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domingo, 29 de março de 2009

Distúrbios psiquiátricos são comuns em adultos com anorexia

Investigadores suecos referiram que os distúrbios psiquiátricos são comuns em adultos que têm anorexia, um distúrbio alimentar.

De acordo com a United Press International, desde 1985, foram estudados 51 adolescentes com anorexia nervosa, juntamente com um grupo de controlo com o mesmo número de pessoas saudáveis. Os grupos foram investigados e comparados diversas vezes ao longo do período do estudo.

A Dra. Elisabet Wentz, da Academia Sahlgrenska da Universidade de Gotemburgo, na Suécia, referiu que este é o único estudo no mundo que reflecte o rumo natural da anorexia na população.

As descobertas, que foram publicadas na "British Journal of Psychiatry” e na “International Journal of Eating Disorders”, revelaram que 39 por cento dos participantes tinham, pelo menos, outro distúrbio psiquiátrico, para além do distúrbio alimentar, sendo o distúrbio obsessivo compulsivo o mais comum.

A Dra. Wentz revelou que 18 anos após se ter iniciado o estudo, três mulheres ainda não recuperaram da anorexia, 13 pessoas têm incapacidades ou estiveram de baixa durante mais de seis meses devido a um distúrbio alimentar ou outro distúrbio psiquiátrico.

Estudos anteriores têm demonstrado que a anorexia é um diagnóstico com um prognóstico muito fraco, uma vez que cerca de 1 em 5 pacientes morre como resultado da doença. A Dra. Wentz sublinhou que contrastantemente não houve qualquer morte entre os participantes deste estudo.

A anorexia nervosa é uma perturbação caracterizada por uma distorção da imagem corporal, um medo extremo da obesidade e a rejeição de manter um peso mínimo normal.

Cerca de 95 por cento das pessoas que sofrem desta perturbação são mulheres. Geralmente, começa na adolescência, por vezes antes, e menos frequentemente na idade adulta, sendo que na sociedade ocidental o número de pessoas com esta perturbação tem tendência a aumentar.

Isabel Marques

Fontes:
www.upi.com/Health_News/2009/03/27/Psychiatric_disorders_common_with_anorexia/UPI-89461238179153/

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Nova abordagem efectiva para a maioria dos distúrbios alimentares

Investigadores do Reino Unido identificaram um tipo de tratamento que pode ajudar a maioria das pessoas que sofrem de distúrbios alimentares, com resultados duradouros.

Os investigadores desenvolveram uma terapia para tratar os pacientes com distúrbio alimentar não especificado e aqueles com bulimia, denominada terapia cognitivo-comportamental melhorada (Enhanced Cognitive Behavioral Therapy - CBT-E). Em 2004, o Instituto Nacional de Saúde e Excelência Clínica (NICE) do Reino Unido recomendou a utilização desta terapia no Serviço Nacional de Saúde britânico.

De acordo com o que os investigadores relataram na “American Journal of Psychiatry”, o distúrbio alimentar não especificado, no qual uma pessoa tem padrões de distúrbios alimentares, mas não preenche os critérios para a bulimia nervosa ou anorexia nervosa, é o tipo mais comum de distúrbio alimentar, seguido pela bulimia nervosa.

A equipa de investigadores comparou duas abordagens derivadas da terapia cognitivo-comportamental melhorada. A primeira, a CBT-Ef, direcciona-se exclusivamente à psicopatologia do distúrbio alimentar, enquanto a segunda, a CBT-Eb, um tratamento apropriado para a instabilidade emocional, perfeccionismo clínico, baixa auto-estima, ou dificuldades interpessoais, foi adicionada à abordagem CBT-Ef.

Os investigadores incluíram 154 pacientes que tinham sido diagnosticados com um distúrbio alimentar, mas não estavam extremamente abaixo do peso. Os participantes foram submetidos a 20 semanas com um dos tratamentos (consistindo numa consulta de ambulatório de 50 minutos, uma vez por semana), e posteriormente 60 semanas de seguimento ou um período de lista de espera de oito semanas.

Sessenta semanas após o final do tratamento, os investigadores descobriram que o nível de distúrbio alimentar tinha sido reduzido para um ponto normal em 61,4 por cento dos pacientes com bulimia nervosa e em 45,7 por cento dos que sofriam de distúrbio alimentar não especificado.

A análise também sugeriu que os pacientes com mais problemas psicológicos beneficiaram mais com a CBT-Eb, enquanto aqueles com menos problemas tiveram mais melhorias com CBT-Ef.

O investigador principal, o Dr. Christopher G. Fairburn, da Universidade de Oxford, comentou que agora, pela primeira vez, existe um único tratamento que pode ser efectivo para a maioria dos casos, sem ser necessário que os pacientes sejam internados no hospital.

Oitenta por cento dos pacientes que se submetem a tratamento de ambulatório devido a um distúrbio alimentar integram-se numa de duas categorias, bulimia nervosa ou anorexia nervosa, mas o melhor tratamento para pacientes com um distúrbio alimentar não especificado ainda não tinha sido estudado.

Isabel Marques

Fontes:
www.reutershealth.com/archive/2008/12/22/eline/links/20081222elin005.html