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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

CE analisa dossier sobre farmácias privadas nos hospitais

A Comissão Europeia (CE) compromete-se a enviar uma resposta “no prazo de seis semanas” às dúvidas levantadas pela Ordem dos Farmacêuticos (OF) em relação à abertura de farmácias privadas nos hospitais.

A OF defende que a abertura de farmácias nos hospitais “coloca em causa a viabilidade económico-financeira das restantes farmácias comunitárias, correndo-se o risco de se verificar um encerramento forçado de centenas destas unidades.”

A carta enviada pela OF ao presidente da CE, José Manuel Durão Barroso, “levanta questões que requerem um exame pormenorizado actualmente em curso”, esclarece a Ordem no seu site.

Na opinião da OF, a abertura de farmácias privadas nos hospitais “coloca em causa a viabilidade económico-financeira das restantes farmácias comunitárias, correndo-se o risco de se verificar um encerramento forçado de centenas destas unidades.”

Raquel Garcez


Fonte:
http://www.ordemfarmaceuticos.pt/scid/ofWebInst/defaultArticleViewOne.asp?categoryID=1492&articleID=2641

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Fármacos da Roche podem faltar em Portugal

Alteração de operador logístico atrasa fornecimento às farmácias


Os fármacos Dormicum, Lexotan, Rivotril, Rohypnol e Valium dos laboratórios Roche podem faltar temporariamente em Portugal. Na origem da ruptura de fornecimento às farmácias está a alteração de operador logístico por parte da farmacêutica suíça.

A Roche Farmacêutica assinou, recentemente, um contrato com o Grupo Rangel, um operador logístico nacional que começou a dar os primeiros passos na distribuição farmacêutica.

Ao que o FARMACIA.COM.PT conseguiu apurar, o acordo foi firmado antes de a Rangel Pharma obter a autorização especial para armazenamento de produtos psicotrópicos por parte do Infarmed (Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde). Licença esta que, já terá sido obtida, no entanto, a mesma só tem efeito legal a partir do momento em que é publicada em Diário da República, “o que ainda não aconteceu, apesar da rapidez com que o Infarmed tratou do processo de autorização”, noticia o PortugalDiário.

Por este motivo, e conforme constatou o FARMACIA.COM.PT junto dos distribuidores, o cenário actual atesta já o atraso no fornecimento dos produtos com substâncias psicotrópicas da Roche, nomeadamente, o Dormicum, Lexotan, Rivotril, Rohypnol e Valium.

Fonte próxima do sector farmacêutico, manifestou-se indignada com o facto de uma multinacional farmacêutica não prever, nem salvaguardar este tipo de cenário que “coloca em risco o fornecimento às farmácias e, por conseguinte, o utente consumidor destes fármacos”.

De acordo com a mesma fonte, “estes são medicamentos de grande rotação (consumo), pelo que, é inadmissível que uma farmacêutica como a Roche arrisque esta falha”, acrescentando que “há obrigações legais que devem ser cumpridas quer pelo laboratório, quer pelo distribuidor por grosso.”

À luz do Decreto-Lei n.º 176/2006 – que estabelece o regime jurídico dos medicamentos de uso humano – o Capítulo II referente à Autorização de Introdução no Mercado é claro no que concerne às obrigações do titular da autorização, neste caso, a Roche: “assegurar, no limite das suas responsabilidades, em conjugação com os distribuidores por grosso, o fornecimento adequado e contínuo do medicamento no mercado geográfico relevante, de forma a satisfazer as necessidades dos doentes (…)”.

Por outro lado, ao abrigo da legislação, os mesmos deveres se aplicam à distribuição por grosso, nomeadamente, à Rangel Pharma. O Artigo 100º é peremptório ao afirmar que o distribuidor deve “dispor permanentemente de medicamentos em quantidade e variedade suficientes para garantir o fornecimento adequado e contínuo do mercado geográfico relevante, de forma a garantir a satisfação das necessidades dos doentes”.

Confrontada com a informação, a farmacêutica suíça garantiu ao PortugalDiário que avisou os clientes da mudança de operador, pedindo que os armazenistas fizessem reforço de stock.

Entretanto, segundo alguns distribuidores, o pedido de reforço à Roche foi realizado em meados de Dezembro mas, até à data, não foram fornecidos mais fármacos psicotrópicos. “É impossível que a falha destes medicamentos não se agrave nos próximos dias”, considerou uma fonte do sector, denunciando que os clientes (farmácias) “já estão com ruptura de stock.”

Até ao momento, o Infarmed afiança não ter conhecimento de qualquer ruptura de stock, uma informação que tem de ser reportada, obrigatoriamente, à autoridade nacional.

Raquel Garcez

Fonte: http://diario.iol.pt/sociedade/comprimidos-roche-farmacia-infarmed-transportador-iol/1030403-4071.html

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

HPV: Especialistas esclarecem dúvidas na net a partir de Março

A partir do mês de Março os portugueses vão poder esclarecer todas as dúvidas acerca do cancro do colo do útero através da Internet. De acordo com a coordenadora do projecto, Ana Matos, falta apenas formalizar a iniciativa para que uma equipa de especialistas dê início ao trabalho.

Segundo afirmou Ana Matos em declarações à agência Lusa, está marcada para quinta-feira a assinatura de um protocolo com responsáveis do portal «Sapo» e na presença do Director-Geral da Associação Europeia contra o Cancro do Colo do Útero, Philip Davies, no âmbito da Semana Europeia de Prevenção do Cancro do Colo do Útero.

Desta forma, passará a ser possível dar respostas, via Internet, sobre os tipos de Vírus do Papiloma Humano (HPV), a sua relação com o cancro do colo do útero e os meios de transmissão, prevenção e tratamento da doença.

Esta é uma rede de contactos que já foi desenvolvida em outros países europeus.

Marta Bilro

Fonte: Diário Digital, Lusa.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Cada português consumiu em média duas embalagens de sedativos em 2006

No ano passado, cada português consumiu, em média, duas embalagens de sedativos, ansiolíticos ou hipnóticos, indicam dados da Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde (Infarmed), divulgados esta sexta-feira pela agência Lusa.

De acordo com o Infarmed, em 2006, os gastos dos cidadãos portugueses com fármacos para ajudar a dormir ou para combater a ansiedade ascenderam aos 81,94 milhões de euros. Os mesmos dados indicam também que os portugueses consomem anualmente cerca de 20 milhões de embalagens deste tipo de comprimidos, o que dá uma média de duas embalagens por cada português.

Em 2006, 2005 e 2004, o consumo de ansiolíticos, sedativos e hipnóticos ultrapassou sempre as 20 milhões de embalagens em cada ano.

Marta Bilro

Fonte: RTP, Lusa, Diário Digital.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

Açores criam cheque-medicamento

«Compamid» visa ajudar reformados na compra da medicação

É uma medida inédita a nível nacional - os Açores criaram um regime de apoio aos idosos com pensões baixas especificamente dirigido à compra de medicamentos. Este complemento - no valor de 212 euros – (metade da retribuição mínima mensal garantida em vigor no arquipélago) foi proposto pelo CDS/PP e, com a anuência do Governo de Carlos César, incluído no Orçamento da região para 2008.

Segundo noticiou o «Público», deste apoio poderão beneficiar “os pensionistas com idade superior a 65 anos, que aufiram de rendimentos que não ultrapassem anualmente 12 vezes o valor do salário mínimo regional - isto é, os que têm uma pensão inferior a 370 euros.”

O jornal informa ainda que o cheque-medicamento “pode ser utilizado na compra de qualquer fármaco desde que seja adquirido mediante receita médica.” O complemento terá uma periodicidade anual e será atribuído com a pensão do mês de Abril.

Medida inédita a nível nacional

Estima-se que desta medida venha a beneficiar entre 32 mil e 38 mil pensionistas açorianos (dos 50 mil existentes), daí resultando um encargo social para o orçamento regional entre os seis e os oito milhões de euros.

Em declarações àquele diário, o deputado proponente da medida, Artur Lima (CDS/PP) esclareceu que o denominado Complemento para Aquisição de Medicamentos pelos Idosos (Compamid) se destina a "dar resposta a situações dramáticas que afectam muitos pensionistas". Aponta casos que "levaram algumas farmácias a abrir contas a crédito para alguns dos seus clientes pensionistas" e outros que "tiveram de recorrer a empréstimos bancários para fazer face às despesas da farmácia."

Raquel Pacheco

Fonte: Público

Laboratórios farmacêuticos «disparam» processos judiciais

Contra Infarmed, Ministério da Economia e empresas de genéricos


A Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde (Infarmed), Ministério da Economia e empresas ligadas aos genéricos estão na mira dos laboratórios farmacêuticos. Alegando a violação de patentes e a venda ilegal de genéricos, os laboratórios interpuseram dezenas de processos judiciais contra àquelas entidades.

De acordo com a Agência Lusa – que consultou vários processos judiciais administrativos - as empresas farmacêuticas pedem a suspensão das Autorizações de Introdução no Mercado (AIM) dos genéricos sob a responsabilidade do Infarmed.

Segundo o Jornal de Negócios Online, as empresas requerentes solicitaram, ainda, ao Ministério da Economia e Inovação a suspensão da fixação dos preços.

“O início da venda de um genérico leva a uma baixa de 35% em relação ao preço de referência, o que faz com que exista um fornecimento às unidades do Serviço Nacional de Saúde (SNS) por parte das empresas de genéricos”, argumentou fonte de um laboratório multinacional.


Raquel Pacheco

Fontes: Lusa/Jornal de Negócios/Fábrica de Conteúdos

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Inactividade pode afectar saúde mental

Estudo indica que prática de exercício reduz em um terço o risco de desenvolver Alzheimer

A inactividade física conduz mais facilmente à depressão e demência. A conclusão saiu de um estudo conduzido por investigadores britânicos que aponta o exercício físico como mais valia, não só para a saúde física, mas também, para mental.

De acordo com os resultados divulgados pela BBC - apresentados no âmbito de uma conferência da Fundação Britânica da Nutrição - quem se exercita vê o risco de desenvolver Alzheimer reduzido em um terço. Um outro estudo indica que as pessoas inactivas correm o dobro do risco de virem a sofrer de depressão.

Relativamente ao estudo da Universidade de Bristol - que fez a correlação entre a actividade física e a doença de Alzheimer - verificou-se que quem pratica exercício, tanto homens como mulheres, corre um risco menor (entre 30% a 40%) de vir a desenvolver esta doença mental.”

Segundo informa a BBC, o motivo da redução não foi apurado, no entanto, os investigadores acreditam que “poderá estar associado aos benefícios que o exercício traz ao sistema vascular, bem como à actividade química no cérebro.”

Por seu turno, o estudo apresentado pela Universidade de Strathclyde constatou que, apenas 35% dos homens e 24% das mulheres praticam a actividade física recomendada. Neste sentido, Nanette Mutrie, especialista em exercício e psicologia desportiva naquele estabelecimento de ensino revelou a existência de “evidências muito fortes de que o exercício físico consegue prevenir a depressão”, frisando que “as pessoas inactivas correm o dobro do risco de virem a sofrer de depressão.”

Raquel Pacheco

Fonte: BBC

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Congestão nasal afecta mais de 450 mil portugueses

Primeiro estudo sobre prevalência da sintomatologia revela que 18% da população tem problemas crónicos com a respiração pelo nariz

Mais de 450 mil portugueses, com mais de 15 anos de idade, sofre de congestão nasal grave, sendo que, a maior incidência recai sobre as mulheres. Os resultados saíram do primeiro estudo português sobre a prevalência desta sintomatologia.

Desenvolvido pelas Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica (SPAIC) e pela Sociedade Portuguesa de Otorrinolaringologia (SPO), o estudo teve por objectivo “caracterizar a população no que diz respeito à prevalência da congestão nasal em Portugal Continental”, informam em comunicado enviado ao farmacia.com.pt.

Na nota, as entidades destacam ainda que, com este estudo “foi possível também construir de um modo pioneiro um índice de congestão nasal que pode levar, se muito elevado, a procurar ajuda médica para diagnóstico e tratamento do problema.”

De acordo com os resultados divulgados, 19% dos inquiridos relataram nariz entupido ou congestionado, 16% mencionou o corrimento nasal ou o pingo no nariz e 15% disse acordar de manhã com o nariz tapado, ou seja, congestionado.

“Se 4,6% da população refere sintomas muito graves de congestão nasal, mais 13,3% refere esta sintomatologia com características moderadas, o que aproximará dos 18% a percentagem dos habitantes adultos que têm problemas crónicos com a respiração pelo nariz”, concluíram.

Sintomas

A congestão nasal é um sintoma que, para além da sua relação com as infecções respiratórias, está muito associado a outras patologias crónicas tais como a rinite alérgica ou a rinossinusite.

Segundo a SPAIC, os sintomas mais frequentes são “nariz entupido, pressão nos seios nasais, respirar pela boca, dificuldades em ter cheiro e dificuldades em descongestionar o nariz, corrimento nasal (pingo do nariz) e dificuldades em trabalhar ou estudar.”

Raquel Pacheco

Fontes: farmacia-press/SPAIC

Medcenter e Medscape lançam juntos novo portal









Em Portugal, Espanha e na América Latina

A Medcenter, empresa multinacional de educação médica e serviços de marketing especializada no sector farmacêutico, e a WebMD, empresa líder mundial no sector de informação em saúde e proprietária do Medscape (maior portal médico mundial) anunciaram, ontem, uma parceria que resultou num novo portal para médicos.

Acessível através do endereço - www.medcenter.com/medscape - o novo portal vai oferecer desde notícias médicas, informações sobre as principais doenças, até à cobertura dos principais congressos médicos internacionais e educação médica continuada.

Wayne Gattinella, presidente da WebMD considera que a expansão para Portugal, Espanha e América Latina “vai permitir capitalizar as oportunidades nestes importantes mercados e oferecer aos médicos informação médica actualizada para melhorar o seu conhecimento e prática clínica", anunciando que “está ainda a ser potencializada a rede de médicos e o relacionamento com as comunidades científicas da Medcenter nestas regiões, com o intuito de trazer o conteúdo médico relevante e actualizado do Medscape para estes importantes mercados."

Neste sentido, foi dada a garantia de que o novo portal oferecerá aos médicos o melhor do Medscape e da Medcenter. “O Medscape fornece o conteúdo médico original para clínicos gerais e especialistas, além de outros profissionais de saúde. A Medcenter oferece soluções nas áreas de educação médica, serviços de marketing e pesquisa de mercado”, esclareceu.

“Melhor canal de comunicação com médicos”

Carlos Eduardo Reis, presidente da Medcenter, subscreveu a satisfação relativa à parceria, reforçando a convicção de que “a credibilidade, experiência e a base de médicos usuários dos nossos serviços, na Europa e na América Latina, associados à marca e à extraordinária quantidade de conteúdo de qualidade da Medscape, permitirão a Medcenter oferecer aos nossos clientes da indústria farmacêutica o melhor canal de comunicação com os médicos."

Segundo explicou o responsável, o portal trará as versões em português e espanhol do extenso conteúdo Medscape e será divulgado pela Medcenter para os mais de 250 milmédicos usuários de seus serviços e para toda a comunidade médica através das sociedades científicas que certificam as actividades de educação médica da Medcenter, realizadas na Europa e na América Latina.

Raquel Pacheco

Fonte : PRNewswire / http://www.corp.medcenter.com

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

ONU: Mundo sem preparação suficiente para possível pandemia de gripe

Os progressos registados no último ano, no que diz respeito à prevenção da gripe das aves, não foram suficientes para permitir preparar o mundo para uma possível pandemia. A conclusão resulta de um relatório divulgado esta quinta-feira pela ONU e pelo Banco Mundial que alerta para o facto de persistir o risco de uma mutação do vírus H5N1 numa forma facilmente transmissível ao homem.

A verificar-se esta possibilidade, a mutação “teria o potencial de provocar uma pandemia de gripe» à escala mundial, alerta o relatório. “A ameaça pandémica levou a maior parte dos governos a melhorar as suas técnicas de detecção, controlo e reacção aos agentes patogénicos. No entanto, numerosos planos nacionais não são suficientemente operacionais e a coordenação destes planos entre os países exige maior atenção”, sublinha o mesmo documento.

A maior mobilidade das pessoas e dos bens, assim como as mudanças que se verificam no ecossistema são factores chave na probabilidade de movimentação dos agentes patogénicos, explicou David Navarro, coordenador da luta contra a gripe na ONU e co-autor do relatório, citado pelo Diário Digital. Nesse sentido, “a segurança a longo prazo da humanidade exige que todos os países se preparem em conjunto para enfrentar” tal situação, advertiu.

A permanência do vírus

A difusão do vírus nos últimos três anos aconteceu muito rapidamente na Ásia oriental, depois na África do Norte e do Oeste, na Europa central e mesmo no Reino Unido, lembra o relatório, baseado em dados fornecidos por 143 países. Apenas durante o mês de Novembro, novos focos de gripe das aves foram detectados na Arábia Saudita, Birmânia, Reino Unido e Roménia.

Em 2005 o vírus foi detectado em 16 países, em 2006 o número de países subiu para 55 e este ano serão 60, de acordo com o relatório.

Apesar das técnicas de reacção rápida desenvolvidas por vários países, que lhes permitem conter e depois controlar os novos focos detectados, seis nações constituem ainda casos preocupantes, isto porque, entre eles o vírus H5N1 é considerado enzoótico, o que significa que continua a alastrar-se entre as aves domésticas e selvagens.

A Indonésia representa o caso mais grave, sendo que a situação prevalece em todo o país. O vírus é também enzoótico em algumas regiões do Bangladesh, China, Egipto, Nigéria e Vietname

Marta Bilro

Fonte: Diário Digital, Lusa.

sábado, 24 de novembro de 2007

Crioestaminal e ANF formalizaram parceria inédita
Kits de criopreservação nas farmácias


A rede nacional de farmácias de oficina deverá brevemente passar a disponibilizar, para venda directa ao público, os kits de criopreservação das células estaminais do sangue do cordão umbilical em vez de, como até aqui, permitirem apenas a adesão ao serviço. A medida foi viabilizada através de um acordo inédito formalizado entre a Associação Nacional de Farmácias e a Crioestaminal, empresa que desenvolveu o conceito em Portugal, e permitirá a comercialização dos kits nos mesmos moldes em que ocorre a dispensa de medicamentos.

Depois de, há pouco mais de um ano, ter inaugurado um laboratório específico para a criopreservação daquelas células no Biocant Park, em Cantanhede, estrutura que até ao momento terá efectuado aproximadamente 16 mil daqueles procedimentos, a Crioestaminal visa agora um aumento exponencial da cobertura daquele serviço, que se materializa através da abertura de um novo canal de distribuição dos kits. A aproximação ao público final tem como objectivo imediato o reforço da liderança no mercado, devendo esta acção traduzir-se num encaixe de 4,7 milhões de euros até ao final deste ano, alcançando os seis milhões de euros em 2008. O CrioKit, como é designado o produto em termos comerciais, consiste numa caixa que contém todo o material necessário para a recolha e o acondicionamento adequado do sangue do cordão umbilical.
O director-geral da Crioestaminal, Raul Santos, entende que esta será “uma forma de aproximar o serviço das pessoas, dando-lhes a possibilidade de esclarecerem as suas dúvidas com profissionais de Saúde altamente qualificados, como são os farmacêuticos”, que durante o passado mês de Setembro foram alvo de acções de actualização de conhecimentos, de modo a prestarem o melhor esclarecimento aos seus utentes. De acordo com a ANF, citada pelo «Jornal Médico de Família», “trata-se de uma área relevante e com elevado potencial de desenvolvimento”, pelo que é “importante para a adaptação das farmácias às novas realidades e oportunidades no sector da biotecnologia”.
De acordo com o que o farmacia.com.pt conseguiu apurar junto da empresa com sede em Cantanhede, o kit encontra-se disponível também por encomenda, e tem um custo de 115 euros, que devem ser pagos no acto da reserva do equipamento, que depois será entregue na morada indicada pelo comprador, acompanhado de toda a documentação a explicar como deve ser feita a recolha e o envio das células estaminais do cordão umbilical, de modo a salvaguardar todas as suas propriedades. Os pais que desejem recolher o sangue do cordão umbilical dos filhos deverão solicitar o kit antecipadamente, por telefone ou fax, nas instalações da Crioestaminal, recortando os pedidos de envio disponíveis nas brochuras promocionais ou preenchendo a requisição online no site www.crioestaminal.pt.

Carla Teixeira
Fonte: «Jornal Médico de Família», Crioestaminal

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

Comércio paralelo de medicamentos põe em risco segurança dos pacientes

O circuito paralelo de comércio de medicamentos na Europa está a preocupar os especialistas do sector que alertam para a necessidade de uma revisão urgente à cadeia de distribuição para não pôr em causa a protecção dos pacientes. A Aliança Europeia para o Acesso a Medicamentos Seguros (EAASM na sigla inglesa) apresentou um relatório no Parlamento Europeu que traça o perfil do comércio farmacêutico paralelo na Europa e fala das implicações dos canais de distribuição europeus na segurança dos doentes.

Dados recentes divulgados pela União Europeia (UE) indicam que, durante o ano passado foram confiscados nas fronteiras da UE mais de 2,7 milhões de medicamentos falsificados, um aumento de 384 por cento relativamente aos números do ano anterior, com 560.568 falsificações apreendidas. Este é um indicador de que os medicamentos contrafeitos existem praticamente em toda a Europa e não apenas na Europa de Leste.

As vias de entrada dos fármacos contrafeitos no Continente Europeu são cada vez mais hábeis, tendo-se transformado numa actividade que deixou de ser efectuada apenas através da Internet. De acordo com Jonathan Harper, autor deste estudo e um dos principais especialistas europeus em medicamentos falsificados e na cadeia de distribuição, o mais preocupante é o facto dos medicamentos contrafeitos terem chegado este ano aos pacientes do Reino Unido através de um comércio farmacêutico paralelo, dando origem a uma ordem de recolha do mercado de Classe I por parte da autoridade reguladora do país, o que significa que existiam sérios riscos para a saúde, incluindo o de morte.

O sistema europeu de distribuição de fármacos é extremamente complexo, confuso e desregulado, com níveis múltiplos e cadeias paralelas de distribuição, uma situação que coloca os pacientes em risco, alerta o responsável pelo relatório. Os cidadãos europeus recebem medicamentos que podem ter estado em 20 mãos diferentes, através de países com idiomas e sistemas de licenciamento distintos. Assim, e por uma questão de saúde pública, deveria ser possível saber onde é que determinados medicamentos se encontram numa determinada altura, algo que não se verifica, refere Harper.

Para além disso, existe um grande factor de invisibilidade, que dissimula o verdadeiro alcance da presença de medicamentos falsificados na Europa. Esta camuflagem deve-se não só à própria natureza dos produtos farmacêuticos, mas também ao facto dos medicamentos falsificados serem sempre difíceis de detectar em comparação com outros produtos contrafeitos. A este problema acresce ainda a falta de consciencialização sobre a ameaça que representam os medicamentos contrafeitos, uma situação que já tinha sido denunciada pelo Farmacia.com.pt aquando da divulgação do relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) acerca deste fenómeno.

Com base na sua análise ao problema, Jonathan Harper deixa um conjunto de vinte recomendações específicas, das quais, doze dizem respeito ao comércio farmacêutico paralelo, que complica a cadeia europeia de distribuição de várias maneiras. “Devido à crescente preocupação em torno da segurança da distribuição, em particular, e á ameaça dos medicamentos falsificados, adulterados e desviados dos controles, existem boas razões para rever todas as operações comerciais de produtos farmacêuticos na Europa”, defende o especialista.

Marta Bilro

Fonte: PM Farma, Pharma Times.

Stand automóvel e empresa de crédito ofereciam vacinas
Infarmed inviabilizou campanha publicitária


A Autoridade Nacional do Medicamento e dos Produtos de Saúde (Infarmed) enviou uma notificação a um stand automóvel e uma empresa de concessão de crédito, no sentido de promover a cessação de uma campanha publicitária que considerou não ser legal. Em causa estava a pretensão das duas firmas de oferecer vacinas contra o cancro do colo do útero aos compradores de automóveis novos da marca.

Considerando que a acção promocional – disponível em caixas multibanco e jornais e revistas especializadas no ramo automóvel – promovia ilegalmente o consumo de um medicamento sujeito a receita médica, o Infarmed contactou as duas empresas, avisando-os para “a título cautelar”, cessarem de imediato a publicação do anúncio em causa. O decreto-lei que estabelece o regime jurídico dos medicamentos de uso humano, promulgado e em vigor desde 2006, considera tratar-se de publicidade a medicamentos “qualquer forma de informação, prospecção ou incentivo que tenha por objecto ou efeito a promoção da sua prescrição, dispensa, venda, aquisição ou consumo junto do público em geral”, que é proibida, nos termos daquele diploma. A lei determina igualmente que a publicidade a fármacos sujeitos a receita médica só pode ser dirigida aos profissionais de saúde, na imprensa especializada e fazendo sempre referência às características do produto anunciado.
João Rodrigues, proprietário do stand automóvel, disse à Agência Lusa que não se apercebeu, em momento algum, de que estaria a cometer uma ilegalidade, uma vez que na campanha publicitária não era feita qualquer referência ao nome comercial da vacina. “Para preparar esta campanha contactámos outras empresas e diversos médicos, que nunca perceberam que poderia tratar-se de uma ilegalidade”. A ideia, frisou, não era mover qualquer concorrência às farmácias: “Não identificámos a marca do medicamento e pagaríamos as vacinas e os rastreios”, vincou. O stand de João Rodrigues tem levado a cabo inúmeras campanhas de cidadania associadas à venda dos seus automóveis, como foi o caso de anúncios anteriores, relacionados com a segurança rodoviária ou com a promoção do consumo de produtos made in Portugal. Esta campanha inserir-se-ia na mesma linha, não fosse o caso de ter sido considerada ilegal pelo Infarmed.

Carla Teixeira
Fonte: Agência Lusa

terça-feira, 20 de novembro de 2007

Presidente do Infarmed esclarece compra de medicamentos inovadores

“Não se trata de poupar, mas sim de utilizar os recursos adequadamente”


Não há condicionamentos económicos no que diz respeito à compra de medicamentos inovadores. A garantia foi dada pelo presidente do Infarmed, Vasco Maria, que afirma que houve uma interpretação incorrecta das suas declarações numa entrevista recente, noticia a Rádio Renascença.

De acordo com o responsável, o importante é racionalizar recursos sem prejudicar os utentes. “Nunca utilizei a palavra poupança e penso que isso, de facto, é fundamental, porque não se trata de poupar, mas sim de utilizar os recursos adequadamente”, afirmou Vasco Maria, citado pela Renascença.

Não se trata de racionar a utilização dos medicamentos, mas antes de racionalizar a sua utilização, esclarece o presidente do Infarmed, frisando que “são coisas completamente diferentes”. O que se pretende “é de facto garantir que os recursos são investidos nos medicamentos que têm um melhor perfil de eficácia, segurança e de valor terapêutico acrescido para os doentes”, sustenta.

Marta Bilro

Fonte: Rádio Renascença.

Farmácias não cumprem número mínimo de farmacêuticos por estabelecimento

Na maioria dos distritos portugueses a média de farmacêuticos por cada farmácia é inferior a dois, o número mínimo estabelecido por lei. De acordo com o estudo ‘Recursos Humanos Farmacêuticos 1997-2006’, do Centro de Estudos da Associação Nacional das Farmácias (ANF), cujos dados foram divulgados esta segunda-feira, nos distritos de Portalegre e Beja regista-se a média mais baixa a nível nacional, com menos de 1,5 farmacêuticos por cada estabelecimento.

As farmácias do interior do país são as que mais sobressaem nas estatísticas no que diz respeito ao cumprimento do número mínimo de farmacêuticos nos seus quadros técnicos. Segundo explicou João Paulo Vaz, do Centro de Estudos da ANF, este factor poderá dever-se à falta de capacidade económica para cumprir a lei em vigor. “Existem farmácias que não comportam a obrigatoriedade de dispor de dois farmacêuticos porque não têm condições (económicas) para admitir nos seus quadros mais um profissional, como obriga a lei. São farmácias em meios mais isolados e em localidades que vão perdendo população”, afirmou o responsável citado pelo Correio da Manhã.

A esta condicionante acresce ainda o facto dos farmacêuticos proprietários de farmácias de regiões mais isoladas terem dificuldade em cativar profissionais mais jovens para se fixarem nessas regiões. Estes casos “terão de ser avaliados (pelo Governo) porque a legislação não é facilmente generalizável”, alertou o responsável.

A situação agrava-se ainda mais em algumas ilhas açorianas, como é o caso das Flores e de Santa Maria, onde há apenas um farmacêutico por cada farmácia.

Em 2000 existiam em Portugal 2552 farmácias, comparativamente às 2762 registadas em 2005. Face à recente aprovação da lei da propriedade das farmácias, deverão continuar a surgir novos estabelecimentos, chegando aos 3000 nos próximos anos. O novo panorama deverá criar diminuições nas margens de lucro, uma situação que as farmácias terão de enfrentar compensando noutras áreas “como a gestão de artigos, recursos humanos, compras e gestão do espaço da farmácia”, afirmou João Paulo Vaz.

Mulheres estão em maioria

Nas farmácias de oficina são as mulheres que estão em maioria, representando 80 por cento do número de profissionais. Os dados do relatório indicam que dos 6021 farmacêuticos que existiam em 2006, 4791 eram mulheres e apenas 1230 homens.

O número de profissionais farmacêuticos cresceu 58 por cento na última década, passando dos 3792 em 1997 para os 6021 em 2006. Os dados indicam ainda que tem vindo a diminuir a idade média dos farmacêuticos que trabalham nas farmácias, situando-se actualmente nos 41 anos, face aos 45 anos registados há dez anos.

Marta Bilro

Fonte: Correio da Manhã.

sábado, 17 de novembro de 2007

Itália tornou-se o quarto país da Europa a aderir ao sistema
Monitorização online da gripe sazonal


Um grupo de investigadores do Institute for Scientific Interchange de Turim esteve há dias em Portugal para se inteirar da arquitectura informática do Gripenet, a fim de replicar aquele sistema de monitorização da gripe sazonal em Itália, que assim deverá tornar-se o quarto país europeu a lançar aquele instrumento. Alojado no site www.influnet.it/, o novo dispositivo visa facilitar a troca de informações entre vários estados.

Recebidos no Instituto Gulbenkian de Ciência, os especialistas italianos procuraram saber mais sobre o conceito e o funcionamento do Gripenet, que em Portugal está a funcionar no endereço electrónico www.gripenet.pt, com vista a inteirar-se da sua arquitectura informática, tendo como objectivo a implementação de um dispositivo semelhante em Itália, preferencialmente ainda no decurso da actual época gripal. O farmacia.com.pt sabe que a plataforma virtual sobre a qual funcionará o novo site já foi concebida, disponibilizando já algumas informações sobre a gripe e indicando algumas fontes de informação online sobre a doença. Depois de Portugal, Holanda e Bélgica, Itália transforma-se assim no quarto país europeu a lançar a construção de um observatório virtual e em tempo real da evolução da gripe no seu território, estando neste momento na fase de concepção do site, em termos de informação geo-referenciada e no que diz respeito à imagem institucional.

Carla Teixeira
Fonte: Gripenet, Influnet

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

Plano de acesso a medicamentos adiado para 2008

Impasse frustrou Federação Internacional de Indústrias Farmacêuticas

A comunidade internacional não conseguiu chegar a acordo sobre uma estratégia global para o acesso a medicamentos e adiou, para 2008, um plano que visa estabelecer um equilíbrio entre as regras de protecção de patentes e a obrigação dos governos em garantir saúde às populações.

Organizada, esta semana, pela ONU, a reunião envolveu 140 países, mas terminou sem a aprovação de uma estratégia perante as divergências entre os países ricos e pobres.

Segundo opiniou Michel Lotrowska, da entidade Médicos Sem Fronteira, no fim da reunião “pairava a sensação de que alguns governos não irão permitir que a actual estrutura de patentes e financiamento de investigação seja mantida como está”, informou a Reuters.

Iniciado em 2003, o debate do processo de elaboração de uma estratégia internacional de acesso a medicamentos - pelo cronograma - deveria estar concluído no final deste ano. No entanto, a obstaculizar a situação estaria a última proposta feita pela Organização Mundial da Saúde (OMS) que era vista pelos países em desenvolvimento “como uma tentativa de atender apenas aos interesses das grandes multinacionais.”

Para terminar com o impasse, o Brasil propôs então um novo texto, que previa o fim de cláusulas de patentes em acordos bilaterais e a criação de mecanismos para financiar fármacos contra doenças negligenciadas, alegando que, hoje, “um dos problemas que se levanta está relacionado às doenças que atingem apenas populações pobres e que não conseguem atrair o interesse das grandes multinacionais para o desenvolvimento de novos tratamentos, já que os lucros nessa área são mínimos.”

De acordo com a agência Reuters, o texto ainda pedia “regras para garantir a total flexibilidade nas leis de propriedade intelectual para que um governo possa distribuir remédios genéricos.” E embora tenha sido acolhida favoravelmente por uma série de países emergentes, a proposta brasileira sofreu um forte reprovação por parte do governo norte-americano e indústrias, que apelou para que cada um dos países latino-americanos retirassem o seu apoio ao Brasil.

Entretanto, o desfecho não incomodou o Brasil e os seus activistas que, na sede da ONU, comemoraram os resultados da reunião argumentando que, pelo menos, “impediram que a estratégia original da OMS - a proposta mais favorável aos interesses dos EUA e das indústrias farmacêuticas - acabasse prevalecendo.”

Por seu turno, entre as empresas multinacionais reinava a indignação.
Harvey Bale, director da Federação Internacional de Indústrias Farmacêuticas não escondeu a frustração: "Estamos todos desapontados porque precisamos de soluções pragmáticas, sustentáveis e precisas."

Já para a agência de Saúde da ONU, a negociação desta semana foi "histórica", referiu em comunicado.

Responsabilidade das indústrias farmacêuticas

Recorde-se que, no início de Novembro, um especialista independente das Nações Unidas (para os assuntos de saúde) apresentou à Assembleia-Geral da organização um projecto com directrizes para as companhias farmacêuticas ampliarem o seu alcance.

Ao constatar que cerca de dois bilhões de pessoas, em todo o mundo, não tem acesso a medicamentos essenciais, o representante da ONU propôs um guia que visa ajudar tanto as companhias farmacêuticas, como os organismos fiscalizadores.

As 48 normas foram elaboradas com o objectivo de aumentar o acesso a medicamentos e para isso, abordam questões como preços, marketing ético, testes clínicos, corrupção e pesquisas de doenças geralmente negligenciadas.

Destacando que o aumento do acesso aos medicamentos já existentes pode salvar cerca de 10 milhões de vidas por ano, o responsável considerou que os Estados são os principais responsáveis pela expansão do acesso aos medicamentos e serviços de saúde, sublinhando que as empresas também causam profundos impactos neste processo. Por isso, defendeu a importância de “identificar maneiras das indústrias farmacêuticas ajudarem a promover os direitos humanos na medicina.”

Raquel Pacheco

Fonte: Reuters/Agência Brasil/Centro de Informação das Nações Unidas

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Ansiedade materna pode prejudicar parto do primeiro filho

Gestante mais nervosa, parto mais doloroso ... diz estudo norte-americano

É natural que o nascimento do primeiro esteja envolto de grande ansiedade, especialmente, para a futura mãe. Todavia, à luz de uma investigação conduzida por investigadores norte-americanos da Escola de Enfermagem da Universidade da Califórnia, Estados Unidos, este estado pode interferir no desempenho na hora do parto.

De acordo com os resultados do estudo publicado no «Journal of Obstetric, Gynecology, & Neonatal Nursing», durante o acompanhamento das grávidas os investigadores observaram que, o principal factor que interferia no desempenho tranquilo do parto, era a ansiedade.

“Quando uma gestante estava muito ansiosa no final da gravidez, o parto tornava-se mais doloroso. Para além desde facto, verificámos que, normalmente, estas mulheres procuravam os serviços de maternidade em momentos muito precoces, ou seja, ainda com pouca dilatação”, revelaram os investigadores.

Facto contrário observado pela equipa da Califórnia diz respeito às futuras mães que se demonstraram mais calmas e seguras, “permaneciam um período maior em casa, antes de procurar assistência hospitalar e eram atendidas com uma dilatação maior e um trabalho de parto mais adiantado”, relataram.

Perante estes resultados, os autores do estudo consideram que a ansiedade “é um importante factor a ser trabalhado durante a gravidez, em especial entre as mulheres que estão na primeira gestação”, salientando que este “é um passo essencial para que haja um bom desempenho durante o parto e uma experiência tranquila com o nascimento do primeiro filho.”

Segundo explicaram os cientistas, “foram acompanhadas, até ao último trimestre da gestação, mulheres na primeira gravidez. O intuito era verificar quais os factores associados à dor no período pré-hospitalização para o parto, às condições em que essas mulheres chegavam ao hospital para ter os seus bebés e quais as estratégias de intervenção aplicadas a essas gestantes.”

Todas as participantes tinham idades entre 18 e 40 anos e estavam com 38 semanas ou mais de gravidez, sem qualquer complicação. Além disso, possuíam um marido ou parceiro estável e participaram dos programas de educação pré-natal.

O farmacia.com.pt falou com uma grávida, na primeira gestação, que tem o seu parto agendado para este dia 16 de Novembro. Patrícia Afonso demonstrou-se possuidora daquilo que preferiu chamar "uma tranquilidade sob algum exercício de controlo", alegando considerar "fundamental passar isso para o bebé (não só agora, mas durante toda a gravidez) e tentarei passar, amanhã, também, para a equipa médica que me vai assistir na esperança de que ajude o trabalho de parto."

No entanto, embora confiante, esta futura mamã não escondeu que mantém alguma ansiedade: "Encaro tudo com muita naturalidade e serenidade, mas confesso que estou algo apreensiva quanto ao tipo de parto. Vai ser provocado porque já passaram as 40 semanas, e está previsto ser normal mas, tudo pode acontecer, além de que, tudo será novidade para mim", confidenciou.

Raquel Pacheco

Fonte: Journal of Obstetric, Gynecology, & Neonatal Nursing/contacto telefónico

terça-feira, 13 de novembro de 2007

Membrana amniótica útil na reabilitação de queimaduras
Placenta pode salvar visão

Um oftalmologista do Instituto Penido Burnier, no Brasil, desenvolveu um método para a recuperação de lesões oculares provocadas por queimaduras químicas e cicatrizes na córnea, que podem ser corrigidas com um implante de células-tronco retiradas da placenta.

Em vez de ir para o lixo, onde invariavelmente são depositadas as placentas depois de concluído o trabalho de parto – e serão milhões os partos realizados todos os dias, em todo o mundo – a membrana amniótica (parte interna da placena) pode ser usada na reabilitação das lesões provocadas por queimaduras químicas, que representam sete a 10 por cento dos acidentes oculares no trabalho, e por cicatrizes na superfície do olho causadas por algumas doenças, que constituem igualmente uma importante causa de deficiência visual. A inovação no tratamento destes problemas surge agora no Brasil, onde o oftalmologista Leôncio Queiroz Neto garante que aquelas doenças podem ser corrigidas através de implantes de células-tronco retiradas da membrana amniótica.
Pioneiro naquele procedimento cirúrgico, o médico de Campinas explica, em comunicado, que a “cirurgia permite recuperar até 70 por cento dos casos de queimaduras oculares, inclusivamente as decorrentes do contacto com produtos alcalinos como a soda cáustica, a cal e o amoníaco, substâncias que marcam presença na maior parte dos acidentes industriais ocorridos com homens dos 20 aos 40 anos de idade. O especialista assevera que é possível recuperar a visão, já que as células da membrana amniótica conseguem diferenciar-se das restantes e dão a possibilidade de criar tecido na superfície ocular, tendo também propriedades a nível anti-inflamatório e cicatrizante.
Uma investigação científica realizada em Taiwan concluiu que a membrana amniótica não tem capacidade para refazer a totalidade dos 216 tecidos do corpo humano, mas pode diferenciar-se e assumir o lugar de diversos tipos de células, sendo que, na área da Oftalmologia, a placenta “pode ser útil também na reconstrução de pálpebras, bem como na eliminação de inflamações pós-cirúrgicas e tumores, e ainda na conjuntivite, na penfigóide (doença auto-imune que ataca a mucosa dos olhos) e na alergia ocular de Stevens-Johnson, que pode causar cicatrizes na córnea”.
Queiroz Neto explica que depende do grau de destruição da superfície ocular o cálculo da taxa de sucesso da intervenção, mas frisa que “o implante de membrana amniótica é suficiente”. Quando a córnea não está em processo activo de necrose é associado o transplante de limbo, que pode ser retirado do próprio paciente (se apenas um olho tiver sido afectado pelo acidente que motiva a cirurgia), ou de um doador (no caso de ambos os olhos terem ficado lesionados nesse acontecimento).

Carla Teixeira
Fonte: e-mail do farmacia-press

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Diabéticos usufruirão de “cheques-dentários” em 2009

O bastonário da Ordem dos Médicos Dentistas (OMD) e o Governo estão a negociar o usufruto de “cheques-dentários” para diabéticos, em 2009. Orlando Monteiro da Silva quer que estes doentes sejam também beneficiados, para além das grávidas e dos idosos.

Em declarações ao «Diário de Notícias», o bastonário explicou que esta medida “tem estado a ser negociada com o Governo nos últimos meses, uma vez que, a ideia é que o novo programa seja alargado de forma progressiva a outras faixas da população.”

No que concerne ao novo programa – no âmbito desta área e, recentemente, anunciado pelo primeiro-ministro, Orlando Monteiro da Silva considerou estar assegurado o que era fundamental para a OMD, “a liberdade de escolha do utente, já que, todos os dentistas poderão aderir e não haverá um mecanismo burocrático.”

Segundo avançou o dirigente, a OMD e a tutela “vão agora acertar ponteiros sobre o número e o tipo de tratamentos a que o “cheque-dentário” dá direito nos grupos abrangidos.”

Raquel Pacheco

Fonte: DN