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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Ácido zoledrónico tem efeitos anti-tumurais

O ácido zoledrónico tem efeitos anti-tumurais directos, indica um estudo publicado no The New England Journal of Medicine.

A investigação - realizada pelo Grupo Austríaco de Estudo do Cancro da Mama e do Cólon (ABCSG) – comprova que o ácido zoledrónico oferece uma significativa protecção contra o reaparecimento (recorrência) do cancro da mama em mulheres na pré-menopausa.

Segundo informa o site Medpage Today, os resultados do primeiro grande estudo de Fase III permitiram concluir que a administração do ácido zoledrónico - em conjunto com a terapêutica hormonal após cirurgia - diminui em 36% o risco de reaparecimento do cancro ou morte, nas doentes a quem foi diagnosticado um cancro numa fase inicial e estejam em pré-menopausa.

A propriedade anti-tumural desta substância activa já havia sido apontada num estudo anterior.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Cancro pediátrico: Europa desenvolve medicamentos específicos

Um consórcio europeu (O3K) vai desenvolver medicamentos anticancerígenos bocais adaptados para crianças. O anúncio foi feito em Paris por ocasião do Dia Mundial da Criança com Cancro.

Segundo noticia a Agência Lusa, o projecto está a ser coordenado por um dos maiores centros europeus de luta contra o cancro - o Instituto Francês Gustave Roussy - cujo departamento pediátrico trata 450 crianças por ano.
Para o instituto, "o objectivo do projecto O3K (Oral Off-patent Oncology drugs for Kids) é desenvolver novos medicamentos especificamente adaptáveis para as crianças."

Estes novos medicamentos serão preparados a partir de outros já utilizados em cápsulas ou medicamentos para adultos, inadaptados para crianças. O projecto é financiado pela Comissão Europeia e os ensaios clínicos deverão arrancar no fim de Novembro próximo.

Raquel Garcez

Fonte: http://www.moo.pt/noticia/saude/remedios_especificos_para_cancro_infantil_correio_da_manha/148523/

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Ácido acetilsalicílico diminui risco de cancro do estômago

O risco de desenvolver carcinomas estomacais pode ser reduzido através do uso de certos medicamentos anti-inflamatórios não esteróides (AINEs) – especialmente o ácido acetilsalicílico - indica um estudo publicado no British Journal of Cancer.

A investigação norte-americana - liderada por Christian Abnet, do National Cancer Institute em Maryland, nos Estados Unidos – constatou que a toma de AINEs permitiu reduzir em um terço o risco de desevnvolver certos tipos de cancro do estômago.

Segundo informa o British Journal of Cancer, o estudo analisou 311.115 pessoas, com idade superior a 50 anos, ao longo de sete anos. Dos avaliados, 73% tomaram ácido acetilsalicílico e 56% recorreram a outros AINEs, pelo menos uma vez, nos 12 meses anteriores ao início da investigação.

Os resultados alcançados apontam esta possível protecção do ácido acetilsalicílico. “As pessoas que tomaram pelo menos um comprimido de ácido acetilsalicílico no ano anterior à pesquisa apresentaram um risco 36% menor de desenvolver cancro do estômago do que as pessoas pertencentes ao grupo que não tomou o fármaco com tanta frequência”, lê-se no artigo.

Raquel Garcez

Fonte: http://www.nature.com/bjc/index.html

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Antidepressivo fluoxetina pode melhorar quimioterapia contra o cancro do cólon

Investigadores da Universidade de Tel Aviv referiram que o popular antidepressivo fluoxetina pode aumentar o efeito do fármaco anticancerígeno doxorrubicina utilizado no tratamento do cancro do cólon.

O estudo confirma que o antidepressivo à base de fluoxetina, vulgarmente conhecido como Prozac, mas também comercializado como Psipax, Selectus ou em diversas versões genéricas, prescrito regularmente para aliviar os problemas emocionais dos pacientes com cancro, também ajuda a aumentar o efeito do fármaco oncológico doxorrubicina para o cancro do cólon em mais de mil por cento.

Segundo os investigadores, o antidepressivo fluoxetina actuou ao bloquear a saída do fármaco anticancerígeno do interior das células cancerígenas e ao impedir o envenenamento das células saudáveis que estão à volta.

De acordo com o investigador principal, o Dr. Dan Peer, a boa notícia é que a comunidade médica não precisa de esperar, pois o antidepressivo fluoxetina pode ser utilizado para este propósito imediatamente.

Contudo, as descobertas, publicadas na “Cancer Letters”, sugerem que a combinação do antidepressivo fluoxetina com fármacos utilizados na quimioterapia, para reduzir a resistência a estes medicamentos, necessita de mais estudos clínicos.

Isabel Marques

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Células cancerígenas podem resistir à quimioterapia

Descoberta alemã alerta para mecanismo que permite enzima superar alguns danos da terapia e levar a célula a multiplicar-se

O objectivo da quimioterapia é que a célula cancerígena deixe de se reproduzir. No entanto, investigadores da Universidade de Ludwig Maximilians, na Alemanha, anunciaram ter descoberto um mecanismo que ajudará as células tumorais a resistirem à quimioterapia.

À luz do estudo publicado na revista «Science» a equipa alemã analisou um processo sequencial onde terá constatado que uma enzima é capaz de fazer novas cópias de ADN para que as células tumorais possam continuar a multiplicar-se.

“Observou-se que uma enzima, denominada de eta-polimerasa, pode superar alguns danos causados pela quimioterapia, recuperando ADN danificado e prolongando, assim, a vida da célula tumoral”, explicaram.

Segundo informa a «Science», neste estudo, "os investigadores observaram quatro estruturas de ADN com enzimas eta-polimerasa - em diferentes fases do processo de resolver estes defeitos do ADN - para tentarem compreender com exactidão como se superam e se reparam as lesões de ADN."

Raquel Pacheco

Fonte: Science

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Prémio Crioestaminal para investigadora portuguesa

Mónica Bettencourt Dias desvendou o funcionamento do centrossoma; Moléculas decifradas poderão ser utilizadas no diagnóstico e tratamento de doenças

A identificação de moléculas que contribuem para a formação dos centrossomas - um trabalho com implicações no diagnóstico da infertilidade e do cancro - valeu à investigadora portuguesa Mónica Bettencourt Dias o Prémio Crioestaminal em Investigação Biomédica 2007.

"O trabalho de investigação [de Mónica Bettencourt Dias] revela informações importantes sobre a estrutura das células responsável pela infertilidade e pelo cancro, algo inédito no panorama científico", refere em comunicado a Associação Viver a Ciência (AVC), que atribuiu, esta semana, o prémio de incentivo científico no valor de 20 mil euros.

Segundo informa a nota, a jovem cientista identificou as moléculas que contribuem para a formação e função dos centrossomas - as estruturas que regulam o esqueleto e a multiplicação das células.

Cada uma das células do corpo humano tem apenas um centrossoma, mas em casos de doenças, como o cancro, há frequentemente muitos mais, apresentando uma estrutura alterada.

De acordo com o comunicado da AVC que o farmacia.com.pt teve acesso, o trabalho da investigadora - publicado em prestigiadas revistas como a «Nature», a «Science» e a «Current Biology» - “avançou no conhecimento das moléculas envolvidas na formação e função dos centrossomas e permite diagnosticar de forma precoce se elas apresentam alguma alteração associada a alguma patologia.”

Mónica Bettencourt Dias explicou que "o grupo está a investigar as novas moléculas envolvidas na formação do centrossoma, o que é muito importante, pois tanto a ausência como o excesso destas estruturas estão associados a doenças variadas."

Este prémio, para o incentivo do desenvolvimento de investigação em Portugal (no valor de 20 mil euros) é o terceiro que a jovem cientista do Instituto Gulbenkian de Ciência, em Oeiras, recebe nas últimas semanas.

Na passada semana, a investigadora de 33 anos, foi a primeira da Península Ibérica a receber o Prémio Europeu Eppendorf pelos seus estudos na área da multiplicação celular, um prémio atribuído anualmente a jovens cientistas europeus com trabalhos na área da biomedicina.

Na senda do reconhecimento que a comunidade científica portuguesa têm vindo, concomitantemente, a desenvolver, Mónica Bettencourt Dias recebeu ainda o Prémio Pfizer de Investigação Básica 2007, no valor de 20 mil euros, em conjunto com a investigadora Ana Rodrigues Martins, pelo projecto de investigação "Revisiting the role of the mother centriole biogenesis", desenvolvido em colaboração com as Universidades de Cambridge e de Siena.

No ano passado, o prémio o Prémio Crioestaminal em Investigação Biomédica distinguiu o jovem investigador Helder Maiato, do Instituto de Biologia Molecular e Celular do Porto, por um projecto relacionado com a compreensão da multiplicação celular.

É indubitável que uma das formas de prevenir o cancro é através do seu diagnóstico precoce. Neste sentido, ao identificar as moléculas envolvidas na formação e função dos centrossomas, poder-se-á investigar se elas estarão alteradas no cancro. Nesse caso, poderão servir de marcadores de diagnóstico e prognóstico do cancro.

Esclareceu mistério com mais de 100 anos

Recorde-se que, tal como noticiou oportunamente o farmacia.com.pt, o laboratório desta investigadora descobriu, em Maio, alguns dos mistérios da formação do centrossoma. Quase todas as células humanas têm uma espécie de torre de controlo, como nos aeroportos. Pouco antes de se dividirem, têm de fazer uma segunda torre de controlo para a nova célula. O que acontece, é que, até ao momento, pensava-se que a torre velha tinha de servir de molde para a nova.

Assim, a equipa de Mónica Bettencourt Dias descobriu que, afinal, essa construção faz-se a partir do nada — um avanço científico que pode dar pistas sobre o cancro e a infertilidade masculina. De referir que, as torres de controlo das células, (metáfora de Mónica Bettencourt Dias para designar os centrossomas) foram descobertas há mais de 100 anos, tendo, deste modo, a investigadora contribuido para esclarecer um mistério secular.

Raquel Pacheco

Fontes: comunicado da AVC/www.crioestaminal.pt/farmacia.com.pt

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

Ingleses descobrem vacina contra o cancro a partir do próprio tumor

Usar as células cancerígenas de um tumor para tratar o mesmo tumor era algo inimaginável, mas a partir de agora poderá ser uma realidade, é que um grupo de cientistas britânicos descobriu uma forma produzir uma vacina contra o cancro através deste processo.

A técnica foi descrita terça-feira no British Journal of Câncer e usa raios ultravioletas, num processo conhecido como terapia foto-dinâmica (PDT), para chegar a uma vacina personalizada em menos tempo do que se fosse produzida em laboratório.

A descoberta aconteceu quando os investigadores da British Columbia Cancer Agency, em Vancouver, Canadá, procuravam novas aplicações para a PDT.

Os raios ultra-violeta conseguem activar fármacos quando estes se encontram próximo do tecido alvo, o que permite o uso de doses mais elevadas de medicamentos sem risco de reacções tóxicas noutras partes do corpo e que mostrou estimular uma resposta imune do organismo contra o tumor.

Durante o estudo, os cientistas retiraram amostras de tecido canceroso de ratos com tumores e incidiram nelas a luz ultra-violeta. Depois, as células foram deixadas de um dia para o outro em laboratório para crescerem, sendo posteriormente re-injectadas nos ratos através de raios ultra-violeta, no dia seguinte.

Embora o mecanismo por detrás deste processo não esteja totalmente compreendido, os investigadores descobriram que o brilho da luz ultra-violeta nas células cancerosas cria uma potente vacina contra o cancro e que projectar as células através da técnica PDT produz um aumento da resposta imune nos ratos.

"Esta técnica pode significar que o tratamento é aplicado mais rapidamente e, mais importante, é produzido individualmente para cada cancro", com menos efeitos secundários para o paciente, realçou Mladen Korbelik, o investigador principal do estudo, em declarações ao jornal The Independent.


Inês de Matos

Fonte: Lusa

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Vírus pode desencadear cancro

Estudo norte-americano sugere que cancro nasce de células mortas; investigadores chamam-lhe “Paradigma de Fénix”

À luz de um estudo publicado (na edição de quarta-feira) da revista «PLoS One», da Public Library of Science, os vírus podem contribuir para o desenvolvimento de cancro. A teoria é sustentada pelos cientistas com base na morte excessiva das células normais, revertendo-se no crescimento de células sobreviventes com características cancerígenas.

De acordo com os investigadores, da Universidade de Pittsburgh, nos EUA,
os vírus podem agir como forças de selecção natural ao eliminar células normais, que suportam a replicação viral e deixar para trás as células que adquiriram defeitos ao longo do seu percurso. “Quando este processo é repetido, incessantemente, pode desenvolver-se cancro”, frisou o coordenador do estudo, Preet Chaudhary.

A relação (vírus/cancro) tem alavancado várias investigações e são diversos os mecanismos de ligação sugeridos pela comunidade científica. Uma hipótese conhecida é a de que o material genético do vírus alteraria a célula ao infectá-la, levando-a a crescer descontroladamente e, eventualmente, provocando cancro.

Sabe-se, também, que a infecção com vírus tem sido associada a diversas formas de cancro em humanos, incluindo os linfomas de Hodgkin e não-Hodgkin, sarcomas (tumores malignos do tecido conjuntivo) e cancro de garganta e de fígado. Outra das hipóteses avançadas sugere que alguns vírus promovem o cancro ao causar inflamação crónica.

No entanto, para a equipa de Pittsburgh, os vírus conduzem ao cancro, mas de uma maneira menos directa: "Achamos que possa estar em jogo um mecanismo separado, de modo que um dano celular - tal como uma infecção viral - selecciona alguns clones mutantes preexistentes e promove o seu posterior crescimento e multiplicação, originado, eventualmente, a emergência de células plenamente cancerígenas", relatou Preet Chaudhary à «PLoS One».

Segundo explicou o investigador à PLoS One, “à semelhança da influência da selecção natural durante a evolução, o excesso de células mortas - e não a sua ausência - pode ser uma força decisiva para o aparecimento inicial do cancro”, acrescentando que chamam a este processo “Paradigma de Fénix, no qual o cancro, teoricamente, nasce das cinzas das células mortas", sustentou Chaudhary.

Estudo do gene K13

Os investigadores desenvolveram o estudo com base em células infectadas com o vírus Herpes - associado ao sarcoma de Kaposi (KSHV) - e examinaram um gene conhecido como o K13, o qual activa um caminho previamente implicado no desenvolvimento de cancro.

De acordo com os resultados divulgados, as células com baixa expressão de K13 permitiram a replicação do KSHV tendo morrido logo a seguir e as células com expressão mais alta de K13 emergiram depois da replicação do KSHV e mostraram expressão defectiva de duas proteínas-chave conhecidas como promotoras de cancro.

Chaudhary não deixou de realçar que “caso o paradigma seja validado em estudos futuros, terá implicações não apenas para o melhor conhecimento dos processos envolvidos no cancro, mas também, para o desenvolvimento de estratégias efectivas para a sua prevenção e tratamento."

Raquel Pacheco

Fonte: PLoS One/ CBCNews

terça-feira, 2 de outubro de 2007

“Nariz artificial” pode detectar cancro em 30 segundos

Cientistas israelitas desenvolveram sensor que permite localizar tumor a partir das primeiras células modificadas

De acordo com um estudo publicado no jornal «Yedioth Ahronoth» e avançado pela Agência EFE, cientistas israelitas desenvolveram uma espécie de "nariz artificial" que pode ajudar a detectar tumores em 30 segundos, evitando no futuro as biopsias, radiografias e outros exames para localizar cancros.

A investigação foi levada a cabo por uma equipa de 17 investigadores do Politécnico da cidade de Haifa (Technion) e culminou com a criação de um novo dispositivo, testado com sucesso em pessoas durante a fase experimental de laboratório, e que, segundo cita a agência noticiosa, poderá começar a ser usado "dentro de dois anos."

“É parecido com um telemóvel e permite descobrir, em 30 segundos, por meio da respiração e do cheiro, tumores malignos e onde estão localizados no organismo através de um sensor do tamanho da cabeça de um alfinete”, afirmaram os investigadores ao jornal, explicando que o processo é simples: “O paciente respira através de uma espécie de canudo ligado ao dispositivo que contém um sensor e, em meio minuto, poderá saber o resultado do exame numa tela.”

Husan Jaiek, médico que liderou o estudo, realçou que os métodos actuais só conseguem detectar a doença quando o cancro já está em vias de desenvolvimento ou desenvolvido, asseverando que "isto pode ser mudado". O cientista acredita que ao ser possível detectar o tumor a partir das primeiras células modificadas, “a percentagem de pessoas que podem sobreviver poderá aumentar até 90%."

O projecto, testado em pessoas com cancro e outras saudáveis, está já a ser patenteado e conta com a ajuda de 1,7 milhão de euros do Fundo de Pesquisas da União Europeia, informa a EFE.

Raquel Pacheco
Fonte: Agência EFE

terça-feira, 14 de agosto de 2007

Arius regista duas patentes de anticorpos nos Estados Unidos

A Arius Research Inc. registou duas patentes de anticorpos nos Estados Unidos, uma inserida no Programa da CD63 e que foi licenciada à parceira Genentech, Inc. e a outra incluída no Programa do antigénio carcinoembriónico (CEA).

A patente americana U.S. 7.256.272 abarca as reivindicações sobre a composição da substância em relação ao clone e anticorpo que atinge a CD63. Este anticorpo tem o potencial de recrutar o sistema de defesa do organismo para atacar o cancro, e tem demonstrado que consegue prevenir o crescimento do tumor e melhorar a sobrevivência em modelos de cancro da mama.

A segunda patente, a U.S. 7.256.271, contém reivindicações referentes à composição de um clone e anticorpo direccionado. O CEA é um marcador tumoral de expressão alargada, e o anticorpo direccionado para o CEA da Arius tem demonstrado uma robusta actividade anti-tumor em modelos de cancro do cólon e da mama.

Isabel Marques

Fontes: Pharmalive

quinta-feira, 26 de julho de 2007

Exelixis mantém os direitos de desenvolvimento e comercialização do XL647

A Exelixis Inc. anunciou que a GlaxoSmithKline decidiu não exercer o direito de opção para licenciar o XL647 para posterior desenvolvimento e comercialização. Assim, a Exelixis mantém estes direitos sobre o XL647, podendo exercê-los tanto de forma independente como em colaboração com terceiros. A Exelixis pretende avançar rapidamente com o desenvolvimento completo deste composto promissor, em pacientes com cancro do pulmão de não pequenas células (CPNPC) e potencialmente também para outras indicações.

O XL647 é um potente inibidor de receptores de tirosina quinase que estão implicados na proliferação e na vascularização (formação de vasos sanguíneos) de tumores. O XL647 inibe o EGFR, o HER2 e o VEGFR2. Segundo o Chefe de Hematologia e Oncologia do Massachusetts General Hospital, Dr. Thomas Lynch, os dados do XL647 mostraram, até à data, uma clara actividade anti-tumor no cancro do pulmão de não pequenas células. Tem havido várias respostas duradouras em pacientes com e sem mutações activadas por EGFR, o que poderia dar a este composto uma utilidade mais alargada numa população de pacientes diversa. O XL647 mantém a actividade contra a mutação do T790M, que confere resistência ao erlotinib, o que poderá potencialmente proporcionar um passo em frente necessário para o tratamento do cancro do pulmão e de outros cancros.

Um ensaio de Fase 2 está a decorrer com pacientes com CPNPC que inicialmente responderam ao tratamento com inibidores de EGFR, o erlotinib ou o gefitinib, mas tendo o tratamento falhado posteriormente. A razão para este estudo é a actividade do XL647 contra a mutação de T790M no EGFR, que se desenvolve em aproximadamente 50 por cento dos pacientes, como um mecanismo de resistência ao erlotinib ou ao gefitinib.

O presidente da Exelixis, Dr. George A. Scangos, afirmou que a companhia espera que o XL647 avance para o registo dos ensaios pivot para o CPNPC no início de 2008. O Dr. Scangos acrescentou ainda que as provas de actividade do XL647 no ensaio de Fase 2 têm criado, até à data, um nível elevado de entusiasmo na comunidade oncológica, o que tem ajudado a companhia a fazer um recrutamento rápido e a preparar-se para levar o composto até à última fase de desenvolvimento para o tratamento de uma variedade de indicações oncológicas.

Isabel Marques

Fontes: Pharmalive

terça-feira, 10 de julho de 2007

Cancro do fígado: maior segregação de proteína aumenta incidência nos homens

Descoberta abre caminho a novos tratamentos

De acordo com um estudo apresentado na revista «Science», a maior incidência de cancro do fígado em homens deve-se aos efeitos inflamatórios provocados por uma maior segregação de uma proteína interleucina-6 (IL-6).

A investigação – feita em ratinhos – e conduzida por cientistas da Escola de Medicina da University of California, San Diego (EUA), - permitiu descobrir que as fêmeas produzem em menor quantidade a proteína em causa, que contribui para a inflamação hepática que causa o cancro.

De acordo a explicação de Michael Karin, professor de Farmacologia da University of Califórnia, “ao eliminar a proteína IL-6, conseguimos reduzir a incidência do cancro hepático nos machos em cerca de 90%", acrescentando que “quando ocorre uma produção de IL-6 nas fêmeas, esta é neutralizada pelo estrogénio (hormona do desenvolvimento sexual feminino).”

Os investigadores acreditam que a descoberta possa abrir caminho para o desenvolvimento de tratamentos contra o cancro hepático masculino, pela redução dos níveis de IL-6 através da administração de compostos similares ao estrogénio.

Cancro da bexiga: mesmo princípio?

Willscott Naugler, um dos principais autores do estudo, considerou ainda a possibilidade de outros órgãos não relacionados às diferenças género serem regidos pelo mesmo princípio - de maiores níveis de IL-6 que levam à inflamação - nomeadamente, no cancro da bexiga que tem também maior incidência nos machos que nas fêmeas: "As diferenças também poderiam ser resultado de maiores níveis de IL-6 que levam à inflamação na bexiga."

Raquel Pacheco

Fonte: Revista «Science»/ MNI

quarta-feira, 4 de julho de 2007

Identificada molécula que pode ajudar a tratar cancro do pâncreas

Distinguir tumor do tecido não canceroso

Um estudo publicado no «Journal of the American Medical Association» (JAMA) revela que cientistas norte-americanos identificaram uma molécula que poderá ajudar a diagnosticar e tratar melhor o cancro do pâncreas.

A descoberta - feita por investigadores da Ohio University (EUA) - incide em diferenciar o cancro pancreático (um dos mais mortais) do tecido não canceroso e assinalar os pacientes com possibilidades de sobreviverem mais de dois anos.

Segundo o JAMA, foram examinadas amostras de tumores de 65 pacientes com Adenocarcinoma do Pâncreas, a forma mais comum do cancro do pâncreas.

Durante o estudo foram analisadas células do cancro pancreático para identificar no seu interior as moléculas denominadas microRNA (miRNA). De acordo com os investigadores, aparentemente, certos níveis destas moléculas podem ajudar a distinguir o cancro do pâncreas do tecido vizinho não canceroso e do tecido pancreático inflamado.

Raquel Pacheco

Fontes: JAMA