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quarta-feira, 6 de junho de 2007

Hospitais de Coimbra criam unidade pioneira

Segundo a Lusa, os Hospitais da Universidade de Coimbra irão criar uma Unidade de Investigação Clínica em Cardiologia (UICC), com o objectivo de apoiar diversos projectos de investigação e ensaios clínicos que sejam desenvolvidos naquele serviço. Esta unidade, criada no Serviço de Cardiologia dos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC), permitirá simplificar e acelerar a aprovação de propostas pelas entidades competentes, bem como facilitar o recrutamento de doentes e o seu seguimento clínico. Com esta iniciativa pioneira será possível proporcionar um número crescente de tratamentos inovadores aos doentes, de forma gratuita, e "contribuir para o progresso do conhecimento científico na área das doenças cardiovasculares", segundo uma nota hoje divulgada.

A criação desta nova estrutura resulta do empenhamento da Cardiologia dos HUC e da Clínica Universitária de Cardiologia da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra (FMUC) na investigação científica. A Unidade de Investigação Clínica em Cardiologia foi apresentada a semana passada, na presença de várias dezenas de representantes da Faculdade de Medicina, dos HUC e da indústria farmacêutica. O Serviço de Cardiologia dos HUC é o maior do país nesta especialidade e é dirigido pelo catedrático Luís Providência.

Paulo Frutuoso
Fontes: LUSA

terça-feira, 5 de junho de 2007

Bioadesivos: Investigadores portugueses apresentam alternativa aos pontos cirúrgicos

Numa investigação percursora, um grupo de investigadores portugueses desenvolveu um novo tipo de adesivos biológicos, uma alternativa aos tradicionais pontos cirúrgicos.
De fácil aplicação e com diversas vantagens, os adesivos cirúrgicos biológicos têm a particularidade de provocarem a regeneração dos tecidos, ou seja, é o próprio organismo que se reabilita.
A investigação, levada a cabo por um grupo de investigadores do Departamento de Engenharia Química, da Universidade de Coimbra, não registou efeitos colaterais, realçando a segurança e a rápida cicatrização proporcionada pelos bioadesivos.
Segundo a nota de imprensa do Departamento de Engenharia Química, os bioadesivos contribuem para um maior conforto do utente, uma vez que “desde logo, eliminam as suturas e todo o incómodo do doente ter de se deslocar ao hospital ou ao Centro de Saúde para retirar os vulgarmente chamados pontos”.
Helena Gil, coordenadora da investigação, realça ainda o facto de estes adesivos eliminarem o risco de ruptura dos pontos cirúrgicos, permitindo também uma elevada resistência do organismo e retenção de água.
O projecto agora em curso, pretende contribuir para oferecer uma melhor qualidade de vida à população, já que as diversas vantagens destes adesivos biológicos, proporcionam maior bem-estar aos utentes e são financeiramente acessíveis.
A investigação tem sido bem aceite a nível europeu, pois de acordo com Helena Gil, “a Europa está apostada em desenvolver este método. Tem-se observado nos últimos anos um enorme esforço na produção de novos dispositivos”.

Inês de Matos

Fonte: acabra.net (Jornal Universitário de Coimbra)

domingo, 3 de junho de 2007

Portugal na vanguarda da Urologia

Em Portugal, mais de 650 mil pessoas sofrem de incontinência urinária e cerca 1800 morrem, todos os anos, vítimas do cancro da próstata. Os números são impressionantes, mas os avanços na área da urologia permitem que não sejam ainda mais alarmantes.
“A urologia tem sido muito bem dotada tecnologicamente, com avanços em todas as áreas”, confirma o especialista Paulo Guimarães, do British Hospital.
Os avanços tecnológicos têm permitido aos médicos salvarem mais vidas, reduzindo o tempo de internamento e proporcionando maior qualidade de vida aos doentes. “Há vinte anos tínhamos que fazer uma cirurgia aberta. Hoje temos a vaporização e os lasers, que permitem as cirurgias de um dia. Em menos de 24 horas o doente pode ir para casa”.
Mas os custos desta tecnologia de ponta são elevados. Contudo, Paulo Guimarães acredita que, “um maior rigor nos gastos dos orçamentos”, permitirá o investimento neste tipo de tecnologia, principalmente se forem tidos em conta outro tipo de custos que geralmente não são equacionados. “Os gastos com internamento, as faltas dos doentes ao trabalho... Tudo isto, com as novas técnicas, pode ficar muito reduzido. Aliás, hoje em dia a medicina evolui cada vez mais para a cirurgia com recobro de apenas um dia, com menos gastos a todos os níveis”, garante o especialista.
Portugal tem apostado em novos tratamentos e novas tecnologias. Paulo Guimarães afirma que os doentes portugueses não têm a necessidade de procurar novos tratamentos no estrangeiros, uma vez que “por cá temos do melhor que se faz neste momento”.
Há cerca de três anos que Portugal recorre à técnica conhecida como VPF luz verde, que usa um laser de última geração e permite vaporizar – ou seja, eliminar – o tecido, evitando, ao mesmo tempo, a possibilidade de hemorragia. Apesar dos excelentes resultados, para além do British Hospital, onde são operados todos os anos cerca de 300 doentes, contam-se ainda pelos dedos de uma mão, o número de unidades de saúde que fazem este tratamento.
O cancro da próstata é a segunda causa de morte, por cancro nos homens, logo a seguir ao do pulmão. Os avanços da medicina, com a ajuda da tecnologia de ponta, têm permitido um maior optimismo por parte dos médicos, que para além da tradicional cirurgia, podem também aplicar a braquiterapia, um tratamento que recorre à radiação implantada directamente nos locais onde se desenvolve o cancro, ou recorrer à criocirurgia, que consiste na congelação dos tecidos.
Noutra área da urologia, a incontinência urinária, o principal problema é o social, uma vez que a dependência das fraldas leva ao isolamento, por força da vergonha. No entanto, também aqui os avanços tecnológicos tem proporcionado uma forte evolução da medicina.
De facto, um grupo de investigadores portugueses encontra-se a desenvolver uma técnica pioneira, que resulta de uma parceria entre as faculdades de Medicina e de Engenharia do Porto, o Hospital de São João e vários centros internacionais. Trata-se de um aparelho que vai medir a força dos músculos do pavimento pélvico e avaliar o risco de incontinência.
Teresa Mascarenhas, uma das especialistas ligadas ao projecto, adianta que o aparelho está em fase de testes, podendo a sua comercialização ter inicio num “futuro breve”.
A incontinência urinária pode ser constante, estando sempre presente, ou de esforço, atingindo maioritariamente as mulheres. Os seus principais factores de risco são, o tabagismo, a obesidade, a maternidade e a idade avançada, surgindo frequentemente depois da menopausa.

Inês de Matos

Fonte: Correio da Manhã

sábado, 2 de junho de 2007

Sistema cobas h 232 já está disponível em Portugal
Diagnóstico cardiovascular em 15 minutos

Desenvolvido pela Roche Diagnostics, o cobas h 232 é o novo sistema que permite ao médico aceder aos dados clínicos mais relevantes do paciente possibilitando a agilização do processo de diagnóstico e a intervenção terapêutica em situações de avaliação dos sintomas associados às síndromes coronárias agudas, insuficiência cardíaca, trombose venosa profunda e embolia pulmonar.

O aparelho já está disponível em Portugal e possibilita que em menos de 15 minutos seja confirmado ou descartado um diagnóstico de enfarte do miocárdio ou de insuficiência cardíaca. No caso de doentes com sintomas, o cobas h 232 facilita uma avaliação mais rápida e precisa.

Autónomo e portátil, este dispositivo pode ser utilizado pelo médico em qualquer lugar e possibilita uma redução de custos evitando o recurso a meios complementares de diagnóstico. O cobas h 232, apresentado aos especialistas no 5º pró Cardio Simposium que decorreu em Sevilha, funciona através de um sistema de tiras-teste pré-calibradas e estandardizadas face aos métodos de referência laboratorial da Roche Diagnostics, clinicamente validados em diversos ensaios.

Utilizando uma amostra de sangue venoso que é introduzida no aparelho, o cobas h 232 oferece aos doentes um exame preciso e célere e contribui para o diagnóstico precoce que se poderá traduzir no salvamento de vidas e na redução dos custos de internamento.

Marta Bilro
Fonte: Saúde Pública/Expresso, abc.es