Mostrar mensagens com a etiqueta Sociedade/Ministério da Saúde. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Sociedade/Ministério da Saúde. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 1 de agosto de 2007

Hospital de Santa Maria recebe a maior farmácia de Portugal

O Hospital de Santa Maria, em Lisboa, vai ser o primeiro do país a abrir uma farmácia, algo que deverá acontecer antes de Março do próximo ano. A primeira farmácia a ser instalada dentro de um hospital público português será a maior em território luso. Com uma facturação prevista de 17 milhões de euros anuais e uma margem de lucro que se aproxima dos 20 por cento o espaço deverá ter 500 metros quadrados.

O concurso público, que é lançado esta semana pelo Ministério da Saúde, propõe uma concessão por cinco anos e possibilidade de alargar o negócio a novas actividades farmacêuticas. As condições impostas para a gestão desta farmácia foram definidas através dos requisitos do concurso público, homologados pelo secretário de Estado da Saúde na semana passada.

Segundo avança o Diário Económico, há já seis hospitais com autorização do Infarmed para receberem farmácias, entre os quais estão o S. João, no Porto, o Hospital de Faro, o Santo André, em Leiria, o Hospital Padre Américo, no Vale do Sousa, o Centro Hospitalar de Coimbra, e o Centro Hospitalar de Torres Vedras.

Estas novas unidades de saúde vão funcionar como qualquer outra farmácia do país, não sendo de uso exclusivo dos doentes que se desloquem ao hospital onde está instalada. Adalberto Campos Fernandes, presidente do Hospital de Santa Maria, revelou, em declarações ao Diário Económico, que a farmácia vai ter 500 metros quadrados. O responsável espera receber 600 mil euros de renda fixa pela utilização do espaço, em conjunto com 3 por cento da facturação da farmácia. As contas feitas pelo matutino da área económica apontam para estimativas de facturação anual na ordem dos 17 milhões de euros. Isto porque, somando a receita média em Portugal, que custa 42 euros, multiplicando o valor pelos 1.100 doentes que deve receber provenientes da urgência, e posteriormente multiplicando o resultado pelos 365 dias em que a farmácia permanecerá aberta, obtém-se um valor anual de 16,8 milhões de euros.

Marta Bilro

Fonte: Diário Económico

quarta-feira, 4 de julho de 2007

TMN promove novo serviço do Ministério da Saúde

“Em caso de doença, ligue 808 24 24 24 (chamada local). Atendimento especializado disponibilizado pelo Ministério Saúde para um melhor acesso à saúde”. Este é o texto que será enviado, via SMS, aos utilizadores da TMN e que marca o inicio de uma cooperação entre a operadora de telefones móveis e a Direcção-Geral de Saúde (DGS).

A colaboração pretende divulgar e promover o Centro de Atendimento do Serviço Nacional de Saúde (CASNS), o mais recente projecto do Ministério da Saúde. A parceria vai permitir que mais de 1,7 milhões de clientes da TMN recebam, durante as próximas semanas, o texto com informações sobre o CASNS.

O serviço está orientado para receber contactos de utentes via telefone, fax, e-mail e web, incluindo, chats.

Marta Bilro

Fonte: Diário Digital

segunda-feira, 18 de junho de 2007

Autarcas da Régua falam quarta-feira

Os autarcas Nuno Gonçalves (PSD), do Peso da Régua, Francisco Ribeiro (PS), de Santa Marta de Penaguião, e Marco Teixeira (PSD), de Mesão Frio que desde Fevereiro reivindicam uma urgência básica a funcionar 24 horas por dia no Hospital D.Luíz, falam da falta de resposta do Ministério da Saúde e prometem tomar medidas, que serão anunciadas, numa conferência de imprensa às 14:30 de quarta-feira.
A propósito do processo de reestruturação da rede de urgências, o Ministério da Saúde fez saber aos autarcas e sua proposta para o Peso da Régua, a qual passava pela substituição da urgência por um serviço de «consultas abertas» a funcionar entre as 08:00 e as 24:00.
Estas consultas seriam feitas pelos médicos de família ou clínicos gerais dos centros de saúde da Régua, Mesão Frio e Santa Marta de Penaguião, sendo os casos nocturnos assegurados por reforço local do sistema de emergência médica do INEM, designado de SIV.
Os três centros de saúde da área de influência do Hospital D.Luíz I passariam a funcionar das 09:00 às 22:00 nos dias úteis e das 09:00 às 15:00 durante dos fins-de-semana e feriados.
Ña altura as autarquias quiseram então um centro de urgência básica, algo a que o ministro Correia de Campos ainda não respondeu. Nuno Gonçalves, garantiu que toda a Assembleia Municipal “concordaram genericamente com o protocolo”, no entanto sempre pediram uma “urgência básica a funcionar em permanência”.
O autarca referiu ainda “não existir qualquer possibilidade real de os médicos de clínica geral e familiar assegurarem um qualquer serviço de atendimento no D.Luíz I”.


Juliana Pereira
Fonte: Diário Digital / Lusa

sexta-feira, 15 de junho de 2007

Cidadãos de Vendas Novas felizes com decisão

O Movimento de Cidadãos Independentes em Defesa das Urgências de Vendas Novas (MCIVN) sentiu-se bastante contente com a decisão da reabertura do Serviço de Atendimento Permanente (SAP), dizendo mesmo que “valeu a pena a luta” da população do Concelho.
“A população de Vendas Novas, com excepção daqueles que faleceram, devido à arrogância do governo, está de parabéns”, disse à agência Lusa o porta-voz do movimento, António Leitão.
Este movimento realizou nas últimas semanas várias acções de protesto contra o fecho das urgências na cidade, incluindo desfiles e vigílias, onde várias pessoas participaram.
O ministro da Saúde fez reabrir o SAP, a partir de hoje, do serviço nocturno no Serviço de Atendimento Permanente (SAP) de Vendas Novas, de forma a cumprir uma decisão do Tribunal Administrativo e Fiscal de Beja.
A decisão do tribunal de Beja é feita depois de uma providência cautelar interposta pelo Município de Vendas Novas, após o encerramento daquele serviço.
Depois da decisão, Correia de Campos emitiu um despacho, a que a Lusa teve acesso, a assim dar razão ao tribunal: “a partir de sexta-feira, dado que hoje é manifestamente impossível”.
“O Centro de Saúde encerra, como anteriormente, a actividade à hora regular e a Administração Regional de Saúde (ARS) do Alentejo providenciará para reabrir o SAP nas exactas condições em que funcionava até à sua descontinuidade”, determina o ministro, no despacho.
O Serviço de Atendimento Permanente (SAP), responsável pelas urgências durante 24 horas/dia no Centro de Saúde de Vendas Novas, fechou as portas a 28 de Maio, de acordo com a lista elaborado pelo Ministério da Saúde.

Juliana Pereira
Fonte: Diário Digital / Lusa

Novo IPO vai ter hotel e centro de convívio para doentes e família

O ministro da Saúde, Correia de Campos, revelou que o novo Instituto Português de Oncologia (IPO), terá um laboratório de investigação, um hotel e um centro de convívio, para além do próprio hospital.

Segundo Correia de Campos, o novo projecto para o IPO tem uma acessibilidade privilegiada para os doentes e os seus familiares, pelo que, além de um hospital a funcionar na luta contra o cancro, terá um laboratório de investigação científica, de nível europeu, um hotel residencial para os doentes e familiares e um centro de convívio, onde possam ser trocadas experiências sobre a doença e o seu acompanhamento.

O Ministro da Saúde tem recebido algumas críticas da oposição em relação ao seu propósito de mudar fisicamente de local o IPO. O Ministro defende-se dizendo que "tudo isto não cabe em 7,2 hectares". O total de hectares onde está instalado o actual instituto são insuficientes para o novo projecto, que ocupará cerca de 12 hectares.

O ministério da Saúde tentou negociar com a Câmara de Lisboa mas não existe nenhum terreno disponível na capital com área suficiente para o instalar. Existem conversações em curso com uma autarquia que, ao que tudo indica, será Oeiras, mas não existe ainda nenhuma decisão definitiva.

Paulo Frutuoso
Fontes: SOL

quinta-feira, 14 de junho de 2007

Lisboa e Vale do Tejo com maior capacidade hospitalar

O Ministério da Saúde garante que o crescimento da capacidade hospitalar do Serviço Nacional de Saúde (SNS), na região de Lisboa e Vale do Tejo, será ainda superior ao esperado para o sector privado.

Em comunicado, o gabinete do ministro da saúde, Correia de Campos, fez saber que “estão em concurso parcerias público-privadas que vão significar um aumento líquido de 530 camas”, provando desta forma que o aparecimento de novas unidades de saúde privadas, em Lisboa, não afectou o SNS.

Manuel Delgado, presidente da Associação de Administradores Hospitalares, não se surpreende com os número apresentados pelo governo, concordando que a médio prazo, o aparecimento destas novas unidades privadas, levará a uma reestruturação no sector.

“O sector privado em termos de oferta de internamento vivia à volta de pequenas clínicas com uma dimensão na ordem das 20/30 camas. Essa dinâmica está a ser posta em causa pelo investimento de grupos económicos. Isso vai necessariamente, a médio prazo, obrigar – não direi a fusões – mas à eliminação de pequenas clínicas em beneficio destas instituições com uma dimensão maior e com uma oferta mais confiável para os doentes”, acrescentou.

Inês de Matos

Fonte: Renascença

quarta-feira, 13 de junho de 2007

Principais medidas no Compromisso com a Saúde do Governo ainda estão por cumprir

Segundo avançou o Diário de Notícias, a maioria das principais medidas previstas no Compromisso com a Saúde do Governo ainda estão por cumprir ou estão à espera de regulamentação.

Do documento negociado pelo secretário de estado adjunto do primeiro-ministro, Filipe Baptista, e o líder da Associação Nacional de Farmácias (ANF), João Cordeiro, a 26 de Maio de 2006, tendo em vista a liberalização da propriedade das farmácias e a melhoria do acesso dos cidadãos aos medicamentos, apenas duas das principais medidas estão em curso. A eliminação da reserva de propriedade da farmácia por farmacêuticos, por exemplo, só esta terça-feira é que recebeu a autorização legislativa por parte da Assembleia da República. O futuro decreto-lei irá alterar o número de farmácias por proprietário de um para quatro; alterar o regime de incompatibilidades, fixar condições de acesso, de venda e cedência de licenças.

Segundo as contas do Ministério da Saúde, apenas cinco medidas do Compromisso estão por concretizar. No entanto, algumas das medidas que o Ministério considera estarem cumpridas, ainda estão dependentes de regulamentação para entrarem efectivamente em vigor.

A medida mais importante que já está no terreno tem a ver com o alargamento do horário das farmácias para 55 horas e o fim das taxas moderadoras em receitas urgentes. Outra das medidas mais importantes do plano prende-se com a generalização da prescrição de medicamentos pela Denominação Comum Internacional (DCI), isto é, pelo princípio activo, e não pela marca do laboratório.

Fonte do Ministério garante que 70% das prescrições nos centros de saúde já são feitas por DCI, mas, segundo o DN, vários farmacêuticos foram contactados e negaram, categoricamente, esta percentagem: "Nem pensar nisso. A maioria das prescrições continuam a ser feitas por marca", dizem.

Outra das medidas importantes, a dispensa de medicamentos por unidose em ambulatório, continua por cumprir. Segundo um porta-voz do Ministério, "Continua em estudo". Em relação à venda de medicamentos distribuídos pelo hospital nas farmácias (casos de terapêuticas dispendiosas como a oncológica), o ministério refere, uma vez mais, que a melhor forma de implementar a medida está em estudo. Também a venda de medicamentos à distância (Internet e entrega ao domicílio), aguarda a sua regulamentação.

Paulo Frutuoso
Fonte: DN

Junta da Marinha Grande quer 24 horas para doentes

A Junta de Freguesia da Marinha Grande fez ontem uma reclamação para que seja mantido um horário de atendimento de 24 horas para os doentes da cidade mesmo que actual Serviço de Atendimento Permanente (SAP) no Centro de Saúde local seja formalmente encerrado.
No final de uma reunião com a direcção do centro de saúde, o presidente da Junta de Freguesia, Francisco Duarte afirmou à Agência Lusa que as pessoas “querem é ter médicos e atendimento 24 horas por dia”, mesmo que Correia de Campos encerre o actual SAP.
Da reunião, Francisco Duarte afirmou que trouxe “poucas novidades”, isto deve-se ao facto do director do Centro de Saúde saber e que “esperava o fecho do SAP”, mas que ainda não recebeu qualquer tipo de indicação de quando é que essa medida irá realmente acontecer.
“Numa coisa estivemos de acordo: não se pode encerrar o SAP sem criar condições alternativas” para a população, realçou o presidente da junta.
”Para nós, o nome não interessa. O que interessa é o atendimento 24 horas, seja no SAP ou noutra estrutura que venha a ser criada”, Francisco Duarte, rejeita aliás a possibilidade de coisas graves que possam acontecer durante a noite e as pessoas serem transportados para o hospital de Leiria.

Juliana Pereira
Fonte: Diário Digital

sexta-feira, 8 de junho de 2007

IPO ainda sem local definitivo

O Ministério da Saúde fez saber que o processo de transferência do Instituto Português de Oncologia (IPO) de Lisboa para outro local ainda está em fase de estudo, logo ainda não tomou nenhuma decisão, ao contrário do que tem sido noticiado.
A reacção do Ministério surge depois do presidente da Câmara de Oeiras, Isaltino Morais, anunciar à comunicação social que está disposto a fornecer ao Ministério um terreno, em Oeriras, a custo zero.
O terreno com 12 hectares, oferecido numa tentativa deslocalização do organismo, ainda não existe uma decisão, o Ministério diz apenas que as negociações com Oeiras decorrem já há muito tempo, mas ainda se trata de um processo em aberto.
O candidato do PS às eleições para a Câmara de Lisboa, António Costa, já fez saber que não pretende abrir mão do instituto de Lisboa, e lamenta que a autarquia da capital se tenha «deixado ultrapassar por Oeiras» e espera que «o próximo executivo ainda vá a tempo».


Juliana Pereira
Fonte: Diário Digital

Novas regras para os desempregados

Em Portugal, os desempregados que se encontram isentos do pagamento de taxas moderadoras nos serviços de Saúde, podem não ter mais essa regalia, noticia hoje avançada pelo Jornal de Negócios.
A publicação faz esta referência, como uma das sete recomendações do relatório final da comissão para a Sustentabilidade do Financiamento do Serviço Nacional de Saúde (SNS), ao qual o jornal teve acesso.
O relatório, que foi entregue em Fevereiro, deste ano ao ministro da Saúde, Correia de Campos pretende que a isenção apenas seja atribuída considerando «apenas critérios de capacidade de pagamento e necessidade continuada de cuidados de saúde».
O actual regime no SNS, faz com que todos aqueles que estão desempregados e inscritos nos centros de emprego do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), não paguem qualquer tipo de taxa moderadora.
O Ministério da Saúde ainda não fez qualquer comentário, sobre esta noticia avançada hoje.


Juliana Pereira
Fonte: Diário Digital

segunda-feira, 4 de junho de 2007

Utentes de Vendas Novas avisados para utilização do Livro de Reclamações

O Movimento de Cidadãos Independentes pela Defesa das Urgências no Centro de Saúde (MCIVN) de Vendas Novas, Évora, apelou à população que utilize o livro de reclamações sempre que for mal atendida no Centro de Saúde.

«As pessoas têm o direito à indignação e a reclamar» afirmou José Leitão, membro do MCIVN. Este pedido vem no seguimento do encerramento do Serviço de Atendimento Permanente (SAP), responsável pelas urgências, de 24 horas por dia, no centro de saúde de Vendas Novas.

José Leitão falou ainda da criação de uma linha telefónica para reclamações dos utentes insatisfeito com o serviço prestado.

O apelo feito aos utentes surgiu durante uma reunião entre João Oliveira e o deputado comunista Bernardino Soares.

O deputado recebeu um relatório das mãos do Movimento de Cidadãos e defende a luta dos utentes e associa encerramento do SAP de Vendas Novas a um «critério meramente economicista».

Sara Pelicano

fonte: Lusa

Portugal formou apenas 30 técnicos para solários

Os solários proliferam, mas em Portugal os técnicos qualificados para trabalhar nestes espaços são apenas 30. No final de 2005, o Governo aprovou um decreto-lei que pretendia regulamentar esta actividade, definindo “o regime de instalação e funcionamento, bem como os requisitos de segurança a que devem obedecer os estabelecimentos”. Mas a realidade mostra que este diploma está ainda longe de ser cumprido.
Desde a aprovação deste decreto-lei, foram levadas a cabo apenas duas acções de formação nesta área, ambas promovidas pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional, uma em Lisboa e outra no Porto. Nos cursos inscreveram-se apenas 17 e 14 pessoas, das quais algumas viriam mesmo a desistir.
Apesar de a lei determinar a “obrigatoriedade de formação especifica para os profissionais que prestem serviço nos centro de bronzeamento”, prevendo a parceria do IEFP com a Direcção-Geral de Saúde, na administração desta formação. O prazo apontado para a conclusão destas acções de formação foi o dia 2 de Junho de 2006.
Os especialistas apontam o cancro da pele, o envelhecimento cutâneo e as lesões oculares como possíveis efeitos de uma abusiva exposição solar.
O IEFP confirmou apenas ter desenvolvido duas acções de formação, não adiantando, no entanto, qualquer explicação para esta lacuna.
Os centros de bronzeamento artificial continuam sem fiscalização, apesar dos alertas que se têm registado, para os riscos que o uso incorrecto destes equipamentos acarreta.

Inês de Matos

Fonte: Rádio Renascença

Setúbal: utentes protestam contra encerramento do SADU

Os utentes de saúde das freguesias do Sado e São Sebastião, em Setúbal, vão concentrar-se na próxima sexta-feira junto ao hospital de Setúbal. A Comissão de Utentes manifesta-se contra o encerramento do Serviço de Atendimento de Doentes de Urgência (SADU) previsto para dia 11 deste mês.



O encerramento do SADU vai ter «consequências negativas ao nível do atendimento aos cidadãos, pois os centros de sáude não estão dotados como é desejável para prestar um bom serviço à população», afirmou hoje em conferência de imprensa Oliveira e Costa, membro comissão de S. Sebastião.



O serviço de urgência recebe cerca de 400 pessoas segundo Carmelindo Elias, da Comissão de Utentes da Saúde do Sado e beneficia ainda da sua localização. «O SADU está próximo do hospital, facto que, e sempre que seja necessário recorrer aos serviços hospitalares, melhora o nível de atendimento dos utentes».



A população defende ainda e que esta é uma «medida economicista» porque em todo o conselho «faltam médicos de família».



A concentração está marcada para sexta-feira pelas 18:30 horas junto ao hospital de Setúbal.



fonte: Diário Digital e Setubal na Rede

sábado, 2 de junho de 2007

Bombeiros atacam Ministério da Saúde

O presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP) acusou hoje o Ministério da Saúde de estar a tentar criar uma "estrutura paralela" de socorro pré-hospitalar, através do INEM, para "substituir" e "descartar" os bombeiros.

"O Ministério da Saúde, há uns tempos a esta parte, vem tentando criar uma estrutura paralela de socorro pré-hospitalar para um dia poder substituir os bombeiros ou remetê-los para um papel residual", disse o presidente da LBP, Duarte Caldeira.
O responsável falava à agência Lusa no final de uma reunião do Conselho Nacional da LBP, que decorreu hoje, em Beja, e na qual foram debatidas as relações entre os bombeiros e o INEM nas operações de socorro pré-hospitalar.
Observando que Portugal "não tem um sistema de emergência adequado à sua realidade", Duarte Caldeira defendeu que, "se o Estado quiser garantir um socorro pré-hospitalar qualificado, pronto e de proximidade, tem, necessariamente, de apostar na parceria com os bombeiros".
Uma estrutura que Duarte Caldeira considerou "indefensável", lembrando que, actualmente, "o INEM tem 50 ambulâncias com tripulações próprias, enquanto que os bombeiros têm 3.500 em todo o país".
Perante estes números, questionou: "Quem é que pode defender que é bom para o país malbaratar o investimento feito pelos bombeiros em ambulâncias e tripulantes, deitando fora tudo o que existe para começar uma nova estrutura que nunca terá capacidade de chegar aos locais onde hoje os bombeiros chegam?"
A necessidade de actualização dos subsídios pagos pelo Ministério da Saúde defendida pela Liga de Bombeiros Portugueses levou esta organização a recusar uma tabela que lhe foi apresentada pelo Governo, que considerou ser uma decisão administrativa do Executivo, já que não foi alvo de qualquer processo negocial.

Juliana Pereira
Fonte: Lusa

Hospitais psiquiátricos em risco

A desactivação de três dos seis hospitais psiquiátricos existentes em Portugal e a criação de uma rede de cuidados continuados de saúde mental são medidas recomendadas pela comissão encarregue de reorganizar a saúde mental em Portugal.

Num relatório enviado ao Ministério da Saúde, a Comissão Nacional para a Reestruturação dos Serviços de Saúde Mental (CNRSSM) sublinha que «o internamento dos doentes mentais continua a consumir a maioria dos recursos (83%) quando toda a evidência científica mostra que as intervenções na comunidade, mais próximas das pessoas, são as mais efectivas».
Além disso, a distribuição de psiquiatras entre hospitais psiquiátricos e departamentos de psiquiatria de hospitais gerais é «extremamente assimétrica», havendo 2,6 e 1,1 médicos por 25.000 habitantes respectivamente, o que contrasta com o facto de 71% das consultas terem sido realizadas nos hospitais gerais.
Daí que a comissão proponha a progressiva descentralização dos serviços de saúde mental, que devem estar cada vez mais acessíveis nos hospitais gerais, que se constituem como «serviços locais de saúde mental».
Até 2012 deverão ficar desactivados o hospital Miguel Bombarda, Lisboa, o hospital do Lorvão e o Centro Psiquiátrico de Recuperação de Arnes, ambos na região de Coimbra.
Os doentes psiquiátricos crónicos que não necessitem de internamento hospitalar deverão passar a ser acompanhados por uma rede nacional de cuidados continuados, que será criada até ao final de Junho deste ano e cujas primeiras experiências piloto serão lançadas até Março de 2008.
Segundo o presidente da CNRSSM, Caldas de Almeida, a ideia «ir movendo os doentes institucionalizados para estes serviços», onde passam a ter mais qualidade de vida, e simultaneamente ir «esvaziando os hospitais psiquiátricos».


Juliana Pereira
Fonte: Diário Digital / Lusa

sexta-feira, 1 de junho de 2007

Investigação como ponto de partida

Simpósio debate o álcool na Europa

Evento bi-anual para apresentação e discussão de resultados da investigação actual, sobre o álcool, em particular, no contexto europeu, e sua transferência para a prática e contextos específicos dos Estados-Membros. Será entre os dias 4 e 6 de Junho, em Tutzing (Alemanha).


Membros do German Centre for the Control of Drug Abuse (DHS) irão discutir medidas políticas e seu impacto na procura e oferta de álcool. O programa do evento inclui a apresentação dos esforços desenvolvidos, em relação a esta problemática, pela Organização Mundial de Saúde e pela Comissão Europeia. Serão também apresentadas e debatidas algumas medidas políticas levadas a cabo por países europeus.
A DHS foi fundada em 1947 como uma plataforma comum para todas as associações gratuitas alemãs no campo do tratamento da dependência.
A coordenação da competência em matérias e dos problemas da prevenção e do cuidado da dependência do álcool ou tabaco é o alvo de todos os membros deste sistema. Os empregados das instituições diferentes do membro oferecem a informação e a sustentação aos consumidores, aos abusadores, aos dependentes e aos seus parentes.
O simpósio contará com a presença de inúmeras personalidades quer dos Governos Europeus ou Instituições Europeias, como com professores e investigadores que vão dar o seu contributo nas conferências.
Um estudo recente, realizado pela Comissão Europeia concluiu que Portugal é o terceiro Estado-membro da União Europeia com maior percentagem de abstémios (37 por cento), mas metade dos que bebem fazem-no todos os dias.
Mais de um terço dos portugueses inquiridos afirmaram não ter tomado qualquer bebida alcoólica nos últimos 12 meses, sendo a percentagem de abstémios em Portugal superada apenas por Itália (40 por cento) e Hungria (38), e bem acima da média comunitária (25 por cento).
Apesar da frequência, o consumo dos portugueses parece ser moderado, já que, quando questionados sobre quantas vezes ao longo do último ano tomaram cinco ou mais bebidas numa só ocasião, uma maioria (55 por cento) dos inquiridos (que afirmaram ter bebido nos últimos 12 meses) responderam que nunca o fizeram, o que constitui a percentagem mais elevada entre os 27.

Fonte: Portal do Ministério da Saúde e Diário Digital