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quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Programa de computador vai ajudar cirurgias ortopédicas

Investigadores de Coimbra acreditam que outras cirurgias poderão beneficiar do sistema de navegação

Investigadores da Universidade de Coimbra estão a desenvolver um sistema de navegação assistida por computador que visa ajudar nas cirurgias ortopédicas, principalmente nas de grande melindre, como a reconstrução do ligamento cruzado do joelho, típica nos desportistas.

O projecto «ArthroNav - Navegação Assistida por Computador em Cirurgia Ortopédica» está a ser desenvolvido por uma equipa do Departamento de Engenharia Electrotécnica e de Computadores da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) e coordenado por João Barreto e Paulo Menezes, em colaboração com o académico e cirurgião Fernando Fonseca, do Serviço de Ortopedia dos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC).

De acordo com uma nota veiculada pela FCTUC - que o farmacia.com.pt teve acesso - a investigação teve início este ano e desenvolver-se-á ao longo de três, centrando-se no desenvolvimento de navegadores cirúrgicos que vão funcionar como um GPS virtual nas salas de cirurgia. “É um sistema de visualização que fornece, em tempo real, a posição e orientação das ferramentas cirúrgicas e os órgãos alvo, neste caso o joelho”, explicam os investigadores.

Segundo esclareceu a equipa de Coimbra, “este tipo de cirurgia é normalmente realizado por artroscopia, o que implica a abertura de dois furos no joelho, um para a introdução de um sistema óptico que vai fortalecer o cirurgião na operação do ligamento roto”, reforçando que o objectivo é “melhorar a percepção dos cirurgiões e a habilidade da navegação dentro da articulação do joelho, através da fusão de sensores ópticos, reconstrução 3D e registo de modelos pré-operativos.”

Em declarações à Agência Lusa, João Barreto complementou que o sistema em desenvolvimento “vai tratar essas imagens recolhidas pela câmara introduzida no joelho e calcular de forma precisa a posição do osso.”

É sabido que a cirurgia de reconstrução dos ligamentos do joelho é muito delicada e exige muitos anos de preparação por parte do cirurgião. Neste sentido, os cientistas destacaram que “esta solução tecnológica não só melhora o desempenho e confiança de cirurgiões experientes, como também diminui as exigências de treino clínico, permitindo que mais médicos operem.”

Outras vantagens apontadas pelos investigadores de Coimbra referem-se à “optimização dos resultados clínicos e, consequentemente, diminuição das listas de espera nesta especialidade.”

Raquel Pacheco

Fonte: Comunicado FCTUC/Lusa

terça-feira, 14 de agosto de 2007

Mosca-da-fruta ajuda a decifrar sono humano

Estudo apresenta resultados úteis ao desenvolvimento de novos fármacos

Um estudo publicado pela revista científica britânica «Nature Neuroscience», aponta a mosca-da-fruta ou mosca-do-vinagre como um modelo promissor para ajudar a decifrar a regulação do sono nos seres humanos. Segundo os cientistas, esta informação poderá ser útil à indústria farmacêutica.

A investigação, conduzida por cientistas do Neurosciences Institute de San Diego (Califórnia, EUA), sugere que a mosca-da-fruta (tecnicamente designada como Drosophila melanogaster) “pode ser um bom modelo na identificação das rotas moleculares implicadas nos mecanismos do sono.”

Ralph Greenspan, do instituto americano - citado pela revista britânica - garantiu que a mosca-da-fruta “representa um modelo promissor, já que o insecto experimenta um processo de sono biologicamente similar ao dos mamíferos”, revelando ainda que os estudos comprovaram que a Drosophila melanogaster responde, também, “aos mesmos agentes farmacológicos que modulam a excitação nos mamíferos.”

Para os especialistas, os resultados alcançados podem, futuramente, facilitar e tornar célere a pesquisa de outros cientistas referente à identificação de moléculas adicionais necessárias para a indução ou a manutenção do sono. A informação que saiu do estudo poderá, ainda, “ser usada pelas companhias farmacêuticas no sentido de desenvolver melhores produtos para ajudar a dormir", concluíram os investigadores de San Diego.

Raquel Pacheco
Fonte: «Nature Neuroscience»/Efe/Estadão.com.br

quinta-feira, 9 de agosto de 2007

Grávida obesa potencia problemas congénitos

Estudo indica que risco de malformações aumenta de 3% para 4%

O excesso de peso de uma grávida pode representar um risco para o bebé. Um estudo feito por investigadores norte-americanos sugere que as mulheres obesas que engravidam têm mais hipóteses de ter filhos com problemas congénitos. A falta de membros e corações malformados são alguns dos exemplos…

A investigação feita pelos cientistas da University of Texas (Estados Unidos) – noticiada na BBC - é considerada “a maior e mais abrangente” sobre a matéria: ao longo de um período de cinco anos foram entrevistadas mais de 15 mil mães - 10 mil que deram à luz filhos com problemas e cinco mil que tiveram crianças saudáveis. As mulheres tinham de informar aos cientistas o peso e a altura que tinham quando ficaram grávidas.

Analisadas as informações, a equipa liderada por Kim Walker constatou que sete tipos de problemas eram mais comuns em bebés de mulheres obesas. Segundo afirmou o cientista, os resultados confirmam a conexão: “O risco de ter bebés com graves problemas congénitos aumenta de 3%, no caso de mulheres de peso saudável, para 4%, entre as obesas.”

Os especialistas revelaram que alguns dos problemas detectados foram a espinha bífida (falha na formação das vértebras na coluna do feto), anormalidades genitais e de intestino, além de atrofia ou falta de dedos dos pés e das mãos, braços e pernas.

Ressalvando que a obesidade pode não ser o factor directo relacionado às malformações, os investigadores admitem ponderar ainda a interferência da dieta da mãe obesa durante o período gestacional. “Não temos uma explicação conclusiva sobre os resultados, pois será precisarão de ser analisados noutro estudo”, rematou Walker.

Raquel Pacheco
Fonte: BBC

terça-feira, 31 de julho de 2007

Novo passo rumo ao fim dos testes em animais

Teste "in vitro" informa se substância química produz irritações cutâneas

Uma etapa significativa na eliminação dos testes em animais foi alcançada por investigadores franceses graças a um teste “in vitro” capaz de informar se uma substância química produz ou não irritações cutâneas.

Este teste acaba de ser homologado pelo Centro Europeu para a Validação dos Métodos Alternativos (ECVAM), tendo sido aperfeiçoado pelo centro de bio-engenharia Episkin de L’Oréal, sedeado em Lyon, França.

De acordo com o ECVAM, o teste foi realizado em amostras de pele humana reconstruída em colagénio e permite “substituir completamente os testes” em animais.

Esta inovação é resultado de mais de vinte anos de pesquisas sobre a reconstrução da pele humana. Segundo as estimativas, cerca de vinte mil animais, na sua maioria coelhos, são utilizados anualmente na Europa para testar a toxicidade das substâncias químicas.

Raquel Pacheco

Fonte: Agência Lusa

quinta-feira, 26 de julho de 2007

Estudo português demonstra

Educação influencia saúde coronária

O nível de escolaridade, como indicador do estatuto socio-económico, tem uma influência directa na nossa saúde. A conclusão saiu de um estudo único, em Portugal, realizado na Faculdade de Medicina da Universidade do Porto.

Uma equipa de investigadores portugueses - liderada pela epidemiologista Carla Lopes – consegui mostrar, claramente, que “os indivíduos com idades compreendidas entre os 20 e os 45 anos com níveis de escolaridade baixos (4.º ano ou menos) têm um risco 6 vezes maior de sofrerem um enfarte agudo do miocárdio do que as pessoas com mais de 10 anos de frequência escolar.”

Apesar de o número de enfartes do miocárdio tenha vindo a diminuir em Portugal e nos países ocidentais, há dados que indicam que os casos de enfarte em jovens adultos (entre os 20 e os 45 anos) têm aumentado.

De acordo com um comunicado da FMUP - a que o Farmacia.com.pt teve acesso - este foi o ponto de partida: “Para avaliar esta tendência, o Serviço de Higiene e Epidemiologia da FMUP estudou uma população de 350 jovens adultos que sofreram um enfarte e que foram internados num dos hospitais do Grande Porto, e um outro grupo de 750 indivíduos da mesma área geográfica, mas sem episódios de enfarte do miocárdio.”

Segundo a nota daquela instituição de ensino, “os resultados do estudo indicam que, para além da baixa escolaridade, os principais factores de risco para o enfarte do miocárdio nos jovens adultos não diferem dos apontados para populações mais velhas.”

Factores de risco
A FMUP ressalva, no entanto, que existem factores agravantes: “um adulto de meia-idade diabético tem um risco duas vezes superior de ter um enfarte, mas um jovem adulto vê esse risco aumentado 10 vezes, relativamente a um não-diabético. Para além disso, o exercício físico parece não ter um efeito protector tão acentuado nos mais jovens como tem nos mais velhos.”

No que concerne aos restantes factores de risco, são já sobejamente conhecidos: fumar e ser obeso, sobretudo quando a gordura corporal está acumulada na zona abdominal, aumenta em larga medida o perigo de enfarte.

De referir que, a análise dos dados recolhidos durante a investigação não está ainda completamente finalizada. Segundo informa a nota da FMUP, os investigadores seguem agora para a avaliação dos hábitos alimentares da amostra do estudo.

Raquel Pacheco
Fonte: Comunicado da FMUP

quarta-feira, 25 de julho de 2007

Chip pode prevenir epilepsia e restaurar funções vitais

Esperança dos cientistas é curar várias doenças rapidamente

Investigadores da Universidade da Flórida (UFA) estão a desenvolver chips que, uma vez implantados no cérebro humano, poderão prevenir os ataques epilépticos e restaurar funções vitais.

Segundo esclareceu fonte daquele centro universitário, , “os pequenos chips - estrategicamente implantados no cérebro - poderão interpretar sinais e estimular os neurónios para que reajam correctamente, algo que permitirá a uma pessoa que perdeu um membro de seu corpo controlar a prótese com seus próprios pensamentos.”

O projecto que visa desenvolver o chamado “neuroprótese” conta com 2,5 milhões de dólares americanos doados pelos Institutos Nacionais da Saúde. Actualmente, foi implantado somente em ratos, mas espera-se que, nos próximos quatro anos, os cientistas contem com um protótipo de dispositivo que poderá ser testado em seres humanos.

Para os investigadores do Colégio de Medicina e de Engenharia da UFA, o objectivo inicial é “combater desordens como a paralisia e a epilepsia.”

"Sentimos que podemos fazê-lo, que teremos a tecnologia para oferecer novas opções aos pacientes", disse Justin Sánchez, diretor do Grupo de Pesquisa de Neuroprótese da UFA, acrescentando que a esperança é poder "curar mais rapidamente uma variedade de doenças."

Raquel Pacheco
Fonte: Agência EFE

quarta-feira, 18 de julho de 2007

Frutas e verduras reduzem em 30% o risco de morte precoce

A ingestão de pelo menos 500 gramas diárias de fruta e verduras reduz o risco de morte em 30% revela um estudo feito Instituto Catalán de Oncología (ICO). O estudo foi publicado no The American Journal of Clinical Nutrition.


Dois pratos de legumes, onde devem estar presentes tomates, pepinos e pimentos porque são os mais ricos em antioxidantes e três peças de fruta são a quantidade mínima necessária para garantir uma vida mais saudável. Falta contabilizar ainda um estilo de vida activo com prática de desporto.

A investigação foi feita durante seis anos e contou com a participação de 15.610 mil homens e 25.748 mil mulheres, com idades entre os 30 e os 69 anos, todos de origem espanhola. Cruzados os dados de acordo com as idades, o estilo de vida (activo ou passivo) e o sexo concluiu-se que há uma relação directa entre o maior consumo de vegetais e menor índice de mortalidade.

Carlos Gonzáles, responsável pelo Serviço de Epidemiologia do Cancro, salienta que «estamos numa fase em que a saudável dieta mediterrânea está a desaparecer, pelo que é necessário fazer uma campanha de sensibilização para este assunto».

As pessoas que participaram do estudo afirmam que não é difícil criar o acto de ter uma alimentação saudável, baseada na fruta e nas verduras.

sara pelicano

fontes: europa press

quarta-feira, 27 de junho de 2007

Cientistas britânicos desenvolvem pele artificial

Uma esquipa de especialistas britânicos conseguiu criar um protótipo de pele artificial capaz de cicatrizar feridas. A descoberta, divulgada no jornal “Regenerative Medicine” é encarada pelos autores como um importante avanço clínico na medicina regenerativa.

A Intercytex, empresa responsável pelo desenvolvimento do projecto, afirmou que os resultados dos testes preliminares são promissores. Os especialistas revelaram que a pele aparenta agregar-se muito melhor ao tecido real do que quaisquer outros substitutos de pele testados anteriormente. Esta poderá ser uma alternativa viável aos enxertos de pele actualmente utilizados e representar uma esperança de tratamento para as vítimas de queimaduras e ferimentos, tornando-se na primeira terapia baseada em células a ser aprovada pela regulação europeia.

De acordo com a empresa britânica, a inovação, denominada ICX-SKN, é o “primeiro excerto de pele viva a demonstrar total consistência de integração na ferida e persistência”. A ICX-SKN é criada a partir de uma matriz produzida pelas mesmas células de pele responsáveis pela cicatrização dos tecidos do corpo. Os resultados demonstram que a nova pele deu origem a uma ferida cicatrizada e cauterizada após 28 dias.

Para criar a matriz, a Intecytez utilizou uma substância produzida pela Baxter, denominada Tisseel, que resulta de uma combinação entre o fibrinogénio e a trombina, duas proteínas extraídas do organismo humano, misturando-as com fibroblastos humanos vivos retirados de pele recém-nascida. A fórmula líquida é posteriormente vertida num prato, onde a trombina reage com o fibrinogéneo para produzir fibrina, 15 minutos depois forma-se um gel.

Este gel tem um período de incubação de seis semanas e os fibroblastos que estão presos no gel separam a fibrina, ao mesmo tempo que sintetizam a matriz colagénea. No final do período de incubação, a matriz que se formou, com cerca de 1 milímetro de espessura, é removida do prato, embalada e armazenada já pronta para ser utilizada. Os cientistas acreditam que a combinação de fibroblastos humanos vivos, com a matriz humana produzida com fibroblastos “suporta a integração e aceitação da ICX-SKN por parte da pele danificada”.

Marta Bilro

Fonte: BioPharmaReporter.com, Telegraph, BBC News.

segunda-feira, 25 de junho de 2007

Infecções estafilocócicas afectam 5% dos pacientes hospitalares

Cerca de 1,2 milhões de pacientes hospitalizados são contaminados, anualmente, com uma infecção estafilocócica resistente aos medicamentos, o que representa 5 por cento dos doentes hospitalizados e a receber cuidados de enfermaria, um número cerca de 10 vezes superior ao apresentado em estimativas anteriores. A conclusão é de um relatório da Associação de Profissionais de Controlo de Infecções e Epidemiologia.

A investigação, liderada por William Jarvis, antigo director do programa de infecções hospitalares no Centro de Controlo e Prevenção de Doenças, revelou também que, anualmente, entre 48 mil e 119 mil doentes hospitalares podem estar a morrer com infecções causadas por Staphlococcus aureus meticilina-resistente, um valor que ultrapassa as últimas previsões. Em Portugal, a infecção por Staphylococcus aureus meticilina-resistente (MRSA) atingiu em 2004 cerca de metade dos doentes internados.

A descoberta surge na sequência de vários alertas públicos acerca da expansão das bactérias resistentes aos antibióticos em instalações hospitalares e unidades de cuidados intensivos. Os especialistas consideram que o aumento da incidência deste tipo de bactérias é a principal causa de várias infecções no sangue e pneumonias que se revelam fatais. A investigação, realizada nos Estados Unidos da América através de inquéritos que envolveram 1.237 hospitais e instituições de cuidados de saúde, concluiu que pelo menos 46 por cento em cada 1.000 pacientes tinha uma infecção. Desse total, cerca de 75 por cento quando se deslocaram aos hospitais e instituições de saúde já eram portadores da bactéria.

Estas infecções, designadas por "Infecção Relacionada com os Cuidados de Saúde", podem ser prevenidas principalmente através da lavagem de mãos dos profissionais de saúde e da descontaminação dos equipamentos. A utilização de luvas e batas é também, um factor importante, assim como a separação dos doentes infectados dos outros pacientes, alertam os especialistas.

Na Europa, ocorrem, anualmente, 1.300 mortes provocadas pelo Staphylococcus Aureus, com um custo associado ao problema estimado em 117 milhões de euros por ano, refere um artigo do «Department of Medicines Policy and Standards». A meticilina resistente Staphylococcus aureus foi reconhecida como a maior infecção nosocomial (adquirida em ambiente hospitalar) que causa aproximadamente 21 por cento de infecções da pele e 28 por cento de infecções cirúrgicas. Cerca de 60 por cento das infecções por staphylococcus aureus reportadas aos Centros de Controlo de Doença são meticilino resistentes (MRSA).

Marta Bilro

Fonte: Chicago Tribune, Chron.com, Seattlepi.com, Revista Brasileira de Epidemiologia, Jasfarma, Manual Merck.

Testosterona: chave da longevidade masculina

Baixos níveis podem aumentar probabilidade de morte

Um estudo realizado pela Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, revelou que os baixos níveis de testosterona podem aumentar a probabilidade de morte entre homens acima dos 50 anos.

A investigação - que analisou 800 participantes entre 50 e 91 anos - estima que, os que têm baixas doses da hormona masculina têm mais 33% de hipóteses de morrer num período de 18 anos, do que, os que apresentaram os níveis normais.

O estudo, com um universo de 800 indivíduos entre os 50 e os 91 anos, mostra que homens com baixos níveis de testosterona têm mais 33% de hipóteses de morrer, num período de 18 anos, quando comparados com indivíduos com níveis normais da hormona masculina.

Segundo os investigadores, 29% dos participantes registaram níveis baixos de testosterona, hormona responsável pelo desenvolvimento das características masculinas e com significativa influência na libido.

Durante um encontro na The Endocrine Society, (onde o estudo foi apresentado), os cientistas explicaram que “a quantidade da hormona normalmente diminui com a idade, mas que um estilo de vida saudável pode ajudar a manter a testosterona em níveis altos e aumentar a longevidade.”

Ainda de acordo com o estudo, homens que apresentem factores de risco, como doenças cardiovasculares e diabetes, têm três vezes mais hipóteses de manifestar deficits na produção da hormona.

Factores de risco
Os factores de risco foram classificados pelos investigadores como "síndrome do metabolismo" e incluem obesidade, níveis elevados de colesterol, hipertensão arterial e hiperglicemia.

Na opinião da investigadora que coordenou a pesquisa, Gail Laughlin, este estudo sugere que "a associação entre os níveis de testosterona e índices de mortalidade não se deve apenas a uma determinada doença", concluindo que "a quantidade da hormona pode ser influenciada pelo estilo de vida e aumentada com diminuição da obesidade."

Richard Sharpe, da MCR Human Reproductive Sciences Unit, de Edimburgo, explicou que "ser obeso diminui o nível de testosterona o que, por sua vez, provoca a obesidade. É um ciclo vicioso", aconselhando, por isso, que "em vez de suplementos, deve-se mudar o estilo de vida, manter o corpo em forma e aproveitar o máximo da testosterona."


Tostran
Recorde-se ainda que, segundo noticiou, este mês, o FARMACIA.COM.PT, foi lançado no mercado britânico um gel (composto por testosterona sintética) destinado a suavizar os sintomas da andropausa, ou “menopausa masculina”. O fármaco chama-se Tostran, e é dirigido aos homens na faixa etária dos 40 anos que sofram de hipogonadismo, uma patologia que provoca calvície, obesidade, letargia, irritabilidade, reduz a libido e propicia a disfunção eréctil.

Raquel Pacheco

Fonte: BBC/Diário dos Açores

Origem da vulnerabilidade ao VIH pode estar na pré-história

Resistência de chimpanzés e primatas a um retrovírus

De acordo com um estudo publicado na revista científica «Science», a vulnerabilidade do homem ao vírus da sida pode ter tido origem na resistência do corpo humano a um retrovírus que infectou chimpanzés e outros primatas há três ou quatro milhões de anos.

A investigação dos cientistas do centro de pesquisa Hutchinson mostrou que, “ao longo da evolução dos primatas, a imunidade a este vírus, (chamado Pan troglodytes endogenous retrovirus ou PtERV1), “pode ter-nos tornado mais vulneráveis ao vírus da sida.”

Liderado pelo biologista Michael Emerman, o grupo de investigadores reconstituiu parte do genoma do retrovirus PtERV1, o que, revelou que a defesa antiviral humana contra este patogénio depende de um gene chamado TRIM5a.

“O TRIM5a produz uma proteína que neutraliza e destrói o PtERV1 impedindo que este consiga produzir cópias de si mesmo, apesar de não ser eficaz na defesa do organismo humano contra outros retrovírus actuais, entre eles o VIH/sida”, explicam os cientistas à «Science»

“Esta evolução tornou os humanos mais vulneráveis ao VIH/sida”, sintetizou Michael Emerman, frisando que “o gene antiviral apenas consegue combater um vírus de cada vez.”

Raquel Pacheco

Fonte: Science

domingo, 24 de junho de 2007

Enjoos matinais podem diminuir risco de cancro da mama

As grávidas que sofrem de enjoos matinais apresentam um risco reduzido de vir a desenvolver cancro da mama, revelou um estudo da Universidade de Buffalo, em Nova Iorque. A investigação, que envolveu três mil mulheres, revelou que as náuseas durante a gravidez reduzem em 30 por cento a probabilidade de desenvolver a doença.

Os cientistas acreditam que a explicação pode residir na alteração dos níveis hormonais que afectam o tecido mamário ao mesmo tempo que desencadeiam a sensação de enjoo. Durante os testes laboratoriais, uma hormona produzida na placenta tem revelado potencial para proteger contra o cancro. Os resultados da investigação foram divulgados durante a reunião anual da Sociedade de Pesquisa Epidemiológica, em Boston.

A equipa dirigida por Jo Freudenheim entrevistou 1001 mulheres recentemente diagnosticadas com cancro da mama, com idades entre os 35 e os 79 anos, e um grupo de controlo com 1.917 mulheres saudáveis cujas idade, raça e condado de residência correspondiam com as do primeiro grupo.

Foram avaliados vários factores relacionados com a gravidez, tais como a hipertensão, a pré-eclampsia, a diabetes gestacional e o aumento de peso, os quais não demonstraram efeitos significativos na incidência futura de desenvolver cancro da mama. Por outro lado, os enjoos e náuseas relacionadas com gravidez foram associadas a uma redução de 30 por cento do risco de cancro da mama. Quanto maior é a incidência e persistência destes sintomas menor é o risco, referem os cientistas.

Ainda assim, os responsáveis pela investigação advertem que este é um estudo epidemiológico, nesse sentido os resultados não devem ser generalizados. A confirmação destas descobertas requer ainda aplicação noutras populações, afirmou Freudenheim.

Marta Bilro

Fonte: Reuters, Channel 4, HealthNewsDigest.com.

sábado, 23 de junho de 2007

Diabetes gestacional tem riscos acrescidos para recém-nascidos

Os perigos da diabetes para a saúde das grávidas e dos fetos não são uma novidade, um novo estudo revela agora que quanto mais elevado foi o nível de açúcar no sangue da mãe, maiores são os riscos para o recém-nascido. A diabetes gestacional aumenta os riscos de ocorrerem deficiências à nascença e as probabilidades do feto vir a desenvolver diabetes na infância.

Um novo estudo apresentado durante a reunião anual da Associação Americana de Diabetes em Chicago revelou que, mesmo em níveis moderados, a hiperglicemia durante a gravidez está associada a um aumento do número de cesarianas e de bebés mais pesados, entre outras complicações. A investigação, que envolveu 23 mil grávidas de nove países, demonstrou também que os recém-nascidos são mais susceptíveis a ter níveis baixos de açúcar no sangue e níveis elevados de insulina se os níveis de açúcar presentes no sangue materno forem elevados. Um conjunto de condicionantes que, um dia mais tarde, poderão conduzir à obesidade, ao aparecimento da diabetes e a uma elevada pressão sanguínea.

Se não for devidamente controlada, através da adopção duma dieta apropriada ou da administração de insulina, grandes quantidades de glucose podem ser transmitidas ao feto através da placenta. “Estabelecemos sem qualquer dúvida que níveis de açúcar no sangue mais baixos do que os da diabetes comportam riscos”, afirmou Boyd Metzger o principal responsável pela investigação.

Actualmente, o nível de açúcar no sangue adequado para uma mulher grávida durante os últimos meses de gravidez deve situar-se abaixo dos 95 miligramas por decilitro. Os cientistas consideram que o nível adequado deveria agora estabelecer-se abaixo dos 90 miligramas por decilitro. No entanto, as conclusões da investigação ainda não devem ser seguidas como um conselho, advertiu Metzger. As novas directivas deverão surgir durante o próximo ano, depois dos especialistas internacionais reunirem e analisarem as descobertas.

A diabetes gestacional surge durante a gravidez e desaparece, habitualmente, quando concluído o período de gestação. No entanto, é fundamental que as grávidas diabéticas tomem medidas de precaução para evitar que a diabetes do tipo 2 se instale mais tarde no seu organismo. De acordo com o Portal da Saúde, uma em cada 20 grávidas pode sofrer desta forma de diabetes.

Marta Bilro

Fonte: ABC News, Chicago Tribune, Chron.com. Portal da Saúde.

sexta-feira, 22 de junho de 2007

40% dos doentes em estado vegetativo são mal diagnosticados

Um estudo belga concluiu que 40 por cento dos pacientes em estado vegetativo persistente são mal diagnosticados, o que significa que embora os médicos não consigam detectar, esses doentes possuem algum estado de consciência. Uma segunda investigação demonstrou que cerca de um quarto dos doentes que chegam ao hospital em estado vegetativo têm hipóteses de recuperar uma boa parte das suas faculdades e metade volta a adquirir algum nível de consciência.

Ambos os estudos, apresentados durante o encontro da Sociedade Neurológica Europeia, que decorreu na Grécia, foram conduzidos pelo Grupo de Ciência do Coma da Universidade de Liége, na Bélgica sob a responsabilidade do médico Steven Laurens. Numa das investigações, os especialistas estudaram mais de 100 pacientes, aos quais tinha sido diagnosticado o “estado vegetativo”, a “consciência mínima” ou que estavam “em condição incerta”.

Os pacientes foram examinados e avaliados de acordo com uma nova escala de recuperação de coma e os resultados demonstraram que 40 por cento dos doentes aos quais foi diagnosticado o estado vegetativo registavam níveis mínimos de consciência. Os investigadores constataram ainda que 10 por cento desses pacientes tinham capacidade para comunicar.

No outro estudo, que envolveu 356 paciente diagnosticados com o estado vegetativo, as conclusões demonstraram que cerca de metade conseguiram recuperar uma parte da consciência, e mais de um quarto dos doentes readquiriu uma boa parte das faculdades mentais, com capacidade para comunicar e obedecer às orientações dos médicos.

O estado vegetativo é uma situação clínica de completa ausência da consciência de si e do ambiente circundante, com ciclos de sono-vigília e preservação completa ou parcial das funções hipotalâmicas e do tronco cerebral”, refere um relatório do Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida. O paciente em estado vegetativo, embora esteja de olhos aberto, não tem consciência do que se passa à sua volta.

Marta Bilro

Fonte: News Medical, G1 Globo.

quarta-feira, 20 de junho de 2007

Nova técnica de radioterapia acelera recuperação pós-operatória

Uma nova terapia contra o cancro da mama permite que as pacientes evitem longas semanas de radiação, inerentes ao tratamento pós-operatório, para passarem a fazê-lo durante apenas um dia.

A técnica inovadora começou recentemente a ser utilizada pelo Hospital “Princess Margaret”, em Toronto, no Canadá, e promete acelerar o processo de recuperação das mulheres, permitindo que regressem mais rapidamente ao ritmo de vida normal. “Os potenciais benefícios são enormes”, afirmou David McCready, responsável pelo Programa de Cancro da Mama no hospital canadiano.

De acordo com este procedimento, a radiação é distribuída durante a cirurgia. Após a remoção do tumor, os cirurgiões utilizam um aparelho portátil de radiação reduzida e inserem uma sonda ligada a uma máquina portátil de radioterapia no espaço deixado em aberto pelo tumor, de forma a libertar uma dose concentrada de radiação. É emitida metade da dose de radiação utilizada na terapia convencional, durante um período de 30 minutos, mas que se concentra num raio de dois centímetros.

A dose única de radiação introduzida através da radioterapia intra-operatória (IORT) é “biologicamente equivalente” aos tratamentos convencionais de radiação utilizados no tratamento do cancro da mama que, regra geral, requerem um mínimo de 16 sessões durante três semanas e são administradas em toda a mama. Segundo explicou McCready, ao tratar uma área específica com este tipo de precisão está-se a proteger a pele, o coração e os pulmões de receberem radiações desnecessárias. Para além disso minimizam-se os efeitos secundários e poupa-se muito tempo à paciente.

O método de radiação tradicional acarreta efeitos secundários indesejáveis, como é o caso das queimaduras e dos inchaços que surgem no local em que é aplicada. Todos estes efeitos são minimizados com a radioterapia intra-operatória, uma técnica que foi introduzida pela primeira vez na Grã-Bretanha, onde, actualmente, mais de 800 mulheres participam num ensaio clínico aleatório a nível internacional.

Marta Bilro

Fonte: CTV.ca, United Press International, The Globe Mail, Associação Regional de Saúde do Centro.

Tabaco: Vício dos pais reflecte-se nos filhos


Actuação da mãe tem maior impacto na criança

Uma investigação realizada pela Universidade do Minho (UM), em Braga, concluiu que os filhos de pais fumadores têm mais probabilidades de virem a fumar, sendo que, a actuação da mãe tem maior impacto que a do pai no comportamento das crianças.

Intitulado «Relação entre o tabagismo dos pais e o consumo de tabaco dos filhos: implicações para a prevenção», o estudo – efectuado pela equipa do Instituto de Educação e Psicologia da UM – analisou o comportamento de 1.141 alunos de sete escolas EB 2-3 de Braga.

De acordo com as conclusões apresentadas pelos investigadores da UM, o número de fumadores diários é maior nos que têm pais fumadores (5,2 %) do que no grupo de pais não fumadores (3,3 %).

O dado mais importante, porém, surge no grupo dos fumadores diários cujas mães são, igualmente, fumadoras. A percentagem de alunos fumadores diários (8,7%) é maior no grupo de alunos cujas mães fumam, contra os 3,1 % nos estudantes cujas mães não fumam.

A percentagem maior de alunos fumadores surge, no entanto, no grupo daqueles cujos pais fumam dentro de casa. Entre nove e dez por cento dos jovens fumadores afirmaram que os pais têm por hábito fumar em casa.

Raquel Pacheco

Fonte: UM

terça-feira, 19 de junho de 2007

Estudo: Bebés fumadores-passivos têm elevados níveis de cotinina no organismo

As crianças que habitam em lares em que pelo menos um dos pais é fumador apresentam na urina níveis 5,5 vezes superiores de cotinina, uma substância derivada da oxidação da nicotina, do que os filhos de não fumadores, revela um estudo elaborado por cientistas britânicos.

Os especialistas acreditam que ao fumar perto dos recém-nascidos, estes transformam-se em fumadores passivos crónicos, mais sensíveis ao risco de aparecimento de doenças relacionadas com o sistema respiratório. O estudo diz mesmo que este factor pode estar relacionado com muitos casos de morte súbita.

A cotinina é desenvolvida pelo próprio corpo num tentativa de se defender da nicotina inalada através do fumo. A investigação divulgada pela edição on-line do jornal “Archives of Diseases in Childhood” concluiu que os bebés cuja mãe é fumadora correm um risco quatro vezes superior de acumular cotinina no corpo.

O estudo, que envolveu 104 crianças com 12 semanas de idade (71 das quais em que um dos pais é fumador e 33 com pais não fumadores), indicou também que os bebés que nascem em famílias onde o pai é fumador, o nível de cotinina detectado na urina duplica.

“Os bebés e as crianças são expostos de forma rotineira ao fumo do cigarro pelos progenitores nas suas casas, uma vez que não é aplicada a mesma legislação em vigor nos espaços públicos”, refere o artigo elaborado por investigadores da escola médica da Universidade de Leicester e pela Universidade Warwick.

Há outros factores associados ao aumento dos níveis de cotinina no corpo, como é o caso dos bebés que dormem com os pais ou em quartos onde a temperatura é baixa, revelam os cientistas. “Os bebés afectados pelo fumo são, por norma, provenientes de lares pobres, com divisões reduzidas e aquecimento inadequado”, relata o estudo.

De acordo com os autores, “os elevados níveis de cotinina, em alturas do ano em que a temperatura é mais baixa, podem ser um reflexo de outros factores chave que influenciam a exposição ao fumo passivo, tais como a má ventilação ou uma tendência dos pais para fumarem dentro de casa no inverno”.

Dormir com os pais é um factor de risco que propicia a síndrome de morte súbita infantil, alertam os cientistas, justificando que isso se poderá dever à proximidade das crianças com a roupa ou outros objectos dos pais contaminados com partículas de fumo.

Existem, segundo os investigadores, dificuldades práticas na prevenção do acto de fumar dentro de casa que requer boa vontade por parte dos que nela habitam e informação sobre os perigos para a criança. Só resta esperar que as mães façam o que é melhor para os filhos, sublinham os especialistas.

“Todos temos consciência de que o fumo passivo é nocivo para as crianças, o que acabámos de fazer foi traduzi-lo em números”, referiu Mike Wailoo, especialista em saúde infantil na Universidade de Leicester.

“A nicotina, da qual a cotinina é um derivado, tem efeitos na estimulação cardiovascular, no entanto, esse é apenas um dos vários milhares de compostos do fumo do tabaco e pode nem ser o mais letal. A forma como afecta as crianças é completamente desconhecida”, alertam os responsáveis pelo estudo.

A mesma investigação demonstrou que 74 por cento dos fumadores garantiram não fumar quando se encontravam no mesmo espaço que uma criança, comparativamente aos 47 por cento que afirmou que não fuma na companhia de outros adultos não fumadores.

Os dados da Organização Mundial de Saúde indicam que 49 por cento das crianças são fumadoras passivas em casa e 60 por cento em locais públicos. O tabagismo passivo é a primeira causa de doença pediátrica, sendo que 50 por cento dos recém-nascidos com baixo peso são filhos de mães que fumaram durante a gravidez.

Marta Bilro

Fonte: Forbes, Guardian Unlimited, Life Stile Extra.

segunda-feira, 18 de junho de 2007

Cientistas constroem vasos sanguíneos a partir de células estaminais

As células estaminais retiradas do tecido muscular poderão ser utilizadas na reconstrução de novos vasos sanguíneos para transplantes em pacientes com problemas renais e cardíacos, demonstrou um estudo elaborado por investigadores norte-americanos.

Os cientistas da Escola de Medicina da Universidade de Pittsburgh desenvolveram células estaminais em tubos elásticos biodegradáveis de forma a criar os vasos sanguíneos artificiais para ratos. Foram “semeadas” 10 milhões de células derivadas de músculos, em tubos com apenas 1,2 milímetros de diâmetro. Sete dias depois os vasos estavam cultivados e foram posteriormente implantados na aorta abdominal dos animais.

Oito semanas após o implante, os cientistas observaram que o enxerto de vasos sanguíneos não apresentava qualquer taxa de obstrução e que a formação do tecido tinha evoluído para uma artéria madura.

“O próximo passo é demonstrar a utilização dos vasos sanguíneos artificiais num animal de maiores dimensões, como é o caso do porco, que possui um sistema de coagulação mais parecido ao dos seres humanos”, avançou David Vorp, membro da equipa de investigação e professor de cirurgia e bioengenharia.

Conforme explicou o responsável, teoricamente, as células estaminais conseguem regenerar artérias inteiras, no entanto ainda é necessário perceber o verdadeiro contributo das células. Ainda assim, os investigadores verificaram que esta tecnologia consegue muitas vezes prevenir coágulos sanguíneos que podem ser fatais noutros enxertos.

À medida que se vai degradando, com o passar do tempo, o tubo “deixa espaço suficiente para que as células estaminais cresçam e se regenerem para ampliar a circulação sistémica”, acrescentou Alejandro Nieponice, outro dos especialistas envolvido no estudo.

A principal vantagem, salientou Vorp, é que o enxerto pode utilizar as células estaminais dos próprios pacientes e estar disponível para implante quase de imediato, ou após um curto período de cultivo.

Os investigadores acreditam que, face aos resultados, esta tecnologia poderá ser praticada sem seres humanos.

Apesar de ser uma metodologia com alguma taxa de insucesso, actualmente são utilizadas partes de veias ou artérias retiradas da perna do paciente para a colocação de um bypass por enxerto da artéria coronária. A colocação de um enxerto arterial é um método preferencial uma vez que oferece menos riscos de obstrução. A principal adversidade desta metodologia reside no facto de haver escassez de enxertos arteriais quando muitos dos pacientes necessitam de vários.

Marta Bilro

Fonte: Reuters, Forbes, The Age.

Amamentação previne artrite reumatóide

As mães que amamentaram durante longos períodos de tempo correm riscos reduzidos de vir a desenvolver artrite reumatóide, uma doença inflamatória crónica que atinge principalmente as articulações, revelou um novo estudo. Os resultados foram apresentados durante o Congresso Anual Europeu de Reumatologia, que decorreu em Barcelona.

De acordo com o estudo, as mães que amamentaram durante 13 ou mais meses comportam um risco reduzido de desenvolver artrite reumatóide em comparação com as mulheres que não o fizeram. O relatório diz mesmo que quanto mais longo for o período de amamentação menor é o risco.

O uso de contraceptivos orais ou da terapia de substituição hormonal, métodos com efeito reconhecido, não surtiram um efeito tão significativo na diminuição do risco de desenvolver artrite reumatóide.

“Enquanto outros estudos sugerem que os factores hormonais são relevantes no desenvolvimento da artrite reumatóide, e sabemos que a gravidez pode aliviar os sintomas da doença, quisemos investigar os efeitos da amamentação a longo-prazo”, explicou Mitra Keshavarz, investigadora do Hospital Universitário Malmö, na Suécia.

“O estudo salienta, de forma específica, o potencial das hormonas induzidas naturalmente na protecção contra o desenvolvimento futuro de artrite reumatóide”, continuou a especialista, acrescentando que este é mais um elemento a somar ao rol de evidências a favor da amamentação e das suas implicações positivas para a saúde, neste caso dos seus benefícios para as mães.

Os dados foram recolhidos a partir dum estudo de saúde de uma comunidade de participantes em conjunto com informações do “Swedish National Hospital Discharge” e do “National Cause of Death Register”, entre 1991 e 1996. A investigação comparou informações relativas à saúde de 136 mulheres que mais tarde desenvolveram artrite reumatóide com os dados das 544 mulheres envolvidas no grupo de controlo.

Através de um questionário foram recolhidas informações acerca da utilização de contraceptivos orais, de terapias de substituição hormonal e de outros factores associados ao estilo de vida de cada participante, que depois foram analisadas por uma equipa do Hospital Universitário Malmö.

A investigação revelou que a amamentação durante 13 ou mais meses estava associada à redução do risco de desenvolver artrite reumatóide (com um rácio de probabilidades de 0,46 pontos, e um intervalo de confiança de 95 por cento). Para as mulheres que amamentaram entre 1 e 12 meses o rácio de probabilidades situou-se nos 0,74 pontos, com um intervalo de confiança de 95 por cento, comparado directamente com as que nunca amamentaram.

Marta Bilro

Fonte: The Times of India, Press TV, Medical News, Dailyindia.com.

domingo, 17 de junho de 2007

Cápsula de gel promete redução de peso através de sensação de saciedade

Um grupo de cientistas italianos desenvolveu uma nova cápsula de gel destinada à perda de peso, que ao ser ingerida com dois copos de água atinge o tamanho de uma bola de ténis, provocando uma sensação de satisfação. Os responsáveis pela descoberta já submeteram um pedido de patente.

O comprimido está ainda a ser sujeito a ensaios clínicos no Hospital Policlinico Gemelli, em Roma, mas a ideia parece promissora. Será como “comer um prato de massa”, descreve Luigi Ambrosio, um dos cientistas responsáveis pela invenção, levada a cabo em conjunto com Luigi Nicolais, no Instituto de Materiais Compósitos e Biomédicos de Nápoles.

“Se nos sentarmos para fazer uma refeição e já sentirmos o estômago cheio, vamos acabar por comer menos”, afirmou o mesmo responsável. A cápsula, que ainda não foi baptizada, é constituída por um composto celuloso de hidrogel superabsorvente, totalmente biocompatível e não interage com o corpo, sendo expulso naturalmente pelo organismo.

O gel consegue absorver até mil vezes o seu peso. Uma cápsula com uma grama que rapidamente se transforma numa pequena bolinha ou num balão que comporta cerca de um litro de liquido.

Os dois investigadores tinham estado envolvidos num projecto que pretendia desenvolver materiais super-absorventes para uma produtora de papel sueca, foi aí que começaram a questionar-se acerca das hipóteses de um hidrogel poder surtir o mesmo efeito que um bypass gástrico, mas que não envolvia cirurgia.

Porém, num mercado inundado por curas milagrosas e dietas da moda, algumas pessoas desconfiam do sistema. Lona Sandon, uma dietista do “UT Southwestern Medical Center”, em Dallas, e porta-voz da Associação Americana de Dietas também não parece estar convencida. “Não acredito que a resposta para a obesidade esteja num comprimido”, afirmou a especialista, acrescentando que “a única solução a longo prazo é cortar nas calorias e fazer exercício”.

Embora não seja uma solução mágica, alguns especialistas acreditam que poderá ajudar aqueles cujo peso já ultrapassou largamente as medidas. “Um comprimido deste género pode ser uma ajuda válida quando já se tem um problema sério”, comentou Antonino De Lorenzo, da Universidade Tor Vergata, em Roma. Ainda assim, este especialista considera que “o verdadeiro desafio é ensinar às pessoas a comer correctamente antes de precisarem do comprimido”.

Num comunicado divulgado pelo Centro Italiano da Investigação Científica, Ambrosio revelou que “o desenvolvimento do produto já se encontra numa fase avançada”. Se tudo correr bem, os investigadores esperam colocar o comprimido no mercado europeu e norte-americano no prazo de um ano.

A obesidade é um problema de grandes dimensões, “se com este comprimido conseguirmos reduzi-la em 10 por cento, é uma grande conquista”, salientou Ambrosio.

Marta Bilro

Fonte: Público, Wired.com