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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Estudo examina eficácia e aceitabilidade de 12 antidepressivos

Dados de um estudo, publicados na “The Lancet”, sugerem que 12 antidepressivos de nova geração são igualmente efectivos, embora o Zoloft (sertralina), da Pfizer, e o Cipralex (escitalopram), da Forest e da Lundbeck, ambos comercializados em Portugal, tenham sido superiores em termos de eficácia e aceitabilidade.

Os outros 10 fármacos avaliados no estudo foram o Cymbalta (duloxetina) e o Prozac (fluoxetina), da Eli Lilly, o Dumyrox (fluvoxamina), da Solvay, o Remeron (mirtazapina), da Akzo Nobel, o Seroxat (paroxetina), da GlaxoSmithKline, o Edronax (reboxetina), da Pfizer, o Efexor (venlafaxina), da Wyeth, e o Wellbutrin XR (bupropiom), da Biovail, o Ixel (milnacipran), da Forest e da Cypress, e o citalopram, todos comercializados em Portugal.

Os investigadores analisaram 117 estudos aleatórios e controlados, que incluíram 25 928 pacientes, conduzidos entre 1991 e 2007, nos quais os antidepressivos foram avaliados no tratamento da depressão major unipolar em adultos.

As descobertas demonstraram que, enquanto o Zoloft, o Cipralex, o Remeron e o Efexor foram mais eficazes do que os outros antidepressivos, o Zoloft e o Cipralex demonstraram o melhor perfil de aceitabilidade, levando a significativamente menos casos de descontinuação do tratamento, em comparação com os outros fármacos.

Contudo, no estudo, todos os antidepressivos foram efectivos e as diferenças observadas entre eles não foram grandes. Os investigadores realçaram que, se um paciente está a tomar um fármaco e a responder bem, este não deve parar e mudar de medicamentos.

De acordo com as conclusões do estudo, o Zoloft poderá ser a melhor escolha quando se está a iniciar um tratamento para a depressão major moderada a grave em adultos, porque apresenta o equilíbrio mais favorável entre os benefícios, aceitabilidade e custos de aquisição.

Isabel Marques

Fontes:
www.firstwordplus.com/Fws.do?articleid=45AA1D463F0E4112A837858597F3162D

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Estudo: Fármacos para hiperactividade podem estar ligados a alucinações

Dados de um estudo, publicados na revista científica “Pediatrics”, indicaram que os fármacos utilizados para o tratamento da Perturbação de Hiperactividade e Défice de Atenção (PHDA) podem provocar alucinações em determinadas crianças.

O estudo incluiu dados de medicamentos como o Ritalina LA (metilfenidato), da Novartis, o Concerta (metilfenidato), da Johnson & Johnson, o Strattera (atomoxetina), da Eli Lilly, comercializados em Portugal, e ainda o Focalin XR (dexmetilfenidato hidrocloreto), da Novartis, o Adderall XR (dexmetilfenidato) e o Daytrana patch (metilfenidato), da Shire, e o Metadate CD (metilfenidato), da Celltech. Foram ainda incluídos dados relativamente ao fármaco Modiodal (modafinil), da Cephalon, para a narcolepsia, também comercializado em Portugal.

Os investigadores da agência norte-americana que regula os medicamentos (FDA) analisaram dados de 49 estudos clínicos aleatórios de fármacos para a PHDA conduzidos pelas farmacêuticas.

As investigações da FDA revelaram resultados que sugerem que as medicações estavam associadas a sintomas psiquiátricos consistentes com psicose ou mania em alguns pacientes, incluindo pacientes sem quaisquer factores de risco evidentes.

Os investigadores declararam que o número de casos de psicose ou mania nos ensaios clínicos pediátricos foram reduzidos. Contudo, aperceberam-se de uma completa ausência de tais eventos nos tratamentos com placebo, ou seja, sem efeitos terapêuticos.

Os investigadores descobriram que todos os medicamentos para a PHDA testados estavam relacionados com sintomas psicóticos.

Isabel Marques

Fontes:

www.firstwordplus.com/Fws.do?articleid=3DE4F53ABC9A44EAA7D5493719B8052A

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Doses mais elevadas de fármacos ajudam a tratar asma devido a constipações

Investigadores canadianos revelaram que doses elevadas de corticosteróides inaláveis são efectivas na redução da gravidade e duração dos ataques de asma despoletados pelas constipações.

A investigadora principal, a Dra. Francine Ducharme, do Centro de Investigação do Hospital Sainte-Justine e da Universidade de Montreal, descobriu que doses elevadas de corticosteróides, como a fluticasona, quando inaladas no início de uma constipação e tomadas durante 10 dias, reduzem o número de ataques de asma moderados a graves que requerem a utilização de emergência esteróides orais.

O estudo, publicado na “The New England Journal of Medicine”, referiu que a nova abordagem terapêutica foi testada em 129 crianças dos 12 meses aos seis anos. Os investigadores, ao aumentarem a dose pediátrica normal em seis vezes, durante um máximo de 10 dias, e iniciando a administração assim que as constipações começaram, notaram uma redução de 50 por cento dos ataques de asma que requerem a utilização esteróides orais em crianças.

Os investigadores revelaram que a descoberta é muito importante, uma vez que este grupo etário representa mais de metade, cerca de 60 por cento, das crianças que são levadas às urgências ou são admitidas no hospital devido a ataques de asma.

O tratamento básico para a asma, que consiste na administração de doses fracas de esteróides inaláveis, tal como fluticasona numa base diária, não demonstrou ser efectiva em crianças com asma induzida por infecção viral.


Isabel Marques

Fontes:
www.upi.com/Health_News/2009/01/23/Higher_doses_of_drug_helps_treat_asthma/UPI-80481232741229/

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Componentes do azeite podem ajudar a suprimir cancro da mama HER2 positivo

Investigadores espanhóis revelaram que, em laboratório, os fenóis presentes no azeite virgem extra suprimiram drasticamente a sobre-expressão do gene cancerígeno HER2 nas células humanas do cancro da mama HER2 positivo.

A equipa de investigadores, liderada pelo Dr. Javier Menéndez, do Instituto Catalão de Oncologia, e pelo Dr. Antonio Segura-Carretero, da Universidade de Granada, descobriram que o azeite virgem extra, que é extraído através da prensagem das azeitonas sem a utilização de calor ou tratamentos químicos, contém fitoquímicos que, de outra forma, seriam perdidos no processo de refinação.

No estudo, publicado na “BMC Cancer”, os investigadores separaram o azeite em fracções e testaram-nas contra as células do cancro da mama em experiências laboratoriais, tendo descoberto que todas as fracções que continham os polifenóis fitoquímicos virgem extra mais importantes, os lignanos e os secoiridóides, inibiram efectivamente a proteína HER2, que promove o crescimento das células cancerígenas.

Embora estas descobertas forneçam novos indícios, relativamente aos mecanismos através dos quais o azeite de boa qualidade, o azeite virgem extra rico em polifenóis, poderá contribuir para reduzir o risco de cancro da mama HER2 positivo, é necessária prudência extrema na transposição destes resultados de laboratório para a situação humana.

De acordo com os investigadores, os fitoquímicos activos, os lignanos e os secoiridóides, exibiram efeitos tumoricidas contra culturas de células do cancro da mama em concentrações que são pouco prováveis de ser atingidas, em situação normal, através do consumo de azeite.

Isabel Marques

Fontes:
www.upi.com/Health_News/2008/12/18/Extra-virgin_olive_oil_may_suppress_cancer/UPI-43741229620305/

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Investigadores revelam que a vitamina D é crucial para a imunidade

Investigadores da Universidade Médica da Carolina do Sul, em Charleston, revelaram que agora a vitamina D não é simplesmente vista como tendo um papel na promoção da saúde óssea, mas também como uma hormona complexa que ajuda a regular a imunidade.

A equipa de investigadores, composta pela Dra. Carol Wagner, pela Dra. Sarah Taylor e pelo Dr. Bruce Hollis, revelou que a deficiência de vitamina D é comum em várias populações, mas particularmente entre as pessoas de pele mais escura, sendo que, a longo prazo, tem sido relacionada com distúrbios imunitários, tais como esclerose múltipla, artrite reumatóide, diabetes tipo 1 e cancro.

O estudo constatou que o raquitismo nutricional entre os lactentes, ou seja, nas crianças que ainda são amamentadas, cujas mães têm níveis insuficientes de vitamina D, é um distúrbio cada vez mais comum, mas evitável.

A vitamina D é agora reconhecida como sendo uma hormona essencial para o sistema imunitário humano, um papel que vai muito para além da prevenção do raquitismo.

O estudo, publicado na “Breastfeeding Medicine”, refere também que a informação mais surpreendente talvez seja a de que os adultos, na sociedade moderna, habitualmente têm deficiência de vitamina D.

Isabel Marques

Fontes:
www.upi.com/Health_News/2008/12/17/Study_Vitamin_D_critical_to_immunity/UPI-31631229541909/

Estudo: Sistema imunitário é mais forte durante a noite

Investigadores norte-americanos referiram que a luta do sistema imunitário contra as bactérias atinge o seu pico de actividade à noite e desce para o nível mais baixo durante o dia.

Experiências com um organismo modelo de laboratório, denominado “Drosophila melanogaster”, também conhecida por mosca da fruta, revelaram que a resposta imunitária específica, conhecida como fagocitose, oscila com o ritmo circadiano do organismo, ou seja, o período de 24 horas que regula os ciclos de actividade e repouso.

De acordo com a investigadora Mimi Shirasu-Hiza, da Universidade de Stanford, na Califórnia, estes resultados sugerem que a imunidade é mais forte à noite, o que é consistente com a hipótese de que as proteínas circadianas regulam as funções restauradoras, tais como as respostas imunitárias específicas, durante o sono, quando os animais não estão envolvidos em actividades metabólicas exigentes.

Em experiências anteriores, os investigadores constataram que as moscas da fruta doentes com uma infecção bacteriana perdiam o seu ritmo circadiano e que as moscas sem ritmo circadiano eram altamente susceptíveis a infecções.

As moscas foram infectadas com dois patógenos bacterianos diferentes: “Listeria monocitogenes” e “Streptococcus pneumoniae”. O estudo descobriu que as moscas da fruta infectadas à noite tinham melhores probabilidades de sobreviver do que as moscas infectadas durante o dia.

Isabel Marques

Fontes:
www.upi.com/Health_News/2008/12/16/Immunity_stronger_at_night_than_day/UPI-63291229489828/

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Selénio pode ajudar a proteger contra cancro da bexiga

Resultados de um estudo, publicados na revista “Cancer Prevention Research”, revelaram que o mineral selénio pode desempenhar um papel preventivo em determinados tipos genéticos de cancro da bexiga, ou em determinadas populações.

A Dra. Margaret R. Karagas, da Faculdade de Medicina de Dartmouth, em New Hampshire, e colegas analisaram as concentrações de selénio nas unhas dos pés de 767 pessoas recentemente diagnosticadas com cancro da bexiga e de 1.108 pessoas da população geral.

Os investigadores descobriram que a concentração média de selénio nas unhas era significativamente mais baixa entre os pacientes com cancro da bexiga do que nas pessoas da população geral. Mas, no geral, uma concentração mais elevada de selénio não foi significativamente associada a um menor risco de cancro da bexiga.

Contudo, houve uma significativa associação inversa entre o selénio e o cancro da bexiga em subgrupos específicos. Nomeadamente, as mulheres, os fumadores moderados e as pessoas com tumores que contêm uma proteína denominada p53 apresentaram reduções significativas, de 34 por cento, 39 por cento e 43 por cento, respectivamente, do risco de cancro da bexiga com elevadas taxas de selénio.

Os investigadores referiram que dados experimentais indicam potenciais efeitos anti-carcinogénicos do selénio, mas os mecanismos moleculares exactos continuam a ser desconhecidos.

Por último, se for verdade que o selénio pode ajudar a prevenir que um determinado subgrupo de indivíduos, como as mulheres, desenvolva cancro da bexiga, ou ajude a prevenir o desenvolvimento de determinados tipos de tumores, como aqueles que evoluem a partir do caminho p53, isto fornece pistas sobre como os tumores podem ser prevenidos no futuro. Além disso, potencialmente pode levar a tratamentos que podem prevenir o cancro da bexiga.

Isabel Marques

Fontes:
www.reutershealth.com/archive/2008/12/08/eline/links/20081208elin027.html

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Vitamina E pode ajudar a diminuir inflamação crónica

Investigadores norte-americanos sugerem que a inflamação muscular crónica pode ser diminuída através da toma de vitamina E.

A Dra. Kimberly Huey, da Universidade de Illinois, referiu que a vitamina E pode estar relacionada a uma redução das citoquinas, proteínas que estimulam a resposta imunitária.

No estudo, publicado na “Experimental Physiology”, a Dra. Huey, o Dr. Rodney Johnson e outros colegas observaram o efeito da vitamina E em ratos, que foram injectados com uma dose baixa de lipopolissacarídeo de Escherichia coli para induzir uma inflamação sistémica aguda.

De acordo com a Dra. Huey, os ratos receberam vitamina E durante três dias, antes de lhes ser administrado o equivalente a uma pequena infecção bacteriana sistémica.

Os ratos que receberam a vitamina E tinham menos proteínas oxidadas no tecido muscular do que os que receberam placebo.

A oxidação pode ser deteriorante e, nos músculos, tem sido associada à redução da força muscular. Potencialmente, a redução das proteínas oxidadas pode estar correlacionada a um aumento da força muscular.

A Dra. Huey referiu que alguns dos restantes efeitos foram mistos, devendo-se recordar que isto foi efectuado em modelos animais, mas que a vitamina E pode ser benéfica para pessoas com inflamação crónica, tais como idosos, pacientes com diabetes tipo 2 ou com insuficiência cardíaca crónica.

Isabel Marques

Fontes:
www.upi.com/Health_News/2008/12/04/Vitamin_E_may_lessen_chronic_inflammation/UPI-71681228441626/

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Ezetimiba e estatinas apresentam resultados positivos para aterosclerose

Uma análise de dados de um estudo para a diabetes tipo 2 demonstrou que o tratamento com estatinas isoladamente, ou combinadas com ezetimiba, para atingir níveis agressivamente baixos de “mau colesterol” (LDL), resultou numa regressão semelhante da espessura da íntima-média da artéria carótida, em ambos os grupos.

O estudo de 36 meses envolveu 427 pacientes com diabetes tipo 2 e sem antecedentes de eventos cardiovasculares. Os pacientes receberam tratamento com estatinas, ou estatinas mais ezetimiba, para baixar os níveis de colesterol das proteínas de baixa densidade (LDL), conhecido como o "mau colesterol", para um objectivo agressivo de 70 mg/dl ou objectivo standard de 100 mg/dl.

Os resultados, publicados na “Journal of the American College of Cardiology”, demonstraram que, no grupo dos pacientes que receberam tratamento agressivo, os que tomaram ezetimiba mais estatinas atingiram uma redução da espessura da artéria carótida de 0,025 milímetros, em comparação com uma redução média de 0,012 milímetros para aqueles que tomaram apenas estatinas. No grupo do tratamento standard, a espessura da artéria carótida média aumentou 0,039 milímetros.

Relativamente aos benefícios de adicionar ezetimiba, o investigador principal, o Dr. William Howard, referiu que ambos os grupos do tratamento agressivo atingiram um grau muito semelhante de regressão da espessura da íntima-média da artéria carótida. Contudo, se não tivesse sido adicionada a ezetimiba, os pacientes não teriam atingido o objectivo em termos de colesterol LDL e, assim, não teriam alcançado esse grau de regressão.

Isabel Marques

Fontes:

www.firstwordplus.com/Fws.do?articleid=4C2695E261964F7AA4BAC342331D8AFD

Dieta rica em hidratos de carbono benéfica para distúrbio muscular raro

Resultados de um pequeno estudo indicaram que uma dieta rica em hidratos de carbono, em vez de proteínas, melhora a capacidade de praticar exercício físico das pessoas com doença de McArdle.

Dois pequenos estudos anteriores tinham sugerido que uma dieta rica em proteínas poderia ser benéfica para os pacientes com doença de McArdle.

No estudo actual, o Dr. S. T. Andersen e o Dr. John Vissing, da Universidade de Copenhaga, na Dinamarca, examinaram comparativamente os efeitos de uma dieta rica em hidratos de carbono e de uma dieta risca em proteínas na tolerância do exercício físico, em sete adultos com doença de McArdle. Os pacientes seguiram aleatoriamente uma das duas dietas durante três dias, tendo-se exercitado numa bicicleta estacionária após a dieta.

Os investigadores descobriram que a performance no exercício físico foi melhor com a dieta rica em hidratos de carbono do que com a dieta rica em proteínas. Por exemplo, o ritmo cardíaco e o esforço percebido foram consistentemente mais baixos, e o consumo máximo de oxigénio foi 25 por cento mais elevado nos pacientes da dieta com hidratos de carbono, em comparação com os da dieta com proteínas.

Este estudo, publicado na ediçao de Dezembro da “Journal of Neurology, Neurosurgery, and Psychiatry”, sugere que os pacientes com doença de McArdle devem ser mantidos numa dieta com um elevado conteúdo de hidratos de carbono para melhorarem a sua capacidade de tolerar o exercício físico.

A doença de McArdle é um distúrbio muscular metabólico. As pessoas que sofrem desta doença são incapazes de produzir uma enzima chamada fosforilase muscular, que é importante na produção da fonte de energia requerida pelos músculos para o exercício físico.

As pessoas com doença de McArdle desenvolvem dores musculares graves e fadiga nos primeiros minutos da prática de exercício físico, frequentemente seguidos por espasmos musculares graves se continuarem a exercitar.

Isabel Marques

Fontes:
www.reuters.com/article/healthNews/idUSTRE4B265T20081203

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Antibióticos são a maior causa de hepatotoxicidade induzida por fármacos

Investigadores revelaram que os antibióticos são a maior classe de medicamentos que causa hepatotoxicidade induzida por fármacos, ou seja, danos no fígado provocados por medicamentos.

A hepatotoxicidade induzida por fármacos é provocada por uma ampla série de medicamentos que necessitam de prescrição médica ou não, suplementos nutricionais e produtos naturais.

Num novo estudo, os investigadores, da Faculdade de Medicina da Universidade de Indiana, observaram pacientes com suspeitas de hepatotoxicidade induzida por fármacos e descobriram que 73 por cento dos casos foram causados por uma única medicação prescrita, 9 por cento por suplementos alimentares e 18 por cento por agentes múltiplos.

O investigador principal, o Dr. Naga P. Chalasani, e colegas descobriram que mais de 100 agentes diferentes estavam associados à hepatotoxicidade induzida por fármacos e que os antibióticos, com 45,5 por cento, e os agentes que actuam sobre o sistema nervoso, com 15 por cento, eram os mais comuns.

Entre os suplementos alimentares associados à hepatotoxicidade induzida por fármacos, aqueles que declaram promover a perda de peso e aumentar a massa muscular foram responsáveis por cerca de 60 por cento dos casos. Pelo menos, 20 por cento dos pacientes com hepatotoxicidade induzida por fármacos ingeriram mais do que um agente potencialmente danificador do fígado.

O estudo, publicado na “Gastroenterology”, revelou que não houve qualquer associação entre o género dos pacientes e a gravidade da hepatotoxicidade induzida por fármacos, mas os pacientes com diabetes apresentaram uma forma mais grave deste problema.

De acordo com o Dr. Chalasani, a hepatotoxicidade induzida por fármacos é um problema de saúde sério, que tem impacto nos pacientes, médicos, reguladores e indústria farmacêutica, sendo necessários mais esforços para a definição da sua patogénese e para o desenvolvimento de meios para a detecção precoce, correcto diagnóstico, prevenção e tratamento.

Este problema é responsável por cerca de 13 por cento dos casos de falha hepática aguda nos Estados Unidos e é a causa mais comum de morte devido a esta doença.

Isabel Marques

Fontes:
www.nlm.nih.gov/medlineplus/news/fullstory_72260.html

Estudo: Medicamentos de marca não demonstram ser melhores do que genéricos

Investigadores norte-americanos referiram que não existe qualquer evidência de que os medicamentos de marca, para o tratamento de doenças cardíacas e cardiovasculares, actuem melhor do que os seus equivalentes genéricos.

De acordo com o Dr. Aaron Kesselheim, do Hospital Brigham e de Mulheres e da Faculdade de Medicina de Harvard, em Boston, estas descobertas vão contra a percepção, de alguns médicos e pacientes, de que os medicamentos de marca mais caros são clinicamente superiores.

O Dr. Kesselheim e colegas combinaram os resultados de 30 estudos realizados desde 1984 para comparar nove sub-classes de fármacos cardiovasculares aos seus equivalentes genéricos.

Segundo as descobertas, publicadas na “The Journal of the American Medical Association”, os medicamentos de marca não ofereceram qualquer vantagem para os resultados clínicos dos pacientes nesses estudos.

De acordo com o investigador, se é prescrito a um paciente um medicamento genérico, porque isso é o que é mais apropriado para a sua doença, então este deve-se sentir confiante acerca de tomar o fármaco. Mesmos os médicos também se devem sentir confiantes a prescrever genéricos quando for apropriado.

O estudo abrangeu bloqueadores beta, diuréticos, bloqueadores do canal de cálcio, estatinas, agentes anti-plaquetários, inibidores da enzima conversor da angiotensina (ECA), bloqueadores alfa, agentes anti-arrítmicos e varfarina.

O Dr. Kesselheim referiu que os fármacos cardiovasculares para tratar doenças do coração e vasos sanguíneos são a categoria mais comummente prescrita.

Os investigadores referiram que os fabricantes de medicamentos de marca têm sugerido que os genéricos podem ser menos efectivos e menos seguros, tendo também descoberto que muitos editorais em revista médicas questionam se os medicamentos genéricos são tão bons.

Segundo a presidente e CEO da “Generic Pharmaceutical Association”, Kathleen Jaeger, existem pacientes preocupados em conseguir receber e pagar cuidados de saúde de qualidade. Na medida em que todas as pessoas se estão a debater com a forma de aumentar o acesso e reduzir os custos, sabe-se que os genéricos fazem parte da solução.

As companhias farmacêuticas detêm os direitos exclusivos dos fármacos que desenvolvem durante um determinado número de anos, após os quais outras companhias podem comercializar versões genéricas que são quimicamente equivalentes.

Um genérico tem o mesmo ingrediente activo, forma farmacêutica e dosagem e a mesma indicação que o medicamento original, de marca, mas a cor e forma do fármaco podem diferir.

Isabel Marques
Fontes:
www.reuters.com/article/healthNews/idUSTRE4B188Z20081202?sp=true

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Medicamentos para a hiperactividade não induzem danos celulares

Novas investigações, suportadas pelo Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos, indicam que os fármacos estimulantes utilizados no tratamento do Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) não provocam alterações cromossómicas nas crianças, contrariando os resultados de um estudo de 2005.

Os trabalhos anteriores identificaram um aumento da frequência de danos no ADN e de aberrações estruturais dos cromossomas, que está associado a um aumento do risco de cancro. As anomalias foram observadas nos glóbulos brancos (linfócitos) de 12 crianças, após 3 meses de terapia com metilfenidato, um fármaco geralmente utilizado para tratar o TDAH.

De acordo com Kristine L. Witt, do Instituto Nacional das Ciências da Saúde Ambiental, em Research Triangle Park, na Carolina do Norte, embora investigações posteriores tenham falhado em repetir as descobertas antecedentes, a enorme implicação na saúde pública deste assunto requer investigações adicionais.

Para este fim, os investigadores recrutaram 63 pacientes entre os 6 e os 12 anos diagnosticados com TDAH, que não tinham recebido tratamento anteriormente. As crianças receberam aleatoriamente tratamento com metilfenidato ou com mistura de sais neutros de anfetaminas. O ensaio de 3 meses foi completado por 25 e 22 pacientes, respectivamente.

Neste estudo, publicado na “Journal of the American Academy of Child and Adolescent Psychiatry”, não foram detectados aumentos significativos de danos celulares nos linfócitos relacionados com o tratamento, nem no grupo total nem nos 47 participantes que completaram os 90 dias de tratamento.

De acordo com os investigadores, estes resultados acrescentam dados às crescentes evidências de que os níveis terapêuticos do metilfenidato ou da mistura de sais neutros de anfetaminas não induzem danos cromossómicos nos humanos.

Ainda assim, os investigadores recomendam que se continuem a realizar estudos para monitorizar estas questões em grupos maiores, após longos períodos de exposição.

Isabel Marques

Fontes:
www.reutershealth.com/archive/2008/11/26/eline/links/20081126elin025.html

Estudo: Avandia relacionado com maior risco de morte do que Actos

Dados de um estudo observacional indicaram que os pacientes idosos com diabetes que tomaram o fármaco Avandia (rosiglitazona), da GlaxoSmithKline, apresentaram um maior risco de desenvolver insuficiência cardíaca congestiva e tinham mais probabilidade de morrer do que os pacientes que receberam Actos (pioglitazona), da Takeda.

Os investigadores seguiram um total de 28.361 pacientes com 65 anos ou mais durante cinco anos, tendo 14.101 dos pacientes recebido Avandia e os restantes 14.260 sido tratados com Actos.

Os resultados, publicado na “Archives of Internal Medicine”, demonstraram que morreram mais 15 por cento de pacientes que tomaram Avandia, em comparação com aqueles que receberam Actos, e que a incidência de insuficiência cardíaca congestiva foi 13 por cento mais elevada no grupo do Avandia.

O investigador principal, o Dr. Wolfgang Winkelmayer, da Faculdade de Medicina da Universidade de Harvard, referiu que a questão interessante foi não ter sido encontrada qualquer diferença, entre os dois medicamentos para a diabetes, relativamente ao risco de acidente vascular cerebral (AVC) ou ataque cardíaco.

Os investigadores sugeriram que esta questão pode dever-se ao facto das pessoas mais idosas, se sofrerem um AVC ou um enfarte do miocárdio, poderem morrer imediatamente e não chegarem ao hospital para um diagnóstico, podendo, por isso, os eventos cardíacos serem registados como falecimentos.

Em resposta, a GlaxoSmithKline sugeriu que estes resultados são inconsistentes com dados de ensaios aleatórios mais rigorosos, que não demonstram qualquer aumento significativo na mortalidade devido a doença cardiovascular, ou outras causas, nos pacientes a tomar Avandia.

A companhia farmacêutica acrescentou ainda que sustenta intensamente a segurança e eficácia do Avandia com base em ensaios clínicos extensivos e ampla utilização pós-comercialização.

Isabel Marques

Fontes:
www.firstwordplus.com/Fws.do?articleid=08CB71CA21C14232A7DC59AD70E5B156

Perda de potássio devido a diuréticos pode aumentar risco de diabetes

Investigadores norte-americanos revelaram que a queda dos níveis de potássio no sangue provocada por diuréticos, geralmente prescritos para a pressão sanguínea elevada, pode aumentar o risco de diabetes.

Os investigadores da Faculdade de Medicina da Universidade Johns Hopkins, em Baltimore, referiram que os diuréticos aceleram a perda de fluidos e também drenam químicos importantes, incluindo o potássio, sendo que as pessoas que os tomam são geralmente aconselhadas a ingerir bananas e outros alimentos ricos em potássio para contrabalançar esse efeito.

O investigador principal, o Dr. Tariq Shafi, referiu que estudos anteriores têm revelado que, quando os pacientes tomam diuréticos tiazidas, os níveis de potássio baixam e o risco de diabetes aumenta para 50 por cento.

Os investigadores examinaram dados de 3.790 participantes não diabéticos num ensaio clínico aleatório, conduzido de 1985 a 1991, delineado para determinar os riscos versus os benefícios de administrar uma determinada medicação para a pressão sanguínea elevada a pessoas com 60 anos ou mais.

Uma metade dos participantes foi tratada com clortalidona e a outra com placebo. No estudo original, os níveis de potássio foram monitorizados como uma precaução de segurança para proteger contra o ritmo cardíaco irregular, um problema que pode resultar dos níveis baixos de potássio.

Os resultados, publicados online na “Hypertension”, demonstraram que, para cada diminuição de 0,5 miliequivalentes por litro de potássio, existia um aumento de 45 por cento do risco de diabetes. Nenhuma das pessoas do grupo que recebeu placebo desenvolveu níveis baixos de potássio.

Isabel Marques

Fontes:
www.upi.com/Health_News/2008/11/25/Potassium_loss_may_explain_diabetes_risk/UPI-34701227648942/

Anti-inflamatório experimental apresenta resultados positivos para artrite

Dados de um estudo de última fase revelaram que o fármaco experimental naproxcinod, da NicOx, para o tratamento da artrite, atingiu os objectivos primários sem aumentar a pressão sanguínea.

As descobertas, dos últimos três ensaios clínicos, confirmaram que o naproxcinod, o primeiro de uma nova classe de fármacos anti-inflamatórios, é seguro, efectivo e não provoca danos a nível da pressão sanguínea.

O último ensaio de 13 semanas envolveu 810 pacientes com osteoporose primária da anca que receberam aleatoriamente, duas vezes por dia, doses de naproxcinod, naproxeno ou placebo.

Os resultados demonstraram que o naproxcinod foi significativamente melhor do que o placebo nos objectivos relacionados com dor e pontuação de funcionalidade, assim como na pontuação geral do estado da doença.

A NicOx também relatou que os pacientes tratados com naproxcinod apresentaram um perfil de pressão sanguínea semelhante ao daqueles que receberam placebo.

A companhia planeia apresentar o naproxcinod à FDA para aprovação em meados de 2009 e antecipa o lançamento do fármaco para 2010.

Isabel Marques

Fontes:
www.firstwordplus.com/Fws.do?articleid=C413D30C5FEE40E3B1EE5F59E4F752EA
www.bloomberg.com/apps/news?pid=20601085&sid=alNGib5ajeU8&refer=europe

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Estudo: Avastin aumenta sobrevivência sem progressão do cancro da mama

O fármaco oncológico Avastin (bevacizumab), da Genentech e da Roche Holding AG, num estudo de Fase III, demonstrou aumentar o tempo que as pacientes com cancro da mama sobreviveram sem a doença piorar, atingindo assim o objectivo primário.

O estudo, que envolveu 1.237 pacientes que não tinham recebido quimioterapia anteriormente, também confirmou que o Avastin pode ser combinado efectivamente com quimioterapias utilizadas normalmente.

O Avastin foi testado em combinação com quimioterapias à base de taxanos ou de antraciclinas, ou com o Xeloda (capecitabina), como tratamento de primeira linha para o cancro da mama HER2 negativo metastásico, tendo atingido o principal objectivo de aumentar a sobrevivência livre de progressão, em comparação com as quimioterapias isoladamente.

A Genentech revelou que o objectivo primário foi atingido nos dois grupos, sendo que as pacientes do primeiro grupo receberam Avastin ou placebo em combinação com quimioterapias à base de taxanos ou de antraciclinas, enquanto as pacientes do segundo grupo receberam Avastin ou placebo em combinação com capecitabina.

Os dados demonstraram que não foram observados novos sinais de segurança e o perfil de segurança do Avastin foi consistente com experiências anteriores.

Isabel Marques

Fontes:
www.reuters.com/article/healthNews/idUSTRE4AN3V220081124
www.rttnews.com/ArticleView.aspx?Id=783403&SMap=1

domingo, 23 de novembro de 2008

Cancro: Perda óssea pode dever-se não só aos fármacos oncológicos

Investigadores norte-americanos revelaram que determinados fármacos oncológicos podem provocar perda óssea em pacientes com cancro da mama, mas que estes fármacos não são os únicos culpados.

O estudo, publicado na “Journal of Clinical Oncology”, descobriu que 78 por cento das sobreviventes de cancro da mama apresentavam, pelo menos, uma outra causa para a perda óssea, como deficiência de vitamina D.

A autora principal, a Dra. Pauline Camacho, da Faculdade de Medicina Stritch da Universidade de Loyola, em Chicago, referiu que os médicos ao avaliar as pacientes com cancro da mama, relativamente a uma possível perda óssea, devem procurar razões para além dos fármacos oncológicos.

Os autores do estudo sugerem que, embora os fármacos oncológicos realmente provoquem perda óssea, os sobreviventes de cancro, como a população normal, também sofrem de perda óssea devido a causas tratáveis e merecem uma meticulosa avaliação da saúde óssea.

Os investigadores reviram os dados de 238 pacientes na pós-menopausa, com densidade mineral óssea abaixo do normal, examinadas no Centro de Doenças Ósseas Metabólicas e Osteoporose de Loyola, entre 2000 e 2006. Entre as pacientes, 64 tinham cancro da mama.

38 por cento das pacientes com cancro da mama tinham deficiência de vitamina D, em comparação com 51 por cento das pacientes sem cancro da mama. Foi encontrada excreção excessiva de cálcio na urina em 16 por cento das pacientes com cancro e em 8 por cento das pacientes sem cancro.

Isabel Marques

Fontes:
www.upi.com/Health_News/2008/11/21/Bone_loss_due_to_more_than_cancer_drugs/UPI-70651227329899/

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Estudo: Vitamina E não ajuda a prevenir artrite reumatóide

Resultados de um estudo indicam que a toma de suplementos de vitamina E não ajudam a reduzir o risco de artrite reumatóide nas mulheres.

A Dr. Elizabeth W. Karlson, do Hospital Brigham e de Mulheres, em Boston, e colegas concluíram que, apesar da existência de mecanismos biológicos plausíveis, o actual ensaio aleatório não demonstrou que a utilização de suplementos de vitamina E, a longo prazo, diminui o risco de desenvolver artrite reumatóide.

Dados de estudos observacionais anteriores demonstraram que dietas alimentares elevadas em antioxidantes estão associadas a menores riscos de artrite reumatóide.

Como parte do Estudo de Saúde das Mulheres (Women's Health Study), 39.144 mulheres com, pelo menos, 45 anos receberam aleatoriamente vitamina E numa dosagem de 600 Unidades Internacionais (UI) dia sim, dia não ou placebo.

Durante o seguimento, que durou em média 10 anos, 50 mulheres no grupo da vitamina E e 56 no grupo do placebo desenvolveram artrite reumatóide. Estes resultados, publicados na edição de 15 de Novembro da “Arthritis Care and Research”, sugerem que os suplementos de vitamina E não afectam significativamente o risco de artrite reumatóide.

Aproximadamente, 20 milhões de pessoas a nível mundial sofrem de artrite reumatóide, uma doença auto-imune que ocorre quando o organismo confunde tecidos saudáveis com substâncias estranhas e se ataca a si próprio. A doença provoca dor, rigidez e inchaço em diversas articulações, sendo que a inflamação também se pode desenvolver em outros órgãos. Estudos têm sugerido que a artrite reumatóide aumenta os riscos cardíacos.

Isabel Marques

Fontes:
www.reuters.com/article/healthNews/idUSTRE4AJ6VR20081120

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Cancro da mama: Terapia de grupo pode ajudar a melhorar sobrevivência

Investigadores norte-americanos revelaram que a terapia psicológica de grupo para mulheres com cancro da mama pode ajudar, não só a lidar melhor com a doença, mas também a viver mais tempo.

A ideia de que este tipo de terapia possa estender a sobrevivência de pacientes com cancro tem sido controversa, nas últimas duas décadas, tendo estudos anteriores revelado resultados contraditórios.

Os investigadores, liderados pela Dra. Barbara Andersen, da Universidade Estatal do Ohio, estudaram 227 mulheres com cancro da mama, tendo cerca de metade seguido durante um ano terapia em grupos de oito a 12 pacientes, enquanto as restantes não o fizeram.

Após 11 anos, as mulheres que participaram na terapia de grupo tinham menos 56 por cento probabilidade de morrer de cancro da mama e tinham menos 45 por cento probabilidade do cancro voltar.

A Dra. Andersen referiu que as sessões de grupo, entre outras coisas, direccionaram-se para a redução das preocupações das mulheres, ensiná-las a relaxar e a melhorar as capacidades de lidar com a situação, a melhorar a dieta alimentar e os hábitos de exercício físico, e para desencorajar o tabaco e as bebidas alcoólicas.

Os investigadores revelaram, na revista científica “Cancer", que a melhoria da sobrevivência pode dever-se a uma melhor função imunitária devido à redução do stress.

A psicóloga Lois Friedman, do Centro de Cancro de Ireland, em Cleveland, referiu que existem evidências claras de que tais intervenções psicológicas podem melhorar o humor e a qualidade de vida, ajudar na aderência aos regimes terapêuticos e a melhorar o bem-estar geral.

Isabel Marques

Fontes:
www.reuters.com/article/healthNews/idUSTRE4AG0SU20081117?sp=true