas este estudo vem sugerir que pode mesmo acelerar a progressão da condição e piorar os sintomas.
As causas exactas do tremor involuntário são ainda incertas, mas acredita-se que são provocadas por danos nas células cerebrais denominadas por células de Purkinje, e disrupção de sinal entre sinapses neuronais, segundo informações do estudo.
Pedro Santos
http://www.nlm.nih.gov/medlineplus/news/fullstory_82742.html
sábado, 11 de abril de 2009
Alguns fármacos para a diabetes podem apresentar risco de complicações oculares
As glitazonas pertencem a uma nova classe de medicamentos para a diabetes, que inclui fármacos como o Actos (pioglitazona) e o Avandia (rosiglitazona).
O estudo norte-americano, que envolveu 996 pacientes com edema macular diabético, descobriu que aqueles que tomaram glitazonas tinham uma probabilidade 2,6 vezes maior de desenvolver a doença do que aqueles que não tomaram estes fármacos.
Mesmo após o ajuste relativamente a outros factores, o risco de edema macular diabético permaneceu 60 por cento mais elevado para os pacientes que tomaram glitazonas.
O estudo, publicado na edição de Abril da “American Journal of Ophthalmology”, não é o primeiro a sugerir uma relação entre as glitazonas e o edema macular diabético. Contudo, confirma que os fármacos estão modestamente associados a um aumento do risco da doença, que é uma complicação comum da diabetes.
Os investigadores concluíram que os oftalmologistas, quando estão a tratar pacientes com edema macular diabético, devem considerar o papel das glitazonas.
O Dr. Thomas J. Liesegang, editor-chefe da “American Journal of Ophthalmology", referiu que as complicações oculares são uma questão de segurança descurada dos fármacos sistémicos.
O Dr. Liesegang declarou que a segurança é tão importante como a eficácia de um fármaco. Contudo, a segurança a longo prazo actualmente não é monitorizada, porque o processo de aprovação é baseado em ensaios clínicos pequenos e de curto prazo.
A segurança requer necessariamente a monitorização do tratamento em grupos de pessoas maiores durante longos períodos de tempo. Esta monitorização é frequentemente negligenciada e deve ser requerida para todas as terapias.
Isabel Marques
Fontes:
www.nlm.nih.gov/medlineplus/news/fullstory_82630.html
Novo fármaco pode ajudar pacientes com artrite psoriática
A artrite psoriática é uma forma de artrite que se verifica em pessoas que têm psoríase da pele ou das unhas, e que afecta cerca de 11% das pessoas que têm psoríase.
O estudo incluiu 405 pacientes que ainda tinham artrite psoriática activa após terem sido administrados com medicamentos anti-reumáticos ou anti-inflamatórios não esteróides. Os pacientes foram escolhidos, de forma aleatória, para serem injectados com 50 ou 100 miligramas de golimumab ou um placebo durante quatro semanas pelo período de 24 semanas.
A fase III do estudo descobriu que 51% dos pacientes no grupo que foi administrado com os 50 mg, 45% do grupo dos 100 miligramas e 9% do grupo que foi administrado com o placebo conseguiu atingir uma melhoria de 20% após a décima quarta semana. Estas melhorias eram em áreas como articulações inchadas ou inflamadas, dor, actividade da doença e de funções físicas.
Os investigadores acrescentaram ainda que um número reduzido dos pacientes experienciou efeitos secundários ao fármaco, mas que eram apenas ligeiros.
O golimumab é um anticorpo monoclonal que tem como função bloquear as moléculas que induzem a inflamação. Um estudo desenvolvido anteriormente já havia revelado que o fármaco melhorava os sintomas da artrite reumatóide.
Pedro Santos
http://www.nlm.nih.gov/medlineplus/news/fullstory_82752.html
Avotermina demonstra-se promissora na redução de cicatrizes
O investigador Mark Ferguson, da Universidade de Manchester, referiu que, se o fármaco continuar a actuar e se for aprovado, poderá ser utilizado em cirurgias, após trauma e queimaduras, desde acidentes rodoviários a cirurgias electivas e procedimentos cosméticos.
A avotermina, um agente de sinalização celular sintético, reduz a vermelhidão e achata a cicatriz, após ter sido injectada debaixo da pele no local da ferida.
A avotermina é uma forma artificial do factor transformador de crescimento beta 3 (TGF-beta 3), uma molécula sinalizadora (citocina) que envia mensagens entre as células para que o colagénio, um componente chave da pele, una o tecido de forma mais eficiente.
De acordo com os especialistas, a avotermina altera a orientação, densidade e espessura das fibras de colagénio que causam as cicatrizes.
Testes demonstraram que a avotermina reduz a formação de cicatrizes em feridas recentes e nas cicatrizes existentes, que foram cortadas novamente e depois cozidas.
O investigador referiu que algumas pessoas apresentaram um efeito realmente dramático, sendo que a cicatriz ficou quase imperceptível.
Isabel Marques
Fontes:
www.upi.com/Health_News/2009/04/10/Avotermin-shows-promise-in-reducing-scars/UPI-71101239372858/
www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2009/04/090410_injecaocicatriz_fp.shtml
Psoríase: Raptiva retirado do mercado norte-americano devido a riscos neurológicos
O médico-chefe da Genentech, Hal Barron, declarou que, embora a companhia acredite que muitos pacientes com psoríase estão a beneficiar com o Raptiva, o balanço entre os benefícios e os riscos na população com psoríase, para a qual o fármaco está aprovado, alterou-se significativamente.
A Genentech está a dar instruções aos médicos para cessarem a prescrição do Raptiva a novos pacientes e para contactarem aqueles que estão actualmente a receber o fármaco, de modo a considerarem opções de tratamento alternativas.
Nos Estados Unidos, o Raptiva deixará de estar disponível a partir de 8 de Junho. Até à data, foram relatados três casos de leucoencefalopatia multifocal progressiva diagnosticados entre os pacientes que receberam Raptiva e um paciente tratado com o fármaco, que desenvolveu sintomas neurológicos progressivos, morreu devido a causas desconhecidas.
A Genentech sublinhou que a retirada do mercado resulta de conversações com a agência norte-americana que regula os medicamentos (FDA), acrescentando que irá colaborar com a Merck KGaA, que detém a licença do fármaco fora dos Estados Unidos e Japão, para informar as autoridades reguladoras fora dos Estados Unidos.
Em Fevereiro, a Agência Europeia do Medicamento (EMEA) recomendou que a autorização de comercialização do Raptiva fosse suspensa, referindo que os benefícios do fármaco já não superavam os riscos.
A leucoencefalopatia multifocal progressiva é uma rara manifestação de infecção cerebral por poliomavírus, que costuma progredir rapidamente uma vez desencadeada a sintomatologia.
A doença afecta o cérebro e a espinal medula, tendo-se tornado muito frequente nas pessoas com deficiência na função (imunológica) dos linfócitos T, como, por exemplo, nos que sofrem de leucemia, linfoma ou SIDA. Os homens são afectados com mais frequência do que as mulheres.
Nenhum tratamento se revelou eficaz na leucoencefalopatia multifocal progressiva. Nas pessoas que sobreviveram, os investigadores suspeitam que certas funções do seu sistema imunológico possam ter sido responsáveis por deter a infecção ou a destruição do tecido cerebral.
Isabel Marques
Fontes:
www.firstwordplus.com/Fws.do?articleid=D09A33401A684C67ADF482D9B1824D66
sexta-feira, 10 de abril de 2009
Poluição atmosférica pode reduzir crescimento do feto durante a gravidez
Os investigadores analisaram cerca de 336 mil nascimentos nos Estados Unidos entre 1999 e 2003, e dados da poluição atmosférica recolhidos diariamente.
O estudo chegou à conclusão de que o risco de nascimentos de bebés com pouco peso aumentava também com o crescimento da poluição durante o primeiro e o terceiro trimestre da gravidez.
Estas descobertas sugerem que a poluição do ar, ou viver perto de estradas com grande movimento, são factores que podem estar ligados a um menor crescimento do feto durante a gravidez.
Embora não seja ainda concreto a forma como a poluição atmosférica pode afectar o crescimento fetal, os investigadores lembram que outras pesquisas sugeriram que a poluição pode alterar a actividade celular ou reduzir a quantidade de oxigénio e nutrientes recebidos pelo feto.
Pedro Santos
http://www.nlm.nih.gov/medlineplus/news/fullstory_82698.html
Cancro da próstata: Estudo revela novo tratamento contra a doença
Segundo os dados divulgados, mais de 40% dos pacientes tratados com o fármaco reduziram em 50% a concentração de PSA (antigénio prostático específico) no sangue, o que indica uma regressão da doença.
O estudo foi realizado em 30 pacientes com a doença em estado avançado e que já tinham passado por todos os tratamentos possíveis, incluindo castração.
Os resultados demonstraram que 22 dos pacientes tiveram uma redução dos níveis de PSA em três meses, sendo que 13 deles diminuíram mais de 50% na concentração da proteína que serve como "termómetro" molecular da doença.
O cancro da próstata é dependente da testosterona, a principal hormona masculina, produzido pelos testículos. A testosterona funciona como um "combustível" que se liga a um receptor na membrana das células, estimulando o crescimento do tumor. Assim, o tratamento em estágios avançados da doença pós-metástase, quando o tumor já se espalhou da próstata para outras partes do corpo, consiste em suprimir a produção da hormona.
Pedro Santos
quinta-feira, 9 de abril de 2009
Vitamina C diminui risco de ter gota
De acordo com o estudo publicado na revista "Archives of Internal Medicine", a probabilidade de surgir o problema foi 45% menor entre os participantes que consumiram uma dose diária da vitamina correspondente a 1500 mg ou mais.
A pesquisa analisou 47 mil homens saudáveis entre 1986 e 2006, sendo que 1317 deles tiveram diagnóstico de gota.
"É muito interessante porque aponta uma queda de 17% no número de casos novos de gota para cada 500 mg diários de vitamina C ingeridos", afirmou Ari Halpern, do Hospital Israelita Albert Einstein.
Ainda segundo o investigador, já era sabido que a vitamina C aumentava a excreção de ácido úrico na urina, embora não houvesse provas de que o seu consumo isolado poderia reduzir o risco de gota.
"Este estudo terá um impacto na prescrição de vitamina C, principalmente em homens de risco (com níveis de ácido úrico elevado)", acrescentou ainda Ari Halpern.
Pedro Santos
http://saude.sapo.pt/artigos/noticias_actualidade/ver.html?id=988971
quarta-feira, 8 de abril de 2009
Grávidas que deixam de fumar têm o mesmo risco das não-fumadoras
O risco de parto prematuro e de baixo peso do bebé é o mesmo para grávidas não-fumadoras e para as que param de fumar antes da 15ª semana de gestação.
Foram estas as conclusões que um estudo chegou, e no qual foram acompanhadas 2500 grávidas a partir da 15ª semana de gestação. Elas dividiram-se em três grupos: não-fumadoras, fumadoras, e um grupo que deixou de fumar durante a gravidez (antes da 15ª semana).
Tanto as não-fumadoras como as que deixaram de fumar apresentaram uma taxa de parto prematuro similar (4% dos casos), enquanto as fumadoras apresentaram uma taxa de 10%.
Em relação ao peso do bebé no parto, 10% das não-fumadoras e 10% das que deixaram de fumar tiveram bebés com baixo peso, comparativamente aos 17% das fumadoras.
Estudos previamente realizados já haviam demonstrado efeitos prejudiciais do tabaco na gestação, como o parto prematuro, maior risco de aborto, bebé com baixo peso, morte súbita do recém-nascido, nado morto e défice de desenvolvimento da criança.
Pedro Santos
Cancro: Site coloca disponível informação sobre a doença
O referido site InfoCancro tem como objectivo principal o de divulgar informação sobre os diversos tipos de cancro, apoiar aqueles que sofrem da doença, e ainda esclarecer diversas dúvidas e preocupações.
Para facilitar a informação o site está dividido em seis áreas distintas: o que é o cancro, tipos de cancro, questões a esclarecer, apoio ao doente, outros sites e comentários.
Para mais informação sobre sintomas, diagnóstico e tratamentos dos diversos tipos de cancro que afectam as mulheres pode consultar www.infocancro.com
Pedro Santos
http://saude.sapo.pt/artigos/noticias_actualidade/ver.html?id=988854
Tratamento para a infertilidade masculina aumenta contagem de espermatozóides
Um estudo egípcio revelou que uma terapia que combina uma hormona e um antioxidante parece melhorar a contagem e mobilidade dos espermatozóides em homens inférteis.
Este estudo, publicado na “Fertility and Sterility”, incluiu 60 homens elegíveis para tratamento da infertilidade. Os participantes receberam aleatoriamente o tratamento de combinação de citrato de clomifeno mais vitamina E ou placebo durante seis meses.
No final do estudo, a taxa de gravidezes das parceiras era de cerca de 37 por cento entre os homens que receberam a terapia de combinação, em comparação com os 13 por cento dos que receberam placebo.
Os investigadores da Universidade do Cairo revelaram que os homens que receberam o tratamento de combinação também apresentaram um maior aumento da concentração de esperma e uma melhoria na progressão dos espermatozóides.
O citrato de clomifeno, comercializado em Portugal como Dufine, é um fármaco anti-estrogénio utilizado no tratamento da infertilidade feminina, mas por vezes usado para aumentar a produção de esperma em homens com baixa contagem de espermatozóides e pouca mobilidade dos espermatozóides. A vitamina E ajuda a contrariar o stress oxidativo, que está associado a danos no ADN do esperma e a uma reduzida mobilidade dos espermatozóides.
O Dr. R. Dale McClure, presidente da Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva, referiu que os resultados deste estudo são encorajadores para os pacientes masculinos e seus médicos.
Contudo, é necessária mais investigação para determinar como os componentes da terapia de combinação afectam os diferentes parâmetros seminais observados e as vantagens de utilizar estes fármacos isoladamente ou em combinação com outros medicamento não utilizados neste estudo.
Isabel Marques
Fontes:
www.nlm.nih.gov/medlineplus/news/fullstory_82568.html
Cafeína pode diminuir dores musculares provocadas por exercício físico
Os investigadores descobriram que homens jovens que realizaram uma sessão intensa de ciclismo tinham os músculos menos doridos quando tomavam uma dose de cafeína antes do treino.
Além disso, os benefícios foram observados tanto nos consumidores habituais de cafeína como naqueles que normalmente evitam a cafeína.
As descobertas, publicadas na “International Journal of Sports Nutrition and Exercise Metabolism”, acrescentam evidências a estudos anteriores demonstrando que a cafeína pode ajudar a prevenir aquela familiar dor muscular, que se sente durante e após um exercício particularmente exigente ou uma nova rotina de treino.
Em teoria, a cafeína pode limitar as dores musculares ao bloquear a actividade de um químico denominado adenosina. Esta substância é libertada como parte da resposta inflamatória à lesão e pode activar os receptores da dor nas células do corpo.
O investigador principal, o Dr. Robert W. Motl, da Universidade do Illinois, em Champaign, referiu à Reuters Health que estas últimas descobertas sugerem que a cafeína pode ser uma forma segura dos desportistas prevenirem as dores musculares.
Este estudo incluiu 25 homens universitários fisicamente em forma, dos quais cerca de metade normalmente consumiam pouca ou nenhuma cafeína. Os restantes consumiam, pelo menos, 400 miligramas de cafeína por dia, o equivalente a três a quatro chávenas de café.
A equipa de investigadores colocou os participantes a pedalarem em bicicletas estacionárias durante duas sessões de 30 minutos de elevada intensidade. Numa ocasião, os homens receberam uma dose de cafeína equivalente a duas a três chávenas de café, uma hora antes do exercício, na outra receberam um comprimido placebo.
No geral, os investigadores descobriram que os homens relataram menos dores musculares com a cafeína, em comparação com o placebo. Visto não ter existido uma diferença entre os consumidores habituais de cafeína e os não consumidores, as pessoas podem não desenvolver uma tolerância aos efeitos redutores da dor da cafeína.
De acordo com o Dr. Motl, os desportistas podem querer considerar ingerir uma dose de cafeína antes de um treino particularmente exigente, ou de um exercício novo, ou se vão realizar um exercício que os deixou com dores musculares no passado.
Isabel Marques
Fontes:
www.reutershealth.com/archive/2009/04/08/eline/links/20090408elin001.html
Especialistas asseguram que a pílula apresenta mais benefícios do que malefícios
A Dra. Esther de la Viuda, presidente da Sociedade Espanhola de Contracepção, assegurou que desapareceram algumas crenças erradas, mas que ainda existem muitas, não só entre a população, mas também entre os próprios profissionais de saúde.
Entre os mitos mais enraizados nas mulheres estão a falta de eficácia, o medo da infertilidade posterior, de perder o desejo sexual, de engordar ou a crença de que provoca cancro.
A presidente da Federação Espanhola de Planeamento Familiar, a Dra. Isabel Serrano, referiu que a eficácia da pílula é superior a 99 por cento e sublinhou que a constante investigação, desde o seu aparecimento na década de sessenta, tem reduzido a existência de efeitos secundários.
No que se refere ao medo de engordar, a Dra. De la Viuda referiu que com as dosagens actuais o máximo que se pode engordar é meio quilo.
A Dra. Serrano excluiu ainda a possibilidade de que a pílula afecte a fertilidade, uma vez que esta protege contra a doença inflamatória pélvica, uma das causas da infertilidade.
De acordo com esta especialista, também não existe uma relação entre a utilização da pílula e o aparecimento do cancro da mama ou do colo do útero, sendo que está comprovado que tem um efeito protector contra o cancro do endométrio e dos ovários.
Ambas as especialistas concordam que o principal problema relativamente à pílula se deve à sua incorrecta utilização, principalmente no que diz respeito aos descansos, uma vez que uma percentagem muito elevada de mulheres interrompem a toma da pílula de forma periódica para que os ovários descansem.
A Dra. Esther de la Viuda acrescentou ainda que é possível utilizar dois métodos contraceptivos em simultâneo, especificamente a pílula e o preservativo, um como método anticonceptivo eficaz para prevenir uma gravidez não desejada e o outro para prevenir doenças sexualmente transmissíveis.
Isabel Marques
Fontes:
http://ecodiario.eleconomista.es/salud/noticias/1119108/03/09/Expertos-aseguran-que-la-pildora-conlleva-mas-beneficios-que-perjuicios.html
Diabetes: Problemas nas gengivas podem levar à doença durante a gravidez
O distúrbio aparenta estar relacionado com nascimentos prematuros e desaparece, geralmente, após o parto, mas também pode persistir.
A diabetes gestacional surge quando uma grávida apresenta taxas elevadas de glicose no sangue, uma situação onde existe uma dificuldade do corpo em gastar açúcar, o combustível fundamental para um metabolismo adequado nas células do corpo.
A equipa de especialistas acompanhou mais de 250 grávidas durante os seus primeiros meses de gravidez, realizando exames ao sangue com um teste de tolerância à glicose e uma avaliação odontológica completa.
As grávidas que desenvolveram diabetes gestacional foram as que apresentavam problemas nas gengivas. Quanto maior o sangramento ao escovar os dentes, maiores eram as suas taxas de açúcar no sangue.
A diabetes gestacional desaparece normalmente com o final da gravidez, mas as mulheres que apresentaram esse problemas passam a ter um risco maior de desenvolver diabetes tipo 2 mais tarde.
Pedro Santos
http://saude.sapo.pt/artigos/noticias_actualidade/ver.html?id=988715
terça-feira, 7 de abril de 2009
Nicotina pode ser mais do que adictiva
Os cientistas da Brown University, nos Estados Unidos, afirmam que os dados desta pesquisa podem vir ajudar a desenvolver tratamentos para diversas doenças. "Abre diversos caminhos para futuras investigações", afirmou Edward Hawrot, principal investigador do estudo.
A equipa de investigadores analisaram o receptor nicotínico alfa-7 de acetilcolina em tecidos do cérebro de ratos, semelhante ao que existe nos seres humanos.
A maioria dos receptores na superfície das células são sensíveis a pequenas moléculas sinalizadoras, tais como o neurotransmissor acetilcolina, que é o sinal que ocorre naturalmente e é utilizado pelo organismo para activar os receptores alfa-7.
O estudo descobriu que 55 proteínas interagiam com o receptor nicotínico alfa-7, sendo que estas conexões não haviam ainda sido descobertas pelos cientistas.
Pedro Santos
http://www.upi.com/Health_News/2009/04/06/Nicotine-may-be-more-than-addictive/UPI-83891239052679/
Alterar estilo de vida reduz risco de cancro colo-rectal
A equipa de cientistas procurou estimar formas de recomendar alterações nos hábitos de vida que podem afectar a incidência do cancro colo-rectal no Reino Unido nos próximos 24 anos.
Entre as diversas análises e estimativas os investigadores chegaram a cinco alterações que podem vir a reduzir de forma substancial o risco de cancro colo-rectal:
* Não consumir mais de 80-90 gramas por dia de carnes vermelhas ou processadas;
* Comer pelo menos cinco porções de fruta e vegetais diariamente;
* Fazer exercício 30 minutos por dia durante cinco ou mais dias por semana;
* Não consumir mais de 21 unidades de álcool por semana, se for homem, e 15 unidades se for mulher, sendo que uma unidade de álcool corresponde a metade de uma caneca de cerveja ou um pequeno copo de vinho;
* As estatísticas da obesidade e excesso de peso devem ser reduzidas para os valores correspondentes de há 20 anos atrás;
As descobertas dos investigadores afirmam que só no Reino Unido é possível reduzir os valores de cancro-colo rectal em 26% através de alterações na dieta, prática de exercício físico, reduzir o consumo de álcool e controlar o peso.
Pedro Santos
http://www.upi.com/Health_News/2009/04/06/Lifestyle-changes-reduce-colon-cancer-risk/UPI-25901238997560/
segunda-feira, 6 de abril de 2009
Óleo de peixe ajuda a tratar excesso de peso em crianças
O óleo de peixes, rico em ómega 3, é utilizado desde o século XVIII devido aos seus benefícios para a saúde. Cientistas norte-americanos descobriram um possível novo benefício, nomeadamente para os jovens, podendo auxiliar aqueles com excesso de peso.
A pesquisa avaliou o efeito do óleo com ómega 3 sobre o perfil de gorduras no sangue em crianças e adolescentes com idades compreendidas entre os 10 e os 18 anos e que tinham excesso de peso. Todos fizeram dieta e exercícios regulares, sendo que um dos grupos recebeu, além dessas orientações, doses diárias de óleo de peixe.
Aqueles que receberam o óleo de peixe melhoraram o seu perfil de gorduras no sangue de forma significativa, baixaram os níveis de triglicéridos e aumentaram o colesterol HDL (o chamado "colesterol bom").
Os que não utilizaram o suplemento e só fizeram dieta e exercício físico também conseguiram melhorar o peso, mas não os níveis de gorduras sanguíneas.
O estudo concluiu, assim, que a ingestão de óleos gordos, juntamente com dieta e actividade física, ajuda no combate ao excesso de peso, pelo menos nos jovens, comparativamente aos que fazem apenas dieta e exercício.
É igualmente importante devido ao facto da obesidade ter vindo a afectar cada vez mais jovens, podendo provocar-lhes problemas cardiovasculares no futuro.
Pedro Santos
http://saude.sapo.pt/artigos/noticias_actualidade/ver.html?id=988324
Maior quantidade de germes na boca aumenta risco de doença cardíaca
Vários estudos têm sugerido que existe uma relação entre os organismos que provocam uma doença das gengivas, ou doença periodontal, e o desenvolvimento de doença cardíaca, mas poucos avaliaram esta teoria.
A investigadora principal, a Dra. Oelisoa M. Andriankaja, da Universidade de Buffalo, explicou que a mensagem é que, embora alguns patogénios periodontais específicos tenham sido associados a um maior risco de doença coronária, a carga patogénica bacteriana total é mais importante do que o tipo de bactéria. Isto é, o número total de bactérias é mais importante do que um único organismo.
O estudo incluiu 386 homens e mulheres, entre os 35 e os 69 anos, que tinham sofrido um ataque cardíaco e 840 pessoas sem problemas de coração que serviram para controlo. Foram recolhidas amostras de placa dentária, onde os germes aderem, em 12 localizações das gengivas de todos os participantes.
As amostras foram analisadas relativamente à presença de seis tipos comuns de bactérias periodontais, assim como sobre o número total de bactérias.
Os pacientes cardíacos apresentavam uma maior quantidade de todos os tipos de bactérias do que os de controlo. Contudo, apenas duas espécies conhecidas, Tannerella forsynthesis e Preventella intermedia, demonstraram uma associação estatisticamente significativa a um maior risco de insuficiência cardíaca.
Segundo a AZprensa.com, os resultados demonstraram que um aumento do número de bactérias periodontais diferentes também aumentava as probabilidades de enfarte.
De acordo com os investigadores, para avaliar esta possível associação será necessário realizar estudos prospectivos, ou seja, que meçam as bactérias orais nos participantes sem problemas cardíacos no início do estudo e depois quando se produzam episódios cardiovasculares.
Isabel Marques
Fontes:
www.azprensa.com/noticias_ext.php?idreg=41073
Combinação de três fármacos ajuda a preservar caixa de voz no cancro da laringe
O estudo comparou o tratamento com uma combinação de três fármacos (docetaxel, cisplatina e 5-fluorouracil), durante a indução da quimioterapia, a uma combinação de cisplatina e 5-fluorouracil.
A quimioterapia com cisplatina e 5-fluorouracil, seguida de radiação, é normalmente utilizada como uma alternativa à cirurgia no tratamento de pacientes com cancro localmente avançado da laringe (caixa de voz) e hipofaringe.
Investigações recentes têm sugerido que adicionar docetaxel à quimioterapia com cisplatina e 5-fluorouracil poderá melhorar ainda mais os resultados dos pacientes.
O estudo, publicado na “Journal of the National Cancer Institute”, incluiu 213 pacientes com cancro avançado da laringe e hipofaringe, sendo que aqueles que responderam à quimioterapia receberam radiação e os que não responderam foram submetidos a cirurgia.
Após um seguimento médio de três anos, as taxas de preservação da laringe foram um pouco acima dos 70 por cento no grupo que recebeu a combinação de três fármacos e de 57,5 por cento para aqueles que receberam a combinação de cisplatina e 5-fluorouracil.
No geral, 80 por cento dos pacientes no grupo dos três fármacos respondeu à terapia, em comparação com um pouco mais de 59 por cento do grupo da combinação de cisplatina e 5-fluorouracil. Os pacientes no grupo dos três fármacos apresentaram mais infecções graves do que os do outro grupo.
A combinação dos três fármacos foi superior para os pacientes com cancros localmente avançados da laringe e hipofaringe, sendo que este tratamento poderá ajudar mais pacientes a evitar uma laringectomia total (remoção da caixa de voz).
Contudo, os investigadores do Centro Hospitalar Regional e Universitário de Tours acrescentaram que, como o estudo foi limitado a pacientes com apenas cancro da laringe e hipofaringe e especialmente delineado para a preservação do órgão, não se podem generalizar as descobertas a todos os cancros localmente avançados da cabeça e pescoço.
Isabel Marques
Fontes:
www.nlm.nih.gov/medlineplus/news/fullstory_82133.html
Rebentos de brócolos podem ajudar a prevenir cancro do estômago
Os rebentos de brócolos frescos contêm muito sulforafano, um bioquímico natural que parece despoletar a produção de enzimas nos intestinos que protegem contra os radicais de oxigénio, químicos que danificam o ADN, e a inflamação.
Num artigo publicado na “Cancer Prevention Research”, os investigadores descobriram que consumir cerca de 70 gramas diariamente de brócolos bebés pode ajudar a afastar alguns problemas de saúde graves.
O Dr. Jed Fahey, bioquímico nutricional da Faculdade de Medicina da Universidade Johns Hopkins, referiu que identificaram um alimento que, se ingerido regularmente, pode potencialmente ter um efeito protector contra a causa de muitos problemas gástricos e talvez até, em última instância, ajudar a prevenir o cancro do estômago.
Já se sabe há muito que o sulforafano é um potente antibiótico contra a Helicobacter pylori, uma bactéria que provoca gastrites, úlceras e cancro do estômago, mas este é o primeiro ensaio que demonstra os efeitos do composto em humanos.
O Dr. Fahey explicou que os rebentos de brócolos têm uma concentração muito maior de sulforafano do que os brócolos maduros.
No estudo, 25 pessoas no Japão, que estavam infectadas com Helicobacter pylori, consumiram 70 gramas de rebentos de brócolos durante dois meses. Outras 25 pessoas também infectadas consumiram uma quantidade equivalente de rebentos de alfalfa, que não contêm sulforafano.
O investigador referiu que se sabe que uma dose de algumas gramas por dia de brócolos é suficiente para elevar as enzimas protectoras do organismo, sendo que este é o mecanismo através do qual se pensa que ocorram muitos dos efeitos quimioprotectores.
Além disso, o facto dos níveis de infecção e inflamação terem sido reduzidos sugere que a probabilidade de se sofrer gastrites, úlceras e cancro é possivelmente mais baixa.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) classifica a Helicobacter pylori como cancerígena, sendo que esta bactéria afecta vários milhares de milhões de pessoas, ou cerca de metade da população mundial, estando associada a úlceras do estômago, que frequentemente são tratadas com antibióticos.
Isabel Marques
Fontes:
www.reuters.com/article/healthNews/idUSTRE5351BT20090406
Níveis de selénio podem ter impacto no risco da doença arterial periférica
A doença arterial periférica ocorre quando as artérias das pernas se tornam mais estreitas ou entupidas com depósitos de gordura, reduzindo o fluxo sanguíneo, levando a cãibras nas pernas e dificuldade em andar.
Neste estudo, o Dr. Eliseo Guallar, da Faculdade de Saúde Pública da Universidade Johns Hopkins, em Baltimore, e colegas descobriram que a probabilidade de sofrer de doença arterial periférica diminuiu à medida que os níveis de selénio aumentavam, mas que o risco da doença depois aumentou ligeiramente para as pessoas com os níveis mais elevados de selénio.
Os investigadores salientaram na “American Journal of Epidemiology” que a doença arterial periférica é um marcador importante de aterosclerose (endurecimento das artérias) por todo o corpo.
Embora existam algumas evidências de que os níveis de selénio estão relacionados com o risco de doença cardíaca, é questionável se consumir mais selénio poderá ser benéfico.
Assim, os investigadores observaram 2062 homens e mulheres, com 40 anos ou mais, e compararam os níveis de selénio no sangue ao índice tornozelo/braço (comparação entre a pressão arterial do braço e do tornozelo), um teste geralmente utilizado para a DAC.
Quando os investigadores dividiram os participantes por quarto grupos com base nos níveis de selénio, descobriram que aqueles com os segundos níveis mais baixos tinham 25 por cento menos probabilidade de ter DAC do que aqueles com os níveis mais baixos.
Para as pessoas no quartil dos segundos níveis mais altos, o risco de DAC eram 42 por cento mais baixos do que aquelas com menos selénio. Os participantes com os níveis mais elevados de selénio tinham um risco 33 por cento menor de DAC do que aqueles com os níveis mais baixos.
Os investigadores descobriram que o risco de doença arterial periférica decrescia à medida que os níveis de selénio subiam até 150-160 ng/mL e depois começava a aumentar nas pessoas com níveis mais elevados de selénio.
Embora a relação não seja estatisticamente significativa, as descobertas sugerem que existe uma relação em forma de “U” entre os níveis de selénio e o risco de doença arterial periférica.
De acordo com a Reuters Health, os investigadores referiram que são necessários mais estudos para identificar os níveis ideais de selénio para reduzir o risco de doença cardíaca e outros tipos de doenças crónicas, nas populações com diferentes níveis de ingestão de selénio.
Isabel Marques
Fontes:
www.reutershealth.com/archive/2009/04/03/eline/links/20090403elin004.html
domingo, 5 de abril de 2009
Dados demonstram benefícios de tratamento precoce com anti-retrovirais para VIH
A investigadora principal, a Dra. Mari Kitahata, explicou que o tempo óptimo para iniciar a terapia em pacientes infectados com o VIH assintomáticos tem sido pouco claro, sendo que este estudo acrescenta evidências que apoiam uma iniciação precoce da terapia para melhorar a sobrevivência.
Os investigadores conduziram duas análises envolvendo mais de 17.500 pacientes assintomáticos com a infecção do VIH, que receberam cuidados médicos entre 1996 e 2005, que não tinham recebido tratamento anteriormente com anti-retrovirais.
Os pacientes foram classificados de acordo com a contagem de células T CD4+ quando iniciaram o tratamento. A primeira análise incluiu mais de 8300 pacientes, dos quais cerca de 2 mil iniciaram a terapia anti-retroviral com uma contagem de CD4+ entre as 351 e as 500 células por milímetro cúbico, enquanto os restantes adiaram a terapia até a contagem de CD4+ ter descido para 350 ou menos.
Os dados demonstraram que houve um aumento de 69 por cento do risco de morte para os pacientes que adiaram o tratamento.
A segunda análise envolveu mais de 9100 pacientes, dos quais cerca de 2200 iniciaram a terapia com uma contagem de CD4+ acima de 500. No grupo de pacientes que adiaram a toma de anti-retrovirais até a contagem de CD4+ ter descido para menos de 500, os resultados demonstraram que existia um aumento de 94 por cento do risco de morte.
As directrizes actuais recomendam que os pacientes com uma contagem de CD4+ abaixo de 350 iniciem a terapia anti-retroviral, enquanto que a decisão de tratar os pacientes com níveis mais elevados de CD4+ é deixada à discrição do médico.
A Dra. Kitahata sublinhou que pensa que os dados são fortes o suficiente para se iniciar a terapia, nos pacientes que estão prontos e dispostos, quando a contagem de CD4+ esteja acima de 500 e certamente entre 350 e 500.
Isabel Marques
Fontes:
www.firstwordplus.com/Fws.do?articleid=842149F8995541DBA0F77D2E145B05B3
Clopidogrel mais aspirina reduz risco de AVC em pacientes com fibrilhação auricular
De acordo com a First Word, o ensaio envolveu 7554 pacientes com fibrilhação auricular e com, pelo menos, um factor de risco de acidente vascular cerebral (AVC), que receberam clopidogrel, uma vez por dia, em combinação com aspirina, ou aspirina isoladamente, para prevenir a primeira ocorrência de um evento vascular major.
Após um seguimento médio de 3,6 anos, os resultados demonstraram que os pacientes tratados com clopidogrel apresentaram uma redução significativa de 11 por cento dos eventos vasculares e uma redução significativa de 28 por cento da incidência de AVC.
O estudo, apresentado na conferência do Colégio Americano de Cardiologia, também revelou que o grupo que recebeu a combinação de clopidogrel e aspirina apresentou taxas significativamente mais elevadas de sangramento e hemorragia intracraniana, mas demonstrou que não houve aumentos significativos nas hemorragias fatais e AVC hemorrágico.
O investigador principal, o Dr. Stuart Connolly, sublinhou que para a maioria das pessoas um AVC é muito pior do que uma hemorragia, tendo acrescentado que para os pacientes com intolerância à varfarina, o clopidogrel mais aspirina fornece um benefício importante com um risco aceitável.
Em Portugal, o clopidogrel é comercializado como Plavix, Iscover, Clopidogrel Winthrop e Clopidogrel BMS, sendo utilizado para prevenir a formação de coágulos sanguíneos (trombos) que se formam em vasos sanguíneos endurecidos (artérias), um processo conhecido como aterotrombose, que pode conduzir a acidentes aterotrombóticos (tais como o acidente vascular cerebral, ataque cardíaco ou morte).
Isabel Marques
Fontes:
www.firstwordplus.com/Fws.do?articleid=20A6A3C95E3D4AC7AF075470C1FA877A
Bebidas são um factor importante no aumento de peso
O estudo revelou que a perda de peso estava associada, de forma positiva, a uma redução do consumo de calorias liquidas, tendo um impacto ainda mais forte do que uma redução de calorias sólidas.
"Tanto as calorias liquidas como sólidas estavam associadas a alterações do peso, mas uma redução das calorias liquidas demonstrou um alteração significativa na perda de peso durante o período de seis meses de acompanhamento após o terminar do estudo", afirmou Benjamin Caballero, um dos investigadores.
"Uma redução de calorias liquidas correspondeu a uma perda de peso de 0,25kg durante o período de 6 meses, e 0,24kg passados 18 meses. Entre bebidas açucaradas, cortar apenas um dos consumos estava associada a uma perda de 0,5kg", acrescentou ainda Caballero.
O investigador adiantou que entre os sete tipos de bebidas examinadas, as açucaradas eram as únicas que tinham um impacto significativo na redução de peso.
Pedro Santos
http://www.upi.com/Health_News/2009/04/03/Beverages-a-factor-in-weight-gain/UPI-73541238778339/
sexta-feira, 3 de abril de 2009
Sintomas de ataques cardíacos podem ser diferentes nas mulheres
Dores no peito, falta de ar, e uma forte dor no pescoço, costas, mandíbula e braços são alguns dos sintomas clássicos de um ataque cardíaco, identificados pela maioria das pessoas.
Um estudo financiado pelo Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos descobriu que as mulheres têm maiores probabilidades de apresentar sintomas atípicos de ataques cardíacos.
Os investigadores analisaram mais 500 pacientes cardíacas, verificando que nas semanas que antecederam aos ataques, 70% das pacientes afirmaram ter uma forte e inexplicável fadiga, 48% relataram ter distúrbios de sono, e pouco mais de metade afirmou ter falta de ar, indigestão e ansiedade.
Mais de 50% tiveram falta de ar e fraqueza durante o ataque, e um pouco mais de metade teve grande fadiga, frio abundante e vertigens.
Verificou-se, assim, que as mulheres podem experimentar sintomas que não são tipicamente associados a ataques do coração, e que podem surgir semanas antes do evento verdadeiro.
A Associação Americana do Coração deixou ainda o alerta que a dor no peito é o aviso mais comum em ambos os sexos, e embora os homens também possam apresentar sintomas atípicos, as mulheres devem ficar especialmente atentas a eles.
Pedro Santos
http://saude.sapo.pt/artigos/noticias_actualidade/ver.html?id=987858
Ácidos gordos encontrados no peixe podem ajudar a reduzir tumores
Investigadores egípcios relataram que um ácido gordo ómega-3 encontrado nos óleos de peixe reduziu o tamanho dos tumores em ratos e fez com que a quimioterapia fosse mais potente, enquanto limitou os seus efeitos prejudiciais.
As descobertas, publicadas na “Cell Division”, da BioMed Central, acrescentam evidências que demonstram um leque de benefícios para a saúde do consumo de ácidos gordos encontrados nos alimentos como o salmão.
O Professor A.M. El-Mowafy e colegas da Universidade de Mansoura, no Egipto, observaram a forma como um ácido gordo ómega-3, denominado ácido docosahexanóico (DHA), afectou o crescimento dos tumores em ratos e quão bem interagiu com um fármaco de quimioterapia, denominado cisplatina.
O Professor El-Mowafy referiu que os resultados sugerem um regime terapêutico novo e produtivo na gestão de tumores sólidos baseado na combinação da cisplatina e possivelmente outras quimioterapias com DHA.
De acordo com a Reuters Health, o investigador acrescentou ainda que o DHA obteve efeitos quimiopreventivos proeminentes por si só e aumentou também consideravelmente os efeitos da cisplatina.
Em Março, investigadores norte-americanos demonstraram que uma dieta rica de ácidos gordos ómega-3, o tipo encontrado em peixes como o salmão, carapau, arenque e sardinhas, protege contra o cancro da próstata avançado, mesmo em homens com maior risco da doença.
Os ácidos gordos, também encontrados em alimentos como as nozes e os vegetais de folha verde, têm demonstrado providenciar efeitos anti-inflamatórios e têm sido relacionado com um menor risco de doença cardíaca.
Neste estudo, a equipa do Professor El-Mowafy descobriu que, a nível molecular, o DHA reduziu a acumulação de glóbulos broncos, inflamação sistémica e uma doença perigosa marcada pela diminuição dos níveis de antioxidantes, sendo que todas estas questões têm sido relacionadas com o crescimento dos tumores.
Esta investigação também demonstrou que os ácidos gordos reduziram a toxicidade e a danificação dos tecidos dos rins provocados pela quimioterapia.
Isabel Marques
Fontes:
www.reutershealth.com/archive/2009/04/02/eline/links/20090402elin010.html
Hepatite B: novas terapêuticas entram no mercado
Após aprovação do Infarmed, as novas orientações terapêuticas para o tratamento da hepatite B entraram no mercado farmacêutico hospitalar. Um medicamento antiviral como tratamento de primeira linha está na base destas terapêuticas ditas inovadoras - o Viread (tenofovir disoproxil fumarate) da biofarmacêutica Gilead Sciences.
A avaliação da Autoridade Nacional do Medicamento e de Produtos de Saúde (Infarmed) comprovou o valor terapêutico acrescentado deste medicamento de toma oral e uma relação custo-benefício favorável, face às restantes alternativas terapêuticas, estimando uma poupança anual de 1 500 euros ano por doente em tratamento nos hospitais.
As novas terapêuticas - definidas pela European Association Studies for the Study of the Liver (EASL) e com autorização de introdução de mercado (AIM) atribuída pela Comissão Europeia desde Abril de 2008 – apresentam-se como tratamentos preferenciais para doentes que apresentem falência a outros tratamentos prévios por resistência a outros fármacos, uma das situações mais frequentes nos tratamentos alternativos.
No relatório do Infarmed lê-se que o Viread "está indicado para tratamento de hepatite B crónica, em adultos com doença hepática compensadas com evidência de replicação viral activa e histológica de inflamação activa e/ou fibrose”.
Raquel Garcez
Fonte: Infarmed
VIH: Descoberta molécula eficaz contra vírus resistente
Um estudo inglês sugere que a molécula D-1mT pode ser usada juntamente com a terapia anti-retroviral para travar a replicação do vírus da imunodeficiência humana (VIH).
Segundo os especialistas do Colégio Imperial de Londres, a investigação testou a eficácia da molécula D-1mT em macacos infectados com o vírus da imunodeficiência símia (VIS), que é semelhante à humana (VIH), noticia o site Bio-Medicine.
Os investigadores explicaram que, após seis dias de tratamento, apenas três dos macacos apresentavam níveis detectáveis de VIS, e após 13 dias foram detectados reduzidos vestígios de SIV em dois dos animais.
A equipa de cientistas acredita, os resultados do estudo poderão conduzir à criação de um novo fármaco contra o VIH, que embora ainda esteja em fase de testes, poderá ser a solução para as pessoas infectadas com o vírus da sida que não respondem à terapia tradicional anti-retroviral.
“Necessitamos de entender o funcionamento da D-1mT para podermos pensar em desenvolvê-la enquanto um potencial tratamento para o VIH”, rematou Adriano Boasso, um dos autores do trabalho.
Raquel Garcez
Fonte: http://www.bio-medicine.org/biology-news-1/Potential-new-HIV-drug-may-help-patients-not-responding-to-treatment-7779-3/
quinta-feira, 2 de abril de 2009
Meningite: nova vacina disponível em breve
A nova vacina contra a Doença Pneumocócica Invasiva (DPI) vai estar disponível em Portugal a partir de 9 de Abril. Portugal será o primeiro país europeu onde a vacina é lançada.
Chama-se Synflorix e pertence aos laboratórios da GlaxoSmithKline. A nova vacina pneumocócica pediátrica obteve esta semana a autorização da Agência Europeia do Medicamento (EMEA) e é, dia 03 de Abril, apresentada no Porto.
A vacina propõe-se a actuar contra doenças potencialmente fatais como a meningite e a pneumonia bacteriémica, bem como contra infecções do ouvido médio.
De acordo com um comunicado da GSK, a Synflorix "está indicada para a imunização activa contra a doença invasiva e a otite média aguda (OMA) causadas por Streptococcus Pneumoniae em bebés e crianças com idades compreendidas entre as seis semanas e os dois anos de idade e será comercializada a um preço de cerca de 70 euros (cada doze)".
A GSK informa ainda que a nova vacina, que protege contra 10 serotipos da DPI, "irá proporcionar uma cobertura contra três das principais estirpes pneumocócicas (serotipos 1, 5 e 7F) além dos sete serotipos (4, 6B, 9V, 14, 18C, 19F, 23F) que tem em comum com a vacina existente (Prevenar)".
Na Europa, cerca de um em cada três casos de doença pneumocócica em crianças pequenas não era prevenido, uma vez que, estas doenças são causadas por serotipos bacterianos não abrangidos pela vacina pneumocócica conjugada actualmente disponível no mercado (Prevenar).
Segundo a nota de imprensa, os especialistas em Pediatria consideram que estão criadas as condições para que a ministra da Saúde, em conjunto com a Comissão Técnica de Vacinação, decida inclui-la no Plano Nacional de Vacinação, dando assim "igualdade de oportunidades a todas as famílias".
Raquel Garcez
Fonte: Comunicado GSK
Comprimido múltiplo pode ajudar a combater doenças cardiovasculares
O Dr. Koon Teo, da Universidade McMaster, em Hamilton, no Ontário, referiu que este comprimido múltiplo poderá ajudar a reduzir os eventos cardiovasculares em mais de 80 por cento nas pessoas saudáveis.
Num ensaio em 50 centros na Índia, 2053 pessoas sem doença cardiovascular, com idades entre os 45 e os 80 anos e com um factor de risco, como a obesidade, pressão sanguínea alta ou mau colesterol, receberam aleatoriamente este policomprimido. O comprimido era composto por doses reduzidas de diversos fármacos: 12,5 miligramas (mg) de tiazida, 50 mg de atenolol, 5 mg de ramipril, 20 mg de sinvastatina e 100 mg de aspirina por dia.
Os participantes foram distribuídos por oito grupos, cada um com cerca de 200 indivíduos, tendo cada grupo recebido aspirina isoladamente, sinvastatina isoladamente, hidroclorotiazida isoladamente, três combinações de dois fármacos para baixar a pressão sanguínea, três fármacos para baixar a pressão sanguínea isoladamente ou três fármacos para baixar a pressão sanguínea mais aspirina.
As descobertas publicadas na “The Lancet” revelaram que, comparativamente com os grupos que não receberam fármacos para baixar a pressão sanguínea, o policomprimido reduziu a pressão sanguínea sistólica em 7,4 mm Hg e a diastólica em 5,6 mm Hg, o que foi semelhante à utilização de três fármacos para baixar a pressão sanguínea, com ou sem aspirina.
Isabel Marques
Fontes:
www.upi.com/Health_News/2009/03/31/Polypill_combines_heart_medications/UPI-41661238476126/
http://ecodiario.eleconomista.es/salud/noticias/1134070/03/09/Anuncian-una-pildora-milagrosa-contra-las-enfermedades-cardiovasculares.html
Tratamentos para o cancro alteram gosto por alimentos
Uma análise de diversos estudos foi publicada no Journal of Supportive Oncology, incluindo formas de ajudar a melhorar o gosto e anomalias odoríferas nos pacientes com cancro. Entre as sugestões estava o consumo reduzido de alimentos que têm um gosto "metálico", como a carne vermelha, o café ou o chá, consumir mais alimentos ricos em proteínas, praticar uma boa higiene oral, e utilizar agentes estimuladores de produção de saliva, como pastilhas sem açúcar.
Glenn Lesser, oncologista da Wake Forest University Baptism Medical Center, afirmou que a equipa de investigadores incluía engenheiros ambientalistas e biomédicos, bem como cientistas especialistas em alimentos.
"Os oncologistas que compreendem os diversos tipos e causas do sabor e anomalias podem estar mais bem preparados para discutir e enfatizar estes efeitos secundários negativos", afirmaram os autores do estudo em comunicado.
"Alternar o gosto e o olfacto nos pacientes é um assunto que tem vindo a ser descurado em comparação com outros aspectos nas pesquisas relacionadas com o cancro", pode ler-se ainda no mesmo.
Pedro Santos
http://www.upi.com/Health_News/2009/04/01/Cancer_treatment_affects_taste_of_food/UPI-51171238636698/
Uma dose de álcool por dia baixa risco de morte
Pesquisas anteriores já haviam revelado que era benéfico o consumo moderado de álcool para a saúde, embora não o tivessem especificado.
O novo estudo, publicado no The Journal of the American Geriatrics Society, analisou mais de 12 mil pessoas durante o período de quatro anos, tendo concluído que o consumo moderado de álcool estava associado a uma redução de 28% no risco de mortalidade comparativamente ao consumo nulo.
Consumir uma ou menos doses por semana não apresentava quaisquer benefícios, e aqueles que consumiam mais de três doses por dia aumentavam os seus riscos em 11%.
"Há outras coisas boas que se pode fazer e que oferecem menos possibilidades de causar danos, como fazer mais exercícios", afirmou Sei J. Lee, principal autor do estudo e geriatra do Veterans Affairs Medical Center em São Francisco, Estados Unidos, acrescentando ainda não estar preparado para aconselhar os abstinentes de álcool a começar a beber.
Pedro Santos
http://saude.sapo.pt/artigos/noticias_actualidade/ver.html?id=987663
Diabéticos podem precisar de mais cálcio juntamente com fibras
Os investigadores observaram que, quando 13 diabéticos duplicaram a ingestão de fibras, os participantes começaram a excretar menos cálcio através da urina, um sinal de que a absorção de cálcio pelo organismo diminuiu.
Sabe-se que as fibras ajudam a reduzir o colesterol, a melhorar o controlo do açúcar no sangue e a manter a regularidade intestinal, sendo que os adultos são aconselhados a consumir aproximadamente 25 gramas ou mais por dia.
Contudo, os investigadores relataram na “Diabetes Care” que estas últimas descobertas sugerem que uma pior absorção de cálcio pode ser o resultado do aumento do consumo de fibras.
O investigador principal, o Dr. Abhimanyu Garg, do Centro Médico Southwestern, da Universidade do Texas, em Dallas, referiu que, como mais cálcio equivale a uma melhor saúde óssea, os investigadores recomendam que as pessoas a seguir dietas ricas em fibras consultem o seu médico sobre aumentar também a ingestão de cálcio, de modo a retirarem o maior beneficio de ambos.
O investigador acrescentou que é importante consultar primeiro um médico ou nutricionista, porque o cálcio em excesso pode provocar pedras nos rins.
As descobertas basearam-se no estudo de 13 adultos de meia-idade e mais velhos com diabetes tipo 2, que consumiam 50 gramas de fibras por dia durante seis meses, seguidos por 24 gramas por da durante mais seis meses.
De acordo com a Reuters Health, a equipa de investigadores descobriu que, quando os pacientes consumiam a dieta mais elevada em fibras, a excreção de cálcio diminuía. Alguns estudos têm sugerido que as fibras alimentares se ligam a determinados minerais, formando “complexos” que não podem ser absorvidos.
O Dr. Garg sugere que as pessoas tentem ingerir alimentos que fornecem tanto fibras como cálcio, tais como espinafres, brócolos, figos, papaia, feijões e alcachofras.
Isabel Marques
Fontes:
www.reutershealth.com/archive/2009/04/01/eline/links/20090401elin002.html
Oxicodona pode ajudar a aliviar dores agudas do herpes zoster
O estudo, publicado na revista científica “Pain”, avaliou diferentes métodos de aliviar a dor durante um episódio de herpes zoster, uma infecção que produz erupções cutâneas muito dolorosas, constituídas por bolhas (vesículas) cheias de líquido, que muitos pacientes referiram ser a pior que alguma vez experienciaram.
O investigador principal, o Dr. Robert Dworkin, do Centro Médico da Universidade de Rochester, e colegas estudaram 87 pacientes com herpes zoster em Rochester e Houston. Os participantes foram divididos em três grupos e receberam oxicodona, gabapentina ou placebo.
Os pacientes, cuja média de idades era de 66 anos, sofriam de dor moderada a grave. Todos os pacientes também receberam medicação anti-viral, que é o tratamento standard para os pacientes com esta infecção.
De acordo com a United Press International, os investigadores referiram que os pacientes que receberam oxicodona tinham duas vezes mais probabilidade de experienciar uma redução significativa da dor, pelo menos, uma diminuição de 30 por cento, em comparação com os pacientes que tomaram placebo.
Embora a medicação tenha sido efectiva, cerca de um terço dos participantes saiu do estudo, principalmente devido a problemas de obstipação.
O Dr. Dworkin revelou que os investigadores ficaram surpreendidos com o facto da gabapentina não ter parecido útil no tratamento da dor.
O herpes zoster é causado pela reactivação do vírus da varicela (vírus varicela-zoster) em latência. A infecção inicial pelo vírus varicela-zoster, que pode adoptar a forma de varicela, termina com a penetração dos vírus nos gânglios (uma aglomeração de células nervosas) dos nervos espinhais ou cranianos, permanecendo ali em estado latente. O herpes zoster fica sempre limitado à distribuição cutânea da raiz ou raízes nervosas afectadas (dermatomas).
O vírus do herpes zoster pode não voltar a produzir sintomas ou então só reactivar-se muitos anos depois. Se isso ocorrer, reproduz-se a doença. Por vezes, tem lugar quando a imunidade do organismo diminui em virtude de outra perturbação, como a SIDA ou a doença de Hodgkin, ou por medicações que debilitem o sistema imunitário. Na maioria dos casos desconhece-se a causa da reactivação.
O aparecimento do herpes zoster nem sempre significa que exista alguma doença grave subjacente. Pode ocorrer em qualquer idade, mas é mais frequente depois dos 50 anos.
Isabel Marques
www.upi.com/Health_News/2009/03/31/Oxycodone_may_ease_acute_pain_of_shingles/UPI-77051238557610/
www.manualmerck.net/?url=/artigos/%3Fid%3D212%26cn%3D1795