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segunda-feira, 23 de março de 2009

Alerta: Canetas de insulina e cartuchos não devem ser partilhados

A agência norte-americana que regula os medicamentos (FDA) emitiu um alerta chamando a atenção para o facto das canetas de insulina de um paciente e as recargas/cartuchos de insulina não deverem ser utilizadas para administrar a medicação a múltiplos pacientes, devido ao potencial risco de transmissão de patogénios transportados pelo sangue, tais como o VIH e vírus das hepatites.

As canetas de insulina são instrumentos de injecção em forma de caneta que contêm uma agulha descartável e um reservatório de insulina ou um cartucho de insulina. Os dispositivos tipicamente contêm insulina suficiente para o paciente auto-administrar várias doses de insulina, antes do reservatório ou cartucho ficar vazio. Todas as canetas de insulina estão aprovadas apenas para a utilização por um único paciente (um dispositivo para apenas um paciente).

As canetas de insulina estão delineadas para serem seguras para um único paciente utilizar uma única caneta múltiplas vezes com uma agulha nova para cada injecção, referiu a Dra. Amy Egan, Directora Delegada de segurança da Divisão de Produtos de Metabolismo e Endocrinologia da FDA, no Centro de Avaliação e Investigação de Medicamentos.

De acordo com a Dra. Egan, as canetas de insulina não estão delineadas, nem são seguras, para uma caneta ser utilizada por mais do que um paciente, mesmo se as agulhas forem trocadas entre um paciente e outro, devido ao risco de transmissão de patogénios transportados pelo sangue.

Isabel Marques

Fontes:

www.fda.gov/bbs/topics/NEWS/2009/NEW01976.html

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Philips desenvolve “comprimido inteligente”

O grupo holandês Philips desenvolveu um “comprimido inteligente”, que contém um microprocessador, uma bateria, um rádio wireless, uma bomba e um reservatório para o fármaco, para libertar a medicação numa área específica do organismo.

A Philips, um dos maiores fabricantes a nível mundial de equipamento hospitalar, referiu que a cápsula, denominada "iPill", mede a acidez com um sensor, de modo a determinar a sua localização no intestino e poder assim libertar os fármacos onde estes são necessários.

O transporte de fármacos directamente na localização da doença no tratamento de distúrbios do tracto digestivo, como a Doença de Crohn, pode significar a possibilidade das dosagens serem mais baixas, reduzindo assim os efeitos secundários.

Embora já sejam utilizadas cápsulas que contêm câmaras em miniatura, como ferramentas de diagnóstico, estas ainda não possuem a capacidade de transportar fármacos.

A "iPill" consegue também medir a temperatura local e relatá-la via wireless para um receptor externo.

De acordo com Philips, a "iPill" é um protótipo, mas está pronto para ser fabricado em série. A companhia planeia apresentar a "iPill" no encontro anual da Associação Americana de Cientistas Farmacêuticos, em Atlanta, ainda este mês.

Isabel Marques

Fontes:
www.reuters.com/article/healthNews/idUSTRE4AA52V20081111

quarta-feira, 31 de outubro de 2007

FDA aprova Epicel da Genzyme para pacientes com queimaduras graves

A agência norte-americana que regula os medicamentos (FDA) aprovou a comercialização do Epicel, auto-enxertos de pele permanentes, para o tratamento de pacientes com feridas potencialmente fatais resultantes de queimaduras graves, da Genzyme Corporation.

Segundo a Genzyme, o Epical pode fornecer substituição permanente da pele para vítimas queimadas. O produto é feito a partir das células da pele do próprio paciente, posteriormente desenvolvidas numa camada de células de ratos para aumentar o crescimento. O Epicel é o primeiro produto classificado de xenotransplantação a ser aprovado nos Estados Unidos por causa da sua inclusão de células animais.

A companhia revelou ter-se candidatado à aprovação do Epicel em 1999. O produto tem sido utilizado em mais de mil pacientes com queimaduras desde que foi lançado em 1988. O Epicel é fornecido em enxertos de pele, e cada um consiste numa folha de células epidérmicas cultivadas ligadas com clips cirúrgicos de aço inoxidável a uma gaze de apoio de petrolato. O produto está indicado para ser utilizado em pacientes que tenham queimaduras profundas em mais de 30 por cento do corpo.

Isabel Marques

Fontes: Bloomberg, CNNMoney, www.tradingmarkets.com

terça-feira, 16 de outubro de 2007

Desfibrilhadores da Medtronic: Doentes correm risco “mínimo” de disfunção

IPRC diz que pacientes portugueses não necessitam de observação urgente

O Instituto Português do Ritmo Cardíaco (IPRC) considera que os doentes que possam ter implantados aparelhos desfibrilhadores da firma Medtronic correm um risco mínimo de disfunção. Num comunicado enviado ao Farmacia.com.pt os responsáveis referem que os dados até agora disponíveis não justificam uma observação urgente dos pacientes.

O mesmo documento dá ainda a conhecer a posição sustentada pela Associação Europeia do Ritmo Cardíaco da Sociedade Europeia de Cardiologia que “não recomenda a substituição dos sistemas implantados, considerando que o risco da sua remoção ou da implantação de outro eléctrodo é superior ao da sua manutenção”.

Apesar de defender a necessidade de divulgar as recomendações europeias junto dos electrofisiologistas cardíacos, o IPCR refere que relativamente aos doentes portugueses “não se justifica a sua observação urgente”. Os pacientes devem manter a conduta que lhes é habitualmente recomendada, entrando em contacto com o médico caso notem algum sintoma ou descarga eléctrica efectuada pelo aparelho e comparecerem às suas consultas de seguimento nas datas programadas, salienta a nota assinada por Daniel Bonhorst e Pedro Adragão, presidente e vice-presidente do IPRC, respectivamente.

A reacção do IPRC surge depois da Medtronic ter retirado do mercado mundial aparelhos de desfibrilhação, utilizados na correcção de arritmias, por terem sido detectadas falhas no equipamento. De acordo com a empresa norte-americana, os problemas verificados dizem respeito aos eléctrodos de desfibrilhação Sprint Fidelis, uma espécie de cabos que ligam o coração ao desfibrilhador, pelo que, os desfibrilhadores “não têm qualquer problema e podem ser usados com outros eléctrodos”.

Marta Bilro

Fonte: Instituto Português do Ritmo Cardíaco.

Medtronic recolhe desfibrilhadores com defeito

Aparelhos podem ter causado a morte de cinco pacientes

A Medtronic, empresa norte-americana de equipamentos de tecnologia médica, retirou do mercado mundial aparelhos de desfibrilhação, utilizados na correcção de arritmias, por terem sido detectadas falhas no equipamento, que poderão ter estado na origem de cinco mortes, confirmou a Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde (Infarmed). O dispositivo está também à venda em Portugal.

A distribuição dos eléctrodos de desfibrilhação Sprint Fidelis foi suspensa voluntariamente pela empresa “devido ao risco de ruptura dos mesmos”, informa a Medtronic. Os dispositivos são usados para detectar uma alteração do ritmo cardíaco, sendo capazes de provocar automaticamente uma descarga eléctrica para corrigir a alteração detectada, informa a agência Lusa citando fonte oficial do Infarmed.

Ainda assim, a Medtronic “não aconselha aos doentes a substituição profilática dos eléctrodos Sprint Fidelis, pois os riscos de remoção ou inserção de outro eléctrodo são muito superiores ao risco mínimo para o doente que constitui a fractura do eléctrodo”, refere a empresa em comunicado.

Os pacientes que suspeitem ter um eléctrodo Sprint Fidelis deverão consultar os seus médicos, aconselha a Medtronics, salientando que não há qualquer problema com os doentes que têm um pacemaker da marca.

De acordo com dados da empresa, em todo o mundo deverão ter sido implantados perto de 268 mil eléctrodos deste género, 506 dos quais em Portugal. O Infarmed afirmou que "em conjunto com a empresa responsável, está a efectuar todas as diligências necessárias com vista, quer à correcta informação dos profissionais de saúde que implantaram ou acompanham os doentes implantados, quer à operacionalização das medidas correctivas”.

“Não há qualquer problema com os desfibrilhadores”

Na sequência destes acontecimentos, a Medtronics já veio a público esclarecer que apenas retirou do mercado um tipo de eléctrodos dos seus desfibrilhadores, pelo que não há qualquer problema com os aparelhos propriamente ditos.

Os problemas verificados dizem respeito aos eléctrodos de desfibrilhação Sprint Fidelis da Medtronic, que são uma espécie de cabos que ligam o coração ao desfibrilhador, um aparelho para corrigir arritmias.

A empresa garante, por isso, que os desfibrilhadores “não têm qualquer problema e podem ser usados com outros eléctrodos”.

Marta Bilro

Fonte: Diário Digital, Lusa, AFP.

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Exame colo-rectal: HUC utilizam pela primeira vez cápsula com câmaras integradas

Uma cápsula para examinar o cólon, de dimensões idênticas à de uma cápsula de vitaminas, munida com duas câmaras que filmam o interior do intestino, captando ao longo do percurso cerca de 150 mil imagens, vai ser pela primeira vez usada em Portugal, na próxima sexta-feira, pelos Hospitais da Universidade de Coimbra.

De acordo com o médico Hermano Gouveia, do Serviço de Gastrenterologia dos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC), que vai aplicar a técnica pioneira, a cápsula endoscópica é ingerida de manhã pelo doente e a partir daí, pode fazer a sua vida normal, pois o filme é registado, ao longo das oito ou nove horas seguintes, num aparelho do tamanho de um telemóvel, que o doente transporta e depois deixa no hospital para os resultados serem analisados pelos especialistas.

Esta técnica tem-se revelado uma mais valia face às restantes técnicas de análise dos intestinos e do cólon, pois evita o desconforto que a colonoscopia tradicional provoca e que muitas vezes afasta os pacientes da realização do exame.

"É uma arma importante no rastreio do cancro colo-rectal. A colonoscopia tradicional tem vantagens e continua a ser a pedra de toque na terapêutica, na biopsia e na ressecção de póliplos, mas a cápsula endoscópica, por não causar desconforto, tem a vantagem de trazer pessoas para o rastreio", sublinhou o médico.

"Até aqui, para vermos o cólon tínhamos de introduzir o colonoscópio [um tubo flexível com cerca de 1,30 metros], sendo por vezes necessária anestesia. Agora, sem nenhum desconforto, obtemos a visão do cólon através de uma técnica fiável e confortável", disse o também vice-presidente da Sociedade Portuguesa de Gastrenterologia.

Este novo método representa "uma mudança completa" no diagnóstico das patologias do cólon e encontra-se já a ser utilizado neste serviço dos Hospitais da Universidade de Coimbra para examinar o intestino delgado.

A cápsula é fabricada em Israel, com custos que rondam os 1.500 euros e deverá começar a ser comercializada até ao final do ano.

O cancro do cólon e do recto é já o tipo de cancro mais frequente nos homens, embora, neste mesmo grupo, seja a quarta causa de morte oncológica. Já nas mulheres é o segundo tipo de cancro bem como a segunda causa de morte oncológica. Todos os anos surgem em Portugal cerca de cinco mil novos casos de cancro colo-rectal.

Uma alimentação equilibrada, peso controlado e a prática regular de exercício físico são alguns dos cuidados que podem evitar o aparecimento da doença.

Inês de Matos

Fontes: Lusa, Portal da Saúde

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Irlandesa Crospon Medical Devices prepara comercialização
Adesivo inteligente distribui medicação


A Crospon Medical Devices, empresa irlandesa que se dedica ao desenvolvimento de dispositivos e equipamentos médicos, anunciou há poucos dias a intenção de iniciar a comercialização de um adesivo inteligente, que tem a capacidade de administrar, por injecção subcutânea, um ou mais medicamentos no organismo de um paciente, de um modo controlado e sem provocar dor.

De acordo com a empresa irlandesa, o novo produto permite um controlo mais eficaz do tempo para administração de cada dose da medicação indicada para o doente, além de armazenar um histórico de informações relativas às dosagens e aos protocolos firmados em matéria de segurança, para prevenir o eventual surgimento de reacções adversas à medicação utilizada ou a possíveis interacções entre fármacos diferentes. O mecanismo de actuação do novo adesivo, que utiliza micro-agulhas para furar a pele e aceder de um modo mais rápido e directo à corrente sanguínea do doente, foi desenvolvido pela firma norte-americana Hewlett-Packard, fabricante de equipamento informático líder naquele mercado, e poderá, como o farmacia.com.pt oportunamente noticiou, vir a constituir-se como a grande solução para aqueles que necessitam de tomar injecções, mas sofrem de fobia em relação a agulhas.
A Hewlett-Packard, que se celebrizou em todo o mundo pela sigla HP, desenvolveu, em exclusivo para a Crospon, este adesivo, baseado na tecnologia do jacto de tinta utilizada nas suas impressoras, em que o princípio é em tudo similar ao dos pensos de nicotina, que permitem a absorção daquela substância pela pele. Por cada polegada quadrada o penso contém 900 mil microagulhas, vários microprocessadores e uma unidade térmica. Os medicamentos contidos no penso são aquecidos e injectados pelas microagulhas, e os processadores podem monitorizar a injecção, estabelecer a dosagem e a frequência de administração durante longos períodos ou em resposta aos sinais vitais do doente, como a pressão arterial.
O vice-presidente do departamento de licenciamentos de propriedade intelectual da HP, Joe Beyers, explicou que “é possível administrar várias combinações de medicamentos em alturas distintas”. A Crospon Medical Devices é uma entidade privada baseada na localidade de Galway, na Irlanda, e foi fundada apenas em 2006, com o intuito de criar e desenvolver equipamentos minimamente invasivos para monitorizar, diagnosticar e tratar doenças, designadamente nas áreas da endocrinologia e da gastroenterologia

Carla Teixeira
Fonte: Crospon, iGov, farmacia.com.pt