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quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

AVC: Doses elevadas de suplementos podem melhorar reabilitação

Resultados de um estudo, conduzido no Centro de Reabilitação do Hospital Burke, em Nova Iorque, revelaram que as pessoas que estavam subalimentadas, após sofrerem um acidente vascular cerebral (AVC), beneficiaram do consumo intensivo de suplementos alimentares durante a reabilitação.

O Dr. M. H. Rabadi, actualmente do Centro Médico de Veteranos, em Oklahoma City, e colegas compararam o consumo intensivo e de rotina de suplementos nutricionais em 102 pacientes subalimentados, que foram admitidos no espaço de quatro semanas após terem sofrido um AVC. Todos tinham perdido de forma não intencional, pelo menos, 2,5 por cento do seu peso corporal.

Os suplementos standard continham 127 calorias, 5 gramas de proteínas e 36 miligramas de vitamina C por dose, enquanto os intensivos continham 240 calorias, 11 gramas de proteínas e 90 miligramas de vitamina C por dose. Ambos os suplementos foram administrados a cada 8 horas juntamente com multivitaminas e minerais, em adição à dieta normal.

Os participantes do estudo que receberam os suplementos intensivos, em comparação com os que receberam suplementos standard, melhoraram significativamente mais as medidas de função motora, tais como a pontuação de independência funcional standard (31,5 vs. 22,9) e a alteração da distância que conseguiam percorrer em seis minutos (71 vs. 51,8 metros).

Os investigadores relataram, na “Neurology”, que estas diferenças foram percebidas como sendo clinicamente importantes pelos pacientes, pelas famílias, pelos médicos e por outros prestadores de serviços de saúde.

Uma maior percentagem de pacientes do grupo intensivo, cerca de 63 por cento, voltou a casa após o programa de reabilitação, em vez de ir para uma casa de saúde, em comparação com os 43 por cento do grupo standard.

Isabel Marques

Fontes:
www.reutershealth.com/archive/2008/12/16/eline/links/20081216elin025.html

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Suplementos de cálcio e vitamina D não reduzem risco de cancro da mama

Estudos revelaram que suplementos de cálcio e de vitamina D não reduzem o risco de cancro da mama invasivo em mulheres na pós-menopausa, segundo um relatório publicado na revista científica "Journal of the National Cancer Institute”.

No estudo “Women's Health Initiative”, 36.282 participantes receberam aleatoriamente 1.000 miligramas de cálcio mais 400 unidades internacionais (UI) de vitamina D ou placebo diariamente, durante sete anos, para determinar os efeitos destes suplementos nas fracturas de anca. O efeito dos suplementos no cancro da mama invasivo foi o objectivo secundário do estudo. Foram realizados exames e mamografias regularmente durante o período de seguimento.

O número de pacientes que desenvolveu cancro da mama invasivo no grupo dos suplementos não foi significativamente diferente do número do grupo do placebo: 528 versus 546.

Os investigadores analisaram os níveis iniciais de 25-hidroxivitamina D em 1.067 mulheres que desenvolveram cancro da mama e em 1.067 que não desenvolveram a doença, de modo a analisar o impacto dos níveis de 25-hidroxivitamina D, a medida mais precisa dos níveis de vitamina D no organismo.

Entre as mulheres que desenvolveram cancro da mama invasivo, os níveis de 25-hidroxivitamina D eram semelhantes, assim como no grupo de controlo. Após os dados terem sido ajustados para variações de peso e níveis de actividade física, os autores não descobriram qualquer correlação entre os níveis de 25-hidroxivitamina D e o risco de cancro da mama.

De acordo com o investigador principal, o Dr. Rowan T. Chlebowski, da Universidade da Califórnia, em Los Angeles, as descobertas de estudos observacionais têm relacionado níveis elevados de cálcio e vitamina D a um menor risco de cancro da mama, mas até agora este tópico ainda não tinha sido abordado num tipo de ensaio diferente.

Isabel Marques

Fontes:
www.reuters.com/article/healthNews/idUSTRE4AB06A20081112

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Suplemento nutricional pode ajudar idosos a melhorar condição muscular

Investigadores norte-americanos revelaram que um suplemento nutricional pode ajudar os idosos a prevenir quedas e a manter os níveis de condição física, tornando possível uma vida independente.

O investigador Jeffrey Stout, da Universidade de Oklahoma, e colegas referiram que a beta-alanina, um suplemento nutricional utilizado por atletas, melhora a resistência muscular nos idosos.

A beta-alanina é um aminoácido que, juntamente com a histidina, forma o dipéptido carnosina. A carnosina é encontrada no tecido muscular e tem uma contribuição importante na manutenção do pH intracelular, que é vital para o normal funcionamento dos músculos durante exercício intenso. Uma ingestão elevada de beta-alanina aumenta significativamente os níveis de carnosina nos músculos.

No ensaio aleatório, 26 mulheres e homens idosos receberam, durante 90 dias, suplementos de beta-alanina ou placebo. Os seus níveis de condição física foram testado antes e depois do estudo.

O estudo, publicado na revista da Sociedade Internacional de Nutrição Desportiva, descobriu que, no grupo que recebeu os suplementos, 67 por cento dos indivíduos demonstraram uma melhoria dos seus níveis de condição física, em comparação com 21,5 por cento das pessoas que receberam placebo.

Isabel Marques

Fontes:
www.upi.com/Health_News/2008/11/06/Supplement_helps_elderly_stay_independent/UPI-22421226018637/