segunda-feira, 11 de junho de 2007

Carmona Rodrigues justifica que Lisboa perdeu IPO por não ter terrreno disponível

O ex-presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carmona Rodrigues, reconheceu hoje que Lisboa perdeu o Instituto Português de Oncologia (IPO) porque não tem terreno disponível, defendendo a permanência daquela unidade de saúde nas actuais instalações.

Carmona Rodrigues contou que quando foi contactado pelo ministro da Saúde a propósito deste e de outros projectos, como o Hospital de Todos-os-Santos, pediu aos serviços de planeamento da cidade para ver a possibilidade de arranjar terrenos com a capacidade que lhe foi manifestada pelo Ministério da Saúde.

«Estamos a falar de terrenos com cerca de sete hectares. Como deve imaginar não é fácil arranjar num município como Lisboa sete hectares de terreno disponíveis para uma construção», referiu.

Carmona Rodrigues explicou que foi essa razão que fez com que não tivesse havido um entendimento na altura.
Defende ainda que «o IPO, tal como está, é o melhor local possível».
«Falta se calhar, perante a opinião pública, justificar muito bem porque é que o IPO eventualmente terá de sair dali», afirmou.

O candidato à C. M. Lisboa adiantou que há muitos projectos de remodelação das instalações actuais que se fossem realizados permitiram que o IPO permanecesse no mesmo local.
«São obras que precisam de algum investimento, mas parecia-me que, se assim fosse, seria muito mais económico e muito mais desejável que o IPO se mantivesse onde está» em vez de ser transferido para Oeiras, acrescentou.

Posição contrária tem o presidente do Conselho de Administração do IPO, Ricardo da Luz que defendeu, em declarações ao Rádio Clube Português, a construção de um novo edifício.
Ricardo da Luz justificou que nas actuais instalações, os edifícios mais antigos, têm cerca de 80 anos, outros cerca de 60, e foram construídos numa época em que a actividade oncológica era uma actividade muito asilar e cirúrgica.

«Hoje a oncologia é algo de completamente diferente em que a grande maioria não é uma actividade asilar, nem de internamento. É uma actividade ambulatória e estas instalações não estão vocacionadas para esse tipo de trabalho», constatou.

Nuno Oliveira Jorge

Fonte: Lusa

Índices ultravioleta mais altos até quarta-feira

O índice de raios ultravioleta vai estar hoje entre «alto» a «muito alto» em todo o país, com a zona Sul do continente, Madeira e grupo Oriental dos Açores a obterem os valores mais elevados.

De acordo com o site do Instituto de Meteorologia, os valores vão continuar elevados nos próximos dois dias, prevendo-se que na terça-feira os distritos de Castelo Branco, Guarda e Viseu alcancem o índice máximo (11), à semelhança do que acontecerá com a Madeira.

Os valores máximos serão alcançados entre as 11h e as 16h no continente e Açores e entre as 12h e as 17h na Madeira.

Os índices previstos para hoje, entre 6 e 9, aconselham a utilização de óculos de sol com protecção ultravioleta, chapéu, t-shirt e protector solar, sendo que nos locais onde os valores vão estar mais elevados se desaconselha a exposição ao sol pelas crianças.

Nuno Oliveira Jorge

Fonte: Lusa

Governo quer diminuir listas de espera

O Ministério da Saúde quer reduzir o tempo médio de espera para uma cirurgia de seis para cinco meses até ao final deste ano, anunciou hoje a secretária de Estado Adjunta da Saúde

Carmen Pignatelli, em entrevista à Antena 1 referiu que conseguir uma redução de 20 mil pessoas na lista de espera para uma operação cirúrgica até ao fim do ano.

«A nova previsão para o final deste ano é a seguinte: ter cerca de 200 mil pessoas inscritas na lista e uma redução do tempo de espera para os cinco meses», afirmou.Actualmente há 220 mil pessoas a aguardar cirurgia em Portugal e o tempo médio de espera é de seis meses.

De acordo com dados oficiais divulgados em Março, 225.409 utentes encontravam-se em lista de espera em 2006, menos 6,6 por cento do em 2005.

Em 2006, o tempo médio de espera era de 6,9 meses, uma redução de 1,7 meses face a 2005.

Carmen Pignatelli anunciou ainda o «lançamento, no próximo ano, de um portal na Internet onde o utente pode saber em que lugar está na lista de espera e quando deverá ser operado», concluiu.

Nuno Oliveira Jorge
Fonte: Antena1

AstraZeneca quer aumentar oferta de produtos através de aquisições

Desde que assumiu o cargo de conselheiro delegado da farmacêutica britânica AstraZeneca, em Janeiro de 2006, David Brennan já investiu mais de 12 mil milhões e euros em aquisições de empresas. O responsável garante que vai continuar a apostar nesta estratégia de forma a aumentar a oferta de produtos do laboratório. Para 2007, Brennan tem disponíveis 5.240 milhões de euros destinados aos novos investimentos.

Brennan e John Symonds, o director financeiro da empresa que se demitiu no dia 6 de Junho para se transferir para a Goldman Zachs, procederam à compra de quatro empresas para aceder a medicamentos experimentais. As investigações levadas a cabo pelo próprio laboratório não foram bem sucedidas nas últimas quatro fases de teste.

A AstraZeneca investiu mais de mil milhões de euros em patentes entre 2006 e o primeiro trimestre de 2007. Actualmente, os seus dois medicamentos com maior sucesso de comercialização enfrentam batalhas jurídicas relativamente à perda de protecção das patentes.

“Não estabelecemos quaisquer limites monetários aos nossos objectivos”, assegurou Brennan durante uma entrevista, acrescentando que a empresa está interessada em “abraçar” oportunidades que se encontrem na fase final de estudo nas várias áreas disponíveis. De acordo com o mesmo responsável, a farmacêutica pretende adquirir tratamentos para doenças do foro respiratório, cardiovascular, ao nível das inflamações, infecções e cancro.

Recorde-se que em Abril, a AstraZeneca comprou a norte-americana MedImmune (de biotecnologia), num negócio que ultrapassou os 11 mil milhões de euros, uma oferta 11 vezes superior às vendas da MedImmune. De saída para a instituição financeira no final do mês de Julho, onde ocupará o cargo de director executivo, Symonds assegurou que a compra da empresa de vacinas “foi sem qualquer dúvida o passo mais adequado” da AstraZeneca.

Alguns analistas prevêem que a saída de Symonds possa afectar os projectos de aquisição da farmacêutica. Após a compra da MedImmune, a agência internacional de notação financeira (rating) Fitch Ratings, reavaliou a qualificação de dívida da empresa. Desde então, as acções da farmacêutica caíram cerca de 11 por cento. Actualmente a AstraZeneca tem 165 compostos em desenvolvimento, mais 60 do que em 2006.

Marta Bilro

Fonte: Bloomberg, PM Farma, cincodias.com.

América unida a pedalar contra o HIV/ Sida

Terminou no passado dia 9 de Junho, a sexta edição da AIDS/LifeCycle, uma corrida anual de ciclismo, cujo objectivo é ajudar financeiramente organizações que prestem serviços na área do HIV/Sida.

Foram cerca de 2.300, os ciclistas que cortaram a meta em Los Angeles, depois de um percurso de quase 880 km, cuja partida aconteceu uma semana antes em São Francisco.

Com eles traziam 11 milhões de dólares, em donativos acumulados, que entregaram ao L.A. Gay & Lesbian Center e à San Francisco AID Foundation, duas das maiores organizações de prevenção e luta contra a Sida, dos Estados Unidos.

Esta foi a maior verba destinada à luta contra a Sida, alguma vez acumulada pela AIDS/LifeCycle, superando os 3 milhões de dólares acumulados na edição anterior.

Surpreendente foi também o número de participantes no encontro. Cerca de 2.300 ciclistas, com idades compreendidas entre os 18 e os 78 anos, provenientes de 43 estados norte-americanos e dez países, contaram com o apoio de 450 voluntários, ao longo de todo o percurso.

De acordo com Mark Cloutier , director executivo da San Francisco AID Foundation, “mais de um milhão de pessoas vive com o HIV nos Estados Unidos, e muitos outros milhares, são pessoalmente afectados. Os nossos participantes são um exemplo de empenho, coragem e apoio à comunidade, que nos leva a imaginar um futuro sem o HIV/Sida”.

Este ano, a AIDS/LifeCycle teve também o objectivo de apelar à educação e prevenção, convidando todos os participantes a efectuarem o teste do HIV.

É preciso ter a consciência de que a Sida continua a ser um problema, alerta Lori L. Jean, chefe do gabinete executivo do L.A. Gay & Lesbian Center. “Durante esta corrida, cerca de 700 americanos serão infectados com HIV” e muitos mais serão infectados, se os portadores do HIV positivo não fizerem o teste, nem tomarem precauções.

Desde a sua primeira edição, a AIDS/LifeCycle acumulou já cerca de 30 milhões de dólares, em donativos, cujo destino foi sempre o mesmo, ajudar no combate ao HIV/Sida.

Inês de Matos

Fontes: PR Newswire, AIDS/LifeCycle

Imunosupressor de uma só dose

Advagraf é o nome do imunosupressor fabricado pela farmacêutica Astellas. O químico é indicado para a prevenção da rejeição de órgãos transplantados. A União Europeia já licenciou a sua venda.

O fármaco, cujo princípio activo contém tacrolimus, tem uma fórmula de libertação prolongada o que possibilita que o doente o tome uma só vez durante o dia.

O fármaco permite uma maior aderência à medicação o que aumenta a sua eficácia e ajuda assim a combater um problema verificado recentemente pelos especialistas. «Vários estudos indicam que a não aderência à medicação converteu-se numa importante preocupação no tratamento de doentes transplantados», explica o médico Johannes van Hoff.

Advagraf é usado uma só vez durante o dia porque a sua fórmula de libertação prolongada o permite. Os medicamentos que existem actualmente no mercado exigem aos transplantados mais do que uma dose diária.

Este facto faz com que muitas vezes haja esquecimento de uma dose e assim os riscos de rejeição do órgão aumentam.

Sara Pelicano

Fontes: Pm Farma

Associação Cívica quer retirar símbolos religiosos dos hospitais

A Associação Cívica República e Laicidade solicitou a intervenção do Ministro da Saúde, Correia de Campos, de forma a acabar com a existência de símbolos religiosos, em estabelecimentos de saúde e hospitais.

A associação fez já chegar ao Ministério da Saúde, um documento por escrito, onde denuncia a quebra da laicidade destas instituições. “Estamos deveras preocupados com algumas situações de evidente abuso clerical católico, que ocorrem com unidades de prestação de cuidados integradas no Serviço Nacional de Saúde – hospitais e centros de saúde de construção recente – e cujos relatos nos chegam com frequência”, denuncia a associação.

No entanto, a reivindicação da associação vai além dos símbolos religiosos, criticando também o estatuto privilegiado de que ainda gozam os capelães hospitalares, no acesso às instalações de saúde, considerando que “há um desequilíbrio” e que esta é uma situação totalmente desadequada dos tempos modernos.

Para a igreja católica, esta é uma posição antiquada e pouco democrática. De acordo com Carlos Azevedo, Bispo Auxiliar de Lisboa e porta-voz da Conferência Episcopal, “não pode haver a ditadura de uma minoria sobre a maioria”.

Portugal é um pais de tradição católica e na opinião do Bispo auxiliar de Lisboa, “a sociedade portuguesa não é laica, o Estado é que o é, mas o Estado deve também respeitar a sociedade”.

Inês de Matos

Fonte: Correio da Manhã

CE promove campanha para doenças musculo-esqueléticas

«Aliviar o fardo» é o nome da campanha da Comissão Europeia (CE). O objectivo é prevenir, reabilitar e reinserir as pessoas que sofrem de patologias musculo-esqueléticas. Mas também tem a missão de alertar para as normas de segurança e saúde no trabalho.

Segundo dados da CE, divulgados a semana passada em Bruxelas, 48% dos trabalhadores na União Europeia (EU) sofrem de problemas nas costas e de dores musculares, 62% estão expostos um quarto de tempo a movimentos repetitivos da mão e braços.

Os dados referentes aos 27 estados-membros revelam ainda que 46% dos profissionais estão sujeitos a posições cansativas e 35% carregam cargas pesadas.

A agricultura e a construção civil são os sectores que têm maior número de sofredores destas patologias. Os homens estão mais sujeitos aos distúrbios físicos profissionais do que as mulheres, embora também tenham posições dolorosas e cansativas.

A campanha foi anunciada na semana passada.

Sara Pelicano

Fontes:Saúde na Internet

domingo, 10 de junho de 2007

Cientistas apontam pesticidas como causa de cancro cerebral

A exposição frequente e continuada a pesticidas, pode conduzir ao desenvolvimento de cancro no cérebro. O alerta foi dado por um estudo publicado na revista britânica Occupational and Environmental Medicine.

De acordo com esta investigação, os agricultores têm o dobro de probabilidades de vir a desenvolver um tumor cerebral e mais do triplo de contrariarem glioma, um tipo de cancro que afecta o sistema nervoso central.

O estudo baseou-se na análise de 221 casos de tumores cerebrais, registados no Instituto Francês de Saúde Pública, Epidemiologia e Desenvolvimento, na região vinícola de Bordéus, França. Nesta região francesa, 80% dos pesticidas são do tipo fungicidas, usados para proteger as vinhas contra os fungos.

Apesar de os cientistas não terem conseguido definir o tipo de pesticida relacionado com o aparecimento de cancro no cérebro, acreditam que o facto de os homens serem mais atingidos por gliomas, se deve à sua maior exposição aos pesticidas.

Inês de Matos

Fonte: Jornal de Noticias

Sapatilhas com rodas originam lesões ortopédicas

Um estudo divulgado pela pelo jornal “Pediatrics” refere que as sapatilhas com rodas constituem um perigo para os seus utilizadores. Ao analisar as taxas de lesões registadas num hospital norte-americano, durante um período de dez semanas, em crianças que utilizam as referidas sapatilhas, os investigadores anotaram 67 lesões ortopédicas, 49 das quais se referiam a fracturas nos pulsos.

Os dados da Comissão de Segurança de Produtos de Consumo dos EUA (Consumer Product Safety Commission), indicam que as lesões relacionadas com o referido tipo de calçado originaram, durante o último ano, 1.600 deslocações aos serviços de urgência, uma estimativa muito inferior à que tinha sido anteriormente divulgada.

A Academia Americana de Cirurgiões Ortopédicos aconselha a utilização e capacete, protectores para os pulsos, joelheiras e cotoveleiras aos utilizadores deste calçado da moda. As recomendações surgem na sequência da divulgação de relatórios médicos recentes, provenientes de diversas partes do globo, que dão conta de fracturas cranianas, pulsos, braços e tornozelos fracturados e cotovelos deslocados em crianças que utilizam as sapatilhas.

Face ao elevado registo de lesões, a empresa responsável pela comercialização do produto respondeu através de uma declaração que salienta a segurança dos sapatos proferida por Edward Heiden, presidente da Heiden Associates, uma consultora de segurança de produtos contratada pela Heelys para testar as sapatilhas.

De acordo com este responsável, o aumento do número de incidentes surge em consequência do aumento das vendas dos sapatos com rodas, uma vez que “a taxa de lesões não aumentou nos últimos 15 meses”, acrescentou.

Haiden diz ainda que os números confirmam as análises anteriores que “referem que a utilização de sapatos com rodas é 42 vezes mais segura do que o basquetebol, 29 vezes mais segura que andar de bicicleta, e 18 vezes mais segura que a prática de skate”.

Ainda assim, alguns especialistas na área da saúde temem que a utilização das sapatilhas, que têm a sola plana se a roda for removida, alteram a dinâmica do andar, o que poderá afectar o desenvolvimento físico das crianças.

Marta Bilro

Fonte: The Vancouver Sun, saukvalley.com, The Independent

Yoga no tratamento de dores na costa

Cientistas norte-americanos vão realizar testes para verificar a eficácia da prática de Yoga no tratamento de pessoas que sofrem de dores de costas de forma permanente e contínua.


«A Yoga oferece uma combinação entre exercício físico e o exercício mental que pode resultar numa terapia eficaz no tratamento da dor nas contas», explica o director da University of York Clinical trials Unit.

Uma equipa de investigadores, professores e Yoga e praticantes delinearam um curso de 12 semanas para fazer o ensaio.
Depois recrutaram 260 pessoas com idades compreendidas entre os 18 e os 65 anos que sofrem de dores lombares desce há 18 meses.

Metade destas pessoas vai continuar com o tratamento regular, a outra metade vai começar por fazer os exercícios básicos deste desporto com gradual aumento de dificuldade.

Ao fim de seis meses vão ser comparados resultados, e um ano depois novamente.


A Yoga é um desporto que desenvolve a flexibilidade e a massa muscular alongando e e fortalecendo a musculação. Após este teste pode verificar-se também a sua utilidade no tratamento (de baixo custo) de dores nas costas.

Sara Pelicano

Fontes: BBC

Indica um estudo da Universidade Johns Hopkins
100 milhões com Alzheimer em 2050


Mais de 26 milhões de pessoas em todo o mundo são actualmente afectadas pela doença de Alzheimer. Uma nova previsão indica que por volta do ano 2050 o número deverá aumentar quatro vezes, ascendendo aos 100 milhões. De acordo com o estudo elaborado por cientistas da Universidade Johns Hopkins, entre os 100 milhões de portadores da patologia, 40 por cento atingirão a fase terminal. Se os dados se confirmarem, dentro de 40 anos, uma em cada 85 pessoas será portadora de Alzheimer, avançam os investigadores.

Os resultados divulgados hoje (10 de Junho) durante uma conferência da Associação Alzheimer, em Washington, indicam ainda que o maior aumento do número de doentes deverá ocorrer no continente asiático, que passará a representar 59 por cento do total de casos diagnosticados, comparativamente aos actuais 48 por cento.

“O número de pessoas afectadas pela doença de Alzheimer está a crescer a um ritmo preocupante, e o aumento dos custos financeiros e pessoais terá efeitos devastadores na economia mundial, nos sistemas de cuidados de saúde e nas famílias”, alertou o vice-presidente para as relações médicas e científicas da instituição, William Thies.

Os responsáveis pelo estudo, financiado pela Elan Pharmaceuticals e pela Wyeth Pharmaceuticals, recorreram às previsões e dados das Nações Unidas sobre a prevalência da doença de Alzheimer na população mundial para criar um modelo de computador matemático multi-estatal. A equipa foi liderada por Ron Brookmeyer, um professor de bioestatísticas e presidente do mestrado do programa de saúde pública na Escola Bloomberg de Saúde Pública da Universidade de Johns Hopkins, em Baltimore.

Os dados fornecidos pelo computador indicam também que atrasar a progressão da doença de Alzheimer no estado inicial por um ano poderia reduzir o número de casos previstos para 2050 em cerca de 12 milhões. Se o início e a progressão da doença fossem atrasados em dois anos, o número de casos poderia ser reduzido em 18 milhões. Grande parte dessa diminuição, cerca de 16 milhões de casos, envolveria os pacientes em fase terminal que requerem cuidados mais permanentes.

“Está a aproximar-se uma epidemia global de Alzheimer, no entanto, mesmo os mais modestos avanços na prevenção da doença ou no atraso da sua progressão podem provocar um impacto enorme na saúde pública global”, sublinhou Brookmeyer.

ALZHEIMER E A REALIDADE PORTUGUESA. A doença de Alzheimer conduz a uma deterioração mental progressiva, afectando regiões do cérebro, que alteram, mais frequentemente, o comportamento físico, mental e a linguagem conduzindo à demência. A doença tem consequências dramáticas para o paciente, a família e a sociedade devido aos elevados custos financeiros exigidos pelo tratamento.

Segundo um relatório da Associação Portuguesa de Familiares e Amigos de Doentes de Alzheimer (APFADA) e da Apifarma (Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica), apesar de esta ser uma doença incurável, progressiva e irreversível, “nem sempre merece ser reconhecida com o estatuto de doença crónica”. Os medicamentos específicos, “porque não curam”, situam-se no último escalão de comparticipação, “sujeitos à obrigatoriedade de prescrição exclusiva dos especialistas, com discriminação não só dos doentes mas também dos próprios médicos”, salientam os responsáveis da APFADA. Segundo a Associação para o Desenvolvimento de Novas Iniciativas Para a Vida (ADVITA), uma projecção para o ano 2010, refere que haverá em Portugal cerca de 75 mil doentes de Alzheimer.

Marta Bilro

Fonte: Bloomberg, Canada.com, Forbes, www.alzheimerportugal.com, APIFARMA, Associação para o Desenvolvimento de Novas Iniciativas Para a Vida.

Campanha europeia de prevenção de Doenças Musculo-Esqueléticas

A comissão Europeia apresentou, a semana passada, uma campanha de prevenção de doenças musculo-esqueléticas denominada de "Aliviar o fardo". Milhares de trabalhadores na União Europeia (UE) são afectados por este problema de saúde e esta campanha destina-se, não só à prevenção, mas também, à reabilitação e reinserção dos trabalhadores que sofrem destas patologias. A campanha visa alertar para o respeito pelas normas de saúde e segurança no trabalho e pelas medidas de prevenção apropriadas.

Segundo dados da União Europeia, 25% dos trabalhadores sofrem de problemas nas costas e 23% queixam-se de dores musculares. Os mesmo dados avançam que 62% dos trabalhadores dos 27 estados-membros estão expostos um quarto do tempo a movimentos repetitivos da mão ou do braço, 46% a posições cansativas e 35% carregam ou movem cargas pesadas.

Em todos os sectores laborais existem trabalhadores que sofrem desta doença, contudo, os índices mais elevados registaram-se na agricultura e na construção. Na generalidade, as mulheres estão menos expostas que os homens a factores físicos de risco, no entanto, estão igualmente expostas a trabalhos que envolvem movimentos repetitivos das mãos e braços e a posições dolorosas ou cansativas.

As doenças músculo-esqueléticas são a principal causa das dores crónicas e da incapacidade física e ocupam o primeiro lugar das patologias profissionais em Portugal, tendo também vindo a aumentar, devido às novas formas de trabalho, com novos gestos técnicos.

Paulo Frutuoso
Fontes: MNI- Médicos Na Internet, Manualmerck, Diário Digital

Prótese inovadora para o ombro é apresentada dia 16 de Junho no Auditório do Hospital Pêro da Covilhã.

O Centro Hospitalar da Cova da Beira, EPE (CHCB) apresenta dia 16 de Junho, no Auditório do Hospital Pêro da Covilhã, um Sistema Modular para o Ombro.

Esta iniciativa do Centro Hospitalar Cova da Beira, com a empresa Lima Implantes, proporcionará a todos os profissionais desta especialidade, a visualização de duas cirurgias em directo do bloco operatório, ao Ombro Degenerativo e ao Ombro Inverso, que poderão ser vistas no Auditório do Hospital Pêro da Covilhã.
O evento conta ainda com uma conferência em que participam dois especialistas de renome internacional.
Paula Helena, Ortopedista do CHCB será a organizadora desta apresentação.


Liliana Duarte

Fonte: Centro Hospitalar da Cova da Beira, EPE
Portal da Saúde

1ºColóquio Regional sobre Tabagismo

Realiza-se no dia 19 de Junho, no Centro Hospitalar de Coimbra, o 1º Colóquio Regional sobre Tabagismo.

Entre os objectivos de motivar os profissionais de saúde na prevenção do tabagismo, pretende-se sensibilizar e adquirir conhecimentos sobre a neurobiologia da nicotina.

As inscrições são gratuitas mas limitadas à capacidade do auditório.
Para se inscrever e adquirir mais informações consulte o sitio http://www.portaldasaude.pt/portal/conteudos/a+saude+em+portugal/eventos/coloquio+tabaco.htm

Liliana Duarte

Fonte: Portal da Saúde
À venda em farmácias e espaços de saúde
Programa de emagrecimento adaptado à idade da mulher

Já está disponível no mercado o primeiro programa de emagrecimento que tem em conta as alterações físicas e metabólicas sofridas pelo organismo da mulher com o passar dos anos, e que são particularmente significativas na menopausa e na fase que a precede, a partir dos 40 anos.

O Ymea Silhouette, comercializado pela Chefaro Portuguesa, é um medicamento especialmente concebido para resolver de uma forma eficaz e natural os problemas de alteração de peso e de formas do corpo feminino que estão associados à idade, proporcionando alívio face aos respectivos sintomas. A empresa esclarece que, na menopausa e na fase que a antecede, sensivelmente a partir dos 40 anos, ocorrem variações hormonais no corpo da mulher, que provocam importantes alterações fisiológicas, como acessos de calor, suores nocturnos, irritabilidade e problemas de sono, acompanhadas do alargamento das formas do corpo (inchaços incómodos do ventre e das ancas, sensação de fome regular e aumento de peso frequente e mais difícil de resolver).
Porque conhece o corpo da mulher e as manifestações da idade na sua estrutura, o novo produto foi desenvolvido segundo uma fórmula inovadora à base de nutrientes e extractos vegetais, que responde à especificidade do organismo feminino em fase de mudança, controlando a retenção de líquidos, eliminando gorduras e regulando o apetite. Ymea Silhouette responde ainda às implicações fisiológicas do processo de amadurecimento da mulher, reduzindo os afrontamentos, a irritabilidade e os distúrbios do sono, e regularizando os ciclos menstruais irregulares habituais nas fases da menopausa e do climatério. A ingestão de uma cápsula branca de manhã e de uma cápsula azul à noite, com um copo de água e uma refeição, garante uma eficácia reforçada da fórmula pela acção cronobiológica do produto, que fornece os ingredientes adequados nas horas certas.

Carla Teixeira
Fonte: Chefaro Portuguesa

Café pode reduzir risco de cancro de mama

Segundo uma pesquisa, as mulheres que consomem entre 2 a 3 cafés por dia reduzem em 10% o risco de desenvolver cancro de mama. A percentagem aumenta para 69%,quando se consome entre 4 a 5 cafés por dia.

A informação é de um estudo realizado por uma equipe canadense, publicado na edição de Janeiro do International Journal of câncer.

A pesquisa baseou-se em mulheres que apresentam mutações dos genes BRCA1 e BRCA2, que implicam um risco de até 80% de desenvolver este tipo de cancro.

Os resultados foram positivos e referem-se principalmente às mulheres com o gene BRCA1.
O estudo foi feito com 1.690 mulheres, no Canadá, Estados Unidos, Israel e Polônia.


Liliana Duarte


Fonte: AFP

Brystol-Myers Squibb em negociações para testar Sprycel no tratamento de Leucemia Mielóide Crónica

A farmacêutica Bristol-Myers Squibb (BMS) está em negociações com as autoridades sanitárias dos Estados Unidos da América e da Europa para que possa dar início aos ensaios globais a longo prazo de forma a avaliar o potencial do desatinib, comercializado pelo laboratório com o nome “Sprycel”, e a sua utilização no tratamento da Leucemia Mielóide Crónica (LMC) em pacientes em fase crónica.

A declaração surge na recente apresentação durante a reunião anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO) e foi reafirmada na abertura do XII Congresso da Associação Europeia de Hematologia, que hoje (10 de Junho) termina em Viena. Os resultados dão conta de um ensaio independente em Fase II elaborado por investigadores do “M. D. Anderson Cancer Center”, explicou Francisco Cervantes, médico consultor sénior do Hospital Clinic de Barcelona.

O estudo, que envolveu 33 pacientes, 29 dos quais mostraram evolução, foi descrito por este especialista como “encorajador”. A investigação demonstra que o Sprycel pode desempenhar um papel importante como terapia de primeira linha no tratamento de LMC. Um ano após o início do tratamento foram observadas alterações citogenéticas completas rápidas em 95 dos pacientes com LMC em fase crónica que não tinham recebido qualquer tratamento prévio com a dose diária de 100mg de desatinib.

De acordo com declarações prestadas à Europa Press por fontes da empresa, o novo estudo aleatório que irá avaliar o potencial do desatinib enquanto tratamento de primeira linha contará com a participação de mais de quinhentos pacientes provenientes de vários hospitais mundiais.

Francisco Cervantes mostrou-se confiante no potencial do próximo estudo que vai ser realizado pelo laboratório. A LMC é a doença “que mais tem progredido nos últimos 20 anos”, afirmou o responsável, acrescentando que, no futuro, “a cura passará pela combinação de fármacos”.

A Leucemia Mielóide Crónica resulta de uma lesão adquirida (não hereditária) no DNA de uma célula tronco da medula óssea, nesta condição há uma sobreprodução de células mielóides de aparência madura mas defectivas, ao ponto de quase não restarem células normais. Na maioria dos casos, a doença surge associada a uma anormalidade cromossómica, denominada cromossoma Filadélfia, que contém um gene responsável pela produção de uma enzima que se acredita ser a causa da doença. A LMC corresponde a cerca de 20 a 30 por cento das leucemias do adulto, afectando maioritariamente as pessoas com idades compreendidas entre os 25 e os 60 anos. É uma doença que requer um tratamento longo e complicado, envolvendo, muitas vezes o transplante de medula óssea e tratamentos de quimioterapia.

De acordo com o portal Ciência Viva, não há dados estatísticos sobre a incidência da leucemia em Portugal nem se sabe, ao certo, quantos são os dadores voluntários de medula.

Marta Bilro

Fonte: PM Farma, Portal do Cidadão com Deficiência, cienciaviva.pt, Europa Press, fuerteventuradigital.com, interbusca.com


Esponjas com poderes curativos



Duas biólogas do Museu de Ciências Naturais do Rio Grande do Sul, Brasil, estudam desde 1998, o poder das esponjas para curar doenças.
Para tal procuraram na costa do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul e encontraram mais de 60 espécies de esponjas.
As esponjas, para se defenderem dos seus predadores ”cospem” substâncias químicas que os afastam. Essas substâncias são hoje o alvo dos pesquisadores.
Sabe-se agora que possuem substâncias antioxidantes, aptos para alterar a produção de radicais livres, as moléculas que provocam o envelhecimento, podendo causar doenças como cancro, doença de Alzheimer e Parkinson.


Liliana Duarte

Fonte: Programa do Jornalismo Ambiental
Site Portal Farmácia On-Line; Foto de J.P.Cauduro Filho retirada do site



Espanha retirou lote da vacina para a febre-amarela

O Ministério da Saúde de Espanha considera que uma reacção adversa previsível poderá explicar o facto de quatro pessoas terem desenvolvido reacções adversas à vacina da febre-amarela nas Canárias, mas ordenou a suspensão de todo o lote do fármaco enquanto está a ser investigada a causa do problema.

O director-geral de Saúde, Manuel Oñorbe, informou que “em todo o caso, estamos a proceder à imunização com outro lote, e não vamos administrar nenhuma vacina do lote suspeito até termos resultados definitivos sobre o que se passou”, embora, asseverou, “pareça tratar-se de um caso pontual” de efeitos secundários da vacina, devidamente previsto e totalmente inofensivo. O governante afirmou que há apenas uma pessoa internada em Tenerife, enquanto outras três terão sofrido transtornos menores, como mal-estar, dores de cabeça e febres ligeiras, sintomas que, para os serviços do ministério, “parecem ser normais”.
Dados do laboratório de referência do governo espanhol em Majadahonda (Madrid) atestam que, da análise ao paciente hospitalizado, reforça a convicção de que se trata de “um caso pontual” de uma reacção adversa, e que dentro de uma semana será possível ter a certeza de que o paciente não foi afectado por qualquer doença grave. “Em princípio trata-se de um problema que está devidamente contemplado na ficha técnica da vacina, que às vezes resulta numa reacção adversa, e que não produz os mesmos efeitos em todas as pessoas”, frisou o director-geral de saúde do país vizinho. Um caso semelhante ocorrido em Huelva, em 2004, terminou na morte de uma jovem de 26 anos.

Carla Teixeira
Fonte: El Mundo
Cientistas desvendam resistência aos fármacos
Segredo da malária quase descoberto


Investigadores do Centro Médico da Universidade de Georgetown, nos Estados Unidos, acreditam estar perto de desvendar o segredo da resistência que o agente causador da malária vem desenvolvendo, ao longo das três últimas décadas, aos sucessivos tratamentos.

Os cientistas criaram artificialmente um gene protozoário que parece contribuir para o desenvolvimento daquela resistência no âmbito de uma experiência laboratorial que durou dois anos, que terá culminado na criação do maior gene sintético alguma vez construído, podendo assim estudar mais facilmente a proteína que ele produz em largas quantidades. De acordo com os resultados da investigação, publicada na revista científica «Biochemistry», através da adição do gene recriado e da proteína, conseguiram aceder a todo o material biomolecular necessário para entender como é que o parasita responsável pela malária (plasmodium falciparum) logrou tornar-se resistente à maioria dos medicamentos concebidos para o destruir.
Entretanto, os investigadores descreveram dois outros genes conhecidos pelo facto de conferirem resistência: “Agora temos estes genes, que podem ajudar a entender a base molecular da resistência aos medicamentos contra a malária, possibilitando o esclarecimento sobre como deverão ser desenvolvidos os novos fármacos para o combate àquela doença, de maneira a exterminar realmente o parasita”, disse Paul Roepe, docente e investigador da secção de Bioquímica e Biologia Molecular e Celular do departamento de Química da universidade.
A malária é a doença parasitária mais importante do mundo, estimando-se em 300 a 500 milhões o número de novos casos diagnosticados anualmente e em cerca de dois milhões o número de mortos por ano (um milhão corresponde a crianças com menos de cinco anos de idade). É actualmente a sétima causa de morte no mundo e, sendo endémica em 91 países, apresenta uma taxa de prevalência comparável à da sida. Em Portugal não há hoje registo da existência da malária, que representou um importante problema de saúde pública até meados do século passado. O último caso autóctone da doença, que é transmitida pela picada das fêmeas do mosquito Anopheles, remonta a 1962.

Carla Teixeira
Fontes: Bio.com, Centro Médico da Universidade de Georgetown, Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge, Eurosurveillance e Wikipédia.
Jornal acusado de prestar “mau serviço” aos doentes
Amgen desmente notícia do «The New York Times»


Uma notícia de primeira página e um editorial, publicados em edições diferentes do jornal «The New York Times» no passado mês de Maio, suscitaram um desmentido da farmacêutica Amgen, com sede na Califórnia, que acusa aquele diário de ter prestado um mau serviço às pessoas que sofrem de anemia e aos profissionais que tratam desses doentes.

Em causa está, segundo a Amgen, a publicação daqueles conteúdos, nas edições de 9 e 14 de Maio, em que se afirmava que os descontos e o sistema de reembolso aplicado aos medicamentos contra a anemia levaria os médicos e os farmacêuticos a prescrevê-los em quantidade abusiva e desnecessária. De acordo com a Amgen, a notícia difunde ideias erradas e perniciosas acerca do sistema de administração daqueles fármacos, induzindo os leitores a acreditar que o sistema de saúde estará a ganhar dinheiro às custas dos doentes anémicos.
A Amgen explica que o sistema é legal, estando a ser aplicado a largas dezenas de medicamentos, produzidos por diversas empresas do sector farmacêutico, e reitera a ideia de que o «The New York Times» não procurou aferir a verdade, limitando-se antes a lançar o anátema da corrupção sobre os médicos e os laboratórios. Porque o sistema de “compra e cobrança” em vigor consiste na compra, pelos prestadores de cuidados de saúde, de medicamentos complexos, como o Anaresp® da Amgen, aos fornecedores, e pela sua cobrança à Medicare e às companhias de seguros só no momento em que aqueles produtos são administrados.
Por este motivo, a multinacional assegura que, ao contrário do que refere a notícia, as clínicas e os hospitais podem até perder dinheiro, e frisa que, mesmo nos casos em que consigam comprar os medicamentos a um preço inferior ao do retorno das seguradoras, esse lucro pode ser usado no pagamento do pessoal e em despesas correntes dos serviços, ou mesmo no apoio a doentes que não tenham cobertura do seguro, não constituindo em si um acto de corrupção.
A Amgen assegura que o sistema não penaliza os doentes, e diz mesmo que mais perniciosos terão sido os efeitos da notícia e do editorial publicados, que poderão ter disseminado a ideia de que os medicamentos indicados para o tratamento da anemia estão a ser prescritos em doses excessivas nos Estados Unidos.

Carla Teixeira
Fonte: Amgen
Eleições na Ordem dos Farmacêuticos
Boletins de voto já foram enviados


Os boletins de voto que permitem aos farmacêuticos portugueses a participação no acto eleitoral do próximo dia 21, que definirá o nome da primeira bastonária da OF – Filomena Cabeça e Irene Silveira estão na corrida por um lugar que nunca antes foi ocupado por uma mulher –, e que exercerá funções durante o triénio 2007-2010, foram ao longo desta semana remetidos aos profissionais, que poderão optar pelo voto por correspondência.

No próximo dia 21, os farmacêuticos são chamados a pronunciar-se sobre o futuro do organismo que os representa, podendo exercer o seu direito cívico nas secções e delegações regionais da Ordem, de forma presencial, ou fazendo chegar, através dos CTT, os boletins de voto devidamente preenchidos. A votação para os Colégios de Especialidade pode também ser feita, presencialmente ou por correspondência, no mesmo dia, na sede nacional, em Lisboa.
Filomena Cabeça, que lidera a lista A, foi a primeira candidata a assumir esse estatuto, em Maio, e defende o lema da “inovação na continuidade”, partilhando os mesmos ideais de gestão da Ordem dos Farmacêuticos que têm sido preconizados pelo actual bastonário, Aranda da Silva, e integrando na sua lista algumas figuras da actual direcção. Vincando o facto de fazer parte da estrutura, com a qual tem partilhado “alguns projectos” desde há 12 anos, dos quais garante não se demitir, admite no entanto estar aberta ao contributo de “todos os que queiram melhorar os procedimentos” de Farmácia em Portugal.
Pela lista B, Irene Silveira, catedrática da Faculdade de Farmácia da Universidade de Coimbra, apela ao “voto na mudança”, assumindo como principal reivindicação da sua candidatura a reformulação do actual sistema de renovação da carteira profissional, de modo a permitir a “valorização da experiência diária integrada no acto farmacêutico”. Afirmando que os princípios e a forma de obtenção de créditos têm sido adulterados, “favorecendo negócios e criando entraves a uma verdadeira política de formação”, recorda que todos os farmacêuticos são licenciados por universidades acreditadas pela OF, “não sendo sério nem credível” impedir que os profissionais competentes possam desempenhar as suas funções por não terem pago uma das sessões de formação”.

Carla Teixeira
Fontes: Lusa, Diário de Notícias, sites das candidaturas

Farmacêuticos debatem prescrição de fármacos

A Real Sociedade Farmacêutica da Grã-Bretanha (Royal Pharmaceutical Society of Great Britain) promove amanhã, dia 11 de Junho, uma jornada de reflexão sobre a experiência corrente dos farmacêuticos britânicos na prescrição de medicamentos.

O encontro – sob a designação «Pharmacists as prescribers: the UK experience» – está agendado para o Sheraton Hotel de Amesterdão, na Holanda, e visa debater as razões pelas quais os profissionais de Farmácia do Reino Unido foram levados a tomar este passo, substituindo-se tantas vezes aos médicos no aconselhamento e na indicação terapêutica a seguir pelos pacientes, providenciando aquilo que a organização deste evento define como “uma resposta ao desafio de oferecer um novo e importante serviço aos doentes e aos colegas da Medicina”.
Os participantes e os vários oradores convidados, em representação de numerosos serviços de saúde da Grã-Bretanha, pretendem reflectir sobre a forma como o sector se organizou e trabalhou para levar em frente a “agenda da prescrição” no país, tendo em conta que também as enfermeiras que exercem funções no Reino Unido conquistaram já o direito de prescrever fármacos aos seus doentes.

Carla Teixeira
Fonte: Royal Pharmaceutical Society of Great Britain

Nova unidade privada de saúde abre brevemente no Norte do país

Instituto Médico de Diagnóstico e Tratamento do Norte em Matosinhos

Com o intuito de revolucionar parte da oferta de saúde no Norte do país, o Instituto de Diagnóstico e Tratamento CUF Campos Costa abre portas em finais do próximo mês e vai oferecer, pela primeira vez no país, um espaço privilegiado para todos os meios complementares de diagnóstico, consultas diferenciadas, cirurgias em ambulatório e tratamentos complexos, como os oncológicos. O centro fica situado perto da estação de metro de Sete Bicas, na Senhora da Hora, em Matosinhos.

A nova unidade de Saúde terá 14 mil metros quadrados de área clínica, com diversas especialidades, equipas médicas apetrechadas com a mais alta tecnologia nas áreas da imagem, oncologia integrada, patologia clínica, medicina nuclear, insuficiência renal, cardiovascular, medicina dentária, gastrenterologia, pneumologia, oftalmologia e reabilitação, para além de uma completa e bem equipada área de cirurgia ambulatória.

O futuro Instituto está preparado para receber mil doentes por dia, oferecendo serviços de topo nas áreas de oncologia, cardiologia e neurociências. Contará ainda com uma unidade de fisioterapia, uma clínica para “consultas rápidas” de pediatria, hemodiálise e uma área de "medicina do conforto". Um conceito inovador que engloba medicina dentária, dermatologia, oftalmologia, cirurgia vascular, cirurgia estética e nutrição. N área da cirurgia em ambulatório, o projecto pretende estar aberto a diversos médicos, convidando cirurgiões externos para operar no Instituto.

A colaboração com o Estado está garantida no que se refere a meios complementares de diagnóstico e nos tratamentos de hemodiálise, o mesmo não acontece com a oncologia. Este pode revelar-se como o maior desafio do novo Instituto. O que este propõe é que o Estado comparticipe os tratamentos e o Instituto faculta o espaço, de modo a proporcionar um maior conforto aos pacientes.

Isabel Marques

Fontes: Jornal de Notícias e www.josedemelo.pt

Cerveja reduz colesterol

Um estudo feito pela Sociedade Espanhola de Dieta e Ciências da Alimentação (Sedca) e pela Universidade de Valência, comprovou que a cerveja pode trazer benefícios para a saúde.
O estudo foi realizado em 50 freiras, de três conventos espanhóis, com idades compreendidas entre os 68 anos, que foram submetidas, durante 45 dias, ao consumo de meio litro de cerveja sem álcool.
Depois de a beberem, comprovou-se que o colesterol baixou na ordem dos 6% a 8%, devido a uma substância chamada lúpulo, que funciona como antioxidante.
Estudos anteriores comprovam que na Antiguidade, o lúpulo era utilizado pela medicina tradicional no tratamento de diversas doenças por possuir agentes anti bacterianas e anti inflamatórias, além de propriedades sedativas e diuréticas.
A cerveja pode diminuir o risco de problemas cardiovasculares e reduzir o colesterol. Jesus Román Martínez, um dos responsáveis pelo estudo afirma que “ o consumo de cerveja sem álcool pode contribuir para a redução de patologias associadas à idade e, portanto, promover um envelhecimento mais saudável".


Liliana Duarte

Fonte: BBC Brasil

Pertuzumab apresenta resultados promissores no tratamento do cancro da mama

Pertuzumab, um medicamento da Roche ainda em fase de investigação, mostra resultados promissores no combate ao cancro da mama avançado, quando combinado com Herceptin. Os resultados iniciais dos testes ao pertuzumab, um inibidor de dimerização de HER, mostram uma substancial actividade anti-tumor quando combinado com Herceptin, em pacientes pré-tratados com cancro da mama HER2 positivo. O estudo mostrou que um em cada cinco pacientes responderam ao tratamento com pertuzumab e um em cinco também apresentaram uma estabilização da doença durante seis meses ou mais. Os resultados são particularmente promissores, uma vez que os benefícios foram observados em pacientes em fase avançada de cancro, cujas opções para tratamento posterior são limitadas.

Segundo um dos principais investigadores, Dr. José Baselga do Hospital Universitário Vall d'Hebron em Barcelona, estas são potencialmente boas notícias para pacientes cujo cancro de mama HER2 positivo não está a responder aos tratamentos actuais. A fase II do estudo, apresentado no Congresso Anual da Sociedade Americana De Oncologia Clínica (ASCO), em Chicago, investigou a combinação de dois agentes da Roche que atingem a proteína HER2, o pertuzumab e o Herceptin, em pacientes com cancro da mama metastizado com HER2 positivo, cuja doença tinha progredido durante o tratamento com Herceptin e quimioterapia.

O pertuzumab é o primeiro de uma nova e inovadora classe de agentes direccionados conhecidos como inibidores de dimerização de HER (HER dimerization inhibitors - HDIs). O fármaco inibe o emparelhar ou dimerização da proteína HER2 com outros receptores da família HER (HER1, HER2, HER3 e HER4). Crê-se que esta interacção tem um papel importante no crescimento e formação de vários tipos de cancro diferentes. O pertuzumab aumenta a actividade do Herceptin devido aos seus distintos modos de acção. Os resultados positivos deste estudo permitiram progredir para a fase III do desenvolvimento do pertuzumab no tratamento do cancro da mama.

Para além da avaliação do pertuzumab no tratamento do cancro da mama, a Roche e a Genentech estão a avaliar a sua utilização no cancro dos ovários em combinação com outras terapias.

O cancro da mama e o HER2

O cancro de mama é o tipo de cancro mais comum entre as mulheres do todo mundo. Todos os anos mais de um milhão de novos casos de cancro da mama são diagnosticados em todo o mundo e cerca de 400 000 pessoas irão morrer anualmente desta doença. No cancro da mama com HER2 positivo, são encontradas quantidades aumentadas de proteínas HER2 na superfície das células cancerígenas. Níveis elevados de HER2 são encontrados em formas particularmente agressivas da doença que responde deficientemente à quimioterapia. Pesquisas demonstram que aproximadamente 20 a 30 por cento das mulheres com cancro da mama são HER2 positivo.

Isabel Marques

Fontes: First Word, Pharmalive.com, Roche.pt

Farmacêuticas condicionam ensaios de medicamentos

Os resultados dos ensaios sobre medicamentos dependem, em grande parte, da farmacêutica que os subsidia, revela uma análise elaborada por um grupo de investigadores da Universidade da Califórnia, em São Francisco (UCSF). Os dados desta investigação foram divulgados nas edições mais recentes da PLoS Medicine.

Os cientistas examinaram 192 resultados de ensaios de fármacos publicados e elaborados entre 1999 e 2005 que comparavam um medicamento inibidor da enzima HMG CoA reductase capaz de reduzir o colesterol com outro semelhante, ou com um placebo. Ao examinarem os resultados constataram que se estes favorecessem o medicamento em teste, o ensaio tinha uma probabilidade vinte vezes superior de ser subsidiado pelo produtor da enzima HMG CoA reductase do que pela empresa produtora do fármaco semelhante. Os dados apresentados pelos investigadores mostram ainda que caso as conclusões do ensaio confirmassem a fiabilidade do medicamento em teste, as probabilidades do ensaio ser patrocinado pelo produtor do fármaco aumentam para 35 relativamente ao laboratório produtor da substância semelhante. É possível afirmar, por isso, que as empresas implicadas nos estudos sentem-se mais disponíveis para financiar os ensaios apenas quando estes as favorecem.

“Há muitas pessoas preocupadas com o crescente número de ensaios farmacológicos realizados pelos produtores de medicamentos”, salientou o autor do estudo Lisa Bero, professor de farmácia clínica e estudos de política da saúde na UCSF. Os resultados desses ensaios têm influência nos medicamentos que serão abrangidos pelos planos de saúde e nos tratamentos prescritos pelos médicos, nesse sentido, “se os resultados dos ensaios aos fármacos são condicionados pelos seus patrocinadores, não sabemos realmente qual é o mais eficaz”, advertiu.

Há, no entanto, um conjunto de factores que, de acordo com estes cientistas, poderão explicar porque é que os resultados favoreceram os financiadores dos medicamentos, entre os quais o facto dos patrocinadores dos ensaios optarem por não divulgar resultados que sejam desfavoráveis aos seus produtos. Pode também acontecer que as farmacêuticas seleccionem especificamente a atribuição de fundos aos ensaios com mais probabilidades de produzir resultados significativos.

Para além disso, acrescentou Lisa Bero, “a falta de medidas sobre os reais resultados clínicos neste mundo competitivo das comparações de medicamentos é decepcionante, uma vez que os estudos não nos fornecem a melhor informação necessária para escolhermos um inibidor da enzima HMG CoA reductase em detrimento de outros”.

O vice-presidente da “Pharmaceutical Research and Manufacturers of America”, entidade que congrega as indústrias farmacêuticas de pesquisa dos Estados Unidos, Ken Johnson, afirmou que “o novo estudo negligencia o papel crucial da ‘Food and Drug Administration’ (FDA) na revisão e aprovação de descobertas baseadas nos resultados de ensaios clínicos. A nossa indústria está dependente de ensaios clínicos bem estruturados que serão aprovados pela FDA”.

Marta Bilro

Fonte: Pharma Times

sábado, 9 de junho de 2007

Portugal ao nível dos melhores na ortopedia

A medicina ortopédica em Portugal deu um “salto de gigante” nas duas últimas décadas, posicionando-se lado a lado com o que de melhor se faz na Europa em termos técnicos. A afirmação foi proferida pelo presidente da Sociedade Portuguesa de Ortopedia e Traumatologia, Jorge Seabra, durante a participação nas jornadas nacionais de Ortopedia Infantil, que ontem terminaram no Funchal.

Para o também director do serviço de Ortopedia do Hospital Pediátrico de Coimbra, a forma como os profissionais de saúde estão a fazer as suas especializações, centrando-se em algumas áreas dentro da ortopedia infantil é uma mais-valia que contribui para que alguns serviços sejam considerados mais aptos que outros para realizar determinadas intervenções.

No entanto, a formação é um factor importante que, segundo o especialista, tem sido uma constante entre os profissionais, não só ortopedistas, mas também de outras especialidades, entre os quais se encontram os médicos de família. São estes que, nos centros de saúde, durante as consultas diárias, têm o primeiro contacto com a realidade de algumas patologias, o que permite que alguns diagnósticos sejam feitos fora dos hospitais, acrescentou o responsável.

Numa chamada de atenção para a utilidade do diagnóstico precoce, Jorge Seabra referiu-se à intuição materna como uma forma importante de identificar doenças que, anteriormente, demoravam vários anos a ser reconhecidas, isto porque, muitas vezes são as mães que alertam os profissionais durante as consultas de rotina.

Marta Bilro

Fonte: Jornal da Madeira

Marijuana ajuda a eliminar alergias de pele

Um grupo de cientistas alemães elaborou um estudo que revela os benefícios da marijuana no tratamento de alergias da pele. De acordo com a análise publicada na revista Science, a substância química que confere à marijuana o efeito de provocar alucinações pode também ser usada para tratar alergias da pele. A descoberta poderá conduzir à produção de novos medicamentos baseados no tetrahidrocannabinol (THC), o ingrediente activo na planta, que trata alergias e doenças do foro imunológico.

As consequências negativas da alergia cutânea podem ser anuladas através do efeito provocado pela canabis que regula o sistema imunitário e o sistema nervoso, explicou a equipa de especialistas da Universidade de Bona. Na investigação apresentada, ficou comprovado que a presença dos canabinoides produzidos pelo próprio corpo, diminui a irritação em ratos com alergia ao níquel em 50 por cento, esclareceu o neurobiologista, Andreas Zimmer.

Este especialista vai mais além ao afirmar que as pessoas que sofrem de patologias inflamatórias como a asma ou o eczema possivelmente não produzem endocanabinoides suficientes. Zimmer acredita que terapias diárias baseadas em compostos de THC poderão ajudar no tratamento deste tipo de patologias.

Ainda assim os investigadores advertem que estes pacientes não devem auto-medicar-se com marijuana devido aos efeitos secundários provocados pela substância.

Marta Bilro

Fonte: Newscientist.com, Correio da Manhã

Compostos da Lagarta da Couve podem ajudar no tratamento da Gota

A lagartas da couve podem ter um importante contributo no tratamento da gota. Isto porque, uma investigação levada a cabo pela Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto, em colaboração com o laboratório RequiMte e com a Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Bragança, descobriu que este animal é capaz de transformar os compostos vegetais existentes nas couves, em compostos completamente distintos.

O projecto teve inicio nos finais de 2006 e os seus resultados motivaram já diversas publicações em revistas internacionais da especialidade.

Como explica Paula Andrade, uma das responsáveis pela investigação, inicialmente esta tinha o objectivo de identificar os flavonóides, “compostos da couve tronchuda que têm uma acção antioxidante”. No entanto, no decorrer do projecto, as couves em estudo foram invadidas por uma praga de lagartas, que as destruiu. Os investigadores decidiram então analisar as lagartas.

As lagartas, foram de inicio submetidas a um jejum de uma hora, o que levou os investigadores à “conclusão de que fazem o mesmo que nós com os compostos presentes nas couves, ou seja, são capazes de os metabolizar. O resultado é que apenas se detectaram na lagarta três flavonóides iguais aos das couves, enquanto os outros já eram completamente diferentes”, de acordo com Paula Andrade.

Com base nos resultados desta experiência, procedeu-se então a um novo estudo, aprovado e financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia, de forma a avaliar os compostos produzidos pelas lagartas, em diferentes fases do seu ciclo de vida e tendo como alimento, diferentes tipos de couves.

Patrícia Valentão, uma das investigadoras ligadas ao projecto, adiantou que, “por enquanto já conseguimos saber que, ingerindo diferentes compostos, as lagartas produzem também compostos diferentes da primeira experiência, até porque agora as submetemos a um jejum de 12 horas, o que lhes permite fazer todo o processo de metabolização”.

Contudo, os resultados foram ainda mais surpreendentes, uma vez que os cientistas verificaram também que, “a actividade anti-oxidante dos compostos produzidos pela lagarta é superior aos da couve que comeu, ou seja, têm maior e melhor actividade antioxidante”.

Estes compostos agora descobertos poderão ser capazes de controlar o ácido úrico, já que têm um efeito inibidor da enzima responsável pela sua formação.

A investigação passará agora por uma fase de avaliação, pois não são ainda conhecidos todos os compostos produzidos pelas lagartas da couve, ao longo do seu ciclo de vida.

Inês de Matos

Fonte: Jornal de Noticias

Revlimid tem benefícios em pacientes com mieloma múltiplo

Um estudo de Fase III realizado pelo Eastern Cooperative Oncology Group (ECOG 4A03) demonstrou que a utilização de Revlimid, um medicamento destinado ao tratamento do cancro oral, tem benefícios nos pacientes com mieloma múltiplo.

Os resultados da investigação foram apresentados na reunião da American Society of Clinical Oncology (ASCO), em Chicago, e referem que os pacientes de todas as idades e etapas de mieloma múltiplo podem beneficiar da utilização de Revlimid com doses reduzidas de dexametasona esteróide. Os dados relativos à utilização deste fármaco em doentes com mieloma múltiplo recém diagnosticado e pacientes com mieloma múltiplo reincidente/resistente serão apresentados no final da próxima semana, durante a reunião da Associação Europeia de Hematologia (European Hematology Association (EHA), que se realiza em Viena.

O vice-presidente da European Myeloma Platform (EMP), Rolf Pelzing, salientou o entusiasmo da associação com o impacto potencial que um tratamento de cancro oral, como é o caso do Revlimid, poderá ter no tratamento de doentes com mieloma múltiplo. “Estamos a trabalhar com a Agência Europeia de Avaliação de Medicamentos (EMEA na sigla inglesa) para ajudar a disponibilizar este tratamento oral o mais depressa possível para doentes em toda a Europa, de modo a que os pacientes com mieloma múltiplo possam beneficiar deste novo tratamento promissor”, acrescentou o mesmo responsável.

Os primeiros resultados da investigação foram revelados em Abril, quando os cientistas constataram, antecipadamente, que após um ano, os doentes a quem foi administrado Revlimid com uma baixa dose de dexametasona (LDD) apresentaram uma taxa de sobrevivência de 96 por cento, por oposição aos 87 por cento correspondentes ao número de pacientes que receberam Revlimid com a dose elevada de padrão de dexametasona esteróide.

Durante a próxima semana está também agendada a apresentação de dados relativos à acção do Revlimid em simultaneo com melfalan e prednisona em doentes idosos com mieloma múltiplo recém diagnosticado.

O Mieloma Múltiplo é um tumor que surge na medula óssea quando ocorrem mutações nos plasmócitos (células especializadas responsáveis pela produção de anticorpos, essenciais na defesa do organismo contra doenças e infecções). A multiplicação excessiva e descontrolada destas células na medula óssea (tecido que se encontra no interior dos ossos e onde se formam as células sanguíneas) dá origem ao mieloma múltiplo que é o segundo tipo mais frequente de cancro do sangue e afecta mais de 80 mil pessoas na Europa, 750 mil a nível mundial. De acordo com os dados da American Cancer Society, apenas 30 por cento dos doentes com mieloma múltiplo sobrevivem mais de cinco anos, sendo um dos cancros com menor taxa de sobrevivência a longo termo.

Marta Bilro

Fontes: Médicos de Portugal, PR Newswire

Zelnorm retirado do mercado chinês

A China ordenou que fosse interrompida a produção e retirado do mercado o medicamento Zelnorm, da farmacêutica suíça Novartis, destinado ao tratamento de irritações intestinais. A comercialização desta substância tinha já sido suspensa nos Estados Unidos da América e no Canadá depois de terem sido detectados efeitos secundários ao nível cardiovascular.

Num comunicado emitido on-line, a Administração Estatal de Alimentos e Fármacos justifica a decisão das autoridades chinesas mencionando “análises realizadas na China e no exterior” que comprovaram que “os riscos provocados pelo Zelnorm superam os possíveis benefícios para alguns pacientes”.

Desde que foi colocado à venda no mercado chinês, em 2003, o Centro Nacional da China para a Monitorização dos Efeitos dos Medicamentos, recebeu 98 relatórios que referem efeitos secundários. Entre as causas mais comuns estão a diarreia e as náuseas, mas há também quem tenha mencionado a taquicardia, palpitações e tensão baixa, informa o mesmo comunicado.

De acordo com a Xinhua, a agência noticiosa oficial chinesa, o fármaco é produzido por três empresas chinesas e no país há centenas de milhares de pacientes que o usam.

Recorde-se que, em Março, a Novartis acordou suspender as vendas do fármaco nos Estados Unidos da América após uma petição da Food and Frug Administration (FDA), entidade que regula o mercado norte-americano dos medicamentos. O Instituto Suíço de Controlo de Medicamentos (Swissmedic) seguiu o exemplo, e determinou a retirada do fármaco por causar “riscos cardiovasculares agudos”.

Marta Bilro

Fonte: China Daily, PM Farma, reporterodigital.com, estadão.com.br

FDA aprovou primeiro fármaco de emagrecimento sem receita médica

“Alli” começa a ser vendido sexta-feira

A Food and Drug Administration (FDA), entidade que regula o mercado norte-americano dos medicamentos, aprovou o primeiro fármaco adelgaçante que poderá ser obtido sem prescrição médica e que, quando conjugado com a dieta, permite perder mais de 50 por cento do peso que seria perdido com uma dieta regular.

A decisão, divulgada pela farmacêutica britânica GlaxoSmithKline, refere ainda que o Alli, nome atribuído ao medicamento, começará a ser comercializado a partir da próxima sexta-feira (15 de Junho). A substância é dirigida à população adulta com excesso de peso que, em simultâneo, esteja sujeita a uma dieta baixa em gorduras e calorias.

Em declarações à agência Efe, a nutricionista Sylvia Meléndez-Klinger, afirmou que não se trata de um “comprimido mágico” mas antes de uma ajuda que pode facilitar a diminuição de peso e contribuir para a prevenção problemas de saúde derivados da obesidade, onde se incluem a diabetes, o colesterol e a hipertensão.

A especialista porto-riquenha considera que “a população é alvo de uma pressão para perder peso” e, contrariamente a outros medicamentos adelgaçantes existentes no mercado, os estudos efectuados pela FDA comprovaram a “eficácia e segurança” do Alli. A explicação para o facto de este medicamento dispensar a recomendação médica é dada pela sua actuação exclusiva ao nível intestinal, não tendo quaisquer efeitos no coração ou no sistema nervoso.

Para que surta efeito, a GlaxoSmithKline recomenda a toma de um comprimido três vezes por dia, às refeições. Desta forma serão eliminadas cerca de 25 por cento das gorduras contidas nos alimentos. Em conjunto com o produto, será distribuído um guia de alimentação saudável, um diário, um contador de calorias e gorduras, cartões de dados para consultas rápidas e acesso gratuito a um plano de acção individual on-line.

Marta Bilro

Fonte: PM Farma, LosTiempos.com, Último Segundo, Portugal Diário

Sumário da semana

Lido Publicado Título
142 04-06-2007 7:49 A alimentação em Portugal (Reportagem)
128 01-06-2007 13:03 Utentes reconhecem qualidade do serviço prestado p...
124 01-06-2007 13:37 Apoio inédito a prematuros
90 05-06-2007 0:15 Laboratório reembolsa Estado em caso de insucesso ...
87 02-06-2007 9:31 Uma abordagem pedagógica para candidatos a médicos
84 05-06-2007 0:34 Quando o leite faz mal
83 01-06-2007 12:53 A doença inimiga do repouso
83 01-06-2007 13:39 Controlar asma na web
83 03-06-2007 18:35 Portugal não fiscaliza mercado de plantas medicina...
80 02-06-2007 9:17 Administração Central do Sistema de Saúde, I. P. (...
75 05-06-2007 19:51 UCB e APDI criam comunidade online para doentes de...
72 03-06-2007 19:46 CE aposta na luta contra o cancro
70 06-06-2007 9:35 Medicamentos: reacções adversas não quantificadas
69 01-06-2007 12:44 Gabinete do Secretário de Estado da Saúde publica ...
69 05-06-2007 19:56 IBM estreia site sobre Ensaios clínicos
64 01-06-2007 13:15 Nova agência europeia de produtos químicos
63 04-06-2007 7:51 ICAP suspende publicidade da Becel na Internet
63 06-06-2007 9:33 E assim nasce um medicamento…
62 03-06-2007 19:24 Tratamentos anti-rugas devem começar antes dos 30 ...
59 02-06-2007 5:56 Aparelho inovador evita amputações
59 02-06-2007 9:19 Benzilpiperazina não permite fabricar droga psicoa...
57 04-06-2007 20:05 Apifarma e farmacêuticos firmam protocolo
57 07-06-2007 6:36 Viracept retirado do mercado
56 01-06-2007 10:31 Novo medicamento contra o cancro é activado por la...
55 04-06-2007 20:20 Hospitais gastaram quase 250 M€ em medicamentos at...
54 02-06-2007 5:18 Boehringer Ingelheim intensifica medidas de combat...
54 04-06-2007 7:38 Adalimumab reduz risco de internamento na doença d...
54 05-06-2007 11:54 Acesso a novos fármacos na Europa
54 06-06-2007 9:30 Nigéria processa Pfizer pela morte de 11 crianças
52 03-06-2007 19:34 Portugal na vanguarda da Urologia
52 04-06-2007 7:57 AstraZeneca compra 96% da MedImmune
52 04-06-2007 20:09 Exjade, novo medicamento oral para eliminar excess...
51 03-06-2007 10:43 ProBioGen e Virbac associam-se para desenvolver pr...
50 06-06-2007 8:51 Cuidado com alergias ao sol
49 01-06-2007 13:08 Caso Vioxx pela terceira vez em tribunal
49 01-06-2007 13:29 Investigação como ponto de partida
48 07-06-2007 18:28 Novo sistema permite medição da glicose on-line
47 02-06-2007 9:16 Mulheres incontinentes mais predispostas a depress...
47 02-06-2007 9:21 Vacina contra tuberculose latente disponível em 20...
47 07-06-2007 6:18 Ginecologista, uma visita cada vez mais precoce
46 01-06-2007 8:01 Utilizadores de produtos naturais não seguem corre...
46 06-06-2007 8:55 Portugal, primeiro país a produzir azeite com esta...
45 04-06-2007 17:41 O FDA aprova Lapatinib :uma nova esperança para a ...
45 04-06-2007 19:49 Gravidez e parto induzem incontinência
44 05-06-2007 12:52 Aprovado o Norditropin da farmacêutica Novo Nordis...
44 07-06-2007 18:38 Laboratório Zambon adquiriu Novaderm
43 02-06-2007 5:29 Dependência da canabis com fim à vista
43 03-06-2007 19:40 União Europeia inicia luta contra medicamentos fal...
43 04-06-2007 18:58 Bluepharma é referência para PME’s portuguesas
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Aborto

Aborto só na zona de residência

As grávidas que queiram abortar até às dez semanas, à luz da nova lei, terão de se dirigir apenas aos hospitais da zona de residência. De acordo com o Diário de Notícias, muitas unidades não querem receber mulheres de outras regiões, por receio de falta de recursos, designadamente médicos e camas.

O DN diz que o elevado número de médicos objectores de consciência está na origem da situação e que, por isso, o anonimato de quem quiser praticar um aborto, nos termos da lei, poderá estar ameaçado.A regulamentação das alterações à lei está a ser ultimada. O director-geral de Saúde confirma que a resposta aos pedidos deverá ser feita de acordo com a "rede de referenciação", ou seja, deve ser dada pelos blocos de partos correspondentes à área de residência da mulher.

Nuno Oliveira Jorge

Fonte: DN

Estrogéneo usado no tratamento local da atrofia vaginal



Terapia individualizada pode ser benéfica
Estrogéneo usado no tratamento local da atrofia vaginal


Cerca de 40 por cento das mulheres na menopausa enfrentam problemas de atrofia vaginal que podem ser atenuados mediante a administração local de estrogéneo. O esquema terapêutico pode ser individualizado de acordo com a experiência clínica e a preferência da paciente: em creme, comprimidos ou anel vaginal.

A diminuição de estrogéneo é um dos factores de maior preponderância na maioria das alterações anatómicas, citológicas, bacteriológicas e fisiológicas decorrentes da transformação do aparelho reprodutor feminino após a menopausa. Em 10 a 20 por cento dos casos, os primeiros sintomas surgem nos primeiros três anos depois da entrada na menopausa, e ao fim de cinco a oito anos aproximadamente metade das pacientes queixa-se de transtornos urogenitais, enquanto 15 a 20 anos depois há uma grande prevalência de problemas atróficos relacionados com a perda de estrogéneo: a vagina torna-se mais curta e estreita e perde elasticidade.
A atrofia vaginal motivada pelas transformações menopáusicas tende a agravar-se ao longo dos anos, estimando-se que 40 por cento das mulheres na menopausa experimente problemas como secura vaginal, irritação e comichão, embora apenas 25 por cento recorra ao aconselhamento médico. A aplicação local de estrogéneo, através do uso de cremes, da toma de comprimidos ou do uso de um anel vaginal (todos com o mesmo grau de eficácia), pode aliviar os sintomas mais perturbadores sem provocar os efeitos secundários comuns na terapia hormonal. O tratamento deverá ser continuado enquanto persistirem os sintomas.

Carla Teixeira
Fontes: Journal Watch, Women’s Health, Terra.com

Peritos apelam à vacinação contra a hepatite B

Em oito países do Norte da Europa
Peritos apelam à vacinação contra a hepatite B


Doze anos após a Organização Mundial de Saúde ter recomendado a vacinação universal contra a hepatite B, que até ao momento apenas 168 países adoptaram, uma equipa de especialistas em doenças infecciosas e viajantes analisou as várias estratégias nacionais de prevenção da doença e concluiu que “a vacinação de toda a população é a melhor opção para reduzir o impacto da doença na saúde pública”, exortando oito países do Norte da Europa a instituir aquela prática.

A hepatite B é a principal causa de cancro do fígado e está na origem de 500 mil a 1,2 milhões de mortes por ano em todo o mundo. Só na Europa estima-se que 90 mil pessoas sejam portadoras do vírus e cerca de 22 mil morram anualmente na sequência de infecções. Não obstante este cenário, oito países do Norte da Europa ainda resistem à implementação de um programa universal de vacinação, pelo que os peritos da OMS vieram a público pedir que Dinamarca, Holanda, Reino Unido, Suécia, Finlândia, Islândia, Irlanda e Noruega generalizem a medida, que até agora é aplicada apenas aos chamados grupos de risco.
Num artigo publicado na última edição da revista científica «The Lancet», a equipa de investigadores reconhece que a vacinação dos grupos de risco produz um efeito mais imediato e pode ser mais económica do que a vacinação universal. Contudo, avisam que nem sempre é fácil identificar todas as pessoas que integram os grupos de risco, normalmente vítimas do estigma social. Na opinião daqueles especialistas a vacinação universal deve ser feita na infância e na adolescência, acompanhando também as mulheres grávidas, e constitui a forma mais segura e eficaz de diminuir o número de novos diagnósticos, permitindo também proteger as crianças antes de elas serem expostas ao risco.
A vacina é altamente efectiva e quase isenta de complicações (à excepção de uma pequena reacção no local da injecção), e tem a vantagem de, porque a hepatite B é um dos grandes factores predisponentes ao desenvolvimento do cancro no fígado, ajudar a prevenir também a incidência daquele carcinoma. A imunização é feita em três tomas, através de injecção intramuscular, sendo a segunda toma realizada um a dois meses após a primeira, e a terceira cinco meses mais tarde. A produção de anticorpos acontece em 95 por cento dos pacientes, que gozam de um nível de protecção muito próximo dos 100 por cento. A imunidade é garantida pelo prazo de 10 anos, mas poderá mesmo durar toda a vida, podendo a qualquer momento ser avaliada através de uma análise do sangue.

Carla Teixeira
Fonte: El Mundo e HepCentro

EUA comercializam medicamento para emagrecer sem receita

A entidade que controla a venda de medicamntos nos Estados Unidos da América, o FDA, aprovou a venda de um dietético sem receita médica. O fármaco, quando combinado com uma alimentação baixa em gorduras e calorias, pode reduzir em 50% o peso.

O produto vai estar à venda a partir de dia 15 de Junho e está aconselhado a adultos com excesso de peso e o seu consumo deve ser acompanhado de uma alimentação saudável e prática de desporto, explicou a empresa farmacêutica GlaxoSmithKline.

Em declarações à agência noticiosa espanhola, EFE, a nutricioinista Sylvia Meléndez-Klinger salientou que «o produto em si não é mágico, apenas dará um empurrãozino na perda de peso e na prevenção de doenças como a diabetes e a hipertensão».

Os testes realizados pelo FDA para controlo de qualidade do produto demostram que este vai actuar no intestino e não tem efeitos prejudiciais no coraçao e sistema nervoso, adianta a médica.

Sara Pelicano

Fontes: Portugal Diário

Azeite no combate contra o colestrol

Azeite virgem extra com adição de estanóis vegetais é o novo produto da Benecol que tem como objectivo ajudar a combater o colestrol (no termo técnico, HDL). Portugal vai ser o primeiro país a produzir um alimento que tem também a função de medicamento.


A Benecol, em conjunto com a empresa transportadora dos seus produtos, a GL, criou um pólo de produção para o novo Benecol Azeite.

O lançamento vai ser em Portugal e a exportação para os principais mercados mundias está prevista para breve. A empresa pretende vender, até ao final do ano, 60 mil litros o que equivale a 1% da quota do mercado total de azeite.

Sara Pelicano

Fontes: Médicos na Internet

Nova vacina para combater a meningite A

A meningite A é a mais grave das suas três variedades e mata 10% dos doentes. A nova vacina oferece dez anos de imunidade e pode ser aplicada numa extensa faixa etária, entre um e 29 anos de idade, revela estudo feito pelo Projecto de Vacinação da Meningite.

A nova vacina foi testada em 600 pessoas do Mali e Gambis. Os resultados demonstraram que houve um aumento da imunidade 20 vezes superior ao registado quando são utilizadas as vacinas em circulação e redução dos danos colaterais.

Os cientitas planeiam agora um teste em grande escala a a realizar inda este Verão. E pretendem vacinar até 2008 nove milhões de pessoas nos locais de grande risco, como África..


Se estes resultados forem positivos, os investigadores querem introduzir a vacina em todo o continente africano. Contudo, sublinham que este será um trabalho difícil que pode demorar 15 anos para estar concluído.

O especialista em meningite, Eric Bertherat, adiantou ainda que «com a velha vacina era necessário esperar por uma epidemia para depois iniciar a vacinação», agora há uma prevenção.
Acrescenta ainda que este tem sido um trabalho com bons resulatdos e a baixos custos.

Sara Pelicano

Fontes: BBC/ Reuteurs

sexta-feira, 8 de junho de 2007

Primeiro medicamento para emagrecer sem receita médica, disponível a 15 de Junho

Foi hoje aprovada, pela Administração de Alimentos e Drogas norte-americana (FDA), a comercialização do primeiro medicamento para emagrecer, sem receita médica.

O Alli, estará à venda a partir de 15 de Junho e, quando combinado com uma dieta baixa em calorias e gorduras, pode permitir um emagrecimento de até 50 por cento do peso.

“Não é a pílula mágica”, garante Sylvia Meléndez-Klinger, nutricionista, no entanto este medicamento destinado a adultos com excesso de peso, pode proporcionar não só significativas perdas de peso, como também a prevenção de problemas de saúde, associados à obesidade, como a diabetes, o colesterol ou os problemas cardiovasculares.

Este medicamento deverá bloquear 25 por cento da gordura dos alimentos, devendo ser tomado três vezes ao dias, de acordo com as refeições.

A obesidade é considerada a grande epidemia dos novos tempos, atingindo uma parte muito significativa da população mundial. O Alli, poderá representar uma nova esperança para quem sofre de excesso de peso, uma vez que, de acordo com estudos do FDA, este é um medicamento seguro e eficaz, que actua apenas ao nível dos intestinos, não produzindo efeitos no coração ou sistema nervoso.

Uma dieta rigorosa e um estilo de vida saudável e activo, são factores determinantes para o sucesso deste novo medicamento para emagrecer.

Inês de Matos

Fonte: Portugal Diário

HIV na gestação


As doenças sexualmente transmissíveis,podem ocasionar doenças importantes no feto,chegando até à morte fetal.


O vírus de HIV é uma dessas doenças,de modo que,todas as gestantes devem realizar testes para a sua identificação.
Esses testes são extremamente importantes, uma vez que, existem tratamentos que comprovadamente reduzem a hipótese de transmissão durante a gravidez.
O exame é um exame de rotina na avaliação pré-natal e é feito mediante um exame de sangue onde são identificados os anticorpos contra o vírus de HIV e os testes positivos são confirmados.
Essa confirmação é essencial para o acompanhamento durante a gestão e após o nascimento.
As gestantes portadoras deverão ser acompanhadas,durante o pré-natal,pelo obstetra e pelo infecciologista.
O medicamento AZT diminui o risco de transmissão para o feto.
Na opinião do infecciologista Juvencio José Duailibi Furtado, cada caso deve ser analisado isoladamente. “Quem já toma os remédios deve continuar, quem acabou de descobrir deve iniciar o tratamento de acordo com as orientações médicas. Em geral, o maior risco de transmissão ocorre no período periparto, por volta da 32ª semana de gestação”.
Quanto aos recém-nascidos de gestantes positivos,esses são tratados após o nascimento.
As mães devem procurar substitutos para o leite materno pois não devem amamentar e a lactação deve ser inibida.
Na maioria das crianças não há sinais ou sintomas de infecção logo ao nascimento.
Devem assim, fazer o acompanhamento recomendado pelo Ministério da Saúde, até comprovar a sua situação sorológica.
Estima-se que 15 a 30% das crianças nascidas de mães seropositivas com o HIV adquirem o vírus durante a gestão,parto ou através da amamentação.

Sandra Cunha

Fontes:www.aids.goc.br, "Saúde da família"Grande Enciclopédia Médica,volume VII

Ossos de vidro, uma doença pouco falada mas real

Designada de osteogénese imperfeita ou ossos de vidro, a doença é hereditária e incurável, mas existe tratamento de forma a amenizar os sintomas. Tem como principal indício a fragilidade óssea devido a deficiências de colagénio, responsável por toda a estrutura primária do nosso corpo. Tal facto, faz com que muitas vezes as crianças ao nascerem tenham múltiplas fracturas que provocam deformações e nanismo. A inteligência é normal se o cérebro da criança não for lesionado.
Ao longo da vida, os portadores desta doença podem ter centenas de fracturas, levando ao encurvamento dos ossos, em especial dos braços e pernas. Em alguns casos a deformação impede o indivíduo de andar.
O tratamento consiste em infusões anuais de pamidronato dissódico. A medicação é feita por via venosa e exige que o doente fique três dias internando. Quando existe uma melhoria, a medicação é alterada para o alendronato dissódico, que é tomado por via oral, todos os dias ou semanalmente. Este tratamento permite ao doente não ficar internando.
Estes medicamentos amenizam os sintomas e proporcionam uma melhor qualidade de vida, sempre que o tratamento seja feito continuamente.

Liliana Duarte

Fonte: Portal Farmácia On-line

IBM apresenta software que prevê propagação de epidemias

A IBM anunciou que vai lançar um programa informático, em código aberto, que será capaz de prever a propagação de doenças infecciosas no mundo. O software, de seu nome Spatiotemporal Epidemiological Modeler (STEM), será doado pela multinacional IBM a cientistas e autoridades sanitárias de todo o mundo com o intuito de ajudar a planear com a máxima eficácia a resposta às emergências de saúde.

Joseph Jasinski, director da IBM e responsável pelo projecto, afirma que «o STEM permitirá às autoridade sanitárias prever a propagação de doenças, tal como prevê a chegada de uma tempestade ou furacão». Por ser em código aberto, Os programadores informáticos poderão modificar o software, dependendo das doenças ou das populações. «Até agora tem sido difícil simular cenários de crises sanitárias à escala global. O STEM permite fazer isso», acrescentou Jasinski em comunicado.

O programa, que esteve em desenvolvimento durante três anos, funciona com qualquer sistema operativo e permite criar uma representação gráfica da doença a partir da população, dados geográficos, localização dos aeroportos ou rotas migratórias dos pássaros. Pela primeira vez, será possível criar, com rapidez, modelos epidemiológicos para prever como uma doença infecciosa, como a gripe das aves, se propagará ao longo de um determinado período.

O STEM está disponível em http://www.eclipse.org/ohf/components/stem/, e é uma das tecnologias que será utilizada na Global Pandemic Initiative, uma colaboração entre a IBM e outras 20 instituições de saúde de todo o mundo.

Paulo Frutuoso
Fontes: Diário Digital, Lusa

O apoio de tratamentos da Medicina da Reprodução permite ao Estado poupar nos custos a longo prazo

Após a análise do estudo apresentado no 3º Congresso Português de Medicina da Reprodução, realizado em Maio, João Silva Carvalho,especialista e Presidente da Sociedade Portuguesa de Medicina de Reprodução (SPMR),referiu que" o estado português pouparia milhões de euros se apoiasse os tratamentos da Medicina da Reprodução contra a Infertilidade,uma vez que, as consequências inerentes aos tratamentos da Infertilidade (por vezes repetidos mais do que uma vez), como as gravidezes duplas e triplas, e os cuidados Neonatais custam mais.
De acordo com esse estudo, cada parto custa ao Estado cerca de 1.600 euros, cada cesariana cerca de 3.500 euros e os internamentos em serviços de Neonatologia (durante aproximadamente 22 dias) custam cerca de 420 euros por dia.
Os governos Europeus já adoptaram este método mas o nosso Estado ainda não tomou essa iniciativa.

Sandra Cunha

Fonte:LUSA

Hospital realiza rastreio de surdez

O Centro Hospitalar do Alto Minho (CHAM), em Viana do Castelo, recebeu um aparelho de otoemissões que lhe foi oferecido no âmbito da «Missão Sorriso», graças as esta oferta vai começar a fazer, um rastreio da surdez neonatal.

O director do Serviço de Pediatria do CHAM, Rei Amorim, refere que a falta do aparelho inviabilizava a realização daquele rastreio nos recém-nascidos. «O aparelho de otoemissões foi atribuído esta semana e estamos na fase de formação do pessoal, sendo certo que em breve começaremos a fazer o rastreio», garantiu.

O Centro Hospitalar do Alto Minho recebeu também uma bomba extractora de leite, para mães com bebés internados, e a «nova geração» do aparelho de fototerapia destinado a tratar a icterícia nos recém-nascidos.

A icterícia manifesta-se na cor amarela da pele e no branco dos olhos dos bebés e é causada pelo excesso de bilirrubina no sangue. «Mas a doação de maior valor foi, sem dúvida, o novo equipamento da sala de recém-nascidos da maternidade, desde mobiliário, ar condicionado a banheiras. O equipamento de que dispúnhamos era muito antigo, estava lá desde a criação do hospital», acrescentou, ainda, director do Serviço de Pediatria do Centro Hospitalar do Alto Minho.

Nuno Oliveira Jorge

Fonte: JN

Crianças hospitalizadas após ingestão de comprimidos

Uma criança de 10 anos, aluna da EB 1 do Arco de Baúlhe, esteve durante três dias e meio internada na Unidade de Guimarães do Centro Hospitalar do Alto Ave por ter ingerido medicamentos em excesso. A ingestão desses comprimidos deu-se durante a manhã e o início da tarde da última segunda-feira e houve mais crianças a inalar.
O medicamento era um tranquilizante que tornou sonolentas as três crianças.

Este caso, vem juntar-se a outros que têm marcado a vivência escolar desta menina que está já referenciada pela Segurança Social. Aliás, antes de habitar em Olela, Cabeceiras de Basto, Patrícia vivia com o pai e a madrasta na freguesia de Ribas, Celorico de Basto, e já aí o serviço local da Segurança Social acompanhava o caso bem de perto.

Trata-se de uma criança que, alegadamente, tem vários problemas e que começa aos poucos a mostrar um comportamento muito agressivo, fruto do ambiente familiar onde vive. Quem convive de perto com esta menina afirma também que ela tem alguns problemas de alimentação e muitas vezes são os professores da escola ou pessoas conhecidas que lhe vão colmatando algumas carências.A madrasta já foi por diversas vezes chamada à escola para ser alertada para o tipo de roupa que a menina veste, principalmente nos meses mais frios de Inverno.

A Comissão de Protecção de Crianças e Jovens de Cabeceiras não tem conhecimento oficial deste caso e a Segurança Social local não esteve disponível para o abordar.

Nuno Oliveira Jorge

Fonte: JN

Nestlé investiga relação entre nutrição e Alzheimer

O programa Nutriactiv tem como objectivo descobrir a ligação que existe entre a nutrição e doenças como Alzheimer. A multinacional do secto da alimentação, Nestlé, quer assim produzir produtos com características que contribuam para o bem-estar dos doentes.

No estudo estabeleceu-se uma relação entre a perda de peso, frequente nos portadores de Alzheimer, e a evolução da doença. Depois foram testados dois grupos diferentes. «O programa Nutriactiv foi testado em pessoas dementes que vivem em ambiente familiar em comparação com um grupo de doentes que não participaram no programa», explica o director da Fundação Instituto Catalão do Envelhecimento, Antoni Salvá.

Laurent Freixe, director geral da Nestlé Espanha, salientou que «com este programa a empresa dá mais um passo no compromisso histórico assumido para investigar tudo o que está relacionado com a nutrição, a saúde e o bem-estar das pessoas».


O estudo é o resultado do trabalho de equipa entre investigadores da Nestlé Nutrição e especialistas na área do envelhecimento e problemas relacionados com Alzheimer.

Sara Pelicano

Fontes: Pm Farma

Após doze minutos no aeroporto o INEM encontra a vítima Marta Ferreira

O INEM defende-se afirmando que chegou ao aeroporto cinco minutos depois do início da chamada feita para o 112, após as acusações de atraso em socorrer a manager dos Xutos & Pontapés.

O Semanário SOL, contactou o assessor do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), Pedro Coelho dos Santos, afirmou que, depois de chegar ao aeroporto da Portela, os paramédicos demoraram cerca de doze minutos a encontrar a casa de banho onde estava Marta Ferreira.

Pedro Santos quis ressalvar que a partir do momento em que a chamada de socorro foi efectuada o INEM respondeu com dois meios: uma ambulância que chegou ao aeroporto cinco minutos depois do início da chamada e uma viatura médica que chegou sete minutos depois da mesma.

Já no aeroporto os técnicos do INEM queixaram-se de falta de coordenação dos funcionários da segurança e dos polícias que estavam no local, visto que «ninguém sabia a localização exacta da vítima». Segundo informações a que Pedro Santos teve acesso, isto fez com que a assistência médica passasse ainda por «oito casas de banho até chegar à certa».

Vai realizar-se na próxima semana uma reunião do INEM com a administração do Aeroporto de Lisboa onde o assunto vai ser discutido, visto que, segundo o assessor do INEM, «já não é a primeira vez que isto acontece». A reunião vai tentar apurar o que pode ser feito para que situações destas não voltem a acontecer.

Já ontem, em declarações à Lusa, o vocalista dos Xutos & Pontapés, Zé Pedro, havia posto em causa a actuação dos meios médicos do próprio aeroporto: «O mais chocante foi a falta de assistência de um aeroporto como este, onde não havia hoje um médico nem máquinas de reanimação».

Nuno Oliveira Jorge

Fonte: SOL