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sexta-feira, 16 de novembro de 2007

Cetuximab aumenta sobrevivência dos doentes com cancro colo-rectal

O Erbitux (Cetuximab) aumenta a esperança de vida dos doentes que sofrem de cancro colo-rectal em estado avançado quando aplicado como terapia única, revelou a ImClone baseando-se nos resultados de um ensaio clínico de Fase III.

O medicamento, aprovado na União Europeia para o tratamento do cancro do cólon e do cancro da cabeça e do pescoço, é desenvolvido pela ImClone e comercializado pela Bristol-Myers Squibb Co.

O ensaio clínico de última fase, cujos resultados foram publicados no “New England Journal of Medicine”, comparou as taxas de sobrevivência dos pacientes com cancro colo-rectal tratados com Cetuximab e dos que foram submetidos à quimioterapia.

“Os dados revelaram que o Erbitux pode fornecer tempo adicional a determinados pacientes com cancro colo-rectal mesmo nos casos em que as outras opções de tratamento disponíveis falharam”, afirmou o director de oncologia da Bristol-Myers Squibb, Maurizio Voi.

Marta Bilro

Fonte: Forbes, RTT News.

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

CHMP recomenda novas indicações para o Taxotere

O Comité de Especialidades Farmacêuticas para Uso Humano da Agência Europeia do Medicamento (CHMP) recomendou a aprovação do Taxotere (docetaxel), em associação com outras substâncias, no tratamento local de casos avançados de cancro da cabeça e pescoço.

A comunidade médica reagiu de forma bastante positiva face à emissão deste parecer. “Há muitos anos que esperamos por uma nova opção terapêutica para esta patologia difícil”, afirmou Marshall Posner, Director Médico do Programa de Oncologia de Cabeça e Pescoço no Instituto do Cancro Dana-Farber, em Boston.

“A melhoria na sobrevivência observada com o tratamento baseado no Taxotere é extraordinária para o carcinoma local avançado das células escamosas e vai fornecer uma aproximação inovadora e multidisciplinar na gestão dos nossos doentes”, acrescentou o mesmo responsável.

O Taxotere, um citotóxico que interfere com a tubulina, é o quarto medicamento mais bem sucedido da Sanofi-Aventis. O fármaco encontra-se actualmente disponível no mercado europeu e norte-americano para o tratamento de diversos tipos de cancro, incluindo o cancro da mama, pulmão, próstata e cancro gástrico.

Marta Bilro

Fonte: Reuters, CNN Money, Infarmed, Farmacia.com.pt.

sexta-feira, 3 de agosto de 2007

Brócolos e couve-flor combatem cancro da próstata

O consumo regular de vegetais da família das Crucíferas, como é o caso dos brócolos ou da couve-flor, pode ajudar a reduzir o risco de desenvolver a forma mais letal de cancro da próstata, revela um estudo realizado por investigadores do Instituto Nacional de Cancro norte-americano.

Os compostos anticancerígenos presentes na composição dos brócolos e da couve-flor têm sido extensivamente analisados ao longo dos tempos. Os especialistas recomendam frequentemente a ingestão de frutas e vegetais para eliminar os riscos de vir a desenvolver cancro. No entanto, este novo estudo, que contou com a participação de 1.300 homens, demonstrou que outros frutos como é o caso do tomate, não têm qualquer benefício na prevenção do cancro.

Os 1.300 participantes com cancro da próstata foram submetidos a um questionário alimentar. Ao observar os resultados, os investigadores constataram que os benefícios inerentes à ingestão de vegetais e frutas não correspondiam às expectativas. Por outro lado, os brócolos e a couve-flor foram associados a uma diminuição do risco de desenvolver cancro da próstata. A ingestão de couve-flor, pelo menos uma vez por semana, reduziu o risco de desenvolver a forma mais mortal de cancro da próstata em 52 por cento, enquanto os brócolos provocaram uma descida de 45 por cento.

Caso esta associação venha a confirmar-se, uma das formas primárias de prevenção contra esta doença pode passar pelo “aumento do consumo de brócolos, couve-flor e, possivelmente, espinafres”, afirmou a orientadora do estudo, Victoria Kirsch. Ainda assim, esta especialista adverte que o facto dos brócolos e da couve-flor serem benéficos para a saúde pode estar na origem desta diminuição do risco.

O cancro da próstata é o segundo tipo de cancro mais comum entre os homens. Os dados da União Europeia indicam que um em cada seis homens tem probabilidades de contrair a doença. Em Portugal, surgem 4 mil novos casos por ano, o que representa cerca de 19 por cento do total de tumores.

Marta Bilro

Fonte: The Earth Times, Manual Merck, ABC da Saúde.

terça-feira, 31 de julho de 2007

Cafeína e exercício físico previnem cancro da pele

A cafeína e o exercício físico podem aumentar a protecção contra o cancro da pele, revela um estudo divulgado pelo “Proceedings of the National Academy of Sciences”. A pesquisa, realizada por investigadores norte-americanos, demonstrou que a combinação entre o exercício diário e uma chávena de café ajudam a prevenir as lesões provocadas na pele pelos raios ultra-violeta, destruindo as células pré-cancarígenas danificadas.

Os cientistas da Universidade de Rutgers chegaram a esta conclusão depois de realizarem um estudo com quatro grupos de ratos e observarem que a cafeína e o exercício físico parecem unir-se para destruir as células pré-cancerígenas, aquelas cujo ADN foi danificado pela radiação emitida pelos raios solares UVB.

“A maior e mais óbvia diferença entre os grupos registou-se nos que corriam e bebiam cafeína”, afirmou Allan Conney, do laboratório de investigação de cancro em Rutgers. Os roedores que apenas beberam cafeína registaram um aumento de 95 por cento de apoptose (morte celular programada) nas células danificadas. Aqueles que fizeram exercício físico demonstraram uma subida de 120 por cento, e os que combinaram a ingestão de cafeína com o exercício físico revelaram um aumento na ordem dos 400 por cento.

Apesar dos cientistas avançarem com diversas teorias, acreditando que possa existir uma espécie de sinergia entre estes dois factores, ainda não se sabe, com certeza, qual o motivo que desencadeia esta acção.

O cancro da pele é um dos tipos mais comuns de cancro e a sua prevalência está a aumentar a nível mundial. A exposição excessiva ao sol é considerada a causa mais frequente de cancro da pele, responsável por cerca de 90 por cento dos casos.

Marta Bilro

Fonte: The Star, Medical News Today, News-Medical.net.

terça-feira, 24 de julho de 2007

Anti-inflamatórios não esteróides reduzem risco de cancro colorretal

Os anti-inflamatórios não esteróides, como a aspirina, permitem reduzir o risco de cancro colorrectal revela um estudo realizado com pacientes da Medicare. No entanto, antes desta terapia preventiva poder ser utilizada são necessários fármacos mais seguros, referem os especialistas.

“Esta é uma boa notícia para as pessoas que tomam regularmente medicamentos anti-inflamatórios não esteróides para a osteoartrite”, notou Elizabeth Lamont, do Centro de Cancro do Hospital Central do Massachussets e a principal autora do estudo. Embora estejam sujeitos a riscos de hemorragias ou lesões renais provocadas por esta terapia, “provavelmente correm um risco inferior de desenvolver cancro colorretal”, acrescentou.

Ensaios clínicos aleatórios já tinham demonstrado anteriormente que o tratamento com medicamentos anti-inflamatórios não esteróides actuava na prevenção do desenvolvimento de pólipos colorretais pré-cancerígenos, porém a eficácia desta terapia na redução dos riscos de desenvolver cancro colorretal invasivo ainda não tinha sido confirmada. Essas investigações utilizaram doses reduzidas de aspirina e não detectaram diferenças significativas nos níveis de cancro colorretal entre esses pacientes e os que ingeriram um placebo. Vários estudos de observação demonstraram um efeito protector destes fármacos relativamente ao cancro colorrectal, mas a interpretação de alguns desses resultados pode ter sido deturpada por outros comportamentos saudáveis dos pacientes.

“O ideal seria realizar um ensaio clínico aleatório – no qual metade dos pacientes recebessem anti-inflamatórios não esteróides em doses mais elevadas do que as utilizadas em estudos anteriores e a outra metade recebesse placebos – em dois grupos que seriam vigiados quanto à presença de vestígios de cancro durante vários anos” considera Lamont. Porém, essas investigações são dispendiosas, demoradas e poderiam representar sérios riscos para a saúde dos participantes. Foi por isso que a equipa de investigadores resolveu “aproveitar a experimentação natural comparando os dados de pacientes que regularmente tomam grandes quantidades desses medicamentos, com os de outros que ingerem doses reduzidas, de forma a avaliar qualquer efeito no risco de desenvolver cancro colorretal”, explicou a orientadora do estudo.

De acordo com os resultados da pesquisa publicados na edição de Agosto do “Journal of General Internal Medicine”, os riscos inerentes às dosagens destes medicamentos destinadas ao tratamento da osteoratrite, levam os investigadores a desaconselhar que as substâncias anti-inflamatórias não esteróides, disponíveis actualmente, sejam utilizadas unicamente para prevenir o cancro. Ainda assim, o sucesso dos resultados leva os cientistas a afirmarem que é “necessária mais investigação para identificar anti-inflamatórios não esteróides que sejam suficientemente seguros para uso regular enquanto terapia preventiva”.

Marta Bilro

Fonte: The Earth Times, Science Daily.

quinta-feira, 19 de julho de 2007

CHMP recomenda aprovação de Cervarix

O Cervarix, vacina contra o vírus do papiloma humano (HPV), produzida pela GlaxoSmithKline está a um passo de ser lançada no mercado europeu depois do Comité de Especialidades Farmacêuticas para Uso Humano da Agência Europeia do Medicamento (CHMP) ter recomendado a sua aprovação. A farmacêutica britânica espera receber uma autorização da Comissão Europeia para comercializar a substância dentro dos próximos meses.

Os tipos 16 e 18 do vírus do papiloma humano são os principais alvos do Cervarix, que representam cerca de 70 por cento dos casos de cancro do colo do útero. No entando, resultados preliminares de um ensaio clínico de Fase III revelaram que o Cervarix confere uma protecção eficaz contra infecções persistentes caudas pelos tipos 45, 31 e 52 do HPV, que contribuem igualmente para o aparecimento do cancro do colo do útero.

O CHMP analisou os dados de ensaios clínicos que envolveram a participação de 30 mil mulheres, com idades compreendidas entre os 10 e os 25 anos de idade, que demonstraram que a candidata a vacina teve resultados eficazes e era, geralmente, bem tolerada, afirmou a empresa. Segundo a GSK estão ainda em curso vários ensaios clínicos que observam a actuação do Cervarix.

O laboratório tinha mencionando, anteriormente, a intenção de lançar a vacina na Europa durante o segundo semestre de 2007. A substância vai agora ser submetida à aprovação da Comissão Europeia que poderá emitir uma licença de comercialização nos próximos meses.

Depois do cancro da mama, o cancro cervical é o segundo tipo de cancro mais comum que afecta as mulheres, provocando mais de 270 mil mortes por ano, a nível mundial. O Cervarix obteve, em Maio, a sua primeira licença de comercialização na Austrália, onde a sua utilização foi recomendada em mulheres com idades compreendidas entre os 10 e os 45 anos. Caso receba parecer positivo, a nova vacina da GSK vai competir com o Gardasil, vacina produzida pela Sanofi Pasteur MSD que já se encontra disponível do mercado, e que oferece protecção contra os tipos 16 e 18 do HPV.

Marta Bilro

Fonte: CNN Money, RTT News, Trading Markets.

quinta-feira, 12 de julho de 2007

Erbitux não atinge objectivos no tratamento do cancro do pulmão

O Erbitux (cetuximab) é ineficaz no tratamento do cancro do pulmão, não tendo demonstrado benefícios na redução dos tumores, revelaram as conclusões de um ensaio clínico de Fase III. Por outro lado, algumas das finalidades secundárias do medicamento foram atingidas.

O fármaco, desenvolvido pela ImClone Systems e pela Bristol-Myers Squibb, não atingiu o objectivo principal quando administrado com conjunto com taxane e carboplatina, uma vez que não conseguiu atrasar o crescimento de tumores em doentes com carcinoma pulmonar de não pequenas células (CPNPC).

Porém, o comunicado divulgado pelas empresas refere que a substância cumpriu as metas secundárias propostas, entre as quais se incluem a taxa de resposta e a sobrevivência livre de progressão, cujos resultados foram “estatisticamente significativos”.

O estudo, realizado nos Estados Unidos da América e no Canadá, contou com a participação de 600 doentes e é apenas um entre vários ensaios clínicos que testam a eficácia do Erbitux no tratamento do cancro do pulmão. Os dados relativos à investigação mais abrangente que está actualmente a ser realizada, e que analisa a administração do Erbitux em associação com cisplatina e vinorelbina, não se encontram ainda disponíveis.

Em Abril, um ensaio clínico de fase III demonstrou que o medicamento também não conseguiu melhorar a sobrevivência geral dos doentes com cancro do pâncreas. Quando combinado com uma quimioterapia baseada em gemcitabina, a substância não prolongou a vida do doente para lá do que já era atingido pela quimioterapia isolada. O Erbitux, utilizado em Portugal, desde Junho de 2004, é indicado no tratamento de doentes com cancro colorectal metastático em associação com irinotecano. Em associação com radioterapia está indicado para o tratamento de doentes com carcinoma pavimentocelular da cabeça e pescoço, localmente avançado.

Marta Bilro

Fonte: StreetInsider.com, Market Watch, CNN Money, Infarmed.

Merck investe 726 milhões de euros em parceria com a Ariad

A Merck e a Ariad Pharmaceuticals estabeleceram um acordo de colaboração para desenvolverem e comercializarem em conjunto o AP23573, o novo medicamento da Ariad para o tratamento do cancro. A parceria deverá custar à farmacêutica alemã mais de 726 milhões de euros.

Num comunicado conjunto, as empresas referem que os ensaios clínicos de última fase para analisar a eficácia deste medicamento no tratamento de sarcomas metastáticos deverão iniciar-se até ao final de Setembro. Os sarcomas, tumores malignos de células derivadas da mesoderme, desenvolvem-se nos tecidos conectivos de suporte extra-esqueléticos, como é o caso dos músculos, tendões, tecidos sinoviais peri-articulares, gordura, endotélio dos vasos sanguíneos e canais linfáticos, e o mesotélio dos órgãos viscerais.

O AP23573 é um inibidor de pequenas moléculas da proteína mTOR, elemento chave na activação das células cancerígenas. Os termos do acordo prevêem que a norte-americana Ariad receba, de imediato, cerca de 54,5 milhões de euros e outros 328 milhões em pagamentos relativos ao cumprimento de objectivos de desenvolvimento. Caso o tratamento cumpra as metas de venda estabelecidas, a Ariad poderá ainda receber mis 145,2 milhões de euros adicionais, entre outros pagamentos, segundo refere o documento.

O bloqueio da proteína mTOR origina um efeito semelhante à sensação de fome nas células cancerígenas interferindo com o crescimento, divisão e metabolismo das mesmas. O inibidor recebeu as designações de produto de acção rápida e medicamento órfão atribuídas pela Administração Norte-Americana dos Alimentos e Fármacos (Food and Drugs Administration - FDA), e de medicamento órfão pela Agência Europeia do Medicamento (EMEA) para o tratamento do sarcoma dos tecidos moles e do sarcoma dos ossos.

Marta Bilro

Fonte: Business Week, Bloomberg, Forbes.

segunda-feira, 9 de julho de 2007

Vacina contra o cancro do cérebro aprovada na Suíça

A primeira vacina contra o cancro cerebral recebeu hoje autorização de comercialização na Suíça. O fármaco é produzido pela Northwest Biotherapeutics, uma empresa norte-americana de biotecnologia. A decisão da entidade reguladora suíça fez disparar as acções da Northwest Biotherapeutics em 34 por cento na bolsa de Londres.

A utilização do DCV ax-Brain, aprovada pelo Instituto Suíço de Saúde Pública, deverá tornar-se numa realidade para os pacientes daquele país durante o terceiro trimestre deste ano. O plano de aprovação prevê que a Northwest possa produzir a vacina nos Estados Unidos da América (EUA) e disponibilizá-la para o tratamento de doentes com cancro cerebral em centros seleccionados na Suíça.

A empresa salienta que o DCVax-Brain será a primeira vacina terapêutica comercializada, isto porque, difere das vacinas regulares, sendo administrada aos pacientes que apresentam uma condição pré-existente para estimular o sistema imunitário. Durante os ensaios clínicos, o medicamento conseguiu atrasar a reincidência da doença em pacientes recém-diagnosticados em cerca do triplo do tempo, e aumentar a esperança de vida para mais do dobro. Para além disso, de acordo com a empresa responsável, a terapia não provocou os efeitos secundários debilitantes associados aos tratamentos comuns, como é o caso da quimioterapia.

Por norma, os tumores cerebrais e, em especial, os malignos, são tratados com uma combinação de cirurgia, radioterapia e quimioterapia. Depois de se ter extirpado a maior quantidade possível de tumor, inicia-se a radioterapia. Os cancros cerebrais desenvolvem-se muito rapidamente e os pacientes recém-diagnosticados sobrevivem, em média, cerca de 14,6 meses.

O fármaco encontra-se actualmente em Fase II de ensaios clínicos nos EUA, num estudo que envolve 141 doentes e que deverá estar concluído no final de 2008. Depois de analisar os resultados, a Northwest pretende requisitar a aprovação da vacina nos EUA e na União Europeia em meados de 2009. “Estamos muito satisfeitos por sermos a primeira empresa a colocar no mercado uma vacina terapêutica personalizada para os cancros do cérebro, uma doença com um prognóstico tão desanimador para os pacientes”, destacou Alton Boynton, presidente e director executivo da Northwest Biotherapeutics. O próximo passo será “levar o DCVax-Brain a pacientes de outros paises, e aplicar a nossa tecnologia DCVax em muitos outros cancros”, concluiu o responsável.

Marta Bilro

Fonte: CNN Money, IOL News, Financial Times, Manual Merck.

Protectores solares: Comissão Europeia elimina rotulagem enganadora

A chegada do verão e a corrida às praias faz despontar os avisos acerca da crescente incidência de melanomas e da utilização de protectores solares. È por isso que expressões como “protecção total” ou “protecção solar a 100%” vão deixar de constar dos rótulos das embalagens de protectores solares por decisão da Comissão Europeia.

Como parte de uma nova campanha que reforça os alertas e chama a atenção para os perigos da exposição solar excessiva, as expressões que sugiram uma protecção completa contra o sol deixam de poder figurar nas embalagens de protectores solares. De acordo com Meglena Kuneva, Comissária Europeia para a Protecção dos Consumidores este tipo de rotulagem é enganadora e contribui para ocorrência centenas de mortes anualmente.

Os novos padrões definidos por Bruxelas, em cooperação com a indústria do sector, contemplam a inclusão de informações acerca dos níveis de protecção contra os raios UVA e UVB. Isto porque “os consumidores necessitam de informação clara e precisa sobre os produtos de protecção solar para que possam proceder a escolhas informadas”, salientou Kuneva. A Comissão Europeia deverá definir que os protectores solares sejam obrigados a indicar se oferecem uma protecção baixa, média, alta ou muito alta, e que revelem não só o factor de protecção solar contra os raios UVB mas também qual o nível de protecção que oferecem contra os raios UVA.

Actualmente, os números visíveis nas embalagens, que indicam o factor de protecção solar, apenas se referem aos raios UVB, o mais responsável pelas queimaduras solares. Este factor pode criar uma sensação de falsa segurança, considera a comissária europeia, uma vez que esses produtos não protegem contra os raios UVA que, apesar de serem menos aptos a causar queimaduras, podem aumentar o risco de cancro de pele.

“É preciso reforçar a mensagem essencial de que o protector solar é apenas uma entre várias medidas necessárias para uma protecção efectiva contra o sol”, salientou a mesma responsável. “Quando são devidamente utilizados, os protectores solares podem ajudar a prevenir o cancro da pele, mas por si só não são suficientes”, frisou Markos Kyprianou, Comissário de Saúde da União Europeia, acrescentando que deve também ser evitada a exposição ao sol por longos períodos de tempo, permanecendo à sombra nas horas mais perigosas, e promovida a utilização de chapéu e óculos de sol. A uniformização dos rótulos dos produtos deverá estar concluída em 2008.

Marta Bilro

Fonte: Theage.com.au, Medical News Today, Channel4.

sexta-feira, 8 de junho de 2007

Pazopanib eficaz no tratamento do cancro do rim e do ovário

O tratamento com o inibidor da angiogénese da GlaxoSmithKline, Pazopanib, demonstrou resultados positivos na aplicação em pacientes com carcinoma de célula renal avançado, cancro do ovário e sarcoma de tecidos moles. O estudo foi apresentado durante o 43º Congresso Anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO, na sigla inglesa), em Chicago.

O fármaco, que ainda se encontra em investigação, é administrado por via oral e actua sobre o receptor do factor de crescimento endotelial vascular (VEGFR), o receptor do factor de crescimento derivado das plaquetas (PDGFR) e o receptor c-kit, proteínas importantes no processo de angiogénese.

De acordo com o comunicado divulgado pela farmacêutica britânica, o estudo da fase II sobre carcinoma celular renal apresentou uma taxa de respostas preliminar às 12 semanas de 27 por cento nos 225 pacientes envolvidos. Para além disso, permitiu a estabilização da doença em 46 por cento dos pacientes, com um índice total de controlo da mesma de 73 por cento.

A explicitação dos efeitos secundários mais frequentes não foi esquecida pelo laboratório, entre os quais se destacam a diarreia, cansaço, alterações à coloração do cabelo, náuseas ou hipertensão. Foi também detectada uma incidência reduzida de síndrome de mão e pé (10 por cento), erupção (12 por cento), hemorragia (9 por cento) e mucosidade (5 por cento). Para o vice-presidente do departamento de Desenvolvimento Clínico Mundial do Centro de Desenvolvimento de Medicina Oncológica da GlaxoSmithKline, Debasish Roychowdhury, os resultados são claros e confirmam o potencial do Pazopanib enquanto opção terapêutica futura “no cancro de células renais, ou possivelmente, em muitos tipos de tumor diferentes”.

A eficácia do tratamento foi também testada em pacientes com cancro de ovário, trompa de Falópio ou peritoneal, ou em pacientes cuja terapia convencional tenha falhado. Nestes casos, o Pazopanib manteve-se até à progressão da doença, à interrupção devido a efeitos secundários ou à retirada do consentimento.

Foi observada a actividade biológica (medida com a diminuição de CA-125, um marcador biológico da actividade clínica) em 9 dos 22 pacientes disponíveis (41 por cento) que apresentaram recaídas. Diarreia, náuseas, dor abdominal, cansaço e vómitos estiveram no quadro de efeitos secundários mais comuns.

No que diz respeito ao estudo sobre o sarcoma de tecidos moles (Soft Tissue Sarcoma, STS), na primeira fase da investigação foi avaliada a actuação de Pazopanib em quatro tipos: o leiomiosarcoma (tecido muscular liso), o liposarcoma (tecido adiposo), o sarcoma sinovial e sarcomas de outros tecidos moles. Ficou demonstrada actividade em todos os tipos de sarcoma excepto no liposarcoma.

Marta Bilro

Fonte: PM Farma, saludalia.com

segunda-feira, 4 de junho de 2007

Uma nova esperança no cancro do fígado

Um estudo publicado hoje, nos Estados Unidos, revela a existência de um medicamento que aumenta a esperança de vida, para doentes com o cancro do fígado, medicamento que começa hoje a ser vendido em Portugal.

O sorafenib (substância activa), em forma de comprimidos ainda não está à venda, segundo o site na Internet do Infarmed, este fármaco está indicado para o cancro do rim, mas estuda-se a hipótese de poder ajudar outro tipo de doentes.
Os ensaios clínicos, feitos no estudo, pela Faculdade de Medicina de Monte Sinai, Nova Iorque, foram feitos em 602 doentes que ainda não se tinham tratado e os resultados foram bastante positivos.
Um grupo de 299 doentes tomou sorafenib e a média de sobrevivência foi de 10,7 meses, enquando os que tomaram um placebo foi de apenas 7,9 meses.
Um outro estudo, mostra que a quimioterapia juntamente com cirurgia para retirar metástases do fígado nos doentes com cancro colo-rectal reduz o risco de ressurgimento de tumor hepático. Cerca de metade das pessoas com cancro colo rectal desenvolvem este tipo de metástases e o tratamento é a sua extracção pela cirurgia.
Este tipo de tratamento combinado entre a quimioterapia e a cirurgia foi efectuado entre os anos de 2000 e 2004 a303 pacientes com cancro colo-rectal com metástases no fígado.
Depois de um longo acompanhamento, 42,9% dos pacientes submetidos ao tratamento combinado não tiveram qualquer ressurgimento de tumores, nos que não fizeram esse tratamento, o não ressurgimento foi de 33,2%.

Juliana Pereira
Fonte: Diário Digital / Lusa