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quarta-feira, 15 de abril de 2009

Estudo sugere que Viagra e Cialis não danificam a retina nos homens saudáveis

Resultados de um estudo, publicados na “Archives of Ophthalmology”, demonstraram que a utilização diária do Viagra (sildenafil) ou do Cialis (tadalafil) não resultou em problemas de visão nos homens saudáveis que tomaram os fármacos, em comparação com placebo.

No estudo aleatório, que envolveu 244 homens saudáveis com idades entre os 30 e os 65 anos, 85 receberam Cialis diariamente durante seis meses, 77 receberam Viagra e 82 receberam um placebo, durante o mesmo período.

De acordo com os investigadores, os dados de exames aos olhos que procuraram alterações na retina, que foram realizados antes, durante e depois do período de tratamento, demonstraram que não houve danos cumulativos ou efeitos de significância clínica com a utilização dos fármacos para a disfunção eréctil, nas dosagens utilizadas no ensaio.

Os investigadores, liderados pelo Dr. William Cordell da Eli Lilly, referiram que as descobertas do estudo são limitadas, porque as doses utilizadas eram mais baixas do que as de outros ensaios nos quais foram observadas alterações na retina.

Os investigadores indicaram ainda que os homens com problemas oftalmológicos não foram incluídos no estudo e, por isso, os resultados não podem ser generalizados a essa população.

Adicionalmente, os autores relataram que as descobertas podem não se aplicar a pacientes com diabetes, que podem ser mais sensíveis à pressão sanguínea mais baixa, que pode danificar o nervo óptico.

Independentemente, um dos autores, o Dr. Raj Maturi, comentou que o paciente standard deve estar confiante de que estes fármacos não provocam uma disfunção visual significativa e pode estar confortável ao tomá-los a longo prazo.

Isabel Marques

Fontes:
www.firstwordplus.com/Fws.do?articleid=FA5E9D9BE7B74616BBA1A8F9EF4858AC

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Vitaminas B reduzem risco de Degenerescência Macular da Idade

Investigadores norte-americanos referiram que tomar uma combinação de vitaminas B6 e B12 juntamente com ácido fólico parece reduzir o risco de Degenerescência Macular relacionada com a Idade (DMI) nas mulheres.

O Dr. William G. Christen, do Hospital Brigham e de Mulheres e da Faculdade de Medicina da Universidade de Harvard, em Boston, e colegas conduziram um ensaio clínico aleatório envolvendo 5 442 mulheres com 40 anos ou mais que já sofriam de doença cardíaca ou, pelo menos, apresentavam três factores de risco.

Do total de mulheres, 5 205 não sofriam de DMI no início do estudo. Em Abril de 1998, estas mulheres receberam aleatoriamente placebo ou uma combinação de ácido fólico (2,5 miligramas por dia), hidrocloreto de piridoxina, ou seja, vitamina B6 (50 miligramas por dia), e cianocobalamina, uma forma sintética de vitamina B12 (1 miligrama por dia).

As participantes continuaram a terapia até Julho de 2005 e foram seguidas relativamente ao desenvolvimento da DMI até Novembro de 2005.

Durante uma média de 7,3 anos de tratamento e seguimento, foram documentados 137 novos casos de DMI, incluindo 70 casos que foram visualmente significativos, resultando numa acuidade visual de 20/30 ou pior.

As mulheres que tomaram os suplementos apresentaram um risco 34 por cento menor de qualquer Degenerescência Macular relacionada com a Idade e um risco 41 por cento menor de DMI visualmente significativa.

Os autores do estudo referiram que o efeito benéfico do tratamento começou a emergir aproximadamente após dois anos e persistiu ao longo do estudo.

A DMI é uma doença degenerativa da retina que afecta a mácula, a parte central da retina, responsável pela visão nítida e focada das formas e das cores. Como o próprio nome indica, está relacionada com a idade e começa a surgir depois dos 50 anos.

Em Portugal, estima-se que cerca de 45 mil pessoas entre os 50 e os 59 anos tenham DMI. Este número sobe para perto de 100 mil afectados entre os 60 e os 69 anos e para quase 300 mil acima dos 70 anos.

Isabel Marques

Fontes:
www.upi.com/Health_News/2009/02/25/B_vitamins_reduce_macular_degeneration/UPI-62671235539499/
http://medicosdeportugal.saude.sapo.pt/action/2/cnt_id/859/

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Atropina e pala igualmente eficazes para tratar “olho preguiçoso” nas crianças

Resultados de um estudo, publicados na revista científica “Archives of Ophthalmology”, referem que as gotas oculares de atropina e a aplicação de uma pala são similarmente efectivas para melhorar o “olho preguiçoso”, ou ambliopia, nas crianças entre os 7 e os 12 anos.

O tratamento da ambliopia envolve fazer com que a criança utilize o olho mais fraco, através da aplicação de uma pala ou da administração de gotas oculares no olho considerado bom para enevoar temporariamente a visão. Ainda não existe um tratamento comprovado para adultos.

No estudo actual, o Dr. Mitchell M. Scheiman, do Centro Jaeb na Florida, e colegas compararam as duas estratégias em 193 crianças, com idades entre os 7 e os 12 anos, com ambliopia moderada.

As crianças receberam aleatoriamente um dos tratamentos, ou seja, atropina no olho saudável ou a aplicação de uma pala no olho saudável durante duas horas todos os dias. Após 17 semanas, não foram observadas diferenças significativas na visão entre os dois grupos.

Catorze participantes do grupo da atropina, o equivalente a 16 por cento, relataram efeitos secundários envolvendo o olho, e três participantes, ou seja, 3 por cento, relataram efeitos secundários mais generalizados. Quatro crianças do grupo da pala, o mesmo que 5 por cento, experienciaram irritação moderada a grave devido à pala.

Com base nestes resultados e nas descobertas iniciais, os investigadores concluíram que tanto a a utilização de uma pala como a aplicação de atropina podem melhorar a ambliopia em crianças entre os 7 e os 12 anos. Além disso, a experiência indica que os ganhos são continuados após o final do tratamento.

A ambliopia é a causa mais frequente de incapacidade visual na infância e afecta entre 2 a 3 por cento das crianças, segundo o Instituto Nacional dos Olhos norte-americano. Caso não seja tratada com sucesso, a doença persiste na idade adulta.

Isabel Marques

Fontes:
www.reutershealth.com/archive/2008/12/09/eline/links/20081209elin031.html

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Azarga aprovado na Europa para o tratamento do glaucoma

A Agência Europeia do Medicamento (EMEA) autorizou a comercialização da suspensão oftálmica Azarga (brinzolamida 10mg/ml+timolol 5mg/ml), da Alcon Inc, para o tratamento do glaucoma.

A EMEA aprovou o Azarga, em forma de gotas oculares, para a diminuição da pressão intra-ocular em adultos com glaucoma de ângulo aberto ou hipertensão ocular. Esta aprovação já era esperada, após a recomendação para comercialização em Setembro.

Dois estudos clínicos demonstraram que o Azarga era mais confortável e mais bem tolerado pelos pacientes do que o Cosopt (cloridrato de dorzolamida e maleato de timolol, solução oftálmica), da Merck & Co., Inc.

Os ensaios também demonstraram que os ingredientes activos do Azarga são mais efectivos quando administrados em combinação do que qualquer um deles isoladamente. O Azarga revelou uma eficácia superior na redução da pressão intra-ocular, em qualquer ponto medido no estudo, em comparação com os componentes individuais isolados, tendo demonstrado um perfil de segurança semelhante. Adicionalmente, um estudo comparativo revelou que o Azarga fornece uma eficácia na redução da pressão intra-ocular semelhante ao Cosopt.

O glaucoma é uma perturbação que aumenta a pressão dentro do globo ocular, danificando o nervo óptico e causando perda de visão. O glaucoma provoca a perda da visão periférica ou pontos cegos no campo visual. Em geral, o glaucoma não tem uma causa conhecida. No entanto, por vezes afecta membros de uma mesma família.

A forma mais frequente de glaucoma, o glaucoma de ângulo aberto, é comum depois dos 35 anos, mas, por vezes, aparece em crianças. A doença tem tendência para aparecer em vários membros de uma mesma família e é mais comum entre as pessoas diabéticas ou míopes. O glaucoma de ângulo aberto desenvolve-se com maior frequência e pode ser mais grave nas pessoas de raça negra.

Isabel Marques

Fontes:
www.reuters.com/article/rbssHealthcareNews/idUSL336248520081203
www.marketwatch.com/news/story/Alcon-Announces-AZARGAR-Ophthalmic-Suspension/story.aspx?guid=%7BEB4FEA12-3DDB-4030-8F81-4FCA84DB69B5%7D
www.manualmerck.net/?url=/artigos/%3Fid%3D252