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quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Workshop esclarece utilização das bombas de insulina

A Associação de Jovens Diabéticos de Portugal (AJDP) está a organizar um workshop com o objectivo de esclarecer os diabéticos sobre a utilização de bombas de insulina. A iniciativa, que surge na sequência da decisão do Governo de comparticipar esta terapêutica a 100%, vai decorrer no Auditório da Faculdade de Medicina do Hospital de São João no Porto, no dia 15 de Dezembro, entre as 9h30 e as 13 horas.

Os custos elevados deste dispositivo médico fazem com que o tratamento seja acessível apenas para uma pequena minoria. No entanto, a comparticipação permitirá, já a partir de Janeiro, que os três mil euros necessários para a aquisição das bombas, assim como os 100 a 150 euros mensais para os consumíveis, sejam suportados pelo Estado.

O tratamento com insulina, “A Terapia com Bomba de Insulina - Benefícios para o diabético” ou a “Nutrição na Diabetes – Aprender a contar hidratos de carbono”, são alguns dos temas que vão estar em debate.

Através de um reservatório com insulina de acção rápida ligada a um tubo fino, a bomba de insulina permite que esta seja conduzida até um cateter colocado debaixo da pele, que terá de ser substituído de 3 em 3 dias. Desta forma, consoante as refeições, a actividade física ou o stress, o diabético pode variar a quantidade de insulina administrada sem necessidade de picadas.

Segundo os dados da Federação Internacional da Diabetes, a doença afecta 246 milhões de pessoas a nível mundial e prevê-se que este número atinja os 380 milhões em 2025. Todos os dias são diagnosticadas 200 novos casos de crianças com diabetes tipo 1 e estima-se que, em todo o mundo, mais de 440 mil crianças com menos de 14 anos tenham diabetes tipo 1.

Em Portugal existem cerca de 650 mil portugueses diagnosticados com diabetes. Calcula-se que 65 mil portugueses sejam diabéticos tipo 1.

A participação no workshop é gratuita, porém os interessados deverão inscrever-se através do número 967 077 057 ou do e-mail ajdp@ajdp.org.

Marta Bilro

Fonte: Comunicado Hill and Knowlton.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Antidiabético Avandia aumenta risco de fractura óssea

Medicamento estimula acção de células que degradam ossos

O Avandia (maleato de rosiglitazona), um medicamento da GlaxoSmithKline destinado ao tratamento da diabetes, estimula a actividade de uma célula que conduz ao processo normal de reabsorção dos ossos, tornando-os mais dispostos a fracturas. A conclusão resulta de um novo estudo publicado na revista “Nature Medicine”.

Alguns estudos anteriores tinham já sugerido a existência de um risco acrescido de fracturas ósseas entre as mulheres medicadas com Avandia. Esta nova análise vem agora oferecer uma explicação.

O risco de fractura era inicialmente atribuído à acção do medicamento para inibir um determinado tipo de células, os osteoblastos, responsáveis pela construção do osso. O novo estudo, elaborado em ratos, revelou que o medicamento pode também enfraquecer o osso ao impulsionar a acção dos osteoclastos, células que degradam o osso naturalmente.

Os ossos do corpo são saudáveis quando se mantém o equilíbrio entre os osteoclastos e os osteoblastos, as células que constroem os ossos. Se alguma destas células sofre alterações de número, os ossos tornam-se mais finos, mais frágeis e mais aptos à ocorrência de fracturas.

“O nosso estudo sugere que a utilização da rosiglitazona a longo prazo no tratamento da diabetes tipo II pode causar osteoporose devido à reabsorção do osso e à diminuição de formação óssea. Uma vez que o Avandia é eficaz no controlo da glucose e na reestruturação do equilíbrio da insulina no organismo, não recomendamos que os pacientes parem o tratamento. Devem-se equilibrar os benefícios e as complicações”, afirmou Ron Evans, professor no “Salk Institute for Biological Studies”, em La Jolla, na Califórnia, e autor do estudo.

O Avandia e e outros quatro fármacos da mesma classe foram associados a um aumento do risco de ocorrência de ataque cardíaco. A Administração Norte-Americana dos Alimentos e Fármacos resolveu acrescentar novas advertências às características do medicamento, mas não suspendeu a sua comercialização.

Situação semelhante ocorreu na Europa, onde o antidiabético permanece no mercado. Depois de avaliar a segurança cardíaca do fármaco, a Agência Europeia de Medicamentos (EMEA) concluiu que os benefícios são superiores aos riscos.

Esta descoberta poderá agora contribuir para uma melhor compreensão dos efeitos secundários de medicamento, fornecendo uma base para o desenvolvimento de um novo fármaco que os possa eliminar.

Marta Bilro

Fonte: Reuters, eFluxMedia, USnews.com.

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Novo Nordisk lança barómetro para avaliar progressão da diabetes

A farmacêutica dinamarquesa Novo Nordisk lançou esta semana o Barómetro Changing Diabetes, uma ferramenta que permitirá avaliar o progresso da luta contra a diabetes em todo o mundo.

Através deste instrumento de análise, os profissionais de saúde, associações de pacientes, políticos, instituições e meios de comunicação passam a dispor de informação valiosa para saberem como melhorar a qualidade de vida dos diabéticos, diminuindo as complicações, aumentando as expectativas de vida e reduzindo os custos económicos.

“Há demasiado tempo que a luta contra a diabetes é feita às escuras. Chegou o momento de acender as luzes e mostrar os resultados que foram alcançados, com o objectivo de marcar uma mudança sustentável. O Barómetro Changing Diabetes oferecerá informação sobre como melhorar a vida das pessoas com diabetes e de como dar prioridade aos seus cuidados e tratamentos”, afirmou Lise Kingo, vice-presidente executiva da Novo Nordisk.

O laboratório publicará anualmente – em simultâneo com a comemoração do mundial da Diabetes – um relatório sobre os indicadores globais que foram identificados. O primeiro estudo, que engloba 21 países, indica que se poderão alcançar importantes poupanças se os diabéticos forem diagnosticados com maior antecedência, uma economia que pode chegar aos 20 por cento. Para além disso, as complicações aliadas á doença, incluindo as falhas renais, as amputações de membros, a cegueira e as doenças cardiovasculares, podem ser reduzidas através de um controlo mais apertado.

O relatório sublinha que adoptar uma atitude de passividade face ao problema sai mais caro, uma vez que vão continuar a ser gerados gastos com cuidados de saúde, ao nível social e indirectamente todos aqueles que derivem da perda de produtividade. Não é o número de diabéticos em si que está a fazer subir os gastos, mas antes as complicações derivadas da doença seguidas de uma detecção tardia e de um controlo escasso do problema.

“Apesar das estimativas indicarem que o número de diabéticos deverá ascender aos 380 milhões a nível mundial em 2025, o Barómetro Changing Diabetes revela que apenas alguns países possuem um sistema que lhes permite avaliar a diabetes e os seus efeitos na população”, adverte o professor Jean- Claude Mbanya, vice-reitor e professor de medicina e endocrinologia na Universidade de Yaundé, nos Camarões. “Se agirmos agora tirando lições do Barómetro, podemos melhorar o conhecimento, o tratamento e a consciencialização para a doença”, acrescentou.

A Novo Nordisk espera que o Barómetro se torne uma referência na discussão, avaliação, progresso e tratamento de dados relativos à doença.

Marta Bilro

Fonte: PM Farma, Europa Press, IndiaPRWire

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Jovens diabéticos dão lições de alimentação saudável

A Associação de Jovens Diabéticos de Portugal (AJDP) vai dar conselhos nutricionais. A iniciativa, que se realiza esta sexta-feira, insere-se nas comemorações da Semana do Diabético, a decorrer até ao dia 14 de Novembro, no Amoreiras Shopping, em Lisboa, e conta com o apoio da Associação Portuguesa de Dietistas (APD) e da Escola Superior de Tecnologias da Saúde de Lisboa.

Num debate aberto a toda a população, dietistas e jovens diabéticos juntam-se, durante toda a manhã do dia 9 de Novembro, para, em conversa aberta, dar conselhos e tirar dúvidas para uma alimentação mais saudável. Depois, entre as 14h30 e 15h30 as dietistas da APD, Vânia Costa e Rute Borrego, darão um curso prático sobre alimentação saudável com explicação dinâmica e tridimensional da pirâmide alimentar. Os responsáveis pretendem assim alertar para os benefícios de um estilo de vida saudável na prevenção da diabetes tipo 2.

“O nosso objectivo é sensibilizar os portugueses para a diabetes, incentivando a população através das actividades da Semana do Diabético, a prevenir a diabetes tipo 2 e a compreender as implicações da diabetes tipo 1, diferenciando-a da tipo 2”, frisou Paulo Madureira, presidente da AJDP.

Entre as diversas actividades a decorrer no âmbito da Semana do Diabético destacam-se também a exposição de fotografias, patente no Amoreiras Shopping, sobre a expedição de 26 diabéticos ao Toubkal, o ponto mais alto da Cordilheira do Atlas, no Norte de África; ou a realização de rastreios gratuitos à diabetes nas principais estações de metro de Lisboa, na quarta-feira, dia 14 de Novembro.

Marta Bilro

Fonte: Comunicado da Associação de Jovens Diabéticos de Portugal.

terça-feira, 6 de novembro de 2007

Tratamento está a ser testado no Brasil e na Costa Rica
Novo método combate a diabetes por cirurgia


Depois da bomba de insulina, que veio diminuir substancialmente a necessidade de injecções, e por essa via permitir a melhoria da qualidade de vida aos diabéticos de tipo 1 em todo o mundo, também aqueles que sofrem da variante de tipo 2 têm uma nova esperança no surgimento de tratamentos menos penosos. As picadas diárias e a dependência constante da utilização de medicamentos podem afinal estar perto do fim, vindo a ser substituídos por uma cirurgia ao intestino delgado.

O novo método de combate à doença está a ser testado no Brasil e na Costa Rica, segundo informações avançadas há dias pelo presidente da Sociedade Portuguesa de Endocrinologia, Diabetes e Metabolismo, José Luís Medina, que recordou que o procedimento já é relativamente comum como resposta a casos de obesidade. Em declarações ao «Diário de Notícias», o médico adiantou ainda que esta cirurgia tem efeitos não só nos doentes de diabetes, servindo também para “controlar os níveis de colesterol, hipertensão e triglicerídeos”, destinando-se essencialmente a doentes “diabéticos com muito peso ou com complicações graves”, não sendo prudente, na sua opinião, a generalização do tratamento a todos os pacientes. Do mesmo modo, explica, “é preciso ter em conta várias complicações, como o stress cirúrgico”, uma vez que aquele procedimento exclui uma parte do tubo digestivo, que poderá limitar a absorção de nutrientes importantes”.

Carla Teixeira
Fonte: Fábrica de Conteúdos, «Diário de Notícias»
Semana do Diabético arranca com um alerta:
Bomba de insulina ainda sem comparticipação


O presidente da Associação de Jovens Diabéticos de Portugal assinala o arranque da Semana do Diabético, nesta quarta-feira, com um alerta e uma demonstração de apreensão face ao futuro: às entidades do sector Paulo Madureira frisa a urgência da comparticipação da bomba de insulina, tratamento inovador para a diabetes de tipo 1 que já conta com apoio estatal noutros países, e que tem revelado resultados positivos no controlo da doença, aumentando a qualidade de vida dos pacientes e minimizando a ocorrência de complicações tardias como a cegueira e a amputação de membros.

Sem entender “por que o assunto continua a arrastar-se em Portugal”, quando são já mais do que evidentes os benefícios do novo método terapêutico na qualidade de vida dos doentes e na diminuição dos transtornos associados à diabetes de tipo 1, a forma mais grave da doença, para a qual nem sequer existe prevenção, o líder da AJDP mostra-se “preocupado” com o futuro dos diabéticos portugueses. Em causa está, afirma, o facto de, “com a comparticipação da bomba infusora de insulina até poderemos poupar dinheiro ao Governo, porque muitos jovens diabéticos vão poder prevenir as complicações tardias associadas à diabetes, como a cegueira ou as amputações de membros”.
Agastada pela indiferença da tutela face a um problema que afecta cerca de 10 por cento da população portuguesa, Paulo Madureira diz que, “enquanto o Governo não se decide a ajudar-nos, a associação pretende oferecer duas bombas de insulina a dois jovens carenciados, a fim de provar a melhoria que aquele dispositivo permite na vida dos doentes”. Na sessão de abertura da Semana do Diabético – uma ideia que a AJDP desenvolveu em 2005 e que, desde essa altura, vem dinamizando com um ritmo anual –, cerimónia marcada para as 11 horas desta quarta-feira na Praça Central do piso 1 do Centro Comercial das Amoreiras, em Lisboa, deverão estar em destaque este e outros temas de interesse para os doentes diabéticos portugueses, num encontro que lançará o mote para uma série de iniciativas. Na sessão deverão participar jovens diabéticos, que deixarão o seu testemunho, e também alguns médicos endocrinologistas, que debaterão as principais novidades no tratamento da doença.
Tal como o farmacia.com.pt tem vindo a dar conta em sucessivos artigos que visam assinalar a aproximação do Dia Mundial da Diabetes (14 de Novembro), a bomba infusora de insulina é um pequeno dispositivo electrónico que contém um reservatório com insulina de acção rápida e que, ligado a um tubo fino, conduz a insulina até um cateter colocado debaixo da pele. O pequeno aparelho, que pesa cerca de 100 gramas, permite acabar com as múltiplas injecções diárias e reduz as complicações de saúde a longo prazo, uma vez que permite um maior controlo da diabetes. Com a terapia com bomba de insulina, em vez de quatro picadas diárias, basta uma injecção de três em três dias, evitando-se, em média, 120 injecções por mês. Um ganho assinalável na qualidade de vida dos doentes.

Carla Teixeira
Fonte: Comunicado de imprensa da Hill and Knowlton, AJDP

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Diabetes atinge 10% dos portugueses

Numa sociedade cujos estilos de vida são cada vez mais sedentários, as estatísticas relativas ao número de diabéticos não param de aumentar. Dados divulgados pelo presidente da Sociedade Portuguesa de Diabetologia (SPD), Luís Correia, indicam que actualmente 10 por cento dos portugueses sofrem de diabetes, embora apenas 6,5 por cento sofra oficialmente da doença.

Um inquérito realizado pela SPD revelou que 6,5 por cento da população portuguesa sofre da doença, sendo que muitos casos ainda estão por diagnosticar, afirmou Luís Correia em declarações à TSF.

De acordo com o responsável, “há uma larga faixa de pessoas que não estão diagnosticadas” e que se estima estar entre as “200 a 300 mil”. A partir deste número facilmente nos aproximaremos “do milhão de portugueses que têm diabetes”, alertou.

O presidente da SPD disse ainda que a diabetes tipo II está a “aumentar de forma explosiva”, sendo que, nos últimos 15 a 20 anos, Portugal terá registado um aumento de cerca de 40 por cento nos portadores da doença. A alimentação errada e a vida sedentária são apontadas pelo responsável como as principais justificações para este cenário.

“Isto é tão marcante que estão a aparecer diabéticos com idades muito jovens, situação que está ligada à obesidade”, acrescentou Luís Correia.

Marta Bilro

Fonte: Diário Digital, TSF Online.

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

EMEA diz que benefícios da rosiglitazona superam riscos

Fármaco deverá incluir novas informações de utilização

Os benefícios da rosiglitazona são superiores aos riscos e, por isso, o medicamento deve continuar a ser utilizado respeitando as indicações aprovadas. A conclusão resulta de uma avaliação levada a cabo Agência Europeia de Medicamentos (EMEA) e divulgada pela Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde (Infarmed) depois de terem surgido suspeitas sobre a segurança cardíaca do Avandia (maleato de rosiglitazona).

Numa circular informativa emitida esta quinta-feira, o Infarmed informa que a EMEA concluiu a revisão dos benefícios e riscos da tiazolidinediona, rosiglitazona e pioglitazona e confirmou que “os benefícios destes medicamentos antidiabéticos continuam a ser superiores aos riscos decorrentes da sua utilização”.

Ainda assim, a informação relativa à rosiglitazona deverá sofrer alterações, pelo que a entidade reguladora europeia vai pôr em prática “novas iniciativas para melhorar o conhecimento científico sobre a segurança destes medicamentos”, indica o comunicado divulgado pelo Infarmed a que o Farmacia.com.pt teve acesso.

No âmbito da monitorização contínua da segurança destes medicamentos e na sequência da inserção de novas informações, o Comité de Medicamentos de Uso Humano (CHMP) efectuou uma revisão aos efeitos provenientes da utilização dos mesmos.

Na sequência desta nova verificação, os responsáveis concluíram que “a informação para a prescrição da rosiglitazona deverá ser actualizada no sentido de incluir uma advertência relativamente aos doentes com doença isquémica cardíaca, na medida em que este medicamento apenas poderá ser administrado nestas situações após rigorosa avaliação dos riscos individuais do doente”, indica o Infarmed.

Para além disso, a rosiglitazona só deverá ser administrada em associação com a insulina “apenas em situações excepcionais e sob rigorosa vigilância”. No caso da pioglitazona constatou-se não haver necessidade de proceder a alterações.

Para além do Avandia, estão actualmente disponíveis no mercado outros fármacos contendo rosiglitazona, como o Avandamet (maleato de rosiglitazona e cloridrato de metformina), e o Avaglim (maleato de rosiglitazona e glimepirida).

Recorde-se que o Avandia, produzido pela GlaxoSmithKline, tem estado envolvido em polémica desde o mês de Maio de 2007, depois de um estudo publicado no “New England Journal of Medicine” ter indicado que a substância aumentava em 43 por cento o risco de ataque cardíaco. Na sequência destas suspeitas a Administração Norte-Americana dos Alimento e Fármacos procedeu a uma reavaliação dos riscos do medicamento chegado à conclusão que benefícios são maiores que os riscos e obrigando apenas o laboratório a alterar a rotulagem.

Marta Bilro

Fonte: Infarmed, Farmacia.com.pt.

terça-feira, 11 de setembro de 2007

Ministro da Saúde diz que não há 20 mil diabéticos em risco de cegar

Correia de Campos desmente dados divulgados pelo DN

O Ministro da Saúde rejeita os números recentemente divulgados pelo Diário de Notícias e que dão conta da existência em Portugal de 15 a 20 mil diabéticos em risco de cegueira devido a atrasos nos tratamentos. Correia de Campos disse esta terça-feira, em Gaia, que os dados “não são verdadeiros”.

As afirmações do matutino relativas ao tempo de espera indicado para as consultas de diabéticos - um ano para ir à consulta e, mais tarde, alguns meses para receber um tratamento laser – são também desmentidas pelo responsável.

«Isso depende muito das administrações regionais de saúde (ARS)», disse Correia de Campos, apontando o caso da ARS do Centro, onde «a espera é mínima».

O ministro falava à entrada para uma conferência sobre gestão sistemas de saúde, no âmbito de um curso sobre esta especialidade promovido conjuntamente pelo Hospital Geral de Santo António (Porto), a Harvard Medical Internacional (Estados Unidos) e a Universidade de Lausanne (Suíça).

Durante a conferência, que se realizou à porta fechada, o ministro disse apenas ter intenção de falar sobre a evolução do Serviço Nacional de Saúde “nos últimos dois anos e meio, que tem sido positiva, com melhorias tanto em termos de saúde financeira como de ganhos de saúde para os utentes”.

Marta Bilro

Fonte: Diário Digital, Lusa.

sábado, 23 de junho de 2007

Liraglutide apresenta resultados promissores para a diabetes

A farmacêutica Novo Nordisk, a maior produtora mundial de insulina em quantidade, anunciou que o Liraglutide, medicamento para a diabetes, apresentou resultados positivos na fase III dos estudos clínicos.

Os resultados do primeiro estudo dos cinco que compõem a fase III do Liraglutide, um análogo da hormona intestinal GLP1 de toma única diária, mostrou que este apresenta um controlo de glucose significantemente melhor que a insulina glargina.

O estudo de 26 semanas contou com 581 pacientes com diabetes tipo 2 controlados inadequadamente por dois dos medicamentos antidiabéticos orais mais utilizados: metformina (dimetilbiguanida) e glimepirida (sulfonilureia). Todos os pacientes no estudo continuaram com os dois fármacos e foram randomizados a adicionar uma injecção diária de Liraglutide, placebo ou insulina glargina.

A média do nível de HbA1c (hemoglobina glicosilada, ou seja, glucose ligada aos glóbulos vermelhos), no início do estudo, estava entre os 8% e os 8,5% e, no fim do estudo, mais de 50 por cento dos pacientes no grupo que recebeu Liraglutide tinha atingido o objectivo da Associação Americana de Diabetes de menos de 7%.

A redução de HbA1c no grupo do Liraglutide foi melhor em 0,2 pontos percentuais do que no grupo da insulina glargina, uma diferença que é estatisticamente relevante.

O Liraglutide actua ao estimular a libertação de insulina somente quando os níveis de glucose ficam demasiado elevados. Contrariamente à maioria dos tratamentos antidiabéticos, este fármaco também leva à perda de peso, em vez de provocar um aumento. O peso médio dos pacientes, no início do estudo, era de aproximadamente 85 kg. No final do estudo, a diferença de peso corporal entre os dois grupos era em média de 3,5 kg, estatisticamente favorável ao Liraglutide.

A Novo Nordisk desenvolveu o Liraglutide como alternativa à insulina. Os médicos que tratam os diabéticos afirmam que têm poucas opções antes de porem os pacientes num tratamento à base de insulina, do qual não poderão ser retirados e que pode requerer progressivamente mais injecções com o passar do tempo. O Liraglutide é uma versão manufacturada da hormona produzida naturalmente pelo corpo humano, GLP1, que estimula o pâncreas a produzir insulina.

A Novo Nordisk também está a testar o Liraglutide em pessoas obesas que não sofrem de diabetes, como um tratamento para a perda de peso. Segundo a farmacêutica, o efeito deverá ser maior do que nos diabéticos, uma vez que as pessoas com a doença tendem a ganhar algum peso à medida que a sua saúde melhora com a insulina. O fármaco experimental poderá ser utilizado em conjunto com insulina, porque reduz o peso e, consequentemente, os danos no coração provocados pela diabetes e obesidade.

A Novo Nordisk espera anunciar os resultados principais dos restantes quatro estudos durante a segunda metade de 2007 e primeiro trimestre de 2008.

Isabel Marques

Fontes: Novo Nordisk, Bloomberg, site da Associação Protectora dos Diabéticos de Portugal

quinta-feira, 7 de junho de 2007

Novo sistema permite medição da glicose on-line

Um grupo de especialistas desenvolveu um mecanismo de controlo do nível de glicose no sangue que permite aos médicos acompanhar e tratar à distância os pacientes diabéticos. O Glic-OnLine, nome atribuído ao aparelho, foi desenvolvido pela Quasar Telemedicina, em parceia com o Núcleo de Excelência em Atendimento ao Diabético (Nead) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).

Depois de analisar os níveis de glicémia com a ajuda de um glicosímetro, os resultados são registados pelo paciente num prontuário electrónico na internet através de um computador ou de um telemóvel. As informações recolhidas são enviadas em conjunto com a condição física actual e com os dados nutricionais do doente. Posteriormente o paciente recebe uma mensagem que lhe indica a dose adequada de insulina que deverá ser administrada. Desta forma o utente vê facilitada a tarefa diária de cálculos que lhe indicam a quantidade de insulina necessária para compensar os alimentos ingeridos, já que o “organismo do paciente diabético não consegue metabolizar o açúcar”, lembrou o director do Quasar, Floro Dória, em declarações à agência Fapesp.

“Com base nas informações fornecidas pelo paciente e na sua prescrição médica disponível no Glic-OnLine, o software automaticamente indica, de acordo com a composição energética de cada alimento, quantas unidades de insulina devem ser aplicadas para manter a glicemia em níveis aceitáveis”, explicou o mesmo responsável.

O sistema está também à disposição dos médicos que, em qualquer altura, podem actualizar e conferir os tratamentos evitando as tabelas e os erros nos cálculos manuais dos pacientes.

Desenvolvido com o apoio do Programa Inovação Tecnológica em Pequenas Empresas da Fapesp, através do projecto “Sistema de controlo de glicemia à distância” coordenado por uma especialista do Nead, o Glic-On-Line está a ser comercializado em hospitais e clínicas médicas brasileiras.

Marta Bilro

Fonte: Agência Fapesp, IDG Now

GlaxoSmithKline contesta resultados de estudos sobre o Avandia

O laboratório britânico GlaxoSmithKline revelou os resultados preliminares de um estudo clínico que contradiz a opinião de alguns especialistas ao afirmar que o Avandia, um medicamento utilizado no tratamento da diabetes, não aumenta os riscos de problemas cardiovasculares.

O estudo levado a cabo ao longo de quatro anos envolveu 4.446 pacientes e demonstra que no grupo de doentes tratados com Avandia foram registadas 29 mortes derivadas de problemas cardíacos, enquanto no grupo tratado com dois outros medicamentos para a diabetes tipo 2 se registaram 35 mortes.

Porém, a análise da farmacêutica, recentemente publicada na edição on-line do New England Journal of Medicine, contraria a investigação, divulgada na mesma publicação, do cardiologista Steven Nissen que estimou que o Avandia aumenta em 43 por cento o risco de ataque cardíaco.

Para além disso, o estudo apresentado pela Glaxo parece não ter obtido muito sucesso junto dos especialistas. Para David Nathan, chefe do serviço de cuidados para diabéticos do Massachusetts General Hospital, "este estudo clínico, concebido sobretudo para mostrar os benefícios do rosiglitazone (nome da molécula), não oferece qualquer segurança sobre a inocuidade deste medicamento".

O mesmo referem Bruce Psaty, da Universidade de Washington, e Curt Furberg, da Universidade de Wake Forest, ao concluírem, através do mesmo método de análise utilizado por Nissen, que os pacientes deste estudo têm um risco de ataque cardíaco aumentado de 33 por cento.

Marta Bilro

Fonte: Último Segundo