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segunda-feira, 2 de março de 2009

Oito medicamentos novos chegam a Portugal em 2009

O mercado nacional do medicamento vai contar com novos fármacos em 2009. Ao todo, são oito tratamentos inovadores em áreas distintas que, vão desde a obesidade à ejaculação precoce, e que vão beneficiar milhões de portugueses, avança o Diário de Notícias.

Uma das novidades esperadas para o primeiro trimestre destina-se a combater o excesso de peso. O orlistato, da GlaxoSmithKline, é o primeiro medicamento para o efeito aprovado na Comissão Europeia. O fármaco reduz a absorção de gordura dos alimentos e poderá beneficiar cerca de quatro milhões de portugueses.

Para o segundo trimestre, está prevista a comercialização de um medicamento para combater a ejaculação precoce. A dapoxetina, da Janssen Cilag, actua como um anti-depressivo, travando a recaptação pelas células nervosas de um neurotransmissor designado serotonina. O objectivo é aumentar o tempo que medeia entre o início da relação sexual e a ejaculação, devendo ser tomado 30 minutos antes.

Aprovado recentemente pela Autoridade Europeia do Medicamento (EMEA), destaca-se um novo anti-depressivo, a agomelatina (Servier). Trata-se de mais uma alternativa para tratar depressões e, em particular, dos casos em que, também, há perturbações do sono.

Outra novidade é o bazedoxifeno, da Wyeth, também aprovado a EMEA e que tem eficácia comprovadan a redução de fracturas em mulheres após a menopausa. A autorização de utilização especial está prevista para Abril.

Para fazer subir o colesterol bom (HDL) e reduzir o mau (LDL) bem como os triglicéridos chega, em breve, ao mercado uma combinação de ácido nicotínico com laropiprant, trata a dislipidemia e é da Merck Sharp & Dohme.

No âmbito das infecções VIH/Sida o protagonista é o maraviroc, da Pfizer, com efeitos muito positivos. Aplica-se, para já, aos casos de VIH multi-resistentes, mas está em estudo o seu alargamento às fases precoces da doença. Este fármaco actua bloqueando um dos receptores de entrada do vírus nas células.

Para fazer frente ao surto da gripe das aves (H5N1) chega-nos a vacina pré-pandémica da GlaxoSmithKline aprovada, em 2008, pela Comissão Europeia. A vacina da irá proteger a população antes de um surto, imunizando contra várias estirpes. A chegada ao País depende de uma decisão de criar uma reserva estratégica.

De referir que, introdução recente no mercado teve um fármaco para a diabetes tipo II - a vildagliptina com cloridrato de metformina já é comparticipada e destina-se a doentes insuficientemente controlados.


Raquel Garcez

Fonte: http://dn.sapo.pt/2009/03/02/centrais/produto_novo_trata_ejaculacao_precoc.html

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Vacina HPV: Infarmed garante que benefício é superior a eventuais riscos

A Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde (Infarmed) afirmou que o benefício da vacina Gardasil®, contra o vírus que provoca o cancro do colo do útero, "mantém-se claramente superior ao risco" de eventuais reacções adversas.

"Podemos ainda adiantar que nenhuma das reacções adversas constitui facto novo, estando descritas no respectivo Resumo das Características do Medicamento (RCM). É de sublinhar, a propósito, que o perfil de benefício da vacina contra o HPV [vírus do papiloma humano] não sofreu alteração. Isto é, de acordo com a informação actualmente disponível, o benefício do medicamento mantém-se claramente superior ao risco", esclareceu o Infarmed à Agência Lusa.

A propósito de notícias sobre reacções adversas possivelmente relacionadas com a vacina em Espanha, também o director-geral da Saúde, Francisco George, defendeu que "não existem razões ou evidências que justifiquem a suspensão da vacinação, reforçando-se a recomendação de administrar a vacina HPV, Gardasil®, de acordo com as orientações do Programa Nacional de Vacinação".

Por seu turno, o cenário no país vizinho, levou a que mais de metade dos especialistas em Saúde Pública das universidades espanholas assinaram um manifesto a pedir a suspensão da vacinação contra o vírus que provoca o cancro do colo do útero por considerarem duvidosa a relação custo/eficiência do tratamento e não estar totalmente provada a sua segurança, avança a agência Lusa.

Raquel Garcez

Fonte: Agência Lusa

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Bombas de insulina: comparticipação chega em Fevereiro

“O fornecimento das bombas está a ser ultimado, havendo a «perspectiva de que o processo esteja formalizado no decorrer de Fevereiro”, a informação foi avançada pela Administração Central do Sistema de Saúde e confirmada pelo Ministério da Saúde ao jornal Expresso.

A notícia não ganhou o entusiasmo do coordenador nacional do Programa de Prevenção e Controlo da Diabetes, José Boavida, que diz só acreditar na data avançada por estes organismos quando o processo estiver finalizado. “A implementação das bombas infusoras de insulina arrasta-se há três anos e a última promessa de finalização do processo remonta a Novembro de 2007”, explicou.

De acordo com a estimativa nacional, são mais de 600 os diabéticos necessitados de uma bomba de insulina. No entanto, apesar de esta ser a realidade, a Direcção de Serviços de Cuidados de Saúde é peremptória: “Não havendo experiência anterior suficiente, estimou-se que no primeiro ano de implementação o número de doentes contemplados ronde os 100”, ressalvando que “este número é passível a correcção à medida que a experiência demonstre necessidade de alteração”.

Segundo os critérios de elegibilidade destes doentes, a “grande aposta” será feita nas crianças e grávidas e só serão contemplados os diabéticos tipo 1.

Raquel Garcez

Fonte: http://aeiou.expresso.pt/comparticipacao_em_bombas_de_insulina_prevista_este_mes=f497046

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Aumentou o consumo de antidepressivos e ansiolíticos

“O consumo de ansiolíticos e antidepressivos ou as taxas de suicídio estão a agravar-se e temos um consumo exagerado”, afirmou à TSF a Alta Comissária para a Saúde, Maria do Céu Machado.

De acordo com a TSF, o actual Plano Nacional de Saúde (PNS), a vigorar até 2010, apresenta uma evolução positiva em 70 dos 120 indicadores. A saúde mental é uma das excepções, sendo que, este indicador registou um agravamento.

Segundo a alta comissária para a Saúde, “verificaram-se progressos na prestação de cuidados médicos a crianças e jovens, no combate às doenças cardiovasculares e ao cancro”, sublinhando que “o pior registo está relacionado com o indicador de saúde mental dos portugueses”, facto que preocupa a responsável.

Raquel Garcez

Fonte: http://tsf.sapo.pt/PaginaInicial/Portugal/Interior.aspx?content_id=1141145

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Estudo da UE revela que sarampo ainda persiste na Europa

Um estudo da União Europeia (UE) revela que o sarampo persiste como um problema de saúde na Europa, principalmente porque muito poucas crianças estão a ser convenientemente vacinadas.

O estudo, publicado na revista científica “The Lancet”, refere que a doença, cujos sintomas incluem febre, durante quatro dias, acompanhada de tosse, nariz congestionado, conjuntivite e erupção na pele, provavelmente não será eliminada no próximo ano, como os oficiais de saúde esperavam.

O estudo, realizado pelo Instituto Statens Serum da Dinamarca para a Comissão Europeia (CE), descobriu 12.132 casos de sarampo na Europa. A maioria ocorreu na Grã-Bretanha, Alemanha, Itália, Roménia e Suiça, tendo sido registadas sete mortes.

O número de casos registados aumentou apesar da introdução, há mais de 20 anos, de uma vacina contra o sarampo nos programas de vacinação infantil de rotina.

Na maioria dos casos, as crianças infectadas não foram vacinadas ou foram vacinadas de forma incompleta.

A vacina VASPR, que fornece imunização contra o sarampo, a papeira e a rubéola, geralmente é administrada às crianças quando estas completam um ano, recebendo uma segunda dose por volta dos 4 ou 5 anos.

A segunda dose não é um reforço, mas antes uma dose para produzir imunidade numa pequena percentagem de crianças que não desenvolveram imunidade ao sarampo após a primeira dose.

O estudo conclui que a elevada incidência de sarampo, em alguns países europeus, revela uma cobertura de vacinação sub-óptima, o que, por sua vez, levanta sérias dúvidas de que o objectivo da eliminação da doença até 2010 possa ser atingido.

De facto, a doença não será eliminada sem uma maior utilização da vacina VASPR.

Isabel Marques

Fontes:
www.upi.com/Health_News/2009/01/12/EU_study_Measles_persists_in_Europe/UPI-45341231793782/

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Fármacos da Roche podem faltar em Portugal

Alteração de operador logístico atrasa fornecimento às farmácias


Os fármacos Dormicum, Lexotan, Rivotril, Rohypnol e Valium dos laboratórios Roche podem faltar temporariamente em Portugal. Na origem da ruptura de fornecimento às farmácias está a alteração de operador logístico por parte da farmacêutica suíça.

A Roche Farmacêutica assinou, recentemente, um contrato com o Grupo Rangel, um operador logístico nacional que começou a dar os primeiros passos na distribuição farmacêutica.

Ao que o FARMACIA.COM.PT conseguiu apurar, o acordo foi firmado antes de a Rangel Pharma obter a autorização especial para armazenamento de produtos psicotrópicos por parte do Infarmed (Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde). Licença esta que, já terá sido obtida, no entanto, a mesma só tem efeito legal a partir do momento em que é publicada em Diário da República, “o que ainda não aconteceu, apesar da rapidez com que o Infarmed tratou do processo de autorização”, noticia o PortugalDiário.

Por este motivo, e conforme constatou o FARMACIA.COM.PT junto dos distribuidores, o cenário actual atesta já o atraso no fornecimento dos produtos com substâncias psicotrópicas da Roche, nomeadamente, o Dormicum, Lexotan, Rivotril, Rohypnol e Valium.

Fonte próxima do sector farmacêutico, manifestou-se indignada com o facto de uma multinacional farmacêutica não prever, nem salvaguardar este tipo de cenário que “coloca em risco o fornecimento às farmácias e, por conseguinte, o utente consumidor destes fármacos”.

De acordo com a mesma fonte, “estes são medicamentos de grande rotação (consumo), pelo que, é inadmissível que uma farmacêutica como a Roche arrisque esta falha”, acrescentando que “há obrigações legais que devem ser cumpridas quer pelo laboratório, quer pelo distribuidor por grosso.”

À luz do Decreto-Lei n.º 176/2006 – que estabelece o regime jurídico dos medicamentos de uso humano – o Capítulo II referente à Autorização de Introdução no Mercado é claro no que concerne às obrigações do titular da autorização, neste caso, a Roche: “assegurar, no limite das suas responsabilidades, em conjugação com os distribuidores por grosso, o fornecimento adequado e contínuo do medicamento no mercado geográfico relevante, de forma a satisfazer as necessidades dos doentes (…)”.

Por outro lado, ao abrigo da legislação, os mesmos deveres se aplicam à distribuição por grosso, nomeadamente, à Rangel Pharma. O Artigo 100º é peremptório ao afirmar que o distribuidor deve “dispor permanentemente de medicamentos em quantidade e variedade suficientes para garantir o fornecimento adequado e contínuo do mercado geográfico relevante, de forma a garantir a satisfação das necessidades dos doentes”.

Confrontada com a informação, a farmacêutica suíça garantiu ao PortugalDiário que avisou os clientes da mudança de operador, pedindo que os armazenistas fizessem reforço de stock.

Entretanto, segundo alguns distribuidores, o pedido de reforço à Roche foi realizado em meados de Dezembro mas, até à data, não foram fornecidos mais fármacos psicotrópicos. “É impossível que a falha destes medicamentos não se agrave nos próximos dias”, considerou uma fonte do sector, denunciando que os clientes (farmácias) “já estão com ruptura de stock.”

Até ao momento, o Infarmed afiança não ter conhecimento de qualquer ruptura de stock, uma informação que tem de ser reportada, obrigatoriamente, à autoridade nacional.

Raquel Garcez

Fonte: http://diario.iol.pt/sociedade/comprimidos-roche-farmacia-infarmed-transportador-iol/1030403-4071.html

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

Medicamentos: Internet potencia contrafacção

Especialista lança alerta e apela a luta global

A ameaça dos medicamentos contrafeitos está a aumentar globalmente sobretudo devido às vendas por Internet e alteração ilegal dos circuitos de distribuição. O alerta foi dado pelo presidente do Instituto de Segurança Farmacológica, Harvey Bale.

Em entrevista à agência Lusa em Lisboa, o também director geral da Federação Internacional de Fabricantes e Associações Farmacêuticas referiu que os inquéritos realizados mostram que os indivíduos com melhores habilitações literárias e de classes sociais mais altas estão a comprar cada vez mais medicamentos por via electrónica, o que aumenta os riscos de consumirem produtos alterados.

"É fácil comprar os medicamentos e não há muitos meios de controlo quando chegam nas encomendas postais", afirmou.

O crescimento das redes de contrafacção é outro motivo de preocupação para o responsável e as várias dezenas de representantes de países e organizações do sector da Saúde e Segurança reunidos entre hoje e quinta-feira, em Lisboa, para debater este tema numa reunião organizada pela Organização Mundial de Saúde.

Harvey Bale destacou que, via Internet “são comprados, sobretudo, medicamentos para a disfunção sexual, emagrecimento e hormonas de crescimento e até produtos para fazer crescer o cabelo. Mas no mercado global de contrafacções encontram-se anti-depressivos, fármacos para doenças cardiovasculares ou diabetes, vacinas e até dispositivos médicos."

De acordo com o especialista, nos países pobres, esses medicamentos “são vendidos na rua ou dentro de autocarros e as pessoas gastam o pouco dinheiro que têm em produtos que não lhe fazem nada ou que as podem matar", precisou, concretizando que, nos países desenvolvidos, “a taxa de comercialização de produtos adulterados não chega a um por cento, enquanto em países de África, América Latina, Sul e Sudeste Asiático pode oscilar entre os 10 e os 20 por cento.”

Segundo Harvey Bale, "há percentagens elevadas de contrafacção por exemplo em África e Índia. Há problemas no Médio Oriente e a falsificação está a explodir na Rússia. É uma onda que está a inundar locais e contra a qual é preciso lutar globalmente por se tratar de um negócio muito proveitoso", concluiu.

Durante o certame, as autoridades de todo o mundo manifestaram também preocupação com as redes de distribuição, porque produtos originais podem ser adulterados com a adição de substâncias e pela alteração dos prazos de validade.

Raquel Pacheco

Fonte: Lusa

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

ONU: Mundo sem preparação suficiente para possível pandemia de gripe

Os progressos registados no último ano, no que diz respeito à prevenção da gripe das aves, não foram suficientes para permitir preparar o mundo para uma possível pandemia. A conclusão resulta de um relatório divulgado esta quinta-feira pela ONU e pelo Banco Mundial que alerta para o facto de persistir o risco de uma mutação do vírus H5N1 numa forma facilmente transmissível ao homem.

A verificar-se esta possibilidade, a mutação “teria o potencial de provocar uma pandemia de gripe» à escala mundial, alerta o relatório. “A ameaça pandémica levou a maior parte dos governos a melhorar as suas técnicas de detecção, controlo e reacção aos agentes patogénicos. No entanto, numerosos planos nacionais não são suficientemente operacionais e a coordenação destes planos entre os países exige maior atenção”, sublinha o mesmo documento.

A maior mobilidade das pessoas e dos bens, assim como as mudanças que se verificam no ecossistema são factores chave na probabilidade de movimentação dos agentes patogénicos, explicou David Navarro, coordenador da luta contra a gripe na ONU e co-autor do relatório, citado pelo Diário Digital. Nesse sentido, “a segurança a longo prazo da humanidade exige que todos os países se preparem em conjunto para enfrentar” tal situação, advertiu.

A permanência do vírus

A difusão do vírus nos últimos três anos aconteceu muito rapidamente na Ásia oriental, depois na África do Norte e do Oeste, na Europa central e mesmo no Reino Unido, lembra o relatório, baseado em dados fornecidos por 143 países. Apenas durante o mês de Novembro, novos focos de gripe das aves foram detectados na Arábia Saudita, Birmânia, Reino Unido e Roménia.

Em 2005 o vírus foi detectado em 16 países, em 2006 o número de países subiu para 55 e este ano serão 60, de acordo com o relatório.

Apesar das técnicas de reacção rápida desenvolvidas por vários países, que lhes permitem conter e depois controlar os novos focos detectados, seis nações constituem ainda casos preocupantes, isto porque, entre eles o vírus H5N1 é considerado enzoótico, o que significa que continua a alastrar-se entre as aves domésticas e selvagens.

A Indonésia representa o caso mais grave, sendo que a situação prevalece em todo o país. O vírus é também enzoótico em algumas regiões do Bangladesh, China, Egipto, Nigéria e Vietname

Marta Bilro

Fonte: Diário Digital, Lusa.

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

Desfibriladores em locais públicos multiplicam sobrevivência a falhas cardíacas

A colocação de desfibriladores automáticos externos em locais públicos multiplica as possibilidades de sobreviver a uma falha cardíaca, revela um estudo norte-americano da Universidade Johns Hopkins, em Baltimore.

A investigação, apresentada durante o Congresso da Associação Americana do Coração, analisou as circunstâncias em que ocorreram 10 mil paragens cardio-respiratórias socorridas pelos serviços de urgência, entre Dezembro de 2005 e Novembro de 2006. Deste total, apenas 7 por cento conseguiram sobreviver, porém, entre os que beneficiaram da instalação dos aparelhos de reanimação, a taxa de sobrevivência subiu para os 36 por cento.

Os responsáveis pelo estudo defendem, por isso, que a colocação de desfibriladores externos em centros geriátricos, hospitais, estádios desportivos, complexos comerciais, hotéis e edifícios de escritórios poderia salvar 522 vidas por anos nos Estados Unidos da América (EUA) e Canadá.

Esta não é a primeira investigação a sugerir a colocação destes dispositivos em pontos com muita afluência de público ou em locais em que as pessoas apresentam um elevado risco cardíaco. No entanto, nem sempre se encontra presente uma pessoa com conhecimentos suficientes para poder utilizá-los, salienta Fernando Arribas, presidente do Departamento de Arritmias e Electrofisiologia da Sociedade Espanhola de Cardiologia, citado pelo Correo Farmacéutico. Para além disso, acrescenta o responsável, a situação nos EUA não é, de todo, comparável com o panorama europeu, uma vez que este país se encontra muito mais avançado em questões de sensibilização social, desenvolvimento legislativo e na extensão de instalação destes aparelhos.

Actualmente não existem dados conclusivos sobre os benefícios de colocar desfibriladores em zonas públicas. “Os dados são contraditórios”, afirmou Juan López Mesa, secretário e director do Plano nacional de Reanimação Pulmonar da Sociedade Espanhola de Medicina Intensiva, de Crise e Unidades Coronárias, em declarações ao Correo Framacéutico. “Existem estudos que afirmam que [a colocação dos aparelhos nos locais mencionados] reduziria as mortes por enfarte do miocárdio em 30 por cento, e outros falam numa redução de apenas 2 por cento ou menos. Não nos podemos esquecer que este é um assunto controverso, no qual se misturam interesses económicos”, frisou.

Em Portugal, as informações sobre a presença destes dispositivos são escassas. Dados avançados pelo jornal Público, no final de Agosto do ano corrente, indicavam que os desfibriladores automáticos externos estavam presentes em apenas 37 das 244 ambulâncias do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) e nas 37 Viaturas Médicas de Emergência e Reanimação (VMER) em funcionamento.

O mesmo artigo falava ainda no interesse demonstrado por várias empresas privadas em adquirir estes aparelhos, como é o caso dos hotéis. Mas é necessário que haja alguém com formação adequada para permitir a vigilância e boa utilização em cada caso. Para além disso, e ao contrário do que acontece nos EUA, em Portugal a aplicação dos desfibriladores automáticos externos é considerada um acto médico e só por delegação pode ser usado por não médicos.

Marta Bilro

Fonte: Correo Farmacéutico, Público.

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Medicamento para a leucemia falsificado no Brasil

A polícia brasileira accionou, esta semana, em vários bairros do Rio de Janeiro, 11 mandados de busca e apreensão por falsificações do medicamento Glivec (mesilato de imatinib) produzido pelo laboratório Novartis.

De acordo com a denúncia feita pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o Lote Z0047 do Glivec teria sido adulterado por laboratórios clandestinos, “que trocaram o medicamento por uma substância do tipo placebo (sem qualquer influência no organismo).”

Notificado pela Anvisa, a farmacêutica Novartis foi obrigada a recolher todos os produtos do lote no país. A agência brasileira recomendou ainda aos utilizadores do fármaco que, “em caso de suspeita de uso do lote falsificado, procurem imediatamente um médico para fazer uma reavaliação do quadro clínico, e entrem em contato com o Serviço de Informação ao Cliente do laboratório Novartis.”

A adulteração de medicamentos é considerada um crime hediondo contra a Saúde Pública. O Glivec é usado por doentes com leucemia, um tipo de cancro no sangue que, se não for tratado, pode levar à morte.

Raquel Pacheco

Fonte: Agência Brasil

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Novo Nordisk lança barómetro para avaliar progressão da diabetes

A farmacêutica dinamarquesa Novo Nordisk lançou esta semana o Barómetro Changing Diabetes, uma ferramenta que permitirá avaliar o progresso da luta contra a diabetes em todo o mundo.

Através deste instrumento de análise, os profissionais de saúde, associações de pacientes, políticos, instituições e meios de comunicação passam a dispor de informação valiosa para saberem como melhorar a qualidade de vida dos diabéticos, diminuindo as complicações, aumentando as expectativas de vida e reduzindo os custos económicos.

“Há demasiado tempo que a luta contra a diabetes é feita às escuras. Chegou o momento de acender as luzes e mostrar os resultados que foram alcançados, com o objectivo de marcar uma mudança sustentável. O Barómetro Changing Diabetes oferecerá informação sobre como melhorar a vida das pessoas com diabetes e de como dar prioridade aos seus cuidados e tratamentos”, afirmou Lise Kingo, vice-presidente executiva da Novo Nordisk.

O laboratório publicará anualmente – em simultâneo com a comemoração do mundial da Diabetes – um relatório sobre os indicadores globais que foram identificados. O primeiro estudo, que engloba 21 países, indica que se poderão alcançar importantes poupanças se os diabéticos forem diagnosticados com maior antecedência, uma economia que pode chegar aos 20 por cento. Para além disso, as complicações aliadas á doença, incluindo as falhas renais, as amputações de membros, a cegueira e as doenças cardiovasculares, podem ser reduzidas através de um controlo mais apertado.

O relatório sublinha que adoptar uma atitude de passividade face ao problema sai mais caro, uma vez que vão continuar a ser gerados gastos com cuidados de saúde, ao nível social e indirectamente todos aqueles que derivem da perda de produtividade. Não é o número de diabéticos em si que está a fazer subir os gastos, mas antes as complicações derivadas da doença seguidas de uma detecção tardia e de um controlo escasso do problema.

“Apesar das estimativas indicarem que o número de diabéticos deverá ascender aos 380 milhões a nível mundial em 2025, o Barómetro Changing Diabetes revela que apenas alguns países possuem um sistema que lhes permite avaliar a diabetes e os seus efeitos na população”, adverte o professor Jean- Claude Mbanya, vice-reitor e professor de medicina e endocrinologia na Universidade de Yaundé, nos Camarões. “Se agirmos agora tirando lições do Barómetro, podemos melhorar o conhecimento, o tratamento e a consciencialização para a doença”, acrescentou.

A Novo Nordisk espera que o Barómetro se torne uma referência na discussão, avaliação, progresso e tratamento de dados relativos à doença.

Marta Bilro

Fonte: PM Farma, Europa Press, IndiaPRWire

Pneumonia matou seis mil portugueses em 2006

A pneumonia é a mais fatal de todas as doenças respiratórias tendo provocado a morte a seis mil portugueses em 2006, indicam os dados do Observatório Nacional das Doenças Respiratórias, citados pelo Diário de Notícias. Embora o número de vítimas provocadas por esta doença se mantenha estável, a lista de afectados não pára de crescer, sendo que, no ano passado o número de internamentos cresceu para os 34 mil, mais 6 por cento do que no ano anterior.

Apesar da mortalidade por pneumonia se manter estável, com cerca de 18 por cento dos doentes internados nos hospitais a falecer, o número de internamentos aumentou no ano passado 6 por cento em relação ao ano anterior, situando-se acima dos 34 mil. O número de internamentos não tem em conta os doentes hospitalizados devido a outras patologias, mas que também tinham pneumonia.

Esta subida no número de internamentos pode ser um indicador do aumento da gravidade da doença. “Ao todo o número de casos sobe aos 50 mil”, disse ao DN pneumologista e presidente da Associação Nacional da Tuberculose e Doenças Respiratórias, Teles Araújo, justificando que, "o acréscimo de casos pode ter a ver com o reforço da resistência aos antibióticos e com a idade dos doentes, na maioria com mais de 65 anos”.

Os dados do relatório indicam ainda que, em 91 por cento dos casos a morte por pneumonia ocorreu em doentes idosos. Relativamente à distribuição geográfica da doença, “o Norte e o Centro do País têm mais casos de internamento do que outras regiões, mas a mortalidade é maior no Centro e na Madeira”, salientou o especialista.

No que diz respeito a outras doenças respiratórias, como o cancro do pulmão, o relatório revela uma tendência de subida, com 4700 casos de internamento registados e 32 por cento de mortalidade. Ainda assim, os óbitos baixaram 1 por cento. Apesar da incidência da doença ser ainda “demasiado alta”, a tuberculose está também a diminuiu, referiu Teles Araújo.

Marta Bilro

Fonte: Diário de Notícias, TSF, Diário Digital.

sábado, 10 de novembro de 2007

40% dos idosos portugueses tomam medicação inadequada

Cerca de 40 por cento dos idosos portugueses tomam medicamentos inapropriados, que deveriam ser substituídos por outros mais seguros. A conclusão resulta de um estudo elaborado pela Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa que revelou também que os erros de prescrição dão origem a vários efeitos adversos, estando ligados a “11% dos internamentos hospitalares nos idosos”, noticia a edição deste sábado do jornal Diário de Notícias.

O estudo, que contou com a participação de 213 pacientes da área da Grande Lisboa, “revela que o País tem muitos mais casos de idosos a tomar fármacos errados do que outros países europeus, onde a percentagem é de 25%”, afirmou Sofia de Oliveira Martins, investigadora da Faculdade de Farmácia, citada pelo DN.

Tendo em conta os critérios Beers de 2003, "que avaliam o que o idoso deve tomar", foram detectados 114 casos de doentes (38,5 por cento dos participantes) com medicação errada, 40 por cento dos quais diziam respeito a fármacos que, de acordo com a listagem internacional, deveriam ser evitados pela população idosa, como as benzodiazepinas de longa duração (calmantes) e a ticlopidina, um anticoagulante utilizado na prevenção de tromboses e AVC.

Conforme explicou Sofia Martins, o diazepam, por exemplo, por ser “um medicamento de longa duração” torna-se difícil de eliminar do organismo, o que faz com que os idosos fiquem confusos, sonolentos, tontos e com tendência para caírem quando se levantam. Um estudo realizado em 2002 indicava que as quedas eram a principal causa de internamento associada a reacções adversas a medicamentos.

Por sua vez, a ticlopidina, que é utilizada para evitar a formação de coágulos, não supera a actuação da aspirina sendo, porém, muito mais tóxica, refere o estudo. Os antidepressivos, responsáveis por 22,8 por cento dos casos de medicação errada, surgem também entre os principais causadores de internamento entre os idosos. Em 96 por cento das situações estes medicamentos eram prescritos. A mesma investigação diz ainda que se para 70 por cento dos doentes um medicamento era desadequado, em 23,2 por cento dos casos dois fármacos deveriam ser excluídos.

No total, os pacientes incluídos neste estudo estavam a tomar 1543 medicamentos, o que resulta numa média de 7,23 fármacos por pessoa, um número que não se distancia do registado em outros países. A duração e a dosagem foram outros dos aspectos analisados, tendo-se observado que um em cada dez idosos tomava medicamentos em doses demasiado elevadas ou por demasiado tempo. "Há alternativas mais seguras e baratas. Além disso, acontece frequentemente que os idosos, com organismos envelhecidos, continuam a tomar as mesmas doses que tomavam em novos", referiu a investigadora

A dificuldade dos médicos em aceder a instrumentos específicos para os idosos foi uma das principais razões apontadas para o elevado número de prescrições erradas. Segundo afirmou Sofia Martins, “apesar de haver alguma informação, ainda não passou para a prática clínica”. A alternativa seria o acompanhamento por geriatras, mas "a especialidade não existe em Portugal. Para António Leuschner, ex-coordenador do Programa Nacional para a Saúde das Pessoas Idosas, há falta de atenção específica para o idoso, um aspecto que está já “a ser analisado no plano“. Maria João Quintela, especialista em gerontologia, chama a atenção para a necessidade de "uma revisão da terapêutica, para retirar os medicamentos ineficazes".

Marta Bilro

Fonte: Diário de Notícias, Infarmed.

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Jovens diabéticos dão lições de alimentação saudável

A Associação de Jovens Diabéticos de Portugal (AJDP) vai dar conselhos nutricionais. A iniciativa, que se realiza esta sexta-feira, insere-se nas comemorações da Semana do Diabético, a decorrer até ao dia 14 de Novembro, no Amoreiras Shopping, em Lisboa, e conta com o apoio da Associação Portuguesa de Dietistas (APD) e da Escola Superior de Tecnologias da Saúde de Lisboa.

Num debate aberto a toda a população, dietistas e jovens diabéticos juntam-se, durante toda a manhã do dia 9 de Novembro, para, em conversa aberta, dar conselhos e tirar dúvidas para uma alimentação mais saudável. Depois, entre as 14h30 e 15h30 as dietistas da APD, Vânia Costa e Rute Borrego, darão um curso prático sobre alimentação saudável com explicação dinâmica e tridimensional da pirâmide alimentar. Os responsáveis pretendem assim alertar para os benefícios de um estilo de vida saudável na prevenção da diabetes tipo 2.

“O nosso objectivo é sensibilizar os portugueses para a diabetes, incentivando a população através das actividades da Semana do Diabético, a prevenir a diabetes tipo 2 e a compreender as implicações da diabetes tipo 1, diferenciando-a da tipo 2”, frisou Paulo Madureira, presidente da AJDP.

Entre as diversas actividades a decorrer no âmbito da Semana do Diabético destacam-se também a exposição de fotografias, patente no Amoreiras Shopping, sobre a expedição de 26 diabéticos ao Toubkal, o ponto mais alto da Cordilheira do Atlas, no Norte de África; ou a realização de rastreios gratuitos à diabetes nas principais estações de metro de Lisboa, na quarta-feira, dia 14 de Novembro.

Marta Bilro

Fonte: Comunicado da Associação de Jovens Diabéticos de Portugal.

terça-feira, 6 de novembro de 2007

Faculdade de Farmácia vai avaliar necessidades de medicação dos idosos

“Investigação e Intervenção Farmacêutica” é o mote para o estudo que vai ser levado a cabo pela Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa, junto de mais de 600 idosos. A pesquisa, que se inicia ainda no mês de Novembro, pretende avaliar as condições em que a população idosa toma a sua medicação.

Os dados actuais indicam que os idosos com idade superior a 65 anos tomam em média sete medicamentos por dia e em alguns casos 17 fármacos distintos. Nesse sentido, torna-se evidente a necessidade de “ajustar as terapêuticas e reavaliar as condições em que os idosos tomam medicação”, refere o comunicado a que o Farmacia.com.pt teve acesso.

A prevalência de doenças crónicas entre a população idosa portuguesa poderá ser um indicador do elevado número de medicamentos tomados, pelo que é preciso aprofundar o conhecimento da situação. Até porque, “a polimedicação aumenta o risco de iatrogenia medicamentosa, ou seja do aparecimento de efeitos negativos associados à medicação”, alerta o mesmo documento.

Tendo em conta uma avaliação das patologias e as necessidades de medicação da população idosa, o estudo que será realizado pela Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa tem inicio marcado para o mês de Novembro e prolonga-se até ao final de 2008. Os objectivos do trabalho vão ser apresentados na quinta-feira, à 9h30, na Universidade Sénior em Oeiras.

Na mesma ocasião, serão realizados rastreios cardiovasculares que inclui medição de glicemia, colesterol total, peso, altura e caracterização farmacoterapêutica dos participantes.

Marta Bilro

Fonte: E-mail Farmacia-press.

OMS quer pacto global para reduzir preços de medicamentos

Custos elevados impedem acesso a fármacos nos países pobres

A falta de acesso a medicamentos por parte das populações dos países pobres está a desencadear fortes preocupações no seio da Organização Mundial de Saúde (OMS). Para tornar os fármacos mais acessíveis, a directora-geral da OMS, Margaret Chan, apelou à criação de um acordo global que imponha uma redução de preços.

"Comprometo-me totalmente em favorecer o acesso de todos aos medicamentos", declarou a diretora-geral da OMS, na abertura de uma reunião de um grupo de trabalho sobre a saúde pública, a inovação e a propriedade intelectual.

Os custos elevados dos tratamentos e das patentes são o principal entrave ao acesso aos medicamentos nos países mais pobres do globo. Assim, é necessário encontrar uma forma de fornecer medicamentos a preços acessíveis sem travar o estímulo às inovações farmacêuticas da iniciativa privada.

"Não podemos aceitar que o custo do atendimento médico empurre as famílias desfavorecidas ainda mais para a pobreza", disse Chan, citando como exemplos a Sida e a tuberculose. Nesse sentido, "o desafio é trabalhar em múltiplas frentes para atender às necessidades imediatas para o acesso equitativo a fármacos acessíveis e de qualidade, e ao mesmo tempo trabalhar para estimular a inovação", acrescentou.

A proposta da OMS não agrada à indústria farmacêutica que justifica a sua oposição com a necessidade de obter lucros através das vendas para financiar a investigação e o desenvolvimento de novos tratamentos, inclusive para doenças prevalentes em países em desenvolvimento.

Os críticos da ideia dizem também que a OMS está a interferir com a protecção de patentes e o direito intelectual, que são da esfera da Organização Mundial do Comércio e da Organização Mundial da Propriedade Intelectual.

Por sua vez, os países em desenvolvimento e os activistas da saúde defendem que a OMS tem o direito de se envolver em questões de propriedade intelectual quando isso diga respeito à saúde pública.

Marta Bilro

Fonte: AFP, Globo Online.

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

DGS quer consultas de cessação tabágica em todos os centros de saúde

Todos os centros de saúde deverão passar a dispor de consultas específicas de cessação tabágica, indica uma recomendação da Direcção-Geral da Saúde (DGS), emitida a propósito da nova lei do tabaco, que entra em vigor no dia 1 de Janeiro do próximo ano.

Estas consultas, que já podem ser acedidas nalguns serviços, destinam-se a funcionários e utentes do Serviço Nacional de Saúde, sendo que, a recomendação estende-se também a alguns serviços hospitalares públicos, em particular aos serviços de cardiologia, pneumologia, psiquiatria, oncologia, obstetrícia, psiquiatria e centros de atendimento a alcoólicos e toxicodependentes.

O importante é “garantir o acesso adequado dos fumadores que necessitem deste tipo de apoio”, pelo que, quando a “dimensão dos serviços e da população atendida não justifique a criação de uma consulta especializada, devem ser estabelecidos protocolos com outras consultas especializadas”, refere a circular assinada pelo director-geral da Saúde citada pela agência Lusa.

Apesar da nova lei de prevenção do tabagismo deliberar a proibição de fumar em estabelecimentos de saúde, os hospitais e serviços psiquiátricos terão permissão para criarem áreas exclusivamente dedicadas a pacientes fumadores.

Estes espaços devem estar fisicamente separados das restantes instalações ou disporem de um sistema de ventilação que evite que o fumo se espalhe às áreas contíguas. Para garantir a protecção dos não fumadores, deve também ser garantida a instalação de um sistema de extracção de ar com ventilação directa para o exterior.

À parte do que é estabelecido pela lei, as recomendações da DGS falam ainda na criação de espaços destinados aos fumadores que sejam “completamente compartimentados e isolados das zonas de não fumadores” e que sejam apenas destinados ao acto de fumar.

De acordo com a lei, os órgãos directivos ou dirigentes máximos dos estabelecimentos de saúde que não cumpram as directivas para a correcta divisão das zonas para pacientes fumadores poderão sujeitar-se ao pagamento de uma multa que oscila entre os 2.500e os 10 mil euros.

Já no caso das pessoas que resolvam fumar nos estabelecimentos de saúde fora das áreas ao ar livre e das destinadas a fumadores a contra-ordenação pode ir dos 50 aos 750 euros.

Marta Bilro

Fonte: Diário Digital, Lusa, Público.

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

Linha saúde 24 vai disponibilizar informação e aconselhamento sobre medicamentos

A linha telefónica Saúde 24 vai passar a disponibilizar informação e aconselhamento sobre medicamentos, recorrendo ao auxílio de técnicos de farmácia, revelaram esta quarta-feira os responsáveis pelo serviço. A iniciativa nasce da necessidade dos utentes em conhecer melhor os fármacos que tomam.

“Verificámos que muitos dos cidadãos que nos ligavam gostavam de ver esclarecidas dúvidas sobre os medicamentos que estavam a tomar”, referiu Ramiro Martins, responsável da empresa que gere a linha Saúde 24 (808 24 24 24), que funciona 24 horas por dia e sete dias por semana.

Desta forma ficará garantido o aconselhamento sobre medicamentos de venda livre mas também de fármacos sujeitos a receita médica fornecido por técnicos de farmácia. Em nenhum dos casos será feita prescrição de medicamentos, asseguram os responsáveis.

O entro de atendimento Saúde 24 foi criado em Maio de 2007 com o objectivo de “servir o cidadão, aconselhando-o”, conforme afirmou o Ministro da Saúde Correia de Campos durante a cerimónia inaugural.

Um telefonema para o 808 24 24 24 tem o preço de uma chamada local. O atendimento funciona todos os dias do ano, sem interrupções, e as chamadas são obrigatoriamente gravadas, com a prévia autorização do utente.

Marta Bilro

Fonte: Diário Digital, Lusa, Portal da Saúde.

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

Síndrome metabólica afecta 10% das crianças portuguesas

Os maus hábitos alimentares e o sedentarismo, que já conduziram à obesidade de 30 por cento das crianças, estão agora a dar origem a problemas mais graves. Uma em cada dez crianças dos sete aos nove anos de idade sofre de síndrome metabólica, uma patologia caracterizada pela acumulação de vários factores de risco simultâneo, como a hipertensão, obesidade abdominal ou açúcar e gorduras em excesso e que triplica o risco de doença cardiovascular.

O estudo coordenado por Carla Pedrosa e que contou com a participação de três mil crianças de Aveiro entre os sete e os nove anos de idade, mostrou que "10 por cento já têm um conjunto de factores de risco cardiovascular, como hipertensão arterial, perímetro abdominal acima da média, colesterol alto, stress, glicemia elevada (diabetes)" ou triglicerídeos em altos níveis, explicou Maria Daniel Vaz de Almeida, presidente da Sociedade Portuguesa de Ciências da Nutrição e Alimentação, em declarações ao jornal Diário de Notícias.

A responsável acredita que os números espelham a realidade de todo o país, "já que os hábitos alimentares não serão muito diferentes dos de Aveiro" e revelam que "as crianças começam a ter problemas típicos dos adultos, como a obesidade, diabetes ou hipertensão". Para não correr o risco dos problemas cardiovasculares, como o AVC ou enfarte do miocárdio, começarem a aparecer cada vez mais cedo, é urgente combater o problema desde a infância, salienta Maria Daniel Vaz de Almeida.

O estudo foi apresentado esta quinta-feira no Congresso da Sociedade Portuguesa de Ciências da Nutrição e Alimentação, que decorreu no Porto. Durante o mesmo encontro foram também expostos outros trabalhos, como é o caso do Lipgene, que envolveu seis países, incluindo Portugal, o pior classificado “com 13% dos inquiridos a reportar pelo menos três sintomas relacionados com a síndrome metabólica”, revelou a presidente da Sociedade.

O stress foi referido por 28 por cento dos inquiridos em Portugal, logo seguido do perímetro abdominal elevado (99 cm nos homens e 94 nas mulheres) e colesterol alto. "As mulheres, pessoas com mais de 55 anos e com escolaridade ao nível do ensino secundário são as mais afectadas", refere. Há, no entanto, vontade de mudar, referiu a responsável, sendo que o principal obstáculo mencionado se prende com a falta de tempo para comer ou fazer refeições saudáveis.

Os dados da Direcção-Geral da Saúde indicam que estas doenças são responsáveis por 40 por cento dos óbitos em Portugal. O país gasta anualmente 550 milhões de euros com a obesidade.

Marta Bilro

Fonte: Diário de Notícias, Portal da Obesidade, Farmacia.com.pt.

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Doenças reumáticas afectam mais de 25% dos portugueses

Mais de um quarto da população portuguesa sofre de algum tipo de problema reumático, sendo que as mulheres são significativamente mais afectadas do que os homens. Os dados foram divulgados pela Liga Portuguesa Contra as Doenças Reumáticas e mostram também que entre as doenças mais frequentes estão a osteoartrose, doenças de coluna, osteoporose, fibromialgia, artrite reumatóide ou tendinites.

Estes cálculos englobam todos aqueles que tenham uma queixa do foro reumático, como uma dor articular, que obrigue a consultas médicas, e não apenas as pessoas que necessitam de ser seguidas pelo especialista.

Actualmente, 2,7 milhões de portugueses sofrem de algum tipo de queixas reumáticas, que atingem 1,7 mil mulheres e 970 mil homens. Para estes doentes, as mais simples tarefas do dia-a-dia, como sair da cama, vestir-se ou usar o computador, representam um “verdadeiro desafio”. Os números foram divulgados a propósito do Dia Internacional das Doenças Reumáticas, que se assinala esta sexta-feira.

Conforme referiu Jorge Branco, presidente da Liga Portuguesa Contra as Doenças Reumáticas, a prevalência da doença entre as mulheres é comum na globalidade dos países, porém as causas para este facto não estão ainda esclarecidas. Os factores de origem genética, hormonal e ambiental são apontados como algumas das causas prováveis para a doença.

Sendo as mais frequentes na raça humana, as doenças reumáticas vão, provavelmente, manter essa posição no futuro, referem os especialistas, uma vez que a população mundial não pára de crescer e, sobretudo, de envelhecer. Por poderem decorrer muitos anos sem sintomas, estas doenças são muitas vezes ignoradas por quem as sofre.

Para além disso, os novos medicamentos para as doenças reumáticas, que são “mais caros, mas também muito mais eficazes”, não estão a chegar a todos os doentes que deles precisam, refere o responsável. “Ainda há pouca prescrição destes novos fármacos”, sintetizou.

As conclusões de um inquérito europeu realizado este ano a doentes reumáticos revelaram que 92 por cento destes pacientes têm dificuldade em subir escadas no trabalho, 75 por cento têm problemas em subir para comboios, para 78 por cento vestir-se é um desafio e 72 por cento têm dificuldades em abrir torneiras.

É, por isso, lamentável que, em Portugal, os doentes reumáticos sejam tratados como “os parentes pobres das patologias”, afirmou Jorge Branco, fazendo um apelo à necessidade de respeitar estas doenças, tanto ao nível das autoridades de saúde como ao nível da população em geral.

Marta Bilro

Fonte: Diário Digital, Lusa, Liga Portuguesa Contra as Doenças Reumáticas.