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quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Alimentos coloridos ajudam a prevenir doenças

Os alimentos coloridos desempenham um papel importante na prevenção de certas doenças e no fortalecimento do corpo, devido às propriedades dos corantes, concluiu um estudo do Hospital Albert Einstein, em São Paulo.

De acordo com o Folha Online, a autora da investigação e especialista em nutrição clínica, Fabiana Carvalho Trovão, “os alimentos não são coloridos por mero capricho da Natureza, cada cor representa um pigmento, um nutriente com propriedades específicas.”

Por isso, a especialista aconselha que “o ideal é consumir cinco porções por dia, uma de cada cor”, deste modo, “fortalecemos o sistema imunológico e preparamos o corpo para combater substâncias cancerígenas e doenças”, sublinhou.

A especialista dá o exemplo do betacaroteno, corante responsável pela coloração amarela ou alaranjada dos alimentos e, popularmente, associado ao bronzeado uniforme e duradouro. Esta substância possui, também, algumas outras propriedades, nomeadamente, anticancerígenas.

Segundo uma descoberta feita por outra nutricionista, Luciana Tomita, a ingestão de alimentos com essa coloração “ajuda a proteger a mulher contra o cancro do colo do útero”.

Raquel Garcez

Fonte: http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=62&id_news=373194

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Fisioterapia e anti-inflamatórios são o melhor tratamento para dor lombar

Uma revisão de estudos publicados revelou que a combinação de fisioterapia e fármacos anti-inflamatórios é o tratamento mais efectivo para a dor lombar provocada por doença sintomática lombar degenerativa do disco.

Os autores da revisão descobriram que, em 90 por cento das pessoas que sofrem de dor lombar, os sintomas desapareciam por si só em três meses e que a maioria destes pacientes recuperava em seis meses.

Estas descobertas indicam que o tratamento inicial para todos os pacientes com dor lombar, excluindo uma emergência, deve ser não invasivo.

O investigador principal, o Dr. Luke Madigan, da Clínica Ortopédica de Knoxville, no Tennessee, referiu que, recentemente, a cirurgia de substituição do disco tem sido proposta como uma cura ou tratamento para esta doença.

Contudo, o Dr. Madigan acrescentou que os resultados a longo prazo dos estudos da agência norte-americana que regula os medicamentos (FDA), relativamente à substituição do disco lombar, ainda estão para ser publicados, pelo que, até lá, é aconselhada precaução.

O investigador também referiu que a cirurgia para tratar esta doença tem uma taxa de sucesso de 50 a 60 por cento.

Os investigadores concluíram, na “Journal of the American Academy of Orthopaedic Surgeons”, que os tratamentos não invasivos apresentam um sucesso mais elevado ao ajudarem os pacientes a fortalecer a área danificada e ao prevenirem danos posteriores. Estes tratamentos incluem fisioterapia, fármacos anti-inflamatórios, exercício e a educação do paciente acerca dos mecanismos do corpo, indicando, por exemplo, que se deve flectir as pernas, em vez de se dobrar as costas, quando se quer baixar ou pegar em pesos.

Isabel Marques

Fontes:
www.nlm.nih.gov/medlineplus/news/fullstory_75040.html

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Capacete refrigerador pode evitar lesões cerebrais em recém-nascidos

Depois de um parto complicado, uma recém-nascida inglesa foi salva de possíveis lesões cerebrais irreversíveis através de uma técnica pioneira de arrefecimento que consiste na utilização de um capacete refrigerador capaz de impedir o cérebro de inchar depois de ter estado privado de oxigénio.

A bebé, nascida no passado mês de Julho, esteve cerca de dez minutos sem receber oxigénio depois do parto, pelo que a hipótese de lesões cerebrais era muito forte. Como tal, os médicos do Hospital de Saint Michael colocaram à recém-nascida um capacete que é bombeado com líquido de refrigeração para reduzir o inchaço que ocorre quando o tecido é privado de oxigénio e que causa os danos cerebrais.

Alguns dias depois, foi realizado um scanner às funções do cérebro da criança e verificou-se que as suas funções cerebrais estavam normais, sendo-lhe concedida alta médica.

O capacete de arrefecimento cerebral foi concebido nos EUA mas foi a britânica Marianne Thoresen que liderou a pesquisa acerca desta técnica durante 10 anos, desenvolvendo a cápsula em programas que envolveram mais de 800 bebés de todo o mundo.

Thoresen começou esta investigação em 1992 e tem aplicado como projecto-piloto o capacete em bebés no Saint Michael desde 1998. Neste hospital, o capacete foi testado em 40 bebés e na maioria dos casos resultou.

Marianne Thoresen afirmou ter já dados suficientes para considerar que a descoberta é um grande avanço para salvar de lesões cerebrais muitos dos bebés que sofrem complicações durante o parto, embora saliente que não resulta sempre.

"Olivia tem apenas três meses de idade e, apesar de o tratamento ter resultado bem, ainda é cedo para dizer que está totalmente salva", acrescentou Thoresen, realçando que só é possível dizer com certeza que um bebé não tem lesões cerebrais quando este atinge cerca de dois anos.

Inês de Matos

Fonte: Lusa

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Injecção de anti-corpos nos olhos evita cegueira

Uma equipa do Hospital Central de Viena tem vindo a testar um novo tratamento contra as doenças da retina, responsáveis pela perda total ou parcial da visão. A terapia consiste na injecção de anti-corpos nos olhos, de forma a combater as substâncias que prejudicam o fluxo sanguíneo, pois a maioria destas doenças surge devido ao bloqueio dos vasos sanguíneos,

De acordo com Ursula Schmidt-Erfurth, responsável pela unidade oftalmológica do Hospital de Viena, esta terapia é eficaz contra as doenças oculares provocadas pela diabetes e contra a degeneração macular, uma doença ocular grave. No respeita a outras doenças oftalmológicas, este novo método de medicina moderna tem revelado excelentes resultados, ajudando à cura permanente.

Em muitos casos, as doenças da retina levam à cegueira e este novo método vem trazer mais uma esperança contra as doenças dos olhos, provocando um efeito biológico, o que a distingue dos métodos tradicionais de cirurgia e de laser, adiantou Ursula Schmidt-Erfurth.

Inês de Matos

Fonte: Lusa

terça-feira, 17 de julho de 2007

Quando a medicina traz de volta o sorriso

Nova técnica cirurgica permite recuperação do movimento dos músculos da face

Uma equipa de cirurgiões norte-americanos, da Universidade de Medicina John Hopkins, em Baltimore, EUA, desenvolveu uma nova técnica cirúrgica que pode devolver o sorriso aos doentes com paralisia facial, uma vez que permite a recuperação do movimento dos músculos da face, num curto espaço de tempo, cerca de uma semana após a intervenção.

A técnica é conhecida por temporalis tendon transfer e apresenta diversas vantagens face às técnicas que têm vindo a ser utilizadas no tratamento da paralisia facial, uma vez que tem uma aplicação simples, possibilitando a reanimação dos músculos faciais, com resultados rápidos e melhores do que as técnicas antigas.

A equipa americana iniciou a preparação da técnica em 2004, em sete pacientes, tendo ainda aplicado a mesma a outros nove doentes que demonstraram igualmente resultados muito positivos.

Os cirurgiões, liderados pelo Dr. Patrick Byrne, devolveram o sorriso a seis dos sete pacientes submetidos à aplicação desta técnica. “ A capacidade de sorrir é aquilo que mais preocupa os pacientes na paralisia facial”, adianta Patrick Byrne, mas com a nova técnica cirúrgica este problema pode ser ultrapassado e dentro de uma semana o paciente volta a sorrir.

A cirurgia é pouco invasiva e como tal as cicatrizes ficam quase invisíveis e apesar de não garantir a 100 por cento a recuperação do movimento dos músculos faciais, os resultados ainda assim, são muito animadores.

De acordo com o líder da equipa, “a paralisia facial é um problema para o qual não temos ainda todas as respostas”, pois a face é uma parte do corpo humano que apresenta grande complexidade. A paralisia facial total atinge 39 músculos e ainda não é possível recuperar o movimento em todos, no entanto, foi já percorrido um longo caminho.

A causa mais comum de paralisia facial é a paralisia de Bell - causada por uma insuficiente função dos tendões faciais, que provoca a inactividade dos músculos da face - no entanto, também os tumores cerebrais e os enfartes podem levar à perda de movimento facial.

No caso dos doentes afectados pela paralisia de Bell, a recuperação pode ser total ainda que demore alguns meses, já no que respeita aos doentes que foram vitimas de enfarte, existem algumas limitações, pois uma intervenção cirúrgica acarreta sempre grandes riscos.

Ainda que não possa ser aplicada a todos os pacientes com paralisia facial, Patrick Byrne acredita que esta técnica pode representar uma nova esperança para os doentes que sofram de paralisia facial há muito tempo e que tenham já experimentado outros métodos de tratamento, que se tenham revelado pouco eficazes.

Inês de Matos

Fonte: Reuters

quarta-feira, 13 de junho de 2007

Cientistas utilizam células-mãe na cura de Parkinson

Os investigadores britânicos introduziram células-mãe em macacos que tinham sintomas de Parkinson. Os resultados não forma positivos, mas está aberto o caminho para a descoberta de um tratamento eficaz desta doença do sistema nervoso.

As células-mãe de humanos foram injectadas nos primatas. Estes não as rejeitaram, mas as células também não tiveram o papel renovador, antes protegeram a o cérebro de deteriorar.

Nos primeiros quatro meses, os macacos estiveram estáveis, mas depois a doença avançou. Os cientistas acreditam que o corpo dos macacos começou nesta altura a rejeitar as células, pelo que numa próxima experiência não vão poder descurar o seu sistema imunitário.

Richard Sidman, co-autor do estudo refere que este trabalho «pode lever anos em teste, mas é um começo e é de salientar que estamos a falar da possibilidade de descobrir tratamento para inúmeras doenças».

Parkinson afecta homens e mulheres, sobretudo depois dos 40 anos, e carecteriza-se pela rigidez dos músculos e tremos dos membros inferiores e superiores. Esta condição física é causada pela perda de células cerebrais que produzem um químico chamado dopamina.

A utilização de células-mãe no tratamento de Parkinson é encarado como a melhor forma de superar a doença.

Sara Pelicano

Fontes: BBC