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sexta-feira, 2 de novembro de 2007

Medicamentos à venda na internet a partir de quarta-feira

Os portugueses vão poder encomendar medicamentos pela internet, telefone ou fax já a partir de quarta-feira, dia 7 de Novembro. O pedido deverá ser feito junto das farmácias e locais de venda de fármacos não sujeitos a receita médica, segundo uma portaria publicada hoje.

Para tornar possível a entrega dos medicamentos ao domicílio, as farmácias e outros locais de venda têm de criar uma página na Internet onde devem constar o preço do serviço, formas de pagamento, cobertura geográfica da prestação de serviço e tempo provável da entrega, bem como o nome do director técnico da farmácia ou do responsável do local de venda.

De acordo com a portaria, este serviço fica limitado ao município onde está instalada farmácia e aos concelhos limítrofes. O controlo da entrega de medicamentos nestas condições fica a cargo de um farmacêutico ou técnico de farmácia e não dispensa a apresentação de recita médica, no caso dos fármacos a ela obrigados.

Para além da internet, a requisição de medicamentos para entrega ao domicílio pode também ser efectuada através de correio electrónico, telefone ou fax.

Também a partir de quarta-feira, as farmácias vão poder começar a dar as vacinas não incluídas no Plano Nacional de Vacinação.

A Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde (Infarmed) terá que ser previamente informada acerca da venda de medicamentos pela Internet e entrega ao domicílio. A lista de sites dos locais que procedam à venda on-line será disponibilizada no portal do Infarmed (www.infarmed.pt).

A realização de apoio domiciliário, administração de primeiros socorros e de medicamentos ou a utilização de meios auxiliares de diagnóstico (medição da tensão e de níveis de diabetes e colesterol, entre outros) são também contemplados pela portaria que define os novos serviços a prestar pelas farmácias.

Marta Bilro

Fonte: Diário Digital, Portugal Diário, Correio da Manhã.

terça-feira, 30 de outubro de 2007

Novas farmácias apenas em 2009

Concursos podem prolongar-se por 450 dias

Entra em vigor esta terça-feira o novo regime jurídico das farmácias de oficina e que retira a exclusividade da propriedade destes estabelecimentos aos farmacêuticos. Porém, a abertura das primeiras farmácias à luz da nova legislação deverá surgir apenas em 2009, altura em que deverão começar a ser atribuídos os alvarás. Os 350 novos postos de venda que aguardam para ser abertos deverão manter-se assim durante mais de um ano.

O projecto de portaria do Ministério da Saúde que regulamenta a lei refere que um concurso público para a abertura de uma nova farmácia pode prolongar-se por um máximo de 325 dias. Em caso de empate no primeiro lugar – do qual são excluídos todos os que já tiverem ligação a um estabelecimento existente – a decisão pode prolongar-se por 450 dias, uma vez que haverá necessidade de fazer um sorteio para determinar o vencedor, refere a edição desta terça-feira do Diário de Notícias.

Para além disso, segundo adiantou o ministro da Saúde, Correia de Campos, antes de ser lançado o primeiro concurso, a Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde (Infarmed) terá que avaliar os locais onde as farmácias serão abertas, de forma a garantir que estas se adaptam às novas regras. Isto porque, os novos estabelecimentos terão que servir 3.500 utentes, em vez dos habituais quatro mil exigidos anteriormente.

De acordo com o Ministério da Saúde, um dos objectivos é acelerar o processo que envolve os concursos para a abertura de novos estabelecimentos de venda de medicamentos cuja conclusão se “protelava por vários anos”. Conforme exemplificou o ministro Correia de Campos há uma semana no Parlamento, a abertura, em 2001, de 204 novas farmácias, só ficou concluída em 2006. Sorteando o vencedor, o novo modelo contribui para a diminuição da espera, evitando os recursos para os tribunais.

Ainda assim a medida não satisfaz o Sindicato Nacional dos Farmacêuticos, que considera que “se antes era difícil um farmacêutico conseguir ter a sua própria farmácia, agora é ainda mais difícil”.

As novas regras abonam a favor da capacidade económcia dos concorrentes, considera a sindicalista Sónia Correia, visto que já que não é valorizada a experiência nem a qualidade da proposta.

Marta Bilro

Fonte: Diário de Notícias, Fábrica de Conteúdos, Diário Digital.

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

Atribuição de novas farmácias vai evitar concentração de propriedade

Ministério da Saúde nega que seja dada preferência a não farmacêuticos

Não existe qualquer dispositivo de preferência a não farmacêuticos nos concursos para novas farmácias”, a garantia foi dada esta quinta-feira pelo Ministério da Saúde através de um comunicado no qual desmente uma notícia publicada pelo Diário de Notícias que alegava que os não farmacêuticos seriam privilegiados nos concursos para abertura de novas farmácias. O que se pretende, segundo o ministério, é evitar a concentração da propriedade destes estabelecimentos.

Em causa estão as normas que vão reger a candidatura às cerca de 350 novas farmácias que aguardam para ser abertas, um ponto integrante do novo regime jurídico da propriedade das farmácias, mas que ainda está por regulamentar e que depende da consulta dos parceiros.

A intenção, refere o ministério, é evitar a concentração da propriedade. Nesse sentido, a proposta prevê “uma graduação dos concorrentes em função do número de farmácias, detidas, exploradas ou geridas, sendo graduado em primeiro lugar, em caso de igualdade, o concorrente com menor número de farmácias”.

O projecto de portaria determina que os proprietários de actuais farmácias - ou farmacêuticos que não sejam donos mas que estejam já ligados a um estabelecimento com funções de gestão - são preteridos em relação aos outros interessados que entram de novo no negócio. O importante, por isso, é ser novo no ramo, independentemente de ser ou não licenciado em farmácia.

Assim, um farmacêutico que não detenha a propriedade de qualquer farmácia não será preterido por qualquer outro membro da população que pretenda entrar no negócio. A regra aplica-se apenas aos farmacêuticos que já possuem um estabelecimento do género, com a intenção de evitar a concentração.

Atribuição por sorteio

Caso ambos os candidatos à abertura de novas farmácias se enquadrarem no “critério decisivo” para garantir o primeiro lugar, isto é, não tenham ligação a qualquer farmácia existente, é a sorte que vai ditar o vencedor.

De acordo com o Ministério da Saúde, o sorteio é o “único modo” equitativo, transparente e objectivo” para escolher a quem atribuir a exploração destes estabelecimentos à luz da nova lei que estabelece o regime jurídico da propriedade das farmácias e que entra em vigor no dia 1 de Novembro.

"Impõe-se como critério decisivo para a graduação o menor número de farmácias detidas, exploradas ou geridas pelo concorrente", lê-se no documento do Ministério da Saúde. O objectivo é limitar a concentração da propriedade que, segundo a nova lei, não pode ultrapassar os quatro estabelecimentos por pessoa ou sociedade.

A Ordem dos Farmacêuticos e a Associação Nacional de Farmácias (ANF) já reagiram ao projecto de portaria através da emissão de pareceres. A bastonária, Irene Silveira, refere que já mandou "sugestões para flexibilizar" os documentos. Por sua vez, a ANF alertou para o facto deste método não ter em consideração a qualidade das propostas. "Aparentemente, deixa de importar ao Estado a qualidade da assistência farmacêutica que cada um dos candidatos se propõe prestar".

Estas medidas inserem-se no “Compromisso com a Saúde” um protocolo assinado entre o Governo e a Associação Nacional das Farmácias (ANF), a 26 de Maio de 2006, tendo em vista a liberalização da propriedade das farmácias e a melhoria do acesso dos cidadãos aos medicamentos.

No entanto, o presidente da ANF, João Cordeiro, está descontente com o rumo das medidas previstas para o sector no âmbito deste compromisso. Durante o colóquio sobre a actividade farmacêutica, que decorreu terça-feira na Assembleia da República, o responsável acusou novamente o Ministério de avançar apenas com a parte do acordo que lhe interessa e de "adiar sucessivamente e sem justificação" a prescrição por princípio activo (DCI), a venda de medicamentos até aqui só dos hospitais e o alargamento de novos serviços nas farmácias. "Temo que o compromisso não seja integralmente cumprido, ou que avance com aspectos restritivos", afirmou aos jornalistas.

Marta Bilro

Fonte: Diário de Notícias, Diário Digital, Fábrica de Conteúdos, Ordem dos Farmacêuticos, Diário Económico.

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Ministério da Saúde esclarece atribuição de novas farmácias

“Não existe qualquer dispositivo de preferência a não farmacêuticos”

Num esclarecimento enviado à Ordem dos Farmacêuticos, o Ministério da Saúde refere que a informação veiculada na imprensa acerca do concurso para atribuição de novas farmácias “carece de fundamento”, garantindo que não se propõe que seja dada preferência a não farmacêuticos. Em causa está uma notícia avançada pelo DN esta quarta-feira que afirmava que o Ministério da Saúde pretendia dar preferência aos não farmacêuticos na abertura de novas farmácias.

O Ministério afirma que “nos projectos de diploma regulamentares da propriedade das farmácias de oficina, actualmente em preparação, não existe qualquer dispositivo de preferência a não farmacêuticos nos concursos para novas farmácias”.

O que consta da proposta é o estabelecimento de “uma graduação dos concorrentes em função do número de farmácias, detidas, exploradas ou geridas, sendo graduado em primeiro lugar, em caso de igualdade, o concorrente com menor número de farmácias”.

Neste sentido, um farmacêutico que não detenha a propriedade de qualquer farmácia não será preterido por qualquer outro membro da população que pretenda entrar no negócio. A regra aplica-se apenas aos farmacêuticos que já possuem um estabelecimento do género, com a intenção de evitar a concentração.

Marta Bilro

Fonte: Ordem dos Farmacêuticos, Diário Económico.

Sorteio elege proprietários de novas farmácias

É a sorte que vai ditar o vencedor de um concurso público para a abertura de uma nova farmácia. De acordo com o Ministério da Saúde, o sorteio é o “único modo” equitativo, transparente e objectivo” para escolher a quem atribuir a exploração destes estabelecimentos à luz da nova lei, refere a edição desta quinta-feira do Diário de Notícias.

O método vai ser aplicado aos que ficarem empatados em primeiro lugar. Sendo que, o “critério decisivo” para garantir o primeiro lugar é o concorrente não estar ligado a nenhuma farmácia existente.

O projecto de portaria, ao qual o jornal teve acesso, determina que os proprietários de actuais farmácias - ou farmacêuticos que não sejam donos mas que estejam já ligados a um estabelecimento com funções de gestão - são preteridos em relação aos outros interessados que entram de novo no negócio. O importante, por isso, é ser novo no ramo.

"Impõe-se como critério decisivo para a graduação o menor número de farmácias detidas, exploradas ou geridas pelo concorrente", lê-se no documento do Ministério da Saúde. O objectivo é limitar a concentração da propriedade que, segundo a nova lei, não pode ultrapassar os quatro estabelecimentos por pessoa ou sociedade.

Para simplificar o processo e uma vez que a lei que enquadra o sector já salvaguarda “os requisitos para o funcionamento de uma farmácia que satisfazem o interesse público” a portaria do ministério não estabelece mais critérios. Nesse sentido, diz o documento, não é razoável «basear a escolha em critérios artificiais».

A Ordem dos Farmacêuticos e a Associação Nacional de Farmácias (ANF) já reagiram ao projecto de portaria através da emissão de pareceres. A bastonária, Irene Silveira, refere que já mandou "sugestões para flexibilizar" os documentos. Por sua vez, a ANF alertou para o facto deste método não ter em consideração a qualidade das propostas. "Aparentemente, deixa de importar ao Estado a qualidade da assistência farmacêutica que cada um dos candidatos se propõe prestar".

Marta Bilro

Fonte: Diário de Notícias, Diário Digital.

Não farmacêuticos vão ter prioridade para abrir novas farmácias

O Ministério da Saúde pretende dar preferência aos não farmacêuticos na abertura de novas farmácias. Os licenciados em farmácia não ficam excluídos da possibilidade de se candidatarem, porém, serão ultrapassados pelo resto da população que queira entrar neste negócio pela primeira vez, avança a edição desta quarta-feira do Diário de Notícias.

O novo regime jurídico da propriedade das farmácias, que entra em vigor no dia 1 de Novembro, retira aos farmacêuticos a exclusividade sobre a propriedade destes estabelecimentos. As normas que vão reger a candidatura às cerca de 350 novas farmácias que aguardam para ser abertas são um ponto que ainda está por regulamentar, algo que deverá acontecer depois de serem consultados os parceiros.

O presidente da Associação Nacional das Farmácias (ANF), João Cordeiro, está descontente com o rumo das medidas previstas para o sector que constam do compromisso assinado entre esta associação e o Governo. Durante o durante o colóquio sobre a actividade farmacêutica, que decorreu terça-feira na Assembleia da República, o responsável acusou novamente o Ministério de avançar apenas com a parte do acordo que lhe interessa e de "adiar sucessivamente e sem justificação" a prescrição por princípio activo (DCI), a venda de medicamentos até aqui só dos hospitais e o alargamento de novos serviços nas farmácias. "Temo que o compromisso não seja integralmente cumprido, ou que avance com aspectos restritivos", afirmou aos jornalistas.

Marta Bilro

Fonte: Diário de Notícias, Fábrica de Conteúdos.

terça-feira, 23 de outubro de 2007

Farmácias vão dispensar medicamentos para doenças crónicas

Preparação da medida está já “em fase adiantada”

As farmácias poderão, em breve, vir a disponibilizar medicamentos para doenças crónicas, substâncias que actualmente só são distribuídas pelos hospitais. A garantia foi dada pelo ministro da saúde, Correia de Campos, durante o colóquio sobre a actividade farmacêutica, que decorreu esta terça-feira na Assembleia da República.

“Encontra-se em fase adiantada a preparação da dispensa pelas farmácias de alguns produtos farmacêuticos, até aqui, de fornecimento exclusivamente hospitalar, os quais serão acessíveis a doentes crónicos mediante acordo, caso a caso, entre hospital e farmácia”, afirmou Correia de Campos, citado pela Rádio Renascença. O ministro não quis, porém, adiantar a lista de fármacos em causa.

A medida insere-se no “Compromisso com a Saúde” um protocolo assinado entre o Governo e a Associação Nacional das Farmácias (ANF), a 26 de Maio de 2006, tendo em vista a liberalização da propriedade das farmácias e a melhoria do acesso dos cidadãos aos medicamentos.

Esta solução beneficiaria, por exemplo, o acesso de alguns doentes oncológicos às respectivas terapias. Entre os medicamentos cuja despensa é actualmente exclusiva dos hospitais encontram-se os antineoplásicos, imunosupressores, tuberculoestáticos ou anti-retrovirais.

Despesa do Estado com fármacos

Ainda durante fórum que decorreu no Parlamento, Correia de Campos apresentou os números que traduzem a evolução da despesa do estado com fármacos, que considera muito positivos.

“A despesa continua controlada. No acumulado de Janeiro a Setembro, temos menos 1,7 por cento de crescimento nas farmácias, e nos primeiros seis meses, na comparação dos hospitais que representam 91 por cento das camas, temos mais 3,1 por cento. Resultados muitíssimos importantes”, referiu Correia de Campos.

Marta Bilro

Fonte: Rádio Renascença, Infarmed, Ordem dos Médicos Secção Regional do Norte.

Ministro da Saúde: 400 farmácias tinham proprietários simulados

Cerca de 400 farmácias portuguesas tinham proprietários simulados, uma manobra que lhes permitia contornar a legislação que exigia um farmacêutico à frente desses estabelecimentos. As estimativas foram apresentadas pelo ministro da saúde, Correia de Campos, durante um colóquio que se realizou esta terça-feira no Parlamento sob o tema do “enquadramento da actividade farmacêutica”. A autoridade do sector afirma não ter conhecimento destes dados.

A existência de farmácias de propriedade simulada contraria o “aparente rigor legislativo sobre a exclusividade de propriedade por farmacêuticos”, afirmou Correia de Campos, justificando que a aplicação da nova legislação, segundo a qual a exclusividade da propriedade das farmácias deixa de pertencer aos farmacêuticos, vai pôr termo a estas situações.

Já o presidente da Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde (Infarmed), Vasco Maria, diz “desconhecer se são 400 ou 200 farmácias” nesta situação, garantindo que nos “poucos casos” provados no passado, o Infarmed agiu em conformidade.

“Não tenho noção de quantas existem. Não tenho conhecimento concreto de que existam ou de um número concreto porque são situações difíceis de demonstrar. Penso que o que o ministro quis dizer é que há suspeitas de que possam existir situações destas e eu não nego que existam, mas não tenho conhecimento”, explicou.

A Bastonária da Ordem dos Farmacêuticos, Irene Silveira, deu a conhecer o seu testemunho pessoal acerca de um destes casos que ocorreu há cerca de seis anos, na altura em que dirigia a secção regional de Coimbra. Conforme relatou, o caso culminou com a atribuição de uma punição à “jovem farmacêutica” depois desta se ter auto-denunciado como falsa proprietária.

“Por isso pedimos na altura aos notários que informassem a Ordem acerca destes negócios. As situações que agora são ilegais vão passar a ser lícitas e não haverá punições para os anteriores verdadeiros proprietários”, sublinhou Irene Silveira.

A Associação Nacional de Farmácias (ANF) reagiu em tom de crítica às declarações proferidas pelo ministro. O presidente da ANF, também presente no colóquio, lamentou que o Ministério da Saúde não tenha actuado ao tomar conhecimento de casos de infracção, uma vez que é a esta entidade que cabe “fazer cumprir a lei”.

“Daqui a quatro ou cinco anos vem outro ministro falar em mais 400 farmácias mascaradas com uma propriedade de mais de quatro farmácias (limite máximo por proprietário definido por lei) e continuará a existir uma lógica sucessiva de incumprimento da lei e beneficio do infractor”, acrescentou.

O novo regime jurídico foi aprovado pelo Governo em Julho de 2007 e entra em vigor no dia 1 de Novembro.

Marta Bilro

Fonte: Diário Digital, Lusa.

terça-feira, 9 de outubro de 2007

CE: Indústria farmacêutica é a que mais investe em I&D

O sector farmacêutico lidera, pela primeira vez, a lista de indústrias que mais gastaram em Investigação e Desenvolvimento (I&D) no ano passado, revela um estudo apresentado pela Comissão Europeia (CE).

A mesma análise indica que as empresas farmacêuticas e biotecnológicas gastaram 15,7 por cento mais face à avaliação anterior, num total de 70,5 mil milhões de euros investidos da I&D em 2006, superando o sector das tecnologias, hardware e equipamento, com um gasto de 64,5 mil milhões de euros. A nível mundial, o investimento das empresas em I&D aumentou 10 por cento comparativamente ao anterior balanço.

A Pfizer destaca-se como o maior investidor individual, com 5,76 mil milhões de euros gastos, ultrapassando a Ford Motors, que registou um investimento de 5,5 mil milhões de euros. Para além do laboratório norte-americano há mais duas farmacêuticas no top 10 dos maiores investidores mundiais, é o caso da Johnson & Johnson em terceiro lugar e da GlaxoSmithKline a ocupar o sétimo posto e a destacar-se enquanto o maior investidor europeu. Logo a seguir à Pfizer, J&J e GSK, surgem como maiores investidoras a Sanofi-Aventis, a Roche, a Novartis, a Merck, a AstraZeneca, a Amgen e a Eli Lilly.

O relatório da CE compara ainda os gastos em I&D e as vendas anuais das empresas, o que poderá ser encarado como uma avaliação da qualidade dos produtos. No entanto esta é uma questão problemática para uma indústria na qual uma grande parte das inovações em biotecnologia não apresenta quaisquer vendas. Ainda assim, entre as grandes empresas farmacêuticas, a Amgen e a Merck são as que gastam uma maior proporção das suas vendas em I&D (mais de 20 por cento cada).

O estudo faz ainda uma avaliação aos gastos da I&D com funcionários, porém, esta pode ser considerada uma comparação injusta, uma vez que o volume de vendas das grandes farmacêuticas as forçam a possuir uma grande quantidade de funcionários que nada têm que ver com a I&D.

Outro dos problemas que se coloca a este tipo de análises estatísticas prende-se com o facto de alguns dos lucros provenientes da I&D serem contabilizados a dobrar, graças aos acordos de licenciamento. Embora o número de parcerias deste tipo se tenha mantido, ou aumentado ligeiramente, o preço dos acordos cresceu significativamente.

Os custos da investigação para uma grande farmacêutica vão incluir uma fatia do dinheiro gasto no licenciamento de potenciais fármacos ou tecnologias de pequenas empresas. Assim, o pré-acordo inicial de investigação é contabilizado por duas vezes – uma primeira pela contabilidade da pequena empresa e uma outra pelo pagamento adiantado relativo ao acordo de licenciamento.

De acordo com o analista Michael McCully, as empresas que mais estabelecem acordos de licenciamento na indústria farmacêutica, como é o caso da Merck, Novartis, GSK e AstraZeneca, concretizaram entre 35 e 57 acordos em 2004. O impacto destas parcerias nos gastos totais da I&D não é claro, uma vez que os pagamentos iniciais são muito inferiores ao valor total do negócio.

Marta Bilro

Fonte: DrugResearcher.com.

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Portugal em 19º lugar no ranking dos sistemas de saúde europeus

O sistema de saúde português ocupa o 19º lugar na tabela dos mais amigos do consumidor, entre os 29 países europeus analisados, segundo os resultados do Índice Europeu do Consumidor de Serviços de Saúde divulgado esta segunda-feira.

A Áustria mereceu o primeiro lugar, com o seu serviço de saúde a arrecadar 806 dos 1000 pontos possíveis, seguido pelo sistema holandês (794 pontos) e pelo francês (786 pontos). De acordo com o ranking estabelecido pela organização Health Consumer Powerhouse, Portugal obteve 570 pontos.

As leis dos direitos dos cidadãos, o acesso directo a médicos especialistas ou o direito a uma segunda opinião foram alguns dos parâmetros considerados para estabelecer um ranking dos países cujos sistemas de saúde são mais favoráveis aos utentes. No que diz respeito ao tempo de espera, o serviço de saúde português obteve nota negativa, com apenas sete pontos num máximo de 15 pontos.

Na análise à mortalidade por ataque cardíaco, às operações às cataratas e aos cuidados dentários no sistema público os resultados relativos a Portugal são também negativos. Pela positiva destacam-se os baixos níveis de mortalidade infantil, a vacinação na infância e o sistema de informação de saúde por telefone. O direito a uma segunda opinião médica, o acesso a medicamentos inovadores e a sobrevivência ao cancro durante mais de cinco anos são indicadores que surgem em Portugal com resultado "intermédio".

O relatório sublinha os bons resultados no que diz respeito à mortalidade infantil em Portugal, porém frisa que o sistema de saúde português "não é tão avançado como o dos vizinhos espanhóis". De acordo com os dados do documento relativos ao gasto público anual por pessoa com cuidados de saúde, por cada espanhol o Governo gasta mais 15 por cento do que no caso português.

Marta Bilro

Fonte: RTP, Lusa.

Campanha alerta homens para o cancro da mama

Está pronta para ser lançada em meados deste mês uma nova campanha publicitária promovida pelo Movimento Vencer Viver, grupo de apoio a mulheres com cancro da mama, familiares e amigos, e que pretende ensinar os homens a abordar a doença. A campanha será constituída por três brochuras e um cartaz, cujos temas são especialmente dirigidos aos filhos, maridos/companheiros e amigos/colegas.

Produzida em regime de pró-bono pela Publicampaign e pela Singapour, “a campanha será direccionada a homens mas trata de um assunto de mulheres”, explicou Stélio Lopes, director de marketing social da Publicampaign, em declarações ao portal Meios & Publicidade. "Queremos passar a ideia que alguns homens também se preocupam com esta temática. Vamos dar-lhes informação, dicas práticas de como tratar a questão", afirmou a mesma fonte. Isto porque, segundo explicou o responsável, muitas vezes o não saber o que fazer ou como abordar o assunto remete os homens para o silêncio que pode ser confundido com não querer saber.

Os materiais vão ser distribuídos nos hospitais onde exista a especialidade e em centros de saúde. "Estamos a tentar chegar a acordo também com a Associação Nacional de Farmácias de maneira a marcar presença também nas farmácias", disse Stélio Lopes.

Haverá ainda um micro-site da campanha que vai permitir uma maior disseminação da informação. "Todas as peças de comunicação farão remissão para o site", revelou o director de marketing social da Publicampaign.

O cancro da mama é um tumor maligno que se desenvolve nas células do tecido mamário. É muito mais frequente nas mulheres, mas pode atingir também os homens. O cancro da mama apresenta-se, muitas vezes, como uma massa dura e irregular que, quando palpada, se diferencia do resto da mama pela sua consistência.

Marta Bilro

Fonte: Meios & Publicidade, Vencerviver.dpp.pt, Liga Portuguesa Contra o Cancro, Portal da Saúde.

sexta-feira, 28 de setembro de 2007

Portal de Biotecnologia lançado quarta-feira

Alunos portugueses desenvolveram «Biotec-Zone.net»

«Biotec-Zone.net» é o nome do portal de Biotecnologia de Portugal que vai ser lançado na quarta-feira (3 de Outubro). Desenvolvido pelos estudantes Diogo Amorim e Alexandre Barros, com apoio dos docentes, do curso de Biotecnologia da Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Viana do Castelo, este pretende ser um espaço de divulgação do conhecimento científico e tecnológico do sector biotecnológico no nosso país.

A biotecnologia é uma actividade de base científica, que requer um conhecimento detalhado de mecanismos biológicos de outras ciências da vida e da engenharia. Entre elas encontram-se a química, a bioquímica, a microbiologia, a biologia molecular ou a engenharia genética.

A Indústria Farmacêutica, a Medicina, a Indústria química, a Agropecuária e o Ambiente, são alguns dos sectores de actividade onde mais se aplicam os avanços desta nova actividade. Para além de promover a divulgação do conhecimento científico e tecnológico da Biotecnologia em Portugal, o portal pretende também dar a conhecer as empresas, organizações, marcas, produtos e serviços portugueses cujos objectivos se dirijam para o mercado da Biotecnologia, para além das instituições que leccionam este curso, actualmente, em Portugal.

Marta Bilro

Fonte: iGov, Ordem dos Biólogos.

Mais de um milhão de portugueses são afectados pela gripe todos os anos

A gripe sazonal e as complicações inerentes à doença matam, anualmente, em Portugal, 1.500 a duas mil pessoas, maioritariamente idosos. Por sua vez, mais de um milhão de portugueses são afectados pelo vírus com mais ou menos gravidade.

Os dados são avançados na edição desta sexta-feira do jornal Diário de Notícias, que relembra o inicio da campanha de vacinação marcado para segunda-feira, especialmente dirigida a idosos, doentes crónicos e crianças. Nesse mesmo dia deverão chegar às farmácias, de forma faseada, mais de 1,6 milhões de vacinas contra a gripe, o suficiente para assegurar a cobertura de 15 por cento da população. Tendo em conta o plano de comparticipação, este ano poderão ser gastos pelo Estado mais de 30 milhões de euros a prevenir a doença.

O número de vacinas pedidas para Portugal é estimado a partir do histórico do País e dos objectivos de prevenção traçados, mas "as épocas são imprevisíveis", frisou Graça Freitas, subdirectora da Direcção-Geral de Saúde (DGS). Esta situação faz com que, por norma, todos os anos fiquem vacinas por utilizar.

De acordo com as estimativas, anualmente, entre 10 a 15 por cento da população do Hemisfério Norte é afectada pela gripe, especialmente as crianças. Porém, conforme explicou a responsável da DGS, se é certo que "as crianças adoecem mais facilmente", também costumam ter situações pouco graves.

As vacinas disponíveis nas farmácias vão custar 8,26 euros para adultos e 6,92 euros para crianças (recomendando-se duas doses quando for a primeira vez que se vacinam), sendo que a comparticipação do Estado é de 37 por cento. A DGS espera atingir 60 por cento da população portuguesa com mais de 60 anos, camada da população entre a qual a adesão à vacina tem crescido todos os anos.

Marta Bilro

Fonte: Diário Digital, Diário de Notícias.

terça-feira, 25 de setembro de 2007

GSK, Novartis, Sanofi, Bayer e AstraZeneca entre as 50 melhores marcas europeias

Eurobrand avaliou mais de 3.000 empresas

As farmacêuticas GlaxoSmithKline, Novartis, Sanofi-Aventis, Bayer e AstraZeneca estão entre as 50 melhores marcas europeias, revela um relatório do Instituto Europeu de Marcas (Eurobrand). A GlaxoSmithKline é a mais bem posicionada, ocupando o 20º lugar do ranking na tabela de classificação geral.

De acordo com o documento publicado no portal do Eurobrand citado pelo portal Finanzas.com, logo depois do laboratório britânico surge a Novartis, na 27ª posição, a Sanofi-Aventis, na 29ª, a Bayer, na 42ª, e a AstraZeneca, que ocupa o 46º posto da lista.

O relatório analisou mais de três mil marcas de empresas europeias bem como insígnias individuais de 24 países, que foram avaliadas de acordo com a evolução do negócio, a situação competitiva, a posição de mercado, a percepção e o comportamento dos grupos, os objectivos das empresas, os investimentos e o potencial para o futuro.

Para além destes parâmetros, para determinar o valor total da marca foram também tidos em conta os lucros gerados pelas empresas e a correlação entre a criação de marcas importantes e a riqueza do país, relacionando o valor estimado das dez primeiras marcas de cada país com o seu produto interno bruto (PIB).

Marta Bilro

Fonte: PM Farma, Finanzas.com.

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

Alzheimer: Tornar a demência uma prioridade política

Câmara Municipal de Lisboa assina Declaração de Paris

A Câmara Municipal de Lisboa está empenhada em colocar a demência na agenda dos decisores portugueses. Isso mesmo foi demonstrado esta sexta-feira, altura em que as vereadoras Ana Sara, Helena Roseta e Gabriela Seara assinaram a Declaração de Paris, “um documento fundamental que representa os interesses de todas as associações europeias na área de Alzheimer”, e chama a atenção para aquele que é “um problema maior de saúde pública”, afirmou Maria do Rosário Zincke dos Reis, presidente da Associação Alzheimer Portugal (APFADA).

A assinatura do documento, que teve lugar no Fórum Lisboa, foi uma das iniciativas inseridas na comemoração do Dia Mundial da Pessoa com Doença de Alzheimer. A Declaração de Paris, aprovada na Assembleia-Geral da Alzheimer Europe de 2006, em Paris, consagra as ideias chave e as linhas de acção do movimento europeu sobre as demências. É um apelo a todas as organizações e associações para que se “desenvolvam programas europeus, internacionais e nacionais que respondam adequadamente aos desafios colocados pelo número crescente de pessoas com demência”, salientou Maria do Rosário Zincke dos Reis.

Num comunicado enviado ao Farmacia.com.pt, a presidente da APFADA, dá a conhecer os objectivos deste comprometimento, que descreve como “um sim convicto a tornar a demência numa prioridade de agenda dos decisores tendo em conta todas as implicações à volta da patologia quer para a pessoa com doença de Alzheimer quer para os seus familiares, normalmente os cuidadores”.

A Declaração de Paris, sinónimo de preocupação e alerta para esta causa, conta já com a assinatura de várias personalidades políticas europeias, entre as quais, Philippe Bas, ministro francês da Segurança Social, e dos deputados europeus Alessandro Battilocchio e Roselyne Bachelot. A lista completa de assinaturas deverá ser submetida pela APFADA ao Comissário Europeu da Saúde até ao final do ano.

Marta Bilro

Fonte: APFADA, Portal da Saúde.

Jerónimo Martins investe no negócio das farmácias

Grupo quer abrir 50 estabelecimentos de venda de medicamentos na Polónia

O grupo Jerónimo Martins tem planos para abrir 50 farmácias na Polónia ao longo dos próximos dois anos. A iniciativa, noticiada pelo Jornal de Negócios, nasce de uma parceria com a Associação Nacional de Farmácias (ANF) e foi anunciada na cerimónia de inauguração da 1000ª loja da cadeia de supermercados Biedronka neste país europeu.

A joit venture detém actualmente quatro farmácias junto a lojas da Biedronka e o objectivo de expansão tem sido travado apenas por questões burocráticas e de licenciamento. Para além de medicamentos de venda livre, as farmácias da Jerónimo Martins estabelecidas na Polónia comercializam também fármacos sujeitos a prescrição médica.

De acordo com o Diário de Notícias, as primeiras 10 novas farmácias do grupo deverão surgir até ao final do ano corrente e poderão, ou não, ser contíguas às suas lojas de retalho Biedronka.

Marta Bilro

Fonte: Jornal de Negócios, Diário de Notícias.

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

Comissão Técnica de Vacinação discute vacina do cancro do colo do útero

A Noruega, o Luxemburgo, o Reino Unido e, mais recentemente, a Espanha, já incluíram nos respectivos planos de vacinação a vacina contra o cancro do colo do útero. Em Portugal, país com a mais alta incidência deste cancro a nível europeu, reúne esta sexta-feira a Comissão Técnica de Vacinação para analisar a possível comparticipação da vacina por parte do sistema público de saúde.

"O processo está a evoluir, temos cada vez mais dados, mas ainda não existe um parecer técnico definido", revelou a sub-directora-geral da Saúde, Graça Freitas, em declarações são Diário de Notícias. É possível, adiantou a responsável, que desta reunião ainda não saia uma resolução final sobre os moldes da comparticipação do Sistema Nacional de Saúde.

Em Junho, o Partido Socialista inviabilizou, no Parlamento, uma proposta do Partido Ecologista "Os Verdes" para a que fosse recomendado ao Governo a inclusão da vacina contra o colo do útero no Programa Nacional de Vacinação argumentando que faltava “ainda muita informação científica”. Mais recentemente, as últimas declarações do ministro, na Comissão Parlamentar de Saúde, indicavam que o Governo está a estudar a viabilidade de contemplar já no Orçamento de Estado de 2008, a comparticipação para a vacina.

Por sua vez, em Espanha o preço que o Governo vai pagar por cada uma das três doses da vacina foi fixado nos 104 euros, o mais barato de toda a Europa de acordo com a Comisíon Interministerial de Precios.

O Gardasil, vacina contra o papilomavírus humano (HPV), previne o cancro do colo do útero e outras doenças provocadas pelo HPV, nomeadamente os seus quatro tipos de vírus mais cancerígenos: 06, 11, 16 e 18. Comercializada em Portugal pela Sanofi Pasteur MSD, a vacina esta disponível no mercado nacional desde Janeiro e custa 481,35 euros (três doses, a um custo de 160,45 euros cada).

Marta Bilro

Fonte: Diário de Notícias, Farmacia.com.pt.

terça-feira, 18 de setembro de 2007

In [Re]action responsável pela campanha de promoção de genéricos

Acção publicitária começa segunda-feira na TV, rádio, imprensa e cartazes

A segunda fase da campanha de promoção de medicamentos genéricos, realizada pela Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde (Infarmed), e que terá inicio na segunda-feira, vai estar a cargo da agência criativa In [Re]action. "Pode Confiar!" é o ponto de partida para o projecto e a ideia principal que se pretende transmitir.

Segundo avança o portal Meios & Publicidade, na corrida à realização do projecto estiveram agências como a Laranja Mecânica ou W/ Portugal, sendo que a escolha recaiu sobre a In [Re]action, que recentemente adquiriu a Beaver Project, empresa responsável pela primeira onda de publicidade relacionada com os genéricos, comunicada nas farmácias, centros de saúde e hospitais.

Ainda de acordo com a publicação, a campanha publicitária prevê a distribuição, a nível nacional, de mais de dois mil cartazes publicitários, 234 inserções em televisão, que se prolongam por quatro semanas, 1.326 inserções nas principais rádios nacionais e regionais, e 37 inserções publicitárias na imprensa generalista e especializada.

Marta Bilro

Fonte: Meios & Publicidade.

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

ANF admite participação de não farmacêuticos

Tomam parte nas discussões mas são excluídos na hora de votar

A participação de não farmacêuticos nas sessões de trabalho da Associação Nacional de Farmácias (ANF) pode estar para breve. Segundo avança o Diário Económico, o presidente da ANF, João Cordeiro, pretende que esta possibilidade esteja prevista no novo estatuto do organismo. As alterações dependem apenas da aprovação dos farmacêuticos.

A verificarem-se as modificações ao estatuto da ANF passa a ser possível a aceitação de sócios que sejam donos de farmácias, mas não farmacêuticos. Há apenas um senão: apesar de poderem assistir à assembleia-geral e participar nas discussões em causa, estes profissionais ficam excluídos da votação.

A proposta que está a ser discutida entre os farmacêuticos impede que os sócios da ANF, que não possuem curso de farmacêuticos, exerçam o direito de voto, refere a mesma publicação. A ANF tem actualmente 2.585 farmácias associadas.

Recorde-se que o novo regime jurídico das farmácias entra em vigor no dia 1 de Novembro e permite que qualquer pessoa singular ou sociedade comercial possa ser proprietária de uma farmácia, numa concentração máxima de quatro estabelecimentos.

Marta Bilro

Fonte: Diário Económico, Farmacia.com.pt.

terça-feira, 11 de setembro de 2007

Ministro da Saúde diz que não há 20 mil diabéticos em risco de cegar

Correia de Campos desmente dados divulgados pelo DN

O Ministro da Saúde rejeita os números recentemente divulgados pelo Diário de Notícias e que dão conta da existência em Portugal de 15 a 20 mil diabéticos em risco de cegueira devido a atrasos nos tratamentos. Correia de Campos disse esta terça-feira, em Gaia, que os dados “não são verdadeiros”.

As afirmações do matutino relativas ao tempo de espera indicado para as consultas de diabéticos - um ano para ir à consulta e, mais tarde, alguns meses para receber um tratamento laser – são também desmentidas pelo responsável.

«Isso depende muito das administrações regionais de saúde (ARS)», disse Correia de Campos, apontando o caso da ARS do Centro, onde «a espera é mínima».

O ministro falava à entrada para uma conferência sobre gestão sistemas de saúde, no âmbito de um curso sobre esta especialidade promovido conjuntamente pelo Hospital Geral de Santo António (Porto), a Harvard Medical Internacional (Estados Unidos) e a Universidade de Lausanne (Suíça).

Durante a conferência, que se realizou à porta fechada, o ministro disse apenas ter intenção de falar sobre a evolução do Serviço Nacional de Saúde “nos últimos dois anos e meio, que tem sido positiva, com melhorias tanto em termos de saúde financeira como de ganhos de saúde para os utentes”.

Marta Bilro

Fonte: Diário Digital, Lusa.