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terça-feira, 10 de março de 2009

Infarmed vai multar farmacêuticos que alterem prescrições

A Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde (Infarmed) anunciou que vai passar a multar os farmacêuticos que alterarem as receitas. Segundo alertou a entidade, a infracção da lei estará ainda sujeita a uma participação na Ordem dos Farmacêuticos.

Alterar o receituário dará origem a uma multa que pode ir dos 5 aos 50 mil euros, revela o Infarmed em comunicado citado pelo semanário Sol.

A nota surge como reacção às medidas defendidas pelo presidente da ANF, João Cordeiro, no âmbito da campanha eleitoral para um novo mandato à frente desta organização.

Alegando que o “compromisso para saúde” não foi cumprido pelo Governo no que diz respeit à prescrição de medicamentos apenas pela designação comum internacional (DCI) - sem indicar o nome comercial do medicamento – o presidente da ANF advoga que “a partir de 1 de Abril os doentes deveriam ser informados o genérico mais barato, fosse qual fosse a prescrição do médico”.

O certo é que, esta alteração faria com que os farmacêuticos tivessem o poder de indicar aos doentes qual o medicamento que estes deveriam comprar. Medida esta que, posta em prática, implica a violação da lei, porém, a lista de João Cordeiro garante o “apoio operacional, jurídico e económico”, assegurando o pagamento às farmácias.

O possível cenário de infracção da lei também gerou a reprovação do bastonário da Ordem dos Médicos. Pedro Nunes avisa que a concretizar-se essa situação, a OM vai fazer queixa à comissão europeia por violação da lei de concorrência: “a ANF e os seus associados têm uma posição dominante no nosso mercado e ameaçam vender apenas alguns medicamentos. Isto contraria, claramente, os princípios comunitários da concorrência”.

Raquel Garcez

Fonte: Sol

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Farmacêuticos entre os profissionais que os portugueses mais confiam

Os farmacêuticos estão entre as profissões que os portugueses mais confiam, revela o estudo “European Trusted Brands” realizado pela revista Reader´s Digest. A classe é apenas superada pelos bombeiros e pilotos de aviação.

Nove em cada dez pessoas inquiridas apontou o farmacêutico como o profissional de preferência, avança o site da Ordem dos Médicos com base no estudo efectuado anualmente pela revista Reader´s Digest aos seus 10.500 assinantes.


Numa lista de 20 profissões, sobressaem como “as mais confiáveis” as ligadas à área da Saúde, assumindo os farmacêuticos, enfermeiros e médicos, a terceira, quarta e quinta posições, respectivamente.


O inquérito – realizado desde 2000 - avalia as marcas e profissões em que as populações de 16 países europeus mais confiam e tem uma margem de erro de 3,4%.

Raquel Garcez

Fonte: http://www.ordemfarmaceuticos.pt/scid/ofWebInst/defaultArticleViewOne.asp?categoryID=1492&articleID=2640

terça-feira, 30 de outubro de 2007

Papel do farmacêutico eficaz no controlo da asma

APA defende parceria estreita entre profissionais de saúde e doente em prol da melhoria dos resultados clínicos

Em Portugal, o Programa de Cuidados Farmacêuticos na Asma tem-se revelado “da maior utilidade.” Quem o diz é Marianela Vaz, presidente da APA (Associação Portuguesa de Asmáticos), considerando ser “indispensável uma parceria estreita” entre doente e profissionais de saúde.

“O farmacêutico desempenha uma missão muito importante no controlo da asma”, frisou a presidente da APA, sustentando que existem vários trabalhos publicados que demonstram a eficácia deste apoio. Em Portugal, - anunciou - “o Programa de Cuidados Farmacêuticos na Asma tem-se revelado da maior utilidade.”

No que concerne ao papel deste profissional de saúde, Marinela Vaz realçou: “Cabe-lhes contribuir para a educação dos doentes, fornecendo-lhes informações sobre a doença, as medicações e outras medidas para controlar a asma, ensiná-los a utilizar correctamente os diversos dispositivos para administrar medicação por via inalatória, monitorizar o uso dos medicamentos, identificar os asmáticos mal controlados, encorajando-os a procurar auxílio médico, ajudá-los a compreender o plano de tratamento e promover a adesão à terapêutica.”

No entanto, a prevalência elevada e crescente da asma faz desta doença crónica um importante problema de Saúde Pública. Actualmente, face às normas de orientação internacionais para o diagnóstico, e tratamento desta afecção e dispondo-se de medicamentos capazes de controlarem a grande maioria dos doentes, seria previsível que a asma estivesse controlada, mas não está.

De acordo com a dirigente da APA, “há estudos internacionais e nacionais que têm vindo a demonstrar que estamos longe de atingir o controlo em todos os parâmetros avaliados”, sublinhando que “a mortalidade será evitável se o doente for correctamente tratado.”

“Subdiagnóstico, prescrições médicas inadequadas, falhas de comunicação médico-doente, baixas expectativas dos doentes e aceitação da má qualidade de vida e na má aderência à terapêutica”, são os motivos – na opinião de Marinela Vaz - pelos quais a asma continua mal controlada.

Por isso, para inverter o cenário, a responsável aponta como fundamental a existência de “uma parceria estreita entre médico/farmacêutico e doente”, concretizando que, deste modo, poder-se-á “reduzir-se a falta de adesão ao tratamento, aumentar o grau de satisfação do doente, fornecer-lhe mais certezas sobre as decisões tomadas e reduzir a ansiedade.”

Destacando que, as organizações de suporte de doentes (como a APA) e a intervenção de equipas multidisciplinares “contribuem para a melhoria dos resultados clínicos”, a dirigente associativa reforçou que “é indispensável envolver os doentes nos cuidados de saúde que lhe são prestados de modo a desenvolverem competências para auto-avaliar e auto-controlar a sua doença.”

Raquel Pacheco

Fonte: Marinela Vaz (APA)