quarta-feira, 20 de junho de 2007
FDA e AME vão colaborar juntas
Estas entidades chegaram também a acordo no desenvolvimento de vacinas, produtos oncológicos e expansão de medicamentos para combate a doenças menos comuns.
As portas para um diálogo científico mais desenvolvido também estão abertas e por fim foi terminado o documento, recentemente adoptado pela União Europeia, sobre a legislação pediátrica. «Princípios para Interacções» tem como objectivo o cruzamento de informações sobre assuntos éticos e terapêutica pediátrica.
O FDA, a CE e a AME chegaram a este acordo depois da reunião que decorreu, entre os dois primeiros, nos passados dias 14 e 15 de Junho, na qual analisaram as actividades do ano passado sob o Plano de Implementação existente para o acordo de confidencialidade.
Sara Pelicano
Fontes: Pm Farma, FDA
Bush veta lei sobre investigação com células estaminais
Segundo o porta-voz presidencial, o veto de Bush não constitui uma tentativa de "amordaçar a ciência", sendo antes uma forma de "respeitar a consciência de muitos" sobre o tema. "O presidente não crê que seja apropriado pôr fim à vida humana por razões de investigação. É uma linha que não franqueará", garantiu.
A senadora democrata Hillary Clinton, reagiu de imediato ao veto do presidente, declarando que este é "um exemplo mais de como o presidente põe a ideologia à frente da ciência e a política às necessidades das famílias”. Hillary Clinton, considera mesmo que esta é mais "uma prova de quão longe da realidade estão tanto Bush como o seu partido".
No momento em que o projecto de lei foi aprovado pelo congresso, a sua presidente, Nancy Pelosi, fez questão de salientar que a investigação com células estaminais é uma "oportunidade de salvar vidas, procurar curas e oferecer esperança àqueles que sofrem".
Esta é já a segunda vez que o presidente dos EUA faz uso do seu direito de veto, para bloquear iniciativas legais sobre investigação com células estaminais, depois de no ano passado ter também vetado uma proposta legal semelhante.
Inês de Matos
Fonte: Lusa
Representantes da indústria farmacêutica tunisina visitaram Portugal
Durante uma visita ao Infarmed (Instituto Nacional da Farmácia e do Medicamento), entidade que integra o projecto Pharma Portugal, a equipa aproveitou para trocar experiências com o pessoal técnico nas respectivas áreas de competência. A cooperação técnica e industrial foi um dos principais objectivos da visita, no entanto, o sector comercial e a análise da possibilidade de colaboração em países terceiros não foram postos de parte.
Os responsáveis mostraram-se receptivos e optimistas no que toca às relações bilaterais futuras, tanto ao nível dos laboratórios, como do fornecimento de embalagens e equipamentos de precisão para as unidades produtivas tunisinas. Algumas das empresas portuguesas visitadas pela delegação tunisina já se mostraram disponíveis para se deslocarem ao país com o objectivo de concretizar protocolos específicos de cooperação com as empresas locais.
O projecto Pharma Portugal nasceu de uma parceria público-privada entre a Apifarma, o ICEP (Instituto das Empresas para os Mercados Externos) e o Infarmed, desenvolve-se em vários países ao longo de três anos, e conta com a participação de 12 laboratórios farmacêuticos portugueses.
O objectivo do Governo é duplicar, em três anos, o volume actual de exportação de medicamentos de Portugal, que ronda hoje os 300 milhões de euros.
Marta Bilro
Fonte: ICEP
Tratamentos de reconstrução capilar aumentaram 34% em dois anos
O número de cirurgias e tratamentos capilares cresceu, porque cresceu também o número de pacientes com problemas desta natureza. Em 2004, existiam cerca de 361,077 pacientes com problemas capilares, mas em 2006 o número quase duplicou, passando para 645,281 pacientes.
O forte crescimentos dos tratamentos capilares, está directamente relacionado com os avanços da medicina. Paul C. Cotterill, presidente da ISHRS, destaca os “novos transplantes de cabelo e as terapias médicas já comprovadas, que produzem resultados naturais, praticamente indetectáveis”.
Tradicionalmente, os homens são quem mais procura os tratamentos de restauração capilar, contudo, desde 2004, o número de mulheres, essencialmente jovens, que têm procurado ajuda nesta área tem aumentado, de 11.4 por cento em 2004, para 13.8 em 2006.
Cada vez mais são os jovens quem procura terapias capilares, sendo que 57.9 por cento dos pacientes se situam na faixa etária dos 30 aos 49 anos.
De acordo com Cotteril, esta situação é perfeitamente compreensível, visto que a queda de cabelo provoca um aspecto mais envelhecido e as pessoas têm tendência a querer parecer mais jovens.
No entanto, o médico realça que este é um aspecto positivo, pois uma “detecção e intervenção precoces podem ser decisivas para o tratamento e prevenção de problemas futuros de queda de cabelo”.
Inês de Matos
Fonte: PR Newswire
Governo britânico “adere” à vacina contra cancro do colo do útero
Actualmente existem duas vacinas disponíveis que protegem contra vírus do papiloma humano (HPV), responsável pelo aparecimento de 99 por cento dos casos de cancro do colo do útero. O Gradasil, produzido pela Sanofi Pasteur MSD, uma joit venture entre a Sanofi-Pasteur SA e a Merck & Co. Inc., recebeu a licença europeia de comercialização no dia 20 de Setembro de 2006. Por sua vez, o Cervarix, desenvolvido pela GlaxoSmithKline, deverá ser lançado na Europa até ao final do ano corrente.
Uma porta-voz do Departamento de Saúde do Reino Únido afirmou que não seria sugerida nenhuma marca específica e que entretanto iria realizar o processo de forma suave para posteriormente determinar a melhor marca a usar.
“A vacinação de rotina nas raparigas deverá começar já no Outono de 2008”, anunciou um comunicado do departamento. O mesmo documento dizia ainda que os detalhes do programa de vacinação serão finalizados durante os próximos meses de acordo com o aconselhamento do “Joint Committee on Vaccination and Immunisation” e com as conclusões do Serviço Nacional de Saúde.
Portugal, que tem a mais alta incidência da Europa deste cancro, viu recentemente ser inviabilizada pelo PS, uma proposta apresentada pelo Partido Ecologista "Os Verdes" para a que fosse recomendado ao Governo a inclusão da vacina contra o colo do útero no Programa Nacional de Vacinação. Enquanto o Instituto de Saúde Pública da Noruega (Folkehelseinstiuttet, FHI), o Conselho Superior de Saúde do Luxemburgo (Conseil Supérieur d'Hygiène, CSH) e o Departamento de Saúde britânico incluem a vacina nos respectivos planos de vacinação, Portugal continua preso ao argumento apresentado pelo PS, segundo o qual "falta ainda muita informação científica".
Marta Bilro
Fonte: Guardian Unlimited, BBC News, CNN Money.
Estudo: Foie gras responsável pela amiloidose
O estudo realizado nos Estados Unidos da América por uma equipa de patologistas da Universidade do Tennessee baseia-se numa experiência preliminar aplicada em ratos e sugere que a amiloidose poderá ser transmissível através dos alimentos, da mesma forma que acontece com a doença de Creutzfeldt-Jakob.
O fígado dos gansos, especialmente dos que são engordados, é rico em amilóide, uma proteína que normalmente aparece nas células saudáveis como uma unidade singular mas que se unem para formar longas cadeias presentes em vários tipos de células doentes. Os responsáveis pelo estudo acreditam que quando são ingeridas, as fibras do foie gras podem acelerar a formação no corpo de proteínas prejudiciais, apesar de até ao momento só ter sido testado em ratos. Os cientistas advertem, por isso, que esta conclusão pode não se aplicar aos seres humanos.
O relatório refere que 62 por cento dos ratos que foram alimentados com fibras amilóides encontradas no foie gras, oito semanas depois, tinham desenvolvido acumulações no baço, rins e fígado, o que não se verificou em nenhum animal do grupo de controlo. De acordo com os cientistas, é possível que, no organismo humano, quando são ingeridas grandes quantidades de proteína amilóide, algumas das fibras entrem na corrente sanguínea, se desloquem para os tecidos e formem amilóide, contribuindo para o aparecimento da doença.
Ainda assim, Alan Solomon, o principal autor do estudo, considera que é preciso que haja uma predisposição do organismo para contrair a doença. Nesse sentido, "as pessoas que têm antecedentes familiares da doença de Alzheimer, diabetes, poliartrite reumatóide ou outras patologias relacionadas com a acumulação de amilóides deveriam evitar comer foie gras e outros alimentos contaminados", destacou o responsável..
Marta Bilro
Fonte: IOL News, Los Angeles Times, Reuters, Último Segundo, Manual Merck.


Um objectivo que, segundo a directora do Serviço de Gestão Técnico-Farmacêutica do Santa Maria, Piedade Ferreira, se materializa designadamente pela obrigação de funcionamento ininterrupto do estabelecimento de dispensa de medicamentos, que se prevê venha a ser a maior farmácia em território nacional, com capacidade para aviar cerca de mil receituários por dia. De acordo com aquela responsável, o novo espaço será “uma farmácia moderna”, localizada perto da Urgência Central, num ponto privilegiado do perímetro da unidade hospitalar, e com acesso directo a partir das várias urgências hospitalares. A nova farmácia funcionará numa estrutura envidraçada, para permitir uma maior visibilidade exterior, e será constituída por um espaço de atendimento ao público, uma sala para o farmacêutico de urgência e um pequeno compartimento destinado ao manuseamento de fármacos manipulados.
Carla Teixeira
Fonte: Hospital de Santa Maria
Imagens: Hospital de Santa Maria
EUA: Prescrições do Avandia caem 10%
Antes da publicação do estudo, em Maio, o medicamento era prescrito, semanalmente, por cerca de 240 mil médicos norte-americanos. Actualmente não são ultrapassadas as 220 mil prescrições por semana, referiu a porta-voz da GSK Alice Hunt. A farmacêutica estima que o número de pacientes tratados com Avandia nos Estados Unidos da América tenha caído de um milhão para os 900 mil.
De acordo com declarações do presidente da GSK publicadas no USA Today, o número de pacientes a quem foi receitado Avandia pela primeira vez sofreu uma diminuição de 40 por cento, de 80 mil para as 55 mil prescrições semanais, desde que foi tornado público o estudo elaborado pelo cardiologista Steven Nissen. O problema, segundo afirmou Viehbacher, é que os médicos não querem lidar com a ansiedade dos doentes por causa de um medicamento que tem estado nas páginas dos jornais, então alteram a prescrição para o Actos (pioglitazona), do laboratório Takeda.
Ainda assim o responsável acredita “que a ciência está a trabalhar em prol da segurança do Avandia”. Um painel de conselheiros da Administração Norte-Americana dos Alimentos e Fármacos (Food and Drug Administration - FDA) deverá reunir-se no dia 30 de Julho para avaliar a segurança do Avandia e do Actos a nível cardiovascular.
Marta Bilro
Fonte: First World, USA Today, Bloomberg.
Nova técnica de radioterapia acelera recuperação pós-operatória
A técnica inovadora começou recentemente a ser utilizada pelo Hospital “Princess Margaret”, em Toronto, no Canadá, e promete acelerar o processo de recuperação das mulheres, permitindo que regressem mais rapidamente ao ritmo de vida normal. “Os potenciais benefícios são enormes”, afirmou David McCready, responsável pelo Programa de Cancro da Mama no hospital canadiano.
De acordo com este procedimento, a radiação é distribuída durante a cirurgia. Após a remoção do tumor, os cirurgiões utilizam um aparelho portátil de radiação reduzida e inserem uma sonda ligada a uma máquina portátil de radioterapia no espaço deixado em aberto pelo tumor, de forma a libertar uma dose concentrada de radiação. É emitida metade da dose de radiação utilizada na terapia convencional, durante um período de 30 minutos, mas que se concentra num raio de dois centímetros.
A dose única de radiação introduzida através da radioterapia intra-operatória (IORT) é “biologicamente equivalente” aos tratamentos convencionais de radiação utilizados no tratamento do cancro da mama que, regra geral, requerem um mínimo de 16 sessões durante três semanas e são administradas em toda a mama. Segundo explicou McCready, ao tratar uma área específica com este tipo de precisão está-se a proteger a pele, o coração e os pulmões de receberem radiações desnecessárias. Para além disso minimizam-se os efeitos secundários e poupa-se muito tempo à paciente.
O método de radiação tradicional acarreta efeitos secundários indesejáveis, como é o caso das queimaduras e dos inchaços que surgem no local em que é aplicada. Todos estes efeitos são minimizados com a radioterapia intra-operatória, uma técnica que foi introduzida pela primeira vez na Grã-Bretanha, onde, actualmente, mais de 800 mulheres participam num ensaio clínico aleatório a nível internacional.
Marta Bilro
Fonte: CTV.ca, United Press International, The Globe Mail, Associação Regional de Saúde do Centro.
Campanha nacional de rastreios gratuitos aos pés
A partir de amanhã, a Associação Portuguesa de Podologia, juntamente com o Lamisil 1, dará início a uma campanha nacional de rastreios gratuitos aos pés, em algumas farmácias espalhadas pelo país.Durante um mês esta campanha vai sensibilizar os portugueses para a atenção e cuidados que devem ter com a saúde dos pés, uma parte do corpo muitas vezes esquecida, enquanto se fará a prevenção e despiste de algumas doenças podológicas, como é o caso do pé de atleta que atinge mais de 2 milhões de portugueses.
A primeira cidade a receber a iniciativa é Braga, onde a campanha estará nas farmácias Sousa Gomes e Adaúfe, entre as 11 e as 17 horas. Depois de Braga segue-se Guimarães, Felgueiras, Porto, Ermesinde, Vila Nova de Gaia, Leiria, Coimbra, Lisboa, Faro e Lagos, sempre com o mesmo horário.
“É preciso alertar os portugueses para as doenças dos pés porque o diagnóstico precoce pode evitar complicações tardias como a dificuldade em andar ou em calçar sapatos fechados”, considera Manuel Azevedo Portela, presidente da Associação Portuguesa de Podologia.
Os participantes começam por responder a um questionário feito pelo farmacêutico, para analisar dados sociodemográficos, e depois é feita a avaliação médica e o rastreio pelo podologista, para diagnosticar se o pé está ou não doente.
Manuel Azevedo Portela diz que “com os dados recolhidos nos rastreios iremos analisar a saúde dos pés dos portugueses e descobrir o seu conhecimento sobre as doenças que os afectam. Os resultados serão divulgados no II Congresso Nacional da Associação Portuguesa de Podologia, a 20 de Julho".
O podologista faz algumas recomendações de prevenção de doenças como manter sempre os pés bem secos, após o banho limpá-los bem, especialmente entre os dedos, mudar de sapatos com frequência, evitar andar descalço em locais públicos, optar por meias de fibras naturais, como seda ou algodão ou examinar regularmente os pés.
A campanha é apoiada pelo Lamisil 1, da Novartis Consumer Health, um tratamento para o pé-de-atleta.
Fonte: JASFarma
Governo apoia pessoas com deficiência durante 2007
A verba global é de 12.376.339 euros, comparticipada pelos Ministérios da Saúde e do Trabalho e da Solidariedade Social. A verba de seis milhões de euros, destina-se a financiar as ajudas técnicas/tecnologias através das consultas externas das unidades hospitalares designadas pela Direcção-Geral da Saúde. Esta verba é disponibilizada pelo Ministério da Saúde.
Esta medida, tomada pelo Governo, representado pelos Ministérios do Trabalho e da Solidariedade Social e da Saúde pretende facilitar a reabilitação médico-funcional e a participação a nível social e profissional das pessoas com deficiência.
Com a ajuda complementar, pretende-se melhorar a qualidade de vida destas pessoas.
Liliana Duarte
Fonte: Ministério da Saúde
Verão exige maior cuidado com os alimentos
As temperaturas elevadas são favoráveis ao desenvolvimento de bactérias e os alimentos estragam-se com mais facilidade, tornando a saúde dos consumidores mais vulnerável. Como o risco de infecção é maior nesta época, os cuidados a ter deverão ser redobrados. Alimentos como as natas, o fiambre, a maionese, os ovos, a carne ou o peixe que precisam de se manter no frio são dos que requerem mais atenção.
A técnica da Direcção de Avaliação e Comunicação de Riscos da ASAE, Alexandra Veiga, refere que este tipo de alimentos deve ser conservado a menos de 5 graus, uma vez que temperaturas superiores são favoráveis à “multiplicação de bactérias nos alimentos perecíveis”.
Durante o seminário «Avaliação dos Riscos na Cadeia Alimentar» que teve lugar hoje e foi organizado pela ASAE, foi aconselhado, para combater o desenvolvimento de bactérias, colocar a comida na mesa poucos minutos antes da refeição, de modo a que os alimentos permaneçam menos tempo a temperaturas consideradas de risco.
Para prevenir as infecções alimentares comuns nesta estação de ano, a ASAE vai realizar inspecções nos estabelecimentos que servem as praias.
Fonte: Diário Digital / Lusa
Workshop Médicos e Cidadãos
O evento inicia-se com um breakfast brunch e seguidamente serão apresentados os resultados do estudo “Percepções da População e Médicos sobre a Saúde em Portugal”.
Já pelas 16h30, decorre uma conferência de imprensa. Para consultar o programa completo consulte o sítio http://www.min-saude.pt/.
Liliana Duarte
Fonte: http://www.min-saude.pt/portal/conteudos/a+saude+em+portugal/noticias/medicos+cidadaos.htm
PEV defende salas de injecção assistida no Porto
O Partido Ecologista Os Verdes (PEV) defendeu ontem a instalação de salas de injecção assistida no Porto, no entanto, referiu que a escolha destes locais devem ser efectuados por técnicos especializados.
“Pelo que conheço da realidade do Porto, não se pode descartar a criação de salas de injecção assistida na cidade para minimização de riscos”, disse o deputado do PEV Francisco Madeira Lopes, após visitar o Bairro do Aleixo, uma das zonas do Porto mais associadas ao tráfico e consumo de estupefacientes.
“As salas de injecção assistida são uma solução possível e altamente desejável”, frisou, acrescentando que a Associação de Promoção Social da População do Bairro do Aleixo (APSPBA) se manifestou receptiva à instalação naquele bairro de uma sala de consumo assistido »no âmbito de um projecto mais amplo”.
Em declarações à Lusa, Francisco Madeira Lopes vê “com alguma preocupação” o propósito da Câmara Municipal de encerrar a escola EB1 do Aleixo, defendendo não só a sua manutenção, “mas também o reforço do seu quadro de pessoal com assistentes sociais e psicólogos”.
“A escola reflecte os problemas sociais do meio e é preciso que tenha técnicos qualificados para lidar com eles”, terminou.
A Câmara do Porto adiou hoje para uma próxima reunião uma decisão sobre Carta Educativa do município, na qual se propõe o encerramento da escola primária do Aleixo no fim deste ano lectivo.
APSPBA já se tinha manifestado, em comunicado, contra o encerramento da escola, considerando que, com isso, se pretende satisfazer “os interesses imobiliários e não o bem-estar das criancinhas”.
Juliana Pereira
Fonte: Diário Digital / Lusa
Alterações do ciclo menstrual prejudicam qualidade da voz
Filipa Lã, soprano e bióloga de formação, afirmou à Lusa que estudos realizados neste campo demonstram existir uma relação entre as variações hormonais e a voz.
“Devido ao seu sistema endócrino, as mulheres são mais afectadas e as mudanças na voz são mais visíveis no caso daquelas que usam a voz profissionalmente”, declarou.
Filipa Lã apontou as “semelhanças” entre o tecido das paredes do útero e a mucosa das cordas vocais como uma das causas que pode alterar a voz das cantoras, principalmente no período pré-menstrual e menstrual.
Segundo referiu, como as mudanças no corpo da mulher são cíclicas, “nas fases pré-menstrual e menstrual há retenção de fluidos, que se verifica também ao nível nas cordas vocais”.
Esta retenção de fluidos, referiu a investigadora ainda, “provoca alterações na voz, como rouquidão e edemas, por exemplo”.
“Se as cantoras esforçam a voz nesses períodos, pode mesmo haver uma pequena hemorragia vocal”, alertou, dizendo também, que estes tipos de problemas são manifestados, apenas em algumas pessoas.
De acordo com um estudo que realizou, Filipa Lã constatou que 80% dos estudantes de canto sentem alterações vocais, mas umas muito mais do que outras.
Para conseguir ultrapassar este problema, a investigadora fala em algumas soluções: “não exigir muito da voz nessas alturas”, bem como “beber muita água, evitar gritar e tomar vitamina B12”.
Um método não muito natural, mas que também resulta, é estas mulheres tomarem a pílula contraceptiva de forma seguida, ou seja não cumprirem os sete dias de paragem, entre caixas.
“É importante ter conhecimento deste fenómeno e suas causas/efeitos, não só porque a voz é a impressão digital da emotividade, personalidade e sexualidade individuais, como também é o principal instrumento de comunicação”, considerou a investigadora.
Por isso, “pequenas alterações vocais podem vir a ter consequências nefastas na qualidade de vida de uma mulher, especialmente das que dependem profissionalmente da sua voz”, concluiu.
Filipa Lã está a desenvolver agora, em parceria com a Universidade do Porto, uma investigação para perceber em que medida a terapêutica hormonal de substituição afecta a voz das mulheres na menopausa, particularmente cantoras, locutoras, actrizes e professoras.
A bióloga e soprano vai falar, sábado, da interferência dos esteróides sexuais na voz e no canto, na conferência «music medicine», a decorrer às 16:30, na FNAC do Norteshopping.
Na sessão, organizada pelo jornal on-line Ciência Hoje (www.cienciahoje.pt), Filipa Lã vai também cantar poemas de António Botto, sendo acompanhada pelo pianista Francisco Monteiro.
Juliana Pereira
Fonte: Diário Digital / Lusa
Novo centro de reabilitação para deficientes em Sintra
Elisabete Reis Silva, directora-técnica da cooperativa que ajuda todos os deficientes, afirma que o centro de promoção da autonomia e reabilitação é “a primeira estrutura do género no Concelho e, muito provavelmente, no País”.
Este novo centro vai ser indicado “para pessoas com deficiência motora ou sensorial e indivíduos com lesões neurológicas ou doenças degenerativas enquanto mantenham níveis de resposta intelectual”, declarou a responsável.
“Não estamos a falar de pessoas com doença mental mas de pessoas que - na sequência de um acidente por exemplo - ficaram paraplégicas ou tetraplégicas, embora permaneçam perfeitamente lúcidas”, esclareceu Elisabete Silva em declarações à agência Lusa.
“Pessoas com uma doença degenerativa no seu estádio inicial também estão abrangidas, uma vez que mantêm as faculdades suficientes para desfrutar daquilo que o centro pode oferecer”, falou directora-técnica da Cercitop.
Assim, o centro que abre as suas portas a 16 de Julho – “pretende ser uma via de integração para a população que não beneficie de programas de reabilitação, ocupação ou mesmo habilitação de modo a que, no futuro, retomem actividades em que anteriormente estavam envolvidos quer recreativa quer profissionalmente”, declarou a Cercitop numa nota de imprensa.
A nova estrutura vai estar equipada para receber cerca de 20 utentes actividades com ateliers (de tecnologias de informação e comunicação e de expressão plástica e corporal, entre outros) e cuidados de conforto e bem-estar (incluindo de saúde).
Vai estar também em funcionamento um programa de reabilitação nas áreas de Fisioterapia, Terapia da Fala e Terapia Ocupacional também está previsto, bem como o treino para a utilização de ajudas técnicas e tecnologias facilitadoras da acessibilidade (computador controlado por voz, controle do ambiente doméstico através do computador entre outras).
Juliana Pereira
Fonte: Diário Digital / Lusa
Óbidos recebe HIV Meeting Point
Debater a situação do HIV/Sida em Portugal é o principal objectivo de um encontro promovido pela Gilead Sciences, que terá lugar em Óbidos, no sábado, dia 23 de Junho.
O HIV Meeting Point promete reunir vários especialistas nacionais e internacionais que se vão debruçar sobre esta problemática e analisar as terapêuticas Anti-retrovirais e as suas alterações metabólicas, as suas resistências, as alterações renais e a qualidade de vida dos doentes.
Com o patrocínio científico da Sociedade Portuguesa de Doenças Infecciosas, do Núcleo VIH da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna e da Associação Portuguesa para o Estudo Clínico da Sida, durante o colóquio será também realizada uma apresentação dos casos clínicos que espelham as terapêuticas praticadas no nosso país.
De acordo com os dados de 2002 do Instituto Nacional de Estatística, Portugal tem a maior taxa de pessoas infectadas com HIV, entre os 15 países da União Europeia. Portugal, que tem cerca de 10 milhões de habitantes, é o único país da União Europeia no qual a taxa de infecção continua a subir.
Em 2002, a taxa de seropositivos recenseados no país atingiu as 104,2 infecções por um milhão de habitantes, contra as 88,3 por um milhão registadas em 1999. A taxa média de infecção pelo HIV nos países da União Europeia é de 25 infecções por milhão de habitantes.
Marta Bilro
Fonte: Fábrica de Conteúdos, Instituto Nacional de Estatística, Saúde na Internet, aidsportugal.com
Justiça norte-americana revalidou patente do Plavix
A notícia fez com que as acções da farmacêutica norte-americana Bristol Myers subissem 5,5 pontos percentuais na bolsa de Nova Iorque. Por sua vez, a francesa Sanofi-Aventis registou uma subida de 0,4 por cento. Os laboratórios detentores da patente podem agora respirar de alívio, já que o juiz considerou que a Apotex “não conseguiu apresentar uma prova clara e convincente de que a patente (…) fosse inválida”.
Ficou também esclarecido que eram falsas as acusações da Apotex em relação a afirmações proferidas pela Sanofi-Aventis às autoridades norte-americanas para garantir a protecção da patente. Os danos causados pela Apotex, que seguiu em frente com a produção de um genérico sem ter autorização para tal, serão calculados posteriormente, referiu o tribunal.
A sentença era crucial para os laboratórios detentores da patente, uma vez que as vendas do Plavix, o terceiro fármaco mais vendido a nível mundial, renderam, em 2006, cerca de 4,5 mil milhões de euros.
No ano passado, a Apotex, ignorando a protecção da patente, inundou o mercado com uma versão genérica de Plavix, fazendo com que as vendas do medicamento caíssem cerca de 20 por cento. Num espaço de duas semanas, o semelhante genérico do Plavix apoderou-se de 60 por cento do mercado.
Marta Bilro
Fonte: First World, Bloomberg, Último Segundo, Business Week.
Estudo: Historial familiar não é eficaz na detecção do cancro da mama
Os modelos de risco podem ajudar a determinar a possibilidade da mulher ser portadora de uma mutação dos genes BRCA1 e BRCA2 que a predispõem ao aparecimento da doença, explicaram os investigadores do “City of Hope Comprehensive Cancer Center”, na Califórnia. Caso o historial familiar indique que ela pode ser portadora do gene, é-lhe sugerido que proceda à realização de um exame para detectar as mutações. No entanto, o estudo publicado no “Journal of the American Medical Association” revelou que pode haver uma forma de melhorar o modelo de risco para que as previsões sejam mais precisas.
Nas famílias pequenas, o método em que é calculada a probabilidade do cancro ser herdado, não funciona, dizem os especialistas. “É necessário ter família para ter historial familiar sobre o cancro”, afirmou Jeffrey Weitzel, responsável pela investigação, salientando que “a maioria dos modelos utilizados para determinar quem deverá ser testado geneticamente foram baseados em famílias grandes, nas quais existiam vários casos de cancro”.
Enquanto apenas cinco em cada 10 dez por cento dos casos de cancro da mama são hereditários, as mulheres com mutações dos genes BRCA1 e BRCA2 correm um risco muito maior de vir a desenvolver outro cancro da mama ou um cancro no ovário. Este estudo “demonstra a influência da estrutura familiar nos modelos de cálculo de probabilidade de ocorrer uma mutação e a necessidade dos médicos terem em conta a estrutura familiar quando decidem aplicar um teste BRCA a um caso único na família numa detecção precoce de cancro da mama”, referiram os especialistas.
Os cientistas defendem que o acesso aos testes deve ser mais amplo, para que cada vez mais pessoas usufruam das vantagens dos exames de detecção dos genes, uma factor que poderá ter uma grande influência nos resultados, frisou Weitzel. “A falha na detecção de que uma mulher possa ser portadora do gene BRCA e o facto de não ser submetida aos procedimentos de prevenção pode custar-lhe a vida”, acrescentou o mesmo responsável.
Na elaboração do estudo, a equipa de Weitzel conjugou informação de mais de 1.500 mulheres tratadas em clínicas de cancro dos Estados Unidos da América. Os investigadores concluíram que as mulheres abaixo dos 50 anos de idade, portadoras de cancro da mama e inseridas numa estrutura familiar limitada – menos de duas mulheres com 45 anos ou mais velhas – tinham três vezes mais probabilidade de serem portadoras do gene BRCA do que aquelas que pertenciam a uma estrutura familiar mais ampla. “O historial família não é uma boa ferramenta. Não devemos discriminar mulheres [por terem uma estrutura familiar mais reduzida]. E se a mulher for adoptada? Porque devemos negar-lhe o acesso aos exames?”, alertou Weitzel.
Marta Bilro
Fonte: Forbes, Med Page, Reuters.
Já comeu fruta hoje?
Esta iniciativa da Compal visa desenvolver várias iniciativas, entre as quais instituir o Dia Nacional da Fruta, com vista a apelar à prática de hábitos alimentares saudáveis.
As crianças, como não podia deixar de ser, são o ponto-chave deste projecto e o Ministério da Educação, pretende apelar à prática de hábitos alimentares saudáveis junto da população escolar.
No âmbito da mesma apresentação, Vanessa Candeias da Organização Mundial de Saúde abordou o tema dos Benefícios do Consumo de Fruta segundo as Recomendações da Organização Mundial de Saúde, de forma a ajudar a fortalecer a mensagem que levará à criação do Dia Nacional da Fruta.
Liliana Duarte
Fontes: http://www.jasfarma.pt/
FDA aprova fármaco da Pfizer contra a sida


A Food and Drugs Administration (FDA), - organização norte-americana de controlo e supervisão de produtos farmacêuticos e alimentares - aprovou HOJE, o Maraviroc, um novo tratamento contra o vírus da sida. O fármaco pertence ao grupo farmacêutico Pfizer que já anunciou o lançamento para o próximo mês.
“Um novo medicamento para o VIH - Maraviroc (o UK 427,857 - um antagonista dos CCR5 ) vai ser lançado em Julho, após os testes terem sido efectuados nos Estados Unidos pela Agência para os Medicamentos e Alimentação”, confirmou Richard Paulson, responsável pela sucursal sul-africana dos laboratórios Pfizer.
O tratamento, administrado por via oral, foi hoje, oficialmente aprovado pela FDA e será distribuído em vários países, entre eles, a África do Sul, um dos países do mundo mais atingidos pela pandemia, com 5,5 milhões de pessoas infectadas numa população de 47 milhões.
Segundo um comunicado do laboratório, o Maraviroc é apenas um dos muitos novos medicamentos que o grupo pretende produzir no futuro. “A intenção (da empresa) é de produzir quatro a seis novos medicamentos por ano, nos próximos dez anos”, refere a nota de imprensa, acrescentando que o grupo investe entre 824 milhões de euros e mil milhões para conseguir produzir um produto”, afirmou um porta-voz do laboratório.
A Pfizer produz diversos tratamentos contra o vírus da sida mas, foi frequentemente criticada pelas suas campanhas publicitárias. O grupo foi também, recentemente, acusado pela Fundação Cuidados de Saúde da Sida, de favorecer a propagação das doenças sexualmente transmissíveis devido ao seu marketing “irresponsável” do Viagra, medicamento contra a impotência.
VIH infecta células utilizando uma “porta de entrada” molecular
Uma técnica avançada de reprodução de imagens conhecida como tomografia electrónica permitiu aos investigadores do National Cancer Institute (NCI) visualizar uma “porta de entrada”, uma estrutura única formada entre o VIH e uma célula no momento da infecção.
De acordo com a descoberta publicada na edição da PLoS Pathogens, "visualizar os mecanismos moleculares através dos quais o VIH e vírus relacionados entram nas células hospedeiras pode potencialmente conduzir à identificação de novos medicamentos."
Segundo Elias Zerhouni, MD, Director do National Institutes of Health, "esta elegante investigação não só nos fornece perspectivas de como o VIH e vírus relacionados interagem com as proteínas da superfície das células e integram o seu ADN, como também fornecem pistas importantes sobre como delinear e melhorar a terapêutica anti-VIH."
Neste estudo, os cientistas mostraram que, na verdade, a interacção toma a forma de um firme aglomerado de 5 a 7 estruturas em forma de haste. Esta impressionante disposição foi apelidada de “porta de entrada” pelos investigadores.
Raquel Pacheco
Fonte: AidsPortugal.com/Pfizer/ PLoS Pathogens/NCI
Comparticipação só nas farmácias
Os medicamentos comparticipados pelo Serviço Nacional de Saúde vão, a partir da próxima segunda-feira, estar disponíveis fora das farmácias, mas quem optar pela sua compra naqueles espaços alternativos perderá o direito à comparticipação. A medida, que se adivinha polémica, é explicada pelo Governo com o argumento da complexidade do sistema de comparticipações, que obriga a cingi-las às farmácias.
De acordo com um diploma publicado ontem em «Diário da República», que surge cerca de 18 meses depois de a tutela ter autorizado a venda de medicamentos não sujeitos a receita médica fora das farmácias e dois meses depois de o Conselho de Ministros ter aprovado a dispensa, também naqueles espaços, dos medicamentos comparticipados, é para já impossível proceder ao alargamento da comparticipação aos hipermercados e parafarmácias, embora o Executivo de José Sócrates não descarte essa possibilidade num futuro mais ou menos próximo.
Carla Teixeira
Fonte: Agência Lusa, Semanário Sol, Correio da Manhã
REPORTAGEM
Biofármacos: vanguarda e contestação
Medicamentos de carne e osso ou com caule e folhas constituem uma extrapolação ainda muito fantasiosa do que a biotecnologia já permite em termos da produção de fármacos. Ou talvez não! O «pharming», neologismo que resulta do cruzamento de vocábulos como «farming» (cultivo de plantas e criação de animais) e «pharmacy» (farmácia), é já uma realidade em todo o mundo e a Europa concentra um terço das instituições que se dedicam a essa actividade.

A utilização de plantas e de animais transgénicos no fabrico de medicamentos é um facto inquestionável – e nada consensual – na actualidade, sendo a insulina o mais conhecido dos fármacos assim produzidos. Segundo especialistas da associação ambientalista Greenpeace, o uso de medicamentos, enzimas, reagentes e produtos fabricados a partir de microorganismos transgénicos em ambientes confinados (em laboratórios ou fábricas, sem contacto com o meio ambiente ou com pessoas), “não representa um perigo”, na medida em que “o consumidor recebe uma substância química purificada e analisada, que também não teve contacto com os seres vivos transgénicos”. Muito diferente, alertam os ambientalistas, é a ideia de usar plantas alimentícias no fabrico de medicamentos ao ar livre, situação em que os alimentos geneticamente modificados poderão “contaminar as plantações convencionais e chegar ao prato de milhares de pessoas”, que estarão a ser medicadas sem saber, para males de que nem sofrem.
Esta é a base principal da contestação que a Greenpeace e outras associações de protecção do ambiente e da saúde pública de todo o mundo fazem aos biofármacos que, no entanto, tem conquistado inúmeros adeptos à escala global, que atestam a elevada rentabilidade do «pharming». Se pensarmos que 20 cabras são suficientes para assegurar a produção da quantidade de medicamento que permitirá combater um tipo de cancro em toda a América do Sul, a actividade que muitos contestam vai ganhando contornos mais positivos. Um estudo divulgado em Abril pelo JRC – Joint Research Center (centro comum de investigação da Comissão Europeia) aferiu que o sector da biotecnologia tem hoje grande impacto sobre os principais sectores das economias europeias.
O «Bio4EU», o maior estudo alguma vez realizado a nível europeu sobre o impacto socio-económico da biotecnologia, produziu números que falam por si, e que dizem que as ciências da vida e a biotecnologia se tornaram centrais em grande parte das economias da União Europeia, estimando-se que a biotecnologia moderna produza praticamente dois por cento do PIB dos 27 estados-membros, sendo comparável às áreas industriais de maior importância no continente. O relatório europeu, a que o farmácia.com.pt teve acesso, demonstra que a indústria biotecnológica europeia dá hoje emprego directo a cerca de 97 mil pessoas, «atirando» para um número muito superior o volume de empregos indirectamente ligados ao sector. Por outro lado, o número de biofármacos existentes no mercado mais do que duplicou nas últimas décadas, com o número de empresas biofarmacêuticas a sofrer um impulso ainda mais evidente, de 37 unidades em 1996 para 143 em 2005.
O «pharming» pressupõe um enorme avanço do ponto de vista tecnológico, contra os esquemas de fabricação de vacinas extremamente primitivos que ainda se usam no sector: “A vacina para a gripe, por exemplo, era ainda há pouco tempo fabricada dentro de ovos de galinha, que tinham de ser rodados manualmente diversas vezes por dia. Quando alguns desses ovos eram infectados com salmonelas, tinha de se deitar fora toda a produção. Resultado? Nesse ano pura e simplesmente não havia imunização contra a gripe”, explicou Juan Enríquez Cabot, presidente da consultora em biotecnologia Biotechonomy, com sede em Boston (Estados Unidos), e também fundador do projecto de Ciências da Vida da Escola de Negócios de Harvard.
Carla Teixeira
Fonte: El Pais, Greenpeace, APBio
Foto: Cabras usadas na produção de biofármacos («El Pais»)
Macugen apresenta uma melhoria continuada em pacientes com retinopatia diabética
Os resultados dos ensaios clínicos, na semana 36, mostraram que o pegaptanib estava associado à melhoria da acuidade visual, à redução da espessura da retina e à regressão da neovascularização da retina. Novos dados, na semana 82, que corresponde a cerca de 46 semanas após a paragem das injecções, mostraram benefícios contínuos com o pegaptanib e a ausência de quaisquer razões para preocupações, em termos de segurança.
O Dr. Ergun, da Universidade de Medicina de Graz, Áustria, sublinhou que os dados são importantes, na medida em que a retinopatia diabética é a primeira causa de cegueira em adultos, nos países desenvolvidos, e os tipos de diabetes 1 e 2 estão em crescente risco de piorar com o tempo.
Especificamente, os resultados de ambas as fases do estudo, a randomizada e a de extensão, documentaram um ganho de acuidade visual de 10 ou mais letras em 34 por cento dos pacientes, do grupo a quem foi administrada a dose de 0.3 mg de pegaptanib, em comparação com os 10 por cento do grupo de simulação e um ganho de, pelo menos, 15 letras em 18 e 7 por cento dos pacientes de cada grupo, respectivamente. A espessura da retina diminuiu mais no grupo que recebeu o tratamento com 0.3 mg pegaptanib em cada altura. No geral, 13 pacientes no grupo do pegaptanib e três no de simulação tinham neovascularizaçao da retina quando avaliados inicialmente. Oito dos pacientes tratados com pegaptanib, ou 62 por cento, tiveram uma regressão da neovascularização, enquanto que nenhum dos três pacientes do grupo de simulação apresentou alterações. A regressão mantinha-se, na semana 52, em cinco dos oito pacientes tratados.
Dr. Ergun referiu ainda que a retinopatia diabética é tratada actualmente com cirurgia laser que é eficaz, mas geralmente apenas estabiliza a função visual sem apresentar melhorias. Outro agente terapêutico é a triancinolona intravítrea que é, contudo, apenas eficaz temporariamente e leva a formação de cataratas e aumento significativo da pressão ocular.
O pegaptanib é um oligonucleótido peguilado modificado, que se liga com elevada especificidade e afinidade ao Factor de Crescimento Endotelial Vascular extracelular (VEGF), inibindo a sua actividade. O VEGF é uma proteína segregada que induz a angiogénese, a permeabilidade vascular e a inflamação; pensa-se que todas elas contribuem para a progressão da forma neovascular (húmida) da Degenerescência Macular da Idade (DMI).
O tratamento com Macugen é feito apenas por injecção intravítreal e deve ser administrado por oftalmologistas com experiência em injecções intravítreas.
Combate ao VIH/Sida é prioridade na presidência portuguesa da UE
Na sessão de encerramento da apresentação do programa ADIS, patrocinado pela Coordenação Nacional para a Infecção VIH/Sida e pelo Alto Comissariado da Saúde, o ministro referiu que,"a presidência alemã da União Europeia atribuiu uma alta prioridade para a infecção do VIH Sida e nós temos que manter esta linha de preocupações".
De acordo com Correia de Campos, o problema do VIH estava "esquecido e voltou a fazer parte das preocupações políticas" da União, dai que este seja um tema preponderante para a presidência portuguesa, que tem inicio dentro de um mês.
No âmbito do combate e prevenção do VIH/Sida, a presidência portuguesa levará a cabo duas conferências sobre o tema, a conferência sobre saúde e emigrações, no final de Setembro e a conferência das Coordenações Nacionais da luta contra o VIH/Sida, dois momentos cruciais de debate sobre o problema.
O ministro fez também questão de referir a necessidade de pôr fim à discriminação que os doentes e familiares infectados continuam a sofrer actualmente, realçando a capacidade que o governo tem demonstrado para lidar com o problema do VIH/Sida.
Inês de Matos
Fonte: Lusa
Recolha voluntária do Paramolan
O Departamento de Inspecção do INFARMED informou, esta semana, a recolha voluntária do medicamento Paramolan - solução oral doseada a 24mg/ml de Paracetamol.
Segundo explicou a Autoridade Nacional do Medicamento, a firma Laboratórios Medinfar– Produtos Farmacêuticos, S.A, está a proceder à recolha do fármaco "em virtude de ter sido detectado a existência de um resultado fora de especificação para o ensaio de Controlo Microbiológico, no decorrer dos ensaios de estabilidade efectuados ao lote n.º 7045 (com val: Janeiro de 2010).
Neste sentido, Helder Mota Filipe, do conselho de directivo do INFARMED, confirmou que foi ordenada a suspensão imediata da comercialização deste lote.
De referir que, o Paramalon estava indicado no tratamento de situações dolorosas e febris de qualquer etiologia tais como constipações, cefaleias, rinites, otites, amigdalites, etc., em especial no doente em que o ácido acetilsallisílico está contra-indicado (úlcera péptica) ou quando o aumento do tempo de hemorragia causado por este é uma desvantagem.
Raquel Pacheco
Fonte: Infarmed
Micróbios famintos geram bactéria perigosa
Segundo um estudo publicado, esta semana, na revista BMC Microbiology, cientistas da Dinamarca descobriram que, mesmo no mundo microscópico, a "fome" pode levar à"marginalidade".
A equipa de dinamarqueses constatou que as bactérias que foram privadas de oxigénio conseguiram proliferar com muito mais agressividade, do que aquelas onde havia quantidades normais de oxigénio.
Os investigadores Bjarke Christensen e Tine Licht explicaram que foram criados dois grupos separados dos organismos: um deles em condições normais de oxigénio (grupo de controlo) e outro com o gás escasso.
Infecção 100 vezes maior
Depois de contaminarem porquinhos-da-índia e verificarem tanto as fezes, como os órgãos internos das cobaias, comprovaram que “havia um grau de infecção cem vezes maior naqueles infectados com os micróbios famintos.”
À revista BMC Microbiology, os cientistas da Dinamarca admitiram não entender bem o porquê desse alto grau de infecciosidade dos microorganismos em privação. Uma das hipóteses avançadas pelos especialistas, seria de que a falta de oxigénio ter-lhes-ia “ensinado” a sobreviver a outros tipos de dificuldades como os ácidos estomacais da cobaia conseguindo sobreviver e causar doenças.
Listeria monocytogenes – uma bactéria Gram-positiva pertencente à família Listeriaceae que cresce na presença ou na ausência de oxigénio (anaeróbia facultativa) - pode aparecer em muitos alimentos e é considerada uma bactéria perigosa que pode levar à má formação nervosa fetal, meningite e pneumonia.
Raquel Pacheco
Fonte: BMC Microbiology/ASAE
Revlimid recebe autorização para ser comercializado na União Europeia para o tratamento do Mieloma Múltiplo
O presidente da Celgene International, Aart Brouwer, afirmou que a aprovação do Revlimid na UE é um marco particularmente importante e positivo para a Celgene, assim como um passo substancial para alcançar a missão global da farmacêutica de disponibilizar as terapias orais inovadoras aos pacientes com necessidades médicas que não são atendidas em todo o mundo. A farmacêutica está a trabalhar meticulosamente com as autoridades reguladoras locais para determinar os próximos passos, no que se refere aos planos de preços, reembolsos e distribuição para todos os países da UE, de forma a que o Revlimid esteja disponível para todos os pacientes adequados, o mais rapidamente possível.
A Fundação Internacional do Mieloma também considerou a aprovação para a comercialização do Revlimid na Europa como sendo um importante avanço para os pacientes que sofrem desta doença.
O Revlimid obteve a designação de Medicamento Órfão na UE, Estados Unidos e Austrália para o tratamento do mieloma múltiplo. O Revlimid foi aprovado para a utilização como tratamento oral, em combinação com dexametasona, pela Comissão Europeia, seguindo a recomendação da Agência Europeia de Medicamentos (EMEA) e pela FDA, para os pacientes com mieloma múltiplo que receberam pelo menos uma terapia anteriormente. O Revlimid foi aprovado nos Estados Unidos (em combinação com um esteróide), em Junho de 2006.
O mieloma múltiplo é o segundo tipo de cancro de sangue diagnosticado mais comum. De acordo com a Fundação Internacional do Mieloma, estima-se que haja 750 000 pessoas com mieloma múltiplo, em todo o mundo. Actualmente, há mais de 85 000 homens e mulheres na Europa em tratamento para o mieloma múltiplo, e prevê-se que 25 000 pessoas morram deste tipo de cancro de sangue em 2007.
Isabel Marques
Fontes: Pharmalive, www.checkbiotech.org
Unicef adverte: Papas prejudicam saúde dos bebés
A especialista afirma que a melhor solução é a amamentação ou o leite em pó durante os primeiros seis meses de vida. Posteriormente as crianças devem ser desmamadas e alimentadas com sólidos de forma a controlar melhor a quantidade de comida que ingerem. Desta forma aprendem, desde cedo, a aderir à alimentação variada.
Esta é também uma chamada de atenção para recomendação da Organização Mundial de Saúde e da Unicef acerca da importância dos bebés serem alimentados exclusivamente com leite materno, nos primeiros seis meses de vida. Se isso não acontecer, as crianças correm o risco de desperdiçar nutrientes vitais presentes no leite materno, que os protegem contra as alergias e infecções comuns.
“Em 2002, a OMS apoiou uma investigação que revelou que o leite materno fornece a nutrição necessária ao bebé até aos seis meses de idade”, sustentou Repley.
Para além disto, alimentar os bebés com papas pode atrasar a sua aprendizagem do processo de mastigação, o que faz com que se tornem preguiçosos e aumenta a apetência para as constipações e para sofrerem de problemas gastrointestinais.
A ideia de elaborar um estudo que analisasse a alimentação dos bebés surgiu após várias observações feitas por Rapley onde se deparava com as dúvidas dos pais acerca do assunto. “Muitos pais chegavam junto a mim com o mesmo problema – o meu filho está obstipado, o meu filho tem um gosto muito selectivo – e não conseguiam fazer a mudança para a segunda fase de alimentação”, explicou a responsável em declarações à BBC.
Rapley reparou também que havia cada vez mais pais a comprarem papas para bebés nos supermercados, um facto que considera preocupante, já que quatro em cada cinco bebés, com idades entre os quatro e os 20 meses, são actualmente alimentados com produtos enlatados e de conserva. Muitos destes alimentos são orgânicos e confeccionados com ingredientes frescos para se tornarem mais apelativos aos olhos dos pais.
Partindo destas observações e baseando-se nas suas investigações, Repley desenvolveu um programa de alimentação que consiste em desmamar o bebé ao seu próprio ritmo, instigando os pais a introduzirem comida sólida na alimentação das crianças que já se conseguem manter sentadas, em vez das habituais papas.
É comum os pais pensarem que os bebés precisam de algo mais do que o leite quanto atingem os quatro meses de idade, porém “os cientistas e os conselheiros governamentais concordam que isso não é verdade”, afirmou a investigadora.
Aos seis meses de idade os bebés já têm capacidade para agarrar os alimentos com as próprias mãos e para os mastigar. Ainda assim o aleitamento materno não deve ser obrigatoriamente abandonado depois dessa idade podendo prolongar-se de acordo com o bem-estar da mãe e do bebé.
Ao serem alimentados de acordo com o programa proposto por Repley, as crianças desenvolvem melhor o controlo das mãos e tornam-se mais aptas para se alimentarem a elas próprias não necessitando dos pais para cumprir essa tarefa.
O estudo elaborado pela especialista demonstrou também que, na maior parte das vezes, as crianças alimentadas com papas, antes dos seis meses de idade, não aceitaram bem a introdução de alimentos sólidos por estarem habituadas a comidas onde os gostos de cada alimento estavam disfarçados.
“Desde que a criança esteja sentada correctamente e a ser supervisionada por um adulto, pode alimentar-se a ela própria com uma grande variedade de alimentos saudáveis”, disse Repley.
No entanto, Roger Clarke, director geral das Associações de Crianças e Alimentos Dietéticos e representante da Heinz, da Nestlé e da Boots, desvalorizou as recomendações. “Esta é uma investigação recente e é preciso analisá-la com cuidado”, frisou, acrescentando que “a idade na qual os alimentos sólidos são introduzidos depende das necessidades nutricionais e do desenvolvimento de cada criança”.
David Candy, pediatra gastrenterologista no “Royal West Sussex NHS Trust”, acredita nas potencialidades do programa. Ainda assim salienta que não é fácil estabelecer uma idade exacta para começar a introduzir os sólidos na alimentação, já que cada bebé se desenvolve a um ritmo próprio. As papas podem ajudar na transferência entre os líquidos e os alimentos sólidos, porque “há crianças que, nessa idade, ainda não desenvolveram a capacidade de mastigar e acabariam por rejeitar os alimentos sólidos”, concluiu.
Marta Bilro
Fonte: BBC News, Daily Mail, Fox News.
Tabaco: Vício dos pais reflecte-se nos filhos

Uma investigação realizada pela Universidade do Minho (UM), em Braga, concluiu que os filhos de pais fumadores têm mais probabilidades de virem a fumar, sendo que, a actuação da mãe tem maior impacto que a do pai no comportamento das crianças.
Intitulado «Relação entre o tabagismo dos pais e o consumo de tabaco dos filhos: implicações para a prevenção», o estudo – efectuado pela equipa do Instituto de Educação e Psicologia da UM – analisou o comportamento de 1.141 alunos de sete escolas EB 2-3 de Braga.
De acordo com as conclusões apresentadas pelos investigadores da UM, o número de fumadores diários é maior nos que têm pais fumadores (5,2 %) do que no grupo de pais não fumadores (3,3 %).
O dado mais importante, porém, surge no grupo dos fumadores diários cujas mães são, igualmente, fumadoras. A percentagem de alunos fumadores diários (8,7%) é maior no grupo de alunos cujas mães fumam, contra os 3,1 % nos estudantes cujas mães não fumam.
A percentagem maior de alunos fumadores surge, no entanto, no grupo daqueles cujos pais fumam dentro de casa. Entre nove e dez por cento dos jovens fumadores afirmaram que os pais têm por hábito fumar em casa.
Raquel Pacheco
Fonte: UM
terça-feira, 19 de junho de 2007
Medicamentos comparticipados já podem ser vendidos fora das farmácias
De facto, em Abril, o Concelho de Ministros havia já aprovado a venda de medicamentos comparticipados, não sujeitos a receita médica, fora das farmácias. Mas nestes casos não existiria qualquer comparticipação do Estado, tal como está definido no decreto-lei agora publicado.
No diploma, pode ler-se que a complexidade do sistema administrativo da comparticipação de medicamentos obriga a cingir a comparticipação dos Medicamentos Não Sujeitos a Receita Médica (MNSRM) às farmácias, impossibilitando, para já, o seu alargamento.
A venda dos MNSRM fora das farmácias, tinha já sido aprovada, em decreto-lei, há cerca de ano e meio.
Inês de Matos
Fonte: Agência Financeira
Pais fumadores têm maior probabilidade de ter meninas
Cromossoma masculino será mais sensível às mudanças nefastas causadas pelo fumoUma investigação realizada pela Liverpool School of Tropical Medicine, na Inglaterra, descobriu que as mulheres que fumam muito têm mais hipóteses de ter bebés do sexo feminino. A probabilidade aumenta se o pai também for fumador activo.
A pesquisa envolveu quase nove mil bebés nascidos entre 1998 e 2003, e concluiu que os pais fumadores apresentam uma probabilidade 50% menor de ter um bebé menino, do que, o grupo formado pelos pais não fumadores.
Os cientistas admitem desconhecer a causa para esse efeito, contudo, apontam como hipótese, o facto de as células do espermatozóide que carregam o cromossoma «y» (associado ao nascimento de meninos) serem mais sensíveis às mudanças prejudiciais associadas ao fumo.
“Estes resultados são importantes quando se avalia os danos para a saúde pública provocados pelo fumo na gravidez. Mas precisamos fazer mais pesquisas para descobrir exactamente o que causa esse efeito”, afirmou Ali Delpisheh, coordenador da pesquisa.
Raquel Pacheco
Fonte: BBC/BMJ
Metade dos hospitais portugueses já solicitou aquisição da pílula abortiva
Segundo dados da Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde (Infarmed), 19 dos 40 hospitais nacionais, já pediram este medicamento. Até ao momento, todos os pedidos foram diferidos.
O Mifepristone não é comercializado em Portugal, dai que para o importar, os hospitais tenham que efectuar um pedido ao Infarmed, de forma a obter uma autorização especial, que lhes permita adquirir o medicamento.
Os pedidos de autorização especial, surgiram na sequência de uma decisão do ministro da Saúde, Correia de Campos, que autorizou os hospitais a adquirir o comprimido, para que pudesse ser cumprida a lei em vigor, que autoriza o aborto apenas em três situações especificas. No entanto, o cenário deverá alterar-se com a nova lei do aborto, que deverá estar concluída até quinta-feira.
Os maiores pedidos foram feitos pelos hospitais de São Sebastião, em Santa Maria da Feira e de Faro, que pediram 1500 e 600 unidades, respectivamente. Em contrapartida, o Centro Hospitalar de Torres Vedras, registou o pedido mais reduzido, com apenas seis unidades.
Esta semana registaram-se mais três pedidos, o do Centro Hospitalar do Médio Ave, em Santo Tirso, o Hospital Distrital de Macedo de Cavaleiros e o Hospital de Santa Maria, em Lisboa.
Na capital registam-se apenas dois pedidos, o de Santa Maria, que solicitou 60 unidades, e o da Maternidade Alfredo da Costa, que pediu 102 pílulas.
Inês de Matos
Fonte: Lusa
Grupo de trabalho promove site para avaliar produtos
Protectores solares debaixo de olho
Um grupo de trabalho empenhado em alertar a população para o impacto do ambiente na saúde pública resolveu criar um site na internet que avalia a eficácia e segurança de cerca de 800 protectores solares. Nem sempre os produtos mais populares são os que mais protegem a pele, lembram os especialistas.
A ideia, levada a cabo pelo “Environmental Working Group” (EWG), pretende ensinar os consumidores a utilizar os produtos adequados. Os responsáveis disponibilizaram, por isso, informação detalhada sobre os diversos protectores, agrupando-os de acordo com o tipo de raios prejudiciais contra os quais é suposto que cada produto proteja.
A supervisão do site esteve a cargo da vice-presidente do departamento de investigação do EWG, Jane Houlihan, que explicou que há duas coisas que as pessoas precisam num protector solar mais do que quaisquer outras. Uma delas é que este possua uma protecção resistente ao espectro solar, tanto dos raios UVB como UVA. A outra é a estabilidade do creme quando exposto à luz solar.
Esta responsável alertou ainda para o facto de os números visíveis nas embalagens, que indicam o factor de protecção solar, apenas se referirem aos raios UVB, o mais responsável pelas queimaduras solares. Apesar de serem menos aptos a causar queimaduras, os raios ultravioleta A podem aumentar o risco de cancro de pele e apenas um em cada cinco protectores solares fornece verdadeira protecção contra os UVA, sublinhou Houlihan.
Não existe um valor que possa quantificar a protecção aos UVA, que depende da conjugação de diversos factores. Embora existam substâncias que protegem contra os UVA, a luz do sol pode contorná-los e fazer com que se tornem ineficazes caso não sejam devidamente produzidos.
Para além disso, existe a hipótese de alguns componentes do protector solar sofrerem alterações, penetrando na pele e desencadeando alergias. Houlihan elege como os seus preferidos o zinco e o titanium, dois ingredientes que não sofrem alterações provocadas pela luz do sol, como acontece com outros componentes, e que oferecem uma protecção mais duradoura. Outra das vantagens reside no facto de reflectirem a luz solar em vez de a absorverem.
Na hora de comprar um protector solar, a especialista aconselha os consumidores a terem atenção não só ao factor de protecção mas também à presença de zinco e titânio. Se é certo que um elevado factor de protecção solar é muito eficaz contra os raios UVB, também é verdade que o zinco e o titânio são indispensáveis contra os UVA.
Existem vários ingredientes que são menos desejáveis, no entanto, dependendo da forma como são misturados e de outros ingredientes que possam ser-lhes adicionados, poderão não ser imediatamente postos de parte. Entre eles estão a avobenzona, a oxibenzona, o padimato O, um derivado do ácido para-aminobenzoico.
A investigação levada a cabo pelos responsáveis do EWG concluiu que os protectores solares mais populares não estão, necessariamente, entre os melhores. Um dos exemplos é o Coppertone, que apresenta uma boa avaliação nalgumas das categorias analisadas, mas no qual a estabilidade deixa algo a desejar.
Por melhor que seja o protector solar utilizado, Houlihan adverte que as precauções habituais relativas ao sol não devem ser descuidadas. Evitar a exposição solar nas horas mais perigosas, usar roupas adequadas e chapéu e aplicar várias vezes o protector são algumas das medidas mais importantes.
De acordo com a Sociedade Portuguesa de Dermatologia e Venereologia, o cancro da pele é o tipo de cancro mais frequente nos indivíduos de raça branca. A exposição excessiva ao sol é considerada a causa mais frequente de cancro da pele, responsável por cerca de 90 por cento dos casos.
Marta Bilro
Fonte: CBS News, Sociedade Portuguesa de Dermatologia e Venereologia, ewg.org
Nanopartícula transporta medicamento para o olho
A resposta ao velho anseio da comunidade científica de transportar medicamentos para dentro do olho de uma forma eficaz e relativamente cómoda para o paciente, e que permita tratar com maior sucesso doenças como o glaucoma, poderá estar na iminência de se tornar realidade. Uma equipa de investigadores da Universidade da Florida, nos Estados Unidos, desenvolveu uma nanopartícula que transporta para o interior do olho medicamentos essenciais para tratar aquela doença, que pode levar à cegueira.
A nova nanopartícula, que será dada a conhecer no âmbito de um artigo a publicar na edição do próximo dia 28 da revista científica «Journal of Physical Chemistry», é pequena, não é invasiva nem desconfortável para os doentes, de acordo com os cientistas, e tem demonstrado resultados muito positivos em termos de penetração no olho e no que diz respeito ao transporte do medicamento, sempre com garantia de segurança para o doente, tendo apresentado maior eficácia no tratamento do glaucoma do que os complexos de polímeros normalmente utilizados nos colírios convencionais.
A equipa norte-americana de especialistas considera que “a nanopartícula pode, de uma forma segura, passar a barreira de sangue do cérebro, tornando-a numa ferramenta não tóxica eficaz para a entrega de medicamentos”, como explicou um dos investigadores envolvidos no projecto. Sudipta Seal, professor na Universidade da Florida, acrescentou que a nova nanopartícula “baseia-se numa conjugação de óxido de cério com um composto que bloqueia a enzima hCAII, que se pensa ter um papel importante no desenvolvimento do glaucoma”.
Carla Teixeira
Fonte: TV Ciência
Café pode prevenir tremor do olho
No estudo, foram analisados os hábitos de 166 pessoas que bebem café e que fumam. No que diz respeito ao tabaco, os cientistas não chegaram a conclusões efectivas. Mas, os que cosumiam café demonstraram menos tendência para desenvolver o problema nervoso da visão.
«As nossas análises aumentam as dúvidas no qe diz respeito à relação entre tabaco e os espamos ocular, e fortalecem a ideia de que o café pode ter um papel preventivo», explica o professor da Universidade de Bari, Itália, Giovanni Defazio.
O cientista acredita que a cafeína pode bloquear os receptores cerebrais associados ao tremor.
Com esta descoberta podem ser desenvolvidos novos fármacos para tratamento e prevenção deste distúrbio. Até agora os médicos utilizam o Botulinum.
O espasmo ocular é uma disfunção neurilógica que envolve contracções involuntárias dos musculos. Atingem sobretudo as pessoas com mais de 50 anos e começa muitas vezes por ser uma irritação nos olhos.
Sara Pelicano
Fonte: BBC
Tintas para o cabelo ligadas a maior risco de cancro
Já em 2003, a Comissão Europeia promoveu a elaboração de uma lista de substâncias aprovadas para as tintas do cabelo, de forma a evitar eventuais alergias. Em 2005, a investigação dos cientistas da Agência Internacional para a Pesquisa sobre o Cancro, afirmaram que as pessoas que estiveram muito expostas às tintas antes dos anos 70 devem ter especial atenção ao risco que correm.
Estima-se que actualmente, cerca de um terço das mulheres na Europa e América do Norte, e 10% dos homens com mais de 40 anos usam algum tipo de tinta para o cabelo.
No entanto, se utilizar uma coloração suave e que não demore tanto a sair, o risco é menor, uma vez que possui menos químicos.
Liliana Duarte
Fontes: Diário Digital e Site da RTP
Anunciantes portugueses comprometem-se a reduzir publicidade ao fast-food
Em declarações à agência Lusa, a secretária geral da Associação Portuguesa de Anunciantes (APAN), Manuela Botelho, afirmou que “os anunciantes portugueses estão já a desenvolver um conjunto de iniciativas que vão ao encontro do que a Comissão Europeia preconiza".
A eliminação da publicidade que incita os mais novos a ingerirem alimentos pouco saudáveis foi uma exigência avançada pela Comissão Europeia para travar os números crescentes no que toca à obesidade. Os anunciantes acataram a decisão e vão cumprir a norma de forma voluntária, face às ameaças desta vir a ser imposta através de legislação restritiva.
Um apelo à auto-regulação que parece estar a dar frutos, reconhece a secretária geral da Associação de Anunciantes. Os exemplos estão à vista. “Em Portugal existem já várias empresas que não só alteraram os conteúdos da sua comunicação como deixaram de comunicar em horários infantis”, sublinhou a mesma responsável.
Há ainda algumas marcas de fast-food que optaram por aderir a iniciativas que passam pela “reformulação de produtos e criação de novos produtos com mais baixo teor de açúcar, sal e gordura”, pela "melhoria da informação nutricional" e por "campanhas de promoção à actividade física".
Manuela Botelho garante que “os anunciantes portugueses estão conscientes do problema da obesidade e têm vindo a manifestar em diversas instâncias o seu compromisso de colaboração no sentido de ser parte da solução deste problema”.
A prova dos nove será realizada em 2010, altura em que a União Europeia irá monitorar a actuação da indústria relativamente a estas iniciativas. Se houver irregularidades, serão então adoptadas medidas mais sólidas.
A APAN diz-se solidária com as preocupações das empresas, e assegura que vai procurar “desenvolver iniciativas pró-activas no sentido de sensibilizar, promover e antecipar todas as questões que possam pôr em causa o futuro da comunicação comercial”, concluiu Manuela Botelho.
Marta Bilro
Fonte: Açoriano Oriental, Lusa.
Pesquisa- Síndrome de Hurler e Fenda Palatina
Assim, as células interagem e agregam-se em tecidos, os quais por sua vez combinam-se para formar órgãos e sistemas.
Os genes individuais existem em variantes que diferem umas das outras por pequenas mudanças na sequência de bases do DNA. As variantes de um gene são chamadas de alelos, e estas mudanças na sequência de DNA surgem por um processo chamado de mutação. Algumas mutações são prejudiciais, causando doenças; outras fornecem variação, tais como sardas na pele; e algumas mutações podem ser na verdade úteis.
Os genes são partes de estruturas maiores chamadas cromossomas, que também incluem proteínas nas quais o DNA se enrola. A célula humana tem 23 pares de cromossomas. Vinte e dois pares são autossómicos, ou seja, cromossomas que não diferem entre os sexos masculino e feminino. Os outros dois cromossomas, o X e o Y, são cromossomas sexuais.
Todas as doenças estão ligadas aos nossos genes. A informação contida nos nossos genes é tão importante que uma única alteração pode originar uma doença hereditária grave, predispor-nos para o desenvolvimento de uma doença crónica, ou tornar-nos mais vulneráveis a uma doença infecciosa.
O genoma humano contém aproximadamente 70000 a 100000 genes. Alterações ou mutações em certos genes são responsáveis por, aproximadamente, 4000 diferentes doenças hereditárias severas. Estas doenças são designadas de Doenças Mendelianas, doenças de gene único, ou Doenças Monogénicas porque uma alteração num único gene provoca a doença. No entanto são doenças relativamente raras mas que em termos mundiais afectam milhões de pessoas. Como exemplo destas doenças temos: fibrose cística, Síndrome de Hurler, doença de Tay – Sachs, Hemofilia entre outras.
Assim, a Doença Poligénica ou Multifactorial, é um conjunto de doenças hereditárias produzidas pela combinação de múltiplos factores ambientais e mutações em vários genes, normalmente de diferentes cromossomas.
Devido a este conjunto de causas complexas, são mais difíceis de analisar do que as doenças mendelianas.
As características multifactoriais incluem características comuns como a cor da pele, a altura, doenças e condições comportamentais e tendências.
Tanto as características mendelianas como as poligénicas podem ser multifactoriais. Grande parte das doenças existentes são de origem poligénica uma vez que estão associadas a vários genes.
A Síndrome de Hurler, é uma doença genética que se estima afectar aproximadamente um em cada 400.000 indivíduos. Estes doentes não produzem a forma natural da enzima alfa-L-Iduronidase, que é necessária para a degradação lisossómica de glicosaminoglicanos.
Os lisossomas são degradadores dos produtos da própria célula, de restos de organelos, macromoléculas ou ainda de produtos que são hidrolisados pela célula.
Na doença de Hurler como temos a falta da enzima alfa-L-Iduronidase, gera-se uma acumulação deste substrato no citoplasma da célula, ficando os lisossomas sobrecarregados.
O Síndrome de Hurler resulta de uma transmissão autossómica recessiva e mostra como a consanguinidade aumenta a probabilidade das pessoas poderem ter filhos afectados. O tratamento passa por administração intravenosa da enzima alfa-L-Iduronidase e
transplante de medula óssea, pode melhorar alguns dos sintomas desta doença e ainda pode prevenir o atraso mental.
No caso da fenda palatina sabe-se que em cada ano que passa nascem em todo o mundo centenas de bebés com malformações da boca. Estima-se que cerca de 600 recém-nascidos nasçam com fenda palatina – deformação que ocorre quando os dois lados do céu-da-boca não se unem devidamente.
Na maior parte dos casos, o problema é congénito, mas até ao momento pouco mais se sabia. Uma equipa de cientistas do Imperial College de Londres investigou o problema e acabou por descobrir o gene causador da fenda palatina. É o gene TBX22 no cromossoma X.
As fendas labiais e palatinas são originadas no período intra-uterino. Algumas das causas das fendas podem ser: Hereditárias: estudos demonstram que o risco de se ter um filho com o problema é de 5% quando um dos pais ou um irmão for fissurado, e será de até 30% quando um dos pais e um irmão o seja; Carência alimentar: a maioria dos fissurados pertence a famílias paupérrimas, com alimentação deficiente em Riboflavina, Ácido Fólico, Ácido Pentotênico, Vitamina E, Nicotinamida; Influências Psicológicas: distúrbios emocionais da mãe, durante o primeiro trimestre de gestação, podem provocar interferência na circulação do feto, causando a formação de fissuras; Doenças Infecciosas: estudos demonstram que 12 a 15% das mães, que contraíram a rubéola no primeiro trimestre de gestação, deram nascimento a crianças com fendas orais.
O tratamento da fenda labial e fenda palatina envolve diversas especialidades médicas, incluindo cirurgiões plásticos, ortodontistas, fonoaudiólogos e outros. O tratamento pode estender-se por vários anos.
A cirurgia para fechar a fenda labial geralmente é realizada com um ou dois meses de idade. Cirurgias posteriores podem ser necessárias se houver envolvimento nasal extenso.
A fenda palatina geralmente é fechada durante o primeiro ano de vida, a fim de melhorar o desenvolvimento normal da fala. Até a realização da cirurgia, uma prótese geralmente é colocada sobre o palato para facilitar a alimentação.
Embora o tratamento possa estender-se por vários anos e exigir várias cirurgias dependendo do comprometimento, a maioria das crianças afectadas por este distúrbio pode atingir aparência, fala e alimentação normais. Para alguns, os problemas de fala podem continuar.
Trabalho de Liliana Duarte
Fontes: : www.cienciaviva.pt
http://www.avera.org/avera/adam/5/001204.adam
http://www.genzyme.com.pt/corp/pt_p_port.asp
http://health.allrefer.com/health/hurler-syndrome-diagnosis-tests.html
http://www.medterms.com/script/main/art.asp?articlekey=3821
http://www.sciencemuseum.org.uk/exhibitions/genes/images/1-3-4-2-0-0-0-0-0-0-0.jpg
http://www.msd-brazil.com/msd43/m_manual/mm_sec23_254.htmhttp://www.jornaldosite.com.br/arquivo/anteriores/ivan/artivan74.htm
Livros
Lewis, RICHI, Genética Humana, Guanabara Koogan, 5ª edição, Rio de Janeiro.
Griffiths, ANTHONY J.F., Genética, McGRAW HILL, Interamericana, 7ª edição, Madrid.
Beisson, Janine; “A Genética”; Edição nº10029/1807; Publicações Europa- -América; Lisboa 1973.
Obesos à espera de um milagre
O consumo de medicamentos para combater a obesidade, independentemente de serem os que são prescritos por um médico ou aqueles que podem ser adquiridos livremente pelo utente sem necessidade de uma receita médica, pode desencadear comportamentos pouco saudáveis.

A conclusão é avançada num estudo elaborado por investigadores da Universidade da Pensilvânia, com o apoio de dois especialistas em Marketing da Wharton School of Business, nos Estados Unidos, que apontam as pessoas que mais facilmente optam por fármacos para emagrecer como as que também mais depressa recaem no sedentarismo e nos maus hábitos alimentares. De acordo com os especialistas, quando os pacientes são confrontados com um diagnóstico de obesidade, não dão imediatamente sinais de predisposição para trocar as batatas fritas e os chocolates por cenouras e caminhadas após as refeições.
Lisa Bolton e Americus Reed, professores da Wharton School of Business, e Kevin Volpp e Katrina Armstrong, da Escola de Medicina da Universidade da Pensilvânia, provaram que os indivíduos que contemplam a toma de um medicamento, com ou sem receita médica, para emagrecer, tornam-se mais propensos a adoptar hábitos alimentares perniciosos ou a optar por um estilo de vida mais sedentário. Trata-se do conhecido «efeito boomerang», que acontece, de acordo com aqueles peritos, por dois motivos: primeiro, a estratégia de marketing associada ao fármaco produz motivação no obeso, convencendo-o de que será fácil perder peso porque, em vez de lutar sozinho para queimar as gorduras, terá ajuda do químico.
Numa segunda linha de actuação o mesmo marketing dá a entender ao doente que ele não tem capacidade de levar uma vida saudável, que contemple alimentação saudável e prática regular de exercício físico. Não obstante, numa série de estudos conduzidos pelos investigadores, foi apurado que o «efeito boomerang» não tem a mesma dimensão em pessoas com um estilo de vida mais saudável. Os cientistas referem que “as pessoas parecem escolher a toma de suplementos num acto de fé, mais do que tendo em conta a evidência científica. Assumem que os medicamentos são “naturais” e que não podem fazer-lhes mal. As nossas pesquisas indicam que é assim de facto, mas tendo em conta cenários em que predomina o estilo de vida saudável”, atestam.
Carla Teixeira
Fonte: Medical News Today
Estudo: Bebés fumadores-passivos têm elevados níveis de cotinina no organismo
Os especialistas acreditam que ao fumar perto dos recém-nascidos, estes transformam-se em fumadores passivos crónicos, mais sensíveis ao risco de aparecimento de doenças relacionadas com o sistema respiratório. O estudo diz mesmo que este factor pode estar relacionado com muitos casos de morte súbita.
A cotinina é desenvolvida pelo próprio corpo num tentativa de se defender da nicotina inalada através do fumo. A investigação divulgada pela edição on-line do jornal “Archives of Diseases in Childhood” concluiu que os bebés cuja mãe é fumadora correm um risco quatro vezes superior de acumular cotinina no corpo.
O estudo, que envolveu 104 crianças com 12 semanas de idade (71 das quais em que um dos pais é fumador e 33 com pais não fumadores), indicou também que os bebés que nascem em famílias onde o pai é fumador, o nível de cotinina detectado na urina duplica.
“Os bebés e as crianças são expostos de forma rotineira ao fumo do cigarro pelos progenitores nas suas casas, uma vez que não é aplicada a mesma legislação em vigor nos espaços públicos”, refere o artigo elaborado por investigadores da escola médica da Universidade de Leicester e pela Universidade Warwick.
Há outros factores associados ao aumento dos níveis de cotinina no corpo, como é o caso dos bebés que dormem com os pais ou em quartos onde a temperatura é baixa, revelam os cientistas. “Os bebés afectados pelo fumo são, por norma, provenientes de lares pobres, com divisões reduzidas e aquecimento inadequado”, relata o estudo.
De acordo com os autores, “os elevados níveis de cotinina, em alturas do ano em que a temperatura é mais baixa, podem ser um reflexo de outros factores chave que influenciam a exposição ao fumo passivo, tais como a má ventilação ou uma tendência dos pais para fumarem dentro de casa no inverno”.
Dormir com os pais é um factor de risco que propicia a síndrome de morte súbita infantil, alertam os cientistas, justificando que isso se poderá dever à proximidade das crianças com a roupa ou outros objectos dos pais contaminados com partículas de fumo.
Existem, segundo os investigadores, dificuldades práticas na prevenção do acto de fumar dentro de casa que requer boa vontade por parte dos que nela habitam e informação sobre os perigos para a criança. Só resta esperar que as mães façam o que é melhor para os filhos, sublinham os especialistas.
“Todos temos consciência de que o fumo passivo é nocivo para as crianças, o que acabámos de fazer foi traduzi-lo em números”, referiu Mike Wailoo, especialista em saúde infantil na Universidade de Leicester.
“A nicotina, da qual a cotinina é um derivado, tem efeitos na estimulação cardiovascular, no entanto, esse é apenas um dos vários milhares de compostos do fumo do tabaco e pode nem ser o mais letal. A forma como afecta as crianças é completamente desconhecida”, alertam os responsáveis pelo estudo.
A mesma investigação demonstrou que 74 por cento dos fumadores garantiram não fumar quando se encontravam no mesmo espaço que uma criança, comparativamente aos 47 por cento que afirmou que não fuma na companhia de outros adultos não fumadores.
Os dados da Organização Mundial de Saúde indicam que 49 por cento das crianças são fumadoras passivas em casa e 60 por cento em locais públicos. O tabagismo passivo é a primeira causa de doença pediátrica, sendo que 50 por cento dos recém-nascidos com baixo peso são filhos de mães que fumaram durante a gravidez.
Marta Bilro
Fonte: Forbes, Guardian Unlimited, Life Stile Extra.
