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terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Ter atenção aos ossos é importante nas mulheres com lúpus

Investigadores indicaram que, para as mulheres na pré-menopausa a tomar esteróides para o Lúpus, devem ser considerados diversos tratamentos que preservam a densidade mineral óssea, de modo a prevenir a osteoporose, que fragiliza os ossos.

De acordo com o Dr. Swan S. Yeap, da Universidade da Malásia, em Kuala Lumpur, quer seja devido ao tratamento com corticosteróides, quer seja devido ao Lúpus em si, a osteoporose está a ser cada vez mais diagnosticada nos pacientes com a doença.

A equipa de investigadores avaliou as alterações na densidade mineral óssea (DMO), ao longo de dois anos, em 98 mulheres na pré-menopausa com Lúpus a fazer terapia de longo prazo com esteróides e a tomar, ao mesmo tempo, apenas cálcio, cálcio mais calcitriol (a forma activa da vitamina D) ou cálcio mais o fármaco alendronato (Fosamax), que fortalece os ossos.

As mulheres que tomaram cálcio mais alendronato apresentaram aumentos significativos na densidade mineral óssea, tanto na espinha lombar, de 2,69 por cento, como na anca, de 1,41 por cento.

Em contraste, não houve alterações significativas nem no grupo que tomou apenas cálcio, nem no grupo que tomou cálcio mais calcitriol, com excepção de uma redução de 0,93 por cento na DMO da anca no grupo a tomar apenas cálcio.

Os investigadores, na edição de Dezembro da “Journal of Rheumatology”, concluíram que, nas mulheres na pré-menopausa a tomar esteróides para o Lúpus, a densidade mineral óssea pode ser preservada ou aumentada com terapia profilática.

O Lúpus, também denominado Lúpus Eritematoso Sistémico (LES), é uma doença auto-imune crónica, na qual o sistema imunitário pode confundir os tecidos saudáveis e estranhos e, por vezes, atacar ambos, com episódios de inflamação nas articulações, tendões e outros tecidos conjuntivos e órgãos.

Verifica-se uma inflamação de diversos tecidos e órgãos numa diversidade de pessoas, indo o grau da doença de ligeiro a debilitante, dependendo da quantidade e da variedade de anticorpos que aparecem e dos órgãos interessados. Cerca de 90 por cento das pessoas com lúpus são mulheres dos 20 aos 30 anos, mas também pode aparecer em crianças (sobretudo de sexo feminino), homens e mulheres de idade avançada.

Isabel Marques

Fontes:
www.reuters.com/article/healthNews/idUSTRE4BP23S20081226
www.manualmerck.net/?url=/artigos/%3Fid%3D77%26cn%3D773

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Frutas e vegetais podem ajudar a fortalecer os ossos

Investigadores norte-americanos revelaram que um novo estudo descobriu que aumentar os níveis de álcali através de comprimidos ou pelo consumo elevado de frutas e vegetais pode ajudar a fortalecer os ossos.

Dados anteriores sugerem que consumir muitas proteínas e cereais provoca excesso de produção de ácido, o que pode aumentar a excreção de cálcio e provocar o enfraquecimento dos ossos.

Este estudo, que será publicado na edição de Janeiro da “Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism”, incluiu 171 homens e mulheres com 50 anos ou mais que receberam aleatoriamente placebo ou doses elevadas de bicarbonato de potássio, ou de bicarbonato de sódio, ou de cloreto de potássio, durante três meses. As pessoas que receberam bicarbonato demonstraram reduções significativas da excreção de cálcio e da reabsorção óssea.

A reabsorção óssea é um processo no qual os ossos se decompõem para libertar minerais, tais como cálcio, fosfatos e sais alcalinos (básicos) no sangue. O aumento da reabsorção óssea leva a uma redução da massa óssea e a um aumento do risco de fracturas.

As dietas normais de muitos adultos mais velhos acrescentam ácido ao organismo. À medida que as pessoas envelhecem, são menos capazes de excretar o ácido. A reabsorção óssea é uma forma do organismo tentar contrariar os níveis elevados de ácido.

Contudo, quando as frutas e os vegetais são metabolizados adicionam bicarbonato, um composto alcalino, ao organismo, segundo a Dra. Bess Dawson-Hughes, da Faculdade de Medicina da Universidade de Tufts, em Boston.

De acordo com a investigadora, neste estudo foi demonstrado que adicionar álcali em formato de comprimido reduziu a reabsorção óssea e as perdas de cálcio pela urina, durante um período de três meses. Esta intervenção garante investigações adicionais como um suplemento seguro e bem tolerado para reduzir a perda óssea e o risco de fracturas em homens e mulheres idosos.

Segundo a Dra. Dawson-Hughes, a heretariedade, a dieta e outros factores de estilo de vida contribuem para o problema da perda óssea e fracturas. No que se refere a preocupações alimentares relativamente à saúde óssea, o cálcio e a vitamina D têm recebido a maior atenção, mas há cada vez mais evidências de que o equilíbrio ácido-base da dieta também é importante.

Isabel Marques

Fontes:
www.nlm.nih.gov/medlineplus/news/fullstory_72748.html

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Fármacos para a diabetes podem duplicar risco de fracturas nas mulheres

Resultados de um estudo revelaram que a utilização a longo prazo de fármacos antidiabéticos, como o Avandia (rosiglitazona), da GlaxoSmithKline, ou o Actos (pioglitazona), da Takeda, duplica o risco de fracturas ósseas em mulheres com diabetes tipo 2.

Os investigadores já sabiam que os dois fármacos para a diabetes da classe das tiazolidinedionas estavam associados a fracturas, mas a magnitude do risco ainda não tinha sido avaliada.

O Dr. Sonal Singh, da Faculdade de Medicina da Universidade de Wake Forest, na Carolina do Norte, referiu que este estudo demonstrou que estes agentes duplicam o risco de fracturas em mulheres com diabetes tipo 2, que já têm um risco mais elevado antes de tomarem a terapia.

Os investigadores, que trabalharam com colegas da Universidade de East Anglia, em Inglaterra, basearam as suas descobertas numa análise de 10 estudos clínicos anteriores, que duraram, pelo menos, um ano, envolvendo 14 mil pacientes.

A equipa de investigadores concluiu que se as tiazolidinedionas forem utilizadas por mulheres diabéticas por volta dos 70 anos, durante um ano, ocorreria uma fractura adicional por cada 21 mulheres. Entre as mulheres mais novas, por volta dos 56 anos, a utilização dos fármacos pode levar a uma fractura extra por cada 55 mulheres.

Os resultados podem aumentar as preocupações existentes acerca deste tipo de fármacos, que já estão relacionados com efeitos cardiovasculares adversos.

Os investigadores acrescentaram que ainda não é clara a causa essencial do efeito específico do sexo e das tiazolidinedionas nas fracturas, mas sugerem que os fármacos podem provocar este problema devido à substituição da medula óssea por células de gordura.

Isabel Marques

Fontes:
www.reuters.com/article/healthNews/idUSTRE4B90UL20081210

domingo, 23 de novembro de 2008

Cancro: Perda óssea pode dever-se não só aos fármacos oncológicos

Investigadores norte-americanos revelaram que determinados fármacos oncológicos podem provocar perda óssea em pacientes com cancro da mama, mas que estes fármacos não são os únicos culpados.

O estudo, publicado na “Journal of Clinical Oncology”, descobriu que 78 por cento das sobreviventes de cancro da mama apresentavam, pelo menos, uma outra causa para a perda óssea, como deficiência de vitamina D.

A autora principal, a Dra. Pauline Camacho, da Faculdade de Medicina Stritch da Universidade de Loyola, em Chicago, referiu que os médicos ao avaliar as pacientes com cancro da mama, relativamente a uma possível perda óssea, devem procurar razões para além dos fármacos oncológicos.

Os autores do estudo sugerem que, embora os fármacos oncológicos realmente provoquem perda óssea, os sobreviventes de cancro, como a população normal, também sofrem de perda óssea devido a causas tratáveis e merecem uma meticulosa avaliação da saúde óssea.

Os investigadores reviram os dados de 238 pacientes na pós-menopausa, com densidade mineral óssea abaixo do normal, examinadas no Centro de Doenças Ósseas Metabólicas e Osteoporose de Loyola, entre 2000 e 2006. Entre as pacientes, 64 tinham cancro da mama.

38 por cento das pacientes com cancro da mama tinham deficiência de vitamina D, em comparação com 51 por cento das pacientes sem cancro da mama. Foi encontrada excreção excessiva de cálcio na urina em 16 por cento das pacientes com cancro e em 8 por cento das pacientes sem cancro.

Isabel Marques

Fontes:
www.upi.com/Health_News/2008/11/21/Bone_loss_due_to_more_than_cancer_drugs/UPI-70651227329899/

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Fármacos para a osteoporose podem aumentar risco de necrose óssea

Um estudo canadiano descobriu que uma popular classe de fármacos para a osteoporose, os bifosfonatos, quase que triplica o risco de desenvolver necrose óssea, o que pode levar a deformação e a dores incapacitantes.

Investigadores da Universidade da Columbia Britânica (UBC) e do Vancouver Coastal Health Research Institute (VCHRI) conduziram um estudo sobre necrose óssea e bifosfonatos, uma classe de fármacos utilizada por milhões de mulheres em todo o mundo para ajudar a prevenir fracturas ósseas devido à osteoporose.

O estudo também investigou a ligação entre a necrose óssea e marcas específicas de bifosfonatos, tais como o Actonel (risedronato de sódio), o Didrocal (etidronato de sódio) e o Fosamax (ácido alendrónico). Os investigadores descobriram que as três marcas tiveram resultados semelhantes.

As descobertas seguiram uma recente alerta da FDA acerca dos bifosfonatos que sublinhou a possibilidade de dores fortes, por vezes incapacitantes, nos ossos, articulações e/ou musculares, em pacientes a tomar os fármacos, como o farmacia.com.pt noticiou em “FDA: Alerta para dores músculo-esqueléticas com bifosfonatos”, a 9 de Janeiro de 2008.

O estudo, publicado online na “Journal of Rheumatology” e baseado nos registos de saúde de 88 mil residentes do Quebec entre 1996 a 2003, descobriu que embora o efeito secundário de osteonecrose seja raro, a utilização de bifosfonatos é muito comum.

Segundo o principal investigador, o Dr. Mahyar Etminan, do centro de avaliação e epidemiologia clínica da UBC e do VCHRI, a mensagem para as mulheres que tomam estes medicamentos é ter atenção à dor. Dada a rápida disseminação da utilização destes fármacos, é importante que as mulheres e os seus médicos saibam os riscos que advêm da sua toma, acrescentou o Dr. Etminan.

O Dr. Etminan alerta que a utilização de bifosfonatos poderá aumentar no futuro, na medida em que a possível ligação entre a utilização de estrogénio e o cancro da mama leva as mulheres a mudar da terapia de estrogénio para terapia de bifosfonatos, para prevenir as fracturas ósseas. Outras razões podem ser a disponibilidade de novos bifosfonatos que aparecem em doses de toma única mensal, ou toma única anual.

A necrose óssea, uma doença relativamente rara diagnosticada em aproximadamente uma em 20 mil pessoas por ano, leva à perda permanente de fornecimento de sangue aos ossos. Sem o fornecimento adequado de sangue, os tecidos ósseos morrem e provocam o colapso do osso. A doença afecta primariamente os ombros, joelhos e ancas na zona das articulações, provocando dores fortes e imobilidade.

Isabel Marques

Fontes: www.upi.com, ScienceDaily

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

FDA: Alerta para dores músculo-esqueléticas com bifosfonatos para osteoporose

A agência norte-americana que regula os medicamentos (FDA) lançou um alerta para realçar a possibilidade de existência de graves e, por vezes, debilitantes dores nos ossos, articulações e/ou músculos em pacientes a tomar medicamentos da classe dos bifosfonatos para o tratamento e prevenção da osteoporose.

A FDA relatou que apesar da possibilidade de ocorrência de dores fortes, que podem ocorrer dias, meses ou anos após o início da terapia, já estar incluída na informação de prescrição desta classe de fármacos, esta pode estar a ser ignorada pelos médicos.

Estes medicamentos, comercializados sob diversos nomes de marca, incluem o Fosamax (ácido alendrónico), da Merck & Co Inc, o Actonel (risedronato de sódio) e o Didronel (etidronato de sódio), da Procter & Gamble Co., o Aclasta/Reclast (ácido zoledrónico), o Zometa (ácido zoledrónico) e o Aredia (pamidronato de sódio), da Novartis AG, o Skelid (Ácido tiludrónico), da Sanofi-Aventis SA, e o Boniva (ibandronato de sódio), da Roche Holding Ag e da GlaxoSmithKline Plc.

A agência encorajou os médicos a considerar descontinuar temporária ou permanentemente os fármacos para a osteoporose em pacientes que desenvolvam dores músculo-esqueléticas, e declarou que alguns pacientes possam continuar a experimentar dores mesmo após a descontinuação do tratamento com bifosfonatos.

Isabel Marques

Fontes: First Word, Reuters, Bloomberg

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

Galapagos e Eli Lilly desenvolvem fármacos para a osteoporose

A biotecnológica belga Galapagos NV entrou num acordo de colaboração global com o grupo farmacêutico norte-americano Eli Lilly and Co. para desenvolver novos fármacos com o potencial de estimular a formação do osso para o tratamento da osteoporose.

A Galapagos, através da utilização das suas plataformas registadas "SilenceSelect" e "FLeXSelect", descobriu e validou novos alvos para a osteoporose que podem ter um papel chave na formação do osso. Este acordo fornece à Lilly acesso a 12 destes alvos para a osteoporose, e a programas de descoberta de fármacos. A Galapagos irá ser a responsável pelo desenvolvimento dos fármacos candidatos potencialmente até à Fase IIa de um ensaio clínico de Prova de Conceito, enquanto que a Eli Lilly irá ter a opção exclusiva de desenvolver e comercializar posteriormente os compostos a nível global.

Segundo os termos do acordo, a Galapagos irá receber 3 milhões de euros adiantados, e será elegível para receber até 88 milhões de euros em pagamentos quando forem atingidos objectivos por cada programa de alvos. Adicionalmente, a Galapagos poderá receber até 130 milhões de euros, de uma vez, quando forem atingidos objectivos de vendas caso o produto chegue ao mercado, assim como regalias relativas às vendas globais.

A Galapagos é especialista em doenças dos ossos e das articulações, tais como artrite reumatóide e osteoporose.

Isabel Marques

Fontes: First Word, Reuters, CNNMoney

terça-feira, 25 de setembro de 2007

Estudo: Actonel reduz para metade o risco de reincidência de fractura osteoporótica

Novos dados demonstram que o Actonel 5mg (comprimidos de risedronato de sódio) reduz para metade o risco de fracturas clínicas, durante três anos, nas mulheres pós-menopáusicas com osteoporose, que sofreram previamente uma fractura de anca, em comparação com placebo.

Para este estudo foram seleccionados pacientes do ensaio Actonel HIP, com idades compreendidas entre os 70 e os 79 anos, que apresentavam uma baixa densidade mineral óssea e que já tinham sofrido, pelo menos, uma fractura de anca. A incidência de fracturas clínicas associadas à osteoporose, durante três anos, nos pacientes que receberam risedronato 5mg foi de 13 por cento (12 casos em 106 pacientes), em comparação com os 28,4 por cento (27 de 111 pacientes) que receberam placebo, o que representa uma redução de 50 por cento do risco de fractura com o Actonel.

O Actonel, da Sanofi-Aventis e da Procter & Gamble Pharmaceuticals, pertence a um grupo de fármacos não hormonais denominados bifosfonatos, utilizados no tratamento de doenças ósseas.

A existência de uma fractura prévia é um factor de alto risco para a existência de futuras fracturas. Quando uma mulher pós-menopáusica sofre uma fractura de anca, o risco de sofrer outra fractura no mesmo sítio, ou em qualquer outro, é duplicado. Apesar disso, muitos estudos indicam que os idosos com fractura de anca raramente recebem tratamento contra a osteoporose. Apenas 13 por cento dos pacientes com fractura de anca receberam tratamento no ano a seguir à fractura.

Segundo o principal investigador do estudo e fundador da Oregon Osteoporosis Centre de Portland, Dr. Michael McClung, os médicos querem ter a segurança de que a terapia é eficaz, na altura de tratar os diferentes graus de intensidade da doença. Neste estudo, o risedronato reduziu eficazmente o risco de fractura, em pacientes com osteoporose grave.

Os dados do estudo, resultantes de uma análise retrospectiva do ensaio Actonel HIP2, foram apresentados na 29ª Reunião Anual da American Society for Bone and Mineral Research (ASBMR). O estudo foi patrocinado pela “The Alliance for Better Bone Health”.

A osteoporose afecta, aproximadamente, 75 milhões de pessoas na Europa, Estados Unidos e Japão. Somente na Europa, a cada 30 segundos, produz-se uma fractura associada à osteoporose.

Em 2000, na Europa, os custos directos estimados das fracturas associadas à osteoporose foram de 31,7 milhões de euros e prevê-se que aumentem até aos 76,7 milhões de euros em 2050, segundo as alterações previstas relativas ao perfil da idade da população europeia.

Isabel Marques

Fontes: PMFarma, www.corondel.com, http://db.doyma.es, Infarmed