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domingo, 5 de abril de 2009

Clopidogrel mais aspirina reduz risco de AVC em pacientes com fibrilhação auricular

Descobertas de um estudo de Fase III revelaram que a combinação de clopidogrel e aspirina reduziu significativamente a ocorrência de eventos vasculares major, em comparação com a aspirina isoladamente, em pacientes com fibrilhação auricular que não podem tomar anticoagulantes orais.

De acordo com a First Word, o ensaio envolveu 7554 pacientes com fibrilhação auricular e com, pelo menos, um factor de risco de acidente vascular cerebral (AVC), que receberam clopidogrel, uma vez por dia, em combinação com aspirina, ou aspirina isoladamente, para prevenir a primeira ocorrência de um evento vascular major.

Após um seguimento médio de 3,6 anos, os resultados demonstraram que os pacientes tratados com clopidogrel apresentaram uma redução significativa de 11 por cento dos eventos vasculares e uma redução significativa de 28 por cento da incidência de AVC.

O estudo, apresentado na conferência do Colégio Americano de Cardiologia, também revelou que o grupo que recebeu a combinação de clopidogrel e aspirina apresentou taxas significativamente mais elevadas de sangramento e hemorragia intracraniana, mas demonstrou que não houve aumentos significativos nas hemorragias fatais e AVC hemorrágico.

O investigador principal, o Dr. Stuart Connolly, sublinhou que para a maioria das pessoas um AVC é muito pior do que uma hemorragia, tendo acrescentado que para os pacientes com intolerância à varfarina, o clopidogrel mais aspirina fornece um benefício importante com um risco aceitável.

Em Portugal, o clopidogrel é comercializado como Plavix, Iscover, Clopidogrel Winthrop e Clopidogrel BMS, sendo utilizado para prevenir a formação de coágulos sanguíneos (trombos) que se formam em vasos sanguíneos endurecidos (artérias), um processo conhecido como aterotrombose, que pode conduzir a acidentes aterotrombóticos (tais como o acidente vascular cerebral, ataque cardíaco ou morte).

Isabel Marques

Fontes:
www.firstwordplus.com/Fws.do?articleid=20A6A3C95E3D4AC7AF075470C1FA877A

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Oxicodona pode ajudar a aliviar dores agudas do herpes zoster

Investigadores norte-americanos referiram que o analgésico oxicodona é efectivo a aliviar o desconforto agudo do herpes zoster, uma doença que frequentemente provoca agonia nas pessoas que sofrem dela.

O estudo, publicado na revista científica “Pain”, avaliou diferentes métodos de aliviar a dor durante um episódio de herpes zoster, uma infecção que produz erupções cutâneas muito dolorosas, constituídas por bolhas (vesículas) cheias de líquido, que muitos pacientes referiram ser a pior que alguma vez experienciaram.

O investigador principal, o Dr. Robert Dworkin, do Centro Médico da Universidade de Rochester, e colegas estudaram 87 pacientes com herpes zoster em Rochester e Houston. Os participantes foram divididos em três grupos e receberam oxicodona, gabapentina ou placebo.

Os pacientes, cuja média de idades era de 66 anos, sofriam de dor moderada a grave. Todos os pacientes também receberam medicação anti-viral, que é o tratamento standard para os pacientes com esta infecção.

De acordo com a United Press International, os investigadores referiram que os pacientes que receberam oxicodona tinham duas vezes mais probabilidade de experienciar uma redução significativa da dor, pelo menos, uma diminuição de 30 por cento, em comparação com os pacientes que tomaram placebo.

Embora a medicação tenha sido efectiva, cerca de um terço dos participantes saiu do estudo, principalmente devido a problemas de obstipação.

O Dr. Dworkin revelou que os investigadores ficaram surpreendidos com o facto da gabapentina não ter parecido útil no tratamento da dor.

O herpes zoster é causado pela reactivação do vírus da varicela (vírus varicela-zoster) em latência. A infecção inicial pelo vírus varicela-zoster, que pode adoptar a forma de varicela, termina com a penetração dos vírus nos gânglios (uma aglomeração de células nervosas) dos nervos espinhais ou cranianos, permanecendo ali em estado latente. O herpes zoster fica sempre limitado à distribuição cutânea da raiz ou raízes nervosas afectadas (dermatomas).

O vírus do herpes zoster pode não voltar a produzir sintomas ou então só reactivar-se muitos anos depois. Se isso ocorrer, reproduz-se a doença. Por vezes, tem lugar quando a imunidade do organismo diminui em virtude de outra perturbação, como a SIDA ou a doença de Hodgkin, ou por medicações que debilitem o sistema imunitário. Na maioria dos casos desconhece-se a causa da reactivação.

O aparecimento do herpes zoster nem sempre significa que exista alguma doença grave subjacente. Pode ocorrer em qualquer idade, mas é mais frequente depois dos 50 anos.

Isabel Marques

www.upi.com/Health_News/2009/03/31/Oxycodone_may_ease_acute_pain_of_shingles/UPI-77051238557610/
www.manualmerck.net/?url=/artigos/%3Fid%3D212%26cn%3D1795

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Reacção alérgica ao clopidogrel é tratável

Um estudo norte-americano demonstrou que os pacientes cardíacos que sofreram uma reacção alérgica ao clopidogrel foram tratados com sucesso para aliviar a reacção e continuaram a utilizar o fármaco.

Os investigadores do Hospital Universitário Thomas Jefferson, na Filadélfia, seguiram 24 pacientes que desenvolveram alergias ao clopidogrel, após terem sido submetidos a um implante de stent coronário.

Oitenta e oito por cento dos pacientes foram capazes de continuar o tratamento com o clopidogrel sem interrupções, após terem sido tratados com anti-histamínicos e um curto tratamento com esteróides.

Os investigadores, o Dr. Michael P. Savage e a Dra. Kimberly L. Campbell, referiram que este é um estudo muito importante para muitos pacientes cardíacos, mas especialmente para aqueles que têm stents.

Todos os pacientes que recebem um stent têm de tomar clopidogrel para ajudar a prevenir uma trombose de stent, que é a formação de coágulos no stent. Isto coloca obviamente graves problemas se o paciente sofrer uma reacção alérgica à medicação.

O Dr. Savage referiu que descontinuar a toma do fármaco pode levar a um ataque cardíaco, que pode ser fatal, sendo requerido àqueles que têm um stent revestido com um fármaco receber o clopidogrel durante, pelo menos, um ano.

O investigador acrescentou que, na realidade, os seus pacientes com stents revestidos com um fármaco recebem o clopidogrel durante uma média de 17 meses, em comparação com o mínimo de um ano, sublinhando que isto é muito tempo para se estar sem uma medicação que pode salvar a vida.

O clopidogrel, que é comercializado em Portugal como Plavix, Iscover, Clopidogrel BMS, e Clopidogrel Winthrop, é utilizado para prevenir a formação de coágulos sanguíneos (trombos) que se formam em vasos sanguíneos endurecidos (artérias), um processo conhecido como aterotrombose, que pode conduzir a acidentes aterotrombóticos, tais como o acidente vascular cerebral (AVC), ataque cardíaco ou morte.

Isabel Marques

Fontes:
www.upi.com/Health_News/2009/03/31/Plavix_allergic_reaction_treatable/UPI-27201238551298/

segunda-feira, 30 de março de 2009

Estudo questiona benefícios a longo prazo de fármacos para hiperactividade

Novos dados de uma análise a um estudo do Instituto Nacional de Saúde Mental, dos Estados Unidos, com crianças com Perturbação de Hiperactividade e Défice de Atenção (PHDA), confirmaram que não houve diferenças a longo prazo nos resultados comportamentais entre aquelas que foram tratadas com fármacos para a PHDA e as que não foram.

Um dos autores do estudo, o Dr. Brooke Molina, sublinhou que os dados não sustentam que as crianças que recebem a medicação durante mais de dois anos tenham melhores resultados do que as crianças que não a recebem durante esse período.

No estudo sobre o tratamento de crianças com PHDA foi administrada aleatoriamente uma de quatro opções de tratamento: tratamento com fármacos, fármacos mais terapia conversacional, terapia conversacional isoladamente ou cuidados médicos de rotina isoladamente.

Uma análise inicial de 14 meses, publicada em 1999, demonstrou que as crianças tratadas com estes fármacos demonstraram mais melhorias dos sintomas, em comparação com aquelas que receberam apenas terapia conversacional e cuidados de rotina.

Contudo, uma análise de seguimento em 2007 já não demonstrou diferenças no comportamento entre as crianças tratadas com este tipo de fármacos e aquelas que não o foram. Adicionalmente, os dados de 2007 indicaram que as crianças que tomaram fármacos para a PHDA, durante 36 meses, eram mais baixas e pesavam menos do que aquelas que não receberam os fármacos.

As últimas descobertas, publicadas na “Journal of the American Academy of Child and Adolescent Psychiatry”, incluem dados de um seguimento de oito anos e confirmaram que não existiam diferenças no comportamento a longo prazo entre os que tomaram os fármacos e os que não tomaram.

O investigador William Pelham concluiu que uma interpretação possível dos dados é que os fármacos para a Perturbação de Hiperactividade e Défice de Atenção são úteis a curto prazo, mas ineficazes a longo prazo.

Isabel Marques

Fontes:
www.firstwordplus.com/Fws.do?articleid=028885D6B89449669AFE5D8274D902AC

Investigadores testam tratamento para aumento de peso provocado por antipsicóticos

Médicos norte-americanos estão a testar um tratamento para combater o aumento de peso provocado por alguns medicamentos antipsicóticos.

O ensaio clínico aleatório e controlado por placebo, publicado na “Biological Psychiatry”, avaliou a adição ao tratamento do fármaco modafinil, actualmente utilizado para aumentar o estado de vigília nas pessoas com distúrbios do sono.

Todos os participantes do estudo, voluntários normais, receberam olanzapina, um fármaco normalmente utilizado para tratar distúrbios psicóticos. Metade dos participantes também recebeu tratamento com modafinil, enquanto a outra metade recebeu placebo.

Após três semanas, embora o Índice de Massa Corporal (IMC) tenha aumentado em ambos os grupos, aqueles que receberam olanzapina mais placebo demonstraram um aumento de peso significativamente maior do que aqueles que receberam olanzapina mais modafinil.

O investigador principal, o Dr. James Roerig, da Faculdade de Medicina e Ciências da Saúde da Universidade do Dakota do Norte e do Instituto de Investigação Neuropsiquiátrica, em Fargo, referiu que este estudo de curto prazo em indivíduos saudáveis demonstra-se promissor.

Os fármacos antipsicóticos, como a olanzapina, risperidona e quetiapina, normalmente têm sido utilizados não só para tratar distúrbios psicóticos como a esquizofrenia, mas também para o distúrbio bipolar e mesmo para problemas comportamentais relacionados com a demência.

Os investigadores acrescentaram que o efeito secundário do aumento de peso, habitualmente observado com os medicamentos antipsicóticos, faz com que muitos pacientes descontinuem o tratamento.

De acordo com a United Press International, o Dr. Roerig referiu que agora o modafinil pode ser avaliado como um candidato viável para um ensaio clínico maior e mais complexo para determinar a eficácia na população de pacientes.

Isabel Marques

Fontes:
www.upi.com/Health_News/2009/03/27/Fighting_anti-psychotic_drug_weight_gain/UPI-86201238205367/

terça-feira, 24 de março de 2009

Modafinil para a narcolepsia pode provocar dependência

O modafinil, um fármaco para o tratamento da narcolepsia (acesso súbito, de curta duração, de uma necessidade irresistível de dormir) que é cada vez mais utilizado por pessoas saudáveis para aumentar a performance cerebral, pode provocar dependência em pessoas vulneráveis e a sua utilização deve ser monitorizada.

Um estudo piloto, publicado na “Journal of the American Medical Association”, que envolveu 10 homens saudáveis, descobriu que em dosagens normais o fármaco modafinil aumenta os níveis do químico dopamina na mesma parte do cérebro que é activada com outras drogas de abuso.

A Dra. Nora Volkow, directora do Instituto Nacional sobre o Abuso de Drogas dos Estados Unidos, referiu que o fármaco apresenta a assinatura de que pode potencialmente provocar dependência.

A Dra. Volkow referiu que estudos têm consistentemente demonstrado que todas as drogas de abuso têm um efeito comum no aumento da dopamina nesta área, no núcleo accumbens.

Embora oficialmente o modafinil só esteja aprovado para o excesso de sonolência associada à narcolepsia, apneia do sono e distúrbio do sono do trabalho por turnos, também é utilizado para a perda de peso, transtorno do déficit de atenção e hiperactividade, fadiga e depressão.

Contudo, a sua utilização cada vez maior em campus universitários para melhorar a performance cognitiva levou a Dra. Volkow a procura analisar mais de perto o potencial do fármaco provocar dependência e abuso.

A Dra. Volkow sublinhou que o principal problema não são as pessoas a quem o fármaco é prescrito correctamente, mas aquelas que possam estar a fazer uma utilização incorrecta ou a abusar da medicação.

A mensagem para as pessoas que estão a tomar esta medicação para melhoraria cognitiva é que a sua utilização pode resultar em efeitos cognitivos muito graves, incluindo dependência.

O modafinil é comercializado em Portugal como Modiodal, da Cephalon, e na versão genérica como Modafinil Generis.

Isabel Marques

terça-feira, 17 de março de 2009

Benefícios da aspirina na prevenção de ataques cardíacos e AVC diferem consoante o paciente

Uma força de intervenção norte-americana referiu que a utilização da aspirina para prevenir ataques cardíacos ou acidente vascular cerebral (AVC) pode apresentar diferentes benefícios e desvantagens para homens e mulheres.

As novas recomendações da Força de Intervenção de Serviços Preventivos norte-americana, um painel independente de peritos, não se aplicam às pessoas que já sofreram um ataque cardíaco ou AVC.

As recomendações, publicadas na “Annals of Internal Medicine”, referem os pacientes e os médicos devem considerar os factores de risco, incluindo idade, sexo, diabetes, pressão sanguínea, níveis de colesterol, fumar e risco de hemorragia gastrointestinal, antes de decidirem relativamente à utilização ou não da aspirina.

Os peritos reviram as evidências do Estudo de Saúde das Mulheres do Instituto Nacional de Saúde norte-americano publicadas desde que a última força de intervenção reviu este tópico em 2002.

Os peritos encontraram evidências de que a aspirina diminui o primeiro ataque cardíaco nos homens e o primeiro AVC nas mulheres. Quanto mais factores de risco as pessoas apresentarem, mais probabilidade têm de retirarem benefícios da aspirina.

Os peritos recomendam que os homens com idades entre os 45 e os 79 anos devem utilizar a aspirina para reduzir o risco de ataques cardíacos, quando os benefícios superam os potenciais riscos de hemorragia gastrointestinal. As mulheres entre os 55 e os 79 anos devem utilizar a aspirina para reduzir o risco de AVC isquémico, quando os benefícios superam os potenciais riscos de hemorragia gastrointestinal.

Isabel Marques

Fontes:
www.upi.com/Health_News/2009/03/17/Risks_of_using_aspirin_differ_by_gender/UPI-75811237263754/

Topiramato seguro e eficaz na prevenção da enxaqueca em adolescentes

Um relatório publicado na revista cientifica “Pediatrics” revelou que o topiramato é seguro e efectivo na prevenção da enxaqueca em pacientes entre os 12 e os 17 anos.

Embora o topiramato esteja indicado para a profilaxia da enxaqueca, em adultos, os autores explicaram que não existem fármacos aprovados para o tratamento profiláctico da enxaqueca em pacientes pediátricos.

O Dr. Donald Lewis, da Faculdade de Medicina de Eastern Virginia, em Norfolk, e colegas avaliaram a eficácia e segurança do topiramato (50 miligramas/dia e 100 miligramas/dia) como profilaxia da enxaqueca em 106 pacientes entre os 12 e os 17 anos.

A dose mais elevada de topiramato reduziu significativamente a taxa de incidência mensal de enxaqueca de uma média de 4,3 ataques para 1,3, enquanto a dose mais baixa não diferiu do placebo (os ataques reduziram de uma média de 4,1 para 2,3 em ambos os grupos).

Nas últimas quarto semanas do estudo, mais de metade dos participantes que receberam 100 miligramas/dia de topiramato permaneceram sem enxaquecas.

A taxa de resposta foi de 83 por cento para o grupo dos 100 miligramas/dia, mas apenas de 46 por cento no grupo 50 miligramas/dia e de 45 por cento para o grupo do placebo.

Cerca de três quartos dos participantes que receberam topiramato experimentaram efeitos adversos, em comparação com menos de metade dos que receberam placebo, tendo os primeiros experienciado mais infecções do tracto respiratório superior, parestesia e tonturas.

Os investigadores concluíram que as análises de segurança não revelaram descobertas inesperadas. Os resultados deste ensaio demonstraram a eficácia dos 100 miligramas/dia de topiramato na prevenção da enxaqueca em pacientes pediátricos.

Isabel Marques

Fontes:
www.reutershealth.com/archive/2009/03/13/eline/links/20090313elin008.html

segunda-feira, 16 de março de 2009

Prucaloprida efectiva para obstipação crónica

Investigadores belgas revelaram, na revista científica “Gut”, que o fármaco prucaloprida melhora significativa e consistentemente a função intestinal dos pacientes com obstipação crónica e grave.

O investigador principal, o Dr. Jan Tack, do Hospital Universitário de Leuven, na Bélgica, referiu à Reuters Health que o actual estudo, que envolveu pacientes com obstipação crónica que não apresentavam uma resposta satisfatória aos laxantes, demonstrou excelente eficácia e perfil de segurança da prucaloprida.

Os investigadores estudaram pacientes que receberam aleatoriamente um tratamento diário com prucaloprida 2 miligramas (mg) ou 4 mg, ou com placebo.

Nos 713 pacientes avaliados, 19,5 por cento dos que receberam a dose de 2 mg e 23,6 por cento dos que receberam a dose de 4 mg tiveram três ou mais movimentos intestinais espontâneos por semana. Estas proporções foram significativamente maiores do que os 9,6 por cento observados no grupo do placebo.

Ambas as dosagens foram bem toleradas e a maioria dos efeitos secundários foram ligeiros ou moderados e passageiros. Os efeitos adversos mais comuns foram dores de cabeça e diarreia.

O Dr. Tack concluiu que o fármaco apresenta o potencial de aliviar uma grande necessidade não atendida na prática clínica, tanto ao nível dos especialistas como ao nível dos médicos de cuidados primários.

Isabel Marques

Fontes:
www.reutershealth.com/archive/2009/03/13/eline/links/20090313elin021.html

quinta-feira, 12 de março de 2009

Fármacos para Parkinson podem despoletar sintomas de dependência

Os pacientes a receber tratamento para a Doença de Parkinson podem algumas vezes desenvolver comportamentos de dependência, como jogo patológico, devido ao excesso de utilização de agonistas da dopamina, o principal tipo de fármaco utilizado para tratar esta doença neurológica.

Os agonistas da dopamina, agentes que activam os receptores da dopamina no cérebro, incluem fármacos como o pramipexol, ropinirol, pergolida e bromocriptina, normalmente utilizados para a Doença de Parkinson e síndrome das pernas inquietas.

Contudo, o Dr. Alain Dagher, da Universidade McGill, em Montreal, no Canadá, referiu à Reuters Health que estes fármacos apresentam um risco muito definido de provocar distúrbios de controlo de impulsos e dependência, sendo que os médicos devem estar conscientes destes efeitos secundários e alertar explicitamente os pacientes que iniciam estes fármacos.

O Dr. Dagher e o Dr. Trevor W. Robbins, da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, reviram as associações entre a dopamina e os distúrbios de personalidade dependente à luz dos modelos actuais de aprendizagem e dependência.

Os factores de risco destes distúrbios para os doentes com Parkinson incluem ser do sexo masculino, ser jovem na altura do diagnóstico, ter historial de abuso de álcool ou drogas, depressão e resultados elevados na categoria de personalidade que procura novidade, todos factores que também aumentam o risco de dependência na população geral.

Embora se tenha questionado inicialmente se os agonistas da dopamina realmente provocavam jogo patológico, existem agora evidências de que as terapias com dopaminérgicos no geral, e os agonistas da dopamina em particular, são os despoletadores de jogo patológico e outros distúrbios de controlo de impulsos na Doença de Parkinson.

Níveis de dopamina cronicamente baixos nos pacientes com Parkinson não tratada levam a uma personalidade com baixa procura de novidade e uma incidência de dependência reduzida. Por outro lado, o tratamento de substituição com dopaminérgicos aumenta a vulnerabilidade à dependência e aos distúrbios de controlo de impulsos.

O Dr. Dagher concluiu que, no que diz respeito aos pacientes com Parkinson, a resposta é simples: descontinuar o tratamento com agonistas da dopamina se o paciente desenvolver dependência.

Isabel Marques

Fontes:
www.reutershealth.com/archive/2009/03/10/eline/links/20090310elin028.html

terça-feira, 10 de março de 2009

Combinação de tramadol e paracetamol eficaz para a dor moderada

Especialistas de diversas sociedades científicas estão em consenso relativamente à utilidade terapêutica da combinação em doses fixas de dois analgésicos, o tramadol e o paracetamol, sendo que o tratamento se revela eficaz para a dor moderada, reduzindo ainda a incidência de reacções adversas.

Contudo, em muitos casos esta combinação de fármacos não é utilizada suficientemente. O Professor Juan Tamargo, catedrático de Farmacologia da Faculdade de Medicina da Universidade Complutense de Madrid, referiu que se fosse administrada uma combinação destes fármacos, desde o início, se poderia reduzir a dor e tudo o que esta acarreta, sobretudo tendo em conta que se trata de uma combinação farmacológica muito útil e recomendada pelos guias clínicos internacionais.

De acordo com o Professor Tamargo, a publicação deste consenso deve-se à necessidade de planear a utilidade da combinação de tramadol e paracetamol no tratamento da dor moderada, principalmente, porque a dor moderada é muito frequente na sociedade actual.

A vantagem que a combinação de tramadol e paracetamol apresenta é o facto de se tratar de compostos com mecanismos de acção complementares, que permitem atacar a dor por múltiplas vias, demonstram mais eficácia e reduzem a dose de cada fármaco (325 mg de paracetamol e 37,5 mg de tramadol), conseguindo ainda uma menor incidência de efeitos adversos, que não serão mais graves do que aqueles que possam ser provocados por cada fármaco isoladamente.

A todas estas vantagens pode-se acrescentar que as combinações em doses fixas têm uma vantagem adicional, isto é, a redução do número de fármacos que, juntamente com uma melhor tolerabilidade, permite aumentar a percentagem de pacientes que seque o tratamento prescrito.

Para alcançar estes objectivos é necessário associar fármacos que apresentem mecanismos complementares e cujas propriedades farmacológicas e terapêuticas tenham sido amplamente avaliadas em ensaios clínicos controlados.

Neste caso, graças a um estudo de associação medicamentosa, determinou-se uma sinergia de potenciação, ou seja, que a administração destes dois fármacos, em conjunto e no mesmo momento, resulta num maior grau de diminuição da dor do que a simples soma dos efeitos analgésicos de cada um dos fármacos em separado.

Isabel Marques

Fontes:
http://espana.pmfarma.com/noticias/noti.asp?ref=9894

segunda-feira, 9 de março de 2009

Infarmed: Maioria dos medicamentos à venda na Internet é falsa

Uma investigação desenvolvida pelo Infarmed (Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde), em 2008, revelou que 93 por cento dos medicamentos adquiridos pelos portugueses na Internet, e analisados por este organismo, eram falsificados.

Foram analisadas 80 amostras de produtos comprados em sites não autorizados de venda de medicamentos, sendo que os fármacos contrafeitos analisados não continham, nalguns casos, a substância activa que deveriam ter e, quando esta estava presente, existia em quantidades inferiores às estipuladas para o fármaco.

O presidente do Infarmed, Vasco Maria, referiu que “nalguns casos havia impurezas que podem colocar em causa a vida das pessoas".

Os medicamentos em causa são principalmente os de combate à impotência sexual, emagrecimento, oncologia, cardiologia e neurologia. De acordo com os dados fornecidos pelo Infarmed, aproximadamente mais de 50 por cento dos medicamentos adquiridos na Internet, fora dos circuitos legais, são contrafeitos.

O presidente do Infarmed afirmou que este é um problema grave cujo combate é dificultado, porque é um negócio extremamente rentável, o que motiva a actividade das redes de falsificadores.

A ministra da Saúde, Ana Jorge, salientou que "é preciso ter atenção sobre a venda e uso de alguns medicamentos comprados pela Internet e sensibilizar para que isto é um problema real”.

Isabel Marques

Fontes:
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1368075&idCanal=62
http://dn.sapo.pt/2009/03/07/sociedade/90_remedios_a_venda_net_falsos.html

FDA: Fármacos com metoclopramida devem incluir alertas mais fortes

A agência norte-americana que regula os medicamentos (FDA) alertou que os fármacos que contêm metoclopramida, para tratar distúrbios disgestivos, necessitam de avisos mais sérios relativamente ao risco de movimentos repetitivos involuntários em diversas partes do corpo, observado com a utilização a longo prazo ou em elevadas dosagens.

A utilização crónica destes fármacos, que estão disponíveis em diversas formas, como comprimidos, injecções e xarope, tem sido relacionada com discinesia tardia, o que provoca movimentos involuntários das extremidades, movimentos incontroláveis da língua, face, boca ou maxilar (protusão da língua, movimentos de mastigação), movimentos rápidos dos olhos e pestanejar. Os sintomas raramente são reversíveis, mas podem ser atenuados ou resolvidos após se terminar o tratamento com metoclopramida.

A FDA ordenou o acrescento de caixas pretas (black box) de alerta, o mais forte disponível, e o desenvolvimento de um guia amigo do paciente para explicar o risco.

A FDA recomenda que o tratamento não exceda os três meses, porque o risco do distúrbio de movimentos foi directamente relacionado com a duração do tratamento com metoclopramida e com o número de doses tomadas. A agência acrescentou que os idosos, especialmente as mulheres, apresentam maiores riscos.

A directora do Centro de Avaliação e Investigação da FDA, Janet Woodcock, referiu que a utilização crónica da terapia com metoclopramida deve ser evitada no geral, excepto nos casos raros em que os benefícios superem os riscos.

Em Portugal, os fármacos à base de metoclopramida são comercializados como Metoclopramida Labesfal, Metoclopramida Medinfar e Primperan. Estes fármacos estão indicados para náuseas e vómitos, gastroenterites, intolerâncias alimentares e medicamentosas, síndrome vertiginoso, perturbações da motilidade digestiva, dispepsia-eructações, soluços, pirose, dores epigástricas, esvaziamento gástrico retardado, refluxo gastro-esofágico.

Isabel Marques

Fontes:
www.reuters.com/article/governmentFilingsNews/idUSN2629346520090226

sexta-feira, 6 de março de 2009

MabThera pode diminuir inflamação renal em pacientes com lúpus

Investigadores revelaram que o fármaco oncológico MabThera (rituximab), da Roche, pode reduzir significativamente a inflamação renal em algumas pessoas com lúpus que não respondem à terapia convencional.

O Dr. Fadi Fakhouri, do Imperial College London, referiu que, após cerca de dois anos, o rituximab ajudou 12 de 20 pacientes com lúpus com sérios riscos de desenvolverem insuficiência renal.

Os investigadores revelaram na “Clinical Journal of the American Society Nephrology” que os estudos prospectivos avaliando a eficiência do rituximab na nefrite lúpica são justificáveis, pois as terapias existentes, envolvendo uma variedade de fármacos imunossupressores e quimioterapia, são geralmente consideradas inadequadas.

Os investigadores estudaram 20 voluntários com distúrbio renal grave, devido ao lúpus, em risco de desenvolver insuficiência renal. Estas pessoas recebem frequentemente quimioterapia ou fármacos corticosteróides para reduzir a inflamação renal.

Contudo, como muitos pacientes não respondem aos fármacos ou experienciam efeitos tóxicos quando os tomam, os investigadores testaram o rituximab, que está delineado para reduzir as células B do sistema imunitário, de modo a observarem se este poderia ajudar.

Os investigadores utilizaram o fármaco para atingir as células B hiperactivas, que parecem ajudar a provocar a inflamação renal nas pessoas com lúpus.

Após 22 meses, os investigadores observaram melhorias renais em 60 por cento dos pacientes e descobriram uma forte associação entre a redução das células B, após um mês, e o sucesso do tratamento.

Contudo, nem todas as pessoas responderam ao fármaco. Os pacientes com níveis muito baixos da proteína albumina no sangue e voluntários com ascendência africana não experimentaram a redução benéfica das células B.

O lúpus é uma doença auto-imune caracterizada pela inflamação das articulações, pele, principais órgãos e sistema nervosa central, à medida que o sistema imunitário ataca os tecidos e células saudáveis. A doença tende a ter surtos de agravamento dos sintomas e períodos de acalmia com a ausência de sintomas, tornando difícil avaliar a efectividade de qualquer tratamento.

Isabel Marques

Fontes:
www.reutershealth.com/archive/2009/03/05/eline/links/20090305elin026.html

Combinação de Plavix e fármacos para a azia pode aumentar risco cardíaco

Investigadores revelaram que as pessoas que sofreram um ataque cardíaco têm aproximadamente o dobro do risco de sofrer outro se estiverem a tomar o anticoagulante Plavix (clopidogrel), da Sanofi-Aventis e da Bristol-Myers Squibb Co, juntamente com um fármaco para a azia, como o omeprazol.

O Plavix e a aspirina são frequentemente utilizados para diminuir a coagulação do sangue do paciente após um ataque cardíaco. Os médicos também costumam prescrever um inibidor da "bomba de protões" como o omeprazol, comercializado em diversas versões de marca e genéricas, para diminuir o risco de hemorragia gastrointestinal provocada pelos anticoagulantes.

O estudo, publicado na “Journal of the American Medical Association”, analisou 8 205 pacientes dos Estados Unidos que foram tratados devido a um ataque cardíaco ou dor no peito, conhecida como angina instável, e que receberam Plavix e aspirina.

Dois terços destes pacientes também receberam um inibidor da "bomba de protões", principalmente omeprazol, e apresentaram cerca do dobro do risco de sofrerem outro ataque cardíaco ou um episódio da angina instável, em comparação com aqueles que não tomaram um inibidor da "bomba de protões".

O investigador principal, o Dr. Michael Ho, do Centro Médico para Veteranos de Denver, referiu que esta combinação de fármacos pode ser responsável por milhares de repetições de ataques cardíacos.

O Dr. Ho referiu que o estudo sublinha a potencial interacção entre o clopidogrel e os medicamentos inibidores da "bomba de protões", sendo que sugere que talvez estes medicamentos não devam ser prescritos habitualmente ou profilaticamente, isto é, preventivamente, a pacientes que estão a tomar aspirina e clopidogrel.

Contudo, alguns médicos aconselham cautela relativamente a estas descobertas. O Dr. Kirk Garratt, do Hospital Lenox Hill, em Nova Iorque, referiu que é necessário ter muito cuidado com este estudo, pois se os médicos deixarem de prescrever inibidores da "bomba de protões" a estes pacientes, poder-se-ão observar mais complicações hemorrágicas. O Dr. Garratt acrescentou que uma grande hemorragia num paciente com doença das artérias coronárias significativa pode facilmente tornar-se fatal.

Isabel Marques

Fontes:
www.reuters.com/article/healthNews/idUSTRE52278420090303

segunda-feira, 2 de março de 2009

Antidepressivos e terapias psicológicas podem acalmar cólon irritável

Antidepressivos e terapias psicológicas, particularmente a terapia cognitivo-comportamental, parecem proporcionar um alívio dos sintomas da síndrome do cólon irritável, pelo menos, a curto prazo.

Os investigadores relataram, na revista científica “Gut”, que os antidepressivos parecem ajudar a acalmar o cólon irritável independentemente de qualquer melhoria numa depressão coexistente.

O Dr. Alex C. Ford, do Centro Médico da Universidade McMaster, em Hamilton, no Canadá, referiu à Reuters Health que os médicos devem considerar a utilização de antidepressivos para as pessoas que não responderam às outras terapias de primeira linha para a síndrome do cólon irritável, que pode incluir cãibras abdominais, diarreia ou obstipação.

As causas da síndrome do cólon irritável não são claras e tem-se debatido se se deve principalmente a factores psicológicos ou a despoletadores biológicos, ou talvez a uma combinação de ambos.

A equipa de investigadores analisou dados de 32 estudos publicados, sendo que 19 compararam terapias psicológicas, tais como terapia cognitivo-comportamental, terapia de relaxamento e hipnoterapia, a terapia de controlo ou cuidado habitual; 12 compararam antidepressivos a placebo e um comparou conjuntamente terapia psicológica e antidepressivos a placebo.

Os ensaios incluiriam cerca de 800 pacientes com cólon irritável tratados com antidepressivos versus placebo e cerca de 1 300 em terapias psicológicas versus terapias de controlo ou cuidado habitual.

Os investigadores descobriram que o risco dos sintomas de cólon irritável persistirem com uma terapia com antidepressivos foi reduzido em 34 por cento, em comparação com placebo.

As terapias psicológicas também reduziram semelhantemente o risco de sintomas de cólon irritável persistentes. O Dr. Ford revelou que os dados foram mais robustos com os antidepressivos.

Isabel Marques

Fontes:
www.reutershealth.com/archive/2009/02/27/eline/links/20090227elin008.html

Oito medicamentos novos chegam a Portugal em 2009

O mercado nacional do medicamento vai contar com novos fármacos em 2009. Ao todo, são oito tratamentos inovadores em áreas distintas que, vão desde a obesidade à ejaculação precoce, e que vão beneficiar milhões de portugueses, avança o Diário de Notícias.

Uma das novidades esperadas para o primeiro trimestre destina-se a combater o excesso de peso. O orlistato, da GlaxoSmithKline, é o primeiro medicamento para o efeito aprovado na Comissão Europeia. O fármaco reduz a absorção de gordura dos alimentos e poderá beneficiar cerca de quatro milhões de portugueses.

Para o segundo trimestre, está prevista a comercialização de um medicamento para combater a ejaculação precoce. A dapoxetina, da Janssen Cilag, actua como um anti-depressivo, travando a recaptação pelas células nervosas de um neurotransmissor designado serotonina. O objectivo é aumentar o tempo que medeia entre o início da relação sexual e a ejaculação, devendo ser tomado 30 minutos antes.

Aprovado recentemente pela Autoridade Europeia do Medicamento (EMEA), destaca-se um novo anti-depressivo, a agomelatina (Servier). Trata-se de mais uma alternativa para tratar depressões e, em particular, dos casos em que, também, há perturbações do sono.

Outra novidade é o bazedoxifeno, da Wyeth, também aprovado a EMEA e que tem eficácia comprovadan a redução de fracturas em mulheres após a menopausa. A autorização de utilização especial está prevista para Abril.

Para fazer subir o colesterol bom (HDL) e reduzir o mau (LDL) bem como os triglicéridos chega, em breve, ao mercado uma combinação de ácido nicotínico com laropiprant, trata a dislipidemia e é da Merck Sharp & Dohme.

No âmbito das infecções VIH/Sida o protagonista é o maraviroc, da Pfizer, com efeitos muito positivos. Aplica-se, para já, aos casos de VIH multi-resistentes, mas está em estudo o seu alargamento às fases precoces da doença. Este fármaco actua bloqueando um dos receptores de entrada do vírus nas células.

Para fazer frente ao surto da gripe das aves (H5N1) chega-nos a vacina pré-pandémica da GlaxoSmithKline aprovada, em 2008, pela Comissão Europeia. A vacina da irá proteger a população antes de um surto, imunizando contra várias estirpes. A chegada ao País depende de uma decisão de criar uma reserva estratégica.

De referir que, introdução recente no mercado teve um fármaco para a diabetes tipo II - a vildagliptina com cloridrato de metformina já é comparticipada e destina-se a doentes insuficientemente controlados.


Raquel Garcez

Fonte: http://dn.sapo.pt/2009/03/02/centrais/produto_novo_trata_ejaculacao_precoc.html

Sprays nasais podem despoletar enxaquecas

As pessoas que sofrem de febre dos fenos, ou rinite alérgica, podem ficar com enxaquecas após utilizarem um spray nasal esteróide para o alívio do nariz entupido.

A Dr. Jitka Pokladnikova, da Universidade Charles, em Praga, e colegas reviram a base de dados global da Organização Mundial de Saúde (OMS), e outras fontes, e descobriram um grupo inesperado de 38 casos de enxaquecas suspeitas de estarem relacionadas com a utilização de corticosteróides intranasais.

Os corticosteróides intranasais sob suspeita incluem seis fármacos diferentes: fluticasona, beclometasona, budesonida, mometasona, flunisolida e triancinolona. Os investigadores relataram, na “Cephalalgia”, que em 24 casos o corticosteróide intranasal foi o único fármaco utilizado.

A reexposição ao corticosteróide intranasal levou a uma reincidência da enxaqueca em oito pacientes. Nenhum dos fármacos excedeu a dose máxima diária recomendada em qualquer caso relatado.

Nos 16 relatórios onde o tempo até ao despoletar foi registado, a enxaqueca desenvolveu-se no início do tratamento com corticosteróide intranasal em 12 casos, à volta dos quatro primeiros dias.

Uma associação entre a rinite alérgica e a enxaqueca já tinha sido estabelecida, mas as novas descobertas sugerem que, adicionalmente, os corticosteróides intranasais podem provocar ou pior a enxaqueca ou as dores de cabeça.

Isabel Marques

Fontes:
www.reutershealth.com/archive/2009/03/02/eline/links/20090302elin025.html

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Estatinas podem ajudar a regenerar músculo cardíaco

Investigadores norte-americanos demonstraram que o fármaco pravastatina, uma estatina, pode ser capaz de prevenir o desenvolvimento de doença cardíaca ao regenerar o músculo cardíaco danificado.

Num artigo, publicado na “Circulation Research”, os investigadores da Universidade de Buffalo relataram que a pravastatina mobiliza as células sanguíneas progenitoras, células produzidas na medula óssea que são capazes de se transformar em muitos tipos diferentes de células, sendo que estas se infiltram no coração e se desenvolvem em células musculares do coração, ou miócitos, melhorando a função cardíaca.

A investigação, desenvolvida no Centro de Investigação em Medicina Cardiovascular, da Universidade de Buffalo, utilizou um modelo suíno de hibernação miocárdica para este estudo.

O autor principal, o Dr. Gen Suzuki, referiu que é bem-vinda a descoberta de que um fármaco com um excelente perfil de segurança, utilizado amplamente para diminuir o colesterol, é efectivo em melhorar a função cardíaca na hibernação miocárdica.

O investigador acrescentou que estes dados fornecem uma nova estratégia para tratar os pacientes com insuficiência cardíaca isquémica que não são candidatos a cirurgia de “bypass” da artéria coronária por enxerto ou a angioplastia coronária com balão.

A pravastatina aumentou o número de células progenitoras na medula óssea em proporção à dose do fármaco e isto ocorreu em apenas cinco semanas após o tratamento com pravastatina em animais.

Isabel Marques

Fontes:
www.upi.com/Health_News/2009/02/23/Statins_may_regenerate_heart_muscle/UPI-29771235424528/

Epilepsia: FDA alerta que zonisamida pode provocar distúrbio sanguíneo

A agência norte-americana que regula os medicamentos (FDA) referiu que o fármaco zonisamida, utilizado para tratar crises epilépticas parciais em adultos, pode provocar uma acidez excessiva do sangue em alguns pacientes.

A doença, denominada acidose metabólica, pode incluir uma variedade de sintomas, tais como fadiga, anorexia, batimentos cardíacos irregulares ou letargia.

Com o tempo, esta doença pode provocar problemas renais e ósseos, sendo que a doença parece ser pior e mais frequente nos pacientes mais jovens, acrescentou a FDA.

A agência aconselha que os médicos testem o sangue dos pacientes antes de utilizarem o fármaco, comercializado como Zonegran pela Eisai Co Ltd, e posteriormente de forma periódica durante o tratamento, mesmo se estes não apresentarem sintomas.

A acidose metabólica é uma acidez excessiva do sangue caracterizada por uma concentração anormalmente baixa de bicarbonato no sangue.

Quando um aumento do ácido ultrapassa o sistema de amortecimento do pH do corpo, o sangue pode acidificar-se. Quando o pH do sangue diminui, a respiração torna-se mais profunda e mais rápida, porque o corpo tenta libertar o sangue do excesso de ácido diminuindo o volume do anidrido carbónico.

Finalmente, também os rins tentam compensá-lo por meio da excreção de uma maior quantidade de ácido na urina. Contudo, ambos os mecanismos podem ser ultrapassados se o corpo continuar a produzir demasiado ácido, o que conduz a uma acidose grave e finalmente ao coma.

Isabel Marques

Fontes:
www.reutershealth.com/archive/2009/02/23/eline/links/20090223elin017.html